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Desenvolvimento Pessoal / Estoicismo

Morte

Assunto reunido a partir de 34 trechos de livros cadastrados.

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Desenvolvimento PessoalEstoicismoestoicismopratica

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34 registros
Giuliano Kremmeerz12 trechos

Introdução à Ciência Hermética

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / FUNDAMENTOS

Leis Universais

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Mas o bem conhecido Tribunal de Deus de que falam os católicos realmente existe, porque toda ação da consciência de um ser vivo é causa de vida ou morte, e a justiça incorruptível do equilíbrio da Divina Providência recompensa ou pune, dá ou tira das vidas que seguem a vida humana e a sociedade dos homens.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / ANTROPOLOGIA ESOTÉRICA

Estrutura do Homem

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O perispírito acompanha o espirito do homem após a morte do corpo físico e se conserva, enquanto, de acordo com a magia, o principio divino inteligente tende a uma progressiva atenuação, até ser assimilado em Deus.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / ANTROPOLOGIA ESOTÉRICA

Psicologia Espiritual

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...gulo estiver de cabeça para baixo (B), como uma cunha cravada na terra, bem abaixo da superfície da terra (A’’), ele representa a misteriosa vida oculta na insondável escuridão da morte do homem, o homem vital em seu inconsciente, o campo astral enevoado, escuro e profundo, que não pertence à vida exterior, visível: A’’ A’ --------------A’’ O triângulo duplo, ou seja, a penetração dos dois (C), de modo que o nível (A...

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / ANTROPOLOGIA ESOTÉRICA

Evolução do Ser

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ANALOGIA DO EMBRIÃO E DO OVO: A morte de um homem representa seu nascimento para uma segunda vida- assim como a morte de uma vida uterina anuncia um nascimento para a vida na Terra.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O MUNDO INVISIVEL

Espíritos e Entidades

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ESPIRITOS DOS MORTOS Pagina 55, 58 A morte não separa o corpo físico de um corpo invisível inteligente- e portanto, não há espíritos dos mortos.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O MUNDO INVISIVEL

Mundo Oculto

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Seria uma exceção se sua unidade, contra todas leis, se desintegrasse e desaparecesse com a morte do corpo físico Em magia, a obra do mago é dupla: primeiro, entrar em contato, por todos os meios possíveis (sinais gráficos, visões, audições, intuição).

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O DISCIPULO

FORMAÇÃO

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O DESENVOLVIMENTO PESSOAL PARA O DISCIPULO O Iniciado tem de vencer a morte e ultrapassar a escravidão da inexorável lei.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / O DISCIPULO

Caminho do Mago

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Em seguida discutem sobre a forma que usarão para matá-lo e, para sacrificar seu espírito aos deuses que protegem a Ordem, montam um tribunal e o condenam à morte pelo fogo.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / MAGIA

PREPARAÇÃO

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A perturbação gera um distúrbio físico, que no limite suprime a vida animal, o que significa morte.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / MAGIA

DESVIOS E PERIGOS

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A MORTE Tu, oh morte, és a solução para o enigma dentro do homem vivo e dentro das ocultas profundezas de sua desconhecida alma O Problema do ALÉM só será resolvido por aqueles capazes de atingir um conhecimento de si mesmos, isto é, da estrutura, da anatomia e da ‘química’ de suas próprias almas.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / SIMBOLOGIA E TRADIÇÃO

TRADIÇÃO SIMBÓLICA E ENSINAMENTO OCULTO

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Aqui verás o segredo de Saturno, que é o presente de vida e morte, de amor, de geração e abundância, e não deves esquecer que em Virgem tu, usando os métodos de nossa arte, deves preparar a vara (la verga), como teu mestre te ensina, sem nó e cortada de forma limpa com a foice na forma de um consagrado crescente.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / INTRODUÇÃO Á CIÊNCIA HERMÉTICA / AFORISMOS

AFORISMOS

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1º AFORISMO

UNO É O MUNDO, UNO É O HOMEM E UNO É O OVO. O MUNDO, O HOMEM E O OVO DÃO TRÊS. EM CADA UM, VEMOS TRÊS; NO MUNDO, NO HOMEM E NO OVO, ENCONTRAMOS TRÊS VEZES TRÊS.

Se quiseres aprender o segredo do ovo, pega três. Se quiseres entender o mistério do homem, eleva-te a seis. Se quiseres a intuição do grande arcano do mundo, sobe a nove. Inspira e expira três vezes para conheceres o segredo do ovo. Seis vezes para o mistério do homem, nove vezes para o arcano do mundo.

Então Ea (Jeová) criou primeiro o mundo, depois o homem, depois o ovo e ao último entregou o segredo tanto do homem quanto do mundo.

Assim, meu filho, o primeiro aforismo das coisas sagradas e ocultas está no número 369. Sem luz, sem ruído, sem qualquer pensamento que não seja um anseio por Ea, enterra-te vivo em uma caverna onde não entre luz terrestre, com os ouvidos tampados com cera de abelha e lã de cordeiro, e lá inspira e expira 369 vezes até veres o Mundo no Ovo de Ea.

2º Aforismo

Quando criou o mundo, Ea contemplou duas coisas, branco e preto, quente e frio. Sua respiração tornou-se fria e quente e ele deu seu sopro quente para o homem e o sopro frio para a mulher, porque o primeiro era para acender e aquecer e o segundo para aceitar e preservar; então tu, meu filho, assim que viste o mundo de Ea, “aprendeste” o que é a vida e como a vida é soprada do mundo de Ea para o mundo do ovo; e descobrirás que a vida das coisas masculinas não é a vida das coisas femininas, e que Ea soprou duas vezes apenas nas coisas que têm uma dupla natureza.

Assim, o segundo aforismo que deves lembrar é que não podes fazer uma obra divina sem um conhecimento da natureza da vida no ovo, no homem e no mundo de Ea.

3º Aforismo

Depois que aprendeste a inspirar e expirar, a distinguir a natureza da vida de homens e mulheres nas coisas do mundo de Ea, tens de aprender a soprar, como Ea fez no mundo, no ovo de coisas ainda não criadas. Em seguida, volta para teu sepulcro vivo, tampa de novo os ouvidos e, em vez de inspirar e expirar, sopra 369 vezes nas coisas que sentes, mas não vês. Enquanto sopras, incha as bochechas, não inches a barriga, caso contrário o sopro vai voltar para onde se originou e vais morrer. Se praticares esta regra, meu filho, vais descobrir como, soprando para o céu, acendes o fogo (pyr).

4º Aforismo

Se aprendeste a conhecer o mundo de Ea, a vida da dupla respiração e a saber como acender, soprando (insuflando) o fogo no céu, tu te transportarás para a montanha mais alta de teu país e sentarás no chão desnudo, com uma árvore frutífera à direita e uma semente à esquerda. Soprando na árvore, vais secá-la como se ela fosse atingida pelo vento do Schen (o deserto) e soprando na semente vais refazer a árvore. Então verás uma serpente com duas cabeças brotar do chão e, com duas vozes, ela te dirá: primeira cabeça, “eu sou a semente”; segunda cabeça, “eu sou a árvore”. Então entenderás que as duas cabeças têm um único tronco, portanto a semente e a árvore são a mesma coisa. Aí secarás a nova árvore, bem como uma nova semente, e pedirás que Ea te ensine. Acende o fogo com tua respiração e Ea falará contigo das chamas.

5º Aforismo

Assim que Ea tiver falado contigo, o espírito dele, o gigantesco Egs (Áries) começará a agitar os ventos ao teu redor. Esses ventos são a fonte de seu poder, de sua força e de sua luz; mas cuidado para não te entregares inteiramente a eles, porque Ea e seu espírito Egs são mais fortes que tu, e morrerias se fosses alçado vivo para onde o homem não pode viver.

6º Aforismo

Constrói para ti um navio com uma vela que o vento de Egs não possa rasgar e, assim que vires o vento ondulando as águas e as águas subindo para o céu, entra no navio e diz a Egs: “Leva-me para onde as águas não possam me alcançar”. Então o volume das águas será aumentado pelos sete espíritos de Egs.

Fou – empurra Xi – redireciona Mne – sustenta Ag – conduz

Mor – segura Mô – ouve e fala Râ – vê

No quadragésimo dia, sentirás o navio tocando a terra.

Mô dirá: “A água recua”. Râ verá o topo de uma montanha triangular.

Para conheceres a verdade, transforma-te então em um pássaro preto, voa e encontrarás os cadáveres e carcaças que te acorrentarão. Volta, então, em espírito para o teu navio, transforma-te numa pomba e agradece a Ea. Egs continua a girar e farás, a teu bel-prazer, as águas se avolumarem e retrocederem; conhecereis, então, o segundo espírito, Ise.

Minha prosa, quando parece obscura e quando não posso torná-la mais explícita, servirá como sinalizador no caminho misterioso daquele que pratica e que vai entender com o tempo, como e quando estiver nas condições que estou mencionando.

Franz Bardon11 trechos

Magia Prática: Caminho do Adepto

CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON

O Plano Material Denso ou o Mundo Material Denso

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Atração, Peso e Magnetismo Terrestre Através da característica específica de sua substância e condicionado pela composição dos seus elementos, cada objeto possui, relativamente ao fluido elétrico, determinadas irradiações, as assim chamadas oscilações de elétrons, que sofrem a atração provocada pelo fluido magnético geral de todo o mundo material. Essa atração é chamada de peso. Assim o peso é uma manifestação da...

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Em relação à lei do magnetismo a da eletricidade, não só do corpo, como descrevemos no último capítulo, mas também do mundo material denso, todo ocultista sabe que tudo o que está em cima é também o que está embaixo. Todo iniciado que sabe empregar as forças dos elementos ou o grande mistério do Tetragrammaton em todos os planos, também terá condições de realizar grandes feitos em nosso mundo material, coisas que aos olhos dos nãoiniciados poderão parecer milagres. Porém para o iniciado elas não são milagres, a ele conseguirá explicar até as coisas mais intrigantes com base no conhecimento dessas leis.

1.5Vida, Morte e o Akasha na Terra

Todo o crescimento, o amadurecimento, toda a vida a também toda a morte em nossa Terra dependem das leis aqui descritas. Por esse motivo o iniciado sabe que a morte não é a idéia de uma queda no nada; o que é considerado como um aniquilamento ou uma morte é só uma passagem de um estado a outro. O mundo denso material surgiu do princípio do Akasha, o nosso já conhecido éter, e é também regulamentado a mantido por ele. É assim que se explicam todas as invenções baseadas na transmissão dos fluidos elétrico a magnético, a que dependem de uma transmissão à distância através do éter, como p.e. o rádio, a telegrafia, a telefonia e a televisão, além de muitas outras que surgirão no futuro. Mas o princípio básico a as leis foram, são a continuarão sendo sempre os mesmos.

CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON

O PLANO ASTRAL

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O Plano Astral e a Morte; O plano astral é definido pela maioria das religiões, pelos ocultistas e espiritualistas como o "além".; Mas para o iniciado torna-se claro que não existe um aquém ou um além, e é por isso que ele não teme a morte, cujo conceito lhe é estranho.; Se porventura, através do trabalho de decomposição dos elementos ou de uma súbita ruptura, dissolver-se a matriz astral, que é a matéria aglutinante entre o corpo material denso e o corpo astral, instala-se aquilo que chamamos geralmente de morte, mas que na realidade é só uma passagem do mundo terreno ao mundo astral.; Baseado nessa lei, o iniciado não conhece o medo da morte, pois ele sabe que não irá para o desconhecido.

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Como já referimos, em sua forma mais sutil o Akasha é o nosso velho conhecido éter, no qual, entre outras coisas, propagam-se as ondas elétricas a magnéticas. Ele é também a esfera das vibrações, de onde se originam a luz, o som, a cor, o ritmo, e com estes toda a vida que existe. Como o Akasha é a origem de todo ser, naturalmente nele há o reflexo de tudo, Le., de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente a acontecerá no futuro. É por isso que consideramos o plano astral como a emanação do eterno, sem começo nem fim, a que portanto é isento de espaço a de tempo. O iniciado que consegue alcançar esse plano encontra tudo nele, mesmo quando se tratam de fatos ocorridos no passado, que ocorrem no presente ou ocorrerão no futuro. A amplitude do alcance da sua percepção depende do seu grau de aperfeiçoamento.

1.1A Morte como Passagem

O plano astral é definido pela maioria das religiões, pelos ocultistas a espiritualistas como o "além". Mas para o iniciado torna-se claro que não existe um aquém ou um além, e é por isso que ele não teme a morte, cujo conceito lhe é estranho. Se porventura, através do trabalho de decomposição dos elementos ou de uma súbita ruptura dissolver-se a matriz astral, que é a matéria aglutinante entre o corpo material denso e o corpo astral, instala-se aquilo que chamamos geralmente de morte, mas que na realidade é só uma passagem do mundo terreno ao mundo astral. Baseado nessa lei, o iniciado não conhece o medo da morte, pois ele sabe que não irá para o desconhecido.

CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON

DEUS

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A Morte Mística Nessa ascensão o mago iniciado é também um místico.

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Aqui porém estudaremos a idéia de Deus do ponto de vista do mago. Para o homem comum a idéia de Deus serve como um ponto de apoio ou um suporte para o seu espírito, para que este não permaneça no desconhecido, ou não se perca nele. Para ele esse Deus é incompreensível, abstrato a inimaginável. Mas para o mago as coisas não são desse modo; ele conhece o seu Deus sob todos os aspectos. E não é só porque dedica a essa divindade toda a veneração, pois sabe que foi criado à sua imagem, portanto é parte dela, mas também porque seu maior ideal, seu maior dever a seu objetivo mais sagrado é tomar-se uno com ela, tornar-se um homem-deus. A ascensão a esse objetivo sublime será descrita adiante.

1.2A União com Deus e a Morte Mística

A síntese da união com Deus consiste em desenvolver as idéias divinas desde os patamares mais baixos até os mais elevados, até que se consiga a unificação com o Universal. Nesse processo, fica a critério de cada um renunciar à sua própria individualidade ou conservá-la. Os grandes mestres que chegaram lá geralmente voltam à Terra com uma determinada tarefa ou missão sagrada.

CIÊNCIAS OCULTAS / INICIAÇÃO / O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON

ASCESE

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Sob esse ponto de vista não existe morte, na verdadeira acepção da palavra.; Tudo continua a viver, a transformar-se e a completar-se de acordo com as leis primordiais.; Por isso o mago não teme a morte.; A morte física é apresentada apenas como uma passagem:; Do plano material;; Ao plano astral;; E posteriormente ao plano espiritual.

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1.3Considerações Finais sobre os Fundamentos Teóricos

Antes de finalizar essa primeira parte, que mostrou todos os fundamentos teóricos da arte mágica, aconselho a todos a não se limitarem a sua simples leitura, mas a fazer de tudo o que foi descrito um patrimônio espiritual através da reflexão a da meditação intensivas.

O futuro mago conseguirá compreender que a ação dos elementos nos diversos níveis a esferas condiciona a vida. Podemos ver que as forças trabalham a atuam tanto no pequeno quanto no grande, portanto no micro a no macrocosmo, no passageiro a no eterno. Sob esse ponto de vista não existe morte, na verdadeira acepção da palavra, mas tudo continua a viver, a se transformar e a se completar de acordo com as leis primordiais. É por isso que o mago não teme a morte, pois a morte física é só uma passagem a uma esfera bem mais sutil, que é o plano astral, e de lá ao plano espiritual.

1.4O Mago e as Leis Morais

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO

GRAU IV

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Instrução Mágica do Espírito (IV) Transposição da Consciência para o Exterior a) Em objetos Neste capítulo mostrarei a vocês como se transpõe a consciência para o exterior. Devemos aprender a transpor a nossa consciência para qualquer objeto, animal ou ser humano. Preparação Coloque alguns objetos à sua frente, de preferência daqueles que você usa diariamente. Sente-se na posição habitual, fixe o pensamento em um...

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Mas quando um reservatório coletivo de energia que se torna tão poderoso é usado para fins maléficos a gananciosos, essa energia espiritual volta-se contra seus criadores (por causa da polaridade) a provoca a destruição e o aniquilamento.

Apesar disso, as pragas rogadas pelos inúmeros presos, em parte inocentes condenados à morte ou sacrificados nos campos de batalha, acabam provocando uma polaridade contrária que também contribui para uma decomposição desse reservatório de energia negativa.

A mesma lei, na mesma medida, vale para os outros tipos de culto, seja em religiões, seitas ou sociedades secretas.

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GRAU V

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Sob essa perspectiva, a morte não representa um fim, mas uma passagem para outro estado de existência.

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O mago verá que não existe um além ou um aquém; são só diferentes graus de densidade na quarta dimensão, em que se localizam os diversos seres.

Para ele a morte não será o fim, mas só uma passagem à quarta dimensão.

Finalmente quero observar ainda que existem vários tipos de escrita mediúnica, segundo a aptidão de cada um.

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO

GRAU VI

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Assim, segundo Bardon, o elemental possui simbolicamente um nascimento , uma missão e uma morte .

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... respectiva pessoa a desejada capacidade mental, como a memória, a arte da oratória, etc.

Depois que o mago criou esse sol - esfera - mental, ele deverá lhe dar um nome adequado, como por exemplo Lucis, ou algo assim. Além disso ele deverá determinar por quanto tempo a esfera deverá agir na esfera mental da pessoa em questão, como por exemplo "Você deverá agir na esfera mental até que essa pessoa adquira totalmente a capacidade desejada a esta se tome um hábito permanente". Depois de fixar o tempo, o mago deverá transmitir a ordem para que o.elemental, depois de cumprida a tarefa, se dissolva novamente no mar de luz. Assim, de acordo com a expressão mágica, fica determinado o nascimento e a morte do elemental, como no caso do destino de um ser humano ou de qualquer outro ser vivo. Como o elemental não tem noção do tempo nem do espaço, podemos enviá-lo à esfera mental ou do pensamento da pessoa em questão. O envio ocorre subitamente, como se rompêssemos uma corda entre nós e o elemental; então devemos nos ocupar com outras coisas a não pensar mais nesse elemental recém-criado.

Podemos acompanhar o envio com um gesto de desligamento, assim como na criação, que também foi acompanhada do respectivo gesto. Tudo isso fica a critério do aluno, que na atual etapa de evolução deverá ter condições, em função de sua intuição já bem desenvolvida, de formular sozinho essas prescrições a outras semelhantes. Quanto mais desligado do mago estiver o elemental, i.e., quanto menos o mago pensar nele durante o dia, tanto mais eficaz ele será na esfera mental daquela pessoa para a qual foi cria ...

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO

GRAU VII

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Frase-chave "O mago deve manter continuamente a consciência de seu poder mágico e de sua autoridade." A figura de cera representa, simbolicamente e magicamente, a vida e a morte do elementar.

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1.1Instrução Mágica do Espírito (VII) 1.1.1 Análise do Espírito em Relação à Prática No sexto grau o aluno aprendeu a tomar consciência do próprio espírito, tratá-lo no corpo como espírito a também a usar os sentidos conscientemente. Nesse grau passaremos a acompanhar e a utilizar conscientemente as qualidades do espírito ou do corpo mental. Além disso, como nos outros lugares, aqui também devemos levar em conta as analogias dos elementos. Como já dissemos, o elemento fogo pode ser transformado em luz a vice-versa, a luz no elemento fogo. Sem a luz não haveria a assimilação das cores pela visão, a sem a luz não poderíamos nem usar os nossos olhos. Por isso o sentido da visão é análogo ao fogo, a esse elemento fogo no espírito possui como característica específica a vontade. A característica do espírito correspondente ao ar é o intelecto, com todos os seus aspectos, e é atribuído à audição. O elemento água do espírito manifesta-se no tato ou na vida. Esses três elementos-princípios do espírito, portanto fogo, ar a água juntos, formam o princípio da terra, que se manifesta na característica específica da consciência. Em sua forma mais primitiva, o princípio do Akasha se manifesta na...

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GRAU IX

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O conhecimento direto do plano astral elimina definitivamente o medo da morte.

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... e ao seu corpo físico. No início, no plano astral, você só se verá cercado pela escuridão, mas depois de várias tentativas conseguirá perceber a luz. Você se sentirá invadido por um enorme sentimento de liberdade, autonomia a ausência de tempo a de espaço. Estará no plano astral, que normalmente é chamado de além. Exercitando-se bastante estará apto a entrar em contato com outros seres do plano astral, a quando quiser ver qualquer pessoa já falecida, conseguirá relacionar-se com ela no mesmo instante. Através de visitas repetidas a essa esfera astral você conhecerá todas as leis que a regem, assim como o lugar que ocupará ali um dia, depois do descarte de seu corpo físico. Comisso o medo da morte desaparecerá de uma vez por todas. Quando você se concentrar em uma esfera superior, partindo do plano astral, logo sentirá vibrações mais sutis; você se sentirá cercado por uma sensação especial de leveza, uma espécie de eletricidade, a conseguirá entrar em contato com entidades de esferas superiores. Terá experiências a obterá conhecimentos que nenhum mortal poderia lhe proporcionar. Voltará ao seu corpo com vibrações espirituais de um tipo superior, indescritíveis.

As esferas espirituais que você conseguirá visitar dependem do domínio dos elementos que conseguirá desenvolver; de sua própria pureza espiritual a astral, do enobrecimento de seu caráter. Não existirão limites para você obter os conhecimentos superiores. Depois de passar por tantas experiências você poderá, do mesmo modo, entrar em contato com seres luminosos superiores; mas nesse caso o espelho não deverá ser carreg ...

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GRAU X

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Ele descreve a seguinte sequência de acontecimentos: o mago perde o domínio da operação; torna-se preso ao elemento Terra; permanece ligado ao plano dos gnomos; rompe-se posteriormente o cordão mental que o conecta ao corpo físico; ocorre a morte do corpo material.

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... que ele seja induzido a fazer algum comentário, em função do trabalho mútuo dos gnomos, mas não deverá se deixar conduzir a isso. Os espíritos da terra poderiam assim assumir o poder sobre o mago, que correria um grande risco, porque na verdade deveria acontecer o contrário, Le., o mago é que deveria deter o poder sobre eles. No caso de um acidente desse tipo poderia acontecer que os gnomos, com suas mais diversas artimanhas mágicas, prendessem o mago de tal forma através do elemento a ponto de transformá-lo num espírito da terra como eles, sem a possibilidade de voltar ao seu corpo original. Depois de um certo tempo o cordão mental entre o corpo astral a material se romperia, acarretando a morte física. Um exame clínico constataria somente um ataque cardíaco. Porém o maga que tem o cuidado de se controlar através da instrução mágica e observa essa lei, não precisará ter medo. Ao contrário, assim que os gnomos começarem a falar, verão no mago um ser que lhes é superior a se tomarão seus melhores amigos. Essa lei de não falar primeiro só vale para as primeiras visitas, a mais tarde, assim que os gnomos se convencerem de que o mago os supera em termos de inteligência a de força de vontade, eles não só serão seus amigos, mas passarão a servi-lo obedientemente.

Os espíritos da terra são os mais próximos ao homem a gostam de servi-lo, principalmente quando reconhecem a sua superioridade. As visitas ao reino dos gnomos devem ser feitas o mais freqüentemente possível até que esse reino não ofereça mais nada de novo ao mago. Ele poderá aprender muitas coisas com os gnomos, a nenhum ...

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FORÇAS OCULTAS

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15O Poder sobre a Vida e a Morte Ao encerrar a exposição das capacidades atribuídas ao adepto, Bardon aborda aquele que considera o mais elevado domínio da magia prática: a atuação sobre os processos da vida e da morte.

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... grandes distâncias, provocando muita chuva. Naturalmente ele conseguirá também provocar o efeito contrário, parando as chuvas a desviando as nuvens. Ele poderá também produzir o granizo ou desviá-lo para outro local. Tudo isso ele conseguirá fazer através dos elementos ou do fluido eletromagnético. Essa influência no clima é praticada de várias maneiras, com sucesso, pelos lamas do Tibet. O mago conhece a explicação de todos esses métodos a caso queira especializar-se nesse campo, estará apto a obter o mesmo efeito com as suas energias, da mesma forma como o lama tibetano o consegue com a ajuda de suas cerimônias de magia evocatória, através de seres e dos tantras.

O Poder sobre a Vida e a Morte Um mago que domina totalmente os elementos e o fluido eletromagnético é também o senhor absoluto sobre a vida e a morte de cada pessoa. Mas ele jamais se atreverá a ameaçar a vida de seu semelhante, apesar de saber exatamente como produzir uma morte mágica. Existem muitas possibilidades, mas eu evito descrever quaisquer métodos mais detalhados para que o mago não resolva experimentá-los. Segundo as leis universais, ao chegar ao grau mais elevado de domínio das capacidades a forças ocultas, o mago pode até chamar os mortos de volta à vida. Através de seus sentidos instruídos o mago vê o trabalho dos elementos no corpo, na alma e no espírito, além do efeito do fluido eletromagnético. Ele pode ver também o cordão de ligação entre os corpos material, astral e mental, a sabe como tudo pode ser influenciado através das leis universais. Para ele é muito fácil recuperar os dois elos de lig ...

Três Iniciados4 trechos

O CAIBALION

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION

A CHAMA

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“Ó, não deixem a chama morrer!

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION

Princípios Herméticos

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Elas vibram de ação para reação, do nascimento para a morte, da atividade a inatividade, e depois tudo novamente.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION

O Universo Mental

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E, ainda assim, para o TODO, a criação, o desenvolvimento, o declínio e a morte de um milhão de universos é como o tempo de piscar de um olho.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / O CAIBALION

O PARADOXO DIVINO

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A MORTE "E a morte não é real, e mesmo no sentido relativo, é apenas o nascimento de uma nova vida, e continuará a ir sempre para planos de vida mais altos e ainda mais altos, por Eras e Eras.

Hermes Trismegisto3 trechos

Corpus Hermeticum Graecum

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / Libellus I - Poimandres de Hermes Trismegisto

O Autoconhecimento e o Caminho de Retorno

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O foco do discurso deixa de ser a criação do cosmos e passa a ser o destino da alma, o significado da morte e o caminho pelo qual o homem pode retornar à sua condição primordial.

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Escuta o resto, o discurso que queres escutar: cumprido o período, a conjunção de todas as coisas foi solta pela vontade de Deus; pois todos os viventes, sendo macho-fêmeas, separaram-se conjuntamente com o homem e vieram a ser os machos em parte e as fêmeas semelhantemente. E Deus logo disse uma palavra santa:

"Crescei em crescimento e multiplicai em multidão todas as criaturas e obras; e o sensato reconheça a si sendo imortal, e reconheça que a causa da morte é o eros, e reconheça todos os seres."

Isso ele tendo dito, a providência, através da heimarmene e da harmonia, fez as misturas e estabeleceu os engendramentos, e todas as coisas se multiplicaram segundo a espécie. E o que tem reconhecido a si tem vindo ao bem especial; porém o que tem amado o corpo proveniente do engano da paixão, esse, sendo enganado, permanece na escuridão, sofrendo sensivelmente as coisas da morte.

CIÊNCIAS OCULTAS / O HERMETISMO / CORPUS HERMETICUM Graecum / LIBELLUS II A - De Hermes para Tat

Deus, o Bem Supremo e a Natureza do Ser

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Hermes afirma que, após a morte, a alma daquele que permaneceu sem filhos sofre uma punição imposta pelos daimones, permanecendo privada das características próprias do homem e da mulher.

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Porém o outro título é o de Pai, também por causa da feitoria de todas as coisas; pois o fazer é do pai.

Por isso, a procriação é a maior e a mais piedosa solicitude na vida para os sábios, e o maior infortúnio e impiedade é que alguém sem filho dentre os seres humanos deixe a vida, e esse seja condenado pelos daimones depois da morte.

Porém sua punição é esta: que a alma do sem filho seja condenada, não tendo nem a característica sexual de homem nem de mulher, como o que é execrado abaixo do Sol.

LIBELLUS VIII

Que nenhum dos seres é destruído, mas os iludidos chamam as metáboles de destruição e morte

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A Imortalidade da Alma e a Ordem da Criação

Neste tratado, Hermes explica a natureza da alma, do corpo, da morte e da relação entre Deus, o mundo e o homem. O ensinamento procura mostrar que a morte, na realidade, não é destruição, mas apenas uma transformação dentro da ordem universal.

Nada do que verdadeiramente existe é destruído; tudo participa de um processo de transformação sustentado por Deus.


A verdadeira natureza da morte

Hermes começa afirmando algo surpreendente:

"A morte não é nenhuma delas."

Ou seja, a morte não possui existência própria.

Ela é apenas um nome dado pelos homens.

Segundo Hermes:

  • a morte não destrói o ser;

  • ela dissolve uma composição;

  • aquilo que existe continua existindo sob outra forma.

Por isso ele faz um jogo entre os termos gregos:

  • Athanatos = imortal.
    Thanatos = morte.
    A ideia é mostrar que a morte é apenas uma aparência decorrente da ignorância humana.

    Nada é destruído no universo

    Hermes afirma:

    "Nenhum desses seres no mundo é destruído."

    Esse princípio é fundamental no hermetismo.

    Tudo muda.

    Nada deixa de existir.

    O que chamamos de morte corresponde apenas à:

    • separação;

    • dissolução;

    • transformação das formas.

    Assim, a destruição absoluta simplesmente não existe.


    Os três níveis da realidade

    Hermes organiza a criação em uma hierarquia muito clara.

    Nível

    Natureza

    Características

    Primeiro

    Deus

    Eterno, inengendrado, Demiurgo de todas as coisas.

    Segundo

    O Mundo (Cosmos)

    Imagem de Deus, vivente imortal, sustentado continuamente pelo Pai.

    Terceiro

    O Homem

    Imagem do mundo, possuidor de Nous e participante tanto do mundo quanto de Deus.

    Essa estrutura aparece repetidamente ao longo do Corpus Hermeticum.


    O eterno e o sempre-vivente

    Hermes faz uma distinção importante.

    O Eterno

    É Deus.

    Nunca começou.

    Nunca veio a existir.

    Sempre é.

    Não depende de nada.


    O Sempre-vivente

    É o Cosmos.

    Ele foi produzido por Deus.

    Embora tenha origem, permanece vivendo continuamente porque recebe sua vida do Pai.

    Assim:

    • Deus é Eterno.

    • O Cosmos é Imortal.

    Essa diferença é essencial para compreender a cosmologia hermética.


    A criação do mundo

    Hermes descreve Deus formando o universo.

    Ele:

    • concede corpo ao Todo;

    • organiza a matéria;

    • molda o cosmos como uma esfera;

    • semeia nele todas as espécies;

    • reveste toda a criação com a imortalidade.

    A esfera simboliza:

    • perfeição;

    • unidade;

    • totalidade;

    • ordem cósmica.


    A matéria antes da ordem

    Hermes afirma que, antes da ação divina, a matéria era:

    • sem forma;

    • desordenada;

    • incapaz de produzir ordem por si mesma.

    Foi Deus quem:

    • organizou;

    • delimitou;

    • estabilizou;

    • harmonizou a matéria.

    Essa ideia complementa a visão apresentada no Poimandres, onde a Palavra (Logos) organiza o caos primordial.


    O significado da morte nos corpos

    Hermes explica que aquilo que os homens chamam de morte é, na verdade:

    • aumento;

    • diminuição;

    • dissolução de uma composição.

    Ou seja, o corpo muda continuamente.

    A morte é apenas o momento final dessa reorganização.

    Ela não destrói a essência do ser.


    A Apocatástase

    Um conceito importante aparece nesse trecho:

    Apocatástase .

    No contexto hermético, significa:

    restauração;
    retorno;
    recomposição da ordem original.
    Os corpos celestes permanecem em perfeita ordem graças à sua apocatástase.
    Os corpos terrestres, ao se dissolverem, retornam aos elementos que os compõem.
    Assim, a morte restaura a matéria ao ciclo universal.

    O homem como imagem do mundo

    Hermes afirma:

    "O homem veio a ser segundo a imagem do mundo."

    Assim como o mundo é imagem de Deus,

    o homem é imagem do mundo.

    Forma-se uma cadeia de reflexos:

    Deus → Mundo → Homem

    Cada nível manifesta o superior.


    A dupla natureza do homem

    O homem ocupa uma posição única.

    Ele participa de dois mundos.

    Aspecto

    Origem

    Corpo

    Mundo sensível

    Nous

    Deus

    Por isso Hermes afirma que o homem:

    • percebe o mundo pelos sentidos;

    • conhece Deus pelo Nous.

    Essa dupla participação faz do homem um elo entre o visível e o invisível.


    O Nous como participação no Bem

    Hermes explica que o homem recebe:

    • sensação do mundo;

    • pensamento de Deus.

    O Nous é precisamente essa faculdade superior.

    É através dele que o homem pode contemplar:

    • o Bem;

    • Deus;

    • a Verdade.

    Sem o Nous, o homem permanece limitado apenas aos sentidos.


    O homem realmente morre?

    Hermes responde à pergunta de maneira indireta.

    "Esse vivente não é destruído."

    A verdadeira identidade do homem não é o corpo.

    O corpo se dissolve.

    A alma continua.

    O Nous permanece ligado ao princípio divino.

    A morte atinge apenas a composição material.


    A síntese do ensinamento

    Hermes conclui resumindo toda a cosmologia:

    • Deus é o princípio de tudo.

    • O mundo foi feito por Deus.

    • O mundo permanece em Deus.

    • O homem foi feito através do mundo.

    • O homem vive dentro do mundo.

    • Deus é o princípio, o conteúdo e a composição de todas as coisas.

    Toda a realidade está contida em Deus; nada existe fora Dele, e aquilo que chamamos de morte é apenas uma transformação dentro da ordem eterna da criação.


    Conceitos-chave

    Conceito

    Significado no texto

    Morte

    Dissolução de uma composição, não destruição do ser.

    Deus

    Primeiro princípio, eterno e inengendrado.

    Cosmos

    Segundo Deus; imagem do Pai e vivente imortal.

    Homem

    Imagem do mundo, participante do sensível e do inteligível.

    Nous

    Faculdade divina pela qual o homem conhece o Bem e Deus.

    Apocatástase

    Restauração da ordem; retorno das coisas ao seu princípio.

    Esfera

    Símbolo da perfeição e da totalidade do universo.

    Matéria

    Inicialmente desordenada, organizada pela ação do Demiurgo.

Fonte original colada

Libellus VIII Que nenhum dos seres é destruído, mas os iludidos chamam as metáboles de destruição e morte.

1Sobre a alma e o corpo, ó criança, agora é dito de que modo, de fato, a alma é imortal, e qual é a energia da composição e da dissolução do corpo. Pois a morte não é nenhuma delas, mas é uma designação de apelação de imortal (athanatos), sendo chamada morte (thanatos) em vez de imortal (athanatos) por causa da carência da primeira letra ou por bobagem qualquer. Pois a morte é destruição; porém, nenhum desses seres no mundo é destruído. Se o mundo é o segundo deus e um vivente imortal, é impossível alguma parte do vivente imortal morrer; mas todas as partes no mundo são do mundo, e principalmente o homem, o vivente racional.

2Pois o primeiro de todos realmente é tanto eterno e inengendrado como Deus Demiurgo de todos; e o segundo é o que tem vindo a ser segundo a imagem daquele e, sendo conservado, alimentado e imortalizado por aquele, como pelo Pai eterno, sempre-vivente porque é imortal. Pois o semprevivente difere do eterno. Com efeito, de fato, um não veio a ser pelo outro; ainda que tenha sido feito por si mesmo; <porém> jamais foi feito, mas sempre vem a ser; †pois o eterno do qual vem o Todo é perpétuo† e o próprio Pai dele é eterno; porém, o mundo é †perpétuo† e veio a ser imortal pelo Pai.

3E lhe sendo reservado tanto quanto era de matéria de si mesmo, o Pai, dando corpo e avolumando o Todo, fez em forma de esfera, pondo nele essa feitura e também a própria existência eterna que possui a materialidade perpétua. Além disso, tendo semeado as qualidades de espécies na esfera, ele as trancou como em um antro, querendo ornamentar a espécie consigo mesmo com toda qualidade; e tendo vestido todo o corpo com a imortalidade, para que a matéria, tendo anelado, não pudesse se separar da composição dele para a desordem de si mesma. Pois, quando a matéria era incorporal, ó filho, era desordenada; mas também tem aqui, †sendo agarrada em redor de outras pequenas espécies†, a capacidade de aumento e diminuição, que os homens chamam morte.

4Porém essa vem a ser a desordem dos viventes; pois os corpos dos celestes têm uma ordem, que foi concedida pelo Pai desde o princípio; porém essa é preservada indissolúvel pela apocatástase de cada um; porém segundo a apocatástase da composição dos corpos terrestres..., a própria dissolução restaura aos corpos indissolúveis, isto é, para os imortais; e assim a privação de sensações vem a existir, não a destruição dos corpos.

5Porém o terceiro vivente, o homem, tendo vindo a ser segundo a imagem do mundo, tendo nous segundo a vontade do Pai, ao contrário dos outros viventes terrestres, não só tem simpatia para com o segundo deus, mas também para com o pensamento do primeiro. Pois, de fato, ele tem sensação de um como de um corpo, porém recebe o pensamento do outro como de incorpóreo e de mente, isto é, do Bem. — Então, esse vivente não é destruído? Bendize, ó filho, compreenda o que é Deus, o que é o mundo, o que é imortal no vivente, o que é vivente dissoluto; não só compreenda que o mundo foi feito por Deus e em Deus, mas também que o homem foi feito pelo mundo e no mundo, porém o princípio e o conteúdo e a composição de todas as coisas é Deus.

Marco Aurélio3 trechos

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“Devo manter diante dos olhos, todos os dias, a morte, a perda, o exílio e tudo aquilo que os homens temem, para não pensar ou desejar nada de forma excessiva.