ABSOLUTO
O Absoluto mostra que, comparado ao TODO em si, o Universo tem a natureza de uma ilusão, um sonho, uma fantasmagoria.
O Absoluto mostra que nada há de Real a não ser o TODO, pois o Universo é insubstancial, impermanente e sujeito ao Tempo, ao Espaço e à Mudança.
O Absoluto não deve levar o homem a negar os fatos e fenômenos do Universo tal como se apresentam às suas faculdades mortais.
O Absoluto traz consigo a ideia de Ser absolutamente livre de Leis Condicionantes.
O Absoluto está além das Leis relativas da Natureza, que operam unicamente nos planos inferiores de existência fenomenal relativa.
O Absoluto é apresentado como uma Realidade livre de Leis Condicionantes, enquanto as Leis Cósmicas operam nos planos da existência fenomenal relativa.
O Absoluto não pode ser definido por uma concepção finita, porque qualquer tentativa de representar o Absoluto ultrapassa os limites do pensamento e da linguagem finitos.
O Absoluto, segundo a Filosofia, só pode ser postulado a partir de um Princípio Último do Ser, pois somente um Absoluto pode possuir absolutidade.
O Absoluto é apresentado como necessário para explicar o próprio Cosmos, sendo pressuposto básico ou tácito de muitas escolas filosóficas.
O Absoluto é apresentado como aquilo que transcende os estados fenomênicos, relativos e condicionados do Ser Cósmico.
O Absoluto constitui, para Spencer, o polo oposto último do universo relativo, mutável e impermanente.
O Absoluto é considerado uma realidade não condicionada que, por exigência do pensamento racional, deve ser postulada diante da existência do relativo.
AÇÃO
A Ação do TODO não depende de uma razão externa, pois O TODO é a sua própria Razão, a sua própria Lei e a sua própria Ação.
A Ação é necessária para que a posse do Conhecimento deixe de ser inútil e se transforme em algo de valor para seu possuidor.
A Ação é a expressão pela qual o Conhecimento cumpre sua finalidade de Uso.
AÇÃO E REAÇÃO
A Ação e Reação manifestam-se como forças de mesmo valor e sentido oposto, contribuindo para o Equilíbrio das atividades.
A Ação e Reação são apresentadas como incessantes, equivalentes e compensatórias, mantendo o equilíbrio entre forças opostas.
A Ação e Reação participam das transformações da Natureza, nas quais a reação se iguala à ação e contribui para o Equilíbrio.
ACASO
O Acaso é apenas um nome dado às causas obscuras que não conseguimos perceber ou compreender.
O Acaso não pode existir como algo exterior à Lei, porque não há lugar no Universo para uma coisa independente da Lei.
O Acaso desaparece como explicação quando as causas precedentes de um acontecimento são examinadas.
O Acaso não explica a Variação no Cosmos, pois os processos de produzir e manter a Variação são apresentados como parte do sistema Cósmico de leis.
O Acaso, no uso filosófico e científico moderno, é compreendido como a causa ou as causas desconhecidas e imprevistas de um acontecimento.
O Acaso não é considerado uma explicação para um acontecimento sem causa, pois a concepção de um Puro Acaso é apresentada como inconciliável com a razão e com o pensamento lógico.
O Acaso, na origem etimológica indicada pela nota, está relacionado a uma palavra cujo sentido original era cair, embora o sentido moderno seja o de acontecimento fortuito.
ACESSIBILIDADE
A acessibilidade e o mistério estabeleceram em O Caibalion um equilíbrio de tom e estilo que apresentava ao mesmo tempo exemplos prosaicos e mitologias fantásticas.
ÁDITO
O Ádito é um lugar secreto de um templo ou santuário, inacessível aos profanos e reservado ao acesso dos sacerdotes.
ADIVINHAÇÃO
A Adivinhação é apresentada como a prática de buscar ou interpretar imagens que aparecem, ou se pretende que apareçam, em bolas de cristal, espelhos, água e outras superfícies refletoras.
ALMA
As plantas têm vida, mente e alma, assim como os animais, o homem e o super-homem.
A alma é atribuída, pelos ocultistas, também às formas de vida do reino vegetal, embora o pensamento corrente não reconheça essa condição.
ALQUIMIA
A Filosofia Hermética exerceu profundo impacto sobre os alquimistas e mágicos da Renascença.
A essência dos Preceitos Herméticos e o sentido mais profundo da própria tradição alquímica se processam na mente.
A alquimia mental formou-se, em parte, pela influência das ideias do New Thought e de Prentice Mulford.
A Alquimia permite ao verdadeiro sábio empregar a Lei contra as leis e o superior contra o inferior, transmutando as coisas indesejáveis no que é precioso.
A Alquimia constitui uma forma pela qual o Mestre pode escapar dos sofrimentos dos planos inferiores mediante vibrações nos planos superiores.
ALQUIMIA HERMÉTICA
A Alquimia Hermética lida com o domínio sobre as Forças Mentais, e não com o domínio dos Elementos Materiais.
A Alquimia Hermética trata da Transmutação das Vibrações Mentais em outras Vibrações, e não da transformação de uma espécie de metal em outra.
A Alquimia Hermética lida com o domínio das Forças Mentais, e não com o domínio dos Elementos Materiais.
A Alquimia Hermética tem como objeto a Transmutação das Vibrações Mentais em outras Vibrações, e não a transformação de uma espécie de metal em outra.
ALQUIMIA MENTAL
A alquimia mental integra a ideia de que os estados mentais podem influenciar a realidade individual.
A Alquimia Mental consiste na transformação das vibrações de uma coisa em vibrações de outra, como na transformação das vibrações de Ódio em vibrações de Amor.
A Alquimia Mental inclui a Arte de Polaridade, conhecida e praticada pelos Mestres Herméticos antigos e modernos.
A Alquimia Mental exige a compreensão e o domínio dos princípios que permitem modificar conscientemente os estados mentais.
A Alquimia Mental consiste em transmutar as condições mentais, estados e outras condições de acordo com fórmulas próprias da Arte Hermética.
A Alquimia Mental pode alcançar o grau de poder necessário para dominar condições físicas e elementos da Natureza.
A Alquimia Mental permite reproduzir estados mentais por meio da ação da Vontade, da mesma maneira que se reproduz um som musical fazendo vibrar um instrumento em determinada frequência.
A Alquimia Mental exige instrução, exercícios e prática apropriada para o domínio consciente das vibrações mentais.
AMOR
O Amor e o Ódio são graus de uma mesma coisa, entre os quais existem estados intermediários de apreço ou desapreço.
O Amor pode ser transformado em Ódio, e o Ódio pode ser transformado em Amor, por meio da mudança de suas vibrações.
O Amor e o Ódio são polos da mesma coisa, entre os quais existem graus de manifestação.
O Amor pode ser transmutado em Ódio, e o Ódio pode ser transmutado em Amor, bastando mudar a polaridade.
ANALOGIA
A Analogia estabelece que as atividades de um plano do Cosmos possuem correspondências com as atividades de outros planos.
A Analogia permite reconhecer relações entre diferentes planos sem pressupor que eles sejam idênticos em grau ou manifestação.
A Analogia é apresentada como uma chave para os segredos da Natureza, permitindo investigar relações ocultas entre as coisas.
A Analogia é uma boa serva, mas uma mestra inepta, pois, quando tomada como autoridade absoluta, pode cegar em vez de iluminar.
A Analogia exige entendimento e inteligência para ser aplicada com eficiência e segurança, não devendo ser empregada de maneira irrefletida.
ANALOGIA E CORRESPONDÊNCIA
A Analogia e Correspondência estabelecem que as atividades de um plano específico do Cosmos possuem determinadas analogias e correspondências nos demais planos da existência.
A Analogia e Correspondência permitem raciocinar do Conhecido para o Desconhecido, tanto na filosofia quanto na ciência.
A Analogia e Correspondência sustentam que, embora as manifestações variem quase infinitamente entre os diferentes planos da Natureza, os princípios essenciais permanecem praticamente idênticos.
A Analogia e Correspondência são expressas pelo princípio hermetista segundo o qual assim em cima como embaixo e assim embaixo como em cima.
A Analogia e Correspondência permitem ultrapassar os limites do Conhecido e alcançar, por comparação, aspectos do Desconhecido.
A Analogia e Correspondência exigem estudo cuidadoso, pois sua aplicação equivocada pode conduzir ao erro e à confusão.
ANIMA MUNDI
A Anima Mundi, ou Vida do Mundo, apresenta a Vida como princípio universal presente e operante em toda a Natureza.
A Anima Mundi foi aceita na filosofia da Grécia antiga como uma verdade filosófica estabelecida.
APLICAÇÃO PRÁTICA
O conhecimento esotérico precisou ser colocado para funcionar no aqui e agora, deixando de permanecer apenas no campo teórico.
ASCENSÃO
A mente, quando controlada e utilizada, poderia mudar a vida de uma pessoa e fazê-la ascender.
A Ascensão conduz a planos de vida cada vez mais elevados, por períodos imensuráveis de tempo.
ATENÇÃO
A Atenção é um desdobramento, uma extensão da energia mental.
A Atenção ininterrupta a um determinado assunto emprega ativamente os dois Princípios Mentais, utilizando o Feminino para a geração mental e a Vontade Masculina para estimular e energizar a porção criativa da mente.
A Atenção dirigida pela Vontade pode mudar a Vibração e conduzir a mente para um estado mais desejável.
A Atenção fixada deliberadamente em um estado desejável permite à Vontade modificar as Vibrações Mentais.
ATIVIDADE
A Atividade estabelece que tudo no Cosmos é ativo, movente e operacional, existindo sempre alguma atividade subjacente e que tudo permeia.
A Atividade estabelece que tudo no Cosmos é ativo, movente e funcional, existindo uma atividade subjacente tanto no Cosmos como um todo quanto em cada uma de suas partes.
A Atividade manifesta-se universalmente, tanto nas coisas aparentemente inertes quanto naquelas cuja atividade é facilmente percebida.
A Atividade não pertence somente à vida orgânica, pois a Atividade também é atribuída aos objetos inorgânicos e aos menores componentes da Natureza.
A Atividade constitui a natureza essencial da existência no mundo dos fenômenos, que não é inerte nem morta.
A Atividade caracteriza tanto o ser físico quanto o ser psíquico, segundo o princípio de que todo ser é Atividade.
A Atividade acompanha a Consciência, sendo expressa como atividade mental, intelectual e volitiva.
A Atividade manifesta-se em todos os planos da existência, incluindo a vida, a assimilação, o desenvolvimento, a dissolução, a desintegração, as funções orgânicas, os processos químicos, atômicos e eletrônicos.
A Atividade está presente tanto no nascimento, crescimento e desenvolvimento das formas quanto em sua morte, decadência, dissolução e desintegração.
A Atividade produz tanto a Integração quanto a Desintegração, pois construir e destruir são processos realizados pelo Trabalho, e o Trabalho é Atividade.
A Atividade está presente no campo físico, material, psíquico e mental, pois todo processo encontrado na Natureza resulta de Atividade.
A Atividade Cósmica pode ser compreendida como Vida, Desejo, Vontade, Atividade Voluntária ou Espontaneidade.
A Atividade Cósmica permanece presente e operante em todo o Cosmos e em cada uma de suas partes componentes.
A Atividade da Deidade corresponde ao período em que a Deidade se encontra expandida, enquanto a Passividade corresponde à Deidade incorporada.
ÁTOMO
O Átomo nasce da união dos corpúsculos Masculinos e Femininos, e, quando essa união se realiza, o Átomo torna-se uma coisa separada com propriedades próprias.
O Átomo deixa de manifestar a propriedade da eletricidade livre quando os corpúsculos Masculinos e Femininos se unem em sua formação.
AUTENTICIDADE
A autenticidade de um ensinamento Hermético não pode ser julgada apenas pela forma como ele foi assinado ou pela popularidade de sua apresentação.
AUTOAPERFEIÇOAMENTO
O autoaperfeiçoamento e o pensamento positivo levaram ideias do New Thought para contextos mais mundanos de desenvolvimento pessoal.
AUTODOMÍNIO
O Autodomínio permite ao indivíduo escapar, em certo grau, dos efeitos das oscilações do Princípio do Ritmo.
O Autodomínio permite dominar os efeitos do Ritmo em vez de ser dominado por ele.
O Autodomínio permite ascender ao plano superior e escapar da vibração do pêndulo rítmico que se manifesta no plano inferior.
O Autodomínio permite que os humores e estados mentais negativos não afetem a consciência.
O Autodomínio permite evitar a oscilação em direção ao Sofrimento por meio da elevação ao plano superior do Ego.
O Autodomínio permite que muitas experiências próprias do plano inferior sejam eludidas e evitadas quando o indivíduo se eleva ao plano superior do Ego.
AUTORIA
Havia pouca clareza ou consenso acerca do autor, de quando a obra foi escrita e de quais fontes ela utilizou.
A autoria de O Caibalion se evidencia pelas ligações de conteúdo, formato e material de origem com outras obras de William Walker Atkinson, sem que essas mesmas semelhanças apareçam em nenhum outro escritor.
AUTORIDADE
A autoridade misteriosa e mística de O Caibalion foi favorecida pela ausência de pelo menos um autor moderno particularmente adepto do Hermetismo.
BUDISMO
O Budismo considera que o caráter das coisas fenomênicas pode ser compreendido pela síntese de seus componentes físicos e de suas qualidades mentais.
O Budismo ensina que cada pessoa, coisa ou divindade é um agregado ou composto de qualidades componentes.
O Budismo sustenta que as qualidades componentes de cada indivíduo estão em permanente mudança, de modo que nenhum agregado permanece exatamente o mesmo por dois momentos consecutivos.
O Budismo Mahayana distingue os Skandhas daquilo que os transcende, afirmando a presença de uma centelha da Chama Divina que não é corpo, mente nem alma pessoal, mas puro Espírito.
CAIBALION
O Caibalion incorporava modelos supostamente antigos de esoterismo com a ciência e a psicologia modernas.
O Caibalion, como leitura comum, ajudou a estruturar pequenos movimentos independentes e grupos tão grandes como diferentes ordens Rosa-Cruzes, além de sistemas como Wicca e paganismo.
O Caibalion fez muito mais do que servir de companhia para outros textos metafísicos, pois muitas de suas influências significativas foram muito além das intenções, ou mesmo da imaginação de William Walker Atkinson.
CAMINHO
Todos estamos no Caminho, e a estrada conduz sempre para cima, com frequentes locais de repouso.
CARÁTER
O Caráter pode ser edificado pela mudança de Polaridade dos próprios estados mentais e pela transformação dos defeitos.
O Caráter de uma coisa natural é determinado pela presença, pelo poder e pela relação mútua de suas qualidades componentes.
O Caráter de uma coisa não depende apenas dos elementos que a compõem, mas também da maneira como esses elementos são combinados e ordenados.
O Caráter de uma coisa natural pode ser decomposto em suas características componentes e novamente sintetizado na totalidade dessas características.
CÁTODO
O Cátodo é o polo no qual e pelo qual se manifesta a geração ou produção de novas formas de Energia.
O Cátodo é o Princípio Materno dos fenômenos elétricos e das formas mais sutis de Matéria conhecidas pela ciência.
CAUSA
A Causa é aquilo que produz ou opera um resultado, constituindo a razão pela qual determinado acontecimento ocorre.
A Causa, no mundo dos fenômenos, manifesta-se como atividade ou forma de atividade que condiciona outra atividade.
A Causa de um acontecimento é um acontecimento precedente sem o qual o acontecimento em questão não teria ocorrido.
A Causa completa compreende os acontecimentos anteriores indispensáveis para que determinado acontecimento pudesse ocorrer.
A Causa não deve ser entendida como uma entidade separada do Efeito, mas como parte de um processo contínuo no qual cada acontecimento depende de sua relação com os demais.
A Causa de uma coisa ou acontecimento não precisa estar ligada exclusivamente a uma relação temporal, pois uma relação de interação, coordenação, correlação ou interdependência também pode funcionar como Causa quando condiciona necessariamente aquilo que ocorre.
A Causa imediata precisa estar presente no momento do Efeito imediato, enquanto uma Causa remota pode exercer sua influência por meio de seus Efeitos intermediários.
A Causa corresponde àquilo que responde à pergunta “Por quê?” e indica aquilo por causa do qual determinado acontecimento ocorre.
CAUSA E EFEITO
O Princípio Hermético de Causa e Efeito, em seu aspecto de Lei da Atração, une os lábios e os ouvidos, aproximando o aprendiz e o livro quando o estudante está preparado para receber a verdade.
A Causa e Efeito estabelece que toda Causa tem seu Efeito e todo Efeito tem sua Causa, e que nada acontece sem razão.
A Causa e Efeito não permite que nada escape inteiramente à Lei, embora existam muitos planos de Causa e Efeito e os planos superiores dominem os planos inferiores.
A Causa e Efeito pode ser utilizada pelos Mestres quando a elevação mental a um plano superior os transforma em Causa, em vez de Efeito.
A Causa e Efeito estabelece que nada pode manifestar-se como efeito sem já estar presente na causa.
O Princípio de Causa e Efeito manifesta-se em cada Plano, pois todo Efeito tem sua Causa e toda Causa tem seu Efeito.
A Causa e Efeito estabelece que toda Causa tem seu Efeito e todo Efeito tem sua Causa, e que nada acontece sem uma causa ou, melhor dizendo, sem uma cadeia de causas.
A Causa e Efeito não trata de coisas que criam outras coisas, mas de acontecimentos ligados uns aos outros como elos de uma grande cadeia ordenada.
A Causa e Efeito estabelece uma continuidade entre acontecimentos precedentes, consequentes e subsequentes, mantendo relação entre tudo o que veio antes e tudo o que vem agora.
A Causa e Efeito mostra que até o acontecimento mais trivial possui uma cadeia de causas que pode remontar a acontecimentos extremamente distantes no tempo.
A Causa e Efeito estabelece que toda ideia e todo ato praticado produzem resultados diretos ou indiretos que ocupam seu lugar na grande cadeia de Causa e Efeito.
A Causa e Efeito manifesta-se em uma continuidade na qual cada acontecimento constitui um elo entre acontecimentos precedentes, consequentes e subsequentes.
A Causa e Efeito permite aos Hermetistas elevarem-se a um plano superior de Causalidade e contrabalançarem as leis dos planos inferiores de Causalidade.
A Causa e Efeito pode ser utilizada em vez de dominar o indivíduo, quando ele se torna Causa em lugar de mera coisa Causada.
A Causa e Efeito continua submetendo os maiores Mestres nos planos superiores, embora nos planos inferiores eles sejam Mestres em vez de Escravos.
CAUSALIDADE
A Causalidade estabelece que todas as mudanças nas atividades do Cosmos são condicionadas e causadas.
A Causalidade determina o aparecimento, a continuidade e o desaparecimento das mudanças por meio de causas condicionantes.
A Causalidade determina que as mudanças se manifestam, continuam e deixam de se manifestar por meio de causas condicionantes.
A Causalidade é apresentada como uma lei universal do Cosmos, cuja operação não admite exceções.
A Causalidade está associada à Mudança na doutrina Budista, expressa pela ideia de Mudança de acordo com a Causa.
A Causalidade estabelece que todo acontecimento é resultado ou sequência de algum fato anterior sem o qual não poderia ter ocorrido.
A Causalidade é apresentada como uma uniformidade de sequência na qual a presença de uma condição determina o surgimento de outra.
A Causalidade relaciona-se diretamente com o Devir, pois as coisas cósmicas são consideradas acontecimentos inseridos em um processo contínuo.
A Causalidade não se limita a uma sequência mecânica e fechada de acontecimentos, pois podem existir planos superiores e desconhecidos de Causalidade.
A Causalidade pode operar por meio de normas que funcionam como hábitos estabelecidos pelas forças da Natureza, formando canais pelos quais essas forças tendem posteriormente a fluir.
A Causalidade permanece presente e atuante tanto quando suas operações são conhecidas quanto quando permanecem desconhecidas, superiores ou inferiores.
A Causalidade é apresentada como universal nas atividades físicas e psíquicas do Cosmos manifesto.
A Causalidade estabelece que toda atividade cósmica está submetida à Causa por meio da Mudança, enquanto um possível Princípio Eterno do Ser permanece imutável em meio às Mudanças.
A Causalidade Natural afirma que todos os acontecimentos e fatos naturais possuem Causas naturais antecedentes, sem as quais não teriam acontecido.
A Causalidade Natural considera cada acontecimento como elo de uma cadeia em que cada Causa possui antecedentes e cada Efeito produz consequências posteriores.
A Causalidade Natural reconhece a Vontade humana como um fator eficiente e importante na cadeia de acontecimentos, embora a própria Vontade esteja submetida à lei natural.
A Causalidade universal implica que cada ato, por menor que seja, afeta em alguma medida o curso posterior dos acontecimentos.
CHAVE MÁGICA
A Chave Mágica pertence àquele que conhece perfeitamente os Sete Princípios da Verdade e, com seu toque, pode abrir todas as Portas do Templo.
CHAVE MESTRA
Uma Chave Mestra pode reconciliar fragmentos de conhecimento oculto que parecem contradizer-se e abrir as portas internas que conduzem ao Mistério.
A Filosofia Hermética é a única Chave Mestra que pode abrir todas as portas dos Ensinamentos Ocultos.
A Chave Mestra permite reconciliar os diferentes pontos de vista que parecem opor-se uns aos outros e abrir as portas internas que conduzem ao Templo do Mistério.
CICLO
O Ciclo constitui um intervalo no qual determinada sucessão de fenômenos se completa e retorna novamente ao ponto de partida.
O Ciclo manifesta a repetição regular das atividades e mudanças dentro da Lei da Periodicidade.
O Ciclo Cósmico não se limita a uma repetição circular, pois cada movimento cíclico avança para um nível, plano ou ciclo superior.
O Ciclo Cósmico participa de uma Espiral Ascendente na qual cada novo ciclo prossegue em um nível mais elevado.
CICLOS
Os Ciclos manifestam-se no Cosmos por períodos recorrentes de atividade e passividade alternadas, desde os grandes Ciclos Cósmicos até os menores períodos de atividade natural.
Os Ciclos abrangem os Manvantaras, Pralayas, Yugas, Kalpas, as sucessivas raças e sub-raças humanas e as chamadas ondas de vida.
Os Ciclos fazem com que pessoas, nações, raças, artes e civilizações retornem em períodos de recorrência regular.
CIÊNCIA
A ciência e a psicologia fortaleciam o sistema de O Caibalion, que podia ser explorado pela moeda comum dos pensamentos e desejos cotidianos.
A Ciência simplesmente corrobora os Preceitos Herméticos ao investigar a natureza do Universo, da Vida e da Evolução.
A Ciência moderna se aproxima das posições Herméticas em sua busca pela Realidade.
A Ciência moderna começa a reconhecer a existência de formas mais elevadas e sutis de Matéria que os ensinamentos Herméticos já incluíam em seus Planos.
A Ciência ainda não reconhece as formas mais elevadas de Energia descritas como Forças Mais Sutis da Natureza, embora elas sejam associadas a fenômenos mentais.
A Ciência Moderna corrobora os preceitos do Oriente ao reconhecer princípios que também aparecem nos antigos sistemas filosóficos.
A Ciência e a filosofia podem convergir quando investigam as leis fundamentais que regem os fenômenos naturais, tanto psíquicos como físicos.
COMBINAÇÃO
A Combinação específica dos elementos componentes desempenha papel fundamental na determinação do caráter particular de cada coisa ou pessoa.
A Combinação de um número relativamente limitado de fatores pode produzir uma variedade praticamente infinita de formas materiais e mentais.
A Combinação das partes de uma carruagem faz com que essas partes, unidas segundo determinada disposição, constituam uma carruagem.
A Combinação das partes de um rio, como leito, margem e água, constitui aquilo que é reconhecido como um rio.
A Combinação das camadas de uma cebola forma aquilo que é reconhecido como cebola, de modo que, removidas sucessivamente as camadas, resta apenas a designação da coisa.
COMPARAÇÃO
A Comparação permite reconhecer uma coisa ou qualidade por meio de sua relação com seu oposto polar.
A Comparação revela que qualidades como Quente e Frio, Grande e Pequeno ou Norte e Sul expressam graus relativos de uma realidade maior.
COMPENSAÇÃO
A Compensação estabelece que o movimento numa direção determina um movimento na direção oposta, de modo que um movimento contrabalança o outro.
A Compensação estabelece que a capacidade de sofrimento ou prazer é contrabalançada em cada indivíduo.
A Compensação manifesta-se constantemente nos estados mentais, fazendo com que uma maior capacidade de prazer seja acompanhada por uma maior capacidade de sofrimento.
A Compensação estabelece que tudo aquilo que se ganha é pago por aquilo que se perde, mantendo a balança em equilíbrio.
A Compensação está sempre em ação, equilibrando e contrabalançando os acontecimentos ao longo do tempo.
A Compensação pode exigir muitas vidas para que a oscilação do Pêndulo do Ritmo efetue completamente seu movimento de retorno.
A Compensação consiste em retribuir, retificar ou contrabalançar uma condição, de modo a restabelecer a igualdade de peso ou força.
A Compensação mantém as coisas niveladas ao comparar qualidades positivas com qualidades negativas.
A Compensação consiste em retribuir e indenizar, fazendo com que uma condição seja contrabalançada por outra.
A Compensação estabelece que aquilo que desaparece é substituído por um equivalente, mantendo a igualdade entre as forças ou formas envolvidas.
A Compensação manifesta-se quando o calor compensa o combustível que o produz, a eletricidade compensa a energia transformada nela e a molécula de água compensa os átomos que a constituem.
A Compensação estabelece que uma determinada quantidade de matéria ou força retorna sob outra forma como equivalente daquilo que desapareceu.
A Compensação exige que as consequências das ações sejam recebidas por aquele que as praticou, pois, sem essa correspondência, a Compensação não poderia ser plenamente realizada.
A Compensação estende seus efeitos para além de uma única vida quando as consequências de uma ação não podem manifestar-se integralmente no ciclo de vida em que a ação foi produzida.
COMPOSIÇÃO
A Composição estabelece que toda coisa no Cosmos é formada por elementos componentes cuja combinação específica determina seu caráter particular.
A Composição faz com que cada coisa se distinga das demais por meio das combinações específicas de seus elementos componentes.
A Composição estabelece que toda e cada coisa no Cosmos é formada por elementos componentes que, em certas combinações particulares, determinam sua natureza e a tornam diferente de todas as demais.
A Composição faz de cada coisa exatamente o que ela é por meio das combinações particulares de seus elementos constituintes.
A Composição estabelece que o caráter de cada coisa resulta da união de seus elementos componentes em combinações particulares.
A Composição não depende somente do que é incorporado, pois a própria organização dos componentes participa da constituição de cada coisa.
A Composição permite que um número limitado de elementos produza uma variedade quase ilimitada de coisas e estados.
A Composição de uma coisa pode envolver qualidades que já se manifestaram, qualidades presentes e qualidades ainda latentes com possibilidade de manifestação futura.
CONDICIONAMENTO
O Condicionamento determina ou transforma uma coisa naquilo que ela é por meio de outra coisa.
O Condicionamento está presente em todas as coisas do mundo dos fenômenos, enquanto somente o Infinito ou Absoluto é considerado incondicionado.
CONHECIMENTO
O Conhecimento sem Uso e Expressão é uma coisa vã, que não traz nenhum bem a seu possuidor ou à raça.
O Conhecimento, como a Riqueza, é destinado ao Uso.
O Conhecimento só se torna verdadeiramente pertencente ao estudante quando é Usado.
CONSCIÊNCIA
A Consciência não precisa ser afetada pela oscilação do pêndulo quando o movimento rítmico ocorre no Plano Inconsciente.
A Consciência pode permanecer acima das vibrações do Plano Inconsciente da atividade mental quando o Ego se eleva acima delas.
A Consciência apresenta primeiro ao indivíduo a existência de seu Ser por meio da afirmação Eu sou.
A Consciência pode distinguir, mediante um exame mais profundo, dois aspectos distintos que inicialmente parecem constituir um único Eu.
A Consciência pode separar o “Eu” do “Mim” quando o estudante examina mais profundamente seu próprio ser.
A Consciência inicialmente manifesta a existência do Ser por meio da afirmação “Eu sou”.
A Consciência é acompanhada pela Atividade, sendo por isso expressa em formas como atividade mental, atividade intelectual e atividade volitiva.
A Consciência surge, segundo Schopenhauer, como um florescimento posterior sobre uma base originalmente inconsciente.
A Consciência desempenha papel menor nas formas inferiores de vida, enquanto a Vontade continua presente e operante.
A Consciência depende da Mudança para suas atividades, pois sem Mudança não haveria Consciência.
A Consciência não pode permanecer em um estado constante e uniforme, pois todo estado consciente exige variação.
CONSERVAÇÃO DA ENERGIA
A Conservação da Energia estabelece que, quando uma forma de energia desaparece, seu equivalente exato sob outra forma vem substituí-la.
A Conservação da Energia não deixa espaço, segundo a concepção apresentada, para uma falha de equivalência nas transformações da energia.
CONSERVAÇÃO DE ENERGIA
A Conservação de Energia sustenta a ideia de que nenhuma quantidade dessa força é perdida, nem no presente nem no passado.
CONTINUIDADE
A Continuidade estabelece que a evolução da mudança no Cosmos manifesta-se em um fluxo contínuo associado a uma unidade progressiva que mantém sua sequência ordenada.
A Continuidade impede que a mudança no Cosmos seja compreendida como uma sucessão sem relação entre acontecimentos.
A Continuidade estabelece que a sucessão das coisas mutáveis do Cosmos ocorre em um fluxo contínuo, conectado a uma unidade progressiva e sem interrupção.
A Continuidade não consiste em uma sucessão de unidades separadas, mas em um fluxo constante e ininterrupto de mudanças interligadas.
A Continuidade mantém a sequência ordenada da Mudança mesmo quando o fluxo parece ser temporariamente interrompido ou oculto.
A Continuidade manifesta-se como uma fusão ou variação gradativa de uma coisa em outra por meio de sucessivos estágios da existência.
A Continuidade não contém saltos ou hiatos entre uma etapa e outra, mas transições graduais e interligadas.
A Continuidade permanece mesmo quando determinados elos não são percebidos pela observação humana, pois a ausência de percepção não significa ausência de ligação no processo.
A Continuidade constitui um fluxo que mantém uma sequência ordenada, ainda que algumas etapas pareçam surgir repentinamente ou apresentar rupturas.
A Continuidade, juntamente com a Sequência e o Devir, torna secundárias as especulações sobre os detalhes últimos da Causalidade e favorece uma compreensão mais ampla de seu funcionamento.
CONTRAPESO
O Contrapeso estabelece uma igualdade de peso ou força entre duas extremidades ou dois lados.
O Contrapeso participa da Lei e da Ordem do Cosmos, pois o Contrapeso mantém as forças em estado de equilíbrio.
COORDENAÇÃO
A Coordenação estabelece que as atividades do Cosmos existem em condição, movimento e ação comuns, combinando-se em atividades mútuas e recíprocas.
A Coordenação das atividades Cósmicas é necessária para que o Cosmos exista como universalidade das coisas naturais evoluindo sob a lei e a ordem.
CORAGEM
A Coragem e o Medo são polos da mesma escala, separados por diferentes graus de manifestação.
A Coragem pode tornar-se Medo, e o Medo pode tornar-se Coragem mediante uma mudança de polaridade.
CORPUS HERMETICUM
O Corpus Hermeticum reunia tratados de filosofia, magia e astronomia atribuídos a Hermes Trismegisto.
CORPÚSCULOS
Os Corpúsculos positivos parecem exercer influência sobre os Corpúsculos negativos, levando-os a formar combinações e, assim, a criar ou gerar um Átomo.
Os Corpúsculos Femininos são os mais ativos trabalhadores no campo da Natureza, pois suas uniões e combinações produzem diferentes fenômenos de Energia.
CORRELAÇÃO
A Correlação estabelece que toda coisa ou acontecimento no Cosmos está conectado e coordenado com todas as outras coisas ou acontecimentos.
A Correlação não admite nenhuma coisa ou acontecimento absolutamente desconectado dentro do Cosmos.
A Correlação estabelece que toda e cada coisa ou acontecimento no Cosmos está relacionado e coordenado com toda e cada outra coisa ou acontecimento de natureza semelhante.
A Correlação implica que nada no Cosmos é absolutamente independente, pois cada coisa depende de outras dentro de um sistema inter-relacionado.
A Correlação mostra que todos os acontecimentos Cósmicos devem ser considerados relativos, pois cada acontecimento está conectado a outros de sua espécie e classe.
CORRELAÇÃO E COORDENAÇÃO
A Correlação e Coordenação estabelecem que todas as coisas estão em relações mútuas, de modo que cada coisa está onde está e é o que é por conta de sua relação com o todo.
A Correlação e Coordenação constituem o princípio pelo qual as coisas naturais formam uma unidade, pois nenhuma coisa existe de maneira absolutamente independente.
CORRESPONDÊNCIA
A Correspondência permite compreender leis e fenômenos de diferentes planos do Ser e da Vida por meio da relação entre o que está em cima e o que está embaixo.
A Correspondência permite ao homem avançar do Conhecido ao Desconhecido quando aplicada como instrumento de raciocínio.
A Correspondência permite compreender aquilo que, sem sua aplicação, permaneceria impossível de compreender.
A Correspondência manifesta-se nos planos material, mental e espiritual como uma Lei Universal.
A Correspondência permite examinar as operações nos planos superiores mediante o exame dos próprios planos, pois o princípio se aplica tanto a esse como a outros problemas.
A Correspondência permite considerar que o TODO cria o Universo mentalmente, de modo semelhante ao processo pelo qual o homem cria imagens mentais.
A Lei da Correspondência, aplicada à própria mente, pode ajudar a chegar à compreensão dos planos superiores mediante o exame dos fenômenos de planos inferiores.
A Correspondência permite aplicar aos planos superiores aquilo que pode ser observado nos planos inferiores.
A Correspondência mostra que os mesmos princípios e características se manifestam em diferentes planos, de acordo com o grau próprio de cada plano.
A Correspondência revela que a criação mental de uma mente finita pode servir como analogia para compreender a Criação Mental do TODO, embora exista uma diferença infinita de grau.
A Correspondência manifesta-se em todos os Planos, porque existe correspondência, harmonia e afinidade entre os diferentes planos.
A Correspondência permite compreender que os mesmos Princípios Herméticos atuam nos Planos Físico, Mental e Espiritual.
A Correspondência estabelece que as atividades de qualquer plano particular do Cosmos possuem certas analogias e correspondências em qualquer outro plano.
A Correspondência expressa a relação entre diferentes planos por meio do princípio segundo o qual assim é em cima como embaixo e assim embaixo como em cima.
COSMOS
O Cosmos é a universalidade das coisas naturais concebida como um sistema que existe e se desenvolve segundo a Lei e a Ordem.
O Cosmos se opõe ao Caos porque o Cosmos pressupõe combinações metódicas e harmoniosas, enquanto o Caos representa um estado de coisas confuso e desorganizado, sem poder e ordem.
O Cosmos é regido pela Lei, e essa é a concepção invariável, inevitável e infalível dos sistemas filosóficos, científicos e religiosos.
O Cosmos manifesta-se como uma eterna ordem de operação segundo a qual todas as coisas naturais, animadas ou inanimadas, agem e têm sua existência.
O Cosmos constitui o campo no qual operam as Leis Cósmicas, sem que sua operação possa ser expandida para além das limitações do próprio Cosmos.
O Cosmos é um sistema organizado de partes conexas e coordenadas que, por meio dessa combinação, formam uma verdadeira unidade.
O Cosmos manifesta ordem, harmonia e coordenação, em oposição ao conceito de Caos como estado confuso e desorganizado.
O Cosmos é regido pela Lei, e as atividades do Cosmos desenvolvem-se segundo leis e ordem.
O Cosmos é concebido como um sistema dinamicamente ativo, movente e operacional, e não como um agregado estático de substâncias passivas e inertes.
O Cosmos manifesta Energia, Atividade e Trabalho em suas partes, em seus diferentes planos e em seus campos de operação.
O Cosmos Manifestado é apresentado como um polo de uma Unidade maior que o transcende.
O Cosmos Manifestado expressa dualidade porque sua existência fenomênica depende do contraste entre polos ou aspectos fundamentais do Ser.
CRIAÇÃO MENTAL
A Criação Mental não utiliza materiais exteriores nem reproduz o próprio criador, e ainda assim o Espírito do criador impregna a Criação Mental.
A Criação Mental do TODO é semelhante, em natureza, à criação mental de uma mente finita, mas infinitamente diferente em grau.
O Universo e tudo que ele contém são uma Criação Mental do TODO.
A Criação Mental do Universo ocorre na Mente Infinita do TODO, de modo semelhante à criação de imagens mentais por uma mente finita.
A Criação Mental do Universo começa quando O TODO projeta sua Vontade sobre seu aspecto de Vir a Ser.
A Criação Mental do Universo é realizada na Mente do TODO e, depois de concluída, é seguida pelo processo de Evolução nos planos material, mental e espiritual.
CURIOSIDADE
A Curiosidade, quando não é acompanhada de desenvolvimento, reduz os Preceitos Herméticos a palavras sem aplicação.
DECADÊNCIA
A Decadência constitui uma das etapas do Ciclo da Existência, sucedendo o período de maturidade antes da morte.
DEIDADE
A Deidade manifesta dois aspectos alternantes: Atividade, como Deidade expandida, e Passividade do Ser, como Deidade incorporada.
A Deidade alterna esses dois aspectos de maneira análoga aos estados de vigília e sono do ser humano.
DEPENDÊNCIA
A Dependência estabelece que nenhuma coisa do Cosmos existe de maneira absolutamente independente, pois cada coisa depende de outras.
A Dependência constitui, juntamente com a relatividade, um princípio controlador do universo manifestado.
A Dependência impede que os fatos relativos do Cosmos sejam considerados de maneira absoluta, pois cada fato existe condicionado por suas relações.
DESEJO
O Desejo, unido à Vontade, constitui para Schopenhauer o núcleo das atividades universais e do chamado Desejo-de-Viver.
O Desejo manifesta-se nas mais diversas formas de atividade e Energia, desde os processos físicos até as atividades conscientes dos seres humanos e animais.
O Desejo é apresentado pelos Budistas como uma motivação maior e uma causa condicionante das atividades vivas, podendo manifestar-se de modo intenso ou brando, consciente ou inconsciente.
O Desejo constitui um elemento fundamental da doutrina de Tanha, sendo considerado uma força presente nas atividades das coisas vivas.
O Desejo é apresentado por Platão como uma força motivadora da atividade.
O Desejo é considerado por Spinoza como a essência da força motivadora que está na base da atividade humana.
O Desejo participa, em Schopenhauer, do princípio do Desejo-Vontade que condiciona as atividades vivas.
O Desejo é apresentado pelo ocultismo como aquilo que se encontra por trás da Vontade.
DESEJOS
Os desejos, quando mantidos no pensamento, podem atrair para a vida do indivíduo a realização correspondente por meio das leis do universo.
DESENVOLVIMENTO
O Desenvolvimento constitui uma das etapas do Ciclo da Existência, sucedendo o nascimento e precedendo a maturidade.
DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
O Desenvolvimento Espiritual é o reconhecimento, a realização e a manifestação do Espírito dentro de nós.
DESINTEGRAÇÃO
A Desintegração resulta da Atividade, assim como a Integração, pois tanto destruir quanto construir constituem processos realizados pelo Trabalho.
A Desintegração das formas naturais orgânicas e inorgânicas envolve Atividade, Trabalho e Movimento.
A Desintegração pode ocorrer simultaneamente à formação progressiva de um novo universo, sem representar o fim absoluto do processo cósmico.
DEVENIR
O Devir representa o aspecto do TODO pelo qual a Vontade se projeta sobre o processo de criação, enquanto o Ser permanece além de toda manifestação.
DEVIR
O Devir significa a passagem de uma forma ou estado para outro, constituindo a entrada em uma nova condição a partir de circunstâncias precedentes.
O Devir caracteriza o Cosmos como um processo contínuo de transformação e sucessão de estados.
O Devir constitui um fluxo contínuo no qual cada estado provém de estados e formas antecedentes, permanecendo sempre em transformação.
O Devir manifesta-se como passagem incessante do Ser por estados sucessivos, em que o mesmo nunca permanece exatamente o mesmo.
DHAMMA
O Dhamma estabelece que todas as coisas-como-são-conhecidas acontecem a partir de Causas.
O Dhamma expressa a uniformidade da sequência entre aquilo que está presente e aquilo que vem a ser.
O Dhamma ensina que, estando uma condição presente, seu resultado surge; estando a condição ausente, o resultado não vem a ser.
O Dhamma estabelece que, a partir da cessação de uma condição, aquilo que dela resulta também cessa.
DIALÉTICA
A Dialética de Hegel estabelece que toda ideia e toda coisa possuem uma antítese ou oposto com o qual podem ser sintetizadas em uma unidade maior.
A Dialética apresenta o conflito entre opostos como parte de um processo no qual os termos contrastantes podem ser harmonizados em uma nova síntese.
DIFERENCIAÇÃO
A Diferenciação estabelece que no Cosmos nenhuma coisa é exatamente igual a qualquer outra.
A Diferenciação manifesta no Cosmos uma variedade e diversidade infinitas.
A Diferenciação estabelece que no Cosmos não existe nada exatamente igual a outra coisa, pois o Cosmos manifesta variedade e diversidade infinitas.
A Diferenciação resulta, em grande parte, da combinação particular e da inter-relação dos elementos que compõem e organizam cada coisa.
A Diferenciação possui no Cosmos uma capacidade praticamente infinita, manifestando-se nas inúmeras formas das coisas naturais.
A Diferenciação infinita impede que exista uma coisa ou acontecimento exteriormente exato e precisamente igual a qualquer outro.
A Diferenciação manifesta-se como variedade e diversidade infinitas na Manifestação Cósmica.
DIMENSÃO
A Dimensão pode ser compreendida como um grau de medida segundo o qual os diferentes Planos são determinados.
A Dimensão que determina os diferentes Planos corresponde a uma medida além das dimensões ordinárias do espaço.
A Quarta Dimensão pode ser chamada de Dimensão da Vibração.
A Dimensão da Vibração é determinada pelos graus de frequência das vibrações na Escala de Vibrações.
A Dimensão da Vibração fornece a medida pela qual os diferentes Planos são distinguidos.
DISSOLUÇÃO
A Dissolução acompanha o surgimento da separação e da individualidade no pensamento Budista, pois aquilo que se diferencia como conjunto também está sujeito à desintegração.
A Dissolução ocorre porque os agregados componentes não permanecem eternamente unidos na mesma configuração.
A Dissolução representa a maré decrescente do processo de Mudança e Devir, sucedendo a fase crescente da Evolução.
A Dissolução conduz à redução progressiva da atividade, à desintegração e, por último, à extinção das formas.
A Dissolução é seguida por uma nova Integração, iniciando novamente o processo de Evolução.
DIVERSIDADE
A Diversidade manifesta-se no Cosmos por meio das diferentes combinações de elementos que tornam cada coisa distinta de todas as demais.
A Diversidade não elimina a unidade do Cosmos, pois todas as coisas diversas permanecem conectadas e coordenadas dentro de um mesmo sistema.
DOGMAS
A independência dos dogmas aparece na orientação para experimentar, descobrir as próprias verdades e permanecer independente de todos os dogmas, mesmo que isso implicasse o descarte de boa parte da própria obra.
DOMÍNIO
O Domínio permite ao indivíduo deixar de ser arrastado pelas influências exteriores, pelas condições internas e pelos desejos de outras pessoas.
O Domínio permite ao Mestre transformar seus humores, temperamento, qualidades e polaridade, assim como o meio em que vive.
DOUTRINA SECRETA
A Doutrina Secreta reúne fragmentos de conhecimento que, isolados ou aparentemente contraditórios, podem encontrar uma correspondência quando compreendidos a partir de princípios comuns.
A Doutrina Secreta não pretende apenas acrescentar novos conhecimentos, mas reconciliar aquilo que o estudante já adquiriu e ainda não consegue integrar.
A Doutrina Secreta não deve ser cristalizada em um credo, pois os Preceitos Herméticos estão espalhados em todos os países e em todas as religiões.
A Doutrina Secreta reúne fragmentos de conhecimento que podem parecer contraditórios, mas encontram correspondência quando compreendidos por meio dos Preceitos Herméticos.
A Doutrina Secreta foi transmitida de Mestre a Discípulo e de Iniciado a Hierofante, dos lábios aos ouvidos.
DUALIDADE
A Dualidade da mente foi reconhecida por diferentes teorias modernas sob denominações como mente objetiva e subjetiva, consciente e subconsciente, voluntária e involuntária, ativa e passiva.
A Dualidade da mente já estava presente na antiga doutrina do Gênero Mental, que reconhecia dois aspectos da atividade mental.
A Dualidade constitui a essência da existência do Universo Manifestado, pois o Universo Manifestado expressa o contraste entre Espírito e Matéria, Sujeito e Objeto.
A Dualidade não estabelece duas realidades absolutamente independentes, pois seus polos são apresentados como aspectos de uma realidade superior.
EFEITO
O Efeito é um acontecimento que depende de acontecimentos anteriores indispensáveis para que ele ocorra.
O Efeito surge dentro de um processo contínuo no qual cada acontecimento possui relação com os acontecimentos que o precedem e sucedem.
O Efeito é determinado pela presença das causas que tornam necessária sua ocorrência, sejam essas causas imediatas ou remotas.
O Efeito pode permanecer ligado a Causas remotas por meio de efeitos intermediários que conservam sua influência no processo causal.
EGO
O Ego, na teoria freudiana, é a parte da personalidade que lida com a realidade externa e controla as energias do Id.
O Ego também pode designar, em sentido geral, o senso de identidade ou o Self.
ÉLAN VITAL
O Élan Vital é apresentado pelo Vitalismo como a Energia Viva que impulsiona a expressão criativa do Cosmos.
O Élan Vital transforma o Cosmos em um campo de atividade criativa contínua, sempre procurando irromper em novas manifestações.
O Élan Vital é apresentado como um impulso vivo cuja Energia conduz as coisas à Evolução e transforma o Cosmos em um campo de criação contínua.
O Élan Vital une Energia Viva, Mudança e Evolução em um processo de criação incessante.
ELETRICIDADE
A Eletricidade é apresentada como aquilo em que todas as outras formas de Energia parecem fundir-se e dissolver-se.
A Eletricidade manifesta fenômenos de Luz, Calor, Magnetismo, Atração, Repulsão e Afinidade Química por meio da operação do Princípio de Gênero no plano da Energia.
ENERGIA
A Energia constitui um dos aspectos subordinados ao Domínio da Mente.
A Energia apresenta diferentes graus de vibração, assim como a Matéria, a Mente e o Espírito.
A Energia, entendida como força cega e mecânica, não pode ser a natureza do TODO, porque a Energia não poderia produzir aquilo que lhe é superior, como a Vida e a Mente.
A Energia é apresentada pela ciência materialista como a base sobre a qual repousa a compreensão daquilo que anteriormente era chamado de Matéria.
A Energia apresenta diferentes graus de manifestação, desde as formas comuns conhecidas pela Ciência até formas altamente organizadas que possuem muitas características da Vida.
A Energia constitui a natureza fundamental daquilo que a Filosofia Hermética chama de Matéria, entendida como Energia em baixa frequência de determinado tipo de Vibração.
A Energia mais sutil pode manifestar-se em fenômenos mentais, enquanto formas ainda mais elevadas de Energia apresentam características semelhantes às da Vida.
A Energia não se transforma nas formas de luz, calor, eletricidade e magnetismo quando alcança determinados graus de vibração, mas libera essas formas de energia da influência confinante das combinações materiais.
A Energia permanece enredada e confinada em suas criações de formas materiais porque a força criadora se envolve em tudo aquilo que cria.
A Energia Feminina é aquela pela qual o trabalho ativo criador se realiza, enquanto a Energia Masculina dirige uma certa energia inerente para o Princípio Feminino e põe em atividade os processos criativos.
A Energia manifesta-se por meio das uniões e combinações dos corpúsculos Masculinos e Femininos.
A Energia é apresentada pelo Energismo como a própria essência da manifestação do mundo dos fenômenos e como uma explicação dos fenômenos naturais.
A Energia participa da concepção científica de um Cosmos ativo e movente, em oposição à concepção de um universo constituído por substâncias passivas e inertes.
A Energia é apresentada pelo Vitalismo como expressão da Vida criativa que permeia o Cosmos físico e psíquico.
A Energia, segundo a interpretação voluntarista, manifesta-se por meio da Vontade e constitui a força presente nas atividades da Natureza.
A Energia é apresentada como aquilo que a consciência conhece diretamente por meio da experiência da própria Vontade.
ENERGISMO
O Energismo postula a Energia como essência da manifestação do mundo dos fenômenos e como explicação suficiente dos fenômenos naturais.
O Energismo expressa a tendência de compreender o Cosmos fundamentalmente em termos de Energia, Atividade e Trabalho.
O Energismo é uma doutrina metafísica que procura explicar determinados fenômenos, inclusive estados mentais, em termos de Energia.
ENTENDIMENTO
O Entendimento determina quais ouvidos estão preparados para receber os ensinamentos da Sabedoria.
O Entendimento permite reconhecer a Verdade quando ela é apresentada.
EQUILIBRAÇÃO
A Equilibração manifesta-se no equilíbrio das forças mecânicas, no equilíbrio das funções e nas mudanças de estado que contrabalançam mudanças de condição.
A Equilibração manifesta-se finalmente na suspensão dos movimentos vitais quando ocorre a morte.
A Equilibração mantém-se pela coexistência de forças antagônicas que se contrabalançam dentro das transformações da Natureza.
A Equilibração manifesta-se no equilíbrio das forças mecânicas, no equilíbrio das funções e nas mudanças de condição que compensam mudanças anteriores.
EQUILÍBRIO
O Equilíbrio Mental resulta do domínio consciente sobre a Oscilação Rítmica que conduz o indivíduo de um polo a outro.
O Equilíbrio alcançado pelo Mestre pode atingir um grau de Firmeza Mental quase inacreditável para as massas populares.
O Equilíbrio Mental resulta da capacidade de permanecer firme diante das oscilações de humores e sentimentos.
O Equilíbrio Mental pode atingir um grau quase inacreditável quando a oscilação do pêndulo deixa de arrastar o indivíduo para trás e para diante.
O Equilíbrio Mental é alcançado quando o indivíduo utiliza uma lei para contrabalançar outra e permanece firme diante da oscilação do Ritmo.
O Equilíbrio permite manter-se acima da oscilação do pêndulo sem destruir o Princípio do Ritmo, que permanece indestrutível.
O Equilíbrio estabelece que todas as atividades do Cosmos são equilibradas e compensadas por meio de contrapeso, equilíbrio e contraponto.
O Equilíbrio constitui uma condição presente nas atividades do Cosmos e funciona como princípio de compensação.
O Equilíbrio constitui o estado de estabilidade e constância que surge no decorrer do movimento cíclico entre Evolução e Dissolução.
O Equilíbrio encaminha o processo cíclico em direção à Dissolução, após a qual uma nova Integração reinicia o Ciclo.
O Equilíbrio está relacionado à Polaridade porque os polos opostos constituem extremos de uma realidade maior que os reúne.
O Equilíbrio estabelece que todas as atividades no Cosmos são equilibradas e compensadas, manifestando estabilidade e contrapeso.
O Equilíbrio mantém as forças da Natureza em condições que permitem sua interação harmoniosa.
O Equilíbrio resulta da oposição e da compensação entre forças que atuam continuamente no Cosmos.
O Equilíbrio é necessário à existência do Cosmos, pois sem Equilíbrio o Cosmos não poderia existir como tal.
O Equilíbrio estabelece que as forças de atração e repulsão e as forças centrípetas e centrífugas se contrabalançam e regulam mutuamente.
O Equilíbrio participa das transformações naturais, pois os efeitos equilibram as causas e a reação se iguala à ação.
O Equilíbrio é apresentado como princípio que unifica as forças e mantém a ordem nas transformações do Cosmos.
O Equilíbrio é levado de uma vida pessoal para outra quando as consequências das ações não encontram plena manifestação no ciclo de vida presente.
O Equilíbrio exige que aquilo que foi produzido como causa encontre posteriormente sua correspondente consequência.
EQUIVALÊNCIA
A Equivalência estabelece, segundo o princípio apresentado pela ciência física, que as relações entre forças mantêm um equilíbrio sem violação conhecida.
A Equivalência manifesta-se na relação entre Ação e Reação, nas quais a força de uma é acompanhada por uma força correspondente em sentido oposto.
A Equivalência estabelece que toda transformação de energia conserva um equivalente exato sob outra forma.
A Equivalência manifesta-se quando uma quantidade definida de matéria ou força retorna sob outra forma sem perda de seu equivalente.
ESCALA DA VIDA
A Escala da Vida conduz os seres dos graus inferiores de existência aos planos superiores, em um movimento contínuo de desenvolvimento.
A Escala da Vida tem na extremidade inferior a matéria mais grosseira e, na extremidade superior, a manifestação mais sutil do Espírito do TODO.
ESOTERISMO
O esoterismo, unido à sua aplicação prática, tornou-se a pedra angular de seu pensamento pelos 32 anos seguintes.
ESPIRAL ASCENDENTE
A Espiral Ascendente representa o verdadeiro símbolo do Ritmo Cósmico, pois cada movimento circular avança progressivamente no Tempo e no Espaço.
A Espiral Ascendente expressa ciclos que se repetem em níveis sucessivamente superiores, em vez de simplesmente retornarem ao mesmo ponto.
A Espiral Ascendente pode ser ilustrada pelo movimento de uma rosca de parafuso, na qual o percurso circular simultaneamente progride para outro nível.
ESPÍRITO
O Espírito é a Realidade Substancial que subjaz a todas as manifestações e aparências conhecidas como Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria e Energia.
O Espírito, em si mesmo, é incognoscível e indefinível, mas pode ser considerado como uma Mente Universal, Infinita e Vivente.
A vibração do Espírito possui uma intensidade e rapidez tão infinitas que ele praticamente se encontra em estado de repouso.
O Espírito é o nome dado pelos iluminados à Mente Vivente Infinita que constitui o TODO.
O Espírito transcende o entendimento humano, sendo utilizado como conceito para pensar e falar sobre o TODO sem pretender compreendê-lo plenamente.
O Espírito inerente ao ser humano é, na verdade, o Ego Divino.
O Espírito de cada alma não é aniquilado ao fim dos ciclos da criação, mas infinitamente expandido, confundindo-se a Criatura e o Criador.
O Espírito ocupa o ponto mais elevado da grande escala da Vida.
O Espírito Absoluto está acima dos seres mais elevados dos Planos Espirituais, que ainda pertencem ao Universo e estão sujeitos às suas condições.
O Espírito é empregado pelos ocultistas no sentido de Princípio Animador, trazendo consigo a ideia de Poder, Energia Viva e Força Mística.
O Espírito pode manifestar Poder Espiritual tanto para o bem como para o mal, de acordo com o Princípio da Polaridade.
O Espírito dos seres elevados continua sujeito à Lei do TODO, pois mesmo os seres mais avançados são criações da Mente do TODO.
O Espírito é envolvido pela Matéria durante a Involução e posteriormente é expandido pela Matéria durante a Evolução.
O Espírito contido na Matéria desenvolve-se gradualmente em uma série ascendente de estágios de ser, vida e consciência.
A Involução espiritual e psíquica do Espírito acompanha paralelamente a Evolução física.
O Espírito constitui, juntamente com a Matéria, um dos dois aspectos fundamentais do Ser Manifestado.
O Espírito e a Matéria não constituem realidades independentes, mas dois aspectos do Absoluto que formam a base do Ser condicionado.
ESPIRITUALIDADE
O Caibalion foi uma fonte geral de inspiração para correntes tão distintas quanto os modernos pagãos e os pensadores positivistas cristãos.
ESPONTANEIDADE
A Espontaneidade é apresentada como a capacidade de ação ou movimento próprio que provém da natureza do próprio ser ou coisa, sem depender de uma força externa.
A Espontaneidade é considerada uma característica da Vida, de modo que aquilo que manifesta ação espontânea ou movimento próprio possui, pelo menos, uma dimensão de Vida.
A Espontaneidade é apresentada por Paul Carus como algo que impregna toda a Natureza.
ESTUDANTES
Os Estudantes verdadeiros não terão dificuldade para aplicar os Princípios Herméticos.
Os Estudantes preparados encontrarão os ensinamentos quando seus ouvidos estiverem preparados para ouvir.
ÉTER
O Éter estabelece uma relação conectora entre a Matéria e a Energia, participando da natureza de ambas.
O Éter é descrito como uma substância de extrema tenuidade e elasticidade que impregna todo o Espaço e serve como meio para a transmissão de ondas de Energia.
EU
O Eu manifesta-se inicialmente na Consciência como a afirmação Eu sou.
O Eu pode ser distinguido em um Eu e um Mim quando a Consciência é examinada de maneira mais profunda.
O Eu e o Mim atuam em uníssono e em conjunção, embora possam ser distinguidos na Consciência.
O Eu corresponde ao aspecto ativo da psicologia do indivíduo e possibilita sua adaptação à realidade.
EVOLUÇÃO
A Evolução é o movimento de ascensão pelo qual tudo passa a mover-se em direção ao espiritual.
A Evolução conduz a Matéria a tornar-se menos grosseira, as combinações a se formarem, a Vida a manifestar-se em formas cada vez mais elevadas e a Mente a tornar-se cada vez mais evidente.
A Evolução manifesta-se nos planos físico, mental e espiritual e realiza-se de acordo com as Leis estabelecidas no processo de Infusão.
A Evolução constitui o movimento de retorno ao TODO depois do extremo do processo criativo.
A Evolução conduz tudo para cima e adiante, tendo o TODO como destino.
A Evolução Física, Mental e Espiritual leva as Unidades de Força a graus cada vez mais elevados da escala da existência.
A Evolução inicia o movimento de ascensão no qual a Matéria se torna menos grosseira, a Vida manifesta formas cada vez mais elevadas e a Mente se torna progressivamente mais evidente.
A Evolução representa o movimento de retorno ao TODO depois da separação e individualização das Unidades de Força.
A Evolução sucede à Involução como aspecto subsequente de um grande processo cósmico.
A Evolução manifesta uma sequência ordenada de mudança dentro dos processos do Cosmos.
A Evolução é sempre acompanhada pela Variação, que pode ser muito acentuada ou quase imperceptível, mas está sempre presente.
A Evolução utiliza a Variação como importante fator e elemento de seu desenvolvimento.
A Evolução representa, em Spencer, uma Mudança metodicamente progressiva presente nos objetos físicos, nos estados mentais, nas instituições, nos costumes, na ética e em outras manifestações da atividade cósmica.
A Evolução manifesta a transformação regular e metódica de formas e estados mais simples em formas e estados mais complexos.
A Evolução Orgânica manifesta a Mudança no mundo das coisas vivas, enquanto a Evolução Cósmica manifesta a Mudança nos sistemas solar e estelar e a Evolução Atômica manifesta a Mudança no mundo dos átomos.
A Evolução constitui a maré crescente da Mudança e do Devir dentro do Ciclo Cósmico.
A Evolução ocorre ciclicamente em todos os campos das atividades naturais, físicas e psíquicas, orgânicas e inorgânicas, biológicas, sociológicas, históricas e éticas.
A Evolução sucede em períodos recorrentes que se repetem continuamente, embora seus resultados concretos nunca sejam exatamente os mesmos.
A Evolução representa o desenvolvimento contínuo daquilo que anteriormente estava incorporado no antecedente.
A Evolução transforma progressivamente estruturas homogêneas em estruturas heterogêneas e o uno e simples em diverso e múltiplo.
A Evolução está presente nos campos da física, biologia, sociologia, história, ética, comportamento e nas demais atividades Cósmicas.
A Evolução representa a expansão progressiva do Espírito que anteriormente estava contido na Matéria.
A Evolução constitui a metade ascendente do processo cuja outra metade é a Involução.
A Evolução conduz progressivamente da objetividade à subjetividade por meio de sucessivos estágios ascendentes.
EXEGESE
Uma exegese explica e organiza uma obra mais antiga, a partir de máximas, axiomas e preceitos preservados por uma tradição.
EXISTÊNCIA
A Existência é ativa, não inerte ou morta, e sua natureza essencial no mundo dos fenômenos é encontrada em suas atividades.
A Existência compreende atividade tanto no âmbito físico quanto no psíquico.
FATALISMO
O Fatalismo afirma que acontecimentos são determinados por um poder misterioso ou sobrenatural e destinados a ocorrer de maneira irrevogável e inalterável.
O Fatalismo considera que um acontecimento predestinado ocorre independentemente das tendências das leis naturais e que as tentativas naturais de escapar ao Destino são inúteis.
O Fatalismo não reconhece a Vontade humana como elo eficiente na cadeia da Causalidade Natural quando o acontecimento é considerado fadado.
FEMININO
O Feminino é o Princípio ativo criador, responsável pela realização do trabalho criativo quando recebe a energia dirigida pelo Princípio Masculino.
O Feminino está presente no Masculino e o Masculino está presente no Feminino nas formas de vida em que os dois Princípios se combinam no mesmo organismo.
O Feminino não corresponde ao polo fraco ou inerte, pois o chamado polo Negativo é apresentado como o polo no qual se manifesta a geração e a produção de novas formas de Energia.
FILOSOFIA
A Filosofia digna desse nome baseia-se na existência de uma Realidade Substancial que permanece por trás das aparências e manifestações exteriores.
A Filosofia significa a pesquisa dedicada ao conhecimento das coisas cognoscíveis e pensáveis.
FILOSOFIA HERMÉTICA
A Filosofia Hermética é resumida em sete princípios básicos.
FLEXIBILIDADE
A flexibilidade de O Caibalion permitiu que seus princípios fossem incorporados por pequenas sociedades secretas, movimentos espirituais e diferentes fenômenos da cultura popular.
FLUXO
O Fluxo caracteriza o universo como um processo de transformação contínua, no qual cada estado provém de estados anteriores.
O Fluxo manifesta-se tanto nas formas materiais quanto nas atividades e estados mentais.
O Fluxo caracteriza, em Bergson, um Cosmos dinâmico constituído por um incessante vir a ser.
O Fluxo representa o estado contínuo do universo, no qual tudo avança e se transforma sem deixar de possuir relação com seus estados anteriores.
O Fluxo não consiste em estados isolados, mas em uma sucessão contínua na qual cada mudança permanece ligada àquilo que a precede e àquilo que a sucede.
FOGO
O Fogo ilustra a Mudança porque a chama permanece reconhecível enquanto a combustão que a constitui se transforma continuamente.
O Fogo demonstra que uma forma pode conservar sua identidade aparente sem permanecer materialmente idêntica sequer por instantes consecutivos.
FORÇA
A Força está subordinada ao Domínio da Mente, assim como a Energia e a Matéria.
A Força apresenta diferentes graus de vibração nos diversos planos da existência.
A Força manifesta-se em diferentes graus de vibração, e as manifestações superiores podem ser produzidas pela mudança desses graus e modos de vibração.
A Força pode ser utilizada para produzir fenômenos que parecem milagres quando uma Lei é empregada contra outra Lei e um Princípio contra outro Princípio.
FORÇAS MENTAIS
As Forças Mentais constituem o verdadeiro domínio da Arte da Alquimia Hermética.
GÊNERO
O Gênero pode ser pervertido quando teorias, preceitos e práticas de caráter sexual são apresentados sob títulos grandiosos e transformados em uma prostituição do grande princípio natural do Gênero.
O Gênero está em tudo, e os Princípios Masculino e Feminino estão sempre em ação em todos os planos.
O Gênero manifesta-se no Plano Físico como Sexo e, nos planos superiores, assume formas mais elevadas, permanecendo sempre o mesmo Princípio.
O Gênero é necessário à geração, à regeneração e à criação, tanto física quanto mental e espiritual.
O Gênero está presente em toda coisa e toda pessoa, pois todo Princípio Masculino contém o Princípio Feminino e todo Princípio Feminino contém o Princípio Masculino.
O Gênero significa relativo à geração ou criação, e onde qualquer coisa for gerada ou criada, em qualquer plano, o Princípio de Gênero deve se manifestar.
O Gênero manifesta-se na criação de Universos, assim como em todos os planos da vida material, mental e espiritual.
O Gênero não significa Sexo, pois o sexo é simplesmente uma manifestação material do Gênero.
O Gênero está acima do plano material quando se manifesta nos aspectos Masculino e Feminino sobre o Plano Mental.
O Princípio de Gênero manifesta-se na criação de Universos.
O Princípio de Gênero não implica uma dualidade real, pois o TODO é Um e os Dois Aspectos são apenas aspectos de manifestação.
O Gênero manifesta-se em cada Plano por meio da Energia Criadora, que opera pelos aspectos Masculino e Feminino.
O Gênero permanece atuante em todos os Planos, assim como os demais Princípios Herméticos.
O Gênero consiste em criar, produzir e gerar, e suas manifestações são visíveis em todos os planos dos fenômenos.
O Gênero manifesta-se em todas as fases dos fenômenos e em todos os planos da vida por meio dos Princípios Masculino e Feminino.
O Gênero, em seu sentido Hermético, não é o mesmo que Sexo, pois o Sexo é apenas uma manifestação do Gênero em determinado plano do Grande Plano Físico.
O Gênero manifesta-se no plano da Energia por meio da ação dos Princípios Masculino e Feminino sobre os processos criativos.
O Gênero manifesta-se constantemente tanto na Matéria Inorgânica quanto na Energia e na Força.
O Gênero opera por meio da combinação dos Princípios Masculino e Feminino, sem que nenhum dos dois Princípios seja capaz de criar sem a Energia do outro.
O Gênero manifesta-se em todos os planos dos fenômenos e em todas as fases da vida.
O Gênero consiste em criar, produzir e gerar, e suas manifestações não estão limitadas ao plano da vida orgânica.
O Gênero manifesta-se nos fenômenos dos corpúsculos, íons e elétrons por meio de combinações que dão origem aos átomos.
O Gênero manifesta-se na matéria e na Energia por meio da atividade dos princípios Masculino e Feminino.
GÊNERO MENTAL
O Gênero Mental explica a dualidade da mente por meio da manifestação dos princípios Masculino e Feminino no Plano Mental.
O Gênero Mental relaciona o Princípio Masculino à Mente Objetiva, Consciente, Voluntária e Ativa.
O Gênero Mental relaciona o Princípio Feminino à Mente Subjetiva, Subconsciente, Involuntária e Passiva.
O Gênero Mental manifesta-se pelos aspectos “Eu” e “Mim”, correspondendo o “Eu” ao Princípio Masculino e o “Mim” ao Princípio Feminino.
O Gênero Mental apresenta o “Eu” como Aspecto de Ser e o “Mim” como Aspecto de Vir a Ser.
O Gênero Mental revela que o Princípio Feminino recebe impressões, enquanto o Princípio Masculino dá ou exprime essas impressões.
O Gênero Mental mostra que o Princípio Feminino conduz a geração de novos pensamentos, conceitos, ideias e obras da imaginação.
O Gênero Mental mostra que, sem o auxílio ativo da Vontade do Princípio Masculino, o Princípio Feminino pode limitar-se à geração de imagens mentais resultantes de impressões recebidas de fora.
GRANDE ALENTO
O Grande Alento representa o movimento eterno e incessante da Vida Una, manifestando-se como movimento perpétuo do universo.
O Grande Alento acompanha a Vida Una, que é apresentada como eterna, invisível, onipresente e periódica em suas manifestações.
O Grande Alento manifesta alternadamente períodos de Involução e Evolução, intercalados por períodos de descanso ou pausa equilibradora.
O Grande Alento representa o movimento pelo qual a Manifestação Cósmica passa da subjetividade à objetividade e retorna novamente à subjetividade.
O Grande Alento opera ciclicamente pela Eternidade, enquanto o Princípio Eterno permanece além de sua Lei.
GRANDE SOPRO
O Grande Sopro é apresentado como incessante, constituindo um movimento contínuo mesmo durante o Pralaya.
O Grande Sopro é comparado aos movimentos rítmicos do Oceano Inconsciente durante o Pralaya.
HARMONIA
A Harmonia é restaurada pelo Karma quando o equilíbrio físico ou moral é perturbado.
A Harmonia depende do Equilíbrio das forças contrárias que atuam no Cosmos.
HERÁCLITO
Heráclito sustenta que o universo permanece em estado de fluxo, sempre avançando, sempre o mesmo e nunca exatamente o mesmo.
Heráclito afirma que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio, porque novas águas estão continuamente passando.
Heráclito considera que tudo flui e se transforma para sempre, enquanto a própria Lei permanece como aquilo que é constante.
HERMES
Hermes Trismegisto é apresentado como aquele que ensinou princípios que continuariam presentes em ensinamentos sobre a mente, as leis do universo e a transformação da realidade.
Hermes respondeu ao questionamento sobre o motivo da criação pressionando fortemente um lábio contra o outro e permanecendo em silêncio, indicando que não havia resposta conhecida.
Hermes preservou o Segredo quando seus próprios discípulos mais avançados não receberam uma resposta sobre a razão pela qual o TODO cria os Universos.
HERMES TRISMEGISTO
Hermes Trismegisto foi colocado em praticamente cada ponto do espectro entre ser humano histórico e deus mítico imortal.
Hermes Trismegisto foi identificado, em diferentes tradições, com figuras como Adão, Noé, Alexandre, o Grande, Enoque, Apolônio de Tiana e Moisés.
Hermes Trismegisto foi considerado fundador mítico da Maçonaria em diversos textos primitivos.
Hermes Trismegisto foi considerado o mestre dos três domínios da sabedoria universal.
Os aspectos trinos de Hermes Trismegisto podem explicar a escolha do pseudônimo Três Iniciados.
Hermes Trismegisto tornou-se, com o tempo, uma fonte imaginária, histórica ou mítica à qual o conteúdo de O Caibalion passou a ser atribuído.
Hermes Trismegisto foi e é o Grande Sol Central do Ocultismo, cujos raios têm iluminado todos os ensinamentos publicados desde o seu tempo.
Hermes Trismegisto foi reverenciado como sinônimo de Fonte de Sabedoria em todos os países antigos.
Hermes Trismegisto formulou os preceitos fundamentais e básicos introduzidos nos ensinamentos esotéricos de cada raça.
HERMÉTICA
A Hermética exerceu influência sobre obras neoplatônicas, pitagóricas e gnóstico-cristãs.
A Hermética entrou em declínio durante a Idade Média, mas foi redescoberta e retraduzida na corte renascentista de Cosimo de Médici.
A redescoberta da Hermética tornou-se uma das principais influências nos campos da ciência, da cultura e da filosofia durante o Renascimento.
HERMETISMO
O Hermetismo manteve-se propenso a construir sua própria história a partir de períodos cada vez mais remotos.
O Hermetismo utilizou Hermes Trismegisto como um porta-voz conveniente e autorizado de filosofias mágicas e gnósticas nos primeiros séculos da Era Comum.
O Hermetismo antigo passou a ser visto como a fonte direta de O Caibalion, levando a obra a ser interpretada como produto da antiga sabedoria Hermética.
O Hermetismo costumava descrever o Universo em termos de leis cósmicas ou universais.
O Hermetismo deveria ser estudado do ponto de vista das verdades vitais que subjazem à superfície, e não do ponto de vista crítico e acadêmico.
O Hermetismo de O Caibalion foi utilizado por numerosos autores e grupos em lugar de obras mais antigas, como a Tábua de Esmeralda e a Hermética Grega.
O Hermetismo pode atuar como um Grande Reconciliador entre teorias religiosas e ocultistas que parecem divergentes em suas formas, mas conservam correspondências em seus fundamentos.
O Hermetismo serviu como ponto de encontro para diferentes tradições de conhecimento, preservando correspondências mesmo quando essas tradições seguiram caminhos distintos ao longo dos séculos.
O Hermetismo pode revelar certa semelhança e correspondência nas teorias que, embora muitas vezes divergentes, são aceitas e combatidas pelos ocultistas de diferentes países.
O Hermetismo não é identificado com nenhuma seita religiosa particular nem pode ser associado a nenhum país específico.
O Hermetismo perdeu-se quando seus instrutores misturaram a teologia com a filosofia e fizeram a filosofia ser sufocada pelo manto da teologia.
HERMETISTAS
Os Hermetistas nunca procuraram a aprovação popular nem um grande número de prosélitos, porque sabiam quão poucos de cada geração estavam preparados para a Verdade.
Os Hermetistas mantinham um retiro silencioso, sabendo que não se pode obrigar uma raça de bárbaros a admitir uma Verdade que só pode ser compreendida por aquele que já está avançado no Caminho.
IDEALISMO
O Idealismo participa da oposição filosófica em torno da questão de saber se a Mente ou a Matéria constitui a realidade fundamental.
O Idealismo considera a Mente como princípio fundamental diante da interpretação oposta sustentada pelo Materialismo.
ILUSÃO
A Ilusão caracteriza o Universo quando ele é comparado ao TODO, pois tudo aquilo que possui começo e fim pode ser considerado irreal e não verdadeiro.
A Ilusão não deve ser tomada como justificativa para ignorar as leis e os fenômenos do Universo no plano em que o homem os experimenta.
IMANÊNCIA
O TODO é Imanente no seu Universo, assim como em cada parte, partícula, unidade ou combinação dentro do Universo.
A Imanência do TODO pode ser compreendida pela imagem mental de um criador que permanece, em certo sentido, dentro da própria criação, dando-lhe espírito, vitalidade e realidade.
IMANIFESTO
O Imanifesto é apresentado como aquilo que transcende a Manifestação e permanece além dos estados relativos e condicionados do Cosmos.
O Imanifesto e a Manifestação são apresentados, em algumas concepções filosóficas, como polos de uma Unidade Última.
O Imanifesto permanece incognoscível e inexprimível para a consciência finita quando considerado em sua natureza última.
O Imanifesto designa aquilo que permanece fora da manifestação fenomênica e que, segundo o contexto filosófico apresentado, pode ser concebido como aquilo que transcende os estados manifestados.
IMPERMANÊNCIA
A Impermanência constitui, no ensinamento de Gautama, uma característica de todas as coisas componentes do Cosmos.
A Impermanência estabelece uma ligação entre a Composição e a Mudança, pois tudo aquilo que é composto está sujeito à transformação.
IMUTABILIDADE
A Imutabilidade do TODO significa que nada pode operar mudança em sua natureza real, nada pode ser acrescentado ou subtraído e nada pode transformar o TODO em outra coisa.
A Imutabilidade do TODO significa que o TODO sempre foi e sempre permanecerá exatamente como é, pois não existe nada em que ele possa converter-se.
INCOGNOSCÍVEL
O Incognoscível não pode ser apreendido pelas mentes finitas, e toda tentativa de compreender sua natureza essencial está destinada ao fracasso pela própria natureza da tarefa.
O Incognoscível permanece além dos limites daquilo que a mente humana é capaz de conhecer e pensar.
INCONSCIÊNCIA
A Inconsciência é apresentada por Schopenhauer como a condição original e natural de todas as coisas.
A Inconsciência permanece predominante mesmo depois do surgimento da Consciência nas formas superiores de vida.
A Inconsciência não impede a atividade, pois os seres inconscientes ainda agem de acordo com as leis de sua natureza e de sua Vontade.
INDEPENDÊNCIA
A independência diante de grupos ou sistemas de crenças era acompanhada pela orientação para experimentar e descobrir as próprias verdades.
INDIVIDUALIDADE
A Individualidade, segundo a concepção apresentada pelo Budismo, não existe sem um conjunto de qualidades componentes.
A Individualidade começa com a formação de um conjunto e permanece sujeita ao processo de diferenciação e dissolução desse conjunto.
INDIVIDUALIZAÇÃO
A Individualização é a tendência de separar a energia não individualizada do TODO em incontáveis Unidades de Força durante o estágio Evolutivo.
A Individualização conduz as Unidades de Força, através da Evolução Física, Mental e Espiritual, aos mais altos graus da escala antes de seu retorno à origem.
INDUÇÃO MENTAL
A Indução Mental permite produzir em outra pessoa um estado mental semelhante por meio da comunicação de determinado grau de vibração ou polarização.
A Indução Mental pode alterar a polaridade de uma pessoa dentro de determinada classe de estados mentais.
INFINITA VARIEDADE
A Infinita Variedade caracteriza a Manifestação Cósmica, na qual toda Variação e Diferenciação produz novas formas sem repetição exterior exata.
A Infinita Variedade torna a Eterna Repetição impossível, pois nenhuma coisa ou acontecimento pode reproduzir-se exatamente em todos os seus detalhes.
INFINITO
O Infinito não pode ser representado pela imaginação, pelo discernimento ou pelo pensamento abstrato, porque nenhum poder de finitude pode expressar a Infinitude.
O Infinito não pode ser apreendido pelo pensamento resultante da Cadeia de Causalidade, porque o pensamento finito não pode alcançar aquilo que não possui fundamento ou existência dependente.
O Infinito não pode ser representado pela imaginação, pelo discernimento ou pelo pensamento abstrato, porque nenhum poder finito pode expressar a Infinitude.
O Infinito não pode ser apreendido pelo pensamento finito, porque o pensamento resultante da cadeia de causalidade não alcança aquilo que possui existência independente.
INFINITUDE
A Infinitude do TODO significa que nada pode defini-lo, limitá-lo ou restringi-lo, pois não existe nada fora do TODO.
A Infinitude do TODO manifesta-se no Tempo, no Espaço e no Poder, pois o TODO é eterno, está em toda parte e não está sujeito a nenhum outro Poder.
INFLUÊNCIA
Os Sete Princípios Herméticos conectaram os universos ocultistas dos séculos XIX e XX, unindo antigos preceitos esotéricos.
A obra formou a base para outros preceitos ocultistas e escolas de artes mágicas.
A obra desempenhou um importante papel em tradições norte-americanas tão divergentes quanto o pensamento positivo e o Nacionalismo Negro.
A influência pode permanecer muito além da vida de um autor quando suas obras fornecem modelos para aqueles que continuam desenvolvendo as mesmas ideias.
A Filosofia Hermética permaneceu enormemente flexível no transcurso do tempo, podendo ser encontrada em uma miríade de escolas místicas e metafísicas.
A influência hermética atravessou diferentes épocas e tradições por meio de linhas de descendência, influências diretas e fontes comuns de inspiração.
A influência dos textos Herméticos específicos é evidente em O Caibalion.
A influência Hermética pode permanecer reconhecível mesmo quando diferentes grupos compartilham apenas fontes comuns de inspiração ou uma linguagem comum.
A influência de O Caibalion ultrapassou seus domínios iniciais do Hermetismo e alcançou diferentes formas de espiritualidade, pensamento e cultura.
INFLUÊNCIA MENTAL
A Influência Mental pode ocorrer quando a Energia Vibratória do Princípio Masculino é projetada para o Princípio Feminino de outra pessoa, que recebe o pensamento embrionário e o desenvolve.
A Influência Mental pode levar uma pessoa a agir e pensar de conformidade com uma ideia recebida de outra mente.
INICIAÇÃO
A Iniciação exige uma preparação capaz de permitir que o estudante compreenda e domine aquilo que lhe é transmitido.
A Iniciação não consiste apenas em receber conhecimento, mas em estar preparado para compreendê-lo e dominá-lo.
INTEGRAÇÃO
A Integração resulta da Atividade, assim como a Desintegração, pois ambas são processos realizados pelo Trabalho.
A Integração pode ocorrer simultaneamente à Desintegração, constituindo um processo progressivo de formação enquanto outras formas se desfazem.
A Integração participa da formação gradual de um novo universo enquanto ocorre a dissolução de formas anteriores.
INVOLUÇÃO
A Involução é o estágio da Criação em que o TODO se torna implicado ou envolvido em sua criação mediante o rebaixamento da Vibração.
A Involução conduz as vibrações a graus cada vez mais baixos até que se manifeste a forma mais grosseira de Matéria possível.
A Involução sempre precede a Evolução como aspecto antecedente do grande processo cósmico.
A Involução constitui o movimento regressivo que antecede o movimento evolutivo posterior.
A Involução constitui o envolvimento, encobrimento ou inserção daquilo que posteriormente será desenvolvido pela Evolução.
A Involução precede necessariamente a Evolução, pois aquilo que evolui como subsequente deve ter estado previamente incorporado ao antecedente.
A Involução estabelece que nada pode ser obtido de alguma coisa sem que o obtido tenha estado anteriormente incorporado a essa coisa.
A Involução manifesta-se nas fases descendentes dos processos ondulatórios, enquanto a Evolução manifesta-se nas fases ascendentes.
A Involução Cósmica constitui, segundo os preceitos esotéricos apresentados, um precedente necessário à Evolução Cósmica.
A Involução corresponde à descida progressiva do Espírito à Matéria em uma série de estágios descendentes.
A Involução constitui a metade descendente do grande processo cuja outra metade é a Evolução.
A Involução Cósmica precede a Evolução Cósmica e constitui seu precedente necessário.
A Involução conduz a Manifestação Cósmica da subjetividade à objetividade antes que a Evolução realize o movimento de retorno.
IONIZAÇÃO
A Ionização é o processo de desprendimento ou separação dos elétrons Femininos.
A Ionização liberta os elétrons Femininos de sua condição anterior e permite sua movimentação em novas direções.
KARMA
O Karma é apresentado como a força diretriz e orientadora das atividades desenvolvidas no universo.
O Karma orienta as atividades associadas ao princípio de Tanha nos diferentes planos do universo.
O Karma é apresentado como a Lei de Causa e Efeito aplicada às atividades físicas e psíquicas do universo manifesto.
O Karma é apresentado nas filosofias esotéricas do Oriente como uma lei que ajusta o Efeito à Causa nos planos físico, mental e espiritual do ser.
O Karma aplica a Causalidade às atividades éticas e morais, especialmente nas doutrinas relacionadas ao Renascimento.
O Karma é apresentado como a lei que faz remontar cada Efeito à sua Causa e afirma que nenhuma Causa permanece sem seu devido Efeito.
O Karma atua juntamente com os Ciclos e a Reencarnação, sendo essas três leis apresentadas como interligadas no processo de retorno da vida.
O Karma participa da Reencarnação e dos Ciclos porque a peregrinação da Alma ocorre de acordo com a Lei Cíclica e Kármica.
O Karma é apresentado como uma perturbação do Equilíbrio Cósmico que produz uma necessidade de reajuste.
O Karma atua no sentido de restaurar a Harmonia e preservar o Equilíbrio do universo.
O Karma retributivo pode ser reajustado pelo esforço de restabelecer o Equilíbrio de poder.
O Karma é relacionado à Compensação porque as consequências de uma ação são apresentadas como formas de retribuição vinculadas à própria ação.
O Karma manifesta a ideia de que aquilo que é realizado produz uma consequência correspondente ao ato realizado.
O Karma devolve a cada homem as consequências de suas próprias ações, fazendo-o colher aquilo que produziu.
O Karma exige que aquele que causou sofrimento remedeie esse sofrimento e que aquele que produziu felicidade e harmonia colha os frutos correspondentes.
O Karma atua sobre as sucessivas vidas pessoais, fazendo com que efeitos da vida presente possam resultar de causas produzidas em vidas anteriores.
O Karma faz com que causas produzidas na vida presente possam manifestar-se como efeitos em vidas futuras.
O Karma incorpora o elemento do Tempo, pois uma causa não precisa produzir seu efeito completo dentro do mesmo ciclo de vida em que foi gerada.
LEGADO
O legado pode ser paradoxalmente influente e esquecido quando, após a morte de seu autor, não existe uma instituição capaz de preservar, relançar e manter sua produção.
O legado também pode ser fragmentado quando uma bibliografia extensa é dispersa entre diferentes editores, revistas e periódicos que desaparecem ou se perdem no tempo.
LEI
A Lei é o próprio TODO, e todas as demais Leis procedem dEle sem que O TODO esteja submetido a qualquer delas.
A Lei da Correspondência permite compreender problemas de diferentes planos mediante a observação das relações existentes entre eles.
A Lei determina que todos os Planos permaneçam submetidos aos princípios que governam seus fenômenos.
A Lei do TODO permanece acima dos seres mais elevados dos Planos Espirituais, que ainda estão sujeitos às condições do Universo.
A Lei permeia o Universo e não permite que os fenômenos ocorram sem ordem, continuidade ou causa.
A Lei rege tanto os acontecimentos simples quanto as grandes cadeias de causas que se ocultam por trás deles.
A Lei torna impossível a existência de um acontecimento puramente fortuito, pois todo acontecimento está subordinado a uma cadeia causal.
A Lei Universal rege tudo o que acontece nos planos superiores e inferiores, pois nada existe fora da Lei.
A Lei Universal é a Única Grande Lei, da qual o número infinito de leis não passa de manifestações.
A Lei pode ser utilizada pelo Homem para superar as leis, pois a vontade superior pode prevalecer contra a vontade inferior.
A Lei não pode ser destruída, mas pode ser contrabalançada por outra Lei de plano superior.
A Lei permite ao sábio compreender seu movimento e executá-lo de acordo com ele, em vez de tornar-se seu escravo cego.
A Lei sujeita tanto o sábio como o ignorante, embora o sábio possa governar nos planos inferiores ao obedecer às Leis que vêm de cima.
A Lei Cósmica constitui o princípio pelo qual o Universo é regido.
As Leis Cósmicas podem ser encontradas em diferentes sistemas filosóficos, tanto antigos como modernos, orientais como ocidentais.
As Leis Cósmicas relativas à Manifestação podem ser sistematizadas e classificadas sem que isso implique limitar a quantidade de leis existentes.
A Lei é a fonte, origem e procedência de todas as outras leis que existem na Natureza.
A Lei é a invariável e exata regra de procedimento segundo a qual alguma coisa opera, comporta-se ou manifesta-se.
A Lei manifesta-se na Natureza como uma norma de procedimento universalmente operativa, ainda que sua essência última seja incognoscível.
A Lei Cósmica opera por meio de muitas e variadas formas de atividade sistemática, conhecidas como Leis Cósmicas.
A Lei constitui a mais alta manifestação possível do Poder d'AQUILO-QUE-É.
A Lei constitui a ordem fundamental segundo a qual as coisas naturais agem, comportam-se e manifestam-se.
A Lei Cósmica manifesta-se por meio de muitas Leis Cósmicas que regulam diferentes formas de atividade sistemática.
As Leis Cósmicas são interdependentes e inter-relacionadas, reforçando-se e mantendo-se umas às outras.
A Lei é apresentada por Heráclito como aquilo que permanece constante enquanto todas as coisas do Cosmos estão em fluxo e transformação.
A Lei existe sempre, pois a ordem que governa todas as coisas não foi feita pelos homens ou pelas divindades.
LEI DA ATRAÇÃO
A Lei da Atração atua como aspecto do Princípio Hermético de Causa e Efeito, unindo os lábios e os ouvidos quando o estudante está preparado para receber a verdade.
LEI DO USO
A Lei do Uso é Universal, e aquele que a viola sofre em razão de seu conflito com as forças naturais.
A Lei do Uso determina que os Preceitos Herméticos sejam praticados e usados, e não simplesmente acumulados e ocultados.
LEIS
As leis cósmicas ou universais constituíam uma forma comum de descrever o Universo entre os grupos unidos sob a bandeira do Hermetismo.
As Sete Leis Herméticas eram apresentadas como fundamentos da Doutrina Rosa-Cruz.
As Sete Leis Herméticas eram apresentadas como a fonte das leis da Bruxaria.
As leis do universo podem ser utilizadas para anular o negativo mediante o recurso à sua correspondente polaridade.
As Leis do Universo não são menos férreas devido à sua natureza mental.
As Leis regem tudo aquilo que está na Mente Infinita do TODO, exceto o próprio TODO.
As Leis não devem ser desafiadas pela falsa sabedoria, mas empregadas pelo verdadeiro sábio em níveis superiores contra os níveis inferiores.
As Leis devem ser usadas para que o homem se eleve dos graus inferiores aos graus superiores, dando o melhor de si nas circunstâncias que surgem a cada dia.
As Leis da Natureza não são revogadas pelos Mestres, mas são utilizadas por meio da aplicação de uma Lei contra outra Lei.
As Leis atuam sobre os fenômenos mentais, pois pensamentos, emoções, vontades e desejos possuem graus e modos próprios de vibração.
LEIS DA NATUREZA
As Leis da Natureza não se tornam menos constantes ou efetivas por serem compreendidas como criações mentais.
As Leis da Natureza estão em pleno efeito nos diversos planos e formam o arcabouço que mantém o Universo unido.
As Leis da Natureza só podem ser superadas mediante a aplicação de leis superiores contra leis inferiores.
As Leis da Natureza não podem ser desafiadas nem questionadas, pois durarão enquanto o Universo durar.
LIBERDADE
A Liberdade é maior quanto mais a criação se aproxima do Centro e mais limitada quanto mais distante do Centro estiver.
A Liberdade aparente da maioria das pessoas é limitada pela hereditariedade, pelo meio ambiente, pelas opiniões, pelos costumes, pelas emoções, pelas sensações e pelas sugestões exteriores.
A Liberdade não consiste simplesmente em fazer o que se quer, pois é necessário compreender de onde vêm o querer e aquilo que apraz fazer.
LÓGICA
A Lógica Cósmica está presente na sucessão das mudanças e impede que o fluxo do Cosmos seja compreendido como acidental, caótico ou aleatório.
A Lógica Cósmica manifesta-se juntamente com a Lei e a Ordem em toda a atividade do Cosmos.
LONGEVIDADE
A longevidade de O Caibalion é demonstrada pelo fato de continuar sendo impresso, traduzido e utilizado como fonte de inspiração depois de mais de um século.
MAGIA
A magia e o misticismo verdadeiros tinham por base a transmutação mental.
A magia podia tomar os Sete Princípios Herméticos como fundamento de manuais destinados aos seus praticantes.
A Magia é a arte de transmutar as condições do Universo e, sendo tudo Mental, permite ao Mestre atuar sobre as condições materiais e mentais.
MANIFESTAÇÃO
A Manifestação Cósmica ocorre periodicamente, passando da subjetividade à objetividade durante a Involução e da objetividade novamente à subjetividade durante a Evolução.
A Manifestação Cósmica alterna períodos de aparecimento e desaparecimento, acompanhados por períodos de atividade e descanso.
MANIFESTAÇÃO CÓSMICA
A Manifestação Cósmica pode ser investigada pelo modo como suas atividades ocorrem e pelas regras que as regem, sem exigir uma explicação definitiva sobre sua razão de existência.
A Manifestação Cósmica deve ser examinada pelo seu aspecto de Como, enquanto a questão do Porquê de sua existência permanece fora do objetivo dessa investigação.
MASCULINO
O Masculino é o Princípio que dirige uma certa Energia inerente para o Princípio Feminino e, assim, põe em atividade os processos criativos.
O Masculino está sempre presente na forma Feminina, assim como o Feminino está presente na forma Masculina.
MATÉRIA
A Matéria constitui uma das manifestações subordinadas ao Domínio da Mente.
A Matéria apresenta diferentes graus de vibração, desde suas formas mais grosseiras até estruturas como corpúsculos, elétrons, átomos e moléculas.
A Matéria não pode ser o TODO, porque a Matéria não é capaz de manifestar a Vida ou a Mente.
A Matéria é apresentada como energia ou força com baixo grau de vibração.
A Matéria não constitui a realidade última, pois aquilo que é chamado de Matéria foi reduzido pela ciência à compreensão da Energia.
A Matéria existe para os sentidos humanos enquanto o homem habita o plano da Matéria, ainda que a investigação científica a reduza a agregações de elétrons e outras unidades de força.
A Matéria é constituída por elétrons e íons em constante vibração e movimento, sendo a Força que os constitui uma manifestação da Mente do TODO.
A Matéria deve ser reconhecida como real enquanto o homem estiver no Plano da Matéria, embora seu domínio sobre o homem possa ser superado pela aplicação de forças superiores.
A Matéria não deve ser negada em seu aspecto relativo, pois o homem ainda precisa reconhecer os fenômenos da Matéria enquanto habita seu plano.
A Matéria torna-se menos grosseira à medida que o processo de Evolução avança em direção aos planos superiores.
A Matéria constitui o extremo inferior da escala da existência durante o processo de Involução.
A Matéria não é reconhecida como uma coisa em si nem como uma categoria dotada de existência à parte, mas como uma forma de Energia em baixa frequência vibratória.
A Matéria ocupa os Planos inferiores do Grande Plano Físico, enquanto suas formas mais sutis correspondem a frequências vibratórias mais elevadas.
A Matéria manifesta vibrações em todos os seus graus, desde as partículas até as maiores massas, pois todas as formas materiais estão em constante movimento.
A Matéria pode alcançar graus de vibração tão elevados que suas moléculas se desintegram e se decompõem em elementos ou átomos.
A Matéria pode ser reduzida, pelo aumento da vibração, a estados sucessivos nos quais átomos e corpúsculos desaparecem, até que reste a Substância Etérea.
A Matéria aparentemente sólida e densa é apresentada pela ciência moderna como um cenário de intensa Atividade.
A Matéria é descrita como constituída por partículas infinitesimais em Movimento, que se deslocam ao redor do núcleo atômico.
A Matéria, segundo a concepção científica apresentada, pode ser reduzida a centros ondulatórios de força ou Energia.
A Matéria é apresentada como contendo potencialmente a Vida, especialmente por meio dos elementos químicos encontrados nas células.
A Matéria possui, em sua unidade fundamental apresentada no texto, o elétron, uma potencialidade de Vida.
A Matéria recebe o Espírito durante a Involução e posteriormente permite que o Espírito anteriormente contido nela seja expandido durante a Evolução.
A Matéria contém aquilo que posteriormente procura revelar-se e desenvolver-se por meio da Evolução.
A Matéria constitui, juntamente com a Mente ou o Espírito, um dos aspectos polares da realidade manifestada.
A Matéria fenomênica e a Mente fenomênica podem ser sintetizadas em uma unidade superior que transcende ambas.
A Matéria manifestada é apresentada como substrato da manifestação objetiva em seus diversos graus.
MATERIALISMO
O Materialismo participa da oposição filosófica que procura determinar se a Matéria ou a Mente é a realidade fundamental.
O Materialismo considera a Matéria como realidade fundamental diante da posição oposta atribuída ao Idealismo.
MEDIÇÃO
A Meditação é usada pelos antigos Hermetistas para descrever o processo de criação mental do Universo na Mente do TODO.
A Meditação do TODO é apresentada como um exemplo finito destinado a descrever um processo infinito.
MEDITAÇÃO
A meditação oriental foi introduzida a um grande número de buscadores e, posteriormente, a professores de yoga com formação própria.
MENTALISMO
O Princípio do Mentalismo afirma que o TODO é MENTE e que o Universo é Mental.
O Mentalismo estabelece que o TODO é Mente e que o Universo é Mental.
O Mentalismo explica que o universo fenomenal é uma Criação Mental do TODO e que todas as suas partes têm sua existência na Mente do TODO.
O Mentalismo explica a natureza da Força, da Energia e da Matéria e como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente.
O Mentalismo estabelece que o TODO é Mente e que o Universo é Mental, existindo na Mente do TODO.
O Mentalismo constitui o Princípio Básico de toda a Filosofia Hermética e da Arte Hermética da Transmutação Mental.
O Mentalismo estabelece que o Universo e suas leis são reais para o homem em seu aspecto relativo, embora sua natureza fundamental seja Mental.
O Mentalismo transforma o Poder Mental na Maior Força Natural e, por isso, revoluciona a Vida daqueles que compreendem seus princípios e suas práticas.
O Mentalismo não exige que o estudante abandone seus conhecimentos científicos, mas que apreenda o princípio de que o TODO é Mente e o Universo é Mental.
MENTE
A mente, quando controlada e utilizada, poderia mudar a vida de uma pessoa e fazê-la ascender.
A preocupação com a mente e a iniciação nos universos da sugestão e da cura mental levaram à compreensão de temas anteriormente esotéricos como pertencentes também ao território da psicologia.
A essência dos Preceitos Herméticos e o sentido mais profundo da tradição alquímica se processam na mente.
A magia e o misticismo verdadeiros tinham por base a transmutação mental.
A mente constitui, ao lado da vontade, o tema central e recorrente de toda a produção de William Walker Atkinson.
A mente aparece em O Caibalion integrada às diversas vertentes de conhecimento que influenciaram Atkinson, como a Teosofia, o New Thought, a psicologia, o hipnotismo, a sugestão e a ciência de sua época.
A mente pode exercer influência sobre a realidade individual por meio dos estados mentais.
A mente, concentrada naquilo que se deseja para a própria vida, pode participar da realização desses desejos por meio das leis do universo.
A influência de O Caibalion alcançou o modo como milhões de pessoas passaram a compreender a mente, o dinheiro, a espiritualidade, o sucesso e a natureza do próprio Universo.
A Mente constitui a natureza fundamental do Universo, pois o mundo fenomenal é uma Criação Mental do TODO.
A Mente do TODO é apresentada como o campo no qual o universo, em suas partes e como totalidade, tem sua existência.
A Mente explica os fenômenos mentais e psíquicos que, sem a compreensão da Natureza Mental do Universo, permaneceriam ininteligíveis.
A Mente pode ser aplicada ao bem-estar e ao aperfeiçoamento individual por meio da compreensão das grandes Leis Mentais.
A Mente pode ser aplicada de modo inteligente quando o estudante compreende suas leis, em vez de utilizá-las de maneira fortuita.
A Mente exerce domínio sobre a Força, a Energia e a Matéria.
A Mente Vivente Infinita é superior à Mente finita conhecida pelos mortais assim como a Mente é superior às forças mecânicas e à Matéria.
A Mente não pode surgir de uma Energia ou Força cega, porque nada pode elevar-se acima de sua própria origem.
A Mente do TODO cria incontáveis universos que existem por imensuráveis períodos de Tempo, embora, para o TODO, a criação, evolução, declínio e morte de um milhão de Universos não pareça demorar mais que um simples piscar de olhos.
A Mente do TODO é a matriz do Universo.
A Mente do TODO cria o Universo sem utilizar elementos materiais e sem reproduzir-se a si mesma.
Na Mente Infinita do TODO, nossas possibilidades e oportunidades são infinitas, tanto no tempo como no espaço.
A Mente-Mãe é percebida no ser humano como aquilo que ele aperta fortemente contra seu seio, como faz a mãe com seu filho.
A Mente finita compreende o Universo como verdadeiramente real, porque é através de suas faculdades mortais que o homem experimenta seus fatos e fenômenos.
A Mente finita não pode compreender o Universo de outro modo sem deixar de ser aquilo que é, pois, para conhecê-lo como o TODO o conhece, seria necessário ser o próprio TODO.
A Mente do homem pode reconhecer a natureza ilusória relativa das coisas finitas à medida que sobe na escala e se aproxima da Mente do Pai.
A Mente do TODO é inerente àquilo que existe dentro dela, dando vida, espírito e realidade às suas criações.
A Mente participa do movimento ascendente da Evolução, tornando-se progressivamente mais evidente à medida que as vibrações aumentam.
A Mente do TODO é o campo no qual o Universo é formulado mentalmente antes do início de sua Evolução.
A Mente existe em diferentes graus ao longo da escala dos Planos, desde o Plano da Mente Mineral até o Plano da Mente Hominal.
A Mente Mineral compreende entidades viventes de grau inferior de desenvolvimento, vida e mente.
A Mente das plantas é acompanhada por fenômenos vitais e mentais, e as plantas possuem vida, mente e alma.
A Mente Elemental apresenta entidades invisíveis cujos diferentes graus se situam entre os reinos vegetal, animal e humano.
A Mente manifesta vibrações em todos os seus estados, pois todo pensamento, emoção e condição mental possui seu próprio grau e modo de vibração.
A Mente pode ser polarizada no grau desejado por meio da Vontade, permitindo domínio sobre estados mentais e disposições de ânimo.
A Mente pode afetar outras mentes pela produção consciente de estados mentais desejados.
A Mente pode ser compreendida como dois aspectos que, embora atuem em uníssono e em conjunção, podem ser separados na Consciência.
A Mente manifesta um aspecto consciente e outro subconsciente, correspondentes aos princípios Masculino e Feminino do Gênero Mental.
A Mente apresenta estados, sentimentos e emoções que mudam, nascem e desaparecem sob a influência dos princípios do Ritmo e da Polaridade.
A Mente é o poder mais elevado que influencia os fenômenos do Universo porque o Universo é Mental em sua natureza substancial.
A Mente pode influenciar o próprio entorno por meio da Transmutação Mental.
A Mente constitui, juntamente com a Matéria, um aspecto polar de uma realidade subjacente que transcende ambas.
A Mente fenomênica não constitui uma realidade absoluta e independente, mas um dos aspectos relativos da manifestação.
A Mente e a Matéria são apresentadas por Spencer como fenômenos derivados de uma Energia Última que permanece incognoscível.
MENTE HOMINAL
A Mente Hominal apresenta diferentes graus de desenvolvimento, e o homem comum atual ocupa aproximadamente a quarta subdivisão desse plano.
A Mente Hominal possui almas avançadas que já ultrapassaram as massas e alcançaram a sexta e a sétima subdivisões.
A Mente Hominal da sexta subdivisão corresponde ao Super-Homem, enquanto a Mente Hominal da sétima subdivisão corresponde ao Sobre-Humano.
MESTRE
O Mestre pode Querer por querer, em vez de querer porque um sentimento, estado de espírito, emoção ou sugestão ambiental provoca nele uma tendência ou desejo.
O Mestre torna-se Motor em vez de Peão e Causa em vez de Efeito ao elevar-se acima do plano da vida material e entrar em contato com as forças superiores de sua própria natureza.
O Mestre não escapa da Causalidade dos planos superiores, mas ajusta-se às Leis superiores e, assim, domina as circunstâncias no plano inferior.
O Mestre forma uma parte consciente da Lei, em vez de ser um mero instrumento aleatório.
MESTRIA
A Mestria é o caminho no qual os estudantes podem tirar proveito do estudo dos Preceitos Herméticos ao longo dos séculos.
A Mestria depende da compreensão da Natureza Mental do Universo.
A Mestria torna-se possível quando a Chave Mestra permite compreender e aplicar as leis do Universo Mental.
A Mestria permite ao indivíduo elevar-se acima do plano ordinário de Causa e Efeito e tornar-se Causa, em vez de Efeito.
A Mestria permite dominar a própria disposição de espírito, o caráter, as qualidades e os poderes, tornando o indivíduo Motor, em vez de peão.
A Mestria não consiste em sonhos anormais, visões ou ideias fabulosas, mas no uso das forças superiores contra as inferiores.
A Mestria consiste em dominar as leis superiores e utilizá-las contra os efeitos das leis inferiores.
A Mestria consiste em elevar-se acima das causas capazes de influenciar o indivíduo e alcançar um plano elevado de ação mental.
A Mestria permite dominar humores, impulsos e sentimentos e, com isso, criar novos caracteres, qualidades e poderes.
A Mestria transforma o indivíduo em jogador no jogo da Vida, em vez de simples peão movido por influências, poderes e vontades superiores.
A Mestria consiste em servir nos planos superiores e governar nos planos inferiores.
A Mestria é alcançada quando o sábio compreende o movimento da Lei e o executa em vez de ser seu escravo cego.
METAFÍSICA PRÁTICA
A metafísica prática reunia a maior parte do conhecimento elaborado ao longo das duas décadas anteriores.
MIM
O Mim reúne sentimentos, preferências, aversões, hábitos, ligações e características que contribuem para a formação da personalidade.
O Mim pode ser confundido com o Eu enquanto a investigação não alcançar as profundezas da Consciência.
O Mim pode identificar-se com a consciência corporal a ponto de o indivíduo considerar o próprio corpo e até o vestuário como extensões de si mesmo.
O Mim pode ser separado da ideia do corpo à medida que o homem sobe na escala da consciência.
O Mim pode deixar de ser identificado com os estados mentais, emoções, hábitos e características quando o estudante compreende que essas coisas pertencem a ele, mas ainda não são ele mesmo.
O Mim é percebido como uma coisa mental em que pensamentos, ideias, emoções, sensações e outros estados mentais são produzidos.
O Mim possui poderes latentes de criação e geração de progênies mentais de diversas naturezas.
MISTÉRIO
O mistério, combinado à acessibilidade, permitia que O Caibalion falasse ao público de uma maneira simultaneamente familiar e reveladora.
MISTICISMO
A tradição alquímica e o misticismo encontram na mente o processo pelo qual se realiza sua transformação mais profunda.
MITO
O mito criado pelo nome misterioso do autor, pela mitologia e pelo preâmbulo de O Caibalion conectava-se ao imaginário de seus leitores e permitia que muitos o aceitassem como sabedoria irrefutável.
MITOLOGIA
A mitologia pode ser utilizada para fornecer um cenário às ideias de um filósofo Hermetista, ainda que essas ideias sejam apenas parcialmente próprias.
A mitologia Hermética não constitui uma característica exclusiva de uma única obra, pois a própria tradição Hermética mostrou-se propensa a construir sua história por meio de narrativas sobre suas origens remotas.
MOMENTO
O Momento representa o ímpeto de um corpo decorrente de sua força ou velocidade de movimento.
MORTE
A Morte não é real, mesmo no sentido relativo do termo, pois ela nada mais é que o Nascimento para uma nova Vida.
A Morte é apresentada pelas antigas filosofias esotéricas como uma mera fase da Vida, e não como sua negação absoluta.
A Morte constitui a etapa final do Ciclo da Existência e, juntamente com o nascimento, é apresentada como uma etapa inevitável.
A Morte pode ocorrer antecipadamente, anulando algumas etapas intermediárias do Ciclo da Existência.
MOVIMENTO
O Movimento é universal no Cosmos, pois tudo está em movimento constante e nenhuma parte do Cosmos permanece absolutamente estática.
O Movimento participa da natureza dinâmica do Cosmos, que é concebido como ativo, movente e funcional.
O Movimento Próprio é apresentado como manifestação de uma capacidade inerente de ação espontânea e como característica de Vida.
O Movimento está presente em toda a Matéria, segundo a concepção atribuída a Haeckel, que considera toda matéria dotada de movimento ou de capacidade de movimento.
MUDANÇA
A Mudança é a única coisa que permanece, enquanto todas as coisas nascem, crescem, declinam, morrem e assumem novas formas.
A Mudança manifesta-se como um processo constante de ação e reação, fluxo e refluxo, criação e destruição, nascimento, crescimento e morte.
A Mudança estabelece que o Cosmos, como um todo e em cada uma de suas partes, manifesta mudança constante.
A Mudança não deixa nenhuma coisa do Cosmos completamente imutável, pois até o Tempo é apresentado como Mudança mensurada.
A Mudança manifesta-se constantemente em todo o Cosmos e em cada uma de suas partes, não permanecendo nada imutável durante a mínima extensão de tempo.
A Mudança significa qualquer alteração, variação, transformação ou passagem de um estado ou forma para outro.
A Mudança é apresentada como uma lei universal que rege todas as coisas manifestadas no Cosmos.
A Mudança manifesta-se como fluxo contínuo de tudo aquilo que existe no Cosmos, não permanecendo nenhuma forma exatamente a mesma.
A Mudança permanece operante mesmo na matéria aparentemente imóvel, na qual existe um fluxo e um movimento invisíveis.
A Mudança é ilustrada por Heráclito pela correnteza do rio, na qual a mesma corrente permanece presente sem conservar exatamente as mesmas águas.
A Mudança é ilustrada por Gautama pelo fogo, cuja chama parece permanecer a mesma, embora seja continuamente produzida pelas atividades da combustão.
A Mudança manifesta-se como transformação regular e metódica de formas e estados mais simples em formas e estados mais complexos.
A Mudança constitui, para Spencer, o princípio geral que alcança a psicologia, a ética, a sociologia, a religião, as instituições, os costumes e outras manifestações da existência.
A Mudança constitui, para Bergson, a característica distintiva das atividades do Cosmos, que deve ser compreendido como uma sucessão de coisas mutáveis.
A Mudança, na filosofia de Bergson, significa que todas as coisas estão em fluxo, em constante vir a ser, e não em um estado puramente estático.
A Mudança é percebida pelos sentidos como estados aparentemente estáticos, embora esses estados sejam apenas instantâneos de uma sucessão que permanece em movimento.
A Mudança é percebida intelectualmente como uma série de estados, mas a percepção pode perder a continuidade que os une ao fluxo da realidade.
A Mudança constitui a essência dinâmica do real, pois o Cosmos é apresentado como uma sucessão ininterrupta de transformações.
A Mudança é ordenada e contínua, não sendo uma sucessão desarticulada de acontecimentos independentes.
A Mudança é apresentada como aquilo que exige uma Causa, pois toda presença mutável precisa de uma explicação causal.
A Mudança ocorre tanto no ingresso de algo na presença quanto em sua saída dela, sendo essas alterações as condições que fazem surgir a demanda por uma Causa.
A Mudança vincula-se à Causalidade, pois as atividades cósmicas são condicionadas por causas que determinam seu surgimento, continuidade e cessação.
NATUREZA
A Natureza compreende a soma total das forças físicas e psíquicas que energizam o mundo manifestado.
A Natureza compreende também o agregado dos acontecimentos físicos e psíquicos e das coisas mutáveis que compõem o Mundo Manifesto.
A Natureza é a soma total das forças físicas e psíquicas que energizam o mundo manifestado.
A Natureza compreende todos os fenômenos, juntamente com as causas que os produzem, inclusive aquilo que é capaz de acontecer.
A Natureza manifesta-se segundo uma eterna ordem de operação na qual todas as coisas naturais agem e têm sua existência.
As Leis da Natureza são operativas nos planos inferiores de existência fenomenal relativa.
A Natureza manifesta uma tendência constante para a Variação, dispondo de uma infinitude de materiais e de tipos possíveis para produzir diferentes formas.
A Natureza estimula a Variação por meio da existência de dois sexos e do acasalamento entre pais e mães.
A Natureza evita a consanguinidade muito próxima entre animais e a autofecundação das plantas, favorecendo processos que aumentam a Variação.
A Natureza tende a eliminar os efeitos da reprodução cruzada excessivamente próxima e a estimular a mistura de diferentes linhagens.
A Natureza possui uma potência criativa apresentada como infinita, de modo que seus sistemas e métodos não podem ser considerados completamente esgotados.
A Natureza mantém o Equilíbrio entre as formas de vida ao impedir que uma espécie predomine indefinidamente sobre as demais.
A Natureza mantém o Equilíbrio por meio da relação entre predadores e suas presas, ajustando suas respectivas populações.
A Natureza mantém o Equilíbrio porque as formas de vida mais vulneráveis à predação tendem a apresentar maior proliferação.
A Natureza utiliza a competição e a luta entre grupos para produzir uma situação de Equilíbrio.
A Natureza pode ter seu Equilíbrio perturbado pela ação humana, quando alterações nas condições naturais favorecem determinadas espécies e eliminam seus inimigos naturais.
A Natureza mantém o Equilíbrio entre as formas de vida por meio de relações de alimentação, reprodução e competição.
A Natureza mantém o Equilíbrio entre predadores e presas ao compensar a maior proliferação das espécies que servem de alimento com a ação das espécies que delas se alimentam.
A Natureza pode ter seu Equilíbrio perturbado pela intervenção humana, quando a eliminação de inimigos naturais favorece excessivamente determinada espécie.
A Natureza utiliza diferentes formas de vida para manter o controle umas das outras e conservar o Equilíbrio do conjunto.
NATUREZA INTERIOR
A Natureza Interior pode ser considerada, por meio da Correspondência, como aquilo que no homem corresponde ao desejo e à vontade de criar.
A Natureza Interior não pode ser superior ao TODO nem obrigá-lo a criar, porque aquilo que obrigasse O TODO seria o verdadeiro Absoluto.
NÚMENO
O Númeno designa, em Kant, a coisa em si, considerada como objeto que ultrapassa o conhecimento empírico e pertence ao âmbito do conhecimento intelectual puro.
O TODO
O TODO é tudo o que realmente é, e nada pode existir fora do TODO, pois, nesse caso, o TODO não seria o TODO.
O TODO é a Realidade Substancial que permanece sob e por trás do Universo, do Tempo, do Espaço e da Mudança.
O TODO transcende quaisquer nomes e termos pelos quais os homens tentam designá-lo.
O TODO é, em sua Essência, INCOGNOSCÍVEL, porque somente o próprio TODO poderia compreender plenamente sua própria natureza e ser.
O TODO não deve receber atributos humanos, emoções, sentimentos ou características próprias da humanidade.
OBSCURIDADE
A obscuridade pode coexistir com uma influência extraordinária, como ocorreu com uma obra cujo discurso sobre as Sete Leis Herméticas adquiriu vitalidade própria e uma história independente.
A obscuridade aumenta quando uma obra é separada de seu contexto de autoria, dificultando sua compreensão em sua totalidade.
OCIDENTE
O Ocidente moderno desenvolveu um pensamento científico que, em muitos casos, corrobora preceitos anteriormente encontrados nos sistemas filosóficos do Oriente.
OCULTISMO
Os escritos podiam ser descritos como ocultismo prático, Nova Psicologia, Novo Pensamento, metafísica ou ciência da mente.
O ocultismo norte-americano podia reunir diferentes segmentos em torno de uma mesma sabedoria compartilhada.
O Ocultismo da Índia e da Pérsia degenerou-se quando seus instrutores se tornaram sacerdotes e misturaram a teologia com a filosofia.
O Ocultismo da Índia e da Pérsia perdeu-se gradualmente no meio da massa de superstições religiosas, cultos, credos e deuses.
O Ocultismo preservou sua verdade quando alguns poucos mantiveram viva a Chama e não deixaram sua luz se extinguir.
OM
O Om é apresentado como um símbolo de grande importância na tradição hindu e está associado, entre outros significados, à operação tríplice de integração, manutenção e desintegração.
OPOSIÇÃO
A Oposição estabelece que aquilo que é relativamente verdadeiro acerca de um oposto é falso em relação ao outro.
A Oposição manifesta-se em pares como Quente e Frio, Claro e Escuro, Acima e Abaixo, Inverno e Verão, Norte e Sul e Oriente e Ocidente.
A Oposição não constitui necessariamente uma separação absoluta, pois os termos opostos podem representar dois extremos de uma mesma realidade.
A Oposição pode manifestar-se entre qualidades físicas e emocionais, pois extremos como Amor e Ódio podem transformar-se reciprocamente.
A Oposição pode conduzir de um extremo ao outro quando uma qualidade é levada progressivamente em direção ao seu polo contrário.
A Oposição entre dois extremos não implica separação absoluta, pois os extremos podem constituir polos de uma mesma realidade maior.
ORDEM
A Ordem acompanha continuamente o fluxo das mudanças no Cosmos, fazendo com que a sucessão dos acontecimentos não seja acidental ou caótica.
A Ordem manifesta-se na sequência dos acontecimentos mesmo quando a observação humana não consegue perceber todos os elos do processo.
ORDENAMENTO
O Ordenamento dos elementos componentes determina, juntamente com os próprios elementos, o caráter particular de cada coisa.
O Ordenamento pode produzir diferentes formas a partir dos mesmos elementos, tornando possível uma diversidade praticamente infinita na Natureza.
ORIENTE
O Oriente apresentou sistemas filosóficos cujos preceitos são considerados compatíveis com leis que também foram reconhecidas pelo pensamento científico moderno.
O Oriente e o Ocidente apresentam concepções distintas que podem encontrar correspondência na investigação das leis fundamentais que regem os fenômenos.
ORIGEM
A obra foi vista, em diferentes momentos, como antiga e moderna, original e parte de uma tradição cujas origens se perdem no tempo, Oriental e Ocidental, de inspiração divina e humildemente assinada por uma mão humana.
PAMBIOTISMO
O Pambiotismo expressa a ideia de que tudo está repleto de Vida, contém Vida e possui capacidade de Viver.
O Pambiotismo utiliza o termo Vida em sentido amplo, associando Vida à Espontaneidade e ao Movimento Próprio.
PANTEÍSMO
O Panteísmo sustenta que o Eterno Infinito permanece imanente em toda a Natureza Manifestada.
O Panteísmo sustenta que toda a Natureza Manifestada está presente no Eterno Infinito como conteúdo implícito, sem constituir a totalidade do Eterno Infinito.
O Panteísmo estabelece, por meio desses princípios, a Unidade essencial entre o Imanifesto e a Manifestação.
PAR DE OPOSTOS
O Par de Opostos constitui os dois polos contrastantes de uma realidade superior na qual ambos podem ser sintetizados.
O Par de Opostos manifesta-se quando uma qualidade possui necessariamente seu polo contrário dentro do Cosmos.
O Par de Opostos representa dois extremos ou polos de uma síntese maior, e não necessariamente duas coisas distintas e separadas.
O Par de Opostos pode ser encontrado nas relações entre causa e efeito, substância e atributo, bem e mal, verdade e erro.
O Par de Opostos permite compreender qualidades contrastantes como diferentes graus de uma realidade comum.
PARADOXO
O Paradoxo Divino exige que o homem reconheça os dois polos da Verdade, o Absoluto e o Relativo.
O Paradoxo Divino consiste em reconhecer que o Universo é e não é, conforme o plano a partir do qual ele é considerado.
O Paradoxo não deve ser resolvido pela omissão de um dos lados da questão, pois os Instrutores previnem os discípulos contra o erro de ignorar o outro lado.
O Paradoxo Divino exige que o homem reconheça que o Universo é e não é, mantendo em mente os dois polos da Verdade, o Absoluto e o Relativo.
O Paradoxo demonstra que uma coisa pode ser, ao mesmo tempo, ela própria e aquilo que lhe deu origem, sem que exista identidade absoluta entre ambos.
O Paradoxo de uma mesma realidade possuir aspectos distintos desaparece quando cada aspecto é considerado a partir do plano correspondente.
O Paradoxo da relação entre o TODO e o Universo permanece ligado à distinção entre o aspecto do Ser e o aspecto do Devir.
PARES DE OPOSTOS
Os Pares de Opostos constituem extremos ou polos contrastantes de uma realidade maior na qual podem ser reunidos.
Os Pares de Opostos não são necessariamente duas coisas separadas, mas aspectos complementares de um todo comum.
Os Pares de Opostos aparecem em relações como causa e efeito, substância e atributo, bem e mal e verdade e erro.
PEDRA FILOSOFAL
A Pedra Filosofal, capaz de transformar qualquer metal em ouro segundo as lendas, é uma alegoria da Filosofia Hermética perfeitamente entendida pelos estudantes do verdadeiro Hermetismo.
PENSAMENTO
O pensamento concentrado naquilo que se deseja pode atrair para a vida a realização correspondente.
O pensamento positivo pode ser utilizado como caminho para a prosperidade e para a realização dos desejos.
O Pensamento é acompanhado por vibrações que podem afetar a mente de outras pessoas por indução.
O Pensamento pode ser reproduzido em outras mentes por meio da Vontade, assim como uma vibração sonora pode ser reproduzida em um instrumento.
O Pensamento pode reconhecer as mesmas leis fundamentais em sistemas filosóficos de épocas, povos e tradições diferentes.
O Pensamento científico moderno pode servir para corroborar preceitos encontrados anteriormente em sistemas filosóficos do Oriente.
PENSAMENTOS
Os pensamentos e desejos cotidianos constituíam a moeda comum por meio da qual o sistema oculto podia ser explorado.
PERIODICIDADE
A Periodicidade estabelece que as atividades do Cosmos se realizam em séries de ciclos recorrentes e intervalos de tempo repetidos.
A Periodicidade manifesta-se como repetição regular de atividades e mudanças dentro do Cosmos.
A Periodicidade manifesta-se como alternância recorrente de evolução e dissolução ao longo do Cosmos.
A Periodicidade aparece em todos os campos da Natureza, desde os ritmos físicos até os ciclos das nações, das estrelas e dos demais fenômenos naturais.
A Periodicidade caracteriza os processos em que determinados movimentos, estados ou acontecimentos retornam regularmente.
A Periodicidade manifesta-se em todos os segmentos da atividade Cósmica, desde os movimentos das partículas até os ciclos das civilizações, dos pensamentos e das formas culturais.
A Periodicidade aparece nos movimentos dos elétrons, nas órbitas dos astros, nas marés, nas vibrações, nas estações, nos estados emocionais e nas sucessões dos povos e civilizações.
PLANO
Os Planos não constituem divisões reais dos fenômenos do Universo, mas termos arbitrários utilizados para facilitar o pensamento e o estudo dos diferentes graus e formas da atividade e da vida universal.
Os Planos são graus de uma mesma escala, na qual o átomo de matéria, a unidade de força, a mente do homem e a existência do arcanjo são fundamentalmente iguais, diferindo apenas em grau e frequência de vibração.
Os Planos interpenetram-se frequentemente, tornando difíceis as distinções claras entre os fenômenos superiores de um plano e os fenômenos inferiores de outro.
Os Planos constituem graus de manifestação da Vida que se estendem da Matéria indiferenciada ao Espírito.
PLANOS
Os Planos do Universo abrangem manifestações materiais, mentais e espirituais submetidas ao Princípio da Correspondência.
Os Planos da existência apresentam diferentes graus de vibração que se estendem do Puro Espírito às formas mais grosseiras da Matéria.
Os Planos mentais possuem estados determinados por diferentes vibrações.
Os Planos espirituais também estão submetidos ao movimento vibratório.
Os Planos constituem graus ascendentes da grande escala da Vida, cujo ponto mais baixo é a Matéria indiferenciada e cujo ponto mais elevado é o Espírito.
Os Planos se interpenetram de tal maneira que não é possível estabelecer uma distinção clara entre os fenômenos superiores de um plano e os fenômenos inferiores de outro.
Os Planos podem ser considerados como estados ou condições que também constituem graus de dimensão sujeitos à mensuração.
Os Planos Elementais funcionam como elos de ligação entre as condições da alma e os estados de entidades dos diferentes planos de desenvolvimento.
Os Planos Elementais oferecem uma chave para compreender os processos da Evolução e os saltos de vida entre os diferentes reinos.
Os Planos Espirituais apresentam seres cuja Vida, Mente e Forma transcendem em grau tão elevado as do homem atual que seus estados não podem ser descritos adequadamente pela mente humana.
Os Planos Espirituais inferiores incluem Mestres, Adeptos, Anjos, Arcanjos e Semideuses, enquanto planos superiores incluem Grandes Hierarquias e seres chamados de Deuses.
PODER
O poder da mente e da vontade é apresentado como dinâmico e transformador, constituindo o tema central que atravessa as obras de Atkinson.
O Poder Mental manifesta-se pela capacidade de mudar as vibrações dos objetos materiais e das formas de Energia.
O Poder dos Mestres não consiste em revogar as Leis da Natureza, mas em utilizar uma Lei contra outra e um Princípio contra outro.
O Poder alcançado pela compreensão do Princípio da Vibração é apresentado como a posse do cetro do Poder.
PODER MENTAL
O poder mental dos Mestres opera segundo as linhas da mais elevada Transmutação Mental e em conformidade com o Princípio Hermético do Mentalismo.
O poder mental pode atuar sobre condições grosseiras da Natureza quando alcança o grau necessário de domínio.
O Poder Mental é apresentado como a Maior Força Natural quando compreendido à luz do Mentalismo.
O Poder Mental, diferentemente das concepções materialistas, é reconhecido como uma força natural capaz de transformar profundamente a Vida daquele que compreende suas leis e práticas.
POLARIDADE
A polaridade permite anular o negativo mediante o recurso à sua correspondente polaridade.
A Polaridade estabelece que os opostos são os dois extremos da mesma coisa, diferenciando-se apenas em grau.
A Polaridade explica que Calor e Frio são variações de grau da mesma coisa.
A Polaridade explica que Luz e Obscuridade são a mesma coisa, diferindo apenas pelas variações de grau entre seus dois polos.
A Polaridade explica que Amor e Ódio são dois estados mentais que constituem graus de uma mesma coisa.
A Polaridade permite transformar as vibrações de Ódio em vibrações de Amor, tanto na própria mente quanto na mente dos outros.
A Polaridade permite ao Hermetista transformar o Mal em Bem mediante a aplicação de seu princípio.
A Polaridade pode ser modificada pelo indivíduo mediante o tempo e o estudo necessários ao domínio dessa arte.
A Polaridade estabelece que os opostos são idênticos em natureza e diferentes apenas em grau.
A Polaridade permite compreender que Calor e Frio, Luz e Obscuridade e outros pares de opostos são extremos da mesma coisa, entre os quais existem diferentes graus.
A Polaridade permite ao Hermetista transformar o Mal em Bem mediante a aplicação do próprio Princípio da Polaridade.
A Polaridade está subjacente às diferentes formas de práticas de Transmutação Mental, pois a força pode ser usada em direções opostas.
A Polaridade manifesta-se em cada Plano por meio de extremos que aparecem como opostos e contraditórios.
A Polaridade permite compreender que o Poder Espiritual pode ser empregado tanto para o bem como para o mal.
A Polaridade estabelece que todas as coisas manifestadas possuem dois lados, dois aspectos ou dois polos separados por uma multiplicidade de graus.
A Polaridade ensina que os opostos são idênticos em natureza e diferentes apenas em grau.
A Polaridade permite reconciliar os pares de opostos por meio do conhecimento de seu princípio.
A Polaridade apresenta o Espírito e a Matéria como dois polos da mesma coisa, separados por graus de vibração.
A Polaridade apresenta o TODO e os Muitos como a mesma coisa, diferenciados apenas pelo grau de Manifestação Mental.
A Polaridade apresenta a LEI e as Leis como dois polos de uma só coisa.
A Polaridade apresenta a Mente Infinita e as mentes finitas como dois polos de uma mesma realidade, diferentes apenas em grau de manifestação.
A Polaridade permite transmutar apenas aquilo que pertence à mesma classe, porque a transformação ocorre entre graus diferentes da mesma coisa.
A Polaridade permite compreender que Amor e Ódio, Medo e Coragem, Atividade e Indolência são pares de estados que possuem polos opostos na mesma escala.
A Polaridade permite elevar ou abaixar as vibrações dos estados mentais e, desse modo, tornar-se mestre dos próprios estados mentais em vez de seu servo e escravo.
A Polaridade permite compreender por que as mudanças mentais são mudanças de grau e não transformações de uma coisa em outra completamente distinta.
A Polaridade mostra que a liberdade e a necessidade são polos opostos da Verdade, sendo ambos parcialmente verdadeiros de acordo com o significado dos termos e com o nível a partir do qual a questão é examinada.
A Polaridade é expressa na identificação Hermética do Masculino com o polo Positivo e do Feminino com o polo Negativo da Eletricidade.
A Polaridade mostra que o polo chamado Negativo pode ser o polo gerador e produtor de novas formas de Energia.
A Polaridade permite destruir um estado mental desagradável pela concentração no polo oposto ao que se deseja suprimir.
A Polaridade permite transformar o Medo em Coragem pela concentração na qualidade oposta, em vez de tentar destruir diretamente o Medo.
A Polaridade permite transformar defeitos, mudar estados mentais, refazer disposições de espírito e contribuir para a edificação do Caráter.
A Polaridade pode modificar os próprios estados mentais e, mediante estudo e prática, também a Polaridade de outras pessoas.
A Polaridade estabelece que toda qualidade manifestada possui outro polo ou polo oposto.
A Polaridade apresenta os opostos como os dois polos contrastantes de uma unidade maior na qual ambos podem ser sintetizados.
A Polaridade manifesta-se em todas as partes do Cosmos, pois toda qualidade ou grupo de qualidades possui um polo oposto.
A Polaridade estabelece que cada tese e antítese constitui um Par de Opostos que pode ser sintetizado em uma unidade superior.
A Polaridade expressa forças ou propriedades contrastantes que se manifestam em direções opostas.
A Polaridade manifesta-se em pares como Masculino e Feminino, positivo e negativo, Bem e Mal, Vida e Morte, Saúde e Doença e Ação e Reação.
A Polaridade constitui a base dos processos de equilíbrio e neutralização empregados na Alquimia Mental.
A Polaridade manifesta-se em toda a Natureza por meio de forças, qualidades e propriedades contrastantes.
A Polaridade aparece tanto nos fenômenos físicos quanto nas atividades humanas e nos conceitos abstratos.
A Polaridade manifesta-se em pares como ação e reação, masculino e feminino, espírito e matéria, movimento e repouso, sim e não.
A Polaridade pode ser percebida na inspiração e expiração, na sístole e diástole do coração, no fluxo e refluxo das águas e nas forças elétricas e magnéticas.
A Polaridade estabelece uma relação entre extremos que são antagônicos ou recíprocos e que podem atuar de maneira mutuamente corretiva.
A Polaridade permite compreender que os extremos de uma qualidade são apenas graus diferentes de uma realidade maior, como Quente e Frio em relação à Temperatura.
A Polaridade permite a transmutação de qualidades mentais de um oposto para outro conforme os princípios que regem seus polos.
A Polaridade manifesta-se nas qualidades emocionais, físicas e mentais, podendo levar uma qualidade extrema em direção ao seu polo contrário.
A Polaridade revela-se na transformação de estados aparentemente opostos, como Amor e Ódio, ação e reação, trabalho e repouso.
A Polaridade estabelece que os polos contrastantes podem ser reunidos numa síntese maior.
A Polaridade relaciona-se ao Equilíbrio porque forças contrárias tendem a compensar-se mutuamente.
A Polaridade permite que forças centrípetas e centrífugas alcancem Equilíbrio por meio de sua ação recíproca.
POLARIZAÇÃO
A Polarização permite ao Hermetista elevar-se ao plano superior da Causalidade e contrabalançar as leis dos planos inferiores.
A Polarização permite ao indivíduo manter-se no Polo Positivo do seu Ser e impedir que o pêndulo dos humores e emoções o conduza para o polo oposto.
POPULARIDADE
A popularidade dos primitivos textos Herméticos alcançava pessoas subalternas, pesquisadores de menor importância e aqueles que estavam fora de centros de poder estabelecidos.
A popularidade de O Caibalion tornou sua leitura mais difundida do que a dos textos Herméticos mais antigos.
POSITIVO
O Positivo corresponde ao polo superior dos estados mentais e tende a dominar o polo Negativo.
O Positivo manifesta-se na relação entre polos mentais, como Amor diante do Ódio, Coragem diante do Medo e Atividade diante da Indolência.
PRALAYA
O Pralaya, embora seja considerado um estado de repouso, é apresentado como um campo de Atividade sutil e oculta.
O Pralaya contém um fluxo subterrâneo de Movimento, mesmo quando as formas diferenciadas desaparecem do universo dos fenômenos.
O Pralaya é o estado em que as coisas diferenciadas e as unidades desaparecem do universo dos fenômenos e são transferidas para o Um numenal.
O Pralaya é apresentado na tradição hindu como um período de inatividade cósmica.
PRÁTICA
A Prática é necessária para que os Axiomas Herméticos deixem de ser apenas conhecimento e passem a pertencer realmente ao estudante.
A Prática persistente, acompanhada de paciência, determina os resultados obtidos na aplicação da Polaridade.
PRAZER
O Prazer e o Sofrimento estão sujeitos à Lei da Compensação, de modo que a capacidade de sentir um também corresponde à capacidade de sentir o outro.
O Prazer é, segundo os Hermetistas, uma oscilação rítmica correspondente a um grau de Sofrimento anteriormente vivenciado, seja na vida presente ou em uma encarnação anterior.
O Prazer e o Sofrimento estão sujeitos à Lei da Compensação, porque a capacidade de experimentar um corresponde à capacidade de experimentar o outro.
O Prazer intenso é acompanhado, segundo a Lei da Compensação, por uma capacidade igualmente intensa de Sofrimento.
PRECEITOS HERMÉTICOS
Os Preceitos Herméticos foram apresentados como raízes de ensinamentos esotéricos desenvolvidos em diferentes raças, tradições e religiões.
Os Preceitos Herméticos podem revelar correspondências entre religiões que, apesar de suas aparentes contradições, conservam elementos comuns.
Os Preceitos Herméticos foram preservados ao longo de muitos séculos por poucos Iniciados que mantiveram viva a tradição entre aqueles considerados preparados para recebê-la.
Os Preceitos Herméticos tratam da transmissão das palavras da Verdade aos que estão preparados para recebê-las.
Os Preceitos Herméticos, quando divulgados sem preparo, poderiam atrair contra seus divulgadores desprezo e ódio por parte da multidão.
Os Preceitos Herméticos, para aqueles movidos por mera curiosidade, serão nada além de palavras, palavras, palavras.
Os Preceitos Herméticos atuam como um Grande Reconciliador entre as religiões, porque há alguma correspondência entre elas apesar das aparências contraditórias.
Os Preceitos Herméticos permaneceram vivos porque foram transmitidos de Mestre a Discípulo, de Iniciado a Hierofante, dos lábios aos ouvidos.
Os Preceitos Herméticos foram, nas poucas vezes em que foram escritos, propositalmente dissimulados com termos de alquimia e astrologia, para que somente os possuidores da chave pudessem lê-los corretamente.
Os Preceitos Herméticos estão espalhados em todos os países e em todas as religiões, mas não se identificam com nenhuma seita religiosa particular.
Os Preceitos Herméticos eram apresentados como máximas, preceitos e axiomas incompreensíveis aos profanos, mas perfeitamente entendidos pelos estudantes depois de explicados e exemplificados pelos Iniciados Hermetistas.
Os Preceitos Herméticos constituíam os princípios básicos da Arte da Alquimia Hermética.
PREÇO
O Preço acompanha tudo aquilo que é obtido na Natureza, sendo sempre cobrado de alguma maneira.
O Preço pode ser pago antecipadamente, no momento da realização ou posteriormente, inclusive em prestações futuras.
O Preço exige escolha e renúncia, pois não é possível obter simultaneamente todas as coisas desejadas.
PREDESTINAÇÃO
A Predestinação é apresentada como uma doutrina teológica segundo a qual a Deidade teria predestinado tanto a lei natural quanto a ordem das coisas e os acontecimentos que ocorrem dentro delas.
A Predestinação sustenta que, ao predestinar o fim, a Deidade também teria predestinado os meios pelos quais o fim seria alcançado.
PRINCÍPIOS
Os sete princípios básicos organizam antigos preceitos esotéricos de modo que possam inspirar um vasto e diferenciado grupo de seguidores.
Os Princípios operacionais permitem aos verdadeiros estudantes aplicar os ensinamentos sem a necessidade de receber detalhadamente todo o conteúdo dos Preceitos Herméticos.
PRINCÍPIOS HERMÉTICOS
Os Sete Princípios Herméticos de O Caibalion foram retomados e reelaborados várias vezes por Atkinson nas duas décadas seguintes.
Os Sete Princípios Herméticos reapareceram sob diferentes formulações em obras posteriores, preservando a estrutura fundamental apresentada em O Caibalion.
Os Sete Princípios Herméticos foram usados por diferentes escolas e grupos em lugar de obras mais antigas sobre o Hermetismo, como a Tábua de Esmeralda ou a Hermética Grega.
Os Sete Princípios Herméticos foram descritos como as bases da Doutrina Rosa-Cruz.
Os Sete Princípios Herméticos foram sintetizados e adotados por correntes do esoterismo, incluindo diferentes ordens Rosa-Cruzes, Wicca e paganismo.
Os Sete Princípios Herméticos de O Caibalion tornaram-se fundamento para diferentes grupos, escolas e sistemas esotéricos ao longo do século XX.
Os Sete Princípios Herméticos de O Caibalion foram utilizados como fundamento em diferentes tradições Rosa-Cruzes, na Wicca e no paganismo.
PROCESSO
O Processo existe tanto no campo psíquico e mental quanto no campo físico e material, e resulta da Atividade.
O Processo está presente nos fenômenos naturais porque toda operação que envolve mudança, desenvolvimento ou interação decorre de Atividade.
O Processo do Devir é a sucessão contínua de Mudanças pela qual passam as coisas do Cosmos.
O Processo significa um movimento que avança continuamente no Tempo, fazendo do Cosmos um grande Processo de Devir.
PROGRESSO
O Progresso torna-se impossível quando o Universo é considerado absolutamente real pelo próprio TODO, pois então ele se tornaria fixo e não haveria rota de fuga do inferior para o superior.
O Progresso também se interrompe quando o homem considera o Universo como mero sonho e ignora as Leis Naturais que nele operam.
O Progresso exige que o homem reconheça a realidade relativa do Universo e, ao mesmo tempo, caminhe de um plano de existência para outro.
O Progresso manifesta-se no Ritmo Espiralado, no qual cada ciclo avança para um nível, plano ou condição superior.
O Progresso diferencia a repetição cíclica simples de um movimento que conserva princípios semelhantes enquanto produz resultados novos.
PROSPERIDADE
A prosperidade pode ser apresentada como consequência do pensamento positivo e da utilização consciente das forças mentais.
PSEUDÔNIMO
O pseudônimo Três Iniciados pode remeter aos aspectos trinos de Hermes Trismegisto e à sua condição de mestre dos três domínios da sabedoria universal.
O pseudônimo Três Iniciados contribuiu para que os leitores ultrapassassem os autores humanos e concentrassem sua atenção em uma fonte imaginária, histórica ou mítica para o livro.
O pseudônimo Três Iniciados, ao invés de esclarecer a autoria, ajudou a tornar nebuloso o nome de William Walker Atkinson como autor legítimo da obra.
Os pseudônimos eram frequentemente associados a motivações sombrias e misteriosas, mas o uso de Três Iniciados por William Walker Atkinson tinha raízes muito mais mundanas.
PSEUDÔNIMOS
Os pseudônimos podem obscurecer a origem de uma obra quando diferentes nomes são admirados separadamente sem o reconhecimento de que pertencem à mesma pessoa.
Os pseudônimos podiam funcionar como expediente prático para evitar a saturação do mercado com títulos assinados pelo mesmo autor e permitir novas publicações enquanto existiam contratos exclusivos com diferentes editoras.
Os pseudônimos também podiam servir para proteger o autor quando temas como sexo ou ocultismo eram perseguidos como obscenos ou fraudulentos.
PSICOLOGIA
A psicologia passou a abranger temas que anteriormente haviam sido tratados dentro de uma perspectiva esotérica, como resultado de uma preocupação crescente com a mente.
QUEDA
A Queda pode atingir uma alma que utilize o poder espiritual de maneira egoísta, fazendo-a perder seu equilíbrio espiritual e retroceder tanto quanto havia se elevado.
A Queda conduz a alma egoísta de volta aos planos inferiores, de onde ela deverá novamente elevar-se em direção ao Espírito.
A Queda não elimina a possibilidade de retorno, mas obriga a alma a pagar um preço extremamente alto de acordo com a Lei invariável.
RAZÃO
A Razão deve ser recebida com hospitalidade e tratada com respeito ao investigar as verdades ligadas à existência do TODO.
A Razão humana deve orientar a compreensão do TODO sem tentar remover o véu do Incognoscível.
A Razão conduz à conclusão de que o TODO não pode criar por meio de elementos materiais nem reproduzindo-se a si mesmo, mas somente por meio da criação mental.
A Razão está de acordo com os preceitos dos Iluminados ao considerar que o TODO cria o Universo mentalmente.
REALIDADE
A Realidade exclui da condição do TODO tudo aquilo que é finito, mutável, efêmero e condicionado.
A Realidade Substancial permanece além das formas mutáveis, enquanto as coisas finitas vêm a ser, transformam-se e deixam de existir.
A Realidade do Universo não deixa de existir para o homem porque o Universo é compreendido como Mental, pois seus fenômenos continuam sendo reais em seu aspecto relativo.
A Realidade relativa do Universo exige que o homem aja e viva como se as coisas transitórias fossem reais e substanciais.
A Realidade Absoluta é livre de Leis Condicionantes, enquanto as Leis relativas operam nos planos inferiores de existência fenomenal.
A Realidade Última é associada à Lei em algumas filosofias esotéricas, enquanto em outras a Lei é considerada um atributo inalienável do Ser Supremo.
A Realidade Subjacente é apresentada por Spencer como aquilo que transcende Mente e Matéria e permanece incognoscível à mente finita.
A Realidade Última é apresentada como aquilo que fundamenta os opostos manifestados sem se confundir com nenhum deles.
REALIDADE SUBSTANCIAL
A Realidade Substancial é aquilo que subjaz a todas as manifestações exteriores e constitui a essência, a realidade essencial e a coisa em si.
A Realidade Substancial permanece por trás das aparências mutáveis do Universo, da matéria, das forças e dos estados mentais.
A Realidade Substancial foi reconhecida por pensadores de diferentes épocas, que lhe atribuíram nomes diversos, como Divindade, Energia Eterna e Infinita ou Matéria.
RECORRÊNCIA
A Recorrência não implica necessariamente repetição exata, pois os processos podem retornar em princípios semelhantes sem reproduzir os mesmos resultados concretos.
A Recorrência exata de todos os acontecimentos é incompatível com a Causalidade universal, pois cada ato modifica, em alguma medida, o curso subsequente dos acontecimentos.
A Recorrência Exata é incompatível com a Diferenciação infinita e com a Causalidade universal, pois cada acontecimento modifica o curso subsequente dos acontecimentos.
A Recorrência não significa repetição absoluta dos mesmos acontecimentos, mas retorno de processos em condições que continuam produzindo novas variações.
REENCARNAÇÃO
A Reencarnação permite compreender a cadeia de vidas como uma continuidade que faz parte da vida de uma mesma pessoa.
A Reencarnação é necessária, segundo essa concepção, para compreender a atuação do Ritmo através de diferentes existências.
A Reencarnação está interligada aos Ciclos e ao Karma, sendo apresentada como uma das grandes leis da vida e do progresso.
A Reencarnação ocorre segundo a Lei Cíclica e a Lei Kármica ao longo da peregrinação da Alma.
A Reencarnação relaciona-se aos Ciclos porque pessoas, nações e raças são apresentadas como retornando à Terra em períodos de recorrência regular.
A Reencarnação é apresentada como necessária para que a Causalidade e a Compensação possam completar seus efeitos através de sucessivos ciclos de vida.
A Reencarnação faz com que as causas produzidas em uma vida possam encontrar seus efeitos em uma vida futura.
RELATIVIDADE
A Relatividade estabelece que tudo o que aparece no sistema de coisas que compõem o Cosmos é relativo e condicionado.
A Relatividade determina que uma declaração sobre qualquer coisa relativa deve ser comparativa, e não absoluta.
A Relatividade pode ser observada no Calor e no Frio, que não existem absolutamente, mas apenas como graus relativos e comparativos de temperatura.
A Relatividade também se aplica à Cor, à Beleza, à Felicidade, à Riqueza e às demais características das coisas do Cosmos.
RELATIVO
O Relativo mostra as coisas como a mais elevada razão do Homem as compreende.
O Relativo faz com que o Universo seja verdadeiramente real para as mentes finitas que dele fazem parte e o observam por meio de suas faculdades mortais.
O Relativo exige que os fatos e fenômenos do Universo sejam considerados de acordo com o plano em que são experimentados.
RELIGIÃO
A Religião significa a realização intuitiva da existência do TODO e da relação entre o homem e o TODO.
A Religião possui raízes na Realidade, ao contrário das construções que procuram ultrapassar aquilo que pode ser conhecido.
RENASCENÇA
A Filosofia Hermética tornou-se uma das principais influências nos campos da ciência, da cultura e da filosofia durante a Renascença.
A Tábua de Esmeralda exerceu particular influência sobre os alquimistas e mágicos da Renascença.
RENASCIMENTO
O Renascimento é apresentado por Platão e Gautama, o Buda, como podendo resultar do elemento Desejo.
O Renascimento é apresentado pelos Budistas como consequência necessária da Causalidade e da Compensação, pois essas leis exigem sucessivos ciclos de vida para completar sua operação.
O Renascimento permite que os efeitos produzidos em uma vida pessoal sejam manifestados em vidas pessoais futuras.
O Renascimento constitui, na concepção apresentada, uma sucessão de vidas pessoais que, tomadas em conjunto, formam a vida de um indivíduo.
REPOUSO
O Repouso, quando corresponde a vibrações de intensidade tão elevada que parecem imóveis aos sentidos, pode representar o máximo de Atividade, Trabalho e Movimento.
O Repouso absoluto não existe segundo o princípio ocultista apresentado, pois aquilo que parece em Repouso pode ocultar uma atividade de grau extremo.
RETORNO
O Retorno começa quando o processo Evolutivo inicia a oscilação de volta do pêndulo em direção ao TODO.
O Retorno leva aquilo que se separou do TODO como energia não individualizada de volta à sua origem como incontáveis Unidades de Força desenvolvidas.
O Retorno à origem constitui a direção fundamental da Evolução, que conduz tudo para cima e adiante.
O Retorno permite que uma alma que tenha caído dos planos espirituais volte a elevar-se em direção ao Espírito.
O Retorno ocorre de acordo com a Lei invariável e acompanha a lembrança permanente das alturas das quais a alma caiu.
RETRIBUIÇÃO
A Retribuição está contida no próprio ato, pois o ato produz consequências que permanecem ligadas àquilo que foi realizado.
A Retribuição manifesta-se como consequência que pode aparecer imediatamente ou somente depois de longo período.
A Retribuição torna inseparáveis a Causa e o Efeito, os meios e os fins e a semente e o fruto.
A Retribuição acompanha o ato mesmo quando suas consequências ainda não são percebidas, pois o efeito já está contido na causa.
RIO
O Rio expressa a continuidade da Mudança, pois permanece sendo um rio enquanto suas águas estão constantemente sendo substituídas.
O Rio demonstra que algo pode permanecer reconhecível e, ao mesmo tempo, nunca permanecer exatamente igual.
RITMO
O Ritmo manifesta em tudo um movimento de fluxo e refluxo, de atração e repulsão, de ascensão e queda.
O Ritmo se manifesta nas coisas do Universo, nas estrelas, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.
O Ritmo se manifesta na criação e destruição dos mundos, na ascensão e queda das nações, na vida de todas as coisas e nos estados mentais do Homem.
O Ritmo não pode ser anulado nem ter suas operações impedidas, mas seus efeitos podem ser neutralizados em certo grau.
O Ritmo pode ser utilizado em vez de dominar o indivíduo quando este aprende a dominar conscientemente seus efeitos.
O Ritmo pode ser neutralizado quando o Mestre se polariza no ponto em que deseja repousar e interrompe a Oscilação Rítmica que tenderia a conduzi-lo ao polo oposto.
O Ritmo manifesta-se por meio de fluxo e refluxo, atração e repulsão, subida e descida, ação e reação, em todas as coisas do Universo.
O Ritmo manifesta-se na criação e destruição dos mundos, na ascensão e queda das nações, na vida das coisas e nos estados mentais do Homem.
O Ritmo não pode ser anulado nem impedido, mas seus efeitos podem ser neutralizados em certo grau por meio do domínio consciente de seus movimentos.
O Ritmo pode ser usado pelo Mestre em vez de fazê-lo seu joguete, quando ele se polariza no ponto em que deseja repousar e neutraliza a Oscilação Rítmica que tenderia a conduzi-lo ao outro polo.
O Ritmo manifesta o início do retorno quando o impulso da Efusão cessa e tem início a oscilação de volta do pêndulo.
O Ritmo representa, no processo da criação, o movimento de afastamento e posterior retorno ao TODO.
O Ritmo manifesta-se em cada Plano, fazendo com que o movimento dos fenômenos tenha seu fluxo e refluxo e seus pontos máximo e mínimo.
O Ritmo pode levar uma alma que perdeu seu equilíbrio espiritual ao extremo mais recôndito da existência Material.
O Ritmo manifesta-se como movimento proporcional de um lado para outro, em fluxo e refluxo, ação e reação, elevação e rebaixamento.
O Ritmo manifesta-se nos sóis, mundos, homens, animais, plantas, minerais, forças, energia, mente, matéria e Espírito.
O Ritmo manifesta-se na criação e destruição dos mundos, na ascensão e queda das nações e nos estados mentais do Homem.
O Ritmo conduz todas as coisas através de ciclos de nascimento, desenvolvimento, maturidade, decadência e morte, seguidos novamente pelo retorno ao ciclo.
O Ritmo manifesta-se em tudo por meio de uma oscilação constante de um polo a outro.
O Ritmo manifesta-se em todos os fenômenos do Universo, incluindo os estados mentais, os sentimentos e as emoções do Homem.
O Ritmo não pode ser destruído, mas seus efeitos podem ser evitados por meio da Transmutação.
O Ritmo pode ser dominado quando o indivíduo aprende a utilizar a Lei da Neutralização e a manter-se acima da oscilação.
O Ritmo manifesta-se como fluxo e refluxo, ação e reação, elevação e rebaixamento em todos os planos da existência.
O Ritmo faz com que a vida oscile continuamente entre polos opostos, de modo que a existência seja marcada por movimentos de subida e descida, ação e reação.
O Ritmo manifesta-se nos estados mentais por meio da sucessão de períodos de Entusiasmo e Depressão, Coragem e Medo, e outros estados opostos.
O Ritmo pode ser neutralizado em seus efeitos sobre a consciência quando o indivíduo se eleva ao plano superior do Ego.
O Ritmo pode ser neutralizado pela aplicação da Arte da Polarização.
O Ritmo manifesta-se na consciência por meio da sucessão de humores, sensações, emoções e outros estados mentais.
O Ritmo pode continuar operando no plano inferior enquanto o Mestre, elevado ao Plano Superior de Consciência, permanece livre da consciência de sua oscilação de retorno.
O Ritmo não pode ser destruído, mas seus efeitos podem ser contrabalançados pela aplicação de uma Lei superior.
O Ritmo pode continuar oscilando no plano inferior enquanto o indivíduo permanece firme no plano superior de consciência.
O Ritmo estabelece que todas as mudanças nas atividades do Cosmos avançam por ciclos calculados ou por sucessões periódicas.
O Ritmo manifesta-se em uma sucessão periódica que organiza as mudanças das atividades cósmicas.
O Ritmo estabelece que as mudanças nas atividades do Cosmos avançam por meio de sucessões regulares de movimentos, impulsos e alterações.
O Ritmo manifesta-se entre os polos das coisas naturais e mantém estreita relação com a Lei da Polaridade.
O Ritmo é apresentado como uma lei universal que atua nos diversos campos de atividade da Natureza.
O Ritmo constitui a totalidade das mudanças expressas em eras alternadas de Evolução e Dissolução, sempre semelhantes em princípio, mas diferentes nos resultados concretos.
O Ritmo manifesta-se em toda a Natureza, abrangendo pulsações, vibrações, marés, periodicidades biológicas, ciclos planetários, alternância do dia e da noite e ascensão e queda das nações.
O Ritmo Cósmico faz com que a Evolução seja seguida pela Dissolução, o Equilíbrio anteceda uma nova fase e o Ciclo recomece continuamente.
O Ritmo manifesta-se universalmente em diferentes escalas, desde as oscilações das menores partículas até os grandes ciclos dos universos.
O Ritmo não descreve apenas uma alternância entre dois extremos, pois a oscilação pode ser compreendida como parte de um movimento circular e, posteriormente, de uma Espiral Ascendente.
O Ritmo Cósmico expressa uma sucessão cíclica que avança progressivamente no Tempo e no Espaço.
O Ritmo Cósmico permanece semelhante em princípio, mas seus resultados concretos não se repetem exatamente.
O Ritmo Espiralado representa o movimento cíclico que não retorna simplesmente ao mesmo ponto, mas progride continuamente para níveis superiores.
O Ritmo Espiralado reúne a repetição dos ciclos e o avanço progressivo da Evolução.
O Ritmo relaciona-se ao Equilíbrio porque a coexistência de forças antagônicas exige a instituição contínua do Equilíbrio.
O Ritmo manifesta-se juntamente com a Dissolução e o Equilíbrio na alternância e compensação das forças Cósmicas.
O Ritmo é apresentado como um princípio também desenvolvido em outras formulações da obra de Atkinson, associado igualmente aos Ciclos e às Leis que descrevem seus movimentos recorrentes.
SABEDORIA
A sabedoria compartilhada pode constituir um ponto único no qual diferentes segmentos do ocultismo norte-americano se encontram.
A sabedoria Hermética foi apresentada de tal maneira que os Três Iniciados pareceram apenas depositários responsáveis por transmitir um conteúdo que não lhes pertenceria originalmente.
A sabedoria apresentada como rara e destinada a um público seleto dava ao leitor a certeza de que ele também pertencia a esse pequeno e seleto grupo.
Os lábios da sabedoria estão fechados, a não ser para os ouvidos do Entendimento.
A Sabedoria pode ser preservada por poucos quando o conhecimento é reservado àqueles que estão preparados para compreendê-lo e dominá-lo.
A Sabedoria pode atravessar gerações quando aqueles que a recebem mantêm viva a tradição e a utilizam para reacender a compreensão onde a verdade começa a se obscurecer.
A Sabedoria deve ser reservada aos poucos que conhecem seu valor e sabem trazê-la em suas coroas, em vez de lançá-la aos que a pisoteariam na lama.
A Sabedoria permanece preservada quando seus guardiões não deixam apagar a chama mantida de século em século nos templos sagrados.
Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento.
A Sabedoria deve ser transmitida àqueles que estão preparados para recebê-la e compreendê-la.
A Sabedoria foi preservada por aqueles que mantiveram viva a Chama e alimentaram cuidadosamente sua luz para que ela não se extinguisse.
A Sabedoria dos Preceitos Herméticos não se encontra, em sua maior parte, nos livros, mas é transmitida de Mestre a Discípulo e de Iniciado a Hierofante.
A Sabedoria vem aos ouvidos do discípulo quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir.
A Sabedoria permanece fechada diante daquilo que não pode ser compreendido, pois nem mesmo os discípulos mais avançados possuem necessariamente o Entendimento necessário para recebê-la.
SEGREDO
O Segredo Hermético consiste na criteriosa disseminação da verdade, reservando os ensinamentos àqueles que estão preparados para recebê-los.
O Segredo Hermético protegeu os Preceitos Herméticos por meio da transmissão dos lábios aos ouvidos.
SELF
O Self corresponde ao ser total, essencial ou particular de uma pessoa, podendo designar sua identidade, natureza ou forma de ser.
O Self funciona como princípio unificador subjacente à experiência subjetiva.
SEQUÊNCIA
A Sequência expressa a relação uniforme pela qual um acontecimento surge a partir de condições anteriores necessárias à sua ocorrência.
A Sequência não constitui uma sucessão de fatos isolados, mas um processo contínuo no qual cada acontecimento é aquilo que é em decorrência de sua relação com os demais.
A Sequência estabelece que, quando determinada condição está presente, aquilo que depende dela vem a ser, e quando a condição cessa, seu resultado também cessa.
SEQUÊNCIA ORDENADA
A Sequência Ordenada estabelece que cada mudança está ligada à mudança precedente e àquela que a sucede, formando uma progressão regida por uma ordem contínua.
A Sequência Ordenada não permite compreender o devir como uma série de segmentos separados, mas como uma unidade progressiva de transformações interligadas.
SER
O Ser é o aspecto do TODO no qual todas as Leis se perdem na Lei, todos os Princípios imergem no Princípio e o TODO, o Princípio e o Ser são um e o mesmo.
SETE PRINCÍPIOS
Os sete princípios organizam as ideias sobre a sabedoria de Hermes Trismegisto em princípios concisos, cada qual acompanhado de seu próprio axioma.
Os sete princípios analisam os pontos centrais da Filosofia Hermética, explicando e detalhando cada axioma e apresentando uma estrutura subjacente a cada um deles.
SÍNTESE
A Síntese ocorre quando os polos opostos de uma mesma realidade são reunidos em uma unidade superior.
A Síntese permite compreender o Par de Opostos não como duas realidades absolutamente separadas, mas como polos contrastantes de uma realidade mais elevada.
A Síntese reúne os polos opostos de uma realidade em uma unidade maior.
A Síntese transforma a oposição entre tese e antítese em uma totalidade mais abrangente.
A Síntese revela que diferenças como Oriente e Ocidente, Norte e Sul ou Afiado e Cego podem representar extremos relativos de uma realidade comum.
A Síntese reúne os opostos em uma unidade maior, na qual tese e antítese deixam de ser consideradas realidades absolutamente separadas.
A Síntese permite compreender Mente e Matéria como aspectos polares de uma realidade subjacente.
A Síntese constitui o movimento pelo qual a oposição entre os polos é harmonizada em uma totalidade superior.
SISTEMA
O Sistema é um conjunto de objetos ordenados ou existentes num contexto de subordinação, dependência e conexão regulares, formando um todo ou uma unidade completa.
O Sistema organizado possui partes interdependentes, cada qual com uma função especial em relação ao todo.
O Sistema do Cosmos depende da relação entre suas partes, de modo que a alteração de uma parte pode afetar as demais.
SKANDHAS
Os Skandhas designam, no Budismo, os grupos ou agregados de atributos que constituem as formas fenomênicas.
Os Skandhas compreendem componentes físicos e qualidades mentais cuja união forma cada indivíduo fenomênico.
Os Skandhas são considerados efêmeros e destinados a desaparecer com o tempo, enquanto a centelha de puro Espírito postulada pelo Budismo Mahayana não é um Skandha.
SOBRE-HUMANO
O Sobre-Humano corresponde ao homem que alcançou a sétima subdivisão do Plano da Mente Hominal.
O Sobre-Humano representa um grau ainda mais elevado de desenvolvimento dentro do Plano da Mente Hominal.
SOCIEDADE SECRETA
A ideia dos Três Iniciados evocava a possibilidade de uma sociedade secreta dentro de uma sociedade secreta.
SOFRIMENTO
O Sofrimento está sujeito à Lei da Compensação, assim como o Prazer, e sua intensidade corresponde à capacidade individual de experimentar prazer.
O Sofrimento pode preceder o Prazer, pois o Prazer é considerado uma oscilação rítmica correspondente a um grau de Sofrimento anteriormente vivenciado.
O Sofrimento está sujeito à Lei da Compensação, que equilibra sua intensidade com a capacidade individual de experimentar prazer.
SUBSTÂNCIA
A Substância, na concepção científico-filosófica moderna apresentada, não é uma coisa oculta por trás de atributos inerentes, mas a forma sintetizada de ser da qual determinados atributos componentes são previsíveis.
A Substância corresponde à totalidade sintetizada das qualidades componentes pelas quais uma coisa natural pode ser conhecida.
SUCESSÃO
A Sucessão expressa a continuidade ordenada das mudanças que se repetem segundo ciclos e períodos regulares.
A Sucessão está presente na Lei do Ritmo porque cada movimento, impulso ou mudança sucede regularmente outro.
SUCESSO
O sucesso de O Caibalion permitiu que seus princípios ultrapassassem os círculos herméticos e alcançassem milhões de pessoas em diferentes contextos culturais.
SUGESTÃO
A Sugestão transfere uma ideia para a mente de outra pessoa ou nela a impressiona, levando a segunda mente a atuar em consonância com essa ideia.
A Sugestão depende do Princípio de Gênero Mental e da Vibração para produzir seus fenômenos.
SUPER-HOMEM
O Super-Homem corresponde ao homem que alcançou a sexta subdivisão do Plano da Mente Hominal.
O Super-Homem representa um estágio de desenvolvimento superior ao grau atualmente alcançado pela maioria da raça humana.
TÁBUA DE ESMERALDA
A Tábua de Esmeralda reduziu a Filosofia Hermética a uma série de breves axiomas.
A Tábua de Esmeralda preservou uma forma condensada da Filosofia Hermética por meio de axiomas breves e cifrados.
TAL COMO É
O Tal Como É designa, no Budismo Mahayana, a natureza essencial da realidade e o verdadeiro modo de ser dos fenômenos que estão além do alcance do pensamento conceitual.
TANHA
A Tanha é apresentada nos ensinamentos Budistas como uma Vontade-de-Viver que estimula e restaura as atividades físicas e psíquicas, orgânicas e inorgânicas.
A Tanha possui um Desejo-Vontade que busca expressar-se por meio das atividades do universo.
A Tanha opera em todos os planos do universo e manifesta-se tanto no plano da inconsciência quanto nos planos da consciência.
A Tanha é considerada inerente a todas as coisas, assim como a Vida é considerada inerente às coisas orgânicas e inorgânicas.
TELEPATIA
A Telepatia manifesta-se pela projeção da Energia Vibratória do Princípio Masculino para o Princípio Feminino de outra pessoa, que recebe e desenvolve o pensamento transmitido.
TEMPO
O Tempo é mensurado pela Mudança, pois a própria existência do Tempo implica alteração e transformação.
O Tempo não pode existir sem Mudança, assim como a Mudança não pode existir sem Tempo, pois as duas ideias estão inseparavelmente ligadas.
O Tempo é apresentado como a própria essência do real na concepção de Bergson, porque o real existe em fluxo e mudança contínuos.
O Tempo é inseparável da Mudança, pois a sucessão dos estados de consciência e das transformações constitui a experiência de sua passagem.
O Tempo é apresentado como uma medida associada à sucessão dos estados de consciência, podendo ser compreendido como uma divisão aparente entre passado e futuro.
O Tempo parece fragmentado em segundos, minutos, horas e outras unidades, mas essa fragmentação resulta de formas artificiais de mensuração ou dos movimentos relativos dos objetos naturais.
O Tempo apresenta-se continuamente, pois suas divisões não correspondem a partes realmente separadas da duração.
O Tempo pode ser compreendido por meio de instantâneos de um processo em movimento, e não como uma sucessão de unidades independentes.
TEOLOGIA
A Teologia consiste nas tentativas humanas de atribuir ao TODO personalidade, qualidades, características, vontades, desejos, planos e desígnios.
A Teologia transforma o Incognoscível em objeto de especulações baseadas em atributos e características humanas.
TEOSOFIA
A Teosofia exerceu influência tão clara sobre O Caibalion que vários teósofos de renome foram posteriormente associados à possível autoria dos Três Iniciados.
TEXTOS HERMÉTICOS
Os textos Herméticos foram quase sempre escritos anonimamente e por pequenos grupos de indivíduos não afiliados.
Os textos Herméticos primitivos eram populares muito antes dos períodos de maior prestígio alcançados durante a Renascença.
TODO
O TODO deve ser Infinito, porque nada é capaz de defini-lo, confirmá-lo, limitá-lo ou restringi-lo.
O TODO deve ser Eterno, porque nada poderia tê-lo criado e nada poderia destruí-lo.
O TODO deve estar em toda parte, porque não existe nenhum lugar fora do TODO.
O TODO deve possuir Poder Infinito, porque não existe nenhum outro Poder capaz de limitá-lo, perturbá-lo ou condicioná-lo.
O TODO deve ser Imutável, porque não existe nada capaz de operar mudanças em sua natureza real.
O TODO não pode ser Matéria, Energia ou Força em seus sentidos comuns, porque Vida e Mente manifestam-se no Universo.
O TODO é Mente Vivente Infinita, tão superior à Vida e à Mente finitas quanto estas são superiores à Energia Mecânica e à Matéria.
O TODO não pode ser dividido ou subtraído para criar o Universo, porque nada pode ser acrescentado ou subtraído do TODO.
O TODO não pode converter-se em um átomo, em uma força cega ou em uma coisa de existência desprezível, porque o TODO não pode perder a consciência de si mesmo.
O TODO cria mentalmente porque não pode criar utilizando elementos materiais nem reproduzindo-se a si mesmo.
O TODO está acima do Gênero e de qualquer outra Lei, inclusive das Leis que regem o Tempo e o Espaço.
O TODO é a Lei de onde procedem todas as Leis e não se submete às Leis que regem os planos inferiores de existência.
O TODO manifesta o Princípio de Gênero, em seus aspectos Masculino e Feminino, quando se move sobre o Plano Mental.
O TODO é Um, e os Dois Aspectos são meros aspectos de manifestação.
O TODO gera, cria e mantém o Universo em sua Mente Infinita.
O TODO reconhece o Universo de maneira diferente das mentes finitas, pois para o TODO o Universo é irreal e ilusório, enquanto para as mentes finitas ele é verdadeiramente real.
O TODO contém o Universo em sua Mente Infinita, onde aquilo que existe possui uma Realidade relativa à Realidade absoluta do próprio TODO.
O TODO não deve ser confundido com o Universo, porque o TODO é a Realidade absoluta e o Universo está sujeito à mudança, ao Tempo e ao Espaço.
O TODO está em Tudo, assim como Tudo está no TODO.
O TODO está em cada parte, partícula, unidade ou combinação existente dentro do Universo.
O TODO está no verme, mas o verme está longe de ser o TODO.
O TODO é a fonte da vida, do espírito e da realidade de tudo aquilo que existe em sua Mente Infinita.
O TODO é Um, e os diferentes aspectos de sua manifestação não constituem uma dualidade real.
O TODO projeta sua Vontade sobre seu aspecto de Vir a Ser e inicia o processo de criação.
O TODO desperta de sua Meditação e começa a manifestar o processo de Evolução nos planos material, mental e espiritual.
O TODO afasta sua Atenção, Contemplação e Meditação do Universo quando a Grande Obra está terminada, e Tudo se retira para o TODO de onde proveio.
O TODO não age por uma causa exterior, pois uma razão para agir implicaria uma causa, enquanto O TODO está acima de toda Causa e Efeito até o momento em que quer tornar-se Causa.
O TODO é a sua própria Razão, a sua própria Lei e a sua própria Ação, sendo esses nomes apenas diferentes designações da mesma realidade.
O TODO permanece acima do Aspecto do Devir, no qual se manifesta a criação, enquanto o Aspecto do Ser transcende as manifestações e todas as distinções.
TRABALHO
O Trabalho participa, juntamente com Energia e Atividade, da concepção dinâmica do Cosmos e de suas partes componentes.
O Trabalho caracteriza as operações do Cosmos como processos ativos e funcionais, em vez de processos estáticos.
TRADIÇÃO
A tradição Hermética pode ser preservada por meio de influências compartilhadas, linguagem comum e fontes comuns de inspiração, mesmo quando não existe uma prova clara de transmissão direta.
A tradição Hermética antecedeu em muito os períodos de interesse da nobreza florentina e dos ocultistas ingleses endinheirados.
TRADIÇÃO HERMÉTICA
As tradições e linhagens herméticas podem ser encontradas em uma miríade de escolas místicas e metafísicas que remontam a muitos milênios.
A tradição hermética exerceu influência sobre os sistemas de pensamento rosacrucianistas.
A tradição hermética também foi incorporada aos primeiros ensinamentos da Sociedade Teosófica e posteriormente assumida de maneira mais explícita por grupos como a Ordem Hermética da Aurora Dourada e a Sociedade Hermética.
TRANSMISSÃO
Com tantas cópias, alterações e redefinições dos Sete Princípios Herméticos, sem conhecimento ou consciência de sua fonte, as ideias contidas na obra tornaram-se confusas e extrapolaram a obra que lhes deu origem.
A transmissão dos axiomas Herméticos não precisa ser entendida apenas como uma repetição literal transmitida dos lábios aos ouvidos ao longo dos séculos.
A transmissão de princípios Herméticos pode ocorrer em sentido mais abstrato pela permanência de elementos alinhados ao espírito da história do Hermetismo.
TRANSMUTAÇÃO
A transmutação mental constitui a base da verdadeira magia e do verdadeiro misticismo.
A Transmutação das Vibrações Mentais em outras Vibrações constitui um princípio da Arte da Alquimia Hermética.
A Transmutação, e não a negação presunçosa, é a arma do Mestre.
A Transmutação é a arma do Mestre contra as condições indesejáveis dos planos inferiores.
A Transmutação permite ao verdadeiro sábio transformar as coisas indesejáveis no que é precioso mediante o uso das forças superiores contra as inferiores.
A Transmutação permite escapar dos sofrimentos dos planos inferiores por meio de vibrações nos planos superiores.
A Transmutação permite ao Mestre transformar as coisas abjetas em valiosas pelo uso das forças superiores contra as inferiores.
A Transmutação permite evitar os sofrimentos dos planos inferiores mediante vibrações nos planos superiores.
A Transmutação entre estados mentais ocorre dentro da mesma classe, por meio da mudança de graus na mesma escala.
A Transmutação permite passar do Medo à Coragem, da Preguiça à Atividade e da Indolência à Energia por meio da polarização na direção da qualidade desejada.
A Transmutação não altera a natureza da coisa por outra completamente distinta, mas modifica seu grau dentro da mesma escala.
A Transmutação permite evitar algumas das manifestações do Ritmo sem destruir o próprio Princípio do Ritmo.
A Transmutação permite modificar os efeitos das oscilações rítmicas sobre os estados mentais.
A Transmutação das formas de Energia ocorre por meio das combinações dos Princípios Masculino e Feminino que produzem novos fenômenos de Luz, Calor, Eletricidade e Magnetismo.
A Transmutação é uma Arte Mental pela qual o homem pode influenciar seu próprio entorno.
A Transmutação Mental pode mudar as condições e os fenômenos do Universo porque o Universo é Mental em sua natureza substancial.
A Transmutação permite ao verdadeiro sábio transformar as coisas abjetas em valiosas pelo emprego das forças superiores contra as inferiores.
A Transmutação, em vez da negação presunçosa, é a arma do Mestre.
A Transmutação de qualidades mentais consiste na passagem de um oposto a outro segundo as normas da Polaridade.
A Transmutação utiliza a Polaridade para trabalhar mentalmente com os extremos de uma qualidade e seus respectivos graus.
TRANSMUTAÇÃO MENTAL
A Transmutação Mental é a arte de transformar e mudar os estados, as formas e as condições mentais em outras.
A Transmutação Mental é a Arte da Química Mental e uma forma de Psicologia Mística prática.
A Transmutação Mental pode ocorrer de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de polo em polo e de vibração em vibração.
A Transmutação Mental é a arte de mudar as condições do Universo no que diz respeito à Matéria, à Força e à Mente.
A Transmutação Mental permite mudar ou transmutar os próprios estados mentais por meio dos Métodos Herméticos.
A Transmutação Mental também permite modificar os estados mentais de outras pessoas, consciente ou inconscientemente, de acordo com as leis e os princípios envolvidos.
A Transmutação Mental constitui a base das diferentes práticas conhecidas como fenômenos psíquicos, influência mental, ciência mental e fenômenos do Novo Pensamento.
A Transmutação Mental fornece os princípios fundamentais necessários para compreender as diferentes formas de aplicação da Arte Hermética.
A Transmutação Mental pode modificar os estados mentais por meio da mudança de suas vibrações.
A Transmutação Mental pode produzir no Plano Mental o que a ciência produz no Plano Físico: vibrações à vontade.
A Transmutação Mental constitui um dos ramos da Arte Hermética e depende do conhecimento, dos exercícios e da prática apropriada.
A Transmutação Mental permite modificar estados mentais por meio da mudança de Polaridade.
A Transmutação Mental constitui, pela mudança de Polaridade, um dos aspectos mais importantes do domínio mental dos Hermetistas avançados.
TRÊS INICIADOS
Os Três Iniciados evocam a possibilidade de uma sabedoria compartilhada e de um ponto único no qual diferentes segmentos do ocultismo norte-americano se encontram.
Os Três Iniciados curvaram-se tanto em sua humildade que facilitaram aos leitores olhar para além deles e concentrar-se em uma fonte imaginária, histórica ou mítica para o livro.
Os Três Iniciados poderiam ser compreendidos como depositários preocupados em transmitir um conteúdo recebido de uma escola ou tradição de mistérios, e não necessariamente como seus criadores.
A confusão em torno dos Três Iniciados ajudou a preservar e renovar O Caibalion continuamente, ao mesmo tempo que obscureceu o nome de William Walker Atkinson como seu legítimo autor.
TROCA
A Troca manifesta-se na Natureza como um processo no qual é necessário abrir mão de alguma coisa para conseguir outra.
A Troca estabelece que toda obtenção possui um preço correspondente, que pode ser pago antes, durante ou depois daquilo que foi recebido.
UNIDADE
Um único exemplo permite inferir todos os outros.
A Unidade na Diversidade estabelece que o Cosmos é formado por partes conexas e coordenadas que, juntas, constituem uma verdadeira unidade.
A Unidade na Diversidade não elimina a diferenciação, porque o Cosmos manifesta variedade infinita enquanto permanece organizado como uma unidade.
A Unidade Infinita incorpora toda Variação e Diferenciação, fazendo com que a diversidade das manifestações permaneça integrada em uma totalidade.
A Unidade Infinita não elimina a Variação, mas reúne todas as formas diferenciadas dentro de uma mesma totalidade Cósmica.
A Unidade está presente nos opostos porque os polos contrastantes pertencem a uma realidade maior que os reúne.
A Unidade permite compreender os opostos como aspectos divergentes que permanecem fundamentados em uma identidade comum.
A Unidade constitui a realidade superior na qual os polos aparentemente separados podem ser sintetizados.
A Unidade Última é apresentada como a certeza fundamental de uma realidade que transcende a dualidade da Manifestação.
A Unidade reúne Imanifesto e Manifestação como aspectos de uma realidade essencialmente una.
A Unidade está relacionada, nas diferentes formulações das obras de Atkinson, aos princípios de equilíbrio e à integração dos opostos dentro de uma realidade mais ampla.
UNIDADE NA DIVERSIDADE
A Unidade na Diversidade estabelece que o Cosmos é um sistema organizado de partes correlatas e coordenadas que, em tal combinação, formam uma verdadeira unidade.
A Unidade na Diversidade constitui o pressuposto do conhecimento organizado, pois todas as coisas são determinadas em relações mútuas.
A Unidade na Diversidade está presente no raciocínio científico, que depende da concepção de que as coisas formam um sistema uno e ordenado.
A Unidade na Diversidade implica que nenhuma coisa é independente, pois dependência e relatividade constituem o princípio controlador do Universo.
UNIVERSO
A visão do Universo apresentada em O Caibalion deixou sua marca no modo como milhões de pessoas passaram a compreender a natureza do próprio Universo.
O Universo não é o TODO, porque o Universo parece constituído de muitas coisas e está em constante processo de mutação.
O Universo não é o Nada, porque somos conscientes da existência do Universo.
O Universo deve proceder do TODO e ser uma criação do TODO, pois, se existe, não pode ter surgido do nada.
O Universo é uma criação mental de uma Mente Infinita, enquanto o universo criado pelo homem é uma criação mental de uma Mente Finita.
O Universo e tudo que ele contém existem na Mente do TODO.
O Universo é nossa morada, e exploraremos seus mais profundos recessos antes do fim dos Tempos.
O Universo existe na Mente Infinita do TODO, onde é gerado e criado.
O Universo, embora relativo, é real na medida em que diz respeito à nossa vida e às nossas ações.
O Universo deve ser reconhecido e vivido de acordo com suas Leis, enquanto o homem utiliza essas Leis para elevar-se dos graus inferiores aos graus superiores.
O Universo é compreendido como uma totalidade em que tudo se comporta segundo a Lei.
O Universo, enquanto Cosmos, desenvolve-se segundo a Lei e a Ordem.
O Universo é concebido dinamicamente, sendo movido pelas energias da Natureza tanto físicas quanto psíquicas.
O Universo mecânico é apresentado como o envoltório exterior por trás do qual se oculta uma atividade criativa espiritual.
O Universo é apresentado pelos antigos Budistas como constituído por muitos mundos que passam continuamente por integração e desintegração.
O Universo é apresentado pelos antigos Budistas como metódico em suas dimensões física, psíquica e moral.
O Universo não contém, segundo essa concepção Budista, instabilidade, acaso ou caos em nenhuma de suas partes.
O Universo manifesta-se por uma sucessão eterna de ciclos, nos quais um universo sucede outro sem começo nem fim.
O Universo passa repetidamente por processos de Evolução, Dissolução e nova Integração, mantendo a recorrência do Ciclo Cósmico.
O Universo não é necessariamente um sistema que esgota definitivamente sua Energia, pois a Desintegração pode ocorrer juntamente com a formação progressiva de um novo Universo.
O Universo pode ser concebido como parte de uma sucessão cíclica infinita de Mudanças, na qual a formação e a dissolução participam de um processo contínuo.
A evolução de um Universo pode ser acompanhada pela formação de outro, equilibrando o processo aparente de destruição por meio de uma nova Integração.
UTILIDADE
As ideias deveriam ter uma finalidade útil e serem então descartadas.
VARIAÇÃO
A Variação constitui um importante fator e elemento da Evolução, expressando a infinita diversidade manifestada no Cosmos.
A Variação impede que duas formas naturais sejam precisa e absolutamente semelhantes e idênticas, ainda que possam apresentar diferentes graus de semelhança.
A Variação manifesta-se nas folhas da relva, nos grãos de areia, nas criaturas vivas e em todas as formas das coisas naturais.
A Variação acompanha continuamente o progresso evolucionário e participa da produção e manutenção da diversidade no Cosmos.
A Variação é estimulada pelos próprios processos naturais de reprodução e mistura de diferentes linhagens.
A Variação encontra na Natureza uma infinitude de materiais e tipos possíveis, permitindo a manifestação de uma infinitude de formas naturais.
A Variação é tão ampla que nunca se espera encontrar duas coisas absolutamente semelhantes e idênticas em todas as suas características.
A Variação mantém-se infinita juntamente com a Diferenciação, produzindo uma diversidade que impede a repetição exterior exata.
A Variação participa de uma Unidade mais ampla, pois toda Variação e Diferenciação permanecem incorporadas à Unidade Infinita.
VARIEDADE
A variedade dos temas abordados incluía mesmerismo, habilidade para vendas, cura psíquica, budismo, criação de filhos, frenologia, lógica e raciocínio clássicos, yoga, treino de memória e ocultismo.
VERDADE
Quão poucos há, em cada geração, que estão prontos para a verdade, ou que a reconheceriam se ela lhes fosse apresentada.
A Verdade pode assumir formas diferentes ao longo das épocas sem perder seus princípios fundamentais.
A Verdade pode permanecer intacta mesmo quando suas manifestações exteriores se multiplicam em diferentes escolas, filosofias e religiões.
A Verdade, quando negligenciada, pode obscurecer-se sob elementos estranhos à sua essência, exigindo que aqueles que a preservam reacendam sua luz.
A Verdade pode ser transmitida de geração em geração por aqueles que conservam viva sua chama e a protegem da negligência.
A Verdade deve ser transmitida àqueles que estão preparados para recebê-la.
A Verdade só pode ser compreendida pelo eleito que já está bastante avançado no Caminho.
A Verdade pode ser rejeitada e perseguida quando é apresentada àqueles que não desejam conhecê-la nem estão preparados para recebê-la.
A Verdade permaneceu viva porque algumas almas fiéis mantiveram cuidadosamente acesa a Chama e não deixaram sua luz se extinguir.
A Verdade dos Preceitos Herméticos foi preservada mesmo quando a maior parte desse conhecimento não estava registrada em livros.
A Verdade dos Preceitos Herméticos foi deliberadamente ocultada sob termos de alquimia e astrologia para evitar as perseguições daqueles que combatiam a Doutrina Secreta.
A Verdade deve ser recebida por aquele que estiver preparado para compreender os Preceitos que lhe são transmitidos.
A Verdade pode encontrar o estudante preparado para recebê-la, segundo o Princípio Hermético de Causa e Efeito em seu aspecto de Lei da Atração.
A Verdade Absoluta são as coisas como a Mente de Deus as conhece, enquanto a Verdade Relativa são as coisas como a mais elevada razão do Homem as compreende.
A Verdade possui dois polos, o Absoluto e o Relativo, e a compreensão de apenas um desses polos conduz à Meia Verdade.
A Verdade Superior exige que o homem reconheça a natureza mental do Universo sem negar sua realidade relativa e suas leis.
A Verdade pode ser reconhecida por sua racionalidade e pela experiência inteligente, sem depender exclusivamente de teorias ou hipóteses especulativas.
A Verdade de uma proposição pode ser aceita quando sua negação é inconcebível.
VERDADEIRO EU
O Verdadeiro Eu é apresentado pelo Budismo Mahayana como aquilo que transcende corpo, mente e alma pessoal, sendo puro Espírito, imutável, eterno e indivisível.
VERDADES
As verdades próprias deveriam ser descobertas por meio da experiência, sem dependência incondicional de um grupo ou sistema de crenças.
As verdades vitais que subjazem à superfície deveriam ser buscadas no estudo do Hermetismo, e não apenas por meio de uma abordagem crítica e acadêmica.
VIBRAÇÃO
A vibração é apresentada como uma condição constante de tudo no universo.
A vibração pode ser transmitida por meio da oração entre uma pessoa, outra pessoa e Deus.
A vibração, a frequência, a alquimia mental e a lei da atração aparecem como elementos centrais de uma mesma concepção de transformação da realidade.
A Vibração estabelece que nada está parado, pois tudo se move e tudo vibra.
A Vibração determina, em grande parte, as diferenças entre as manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito.
A Vibração existe desde o Puro Espírito até as formas mais grosseiras da Matéria, abrangendo milhões de graus diferentes.
A Vibração está presente nos corpúsculos, elétrons, átomos, moléculas, mundos e universos.
A Vibração também se manifesta nos planos da energia, da força, da mente e do espírito.
O conhecimento da Vibração permite ao estudante do Hermetismo controlar suas próprias vibrações mentais e, segundo o ensinamento, também as vibrações dos outros.
A compreensão da Vibração é apresentada como uma condição para alcançar o poder de atuar sobre os fenômenos naturais.
A Vibração nos planos superiores permite ao Mestre escapar, em certo grau, dos sofrimentos existentes nos planos inferiores.
A Vibração constitui um dos meios pelos quais o verdadeiro sábio emprega forças superiores contra forças inferiores.
A Vibração existe desde as manifestações mais elevadas até as mais baixas, variando em coeficientes, direções e maneiras distintas.
A Vibração determina os diferentes graus da escala nos quais se distribuem os Planos.
A Vibração mais elevada corresponde a um Plano mais elevado e a uma manifestação mais elevada da Vida.
A Vibração está presente nos Planos físicos, mentais e espirituais, constituindo uma característica fundamental de toda manifestação.
A Vibração da Matéria apresenta graus tão baixos que suas formas mais grosseiras parecem estar em repouso, enquanto frequências mais elevadas correspondem a manifestações superiores.
A Vibração permite compreender os Planos como graus de uma mesma escala, todos fundamentalmente iguais e diferenciados pela frequência.
A Vibração manifesta-se em todos os Planos, e as próprias diferenças entre os Planos procedem da Vibração.
A Vibração constitui a diferença entre as manifestações do Poder Universal, pois diferentes manifestações resultam de variações na escala e no modo das Vibrações.
A Vibração do TODO possui intensidade e rapidez tão infinitas que o TODO pode ser considerado, em certo sentido, como em estado de repouso.
A Vibração estende-se entre o Espírito e as modalidades mais grosseiras da Matéria, existindo entre esses polos incontáveis graus e modos de Vibração.
A Vibração está presente nas diferentes formas de Matéria e Energia, desde as menores partículas até os corpos celestes.
A Vibração também constitui, segundo os ensinamentos, a natureza dos fenômenos da Mente.
A Vibração da Substância Etérea possui grau e modo próprios e permite sua atuação como elo entre as formas de Energia Vibratória conhecidas como Matéria e Energia ou Força.
A Vibração explica as diferenças entre as manifestações do poder universal pela variação da escala e do modo das vibrações.
A Vibração manifesta-se em todas as formas de Matéria, desde os corpúsculos até os corpos celestes.
A Vibração manifesta-se também nas formas de Energia, como Luz, Calor, Magnetismo e Eletricidade.
A Vibração manifesta-se nos pensamentos, emoções, vontades, desejos e demais estados mentais.
A Vibração pode ser elevada continuamente, levando uma manifestação através de sucessivos estados de Matéria, Energia, Mente e, finalmente, em direção ao Espírito.
A Vibração permite ao Mestre produzir fenômenos extraordinários pela mudança consciente dos graus vibratórios.
A Vibração permite ao indivíduo modificar seus próprios estados mentais quando aplicada conscientemente por meio da Vontade.
A Vibração determina os graus pelos quais os estados mentais podem ser elevados ou reduzidos dentro de uma mesma escala.
A Vibração acompanha todo pensamento, emoção e estado mental, cada qual possuindo seu próprio grau e modo de manifestação.
A Vibração pode ser comunicada a outra pessoa por Indução Mental e alterar a polaridade de seus estados mentais.
A Vibração pode ser mudada por um esforço da Vontade na direção determinada e pela fixação deliberada da Atenção em um estado mais desejável.
A Vibração de um estado mental pode passar gradualmente do polo Negativo ao polo Positivo por meio da Polarização.
A Vibração participa da formação das diferentes formas da matéria e da diversidade dos acontecimentos naturais.
A Vibração dos elétrons dá origem aos átomos, enquanto a Vibração dos átomos dá origem às moléculas que compõem as formas materiais.
A Vibração manifesta-se em diferentes graus de intensidade, e esses graus determinam o caráter particular de formas de Energia como Calor, Luz e Eletricidade.
A Vibração contribui para explicar as diferenças observáveis entre as coisas naturais, pois diferentes índices de Vibração correspondem, em grande parte, a diferentes características.
A Vibração é apresentada pelo antigo ensinamento hermetista como universal, segundo o princípio de que nada está em repouso, tudo se movimenta e tudo vibra.
VIDA
A Vida não pode surgir de uma Energia ou Força cega, porque nada pode elevar-se acima de sua própria origem.
A Vida e a Mente estão acima das forças mecânicas e da Matéria, revelando uma realidade superior àquilo que o materialismo considera como fundamento do Universo.
A Vida continua em planos cada vez mais elevados, e os seres humanos poderão alcançar aqueles que hoje lhes parecem superiores.
A Vida e a Mente são superiores às forças mecânicas e à matéria, assim como os seres dos planos superiores são superiores ao homem atual.
O verdadeiro Sentido da Vida não se dá a conhecer ao homem nesse plano.
A Vida deve ser vivida da melhor maneira possível, realizando a tendência Universal na mesma direção, apesar das aparentes evidências em contrário.
A Vida aparece durante a Evolução e manifesta-se em formas cada vez mais elevadas.
A Vida, ao longo da Evolução, move-se em direção a formas superiores à medida que as vibrações aumentam.
A Vida manifesta-se em graus cada vez mais elevados conforme aumenta a frequência vibratória de um Plano.
A Vida do reino vegetal possui manifestações de mente e alma, assim como a Vida animal e humana.
A Vida manifesta-se em formas de Energia tão altamente organizadas que apresentam muitas das características que reconhecemos como Vida.
A Vida manifesta-se em graus sucessivos de desenvolvimento, desde as formas inferiores até os seres dos planos espirituais superiores.
A Vida dos seres dos Planos Espirituais superiores transcende a Vida humana em um grau que ultrapassa a capacidade de compreensão do homem atual.
A Vida dos seres superiores participa do processo de Evolução e do Progresso Cósmico sob o domínio da Lei do TODO.
A Vida é apresentada pelas antigas filosofias esotéricas como universalmente presente e operante em toda a Natureza.
A Vida é considerada inerente tanto às formas orgânicas quanto às formas inorgânicas.
A Vida é identificada com a capacidade de ação espontânea, movimento próprio e atividade que não provém de uma força externa.
A Vida é apresentada como eterna, invisível e onipresente, manifestando-se periodicamente por meio do movimento.
A Vida é apresentada como potencial na Matéria e, em sua formulação mais abrangente, como presente em todo o universo.
A Vida é concebida por Luther Burbank como característica do universo inteiro, e não apenas das formas vivas observáveis.
A Vida criativa é postulada pelo Vitalismo como essência do Cosmos físico e psíquico.
A Vida, no Vitalismo, manifesta-se como iniciativa, espontaneidade e atividade criativa permanente.
A Vida pode ser concebida como Desejo, Vontade, Atividade Voluntária ou Espontaneidade.
A Vida, enquanto Atividade Cósmica, manifesta-se continuamente por meio de ação, transformação e expressão.
VITALISMO
O Vitalismo postula a presença de uma Vida criativa como essência do Cosmos.
O Vitalismo concebe o Cosmos físico e psíquico como dotado de iniciativa, espontaneidade e impulso contínuo para a atividade criativa.
O Vitalismo identifica esse impulso criativo com o Élan Vital, a Energia Viva que procura constantemente expressar-se.
VOLUNTARISMO
O Voluntarismo postula a Vontade como base da Realidade, do ser e da Energia.
O Voluntarismo considera a Vontade como princípio fundamental das atividades e da Energia universais.
VONTADE
A vontade constitui um dos temas centrais e recorrentes encontrados em todas as obras de William Walker Atkinson.
A vontade é apresentada em conjunto com a mente como um poder dinâmico e transformador.
A Vontade permite ao Mestre neutralizar conscientemente a Oscilação Rítmica que tenderia a conduzi-lo ao polo oposto.
A Vontade torna consciente o domínio que o indivíduo pode exercer sobre o Ritmo e sobre sua própria Polaridade.
A Vontade permite ao Mestre dominar conscientemente a Oscilação Rítmica e alcançar um grau de Equilíbrio e Firmeza Mental.
A Vontade permite ao indivíduo elevar-se ao plano superior de Causa e Efeito e deixar de ser conduzido pela vontade alheia e pelas circunstâncias fortuitas.
A Vontade pode participar da transformação das condições de vida quando empregada nos processos de Transmutação Mental.
A Vontade, juntamente com o desejo e os tratamentos mentais, pode ser empregada para mudar ou transmutar condições materiais que dependem da mente.
A Vontade permite ao Mestre elevar-se acima das vibrações do Plano Inconsciente e alcançar Equilíbrio e Firmeza Mental.
A Vontade permite manter uma polarização escolhida enquanto o pêndulo mental realiza sua oscilação de retorno no plano inconsciente.
A Vontade permite elevar-se acima da manifestação consciente do Ritmo e impedir que o pêndulo arraste o indivíduo consigo.
A Vontade permite ao Mestre manter-se firme enquanto a oscilação de retorno ocorre no plano inconsciente.
A Vontade superior prevalece contra a vontade inferior até que o indivíduo alcance a etapa em que busca refúgio na própria LEI.
A Vontade permite ao Mestre deixar de ser conduzido pela vontade alheia, pelas circunstâncias fortuitas e pelos impulsos que o movem sem resistência.
A Vontade Masculina estimula e energiza a porção criativa da mente para que o Princípio Feminino possa realizar seu trabalho de geração mental.
A Vontade permite ao “Eu” projetar energia para o “Mim” e querer que a criação mental comece e continue.
A Vontade permanece como função principal do Princípio Masculino, enquanto o Princípio Feminino realiza o trabalho de geração de pensamentos e ideias.
A Vontade dirige a Atenção, e a Atenção muda a Vibração.
A Vontade pode ser empregada para mudar as Vibrações Mentais na direção determinada.
A Vontade permite ao Princípio Masculino estimular e energizar a porção criativa da mente.
A Vontade permite ao Mestre elevar-se ao Plano Superior e manter-se acima das vibrações do plano ordinário de consciência.
A Vontade permite ao indivíduo elevar-se acima das causas que normalmente o movem e dominar seus humores, impulsos e sentimentos.
A Vontade permite ao Mestre manter-se firme diante do pêndulo mental e não ser levado pelas influências e vontades de outras pessoas.
A Vontade é apresentada por Schopenhauer como o âmago da existência e o núcleo das atividades universais.
A Vontade abrange, segundo Schopenhauer, as forças físicas, químicas, magnéticas, vitais e psicológicas da Natureza.
A Vontade manifesta-se tanto nas atividades conscientes quanto nos processos fisiológicos e naturais inconscientes.
A Vontade pode manifestar-se de maneira cega e silenciosa, perseguindo fins sem a intervenção da consciência.
A Vontade é apresentada como a força-motriz ou a Energia que produz as múltiplas formas de movimento e de vir a ser.
A Vontade, segundo a formulação Budista apresentada, é impessoal e abstrata em si mesma, manifestando-se como Energia ou Desejo conforme o plano de consciência.
A Vontade é apresentada na metafísica do Budismo Mahayana como Fohat, aquilo que une os dois polos do Ser.
A Vontade é apresentada como a origem do conceito humano de Energia, pois a experiência da própria Vontade fornece o modelo pelo qual a Energia é compreendida.
A Vontade-força é apresentada como aquilo que explica a origem do movimento mecânico e como uma Totalidade autoativa.
A Vontade, na formulação da Atividade Cósmica, pode ser compreendida juntamente com o Desejo como impulso para agir e expressar-se.
A Vontade pode ser entendida como Poder com Desejo de Agir, Desejo com Poder de Agir ou como a síntese equilibrada dessas duas condições.
A Vontade-de-Viver, em Schopenhauer, é apresentada como um ímpeto cego e irracional que se manifesta tanto na natureza inorgânica e vegetal quanto na vida vegetativa.
A Vontade, em Schopenhauer, não possui em si propósito ou desígnio racional, sendo apresentada como um poder cego cujas operações não possuem finalidade última.
YOGA
O yoga começou a ser abordado como uma prática a ser adotada, ainda que essa prática fosse parcialmente depurada pela cultura física, pela Teosofia e pelo New Thought.
O yoga ofereceu conceitos de respiração yogue e consciência meditativa que alcançaram os universos da literatura, do jazz, da dramaturgia e das artes plásticas.