Magia Prática: Caminho do Adepto
Franz Bardon
O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON11
SOBRE OS ELEMENTOS
SOBRE OS ELEMENTOS
Quanto aos elementos citados, devemos acrescentar que não se tratam de fogo, água a ar comuns - na verdade só aspectos do plano material denso - más sim de características universais dos elementos.
A PRIMEIRA CARTA DO TAROT

O mago, representa o conhecimento e o domínio dos elementos. Nessa primeira carta os símbolos são: a espada, que simboliza o elemento fogo; o bastão, que simboliza o elemento ar; o cálice, o elemento água; a as moedas elemento terra.
Aqui podemos perceber que já nos antigos mistérios apontava-se o mago como primeira carta do Tarot, a assim se escolhia o domínio dos elementos como primeiro ato da iniciação.
TATTWAS
Nos escritos orientais mais antigos os elementos são definidos pelos Tattwas.
A sequência é:
• Akasha - o princípio etérico;
• Tejas - o princípio do fogo;
• Waju - o princípio do ar;
• Apas - o princípio da água;
• Prithivi - o princípio da terra;
De acordo com a doutrina hindu os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do quinto Tattwa, o princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, a assim chamada quintessência.
A POLARIDADE NOS ELEMENTOS
Sempre se deve considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana. No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. É justamente nessas leis que se reflete o princípio divino, a só na. posse do conhecimento dessas leis é que podemos nos aproximar do divino.
O PRINCIPIO DO FOGO
O primeiro elemento que de acordo com os escritos orientais nasceu do Akasha, é Tejas, o princípio do fogo. Esse elemento, como todos os outros, não age só em nosso plano denso, material, mas em tudo o que foi criado. As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão; é por isso que no começo da criação tudo era fogo a luz. A bíblia também diz: "Fiat lux - que se faça a luz". Naturalmente a base da luz é o fogo. Cada elemento, inclusive o fogo, possui duas polaridades, a ativa e a passiva, Le., Plus a Minus (mais a menos). A Plus é a construtiva, criadora, geradora, enquanto que a Minus é a desagregadora, exterminadora.
A explosão é inerente ao princípio do fogo, a será definida como fluido elétrico para fins de formação de uma imagem. Sob esse conceito nominal compreende-se não só a eletricidade material, densa, apesar de ter com esta uma condição análoga, como veremos a seguir. Naturalmente torna-se claro para qualquer pessoa que a característica da expansão é idêntica à da extensão. Esse princípio do elemento fogo é ativo a latente em tudo o que foi criado, portanto em todo o Universo, desde o menor grão de areia até as coisas visíveis a invisíveis mais elevadas.
A LUZ
O princípio do fogo é a base da luz; sem ele a luz jamais poderia existir. Por isso ela é um dos aspectos do fogo. Todos os elementos do fogo podem ser convertidos em luz a vice versa. É por isso que a luz contém todas as características específicas: é luminosa, penetrante, expansiva. O oposto da luz é a escuridão, que surgiu do princípio da água, a possui as características específicas opostas às da luz. Sem a escuridão a luz não só seria irreconhecível, como não poderia existir. Assim podemos perceber que a luz e a escuridão surgiram a partir da alternância de dois elementos, ou seja, do fogo a da água. Em seu efeito, a luz possui a característica positiva e a escuridão a negativa. Essa alternância ocorre em todas as regiões.
O PRINCIPIO DA ÁGUA
Em comparação com o fogo porém, ele possui características totalmente opostas; suas características básicas são o frio e a retração. Aqui também se tratam de dois pólos: o pólo ativo, que é construtivo, doador de vida, nutriente a preservador; e o negativo, igual ao do fogo, desagregador, fermentador, decompositor, dissipador. Como o elemento água possui em si a característica básica da retração, ele deu origem ao fluido magnético. Tanto o fogo quanto a água agem em todas as regiões. Segundo a lei da criação, o princípio do fogo não poderia existir se não contivesse um pólo oposto, ou seja, o princípio da água. Esses dois elementos, fogo e água, são aqueles elementos básicos com os quais tudo foi criado. Por causa disso é que em todos os lugares sempre temos que contar com dois elementos principais como polaridades opostas, além do fluido magnético a elétrico.
O PRINCIPIO DO AR
o princípio do ar, como meio, por assim dizer, produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo a ativo do fogo a da água. Através dos efeitos alternados dos elementos passivo a ativo do fogo a da água, toda a vida criada tomou-se movimento. Em seu papel intermediário, o princípio aéreo assumiu do fogo a característica do calor, a da água a da umidade. Sem essas duas características a vida não seria possível; além disso elas também conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, a no negativo, a exterminadora.
O PRINCIPIO DA TERRA
O elemento terra formou-se por último, pois através de sua característica específica, a solidificação, ela integra em si todos os outros três. Foi justamente essa característica que conferiu uma forma concreta aos três elementos. Ao mesmo tempo porém foi introduzido um limite ao seu efeito, o que resultou na criação do espaço, da dimensão, do peso, e do tempo. Em conjunto com a terra, o efeito recíproco dos outros três elementos tomou-se quadripolar. O fluido na polaridade do elemento terra é eletromagnético. Como todos os elementos são ativos no quarto elemento(o da terra) toda a vida criada pode ser explicada. Foi através da materialização da vida nesse elemento que surgiu o "Fiat", o "faça-se".
O AKASHA
É o mais elevado de todos, o mais poderoso a inimaginável; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas a de toda a criação. Em resumo, ele é a esfera primordial. É por isso que o Akasha é isento de espaço e de tempo. Ele é o não criado, o incompreensível, o indefinível. As religiões chamam-no de Deus. Ele é a quinta força, a força primordial; ele é aquilo que contém tudo o que foi criado a que mantém tudo em equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias, é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas. É a quintessência dos alquimistas. É tudo em todas as coisas. teste
O KARMA
O KARMA
Toda causa provoca um efeito correspondente. Essa lei vale, em todos os lugares, como a lei suprema; assim toda ação tem como conseqüência um determinado efeito ou produto. Por isso o Karma deve ser considerado não só uma lei para nossas boas ações, como prega a filosofia oriental, mas, como podemos perceber nesse caso, seu significado chega a ser bem mais profundo. Instintivamente, as pessoas sentem que todo o bem só produz bons frutos a todo o mal tem como conseqüência a produção de coisas más; ou como diz a boca do povo: "O que o homem semeia, ele colhe!" Essa lei irrevogável deve ser conhecida a respeitada por todos.
O Corpo Humano
O Corpo Humano
O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo. Tudo o que se encontra no Universo numa escala maior, reflete-se no homem numa escala menor É por isso que o homem é definido como um microcosmo, em contraposição ao Universo como macrocosmo. Ao pé da letra, podemos dizer que no homem está refletida toda a natureza.
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DIETA
Um modo de vida sensato mantém a harmonia dos elementos no corpo. Quando surge uma desarmonia no efeito dos elementos, isto é, quando há a predominância ou o enfraquecimento de um ou outro elemento, deve-se tomar algumas providências para equilibrá-los novamente ou pelo menos interferir favoravelmente nesse sentido. É por isso que, para casos específicos costumam-se prescrever as mais diversas dietas. Já há muito tempo pessoas comuns chegaram a essa conclusão através de inúmeras observações, mas sem conseguir entender as causas precisas desses fenômenos.
A SAÚDE
Do ponto de vista hermético a saúde é encarada como uma harmonia total das forças que operam no corpo, relativamente às características básicas dos elementos. Não há nem mesmo a necessidade da predominância de uma desarmonia muito grande dos elementos para que o efeito se torne visível sob a forma de algo que chamamos de doença. A desarmonia em forma de doença já é uma perturbação importante nas regiões do corpo em que operam os elementos. É por isso que o futuro iniciado deve considerar como condição básica uma cuidadosa atenção com o seu corpo. A expressão externa do corpo é como uma bela vestimenta, e, sob todos os aspectos, tanto no maior quanto no menor, a beleza também é um aspecto da natureza divina. A beleza não é só aquilo que nos agrada ou nos é simpático, pois a simpatia e a antipatia dependem dos efeitos recíprocos dos elementos; a saúde efetiva é muito mais uma condição básica para a elevação espiritual. Se quisermos morar bem, temos que arrumar nossa moradia, nossa casa; o mesmo acontece com nosso corpo, que deve ser belo a harmonioso.
A NUTRIÇÃO DO CORPO
Na nutrição esses elementos estão misturados. Sua assimilação desencadeia um processo químico através do qual os elementos se mantêm no nosso corpo. Do ponto de vista médico a assimilação de qualquer nutriente, em conjunto com a respiração, desencadeia um processo de combustão, no qual o hermetista vê muito mais do que um simples processo químico. Ele vê a fusão dos nutrientes, assim como o fogo que é constantemente mantido aceso através da matéria em combustão. É por isso que toda vida depende da entrada contínua de material combustível, i.e. do alimento a da respiração. Para que cada elemento receba seu material de manutenção necessário, recomenda-se uma alimentação variada, misturada, que contenha todas as matérias básicas dos elementos. Se por exemplo fossemos obrigados a passar a vida toda dependendo de um único nutriente, então sem dúvida nosso corpo adoeceria, i.e., tornar-seia desarmônico. Através da decomposição do ar a dos nutrientes os elementos recebem a matéria que os preserva, mantendo assim o vigor da sua atividade.
OS ELEMENTOS NO CORPO HUMANO
De acordo com a Lei Universal, os elementos exercem três funções fundamentais no corpo humano: construção, manutenção e decomposição.
A parte construtiva corresponde ao aspecto positivo ou ativo dos elementos. A parte mantenedora é assegurada pela função equilibradora e agregadora dos elementos, enquanto a parte decompositora está relacionada aos seus aspectos negativos.
Elemento | Características Gerais | Aspecto Positivo | Aspecto Negativo | Função Principal |
|---|---|---|---|---|
Fogo | Representa atividade, expansão e força impulsionadora. Está ligado ao calor, à energia vital e à capacidade de ação. | Constrói e estimula; promove crescimento e atividade; favorece a vitalidade e o dinamismo. | Provoca desgaste e consumo excessivo; pode gerar inflamação, irritação e destruição. | Gerar energia, movimento, impulso e transformação. |
Água | Relaciona-se à nutrição, coesão e formação dos líquidos corporais. Está associada à conservação e receptividade. | Constrói e alimenta os fluidos do organismo; favorece a união, a nutrição e a conservação. | Atua nos processos de deterioração e decomposição; pode gerar estagnação e excesso de passividade. | Nutrir, conservar e manter os fluidos vitais. |
Ar | Atua como elemento mediador entre o Fogo e a Água. Está ligado ao movimento, à comunicação e ao equilíbrio. | Equilibra o fluido elétrico do Fogo e o fluido magnético da Água; regula o movimento e a comunicação entre as forças do organismo. | Quando desequilibrado pode gerar instabilidade, dispersão e dificuldade de harmonização entre os demais elementos. | Harmonizar, conectar e equilibrar as forças vitais. |
Terra | Responsável pela estrutura, sustentação e estabilidade do corpo. Mantém unidas as funções dos demais elementos. | Vitaliza e fortalece; mantém a organização dos demais elementos; favorece crescimento, estabilidade e conservação. | Relaciona-se ao envelhecimento, à rigidez e à decadência; pode dificultar a renovação quando em excesso. | Sustentar, estruturar e dar forma ao organismo. |
Síntese Geral | Os quatro elementos atuam simultaneamente no corpo humano. | Quando equilibrados promovem crescimento, manutenção, fortalecimento e renovação. | Quando desequilibrados podem gerar desgaste, deterioração, enfraquecimento e doença. | Garantir a harmonia e o funcionamento integral do ser humano. |
Deficiência e Saturação dos Elementos
Segundo a concepção hermética, cada elemento necessita de uma determinada quantidade de matéria para manter sua atividade normal no organismo. Quando ocorre a falta dessa chamada "matéria desencadeadora", o efeito sobre as funções correspondentes manifesta-se imediatamente.
A deficiência de cada elemento produz sinais característicos. Quando o elemento fogo necessita de reposição, surge a sensação de sede. Quando a necessidade está relacionada ao elemento ar, manifesta-se a fome. No caso do elemento água, aparece a sensação de frio. Já a carência do elemento terra é percebida através do cansaço, da falta de vigor e da diminuição da resistência física.
Da mesma forma que a deficiência produz reações específicas, a saturação ou excesso de um elemento também provoca efeitos característicos no organismo e no comportamento.
O excesso do elemento fogo gera uma necessidade aumentada de movimento, atividade, ação e dinamismo. O indivíduo sente maior impulso para agir e gastar energia.
O excesso do elemento água intensifica os processos de deterioração, decomposição e estagnação, tornando predominantes as características passivas desse elemento.
Uma saturação do elemento ar indica a necessidade de moderar a assimilação dos alimentos e regular os processos relacionados à nutrição e ao equilíbrio interno.
Já o excesso do elemento terra manifesta-se principalmente em aspectos ligados à força criadora e produtiva. Embora possa influenciar a esfera sexual, nem sempre se expressa através do impulso sexual propriamente dito. Em muitas pessoas, especialmente nas mais velhas, essa energia pode ser direcionada para o trabalho, para a produtividade, para a criatividade ou para um maior desempenho em atividades intelectuais e práticas.
Correspondências dos Elementos
Situação | Elemento | Manifestação |
|---|---|---|
Deficiência | Fogo | Sede |
Deficiência | Ar | Fome |
Deficiência | Água | Sensação de frio |
Deficiência | Terra | Cansaço |
Saturação | Fogo | Necessidade de movimento e atividade |
Saturação | Água | Intensificação dos processos de deterioração |
Saturação | Ar | Necessidade de moderar a assimilação dos alimentos |
Saturação | Terra | Intensificação da força criadora, produtiva e sexual |
Nessa visão, saúde e equilíbrio dependem da manutenção harmoniosa dos quatro elementos. Tanto a deficiência quanto o excesso de qualquer um deles produzem manifestações físicas, energéticas e comportamentais que indicam a necessidade de restabelecer a harmonia do organismo.
Divisão Elementar do Corpo Humano
Segundo os antigos iniciados, o ser humano pode ser compreendido por meio da atuação dos quatro elementos fundamentais da natureza. Nessa concepção, a cabeça é atribuída ao princípio do fogo, o ventre ao princípio da água e o tórax ao princípio do ar. O princípio da terra não é associado a uma única região específica, pois está presente em todo o corpo, fornecendo estrutura, estabilidade e coesão.
A cabeça corresponde ao elemento fogo por ser o centro das atividades mais dinâmicas e ativas do ser humano. É nela que se manifestam o pensamento, a consciência, a vontade, a imaginação e a capacidade de dirigir as próprias ações. O fogo representa a energia impulsionadora, a expansão e a força criadora. Por essa razão, tudo aquilo que envolve iniciativa, atividade mental e direção está simbolicamente relacionado a esse elemento.
O ventre está ligado ao elemento água, pois nessa região ocorrem os processos relacionados aos líquidos e à transformação das substâncias necessárias à manutenção da vida. A digestão, a assimilação dos nutrientes, a circulação dos fluidos corporais e a eliminação dos resíduos refletem as características da água. Esse elemento representa receptividade, nutrição, conservação e adaptação, sendo responsável pelos processos que alimentam e sustentam o organismo.
O tórax corresponde ao elemento ar e exerce uma função mediadora entre o fogo e a água. Nessa região encontra-se o sistema respiratório, responsável pelas trocas vitais que permitem a continuidade da vida. O ar simboliza movimento, comunicação, equilíbrio e ligação entre forças opostas. Assim como a respiração conecta o interior ao exterior, o princípio do ar harmoniza as energias expansivas do fogo com as energias receptivas da água.
O princípio da terra manifesta-se em todo o corpo humano por meio dos ossos, músculos, tecidos e demais estruturas físicas. Sua principal função é fornecer estabilidade e sustentação, mantendo unidas as forças dos outros elementos. A terra representa firmeza, permanência, resistência e materialização. É graças à sua atuação que o organismo possui forma, consistência e capacidade de conservar sua estrutura ao longo do tempo.
Dessa forma, a divisão elementar do corpo humano apresenta uma visão simbólica segundo a qual o fogo dirige e impulsiona, a água transforma e nutre, o ar equilibra e conecta, e a terra sustenta e organiza. A harmonia entre esses quatro princípios é considerada fundamental para o equilíbrio e o bom funcionamento do ser humano em todos os seus aspectos.
FLUIDO MAGNETICO NO CORPO HUMANO
Fluido Eletromagnético e Magnetismo Vital
Como vimos anteriormente, o elemento fogo produz no corpo o fluido elétrico, enquanto o elemento água produz o fluido magnético.
Cada um desses fluidos possui dois polos de irradiação: um ativo e um passivo. Os efeitos recíprocos, diretos e alternados desses quatro polos equivalem a um magneto quadripolar, idêntico ao mistério do Tetragrammaton, o JOD-HE-VAU-HE dos cabalistas.
Por essa razão, o fluido eletromagnético presente no corpo humano, em sua irradiação para o exterior, constitui o chamado magnetismo vital, conhecido tradicionalmente como Od, embora possa receber outras denominações.
Distribuição dos Polos no Corpo
Na pessoa destra:
• Lado direito do corpo: elétrico-ativo.
• Lado esquerdo do corpo: magnético-passivo.
Na pessoa canhota ocorre o inverso:
• Lado direito do corpo: magnético-passivo.
• Lado esquerdo do corpo: elétrico-ativo.
Intensidade da Irradiação
A intensidade da irradiação do fluido eletromagnético depende da capacidade e da intensidade de atuação dos elementos no organismo.
Quanto mais saudável e harmonioso for o funcionamento dos elementos no corpo, mais forte, pura e equilibrada será a irradiação desse magnetismo vital.
Resumo • Fogo → produz o fluido elétrico. • Água → produz o fluido magnético. • Cada fluido possui um polo ativo e um polo passivo. • Os quatro polos formam um sistema quadripolar associado ao Tetragrammaton. • A irradiação desse sistema constitui o magnetismo vital (Od). • Em destros: direita elétrica-ativa e esquerda magnética-passiva. • Em canhotos: direita magnética-passiva e esquerda elétrica-ativa. • Quanto maior o equilíbrio dos elementos, maior a força e a pureza da irradiação vital. | ||
|---|---|---|
A FUNÇÃO DO HOMEOPATA E O ALOPATA
O ALOPATA
O alopata usa remédios concentrados para provocar os efeitos correspondentes aos elementos a assim promover a recuperação da saúde.
O HOMEOPATA
O homeopata estimula o elemento contrário através de seu remédio "similia similibus curantur", para recuperar o equilíbrio do elemento ameaçado, de acordo com a sua polaridade. Ao aplicar seus remédios, o eletro-homeopata age diretamente sobre os fluidos elétrico a magnético, para através do seu fortalecimento equilibrar o elemento desarmônico, conforme o tipo de enfermidade.
POLARIDADE NO CORPO HUMANO
Região | Anterior | Posterior | Lado Direito | Lado Esquerdo | Interior |
|---|---|---|---|---|---|
Cabeça | Elétrica | Magnética | Magnético | Elétrico | Elétrico |
Olhos | Neutra | Neutra | Elétrico | Elétrico | Magnético |
Orelhas | Neutra | Neutra | Magnético | Elétrico | Neutro |
Boca e Língua | Neutra | Neutra | Neutro | Neutro | Magnético |
Pescoço | Magnética | Magnética | Magnético | Elétrico | Elétrico |
Tórax | Eletromagnética | Elétrica | Neutro | Elétrico | Neutro |
Ventre | Elétrica | Magnética | Magnético | Elétrico | Magnético |
Mãos | Neutra | Neutra | Magnético | Elétrico | Neutro |
Dedos da Mão Direita | Neutro | Neutro | Elétrico | Elétrico | Neutro |
Dedos da Mão Esquerda | Neutro | Neutro | Elétrico | Elétrico | Neutro |
Pés | Neutra | Neutra | Magnético | Elétrico | Neutro |
Órgãos Genitais Masculinos | Elétrica | Neutra | Neutro | Neutro | Magnético |
Órgãos Genitais Femininos | Magnética | Neutra | Neutro | Neutro | Elétrico |
Última Vértebra da Coluna (junto ao ânus) | Neutra | Neutra | Neutro | Neutro | Magnético |
O Plano Material Denso ou o Mundo Material Denso
O Plano Material Denso ou o Mundo Material Denso
Atração, Peso e Magnetismo Terrestre
Através da característica específica de sua substância e condicionado pela composição dos seus elementos, cada objeto possui, relativamente ao fluido elétrico, determinadas irradiações, as assim chamadas oscilações de elétrons, que sofrem a atração provocada pelo fluido magnético geral de todo o mundo material.
Essa atração é chamada de peso.
Assim o peso é uma manifestação da força de atração da Terra.
A força de atração do ferro e do níquel, que todos nós conhecemos, é um pequeno exemplo ou uma imitação daquilo que ocorre em grande escala em toda a Terra.
A Alma ou o Corpo Astral
A Alma ou o Corpo Astral
Origem da Alma e a Matriz Astral
Através das vibrações mais sutis dos elementos, dos fluidos elétrico e magnético e de sua polaridade, partindo do princípio do Akasha ou das vibrações sutis do éter, surgiu o Homem como tal, ou a sua alma.
Do mesmo modo como se desenvolvem as funções dos elementos no corpo material denso, desenvolvem-se também as da alma ou do assim chamado corpo astral.
A alma está ligada ou fundida ao corpo através do magneto quadripolar com suas características específicas. A fusão ocorre, analogamente ao corpo, através da influência eletromagnética dos elementos.
O trabalho dos elementos, o assim chamado fluido eletromagnético da alma é chamado por nós, iniciados, de matriz astral, ou vida.
A matriz astral ou fluido eletromagnético é o meio aglutinante entre o corpo e a alma.
O princípio do fogo exerce na alma também o seu efeito construtor; o princípio da água exerce seu efeito vitalizante, o do ar o seu efeito equilibrador, gerador e preservador.
O corpo astral possui exatamente as mesmas funções do corpo material denso.
Os Cinco Sentidos e o Espírito
O homem foi dotado de cinco sentidos, correspondentes aos elementos, e com a ajuda desses sentidos corpóreos o corpo astral ou alma assimila as percepções do mundo físico.
A assimilação e a ação dos cinco sentidos por meio do corpo astral e do material denso ocorre através do nosso espírito imortal.
Sem a atuação do espírito na alma o corpo astral não teria vida e se dissolveria em seus elementos componentes.
Como o espírito não conseguiria exercer seu efeito sem a intermediação da alma, o corpo astral torna-se o domicílio de diversas características do espírito imortal.
Os Quatro Temperamentos
Na visão hermética, o ideal não é desenvolver apenas um temperamento, mas harmonizar os quatro elementos. O magista busca cultivar:
O Fogo para ter vontade e iniciativa.
O Ar para ter clareza mental e adaptabilidade.
A Água para ter sensibilidade e equilíbrio emocional.
A Terra para ter estabilidade e concretização.
O desequilíbrio de qualquer elemento produz excessos ou deficiências que se refletem no caráter, nos pensamentos, nos sentimentos e nas ações.
A oscilação dos fluidos elétrico e magnético no espírito varia de acordo com o seu grau de evolução e amadurecimento e se exterioriza na alma através dos quatro temperamentos.
Segundo seus elementos predominantes, podemos distinguir os temperamentos:
Colérico (Fogo)
Sangüíneo (Ar)
Melancólico (Água)
Fleumático (Terra)
Conforme a força e a oscilação do respectivo elemento, aparecem nas diversas características também a energia, a força e a expansão das alternâncias fluídicas correspondentes.
Temperamento Colérico (Elemento Fogo)
Forma Ativa | Forma Negativa |
|---|---|
Atividade | Voracidade |
Entusiasmo | Ciúme |
Estímulo | Paixões |
Determinação | Irritação |
Audácia | Agressividade |
Coragem | Intemperança |
Força criativa | Impulso destruidor |
Zelo | — |
Temperamento Sangüíneo (Elemento Ar)
Forma Ativa (Equilibrada) | Forma Negativa (Desequilibrada) |
|---|---|
Compenetração | Susceptibilidade |
Esforço | Auto-depreciação |
Alegria | Bisbilhotice |
Habilidade | Falta de perseverança |
Bondade | Esperteza (malícia) |
Clareza | Tagarelice |
Despreocupação | Desonestidade |
Bom humor | Volubilidade |
Leveza | — |
Otimismo | — |
Curiosidade | — |
Independência | — |
Vigilância | — |
Confiabilidade | — |
Temperamento Melancólico (Elemento Água)
Forma Ativa (Equilibrada) | Forma Negativa (Desequilibrada) |
|---|---|
Atenção | Indiferença |
Generosidade | Derrotismo |
Modéstia | Timidez |
Afetividade | Falta de participação |
Seriedade | Inflexibilidade |
Docilidade | Indolência |
Fervorosidade | — |
Cordialidade | — |
Compreensão | — |
Meditação | — |
Compaixão | — |
Serenidade | — |
Profundidade | — |
Credulidade | — |
Interiorização | — |
Perdão | — |
Ternura | — |
Temperamento Fleumático (Elemento Terra)
Forma Ativa (Equilibrada) | Forma Negativa (Desequilibrada) |
|---|---|
Atenção | Insipidez |
Presença | Desleixo |
Perseverança | Auto-depreciação |
Ponderação | Indiferença |
Determinação | Falta de consciência |
Seriedade | Aversão ao contacto humano |
Firmeza | Lentidão |
Escrupulosidade | Falta de agilidade |
Solidez | Indolência |
Concentração | Desconfiança |
Sobriedade | Laconicidade |
Pontualidade | — |
Discrição | — |
Objetividade | — |
Precisão | — |
Senso de responsabilidade | — |
Confiabilidade | — |
Prudência | — |
Resistência | — |
Consequência | — |
Caráter, Aura e Polaridade
As características dos temperamentos formam, de acordo com a característica predominante, a base do caráter da pessoa.
A intensidade das características que sobressaem externamente dependem da polaridade, portanto dos fluidos elétrico e magnético.
A influência global do efeito dos temperamentos produz uma irradiação que chamamos tecnicamente de aura.
Mas não podemos comparar a aura à matriz astral pois há uma enorme diferença entre as duas.
A matriz astral é a matéria aglutinante entre o corpo e a alma.
A Visão da Aura
A aura é a irradiação do efeito dos elementos nas diversas características.
Essa irradiação provoca na alma uma certa vibração que corresponde a uma determinada cor.
Com base nessa cor o iniciado tem a possibilidade de reconhecer, com sua visão astral, a própria aura ou a de outro ser.
O vidente pode então, com ajuda da aura de uma pessoa:
Descobrir seu caráter básico;
Observar a polaridade da oscilação da alma;
Eventualmente influenciá-la.
Não é à toa que os iniciados e santos são retratados com uma auréola ao redor da cabeça, que corresponde à aura aqui descrita.
Consciência e Subconsciência
Além do caráter, dos temperamentos e do trabalho do fluido eletromagnético, o corpo astral ainda possui dois centros no cérebro:
Cérebro maior
Consciência normal.
Cerebelo
Subconsciência.
Os Centros da Alma (Chakras)
As funções, forças e características anímicas formam determinados centros na alma, chamados na filosofia hindu de "Lotus" ou Chakras.
Muladhara
Centro da Terra.
Localizado na base da coluna.
Swadhistana
Centro da Água.
Região dos órgãos sexuais.
Manipura
Centro do Fogo.
Região do umbigo.
Anahata
Centro do Ar.
Região do coração.
Visudha
Centro do Éter ou Akasha.
Região do pescoço.
Ajna
Centro da vontade, razão e intelecto.
Entre as sobrancelhas.
Sahasara
Lotus das mil folhas.
Centro mais elevado e divino.
Origem e influência dos demais centros.
O PLANO ASTRAL
O PLANO ASTRAL
É muitas vezes definido como a quarta dimensão; não foi criado a partir dos quatro elementos, mas é um grau de densidade do princípio de Akasha, portanto de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro, no mundo material, enfim, tudo o que contém sua origem, sua regulamentação e sua existência.
Como já referimos, em sua forma mais sutil o Akasha é o nosso velho conhecido éter, no qual, entre outras coisas, propagam-se as ondas elétricas e magnéticas. Ele é também a esfera das vibrações, de onde se originam a luz, o som, a cor, o ritmo, e com estes toda a vida que existe.
Como o Akasha é a origem de todo ser, naturalmente nele há o reflexo de tudo, isto é, de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro.
É por isso que consideramos o plano astral como a emanação do eterno, sem começo nem fim, e que portanto é isento de espaço e de tempo.
O iniciado que consegue alcançar esse plano encontra tudo nele, mesmo quando se tratam de fatos ocorridos no passado, que ocorrem no presente ou ocorrerão no futuro. A amplitude do alcance da sua percepção depende do seu grau de aperfeiçoamento.
O Plano Astral e a Morte
O plano astral é definido pela maioria das religiões, pelos ocultistas e espiritualistas como o "além".
Mas para o iniciado torna-se claro que não existe um aquém ou um além, e é por isso que ele não teme a morte, cujo conceito lhe é estranho.
Se porventura, através do trabalho de decomposição dos elementos ou de uma súbita ruptura, dissolver-se a matriz astral, que é a matéria aglutinante entre o corpo material denso e o corpo astral, instala-se aquilo que chamamos geralmente de morte, mas que na realidade é só uma passagem do mundo terreno ao mundo astral.
Baseado nessa lei, o iniciado não conhece o medo da morte, pois ele sabe que não irá para o desconhecido.
Viagem Astral
Através do controle dos elementos ele também pode, além de muitas outras coisas, tentar soltar sua matriz astral e produzir a separação espontânea do corpo astral de seu invólucro terreno.
Desse modo ele consegue visitar, com seu corpo astral, as regiões mais distantes, viajar aos mais diferentes planos, e muito mais.
Quanto a isso existem lendas sobre santos que foram vistos em vários lugares ao mesmo tempo, onde até exerciam suas atividades.
Os Habitantes do Plano Astral
O plano astral possui diversos tipos de habitantes.
São sobretudo as pessoas que já deixaram o mundo terreno e que habitam o grau de densidade correspondente ao seu grau de amadurecimento espiritual, o que de acordo com as religiões é chamado de céu ou inferno, mas que os iniciados interpretam só simbolicamente.
Quanto mais perfeito, nobre e puro o ser, tanto mais puro e sutil o grau de densidade do plano astral em que ele ficará.
O seu corpo astral vai se dissolvendo aos poucos, adaptando-se ao grau de vibração do respectivo patamar do plano astral, até tornar-se idêntico a ele.
Essa identificação depende portanto do amadurecimento e da perfeição espirituais alcançados no mundo terreno pelo ser em questão.
Os Seres Elementais
Além das almas desencarnadas, o plano astral é habitado por muitos outros seres.
Temos, por exemplo, os seres elementais, que têm só uma ou algumas poucas características, de acordo com as oscilações predominantes dos elementos.
Eles se mantêm pelo mesmo tipo de oscilação do homem, que ele envia ao plano astral.
Dentre esses seres há inclusive alguns que alcançaram um certo grau de inteligência.
Alguns magos utilizam-se dessas forças inferiores para seus objetivos egoístas.
As Larvas Astrais
Outro tipo de ser são as chamadas larvas, atraídas à vida consciente ou inconscientemente pelo pensamento através da matriz astral.
Na verdade elas não são seres concretos, mas somente formas que se mantêm vivas pelas paixões do mundo animal, no patamar mais baixo do mundo astral.
Seu impulso de auto-preservação pode trazê-las à esfera daquelas pessoas cujas paixões têm o poder de atraí-las.
Elas querem despertar, direta ou indiretamente, as paixões adormecidas no homem e atiçá-las.
Caso essas formas consigam induzir uma pessoa a essas paixões, então elas se nutrem, mantêm e fortalecem-se com a irradiação provocada pela paixão no homem.
Uma pessoa muito carregada por essas paixões traz consigo, na esfera mais baixa de seu plano astral, todo um exército dessas larvas.
A luta contra elas é acirrada, e no campo da magia e do domínio dos elementos, esse é um componente importante.
Além disso, ainda existem elementais e larvas que podem ser criados por meios mágico-artificiais.
Os Seres dos Quatro Elementos
Mais um tipo de ser com o qual muitas vezes o iniciado poderá se deparar no plano astral são os seres dos quatro elementos puros.
Elemento | Ser Elemental | Características Simbólicas |
|---|---|---|
Fogo | Salamandras | Energia, vontade, transformação, impulso, coragem, atividade |
Ar | Silfos | Intelecto, pensamento, comunicação, movimento, inspiração |
Água | Ninfas ou Ondinas | Emoções, sensibilidade, intuição, receptividade, imaginação |
Terra | Gnomos | Estabilidade, concretização, perseverança, fertilidade, estrutura |

Esses seres estabelecem, por assim dizer, a ligação entre o plano astral e os elementos terrenos.
Outros Seres Astrais
Existem ainda vários outros seres, como:
Sátiros
Fadas
Anõezinhos aguadeiros
Por mais que isso tudo possa se parecer aos contos de fadas, existem, no plano astral, exatamente as mesmas realidades que no plano terreno.
O ESPIRITO
O ESPIRITO
O Espírito
O espírito é a parte imortal do homem. Corpo e alma são apenas veículos temporários através dos quais ele se manifesta.
Segundo o texto, o espírito surge do princípio primordial do Akasha, a fonte original de toda a existência, e possui em si as quatro qualidades fundamentais dos elementos.
Os Elementos no Espírito
Elemento | Aspectos Espirituais Associados |
|---|---|
Fogo | Vontade, Força, Poder, Paixão |
Ar | Intelecto, Razão, Memória, Discernimento, Julgamento |
Água | Vida emocional, Sentimento, Consciência, Intuição |
Terra | Consciência do "Eu", Egoísmo, Instinto de reprodução, Instinto de autopreservação |
O Papel do Akasha
O aspecto mais elevado do Akasha manifesta-se como:
Fé
Em sua forma mais inferior manifesta-se como:
Impulso de autopreservação
Formação da Individualidade
O "Eu" espiritual é formado pela interação dos quatro elementos e de suas qualidades.
Todas as demais características do espírito derivam dessas quatro forças fundamentais, manifestando-se positiva ou negativamente conforme a polaridade predominante.
PLANO MENTAL
PLANO MENTAL
O Plano Mental
O plano mental é a esfera própria do espírito, assim como o plano material pertence ao corpo e o plano astral à alma.
Assim como as outras esferas surgiram através dos quatro elementos e do princípio do Akasha, a esfera mental também se formou a partir do princípio akáshico do espírito.
A Matriz Mental
Assim como o corpo astral forma uma matriz astral que liga a alma ao corpo, o mundo mental forma uma matriz mental, chamada de mentalod.
Essa matriz mental:
Liga o corpo mental ao corpo astral.
Regula e mantém a atividade do espírito no corpo astral.
Atua como condutora dos pensamentos e ideias até a consciência.
Segundo o autor, essa matéria mental é a forma mais sutil do Akasha presente no ser humano.
A Esfera dos Pensamentos
A esfera mental é o plano dos pensamentos, cuja origem está no mundo das ideias, localizado no Akasha do espírito.
Cada pensamento é precedido por uma ideia básica, que assume uma determinada forma e chega à consciência como uma forma-pensamento ou imagem mental.
A Origem das Ideias
O homem não seria o criador dos pensamentos.
A origem de todo pensamento encontra-se no mundo das ideias, na esfera mais elevada do plano mental.
O espírito humano funciona como um receptor ou antena que capta pensamentos e ideias conforme sua situação, condição e grau de desenvolvimento.
Por isso, toda invenção, descoberta ou criação humana teria sua origem nesse mundo das ideias.
A Natureza dos Pensamentos
Cada pensamento possui:
Forma própria.
Vibração própria.
Polaridade própria.
Os pensamentos abstratos derivam diretamente do mundo primordial das ideias e por isso possuem elementos e irradiações mais puras.
Dependendo dos elementos predominantes, os pensamentos podem manifestar-se como:
Elétricos.
Magnéticos.
Eletromagnéticos.
Neutros.
O pensamento chega à consciência através do magneto quadripolar e é conduzido até sua realização.
Todas as coisas criadas no mundo material possuem antes sua origem no mundo das ideias.
Tempo e Espaço nos Três Planos
Plano Material
Está sujeito ao tempo e ao espaço.
Plano Astral
Está ligado ao espaço.
Plano Mental
É livre tanto do tempo quanto do espaço.
A velocidade com que os pensamentos chegam à consciência depende do grau de maturidade espiritual da pessoa.
Quanto mais evoluído o espírito, mais rápida se torna sua atividade mental.
Habitantes do Plano Mental
Assim como o plano astral possui habitantes próprios, o plano mental também os possui.
Entre eles estão:
Os falecidos cujos corpos astrais já se dissolveram.
As formas-pensamento.
Os elementares.
Formas-Pensamento
As formas-pensamento surgem a partir das ideias e dos pensamentos emitidos pelo espírito.
Cada uma delas possui forma e vibração compatíveis com a ideia que lhe deu origem.
Os Elementares
Os elementares são seres criados consciente ou inconscientemente pelo homem através de pensamentos intensos e constantemente repetidos.
Diferentemente das simples formas-pensamento, eles possuem:
Uma parcela de consciência.
Instinto de autopreservação.
Existência relativamente independente.
Sua atuação limita-se principalmente à esfera mental.
Diferença entre Forma-Pensamento e Elementar
Forma-Pensamento
Surge de uma ou mais ideias.
Não possui consciência própria.
Elementar
Surge de pensamentos constantemente alimentados.
Possui certa consciência.
Busca preservar sua existência.
A VERDADE
A VERDADE
Verdade
A verdade depende do reconhecimento de cada um, e como não temos todos a mesma concepção das coisas, também não podemos generalizar essa questão.
Cada um de nós possui a sua própria verdade de acordo com o seu grau de maturidade e a sua concepção das coisas.
Só aquele que domina e conhece as leis absolutas do macro e do microcosmo pode falar de uma verdade absoluta.
A Verdade e a Maturidade
Nenhum verdadeiro iniciado forçará alguém que não está suficientemente maduro a aceitar a sua verdade, pois a pessoa em questão só passaria a encará-la de seu próprio ponto de vista.
Seria inútil conversar sobre as verdades supremas com os não-iniciados, a menos que se tratem de pessoas que desejam muito conhecê-las e que estejam começando a amadurecer para elas.
"Não joguem pérolas aos porcos."
Conhecimento e Sabedoria
À verdade pertence também a distinção correta entre a capacidade, o conhecimento e a sabedoria.
Em todos os campos da existência humana o conhecimento depende da maturidade, da capacidade de assimilação, da memória, da razão e da inteligência, sem considerar se esse conhecimento foi enriquecido através da leitura, da comunicação ou de outro tipo qualquer de experiência.
Entre conhecimento e sabedoria existe uma diferença imensa, e é muito mais fácil obter conhecimento do que sabedoria.
A Fonte da Sabedoria
A sabedoria não depende nem um pouco do conhecimento.
A fonte da sabedoria está em Deus, portanto no princípio das coisas primordiais (Akasha), em todos os planos do mundo material denso, do astral e do mental.
A sabedoria não depende da razão e da memória, mas da maturidade, da pureza e da perfeição da personalidade de cada um.
Poderíamos também considerar a sabedoria como uma condição da evolução do "eu".
Em função disso a cognição chega a nós não só através da razão, mas principalmente através da intuição ou da inspiração.
O grau de sabedoria determina portanto o grau de evolução da pessoa.
DEUS
DEUS
Deus
Desde os tempos primordiais o homem acreditou em algo superior, transcendental, algo que ele pudesse divinizar, não importando que fosse uma ideia personificada ou não de Deus.
Aquilo que o homem não conseguia assimilar ou compreender ele atribuía a um poder superior, conforme a sua concepção.
Desse modo surgiram as divindades dos povos, tanto as boas quanto as más (demônios). Ao longo do tempo foram adorados deuses, anjos, demiurgos, demônios e espíritos, correspondentes às mentalidades dos povos em questão.
[Observação] O autor não discute aqui qual religião estaria correta; ele procura explicar a origem das diferentes concepções de Deus ao longo da história.
A Ideia de Deus para o Homem Comum
Para o homem comum a ideia de Deus serve como um ponto de apoio ou um suporte para o seu espírito, para que este não permaneça ou se perca no desconhecido.
Para ele, Deus é algo:
Incompreensível;
Abstrato;
Inimaginável.
A Ideia de Deus para o Mago
Para o mago as coisas não são desse modo.
Ele conhece o seu Deus sob todos os aspectos.
Não apenas dedica veneração à divindade, mas sabe que foi criado à sua imagem e que é parte dela.
Seu maior ideal, seu maior dever e seu objetivo mais sagrado é tornar-se uno com ela, tornar-se um homem-deus.
A União com Deus
A síntese da união com Deus consiste em desenvolver as ideias divinas desde os patamares mais baixos até os mais elevados, até que se consiga a unificação com o Universal.
Nesse processo, fica a critério de cada um:
Renunciar à própria individualidade;
Ou conservá-la.
Os grandes mestres que alcançam esse estado geralmente retornam à Terra com uma tarefa ou missão sagrada.
A Morte Mística
Nessa ascensão o mago iniciado é também um místico.
Somente na unificação, caso queira renunciar à sua individualidade, é que ele se desintegra voluntariamente.
Na terminologia mística isso é chamado de:
Morte Mística
Deus e os Quatro Elementos
Do ponto de vista mágico, a ideia de Deus pode ser compreendida através dos quatro elementos e do Tetragrammaton.
Elemento | Aspecto Divino |
|---|---|
Fogo | Poder supremo e força suprema |
Ar | Sabedoria, pureza e clareza |
Água | Amor e vida eterna |
Terra | Onipresença, imortalidade e eternidade |
A Divindade Superior
Juntos, esses quatro aspectos formam a divindade superior.
O caminho em direção a essa divindade será percorrido gradualmente, começando na esfera mais baixa até alcançar a verdadeira concretização de Deus em nós.
[Conceito-chave] Neste capítulo, "realizar Deus" não significa adorar uma divindade externa, mas desenvolver dentro de si os atributos divinos associados aos quatro elementos: poder, sabedoria, amor e eternidade.
O autor encerra afirmando que esse objetivo está ao alcance de todos:
"Feliz é aquele que a alcança ainda nessa vida."
ASCESE
ASCESE
Desde os tempos antigos, todas as religiões, seitas, escolas espiritualistas e sistemas de instrução dão uma grande importância à ascese.
Em alguns sistemas do Oriente a ascese chegou até aos limites do fanatismo, o que pode provocar grandes danos, pois o exagero nesse caso não é natural nem adequado.
[Observação] Logo no início o autor deixa claro que não defende práticas extremas de mortificação ou privação.
A Ascese e os Excessos
Quando a ascese, sob forma de dieta, serve para libertar o corpo de diversas mazelas e impurezas, além de eliminar doenças e equilibrar desarmonias, então a sua utilização é correta.
Mas de qualquer maneira devemos protegê-la de todo o exagero.
Quando alguém trabalha duro fisicamente, é uma loucura suspender a alimentação necessária à manutenção do corpo só por causa da ioga ou de algum outro exercício místico.
Tais extremos levam inevitavelmente a danos de saúde de graves consequências.
Vegetarianismo e Abstinência
O vegetarianismo, na medida em que não é usado como meio para um fim, como por exemplo para a purificação do corpo, não é imprescindível para a evolução ou o progresso espiritual.
Uma abstenção temporária de carne ou de alimentos de origem animal pode ser adotada:
Para determinadas operações mágicas;
Como preparação para certas práticas;
mas somente por um certo período de tempo.
A mesma coisa vale para a abstenção de relações sexuais.
A Ingestão de Carne
A ideia de que alguém possa assimilar características animalescas através da ingestão de carne é uma grande tolice e tem origem em uma linha espiritualista que não conhece as verdadeiras leis.
O mago não deve dar atenção a esses conceitos.
Moderação e Equilíbrio
Para o seu desenvolvimento mágico-místico o mago deve somente manter:
Moderação na comida;
Moderação na bebida;
Um modo de vida sensato.
Não há prescrições exatas nesse caso, pois a escolha do modo de vida mágico é totalmente individual.
Cada um deve saber:
O que lhe é mais adequado;
O que pode prejudicá-lo;
e é seu dever sagrado manter tudo em equilíbrio.
Os Três Tipos de Ascese
O autor divide a ascese em três categorias:
Tipo de Ascese | Finalidade |
|---|---|
Mental ou Espiritual | Disciplina do pensamento |
Anímica ou Astral | Enobrecimento da alma através do domínio das paixões e dos instintos |
Material ou Corporal | Harmonização do corpo através de uma vida moderada e natural |
Desenvolvimento Harmônico
Sem esses três tipos de ascese, desenvolvidos simultânea e paralelamente, não se pode pensar numa evolução mágica correta.
Nenhum desses três tipos deve ser negligenciado.
Nenhum deve suplantar o outro.
Caso contrário, o desenvolvimento torna-se unilateral.
[Conceito-chave] O equilíbrio entre corpo, alma e espírito aparece novamente como uma das ideias centrais de toda a obra.
Reflexão e Meditação sobre os Fundamentos
O autor aconselha que o estudante não se limite à simples leitura dos fundamentos teóricos da arte mágica.
Tudo o que foi descrito deve tornar-se um patrimônio espiritual através da reflexão e da meditação intensivas.
O futuro mago deverá compreender que a ação dos elementos nos diversos níveis e esferas condiciona toda a vida.
As mesmas forças atuam:
No microcosmo e no macrocosmo;
No pequeno e no grande;
No passageiro e no eterno.
A Visão da Morte
Sob esse ponto de vista não existe morte, na verdadeira acepção da palavra.
Tudo continua a viver, a transformar-se e a completar-se de acordo com as leis primordiais.
Por isso o mago não teme a morte.
A morte física é apresentada apenas como uma passagem:
Do plano material;
Ao plano astral;
E posteriormente ao plano espiritual.
Céu e Inferno
O autor afirma que o mago não deve acreditar num céu nem num inferno.
Segundo ele, essas concepções são utilizadas pelas religiões para manter seus fiéis sob determinada orientação moral.
O temor do inferno e a esperança do céu serviriam como incentivo para que as pessoas pratiquem o bem.
[Observação] Esta é uma posição específica do autor e da tradição hermética apresentada no livro. Ela não corresponde necessariamente à visão das religiões tradicionais citadas ao longo da obra.
Moralidade e Enobrecimento da Alma
Para o homem comum, as prescrições religiosas podem ter utilidade moral.
Para o mago, porém, as leis morais possuem outro objetivo:
Enobrecer a alma;
Enobrecer o espírito.
Segundo o autor, somente numa alma enobrecida as forças universais podem agir plenamente, sobretudo quando:
O corpo está desenvolvido;
A alma está desenvolvida;
O espírito está desenvolvido.
[Relação com capítulos anteriores] O capítulo encerra retomando praticamente toda a estrutura apresentada anteriormente: corpo, alma e espírito devem ser desenvolvidos juntos; o progresso unilateral é visto como um erro em qualquer etapa da iniciação.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO5
INSTRUÇÕES PARA INICIO DA PRÁTICA
INSTRUÇÕES PARA INICIO DA PRÁTICA
Paciência, perseverança e determinação são condições básicas para o desenvolvimento.
DEVEMOS SER:
Com os outros | Conosco mesmos |
|---|---|
Generosos | Severos |
Amistosos | Duros |
Condescendentes | Exigentes |
Nunca se deve julgar ou criticar os outros sem antes olhar para si mesmo.
O maior poder reside no silêncio.
Sem esforço não há recompensa.
GRAU I
GRAU I
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPIRITO (I)
Controle do Pensamento, Disciplina do Pensamento, Domínio do Pensamento
1. Observação do Curso dos Pensamentos
Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã.
Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar.
No início irá perceber que uma grande quantidade desses pensamentos precipitar-se-ão em sua mente, na sua maioria pensamentos relativos a coisas e situações do dia-a-dia, às suas atividades profissionais, suas preocupações em geral.
Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente livre e independente.
Não se trata de perder o curso do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com atenção.
Cuidados Durante o Exercício
Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o exercício.
Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício imediatamente e adiá-lo para uma outra ocasião.
Para permanecer desperto, o autor sugere:
Borrifar ou esfregar água fria no rosto e no peito;
Fazer algumas respirações profundas antes do exercício.
Com o tempo, o aprendiz descobrirá por si mesmo outras pequenas medidas auxiliares.
[Observação] O objetivo nesta fase não é controlar os pensamentos, mas observá-los sem interferir.
Tempo de Prática
Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito:
De manhã;
À noite.
A cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto.
Meta
Período | Tempo |
|---|---|
Início | 5 minutos |
Após aproximadamente 1 semana | 10 minutos |
O objetivo é acompanhar e controlar o curso dos pensamentos por até dez minutos sem dispersar-se.
Quem achar esse período insuficiente poderá prolongá-lo de acordo com a própria avaliação.
Resultado Esperado
O aprendiz perceberá que inicialmente os pensamentos passam pela mente em grande velocidade, dificultando sua observação.
Mas, de um exercício a outro:
O caos inicial desaparece gradualmente;
Os pensamentos tornam-se mais ordenados;
Surgem em menor quantidade;
Parecem vir de muito longe.
[Conceito-chave] O autor considera este exercício extremamente importante para toda a evolução mágica posterior.
2. Controle dos Pensamentos Indesejados
Depois de aprender a controlar os pensamentos, o exercício seguinte consiste em não permitir que pensamentos insistentes e indesejados aflorem à mente.
Exemplo
Ao retornar à vida privada e familiar:
As preocupações ligadas ao trabalho profissional devem ser desligadas.
No trabalho:
Os pensamentos devem permanecer exclusivamente voltados ao trabalho.
Não devem desviar-se para assuntos domésticos ou privados.
Isso deve ser exercitado até transformar-se em hábito.
Consciência nas Atividades Diárias
Devemos habituar-nos a executar nossas tarefas com a máxima consciência.
Não importa se a tarefa é:
Grande ou pequena;
Importante ou insignificante.
Esse exercício deve ser cultivado ao longo de toda a vida.
Segundo o autor, ele:
Aguça a mente;
Fortalece a memória;
Fortalece a consciência.
3. Fixação de um Único Pensamento
Depois de obter prática no exercício anterior, passa-se ao seguinte:
Escolher um único pensamento, ideia ou imagem e mantê-lo na mente por determinado período.
Deve-se:
Fixá-lo com toda a força;
Rejeitar energicamente todos os outros pensamentos.
No início isso será possível apenas por alguns segundos.
Posteriormente por alguns minutos.
Meta
Conseguir fixar um único pensamento durante:
10 minutos seguidos.
4. Esvaziamento Total da Mente
Quando o exercício anterior estiver dominado, inicia-se o aprendizado do esvaziamento total da mente.
Procedimento
Deite-se confortavelmente.
Relaxe o corpo inteiro.
Feche os olhos.
Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes.
Em sua mente não deve haver nada.
Somente o vazio total.
Fixe esse estado sem se desviar ou distrair.
Objetivo
No início será possível manter esse estado apenas por alguns segundos.
Com prática constante, o desempenho melhora gradualmente.
Meta
Manter o estado de vazio mental por:
10 minutos completos, sem distração e sem adormecer.
[Observação] Este é o último exercício da sequência mental apresentada neste grau. Os anteriores preparam gradualmente a mente para alcançar esse estado.
Diário Mágico
Os sucessos, fracassos, tempos de duração dos exercícios e eventuais perturbações deverão ser anotados cuidadosamente num diário mágico.
Esse diário servirá para o controle pessoal da própria escalada.
Quanto mais consciencioso o estudante for na execução dos exercícios, melhor será a assimilação dos restantes.
Recomendações Finais
Elaborar um plano preciso de trabalho para a semana seguinte ou para o dia seguinte.
Cultivar constantemente a auto-crítica.
[Importante] O autor deixa claro neste primeiro exercício que não se deve avançar para a etapa seguinte antes de dominar completamente a anterior. A progressão é gradual e individual.
INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA (I)
Introspecção ou Auto-Conhecimento
A Importância do Auto-Conhecimento
Em nossa casa, assim como em nosso corpo e nossa alma, precisamos sempre saber o que fazer e como fazê-lo.
Por isso nossa primeira tarefa é nos conhecermos a nós mesmos.
Todo sistema iniciático, de qualquer tipo, sempre impõe essa condição.
"Sem o auto-conhecimento não existe uma escalada verdadeira."
O Diário Mágico
Nos primeiros dias da instrução da alma pretendemos ocupar-nos com a parte prática da introspecção, ou auto-conhecimento.
Adote um diário mágico e tome nota de todas as facetas negativas de sua alma.
Esse diário deve ser de seu uso exclusivo e não deve ser mostrado a ninguém.
É um assim chamado livro de controle, só seu.
O Registro dos Defeitos
No autocontrole de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos e outros traços desagradáveis de caráter, você deve ser rígido e duro consigo mesmo.
Não seja condescendente consigo próprio.
Não tente embelezar nenhum de seus defeitos ou deficiências.
Medite e reflita sobre si mesmo.
Desloque-se a diversas situações do passado para lembrar:
Como você se comportou;
Quais defeitos surgiram;
Quais fraquezas se manifestaram.
Tome nota de todas as suas fraquezas, nas suas nuances e variações mais sutis.
Quanto mais você descobrir, tanto melhor.
Nada deve permanecer oculto ou velado.
"Lave a sua alma até que se purifique, dê uma boa varrida em todo o seu lixo."
A Importância Desse Trabalho
Essa auto-análise é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes.
Muitos sistemas ocultos negligenciam-no, e por isso também têm pouco sucesso.
Esse trabalho prévio na alma é a coisa mais importante para o equilíbrio mágico, pois sem ele não há possibilidade de uma escalada regular nessa evolução.
Exercício Diário de Auto-Crítica
Devemos dedicar alguns minutos de nosso tempo:
Pela manhã;
Ao anoitecer;
ao exercício de nossa auto-crítica.
Além disso, devemos utilizar momentos livres durante o dia para refletir intensamente se ainda há defeitos escondidos.
Ao descobri-los:
"Não hesite, anote-o imediatamente!"
Duração do Exercício
Caso você não consiga descobrir todos os seus defeitos em uma semana, prossiga por mais uma semana com essas pesquisas.
Continue até que o seu assim chamado:
"Registro de Pecados"
esteja definitivamente esquematizado.
Somente depois disso passe ao exercício seguinte.
Classificação dos Defeitos pelos Elementos
Depois de concluir o registro dos defeitos, tente atribuir cada um deles a um dos quatro elementos.
Arranje uma rubrica para cada elemento em seu diário.
Caso exista dúvida, coloque o defeito sob a rubrica:
Indiferente
No decorrer do trabalho de desenvolvimento será possível determinar o elemento correspondente.
Exemplo de Classificação dos Defeitos
Elemento | Defeitos Correspondentes |
|---|---|
Fogo | Irritação, ódio, ciúme, vingança, ira |
Ar | Leviandade, fanfarronice, supervalorização do ego, bisbilhotice, esbanjamento |
Água | Indiferença, fleugmatismo, frieza de sentimentos, transigência, negligência, timidez, teimosia, inconstância |
Terra | Susceptibilidade, preguiça, falta de consciência, lentidão, melancolia, falta de regularidade |
[Observação] O autor não apresenta essa lista como absoluta. Ela serve como ponto de partida para a autoanálise.
Divisão em Três Graus de Intensidade
Na semana seguinte, reflita sobre cada rubrica e divida-a em três grupos.
Grupo | Característica |
|---|---|
1º Grupo | Defeitos mais fortes, que surgem facilmente |
2º Grupo | Defeitos menos frequentes e menos intensos |
3º Grupo | Defeitos ocasionais e mais fracos |
Esse procedimento deve ser feito para todos os elementos, inclusive para os defeitos classificados como indiferentes.
"Trabalhe sempre escrupulosamente, e você verá que vale a pena!"
Classificação das Qualidades Positivas
Devemos proceder exatamente do mesmo modo com as características boas de nossa alma.
Elas também deverão ser classificadas sob as respectivas rubricas dos elementos e divididas nas mesmas três colunas de intensidade.
Exemplo de Classificação das Qualidades
Elemento | Qualidades Correspondentes |
|---|---|
Fogo | Atividade, entusiasmo, determinação, ousadia, coragem |
Ar | Esforço, alegria, agilidade, bondade, prazer, otimismo |
Água | Sensatez, sobriedade, fervor, compaixão, serenidade, perdão, ternura |
Terra | Atenção, perseverança, escrupulosidade, sistematização, sobriedade, pontualidade, senso de responsabilidade |
Os Dois Espelhos Astrais
Através desse trabalho você obterá dois espelhos astrais da alma:
Espelho | Conteúdo |
|---|---|
Espelho Negro | Características anímicas ruins |
Espelho Branco | Características anímicas boas e nobres |
Esses dois espelhos mágicos devem ser considerados autênticos espelhos ocultos.
Afora o seu proprietário, ninguém tem o direito de olhar para eles.
Atualização Contínua dos Espelhos
Ao longo do trabalho de evolução, caso surja alguma nova característica boa ou ruim, ela poderá ser incluída sob a rubrica correspondente.
Os espelhos não são documentos encerrados, mas instrumentos permanentes de observação.
Finalidade dos Espelhos Mágicos
Esses dois espelhos mágicos dão ao mago a possibilidade de reconhecer com bastante precisão qual dos elementos é predominante em seu caso, tanto no espelho branco quanto no negro.
Esse reconhecimento é necessário para se alcançar o equilíbrio mágico.
[Conceito-chave] Este é provavelmente um dos exercícios mais importantes de todo o primeiro grau. Todo o restante do desenvolvimento posterior será guiado pelo conhecimento obtido através desses dois espelhos.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO (I)
O desenvolvimento do invólucro exterior, isto é, do corpo, também deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento do espírito a da alma
"Nenhuma parte de nosso eu deve deixar a desejar, ou ser negligenciada."
ROTINA MATINAL
Logo pela manhã, ao despertar:
Escove o corpo com uma escova macia até que a pele fique levemente avermelhada.
Segundo o autor, com isso:
Abrem-se os poros;
A respiração da pele melhora;
Os rins são em grande parte aliviados de sua sobrecarga.
Depois, lave rapidamente o corpo inteiro, ou pelo menos a parte superior, com água fria.
Enxugue bem o corpo com uma luva ou uma toalha áspera, até que ele fique morno.
Adaptação ao Clima
Principalmente nas estações mais frias, as pessoas mais sensíveis poderão utilizar água tépida ou morna.
Esse procedimento deverá tornar-se um hábito diário e ser mantido por toda a vida.
Segundo o autor, seu efeito é:
Refrescante;
Eliminador do cansaço.
[Observação] O autor recomenda adaptar a temperatura da água às condições físicas da pessoa, evitando um rigor desnecessário.
Ginástica Matinal
Além disso, deve-se praticar diariamente uma ginástica matinal, pelo menos por alguns minutos.
O autor não descreve exercícios específicos, pois considera que cada pessoa deve escolher aqueles que melhor se adaptem:
À sua idade;
À sua preferência.
O objetivo principal é obter:
Um corpo elástico;
Um corpo saudável.
[Relação com os exercícios anteriores] Assim como o espírito é treinado pelo controle do pensamento e a alma pela introspecção, o corpo também recebe uma disciplina própria. Desde o início da obra, o autor insiste que os três desenvolvimentos devem ocorrer paralelamente.
A RESPIRAÇÃO
A Importância da Respiração
Devemos também dar a devida atenção à respiração.
Normalmente, todo ser vivo respira; sem a respiração não há vida.
Segundo o autor, o mago deve compreender que a respiração não é apenas um processo fisiológico, mas também um processo relacionado aos quatro elementos e ao princípio do Akasha.
Assim como a alimentação, a respiração é quadripolar e quadri-elementar, servindo para manter o corpo vivo.
Os Elementos na Respiração
O autor relaciona a respiração aos elementos da seguinte forma:
Elemento | Correspondência |
|---|---|
Fogo | Oxigênio |
Água | Nitrogênio |
Ar | Elemento mediador |
Terra | Liga o oxigênio e o nitrogênio |
Akasha | Elemento regulamentador (Princípio primordial) |
Assim como ocorre na natureza, a respiração também envolve os fluidos elétrico e magnético e sua polaridade.
Respiração Inconsciente e Respiração Consciente
Respiração normal (inconsciente)
Na respiração comum, apenas a quantidade necessária de matéria dos elementos é levada ao corpo para sua manutenção.
A assimilação adapta-se naturalmente à8s necessidades do organismo.
Respiração consciente
Na respiração consciente ocorre algo diferente.
"Se deslocarmos, para o ar a ser respirado, pensamentos, ideias ou imagens, abstratos ou concretos, eles serão captados pelo princípio akáshico do ar."
Segundo o autor, essas ideias são conduzidas pelos fluidos elétrico e magnético juntamente com o ar inspirado.
O Processo Segundo o Autor
Após passar pelos pulmões e alcançar a circulação sanguínea, o ar inspirado exerce dois papéis:
A parte material dos elementos serve para a manutenção do corpo.
O fluido eletromagnético impregnado pelo pensamento é conduzido:
Pela matriz astral ao corpo astral;
Pela matriz mental ao espírito.
[Observação] Essa descrição faz parte do modelo teórico apresentado pelo autor ao longo do livro, relacionando respiração, matrizes e planos sutis.
Advertência sobre Exercícios Respiratórios
O autor afirma que diversas escolas esotéricas utilizam a respiração consciente, citando como exemplo a Hatha Yoga.
Entretanto, alerta que muitas pessoas prejudicaram a própria saúde realizando exercícios respiratórios extremos, principalmente sem orientação de um mestre experiente.
Segundo ele:
"Não se trata da quantidade de ar inspirado, mas sim da qualidade da ideia que transferimos ao material aéreo."
Por isso:
Não é necessário inspirar grandes quantidades de ar.
Não se deve sobrecarregar inutilmente os pulmões.
Os exercícios devem ser realizados devagar e tranquilamente.
Exercício de Respiração Consciente
Preparação
Sente-se confortavelmente.
Relaxe todo o corpo.
Respire pelo nariz.
Visualização
Imagine que, junto com o ar inspirado, estão sendo transferidos ao seu corpo, através dos pulmões e do sangue:
Saúde;
Paz;
Serenidade;
Sucesso;
ou qualquer outra qualidade que você deseje alcançar.
A imagem deve ser tão intensa que o desejo pareça quase real.
"Você não pode ter a mínima dúvida a esse respeito."
Quantidade de Respirações
O autor recomenda iniciar com:
Horário | Respirações |
|---|---|
Manhã | 7 |
Noite | 7 |
Depois, aumentar gradualmente:
Uma respiração pela manhã;
Uma respiração à noite;
A cada dia.
Nunca se deve apressar nem exagerar.
Escolha dos Desejos
O autor recomenda trabalhar apenas um desejo de cada vez.
"Só passe a imaginar outro desejo quando o primeiro for totalmente realizado."
No início, aconselha evitar desejos egoístas.
Sugere concentrar-se em qualidades como:
Serenidade;
Saúde;
Paz;
Sucesso.
Tempo do Exercício
Segundo o autor:
No início, os progressos podem aparecer em aproximadamente sete dias para alguns praticantes.
Outros poderão levar semanas ou meses.
Isso dependerá:
Da disposição do praticante;
Da força do pensamento;
Do tipo de desejo escolhido.
O exercício respiratório não deve ultrapassar meia hora.
Posteriormente, dez minutos, em média, serão suficientes.
[Conceito-chave] Neste exercício, o autor enfatiza repetidamente que o fator mais importante não é a quantidade de ar respirado, mas a intensidade e a clareza da ideia associada à respiração.
ASSIMILAÇÃO CONSCIENTE DE NUTRIENTES
A Assimilação dos Nutrientes
A assimilação de nutrientes pelo corpo ocorre do mesmo modo que a assimilação do ar.
São os mesmos processos, só que na assimilação de nutrientes os efeitos são mais palpáveis e densos.
Os desejos transferidos à alimentação têm um efeito particularmente forte a nível material, pois estão sujeitos às irradiações densas e materiais dos elementos.
Por isso, se o mago quiser alcançar algo em relação ao seu corpo ou tiver outros desejos materiais, deverá levar em conta esse aspecto.
[Relação com o exercício anterior] Assim como a respiração consciente impregna o ar com um desejo, este exercício consiste em impregnar o alimento antes de ingeri-lo.
O Exercício
Preparação
Sente-se diante de um prato com o alimento que você pretende ingerir naquele momento.
Concentre seu pensamento o mais intensamente que puder, materializando o seu desejo no alimento com toda a força, como se esse desejo já tivesse se realizado.
Impregnação do Alimento
Se você estiver sozinho, sem ninguém que o observe ou perturbe, poderá manter as mãos postas sobre o alimento, abençoando-o.
Se não houver essa possibilidade:
Concentre o desejo na comida; ou
Feche os olhos.
Segundo o autor, isso pode dar a impressão de que você está rezando diante do alimento, e acrescenta:
"...na verdade, é isso mesmo o que acontece."
Durante a Refeição
Comece a comer devagar, mas conscientemente.
Mantenha a convicção interior de que o desejo, junto com o alimento, está penetrando em seu corpo até o último de seus nervos.
"O que para os cristãos representa a comunhão, deve ser para você a assimilação do alimento, portanto, um ato sagrado."
Recomendações Durante a Alimentação
Para a evolução mágica, o autor recomenda:
Não comer apressadamente.
Impregnar qualquer comida ou bebida com o desejo escolhido.
Consumir totalmente o alimento ou a bebida impregnados.
O Que Evitar
Durante a refeição, o autor orienta que:
Não se leia enquanto se come.
Não se converse durante a refeição.
Não se fale enquanto se come.
O pensamento deve permanecer fixo no desejo escolhido.
Manter Sempre o Mesmo Desejo
Também devemos tomar cuidado para que não apareça nenhum outro desejo contrapondo-se ao primeiro.
Exemplo apresentado pelo autor:
Se durante a respiração consciente o desejo escolhido foi saúde, não se deve concentrar em sucesso durante a refeição.
O mais conveniente é pensar sempre no mesmo desejo durante:
A respiração;
A alimentação.
Segundo o autor, isso evita oscilações opostas de irradiações no corpo.
"Quem tenta caçar dois coelhos de uma só vez, acaba não pegando nenhum."
Relação com a Eucaristia
Quem se concentra no Mistério da Eucaristia durante a assimilação consciente do alimento encontrará aqui uma conexão análoga.
O autor cita as palavras de Cristo:
"Tomai e comei, essa é minha carne; tomai e bebei, esse é meu sangue."
Segundo ele, essas palavras revelam, nesse contexto, um significado mais verdadeiro e profundo.
[Observação] O autor estabelece uma analogia entre este exercício e a comunhão cristã. Trata-se de uma interpretação hermética apresentada na obra, utilizando a Eucaristia como exemplo de assimilação consciente e sagrada, sem pretender explicar a doutrina cristã em si.
A MAGIA DA ÁGUA
A Importância do Elemento Água
Não é só na vida diária que a água representa um dos papéis mais importantes, por exemplo, para beber, para a preparação dos alimentos, para lavar e para a preparação de vapor nas fábricas, mas também em nosso desenvolvimento mágico, onde o elemento água pode se tornar um fator essencial.
Como mencionado na parte teórica, atribui-se ao elemento água o magnetismo, ou a força de atração.
É justamente essa característica que pretendemos utilizar no desenvolvimento mágico.
A Água como Acumulador
Não só a água, mas todos os líquidos têm a propriedade específica da atração e, por causa da contração, retêm tanto as influências boas quanto as más.
Por isso, o elemento água pode ser visto como um acumulador.
Segundo o autor:
Quanto mais fria a água, maior sua capacidade de acumulação.
Essa capacidade torna-se máxima em torno de 4 °C acima de zero.
À medida que a água aquece, sua capacidade de assimilação diminui.
Entre 36 °C e 37 °C, ela torna-se neutra para o magnetismo.
[Observação] Essas afirmações fazem parte do sistema mágico apresentado pelo autor e não correspondem a princípios estabelecidos pela ciência moderna.
Magnetização e Impregnação
O autor faz uma distinção importante.
Magnetização
Depende da capacidade acumulativa do elemento água.
Impregnação
Pode ser feita em qualquer objeto e a qualquer temperatura.
Assim, um pedaço de pão, uma sopa quente, um café ou um chá podem ser impregnados com um desejo.
Nesse caso, a impregnação não depende da temperatura da água, mas do princípio do Akasha atuando através do fluido eletromagnético.
[Conceito-chave] O autor diferencia claramente magnetizar de impregnar, tratando-os como processos distintos.
Primeiro Exercício – Lavagem Purificadora
Todas as vezes em que lavamos as mãos, devemos imaginar intensamente que, com a água, lavamos não só a sujeira do corpo, mas também a da alma.
Devemos imaginar, por exemplo, que estão sendo lavados:
O fracasso;
A ansiedade;
A insatisfação;
A doença.
Tudo isso sendo transferido para a água.
O autor recomenda lavar-se, de preferência, sob uma torneira, imaginando que, juntamente com a água, também escorrem os problemas e as fraquezas.
Quando Utilizar uma Bacia
Se houver apenas uma bacia disponível:
Jogue a água fora imediatamente após o uso.
Não permita que outra pessoa a utilize.
Outra possibilidade é mergulhar as mãos na água fria durante algum tempo, concentrando-se na ideia de que todas as fraquezas do corpo e da alma estão sendo atraídas pela força magnética da água.
Depois, essa água também deverá ser descartada.
"Convença-se de que todos os fracassos serão transferidos à água."
Banho em Rio
Segundo o autor, o exercício torna-se especialmente eficaz quando realizado no verão, durante um banho de rio.
Nesse caso recomenda-se submergir todo o corpo, com exceção da cabeça.
Segundo Exercício – Água Impregnada
O mesmo exercício pode ser realizado de forma inversa.
Antes da lavagem, deve-se:
Magnetizar ou impregnar a água com o desejo escolhido.
Convencer-se firmemente de que essa força será transferida ao corpo durante a lavagem.
Quem tiver disponibilidade poderá combinar os dois exercícios:
Eliminar as influências negativas utilizando uma primeira água.
Lavar-se em seguida com outra água previamente impregnada com o desejo escolhido.
No primeiro caso, o autor recomenda utilizar sabão.
Aplicação para a Pele
O autor apresenta uma terceira possibilidade, dirigida especialmente às mulheres.
Durante a lavagem do rosto, deve-se concentrar o magnetismo na ideia de que a água torna a pele:
Mais fresca;
Mais jovem;
Mais elástica;
Mais atraente.
Para isso recomenda:
Mergulhar o rosto na água por alguns segundos;
Repetir o procedimento pelo menos sete vezes.
Acrescenta que também pode ser colocada na água uma pequena quantidade de bórax.
[Observação] O texto atribui esse exercício especificamente às mulheres, refletindo o contexto histórico em que a obra foi escrita. O princípio descrito pelo autor poderia ser aplicado, segundo sua própria lógica, a qualquer pessoa.
Banho Magnético dos Olhos
O autor apresenta ainda o chamado banho magnético dos olhos.
Procedimento
Pela manhã, mergulhar o rosto em um recipiente meio cheio de água amanhecida ou fervida no dia anterior.
Abrir os olhos dentro da água.
Movimentar os olhos em todas as direções.
Repetir o exercício sete vezes.
Segundo o autor, o ardor inicial desaparece assim que os olhos se acostumam com a água.
Para pessoas com fraqueza visual, recomenda acrescentar uma infusão de eufrásia (Herba Euphrasia).
Efeitos Atribuídos ao Exercício
Segundo o autor, esses banhos oculares:
Tornam os olhos mais resistentes às mudanças climáticas;
Eliminam a fraqueza visual;
Fortalecem a visão;
Tornam os olhos claros e luminosos.
Ele ressalta que a água utilizada deve ser previamente impregnada com o pensamento ou desejo escolhido.
Acrescenta ainda que aprendizes mais evoluídos, que estejam desenvolvendo a clarividência, podem utilizar essa técnica como parte desse treinamento.
[Observação] As alegações sobre melhora da visão e desenvolvimento da clarividência pertencem ao sistema hermético descrito pelo autor e não constituem tratamentos médicos comprovados. Caso haja problemas oculares, é importante buscar avaliação de um oftalmologista.
RESUMO DOS EXERCÍCIOS DO GRAU I
I. INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO
1. Controle do Pensamento
Observar o curso dos pensamentos.
Praticar duas vezes ao dia.
Duração: de 5 a 10 minutos.
2. Disciplina do Pensamento
Não permitir que pensamentos indesejados aflorem.
Fixar um único pensamento escolhido.
Exercitar o estado de vazio ou ausência de pensamentos.
3. Domínio do Pensamento
Adotar um diário mágico.
Praticar a autocrítica.
Planejar os processos de pensamento para o dia seguinte ou para a semana seguinte.
[Observação] Ao longo do capítulo, esses três exercícios são apresentados em sequência: primeiro observar os pensamentos, depois controlá-los e, por fim, dominar completamente a atividade mental.
II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA
1. Introspecção ou Auto-Conhecimento
Autoanálise.
Registro dos defeitos.
Registro das qualidades.
2. Montagem dos Espelhos da Alma
Elaborar:
Espelho Negro (defeitos).
Espelho Branco (qualidades).
Cada espelho deve ser organizado conforme:
Elemento | Classificação |
|---|---|
Fogo | 3 níveis de intensidade |
Ar | 3 níveis de intensidade |
Água | 3 níveis de intensidade |
Terra | 3 níveis de intensidade |
III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO
Adoção de um estilo de vida normal e sensato.
Ginástica matinal.
Exercício respiratório consciente.
Alimentação consciente.
Magia da água.
Tempo de Prática
Para cada um desses exercícios está previsto um período de quatorze dias a um mês.
Esse período é indicado para pessoas de aptidão média.
Para aqueles que já praticaram algum tipo de concentração ou meditação, esse tempo deve ser suficiente.
Para os iniciantes, o tempo de prática deve ser prolongado de acordo com a necessidade, pois todas as conquistas dependem da individualidade de cada um.
Regra Fundamental
"Seria inútil passar de um grau a outro sem ter elaborado corretamente o anterior e dominá-lo totalmente."
[Conceito-chave] Esta é uma das regras mais importantes de toda a obra: o progresso deve ser gradual. O domínio completo do Grau I é apresentado como condição indispensável para iniciar o Grau II.
GRAU II
GRAU II
AUTO-SUGESTÃO OU O MISTÉRIO DO SUBCONSCIENTE
A Consciência e o Subconsciente
Assim como a consciência normal possui sua morada na alma e age no corpo através do cérebro, o subconsciente também é uma característica da alma e encontra-se no cerebelo.
Considerando sua utilização prática na magia, estudaremos principalmente a função psicológica do subconsciente.
Segundo o autor:
A consciência normal e o subconsciente são polos opostos.
Aquilo que na consciência normal entendemos como pensamento, sentimento, vontade, memória, razão e compreensão, reflete-se no subconsciente como um efeito oposto.
Do ponto de vista prático, o subconsciente pode ser encarado como nosso oponente.
O Papel do Subconsciente
A força instintiva, os impulsos e tudo aquilo que não queremos — como paixões incontroláveis, defeitos e fraquezas — nascem justamente dessa esfera da consciência.
Na introspecção, a tarefa do aprendiz é decompor o trabalho dessa subconsciência de acordo com a chave dos elementos ou do magneto quadripolar.
Segundo o autor, esse trabalho proporciona segurança através da reflexão e da meditação.
Transformando o Subconsciente
O subconsciente é apresentado como a força impulsionadora daquilo que não queremos.
Por isso devemos aprender a transformá-lo para que ele:
Deixe de nos prejudicar;
Passe a ajudar na realização de nossos desejos.
O Mistério do Tempo e do Espaço
Para a realização de um desejo no mundo material, o subconsciente precisa de:
Tempo;
Espaço.
Segundo o autor, quando retiramos do subconsciente os conceitos de tempo e espaço, sua polaridade oposta deixa de atuar, permitindo que ele trabalhe a favor do desejo.
[Conceito-chave] É justamente nesse "desligamento" do tempo e do espaço que o autor afirma residir a chave prática da auto-sugestão.
A Formulação Correta da Auto-Sugestão
A fórmula escolhida deve ser sempre formulada:
No tempo presente;
Na forma imperativa.
Exemplos
❌ Não dizer:
"Eu pretendo parar de fumar."
"Eu pretendo parar de beber."
✔ Dizer:
"Eu não fumo."
"Eu não bebo."
"Não tenho vontade de fumar."
"Não tenho vontade de beber."
Segundo o autor:
"A chave para a auto-sugestão reside na forma presente ou imperativa."
O Melhor Momento para a Auto-Sugestão
O subconsciente trabalha com mais intensidade durante o sono.
Como a consciência normal encontra-se suspensa nesse período, predominam as atividades do subconsciente.
Os momentos mais favoráveis são:
Pouco antes de adormecer;
Logo após despertar, quando ainda estamos em estado de meio-sono.
O autor recomenda:
Adormecer sempre com pensamentos positivos, harmônicos, de sucesso, saúde e paz.
Nunca adormecer com:
Pensamentos depressivos;
Preocupações;
Ideias negativas.
O Cordão de Contas
Antes de iniciar a prática, o autor recomenda confeccionar um pequeno colar com:
Cerca de 30 ou 40 contas, ou
Um cordão contendo 30 ou 40 nós.
Finalidades
Contar automaticamente as repetições da fórmula.
Evitar desviar a atenção fazendo contagens mentais.
Registrar interrupções durante exercícios de concentração e meditação.
A Prática da Auto-Sugestão
Depois de formular o desejo em uma frase curta, passe ao exercício.
Exemplos de fórmulas
"Eu me sinto melhor a cada dia que passa."
"Não tenho vontade de beber."
"Não tenho vontade de fumar."
"Tenho saúde."
"Estou satisfeito e feliz."
Procedimento
Pouco antes de dormir:
Pegue o cordão.
Repita a fórmula escolhida em voz baixa ou apenas mentalmente.
A cada repetição, avance uma conta ou um nó.
Ao terminar o cordão, a fórmula terá sido repetida aproximadamente 40 vezes.
A Visualização
Durante todo o exercício:
O desejo deve ser visualizado como se já estivesse realizado.
Se, ao terminar a segunda passagem pelo cordão, ainda não houver sono:
Continue imaginando o desejo realizado até adormecer.
Segundo o autor:
"Você precisa tentar levar o desejo para o sono."
Caso adormeça antes de concluir a segunda volta pelo cordão, isso não prejudica o exercício.
Repetição Pela Manhã
Ao despertar, enquanto ainda estiver em estado de meio-sono, deve-se repetir a experiência.
Quem acorda durante a noite poderá aproveitar esses momentos para repetir novamente o exercício.
Segundo o autor, isso acelera os resultados.
Quais Desejos Podem Ser Utilizados
Segundo o autor, podem ser objeto da auto-sugestão todos os desejos relacionados:
Ao espírito;
À alma;
Ao corpo.
Exemplos:
Aperfeiçoamento do caráter;
Combate aos defeitos;
Eliminação de fraquezas;
Correção de desarmonias;
Saúde;
Desenvolvimento de habilidades;
Afastamento ou atração de determinadas situações.
Limites da Auto-Sugestão
O autor afirma que não devem ser escolhidos desejos sem relação com a própria personalidade.
Como exemplo, cita:
Ganhar na loteria.
Mudança da Fórmula
Só devemos escolher uma nova fórmula quando estivermos plenamente satisfeitos com o sucesso da primeira.
[Observação] O autor enfatiza a importância da constância: trabalhar um único objetivo até sua realização antes de passar ao seguinte.
[Relação com o Grau I] Assim como nos exercícios de respiração e alimentação consciente, o autor volta a insistir na concentração sobre um único desejo. A dispersão da vontade é apresentada, ao longo de toda a obra, como um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento mágico.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPIRITO (II)
Na instrução mágica do espírito, do primeiro grau, aprendemos a controlar e dominar nossos pensamentos.
Agora prosseguiremos aprendendo a concentrar o pensamento, através do aumento da capacidade de concentração e do fortalecimento da força de vontade.
a) Exercícios Visuais

Primeira Etapa – Visualização com os Olhos Fechados
Coloque alguns objetos à sua frente, por exemplo:
Um garfo;
Uma faca;
Uma cigarreira;
Um lápis;
Uma caixa de fósforos.
Escolha um deles e fixe o pensamento nesse objeto durante algum tempo.
Memorize exatamente:
Sua forma;
Sua cor.
Depois, feche os olhos e tente imaginar esse mesmo objeto tão plasticamente quanto ele é na realidade.
Caso ele lhe fuja do pensamento, tente chamá-lo de volta.
Desenvolvimento do Exercício
No início você só conseguirá lembrar-se do objeto por alguns segundos.
Mas, com perseverança e repetição constante:
O objeto tornar-se-á cada vez mais nítido;
As fugas do pensamento serão cada vez mais raras;
O retorno da atenção será mais fácil.
Não devemos assustar-nos com os fracassos iniciais.
Se houver cansaço, deve-se passar para outro objeto.
Tempo de Prática
No começo, não se deve praticar o exercício por mais de 10 minutos.
Depois, aumentar gradativamente até chegar a 30 minutos.
Controle das Perturbações
Para controlar as perturbações, deve-se utilizar o cordão de contas ou de nós descrito no capítulo da auto-sugestão.
A cada interrupção do pensamento:
Passe para a conta ou nó seguinte.
Assim será possível saber quantas perturbações ocorreram durante o exercício.
Objetivo da Primeira Etapa
O exercício será considerado bem-sucedido quando conseguirmos:
Fixar um único objeto no pensamento, sem interrupções, durante cinco minutos.
Segunda Etapa – Visualização com os Olhos Abertos
Depois de dominar a primeira etapa, passa-se ao exercício seguinte.
Agora devemos imaginar o objeto com os olhos abertos.
O objeto deve tornar-se visível diante dos olhos:
Como se estivesse suspenso no ar;
Tão plástico que pareça palpável.
Não devemos tomar conhecimento de nada que esteja ao redor além do objeto imaginado.
Também nesta etapa devemos utilizar o cordão de contas para registrar cada distração ocorrida durante o exercício.
Objetivo da Segunda Etapa
O exercício será considerado bem-sucedido quando conseguirmos:
Fixar o pensamento num objeto suspenso no ar, sem nenhuma interferência, durante pelo menos cinco minutos seguidos.
[Observação] Diferentemente dos exercícios do Grau I, cujo foco era controlar o fluxo dos pensamentos, aqui o objetivo passa a ser aumentar a intensidade e a estabilidade da concentração, primeiro reproduzindo um objeto na mente e, depois, mantendo essa imagem consciente mesmo com os olhos abertos.
b) EXERCÍCIOS AUDITIVOS

A Concentração Auditiva
Depois da capacidade de concentração visual, vem a capacidade auditiva.
Nesse caso, a força da auto-sugestão tem, no início, uma grande importância.
Não se pode dizer simplesmente:
"Imagine o tic-tac de um relógio."
Segundo o autor, o conceito de "imaginação" costuma estar associado à representação de uma imagem, o que não corresponde ao objetivo deste exercício.
Por isso, a formulação correta seria:
"Imagine estar ouvindo o tic-tac de um relógio."
Primeiro Exercício
Tente imaginar estar ouvindo o tic-tac de um relógio de parede.
Inicialmente você só conseguirá fazê-lo durante alguns segundos.
Com persistência:
O tempo de concentração aumentará gradativamente.
As perturbações tornar-se-ão cada vez menores.
Também aqui deve ser utilizado o cordão de contas ou de nós para controlar as interrupções.
Progressão dos Exercícios
Depois do relógio de parede, o autor recomenda praticar com outros sons, como:
Tic-tac de um relógio de bolso;
Tic-tac de um relógio de pulso;
Badalar de sinos em diferentes modulações.
Em seguida, ampliar gradualmente a variedade dos sons.
Sons Sugeridos
O autor propõe exercitar a concentração auditiva imaginando sons como:
Toques de gongo;
Pancadas de martelo;
Batidas em madeira;
Arranhões;
Arrastamento dos pés;
Trovões;
O barulho suave do vento soprando;
O vento forte de um furacão;
O murmúrio de uma cachoeira;
Música de instrumentos, como:
Violino;
Piano.
Regra Fundamental
Neste exercício, o importante é concentrar-se somente na percepção auditiva.
Não se deve permitir a interferência da imaginação visual.
Por exemplo:
Ao imaginar o badalar dos sinos, não deve aparecer a imagem dos sinos.
Caso alguma imagem surja espontaneamente, ela deve ser imediatamente afastada.
[Conceito-chave] O objetivo deste exercício é desenvolver a capacidade de manter uma representação exclusivamente sonora, sem apoio da imaginação visual.
Objetivo do Exercício
O exercício estará completo quando se conseguir:
Fixar a imaginação auditiva durante, no mínimo, cinco minutos.
[Observação] Assim como ocorreu nos exercícios visuais, o autor propõe uma progressão gradual: inicia-se com um som simples e repetitivo (o tic-tac de um relógio) e avança-se para sons cada vez mais complexos, mantendo sempre a concentração em apenas uma modalidade sensorial.
c) EXERCÍCIOS SENSORIAIS
Concentração na Sensação
O exercício seguinte é a concentração na sensação.
A sensação escolhida pode ser de:
Frio;
Calor;
Peso;
Leveza;
Fome;
Sede.
Essa sensação deve ser fixada na mente sem nenhuma imaginação auditiva ou visual, até se conseguir mantê-la durante pelo menos cinco minutos.
Quando formos capazes de escolher e manter qualquer sensação, poderemos passar ao exercício seguinte.
[Conceito-chave] O objetivo é perceber apenas a sensação em si, sem criar imagens ou sons associados a ela.
d) EXERCÍCIOS OLFATIVOS
Concentração no Olfato
Em seguida vem a concentração no olfato.
Devemos imaginar o perfume de algumas flores, como:
Rosas;
Lilases;
Violetas;
Ou outras.
Essa ideia deve ser fixada sem deixar aparecer a representação visual das flores.
O mesmo exercício deve ser realizado com os mais diversos odores desagradáveis.
O treinamento deve continuar até que seja possível escolher qualquer odor e mantê-lo na imaginação por pelo menos cinco minutos.
e) EXERCÍCIOS GUSTATIVOS
Concentração no Paladar
A última concentração nos sentidos é a do paladar.
Sem pensar numa comida ou bebida, nem imaginá-las, devemos concentrar-nos apenas em seu gosto.
No início devem ser escolhidas as sensações básicas:
Doce;
Azedo;
Amargo;
Salgado.
Depois de dominá-las, pode-se passar ao gosto dos mais diversos temperos, conforme a preferência do aprendiz.
O objetivo do exercício será alcançado quando for possível fixar qualquer sabor, à vontade, durante no mínimo cinco minutos.
Observações Finais
Constataremos que uma ou outra modalidade de concentração poderá ser mais difícil para determinados aprendizes.
Segundo o autor, isso é um sinal de que a função cerebral correspondente àquele sentido é:
Deficiente;
Pouco desenvolvida;
Ou atrofiada.
O autor observa ainda que a maioria dos sistemas de aprendizado trabalha apenas uma, duas ou, no máximo, três funções sensoriais.
Já os exercícios de concentração realizados com os cinco sentidos:
Fortalecem o espírito;
Fortalecem a força de vontade;
Ensinam a controlar todos os sentidos;
Desenvolvem os sentidos;
Conduzem ao domínio completo deles.
"Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, e por isso não devem ser desdenhados."
[Observação] Ao final desta sequência, o treinamento abrange os cinco sentidos (visão, audição, sensação, olfato e paladar). A proposta do autor é desenvolver a capacidade de concentrar a mente em qualquer modalidade sensorial de forma isolada e voluntária, sem interferência das demais.
Instrução Mágica do Alma (II)
Equilíbrio Mágico-Astral ou dos Elementos
No primeiro grau o aluno aprendeu a praticar a introspecção.
Ele tomou nota de suas características boas e más segundo os quatro elementos e dividiu-as em três grupos.
Dessa maneira pôde montar dois espelhos da alma:
Espelho Branco (características boas);
Espelho Negro (características ruins).
Esses dois espelhos da alma representam o seu caráter anímico.
Nessa configuração ele deverá saber distinguir as forças dos elementos predominantes, tanto no positivo quanto no negativo.
"Deve esforçar-se para estabelecer, a qualquer preço, o equilíbrio no efeito dos elementos."

Sem a compensação dos elementos no corpo astral ou na alma não há possibilidade de progresso mágico ou evolução.
[Conceito-chave] O objetivo principal desta etapa não é adquirir novos poderes, mas equilibrar os elementos da própria personalidade.
Transformação do Caráter ou Enobrecimento da Alma
A função desse grau é estabelecer esse equilíbrio da alma.
Se o futuro mago tiver força de vontade suficiente, poderá começar dominando suas características ou paixões mais influentes.
Se não possuir ainda essa força de vontade, deverá começar pelo lado oposto:
Compensando primeiro as pequenas fraquezas;
Combatendo gradualmente os erros e fraquezas maiores, até dominá-los completamente.
Os Três Métodos
Para o domínio das paixões, o autor apresenta três possibilidades.
1. Auto-Sugestão
Utilização sistemática da auto-sugestão, conforme descrito anteriormente.
2. Transmutação das Paixões
Transformação das paixões em características opostas e positivas.
Segundo o autor, isso pode ser alcançado por meio de:
Auto-sugestão;
Meditação frequente;
Autoconscientização contínua das boas características.
3. Observação Atenciosa e Força de Vontade
Através desse método procura-se impedir o impulso das paixões logo em sua origem.
Segundo o autor:
"Esse método é na verdade o mais difícil."
É indicado principalmente para aqueles que:
Possuem uma enorme força de vontade;
Ou desejam desenvolvê-la através dessa luta constante contra os próprios impulsos.
Combinação dos Métodos
Se o aprendiz tiver tempo suficiente e desejar progredir mais rapidamente, poderá empregar os três métodos simultaneamente.
O autor recomenda dar aos três uma única direção e um único objetivo.
Como exemplos, cita:
A comida consciente;
A magia da água;
Outros exercícios já aprendidos.
"O sucesso então não tardará."
Objetivo do Grau
Esse grau tem como objetivo estabelecer o equilíbrio dos elementos na alma.
Por isso, o futuro mago deve esforçar-se para eliminar rapidamente e com segurança todas as paixões que o atrapalham.
Segundo o autor, essas paixões constituem um grande obstáculo para a evolução mágica.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO (II)
Os exercícios de instrução mágica do corpo praticados no Grau I devem ser mantidos e tornar-se um hábito diário, como:
Lavagens em água fria;
Fricções;
Ginástica matinal;
Magia da água;
Alimentação consciente.
No Grau II, a instrução mágica do corpo apresenta uma variação dos exercícios respiratórios.
No grau anterior aprendemos a respirar conscientemente pelos pulmões.
Agora será introduzida a respiração consciente pelos poros.
RESPIRAÇÃO CONSCIENTE PELOS POROS
A Pele como Segundo Pulmão
Nossa pele possui uma dupla função:
Respiração;
Eliminação.
Por isso, pode ser considerada:
Um segundo pulmão;
Um segundo rim.
Segundo o autor, é justamente por isso que foram recomendados anteriormente:
O escovamento da pele;
As fricções;
As lavagens com água fria.
Esses procedimentos têm como finalidade:
Aliviar os pulmões;
Aliviar os rins;
Estimular a atividade dos poros.
O Exercício
Sente-se confortavelmente em uma poltrona ou deite-se em um divã.
Relaxe toda a musculatura do corpo.
A cada inspiração imagine que não são apenas os pulmões que respiram, mas todo o corpo.
Convença-se de que cada poro também está assimilando a força vital e conduzindo-a para todo o organismo.
O autor utiliza a seguinte comparação:
"Você deve imaginar-se como uma esponja seca, que ao ser mergulhada na água absorve-a com sofreguidão."
Assim, durante a inspiração, imagine que a força vital do ambiente penetra em todo o corpo.
Associação com os Desejos
Depois de adquirir prática respirando pelos pulmões e pelos poros simultaneamente, deve-se unir esse exercício à impregnação de um desejo.
Exemplos apresentados pelo autor:
Paz;
Saúde;
Sucesso;
Domínio das paixões.
O desejo deve ser assimilado:
Pelos pulmões;
Pela corrente sanguínea;
Por todo o corpo.
A formulação deve permanecer, como nos exercícios anteriores, no tempo presente.
Expiração Consciente
Quando houver domínio da inspiração, passa-se também a utilizar a expiração.
Durante a expiração deve-se imaginar que estão sendo eliminados:
Os fracassos;
As fraquezas;
As inquietações;
Tudo aquilo que representa o oposto do desejo escolhido.
Objetivo
O exercício estará completo quando o aprendiz conseguir:
Inspirar pelos pulmões e por todo o corpo;
Expirar pelos pulmões e por todo o corpo.
[Conceito-chave] Neste grau, a respiração deixa de ser localizada apenas nos pulmões e passa a envolver simbolicamente todo o corpo como instrumento de assimilação da força vital.
O DOMÍNIO DO CORPO NA VIDA PRÁTICA
A Postura
O exercício seguinte trata do domínio do corpo.
Sente-se em uma cadeira mantendo:
A coluna ereta;
Os pés juntos;
Os joelhos formando um ângulo reto.
No início é permitido apoiar-se no encosto.
As mãos devem repousar levemente sobre as coxas.
Toda a musculatura deve permanecer relaxada.
Primeiro Exercício
Coloque um despertador à sua frente e ajuste-o para tocar em cinco minutos.
Feche os olhos.
Observe todo o corpo mentalmente.
No início perceberá pequenos movimentos involuntários provocados pela excitação dos nervos.
Segundo o autor:
"Obrigue a si mesmo, com toda a energia, a permanecer sentado tranquilamente e a relaxar."
Progressão
Caso os joelhos insistam em se separar, o autor permite, inicialmente, amarrar as pernas com uma toalha ou um cordão.
Quando conseguir permanecer cinco minutos completamente imóvel, acrescente um minuto a cada novo exercício.
Objetivo
O exercício estará completo quando conseguir permanecer:
Sentado tranquilamente, confortavelmente e sem perturbações durante meia hora.
Segundo o autor, ao atingir esse nível perceberá que nenhuma outra posição proporciona descanso semelhante.
Desenvolvimento da Força de Vontade
Caso o objetivo seja desenvolver ainda mais a força de vontade, o autor recomenda manter essa postura por uma hora.
Depois disso, outras posições corporais poderão ser escolhidas.
Ele menciona as asanas da ioga hindu, observando que existem numerosas posturas descritas nessa tradição.
Entretanto, afirma que, para o desenvolvimento mágico proposto nesta obra:
"Precisamos apenas de uma postura do corpo, não importa qual; a mais simples é a descrita anteriormente."
Segundo o autor, sua finalidade é:
Aquietar o corpo;
Fortalecer a força de vontade.
Aplicação na Vida Prática
O aluno deve procurar exercitar o domínio do corpo também nas situações do dia a dia.
O autor apresenta alguns exemplos.
Quando estiver cansado
Obrigue-se a:
Realizar algum pequeno serviço;
Ou dar um pequeno passeio.
Quando estiver com fome
Adie a refeição por cerca de meia hora.
Quando sentir sede
Não beba imediatamente.
Espere um pouco antes de beber.
No comportamento diário
Se for apressado, force-se a agir mais lentamente.
Se for excessivamente lento, procure agir com mais agilidade.
Objetivo Final
Segundo o autor:
"Fica a critério do aprendiz usar a sua força de vontade para dominar o seu corpo e os seus nervos e forçá-los a fazer o que for determinado."
[Observação] Ao final deste capítulo, percebe-se que os exercícios deixam de ocorrer apenas durante a prática formal e passam a ser incorporados ao cotidiano. O domínio do corpo, para o autor, consiste em aprender a agir por decisão consciente, e não apenas por impulso, hábito ou conforto imediato.
RESUMO DOS EXERCÍCIOS DO GRAU II
I. INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO
1. Auto-Sugestão
Auto-sugestão ou a revelação dos mistérios do subconsciente.
Formulação dos desejos no tempo presente e na forma imperativa.
Prática preferencialmente antes de dormir e ao despertar.
2. Exercícios de Concentração
a) Visuais (Óticos)
Visualização de objetos com os olhos fechados.
Posteriormente, visualização com os olhos abertos.
b) Auditivos (Acústicos)
Concentração em sons imaginados, sem imagens visuais.
c) Sensoriais (Tato)
Concentração em sensações como:
Frio;
Calor;
Peso;
Leveza;
Fome;
Sede.
d) Olfativos (Cheiro)
Concentração em odores agradáveis e desagradáveis, sem visualizar sua origem.
e) Gustativos (Paladar)
Concentração em sabores:
Doce;
Azedo;
Amargo;
Salgado;
Outros sabores posteriormente.
Observação do autor: Os exercícios referentes ao desligamento do pensamento (estado negativo) serão retomados e aprofundados mais tarde.
II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA
Equilíbrio Mágico-Astral dos Elementos
Objetivo:
Estabelecer o equilíbrio dos quatro elementos na alma.
Aperfeiçoar o caráter.
Eliminar gradualmente as paixões e defeitos predominantes.
Métodos apresentados
a) Através do combate ou domínio das paixões.
b) Através da auto-sugestão.
c) Através da transmutação ou remodelação das características negativas em suas correspondentes positivas.
III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO
Exercícios
Respiração consciente pelos poros.
Postura consciente do corpo.
Domínio do corpo na vida prática, conforme a vontade.
Exemplos apresentados pelo autor:
Permanecer imóvel durante o exercício da postura.
Controlar impulsos como fome, sede e cansaço.
Adaptar voluntariamente o próprio comportamento (mais lento ou mais rápido, conforme a necessidade).
Antes de Adormecer
O autor recomenda:
"Antes de adormecer devem ser mantidos só os pensamentos mais belos e puros, pois estes serão levados depois ao sono profundo."
FIM DO SEGUNDO GRAU
[Conceito-chave do Grau II] Enquanto o Grau I teve como objetivo o autoconhecimento e o controle inicial do espírito, da alma e do corpo, o Grau II aprofunda esse trabalho por meio da concentração, da auto-sugestão, do equilíbrio dos elementos e do domínio consciente do corpo, preparando o aprendiz para exercícios mais avançados nos graus seguintes.
OS QUATRO PILARES DA MAGIA
OS QUATRO PILARES DA MAGIA
Conhecer, Ousar, Querer a Calar são os quatro pilares principais do templo de Salomão, portanto do macro a do microcosmo sobre os quais f oi erigida a sagrada ciência da magia. Relativamente aos quatro elementos, são estas as características básicas que todo mago deve possuir se quiser alcançar o grau mais elevado desta ciência.
SABER
Pode ser adquirido por qualquer um através de um estudo intenso, e o conhecimento de suas leis possibilita ao aprendiz alcançar, gradativamente, o estágio mais elevado da sabedoria.
OUSAR
Quem não teme sacrifícios nem obstáculos, a também não dá atenção às opiniões dos outros, mas mantém o objetivo sempre à sua frente sem se importar se terá sucesso ou fracassará, receberá a melhor das recompensas.
QUERER
É um aspecto da vontade que só pode ser alcançado com tenacidade, paciência a persistência no estudo da ciência sagrada a na sua aplicação prática. Quem pretende não só satisfazer sua curiosidade, mas levar a sério o seu estudo a escalar o caminho que o levará às mais luminosas alturas, precisará dispor de uma vontade inquebrantável.
CALAR
Quem gosta de se gabar a se promover exibindo sua sabedoria, não poderá nunca ser um verdadeiro mago. Um mago não precisa assumir ares de autoridade, muito pelo contrário, ele se esforça em não aparecer. Calar é ouro! Quanto mais ele se calar sobre as próprias experiências a conhecimentos, sem se isolar das outras pessoas, tanto mais poderes ele obterá da fonte primordial. Portanto, quem quiser obter o conhecimento e a sabedoria deverá empenhar-se em adotar essas quatro qualidades básicas, sem as quais ninguém conseguirá alcançar as coisas essenciais da magia sagrada.
Pilar | Significado segundo o autor |
|---|---|
Conhecer | Estudo intenso e compreensão das leis da magia. |
Ousar | Coragem para enfrentar obstáculos e manter-se fiel ao objetivo. |
Querer | Vontade firme, perseverança e disciplina para seguir o caminho iniciático. |
Calar | Discrição sobre as próprias experiências e humildade diante do conhecimento. |
GRAU III
GRAU III
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO (III)
Concentração do Pensamento em Duas ou Três Ideias Simultaneamente
No segundo grau aprendemos a praticar a concentração dos sentidos, isto é, a induzir a concentração de cada um de nossos sentidos.
Neste grau ampliaremos essa capacidade, concentrando-nos não apenas em um sentido, mas em dois ou três simultaneamente.
Primeiro Exercício
Imagine plasticamente um relógio de parede com um pêndulo que vai e vem.
A representação imaginária deve ser tão real que pareça existir de fato um relógio na parede.
Ao mesmo tempo:
Veja o relógio;
Ouça o seu tic-tac.
Tente fixar essa dupla imaginação durante cinco minutos.
No início conseguirá fazê-lo apenas por alguns segundos, mas com a repetição constante o tempo aumentará.
"A prática cria o mestre!"
Outros Exercícios
Repita a experiência com outros objetos, por exemplo:
Um gongo, vendo a pessoa golpeando-o e ouvindo seus sons;
Um regato, vendo a água e ouvindo seu murmúrio;
Um campo de trigo, vendo o campo e ouvindo o vento.
O próprio aluno deve criar novas combinações envolvendo dois ou três sentidos ao mesmo tempo.
O autor recomenda dar especial atenção ao desenvolvimento de:
Visão;
Audição;
Tato.
"Devemos praticá-los todos os dias com perseverança."
Objetivo
O exercício estará completo quando conseguirmos fixar simultaneamente duas ou três concentrações sensoriais durante cinco minutos.
Caso o cansaço apareça:
Interrompa o exercício;
Retorne quando o espírito estiver mais desperto.
Também deve ser evitado adormecer durante a prática.
Segundo o autor:
"As primeiras horas da manhã são as mais propícias para os trabalhos de concentração."
Concentração do Pensamento em Objetos, Paisagens e Lugares
Escolha uma posição confortável.
Feche os olhos e imagine plasticamente um lugar conhecido, por exemplo:
Uma região;
Uma casa;
Um jardim;
Um campo;
Um bosque.
Todos os detalhes devem ser memorizados:
Cor;
Luz;
Forma.
A imagem deve ser tão nítida como se você realmente estivesse naquele lugar.
Se a imagem desaparecer, traga-a novamente ao pensamento.
Acrescentando Outros Sentidos
Depois de dominar a imagem visual, acrescente sons correspondentes.
Exemplo de um bosque:
Canto dos pássaros;
Murmúrio de um regato;
Vento entre as árvores;
Zumbido das abelhas.
O exercício estará completo quando conseguir imaginar o local utilizando dois ou três sentidos simultaneamente durante cinco minutos.
Com os Olhos Abertos
Depois de dominar o exercício com os olhos fechados, repita-o com os olhos abertos.
Fixe o olhar em um ponto ou no vazio.
Segundo o autor:
"O ambiente físico ao redor deve deixar de existir para você, e a imagem escolhida deve flutuar diante de seus olhos como uma miragem."
O objetivo continua sendo manter essa imagem durante cinco minutos.
Lugares Imaginários
Após dominar locais conhecidos, passe para locais completamente imaginários.
Primeiro:
Com os olhos fechados.
Depois:
Com os olhos abertos.
Sempre mantendo a imagem durante cinco minutos.
Concentração do Pensamento em Animais e Pessoas
Animais
Passe agora para seres vivos.
Imagine animais como:
Cães;
Gatos;
Pássaros;
Cavalos;
Vacas;
Galinhas.
Primeiro:
Imóveis.
Depois:
Em movimento.
Exemplos apresentados pelo autor:
Um gato lavando-se;
Um gato caçando um camundongo;
Um cão correndo;
Um cão latindo;
Um pássaro voando;
Um pássaro alimentando-se.
Primeiro com os olhos fechados e depois com os olhos abertos.
Objetivo:
Manter a imagem durante cinco minutos.
Pessoas Conhecidas
Depois dos animais, passe para pessoas.
Comece imaginando:
Amigos;
Parentes;
Conhecidos;
Pessoas falecidas.
Depois:
Pessoas desconhecidas.
Primeiro imagine:
O rosto;
A cabeça;
O corpo inteiro.
Sempre:
Olhos fechados;
Depois olhos abertos.
Pessoas em Movimento
Após dominar a imagem estática, imagine as pessoas:
Andando;
Trabalhando;
Falando.
Associe também outro sentido.
Por exemplo:
Ver a pessoa;
Ouvir sua voz.
O autor recomenda imaginar:
O tom da voz;
O ritmo;
A velocidade da fala.
Sempre buscando a maior fidelidade possível à realidade.
Pessoas Inventadas
Depois passe a criar pessoas completamente imaginárias.
Podem ser:
Homens;
Mulheres;
Crianças;
Jovens;
Idosos.
O autor também sugere imaginar pessoas de diferentes povos, como:
Indianos;
Negros;
Chineses;
Japoneses.
Como auxílio, recomenda utilizar:
Livros ilustrados;
Revistas;
Museus.
Objetivo Final
A instrução mágica do espírito do terceiro grau estará completa quando o aprendiz conseguir:
Imaginar qualquer objeto;
Qualquer lugar;
Qualquer paisagem;
Qualquer animal;
Qualquer pessoa;
com os olhos fechados e também com os olhos abertos,
mantendo a concentração por cinco minutos, podendo utilizar simultaneamente dois ou três sentidos.
"Os exercícios de concentração dessa etapa fortalecem não só a força de vontade e a capacidade de concentração, mas todas as forças em conjunto, intelectuais e espirituais."
Afirma ainda que esses exercícios constituem preparação para práticas posteriores como:
Transmissão do pensamento;
Telepatia;
Viagem mental;
Clarividência;
Vidência à distância.
"Sem essas capacidades o futuro mago não progredirá."
[Observação] Neste terceiro grau, a concentração deixa de trabalhar apenas objetos isolados e passa a construir cenários completos, combinando múltiplos sentidos e movimento. A progressão segue uma sequência bem definida: objetos → lugares → animais → pessoas, aumentando gradualmente a complexidade da imaginação e do controle mental.
INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA (III)
Antes de iniciar a instrução desse grau, para que não nos prejudiquemos devemos ter certeza de que em nossa alma prevalece o equilíbrio astral dos elementos, o que pode ser obtido pela introspecção e o auto-domínio.
Diante da certeza de não haver nenhum elemento predominante, devemos, no decurso da evolução, continuar a trabalhar no aperfeiçoamento do caráter; mas mesmo assim, já podemos passar ao trabalho com os elementos, no corpo astral.
Respiração dos Elementos no Corpo Inteiro
Nessa etapa, a tarefa é a adequação de si mesmo às características básicas dos elementos, tomando-os predominantes ou neutralizando-os novamente.
Já conhecemos a teoria dos efeitos dos elementos e conectaremos a ela a prática, como segue:
A) FOGO
O fogo, com sua expansão ou dilatação em todas as direções, possui como característica específica o calor; por isso ele tem a forma esférica.
Portanto, devemos adequar-nos sobretudo a essa característica, de acordo com a nossa constatação, e sermos capazes de evocá-la a qualquer momento, na alma e no corpo.
A postura (Asana)
No domínio do corpo escolhemos uma posição na qual podemos permanecer confortavelmente e sem perturbações.
Os hindus chamam essa posição de asana. Para fins elucidativos, daqui em diante nós também usaremos essa expressão.
[Conceito-chave] Asana é o termo utilizado pelo autor para designar a postura corporal mantida durante os exercícios.
O exercício de inspiração
Assuma essa posição (asana) e pense no ponto central do elemento fogo que envolve todo o Universo, de forma esférica.
Imagine que tudo à sua volta, inclusive todo o Universo, é feito de fogo.
Então comece a inspirar esse elemento com o nariz e com todo o corpo (respiração pelos poros) ao mesmo tempo. Respire regular e profundamente, sem pressionar o ar ou forçar o pulmão.
O corpo material denso e o corpo astral devem assemelhar-se a um recipiente vazio no qual o elemento é inspirado, ou melhor, absorvido, a cada inspiração.
A cada inspiração:
o calor do elemento deve ser aumentado e comprimido no corpo;
a incandescência deve tornar-se cada vez mais intensa;
o calor e a força de expansão devem crescer continuamente;
a pressão ígnea deve aumentar, até finalmente nos sentirmos totalmente incandescentes e ardendo em fogo.
Todo o processo de inspiração do elemento ígneo através do corpo inteiro é naturalmente só imaginário, e deve ser realizado em conjunto com a imaginação plástica do elemento.
Contagem e repetição
No início devemos fazer sete inspirações do elemento fogo, acrescentando mais uma a cada novo exercício.
Em média, são suficientes 20 ou 30 inspirações.
Só os alunos mais fortes fisicamente e com maior força de vontade conseguirão superar esse limite.
Para não ter que contar o número de inspirações devemos usar o cordão de contas ou de nós, passando um nó ou uma conta adiante a cada nova inspiração.
No começo o calor imaginado é sentido só pela alma, mas, a cada nova experiência, a incandescência torna-se mais perceptível, tanto na alma quanto no corpo.
Ela pode aumentar a temperatura do corpo (eventualmente provocando transpiração) até ao nível da febre.
Se enquanto isso o aluno tiver estabelecido o equilíbrio dos elementos na alma, então essa acumulação de um elemento no corpo não provocará maiores danos.
O exercício de expiração (processo inverso)
Depois de finalizar o exercício da acumulação imaginária do elemento fogo, devemos sentir a sua força de incandescência e de expansão e treinar a sequência inversa.
Inspirando normalmente pela boca, e expirando tanto pela boca quanto pelo corpo todo (expiração pelos poros), devemos jogar o elemento fogo de volta ao Universo.
Essas respirações para a expiração do elemento devem ser feitas com a mesma frequência com que foram feitas as respirações anteriores para a inspiração.
Exemplo:
7 inspirações → 7 expirações.
Isso é muito importante, porque depois do exercício o aluno deve ter a sensação de que não sobrou nem um pedacinho de elemento nele, e a sensação de calor também deve desaparecer totalmente.
Por isso é aconselhável usar o cordão de contas ou de nós para a contagem, tanto da inspiração quanto da expiração.
Sobre os olhos
Os exercícios devem ser realizados:
Primeiro com os olhos fechados.
Depois com os olhos abertos.
Referência: Alexandra David-Neel e o Tumo
A pesquisadora e viajante Alexandra David-Neel, que estudou e conheceu bem os costumes do Tibet, descreveu em seus livros uma experiência semelhante chamada Tumo, supostamente realizada pelos lamas.
Entretanto, segundo o autor, esse método não é muito adequado à prática pelos europeus e não deve ser recomendado aos alunos de magia.
Os praticantes orientais e o Sadhana
No Oriente existem iniciados que praticam esse tipo de exercício (chamado de Sadhana) durante anos e materializam o elemento fogo de tal forma que conseguem até andar nus e descalços mesmo nas estações mais frias do ano sem sentirem o efeito do frio, conseguindo secar com o calor do próprio corpo os panos molhados que os envolvem.
Através da acumulação do elemento fogo eles conseguem influir no ambiente que os cerca e, com isso, diretamente na natureza, derretendo a neve e o gelo que estão a metros, ou até a quilômetros de distância à sua volta.
Esses e outros fenômenos semelhantes também podem ser provocados por um europeu, se ele se dispuser a gastar o tempo necessário para o treinamento.
Mas, para a nossa evolução mágica, é necessário dominarmos não só um elemento, mas todos eles, o que seria o correto do ponto de vista mágico.
B) AR
Agora seguem-se os exercícios do elemento ar, que devem ser realizados do mesmo modo que os do elemento fogo, só que com a imaginação de uma sensação diferente.
A preparação
Coloque-se na mesma posição confortável do corpo, feche os olhos e imagine encontrar-se no meio de um espaço aéreo que preencha todo o Universo.
Nada do que estiver em volta deve ser considerado, e não deve existir nada para você além desse espaço pleno de ar que envolve todo o Universo.
O exercício de inspiração
Você deverá inspirar esse elemento aéreo para o recipiente vazio da alma e do corpo material denso através da respiração total do corpo (pelos poros e pelos pulmões).
A cada respiração o corpo todo vai sendo preenchido com mais ar.
Você deve fixar a imaginação de que, a cada respiração, o seu corpo se preenche de ar de tal forma a parecer um balão.
Ao mesmo tempo imagine que seu corpo vai se tornando cada vez mais leve, tão leve quanto o próprio ar.
A sensação de leveza deve ser tão intensa a ponto de você mesmo não sentir mais o próprio corpo.
Contagem e repetição
Do mesmo modo que no exercício do elemento fogo, o do elemento ar deve ser iniciado com:
7 inspirações;
7 expirações.
Depois de concluído o exercício devemos ter novamente a sensação de que não sobrou nada do elemento ar em nosso corpo, e que nos sentimos tão normais quanto antes do exercício.
Para não precisar contar, podemos usar novamente o cordão de nós ou de contas.
De um exercício a outro devemos aumentar o número de inspirações e expirações, mas sem ultrapassar o número quarenta.
Sobre os resultados do treinamento
Através do treinamento constante, alguns iniciados conseguem até:
Levitar;
Andar sobre a superfície da água;
Flutuar no ar;
Deslocar o corpo;
principalmente quando o iniciado se concentra em um único elemento.
Entretanto, o autor ressalta:
"Mas nós magos não nos satisfazemos com fenômenos unilaterais, pois não é esse nosso objetivo."
Nossa vontade é penetrar mais profundamente na descoberta e no domínio dos elementos, para evoluirmos cada vez mais.
[Observação] Assim como no exercício do fogo, o autor utiliza uma imagem central para orientar toda a prática. No elemento fogo, a sensação predominante é o calor e a expansão; no elemento ar, passa a ser a leveza, até que o corpo seja percebido como extremamente leve, "como um balão".
C) ÁGUA
A preparação
Assuma novamente aquela posição habitual do corpo, feche os olhos e esqueça todo o ambiente ao redor.
Imagine que todo o Universo se parece a um oceano infinito e que você se encontra em seu ponto central.
O exercício de inspiração
Com cada respiração de corpo inteiro, o seu corpo se preenche com esse elemento.
Você deve sentir o frio da água em todo o corpo.
Quando ele estiver completamente cheio do elemento, depois de sete inspirações, passe à etapa seguinte.
O exercício de expiração
Expire o elemento água por sete vezes.
Em cada expiração você deverá eliminar esse elemento água do corpo, de modo que, na última delas, não sobre mais nada.
Nesse caso também o cordão de nós ou de contas lhe será muito útil para controlar o número de inspirações e expirações.
Contagem e repetição
A cada novo exercício faça uma respiração a mais.
Quanto mais frequente for a realização de suas experiências, tanto mais nítida será a sua percepção do elemento água, com toda a sua frieza característica.
Você deve imaginar-se na forma de um cubo de gelo.
Cada um dos exercícios não deve ultrapassar vinte minutos.
Com o tempo, você deverá conseguir esfriar seu corpo também quando estiver fazendo muito calor, num verão dos mais quentes.
[Conceito-chave] Assim como o fogo trabalha com a sensação de calor e o ar com a leveza, o elemento água é desenvolvido por meio da sensação de frio, cuja imagem central é a de tornar-se um cubo de gelo.
Sobre os resultados do treinamento
Segundo o autor, os iniciados do Oriente dominam esse elemento tão completamente que conseguem produzir grandes fenômenos com ele.
Entre os exemplos citados estão:
Produzir chuva na época mais quente e seca;
Interromper a chuva;
Afastar tempestades;
Tranquilizar o mar bravio;
Dominar todos os animais que vivem debaixo da água.
O autor conclui:
"Para o mago verdadeiro, esses e outros fenômenos semelhantes são facilmente explicáveis."
d) Terra
Agora resta-nos descrever ainda o último elemento, o da terra.
A preparação
Assim como nos exercícios anteriores com os elementos, assuma aquela sua posição confortável.
Desta vez imagine o Universo inteiro como terra, e você no seu ponto central.
Não imagine a terra como um punhado de barro, mas sim como matéria densa.
A característica específica da matéria do elemento terra é a densidade e o peso.
O exercício de inspiração
Com a ajuda da respiração de corpo inteiro, você deve preencher todo o seu corpo com essa matéria pesada.
No início faça sete inspirações, acrescentando uma respiração a mais em cada novo exercício.
Você deve concentrar em si mesmo tanta matéria a ponto do corpo ficar pesado como uma bola de chumbo, parecendo quase paralisado.
O exercício de expiração
A expiração é a mesma dos outros elementos.
No final do exercício você deverá sentir-se tão normal quanto no início dele.
A duração do exercício não deve ultrapassar vinte minutos.
[Conceito-chave] O elemento terra é desenvolvido por meio da sensação de peso e densidade, cuja imagem central é a de tornar o corpo pesado como uma bola de chumbo.
Referência: o Sadhana tibetano
Esse exercício (Sadhana) é realizado por muitos lamas tibetanos.
Segundo o autor, eles começam a meditar sobre um punhado de lama, deslocam-no e meditam novamente sobre ele.
O verdadeiro mago, porém, consegue captar e dominar o elemento de um modo mais simples, diretamente na sua raiz, e portanto não precisa desses processos complicados de meditação.
As cores dos elementos
A cor dos diversos elementos pode servir como imaginação auxiliar:
Elemento | Cor sugerida |
|---|---|
Fogo | Vermelho |
Ar | Azul |
Água | Azul-esverdeado |
Terra | Amarelo, cinza ou preto |
A imaginação da cor é uma escolha totalmente individual, mas não é estritamente necessária.
Se alguém achar que ela facilita o trabalho, então pode utilizá-la logo no início.
O autor ressalta que, nesses exercícios, trata-se basicamente de uma imaginação sentida.
Resultado esperado do treinamento
Depois de um treinamento mais longo, cada um deve, por exemplo através do elemento fogo, conseguir produzir um calor tão grande a ponto de ele poder ser constatado num termômetro como uma temperatura de febre.
O autor enfatiza que esse pré-exercício do domínio dos elementos é imprescindível, devendo receber a máxima atenção.
Considerações finais
O tipo de fenômeno que um iniciado pode produzir através do domínio do elemento terra é muito diversificado, e fica a critério de cada um refletir sobre isso.
O autor conclui:
"O domínio dos elementos é o campo mais obscuro da magia; falou-se muito pouco sobre ele até hoje, porque ele contém o maior dos arcanos."
E acrescenta:
"Ao mesmo tempo é o campo mais importante da magia, e quem não conseguir dominar os elementos não alcançará muita coisa importante no conhecimento mágico."
Instrução Mágica do Corpo (III)
O primeiro grau do aprendizado em questão já deve ter-se tornado um hábito e deve ser praticado ao longo de todo o curso.
O segundo grau será agora ampliado: o tempo da posição tranquila do corpo deve ser expandido até chegar a meia hora. Neste grau, a respiração pelos poros do corpo todo passará a ser específica de determinados órgãos individuais.
O aluno deverá ser capaz de deixar respirar pelos poros qualquer parte de seu corpo, à sua livre escolha.
Respiração Consciente pelos Órgãos
O exercício
Você deve sentar-se na posição habitual e fechar os olhos.
Com a consciência, transfira-se a uma de suas pernas; pode ser a esquerda ou a direita, tanto faz.
Imagine que a sua perna, como se fosse um pulmão, inspira e expira a força vital do Universo, ao mesmo tempo da sua respiração pulmonar normal.
A energia vital é inspirada (absorvida) a partir de todo o Universo e, através da expiração, jogada de volta a ele.
A sequência do treinamento
Ao conseguir realizar isso por sete vezes, passe para a outra perna e, depois, respire pelas duas pernas simultaneamente.
Em seguida faça a mesma coisa com:
Uma mão;
A outra mão;
As duas mãos simultaneamente.
Depois continue com os demais órgãos:
Órgãos sexuais;
Intestinos;
Estômago;
Fígado;
Baço;
Pulmões;
Coração;
Laringe;
Cabeça.
O exercício estará completo quando você conseguir fazer com que cada órgão de seu corpo, até o menor deles, respire por si só.
[Conceito-chave: o autor introduz aqui a transposição da consciência, isto é, dirigir completamente a atenção para um único órgão, fazendo-o "respirar" a força vital independentemente do restante do corpo.]
Finalidade do exercício
Esse exercício é muito significativo, pois nos permite:
Dominar cada uma das partes do corpo;
Carregá-la com energia vital;
Torná-la saudável e vivaz.
Se conseguimos alcançar isso em nós mesmos, então não será difícil atuar em outros corpos também através da transposição da consciência, que representa um papel importante na transmissão magnética de energia, ou seja, na arte mágica de curar.
Represamento da Energia Vital
a) Através da respiração pulmonar e pelos poros do corpo inteiro
O exercício
Sente-se na posição habitual e respire através dos pulmões e dos poros do corpo inteiro, inspirando a energia vital do Universo.
Porém desta vez você não deve devolvê-la, mas mantê-la em seu corpo.
Não pense em nada ao expirar; vá expirando o ar utilizado apenas aos poucos.
A cada nova respiração sinta como se inspirasse cada vez mais energia vital e a acumulasse em seu corpo, de certo modo represando-a.
Você deve sentir a pressão dessa energia vital como se fosse um vapor comprimido, imaginando que essa energia comprimida irradia de seu corpo como um aquecedor irradia calor.
A cada nova respiração a energia comprimida, ou de irradiação, torna-se maior, mais ampla, mais forte e mais penetrante.
Contagem e repetição
Devemos começar igualmente com sete inspirações, aumentando uma inspiração todos os dias.
O tempo de cada exercício não deve ultrapassar vinte minutos.
Aplicações
Esses exercícios devem ser realizados principalmente naqueles trabalhos e experiências que exigem uma quantidade e uma penetração grandes de energia vital, como:
Tratamento de doentes;
Ação à distância;
Magnetização de objetos.
Retorno ao estado normal
Quando a energia vital armazenada dessa maneira não for mais necessária, o corpo deve ser trazido de volta à sua tensão original, pois não é aconselhável permanecer com uma tensão superdimensionada no dia a dia.
Os nervos ficariam muito excitados, provocariam tensões anormais e outras consequências nefastas.
A experiência é finalizada ao devolvermos a energia represada ao Universo, expirando-a do corpo através da imaginação.
Então devemos inspirar apenas ar puro e expirar a tensão da energia vital até chegarmos ao equilíbrio.
Após muito treinamento
Com a prática, o mago conseguirá transferir a energia vital ao Universo de uma só vez, explosivamente, como o estouro de um pneumático cheio de ar.
Essa eliminação brusca, porém, só pode ser feita depois de muito treino, quando o corpo já se tornou suficientemente autodefensivo.
[Observação] Diferentemente do exercício anterior, em que a energia vital apenas atravessa o corpo durante a inspiração e a expiração, aqui o objetivo é acumulá-la conscientemente, aprendendo depois a utilizá-la e liberá-la de forma controlada. Esse é um dos fundamentos para as futuras práticas de magnetização e cura descritas pelo autor.
b) Nas diversas partes do corpo
Ao adquirir uma certa habilidade no exercício anterior, podemos aos poucos passar a praticá-lo com cada parte do corpo isoladamente, especializando-nos principalmente nas mãos.
Especialização por partes do corpo
O mesmo represamento da energia vital, antes realizado no corpo inteiro, passa agora a ser executado em regiões específicas do corpo.
O autor recomenda dar atenção especial às mãos, pois elas desempenham um papel importante na prática mágica.
[Conceito-chave: neste exercício, a energia vital deixa de ser acumulada apenas no corpo inteiro e passa a ser concentrada deliberadamente em uma única parte do corpo, conforme a vontade do praticante.]
As mãos e os olhos
Segundo o autor:
Os iniciados conseguem realizar esse exercício também com os olhos, podendo influenciar não apenas uma pessoa, mas até grandes multidões e submetê-las à sua vontade.
O mago que domina esse exercício com as mãos adquire o chamado poder da bênção.
É nisso que, segundo o autor, reside o mistério da bênção, da imposição das mãos nas doenças, entre outras práticas.
Objetivo do exercício
O exercício deste grau estará completo quando conseguirmos:
Conter a energia vital não apenas em todo o corpo;
Acumulá-la também em cada parte dele isoladamente;
Projetar a irradiação dessa energia represada diretamente para o exterior.
[Observação] Percebe-se uma progressão clara ao longo dos três graus: primeiro aprende-se a absorver a energia vital, depois a acumulá-la e, por fim, a concentrá-la e projetá-la conscientemente através de partes específicas do corpo, especialmente as mãos. Isso prepara o praticante para os exercícios mais avançados dos graus seguintes.
APÊNDICE AO GRAU III
Caso o aluno esforçado e empenhado na sua evolução mágica tenha conseguido chegar até aqui, então ele poderá notar uma mudança geral no seu ser.
Suas capacidades mágicas terão crescido em todas as esferas.
Transformações Obtidas
Na esfera Mental
O aluno terá conseguido:
Maior força de vontade;
Maior capacidade de defesa;
Memória melhor;
Capacidade mais aguda de observação;
Compreensão mais clara das coisas.
Na esfera Astral
Ele perceberá que se tornou:
Mais tranquilo;
Mais equilibrado;
E, conforme a sua predisposição, poderá até ver despertarem capacidades antes adormecidas.
No mundo Material
Ele perceberá que se tornou:
Mais saudável;
Mais ágil;
Mais jovial.
Sua energia vital será bem superior à de muitos contemporâneos.
Na vida prática obterá muitas realizações através de seu poder de irradiação.
Capacidades adquiridas
Segundo o autor, através dessa força de irradiação o mago poderá:
Libertar um ambiente das influências negativas;
Preenchê-lo com energia vital;
Tratar doenças à distância, enviando sua irradiação por quilômetros;
Carregar objetos com seus desejos.
O autor observa que esses exemplos representam apenas algumas aplicações, e que o próprio aluno descobrirá novas possibilidades conforme evoluir.
[Observação] O autor faz um alerta importante: essas capacidades podem ser utilizadas tanto para o bem quanto para o mal. Por isso reforça o princípio:
"O homem colhe aquilo que semeia."
Seu objetivo deve ser sempre o bem supremo.
Impregnação de Ambientes
O trabalho com o magnetismo possui inúmeras aplicações. Como exemplo, o autor apresenta a impregnação de ambientes.
O exercício
Inspire a energia vital através da respiração pelos pulmões e pelos poros do corpo todo.
Pressione essa energia em seu corpo com toda a força da imaginação até chegar a irradiá-la dinamicamente.
Imagine que:
Seu corpo é uma energia luminosa;
Um ponto de incandescência;
Ou mesmo um sol individual.
A cada inspiração fortaleça essa energia comprimida e preencha com ela todo o ambiente em que você se encontra.
A irradiação do ambiente
Com a ajuda dessa energia de irradiação, o ambiente deverá literalmente iluminar-se com uma luz semelhante à do sol.
Segundo o autor, com exercícios constantes é possível chegar ao ponto de iluminar um ambiente escuro, tornando os objetos visíveis, não apenas para o aluno, mas também para outras pessoas.
Ele ressalta, porém, que essa luz é fruto do treinamento da força de imaginação.
A impregnação do ambiente
O mago sabe que a energia vital possui um caráter universal.
Ela não é apenas portadora de desejos, ideias e pensamentos, mas também materializadora da imaginação.
Ao preencher o ambiente com essa energia, o aluno deverá imaginar aquilo que deseja obter, por exemplo:
Que todas as influências astrais e mágicas sejam purificadas;
Que qualquer pessoa que entre no ambiente sinta-se saudável e bem;
Que o local favoreça inspiração;
Sucesso nos trabalhos;
Harmonia.
Proteção do ambiente
Segundo o autor, magos mais avançados conseguem proteger determinados ambientes.
Eles podem carregá-los com ideias de:
Proteção;
Temor.
Assim, pessoas não bem-vindas sentiriam desconforto ao entrar ou não desejariam permanecer no local.
O autor afirma ainda que um ambiente pode ser carregado de maneira tão intensa que uma pessoa sem autorização poderia sentir-se repelida ou como que paralisada.
Formas de carregamento
O autor descreve duas possibilidades:
Pela energia acumulada no próprio corpo
Com a expiração, o mago pode devolver a energia vital represada, deixando no ambiente apenas sua energia de irradiação ou iluminação.
Diretamente do Universo
Com maior experiência, o mago pode transferir a energia vital diretamente do Universo para o ambiente, sem antes represá-la em seu próprio corpo, impregnando-o ao mesmo tempo com seus desejos.
Alcance da prática
Segundo o autor:
A imaginação, junto com a força de vontade, a crença e uma forte convicção, não conhece limites.
O trabalho não precisa restringir-se a um único ambiente.
É possível impregnar dois ou mais ambientes simultaneamente.
Pode-se carregar uma casa inteira com energia vital.
O mesmo trabalho pode ser realizado a grandes distâncias, pois, segundo o autor, a imaginação não está limitada pelo tempo nem pelo espaço.
O texto encerra afirmando:
"Quanto à sua evolução, suas intenções serão só boas e nobres, e assim seu poder será ilimitado."
"O treinamento cria o mestre!"
Biomagnetismo
Vamos conhecer agora outra característica específica da energia vital, especialmente importante para o trabalho mágico.
Como já sabemos, qualquer objeto, animal, homem ou forma de pensamento pode ser carregado com energia vital e com o respectivo desejo de realização ou de concretização.
Entretanto, segundo o autor, a energia vital possui outra característica importante.
A influência sobre a energia vital
A energia vital também possui a característica de:
Aceitar pensamentos;
Ser influenciada por pensamentos estranhos;
Ligar-se a sentimentos estranhos.
Assim, a energia vital concentrada pode misturar-se com outras vibrações mentais.
Como consequência, o efeito do desejo originalmente impregnado pode enfraquecer ou desaparecer, caso o mago não fortaleça continuamente essa tensão através da repetição.
[Conceito-chave: a energia vital não permanece "presa" indefinidamente ao desejo inicial. Ela pode ser influenciada por outras vibrações mentais se não houver uma manutenção consciente da intenção.]
A limitação desse método
Segundo o autor, manter continuamente essa tensão por meio de repetições:
Consome muito tempo;
Pode exercer influência desfavorável sobre o trabalho.
O efeito desejado permanece apenas enquanto a tensão mental continua predominando.
Depois disso, a energia vital:
Esvai-se;
Mistura-se com outras vibrações;
Faz o efeito desaparecer gradativamente.
A Lei do Biomagnetismo
Para evitar esse problema, o autor afirma que o mago deve conhecer a lei do biomagnetismo.
Segundo essa lei:
A energia vital não aceita apenas:
Uma ideia;
Uma imaginação;
Um pensamento;
Um sentimento.
Ela também aceita um conceito de tempo.
Tempo e espaço na impregnação
Essa característica da energia vital deve ser considerada:
No trabalho com a energia vital;
E, posteriormente, no trabalho com os elementos.
O autor conclui que, a cada impregnação de um desejo, deve-se considerar também:
O tempo;
O espaço;
utilizando a própria energia vital como veículo dessa programação.
[Observação] Este capítulo introduz um novo conceito importante: além de carregar um desejo, o praticante passa a "programar" quando e onde esse desejo deverá atuar. É essa associação entre intenção, tempo e espaço que o autor chama de biomagnetismo, servindo de base para as regras práticas apresentadas no trecho seguinte.
O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo a de espaço.
O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo e de espaço.
Na esfera mental operamos com o tempo; na esfera astral com o espaço (forma e cor); e no mundo material denso com tempo e espaço simultaneamente.
[Conceito-chave: o autor estabelece uma correspondência entre cada plano de existência e a forma como tempo e espaço atuam nele. Essa será a base para todos os trabalhos de biomagnetismo descritos a seguir.]
Plano | Atua por meio de |
|---|---|
Princípio Akáshico | Isento de tempo e espaço |
Esfera Mental | Tempo |
Esfera Astral | Espaço (forma e cor) |
Plano Material | Tempo e espaço simultaneamente |
Carregamento de um ambiente
Por meio de alguns exemplos pretendo tornar compreensível o trabalho com o biomagnetismo.
Com a ajuda da energia vital carregue um espaço com o desejo de sentir-se bem e saudável nele.
Você encanta, ou melhor dizendo, atrai a energia do desejo de que a influência permaneça no ambiente enquanto você estiver nele ou habitá-lo e também se estabilize quando você tiver que deixá-lo ou talvez ficar por mais tempo longe dele.
Se alguma outra pessoa entrar em sua casa sem saber que ali existe uma concentração de energia vital, ela também se sentirá à vontade.
De vez em quando você poderá fortalecer a densidade e a energia da irradiação em sua casa através da repetição do desejo.
Quando você estiver dentro de uma casa influenciada desse modo, a energia vital atraída terá uma influência positiva constante sobre sua saúde e, portanto, sobre o seu corpo.
Nesse ambiente a energia vital possui a vibração do desejo da saúde.
Mudança da finalidade do ambiente
Mas se você, por exemplo, tiver a intenção de realizar, nesse ambiente, práticas ocultas que não têm nada a ver com a saúde e possuem vibrações-imaginações diferentes, então não terá os benefícios que teria em um ambiente não carregado ou carregado previamente com suas ideias ou desejos.
Por isso é sempre melhor, quando você quiser carregar o ambiente com aquelas vibrações-imaginações, considerar seus trabalhos e exercícios momentâneos.
[Observação: o autor recomenda que a impregnação do ambiente seja compatível com a finalidade do trabalho que será realizado nele.]
Carregamento de objetos
Você também pode, por exemplo, carregar um anel, uma pedra, etc., com o desejo de que o seu proprietário tenha muita sorte e sucesso.
Nesse caso existem duas possibilidades de encantamento ou impregnação.
Primeira possibilidade
A primeira consiste em atrair a energia vital à pedra ou ao metal com a força da imaginação e a concentração no desejo, terminando por determinar que a energia deverá permanecer ali constantemente e até atrair mais energia do Universo, fortalecendo-se sempre e trazendo felicidade e sucesso à pessoa em questão, pelo tempo em que ela usar o objeto.
Se assim o desejarmos, podemos também carregar o objeto escolhido somente por pouco tempo, isto é, para que a influência termine quando o objetivo almejado tiver sido alcançado.
Segunda possibilidade — Carregamento universal
A segunda possibilidade é chamada de carregamento universal.
Ela é feita do mesmo modo, porém com a concentração no desejo de que, enquanto o objeto existir (anel, pedra, joia), ele deverá trazer felicidade e sucesso ao seu portador, quem quer que ele seja.
Segundo o autor, esses carregamentos universais efetuados por um iniciado conservam o efeito pleno da energia por centenas de anos.
A história das múmias egípcias mostrou-nos que essas energias de encantamento conservam o seu efeito por milhares de anos.
Objetos destinados a uma pessoa específica
Se um talismã ou um objeto carregado especialmente para uma determinada pessoa cair em mãos estranhas, ele não exercerá seu efeito nessa outra pessoa.
Mas se o proprietário original conseguir recuperá-lo, o seu efeito retorna automaticamente.
[Referência citada pelo autor: Winckelmann — "Das Geheimnis der Talismane und Amulette" ("O Segredo dos Talismãs e dos Amuletos").]
Magnetismo de Cura
A seguir passarei a descrever outro tipo de trabalho com a energia vital: o magnetismo de cura.
Quando o mago trata de um doente pessoalmente através de passes magnéticos ou da imposição das mãos, ou à distância, através da imaginação e da vontade, ele terá que observar a lei do tempo, se quiser ser bem-sucedido em seu intento.
O método comum de magnetização
O tipo usual de magnetização é aquele em que o magnetizador, com a ajuda da imaginação, deixa fluir a energia vital de seu corpo, geralmente das mãos, para o doente.
Esse método pressupõe que o magnetizador esteja totalmente são e tenha um certo excesso de energia vital, caso não queira prejudicar a própria saúde.
Riscos desse método
Infelizmente já presenciei casos tristes em que o magnetizador, através de uma doação muito grande de sua própria energia vital, sofreu danos tão graves em sua saúde que chegou perto de um colapso nervoso total, além de começar a sentir outros efeitos colaterais, como palpitações, asma e outros.
Essas consequências são inevitáveis quando o magnetizador despende mais energia do que é capaz de captar, principalmente quando trata de muitos pacientes de uma só vez.
Outra desvantagem
Mas esse método possui uma desvantagem a mais.
Além da própria energia, o magnetizador transfere ao paciente também as características de sua própria alma, influenciando indiretamente a alma do doente.
É por isso que se pressupõe, e se exige, que todo magnetizador tenha um caráter nobre.
[Referência citada pelo autor: Jürgens — "Wie magnetisiere ich?" ("Como eu magnetizo?").]
Porém, se o magnetizador tiver um paciente com um caráter pior do que o seu, então ele corre o risco de atrair indiretamente essas influências negativas para si, o que, sob todos os aspectos, representa uma grande desvantagem.
O procedimento recomendado ao ocultista
Se ele for uma pessoa instruída nas ciências ocultas, então dará ao paciente a energia vital não simplesmente de seu próprio corpo, mas extraindo-a do Universo para canalizá-la através das mãos ao corpo do doente, sempre com a concentração do desejo de saúde.
Em ambos os métodos as magnetizações devem ser repetidas várias vezes, caso se queira alcançar um sucesso rápido, pois a desarmonia, a doença ou o foco da doença absorvem e usam rapidamente a energia transferida.
Ela torna-se faminta por mais energia e assim cria a necessidade da repetição do tratamento para que o estado do paciente não piore.
O método utilizado pelo mago
Para o mago o caso é diferente.
O paciente só sente um alívio quando o mago abre a sua alma, isto é, quando represa a energia vital dinâmica em seu próprio corpo e lhe envia raios de luz dessa energia.
Para isso o mago pode empregar diversos métodos, mas sem deixar de manter a imaginação do desejo de que o paciente melhore a cada hora e a cada dia que passa.
Em seguida apresentarei alguns métodos que o mago poderá usar no tratamento de doentes.
Conhecimento necessário
Ele deve, antes de mais nada, estar bem familiarizado com o reconhecimento das doenças e de seus sintomas.
Esse tipo de conhecimento pode ser adquirido através de um estudo pormenorizado da literatura especializada no assunto.
Naturalmente ele também deverá ter bons conhecimentos anatômicos.
Com certeza ele não será tão imprudente a ponto de tentar curar doenças que exigem alguma intervenção cirúrgica, nem aquelas doenças infecciosas que não podem ser curadas somente pela sua interferência.
Trabalho em conjunto com a medicina
Mas nesses casos ele terá possibilidade de acelerar o processo da cura, provocar o alívio das dores, tudo isso paralelamente ao tratamento convencional.
Isso pode até ser feito à distância.
Um fato bastante promissor é a própria especialização dos médicos nesse campo, que, ao lado da arte médica convencional, também saberão utilizar a prática mágica.
Por isso o mago só deve tratar daqueles doentes diretamente recomendados pelo médico para esse tipo de tratamento, ou então trabalhar em conjunto com esse profissional, para não ser chamado de curandeiro ou charlatão.
A postura do mago
Mas acima de tudo o mago deve almejar a cura e o bem-estar do doente sem visar recompensas ou pagamentos.
Deve também rejeitar o desejo de fama e reconhecimento.
Se ele se mantiver fiel ao ideal elevado de praticar o bem, com certeza alcançará a graça divina.
Magos que têm pensamentos altruístas ajudam os que sofrem sem que estes saibam disso.
Esse tipo de ajuda é a mais abençoada.
[Observação] Este trecho marca uma transição importante da obra. Até aqui o autor ensinou principalmente o desenvolvimento e o domínio da própria energia vital. A partir deste ponto ele passa a explicar como essa energia pode ser aplicada externamente, primeiro em ambientes e objetos e, em seguida, em tratamentos de cura. Também reforça uma ideia recorrente no livro: a intenção moral do praticante é considerada parte essencial da eficácia da prática.
Tratamento Magnético de Doentes
Preparação do mago
Antes de se aproximar do leito do doente, faça pelo menos sete respirações pulmonares e pelos poros, concentrando uma enorme quantidade de energia vital em seu corpo, extraindo-a do Universo e deixando-a irradiar em forma de luz, quase tão forte quanto a do sol.
Através de repetidas inspirações de energia vital, tente provocar uma irradiação de pelo menos dez metros ao redor de seu corpo, o que corresponde à energia vital de aproximadamente dez pessoas normais.
Você deve ter a sensação de que a energia vital represada irradia de seu corpo em forma de luz, como se fosse um sol.
Ao aproximar-se do paciente, você provocará nele uma sensação de bem-estar que o envolverá totalmente e, se não tiver uma doença muito dolorosa, ele sentirá também um alívio imediato das dores.
[Conceito-chave] Antes de tratar outra pessoa, o mago prepara-se acumulando energia vital suficiente para irradiá-la sem utilizar sua própria reserva pessoal.
Transmissão da energia ao paciente
Essa energia de irradiação luminosa represada deve ser transmitida ao doente individualmente, ficando a critério do mago manejá-la como lhe aprouver.
Um mago instruído não precisa efetuar passes magnéticos nem impor as mãos, pois estes são apenas meios auxiliares, suportes para a expressão da vontade.
É suficiente que o mago pegue uma ou ambas as mãos do paciente e trabalhe com a imaginação.
Os olhos podem permanecer abertos ou fechados; se desejar, poderá olhar para o paciente, mas isso não é indispensável.
[Observação] Segundo o autor, o principal instrumento do tratamento não são os gestos, mas a imaginação dirigida pela vontade.
Visualização da cura
Você deverá imaginar que a energia de irradiação luminosa ao seu redor flui para o corpo do paciente, é pressionada pela imaginação para dentro dele, penetrando por todos os seus poros e iluminando-o.
Com a sua vontade, deverá induzir essa energia a curar o mal.
Ao mesmo tempo deverá imaginar que o doente melhora a cada hora e a cada dia que passa, adquirindo uma aparência cada vez mais saudável, desejando que a energia de irradiação luminosa permaneça no corpo do paciente até que ele esteja completamente curado.
Intensidade da irradiação
Quando você carregar quantitativamente o corpo do paciente com uma energia de irradiação que corresponda aproximadamente a um metro de raio, equivalente à irradiação natural de uma pessoa saudável, conforme o tipo de doença será capaz de provocar a cura rapidamente.
Repita o carregamento depois de algum tempo, fortalecendo a capacidade de expansão da energia de irradiação concentrada, e você se espantará com o sucesso alcançado.
O autor destaca três fatores importantes:
A energia de irradiação não enfraquece, pois foi atraída do Universo e constantemente renovada.
Foi determinado um prazo, induzindo o corpo a melhorar continuamente.
A energia foi adaptada ao espaço correspondente à circunferência em torno do corpo.
[Princípio aplicado] Aqui o autor volta a utilizar a lei do tempo e do espaço, apresentada anteriormente no biomagnetismo.
Renovação automática da energia
Nesse método o mago notará que sua energia de irradiação luminosa transmitida ao paciente não diminui, mas continua brilhando com a mesma intensidade.
Isso ocorre porque a energia vital comprimida no corpo se renova automaticamente, como em vasos comunicantes, substituindo imediatamente a energia irradiada.
Assim, o mago poderá tratar centenas de doentes sem que seus nervos ou sua força espiritual sejam prejudicados.
Segundo método
Pressionamento direto da energia vital
Outro método consiste em pressionar a energia vital, por meio da imaginação, diretamente ao corpo do doente, ou apenas à parte enferma, através dos poros.
Essa energia deverá ser constantemente renovada a partir do Universo até a cura completa.
Também aqui a imaginação do desejo deve considerar o tempo e o espaço, permanecendo ativa até a cura total.
No entanto, esse método só pode ser empregado em pacientes cuja energia nervosa ainda não esteja totalmente esgotada e que suportem uma maior pressão de energia vital.
No mago instruído, o represamento da energia vital torna-se uma energia materializada, comparável à eletricidade.
Segundo o autor, esse método é mais simples e bastante eficiente.
Terceiro método
Respiração da energia vital
Outro método bastante peculiar consiste em fazer o doente inspirar a energia de irradiação luminosa do mago por meio da imaginação.
Se o paciente conseguir concentrar-se, ele próprio realizará esse exercício; caso contrário, o mago fará a visualização por ele.
Sua energia de irradiação alcança cerca de dez metros ao redor do corpo.
Como o paciente encontra-se dentro dessa irradiação, ele praticamente permanece imerso na luz impregnada com o desejo de cura.
O paciente deverá imaginar que, a cada respiração, inspira essa energia de irradiação juntamente com a cura.
Também deverá imaginar que esse poder de cura continuará atuando mesmo depois que o mago deixar o local.
Quando o paciente não consegue concentrar-se
Caso o paciente não esteja em condições de concentrar-se, ou seja uma criança, o próprio mago deverá imaginar que o doente absorve a energia vital a cada respiração, conduzindo-a ao sangue e promovendo a cura.
Nesse caso também deverá manter o desejo de que a energia inspirada continue atuando positivamente no paciente.
O autor define esse procedimento como uma respiração de energia vital conduzida do corpo do mago para outro corpo.
Referência bíblica
O autor relaciona esse método ao episódio bíblico em que Cristo foi tocado por uma mulher enferma em busca de cura.
Segundo o texto:
"Eu fui tocado."
Essa passagem é apresentada como exemplo da percepção da saída de energia vital.
Considerações finais
Em todos os trabalhos com energia vital e magnetismo, o tempo e o espaço devem ser considerados.
Os métodos apresentados servem apenas como exemplos do uso dessas leis no tratamento de doenças.
O autor afirma que o mago pode ainda:
Conectar-se ao espírito do paciente durante o sono.
Utilizar qualquer um dos métodos de tratamento nesse estado.
Empregar não apenas energia vital, mas também os elementos, o magnetismo e até a eletricidade para fins terapêuticos.
Segundo ele, uma descrição completa dessas possibilidades preencheria um livro inteiro.
Por essa razão, nesta obra limita-se a apresentar apenas alguns processos relacionados principalmente ao magnetismo, ao tempo e ao espaço.
O objetivo final
Os grandes iniciados e santos, cuja imaginação era tão desenvolvida que todas as suas ideias se realizavam imediatamente em todos os planos, já não precisavam recorrer a esses métodos.
Eles apenas expressavam um desejo ou uma vontade, e estes se concretizavam.
[Ideia central] Para o autor, todas essas técnicas são etapas de desenvolvimento. O objetivo final do mago é alcançar um estado em que a própria vontade seja suficiente para produzir os efeitos desejados, sem necessidade de procedimentos intermediários.
