Desenvolvimento Pessoal / Estoicismo
Criação
Assunto reunido a partir de 29 trechos de livros cadastrados.
Comparacao bibliografica
29 registrosIntrodução à Ciência Hermética
Introdução à Ciência Hermética
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / FUNDAMENTOS
A CRIAÇÃO
A criação, segundo o simbolismo sagrado, é a ação da suprema potencialidade da Inteligência Divina sobre a matéria não sublimada, que produz uma forma, que não passa de uma indicação da vontade reformadora.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / FUNDAMENTOS
Leis Universais
Na vida comum do homem, cada ação, cada palavra ou suspiro tem uma reação no mundo hiper físico, na vida magica dos iniciados, mesmo um pensamento fugidio é uma criação.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / FUNDAMENTOS
MACROCOSMO E MICROCOSMO
O MICROCOSMO E MACROCOSMO: A INFLUÊNCIA RECÍPROCA Se, no entanto, relacionarmos as duas unidades, macrocosmo e microcosmo, o homem e o Universo, é lógico, estritamente científico, embora nem sempre perceptível, que qualquer movimento em qualquer parte da Criação influencia a outra parte e altera suas condições.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / ANTROPOLOGIA ESOTÉRICA
SENSAÇÃO E OS SENTIDOS
Cada sensação é uma ideia e cada ideia é uma sensação: a ideia de um ser é um ser, e o poder central de tudo que foi e que pode ser criado no Universo ou no homem é o ser, ao mesmo tempo criador e criação, isto é, criador e criado, árvore e fruto.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O MUNDO INVISIVEL
LUZ ASTRAL
Ele se aproxima com apreensão; prova e diz, assim como o Deus bíblico após a criação da água: Et vidit hoc bonum esse [e viu que era bom].
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O DISCIPULO
CONDUTA
Tudo deve estar em silêncio ao redor daquele que se propõe a conquistar uma reintegração para que sua inteligência solar se manifeste: você deve ser silencioso em termos subjetivos e objetivos, com a boca, em ação e em pensamentos, enquanto dorme ou quando acorda, pois aquele que fala cria e cada criação é um deslocamento da forma e, por conseguinte, uma ocultação da verdade amorfa primitiva, ou espírito da luz.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O DISCIPULO
Caminho do Mago
O NECESSARIO PARA SER UM MAGO DE LUZ: Perfeita retidão de atitude; Uma clara noção do que é bom; Uma total aversão á criação do que é mau; Um grande amor por seu semelhante; Uma consciência livre de qualquer mácula;mago Nenhum desejo que não seja para o bem dos outros; Nenhum medo do mal que pode nos atingir quando estamos fazendo o bem.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / MAGIA
PREPARAÇÃO
Certas palavras, que não repetimos em vão, são patrimônio de homens muito excepcionais e terão sua eficácia comprometida se forem usadas em excesso, pois tais palavras foram aprendidas diretamente do céu de Ea, e cada uma delas contém, de forma sintética, um ato embrionário de criação .
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / MAGIA
PRÁTICA
Quer que Ariel, que é vida, criação, vitória e pensamento, desça e venha para ator perversos?
Magia Prática: Caminho do Adepto
Magia Prática: Caminho do Adepto
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
SOBRE OS ELEMENTOS
As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão; é por isso que no começo da criação tudo era fogo a luz.
Fonte original colada
... ra carta do Tarot, a assim se escolhia o domínio dos elementos como primeiro ato da iniciação. Em homenagem a essa tradição quero também dedicar a maior atenção sobretudo a esses elementos, pois como veremos adiante, a chave para os elementos é um meio universal com o qual se pode solucionar todos os problemas que surgem. De acordo com os indianos, a seqüência dos Tattwas é a seguinte:
Akasha - o princípio etérico; Tejas - o princípio do fogo; Waju - o princípio do ar; Apas - o princípio da água; De acordo com a doutrina hindu os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do quinto Tattwa, o princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, a assim chamada quintessência. Esclarecimentos mais detalhados sobre o Akasha, o elemento mais sutil de todos, serão apresentados ao leitor no capítulo correspondente. As características específicas de cada elemento também serão mencionadas em todos os capítulos subseqüentes, iniciando-se nos planos mais elevados a descendo até a matéria mais densa, inferior. Como o próprio leitor poderá perceber, não será uma tarefa fácil analisar um segredo tão grande da criação a colocá-lo em palavras, de modo a dar a todos a possibilidade de penetrar nesse assunto e construir uma imagem plástica dele.
Mais adiante falarei também sobre a decomposição dos elementos, além de mostrar seu valor prático, para que cada cientista, seja ele químico, médico, hipnotizador, ocultista, mago, místico, cabalista, iogue, etc., possa extrair disso ...
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
O Corpo Humano
O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo. Tudo o que se encontra no Universo numa escala maior, reflete-se no homem numa escala menor É por isso que o homem é definido como um microcosmo, em contraposição ao Universo como macrocosmo. Ao pé da letra, podemos dizer que no homem está refletida toda a natureza. pg26 DIETA Um modo de vida sensato mantém a harmonia dos...
Fonte original colada
... tar o seu use indevido; mas eles os conheciam muito bem. Dividiam o homem em três conceitos básicos, atribuindo a cabeça ao princípio do fogo, o ventre ao da água e o tórax ao do ar, este último como princípio mediador entre o fogo e a água. A primeira vista é evidente que os iniciados definiram corretamente essa divisão do homem, pois tudo o que é ativo, portanto, o que é ígneo, ocorre na cabeça, enquanto no ventre ocorre o contrário, Le., o trabalho dos líquidos, o aquoso, o eliminador, etc. O tórax está subordinado ao ar a possui, da mesma forma, um papel mediador, pois a respiração que ali ocorre é mecânica. Finalmente o princípio da terra, com sua coesão ou sua força agregadora compõe todo o corpo humano, com todos os seus ossos a sua carne. Mas alguém sempre perguntará: onde a de que modo se apresenta o Akasha, ou princípio etérico, no corpo material denso?
Após uma reflexão mais profunda todos poderão responder a essa pergunta por si mesmos, isto é, de que o princípio etérico na sua forma material densa está contido no sangue a no sêmen, a no efeito recíproco destes últimos na matéria vital ou vitalidade.
Como vimos anteriormente, o elemento fogo produz no corpo o fluido elétrico, e o elemento água produz o magnético. Cada um desses fluidos possui dois pólos de irradiação, o ativo e o passivo, a os efeitos recíprocos diretos a alternados dos quatro pólos igualam-se a um magneto quadripolar, idêntico ao mistério do Tetragrammaton, o JODHE-VAU-HE dos cabalistas. Por isso é que o fluido eletromagnético no corpo humano, em sua irradiação para o exterior, é o magnetismo v ...
CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
PLANO MENTAL
Por isso, toda invenção, descoberta ou criação humana teria sua origem nesse mundo das ideias.
Fonte original colada
- O Plano Mental Assim como o corpo possui o seu plano terreno e o corpo astral ou alma o seu plano astral, o espírito também possui o seu plano próprio, chamado de esfera mental ou plano mental. É a esfera do espírito, com todas as suas propriedades. Ambas as esferas, tanto a material densa quanto a astral, surgiram através dos quatro elementos, do princípio do Akasha ou das Coisas Primordiais da esfera correspondente. A esfera mental também se formou dessa maneira, partindo do princípio akáshico do espírito. 1.1 O Corpo Mental e a Matriz Mental O que ocorre com o corpo mental na esfera mental ou espiritual é análogo ao que ocorre com o corpo astral, isto é, através do trabalho correspondente o espírito forma um magneto quadripolar dentro de si, a exterioriza o fluido eletromagnético em sua polaridade, como um fenômeno produzido pelo efeito dos elementos. Assim como o corpo astral forma uma matriz astral (o assim chamado "astralod") através do fluido eletromagnético do mundo astral, o fluido eletromagnético do mundo mental também forma uma matriz mental, que liga o corpo mental ao corpo astral. Essa matriz mental, ou "mentalod", a assim chamada matéria mental, é a forma mais suti...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU VI
As quatro regras para criar um elemental Segundo Bardon, toda criação de um elemental deve obedecer a quatro princípios fundamentais.
Fonte original colada
... er se trate de uma esfera própria ou de uma outra, estranha. Em função da diversidade, citarei só alguns exemplos. Através dos elementais o mago poderá influenciar o pensamento de uma outra pessoa, fortalecer ou enfraquecer as energias espirituais a intelectuais dela, proteger a si mesmo a aos outros de influências estranhas, transformar amizades em inimizades a viceversa, produzir um clima favorável no trato com as outras pessoas e dominar com a sua vontade qualquer pessoa com pouca força de vontade a espírito não evoluído. O negociante poderá aumentar sua clientela, a em outras coisas mais os elementais poderão prestar bons serviços. O mago autêntico porém só visará o bem, o altruísmo e o motivo mais nobre, se quiser galgar os degraus mais elevados da maturidade mágica. A prática da geração dos elementais é muito simples a depende da imaginação do mago. Mas devemos obedecer certas regras:
- Devemos dar ao elemental uma forma determinada, correspondente ao desejo
que queremos ver realizado. Essa forma é criada através da imaginação intensiva.
- Deve ser dado um nome à forma, o assim chamado invólucro. Tudo o que
existe, com ou sem forma, deve ter um nome; aquilo que não tem nome não ex is te.
- A tarefa deve ser atribuída ao elemental através da vontade a da força de
imaginação, portanto, devemos lhe comunicar qual o efeito que deverá desencadear. Para isso deve ser utilizado o modo presente a imperativo, como foi ensinado no capítulo sobre o subconsciente.
- A capacidade de agir deve ser transmitida ao elemental, sem considerar se
trata-se de um elemental de efeito te ...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU VII
"A alegria que se sente com o sucesso conquistado iguala-se ao de um cego que durante anos não conseguia ver nada, e de repente começa a enxergar tudo." 3 Instrução Mágica do Corpo (VII) 3.1 Criação de Elementares Neste grau, Bardon apresenta uma das aplicações mais importantes do domínio dos elementos: a criação consciente de elementares.
Fonte original colada
A alegria que se sente com o sucesso conquistado iguala-se ao de um cego que durante anos não conseguia ver nada, a de repente começa a enxergar tudo.
Dominando a projeção dos elementos para fora, isto é, conseguindo projetar ou fazer sobressair cada elemento através do próprio corpo ou diretamente através do Universo, o mago poderá criar elementares para si e para os outros, e torná-los úteis. Surgirão seres que o servirão fielmente não só no plano mental, mas também no astral e no material-denso, respectivamente criados pelo mago de forma mental, astral e material, ou melhor, adensados.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU VIII
O pensamento como instrumento de criação Segundo Bardon, a concentração adquirida ao longo dos graus anteriores fortalece o pensamento a ponto de ele produzir imagens vivas no Akasha.
Fonte original colada
Para se conseguir represamentos de energia especialmente fortes, ou em trabalhos de influência não mental ou astral, mas material-densa, como por exemplo a criação de elementares (figuras de cera ou argila), vitalização de imagens, ou em outros fenômenos de materialização, devem-se usar os condensadores fluídicos compostos, que são preparados com os seguintes extratos vegetais:
Raízes de angélica, folhas de sálvia, flores de tília. Cascas de pepino ou sementes de abóbora. Flores ou folhas de acácia. Flores de camomila, flores, folhas ou raízes de açucena. Flores ou casca de canela, folhas de urtiga. Folhas de menta, folhas de choupo. Flores ou folhas de violeta, eventualmente amor-perfeito. Folhas ou casca de salgueiro. Tabaco, verde ou seco.
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU IX
1.1.3.1 c.1) O Espelho Mágico como Portal de Passagem a todos os Planos Nesta prática, o espelho é utilizado como uma porta simbólica e energética para a projeção da consciência aos diferentes planos da criação.
Fonte original colada
... letargia, os órgãos ficam rígidos, o rosto lívido, como nos mortos. Mas logo que paramos a respiração ao lado do corpo a encerramos o exercício, notaremos que o corpo astral é puxado pelo corpo material como se este fosse um imã, e o processo da respiração recomeça normalmente no corpo físico. Só depois que nos transpomos espiritualmente de volta ao corpo físico, com o corpo mental, portanto com a consciência, isto é, quando os corpos mental a astral assumem a for ma física, é que voltaremos gradualmente a nós mesmos encerrando o primeiro exercício. Aquilo que normalmente é definido como morte segue o mesmo processo, só com a diferença de que no caso da morte a matriz entre os corpos material a astral é totalmente destruída. Na morte normal, em que a matriz astral entre os corpos material a astral se rompe por causa de uma doença ou outro motivo qualquer, o corpo astral em conjunto com o mental não têm mais suporte no corpo físico a automaticamente saem dele, voluntariamente ou não. Esse processo transfere a respiração ao corpo astral, sem que se tenha consciência disso. Assim se explica por que no início os mortos não sentem a diferença entre os corpos material-denso a astral. Só gradualmente eles vão tomando consciência disso, quando percebem que o corpo material-denso tomou-se inútil para eles a que o astral está submetido a leis diferentes (as do princípio do Akasha). Já escrevi sobre isso em detalhes nos capítulos anteriores, sobre o plano astral. O exercício do envio consciente do corpo astral é portanto uma imitação do processo de morte. Com isso podemos ver como es ...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
GRAU X
Quanto mais profundamente penetrar nos mistérios da criação, maior deverá ser sua reverência diante da sabedoria divina.
Fonte original colada
... e oferecer isso a ele. Não seria possível para mim aqui descrever em detalhes como isso pode ocorrer, mas qualquer mago terá uma intuição tão boa que poderá descobri-lo por si mesmo. Através de suas próprias experiências o mago perceberá o quanto ele poderá aprender dos seres dos elementos. É lógico que essas experiências então se transferirão à memória, portanto ao corpo material, e o mago poderá aproveitar essas experiências transferidas à prática, também no plano material. Aos olhos de um não-iniciado as coisas que o mago consegue realizar com a magia natural parecerão verdadeiros milagres. Depois de mais esse Progresso do mago, i . e., conhecer os quatro reinos dos elementos, dominálos na prática a através deles passar por ricas experiências, ele poderá conectar tudo isso com o aprendizado consciente junto a um mestre espiritual, um guru, ou espírito protetor.
Como já mencionamos no item sobre o relacionamento passivo com o além, toda pessoa possui em seu caminho um espírito protetor que lhe foi destinado pela Providência Divina, a que estimula a supervisiona o desenvolvimento espiritual da pessoa. No relacionamento passivo o mago entrou em contato pela primeira vez com esse espírito protetor, a através de sua clarividência conseguiu vê-lo no espelho mágico ou em estado de transe, quando almejou muito esse contato. Mas agora ele já chegou ao ponto de conseguir entrar em contato visual com o espírito protetor no plano mental. Não é difícil realizar isso na prática, pressupondo-se que o espírito protetor já não se deixou reconhecer antes por aquele mago que já domina tota ...
INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
FORÇAS OCULTAS
Como Bardon define o Akasha como o princípio primordial da criação, tudo aquilo que nele é projetado tenderia, segundo sua doutrina, a manifestar-se na percepção dos espectadores.
Fonte original colada
Sugestão No capítulo sobre o subconsciente esse tema já foi por mim abordado, ao descrever a auto-sugestão ou auto-influência. As mesmas regras valem também para a sugestão sobre outras pessoas. Um pré-requisito para isso é que a fórmula da sugestão seja mantida, ao pé da letra, na forma verbal presente a imperativa. Em função do seu desenvolvimento espiritual o mago poderá transpor a sugestão desejada ao subconsciente de qualquer pessoa que não possua maturidade suficiente, sugestão esta que não precisará necessariamente ser pronunciada em voz alta, mas poderá ser formulada em pensamento ou telepaticamente. Para um mago é bastante fácil transmitir sugestões mesmo a grandes distâncias. Isso pode ser feito de duas maneiras; uma delas é procurar, com o espírito, a pessoa em questão, para influenciá-la sugestivamente, de preferência enquanto ela estiver dormindo. A outra seria desligar, através do Akasha, a distância que o separa do sujeito a ser sugestionado. Nem preciso dizer que nas sugestões à distância o mago também poderá usar o espelho mágico. É óbvio que uma sugestão poderá ser dada de forma a surtir efeito só num futuro distante, Le., o momento exato para que a sugestão surta...
Corpus Hermeticum Graecum
Corpus Hermeticum Graecum
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / Libellus I - Poimandres de Hermes Trismegisto
A CRIAÇÃO
O primeiro tratado do Corpus Hermeticum inicia-se com uma experiência de revelação espiritual vivida por Hermes Trismegistos. Em vez de apresentar uma explicação filosófica direta sobre Deus e o universo, o texto conduz o leitor por uma visão simbólica na qual a origem da criação é revelada gradualmente.
Segundo o tratado, Hermes não recebe esse conhecimento por meio dos sentidos físicos, mas através de um estado de profunda contemplação, no qual sua mente se eleva acima das percepções comuns.
O estado contemplativo de Hermes
O texto começa dizendo:
"Uma vez, quando me veio uma reflexão acerca dos seres e se elevou o meu pensamento..."
Hermes dirige sua atenção para a contemplação dos seres (onta), isto é, para tudo aquilo que existe. Seu interesse não está voltado apenas ao mundo material, mas à origem e ao sentido da existência.
Ao mesmo tempo, seus sentidos corporais tornam-se semelhantes aos de alguém profundamente fatigado ou completamente absorvido em seus pensamentos.
Essa descrição indica uma mudança de estado da consciência. A percepção sensorial perde protagonismo para dar lugar a uma percepção interior.
O encontro com Poimandres
Durante esse estado contemplativo, Hermes vê surgir uma presença descrita como "enorme em medida ilimitada".
Ao perguntar quem era aquela entidade, recebe a seguinte resposta:
"Eu sou o Poimandres, o Nous do Domínio Absoluto."
O termo Nous é um dos conceitos centrais da filosofia hermética.
Ele não significa simplesmente "mente" no sentido psicológico moderno, mas a Inteligência divina, o princípio consciente que conhece, ordena e sustenta toda a realidade.
Poimandres acrescenta:
"Sei o que queres, e coexisto contigo em todo lugar."
Segundo o tratado, isso significa que o Nous não está distante do ser humano, mas permanece presente e acessível àquele que volta sua consciência para o conhecimento da verdade.
O propósito da busca hermética
Hermes então declara aquilo que deseja conhecer:
"Quero aprender sobre os seres e compreender a natureza deles e conhecer Deus."
Essa frase resume praticamente todo o objetivo da tradição hermética.
Sua investigação desenvolve-se em três direções.
Busca | Objetivo |
|---|---|
Os seres | Compreender tudo aquilo que existe. |
A natureza | Entender como o universo funciona. |
Deus | Conhecer o princípio supremo de toda a existência. |
Segundo o Corpus Hermeticum, essas três buscas fazem parte de um único caminho. Conhecer corretamente a natureza conduz ao conhecimento de sua origem.
A visão da luz e da escuridão
Após prometer ensinar Hermes, Poimandres muda completamente sua aparência.
Nesse instante, Hermes relata que todas as coisas lhe foram reveladas.
A primeira manifestação percebida é uma luz.
Essa luz é descrita como:
serena;
radiante;
harmoniosa;
profundamente bela.
Hermes afirma que ficou encantado por essa visão.
Pouco depois, surge uma realidade completamente diferente.
Uma grande escuridão aparece abaixo da luz.
Ela é descrita como:
aterradora;
horrenda;
semelhante a uma serpente;
em constante movimento.
Em seguida, essa escuridão transforma-se em uma natureza úmida, envolvida por vapores e sons inarticulados.
O Logos e a organização da criação
É nesse momento que ocorre uma das passagens mais importantes do tratado.
Hermes afirma:
"Uma palavra santa proveniente da luz atacou a natureza..."
Posteriormente, Poimandres identifica essa Palavra como o Logos.
Segundo o Corpus Hermeticum, o Logos é o princípio ativo por meio do qual a Inteligência divina organiza a criação.
A partir da ação do Logos, inicia-se a diferenciação dos elementos.
Hermes observa que:
um fogo puro eleva-se imediatamente;
o ar acompanha naturalmente essa ascensão;
terra e água permanecem inicialmente misturadas;
toda a natureza começa a mover-se.
Elemento | Movimento descrito |
|---|---|
Fogo | Eleva-se imediatamente. |
Ar | Acompanha o fogo em sua ascensão. |
Água | Permanece unida à terra. |
Terra | Ainda não aparece separadamente. |
O texto afirma que os elementos são postos em movimento pela Palavra espiritual.
Isso significa que a ordem da criação não surge espontaneamente da matéria, mas da atuação do Logos.
A revelação do Nous
Depois da visão, Poimandres pergunta:
"Compreendeste esse espetáculo e o que ele quer dizer?"
Hermes responde humildemente:
"Saberei."
Essa resposta demonstra que a iniciação hermética é apresentada como um processo gradual de compreensão.
Poimandres então explica o significado da luz contemplada.
"Aquela luz sou eu, Nous, o teu Deus."
Segundo o tratado, o Nous é anterior à natureza úmida surgida da escuridão.
Em seguida afirma:
"Proveniente do Nous é o luminoso Logos, filho de Deus."
Forma-se assim a estrutura fundamental da cosmologia apresentada nesse trecho.
Princípio | Função segundo o tratado |
|---|---|
Nous | Inteligência divina primordial. |
Logos | Palavra ou Razão que manifesta a criação. |
Natureza | Campo onde a criação é organizada. |
É importante observar que a expressão "Filho de Deus", nesse contexto, pertence à linguagem filosófica do Corpus Hermeticum. O texto utiliza essa expressão para indicar que o Logos procede do Nous, sem desenvolver aqui uma doutrina teológica cristã.
A união entre o Nous e o Logos
Hermes pergunta qual é a relação entre ambos.
Poimandres responde:
"Não são separados um do outro; pois a união deles é a vida."
Segundo o Corpus Hermeticum, Inteligência e Palavra são inseparáveis.
A vida nasce precisamente dessa união.
O Logos manifesta aquilo que o Nous conhece.
O Nous permanece presente em toda manifestação do Logos.
A forma arquetípica da criação
Após essa explicação, Hermes contempla novamente a luz.
Agora ele vê:
inúmeras potências;
um mundo ilimitado surgindo;
o fogo sendo envolvido por uma potência superior.
Poimandres explica então:
"Viste na mente a forma arquetípica, o pré-princípio do começo infindo."
Segundo o tratado, antes da existência do universo visível existe uma forma arquetípica.
Essa forma constitui o modelo eterno segundo o qual toda a criação é organizada.
A origem dos elementos
Hermes pergunta:
"Os elementos da criação, de onde se hipostasiaram?"
Poimandres responde:
"Da Vontade de Deus."
Segundo o Corpus Hermeticum, a criação começa quando a Vontade divina recebe o Logos, contempla o belo mundo e organiza os elementos segundo esse modelo.
Etapa | Descrição |
|---|---|
Vontade de Deus | Origem da criação. |
Recebimento do Logos | A Inteligência manifesta sua ação criadora. |
Contemplação do modelo perfeito | O paradigma da criação é conhecido. |
Organização dos elementos | Surge o cosmos ordenado. |
O tratado utiliza ainda a ideia de que a Vontade divina "imitou" o belo mundo.
Essa imitação não significa uma cópia imperfeita, mas a manifestação, no plano da criação, de um modelo eterno previamente existente na Inteligência divina.
Fonte original colada
Uma vez, quando me veio uma reflexão acerca dos seres e se elevou o meu pensamento impetuosamente, enquanto meus sentidos corporais eram possuídos, como os que são pesados de saciedade de comida ou de trabalho do corpo, eu imaginei alguém enorme em medida ilimitada passando a chamar meu nome e me dizendo: "O que queres ouvir e ver, e, tendo meditado, aprender e conhecer?"
— Disse eu: "Tu, então, quem és?"
— "Eu, de fato", disse ele, "sou o Poimandres, o Nous do Domínio Absoluto; sei o que queres, e coexisto contigo em todo lugar."
Disse eu: "Quero aprender sobre os seres e compreender a natureza deles e conhecer Deus; como quero ouvir!"
Ele me disse novamente: "Guarda na tua mente tanto quanto queres aprender, e eu te ensinarei."
Isso ele tendo falado, mudou de aparência, e logo todas as coisas me tinham sido abertas decisivamente, e tive uma visão indefinida. Tendo visto todas as coisas vindo a ser luz, serena e hilariante, também fiquei apaixonado.
E, um pouco depois, uma escuridão foi postada embaixo, vindo a ser, em parte, terrificante e horrenda, tendo se enrolado tortuosamente, tal que eu comparei a uma serpente. Em seguida, a escuridão foi sendo transmutada em alguma natureza úmida, indizivelmente agitada e liberando vapor, como do fogo, e realizando um eco inexprimível e lamentoso; então, um grito inarticulado de dentro dela foi enviado, tal que eu assemelhei a uma voz de fogo.
E uma palavra santa proveniente da luz atacou a natureza, e um fogo puro saltou da natureza úmida acima para o alto; e era leve e sutil, todavia drástico ao mesmo tempo. O ar, sendo suave, seguiu o sopro, enquanto este ascendia da terra e da água até o fogo, tal que aquele parecia ser suspenso por este; porém, terra e água permaneciam confundidas entre si mesmas, tal que a terra não era vista distante da água. Mas estavam sendo movidas por causa da palavra espiritual que era proferida ao ouvido.
— "Compreendeste esse espetáculo e o que ele quer dizer?"
— "Saberei."
— "Aquela luz", disse ele, "sou eu, Nous, o teu Deus, o que é anterior à natureza úmida manifestada da escuridão; e proveniente do Nous é o luminoso Logos, filho de Deus."
— "Então o que é?", disse eu.
— "Assim conhece: aquilo que vê e ouve em ti é a palavra do Senhor, mas o Nous Deus é Pai. Pois não são separados um do outro; pois a união deles é a vida."
— "Agradeço-te", disse eu.
— "Mas agora considera a luz e conhece isto."
Tendo falado essas coisas, durante um longo tempo me encarou, de maneira que eu tremia por causa do seu viso; porém, tendo recusado olhar, vi na minha mente a luz existindo em potências inumeráveis, e um mundo ilimitado vindo a ser, e vi o fogo ser envolvido por uma grande potência, e ter subsistido sendo dominado; porém essas coisas eu refleti observando através do discurso do Poimandres.
— "Viste na mente a forma arquetípica, o pré-princípio do começo infindo."
Essas coisas o Poimandres me disse.
— "Os elementos da criação, de onde se hipostasiaram?"
— "Da Vontade de Deus, que, tendo recebido o Logos e tendo visto o belo mundo, imitou, tendo ela ornamentado através dos elementos de si mesma e dos produtos das almas."
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / Libellus I - Poimandres de Hermes Trismegisto
A Criação do Homem e sua Queda na Natureza
Após descrever a origem do cosmos e a atuação do Nous e do Logos na organização da criação, o Corpus Hermeticum volta sua atenção para o surgimento do homem.
Fonte original colada
Porém o Nous Deus, sendo macho-fêmea, sendo vida e luz, gestou com uma palavra outro Nous Demiurgo, que, sendo Deus do fogo e do ar, criou uns sete regentes, os quais envolvem o mundo sensível em ciclos, e cuja regência é chamada heimarmene.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / Libellus I - Poimandres de Hermes Trismegisto
O Autoconhecimento e o Caminho de Retorno
O foco do discurso deixa de ser a criação do cosmos e passa a ser o destino da alma, o significado da morte e o caminho pelo qual o homem pode retornar à sua condição primordial.
Fonte original colada
# 3. A Separação dos Sexos, o Conhecimento de Si e a Ascensão da Alma — "E depois dessas coisas, ó Poimandres? Pois cheguei a um grande desejo e anelo ouvir; não saias do assunto." E o Poimandres disse: — "Mas fica quieto. De modo nenhum expliquei o primeiro discurso a ti." — "Eis que faço silêncio", disse eu. Então veio, como eu disse, o engendramento desses sete desta forma: com efeito, feminina era a terra e a água fertilizadora, porém do fogo era a prova de maturação. Do éter, a natureza recebeu o pneuma e produziu os corpos conforme a aparência do Homem. Porém o Homem, de vida e luz, veio a ser em alma e mente: de vida, a alma; e de luz, a mente. E todas as coisas do mundo sensível permaneceram assim até o fim de um período e até as origens das espécies. Escuta o resto, o discurso que queres escutar: cumprido o período, a conjunção de todas as coisas foi solta pela vontade de Deus; pois todos os viventes, sendo macho-fêmeas, separaram-se conjuntamente com o homem e vieram a ser os machos em parte e as fêmeas semelhantemente. E Deus logo disse uma palavra santa: **"Crescei em crescimento e multiplicai em multidão todas as cria...
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / Libellus I - Poimandres de Hermes Trismegisto
O Hino de Louvor ao Pai
"Santo é Deus, cuja vontade é cumprida pelas suas próprias potências." Toda a criação manifesta a vontade divina por intermédio das potências que procedem do próprio Deus.
Fonte original colada
Santo é Deus e Pai de todos.
Santo é Deus, cuja vontade é cumprida pelas suas próprias potências.
Santo é Deus, que quer ser conhecido e é conhecido pelos seus.
Santo és, que tens constituído por ti os seres com a palavra.
Santo és, cuja toda natureza produziu uma imagem.
Santo és, que a natureza não formou.
Santo és, o mais forte do que a potência.
Santo és, o maior do que toda proeminência.
Santo és, o melhor que os louvores.
Recebe os sacros sacrifícios racionais de alma e coração, dedicados a ti, ó Inexprimível, ó Inefável, tu que és chamado em silêncio.
Ao que se solicita que não sejamos destituídos da gnose referente à nossa essência; consente a mim e me investe de potência, e iluminarei os que estão na ignorância do gênero humano, meus irmãos, mais ainda teus filhos, através dessa graça.
Por isso, creio e testifico:
Eu vou para vida e luz.
Bendito és, Pai. A tua humanidade quer consagrar contigo, conforme entregaste toda a autoridade a ela.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / LIBELLUS II A - De Hermes para Tat
O Movimento do Universo
O tratado conclui afirmando que a verdadeira origem do movimento não está na matéria, mas na alma , no pneuma e nos princípios inteligíveis que animam toda a criação.
Fonte original colada
# 1. O Movimento do Mundo e a Natureza do Espaço — Todo o móvel, ó Asclépio, não é movido em algo e por algo? — Certamente. — Porém não é necessário que o móvel seja maior do que aquilo no qual ele é movido? — É necessário. — Então, mais forte é o motor do que o móvel? — Pois é, mais forte. — E é necessário aquilo no qual é movido que tenha natureza oposta à do móvel? — Também sim. Então grande é esse mundo, do qual não existe corpo maior? — Que seja concordado. — E é compacto? Pois é preenchido de muitos outros grandes corpos, e melhor, tais são os corpos de todos. — Assim é. — Porém o mundo é um corpo? — É um corpo. — E é móvel? — Certamente. — Que tamanho de espaço no qual ele é movido é necessário, qual é a natureza desse espaço? Não muito maior, a fim de que seja possível receber a perseverança de uma rápida moção e que, não sendo pressionado o movido pela estreiteza, retarde o movimento? — É alguma coisa enorme, ó Trismegistos. — De que natureza? Então é da oposta, ó Asclépio? E o incorpóreo é natureza oposta ao corpo. — Que seja concordado. Portanto, o espaço é incorporal, mas o incorporal ou é divino ou é Deus. Porém eu es...
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / LIBELLUS II A - De Hermes para Tat
Deus, o Bem Supremo e a Natureza do Ser
Tabela – Deus e os princípios da criação Princípio Relação com Deus Nous Deus é sua causa.
Fonte original colada
# 2. Deus como o Bem Supremo e Pai de Todas as Coisas Com efeito, nem há nenhum não ser que ele não tenha deixado completo, mas todas as coisas que vieram a ser são provenientes das coisas existentes, não das não existentes. Pois as não existentes não têm a natureza de poder vir a ser, mas de não poder vir a ser algo e, por sua vez, as existentes não têm a natureza de nunca ser. — "Então, o que queres dizer do não ser nunca?" Portanto, Deus não é Nous, mas é o causador do ser Nous; nem do Pneuma, mas o causador do ser Pneuma; nem Luz, mas o causador do ser Luz. Donde é necessário reverenciar Deus por esses dois títulos, os quais têm sido aplicados somente a ele e a nenhum outro. Pois nem algum dos outros chamados deuses, nem dos homens, nem dos daimones, pode, segundo a grandeza, ser bom, exceto somente Deus. E esse é o Único, e não há nenhum outro. Porém todas as outras coisas são incapazes da natureza do Bem; pois são o corpo e a alma, não tendo lugar que pode comportar o Bem. Pois tal é a grandeza do Bem tanto quanto é a existência de todos os seres, incorpóreos como corpóreos, e dos sensíveis e dos inteligíveis. **Isso...
Libellus III — Discurso Sagrado de Hermes
A Manifestação do Cosmos e o Ciclo da Renovação
Este tratado apresenta uma síntese da cosmologia hermética, descrevendo a manifestação do universo desde o estado primordial até o surgimento da vida e da humanidade. Diferentemente de uma narrativa histórica, o texto expõe uma visão simbólica da criação, mostrando como Deus, por meio de sua potência, estabelece a ordem do cosmos e conduz todas as coisas segundo um movimento contínuo de geração, dissolução e renovação.
Toda a criação manifesta a ordem divina e participa continuamente do ciclo de renovação estabelecido por Deus.
Deus como princípio de todas as coisas
O tratado inicia declarando que toda glória pertence a Deus.
Ele é apresentado simultaneamente como:
origem do ser divino;
origem da natureza;
princípio do Nous;
fundamento da matéria;
fonte da sabedoria;
princípio da energia;
origem da necessidade;
começo e fim de todas as coisas.
Essa descrição procura demonstrar que nada existe separado da realidade divina. Tudo aquilo que vem à existência encontra seu fundamento em Deus.
O estado primordial da criação
Antes da manifestação do cosmos, o tratado descreve uma condição primordial composta por três elementos:
uma escuridão indefinida;
a água;
um pneuma sutil e intelectual.
Esses princípios permanecem no abismo, ainda sem forma definida, constituindo um estado de potencialidade que o texto chama de caos.
Então surge um novo acontecimento.
"Uma luz santa foi elevada da substância úmida."
A luz representa o início da manifestação da ordem divina sobre o estado ainda indiferenciado da criação.
A separação dos elementos
Após o aparecimento da luz, os deuses iniciam a organização da natureza.
O tratado afirma que os elementos são separados segundo sua própria natureza.
Os elementos mais leves elevam-se.
Os mais pesados estabelecem-se sobre a matéria inferior.
Desse processo nasce a estrutura ordenada do cosmos.
Em seguida:
o céu manifesta-se em sete ciclos;
surgem as constelações;
os signos são estabelecidos;
toda a circunferência celeste entra em movimento.
Tabela – Organização do cosmos
Etapa | Manifestação |
|---|---|
Luz santa | Início da ordem cósmica. |
Separação dos elementos | Organização da natureza. |
Sete ciclos do céu | Estrutura do universo celeste. |
Constelações | Ordenação dos corpos celestes. |
Movimento circular | Harmonia permanente do cosmos. |
A geração da vida
Depois que o cosmos é estabelecido, cada divindade realiza a função que lhe foi destinada.
O tratado descreve o surgimento gradual da vida.
São mencionados:
animais quadrúpedes;
répteis;
seres aquáticos;
aves;
sementes;
relvas;
flores.
Toda a natureza torna-se fértil.
Ao mesmo tempo, cada espécie recebe em si a semente da palingenesia.
O propósito da criação do homem
Entre todas as criaturas, o homem recebe uma finalidade singular.
Segundo o tratado, os homens são engendrados para:
a gnose das obras divinas;
testemunhar a atividade da natureza;
crescer e multiplicar-se;
exercer domínio sobre o mundo inferior;
conhecer o bem;
compreender o céu;
contemplar o movimento dos deuses celestes;
conhecer as potências divinas;
discernir o bem e o mal;
desenvolver toda obra engenhosa voltada para o bem.
Tabela – Finalidades do ser humano
Finalidade | Segundo o tratado |
|---|---|
Gnose | Conhecer as obras divinas. |
Contemplação | Observar o céu e sua ordem. |
Domínio | Exercer autoridade sobre o mundo inferior. |
Discernimento | Conhecer o bem e o mal. |
Criatividade | Desenvolver obras engenhosas. |
O ciclo da existência
O tratado prossegue afirmando que toda criatura entra no ciclo da vida.
Os homens:
vivem;
aprendem;
submetem-se ao curso dos deuses cíclicos;
deixam lembranças de suas obras;
retornam ao processo da dissolução.
Entretanto, essa dissolução não representa um fim absoluto.
Tudo aquilo que decai:
"Será renovado pela necessidade e pela renovação dos deuses e pelo curso do ciclo inumerável da natureza."
Na visão hermética, geração, dissolução e renovação constituem um único movimento contínuo da criação.
A natureza como manifestação do divino
O tratado encerra sintetizando toda a sua cosmologia.
"O divino é toda combinação cósmica, sendo renovada pela natureza; pois em Deus também a natureza se estabeleceu."
Essa afirmação resume a relação entre Deus e o universo.
A natureza não existe separada do princípio divino.
Ela manifesta continuamente sua ordem, renovando todas as coisas segundo as leis estabelecidas desde a origem da criação.
Fonte original colada
Glória de todas as coisas é Deus: tanto ser divino quanto natureza divina.
Princípio dos seres é Deus: tanto Nous quanto natureza e matéria, sendo ele a sabedoria para demonstração de todas as coisas. Princípio é o divino, tanto natureza quanto energia e necessidade, tanto fim quanto renovação.
Pois havia escuridão indefinida, água e pneuma sutil e intelectual no abismo, estando essas coisas no caos pela potência divina. Então uma luz santa foi elevada da substância úmida, tendo sobressaído †da areia†, e todos os deuses †separaram† os elementos da natureza germinal.
Porém, de todos os seres inacabados e não construídos, de todos os que têm sido separados e suspensos pelo fogo para serem conduzidos pelo pneuma, foram separados os leves para o alto e os pesados foram alicerçados sobre a areia úmida. E o céu foi visto em sete ciclos, e os deuses apareceram em formas de constelações, e foram articulados com todos os seus signos.
Com os deuses em si, também a circunferência foi enrolada pelo ar, sendo conduzida em curso cíclico pelo pneuma divino.
Porém cada deus levantou, pelas suas próprias potências, o que tem sido ordenado a ele; e vieram a existir feras quadrúpedes, répteis, aquáticos, voláteis, toda semente germinal, pasto e relva de toda flor. †Colheram em si mesmos† a semente da palingenesia, os engendramentos dos homens para a gnose das obras divinas, o testemunho ativo da natureza, o crescimento dos homens, o domínio de todas as coisas abaixo do céu e a cognição das coisas boas.
Tudo isso foi para o crescer em crescimento e o multiplicar em multidão; também toda alma em carne através do curso dos deuses cíclicos †e do semear portentos†; para o reconhecimento do céu e do curso dos deuses celestes, das obras divinas e da energia da natureza; não só para †sinais de coisas boas†, para a gnose de potências divinas †da parte que intima†, para conhecer das coisas boas e más, mas também para descobrir todo trabalho engenhoso de coisas boas.
Inicia-se para eles viverem e também serem instruídos para o destino dos deuses cíclicos, para serem dissolvidos naquilo que será, tendo eles deixado grandes lembranças das obras de arte sobre a terra. †Em nome dos tempos, para a fraqueza e para todo nascimento de carne animada e do fruto da semente e de toda obra de arte†, as coisas decrescidas serão renovadas pela necessidade e pela renovação dos deuses e pelo curso do ciclo inumerável da natureza.
Pois o divino é toda combinação cósmica, sendo renovada pela natureza; pois em Deus também a natureza se estabeleceu.
O CAIBALION
O CAIBALION
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION
Princípios Herméticos
Também explica que todo o mundo ou universo fenomenal é simplesmente uma criação mental do TODO, sujeito às leis das coisas criadas, e que o Universo como um todo, e em suas partes ou unidades, tem sua existência na Mente do TODO, em cuja mente “vivemos, nos movemos e temos a nossa existência”.
CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION
O Universo Mental
"O Universo é mental; ele é mantido na Mente do TODO." "Se o Universo existe, ou parece existir, ele deve proceder de alguma forma a partir do TODO, ou deve ser uma criação do TODO." "Seguindo o Princípio da Correspondência, temos razão em considerar que o TODO cria o Universo mentalmente, de forma semelhante ao processo pelo qual o homem cria imagens mentais.
Manual de Epicteto
Manual de Epicteto
DESENVOLVIMENTO PESSOAL / ESTOICISMO / MANUAL DE EPICTETO
Sobre o controle das coisas
Epicteto ensina precisamente a criação desse espaço interior.
Meditações
Meditações
DESENVOLVIMENTO PESSOAL / ESTOICISMO / MEDITAÇÕES
Sobre a ação correta e a disciplina
Leitura hermética / esotérica No hermetismo, a palavra é um ato de criação.





