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Ciências Ocultas / Hermetismo

Luz Astral

Conceito de convergencia para comparar como autores diferentes descrevem um campo sutil, imaginal ou intermediario.

Ciências OcultasHermetismohermetismoestudo
A [[Luz Astral]] deve ser estudada por comparacao. Ela se relaciona com [[Mentalismo]], [[Correspondencia]] e com imagens simbolicas do [[O Mago]].

O que os livros dizem

Capa de Introdução à Ciência Hermética
Giuliano Kremmeerz1 trecho(s)

Introdução à Ciência Hermética

Sem paginaTermo: Luz Astral

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O MUNDO INVISIVEL

LUZ ASTRAL

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A magia ensina a unidade de força e matéria na corrente vital ou astral – a grande serpente de transformação na qual, como em um uma placa fotográfica muito sensível, a menor oscilação de um pensamento gera uma forma.

A luz astral segundo Eliphas Levi, está cheia de almas, que ela libera na continua geração de seres. Essas almas tem vontades imperfeitas que podem ser subjugadas, passando a servir vontades mais poderosas. Elas formam grandes cadeias invisíveis e podem dar origem e terminar grandes comoções dos elementos.

Na gramatica grega, a palavra aster significa ‘estrela’. Em grego hierático, astron é composto do prefixo negativo a- e stereon, o estado de estar fixado ou ser solido. Astron, então, significa sem ponto fixo, errante; portanto luz astral, em seu sentido secreto, é a luz que não está fixa, que é uma luz errante, etérea, evanescente.

Para ver a luz astral

Fechar os olhos

Evocar uma imagem na escuridão da mente

Com prática, isso ajuda a desenvolver um tipo de visão interior, não física, mas psíquica.

Quando dormimos e sonhamos, as imagens que vemos estão iluminadas. E, no entanto, não há sol e essa luz não é a luz do sol nem a luz elétrica. É a luz etérea ou astral.

CAMPO ASTRAL

Campo astral ou campo escuro é a fonte e repositório de toda a nossa consciência. Contudo, não estamos cientes dessa fonte e repositório, percebendo apenas as lembranças que dela extraímos através de evocações continuas por meio da memória. O campo astral, escuro, misterioso, que está dentro de nós mesmos, que está em todo ser humano, existe também na imensa síntese do Universo. Em um homem, é o repositório oculto de sua história; no Universo, é a matriz de todas as vidas que foram vividas, de todas as formas que foram imaginadas, de todos os pensamentos que foram desejados. O campo ou corrente astral universal contém em si todos os campos astrais parciais de todas pessoas. Portanto, a partir de nosso próprio campo astral podemos penetrar no campo astral universal e dai descer para cada um dos campos atrais singulares. Quando alguém diz ‘acho que me lembro’, a respeito de uma pessoa que já viu, esse alguém está buscando em seu inconsciente a imagem da pessoa que viu e que está agora evocando. Assim, a região astral é uma região escura, que está dentro de nós mesmos, onde tudo que é pensado, ouvido, e tudo que vem da experiencia de nossos sentidos é registrado.

Força astral é um sinônimo para a força do subconsciente, aura do inconsciente.

Dessa região interior, que registrar cada percepção, cada pensamento, cada sentimento, emerge, em certas ocasiões, uma mudança, graças a qual sentimos a manifestação de uma força que é liberada.

Tudo que é liberado de nós e representa um esforço ou uma grande impressão é fixado primeiro no inconsciente que temos como indivíduos e, depois, em suas fases complexas e sintéticas, é fixado no colódio universal.

Fechem os olhos externos e abram os olhos intelectuais ou interiores para a percepção deste mundo, que é vislumbrado primeiro e depois visto com um sentido que é uma síntese dos outros cinco; você terá então estabelecido por este relacionamento a comunhão da luz.

A relação entre as vibrações astrais percebidas pelos observadores compõe a corrente astral que, no devido tempo, você deve aprender a dominar.

O OCEANO E A ANALOGIA A LUZ ASTRAL

A alma do homem na luz astral é como o peixe na agua. Ela só é capaz de operar em harmonia com os poderes intelectuais ultra-astrais após adquirir o poder de subir e descer, como o peixe; antes de atingir esse estado, o homem comum é simbolizado pela tartaruga e o caracol, que representam o corpo astral no pesado recipiente da matéria carnal

Pegue uma vasilha cristalina bem grande, encha-a de água e coloque na água peixes de água doce, enguias e besouros d’água. Olhando para a água e os peixes através do vidro, você, ser humano, é, em comparação com os animais no líquido, o mesmo que é uma inteligência de ordem superior (um espírito purificado ou arcanjo) em comparação conosco, que estamos imersos na corrente astral. Já os três tipos de animais aquáticos do líquido (besouros, enguias e peixes) representam três estágios distintos no desenvolvimento do espírito humano.

Digo espírito humano porque, no homem, o espírito não está separado da matéria. Devemos, portanto, enfatizar que o espírito no homem carrega consigo a quantidade de matéria purificada (diáfana, corpo astral, perispírito) que é inerente ao seu desenvolvimento. Quanto mais pesado o recipiente, mais pesada a matéria que o envolve, menos sensitivo é o espírito inteligente.

Agora esqueça a vasilha de vidro com os peixes e observe a vida no oceano. Construa uma noção particular, mesmo que apenas aproximada, de tudo que está no oceano, de protozoários fosforescentes a algas marinhas em forma de espada, de moluscos protoplásticos a camarões, de peixes dourados a golfinhos, de tubarões a baleias. Se fizer isso, você terá retratado a vida animal no oceano astral, que, partindo da vida das pedras, passa através da vida vegetal para a inteligência instintiva de micróbios e, de lá, sobe a escada animal até chegar ao homem.

O caduceu

O Caduceu se tornou o símbolo dos químicos porque a saúde, em medicina oculta é representada por duas correntes de fluido etéreo equilibradas em torno de um instrumento projetor, um órgão simbolizado por uma haste, a partir da qual veremos mais tarde como a varinha do mago passou a existir.

A SERPENTE

Essa corrente astral é simbolizada na Bíblia pela serpente, pois ela se arrasta em volta da arvore do bem e do mal, o que significa que os dois aspectos da serpente são o baixo, terreno ou lamacento, que gera as ilusões, isto é, mentiras, e a parte superior, que é verdade e luz. Na mitologia, Apolo perfura com sua flecha a serpente Píton, nascido do Ido da terra. Giuseppe Balsamo, o bem conhecido conde de Cagl

iostro, tinha como seu símbolo uma serpente perfurada por uma flecha, isto é, a corrente astral perfurada por uma vontade poderosa e controlada. Essa serpente está aos pés da Virgem Imaculada porque a virgindade e a pureza a condensam a imobilidade e a dominam inteiramente. Mas quando não nos modelamos pelo divino Apolo, pela força de vontade ou pela virtude sobre-humana de uma Imaculada Concepção, a serpente nos entrelaçará em seus espirais, nos dominará e nos matará de modo fluídico.

Apolo falava da mesma maneira em todos os seus oráculos e a fabula grega de Apolo derrotando a serpente Píton é uma lenda magica porque o centro de luz, Apolo, dominou o espirito do Iodo terreste, que é a Serpente ASTRAL da magia e que corresponde a serpente que a estatuaria católica coloca, enrolada nos chifres da lua, aos pés da virgem maria.

Para os magos, a serpente piton é aquilo que devemos dominar. Para os espiritas, por outro lado, é aquilo que eles devem ouvir. Se nos abandonamos as espirais da serpente, torna-mos profetas do astral, sujeitos a todas as ilusões paranormais; somos apanhados no vórtice giratório de todas as impressões, de todas as imagens que constituem o cinema da alma da Terra.

Voce nunca sera um iniciado se continuar a brincar com sua serpente astral, que é terrena em todas as suas manifestações, mesmo na linguagem que, em comunicações espirituais vazias e acadêmicas, revela a forma gramatical humana, expressão das ideias familiares da terra e seus filhos.

Há duas espécies de eoperações no Universo da magia: uma implica comunicação com a alma do universo; a outra determina a dominação da serpente astral ou alma da terra.

A PARABOLA DO FILHO PRODIGIO

Ela se passa entre mestre e discípulo, como se pela experiência. O filho pega a riqueza do Pai e não hesita em desperdiçá-la em folguedos, supõe que pode encontrar em todos os lugares o que obteve de seu pai.

Uma bela manhã, quando o pretenso sábio menos gostaria de admitir, o pródigo tem de reconhecer que é menos que nada, que a riqueza se foi, que tudo se desintegrou ao seu redor.

A Luz, ou uma luz, surge na alma do discípulo e lhe diz: estuda, compreende, trabalha, ama; deves abraçar todo o mundo invisível e visível.

A Luz o impulsiona em direção a uma fonte onde ele pode matar sua sede por verdade. Ele se aproxima com apreensão; prova e diz, assim como o Deus bíblico após a criação da água: Et vidit hoc bonum esse [e viu que era bom]. A Luz então o conforta e ele se exibe nas águas azuis do lago. Então o orgulho do homem entra em jogo e o espírito da Terra, que a Bíblia simboliza na Serpente e que os cabalistas judeus simbolizam em Samiel e Astaroth, sussurra em seu ouvido com insistência: navegarás em águas profundas, mas não te afogarás — e o seduz.

O que forma a unidade mental do Logos no iniciado? A Luz divina ou o espírito da Terra? Obediência ou orgulho? O espírito do Universo ou o sopro da besta?

É por isso que, no atual estado de civilização de vários povos pretensamente civilizados, os homens realmente evoluídos são raros, exceto dentro das ordens mais austeras de distintas religiões. Na vida social profana, o homem não passa no teste da serpente da Terra e cai em suas mandíbulas.

A serpente tem a face de uma mulher ou de um belo rapaz; encanta quando fala.

Coloca-te para dormir ao respirar; deixa-te feliz quando silva. Mas mata, inevitavelmente, qualquer um que se entregue a ela de forma completa, perpétua, incondicional.

Os que estão começando têm uma falsa compreensão quando o espírito da Terra predomina neles. O que é essencialmente divino é o espírito de obediência e do amor.

Se refletirmos sobre todos os jogos de palavras e sofismas que o espírito individual do orgulho é capaz de fazer ao falar de obediência e de amor, entenderemos como é catastrófico forçar nossas próprias interpretações acerca deles.

E eu gostaria que meu paciente leitor compreendesse plenamente — agora e sempre — o espírito dessas coisas, que estou tornando mais simples para ele, para que ele possa comer as rosas e ver Ísis brilhando com beleza imortal.

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