Ciências Ocultas / Iniciação
AKASHA
Assunto reunido a partir de 24 trechos de livros cadastrados.
Comparacao bibliografica
24 registrosMagia Prática: Caminho do Adepto
Magia Prática: Caminho do Adepto
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
SOBRE OS ELEMENTOS
É o mais elevado de todos, o mais poderoso a inimaginável; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas a de toda a criação. Em resumo, ele é a esfera primordial. É por isso que o Akasha é isento de espaço e de tempo. Ele é o não criado, o incompreensível, o indefinível. As religiões chamam-no de Deus. Ele é a quinta força, a força primordial; ele é aquilo que contém tudo o que foi criado a que mantém tudo em equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias, é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas. É a quintessência dos alquimistas. É tudo em todas as coisas. teste
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... o domínio dos elementos. Nessa primeira carta os símbolos são: a espada, que simboliza o elemento fogo; o bastão, que simboliza o elemento ar; o cálice, o elemento água; a as moedas elemento terra. Aqui podemos perceber que já nos antigos mistérios apontava-se o mago como primeira carta do Tarot, a assim se escolhia o domínio dos elementos como primeiro ato da iniciação. Em homenagem a essa tradição quero também dedicar a maior atenção sobretudo a esses elementos, pois como veremos adiante, a chave para os elementos é um meio universal com o qual se pode solucionar todos os problemas que surgem. De acordo com os indianos, a seqüência dos Tattwas é a seguinte:
Akasha - o princípio etérico; Tejas - o princípio do fogo; Waju - o princípio do ar; Apas - o princípio da água; De acordo com a doutrina hindu os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do quinto Tattwa, o princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, a assim chamada quintessência. Esclarecimentos mais detalhados sobre o Akasha, o elemento mais sutil de todos, serão apresentados ao leitor no capítulo correspondente. As características específicas de cada elemento também serão mencionadas em todos os capítulos subseqüentes, iniciando-se nos planos mais elevados a descendo até a matéria mais densa, inferior. Como o próprio leitor poderá perceber, não será uma tarefa fácil analisar um segredo tão grande da criação a colocá-lo em palavras, de modo a dar a todos a possibilidade de penetrar nesse assunto e construir uma imagem plást ...
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
O KARMA
Toda causa provoca um efeito correspondente. Essa lei vale, em todos os lugares, como a lei suprema; assim toda ação tem como conseqüência um determinado efeito ou produto. Por isso o Karma deve ser considerado não só uma lei para nossas boas ações, como prega a filosofia oriental, mas, como podemos perceber nesse caso, seu significado chega a ser bem mais profundo. Instintivamente, as pessoas sentem que todo o be...
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Uma lei imutável que possui seu aspecto característico justamente no princípio do Akasha, é a lei de causa a efeito. Toda causa provoca um efeito correspondente. Essa lei vale, em todos os lugares, como a lei suprema; assim toda ação tem como conseqüência um determinado efeito ou produto. Por isso o Karma deve ser considerado não só uma lei para nossas boas ações, como prega a filosofia oriental, mas, como podemos perceber nesse caso, seu significado chega a ser bem mais profundo. Instintivamente, as pessoas sentem que todo o bem só produz bons frutos a todo o mal tem como conseqüência a produção de coisas más; ou como diz a boca do povo: "O que o homem semeia, ele colhe!" Essa lei irrevogável deve ser conhecida a respeitada por todos. A lei da causa e efeito também é inerente aos princípios dos elementos. Não quero aprofundar-me nos detalhes dessa lei, que aliás podem ser expressos em poucas palavras, porque eles são claros a lógicos para a mente de qualquer pessoa. A lei da evolução ou do desenvolvimento também se subordina à lei da causa a efeito; é por isso que o desenvolvimento é um aspecto da lei do karma.
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
O Corpo Humano
O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo. Tudo o que se encontra no Universo numa escala maior, reflete-se no homem numa escala menor É por isso que o homem é definido como um microcosmo, em contraposição ao Universo como macrocosmo. Ao pé da letra, podemos dizer que no homem está refletida toda a natureza. pg26 DIETA Um modo de vida sensato mantém a harmonia dos...
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... ao princípio do fogo, o ventre ao da água e o tórax ao do ar, este último como princípio mediador entre o fogo e a água. A primeira vista é evidente que os iniciados definiram corretamente essa divisão do homem, pois tudo o que é ativo, portanto, o que é ígneo, ocorre na cabeça, enquanto no ventre ocorre o contrário, Le., o trabalho dos líquidos, o aquoso, o eliminador, etc. O tórax está subordinado ao ar a possui, da mesma forma, um papel mediador, pois a respiração que ali ocorre é mecânica. Finalmente o princípio da terra, com sua coesão ou sua força agregadora compõe todo o corpo humano, com todos os seus ossos a sua carne. Mas alguém sempre perguntará: onde a de que modo se apresenta o Akasha, ou princípio etérico, no corpo material denso?
Após uma reflexão mais profunda todos poderão responder a essa pergunta por si mesmos, isto é, de que o princípio etérico na sua forma material densa está contido no sangue a no sêmen, a no efeito recíproco destes últimos na matéria vital ou vitalidade.
Como vimos anteriormente, o elemento fogo produz no corpo o fluido elétrico, e o elemento água produz o magnético. Cada um desses fluidos possui dois pólos de irradiação, o ativo e o passivo, a os efeitos recíprocos diretos a alternados dos quatro pólos igualam-se a um magneto quadripolar, idêntico ao mistério do Tetragrammaton, o JODHE-VAU-HE dos cabalistas. Por isso é que o fluido eletromagnético no corpo humano, em sua irradiação para o exterior, é o magnetismo vital, chamado de Od, ou de qualquer outro nome que se queira dar. Na pessoa destra o lado direito do corpo é elétrico-ati ...
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
O Plano Material Denso ou o Mundo Material Denso
Atração, Peso e Magnetismo Terrestre Através da característica específica de sua substância e condicionado pela composição dos seus elementos, cada objeto possui, relativamente ao fluido elétrico, determinadas irradiações, as assim chamadas oscilações de elétrons, que sofrem a atração provocada pelo fluido magnético geral de todo o mundo material. Essa atração é chamada de peso. Assim o peso é uma manifestação da...
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Em relação à lei do magnetismo a da eletricidade, não só do corpo, como descrevemos no último capítulo, mas também do mundo material denso, todo ocultista sabe que tudo o que está em cima é também o que está embaixo. Todo iniciado que sabe empregar as forças dos elementos ou o grande mistério do Tetragrammaton em todos os planos, também terá condições de realizar grandes feitos em nosso mundo material, coisas que aos olhos dos nãoiniciados poderão parecer milagres. Porém para o iniciado elas não são milagres, a ele conseguirá explicar até as coisas mais intrigantes com base no conhecimento dessas leis.
Todo o crescimento, o amadurecimento, toda a vida a também toda a morte em nossa Terra dependem das leis aqui descritas. Por esse motivo o iniciado sabe que a morte não é a idéia de uma queda no nada; o que é considerado como um aniquilamento ou uma morte é só uma passagem de um estado a outro. O mundo denso material surgiu do princípio do Akasha, o nosso já conhecido éter, e é também regulamentado a mantido por ele. É assim que se explicam todas as invenções baseadas na transmissão dos fluidos elétrico a magnético, a que dependem de uma transmissão à distância através do éter, como p.e. o rádio, a telegrafia, a telefonia e a televisão, além de muitas outras que surgirão no futuro. Mas o princípio básico a as leis foram, são a continuarão sendo sempre os mesmos.
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
A Alma ou o Corpo Astral
Origem da Alma e a Matriz Astral Através das vibrações mais sutis dos elementos, dos fluidos elétrico e magnético e de sua polaridade, partindo do princípio do Akasha ou das vibrações sutis do éter, surgiu o Homem como tal, ou a sua alma.
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Através das vibrações mais sutis dos elementos, dos fluidos elétrico a magnético a de sua polaridade, partindo do princípio do Akasha ou das vibrações sutis do éter, surgiu o Homem como tal, ou a sua alma. Do mesmo modo como se desenvolvem as funções dos elementos no corpo material denso, desenvolvem-se também as da alma ou do assim chamado corpo astral. A alma está ligada ou fundida ao corpo através do magneto quadripolar com suas características específicas. A fusão ocorre, analogamente ao corpo, através da influência eletromagnética dos elementos. O trabalho dos elementos, o assim chamado fluido eletromagnético da alma é chamado por nós, iniciados, de matriz astral, ou vida. Essa matriz astral ou fluido eletromagnético da alma não é idêntico à aura descrita pelos ocultistas, da qual pretendo ocupar-me mais adiante. A matriz astral ou fluido eletromagnético é o meio aglutinante entre o corpo e a alma. O princípio do fogo exerce na alma também o seu efeito construtor; o princípio da água exerce seu efeito vitalizante, o do ar o seu efeito equilibrador, gerador a preservador. O corpo astral possui exatamente as mesmas funções do corpo material denso.
O homem foi dotado de cinco sentidos, correspondentes aos elementos, a com a ajuda desses sentidos corpóreos o corpo astral ou alma assimila as percepções do mundo físico.
A assimilação e a ação dos cinco sentidos por meio do corpo astral a do material denso ocorre através do nosso espírito imortal (mais adiante explicarei porquê o espírito é imortal). Sem a atuação do espírito na alma o corpo astral não teria vida a se dissolveria em seus elementos componentes.
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
O PLANO ASTRAL
É muitas vezes definido como a quarta dimensão; não foi criado a partir dos quatro elementos, mas é um grau de densidade do princípio de Akasha, portanto de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro, no mundo material, enfim, tudo o que contém sua origem, sua regulamentação e sua existência.
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É muitas vezes definido como a quarta dimensão; não foi criado a partir dos quatro elementos, mas é um grau de densidade do princípio de Akasha, portanto de que tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente a acontecerá no futuro, no mundo material, enfim, tudo o que contém sua origem, sua regulamentação e sua existência.
Como já referimos, em sua forma mais sutil o Akasha é o nosso velho conhecido éter, no qual, entre outras coisas, propagam-se as ondas elétricas a magnéticas. Ele é também a esfera das vibrações, de onde se originam a luz, o som, a cor, o ritmo, e com estes toda a vida que existe. Como o Akasha é a origem de todo ser, naturalmente nele há o reflexo de tudo, Le., de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente a acontecerá no futuro. É por isso que consideramos o plano astral como a emanação do eterno, sem começo nem fim, a que portanto é isento de espaço a de tempo. O iniciado que consegue alcançar esse plano encontra tudo nele, mesmo quando se tratam de fatos ocorridos no passado, que ocorrem no presente ou ocorrerão no futuro. A amplitude do alcance da sua percepção depende do seu grau de aperfeiçoamento.
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
O ESPIRITO
O aspecto mais elevado do Akasha manifesta-se como:; Fé; Em sua forma mais inferior manifesta-se como:; Impulso de autopreservação
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Do princípio primordial mais elevado (o Akasha), da fonte primordial de toda a existência, da matéria espiritual primordial, surgiu o espírito, o "eu" espiritual com as quatro características específicas dos elementos, próprias do espírito imortal criado à semelhança de Deus. O princípio do fogo, a parte impulsiva, é a vontade. O princípio aéreo revela-se no intelecto (razão), o princípio aquoso na vida ou no sentimento, e o princípio da terra na comunhão de todos os outros três elementos na consciência do "eu".
Todas as outras características do espírito possuem esses quatro princípios primordiais como base. A parte típica do quarto princípio, portanto do Princípio Etérico (Akasha), em seu aspecto mais elevado revela-se na fé, a na forma mais baixa no impulso da autopreservação.
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
PLANO MENTAL
Assim como as outras esferas surgiram através dos quatro elementos e do princípio do Akasha, a esfera mental também se formou a partir do princípio akáshico do espírito.
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Assim como o corpo possui o seu plano terreno e o corpo astral ou alma o seu plano astral, o espírito também possui o seu plano próprio, chamado de esfera mental ou plano mental. É a esfera do espírito, com todas as suas propriedades.
Ambas as esferas, tanto a material densa quanto a astral, surgiram através dos quatro elementos, do princípio do Akasha ou das Coisas Primordiais da esfera correspondente. A esfera mental também se formou dessa maneira, partindo do princípio akáshico do espírito.
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
A VERDADE
A fonte da sabedoria está em Deus, portanto no princípio das coisas primordiais (Akasha), em todos os planos do mundo material denso, do astral e do mental.
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À verdade pertence também a distinção correta entre a capacidade, o conhecimento e a sabedoria. Em todos os campos da existência humana o conhecimento depende da maturidade, da capacidade de assimilação da memória, da razão a da inteligência, sem considerar se esse conhecimento foi enriquecido através da leitura, da comunicação ou de outro tipo qualquer de experiência.
Entre conhecimento a sabedoria existe uma diferença imensa, e é muito mais fácil obter conhecimento do que sabedoria. A sabedoria não depende nem um pouco do conhecimento, apesar de ambos serem, numa certa medida, até idênticos. A fonte da sabedoria está em Deus, a portanto no princípio das coisas primordiais (no Akasha), em todos os planos do mundo material denso, do astral a do mental.
Portanto, a sabedoria não depende da razão e da memória, ma;; da maturidade, da pureza a da perfeição da personalidade de cada um. Poderíamos também considerar a sabedoria como uma condição da evolução do "eu". Em função disso a cognição chega a nós não só através da razão, mas principalmente através da intuição ou da inspiração. O grau de sabedoria determina portanto o grau de evolução da pessoa. Mas com isso não queremos dizer que se deve menosprezar o conhecimento; muito pelo contrário, o conhecimento e a sabedoria devem andar de mãos dadas. Por isso o iniciado deverá esforçar-se em evoluir, tanto no seu conhecimento quanto na sabedoria, pois nenhum dos dois deve ser negligenciado nesse processo.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU I
Segundo o autor, o mago deve compreender que a respiração não é apenas um processo fisiológico, mas também um processo relacionado aos quatro elementos e ao princípio do Akasha.
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Devemos também dar a devida atenção à respiração. Normalmente, todo ser vivo respira; sem a respiração não há vida. Naturalmente o mago precisa saber mais do que só isso, ele precisa saber que inspira oxigênio com nitrogênio, que é absorvido pelo pulmão a expirado depois em forma de nitrogênio. Sem respiração e alimentação o pulmão não sobrevive. Tudo o que precisamos para a vida a tudo o que a mantém, portanto a respiração e a nutrição, é quadripolar a quadri-elementar, somado ao quinto elemento ou o princípio do Akasha, conforme descrito na parte teórica sobre os elementos. O ar que respiramos possui um grau de densidade mais sutil do que aquele da nutrição densa, material. Porém, segundo as leis universais ambos são da mesma natureza, i.e. quadripolares, a servem para manter o corpo vivo. Examinemos a respiração:
O oxigênio está subordinado ao elemento fogo e o nitrogênio ao elemento água. O elemento ar é o elemento mediador e o elemento terra o que liga o oxigênio e o nitrogênio.
O quinto elemento, Akasha ou elemento entérico é o elemento regulamentador, o princípio primordial ou divino. Assim como no grande Universo, na natureza, nesse caso também os elementos têm seus fluidos elétrico a magnético, sua polaridade. Na respiração normal ou inconsciente, só a quantidade de matéria dos elementos necessária para a manutenção normal do corpo é levada a ele. Aqui também a assimilação se adapta de a ...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU II
AUTO-SUGESTÃO OU O MISTÉRIO DO SUBCONSCIENTE A Consciência e o Subconsciente Assim como a consciência normal possui sua morada na alma e age no corpo através do cérebro, o subconsciente também é uma característica da alma e encontra-se no cerebelo. Considerando sua utilização prática na magia, estudaremos principalmente a função psicológica do subconsciente. Segundo o autor: A consciência normal e o subconsciente...
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Entendido! Vou reiniciar a numeração a partir de 1 para este documento: 1. GRAU II 1.1 Auto-Sugestão ou o Mistério do Subconsciente Antes de passar à descrição de cada um dos exercícios do segundo grau, tentarei explicar o mistério do subconsciente a seu significado prático. Assim como a consciência normal, que possui sua morada na alma a age no corpo, ou melhor, na cabeça através do cérebro, o subconsciente também é uma característica da alma e encontra-se no cerebelo, isto é, na parte posterior da cabeça. Considerando a sua utilização prática na magia, estudaremos principalmente a função psicológica do cerebelo, portanto, do subconsciente. Em toda pessoa consciente de seus cinco sentidos a esfera da consciência normal está intacta, isto quer dizer que a pessoa está em condições de fazer use contínuo das funções de sua consciência normal. Como constatado pelas nossas pesquisas, não existe uma única força no Universo, assim como no homem, que não apresente o seu oposto. É por isso que podemos considerar a subconsciência como o oposto da consciência normal. Aquilo que na consciência normal entendemos como pensamento, sentimento, vontade, memória, razão, compreensão, reflete-se no no...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU IV
Como exemplo, ele apresenta a seguinte correspondência: Dedo Elemento Indicador Fogo Polegar Água Médio Akasha Anelar Terra Mínimo Ar Além disso: Mão direita: elementos positivos.
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Existem magos que praticam a sua magia ritual sem que ninguém perceba, com movimentos dos dedos no bolso do paletó ou do casaco, até mesmo com muita gente em volta deles.
Eles usam os cinco dedos em analogia aos elementos; o dedo indicador corresponde ao fogo, o polegar à água, o dedo médio corresponde ao Akasha, o anular à terra e o mínimo ao ar, sendo que a mão direita se refere aos elementos positivos e a esquerda aos negativos.
Esse pequeno exemplo deve ser suficiente para um esclarecimento sucinto.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU V
Ao mesmo tempo, imagine que a mão física permanece imóvel, vazia e completamente inofensiva, repousando no princípio do Akasha, como se estivesse suspensa na quarta dimensão.
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As capacidades que ele poderá adquirir através da assimilação dos exercícios que seguem têm um grande significado para a magia, pois só através deles ele será capaz de promover o equilíbrio espiritual.
Esse equilíbrio espiritual é a característica específica básica do princípio do Akasha ou princípio primordial do espírito.
Mas vamos agora voltar aos exercícios práticos.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU VI
Instrução Mágica da Alma (VI) Preparação para o Domínio do Princípio do Akasha Depois de aprender a projetar os quatro elementos para o exterior no grau anterior, Bardon conduz o estudante a um nível mais profundo: o trabalho com o Princípio do Akasha, a origem dos próprios elementos.
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... onscientização espiritual dos sentidos, tente, da mesma forma que na concentração dos sentidos, sintonizar dois sentidos ao mesmo tempo em seu espírito. Em primeiro lugar os olhos a os ouvidos. Tente realizá-lo por no mínimo cinco minutos sem interrupções; depois sintonize três sentidos ao mesmo tempo, ou seja, os olhos, os ouvidos e o tato. Ao conseguir isso, você terá feito um enorme progresso na evolução mágica. Esse exercício preparatório tem um grande significado para a clarividência, a clariaudiência e a sensitividade, a deve ser bem dominado.
O exercício principal poderá ser encontrado no sétimo grau deste curso.
Instrução Mágica do Alma (VI) Preparação para o Domínio do Princípio do Akasha No quinto grau nós aprendemos a projetar os elementos para o exterior. Nesse grau nós avançaremos mais um pouco a aprenderemos a dominar o princípio do Akasha referente aos elementos. Como já mencionamos na parte teórica, os elementos se formaram a partir do princípio do Akasha a são por ele dominados a mantidos em equilíbrio. Aquele mago que depois de exercitar-se por muito tempo conseguiu ter êxito com os elementos, também poderá dominar o princípio mais sutil, o éter astral. O exercício é o seguinte: Assuma aquela posição habitual do corpo (asana) a feche os olhos. Imagine-se num espaço infinito, no qual você é o ponto central. Lá não existe em cima nem embaixo, nem laterais. Esse espaço infinito está preenchido com o material energético mais sutil, o éter universal, que na verdade não tem cor, mas que aparece aos sentidos como ultravioleta tendendo ao violeta bem escuro; é ass ...
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GRAU VII
Em sua forma mais primitiva, o princípio do Akasha manifesta-se na consciência.
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Esses três elementos-princípios do espírito, portanto fogo, ar a água juntos, formam o princípio da terra, que se manifesta na característica específica da consciência.
Em sua forma mais primitiva, o princípio do Akasha se manifesta na consciência.
O mago logo perceberá como é importante essa analogia, caso ele tenha progredido a ponto de já ter alcançado o equilíbrio mágico no corpo astral através dos trabalhos anteriores de introspecção.
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GRAU VIII
O pensamento plástico torna-se uma força ativa no Akasha e tende naturalmente à realização.
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Quem já chegou até aqui em sua evolução deverá dar a máxima atenção ao seu pensamento, principalmente ao pensamento plástico. A capacidade de concentração despertada em conseqüência dos intensos exercícios evoca imagens penetrantes do Akasha, através do pensamento plástico; elas são fortemente vitalizadas a tentam se concretizar.
FRASES
FRASES
AKASHA
O Akasha é o princípio original e é considerado como a quinta força, a quintessência.
Os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do princípio akáshico.
O Akasha é o mais elevado de todos os princípios, o mais poderoso e inimaginável.
O Akasha é a origem, o fundamento de todas as coisas e de toda a criação.
O Akasha é a esfera primordial.
O Akasha é isento de espaço e de tempo.
O Akasha é o não criado, o incompreensível e o indefinível.
O Akasha é a quinta força, a força primordial; ele contém tudo o que foi criado e mantém tudo em equilíbrio.
O Akasha é a origem e a pureza de todos os pensamentos e ideias.
O Akasha é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas.
O Akasha é a quintessência dos alquimistas.
O Akasha é tudo em todas as coisas.
O princípio etérico, em sua forma material densa, está contido no sangue, no sêmen e no efeito recíproco destes na matéria vital.
O mundo material denso surgiu do princípio do Akasha e é regulamentado e mantido por ele.
O domínio do princípio do Akasha permite transformar a matéria a partir de seu núcleo.
A atuação pelo princípio do Akasha é superior à atuação realizada apenas pelos elementos.
O princípio do Akasha é a origem e o sustentáculo dos quatro elementos.
O domínio dos elementos prepara o domínio do princípio do Akasha.
O praticante deve unir sua consciência ao espaço infinito durante o exercício com o Akasha.
O Akasha deve ser assimilado como a substância primordial que permeia toda a existência.
O princípio do Akasha revela-se naturalmente por meio da concentração.
O equilíbrio dos elementos prepara o espírito para a manifestação do Akasha.
O Akasha harmoniza-se apenas com pensamentos e intenções compatíveis com sua natureza.
O Akasha cria obstáculos à evolução daquele que age em desarmonia com suas leis.
O Akasha protege naturalmente os mistérios daqueles que ainda não possuem maturidade.
O Akasha atua permanentemente no eterno presente.
O Akasha não está submetido ao tempo nem ao espaço.
Akasha representa o princípio de conexão entre todas as manifestações.
O Akasha simboliza o campo onde as informações universais permanecem registradas.
A consciência elevada utiliza o Akasha como meio de percepção e ligação.
O domínio do Akasha representa a compreensão das relações invisíveis entre todas as coisas.
Akasha representa o princípio primordial onde as manifestações encontram sua origem.
O Akasha é apresentado como o campo de ligação entre pensamento, energia e manifestação.
Aquilo que é colocado no Akasha tende a buscar expressão na realidade.
O domínio do Akasha permite compreender os mecanismos ocultos da manifestação.
A imaginação é apresentada como instrumento de formação das imagens no Akasha.
A consciência direcionada transforma ideias em experiências perceptíveis.
O pensamento concentrado atua como força organizadora da manifestação.
A imaginação disciplinada é uma ferramenta fundamental do desenvolvimento mágico.
Akasha representa o campo primordial onde pensamentos, palavras e ações deixam seus registros.
O Akasha simboliza a memória universal das manifestações existentes.
Tudo aquilo que se manifesta possui uma correspondência no princípio primordial.
A sintonia com o Akasha permite acessar informações além das limitações físicas.
O Akasha é apresentado como o campo onde permanecem registradas causas, pensamentos e experiências.
O Akasha representa a matriz onde os acontecimentos deixam suas impressões.
A intervenção no Akasha simboliza a atuação sobre as causas anteriores aos efeitos manifestados.
O conhecimento do Akasha exige responsabilidade diante das leis universais.
A alteração das causas deve estar alinhada com princípios superiores de justiça.
O Akasha é apresentado como o princípio onde tempo e espaço deixam de limitar a conexão.
O Akasha representa o campo das causas e registros universais.
O Akasha atua como matriz de ligação entre diferentes manifestações da realidade.
A consciência utiliza o Akasha como meio de transmissão e percepção.
O Akasha representa o princípio da neutralidade e ausência de vibração.
O preenchimento pelo Akasha simboliza a dissolução da manifestação perceptível.
O Akasha é apresentado como o campo onde toda ação deixa suas marcas.
O domínio do Akasha representa o domínio sobre as próprias causas.
O Akasha representa o campo primordial onde as causas permanecem registradas.
O Akasha simboliza a ligação entre todos os níveis da manifestação.
O conhecimento do Akasha representa a compreensão das leis invisíveis.
A consciência elevada busca agir em harmonia com o princípio universal.
As invenções baseadas na transmissão dos fluidos elétrico e magnético dependem da transmissão à distância através do éter.
O princípio básico e as leis dos fluidos elétrico e magnético permanecerão sempre os mesmos.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU IX
O princípio do Akasha.
Fonte original colada
... em querer não passam de alucinações ou reflexos de pensamentos do subconsciente que costumam aparecer para iludir o mago a atrapalhar o seu trabalho.
Nesse exercício preliminar perceberemos que o trabalho de imaginação toma-se mais fácil quanto maior for o espelho. b)O carregamento do espelho mágico A tarefa seguinte do mago é familiarizar-se com o carregamento dos espelhos. Em qualquer superfície do espelho ele deverá conseguir encantar a represar, através da imaginação, a energia desejada, extraída de si mesmo ou diretamente do Universo, e depois dissolvê-la novamente na sua fonte original. Os carregamentos a serem feitos são os seguintes:
- Com os quatro elementos em seqüência.
- Com o Akasha.
- Com a luz.
- Com o fluido elétrico.
- Com o fluido magnético.
Ao obter uma certa prática no carregamento de espelhos através desses exercícios, o mago estará maduro para outras experiências com espelhos mágicos, que apresentarei a seguir, com alguns exemplos a seus métodos correspondentes.
- Diversos trabalhos de projeção através do espelho mágico
c.1) O Espelho Mágico como Portal de Passagem a todos os Planos Nessa experiência você deverá evitar as perturbações do ambiente ao redor. Sente-se confortavelmente diante do espelho e carregue a sua superfície com o elemento do Akasha, que deverá ser extraído do Universo a absorvido pelo seu corpo através da respiração pulmonar a pelos poros. O carregamento do espelho com o Akasha pessoal poderá ser feito através das mãos ou diretamente através do plexo solar. Esqueça o seu corpo a pense em si mesmo só como espírito, um espírito ...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU X
1 INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPIRITO
1.1 A Elevação do Espírito aos Planos mais Elevados
O domínio completo dos graus anteriores
Bardon inicia o Grau X advertindo que o estudante deve fazer uma análise sincera do próprio desenvolvimento. Não basta ter lido ou praticado superficialmente os exercícios; é necessário dominá-los integralmente.
Caso ainda existam dificuldades, o autor recomenda interromper o avanço e retornar aos exercícios anteriores até que todas as capacidades estejam firmemente desenvolvidas.
Segundo Bardon, a pressa é um dos maiores obstáculos ao progresso mágico. O desenvolvimento deve ocorrer de maneira gradual, sistemática e consciente, pois qualquer deficiência deixada para trás dificultará o trabalho com forças espirituais mais elevadas.
O significado do Grau X
O décimo grau encerra a primeira etapa da iniciação hermética.
Segundo Bardon, esse grau corresponde ao término daquilo que ele relaciona simbolicamente com a primeira carta do Tarô, servindo como preparação para estudos mais avançados que seriam apresentados posteriormente nas obras A Prática da Evocação Mágica e A Chave para a Verdadeira Cabala.
O autor afirma que qualquer lacuna deixada durante a formação impedirá o estudante de dominar corretamente as forças superiores estudadas nesses níveis posteriores.
A postura interior do mago
Ao recordar toda a trajetória percorrida, o estudante perceberá que evoluiu muito mais do que imaginava inicialmente. Contudo, Bardon afirma que esse progresso representa apenas o primeiro degrau de uma ascensão muito maior.
À medida que o conhecimento aumenta, também deve crescer a humildade.
O autor recomenda que o mago elimine progressivamente características como:
ambição;
egoísmo;
vaidade;
convencimento;
qualquer tendência negativa.
Quanto mais profundamente penetrar nos mistérios da criação, maior deverá ser sua reverência diante da sabedoria divina.
1.1.1 O conhecimento da esfera dos elementos
A primeira tarefa prática do Grau X consiste em conhecer diretamente a esfera dos elementos.
Utilizando o corpo mental, o mago deverá visitar conscientemente os diferentes reinos elementares descritos por Bardon.
Os quatro reinos apresentados são:
Reino
Habitantes
Terra
Gnomos
Água
Ninfas
Ar
Silfos (ou fadas)
Fogo
Salamandras
Segundo Bardon, esses seres pertencem ao respectivo elemento puro e habitam planos diferentes do mundo material.
A realidade dos seres elementares
Bardon afirma que muitas pessoas consideram gnomos, ninfas, silfos e salamandras simples personagens de lendas ou contos de fadas.
Entretanto, segundo sua doutrina, essas narrativas frequentemente preservam conteúdos simbólicos relacionados a realidades espirituais.
O autor sustenta que o iniciado poderá comprovar por experiência própria a existência desses seres, pois terá desenvolvido conscientemente seus sentidos espirituais.
Em contraste, a pessoa comum permanece limitada à percepção do mundo físico e, por isso, dificilmente consegue admitir a existência de planos mais sutis.
O objetivo do treinamento
Segundo Bardon, a finalidade do curso nunca foi apenas compreender conceitos teóricos.
O verdadeiro objetivo consiste em desenvolver capacidades que permitam ao estudante perceber conscientemente planos superiores da existência e atuar neles.
Por esse motivo, o autor afirma que não pretende antecipar temas pertencentes à magia evocatória, concentrando-se apenas na preparação necessária para que o estudante alcance o mundo dos elementos.
1.1.1.1 A natureza dos seres elementares
Bardon explica que existe uma diferença fundamental entre o ser humano e um ser elemental.
Enquanto o homem é constituído pela combinação dos elementos, o ser elemental é formado exclusivamente pelo elemento ao qual pertence.
Ser humano | Ser elemental |
|---|---|
Constituído pela combinação dos elementos. | Constituído por um único elemento puro. |
Possui espírito imortal, segundo a doutrina apresentada por Bardon. | Não possui espírito imortal. |
Vive no plano material. | Habita o plano correspondente ao seu elemento. |
Segundo o autor, embora esses seres possuam uma existência muito mais longa do que a humana, ao final retornam ao próprio elemento do qual são constituídos.
Bardon deixa de descrever detalhadamente esses reinos porque considera que o estudante deverá conhecê-los diretamente por meio da experiência prática.
O contato com os seres elementares
O objetivo inicial do mago não é dominar esses seres, mas estabelecer contato consciente com eles.
Somente posteriormente, com maior desenvolvimento, seria possível exercer autoridade sobre eles.
Bardon informa que os métodos específicos para evocação e manifestação dessas entidades seriam apresentados posteriormente na obra A Prática da Evocação Mágica.
1.1.1.2 A necessidade da transformação mental
Antes de entrar em qualquer reino elemental, Bardon afirma que o estudante deve compreender uma regra fundamental: seres elementares comunicam-se naturalmente apenas com seres da mesma natureza.
O autor utiliza uma comparação simples:
Assim como um pássaro comunica-se com outro pássaro, um ser elemental comunica-se naturalmente apenas com outro ser do mesmo elemento.
Por esse motivo, o mago precisa utilizar os exercícios de transformação aprendidos nos graus anteriores.
Em vez de permanecer com sua forma humana, ele deverá assumir mentalmente a forma correspondente ao elemento que deseja visitar.
O exemplo do reino da Terra
Como primeiro exercício, Bardon utiliza o reino dos gnomos.
Antes de iniciar a experiência, o estudante deverá conhecer claramente sua aparência.
Caso não possua essa imagem, deverá observá-la através:
da clarividência;
do estado de transe;
do espelho mágico.
Segundo a descrição apresentada pelo autor, os gnomos costumam aparecer como:
homens de pequena estatura;
longas barbas;
capuzes;
cabelos compridos;
olhos brilhantes;
pequena túnica.
Bardon acrescenta que esses seres geralmente carregam uma pequena lâmpada utilizada para iluminar os caminhos do mundo subterrâneo.
O exercício de identificação
Após conhecer a aparência do gnomo, o estudante deverá assumir completamente essa forma em seu corpo mental.
Em seguida, deverá identificar-se integralmente com o elemento Terra, preenchendo essa forma com sua qualidade elemental, porém sem realizar represamento de energia.
O exercício prossegue com a imaginação de uma descida ao interior da Terra.
Inicialmente, o ambiente será percebido como completamente escuro.
Então o estudante deverá imaginar uma pequena lâmpada irradiando uma luz intensa, capaz de iluminar progressivamente o ambiente subterrâneo.
Exercício:
Assumir mentalmente a forma de um gnomo.
Identificar essa forma com o elemento Terra.
Imaginar a descida ao reino subterrâneo.
Visualizar uma lâmpada iluminando completamente a escuridão.
Permanecer atento ao ambiente e aos possíveis contatos com os seres elementares.
O desenvolvimento gradual da percepção
Bardon afirma que, nas primeiras tentativas, o estudante provavelmente perceberá muito pouco.
Entretanto, com a repetição constante do exercício, a consciência tornar-se-á progressivamente adaptada ao ambiente elemental.
Segundo o autor, os seres inicialmente aparecerão de forma vaga e indistinta. Com a continuidade da prática, tornar-se-ão cada vez mais nítidos, até que o mago possa percebê-los claramente e estabelecer contato consciente.
1.1.1.3 O contato com os gnomos
Após conseguir penetrar conscientemente no reino da Terra e perceber os gnomos com clareza, Bardon apresenta uma das regras mais importantes desse exercício: o mago nunca deve iniciar o contato com um espírito da Terra .
Segundo o autor, durante as primeiras visitas o estudante deve manter uma postura de observação e autocontrole, aguardando que a iniciativa da comunicação parta dos próprios gnomos.
Essa recomendação faz parte da disciplina exigida para o contato com os seres elementares.
O motivo dessa regra
Bardon explica que, durante o trabalho dos gnomos, pode surgir uma forte impressão ou até mesmo um impulso para que o mago faça alguma pergunta ou comentário.
Entretanto, ele recomenda que esse impulso seja controlado.
Segundo sua doutrina, ao falar primeiro, o mago corre o risco de inverter a relação de autoridade que deveria existir entre ele e os espíritos elementares.
Na visão apresentada por Bardon, o correto é que o mago mantenha sua posição de domínio e equilíbrio interior.
Os riscos descritos por Bardon
O autor afirma que, caso essa regra seja desrespeitada, os espíritos da Terra poderiam utilizar suas próprias capacidades mágicas para prender o mago ao elemento Terra.
Segundo Bardon, isso poderia provocar uma identificação tão intensa com esse elemento que o operador perderia a capacidade de retornar ao próprio corpo.
Ele descreve a seguinte sequência de acontecimentos:
o mago perde o domínio da operação;
torna-se preso ao elemento Terra;
permanece ligado ao plano dos gnomos;
rompe-se posteriormente o cordão mental que o conecta ao corpo físico;
ocorre a morte do corpo material.
Bardon acrescenta que, do ponto de vista da medicina, essa morte seria interpretada apenas como um ataque cardíaco.
A importância do autocontrole
Bardon tranquiliza o estudante afirmando que esses riscos não ameaçam aquele que executa corretamente os exercícios e mantém completo domínio sobre si mesmo.
Segundo ele, o treinamento desenvolvido ao longo dos nove graus anteriores prepara justamente o mago para conservar esse equilíbrio durante todas as experiências espirituais.
O autocontrole continua sendo considerado a principal proteção do iniciado.
A mudança na relação com os gnomos
Quando o mago respeita essa disciplina, Bardon afirma que ocorre uma mudança gradual na relação com os espíritos da Terra.
Inicialmente, os gnomos observam o estudante e avaliam sua firmeza.
Depois de reconhecerem sua inteligência, sua vontade e sua estabilidade, passam a vê-lo como um ser superior.
Nesse momento, segundo o autor, deixam de agir apenas como observadores e tornam-se colaboradores do mago.
A evolução dessa relação é descrita da seguinte forma:
Etapa | Relação com os gnomos |
|---|---|
Primeiro contato | Observação e cautela. |
Reconhecimento da superioridade do mago | Amizade. |
Desenvolvimento contínuo | Cooperação e obediência. |
O relacionamento com os espíritos da Terra
Bardon afirma que, entre todos os seres elementares, os espíritos da Terra são aqueles que possuem maior afinidade com o ser humano.
Segundo ele, quando reconhecem a autoridade espiritual do mago, demonstram grande disposição para ajudá-lo.
Essa colaboração, porém, deve ser conquistada naturalmente por meio da disciplina e do desenvolvimento interior, e não imposta precipitadamente.
O aprendizado proporcionado pelos gnomos
O autor recomenda que o estudante visite repetidamente o reino da Terra até sentir que não há mais novos conhecimentos a adquirir naquele plano.
Segundo Bardon, os ensinamentos recebidos diretamente dos gnomos superam aquilo que poderia ser aprendido apenas pela leitura de livros.
Entre os conhecimentos que o mago poderá adquirir, o autor menciona:
Conhecimento | Descrição segundo Bardon |
|---|---|
Ervas | Propriedades e aplicações das plantas. |
Pedras | Poderes e influências mágicas de determinadas pedras. |
Tesouros ocultos | Informações sobre objetos escondidos na Terra. |
Estrutura subterrânea | Fontes, cavernas, jazidas minerais e depósitos naturais. |
Magia da Terra | Formas pelas quais os gnomos utilizam o elemento Terra. |
Os diferentes graus entre os gnomos
Assim como ocorre entre os seres humanos, Bardon afirma que existem diferentes níveis de inteligência e desenvolvimento entre os espíritos da Terra.
Segundo ele, alguns gnomos possuem conhecimentos especializados e ocupam posições mais elevadas dentro desse reino.
Entre eles estariam, por exemplo, os mestres da Alquimia.
O autor não desenvolve esse assunto neste capítulo, limitando-se a informar que o estudante poderá conhecer esses seres durante suas próprias experiências.
A passagem para o reino seguinte
Depois de adquirir toda a experiência possível no reino dos gnomos, Bardon orienta que o estudante prossiga sua jornada espiritual explorando o próximo plano elemental.
A sequência proposta pelo autor é:
Terra (Gnomos)
↓
Água (Ninfas)
↓
Ar (Silfos)
↓
Fogo (Salamandras)1.1.1.4 O reino dos espíritos da Água
Depois de concluir seu aprendizado no reino dos gnomos, Bardon orienta que o mago prossiga sua exploração da esfera dos elementos dirigindo-se ao reino da Água.
Assim como ocorreu no elemento Terra, a preparação começa antes da projeção mental. O estudante deverá conhecer previamente a aparência dos espíritos da água e adaptar sua própria forma mental para harmonizar-se com esse plano.
A aparência dos espíritos da Água
Segundo Bardon, o mago deverá observar os espíritos da água por meio do espelho mágico antes de realizar sua primeira visita.
O autor descreve esses seres como muito semelhantes aos seres humanos, diferindo pouco em relação à forma física.
Na maioria das vezes, apresentam-se como mulheres extremamente belas, chamadas tradicionalmente de ninfas.
Bardon observa, entretanto, que também existem espíritos masculinos pertencentes ao elemento Água.
Característica | Descrição segundo Bardon |
|---|---|
Forma | Semelhante à humana. |
Aparência predominante | Mulheres de grande beleza. |
Espíritos masculinos | Também existem. |
Nome tradicional | Ninfas. |
A transformação mental
Embora as ninfas sejam geralmente representadas como figuras femininas, Bardon afirma que não é obrigatório que o mago assuma essa forma.
A transformação poderá ser realizada conforme a preferência do praticante.
Ainda assim, o autor observa que assumir a forma de uma ninfa pode facilitar a integração ao ambiente e reduzir a atenção dirigida ao visitante.
Em qualquer caso, o aspecto mais importante continua sendo a identificação completa com o elemento Água.
A preparação para a projeção
Antes da viagem mental, o estudante deverá impregnar completamente seu corpo mental com o elemento Água.
Depois disso, deverá imaginar-se em um grande lago ou no mar e iniciar sua descida até o fundo das águas.
Bardon não considera essencial o local escolhido, desde que a imaginação permaneça firme e coerente durante toda a experiência.
Exercício:
Assumir mentalmente uma forma compatível com o reino da Água.
Identificar completamente o corpo mental com o elemento Água.
Imaginar-se entrando em um grande lago ou no mar.
Descer lentamente até o fundo das águas.
Permanecer em estado de observação até perceber os primeiros habitantes desse plano.
O primeiro contato com as ninfas
Assim como ocorreu no reino da Terra, Bardon explica que os espíritos da água normalmente não aparecem imediatamente.
O contato desenvolve-se gradualmente.
Segundo o autor, a perseverança, a repetição dos exercícios e o sincero desejo de estabelecer comunicação fazem com que os primeiros seres comecem a aproximar-se do mago.
Inicialmente, o estudante perceberá apenas figuras femininas movendo-se livremente através da água.
Com a continuidade das experiências, essas presenças tornar-se-ão cada vez mais nítidas.
Os diferentes níveis de inteligência
Bardon afirma que também existem diferentes graus de desenvolvimento entre os espíritos da Água.
Embora descreva todas as ninfas como extremamente belas, ele explica que algumas possuem inteligência e autoridade muito superiores às demais.
Essas entidades são chamadas por ele de líderes reais.
Segundo o autor, essas líderes distinguem-se não apenas pela beleza, mas também pela elevada sabedoria.
Os conhecimentos transmitidos pelas ninfas
Bardon afirma que o mago poderá observar que os espíritos da Água não permanecem ociosos.
Eles desempenham diversas atividades relacionadas ao próprio elemento.
O autor considera desnecessário descrevê-las detalhadamente, pois entende que o estudante deverá conhecê-las por experiência direta.
Segundo Bardon, as líderes do reino da Água poderão transmitir conhecimentos sobre diversos assuntos.
Conhecimento | Descrição segundo Bardon |
|---|---|
Vida aquática | Natureza e comportamento dos peixes. |
Plantas aquáticas | Propriedades e características das espécies. |
Pedras submarinas | Conhecimentos relacionados aos minerais existentes sob as águas. |
Magia da Água | Operações e práticas relacionadas ao elemento Água. |
A regra da comunicação
A mesma regra apresentada para os gnomos permanece válida no reino da Água.
Durante os primeiros contatos, o mago não deverá iniciar a conversa.
Ele deverá aguardar que a iniciativa parta dos próprios espíritos da Água.
Somente depois que essa aproximação ocorrer naturalmente poderá desenvolver um relacionamento mais profundo com esses seres.
O risco do envolvimento emocional
Neste ponto, Bardon apresenta uma advertência específica para o reino da Água.
Segundo ele, a extraordinária beleza das ninfas representa uma das maiores provas enfrentadas pelo estudante.
O autor afirma que esses seres possuem grande capacidade de sedução e podem despertar forte atração emocional.
Por esse motivo, recomenda que o mago mantenha constante domínio sobre seus próprios sentimentos.
Bardon resume essa disciplina na seguinte ideia:
"A lei é o amor, mas o amor submetido à vontade."
Essa frase expressa o princípio de que os sentimentos não devem dominar a consciência do praticante, mas permanecer sob o governo da vontade.
Os perigos descritos por Bardon
Segundo a doutrina apresentada pelo autor, um envolvimento afetivo descontrolado com uma ninfa poderia levar o mago a perder sua autonomia espiritual.
Bardon afirma que, nesse caso, o estudante acabaria submetendo sua vontade ao espírito da Água, comprometendo a própria operação mágica.
O autor acrescenta que diversos magos teriam fracassado por não conseguirem controlar esse tipo de apego.
A passagem para o reino do Ar
Depois de explorar plenamente o reino da Água e adquirir toda a experiência que esse plano pode oferecer, Bardon orienta que o estudante continue sua jornada em direção ao terceiro reino elemental.
A sequência proposta pelo autor permanece:
Terra (Gnomos)
↓
Água (Ninfas)
↓
Ar (Silfos)
↓
Fogo (Salamandras)1.1.1.5 O reino dos espíritos do Ar
Depois de concluir o aprendizado no reino da Água, Bardon orienta que o mago prossiga sua jornada em direção ao reino do Ar.
Diferentemente das ninfas, que segundo o autor demonstram grande facilidade em estabelecer contato com os seres humanos, os espíritos do Ar são descritos como muito mais reservados e difíceis de abordar.
A aparência dos espíritos do Ar
Bardon descreve os espíritos do Ar como seres de extraordinária beleza.
Assim como ocorre no elemento Água, predominam as formas femininas, embora também existam espíritos masculinos.
O autor destaca outra característica marcante desses seres: seu corpo possui natureza extremamente leve, delicada e flexível, semelhante a uma substância etérica.
Característica | Descrição segundo Bardon |
|---|---|
Forma | Semelhante à humana. |
Aparência predominante | Feminina. |
Espíritos masculinos | Também existem. |
Corpo | Etérico, leve, macio e flexível. |
A preparação para a projeção
Neste reino, Bardon apresenta uma diferença em relação aos exercícios anteriores.
Enquanto no contato com os gnomos era necessário assumir sua forma e, no reino da Água, essa transformação também podia ser utilizada, no elemento Ar o autor afirma que isso não é indispensável.
O estudante poderá conservar sua própria aparência mental, desde que impregne completamente seu espírito com o elemento Ar.
Depois dessa preparação, deverá transportar sua consciência para as regiões aéreas com o firme propósito de encontrar seus habitantes.
Exercício:
Impregnar completamente o corpo mental com o elemento Ar.
Transportar a consciência para a região do Ar.
Permanecer em observação e movimentar-se livremente nesse ambiente.
Repetir o exercício quantas vezes forem necessárias.
Aguardar que os espíritos iniciem o contato.
A importância da perseverança
Bardon alerta que o primeiro contato dificilmente ocorrerá logo nas tentativas iniciais.
Segundo ele, o estudante não deve interpretar essa dificuldade como fracasso.
O progresso depende da repetição constante do exercício e da firme determinação em alcançar esse plano.
O autor recomenda que o mago permaneça paciente e não abandone a prática caso os espíritos inicialmente o evitem.
A adaptação ao ambiente do Ar
Bardon orienta que o estudante procure comportar-se de maneira semelhante aos próprios espíritos do Ar.
Isso significa adaptar sua movimentação ao ambiente aéreo.
O mago deverá imaginar-se:
flutuando livremente;
deslocando-se suavemente pelo espaço;
deixando-se conduzir pelas correntes do ar.
Segundo o autor, essa identificação facilita a aproximação gradual dos habitantes desse reino.
O primeiro contato
Mesmo quando os espíritos finalmente se aproximarem, Bardon mantém exatamente a mesma regra apresentada para os elementos anteriores.
O mago jamais deverá iniciar a conversa.
A iniciativa deverá partir sempre do próprio espírito elemental.
Somente depois disso poderá desenvolver-se um relacionamento entre ambos.
Os riscos da iniciativa precipitada
O autor afirma que iniciar a comunicação antes do momento adequado poderá produzir consequências semelhantes às descritas nos reinos anteriores.
Por esse motivo, recomenda que o estudante mantenha absoluto domínio sobre sua vontade e aguarde serenamente o momento em que os próprios espíritos decidirem aproximar-se.
Mais uma vez, Bardon considera o autocontrole um dos principais requisitos para a segurança do praticante.
Os conhecimentos transmitidos pelos espíritos do Ar
Depois de estabelecer contato, o mago poderá aprender diversos conhecimentos relacionados ao elemento Ar.
Embora Bardon não detalhe esses ensinamentos neste capítulo, ele afirma que os espíritos desse reino poderão transmitir práticas mágicas e conhecimentos que ultrapassam aquilo que normalmente é conhecido pelos seres humanos.
Segundo o autor, muitos desses segredos somente podem ser compreendidos por meio da experiência direta nesse plano.
Continuidade do treinamento
O contato com os espíritos do Ar representa mais uma etapa da exploração da esfera dos elementos.
Depois de adquirir toda a experiência possível nesse reino, o estudante deverá prosseguir para o último plano elemental apresentado por Bardon: o reino do Fogo.
A sequência completa permanece:
Terra (Gnomos)
↓
Água (Ninfas)
↓
Ar (Silfos)
↓
Fogo (Salamandras)1.1.1.6 O reino dos espíritos do Fogo
Depois de concluir o aprendizado nos reinos da Terra, da Água e do Ar, Bardon conduz o estudante ao quarto e último reino elemental: o elemento Fogo.
Segundo o autor, somente após compreender profundamente os três elementos anteriores o mago estará preparado para estabelecer contato consciente com os espíritos do Fogo.
A aparência dos espíritos do Fogo
Assim como nos exercícios anteriores, Bardon recomenda que o mago observe previamente a aparência desses seres através do espelho mágico.
Segundo sua descrição, os espíritos do Fogo apresentam semelhanças com a forma humana, mas possuem características próprias que os distinguem.
Entre elas, o autor destaca:
rosto menor do que o humano;
pescoço extremamente longo e fino.
Depois de conhecer essa aparência, o estudante deverá assumir mentalmente essa forma antes de iniciar a experiência.
Característica | Descrição segundo Bardon |
|---|---|
Forma geral | Semelhante à humana. |
Rosto | Menor que o de um ser humano. |
Pescoço | Muito longo e fino. |
A preparação para a projeção
Após assumir imaginativamente a forma de um espírito do Fogo, o mago deverá impregnar completamente seu corpo mental com o elemento Fogo.
Em seguida, deverá transportar sua consciência para o ambiente que Bardon considera o habitat mais característico desses seres: o interior espiritual de uma cratera ou montanha de fogo.
Exercício:
Observar a aparência dos espíritos do Fogo por meio do espelho mágico.
Assumir mentalmente essa forma.
Impregnar completamente o corpo mental com o elemento Fogo.
Transportar a consciência para uma cratera ou montanha de fogo.
Permanecer em observação até estabelecer contato.
O comportamento dos espíritos do Fogo
Bardon compara o comportamento desses seres ao movimento das próprias chamas.
Enquanto os espíritos do Ar já demonstravam constante mobilidade, os espíritos do Fogo apresentam um dinamismo ainda maior.
Segundo o autor, eles movimentam-se continuamente, saltando de forma semelhante às labaredas de uma fogueira.
Essa característica expressa, simbolicamente, a natureza ativa e dinâmica atribuída ao elemento Fogo.
A regra da comunicação
Mais uma vez, Bardon repete a orientação apresentada nos três reinos anteriores.
O mago não deverá dirigir a palavra aos espíritos do Fogo antes que eles próprios iniciem a comunicação.
Essa regra permanece válida durante os primeiros contatos e faz parte da disciplina geral ensinada ao longo de toda a exploração da esfera dos elementos.
Os diferentes graus de inteligência
Assim como ocorre nos demais reinos, Bardon afirma que também existem diferentes níveis de desenvolvimento entre os espíritos do Fogo.
O autor observa que quanto mais elevado for o grau de inteligência desses seres, mais harmoniosa e bela será sua aparência.
Por esse motivo, recomenda que o estudante procure estabelecer contato preferencialmente com os espíritos mais desenvolvidos.
Grau de desenvolvimento | Características segundo Bardon |
|---|---|
Espíritos comuns | Menor desenvolvimento intelectual. |
Espíritos mais elevados | Maior inteligência e aparência mais harmoniosa. |
Os conhecimentos transmitidos pelos espíritos do Fogo
Depois de conquistar a confiança desses seres, o mago poderá aprender diversos conhecimentos relacionados ao elemento Fogo.
Bardon afirma que esses ensinamentos abrangem principalmente a magia prática ligada a esse elemento.
Entretanto, assim como fez nos capítulos anteriores, ele não descreve esses conhecimentos detalhadamente, afirmando que devem ser obtidos diretamente pela experiência do estudante.
Os espíritos do centro da Terra
Após concluir o aprendizado com os espíritos que habitam as crateras e montanhas de fogo, Bardon descreve um estágio ainda mais elevado.
Segundo o autor, existem espíritos do Fogo que habitam o ponto central mais profundo da Terra.
Esses seres seriam detentores de conhecimentos ainda mais profundos do que aqueles encontrados nas regiões vulcânicas.
Bardon apenas menciona sua existência neste capítulo, sem desenvolver maiores detalhes sobre eles.
O domínio dos quatro elementos
Ao final desse treinamento, Bardon afirma que o estudante terá completado sua formação na esfera dos elementos.
Segundo o autor, conhecer profundamente os quatro reinos elementares significa tornar-se senhor dos elementos.
Essa condição representa a conclusão de uma importante etapa da iniciação hermética apresentada na obra.
A sequência completa dos exercícios é apresentada da seguinte forma:
Elemento | Seres correspondentes |
|---|---|
Terra | Gnomos |
Água | Ninfas |
Ar | Silfos |
Fogo | Salamandras |
1.1.1.7 A superioridade do ser humano em relação aos seres elementares
Depois de concluir a exploração dos quatro reinos elementares, Bardon apresenta uma das conclusões centrais dessa experiência.
Segundo o autor, o mago perceberá que, apesar de toda a inteligência e conhecimento dos seres elementares, existe uma diferença fundamental entre eles e o ser humano.
Enquanto cada espírito elemental é constituído exclusivamente por um único elemento, o homem reúne em si todos os quatro elementos e, além deles, um quinto princípio, que Bardon identifica como o Princípio Divino .
Ser humano
Seres elementares
Reúne os quatro elementos.
Constituídos por apenas um elemento.
Possui também o Princípio Divino.
Não possuem esse princípio.
Representa a síntese da criação.
Representam apenas um aspecto da criação.
A interpretação da passagem bíblica
Com base nessa concepção, Bardon afirma que o mago compreenderá o significado da passagem bíblica segundo a qual o homem foi criado "à imagem e semelhança de Deus".
Na interpretação apresentada pelo autor, essa expressão refere-se ao fato de que o ser humano sintetiza todos os princípios fundamentais da criação em uma única existência.
Por essa razão, Bardon considera o homem o ser mais completo dentre todos aqueles que habitam os diversos planos da natureza.
O desejo de imortalidade dos seres elementares
Segundo Bardon, durante o contato com os espíritos elementares o mago perceberá outra característica importante desses seres.
O autor afirma que eles desejam alcançar a imortalidade e invejam o privilégio concedido ao ser humano.
Na visão apresentada por Bardon, esse desejo decorre justamente da ausência do Princípio Divino em sua constituição.
O autor acrescenta que o mago possui a possibilidade de ajudá-los nesse processo, embora não explique como isso ocorre.
Em vez disso, afirma que o estudante suficientemente desenvolvido descobrirá essa possibilidade por meio da própria intuição.
O valor da experiência direta
Após visitar os quatro reinos elementares, Bardon afirma que o estudante perceberá a quantidade de conhecimentos que pode adquirir diretamente desses seres.
Segundo o autor, todas essas experiências permanecem registradas na memória do mago e podem posteriormente ser aplicadas também no plano material.
Desse modo, aquilo que foi aprendido durante as projeções mentais transforma-se em conhecimento utilizável na vida prática.
A magia natural
Bardon observa que muitas das realizações obtidas pelo mago através desse conhecimento parecerão milagres aos olhos de pessoas sem formação hermética.
Entretanto, segundo sua perspectiva, essas realizações decorrem simplesmente da compreensão e da aplicação consciente das leis da natureza.
1.1.2 O encontro com o guia espiritual
Depois de concluir o aprendizado junto aos quatro elementos, Bardon afirma que o mago está preparado para iniciar uma etapa ainda mais elevada de sua evolução.
Nesse momento, o estudante poderá estabelecer um relacionamento consciente com seu guia espiritual.
O autor relembra que esse guia já havia sido mencionado anteriormente durante os exercícios de contato passivo com o plano espiritual.
Segundo Bardon, toda pessoa possui um espírito protetor designado pela Providência Divina para acompanhar seu desenvolvimento.
Nos exercícios anteriores, esse contato podia ocorrer por meio da clarividência, do espelho mágico ou do estado de transe.
Agora, porém, o relacionamento passa a ocorrer diretamente no plano mental.
A preparação para o encontro
Segundo Bardon, o exercício consiste em elevar o corpo mental verticalmente, afastando-se progressivamente da Terra.
O autor oferece duas possibilidades de imaginação.
A primeira consiste em imaginar-se sendo elevado para o alto por uma força semelhante a um redemoinho.
A segunda consiste em sentir-se extremamente leve, como se a própria Terra o repelisse.
Bardon afirma que cada estudante poderá descobrir qual dessas formas lhe proporciona melhor concentração.
Exercício:
Separar conscientemente o corpo mental.
Elevar-se verticalmente acima da Terra.
Continuar a ascensão até perceber a Terra como um pequeno astro distante.
Concentrar-se intensamente no desejo de encontrar o guia espiritual.
Permanecer aguardando sua manifestação.
O primeiro encontro
Segundo Bardon, após algumas tentativas o estudante encontrará visualmente seu guia espiritual, também chamado pelo autor de anjo da guarda.
Ele descreve esse momento como uma das experiências mais marcantes de toda a iniciação.
A partir desse encontro, o mago poderá comunicar-se diretamente com seu guia.
O autor recomenda que o estudante aproveite essa oportunidade para perguntar:
como poderá estabelecer novos contatos;
quando esses contatos poderão ocorrer;
sob quais condições deverão ser realizados.
Segundo Bardon, todas as orientações fornecidas pelo guia deverão ser rigorosamente obedecidas.
1.1.3 A exploração das esferas superiores
Depois de estabelecer contato com seu guia espiritual, Bardon afirma que a instrução mental entra em sua etapa final.
Segundo o autor, o mundo material deixa de ser o principal campo de investigação do mago.
Sua atenção volta-se então para a exploração consciente das esferas superiores do Universo.
O método de acesso às esferas
O procedimento permanece semelhante ao utilizado no encontro com o guia espiritual.
O estudante deverá elevar-se mentalmente acima da Terra e concentrar sua vontade na esfera que deseja visitar.
Segundo Bardon, como o espírito não está sujeito às limitações de tempo e espaço, a própria esfera exercerá uma força de atração sobre a consciência do mago.
Essa exploração poderá ocorrer:
individualmente;
ou acompanhada pelo guia espiritual.
A sequência das esferas planetárias
Bardon organiza essas visitas segundo a sequência tradicional da Árvore Cabalística da Vida.
A ordem apresentada pelo autor é:
Ordem | Esfera |
|---|---|
I | Lua |
II | Mercúrio |
III | Vênus |
IV | Sol |
V | Marte |
VI | Júpiter |
VII | Saturno |
Segundo Bardon, cada uma dessas esferas possui:
habitantes próprios;
leis específicas;
conhecimentos particulares;
mistérios que deverão ser conhecidos diretamente pelo mago.
A conclusão da instrução mental
Quando o estudante tiver explorado todas essas esferas e compreendido seus respectivos princípios, Bardon considera encerrada sua formação mental.
Nesse estágio, o autor afirma que o praticante tornou-se um verdadeiro iniciado.
Ele utiliza diferentes expressões para caracterizar essa condição:
mago completo;
Irmão da Luz;
verdadeiro Iniciado.
Entretanto, Bardon conclui lembrando que esse não representa o término absoluto da evolução espiritual.
Mesmo alcançando esse elevado grau de desenvolvimento, o estudante apenas concluiu a primeira grande etapa de sua jornada hermética.
2 Instrução mágica da Alma (X)
2.1 A Ligação Consciente com seu Deus Pessoal
A preparação para esse exercício
Bardon afirma que esse trabalho somente deve ser iniciado quando o estudante tiver concluído satisfatoriamente toda a instrução da alma dos graus anteriores.
Segundo o autor, o mago deve verificar se realmente alcançou:
o equilíbrio mágico;
o aperfeiçoamento moral;
a purificação da alma.
Somente uma alma devidamente preparada pode tornar-se, segundo Bardon, um receptáculo adequado para a manifestação da divindade.
A diferença entre a visão religiosa e a visão do mago
Bardon compara a compreensão comum da ligação com Deus àquela desenvolvida pelo iniciado.
Segundo ele, muitas tradições religiosas entendem que essa ligação ocorre por meio da oração, do pedido, da devoção ou do agradecimento.
Para o mago, entretanto, essa compreensão é apenas um primeiro estágio.
Após todo o treinamento hermético, a ligação com Deus deixa de ser apenas um ato de fé e torna-se uma experiência consciente e direta.
Compreensão religiosa comum | Compreensão apresentada por Bardon |
|---|---|
Ligação por meio da oração e da devoção. | Ligação consciente obtida pelo desenvolvimento espiritual. |
Baseada principalmente na fé. | Baseada na preparação interior e na experiência direta. |
O conceito de Deus segundo Bardon
Para Bardon, Deus representa o ser mais elevado, mais verdadeiro e mais justo que existe.
Por esse motivo, desde o início da iniciação o estudante aprende a viver de acordo com aquilo que o autor chama de leis universais.
Segundo Bardon, a verdadeira ideia de Deus está inseparavelmente ligada à justiça universal.
Independentemente da religião seguida pelo estudante, ele deverá compreender a divindade como a expressão máxima dessas leis.
A universalidade da prática
Bardon afirma que seu método não pertence exclusivamente a nenhuma religião.
O estudante pode permanecer fiel à própria tradição religiosa enquanto percorre o caminho da iniciação.
Entre as religiões citadas pelo autor estão:
Cristianismo;
Judaísmo;
Budismo;
Islamismo;
Hinduísmo;
Bramanismo;
outras tradições religiosas.
Segundo Bardon, todas podem servir como ponto de partida, desde que o praticante reconheça nelas a expressão da justiça universal.
As quatro características fundamentais da divindade
Bardon afirma que, à medida que amadurece espiritualmente, o mago passa a compreender a divindade através de quatro atributos fundamentais.
No exemplo apresentado pelo autor, um cristão não deve enxergar Cristo apenas como uma figura histórica, mas como a manifestação completa dessas qualidades universais.
As quatro características são:
Característica | Significado segundo Bardon |
|---|---|
Onipotência | Poder absoluto. |
Sabedoria universal | Conhecimento absoluto. |
Amor universal | Bondade perfeita. |
Imortalidade | Existência eterna. |
Segundo o autor, essas quatro qualidades correspondem simbolicamente aos quatro elementos estudados durante toda a iniciação.
O símbolo da divindade
O autor afirma que não existe um símbolo obrigatório para representar Deus.
Cada estudante poderá utilizar aquele que corresponda sinceramente à sua visão espiritual.
Entre os exemplos apresentados por Bardon estão:
Cristo;
Buda;
um Deva;
o Sol;
uma luz;
uma chama;
qualquer outro símbolo elevado.
Entretanto, Bardon ressalta que o símbolo em si possui importância secundária.
O elemento essencial é a qualidade espiritual atribuída a ele.
Segundo o autor, qualquer representação utilizada deve expressar o conceito supremo de uma divindade amorosa, perfeita e digna da mais elevada devoção.
2.1.1 As quatro formas de ligação com Deus
Depois de definir o conceito de divindade, Bardon apresenta quatro formas pelas quais essa ligação pode ser estabelecida.
Segundo o autor, o verdadeiro mago deve conhecer todas elas, embora posteriormente possa dar preferência àquela que melhor corresponda à sua natureza.
As quatro formas são:
Forma
Descrição geral
Místico-passiva
A revelação divina ocorre espontaneamente durante estados de êxtase ou profunda contemplação.
Mágico-ativa
A aproximação é realizada conscientemente por meio da invocação teúrgica.
Concreta
A divindade é representada por uma forma ou símbolo definido.
Abstrata
A ligação ocorre diretamente com as qualidades divinas, sem representação visual.
A forma místico-passiva
Segundo Bardon, essa é a forma mais comum entre santos, místicos e pessoas profundamente religiosas.
Nesse caso, a experiência da presença divina manifesta-se espontaneamente durante:
profunda meditação;
oração;
êxtase;
estados de contemplação.
A forma assumida por essa manifestação dependerá da tradição espiritual de cada praticante.
Por exemplo, um cristão poderá perceber:
Cristo;
uma cruz;
uma pomba branca;
o Espírito Santo.
Entretanto, Bardon afirma que a imagem observada possui importância secundária.
O essencial continua sendo a qualidade espiritual revelada por meio dessa experiência.
A forma mágico-ativa
A segunda modalidade é apresentada por Bardon como a forma característica do verdadeiro mago.
Diferentemente da experiência mística espontânea, aqui a aproximação é realizada conscientemente.
Segundo o autor, isso ocorre por meio da invocação teúrgica.
Nessa modalidade, o mago eleva deliberadamente sua consciência em direção ao princípio divino.
Bardon descreve esse encontro utilizando uma imagem simbólica:
o mago percorre metade do caminho em direção a Deus;
Deus percorre a outra metade em direção ao mago.
Segundo o autor, embora essa experiência também possa culminar em um estado extático, esse estado não surge de maneira espontânea, mas como consequência consciente do próprio trabalho mágico.
As formas concreta e abstrata
Bardon explica que tanto a ligação místico-passiva quanto a mágico-ativa podem ocorrer de duas maneiras diferentes.
Na forma concreta, o praticante utiliza uma representação definida da divindade.
Essa representação pode assumir qualquer forma compatível com sua tradição espiritual.
Na forma abstrata, toda representação visual é abandonada.
O estudante concentra-se diretamente nas qualidades divinas, sem recorrer a imagens ou símbolos.
Forma | Característica |
|---|---|
Concreta | Utiliza um símbolo ou imagem da divindade. |
Abstrata | Contempla apenas os atributos divinos, sem representação visual. |
A diferença prática entre a revelação místico-passiva e a mágico-ativa
Bardon inicia esclarecendo que ambas as formas podem parecer semelhantes exteriormente, mas diferem completamente na maneira como a experiência acontece.
Na revelação místico-passiva, o praticante mergulha profundamente em meditação, entrando no princípio do Akasha ou em estado de transe. Durante essa contemplação, a imagem ou símbolo da divindade manifesta-se espontaneamente.
Nesse caso, a iniciativa da experiência parte da própria manifestação divina.
Já na revelação mágico-ativa, o processo é consciente e voluntário.
O próprio mago evoca, por meio da imaginação e da concentração, as qualidades de sua divindade, podendo fazê-lo de forma concreta ou abstrata.
Revelação místico-passiva Revelação mágico-ativa
A manifestação ocorre espontaneamente durante a meditação. A manifestação é produzida conscientemente pelo mago.
O símbolo surge por si mesmo. O símbolo é construído pela vontade.
Predomina a receptividade. Predomina a ação consciente.
O exercício preparatório da ligação concreta
Antes de realizar a verdadeira união com a divindade, Bardon propõe um exercício de treinamento da imaginação.
O estudante deverá colocar diante de si uma imagem, figura ou símbolo representando sua divindade.
Sentado em sua asana, deverá fixar intensamente essa imagem durante vários minutos.
Depois fechará os olhos e procurará reproduzi-la mentalmente com absoluta nitidez.
Segundo Bardon, com a repetição constante do exercício ocorrerá um fenômeno conhecido pelo estudante de imaginação: a imagem continuará aparecendo mesmo após desviar o olhar, podendo inclusive ser percebida sobre uma superfície branca próxima.
O autor considera esse fenômeno um excelente treinamento para fortalecer a capacidade de visualização.
Exercício:
Colocar diante de si a imagem da divindade escolhida.
Observá-la atentamente durante vários minutos.
Fechar os olhos e reconstruí-la mentalmente.
Repetir o exercício até conseguir visualizá-la em qualquer momento e lugar.
Continuar praticando até que a presença da imagem se torne espontânea e estável.
A incorporação das qualidades divinas
Depois que a imagem puder ser produzida facilmente, Bardon afirma que o estudante deverá começar a enriquecê-la com as qualidades fundamentais da divindade.
Entretanto, isso não deve ser feito de uma só vez.
O autor recomenda que cada atributo seja desenvolvido isoladamente.
Primeiro uma característica.
Depois outra.
Somente quando cada qualidade estiver perfeitamente integrada é que todas deverão ser reunidas numa única manifestação.
As quatro qualidades continuam sendo:
Qualidade Significado
Onipotência Poder absoluto.
Sabedoria Conhecimento universal.
Amor Bondade universal.
Imortalidade Existência eterna.
Segundo Bardon, somente quando essas quatro características estiverem plenamente vivas na imagem é que ela deixará de ser uma simples representação mental.
Da imagem ao ser vivo
Nesse estágio ocorre uma mudança importante.
O estudante não deverá mais considerar a figura diante de si como uma imagem criada pela imaginação.
Ela deverá ser percebida como uma presença viva.
Segundo Bardon, o praticante deverá sentir que sua divindade realmente existe diante dele, irradiando consciência, vida e atividade.
Quanto mais frequentemente esse exercício for repetido, mais intensa se tornará essa percepção.
A união com a divindade
Quando essa presença estiver plenamente estabelecida, inicia-se a etapa principal do exercício.
O mago imaginará que a divindade deixa o lugar onde estava diante dele e penetra completamente em seu próprio corpo.
Ela ocupa o lugar anteriormente pertencente à consciência individual.
Esse processo deverá ser repetido inúmeras vezes.
Segundo Bardon, gradualmente o praticante deixará de sentir sua personalidade habitual.
Em seu lugar surgirá a consciência da própria divindade.
Nesse estado, o autor afirma que:
não é mais o ego humano que pensa;
não é mais o ego humano que fala;
não é mais o ego humano que age.
Quem atua é a consciência divina assumida durante a meditação.
A finalidade mágica desse exercício
Bardon explica que esse treinamento possui uma finalidade prática muito importante.
Segundo ele, posteriormente o mago deverá ser capaz de realizar esse mesmo processo com qualquer divindade pertencente às diferentes tradições espirituais.
Essa capacidade será indispensável principalmente em dois campos da magia hermética:
a evocação;
a teurgia.
Segundo o autor, somente identificando-se plenamente com a autoridade representada pela divindade o mago poderá exercer influência sobre os seres espirituais subordinados a ela.
O surgimento das capacidades mágicas
Bardon afirma que, quanto mais profunda se torna essa união, mais intensamente as qualidades da divindade passam a manifestar-se na própria alma do mago.
Essas qualidades transformam-se em capacidades permanentes.
Na terminologia hermética utilizada pelo autor, essas capacidades são chamadas de:
energias mágicas;
poderes mágicos;
Siddhis.
Segundo Bardon, essas faculdades não são adquiridas por desejo pessoal, mas surgem naturalmente como consequência da união consciente com o princípio divino.
2.1.1.1 A ligação abstrata com Deus
Depois de dominar completamente a ligação concreta, Bardon conduz o estudante a uma etapa ainda mais elevada.
Agora toda representação visual deverá ser gradualmente abandonada.
No início, o praticante ainda poderá utilizar algum símbolo auxiliar.
O autor cita como exemplos:
uma luz;
uma chama;
o fogo.
Entretanto, esses símbolos servirão apenas como apoio temporário.
Posteriormente também deverão desaparecer.
Restará somente a qualidade pura da divindade.
A interiorização das qualidades
Bardon orienta que cada atributo divino seja inicialmente sentido em sua região correspondente do corpo, conforme o treinamento realizado nos graus anteriores.
Por exemplo:
Qualidade Centro utilizado
Onipotência Cabeça.
Amor universal Coração.
Sabedoria Conforme a correspondência desenvolvida pelo praticante durante os exercícios anteriores.
Imortalidade Conforme sua integração interior ao conceito divino.
À medida que o exercício evolui, essas localizações deixam de ser necessárias.
As quatro qualidades fundem-se numa única percepção indivisível.
A identificação absoluta
Depois de longa repetição, Bardon afirma que o estudante deixa de perceber qualquer separação entre si e a divindade.
Não existe mais um sujeito contemplando Deus nem um Deus observado pelo sujeito.
Ambos tornam-se uma única realidade consciente.
O autor resume essa experiência através de duas fórmulas tradicionais.
A primeira é:
"Eu sou Deus."
A segunda pertence à tradição dos Vedas:
"Tat Tvam Asi" ("Tu és Isso" ou "Isto és tu").
Essas expressões representam, segundo Bardon, o ponto culminante da meditação abstrata.
A conclusão da instrução da alma
Bardon encerra afirmando que, ao atingir esse estágio, o mago conclui seu desenvolvimento mágico no plano astral.
Os exercícios posteriores já não introduzem novos métodos fundamentais.
Seu objetivo passa a ser apenas aprofundar continuamente essa união com o princípio divino, fortalecendo-a cada vez mais.
2.2 O Relacionamento com as Divindades
Depois de explicar a ligação consciente com o Deus pessoal, Bardon apresenta a consequência prática desse desenvolvimento.
Segundo o autor, quando o mago domina completamente a união consciente com o princípio divino, ele passa a possuir condições de relacionar-se com qualquer divindade ou inteligência espiritual sem agir apenas como um indivíduo humano.
Essa é a etapa final da instrução mágica da alma.
A condição necessária
Bardon inicia esse trecho afirmando que somente existe uma condição para esse trabalho.
O estudante deve ter alcançado plena capacidade de ligar-se conscientemente com qualquer manifestação do princípio divino.
O autor amplia essa ideia afirmando que essa ligação pode ocorrer com:
qualquer divindade;
qualquer inteligência superior;
qualquer ser divino.
Essa possibilidade decorre do exercício apresentado no capítulo anterior, em que o mago aprende a unir completamente sua consciência ao conceito divino.
Atuar como Deus
Bardon faz então uma afirmação que resume toda a finalidade dos exercícios anteriores.
Segundo ele:
O mago poderá atuar na esfera desejada, não como mago, mas como Deus.
Essa frase sintetiza um dos princípios fundamentais de toda a sua doutrina.
Durante os dez graus da iniciação, o estudante trabalhou continuamente para purificar:
seu corpo;
sua alma;
sua mente;
sua vontade.
Agora, segundo Bardon, essas transformações permitem que sua atuação deixe de ser limitada pela personalidade comum.
Na operação mágica, o praticante age identificado com o princípio divino que conscientemente assumiu durante a meditação.
A autoridade espiritual
Segundo Bardon, essa identificação modifica completamente a natureza da atuação mágica.
Enquanto nos primeiros graus o estudante exercia sua vontade individual, agora essa vontade encontra-se subordinada ao princípio divino.
Assim, quando realiza uma operação espiritual, ela não é apresentada como fruto do ego humano.
O autor afirma que ela ocorre em união com a própria vontade divina.
Por isso, segundo Bardon, sua autoridade perante as inteligências espirituais torna-se completamente diferente daquela existente nos graus anteriores.
O compartilhamento das qualidades divinas
Bardon conclui esse capítulo afirmando que o mago passa a compartilhar todas as qualidades fundamentais da divindade com a qual está unido.
Essas qualidades continuam sendo aquelas apresentadas anteriormente:
Qualidade | Significado na obra |
|---|---|
Onipotência | Expressão do poder divino. |
Sabedoria | Conhecimento universal. |
Amor universal | Bondade e misericórdia divinas. |
Imortalidade | Participação na realidade eterna do princípio divino. |
Segundo o autor, essas características deixam de ser apenas objeto de contemplação e passam a constituir a própria consciência do praticante durante a ligação divina.
O encerramento da instrução da alma
Bardon encerra a instrução mágica da alma de forma extremamente breve.
Ele afirma que não há mais nada a acrescentar sobre esse aspecto do treinamento.
A razão apresentada é simples.
Segundo o autor, quando o mago alcança essa união consciente, sua evolução astral chegou ao ponto máximo previsto nesta obra.
Nesse estado:
sua consciência encontra-se unificada ao princípio divino;
sua vontade procura expressar a vontade da divindade;
sua atuação espiritual ocorre sob essa identificação consciente.
Por isso Bardon considera encerrada toda a instrução da alma do Grau X.
3 Instrução Mágica do Corpo (X)
3.1 Métodos para a Obtenção das Capacidades Mágicas Brahma e Shakti
Ao iniciar a instrução mágica do corpo do Grau X, Bardon faz uma pausa para comparar seu sistema hermético com outros caminhos iniciáticos. Seu objetivo não é ensinar o Kundalini-Ioga, mas demonstrar que diferentes tradições descrevem as mesmas realidades espirituais utilizando símbolos distintos.
3.1.1 A unidade dos sistemas iniciáticos
Bardon afirma que um estudante familiarizado com outros métodos de iniciação perceberá inúmeras semelhanças entre eles e o sistema hermético apresentado em Iniciação ao Hermetismo .
Como exemplo, ele escolhe o sistema hindu da Ioga, especialmente o Kundalini-Ioga .
Segundo o autor, esse sistema apresenta um paralelo muito próximo dos antigos Mistérios Egípcios, frequentemente mencionados ao longo da obra.
Para Bardon, essa semelhança não é coincidência.
Ela demonstra que todas as verdadeiras escolas iniciáticas procuram desenvolver as mesmas capacidades interiores, ainda que utilizem linguagens simbólicas diferentes.
3.1.2 O Centro Muladhara
Como exemplo dessa correspondência simbólica, Bardon apresenta o Centro Muladhara , conhecido na tradição hindu como o primeiro chakra.
Segundo o autor, esse centro localiza-se na região do cóccix e constitui o ponto inicial do desenvolvimento no Kundalini-Ioga.
Bardon descreve sua representação simbólica da seguinte forma:
Elemento simbólico
Descrição apresentada por Bardon
Quadrado amarelo
Estrutura externa do centro.
Triângulo vermelho
Localizado dentro do quadrado.
Falo
Situado no interior do triângulo.
Cobra enrolada
Envolve o falo com três voltas.
Elefante
Símbolo associado ao centro.
Deusa
Ocupa simbolicamente o triângulo.
Segundo Bardon, toda essa representação constitui uma linguagem simbólica cuidadosamente construída.
3.1.3 A interpretação hermética do símbolo
Depois de apresentar os elementos do diagrama, Bardon explica seu significado segundo a interpretação que considera mais correta.
Cada símbolo representa um princípio da iniciação.
Símbolo
Significado segundo Bardon
Quadrado
O elemento Terra.
Triângulo
Os três mundos: material, astral e mental.
Falo
A força criadora da imaginação.
Cobra
O caminho iniciático e o conhecimento.
Segundo Bardon, o quadrado representa a Terra porque esse elemento é formado pela condensação dos quatro elementos fundamentais.
Já o triângulo representa os três planos nos quais o iniciado deverá desenvolver-se:
mundo material;
mundo astral;
mundo mental.
O símbolo central do diagrama, entretanto, é o falo.
Para Bardon, ele não representa simplesmente a sexualidade.
Ele simboliza a força criadora da imaginação.
3.1.4 A cobra como símbolo do conhecimento
Outro elemento fundamental do diagrama é a serpente.
Segundo Bardon, ela representa:
o caminho iniciático;
o conhecimento adquirido ao longo desse caminho.
O fato de a serpente envolver o falo possui um significado importante.
Na interpretação apresentada pelo autor, isso demonstra que a imaginação criadora somente produz desenvolvimento quando é orientada pelo conhecimento.
A energia sem direção não conduz à iniciação.
Somente a imaginação disciplinada produz transformação espiritual.
3.1.5 O verdadeiro significado do Muladhara
Bardon afirma que o Muladhara não deve ser entendido apenas como um centro energético do corpo.
Para ele, trata-se principalmente de um diagrama iniciático .
Segundo o autor, todo o simbolismo desse chakra resume aquilo que o estudante deverá realizar em seu desenvolvimento.
Ele afirma inclusive que esse diagrama corresponde simbolicamente à primeira carta do Tarô , considerada por ele o início da iniciação.
O estudante deverá aprender a dominar conscientemente:
o mundo físico;
o mundo astral;
o mundo mental.
Somente quando alcançar esse domínio poderá dizer que realizou verdadeiramente aquilo que o símbolo do Muladhara representa.
3.1.6 Por que esse centro é chamado de Brahma
Bardon explica a origem do nome tradicional desse centro.
Segundo ele, o Muladhara também recebe o nome de Centro Brahma .
Isso ocorre porque, nesse estágio do desenvolvimento espiritual, o estudante começa a compreender Brahma como manifestação da divindade.
O autor descreve Brahma através de diversos atributos.
Atributo
Significado segundo Bardon
Eterno
Não está sujeito ao tempo.
Universal
Presente em toda a criação.
Indefinível
Não pode ser limitado por conceitos humanos.
Constante
Permanece imutável.
Tranquilo
Representa o princípio estável da existência.
Segundo Bardon, Brahma representa o aspecto positivo, permanente e imóvel da realidade divina.
3.1.7 A relação entre Brahma e Shakti
Depois de apresentar Brahma, Bardon introduz o conceito de Shakti .
Segundo sua explicação, Brahma permanece imóvel.
Ele não cria diretamente.
A criação manifesta-se através de Shakti, que o autor identifica como o princípio feminino.
Dentro do simbolismo do Muladhara:
Brahma corresponde ao princípio estável;
Shakti corresponde à força criadora em atividade.
Por isso a serpente envolve o falo.
Segundo Bardon, ela utiliza a energia criadora simbolizada pelo falo para produzir a manifestação.
3.1.8 A imaginação como energia de Shakti
Bardon conclui esse capítulo fazendo uma afirmação extremamente importante para toda sua obra.
Segundo ele:
A imaginação é a energia de Shakti ou Kundalini.
Essa frase sintetiza praticamente todo o método desenvolvido nos dez graus anteriores.
Ao olhar retrospectivamente para o sistema hermético, o autor afirma que o estudante perceberá que todos os exercícios tiveram como finalidade desenvolver justamente essa força criadora.
Durante toda a iniciação, a imaginação foi utilizada para:
condensar elementos;
produzir projeções mentais;
realizar impregnações;
estabelecer contatos espirituais;
construir imagens mágicas;
efetuar ligações com a divindade.
Assim, Bardon conclui que a imaginação não é apenas uma faculdade psicológica.
Ela constitui a principal força criadora utilizada pelo mago.
Fonte original colada
Instrução mágica do espírito (X) A Elevação do Espírito aos Planos mais Elevados Antes de começar a acompanhar a prática desse décimo grau, o último de nosso curso, o mago deverá olhar para trás a se certificar de que domina cem por cento tudo o que foi ensinado até agora. Se isso não ocorrer, então ele deverá empenhar-se em fazer uma revisão de tudo aquilo que não assimilou direito a esforçar-se em desenvolver adequadamente cada uma das capacidades. A press a e a precipitação no desenvolvimento são inúteis a revelam-se extremamente desvantajosas no trabalho posterior com a magia. Para evitar decepções o mago deverá usar o tempo que for necessário para trabalhar sistemática a conscienciosamente. Deve saber que esse último grau já representa o final de seu desenvolvimento mágico no que se refere à primeira carta do tarô a para a qual ele precisa estar preparado se quiser prosseguir com trabalhos mágicos mais elevados, descritos nas minhas duas obras subseqüentes ("Die Praxis der Magischen Evokation" = A Prática da Evocação Mágica; a "Der Schlüssel zur Wahren Quabbalah" = A Chave para a Verdadeira Cabala). Caso surjam lacunas em seu trabalho, o mago jamais conseguirá dominar as forças superiores. Não é muito importante para ele assimilar esse curso em etapas alguns meses antes do previsto ou alguns meses depois, o principal é que ele não perca de vista a sua meta de it sempre em frente até alcançar as mais iluminadas alturas do reconhecimento divino. Numa visão retrospectiva o mago verá que já trilhou um longo caminho em sua evolução, o que é muito mais do que imaginou; mas ele precisa saber que esse é só o primeiro degrau de uma longa escalada. Quando ele tiver consciência de quanto conhecimento a experiência terá de acumular a absorver, adotará uma posição de humildade a reverência diante da fonte divina da sabedoria. Em seu coração ele não deverá abrigar ambição, egoísmo a convencimento, enfim, nenhuma característica negativa, pois quanto mais profundamente penetrar na oficina de Deus, tanto mais dedicado a receptivo se tomará, internamente. A sua primeira tarefa no décimo grau será obter o conhecimento da esfera dos elementos. Com seu corpo mental ele deverá visitar as diversas esferas dos elementos, a se transportar ao reino dos gnomos ou espíritos da terra, depois aos espíritos da água ou das ninfas. Conhecerá o reino do ar, ou dos silfos, ou fadas, e finalmente o reino das salamandras, ou espíritos do fogo. Para um não-iniciado essas possibilidades soarão como fábulas, ou contos de fada, a vai considerá-las uma mera utopia. Para o verdadeiro iniciado não existem contos de fada ou lendas; elas devem ser basicamente entendidas como histórias simbólicas, que muitas vezes contêm verdades profundas. O mesmo vale para os gnomos, ninfas, silfos a salamandras. Baseando-se em suas próprias observações o mago se convencerá da existência efetiva desses seres. Uma pessoa magicamente nãoinstruída, cujos sentidos não foram desenvolvidos do ponto de vista espiritual, está só sintonizada nas vibrações do mundo material a não consegue imaginar a existência de outros seres, muito menos convencer-se disso. A maioria das pessoas está tão dominada pela matéria, por causa de seu modo de vida puramente materialista, a ponto de não entender a nem tomar consciência de algo superior a mais sutil, externo a nosso mundo físico. Mas para um mago instruído naturalmente as coisas são diferentes, pois ele desenvolve seus sentidos conscientemente; assim consegue ver muito mais a tomar consciência das energias, planos a seres superiores, convencendo-se deles por si mesmo. Na verdade esse é o objetivo do nosso curso, Le., instruir a pessoa para que além do mundo físico ela possa também tomar consciência de esferas mais elevadas a dominá-las.
Não pretendemos nos precipitar e estudar temas correlatos, mas só nos limitarmos à prática do que deve ser feito para alcançarmos o mundo dos elementos. No estudo anterior aprendemos que no mundo dos elementos, além do próprio elemento existem seres a ele correspondentes, que o habitam. A diferença entre uma pessoa a um ser do elemento consiste no fato da pessoa ser constituída de quatro, ou de cinco elementos, que a dominam, enquanto que o ser do elemento é composto somente do elemento puro que lhe corresponde. Pelo nosso conceito de tempo, esses seres possuem um tempo de vida bem mais longo que o nosso, mas não um espírito imortal. Geralmente um ser desses dissolve-se depois novamente em seu elemento. Deixaremos de lado as descrições dos detalhes pois o mago poderá conhecê-los sozinho em suas experiências práticas, o que será possível através da transposição de seu espírito. O mago deverá transportar-se ao reino dos elementos a promover um contato com o ser que o habita. Mais tarde ele até conseguirá dominar esse ser. A citação e a chamada de um ser desse tipo a nosso planeta material de modo passivo a ativo serão descritas em detalhes no capítulo correspondente à magia da evocação, na minha obra subseqüente, intitulada "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica). Porém o mago deverá saber, sobretudo, que o reino dos elementos não é o nosso mundo material a que ele não conseguirá transportar-se para lá sem uma capacitação prévia. Um ser dos elementos só pode se comunicar com o seu semelhante, a isso deve ser levado em conta. Um pássaro só consegue comunicar-se com um pássaro, a assim também um ser dos elementos não se entenderá com um ser humano, mas só com um ser do mesmo elemento que o seu. Caso um ser dos elementos queira relacionar-se com um ser humano, ele terá de assumir a sua forma a as suas características, para se aproximar do homem como homem. O mago então entenderá o porquê dos exercícios de transformação por ele realizados nos graus anteriores; um gnomo jamais entenderá um homem, a vice-versa.
Durante a operação o mago deverá transformar-se num gnomo, ou o gnomo num homem.
Portanto, antes de penetrar no reino dos espíritos da terra, o mago deverá assumir a forma de um gnomo. Se ele não tiver idéia de como é a aparência de um gnomo, deverá tentar ver a sua forma através da clarividência, no estado de transe ou através do espelho mágico. Ele saberá que os gnomos são homens bem pequenos, semelhantes aos duendes das histórias infantis. Geralmente eles têm longas barbas a capuzes, cabelos compridos, olhos cintilantes, e usam uma pequena túnica. Desse modo, ou semelhante a isso, é que o gnomo será visto pelo mago no espelho mágico. Ele poderá ver também que todos os espíritos da terra carregam uma pequena lâmpada, de luminosidade variável, usada para guiá-los no reino subterrâneo. Depois de se convencer da forma do gnomo através da visão no espelho mágico, o mago só precisará assumi-la em seu espírito, portanto no plano mental. Além disso ele terá de identificar-se com o elemento terra, Le., carregar toda essa conformação com o elemento terra, sem qualquer represamento. O mago não precisará imaginar mais nada além de que está mergulhando no reino subterrâneo, portanto, para dentro da terra.
Isso lhe proporcionará uma sensação de escuridão ao redor. Através da imaginação ele deverá visualizar uma lâmpada com uma luz maravilhosa, que romperá toda a escuridão. Em suas tentativas iniciais nem perceberá muita coisa, mas depois de repetir as experiências algumas vezes, ele se acostumará de tal forma à escuridão que tomará consciência de seres com o seu próprio formato, principalmente quando a vontade de entrar em contato com eles é muito grande. Depois de várias tentativas ele observará que os seres se tornarão cada vez mais nítidos, a nos diversos trabalhos no reino da terra, chegará a vê-los completamente. No reino dos espíritos da terra o mago nunca deverá abordar diretamente nenhum deles; deverá evitar ser o primeiro a fazer alguma pergunta, enquanto não for abordado por um dos seres. Poderá ocorrer que ele seja induzido a fazer algum comentário, em função do trabalho mútuo dos gnomos, mas não deverá se deixar conduzir a isso. Os espíritos da terra poderiam assim assumir o poder sobre o mago, que correria um grande risco, porque na verdade deveria acontecer o contrário, Le., o mago é que deveria deter o poder sobre eles. No caso de um acidente desse tipo poderia acontecer que os gnomos, com suas mais diversas artimanhas mágicas, prendessem o mago de tal forma através do elemento a ponto de transformá-lo num espírito da terra como eles, sem a possibilidade de voltar ao seu corpo original. Depois de um certo tempo o cordão mental entre o corpo astral a material se romperia, acarretando a morte física. Um exame clínico constataria somente um ataque cardíaco. Porém o maga que tem o cuidado de se controlar através da instrução mágica e observa essa lei, não precisará ter medo. Ao contrário, assim que os gnomos começarem a falar, verão no mago um ser que lhes é superior a se tomarão seus melhores amigos. Essa lei de não falar primeiro só vale para as primeiras visitas, a mais tarde, assim que os gnomos se convencerem de que o mago os supera em termos de inteligência a de força de vontade, eles não só serão seus amigos, mas passarão a servi-lo obedientemente.
Os espíritos da terra são os mais próximos ao homem a gostam de servi-lo, principalmente quando reconhecem a sua superioridade. As visitas ao reino dos gnomos devem ser feitas o mais freqüentemente possível até que esse reino não ofereça mais nada de novo ao mago. Ele poderá aprender muitas coisas com os gnomos, a nenhum livro poderia contar-lhe tantos segredos sobre o reino da terra quanto as suas próprias vivências no mundo desses seres. Por exemplo, através dos gnomos o mago poderá tomar conhecimento do poder a do efeito de diversas ervas, conseguir o poder mágico sobre deter minadas pedras, obter informações sobre tesouros escondidos, a muitas outras coisas. Será testemunha ocular de tudo o que existe debaixo da terra, como por exemplo, fontes subterrâneas, jazidas de minério, de carvão, etc.
Além disso ele poderá observar as diversas práticas mágicas dos gnomos, realizadas através do elemento terra. Com o tempo o mago descobrirá que existem diversos grupos de graus diferentes de inteligência entre os espíritos da terra no reino dos gnomos. Poderá entrar em contato com gnomos que são mestres no conhecimento da Alquimia. Quando finalmente o mago sentir-se em casa no reino desses seres, a tiver acumulado todas as experiências que os gnomos poder iam lhe proporcionar, ele passará a explorar o reino seguinte, o do espírito das águas. Do mesmo modo o mago deverá sintonizar-se com um espírito da água no espelho mágico a assumir o seu formato. Ele poderá constatar que os espíritos da água são parecidos com o homem a não aparentam nenhuma diferença quanto à forma ou ao tamanho. Geralmente os espíritos da água, chamados de ninfas, têm a forma de belas mulheres, apesar de existirem também espíritos da água masculinos. Por isso não é estritamente necessário, durante uma visita ao reino das águas, que se assuma a forma de uma mulher, e o mago só fará isso se tiver prazer em transformar-se imaginativamente numa ninfa. Uma vantagem disso é que ele não será perturbado pelas ninfas, pois além de serem muito belas, elas são muito insinuantes a sedutoras eroticamente.
Assim que o mago estiver espiritualmente preparado, preenchendo-se com o elemento água, Le., impregnando o seu espírito com água, ele deverá se transpor a algum grande lago ou à beira mar, o que preferir, a entrar espiritualmente no fundo da água. Aqui ele também não encontrará os espíritos da água logo ao chegar, mas através de repetidas tentativas a com um desejo forte de entrar em contato com os espíritos aquáticos ele acabará conseguindo atraí-los. No começo só encontrará formas de mulheres, que se movimentam na água com tanta liberdade quanto as pessoas. Será raro ele encontrar uma ninfa antipática, pois aqui também predomina uma determinada categoria de inteligência, a apesar de todas as donzelas aquáticas serem belíssimas, ele encontrará também algumas muito inteligentes, as assim chamadas líderes reais, providas de beleza a inteligência especiais. O mago poderá notar que esses seres não só exibem seus dotes habituais, mas também executam os mais diversos trabalhos. Seria inútil descrever tudo isso em mais detalhes, pois o próprio mago poderá convencer-se pessoalmente disso. Nesse caso também vale a regra de jamais abordar um ser em primeiro lugar; o mago deverá sempre esperar até que falem com ele ou perguntem algo. Ele poderá ficar conhecendo tantas coisas sobre o elemento água, através das líderes inteligentes com as quais entrará em contato, que poderá até escrever livros sobre o assunto. Além de ficar sabendo tudo sobre a vida dos peixes, das diferentes plantas aquáticas, pedras submarinas, etc., elas também falarão ao mago sobre as mais diversas práticas mágicas do elemento água. Mas ele deve ser advertido sobre a beleza desses seres, para não apaixonar-se a ponto de perder o chão sob os pés, pois tal amor poderia tomar-se um tormento para ele. Com isso não queremos dizer que ele não possa ter prazer junto a essas donzelas aquáticas, mas que ele sempre deverá ter em mente que a lei é o amor, mas o amor submetido à vontade. Uma donzela dessas poderia prender o mago com sua beleza sedutora, sua amabilidade a seu arrebatador erotismo, de tal modo que ele até correria o perigo de submeter-se a ela, o que o levaria à morte física. Muitos magos já sucumbiram a um amor infeliz desse tipo. É por isso que ele deverá ser forte, pois justamente esse reino da esfera dos elementos é o mais atraente, a se ele não conseguir refrear sua paixão, ficará totalmente submisso aos espíritos da água. Ao conseguir encontrar o reino dos espíritos da água e aprender com eles tudo o que se refere ao conhecimento mágico relativo ao elemento água, o mago deverá dirigir sua atenção ao reino seguinte, o dos espíritos do ar.
Ao contrário do reino aquático, cujos habitantes, as donzelas da água ou ninfas, gostam muito do contato com as pessoas, os espíritos do ar são muito esquivos à relação com os humanos. Do mesmo modo que os espíritos da água eles têm formas maravilhosas, principalmente de natureza feminina, apesar de encontrarmos também alguns seres masculinos entre eles. Nesse caso o mago não precisará assumir diretamente uma forma condizente com os espíritos do ar, ele poderá impregnar a sua própria pessoa, o seu espírito, com o elemento ar, a se transpor imaginativamente à região do ar com o desejo de promover um contato com os seus espíritos.
Depois de várias repetições, durante as quais ele não deverá perder a paciência caso não consiga o seu intento logo no início, ele deverá estar constantemente empenhado em ver esses espíritos a qualquer preço, algo que com certeza conseguirá. No começo ele notará que os espíritos do ar o evitam, o que naturalmente não deverá desanimá-lo; verá seres maravilhosos, que possuem um maravilhoso corpo etérico, macio a flexível. Com seu espírito ele deverá imitar os espíritos do ar, movimentando-se de um lado a outro no espaço, flutuando no ar a deixando-se levar por ele; cedo ou tarde os espíritos o abordarão.
Nesse caso também o mago deverá ser prudente a não falar primeiro com o espírito, masculino ou feminino. Poderia acontecer-lhe a mesma coisa que já descrevemos no caso do elemento anterior. Ao conseguir, depois de várias tentativas, estabelecer o contato com os espíritos do ar, o mago poderá também conhecer tudo o que se refere ao elemento correspondente; descobrirá muitas práticas mágicas a segredos que uma pessoa normal nem poderia imaginar. Depois de conhecer bem o elemento ar a seus seres, a dominar todas as práticas mágicas a leis que lhe foram confiadas, o mago deverá passar a conhecer os espíritos do elemento fogo, e entrar em contato com eles. Sob certos aspectos esses seres são parecidos com o homem, mas demonstram algumas particular idades que um homem normal não possui; por isso é recomendável que o mago se certifique da forma de um espírito do fogo através da magia do espelho. Ele observará que os espíritos do fogo possuem um rosto menor do que o das pessoas a um pescoço extremamente comprido a fino. Deverá então transpor o seu próprio espírito, imaginativamente, à forma de um espírito do fogo, carregando-o com o elemento puro do fogo, a depois entrar na esfera espiritual de uma cratera ou montanha de fogo, o habitat mais marcante desses seres. No elemento anterior, dos espíritos do ar, o mago pôde perceber que os seus espíritos estavam constantemente em movimento. Isso ocorre ainda em maior escala com os espíritos do fogo, que pulam o tempo todo, como as labaredas de uma fogueira. O mago não deverá esquecer o preceito básico de jamais dirigir-lhes a palavra em primeiro lugar. Lá também existem grupos de inteligência variável, a quanto mais inteligente for um espírito do fogo, tanto mais bela a harmônica será a sua forma. Os espíritos mais elevados dentre os espíritos do fogo parecem-se mais ao homem, a naturalmente o mago tentará estabelecer um contato com esses seres mais inteligentes. Aprenderá muitas coisas relativas à magia prática, enfim, tudo o que se pode obter com o elemento fogo. Quando ele tiver conhecido bem os espíritos do fogo na cratera, ou seus respectivos líderes, conseguido estabelecer o contato com eles a aprendido tudo o que poderia aprender, ele poderá procurar aqueles espíritos do fogo que moram no ponto central mais profundo de nossa terra. Esses espíritos possuem conhecimentos bem mais profundos do que os dos espíritos das crateras. Só quando o mago tiver adquirido todos os conhecimentos sobre o elemento fogo, ele poderá dizer que se tornou o senhor absoluto sobre todos os elementos.
Durante as visitas a todos os seres dos elementos, o mago se convencerá de que cada ser desses, por mais inteligente que seja e por mais conhecimentos que possua, é constituído por um único elemento, enquanto que o homem encarna em si todos os quatro elementos, além de um quinto elemento, o do princípio de Deus. Então ele compreenderá porque a Bíblia diz que o homem é o mais completo dentre todos os seres a f oi criado à imagem a semelhança de Deus. Por isso também é que se justifica a grande ânsia por imortalidade dos seres dos elementos e a inveja que sentem dos homens por esse privilégio. Todo ser dos elementos obviamente almeja alcançar a imortalidade e o mago tem a possibilidade de oferecer isso a ele. Não seria possível para mim aqui descrever em detalhes como isso pode ocorrer, mas qualquer mago terá uma intuição tão boa que poderá descobri-lo por si mesmo. Através de suas próprias experiências o mago perceberá o quanto ele poderá aprender dos seres dos elementos. É lógico que essas experiências então se transferirão à memória, portanto ao corpo material, e o mago poderá aproveitar essas experiências transferidas à prática, também no plano material. Aos olhos de um não-iniciado as coisas que o mago consegue realizar com a magia natural parecerão verdadeiros milagres. Depois de mais esse Progresso do mago, i . e., conhecer os quatro reinos dos elementos, dominálos na prática a através deles passar por ricas experiências, ele poderá conectar tudo isso com o aprendizado consciente junto a um mestre espiritual, um guru, ou espírito protetor.
Como já mencionamos no item sobre o relacionamento passivo com o além, toda pessoa possui em seu caminho um espírito protetor que lhe foi destinado pela Providência Divina, a que estimula a supervisiona o desenvolvimento espiritual da pessoa. No relacionamento passivo o mago entrou em contato pela primeira vez com esse espírito protetor, a através de sua clarividência conseguiu vê-lo no espelho mágico ou em estado de transe, quando almejou muito esse contato. Mas agora ele já chegou ao ponto de conseguir entrar em contato visual com o espírito protetor no plano mental. Não é difícil realizar isso na prática, pressupondo-se que o espírito protetor já não se deixou reconhecer antes por aquele mago que já domina totalmente o processo da viagem mental. A prática da ligação visível com o espírito protetor só exige uma coisa, que é elevar-se às alturas em espírito, verticalmente, como que apanhado por um redemoinho. Podemos eventualmente também imaginar o processo inverso, i . e., não ser mos elevados às alturas, mas ficarmos leves como o ar a sermos empurrados pela Terra. Isso fica a critério do tipo de concentração de cada um. Depois de algumas tentativas o próprio mago descobrirá os métodos que prefere. Assim que elevar-se espiritualmente, o mago deverá subir mais e mais, até a Terra parecer-lhe só como uma pequena estrela, a ele, flutuando no Universo, totalmente distante do globo terrestre, deverá concentrar-se no desejo de ser atraído para o seu guia ou de que este lhe apareça.
Depois de algumas tentativas o mago se defrontará visualmente com o seu guia, ou anjo da guarda, como também é chamado. Esse primeiro encontro é uma experiência especialmente forte, pois dali em diante ele terá a possibilidade de relacionar-se boca a boca, ouvido a ouvido com seu guia espiritual, e sobretudo não esquecerá de lhe perguntar quando, como, e sob quais condições poderá entrar em contato com ele quando assim o desejar. O aluno deverá então obedecer à risca as indicações do guia. O guru assumirá dali em diante a instrução subseqüente do mago.
Depois que a ligação com o guru se concretizou, o mago penetrará na última etapa de sua evolução mental, a como o mundo material denso não tem mais nada a lhe dizer, ele procurará explorar outras esferas. Isso ele conseguirá fazer do mesmo modo anterior, elevando-se verticalmente da Terra a concentrando-se na esfera que pretende explorar; de acordo com a sua vontade, essa esfera o atrairá para si. Como no seu espírito não existem os conceitos de tempo e espaço, ele poderá explorar cada esfera de imediato, sozinho ou acompanhado de seu guia. Segundo a árvore cabalística da vida, ele alcançará primeiro a esfera da lua, depois, na seqüência, a de Mercúrio, de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter, a finalmente de Saturno. Em todas as esferas ele encontrará os seres correspondentes e conhecerá na prática as suas leis a mistérios. Assim que o mago tiver conseguido visitar a dominar todo o Universo, portanto o sistema planetário das esferas dos seres, a sua instrução mental estará terminada. Ele conseguiu evoluir até tornar-se um mago completo, um Irmão da Luz, um verdadeiro Iniciado, que já alcançou muita coisa, porém ainda não alcançou tudo.
Instrução mágica da Alma (X) A Ligação Consciente com seu Deus Pessoal Na parte teórica desta obra didática eu citei o conceito de Deus, e o mago que já estiver bem adiantado em seu desenvolvimento poderá passar a ocupar-se da concretização desse conceito. Antes de começar a trabalhar nesse último parágrafo de seu desenvolvimento, o mago deverá examinar se ele realmente já domina totalmente a instrução da alma de todos os graus, se ele alcançou o equilíbrio mágico a enobreceu sua alma a ponto de permitir que a divindade more nela. Muitas religiões falam da ligação com Deus na prática; a maioria delas defende o ponto de vista pessoal de que quando se faz uma oração a Deus sob forma de um pedido, uma devoção ou um agradecimento, então já se consegue estabelecer essa ligação. Para o mago que até agora trilhou o árduo caminho do desenvolvimento, essa afirmação naturalmente é insuficiente. Para o mago, seu Deus é o ser mais elevado, mais verdadeiro a mais justo que existe. Por causa disso, logo no começo da iniciação, na sua evolução, o mago respeitou, obedeceu a seguiu a justiça relativa às leis universais, e é nessa justiça também que deve ser entendido o conceito de Deus. O mago seguidor dessa ou daquela religião, independentemente se for a religião cristã, judaica, budista, maometana, hindu, brahmane, ou alguma outra casta religiosa, a seguidor também do caminho da iniciação, deverá, sem exceções, respeitar a justiça universal das leis de seu conceito divino. No seu ideal mais elevado o Cristão vai venerar o próprio Cristo e reconhecer nele as quatro características básicas, as quatro qualidades ou aspectos básicos que se manifestam na onipresença. Es s as quatro características básicas são: a onipotência, a sabedoria ou conhecimento universal, o amor universal ou a bondade, e a imortalidade. O mago nunca vai encarar o seu Cristo como manifestação provida de uma única qualidade, mas também, relativamente às leis universais análogas aos quatro elementos, venerá-lo como a divindade suprema. O mesmo vale para o adepto do budismo, ou qualquer outra doutrina religiosa. Quando o mago trabalha corretamente a torna-se amadurecido do ponto de vista mágico, ele passará a classificar seu princípio divino nesses quatro fundamentos com suas características básicas, correspondentes aos elementos; esses quatro aspectos básicos de sua divindade representarão sua visão divina suprema.
A idéia de seu Deus não precisa estar ligada a uma pessoa viva ou que j á viveu, ela pode ser simbólica. Basicamente é indiferente se o mago imagina, como símbolo do seu Deus supremo, Cristo, Buda, um deva, um sol, uma luz, uma chama, ou qualquer outra coisa. O que importa nesse caso não é a idéia em si, mas a qualidade que ele imprime à sua idéia. De qualquer modo, qualquer religião - visão de mundo tem de ser, para o mago, a idéia do conceito divino supremo, amoroso, precioso a digno de devoção, acima do qual não existe mais nenhum outro Deus. O seu relacionamento, ou ligação com a sua divindade, com o seu Deus, pode ser apresentado de quatro maneiras:
- Do modo místico-passivo;
- Mágico-ativo;
- Concreto; e
- Abstrato. O verdadeiro mago deverá dominar todas as quatro formas, mas
ficará a seu critério pessoal o tipo ou a forma que escolherá para a sua ligação futura.
A forma místico-passiva de ligação com Deus é a mais freqüente entre os santos a beatos, para os quais, num arrebatamento ou êxtase, revelou-se o princípio divino. Mas assim o mago não saberá de que forma Deus se revelou a ele; então o tipo de revelação se expressará de acordo com sua visão suprema. Para o cristão ela terá a forma de qualquer símbolo fixo, como o formato do próprio Cristo, de uma pomba branca, do Espírito Santo, ou o formato de uma cruz. Mas isso não tem muita importância.
O principal nesse caso é a qualidade ou característica da divindade que se manifesta à pessoa. O quão profunda, forte a penetrantemente Deus se revelará a cada um, depende da sua maturidade espiritual a anímica. Esse tipo de revelação é vivenciado por todas aquelas pessoas que entram no estado de êxtase ou de enlevo através da meditação profunda ou da prece. Todos os místicos, teósofos, ioguis, etc. vêem nesse tipo de revelação divina o alcance de uma meta almejada. A história nos mostra muitos exemplos dessa ligação mística com Cristo, a por isso não é preciso apresentá-las individualmente.
O segundo tipo de revelação divina é a mágico-ativa, condizente com a maioria dos magos. O mago instruído tenta aproximar-se ou relacionar-se com a sua divindade através de invocações. Nesse caso também podemos falar de uma forma extática, porém esta não surge como um fenômeno paralelo, como no tipo de revelação anterior, mas foi induzida conscientemente, de grau em grau. Nesse método, ou tipo de revelação, o interior ou espírito do mago, eleve-se até a metade do caminho em direção a Deus, a Deus vem ao seu encontro pela outra metade. A invocação de Deus nesse método mágico-ativo é teúrgica, verdadeiramente mágica, e o mago só deverá se permitir realizá-la quando alcançar de fato a verdadeira maturidade. O tipo de invocação fica a critério de cada um, pois não existem muitos métodos concretos. Tanto a invocação divina místico-passiva quanto a mágico-ativa poderão, por seu lado, ocorrer de forma abstrata ou concreta. A invocação concreta consiste em imaginar a divindade sob uma forma deter minada, enquanto que a abstrata baseia-se na idéia divina abstrata das qualidades de Deus.
A prática de cada uma das possibilidades de revelação do conceito divino é extremamente simples. Se o mago meditar sobre o seu Deus a suas respectivas qualidades, mergulhado em seu interior, portanto, no princípio do Akasha, ou seja, em transe, e o tão esperado símbolo divino lhe aparecer durante essa meditação, então podemos falar de um tipo místico-passivo de revelação divina. Porém, se através de sua meditação com imagens o mago invocar em si ou no exterior cada uma das qualidades de sua divindade, indiferentemente se são imaginadas numa forma concreta ou abstrata, então trata-se de uma invocação divina mágico-ativa. Quem já chegou até aqui em seu desenvolvimento não só poderá alcançar a ligação divina do tipo místico-passivo, mas também a do tipo mágico-ativo. Por isso é que dou preferência aos métodos das formas concreta a abstrata que o mago já consegue dominar.
Um bom exercício prévio para a manifestação concreta da divindade consiste em colocar diante de si uma imagem, figura ou símbolo da divindade venerada. Então o mago deverá sentar-se em sua asana a fixar a imagem com tanta intensidade a por tanto tempo até que, fechando os olhos, a imagem de Deus lhe apareça. E também, ao fixar a imagem de sua divindade, ele a verá depois várias vezes reproduzida numa superfície branca próxima.
Essas visualizações da divindade são um bom exercício prévio, pois ele ajuda o mago a produzir o surgimento da imagem de seu Deus à sua frente. O mago deverá repetir esse exercício várias vezes, até conseguir imaginar a sua divindade venerada a qualquer momento, em qualquer lugar a em qualquer situação, como se ela estivesse ali, viva.
Só depois disso é que ele poderá conectar essa imagem com as respectivas características divinas. No início ele não vai conseguir ligar logo as quatro características básicas divinas mencionadas, a sobre as quais ele meditou nos graus anteriores, todas de uma vez, com a imagem formada. Por isso ele deverá dedicar-se a cada uma delas separadamente, uma após a outra. A concretização da característica divina na imagem idealizada é muito importante a deverá ser repetida tantas vezes até que realmente a divindade do mago, provida das quatro características, seja por ele percebida. Quando isso tiver sido alcançado, então o mago deverá pensar na imagem de sua devoção não como uma imagem, mas como alguém vivo, atuante a irradiante, com tanta intensidade como se o seu Deus, a sua divindade pessoal estivesse à sua frente, vivo a existente de fato. Essa é a assim chamada ligação concreta com a divindade, externa a si mesmo.
Quanto mais freqüentemente ele usar esse método tanto mais forte a eficaz surgirá diante dele essa divindade, de forma visual a perceptiva. Assim que o mago sentir que tudo o que ele sabe sobre o conceito e a realização de Deus foi colocado na sua imagem invocativa, então deverá imaginar que essa divindade viva que surge à sua frente em todo o esplendor, com todas as quatro características básicas, toma o seu corpo, portanto entra nele a assume o lugar da sua alma. Isso deve ser repetido pelo mago muitas vezes, até que ele sinta a divindade dentro de si com tanta força a ponto de perder a sua consciência pessoal a sentir-se a si mesmo como a divindade imaginada. Depois de várias repetições dessa unificação com a divindade o mago deverá assumir as características concretizadas na imagem por ele idealizada. Então, não é mais o eu pessoal que atua através dele, mas a sua divindade. Ele vivencia a ligação divina concreta de seu Deus pessoal a não é mais a sua consciência, a sua alma, ou o seu espírito que falam pela sua boca, mas o espírito manifestado pelo Deus.
Aí então o mago se liga com o seu Deus, a depois de muito tempo nessa ligação ele mesmo se torna Deus, compartilhando de todas as características básicas de sua divindade.
O método da ligação divina concretizada é muito importante para a prática mágica subseqüente, pois o mago deve estar em condições de ligar-se, desse mesmo modo, com qualquer divindade, de qualquer religião. Essa prática é necessária na magia de evocação e na teurgia, pois é a única forma de que o mago dispõe para promover a ligação com uma divindade a qualquer momento, a manter os seres subordinados sob a sua vontade. Para todos parecerá óbvio que desse modo o mago será capaz de ligar-se ao princípio divino com tanta força, que várias energias da divindade concretizada com a qual ele se ligou animicamente também se incorporam nele como característica, se já não estiverem ligados diretamente à imaginação. Em sua maioria essas características divinas são definidas, por nós iniciados, como capacidades ou energias mágicas, ou Siddhis.
Ao dominar bem a técnica da ligação divina concreta com a sua divindade imaginada, o mago deverá começar a concretizar a forma abstrata de ligação com o seu Deus. No início ele poderá conectar a sua idéia a uma idéia auxiliar, como, por exemplo, à luz, ao fogo; porém mais tarde isso também deverá ser deixado de lado, a ele não deverá projetar nada além da qualidade, primeiro externamente a depois internamente. Nesse caso também a qualidade da característica divina deve ser conectada primeiro ao órgão correspondente ao elemento, para que, por exemplo, a onipotência seja sentida abstratamente na cabeça, o amor no coração, etc. Através da repetição constante desse exercício poderemos nos identificar com a idéia abstrata de Deus de tal forma que não necessitaremos mais da imaginação de uma parte ou de uma região do corpo. Poderemos conjugar as quatro características básicas numa única idéia que formará a conscientização interna de nosso conceito divino na forma suprema. Através da repetição freqüente a manifestação de Deus aprofunda-se tanto que chegamos até a nos sentir como deuses. A ligação com Deus deverá ser tão profunda que durante a meditação não deverá existir nenhum Deus fora ou dentro da pessoa; sujeito e objeto deverão estar tão fundidos um no outro que não haverá nada além de: "Eu sou Deus", ou como diz o hindu em s eus Vedas: "Tattwam asi - Isto é você!". Ao chegar a esse ponto o mago encerra o seu desenvolvimento mágico em forma astral, e nos exercícios seguintes ele só precisará aprofundar as suas meditações a fortalecer a sua divindade. O Relacionamento com as Divindades Ao chegar ao ponto de conseguir ligar-se com qualquer divindade, qualquer inteligência, ou qualquer ser divino, o mago estará em condições de atuar na esfera desejada, não como mago, mas como Deus. Com isso termina para o mago a instrução mágica da alma do último grau. Não tenho mais nada a dizer sob esse aspecto, pois o mago se tornou uno com Deus, a aquilo que ele expressa ou ordena, é como se o próprio Deus o tivesse expresso ou ordenado; ele compartilha de todas as características básicas da divindade à qual está ligado.
Instrução mágica do corpo (X) Métodos para a Obtenção de Capacidades Mágicas BRAHMA e SHAKTI O conhecedor de outros sistemas de iniciação encontrará um certo paralelo deles com o meu sistema, pois na verdade todos os caminhos são iguais. Como exemplo mencionarei aqui o sistema hindu da ioga, que é condizente com os sistemas de mistérios egípcios por mim indicados. No Kundalini-Ioga o aluno é induzido, pelo guru, a meditar sobre o Centro Muladhara, que se encontra no cóccix, a realizar exercícios de Pranajama.
Quando examinamos mais de perto o simbolismo do Centro Muladhara, concluiremos que esse Centro possui a forma de um quadrado de cor amarela, com um triângulo vermelho em seu interior, dentro do qual se encontra um falo - o órgão sexual masculino - envolvido por uma cobra, que dá três voltas ao seu redor. O Centro Muladhara é o primeiro Centro, o mais primitivo a material, simbolizado por um elefante com a respectiva deusa preenchendo todo o canto do triângulo. Esse modo simbólico de expressão, chamado na Índia de Laya Ioga é apresentado dessa maneira peculiar a representa a chave da iniciação para o primeiro degrau na Ioga.
Esse símbolo pode ser interpretado de várias maneiras, mas a explicação mais correta é que o quadrado representa a Terra, o triângulo as três pontas ou reinos - o mundo material, astral a mental, o falo representa a força imaginação geradora, e a cobra o caminho e o conhecimento. O aluno já sabe que o princípio da terra se constitui de quatro elementos, por isso não há necessidade de maiores comentários. O aluno de Ioga deve sobretudo conhecer a dominar os três mundos, o material denso, astral-anímico a mental-espiritual.
Portanto, o Chakra Muladhara não passa de um diagrama de iniciação a corresponde à primeira carta do tarô. Na Índia nunca se menciona diretamente uma definição com tanta clareza, a cabe ao aluno chegar a isso sozinho, quando conseguir dominar esse Centro, Le., quando alcançar, em seu caminho espiritual, o desenvolvimento correspondente ao diagrama Muladhara. Não é à toa que chamam o Centro Muladhara de Centro Brahma, pois nesse estágio de desenvolvimento o aluno de Ioga reconhece Brahma, portanto a divindade em sua manifestação mais estável.
Brahma é o Eterno, Inexplorável, Universal, Indefinível, Constante a Tranqüilo, portanto a parte positiva. Brahma não gera nada de si mesmo, mas a criação surge através da sua Shakti, o princípio feminino. Portanto, no Centro Muladhara a Shakti representa a cobra que envolve o falo, a que usa a energia geradora do falo simbólico, portanto da imaginação. Ainda teríamos muito a dizer sobre esse Centro, mas para o mago desenvolvido essa indicação deve bastar, para que ele reconheça a existência de um paralelo entre os sistemas religiosos a de iniciação. A imaginação é a energia de Shakti, ou Kundalini, que o mago deverá desenvolver sistematicamente. Numa visão retrospectiva de todo o nosso sistema de desenvolvimento em dez graus o mago perceberá que é justamente essa energia geradora, essa energia do falo, portanto a imaginação a sua formação, é que representam o papel mais importante. Já encerrei a instrução mágica do corpo no nono grau, por isso nesse capítulo falarei só sobre o treinamento de algumas forças ocultas; o mago não precisará dominar todas elas, mas ele não deverá deixar nada desconhecido em seu desenvolvimento. Para cada fenômeno oculto ele deverá saber dar a explicação correta.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
FORÇAS OCULTAS
Segundo método: utilização do princípio do Akasha O segundo método utiliza aquilo que Bardon denomina Princípio do Akasha.
Fonte original colada
... ito para isso é que a fórmula da sugestão seja mantida, ao pé da letra, na forma verbal presente a imperativa. Em função do seu desenvolvimento espiritual o mago poderá transpor a sugestão desejada ao subconsciente de qualquer pessoa que não possua maturidade suficiente, sugestão esta que não precisará necessariamente ser pronunciada em voz alta, mas poderá ser formulada em pensamento ou telepaticamente. Para um mago é bastante fácil transmitir sugestões mesmo a grandes distâncias. Isso pode ser feito de duas maneiras; uma delas é procurar, com o espírito, a pessoa em questão, para influenciá-la sugestivamente, de preferência enquanto ela estiver dormindo. A outra seria desligar, através do Akasha, a distância que o separa do sujeito a ser sugestionado. Nem preciso dizer que nas sugestões à distância o mago também poderá usar o espelho mágico. É óbvio que uma sugestão poderá ser dada de forma a surtir efeito só num futuro distante, Le., o momento exato para que a sugestão surta o seu efeito também poderá ser transposto ao subconsciente do sujeito. Telepatia A telepatia pertence ao mesmo grupo de fenômenos que a sugestão. Para um mago é uma brincadeira de criança transmitir seus pensamentos às pessoas, mas nisso ele deverá observar que os pensamentos não deverão ser transmitidos ao corpo ou à alma, mas só ao espírito da pessoa em questão. Ele deverá imaginar o espírito da pessoa, Le., deverá excluir o corpo material a astral imaginativamente a ocupar-se só do espírito dela, ao qual transmitirá os pensamentos. Ficará a critério do mago transmitir ao sujeito se o pensamento é ...
Introdução à Ciência Hermética
Introdução à Ciência Hermética
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / ANTROPOLOGIA ESOTÉRICA
SENSAÇÃO E OS SENTIDOS
Mas o homem psiquicamente avançado tem uma segunda consciência, que não é resultado de ações físicas e que contém um certo sentido inexprimível, luminoso, que destaca e separa as duas setas resultantes da equação do livre poder individualizado do éter de Hipócrates e da corrente externa.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / MAGIA
PREPARAÇÃO
Mas o éter também é matéria; consequentemente, a vida é matéria.
Corpus Hermeticum Graecum
Corpus Hermeticum Graecum
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / Libellus I - Poimandres de Hermes Trismegisto
O Autoconhecimento e o Caminho de Retorno
O fogo fornecia o princípio de maturação e o éter comunicava o pneuma, isto é, o sopro vital.
Fonte original colada
# 3. A Separação dos Sexos, o Conhecimento de Si e a Ascensão da Alma — "E depois dessas coisas, ó Poimandres? Pois cheguei a um grande desejo e anelo ouvir; não saias do assunto." E o Poimandres disse: — "Mas fica quieto. De modo nenhum expliquei o primeiro discurso a ti." — "Eis que faço silêncio", disse eu. Então veio, como eu disse, o engendramento desses sete desta forma: com efeito, feminina era a terra e a água fertilizadora, porém do fogo era a prova de maturação. Do éter, a natureza recebeu o pneuma e produziu os corpos conforme a aparência do Homem. Porém o Homem, de vida e luz, veio a ser em alma e mente: de vida, a alma; e de luz, a mente. E todas as coisas do mundo sensível permaneceram assim até o fim de um período e até as origens das espécies. Escuta o resto, o discurso que queres escutar: cumprido o período, a conjunção de todas as coisas foi solta pela vontade de Deus; pois todos os viventes, sendo macho-fêmeas, separaram-se conjuntamente com o homem e vieram a ser os machos em parte e as fêmeas semelhantemente. E Deus logo disse uma palavra santa: **"Crescei em crescimento e multiplicai em multidão todas as cria...
O CAIBALION
O CAIBALION
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION
Planos de Correspondência
Plano da Substância Etérea – O éter: substância extremamente tênue e elástica que permeia todo o espaço, servindo como meio de transmissão de ondas (luz, calor, eletricidade).



