Aparência
Fonte
Tema
Modo

Magia Prática: Caminho do Adepto

Franz Bardon

Interpretação

AZOTH

O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON
11

SOBRE OS ELEMENTOS

Quanto aos elementos citados, devemos acrescentar que não se tratam de fogo, água a ar comuns - na verdade só aspectos do plano material denso - más sim de características universais dos elementos.

A PRIMEIRA CARTA DO TAROT

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O mago, representa o conhecimento e o domínio dos elementos. Nessa primeira carta os símbolos são: a espada, que simboliza o elemento fogo; o bastão, que simboliza o elemento ar; o cálice, o elemento água; a as moedas elemento terra.

Aqui podemos perceber que já nos antigos mistérios apontava-se o mago como primeira carta do Tarot, a assim se escolhia o domínio dos elementos como primeiro ato da iniciação.

TATTWAS

Nos escritos orientais mais antigos os elementos são definidos pelos Tattwas.

A sequência é:

Akasha - o princípio etérico;

Tejas - o princípio do fogo;

Waju - o princípio do ar;

Apas - o princípio da água;

Prithivi - o princípio da terra;

De acordo com a doutrina hindu os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do quinto Tattwa, o princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, a assim chamada quintessência.

A POLARIDADE NOS ELEMENTOS

Sempre se deve considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana. No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. É justamente nessas leis que se reflete o princípio divino, a só na. posse do conhecimento dessas leis é que podemos nos aproximar do divino.

O PRINCIPIO DO FOGO

O primeiro elemento que de acordo com os escritos orientais nasceu do Akasha, é Tejas, o princípio do fogo. Esse elemento, como todos os outros, não age só em nosso plano denso, material, mas em tudo o que foi criado. As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão; é por isso que no começo da criação tudo era fogo a luz. A bíblia também diz: "Fiat lux - que se faça a luz". Naturalmente a base da luz é o fogo. Cada elemento, inclusive o fogo, possui duas polaridades, a ativa e a passiva, Le., Plus a Minus (mais a menos). A Plus é a construtiva, criadora, geradora, enquanto que a Minus é a desagregadora, exterminadora.

A explosão é inerente ao princípio do fogo, a será definida como fluido elétrico para fins de formação de uma imagem. Sob esse conceito nominal compreende-se não só a eletricidade material, densa, apesar de ter com esta uma condição análoga, como veremos a seguir. Naturalmente torna-se claro para qualquer pessoa que a característica da expansão é idêntica à da extensão. Esse princípio do elemento fogo é ativo a latente em tudo o que foi criado, portanto em todo o Universo, desde o menor grão de areia até as coisas visíveis a invisíveis mais elevadas.

A LUZ

O princípio do fogo é a base da luz; sem ele a luz jamais poderia existir. Por isso ela é um dos aspectos do fogo. Todos os elementos do fogo podem ser convertidos em luz a vice versa. É por isso que a luz contém todas as características específicas: é luminosa, penetrante, expansiva. O oposto da luz é a escuridão, que surgiu do princípio da água, a possui as características específicas opostas às da luz. Sem a escuridão a luz não só seria irreconhecível, como não poderia existir. Assim podemos perceber que a luz e a escuridão surgiram a partir da alternância de dois elementos, ou seja, do fogo a da água. Em seu efeito, a luz possui a característica positiva e a escuridão a negativa. Essa alternância ocorre em todas as regiões.

O PRINCIPIO DA ÁGUA

Em comparação com o fogo porém, ele possui características totalmente opostas; suas características básicas são o frio e a retração. Aqui também se tratam de dois pólos: o pólo ativo, que é construtivo, doador de vida, nutriente a preservador; e o negativo, igual ao do fogo, desagregador, fermentador, decompositor, dissipador. Como o elemento água possui em si a característica básica da retração, ele deu origem ao fluido magnético. Tanto o fogo quanto a água agem em todas as regiões. Segundo a lei da criação, o princípio do fogo não poderia existir se não contivesse um pólo oposto, ou seja, o princípio da água. Esses dois elementos, fogo e água, são aqueles elementos básicos com os quais tudo foi criado. Por causa disso é que em todos os lugares sempre temos que contar com dois elementos principais como polaridades opostas, além do fluido magnético a elétrico.

O PRINCIPIO DO AR

o princípio do ar, como meio, por assim dizer, produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo a ativo do fogo a da água. Através dos efeitos alternados dos elementos passivo a ativo do fogo a da água, toda a vida criada tomou-se movimento. Em seu papel intermediário, o princípio aéreo assumiu do fogo a característica do calor, a da água a da umidade. Sem essas duas características a vida não seria possível; além disso elas também conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, a no negativo, a exterminadora.

O PRINCIPIO DA TERRA

O elemento terra formou-se por último, pois através de sua característica específica, a solidificação, ela integra em si todos os outros três. Foi justamente essa característica que conferiu uma forma concreta aos três elementos. Ao mesmo tempo porém foi introduzido um limite ao seu efeito, o que resultou na criação do espaço, da dimensão, do peso, e do tempo. Em conjunto com a terra, o efeito recíproco dos outros três elementos tomou-se quadripolar. O fluido na polaridade do elemento terra é eletromagnético. Como todos os elementos são ativos no quarto elemento(o da terra) toda a vida criada pode ser explicada. Foi através da materialização da vida nesse elemento que surgiu o "Fiat", o "faça-se".

O AKASHA

É o mais elevado de todos, o mais poderoso a inimaginável; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas a de toda a criação. Em resumo, ele é a esfera primordial. É por isso que o Akasha é isento de espaço e de tempo. Ele é o não criado, o incompreensível, o indefinível. As religiões chamam-no de Deus. Ele é a quinta força, a força primordial; ele é aquilo que contém tudo o que foi criado a que mantém tudo em equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias, é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas. É a quintessência dos alquimistas. É tudo em todas as coisas. teste

Texto original

1O GRANDE SEGREDO DO TETRAGRAMMATON ou O JOD-HE-VAU-HE Cabalístico "O que está em cima é também o que está embaixo".

1.1Sobre os Elementos

Tudo o que foi criado, o macrocosmo e o microcosmo, portanto o grande e o pequeno mundos, formaram-se através dos elementos. Por causa disso pretendo, já no começo da iniciação, ocupar-me justamente dessas forças a mostrar especialmente sua profundidade a seu múltiplo significado. Até hoje se falou muito pouco, na literatura oculta, sobre as forças dos elementos, por isso resolvi assumir a tarefa de tratar desse assunto ainda inexplicado e erguer os véus que encobrem as suas leis. Não é nada fácil esclarecer os nãoiniciados de modo a levar ao seu conhecimento não só a existência e a ação desses elementos, mas também dar a esses leitores a possibilidade de trabalhar posteriormente com essas forças na prática. O Universo todo iguala-se ao mecanismo de um relógio, com engrenagens mutuamente dependentes. Até mesmo o conceito da divindade como a entidade de alcance mais elevado, pode ser classificado de modo análogo aos elementos, em certos aspectos.

Há mais detalhes sobre isso no capítulo que trata do conceito de Deus.

1.2Os Tattwas nos Escritos Orientais

Nos escritos orientais mais antigos os elementos são definidos pelos Tattwas. Na nossa literatura européia só lhes damos atenção na medida em que enfatizamos seus bons efeitos ou apontamos suas influências desfavoráveis, o que quer dizer portanto que sob a influência dos Tattwas determinadas ações podem ser levadas adiante ou devem ser deixadas de lado. Não há dúvidas sobre a autenticidade desse fato, mas tudo o que nos foi revelado até hoje aponta só para um aspecto muito restrito dos efeitos dos elementos. A prova dos efeitos dos elementos em relação aos Tattwas, para o uso pessoal, consta de modo suficientemente explícito nas obras astrológicas. Porém eu penetro mais profundamente no segredo dos elementos, a por isso escolho uma outra chave, aliás análoga à astrológica, mas que não tem nada a ver com ela.

Pretendo ensinar as diversas maneiras de utilizar essa chave até agora desconhecida para o leitor. Trato cada uma das funções, analogias a efeitos dos elementos, em seqüência e com mais detalhes, nos capítulos subseqüentes. Além de desvendar o seu lado teórico, também mostro a sua utilização prática, pois é justamente nela que reside o maior arcano.

1.3O Tarot e os Elementos

Sobre esse grande conhecimento secreto dos elementos já se escreveu no mais antigo livro da sabedoria esotérica, o Tarot, cuja primeira carta, o mago, representa o conhecimento e o domínio dos elementos. Nessa primeira carta os símbolos são: a espada, que simboliza o elemento fogo; o bastão, que simboliza o elemento ar; o cálice, o elemento água; a as moedas elemento terra. Aqui podemos perceber que já nos antigos mistérios apontava-se o mago como primeira carta do Tarot, a assim se escolhia o domínio dos elementos como primeiro ato da iniciação. Em homenagem a essa tradição quero também dedicar a maior atenção sobretudo a esses elementos, pois como veremos adiante, a chave para os elementos é um meio universal com o qual se pode solucionar todos os problemas que surgem. De acordo com os indianos, a seqüência dos Tattwas é a seguinte:

1.3.1A Sequência dos Tattwas

Akasha - o princípio etérico; Tejas - o princípio do fogo; Waju - o princípio do ar; Apas - o princípio da água; De acordo com a doutrina hindu os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do quinto Tattwa, o princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, a assim chamada quintessência. Esclarecimentos mais detalhados sobre o Akasha, o elemento mais sutil de todos, serão apresentados ao leitor no capítulo correspondente. As características específicas de cada elemento também serão mencionadas em todos os capítulos subseqüentes, iniciando-se nos planos mais elevados a descendo até a matéria mais densa, inferior. Como o próprio leitor poderá perceber, não será uma tarefa fácil analisar um segredo tão grande da criação a colocá-lo em palavras, de modo a dar a todos a possibilidade de penetrar nesse assunto e construir uma imagem plástica dele.

1.4Aplicação Prática dos Elementos

Mais adiante falarei também sobre a decomposição dos elementos, além de mostrar seu valor prático, para que cada cientista, seja ele químico, médico, hipnotizador, ocultista, mago, místico, cabalista, iogue, etc., possa extrair disso a sua utilização na prática. Se eu conseguir informar o leitor a ponto de pelo menos permitir que ele penetre nesse assunto sabendo utilizar a chave prática naquele campo do conhecimento que lhe agrada mais, então o objetivo do meu livro terá sido alcançado.

2O Princípio do Fogo

Tejas - Triângulo Vermelho O

Como tivemos oportunidade de mencionar, o Akasha, ou Princípio Etérico, é a origem da criação dos elementos. O primeiro elemento que de acordo com os escritos orientais nasceu do Akasha, é Tejas, o princípio do fogo. Esse elemento, como todos os outros, não age só em nosso plano denso, material, mas em tudo o que foi criado. As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão; é por isso que no começo da criação tudo era fogo a luz. A bíblia também diz: "Fiat lux - que se faça a luz". Naturalmente a base da luz é o fogo. Cada elemento, inclusive o fogo, possui duas polaridades, a ativa e a passiva, Le., Plus a Minus (mais a menos). A Plus é a construtiva, criadora, geradora, enquanto que a Minus é a desagregadora, exterminadora.

Sempre se deve considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana. No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. É justamente nessas leis que se reflete o princípio divino, a só na. posse do conhecimento dessas leis é que podemos nos aproximar do divino.

A explosão é inerente ao princípio do fogo, a será definida como fluido elétrico para fins de formação de uma imagem. Sob esse conceito nominal compreende-se não só a eletricidade material, densa, apesar de ter com esta uma condição análoga, como veremos a seguir. Naturalmente torna-se claro para qualquer pessoa que a característica da expansão é idêntica à da extensão. Esse princípio do elemento fogo é ativo a latente em tudo o que foi criado, portanto em todo o Universo, desde o menor grão de areia até as coisas visíveis a invisíveis mais elevadas.

3O Princípio da Água

Apas - Crescente Prateado n

No capítulo anterior tomamos conhecimento da criação a das características do elemento positivo fogo. Neste capítulo descrevo o princípio contrário, o da água. Assim como o fogo, ele também se formou a partir do Akasha, o princípio etérico.

Em comparação com o fogo porém, ele possui características totalmente opostas; suas características básicas são o frio e a retração. Aqui também se tratam de dois pólos: o pólo ativo, que é construtivo, doador de vida, nutriente a preservador; e o negativo, igual ao do fogo, desagregador, fermentador, decompositor, dissipador. Como o elemento água possui em si a característica básica da retração, ele deu origem ao fluido magnético. Tanto o fogo quanto a água agem em todas as regiões. Segundo a lei da criação, o princípio do fogo não poderia existir se não contivesse um pólo oposto, ou seja, o princípio da água. Esses dois elementos, fogo e água, são aqueles elementos básicos com os quais tudo foi criado. Por causa disso é que em todos os lugares sempre temos que contar com dois elementos principais como polaridades opostas, além do fluido magnético a elétrico.

4O Princípio do Ar

○ Waju - Círculo Azul

Outro elemento que se formou a partir do Akasha é o ar. Os iniciados encaram esse princípio não como um elemento real, mas colocam-no numa posição intermediária entre o princípio do fogo e o da água; o princípio do ar, como meio, por assim dizer, produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo a ativo do fogo a da água. Através dos efeitos alternados dos elementos passivo a ativo do fogo a da água, toda a vida criada tomou-se movimento.

Em seu papel intermediário, o princípio aéreo assumiu do fogo a característica do calor, a da água a da umidade. Sem essas duas características a vida não seria possível; além disso elas também conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, a no negativo, a exterminadora.

Quanto aos elementos citados, devemos acrescentar que não se tratam de fogo, água a ar comuns - na verdade só aspectos do plano material denso - más sim de características universais dos elementos.

5O Princípio da Terra

Prithivi - Quadrado Amarelo

Já dissemos que o princípio do ar não representa propriamente um elemento em si, a essa afirmação vale também para o princípio da terra. Isso significa que, do efeito alternado dos três elementos mencionados em primeiro lugar, o elemento terra formou-se por último, pois através de sua característica específica, a solidificação, ela integra em si todos os outros três. Foi justamente essa característica que conferiu uma forma concreta aos três elementos. Ao mesmo tempo porém foi introduzido um limite ao seu efeito, o que resultou na criação do espaço, da dimensão, do peso, e do tempo. Em conjunto com a terra, o efeito recíproco dos outros três elementos tomou-se quadripolar. O fluido na polaridade do elemento terra é eletromagnético. Como todos os elementos são ativos no quarto elemento(o da terra) toda a vida criada pode ser explicada. Foi através da materialização da vida nesse elemento que surgiu o "Fiat", o "faça-se".

Outras explicações mais detalhadas dos efeitos específicos dos elementos nas diversas esferas a reinos, como no reino da natureza, no reino animal, no reino humano, etc., poderão ser encontradas no conteúdo subseqüente do livro. O importante é que o leitor consiga ter uma idéia geral do funcionamento a dos efeitos dos princípios dos elementos em todo o Universo.

6A Luz

O princípio do fogo é a base da luz; sem ele a luz jamais poderia existir. Por isso ela é um dos aspectos do fogo. Todos os elementos do fogo podem ser convertidos em luz a vice versa. É por isso que a luz contém todas as características específicas: é luminosa, penetrante, expansiva. O oposto da luz é a escuridão, que surgiu do princípio da água, a possui as características específicas opostas às da luz. Sem a escuridão a luz não só seria irreconhecível, como não poderia existir. Assim podemos perceber que a luz e a escuridão surgiram a partir da alternância de dois elementos, ou seja, do fogo a da água. Em seu efeito, a luz possui a característica positiva e a escuridão a negativa. Essa alternância ocorre em todas as regiões.

7O Akasha, ou o Princípio Etérico

Na descrição dos elementos, eu mencionei que estes surgiram a partir do princípio etérico. Por causa disso ele é o mais elevado de todos, o mais poderoso a inimaginável; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas a de toda a criação. Em resumo, ele é a esfera primordial. É por isso que o Akasha é isento de espaço e de tempo. Ele é o não criado, o incompreensível, o indefinível. As religiões chamam-no de Deus. Ele é a quinta força, a força primordial; ele é aquilo que contém tudo o que foi criado a que mantém tudo em equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias, é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas. É a quintessência dos alquimistas. É tudo em todas as coisas.

O KARMA

Toda causa provoca um efeito correspondente. Essa lei vale, em todos os lugares, como a lei suprema; assim toda ação tem como conseqüência um determinado efeito ou produto. Por isso o Karma deve ser considerado não só uma lei para nossas boas ações, como prega a filosofia oriental, mas, como podemos perceber nesse caso, seu significado chega a ser bem mais profundo. Instintivamente, as pessoas sentem que todo o bem só produz bons frutos a todo o mal tem como conseqüência a produção de coisas más; ou como diz a boca do povo: "O que o homem semeia, ele colhe!" Essa lei irrevogável deve ser conhecida a respeitada por todos.

Texto original
1Karma, a Lei de Causa a Efeito

Uma lei imutável que possui seu aspecto característico justamente no princípio do Akasha, é a lei de causa a efeito. Toda causa provoca um efeito correspondente. Essa lei vale, em todos os lugares, como a lei suprema; assim toda ação tem como conseqüência um determinado efeito ou produto. Por isso o Karma deve ser considerado não só uma lei para nossas boas ações, como prega a filosofia oriental, mas, como podemos perceber nesse caso, seu significado chega a ser bem mais profundo. Instintivamente, as pessoas sentem que todo o bem só produz bons frutos a todo o mal tem como conseqüência a produção de coisas más; ou como diz a boca do povo: "O que o homem semeia, ele colhe!" Essa lei irrevogável deve ser conhecida a respeitada por todos. A lei da causa e efeito também é inerente aos princípios dos elementos. Não quero aprofundar-me nos detalhes dessa lei, que aliás podem ser expressos em poucas palavras, porque eles são claros a lógicos para a mente de qualquer pessoa. A lei da evolução ou do desenvolvimento também se subordina à lei da causa a efeito; é por isso que o desenvolvimento é um aspecto da lei do karma.

O Corpo Humano

O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo. Tudo o que se encontra no Universo numa escala maior, reflete-se no homem numa escala menor É por isso que o homem é definido como um microcosmo, em contraposição ao Universo como macrocosmo. Ao pé da letra, podemos dizer que no homem está refletida toda a natureza.

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DIETA

Um modo de vida sensato mantém a harmonia dos elementos no corpo. Quando surge uma desarmonia no efeito dos elementos, isto é, quando há a predominância ou o enfraquecimento de um ou outro elemento, deve-se tomar algumas providências para equilibrá-los novamente ou pelo menos interferir favoravelmente nesse sentido. É por isso que, para casos específicos costumam-se prescrever as mais diversas dietas. Já há muito tempo pessoas comuns chegaram a essa conclusão através de inúmeras observações, mas sem conseguir entender as causas precisas desses fenômenos.

A SAÚDE

Do ponto de vista hermético a saúde é encarada como uma harmonia total das forças que operam no corpo, relativamente às características básicas dos elementos. Não há nem mesmo a necessidade da predominância de uma desarmonia muito grande dos elementos para que o efeito se torne visível sob a forma de algo que chamamos de doença. A desarmonia em forma de doença já é uma perturbação importante nas regiões do corpo em que operam os elementos. É por isso que o futuro iniciado deve considerar como condição básica uma cuidadosa atenção com o seu corpo. A expressão externa do corpo é como uma bela vestimenta, e, sob todos os aspectos, tanto no maior quanto no menor, a beleza também é um aspecto da natureza divina. A beleza não é só aquilo que nos agrada ou nos é simpático, pois a simpatia e a antipatia dependem dos efeitos recíprocos dos elementos; a saúde efetiva é muito mais uma condição básica para a elevação espiritual. Se quisermos morar bem, temos que arrumar nossa moradia, nossa casa; o mesmo acontece com nosso corpo, que deve ser belo a harmonioso.

A NUTRIÇÃO DO CORPO

Na nutrição esses elementos estão misturados. Sua assimilação desencadeia um processo químico através do qual os elementos se mantêm no nosso corpo. Do ponto de vista médico a assimilação de qualquer nutriente, em conjunto com a respiração, desencadeia um processo de combustão, no qual o hermetista vê muito mais do que um simples processo químico. Ele vê a fusão dos nutrientes, assim como o fogo que é constantemente mantido aceso através da matéria em combustão. É por isso que toda vida depende da entrada contínua de material combustível, i.e. do alimento a da respiração. Para que cada elemento receba seu material de manutenção necessário, recomenda-se uma alimentação variada, misturada, que contenha todas as matérias básicas dos elementos. Se por exemplo fossemos obrigados a passar a vida toda dependendo de um único nutriente, então sem dúvida nosso corpo adoeceria, i.e., tornar-seia desarmônico. Através da decomposição do ar a dos nutrientes os elementos recebem a matéria que os preserva, mantendo assim o vigor da sua atividade.

OS ELEMENTOS NO CORPO HUMANO

De acordo com a Lei Universal, os elementos exercem três funções fundamentais no corpo humano: construção, manutenção e decomposição.

A parte construtiva corresponde ao aspecto positivo ou ativo dos elementos. A parte mantenedora é assegurada pela função equilibradora e agregadora dos elementos, enquanto a parte decompositora está relacionada aos seus aspectos negativos.

Elemento

Características Gerais

Aspecto Positivo

Aspecto Negativo

Função Principal

Fogo

Representa atividade, expansão e força impulsionadora. Está ligado ao calor, à energia vital e à capacidade de ação.

Constrói e estimula; promove crescimento e atividade; favorece a vitalidade e o dinamismo.

Provoca desgaste e consumo excessivo; pode gerar inflamação, irritação e destruição.

Gerar energia, movimento, impulso e transformação.

Água

Relaciona-se à nutrição, coesão e formação dos líquidos corporais. Está associada à conservação e receptividade.

Constrói e alimenta os fluidos do organismo; favorece a união, a nutrição e a conservação.

Atua nos processos de deterioração e decomposição; pode gerar estagnação e excesso de passividade.

Nutrir, conservar e manter os fluidos vitais.

Ar

Atua como elemento mediador entre o Fogo e a Água. Está ligado ao movimento, à comunicação e ao equilíbrio.

Equilibra o fluido elétrico do Fogo e o fluido magnético da Água; regula o movimento e a comunicação entre as forças do organismo.

Quando desequilibrado pode gerar instabilidade, dispersão e dificuldade de harmonização entre os demais elementos.

Harmonizar, conectar e equilibrar as forças vitais.

Terra

Responsável pela estrutura, sustentação e estabilidade do corpo. Mantém unidas as funções dos demais elementos.

Vitaliza e fortalece; mantém a organização dos demais elementos; favorece crescimento, estabilidade e conservação.

Relaciona-se ao envelhecimento, à rigidez e à decadência; pode dificultar a renovação quando em excesso.

Sustentar, estruturar e dar forma ao organismo.

Síntese Geral

Os quatro elementos atuam simultaneamente no corpo humano.

Quando equilibrados promovem crescimento, manutenção, fortalecimento e renovação.

Quando desequilibrados podem gerar desgaste, deterioração, enfraquecimento e doença.

Garantir a harmonia e o funcionamento integral do ser humano.

Deficiência e Saturação dos Elementos

Segundo a concepção hermética, cada elemento necessita de uma determinada quantidade de matéria para manter sua atividade normal no organismo. Quando ocorre a falta dessa chamada "matéria desencadeadora", o efeito sobre as funções correspondentes manifesta-se imediatamente.

A deficiência de cada elemento produz sinais característicos. Quando o elemento fogo necessita de reposição, surge a sensação de sede. Quando a necessidade está relacionada ao elemento ar, manifesta-se a fome. No caso do elemento água, aparece a sensação de frio. Já a carência do elemento terra é percebida através do cansaço, da falta de vigor e da diminuição da resistência física.

Da mesma forma que a deficiência produz reações específicas, a saturação ou excesso de um elemento também provoca efeitos característicos no organismo e no comportamento.

O excesso do elemento fogo gera uma necessidade aumentada de movimento, atividade, ação e dinamismo. O indivíduo sente maior impulso para agir e gastar energia.

O excesso do elemento água intensifica os processos de deterioração, decomposição e estagnação, tornando predominantes as características passivas desse elemento.

Uma saturação do elemento ar indica a necessidade de moderar a assimilação dos alimentos e regular os processos relacionados à nutrição e ao equilíbrio interno.

Já o excesso do elemento terra manifesta-se principalmente em aspectos ligados à força criadora e produtiva. Embora possa influenciar a esfera sexual, nem sempre se expressa através do impulso sexual propriamente dito. Em muitas pessoas, especialmente nas mais velhas, essa energia pode ser direcionada para o trabalho, para a produtividade, para a criatividade ou para um maior desempenho em atividades intelectuais e práticas.

Correspondências dos Elementos

Situação

Elemento

Manifestação

Deficiência

Fogo

Sede

Deficiência

Ar

Fome

Deficiência

Água

Sensação de frio

Deficiência

Terra

Cansaço

Saturação

Fogo

Necessidade de movimento e atividade

Saturação

Água

Intensificação dos processos de deterioração

Saturação

Ar

Necessidade de moderar a assimilação dos alimentos

Saturação

Terra

Intensificação da força criadora, produtiva e sexual

Nessa visão, saúde e equilíbrio dependem da manutenção harmoniosa dos quatro elementos. Tanto a deficiência quanto o excesso de qualquer um deles produzem manifestações físicas, energéticas e comportamentais que indicam a necessidade de restabelecer a harmonia do organismo.

Divisão Elementar do Corpo Humano

Segundo os antigos iniciados, o ser humano pode ser compreendido por meio da atuação dos quatro elementos fundamentais da natureza. Nessa concepção, a cabeça é atribuída ao princípio do fogo, o ventre ao princípio da água e o tórax ao princípio do ar. O princípio da terra não é associado a uma única região específica, pois está presente em todo o corpo, fornecendo estrutura, estabilidade e coesão.

A cabeça corresponde ao elemento fogo por ser o centro das atividades mais dinâmicas e ativas do ser humano. É nela que se manifestam o pensamento, a consciência, a vontade, a imaginação e a capacidade de dirigir as próprias ações. O fogo representa a energia impulsionadora, a expansão e a força criadora. Por essa razão, tudo aquilo que envolve iniciativa, atividade mental e direção está simbolicamente relacionado a esse elemento.

O ventre está ligado ao elemento água, pois nessa região ocorrem os processos relacionados aos líquidos e à transformação das substâncias necessárias à manutenção da vida. A digestão, a assimilação dos nutrientes, a circulação dos fluidos corporais e a eliminação dos resíduos refletem as características da água. Esse elemento representa receptividade, nutrição, conservação e adaptação, sendo responsável pelos processos que alimentam e sustentam o organismo.

O tórax corresponde ao elemento ar e exerce uma função mediadora entre o fogo e a água. Nessa região encontra-se o sistema respiratório, responsável pelas trocas vitais que permitem a continuidade da vida. O ar simboliza movimento, comunicação, equilíbrio e ligação entre forças opostas. Assim como a respiração conecta o interior ao exterior, o princípio do ar harmoniza as energias expansivas do fogo com as energias receptivas da água.

O princípio da terra manifesta-se em todo o corpo humano por meio dos ossos, músculos, tecidos e demais estruturas físicas. Sua principal função é fornecer estabilidade e sustentação, mantendo unidas as forças dos outros elementos. A terra representa firmeza, permanência, resistência e materialização. É graças à sua atuação que o organismo possui forma, consistência e capacidade de conservar sua estrutura ao longo do tempo.

Dessa forma, a divisão elementar do corpo humano apresenta uma visão simbólica segundo a qual o fogo dirige e impulsiona, a água transforma e nutre, o ar equilibra e conecta, e a terra sustenta e organiza. A harmonia entre esses quatro princípios é considerada fundamental para o equilíbrio e o bom funcionamento do ser humano em todos os seus aspectos.

FLUIDO MAGNETICO NO CORPO HUMANO

Fluido Eletromagnético e Magnetismo Vital

Como vimos anteriormente, o elemento fogo produz no corpo o fluido elétrico, enquanto o elemento água produz o fluido magnético.

Cada um desses fluidos possui dois polos de irradiação: um ativo e um passivo. Os efeitos recíprocos, diretos e alternados desses quatro polos equivalem a um magneto quadripolar, idêntico ao mistério do Tetragrammaton, o JOD-HE-VAU-HE dos cabalistas.

Por essa razão, o fluido eletromagnético presente no corpo humano, em sua irradiação para o exterior, constitui o chamado magnetismo vital, conhecido tradicionalmente como Od, embora possa receber outras denominações.

Distribuição dos Polos no Corpo

Na pessoa destra:

• Lado direito do corpo: elétrico-ativo.

• Lado esquerdo do corpo: magnético-passivo.

Na pessoa canhota ocorre o inverso:

• Lado direito do corpo: magnético-passivo.

• Lado esquerdo do corpo: elétrico-ativo.

Intensidade da Irradiação

A intensidade da irradiação do fluido eletromagnético depende da capacidade e da intensidade de atuação dos elementos no organismo.

Quanto mais saudável e harmonioso for o funcionamento dos elementos no corpo, mais forte, pura e equilibrada será a irradiação desse magnetismo vital.

Resumo • Fogo → produz o fluido elétrico. • Água → produz o fluido magnético. • Cada fluido possui um polo ativo e um polo passivo. • Os quatro polos formam um sistema quadripolar associado ao Tetragrammaton. • A irradiação desse sistema constitui o magnetismo vital (Od). • Em destros: direita elétrica-ativa e esquerda magnética-passiva. • Em canhotos: direita magnética-passiva e esquerda elétrica-ativa. • Quanto maior o equilíbrio dos elementos, maior a força e a pureza da irradiação vital.

A FUNÇÃO DO HOMEOPATA E O ALOPATA

O ALOPATA

O alopata usa remédios concentrados para provocar os efeitos correspondentes aos elementos a assim promover a recuperação da saúde.

O HOMEOPATA

O homeopata estimula o elemento contrário através de seu remédio "similia similibus curantur", para recuperar o equilíbrio do elemento ameaçado, de acordo com a sua polaridade. Ao aplicar seus remédios, o eletro-homeopata age diretamente sobre os fluidos elétrico a magnético, para através do seu fortalecimento equilibrar o elemento desarmônico, conforme o tipo de enfermidade.

POLARIDADE NO CORPO HUMANO

Região

Anterior

Posterior

Lado Direito

Lado Esquerdo

Interior

Cabeça

Elétrica

Magnética

Magnético

Elétrico

Elétrico

Olhos

Neutra

Neutra

Elétrico

Elétrico

Magnético

Orelhas

Neutra

Neutra

Magnético

Elétrico

Neutro

Boca e Língua

Neutra

Neutra

Neutro

Neutro

Magnético

Pescoço

Magnética

Magnética

Magnético

Elétrico

Elétrico

Tórax

Eletromagnética

Elétrica

Neutro

Elétrico

Neutro

Ventre

Elétrica

Magnética

Magnético

Elétrico

Magnético

Mãos

Neutra

Neutra

Magnético

Elétrico

Neutro

Dedos da Mão Direita

Neutro

Neutro

Elétrico

Elétrico

Neutro

Dedos da Mão Esquerda

Neutro

Neutro

Elétrico

Elétrico

Neutro

Pés

Neutra

Neutra

Magnético

Elétrico

Neutro

Órgãos Genitais Masculinos

Elétrica

Neutra

Neutro

Neutro

Magnético

Órgãos Genitais Femininos

Magnética

Neutra

Neutro

Neutro

Elétrico

Última Vértebra da Coluna (junto ao ânus)

Neutra

Neutra

Neutro

Neutro

Magnético

Texto original

O Corpo Humano O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo. Tudo o que se encontra no Universo numa escala maior, reflete-se no homem numa escala menor É por isso que o homem é definido como um microcosmo, em contraposição ao Universo como macrocosmo. Ao pé da letra, podemos dizer que no homem está refletida toda a natureza, e o objetivo desse capítulo é ensinar a observar, conhecer a dominar essa verdade. Não pretendo aqui descrever os processos físicos do corpo, pois essa descrição pode ser encontrada em qualquer obra especializada; o que eu quero é ensinar aos leitores como observar o homem do ponto de vista hermético a como utilizar nele a chave básica, i.e. os efeitos dos elementos. Há um famoso ditado que diz: "Num corpo sadio, uma mente sadia". No estudo do homem veremos como é profunda a verdadeira a afirmação dessa pequena frase. Mas com certeza vocês perguntarão, o que é afinal a saúde do ponto de vista hermético?

Nem todo mundo terá condições de responder a essa pergunta imediatamente, a maioria dará uma explicação bastante individual à questão da saúde. Do ponto de vista hermético a saúde é encarada como uma harmonia total das forças que operam no corpo, relativamente às características básicas dos elementos. Não há nem mesmo a necessidade da predominância de uma desarmonia muito grande dos elementos para que o efeito se torne visível sob a forma de algo que chamamos de doença. A desarmonia em forma de doença já é uma perturbação importante nas regiões do corpo em que operam os elementos. É por isso que o futuro iniciado deve considerar como condição básica uma cuidadosa atenção com o seu corpo. A expressão externa do corpo é como uma bela vestimenta, e, sob todos os aspectos, tanto no maior quanto no menor, a beleza também é um aspecto da natureza divina. A beleza não é só aquilo que nos agrada ou nos é simpático, pois a simpatia e a antipatia dependem dos efeitos recíprocos dos elementos; a saúde efetiva é muito mais uma condição básica para a elevação espiritual. Se quisermos morar bem, temos que arrumar nossa moradia, nossa casa; o mesmo acontece com nosso corpo, que deve ser belo a harmonioso. De acordo com a lei universal os elementos têm determinadas funções no corpo, principalmente a construção, a manutenção e a decomposição. A parte positiva do corpo, i. e., a construtiva, corresponde ao lado positivo ou ativo dos elementos. A parte mantenedora ou compensadora é assegurada pela função agregadora dos elementos, i.e., a neutra; e a parte decompositora ou deteriorante é comandada pelas características negativas dos elementos. Assim, por exemplo, cabe ao princípio do fogo na sua forma ativa, com seu fluido elétrico, a atividade expansiva, construtora e ativa, a na sua forma negativa o contrário.

O princípio da água na sua forma ativa influencia a atividade construtora dos diversos líquidos no corpo, a na sua forma negativa, a atividade decompositora.

O princípio do ar tem a função de regular o fluido elétrico do fogo e o fluido magnético da água no corpo, a mantê-los em equilíbrio. Por isso, ele é definido como o elemento neutro ou mediador. Como foi dito na chave básica sobre as forças do princípio da terra, este último tem a função de manter agregadas as funções dos outros três elementos. Na forma ativa do elemento do princípio da terra o efeito é vitalizante, fortalecedor, construtor, mantenedor, etc., a na sua forma negativa é o contrário. Ao princípio da terra corresponde tanto o progresso ou crescimento, quanto o envelhecimento do corpo. Poderíamos ainda apresentar muitas analogias sobre os efeitos dos elementos no corpo, mas a explicação acima deveria, em princípio, ser suficiente. Os iniciados de todos os tempos nunca descreveram em pormenores os efeitos dos elementos, provavelmente para evitar o seu use indevido; mas eles os conheciam muito bem. Dividiam o homem em três conceitos básicos, atribuindo a cabeça ao princípio do fogo, o ventre ao da água e o tórax ao do ar, este último como princípio mediador entre o fogo e a água. A primeira vista é evidente que os iniciados definiram corretamente essa divisão do homem, pois tudo o que é ativo, portanto, o que é ígneo, ocorre na cabeça, enquanto no ventre ocorre o contrário, Le., o trabalho dos líquidos, o aquoso, o eliminador, etc. O tórax está subordinado ao ar a possui, da mesma forma, um papel mediador, pois a respiração que ali ocorre é mecânica. Finalmente o princípio da terra, com sua coesão ou sua força agregadora compõe todo o corpo humano, com todos os seus ossos a sua carne. Mas alguém sempre perguntará: onde a de que modo se apresenta o Akasha, ou princípio etérico, no corpo material denso?

Após uma reflexão mais profunda todos poderão responder a essa pergunta por si mesmos, isto é, de que o princípio etérico na sua forma material densa está contido no sangue a no sêmen, a no efeito recíproco destes últimos na matéria vital ou vitalidade.

Como vimos anteriormente, o elemento fogo produz no corpo o fluido elétrico, e o elemento água produz o magnético. Cada um desses fluidos possui dois pólos de irradiação, o ativo e o passivo, a os efeitos recíprocos diretos a alternados dos quatro pólos igualam-se a um magneto quadripolar, idêntico ao mistério do Tetragrammaton, o JODHE-VAU-HE dos cabalistas. Por isso é que o fluido eletromagnético no corpo humano, em sua irradiação para o exterior, é o magnetismo vital, chamado de Od, ou de qualquer outro nome que se queira dar. Na pessoa destra o lado direito do corpo é elétrico-ativa, e o lado esquerdo magnético-passiva. Na pessoa canhota ocorre o contrário. A intensidade de irradiação desse fluido eletromagnético depende da capacidade, Le., da intensidade do efeito dos elementos no corpo. Quanto mais saudável a harmoniosamente se operar o efeito dos elementos no corpo, tanto mais forte a pura será a irradiação. Com a ajuda de determinados exercícios, assim como através de uma postura correta a uma observação precisa dessas leis, a capacidade a intensidade de ação desse fluido eletromagnético, ou Od, poderá aumentar ou diminuir conforme a necessidade. O modo como isso ocorre será descrito com mais detalhes na parte prática desta obra.

Tanto o fluido elétrico quanto o magnético não têm nenhuma relação direta com a eletricidade ou o magnetismo que conhecemos, mas lhe são análogos. Essa lei da analogia é um fator muito importante na ciência hermética, a seu conhecimento possibilita ao iniciado realizar, com essa chave, grandes milagres. Na nutrição esses elementos estão misturados. Sua assimilação desencadeia um processo químico através do qual os elementos se mantêm no nosso corpo. Do ponto de vista médico a assimilação de qualquer nutriente, em conjunto com a respiração, desencadeia um processo de combustão, no qual o hermetista vê muito mais do que um simples processo químico. Ele vê a fusão dos nutrientes, assim como o fogo que é constantemente mantido aceso através da matéria em combustão.

É por isso que toda vida depende da entrada contínua de material combustível, i.e. do alimento a da respiração. Para que cada elemento receba seu material de manutenção necessário, recomenda-se uma alimentação variada, misturada, que contenha todas as matérias básicas dos elementos. Se por exemplo fossemos obrigados a passar a vida toda dependendo de um único nutriente, então sem dúvida nosso corpo adoeceria, i.e., tornar-seia desarmônico. Através da decomposição do ar a dos nutrientes os elementos recebem a matéria que os preserva, mantendo assim o vigor da sua atividade.

Esse é o modo de vida natural do homem. Se houver a falta da assim chamada "matéria desencadeadora" em qualquer dos elementos, o efeito nas funções correspondentes é imediato. Por exemplo, quando o efeito do elemento fogo no corpo se intensifica, então sentimos sede; no caso do elemento ar sentimos fome, no do elemento água sentimos frio, a no do elemento terra instala-se o cansaço. Da mesma forma, qualquer saturação dos elementos no corpo provoca reações intensificadas. Com o excesso do elemento fogo instalasse uma necessidade de movimento a atividade; com o do elemento água intensifica-se o processo de deterioração. Uma saturação do elemento ar mostra-nos que devemos dosar a assimilação da nutrição, a uma saturação do elemento terra exerce seus efeitos em aspectos da vida sexual, mas não se evidencia necessariamente no impulso sexual carnal. Geralmente em pessoas mais velhas, esse efeito pode também exteriorizar-se através do estímulo a uma maior atividade no trabalho, a um maior desempenho criativo. Em suas polaridades passiva a ativa, os fluidos elétrico e magnético têm a função de produzir os compostos ácidos do ponto de vista químico, ou eventualmente alquímico, em todos os corpos orgânicos a inorgânicos. No sentido ativo elas são construtoras e no negativo desagregadoras, decompositoras, a destruidoras. Assim explica-se a função biológica do corpo. O resultado é o ciclo da vida: ela surge, cresce, amadurece a morre.

Esse é o destino da evolução de toda a criação.

O Plano Material Denso ou o Mundo Material Denso

Atração, Peso e Magnetismo Terrestre

Através da característica específica de sua substância e condicionado pela composição dos seus elementos, cada objeto possui, relativamente ao fluido elétrico, determinadas irradiações, as assim chamadas oscilações de elétrons, que sofrem a atração provocada pelo fluido magnético geral de todo o mundo material.

Essa atração é chamada de peso.

Assim o peso é uma manifestação da força de atração da Terra.

A força de atração do ferro e do níquel, que todos nós conhecemos, é um pequeno exemplo ou uma imitação daquilo que ocorre em grande escala em toda a Terra.

Texto original
1O Plano Material Denso ou o Mundo Material Denso

Nesse capítulo não pretendo descrever o mundo material denso, os reinos mineral, vegetal a animal, a nem ocupar-me dos processos físicos da natureza, pois com certeza todos já ouviram falar desses assuntos na escola, como p.e. da existência de um pólo sul a de um pólo norte, da formação da chuva, das tempestades, etc. Para os futuros iniciados esses processos têm pouco interesse; na verdade é bem mais útil para eles conhecer o mundo material por meio dos elementos a de sua polaridade. Não preciso mencionar que em nosso planeta existem fogo, água, ar a terra, o que é evidente para todas as pessoas que raciocinam logicamente. Mesmo assim seria bom se o futuro iniciado conhecesse a origem e o efeito de cada um dos quatro elementos a aprendesse a usá-los corretamente de acordo com as analogias correspondentes a outros planos. Como podemos entrar em contacto simultaneamente com os planos mais elevados através do conhecimento dos elementos materiais densos, é algo que será explicado em um outro capítulo sobre a aplicação prática da magia. No momento é importante saber que na nossa Terra o trabalho dos elementos, na sua forma mais sutil, ocorre da mesma maneira que no corpo humano. Se traçarmos uma analogia com o corpo humano poderemos ver como são determinados os paralelos relativos aos elementos, e como essa analogia realmente nos parece exata. No capítulo anterior falamos sobre o modo de vida, a sobre as funções dos elementos em relação ao corpo; quando o iniciado consegue utilizar os elementos na sua forma mais sutil, ele consegue realizar verdadeiros milagres no seu próprio corpo, a não só isso, ele pode também afirmar que sob esse aspecto nada é impossível.

1.1Os Elementos na Natureza

O elemento terra possui em si o magneto quadripolar com sua polaridade, e o efeito dos outros três elementos. Na natureza o princípio do fogo na sua forma ativa exerce seu efeito como princípio vitalizador, a na sua forma negativa como princípio destruidor a desagregador. O princípio da água possui na sua forma ativa o efeito solvente, doador de vida, a na forma negativa o contrário. O princípio do ar com sua polaridade dupla é também o fator neutro, equilibrador a preservador da natureza. Em função da sua característica específica de coesão, o elemento terra tem como base esses dois grandes elementos fundamentais, o fogo e a água, que junto com a neutralização do princípio do ar fazem com que a terra seja considerada o elemento material mais denso.

1.2Os Fluidos Elétrico e Magnético na Terra

Como já mencionamos no item sobre o corpo, através da ação mútua dos elementos fogo a água surgem dois fluidos básicos, o elétrico e o magnético, que, exatamente como no corpo, formaram-se de acordo com as mesmas leis a possuem os mesmos efeitos mútuos. Por isso esses dois elementos agem, com seus fluidos, sobre tudo o que acontece de material na Terra, influenciando vários processos químicos no seu interior a exterior, nos reinos mineral, vegetal a animal. Em vista disso devemos dizer que o fluido elétrico encontra-se no ponto central da Terra e o magnético na sua superfície. Esse fluido magnético da superfície da Terra, apesar da característica do princípio da água, ou da coesão, mantém agregado tudo o que é material ou composto.

Através da característica específica de sua substância a condicionado pela composição dos seus elementos, cada objeto possui, relativamente ao fluido elétrico, determinadas irradiações, as assim chamadas oscilações de elétrons, que sofrem a atração provocada pelo fluido magnético geral de todo o mundo material. Essa atração é chamada de peso.

Assim o peso é uma manifestação da força de atração da Terra. A força de atração do ferro a do níquel, que todos nós conhecemos, é um pequeno exemplo ou uma imitação daquilo que ocorre em grande escala em toda a Terra.

1.3O Magneto Quadripolar e a Física Moderna

Aquilo que na Terra conhecemos como magnetismo a eletricidade é na verdade uma manifestação do magneto quadripolar, pois como todos nós sabemos, da comutação induzida consegue-se obter a eletricidade partindo-se do magnetismo, a da eletricidade voltar novamente ao magnetismo através de meios mecânicos. A transformação de uma na outra já é na verdade um processo alquímico, ou mágico, que no entanto foi tão vulgarizado ao longo do tempo que atualmente não é mais encarado como alquimia ou magia, mas foi simplesmente delegado à física. Podemos ver que nesse caso também se aplica o magneto quadripolar.

1.4O Conhecimento do Iniciado sobre o Mundo Material

Em relação à lei do magnetismo a da eletricidade, não só do corpo, como descrevemos no último capítulo, mas também do mundo material denso, todo ocultista sabe que tudo o que está em cima é também o que está embaixo. Todo iniciado que sabe empregar as forças dos elementos ou o grande mistério do Tetragrammaton em todos os planos, também terá condições de realizar grandes feitos em nosso mundo material, coisas que aos olhos dos nãoiniciados poderão parecer milagres. Porém para o iniciado elas não são milagres, a ele conseguirá explicar até as coisas mais intrigantes com base no conhecimento dessas leis.

1.5Vida, Morte e o Akasha na Terra

Todo o crescimento, o amadurecimento, toda a vida a também toda a morte em nossa Terra dependem das leis aqui descritas. Por esse motivo o iniciado sabe que a morte não é a idéia de uma queda no nada; o que é considerado como um aniquilamento ou uma morte é só uma passagem de um estado a outro. O mundo denso material surgiu do princípio do Akasha, o nosso já conhecido éter, e é também regulamentado a mantido por ele. É assim que se explicam todas as invenções baseadas na transmissão dos fluidos elétrico a magnético, a que dependem de uma transmissão à distância através do éter, como p.e. o rádio, a telegrafia, a telefonia e a televisão, além de muitas outras que surgirão no futuro. Mas o princípio básico a as leis foram, são a continuarão sendo sempre os mesmos.

Sobre os efeitos dos fluidos magnético a elétrico no plano material denso poderíamos escrever um livro inteiro bastante abrangente a de conteúdo até emocionante. Mas o leitor dedicado que decidir trilhar o caminho da iniciação a não se deixa intimidar pelo árduo estudo das leis básicas, acabará chegando por si mesmo ao conhecimento das variantes dessas forças a suas características. Os frutos e o conhecimento que ele colherá compensarão amplamente o esforço empregado nesse trabalho.

A Alma ou o Corpo Astral

Origem da Alma e a Matriz Astral

Através das vibrações mais sutis dos elementos, dos fluidos elétrico e magnético e de sua polaridade, partindo do princípio do Akasha ou das vibrações sutis do éter, surgiu o Homem como tal, ou a sua alma.

Do mesmo modo como se desenvolvem as funções dos elementos no corpo material denso, desenvolvem-se também as da alma ou do assim chamado corpo astral.

A alma está ligada ou fundida ao corpo através do magneto quadripolar com suas características específicas. A fusão ocorre, analogamente ao corpo, através da influência eletromagnética dos elementos.

O trabalho dos elementos, o assim chamado fluido eletromagnético da alma é chamado por nós, iniciados, de matriz astral, ou vida.

A matriz astral ou fluido eletromagnético é o meio aglutinante entre o corpo e a alma.

O princípio do fogo exerce na alma também o seu efeito construtor; o princípio da água exerce seu efeito vitalizante, o do ar o seu efeito equilibrador, gerador e preservador.

O corpo astral possui exatamente as mesmas funções do corpo material denso.

Os Cinco Sentidos e o Espírito

O homem foi dotado de cinco sentidos, correspondentes aos elementos, e com a ajuda desses sentidos corpóreos o corpo astral ou alma assimila as percepções do mundo físico.

A assimilação e a ação dos cinco sentidos por meio do corpo astral e do material denso ocorre através do nosso espírito imortal.

Sem a atuação do espírito na alma o corpo astral não teria vida e se dissolveria em seus elementos componentes.

Como o espírito não conseguiria exercer seu efeito sem a intermediação da alma, o corpo astral torna-se o domicílio de diversas características do espírito imortal.

Os Quatro Temperamentos

Na visão hermética, o ideal não é desenvolver apenas um temperamento, mas harmonizar os quatro elementos. O magista busca cultivar:

  • O Fogo para ter vontade e iniciativa.

  • O Ar para ter clareza mental e adaptabilidade.

  • A Água para ter sensibilidade e equilíbrio emocional.

  • A Terra para ter estabilidade e concretização.

O desequilíbrio de qualquer elemento produz excessos ou deficiências que se refletem no caráter, nos pensamentos, nos sentimentos e nas ações.

A oscilação dos fluidos elétrico e magnético no espírito varia de acordo com o seu grau de evolução e amadurecimento e se exterioriza na alma através dos quatro temperamentos.

Segundo seus elementos predominantes, podemos distinguir os temperamentos:

  • Colérico (Fogo)

  • Sangüíneo (Ar)

  • Melancólico (Água)

  • Fleumático (Terra)

Conforme a força e a oscilação do respectivo elemento, aparecem nas diversas características também a energia, a força e a expansão das alternâncias fluídicas correspondentes.

Temperamento Colérico (Elemento Fogo)

Forma Ativa

Forma Negativa

Atividade

Voracidade

Entusiasmo

Ciúme

Estímulo

Paixões

Determinação

Irritação

Audácia

Agressividade

Coragem

Intemperança

Força criativa

Impulso destruidor

Zelo

Temperamento Sangüíneo (Elemento Ar)

Forma Ativa (Equilibrada)

Forma Negativa (Desequilibrada)

Compenetração

Susceptibilidade

Esforço

Auto-depreciação

Alegria

Bisbilhotice

Habilidade

Falta de perseverança

Bondade

Esperteza (malícia)

Clareza

Tagarelice

Despreocupação

Desonestidade

Bom humor

Volubilidade

Leveza

Otimismo

Curiosidade

Independência

Vigilância

Confiabilidade

Temperamento Melancólico (Elemento Água)

Forma Ativa (Equilibrada)

Forma Negativa (Desequilibrada)

Atenção

Indiferença

Generosidade

Derrotismo

Modéstia

Timidez

Afetividade

Falta de participação

Seriedade

Inflexibilidade

Docilidade

Indolência

Fervorosidade

Cordialidade

Compreensão

Meditação

Compaixão

Serenidade

Profundidade

Credulidade

Interiorização

Perdão

Ternura

Temperamento Fleumático (Elemento Terra)

Forma Ativa (Equilibrada)

Forma Negativa (Desequilibrada)

Atenção

Insipidez

Presença

Desleixo

Perseverança

Auto-depreciação

Ponderação

Indiferença

Determinação

Falta de consciência

Seriedade

Aversão ao contacto humano

Firmeza

Lentidão

Escrupulosidade

Falta de agilidade

Solidez

Indolência

Concentração

Desconfiança

Sobriedade

Laconicidade

Pontualidade

Discrição

Objetividade

Precisão

Senso de responsabilidade

Confiabilidade

Prudência

Resistência

Consequência

Caráter, Aura e Polaridade

As características dos temperamentos formam, de acordo com a característica predominante, a base do caráter da pessoa.

A intensidade das características que sobressaem externamente dependem da polaridade, portanto dos fluidos elétrico e magnético.

A influência global do efeito dos temperamentos produz uma irradiação que chamamos tecnicamente de aura.

Mas não podemos comparar a aura à matriz astral pois há uma enorme diferença entre as duas.

A matriz astral é a matéria aglutinante entre o corpo e a alma.

A Visão da Aura

A aura é a irradiação do efeito dos elementos nas diversas características.

Essa irradiação provoca na alma uma certa vibração que corresponde a uma determinada cor.

Com base nessa cor o iniciado tem a possibilidade de reconhecer, com sua visão astral, a própria aura ou a de outro ser.

O vidente pode então, com ajuda da aura de uma pessoa:

Não é à toa que os iniciados e santos são retratados com uma auréola ao redor da cabeça, que corresponde à aura aqui descrita.

Consciência e Subconsciência

Além do caráter, dos temperamentos e do trabalho do fluido eletromagnético, o corpo astral ainda possui dois centros no cérebro:

Cérebro maior

  • Consciência normal.

Cerebelo

  • Subconsciência.

Os Centros da Alma (Chakras)

As funções, forças e características anímicas formam determinados centros na alma, chamados na filosofia hindu de "Lotus" ou Chakras.

Muladhara

  • Centro da Terra.

  • Localizado na base da coluna.

Swadhistana

  • Centro da Água.

  • Região dos órgãos sexuais.

Manipura

  • Centro do Fogo.

  • Região do umbigo.

Anahata

  • Centro do Ar.

  • Região do coração.

Visudha

  • Centro do Éter ou Akasha.

  • Região do pescoço.

Ajna

  • Centro da vontade, razão e intelecto.

  • Entre as sobrancelhas.

Sahasara

  • Lotus das mil folhas.

  • Centro mais elevado e divino.

  • Origem e influência dos demais centros.

Texto original
1A Alma ou o Corpo Astral

Através das vibrações mais sutis dos elementos, dos fluidos elétrico a magnético a de sua polaridade, partindo do princípio do Akasha ou das vibrações sutis do éter, surgiu o Homem como tal, ou a sua alma. Do mesmo modo como se desenvolvem as funções dos elementos no corpo material denso, desenvolvem-se também as da alma ou do assim chamado corpo astral. A alma está ligada ou fundida ao corpo através do magneto quadripolar com suas características específicas. A fusão ocorre, analogamente ao corpo, através da influência eletromagnética dos elementos. O trabalho dos elementos, o assim chamado fluido eletromagnético da alma é chamado por nós, iniciados, de matriz astral, ou vida. Essa matriz astral ou fluido eletromagnético da alma não é idêntico à aura descrita pelos ocultistas, da qual pretendo ocupar-me mais adiante. A matriz astral ou fluido eletromagnético é o meio aglutinante entre o corpo e a alma. O princípio do fogo exerce na alma também o seu efeito construtor; o princípio da água exerce seu efeito vitalizante, o do ar o seu efeito equilibrador, gerador a preservador. O corpo astral possui exatamente as mesmas funções do corpo material denso.

O homem foi dotado de cinco sentidos, correspondentes aos elementos, a com a ajuda desses sentidos corpóreos o corpo astral ou alma assimila as percepções do mundo físico.

A assimilação e a ação dos cinco sentidos por meio do corpo astral a do material denso ocorre através do nosso espírito imortal (mais adiante explicarei porquê o espírito é imortal). Sem a atuação do espírito na alma o corpo astral não teria vida a se dissolveria em seus elementos componentes.

Como o espírito não conseguiria exercer seu efeito sem a intermediação da alma, o corpo astral torna-se o domicílio de diversas características do espírito imortal. A oscilação dos fluidos elétrico a magnético no espírito varia de acordo com o seu grau de evolução a amadurecimento a se exterioriza na alma através dos quatro temperamentos.

1.1Os Quatro Temperamentos

Segundo seus elementos predominantes, podemos distinguir os temperamentos colérico, sangüíneo, melancólico a fleumático natural. O temperamento colérico nasce do elemento fogo, o sangüíneo do elemento ar, o melancólico do elemento água e o fleumático do elemento terra. Conforme a força e a oscilação do respectivo elemento, aparecem nas diversas características também a energia, a força e a expansão das alternâncias fluídicas correspondentes.

Cada um desses quatro elementos que determinam o temperamento no homem possui em sua forma ativa a característica boa, ou boas, a na forma passiva as características opostas, ou ruins. Seria uma tarefa muito ampla descrever aqui com precisão os efeitos dos elementos, por isso é melhor que o futuro iniciado descubra por si só outros efeitos, através da meditação. No caminho à iniciação isso também tem um motivo especial; eis alguns exemplos:

O temperamento colérico possui, em sua polaridade ativa, as seguintes características boas: atividade, entusiasmo, estímulo, determinação, audácia, coragem, força criativa, zelo, etc. Na forma negativa são: voracidade, ciúme, paixões, irritação, agressividade, intemperança, impulso destruidor, etc.

O temperamento sangüíneo indica em sua forma ativa as seguintes características: compenetração, esforço, alegria, habilidade, bondade, clareza, despreocupação, bom humor, leveza, otimismo, curiosidade, independência, vigilância, confiabilidade, etc. Na forma negativa: susceptibilidade, auto-depreciação, bisbilhotice, falta de perseverança, esperteza, tagarelice, desonestidade, volubilidade, etc.

O temperamento melancólico na sua forma ativa possui: atenção, generosidade, modéstia, afetividade, seriedade, docilidade, fervorosidade, cordialidade, compreensão, meditação, compaixão, serenidade, profundidade, credulidade, capacidade de interiorização a de perdão, ternura, etc. Na sua forma negativa possui: indiferença, derrotismo, timidez, falta de participação, inflexibilidade, indolência, etc.

O temperamento fleumático na sua forma ativa possui: atenção, presença, perseverança, ponderação, determinação, seriedade, firmeza, escrupulosidade, solidez, concentração, sobriedade, pontualidade, discrição, objetividade, precisão, senso de responsabilidade, confiabilidade, prudência, resistência, conseqüência, etc. Na forma negativa: insipidez, desleixo, auto-depreciação, indiferença, falta de consciência, aversão ao contacto humano, lentidão, falta de agilidade, indolência, desconfiança, laconicidade, etc.

1.2O Caráter e a Aura

As características dos temperamentos formam, de acordo com a característica predominante, a base do caráter da pessoa. A intensidade das características que sobressaem externamente dependem da polaridade, portanto dos fluidos elétrico a magnético. A influência global do efeito dos temperamentos produz uma irradiação que chamamos tecnicamente de "aura"; mas não podemos comparar a aura à matriz astral pois há uma enorme diferença entre as duas. A matriz astral é a matéria aglutinante entre o corpo e a alma, enquanto que a aura é a irradiação do efeito dos elementos nas diversas características, a justifica-se na sua forma ativa ou passiva.

Essa irradiação provoca na alma toda uma certa vibração, que corresponde a uma determinada cor. Com base nessa cor o iniciado tem a possibilidade de reconhecer, com sua visão astral, a própria aura ou a de um outro ser. O vidente pode então, com ajuda da aura de uma pessoa, não só descobrir o seu caráter básico mas também os efeitos da polaridade da oscilação de sua alma a eventualmente influenciá-la. Esse tema será tratado com mais detalhes num capítulo à parte, que fala da introspecção. Portanto, vimos aqui que o temperamento da pessoa influencia seu caráter, e a sua atuação conjunta dá origem à irradiação da alma, ou aura. Não é à toa que os iniciados a santos são retratados com uma auréola ao redor da cabeça, que corresponde à aura aqui descrita.

Além do caráter, dos temperamentos a do trabalho do fluido eletromagnético, o corpo astral ainda possui dois centros no cérebro, que são, no cérebro maior, a consciência normal, a no cerebelo o oposto da consciência normal, ou seja, a subconsciência. No capítulo "O Espírito" descrevo os detalhes de suas funções.

1.3Os Centros da Alma (Lotus/Chakras)

A alma está dividida de acordo com os elementos, de maneira tão precisa quanto o corpo. As funções, forças a características anímicas têm também sua morada na alma, elas formam determinados centros, analogamente a todos os elementos, a que a filosofia hindu chama de "Lotus" (conhecidos também por "chakras", N.T.). Na doutrina hindu o despertar desses Lotus é chamado de Kundalini-Yoga. Não pretendo fazer aqui um relato detalhado sobre os lotus ou centros, pois qualquer pessoa poderá conhecê-los na literatura especializada. (Ver: Gregorius, "Magische Erweckung der Chakras im Ãtherkõrper des Menschen" = Despertar Mágico dos Chakras no Corpo Astral do Homem.) Vou mencionálos rápida a superficialmente dizendo que o centro mais baixo é o assim chamado Muladhara ou centro da Terra a localiza-se na parte inferior da coluna. O centro seguinte é o da água a localiza-se na região dos órgãos sexuais, a na terminologia hindu é chamado de Swadhistana.

O centro do fogo, como ponto central da alma, encontra-se na região do umbigo e é chamado de Manipura. O centro do ar, elemento equilibrador, encontra-se na região do coração e é chamado de Anahata; o centro do éter ou princípio do Akasha está na região do pescoço a chama-se Visudha. Um outro centro, da vontade, da razão a do intelecto localiza-se entre as sobrancelhas e é chamado de Ajna.

O centro mais elevado a divino é o lotus das mil folhas, chamado de Sahasara, do qual nascem a são influenciadas todas as forças dos outros centros. Iniciando-se no centro superior, mais elevado, descendo ao longo das costas até o centro mais baixo, o da terra, como se fosse um canal, temos o assim chamado Sushumna, ou nosso já conhecido princípio do Akasha, que faz a ligação entre todos os centros a os regula. Falarei mais adiante do despertar da força espiral de cada um dos centros.

1.4A Polaridade dos Elementos na Alma

Na descrição da alma precisamos descobrir a conexão dos elementos com a sua polaridade "plus"(+) e "minus"(-) a tentar retratá-la com clareza. Podemos ver que tanto o corpo quanto a alma, com suas atuações, vivem a trabalham, mantêm-se ou destróem-se segundo as leis imutáveis do magneto quadripolar, portanto do mistério do Tetragrammaton.

Se o aprendiz da iniciação meditar sobre isso com cuidado, terá uma visão clara da função do corpo a também da alma, e poderá imaginar corretamente as suas interações mútuas segundo as leis primordiais.

O PLANO ASTRAL

É muitas vezes definido como a quarta dimensão; não foi criado a partir dos quatro elementos, mas é um grau de densidade do princípio de Akasha, portanto de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro, no mundo material, enfim, tudo o que contém sua origem, sua regulamentação e sua existência.

Como já referimos, em sua forma mais sutil o Akasha é o nosso velho conhecido éter, no qual, entre outras coisas, propagam-se as ondas elétricas e magnéticas. Ele é também a esfera das vibrações, de onde se originam a luz, o som, a cor, o ritmo, e com estes toda a vida que existe.

Como o Akasha é a origem de todo ser, naturalmente nele há o reflexo de tudo, isto é, de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro.

É por isso que consideramos o plano astral como a emanação do eterno, sem começo nem fim, e que portanto é isento de espaço e de tempo.

O iniciado que consegue alcançar esse plano encontra tudo nele, mesmo quando se tratam de fatos ocorridos no passado, que ocorrem no presente ou ocorrerão no futuro. A amplitude do alcance da sua percepção depende do seu grau de aperfeiçoamento.

O Plano Astral e a Morte

O plano astral é definido pela maioria das religiões, pelos ocultistas e espiritualistas como o "além".

Mas para o iniciado torna-se claro que não existe um aquém ou um além, e é por isso que ele não teme a morte, cujo conceito lhe é estranho.

Se porventura, através do trabalho de decomposição dos elementos ou de uma súbita ruptura, dissolver-se a matriz astral, que é a matéria aglutinante entre o corpo material denso e o corpo astral, instala-se aquilo que chamamos geralmente de morte, mas que na realidade é só uma passagem do mundo terreno ao mundo astral.

Baseado nessa lei, o iniciado não conhece o medo da morte, pois ele sabe que não irá para o desconhecido.

Viagem Astral

Através do controle dos elementos ele também pode, além de muitas outras coisas, tentar soltar sua matriz astral e produzir a separação espontânea do corpo astral de seu invólucro terreno.

Desse modo ele consegue visitar, com seu corpo astral, as regiões mais distantes, viajar aos mais diferentes planos, e muito mais.

Quanto a isso existem lendas sobre santos que foram vistos em vários lugares ao mesmo tempo, onde até exerciam suas atividades.

Os Habitantes do Plano Astral

O plano astral possui diversos tipos de habitantes.

São sobretudo as pessoas que já deixaram o mundo terreno e que habitam o grau de densidade correspondente ao seu grau de amadurecimento espiritual, o que de acordo com as religiões é chamado de céu ou inferno, mas que os iniciados interpretam só simbolicamente.

Quanto mais perfeito, nobre e puro o ser, tanto mais puro e sutil o grau de densidade do plano astral em que ele ficará.

O seu corpo astral vai se dissolvendo aos poucos, adaptando-se ao grau de vibração do respectivo patamar do plano astral, até tornar-se idêntico a ele.

Essa identificação depende portanto do amadurecimento e da perfeição espirituais alcançados no mundo terreno pelo ser em questão.

Os Seres Elementais

Além das almas desencarnadas, o plano astral é habitado por muitos outros seres.

Temos, por exemplo, os seres elementais, que têm só uma ou algumas poucas características, de acordo com as oscilações predominantes dos elementos.

Eles se mantêm pelo mesmo tipo de oscilação do homem, que ele envia ao plano astral.

Dentre esses seres há inclusive alguns que alcançaram um certo grau de inteligência.

Alguns magos utilizam-se dessas forças inferiores para seus objetivos egoístas.

As Larvas Astrais

Outro tipo de ser são as chamadas larvas, atraídas à vida consciente ou inconscientemente pelo pensamento através da matriz astral.

Na verdade elas não são seres concretos, mas somente formas que se mantêm vivas pelas paixões do mundo animal, no patamar mais baixo do mundo astral.

Seu impulso de auto-preservação pode trazê-las à esfera daquelas pessoas cujas paixões têm o poder de atraí-las.

Elas querem despertar, direta ou indiretamente, as paixões adormecidas no homem e atiçá-las.

Caso essas formas consigam induzir uma pessoa a essas paixões, então elas se nutrem, mantêm e fortalecem-se com a irradiação provocada pela paixão no homem.

Uma pessoa muito carregada por essas paixões traz consigo, na esfera mais baixa de seu plano astral, todo um exército dessas larvas.

A luta contra elas é acirrada, e no campo da magia e do domínio dos elementos, esse é um componente importante.

Além disso, ainda existem elementais e larvas que podem ser criados por meios mágico-artificiais.

Os Seres dos Quatro Elementos

Mais um tipo de ser com o qual muitas vezes o iniciado poderá se deparar no plano astral são os seres dos quatro elementos puros.

Elemento

Ser Elemental

Características Simbólicas

Fogo

Salamandras

Energia, vontade, transformação, impulso, coragem, atividade

Ar

Silfos

Intelecto, pensamento, comunicação, movimento, inspiração

Água

Ninfas ou Ondinas

Emoções, sensibilidade, intuição, receptividade, imaginação

Terra

Gnomos

Estabilidade, concretização, perseverança, fertilidade, estrutura

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Esses seres estabelecem, por assim dizer, a ligação entre o plano astral e os elementos terrenos.


Outros Seres Astrais

Existem ainda vários outros seres, como:

  • Sátiros

  • Fadas

  • Anõezinhos aguadeiros

Por mais que isso tudo possa se parecer aos contos de fadas, existem, no plano astral, exatamente as mesmas realidades que no plano terreno.

Texto original
1O Plano Astral

É muitas vezes definido como a quarta dimensão; não foi criado a partir dos quatro elementos, mas é um grau de densidade do princípio de Akasha, portanto de que tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente a acontecerá no futuro, no mundo material, enfim, tudo o que contém sua origem, sua regulamentação e sua existência.

Como já referimos, em sua forma mais sutil o Akasha é o nosso velho conhecido éter, no qual, entre outras coisas, propagam-se as ondas elétricas a magnéticas. Ele é também a esfera das vibrações, de onde se originam a luz, o som, a cor, o ritmo, e com estes toda a vida que existe. Como o Akasha é a origem de todo ser, naturalmente nele há o reflexo de tudo, Le., de tudo o que já aconteceu no passado, acontece no presente a acontecerá no futuro. É por isso que consideramos o plano astral como a emanação do eterno, sem começo nem fim, a que portanto é isento de espaço a de tempo. O iniciado que consegue alcançar esse plano encontra tudo nele, mesmo quando se tratam de fatos ocorridos no passado, que ocorrem no presente ou ocorrerão no futuro. A amplitude do alcance da sua percepção depende do seu grau de aperfeiçoamento.

1.1A Morte como Passagem

O plano astral é definido pela maioria das religiões, pelos ocultistas a espiritualistas como o "além". Mas para o iniciado torna-se claro que não existe um aquém ou um além, e é por isso que ele não teme a morte, cujo conceito lhe é estranho. Se porventura, através do trabalho de decomposição dos elementos ou de uma súbita ruptura dissolver-se a matriz astral, que é a matéria aglutinante entre o corpo material denso e o corpo astral, instala-se aquilo que chamamos geralmente de morte, mas que na realidade é só uma passagem do mundo terreno ao mundo astral. Baseado nessa lei, o iniciado não conhece o medo da morte, pois ele sabe que não irá para o desconhecido.

1.2A Projeção do Corpo Astral

Através do controle dos elementos ele também pode, além de muitas outras coisas, tentar soltar sua matriz astral a produzir a separação espontânea do corpo astral de seu invólucro terreno. Desse modo ele consegue visitar, com seu corpo astral, as regiões mais distantes, viajar aos mais diferentes planos, a muito mais. Quanto a isso existem lendas sobre santos que foram vistos em vários lugares ao mesmo tempo, onde até exerciam suas atividades.

1.3Os Habitantes do Plano Astral: As Almas dos Mortos

O plano astral possui diversos tipos de habitantes. São sobretudo as pessoas que já deixaram o mundo terreno a que habitam o grau de densidade correspondente ao seu grau de amadurecimento espiritual, o que de acordo com as religiões é chamado de céu ou inferno, mas que os iniciados interpretam só simbolicamente. Quanto mais perfeito, nobre a puro o ser, tanto mais puro a sutil o grau de densidade do plano astral em que ele ficará.

O seu corpo astral vai se dissolvendo aos poucos, adaptando-se ao grau de vibração do respectivo patamar do plano astral, até tornar-se idêntico a ele. Essa identificação depende portanto do amadurecimento a da perfeição espirituais alcançados no mundo terreno pelo ser em questão.

1.4Os Seres Elementais e as Larvas

Além disso o plano astral é habitado por muitos outros seres, dos quais cito apenas alguns. Assim temos, por exemplo, os seres elementais, que têm só uma ou algumas poucas características, de acordo com as oscilações predominantes dos elementos. Eles se mantêm pelo mesmo tipo de oscilação do homem, que ele envia ao plano astral; dentre esses seres há inclusive alguns que alcançaram um certo grau de inteligência. Alguns magos utilizam-se dessas forças inferiores para seus objetivos egoístas. Outro tipo de ser são as chamadas larvas, atraídas à vida consciente ou inconscientemente pelo pensamento através da matriz astral.

Na verdade elas não são seres concretos, mas somente formas que se mantêm vivas pelas paixões do mundo animal, no patamar mais baixo do mundo astral. Seu impulso de auto-preservação pode trazê-las à esfera daquelas pessoas cujas paixões têm o poder de atraí-las. Elas querem despertar, direta ou indiretamente, as paixões adormecidas no homem e atiçá-las. Caso essas formas consigam induzir uma pessoa a essas paixões, então elas se nutrem, mantêm a fortalecem com a irradiação provocada pela paixão no homem.

Uma pessoa muito carregada por essas paixões traz consigo, na esfera mais baixa de seu plano astral, todo um exército dessas larvas. A luta contra elas é acirrada, e no campo da magia a do domínio dos elementos, esse é um componente importante. Sobre isso entrarei em detalhes no capítulo que trata da introspecção. Além disso, ainda existem elementais a larvas que podem ser criados por meios mágico-artificiais. Entrarei em detalhes sobre esse assunto na parte prática do livro.

1.5Os Seres dos Quatro Elementos Puros

Mais um tipo de ser com o qual muitas vezes o iniciado poderá se deparar no plano astral, são os seres dos quatro elementos puros. No elemento fogo eles se chamam salamandras, no elemento ar, silfos, no elemento água, ninfas ou ondinas, a no elemento terra, gnomos. Esses seres estabelecem, por assim dizer, a ligação entre o plano astral a os elementos terrenos. Como se faz a ligação com esses seres, como se pode dominá-los, o que se pode conseguir através deles, são assuntos que deixaremos para serem tratados na parte prática desta obra, a aos quais dedicarei um capítulo especial chamado "A Magia dos Elementos".

1.6Outros Seres do Plano Astral

Existem ainda vários outros seres, como sátiros, fadas, anõezinhos aguadeiros, etc., que poderiam ser aqui citados. Por mais que isso tudo possa se parecer aos contos de fadas, existem, no plano astral, exatamente as mesmas realidades que no plano terreno.

Ao estabelecer a ligação com esses seres, o iniciado, através da sua vidência, consegue vê-los a qualquer momento que desejar, eliminando assim qualquer dúvida sobre a sua existência. É por isso que o iniciado deve primeiro amadurecer a aprender a provar as coisas para depois poder julgar por si mesmo.

O ESPIRITO

O Espírito

O espírito é a parte imortal do homem. Corpo e alma são apenas veículos temporários através dos quais ele se manifesta.

Segundo o texto, o espírito surge do princípio primordial do Akasha, a fonte original de toda a existência, e possui em si as quatro qualidades fundamentais dos elementos.

Os Elementos no Espírito

Elemento

Aspectos Espirituais Associados

Fogo

Vontade, Força, Poder, Paixão

Ar

Intelecto, Razão, Memória, Discernimento, Julgamento

Água

Vida emocional, Sentimento, Consciência, Intuição

Terra

Consciência do "Eu", Egoísmo, Instinto de reprodução, Instinto de autopreservação

O Papel do Akasha

O aspecto mais elevado do Akasha manifesta-se como:

Em sua forma mais inferior manifesta-se como:


Formação da Individualidade

O "Eu" espiritual é formado pela interação dos quatro elementos e de suas qualidades.

Todas as demais características do espírito derivam dessas quatro forças fundamentais, manifestando-se positiva ou negativamente conforme a polaridade predominante.

Texto original
1O Espírito

Como já dissemos antes, o homem foi criado à semelhança de Deus e é constituído de corpo, alma a espírito. Nos capítulos anteriores ficamos sabendo que o corpo e a alma servem somente como um invólucro ou uma vestimenta para o espírito, a são portanto passageiros. É por isso que só o espírito é a parte imortal do homem e a sua imagem semelhante a Deus. Não é fácil analisar e colocar em palavras exatas algo divino, imortal a eterno. Mas como em qualquer outro problema podemos, nesse caso, nos valer da ajuda da chave do magneto quadripolar.

1.1A Origem do Espírito e os Quatro Princípios

Do princípio primordial mais elevado (o Akasha), da fonte primordial de toda a existência, da matéria espiritual primordial, surgiu o espírito, o "eu" espiritual com as quatro características específicas dos elementos, próprias do espírito imortal criado à semelhança de Deus. O princípio do fogo, a parte impulsiva, é a vontade. O princípio aéreo revela-se no intelecto (razão), o princípio aquoso na vida ou no sentimento, e o princípio da terra na comunhão de todos os outros três elementos na consciência do "eu".

Todas as outras características do espírito possuem esses quatro princípios primordiais como base. A parte típica do quarto princípio, portanto do Princípio Etérico (Akasha), em seu aspecto mais elevado revela-se na fé, a na forma mais baixa no impulso da autopreservação.

1.2Os Aspectos do Espírito segundo os Elementos

Cada um dos quatro princípios-elementos aqui citados ainda possui muitos aspectos positivos ou negativos, de acordo com a lei da analogia da polaridade ou dos elementos.

Todos juntos formam o "eu", ou o espírito. Assim podemos atribuir a força, o poder e a paixão ao princípio do fogo; a memória, o poder de discernimento a de julgamento à parte aérea do espírito, a consciência e a intuição à sua parte aquosa, e o egoísmo, o impulso de auto-preservação a de reprodução à sua parte terrena. O assunto tornar-se-ia muito extenso se quiséssemos mencionar aqui todas as qualidades do espírito em relação aos elementos.

Através de um estudo perseverante a uma meditação profunda, o futuro iniciado poderá estendê-las por si mesmo, levando em conta as leis da analogia do magneto quadripolar. É um trabalho muito gratificante que não deve nunca ser desdenhado, porque sempre produz bons resultados a em pouco tempo, garantindo o domínio e o conhecimento dos elementos.

1.3O Homem Completo: Corpo, Alma e Espírito

Nos capítulos sobre o corpo, a alma e o espírito descrevi o homem na sua forma mais completa. Por ocasião da sua iniciação, e por conseqüência na prática mágica, mística a dos diversos mistérios, o estudante deve estar ciente da necessidade do conhecimento de seu próprio pequeno universo. A maioria dos escritores excluiu essa parte tão importante a até básica dos seus livros, por desconhecê-la ou por outros motivos quaisquer.

PLANO MENTAL

O Plano Mental

O plano mental é a esfera própria do espírito, assim como o plano material pertence ao corpo e o plano astral à alma.

Assim como as outras esferas surgiram através dos quatro elementos e do princípio do Akasha, a esfera mental também se formou a partir do princípio akáshico do espírito.


É livre tanto do tempo quanto do espaço.

A velocidade com que os pensamentos chegam à consciência depende do grau de maturidade espiritual da pessoa.

Quanto mais evoluído o espírito, mais rápida se torna sua atividade mental.


A Matriz Mental

Assim como o corpo astral forma uma matriz astral que liga a alma ao corpo, o mundo mental forma uma matriz mental, chamada de mentalod.

Essa matriz mental:

  • Liga o corpo mental ao corpo astral.

  • Regula e mantém a atividade do espírito no corpo astral.

  • Atua como condutora dos pensamentos e ideias até a consciência.

Segundo o autor, essa matéria mental é a forma mais sutil do Akasha presente no ser humano.


A Esfera dos Pensamentos

A esfera mental é o plano dos pensamentos, cuja origem está no mundo das ideias, localizado no Akasha do espírito.

Cada pensamento é precedido por uma ideia básica, que assume uma determinada forma e chega à consciência como uma forma-pensamento ou imagem mental.


A Origem das Ideias

O homem não seria o criador dos pensamentos.

A origem de todo pensamento encontra-se no mundo das ideias, na esfera mais elevada do plano mental.

O espírito humano funciona como um receptor ou antena que capta pensamentos e ideias conforme sua situação, condição e grau de desenvolvimento.

Por isso, toda invenção, descoberta ou criação humana teria sua origem nesse mundo das ideias.


A Natureza dos Pensamentos

Cada pensamento possui:

  • Forma própria.

  • Vibração própria.

  • Polaridade própria.

Os pensamentos abstratos derivam diretamente do mundo primordial das ideias e por isso possuem elementos e irradiações mais puras.

Dependendo dos elementos predominantes, os pensamentos podem manifestar-se como:

  • Elétricos.

  • Magnéticos.

  • Eletromagnéticos.

  • Neutros.

O pensamento chega à consciência através do magneto quadripolar e é conduzido até sua realização.

Todas as coisas criadas no mundo material possuem antes sua origem no mundo das ideias.


Tempo e Espaço nos Três Planos

Plano Material

Está sujeito ao tempo e ao espaço.

Plano Astral

Está ligado ao espaço.

Habitantes do Plano Mental

Assim como o plano astral possui habitantes próprios, o plano mental também os possui.

Entre eles estão:

  • Os falecidos cujos corpos astrais já se dissolveram.

  • As formas-pensamento.

  • Os elementares.


Formas-Pensamento

As formas-pensamento surgem a partir das ideias e dos pensamentos emitidos pelo espírito.

Cada uma delas possui forma e vibração compatíveis com a ideia que lhe deu origem.


Os Elementares

Os elementares são seres criados consciente ou inconscientemente pelo homem através de pensamentos intensos e constantemente repetidos.

Diferentemente das simples formas-pensamento, eles possuem:

Sua atuação limita-se principalmente à esfera mental.


Diferença entre Forma-Pensamento e Elementar

Forma-Pensamento

Elementar

Texto original
1O Plano Mental

Assim como o corpo possui o seu plano terreno e o corpo astral ou alma o seu plano astral, o espírito também possui o seu plano próprio, chamado de esfera mental ou plano mental. É a esfera do espírito, com todas as suas propriedades.

Ambas as esferas, tanto a material densa quanto a astral, surgiram através dos quatro elementos, do princípio do Akasha ou das Coisas Primordiais da esfera correspondente. A esfera mental também se formou dessa maneira, partindo do princípio akáshico do espírito.

1.1O Corpo Mental e a Matriz Mental

O que ocorre com o corpo mental na esfera mental ou espiritual é análogo ao que ocorre com o corpo astral, isto é, através do trabalho correspondente o espírito forma um magneto quadripolar dentro de si, a exterioriza o fluido eletromagnético em sua polaridade, como um fenômeno produzido pelo efeito dos elementos. Assim como o corpo astral forma uma matriz astral (o assim chamado "astralod") através do fluido eletromagnético do mundo astral, o fluido eletromagnético do mundo mental também forma uma matriz mental, que liga o corpo mental ao corpo astral. Essa matriz mental, ou "mentalod", a assim chamada matéria mental, é a forma mais sutil do Akasha, que regula a mantém a atividade do espírito no corpo astral. Como já observamos, essa matéria mental é ao mesmo tempo eletromagnética a funciona como condutora dos pensamentos a das idéias à consciência do espírito, que entra em atividade através dos corpos astral a material denso.

Assim a matriz mental ou "mentalod" com seu fluido bipolar é a matéria mais sutil que podemos imaginar no corpo.

1.2A Origem dos Pensamentos

A esfera mental é ao mesmo tempo a esfera dos pensamentos, que têm sua origem no mundo das idéias, portanto no Akasha do espírito. Cada pensamento é antecedido por uma idéia básica que assume uma determinada forma segundo a sua característica e chega à consciência do "eu" através do princípio etérico, portanto da matriz astral, como formapensamento ou imagem plástica.

De acordo com isso, o homem não é o criador dos pensamentos; a origem de todo pensamento localiza-se na mais elevada esfera do Akasha ou plano mental. O espírito do homem é ao mesmo tempo um receptor, uma antena dos pensamentos do mundo das idéias, conforme o local ou a situação em que ele se encontra. Como o mundo das idéias é o tudo no todo, cada nova idéia e cada nova invenção, em resumo, tudo aquilo que o homem acredita ter criado foi extraído desse mundo das idéias. Esse ato de extrair novas idéias depende da postura a da maturidade do espírito. Cada pensamento possui em si um elemento puro completo, sobretudo quando ele contém idéias abstratas. Se existirem, no pensamento, diversas combinações do mundo das idéias, então serão muitos os elementos atuantes entre si, tanto em sua forma quanto em sua irradiação. Só os pensamentos abstratos possuem elementos puros, a também irradiações polares puras, pois eles derivam diretamente do mundo primordial de uma idéia.

1.3A Natureza Elétrica, Magnética e Eletromagnética dos Pensamentos

Com base nesse conhecimento podemos perceber que existem pensamentos que, quanto a suas atuações, são puramente magnéticos, indiferentes a neutros. Relativamente à sua idéia, na esfera mental cada pensamento possui forma a irradiação (vibração) próprias.

Dessa maneira o pensamento chega à consciência através do magneto quadripolar, e é por ele guiado até a sua realização final. Todas as coisas criadas no mundo material denso têm portanto sua origem a naturalmente também seu reflexo no mundo das idéias, através do pensamento a da consciência do espírito. Quando não se trata diretamente de uma idéia abstrata, então são várias as formas de pensamento que podem alcançar uma expressão.

Esses pensamentos são elétricos, magnéticos ou eletro-magnéticos, conforme as características dos elementos predominantes.

1.4O Tempo e o Espaço nos Três Planos

O plano material denso está ligado ao tempo a ao espaço. O plano astral, a esfera do espírito passageiro ou imutável, está ligada ao espaço, enquanto a esfera mental é isenta de espaço a de tempo. A mesma coisa vale para algumas características do espírito. Só a assimilação de um pensamento no corpo mental através do aglutinante das matrizes mental a astral, que na sua forma completa estão ligadas ao tempo a ao espaço, é que precisa de um certo tempo para chegar à consciência. O curso dos pensamentos se dá de modo diferente em cada pessoa, de acordo com a maturidade de seu espírito; quanto mais madura a espiritualizada a pessoa, tanto mais rápidos serão os seus pensamentos no espírito.

1.5Os Habitantes do Plano Mental

Assim como o plano astral possui seus habitantes, o plano mental também os tem.

Além das formas pensamento, eles são sobretudo os falecidos, cujos corpos astrais se dissolveram através dos elementos, devido à sua maturidade, a que mantêm suas moradias nas regiões da esfera mental correspondentes a seus graus de evolução.

1.6Os Elementares

Além disso a esfera mental é também a esfera dos elementares, que são seres criados consciente ou inconscientemente pelos homens, em função de um pensamento intenso a constantemente repetido. O ser elementar ainda não é suficientemente denso a ponto de poder construir ou assumir um invólucro astral. Sua atuação portanto limita-se à esfera espiritual.

A diferença entre uma forma pensamento a um elementar é que a forma pensamento possui uma ou várias idéias como origem, enquanto que o elementar é constituído de uma certa porção de consciência a portanto de um impulso de auto-preservação. Mas no restante ele não se diferencia muito dos outros seres vivos mentais a pode até ter o mesmo formato da forma pensamento. O iniciado utiliza-se desses seres elementares de várias maneiras. Na parte prática deste livro eu explico como um elementar desse tipo é criado, mantido e utilizado para diversas finalidades.

Ainda há muito a se dizer sobre a esfera mental, principalmente sobre as características específicas de cada ser individualmente. Mas como estímulo ao trabalho a para esclarecimento da esfera mental em linhas gerais, acredito que isso seja o suficiente.

A VERDADE

Verdade

A verdade depende do reconhecimento de cada um, e como não temos todos a mesma concepção das coisas, também não podemos generalizar essa questão.

Cada um de nós possui a sua própria verdade de acordo com o seu grau de maturidade e a sua concepção das coisas.

Só aquele que domina e conhece as leis absolutas do macro e do microcosmo pode falar de uma verdade absoluta.


A Verdade e a Maturidade

Nenhum verdadeiro iniciado forçará alguém que não está suficientemente maduro a aceitar a sua verdade, pois a pessoa em questão só passaria a encará-la de seu próprio ponto de vista.

Seria inútil conversar sobre as verdades supremas com os não-iniciados, a menos que se tratem de pessoas que desejam muito conhecê-las e que estejam começando a amadurecer para elas.

"Não joguem pérolas aos porcos."


Conhecimento e Sabedoria

À verdade pertence também a distinção correta entre a capacidade, o conhecimento e a sabedoria.

Em todos os campos da existência humana o conhecimento depende da maturidade, da capacidade de assimilação, da memória, da razão e da inteligência, sem considerar se esse conhecimento foi enriquecido através da leitura, da comunicação ou de outro tipo qualquer de experiência.

Entre conhecimento e sabedoria existe uma diferença imensa, e é muito mais fácil obter conhecimento do que sabedoria.


A Fonte da Sabedoria

A sabedoria não depende nem um pouco do conhecimento.

A fonte da sabedoria está em Deus, portanto no princípio das coisas primordiais (Akasha), em todos os planos do mundo material denso, do astral e do mental.

A sabedoria não depende da razão e da memória, mas da maturidade, da pureza e da perfeição da personalidade de cada um.

Poderíamos também considerar a sabedoria como uma condição da evolução do "eu".

Em função disso a cognição chega a nós não só através da razão, mas principalmente através da intuição ou da inspiração.

O grau de sabedoria determina portanto o grau de evolução da pessoa.

Texto original
1Verdade

Abandonaremos agora o microcosmo, portanto o homem com seus corpos terreno, astral a mental, a passaremos a tratar de outras questões, cuja solução também preocupa o futuro iniciado. Um desses problemas é sobretudo o problema da, verdade. Inúmeros filósofos já se ocuparam a ainda se ocupam, e a nós também cabe essa tarefa.

Consideraremos aqui só aquelas verdades cujo conhecimento exato somos obrigados a dominar. A verdade depende do reconhecimento de cada um, a como não temos todos a mesma concepção das coisas, também não podemos generalizar essa questão. É por isso que cada um de nós, se for sincero, possui a sua própria verdade de acordo com o seu grau de maturidade e a sua concepção das coisas. Só aquele que domina a conhece as leis absolutas do macro a do microcosmo pode falar de uma verdade absoluta. Certos aspectos da verdade absoluta com certeza serão reconhecidos por todos.

1.1A Verdade e o Não-Iniciado

Ninguém duvidará da existência de uma vida, uma vontade, uma memória a uma razão; ninguém contestará tais coisas tão evidentes. Nenhum verdadeiro iniciado forçará alguém que não está suficientemente maduro a aceitar a sua verdade, pois a pessoa em questão só passaria a encará-la de seu próprio ponto de vista. É por isso que seria inútil conversar sobre as verdades supremas com os não-iniciados, a menos que se tratem de pessoas que desejam muito conhecê-las, a que portanto estão começando a amadurecer para elas. Todo o resto seria profanação, a incorreto do ponto de vista mágico. Lembrem-se das palavras do grande mestre do cristianismo: "Não joguem pérolas aos porcos!"

1.2Capacidade, Conhecimento e Sabedoria

À verdade pertence também a distinção correta entre a capacidade, o conhecimento e a sabedoria. Em todos os campos da existência humana o conhecimento depende da maturidade, da capacidade de assimilação da memória, da razão a da inteligência, sem considerar se esse conhecimento foi enriquecido através da leitura, da comunicação ou de outro tipo qualquer de experiência.

Entre conhecimento a sabedoria existe uma diferença imensa, e é muito mais fácil obter conhecimento do que sabedoria. A sabedoria não depende nem um pouco do conhecimento, apesar de ambos serem, numa certa medida, até idênticos. A fonte da sabedoria está em Deus, a portanto no princípio das coisas primordiais (no Akasha), em todos os planos do mundo material denso, do astral a do mental.

Portanto, a sabedoria não depende da razão e da memória, ma;; da maturidade, da pureza a da perfeição da personalidade de cada um. Poderíamos também considerar a sabedoria como uma condição da evolução do "eu". Em função disso a cognição chega a nós não só através da razão, mas principalmente através da intuição ou da inspiração. O grau de sabedoria determina portanto o grau de evolução da pessoa. Mas com isso não queremos dizer que se deve menosprezar o conhecimento; muito pelo contrário, o conhecimento e a sabedoria devem andar de mãos dadas. Por isso o iniciado deverá esforçar-se em evoluir, tanto no seu conhecimento quanto na sabedoria, pois nenhum dos dois deve ser negligenciado nesse processo.

1.3A Chave do Tetragrammaton Aplicada ao Conhecimento e à Sabedoria

Se o conhecimento e a sabedoria andarem lado a lado no processo de evolução, então o iniciado terá a possibilidade de compreender, reconhecer a utilizar algumas leis do micro a do macrocosmo, não só do ponto de vista da sabedoria, mas também em seu aspecto intelectual, portanto dos dois pólos.

Já tomamos conhecimento de uma dentre muitas dessas leis, a primeira chave principal, ou seja, o mistério do Tetragrammaton ou do magneto quadripolar, em todos os planos. Como se trata de uma chave universal, ele pode ser empregado na solução de todos os problemas, em todas as leis a verdades, em tudo enfim, sob o pressuposto de que o iniciado saberá usá-lo corretamente. Como passar do tempo, à medida em que ele for evoluindo a se aperfeiçoando na ciência hermética, ele passará a conhecer outros aspectos dessa chave e a assimilá-los como leis imutáveis. Ele não terá que tatear na escuridão a no desconhecido, mas terá uma luz em suas mãos com a qual poderá romper todas as trevas da ignorância.

Esta breve descrição deve ser suficiente para que o futuro iniciado saiba como se posicionar diante do problema da verdade.

DEUS

Deus

Desde os tempos primordiais o homem acreditou em algo superior, transcendental, algo que ele pudesse divinizar, não importando que fosse uma ideia personificada ou não de Deus.

Aquilo que o homem não conseguia assimilar ou compreender ele atribuía a um poder superior, conforme a sua concepção.

Desse modo surgiram as divindades dos povos, tanto as boas quanto as más (demônios). Ao longo do tempo foram adorados deuses, anjos, demiurgos, demônios e espíritos, correspondentes às mentalidades dos povos em questão.

[Observação] O autor não discute aqui qual religião estaria correta; ele procura explicar a origem das diferentes concepções de Deus ao longo da história.

A Ideia de Deus para o Homem Comum

Para o homem comum a ideia de Deus serve como um ponto de apoio ou um suporte para o seu espírito, para que este não permaneça ou se perca no desconhecido.

Para ele, Deus é algo:

Incompreensível;
Abstrato;
Inimaginável.

A Ideia de Deus para o Mago

Para o mago as coisas não são desse modo.
Ele conhece o seu Deus sob todos os aspectos.
Não apenas dedica veneração à divindade, mas sabe que foi criado à sua imagem e que é parte dela.
Seu maior ideal, seu maior dever e seu objetivo mais sagrado é tornar-se uno com ela, tornar-se um homem-deus .

A União com Deus

A síntese da união com Deus consiste em desenvolver as ideias divinas desde os patamares mais baixos até os mais elevados, até que se consiga a unificação com o Universal.

Nesse processo, fica a critério de cada um:

Renunciar à própria individualidade;
Ou conservá-la.
Os grandes mestres que alcançam esse estado geralmente retornam à Terra com uma tarefa ou missão sagrada.

A Morte Mística

Nessa ascensão o mago iniciado é também um místico.
Somente na unificação, caso queira renunciar à sua individualidade, é que ele se desintegra voluntariamente.

Deus e os Quatro Elementos

Do ponto de vista mágico, a ideia de Deus pode ser compreendida através dos quatro elementos e do Tetragrammaton.

Elemento

Aspecto Divino

Fogo

Poder supremo e força suprema

Ar

Sabedoria, pureza e clareza

Água

Amor e vida eterna

Terra

Onipresença, imortalidade e eternidade


A Divindade Superior

Juntos, esses quatro aspectos formam a divindade superior.

O caminho em direção a essa divindade será percorrido gradualmente, começando na esfera mais baixa até alcançar a verdadeira concretização de Deus em nós.

[Conceito-chave] Neste capítulo, "realizar Deus" não significa adorar uma divindade externa, mas desenvolver dentro de si os atributos divinos associados aos quatro elementos: poder, sabedoria, amor e eternidade.

O autor encerra afirmando que esse objetivo está ao alcance de todos:

"Feliz é aquele que a alcança ainda nessa vida."

Na terminologia mística isso é chamado de:

Texto original
1Deus

Desde os tempos primordiais o homem acreditou em algo superior, transcendental, algo que ele pudesse divinizar, não importando que fosse uma idéia personificada ou não de Deus. Aquilo que o homem não conseguia assimilar ou compreender ele atribuía a um poder superior, conforme a sua concepção. Desse modo é que surgiram as divindades dos povos, tanto as boas quanto as más (demônios). Assim, ao longo do tempo, foram adorados deuses, anjos, demiurgos, demônios a espíritos, correspondentes às mentalidades dos povos em questão, sem que fosse levado em conta o fato de terem vivido efetivamente ou só na imaginação das pessoas. Quanto mais se desenvolvia. intelectualmente a humanidade, tanto menos as pessoas procuravam imagens divinas, principalmente quando, com ajuda da ciência, foram sendo explicados muitos fenômenos antigamente atribuídos aos deuses. Precisaríamos escrever muitas obras se quiséssemos entrar nos detalhes das diversas idéias de Deus na história dos povos.

1.1A Idéia de Deus do Ponto de Vista do Mago

Aqui porém estudaremos a idéia de Deus do ponto de vista do mago. Para o homem comum a idéia de Deus serve como um ponto de apoio ou um suporte para o seu espírito, para que este não permaneça no desconhecido, ou não se perca nele. Para ele esse Deus é incompreensível, abstrato a inimaginável. Mas para o mago as coisas não são desse modo; ele conhece o seu Deus sob todos os aspectos. E não é só porque dedica a essa divindade toda a veneração, pois sabe que foi criado à sua imagem, portanto é parte dela, mas também porque seu maior ideal, seu maior dever a seu objetivo mais sagrado é tomar-se uno com ela, tornar-se um homem-deus. A ascensão a esse objetivo sublime será descrita adiante.

1.2A União com Deus e a Morte Mística

A síntese da união com Deus consiste em desenvolver as idéias divinas desde os patamares mais baixos até os mais elevados, até que se consiga a unificação com o Universal. Nesse processo, fica a critério de cada um renunciar à sua própria individualidade ou conservá-la. Os grandes mestres que chegaram lá geralmente voltam à Terra com uma determinada tarefa ou missão sagrada.

Nessa ascensão, ou elevação, o mago iniciado é também um místico. Só na unificação, caso ele queira renunciar à sua individualidade, é que ele se desintegra voluntariamente, o que na terminologia mística é definido como morte mística.

1.3A Verdadeira Iniciação: Mística e Magia Unidas

Como podemos ver, na verdadeira iniciação não existe uma senda mística, a também nenhuma mágica. Existe somente uma única iniciação verdadeira que liga ambos os conceitos, em contraposição à maioria das escolas místicas a espiritualistas que se ocupam de imediato dos problemas mais elevados através da meditação ou outros exercícios espirituais, sem antes terem trabalhado os patamares inferiores. É exatamente como alguém que quer começar com os estudos universitários sem antes ter passado pelos cursos elementares. Em muitos casos as conseqüências de uma instrução tão unilateral podem ser muito graves, a às vezes até drásticas, dependendo do grau de envolvimento de cada um.

Muitas vezes o erro pode ser encontrado no fato de que grande parte do material provém do Oriente, onde o mundo material a astral é encarado como "maya" (ilusão) a quase não é considerado. Não é possível aqui entrar em detalhes, pois esse tema extrapolaria os limites desta obra. Num desenvolvimento adequadamente planejado a escalonado, não há desvios nem fracassos, nem conseqüências graves, pois o amadurecimento é lento a gradual, mas seguro. Se o iniciado escolhe Cristo, Buda, Brahma, Alá ou outro qualquer como seu conceito de divindade, é uma questão individual; no caso da iniciação o que importa é a idéia em si. O místico puro vai querer nutrir-se somente no amor abrangente de seu Deus. Geralmente o iogue também segue só um aspecto divino: o Bhakti Iogue segue o caminho do amor a da doação; o Raja e o Hatha Iogue seguem o caminho do domínio a da vontade, o Jnana Iogue segue o caminho da sabedoria a da compreensão.

1.4Deus e os Quatro Elementos (o Tetragrammaton)

Se encararmos a idéia de Deus do ponto de vista mágico, relativamente aos quatro elementos, o assim chamado Tetragrammaton, o Inexprimível, o Superior, teremos: ao princípio do fogo, corresponde o poder supremo, a força suprema; ao princípio primordial do ar a sabedoria, a pureza e a clareza, de cujos aspectos sobressai a regulação universal; ao princípio primordial da água corresponde o amor e a vida eterna, a ao princípio primordial da terra o onipresente, a imortalidade, a com ela a eternidade.

Juntos, esses quatro aspectos formam a divindade superior. O caminho em direção a essa divindade superior será por nós trilhado na prática, gradualmente, começando na esfera mais baixa, até alcançarmos a verdadeira concretização de Deus em nós. Feliz é aquele que a alcança ainda nessa vida. Ninguém deve temer todo esse esforço, pois todos podem alcançar esse objetivo, pelo menos uma vez na vida.

ASCESE

Desde os tempos antigos, todas as religiões, seitas, escolas espiritualistas e sistemas de instrução dão uma grande importância à ascese.

Em alguns sistemas do Oriente a ascese chegou até aos limites do fanatismo, o que pode provocar grandes danos, pois o exagero nesse caso não é natural nem adequado.

[Observação] Logo no início o autor deixa claro que não defende práticas extremas de mortificação ou privação.

A Ascese e os Excessos

Quando a ascese, sob forma de dieta, serve para libertar o corpo de diversas mazelas e impurezas, além de eliminar doenças e equilibrar desarmonias, então a sua utilização é correta.
Mas de qualquer maneira devemos protegê-la de todo o exagero.
Quando alguém trabalha duro fisicamente, é uma loucura suspender a alimentação necessária à manutenção do corpo só por causa da ioga ou de algum outro exercício místico.

Tais extremos levam inevitavelmente a danos de saúde de graves consequências.


Vegetarianismo e Abstinência

O vegetarianismo, na medida em que não é usado como meio para um fim, como por exemplo para a purificação do corpo, não é imprescindível para a evolução ou o progresso espiritual.

Uma abstenção temporária de carne ou de alimentos de origem animal pode ser adotada:

  • Para determinadas operações mágicas;

  • Como preparação para certas práticas;

mas somente por um certo período de tempo.

A mesma coisa vale para a abstenção de relações sexuais.


A Ingestão de Carne

A ideia de que alguém possa assimilar características animalescas através da ingestão de carne é uma grande tolice e tem origem em uma linha espiritualista que não conhece as verdadeiras leis.

O mago não deve dar atenção a esses conceitos.


Moderação e Equilíbrio

Para o seu desenvolvimento mágico-místico o mago deve somente manter:

  • Moderação na comida;

  • Moderação na bebida;

  • Um modo de vida sensato.

Não há prescrições exatas nesse caso, pois a escolha do modo de vida mágico é totalmente individual.

Cada um deve saber:

  • O que lhe é mais adequado;

  • O que pode prejudicá-lo;

e é seu dever sagrado manter tudo em equilíbrio.


Os Três Tipos de Ascese

O autor divide a ascese em três categorias:

Tipo de Ascese

Finalidade

Mental ou Espiritual

Disciplina do pensamento

Anímica ou Astral

Enobrecimento da alma através do domínio das paixões e dos instintos

Material ou Corporal

Harmonização do corpo através de uma vida moderada e natural


Desenvolvimento Harmônico

Sem esses três tipos de ascese, desenvolvidos simultânea e paralelamente, não se pode pensar numa evolução mágica correta.

Nenhum desses três tipos deve ser negligenciado.

Nenhum deve suplantar o outro.

Caso contrário, o desenvolvimento torna-se unilateral.

[Conceito-chave] O equilíbrio entre corpo, alma e espírito aparece novamente como uma das ideias centrais de toda a obra.


Reflexão e Meditação sobre os Fundamentos

O autor aconselha que o estudante não se limite à simples leitura dos fundamentos teóricos da arte mágica.

Tudo o que foi descrito deve tornar-se um patrimônio espiritual através da reflexão e da meditação intensivas.

O futuro mago deverá compreender que a ação dos elementos nos diversos níveis e esferas condiciona toda a vida.

As mesmas forças atuam:

  • No microcosmo e no macrocosmo;

  • No pequeno e no grande;

  • No passageiro e no eterno.


A Visão da Morte

Céu e Inferno

O autor afirma que o mago não deve acreditar num céu nem num inferno.

Segundo ele, essas concepções são utilizadas pelas religiões para manter seus fiéis sob determinada orientação moral.

O temor do inferno e a esperança do céu serviriam como incentivo para que as pessoas pratiquem o bem.

[Observação] Esta é uma posição específica do autor e da tradição hermética apresentada no livro. Ela não corresponde necessariamente à visão das religiões tradicionais citadas ao longo da obra.


Moralidade e Enobrecimento da Alma

Para o homem comum, as prescrições religiosas podem ter utilidade moral.

Para o mago, porém, as leis morais possuem outro objetivo:

  • Enobrecer a alma;

  • Enobrecer o espírito.

Segundo o autor, somente numa alma enobrecida as forças universais podem agir plenamente, sobretudo quando:

  • O corpo está desenvolvido;

  • A alma está desenvolvida;

  • O espírito está desenvolvido.

[Relação com capítulos anteriores] O capítulo encerra retomando praticamente toda a estrutura apresentada anteriormente: corpo, alma e espírito devem ser desenvolvidos juntos; o progresso unilateral é visto como um erro em qualquer etapa da iniciação.

Texto original
1Ascese

Desde os tempos antigos, todas as religiões, seitas, escolas espiritualistas a sistemas de instrução dão uma grande importância à ascese. Em alguns sistemas do Oriente a ascese chegou até aos limites do fanatismo, o que pode provocar grandes danos, pois o exagero nesse caso não é natural nem adequado. Em linhas gerais, a mortificação do corpo é tão unilateral quanto o desenvolvimento de um único lado do corpo em detrimento do outro.

Quando a ascese, sob forma de dieta, serve para libertar o corpo de diversas mazelas a impurezas, além de eliminar doenças a equilibrar desarmonias, então a sua utilização é correta. Mas de qualquer maneira devemos protegê-la de todo o exagero. Quando alguém trabalha duro, fisicamente, é uma loucura suspender a alimentação necessária à manutenção do corpo, só por causa da ioga ou algum outro exercício místico. Tais extremos levam inevitavelmente a danos de saúde de graves conseqüências.

1.1Vegetarianismo e Abstenção

O vegetarianismo, na medida em que não é usado como meio para um fim, como p.e. para a purificação do corpo, não é imprescindível para a evolução ou o progresso espiritual. Uma abstenção temporária de carne ou de alimentos de origem animal pode ser adotada só para determinadas operações mágicas, a também como preparação, mas só por um certo período de tempo. A mesma coisa vale para a abstenção de relações sexuais.

A idéia de que alguém possa assimilar características animalescas através da ingestão de carne é uma grande tolice a tem origem em uma linha espiritualista que não conhece as verdadeiras leis. O mago não deve dar atenção a esses conceitos.

1.2Os Três Tipos de Ascese

Para o seu desenvolvimento mágico-místico o mago deve somente manter uma certa moderação na comida a na bebida a ter um modo de vida sensato. Não há a determinação de prescrições exatas nesse caso, pois a escolha do modo de vida mágico é totalmente individual. Cada um deve saber o que é mais adequado para si e o que pode prejudicá-lo, e é seu dever sagrado manter tudo em equilíbrio. Existem três tipos de ascese: 1) A ascese mental ou espiritual; 2) A ascese anímica ou astral; 3) A ascese material ou corporal. À primeira cabe a disciplina do pensamento, a segunda o enobrecimento da alma através do domínio das paixões a dos instintos, e a terceira a harmonização do corpo através de uma vida moderada a natural. Sem esses três tipos de ascese que devem ser desenvolvidos simultânea e paralelamente, não se pode nem pensar numa evolução mágica correta.

Nenhum desses três tipos deve ser negligenciado, nenhum deve suplantar o outro, para que o desenvolvimento não se tome unilateral. O método para a realização de todos eles será por mim descrito com mais detalhes na parte prática deste livro.

1.3Considerações Finais sobre os Fundamentos Teóricos

Antes de finalizar essa primeira parte, que mostrou todos os fundamentos teóricos da arte mágica, aconselho a todos a não se limitarem a sua simples leitura, mas a fazer de tudo o que foi descrito um patrimônio espiritual através da reflexão a da meditação intensivas.

O futuro mago conseguirá compreender que a ação dos elementos nos diversos níveis a esferas condiciona a vida. Podemos ver que as forças trabalham a atuam tanto no pequeno quanto no grande, portanto no micro a no macrocosmo, no passageiro a no eterno. Sob esse ponto de vista não existe morte, na verdadeira acepção da palavra, mas tudo continua a viver, a se transformar e a se completar de acordo com as leis primordiais. É por isso que o mago não teme a morte, pois a morte física é só uma passagem a uma esfera bem mais sutil, que é o plano astral, e de lá ao plano espiritual.

1.4O Mago e as Leis Morais

Ele não deverá acreditar num céu nem num inferno. Quem se prende a essas crenças são os sacerdotes das diversas religiões, para manter seus fiéis sob a sua tutela. Suas pregações morais servem para despertar o temor diante do inferno, do fogo eterno, e prometer o céu às pessoas boas. Para o homem comum, na medida em que ele se sente estimulado pela religião, essa visão também tem seus lados bons, porque pelo menos o temor do castigo no inferno faz com que ele se esforce em praticar o bem.

Por outro lado, para o mago as leis morais servem para enobrecer a alma e o espírito.

Só numa alma enobrecida é que as forças universais podem agir, principalmente quando o corpo, a alma e o espírito estão instruídos a desenvolvidos.

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO, DA ALMA A DO CORPO
13

INSTRUÇÕES PARA INICIO DA PRÁTICA

Paciência, perseverança e determinação são condições básicas para o desenvolvimento.

DEVEMOS SER:

Com os outros

Conosco mesmos

Generosos

Severos

Amistosos

Duros

Condescendentes

Exigentes

Nunca se deve julgar ou criticar os outros sem antes olhar para si mesmo.

O maior poder reside no silêncio.

Sem esforço não há recompensa.

Texto original
1Instrução Mágica do Espírito, da Alma a do Corpo

Vamos agora entrar na parte prática da iniciação. Não devemos esquecer nunca que o corpo, a alma e o espírito devem ser instruídos simultaneamente, senão não seria possível obtermos a mantermos o equilíbrio mágico. Na parte teórica eu já indiquei várias vezes os perigos de uma instrução unilateral. Não é aconselhável apressar-se, tudo tem o seu tempo.

Paciência, perseverança a determinação são condições básicas para o desenvolvimento. O esforço empregado na própria evolução será mais tarde amplamente recompensado. Quem quiser trilhar os caminhos da magia, deve assumir o dever sagrado de exercitar-se regularmente.

Devemos ser generosos, amistosos a condescendentes com o próximo, mas severos a duros com nós mesmos. Só com esse comportamento é que poderemos ter sucesso na magia. Nunca se deve julgar ou criticar os outros sem antes olhar para si mesmo. Não se deve conceder a ninguém o acesso ao próprio reino; o mago não deve falar sobre a sua caminhada, sua escalada e seu sucesso. O maior poder reside no silêncio, a quanto mais esse mandamento for obedecido, tanto mais acessíveis e facilitados serão os caminhos a essas forças.

Devem os organizar-nos de tal maneira a empregar o máximo tempo possível nessa escalada. Não é necessário permanecer horas tomando cerveja na companhia de pessoas que não têm nada a dizer. O tempo escorre feito água a não volta nunca. Devemos definir um determinado período de tempo para tudo isso, mas este deverá ser mantido de qualquer maneira; as exceções só deverão ser aceitas em casos totalmente inevitáveis. O homem é uma espécie muito apegada aos seus hábitos, a quando se acostuma a um certo horário de exercícios, automaticamente será impelido a cumpri-lo sempre. Assim como se estabelece nele a necessidade de comer, beber a dormir, também os exercícios acabarão por tornar-se um hábito. Só assim ele poderá ter a certeza de ser bem sucedido. Sem esforço não há recompensa.

Ao agrupar as instruções dessa maneira, minha intenção foi considerar as pessoas que estão sempre muito ocupadas, mas quem tiver uma disponibilidade maior de tempo poderá executar dois ou mais exercícios simultaneamente.

GRAU I

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPIRITO (I)

Controle do Pensamento, Disciplina do Pensamento, Domínio do Pensamento

1. Observação do Curso dos Pensamentos

Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã.

Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar.

No início irá perceber que uma grande quantidade desses pensamentos precipitar-se-ão em sua mente, na sua maioria pensamentos relativos a coisas e situações do dia-a-dia, às suas atividades profissionais, suas preocupações em geral.

Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente livre e independente.

Não se trata de perder o curso do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com atenção.


Cuidados Durante o Exercício

Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o exercício.

Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício imediatamente e adiá-lo para uma outra ocasião.

Para permanecer desperto, o autor sugere:

  • Borrifar ou esfregar água fria no rosto e no peito;

  • Fazer algumas respirações profundas antes do exercício.

Com o tempo, o aprendiz descobrirá por si mesmo outras pequenas medidas auxiliares.

[Observação] O objetivo nesta fase não é controlar os pensamentos, mas observá-los sem interferir.

Tempo de Prática

Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito:

De manhã;
À noite.
A cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto.

Meta

Período

Tempo

Início

5 minutos

Após aproximadamente 1 semana

10 minutos

O objetivo é acompanhar e controlar o curso dos pensamentos por até dez minutos sem dispersar-se.

Quem achar esse período insuficiente poderá prolongá-lo de acordo com a própria avaliação.


Resultado Esperado

O aprendiz perceberá que inicialmente os pensamentos passam pela mente em grande velocidade, dificultando sua observação.

Mas, de um exercício a outro:

  • O caos inicial desaparece gradualmente;

  • Os pensamentos tornam-se mais ordenados;

  • Surgem em menor quantidade;

  • Parecem vir de muito longe.

[Conceito-chave] O autor considera este exercício extremamente importante para toda a evolução mágica posterior.

2. Controle dos Pensamentos Indesejados

Depois de aprender a controlar os pensamentos, o exercício seguinte consiste em não permitir que pensamentos insistentes e indesejados aflorem à mente.

Exemplo

Ao retornar à vida privada e familiar:

As preocupações ligadas ao trabalho profissional devem ser desligadas.

No trabalho:

Os pensamentos devem permanecer exclusivamente voltados ao trabalho.
Não devem desviar-se para assuntos domésticos ou privados.
Isso deve ser exercitado até transformar-se em hábito.

Consciência nas Atividades Diárias

Devemos habituar-nos a executar nossas tarefas com a máxima consciência.

Não importa se a tarefa é:

Grande ou pequena;
Importante ou insignificante.
Esse exercício deve ser cultivado ao longo de toda a vida.

Segundo o autor, ele:

Aguça a mente;
Fortalece a memória;
Fortalece a consciência.

3. Fixação de um Único Pensamento

Depois de obter prática no exercício anterior, passa-se ao seguinte:

Escolher um único pensamento, ideia ou imagem e mantê-lo na mente por determinado período.

Deve-se:

Fixá-lo com toda a força;
Rejeitar energicamente todos os outros pensamentos.
No início isso será possível apenas por alguns segundos.
Posteriormente por alguns minutos.

Conseguir fixar um único pensamento durante:

10minutos seguidos.


4. Esvaziamento Total da Mente

Quando o exercício anterior estiver dominado, inicia-se o aprendizado do esvaziamento total da mente.

Procedimento

  • Deite-se confortavelmente.

  • Relaxe o corpo inteiro.

  • Feche os olhos.

  • Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes.

Em sua mente não deve haver nada.

Somente o vazio total.

Fixe esse estado sem se desviar ou distrair.


Objetivo

No início será possível manter esse estado apenas por alguns segundos.

Com prática constante, o desempenho melhora gradualmente.

Meta

Manter o estado de vazio mental por:

10minutos completos , sem distração e sem adormecer.

[Observação] Este é o último exercício da sequência mental apresentada neste grau. Os anteriores preparam gradualmente a mente para alcançar esse estado.

Diário Mágico

Os sucessos, fracassos, tempos de duração dos exercícios e eventuais perturbações deverão ser anotados cuidadosamente num diário mágico.
Esse diário servirá para o controle pessoal da própria escalada.
Quanto mais consciencioso o estudante for na execução dos exercícios, melhor será a assimilação dos restantes.

Recomendações Finais

Elaborar um plano preciso de trabalho para a semana seguinte ou para o dia seguinte.
Cultivar constantemente a auto-crítica.
[Importante] O autor deixa claro neste primeiro exercício que não se deve avançar para a etapa seguinte antes de dominar completamente a anterior. A progressão é gradual e individual.

INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA (I)

Introspecção ou Auto-Conhecimento

A Importância do Auto-Conhecimento

Em nossa casa, assim como em nosso corpo e nossa alma, precisamos sempre saber o que fazer e como fazê-lo.

Por isso nossa primeira tarefa é nos conhecermos a nós mesmos.

Todo sistema iniciático, de qualquer tipo, sempre impõe essa condição.

"Sem o auto-conhecimento não existe uma escalada verdadeira."


O Diário Mágico

Nos primeiros dias da instrução da alma pretendemos ocupar-nos com a parte prática da introspecção, ou auto-conhecimento.

Adote um diário mágico e tome nota de todas as facetas negativas de sua alma.

Esse diário deve ser de seu uso exclusivo e não deve ser mostrado a ninguém.

É um assim chamado livro de controle, só seu.


O Registro dos Defeitos

No autocontrole de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos e outros traços desagradáveis de caráter, você deve ser rígido e duro consigo mesmo.

Não seja condescendente consigo próprio.

Não tente embelezar nenhum de seus defeitos ou deficiências.

Medite e reflita sobre si mesmo.

Desloque-se a diversas situações do passado para lembrar:

  • Como você se comportou;

  • Quais defeitos surgiram;

  • Quais fraquezas se manifestaram.

Tome nota de todas as suas fraquezas, nas suas nuances e variações mais sutis.

Quanto mais você descobrir, tanto melhor.

Nada deve permanecer oculto ou velado.

"Lave a sua alma até que se purifique, dê uma boa varrida em todo o seu lixo."


A Importância Desse Trabalho

Essa auto-análise é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes.

Muitos sistemas ocultos negligenciam-no, e por isso também têm pouco sucesso.

Esse trabalho prévio na alma é a coisa mais importante para o equilíbrio mágico, pois sem ele não há possibilidade de uma escalada regular nessa evolução.


Exercício Diário de Auto-Crítica

Devemos dedicar alguns minutos de nosso tempo:

  • Pela manhã;

  • Ao anoitecer;

ao exercício de nossa auto-crítica.

Além disso, devemos utilizar momentos livres durante o dia para refletir intensamente se ainda há defeitos escondidos.

Ao descobri-los:

"Não hesite, anote-o imediatamente!"


Duração do Exercício

Caso você não consiga descobrir todos os seus defeitos em uma semana, prossiga por mais uma semana com essas pesquisas.

Continue até que o seu assim chamado:

"Registro de Pecados"

esteja definitivamente esquematizado.

Somente depois disso passe ao exercício seguinte.


Classificação dos Defeitos pelos Elementos

Depois de concluir o registro dos defeitos, tente atribuir cada um deles a um dos quatro elementos.

Arranje uma rubrica para cada elemento em seu diário.

Caso exista dúvida, coloque o defeito sob a rubrica:

Indiferente

No decorrer do trabalho de desenvolvimento será possível determinar o elemento correspondente.


Exemplo de Classificação dos Defeitos

Elemento

Defeitos Correspondentes

Fogo

Irritação, ódio, ciúme, vingança, ira

Ar

Leviandade, fanfarronice, supervalorização do ego, bisbilhotice, esbanjamento

Água

Indiferença, fleugmatismo, frieza de sentimentos, transigência, negligência, timidez, teimosia, inconstância

Terra

Susceptibilidade, preguiça, falta de consciência, lentidão, melancolia, falta de regularidade

[Observação] O autor não apresenta essa lista como absoluta. Ela serve como ponto de partida para a autoanálise.

Divisão em Três Graus de Intensidade

Na semana seguinte, reflita sobre cada rubrica e divida-a em três grupos.

Grupo

Característica

1º Grupo

Defeitos mais fortes, que surgem facilmente

2º Grupo

Defeitos menos frequentes e menos intensos

3º Grupo

Defeitos ocasionais e mais fracos

Esse procedimento deve ser feito para todos os elementos, inclusive para os defeitos classificados como indiferentes.

"Trabalhe sempre escrupulosamente, e você verá que vale a pena!"


Classificação das Qualidades Positivas

Devemos proceder exatamente do mesmo modo com as características boas de nossa alma.

Elas também deverão ser classificadas sob as respectivas rubricas dos elementos e divididas nas mesmas três colunas de intensidade.


Exemplo de Classificação das Qualidades

Elemento

Qualidades Correspondentes

Fogo

Atividade, entusiasmo, determinação, ousadia, coragem

Ar

Esforço, alegria, agilidade, bondade, prazer, otimismo

Água

Sensatez, sobriedade, fervor, compaixão, serenidade, perdão, ternura

Terra

Atenção, perseverança, escrupulosidade, sistematização, sobriedade, pontualidade, senso de responsabilidade


Os Dois Espelhos Astrais

Através desse trabalho você obterá dois espelhos astrais da alma:

Espelho

Conteúdo

Espelho Negro

Características anímicas ruins

Espelho Branco

Características anímicas boas e nobres

Esses dois espelhos mágicos devem ser considerados autênticos espelhos ocultos.

Afora o seu proprietário, ninguém tem o direito de olhar para eles.


Atualização Contínua dos Espelhos

Ao longo do trabalho de evolução, caso surja alguma nova característica boa ou ruim, ela poderá ser incluída sob a rubrica correspondente.

Os espelhos não são documentos encerrados, mas instrumentos permanentes de observação.


Finalidade dos Espelhos Mágicos

Esses dois espelhos mágicos dão ao mago a possibilidade de reconhecer com bastante precisão qual dos elementos é predominante em seu caso, tanto no espelho branco quanto no negro.

Esse reconhecimento é necessário para se alcançar o equilíbrio mágico.

[Conceito-chave] Este é provavelmente um dos exercícios mais importantes de todo o primeiro grau. Todo o restante do desenvolvimento posterior será guiado pelo conhecimento obtido através desses dois espelhos.

INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO (I)

O desenvolvimento do invólucro exterior, isto é, do corpo, também deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento do espírito a da alma

"Nenhuma parte de nosso eu deve deixar a desejar, ou ser negligenciada."

ROTINA MATINAL

Logo pela manhã, ao despertar:

Escove o corpo com uma escova macia até que a pele fique levemente avermelhada.

Segundo o autor, com isso:

Abrem-se os poros;
A respiração da pele melhora;
Os rins são em grande parte aliviados de sua sobrecarga.
Depois, lave rapidamente o corpo inteiro, ou pelo menos a parte superior, com água fria.
Enxugue bem o corpo com uma luva ou uma toalha áspera, até que ele fique morno.

Adaptação ao Clima

Principalmente nas estações mais frias, as pessoas mais sensíveis poderão utilizar água tépida ou morna.

Esse procedimento deverá tornar-se um hábito diário e ser mantido por toda a vida.

Segundo o autor, seu efeito é:

  • Refrescante;

  • Eliminador do cansaço.

[Observação] O autor recomenda adaptar a temperatura da água às condições físicas da pessoa, evitando um rigor desnecessário.

Ginástica Matinal

Além disso, deve-se praticar diariamente uma ginástica matinal, pelo menos por alguns minutos.

O autor não descreve exercícios específicos, pois considera que cada pessoa deve escolher aqueles que melhor se adaptem:

  • À sua idade;

  • À sua preferência.

O objetivo principal é obter:

  • Um corpo elástico;

  • Um corpo saudável.

[Relação com os exercícios anteriores] Assim como o espírito é treinado pelo controle do pensamento e a alma pela introspecção, o corpo também recebe uma disciplina própria. Desde o início da obra, o autor insiste que os três desenvolvimentos devem ocorrer paralelamente.

A RESPIRAÇÃO

A Importância da Respiração

Devemos também dar a devida atenção à respiração.

Normalmente, todo ser vivo respira; sem a respiração não há vida.

Segundo o autor, o mago deve compreender que a respiração não é apenas um processo fisiológico, mas também um processo relacionado aos quatro elementos e ao princípio do Akasha.

Assim como a alimentação, a respiração é quadripolar e quadri-elementar, servindo para manter o corpo vivo.

Os Elementos na Respiração

O autor relaciona a respiração aos elementos da seguinte forma:

Elemento

Correspondência

Fogo

Oxigênio

Água

Nitrogênio

Ar

Elemento mediador

Terra

Liga o oxigênio e o nitrogênio

Akasha

Elemento regulamentador (Princípio primordial)

Assim como ocorre na natureza, a respiração também envolve os fluidos elétrico e magnético e sua polaridade.


Respiração Inconsciente e Respiração Consciente

Respiração normal (inconsciente)

Na respiração comum, apenas a quantidade necessária de matéria dos elementos é levada ao corpo para sua manutenção.

A assimilação adapta-se naturalmente à8s necessidades do organismo.

Respiração consciente

Na respiração consciente ocorre algo diferente.

"Se deslocarmos, para o ar a ser respirado, pensamentos, ideias ou imagens, abstratos ou concretos, eles serão captados pelo princípio akáshico do ar."

Segundo o autor, essas ideias são conduzidas pelos fluidos elétrico e magnético juntamente com o ar inspirado.

O Processo Segundo o Autor

Após passar pelos pulmões e alcançar a circulação sanguínea, o ar inspirado exerce dois papéis:

  1. A parte material dos elementos serve para a manutenção do corpo.

    O fluido eletromagnético impregnado pelo pensamento é conduzido:

    Pela matriz astral ao corpo astral;
    Pela matriz mental ao espírito.
    [Observação] Essa descrição faz parte do modelo teórico apresentado pelo autor ao longo do livro, relacionando respiração, matrizes e planos sutis.

    Entretanto, alerta que muitas pessoas prejudicaram a própria saúde realizando exercícios respiratórios extremos, principalmente sem orientação de um mestre experiente.

    Segundo ele:

    "Não se trata da quantidade de ar inspirado, mas sim da qualidade da ideia que transferimos ao material aéreo."

    Por isso:

    • Não é necessário inspirar grandes quantidades de ar.

    • Não se deve sobrecarregar inutilmente os pulmões.

    • Os exercícios devem ser realizados devagar e tranquilamente.


    Exercício de Respiração Consciente

    Preparação

    • Sente-se confortavelmente.

    • Relaxe todo o corpo.

    • Respire pelo nariz.


    Visualização

    Imagine que, junto com o ar inspirado, estão sendo transferidos ao seu corpo, através dos pulmões e do sangue:

    • Saúde;

    • Paz;

    • Serenidade;

    • Sucesso;

    ou qualquer outra qualidade que você deseje alcançar.

    A imagem deve ser tão intensa que o desejo pareça quase real.

    "Você não pode ter a mínima dúvida a esse respeito."


    Quantidade de Respirações

    O autor recomenda iniciar com:

    Horário

    Respirações

    Manhã

    7

    Noite

    7

    Depois, aumentar gradualmente:

    • Uma respiração pela manhã;

    • Uma respiração à noite;

    • A cada dia.

    Nunca se deve apressar nem exagerar.


    Escolha dos Desejos

    O autor recomenda trabalhar apenas um desejo de cada vez.

    "Só passe a imaginar outro desejo quando o primeiro for totalmente realizado."

    No início, aconselha evitar desejos egoístas.

    Sugere concentrar-se em qualidades como:

    • Serenidade;

    • Saúde;

    • Paz;

    • Sucesso.


    Tempo do Exercício

    Segundo o autor:

    • No início, os progressos podem aparecer em aproximadamente sete dias para alguns praticantes.

    • Outros poderão levar semanas ou meses.

    Isso dependerá:

    • Da disposição do praticante;

    • Da força do pensamento;

    • Do tipo de desejo escolhido.

    O exercício respiratório não deve ultrapassar meia hora.

    Posteriormente, dez minutos, em média, serão suficientes.

    [Conceito-chave] Neste exercício, o autor enfatiza repetidamente que o fator mais importante não é a quantidade de ar respirado, mas a intensidade e a clareza da ideia associada à respiração.

    ASSIMILAÇÃO CONSCIENTE DE NUTRIENTES

    A Assimilação dos Nutrientes

    A assimilação de nutrientes pelo corpo ocorre do mesmo modo que a assimilação do ar.

    São os mesmos processos, só que na assimilação de nutrientes os efeitos são mais palpáveis e densos.

    Os desejos transferidos à alimentação têm um efeito particularmente forte a nível material, pois estão sujeitos às irradiações densas e materiais dos elementos.

    Por isso, se o mago quiser alcançar algo em relação ao seu corpo ou tiver outros desejos materiais, deverá levar em conta esse aspecto.

    [Relação com o exercício anterior] Assim como a respiração consciente impregna o ar com um desejo, este exercício consiste em impregnar o alimento antes de ingeri-lo.

    O Exercício

    Preparação

    Sente-se diante de um prato com o alimento que você pretende ingerir naquele momento.

    Concentre seu pensamento o mais intensamente que puder, materializando o seu desejo no alimento com toda a força, como se esse desejo já tivesse se realizado.


    Impregnação do Alimento

    Se você estiver sozinho, sem ninguém que o observe ou perturbe, poderá manter as mãos postas sobre o alimento, abençoando-o.

    Se não houver essa possibilidade:

    • Concentre o desejo na comida; ou

    • Feche os olhos.

    Segundo o autor, isso pode dar a impressão de que você está rezando diante do alimento, e acrescenta:

    "...na verdade, é isso mesmo o que acontece."


    Durante a Refeição

    Comece a comer devagar, mas conscientemente.

    Mantenha a convicção interior de que o desejo, junto com o alimento, está penetrando em seu corpo até o último de seus nervos.

    "O que para os cristãos representa a comunhão, deve ser para você a assimilação do alimento, portanto, um ato sagrado."


    Recomendações Durante a Alimentação

    Para a evolução mágica, o autor recomenda:

    • Não comer apressadamente.

    • Impregnar qualquer comida ou bebida com o desejo escolhido.

    • Consumir totalmente o alimento ou a bebida impregnados.


    O Que Evitar

    Durante a refeição, o autor orienta que:

    • Não se leia enquanto se come.

    • Não se converse durante a refeição.

    • Não se fale enquanto se come.

    O pensamento deve permanecer fixo no desejo escolhido.


    Manter Sempre o Mesmo Desejo

    Também devemos tomar cuidado para que não apareça nenhum outro desejo contrapondo-se ao primeiro.

    Exemplo apresentado pelo autor:

    • Se durante a respiração consciente o desejo escolhido foi saúde, não se deve concentrar em sucesso durante a refeição.

    O mais conveniente é pensar sempre no mesmo desejo durante:

    • A respiração;

    • A alimentação.

    Segundo o autor, isso evita oscilações opostas de irradiações no corpo.

    "Quem tenta caçar dois coelhos de uma só vez, acaba não pegando nenhum."


    Relação com a Eucaristia

    Quem se concentra no Mistério da Eucaristia durante a assimilação consciente do alimento encontrará aqui uma conexão análoga.

    O autor cita as palavras de Cristo:

    "Tomai e comei, essa é minha carne; tomai e bebei, esse é meu sangue."

    Segundo ele, essas palavras revelam, nesse contexto, um significado mais verdadeiro e profundo.

    [Observação] O autor estabelece uma analogia entre este exercício e a comunhão cristã. Trata-se de uma interpretação hermética apresentada na obra, utilizando a Eucaristia como exemplo de assimilação consciente e sagrada, sem pretender explicar a doutrina cristã em si.

    A MAGIA DA ÁGUA

    A Importância do Elemento Água

    Não é só na vida diária que a água representa um dos papéis mais importantes, por exemplo, para beber, para a preparação dos alimentos, para lavar e para a preparação de vapor nas fábricas, mas também em nosso desenvolvimento mágico, onde o elemento água pode se tornar um fator essencial.

    Como mencionado na parte teórica, atribui-se ao elemento água o magnetismo, ou a força de atração.

    É justamente essa característica que pretendemos utilizar no desenvolvimento mágico.


    A Água como Acumulador

    Não só a água, mas todos os líquidos têm a propriedade específica da atração e, por causa da contração, retêm tanto as influências boas quanto as más.

    Por isso, o elemento água pode ser visto como um acumulador.

    Segundo o autor:

    • Quanto mais fria a água, maior sua capacidade de acumulação.

    • Essa capacidade torna-se máxima em torno de 4 °C acima de zero.

    • À medida que a água aquece, sua capacidade de assimilação diminui.

    • Entre 36 °C e 37 °C, ela torna-se neutra para o magnetismo.

    [Observação] Essas afirmações fazem parte do sistema mágico apresentado pelo autor e não correspondem a princípios estabelecidos pela ciência moderna.

    Magnetização e Impregnação

    O autor faz uma distinção importante.

    Magnetização

    Depende da capacidade acumulativa do elemento água.

    Impregnação

    Pode ser feita em qualquer objeto e a qualquer temperatura.

    Assim, um pedaço de pão, uma sopa quente, um café ou um chá podem ser impregnados com um desejo.

    Nesse caso, a impregnação não depende da temperatura da água, mas do princípio do Akasha atuando através do fluido eletromagnético.

    [Conceito-chave] O autor diferencia claramente magnetizar de impregnar , tratando-os como processos distintos.

    Primeiro Exercício – Lavagem Purificadora

    Todas as vezes em que lavamos as mãos, devemos imaginar intensamente que, com a água, lavamos não só a sujeira do corpo, mas também a da alma.

    Devemos imaginar, por exemplo, que estão sendo lavados:

    • O fracasso;

    • A ansiedade;

    • A insatisfação;

    • A doença.

    Tudo isso sendo transferido para a água.

    O autor recomenda lavar-se, de preferência, sob uma torneira, imaginando que, juntamente com a água, também escorrem os problemas e as fraquezas.


    Quando Utilizar uma Bacia

    Se houver apenas uma bacia disponível:

    • Jogue a água fora imediatamente após o uso.

    • Não permita que outra pessoa a utilize.

    Outra possibilidade é mergulhar as mãos na água fria durante algum tempo, concentrando-se na ideia de que todas as fraquezas do corpo e da alma estão sendo atraídas pela força magnética da água.

    Depois, essa água também deverá ser descartada.

    "Convença-se de que todos os fracassos serão transferidos à água."


    Banho em Rio

    Segundo o autor, o exercício torna-se especialmente eficaz quando realizado no verão, durante um banho de rio.

    Nesse caso recomenda-se submergir todo o corpo, com exceção da cabeça.


    Segundo Exercício – Água Impregnada

    O mesmo exercício pode ser realizado de forma inversa.

    Antes da lavagem, deve-se:

    • Magnetizar ou impregnar a água com o desejo escolhido.

    • Convencer-se firmemente de que essa força será transferida ao corpo durante a lavagem.

    Quem tiver disponibilidade poderá combinar os dois exercícios:

    1. Eliminar as influências negativas utilizando uma primeira água.

    2. Lavar-se em seguida com outra água previamente impregnada com o desejo escolhido.

    No primeiro caso, o autor recomenda utilizar sabão.


    Aplicação para a Pele

    O autor apresenta uma terceira possibilidade, dirigida especialmente às mulheres.

    Durante a lavagem do rosto, deve-se concentrar o magnetismo na ideia de que a água torna a pele:

    • Mais fresca;

    • Mais jovem;

    • Mais elástica;

    • Mais atraente.

    Para isso recomenda:

    • Mergulhar o rosto na água por alguns segundos;

    • Repetir o procedimento pelo menos sete vezes.

    Acrescenta que também pode ser colocada na água uma pequena quantidade de bórax.

    [Observação] O texto atribui esse exercício especificamente às mulheres, refletindo o contexto histórico em que a obra foi escrita. O princípio descrito pelo autor poderia ser aplicado, segundo sua própria lógica, a qualquer pessoa.

    Banho Magnético dos Olhos

    O autor apresenta ainda o chamado banho magnético dos olhos.

    Procedimento

    • Pela manhã, mergulhar o rosto em um recipiente meio cheio de água amanhecida ou fervida no dia anterior.

    • Abrir os olhos dentro da água.

    • Movimentar os olhos em todas as direções.

    • Repetir o exercício sete vezes.

    Segundo o autor, o ardor inicial desaparece assim que os olhos se acostumam com a água.

    Para pessoas com fraqueza visual, recomenda acrescentar uma infusão de eufrásia (Herba Euphrasia).


    Efeitos Atribuídos ao Exercício

    Segundo o autor, esses banhos oculares:

    • Tornam os olhos mais resistentes às mudanças climáticas;

    • Eliminam a fraqueza visual;

    • Fortalecem a visão;

    • Tornam os olhos claros e luminosos.

    Ele ressalta que a água utilizada deve ser previamente impregnada com o pensamento ou desejo escolhido.

    Acrescenta ainda que aprendizes mais evoluídos, que estejam desenvolvendo a clarividência, podem utilizar essa técnica como parte desse treinamento.

    [Observação] As alegações sobre melhora da visão e desenvolvimento da clarividência pertencem ao sistema hermético descrito pelo autor e não constituem tratamentos médicos comprovados. Caso haja problemas oculares, é importante buscar avaliação de um oftalmologista.

    1 Controle do Pensamento

    • Observar o curso dos pensamentos.

    • Praticar duas vezes ao dia.

    • Duração: de 5 a 10 minutos.

    2 Disciplina do Pensamento

    • Não permitir que pensamentos indesejados aflorem.

    • Fixar um único pensamento escolhido.

    • Exercitar o estado de vazio ou ausência de pensamentos.

    3 Domínio do Pensamento

    • Adotar um diário mágico.

    • Praticar a autocrítica.

    • Planejar os processos de pensamento para o dia seguinte ou para a semana seguinte.

    [Observação] Ao longo do capítulo, esses três exercícios são apresentados em sequência: primeiro observar os pensamentos, depois controlá-los e, por fim, dominar completamente a atividade mental.

    II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA

    1 Introspecção ou Auto-Conhecimento

    • Autoanálise.

    • Registro dos defeitos.

    • Registro das qualidades.

    2 Montagem dos Espelhos da Alma

    Elaborar:

    • Espelho Negro (defeitos).
      Espelho Branco (qualidades).

      Cada espelho deve ser organizado conforme:

      Elemento

      Classificação

      Fogo

      3 níveis de intensidade

      Ar

      3 níveis de intensidade

      Água

      3 níveis de intensidade

      Terra

      3 níveis de intensidade


III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO

  1. Adoção de um estilo de vida normal e sensato.

  2. Ginástica matinal.

  3. Exercício respiratório consciente.

  4. Alimentação consciente.

  5. Magia da água.


Tempo de Prática

Para cada um desses exercícios está previsto um período de quatorze dias a um mês.

Esse período é indicado para pessoas de aptidão média.

Para aqueles que já praticaram algum tipo de concentração ou meditação, esse tempo deve ser suficiente.

Para os iniciantes, o tempo de prática deve ser prolongado de acordo com a necessidade, pois todas as conquistas dependem da individualidade de cada um.


Regra Fundamental

"Seria inútil passar de um grau a outro sem ter elaborado corretamente o anterior e dominá-lo totalmente."

[Conceito-chave] Esta é uma das regras mais importantes de toda a obra: o progresso deve ser gradual. O domínio completo do Grau I é apresentado como condição indispensável para iniciar o Grau II.

Texto original
1Instrução Mágica do Espírito (I)
Controle do Pensamento, Disciplina do Pensamento, Domínio do Pensamento
1.1Observação do Curso dos Pensamentos

Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã. Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar. No início irá perceber que uma grande quantidade desses pensamentos precipitar-seão em sua mente, na sua maioria pensamentos relativos a coisas a situações do dia-a-dia, às suas atividades profissionais, suas preocupações em geral. Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente livre a independente. Conforme o estado de ânimo e a situação em que você se encontrar no momento, esse exercício será mais ou menos difícil de realizar. Não se trata de perder o curso do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com atenção. Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o exercício.

Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício imediatamente a adiá-lo para uma outra ocasião, quando então assumiremos o compromisso de não nos deixarmos dominar pelo cansaço. Para não perder o seu tempo precioso, os indianos, por exemplo, borrifam ou esfregam água fria no rosto a no peito, a assim conseguem permanecer despertos. Algumas respirações profundas antes do exercício também eliminam e previnem o cansaço e a sonolência.

Com o tempo, o aprendiz descobrirá por si mesmo essas a outras pequenas medidas auxiliares. Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito de manhã e à noite, e a cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto, para que em uma semana possamos acompanhar a controlar o curso de nossos pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersarmos. Esse período de tempo foi determinado para o homem mediano, comum. Quem achá-lo insuficiente pode prolongá-lo de acordo com a própria avaliação.

De qualquer modo deve-se avançar com prudência, pois não há motivos para pressa; em cada pessoa o desenvolvimento ocorre de forma bastante individual. Mas não se deve de jeito nenhum seguir adiante antes de dominar totalmente o exercício anterior.

O aprendiz atencioso perceberá como inicialmente os pensamentos vão sobressaltálo, passando por sua mente em grande velocidade a dificultando a sua captação. Mas de um exercício a outro ele constatará que o caos inicial irá desaparecendo aos poucos a eles ficarão mais ordenados, até que só uns poucos surgirão na sua mente como que vindos de muito longe.

Devemos dedicar a máxima atenção a esse trabalho de controle do pensamento, pois ele é extremamente importante para a evolução mágica, o que mais tarde se evidenciará por si mesmo.

1.2A Instrução Mental: Não Permitir Pensamentos Indesejados

Pressupondo-se que o exercício em questão foi suficientemente elaborado a que todos já conseguem dominar a sua prática, podemos prosseguir com mais uma instrução, que é a instrução mental.

Já aprendemos a controlar nossos pensamentos. O exercício seguinte consiste em não permitir que pensamentos insistentes e indesejados aflorem em nossas mentes. Por exemplo, ao retornarmos à nossa vida privada a familiar, devemos estar em condições de evitar as preocupações ligadas ao nosso trabalho profissional. Todos os pensamentos que não pertencem à nossa vida privada devem ser desligados, a devemos imediatamente nos transformar em outras pessoas.

E vice-versa, na nossa atividade profissional devemos direcionar nossos pensamentos exclusivamente ao trabalho a não permitir que se desviem para outros locais, como o ambiente doméstico ou privado, ou qualquer outro. Isso deve ser exercitado até transformar-se num hábito.

Devemos sobretudo habituar-nos a executar nossas tarefas, no trabalho ou na vida privada, com a máxima consciência, sem levar em conta o fato de se tratar de algo grande, importante, ou de uma coisa insignificante, pequena. Esse exercício deve ser cultivado ao longo de toda a vida, pois ele aguça a mente a fortalece a memória e a consciência.

1.3Fixação de uma Única Idéia

Depois de obtermos uma certa prática na execução desse exercício, podemos passar ao próximo, que consiste em fixar uma única idéia por um certo período de tempo, a reprimir com firmeza outros pensamentos que vêm se juntar a ela na mente, com violentos sobressaltos. Escolha um pensamento ou uma idéia qualquer de sua preferência, ou então uma imagem. Fixe-a com toda a força, a rejeite energicamente todos os outros pensamentos que não tenham nada a ver com os do exercício. No início, você só conseguirá fazer isso por alguns segundos, a posterior mente, por alguns minutos. Você tem que conseguir fixar um único pensamento a acompanhá-lo por no mínimo dez minutos seguidos.

1.4O Esvaziamento Total da Mente

Se for bem sucedido em seu intento, estará maduro para mais um exercício, que consistirá no aprendizado do esvaziamento total da mente. Deite-se confortavelmente num sofá ou numa cama, ou então sobre uma cadeira reclinável, a relaxe o corpo inteiro. Feche os olhos. Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes. Em sua mente não deve haver nada, somente o vazio total. Fixe esse estado de vazio total, sem se desviar ou se distrair. No início você só conseguirá manter isso durante alguns segundos, mas exercitando-se constantemente conseguirá um melhor desempenho. O objetivo do exercício será alcançado quando você conseguir manter-se nesse estado durante dez minutos completos, sem se distrair ou adormecer.

1.5O Diário Mágico e o Planejamento

Seus sucessos, fracassos, tempos de duração dos exercícios e eventuais perturbações deverão ser anotados cuidadosamente num diário mágico. (Mais detalhes sobre isso serão apresentados no item "Instrução Mágica da Alma"). Esse diário servirá para o controle pessoal de sua escalada. Quanto mais consciencioso você for na consecução dos exercícios aqui descritos, tanto melhor será a sua assimilação dos restantes.

Elabore um plano preciso de trabalho para a semana entrante ou para o dia seguinte. E principalmente, cultive a auto-crítica.

2Instrução Mágica da Alma (I)
Introspecção ou Auto-Conhecimento
2.1A Necessidade do Auto-Conhecimento

Em nossa casa, assim como em nosso corpo a nossa alma, precisamos sempre saber o que fazer a como faze-lo. Por isso nossa primeira tarefa é nos conhecermos a nós mesmos. Todo sistema iniciático, de qualquer tipo, sempre impõe essa condição. Sem o auto-conhecimento não existe uma escalada verdadeira.

2.2O Diário Mágico e o Registro dos Defeitos

Nos primeiros dias da instrução da alma pretendemos ocupar-nos com a parte prática da introspecção, ou auto-conhecimento. Adote um diário mágico a tome nota de todas as facetas negativas de sua alma. Esse diário deve ser de seu use exclusivo a não deve ser mostrado a ninguém; é um assim chamado livro de controle, só seu. No autocontrole de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos a outros traços desagradáveis de caráter, você deve ser rígido e duro consigo mesmo. Não seja condescendente consigo próprio, não tente embelezar nenhum de seus defeitos a deficiências. Medite a reflita sobre si mesmo, desloque-se a diversas situações do passado para lembrar como você se comportou aqui ou ali, quais os defeitos a deficiências que surgiram nessa ou naquela situação. Tome nota de todas as suas fraquezas, nas suas nuances a variações mais sutis. Quanto mais você descobrir, tanto melhor. Nada deve permanecer oculto ou velado, quer sejam defeitos a fraquezas mais evidentes ou mais sutis. Aprendizes especialmente dotados conseguiam descobrir centenas de defeitos nos matizes mais tênues; dispunham de uma boa capacidade de meditação a de penetração profunda na própria alma. Lave a sua alma até que se purifique, dê uma boa varrida em todo o sua lixo.

Essa auto-análise é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes. Muitos sistemas ocultos negligenciam-no, a por isso também têm pouco sucesso. Esse trabalho prévio na alma é a coisa mais importante para o equilíbrio mágico, pois sem ele não há possibilidade de uma escalada regular nessa evolução. Devemos dedicar alguns minutos de nosso tempo, na parte da manhã a também à noitinha, ao exercício de nossa autocrítica.

Dedique-lhe também alguns instantes livres de seu dia; use esse tempo para refletir intensamente se ainda há alguns defeitos escondidos, a ao descobri-los coloque-os imediatamente no papel, para que nenhum deles fique esquecido. Sempre que topar com algum defeito, "Não hesite, anote-o imediatamente!"

Caso você não consiga descobrir todos os seus defeitos em uma semana, prossiga por mais uma semana com essas pesquisas até que o seu assim chamado "registro de pecados" esteja definitivamente esquematizado. Depois de conseguir isso em uma ou duas semanas passe para o exercício seguinte.

2.3A Atribuição dos Defeitos aos Quatro Elementos

Através de uma reflexão precisa, tente atribuir cada um dos defeitos a um dos quatro elementos. Arranje uma rubrica, em seu diário, para cada um dos elementos, a anote abaixo dela os defeitos correspondentes. Coloque aqueles defeitos sobre os quais você tiver alguma dúvida, sob a rubrica "indiferente". No decorrer do trabalho de desenvolvimento, você terá condições de determinar o elemento correspondente a cada um de seus defeitos.

Assim por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo os seguintes defeitos: irritação, ódio, ciúme, vingança, ira. Ao elemento ar atribuirá a leviandade, a fanfarronice, a supervalorização do ego, a bisbilhotice, o esbanjamento; ao elemento água, a indiferença, o fleugmatismo, a frieza de sentimentos, a transigência, a negligência, a timidez, a teimosia, a inconstância. Ao elemento terra atribuirá a susceptibilidade, a preguiça, a falta de consciência, a lentidão, a melancolia, a falta de regularidade.

2.4A Divisão dos Defeitos em Três Graus de Intensidade

Na semana seguinte, reflita sobre cada uma das rubricas e divida-a em três grupos. No primeiro grupo coloque os defeitos mais evidentes, que o influenciam com mais força, a que surgem já na primeira oportunidade, ou ao menor estímulo. No segundo grupo coloque aqueles defeitos que surgem mais raramente a com menos força. E no terceiro, na última coluna, coloque finalmente aqueles defeitos que chegam à expressão só de vez em quando e em menor escala. Isso deve ser feito desse modo também com todas as outras rubricas de elementos, inclusive com os defeitos indiferentes. Trabalhe sempre escrupulosamente, a você verá que vale a pena!

2.5As Características Boas e os Dois Espelhos Astrais

É exatamente desse modo que devemos proceder com as características boas de nossa alma. Elas também deverão ser classificadas sob as respectivas rubricas dos elementos; a não esqueça das três colunas. Assim, por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo a atividade, o entusiasmo, a determinação, a ousadia, a coragem. Ao elemento ar atribuirá o esforço, a alegria, a agilidade, a bondade, o prazer, o otimismo, a ao elemento água a sensatez, a sobriedade, o fervor, a compaixão, a serenidade, o perdão, a ternura.

Finalmente, ao elemento terra atribuirá a atenção, a perseverança, a escrupulosidade, a sistematização, a sobriedade, a pontualidade, o senso de responsabilidade.

Através desse trabalho você obterá dois espelhos astrais da alma, um negro com as características anímicas ruins, a um branco com os traços bons a nobres do seu caráter.

Esses dois espelhos mágicos devem ser considerados dois autênticos espelhos ocultos, e afora o seu proprietário, ninguém tem o direito de olhar para eles. Devemos observar mais uma vez que o seu proprietário deve estar motivado a trabalhar de modo preciso a consciencioso no seu espelho mágico verdadeiro. Caso lhe ocorra, ao longo de seu trabalho de evolução, mais uma ou outra característica boa ou ruim, ele ainda poderá incluí-la sob a rubrica correspondente. Esses dois espelhos mágicos dão ao mago a possibilidade de reconhecer, com bastante precisão, qual dos elementos é o predominante em seu caso, no espelho branco ou no negro. Esse reconhecimento é necessário para se alcançar o equilíbrio mágico, a mesmo a evolução posterior do aprendiz será sempre guiada por ele.

3Instrução Mágica do Corpo (I)
O Corpo Material ou Carnal
3.1Cuidados Matinais com o Corpo

O desenvolvimento do invólucro exterior, isto é, do corpo, também deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento do espírito a da alma. Nenhuma parte de nosso eu deve deixar a desejar, ou ser negligenciada. Logo pela manhã, ao despertar, escove o corpo com uma escova macia até que a pele fique levemente avermelhada. Com isso abrem-se os poros a você conseguirá respirar melhor. Além disso os rins serão em grande parte aliviados de sua sobrecarga. Depois, lave rapidamente o corpo inteiro, ou pelo menos a sua parte de cima com água fria enxugando-o bem com uma luva ou uma toalha áspera, até que fique morno.

Principalmente nas estações mais frias, as pessoas mais sensíveis poderão utilizar água tépida ou morna. Esse procedimento deverá tornar-se um hábito diário a ser mantido por toda a vida. O seu efeito é refrescante a elimina o cansaço.

Além disso, deve-se praticar diariamente uma ginástica matinal, pelo menos por alguns minutos, para que o corpo fique flexível. Não pretendo aqui descrever exercícios especiais de ginástica, pois cada um deve escolher aqueles que se adaptarem melhor à sua idade a preferência. Nesse caso, o objetivo principal é obter um corpo elástico a saudável.

3.2O Mistério da Respiração

Devemos também dar a devida atenção à respiração. Normalmente, todo ser vivo respira; sem a respiração não há vida. Naturalmente o mago precisa saber mais do que só isso, ele precisa saber que inspira oxigênio com nitrogênio, que é absorvido pelo pulmão a expirado depois em forma de nitrogênio. Sem respiração e alimentação o pulmão não sobrevive. Tudo o que precisamos para a vida a tudo o que a mantém, portanto a respiração e a nutrição, é quadripolar a quadri-elementar, somado ao quinto elemento ou o princípio do Akasha, conforme descrito na parte teórica sobre os elementos. O ar que respiramos possui um grau de densidade mais sutil do que aquele da nutrição densa, material. Porém, segundo as leis universais ambos são da mesma natureza, i.e. quadripolares, a servem para manter o corpo vivo. Examinemos a respiração:

O oxigênio está subordinado ao elemento fogo e o nitrogênio ao elemento água. O elemento ar é o elemento mediador e o elemento terra o que liga o oxigênio e o nitrogênio.

O quinto elemento, Akasha ou elemento entérico é o elemento regulamentador, o princípio primordial ou divino. Assim como no grande Universo, na natureza, nesse caso também os elementos têm seus fluidos elétrico a magnético, sua polaridade. Na respiração normal ou inconsciente, só a quantidade de matéria dos elementos necessária para a manutenção normal do corpo é levada a ele. Aqui também a assimilação se adapta de acordo com a utilização da matéria dos elementos. Mas com a respiração consciente ocorre o contrário.

Se deslocarmos, para o ar a ser respirado, pensamentos, idéias ou imagens, abstratos ou concretos, eles serão captados pelo princípio akáshico do ar em questão a levados através dos fluidos elétrico e magnético até a matéria aérea. Ao passar pelos pulmões a ser levada às veias, essa matéria aérea impregnada representa um duplo papel. Primeiro, as partes materiais dos elementos servem para a manutenção do corpo; segundo, o fluido eletromagnético carregado com o pensamento, a idéia ou a imagem, conduz o ar eletromagnético tingido por essas idéias para fora da circulação, através da matriz astral até o corpo astral, a de lá, reflexivamente, através da matriz mental até o espírito imortal.

Com isso nós elucidamos o mistério da respiração do ponto de vista mágico. Muitas linhas esotéricas usam uma respiração consciente instruída, como por exemplo o sistema da Hatha Ioga, até mesmo sem conhecer o processo com exatidão. Muitos já prejudicaram a saúde com seus exercícios respiratórios extremados, principalmente executando essas práticas sem a orientação de um mestre experiente (um guru).

Leitores inexperientes podem ter se deixado induzir por essas práticas, talvez por terem vislumbrado nelas uma conquista rápida dos poderes ocultos. Porém estes podem ser conquistados pelo mago com muito mais facilidade a rapidez, se ele assim o desejar,através do sistema iniciático universal descrito em detalhes nesta obra.

3.3O Exercício Respiratório Consciente

Como podemos ver, não se trata nesse caso da quantidade de ar inspirado, mas sim da qualidade da idéia que transferimos ao material aéreo. Por isso não é necessário, a nem mesmo aconselhável, bombear muito ar aos pulmões sobrecarregando-os inutilmente.

Você deve realizar seus exercícios respiratórios sem qualquer pressa, devagar a tranqüilamente.

Sente-se confortavelmente, relaxe o corpo todo a respire pelo nariz. Imagine que junto com o ar inspirado estão sendo transferidos ao seu corpo, através dos pulmões a do sangue, bastante saúde, paz, serenidade, sucesso, ou qualquer outra coisa que você deseja muito alcançar. A imagem deve ser tão intensa e o ar inspirado tão impregnado com o desejo, que este deve ser quase real. Você não pode ter a mínima dúvida a esse respeito.

Para não arrefecer, é suficiente começar com sete respirações pela manhã e sete à noite, a dentro das possibilidades, aumentá-las gradativamente em uma pela manhã a uma à noite, a cada dia que passa. Nunca se apresse, a também não exagere, pois tudo tem o seu tempo. De qualquer modo, só passe a imaginar outro desejo quando o primeiro for totalmente realizado.

Para o aluno talentoso, os progressos começarão a se evidenciar no mínimo em sete dias; tudo depende do seu grau de disposição a da força do seu pensamento. Alguns aprendizes levarão semanas ou até meses para a realização de seus desejos. Até mesmo o tipo de desejo possui neste caso um papel importante. Por isso aconselhamos no início a não desejar coisas egoístas, devemos nos limitar a desejos tais como: serenidade, saúde, paz a sucesso. Os exercícios respiratórios não devem ultrapassar o tempo de meia hora; mais tarde serão suficientes dez minutos, em média.

3.4Assimilação Consciente de Nutrientes

A assimilação de nutrientes pelo corpo ocorre do mesmo modo que a assimilação do ar. São os mesmos processos, só que na assimilação de nutrientes os efeitos são mais palpáveis e densos. Os desejos transferidos à alimentação têm um efeito particularmente forte a nível material, pois estão sujeitos às irradiações densas a materiais dos elementos. Por isso, se o mago quiser alcançar algo em relação ao seu corpo ou tiver outros desejos materiais, deverá levar em conta esse aspecto.

Sente-se diante de um prato com o alimento que você pretende ingerir naquele momento, a concentre seu pensamento o mais intensamente que puder, materializando o seu desejo no alimento com toda a força, como se esse desejo já tivesse se realizado. Se você estiver sozinho, sem ninguém que o observe ou perturbe, poderá manter as mãos postas sobre o alimento, abençoando-o. Se não houver essa possibilidade, então concentre na comida o seu desejo ou feche os olhos. Isso poderá criar a impressão de que você está rezando diante do alimento, o que não lhe acarretará maiores problemas; a na verdade, é isso mesmo o que acontece. Então comece a comer devagar mas conscientemente, com a convicção interior de que efetivamente o desejo, junto com o alimento, está penetrando em seu corpo até o último de seus nervos. O que para os cristãos representa a comunhão, deve ser para você a assimilação do alimento, portanto, um ato sagrado.

Para a evolução mágica não é conveniente comer apressadamente. Todos as comidas a bebidas são adequadas para a impregnação mágica de desejos, a todas as comidas a bebidas impregnadas devem ser totalmente ingeridas, isto é, não deve sobrar nada. Nunca se deve ler durante as refeições; infelizmente muitas pessoas têm esse péssimo hábito.

Também não se deve conversar ou falar enquanto se come; devemos comer sempre mantendo o pensamento fixo em nosso desejo. Além disso devemos tomar cuidado para que não apareça nenhum outro desejo contrapondo-se ao primeiro, como por exemplo, quando desejamos saúde durante a respiração consciente ou mágica, não devemos nos concentrar no desejo de sucesso durante a refeição.

O mais conveniente é pensarmos sempre no mesmo desejo, durante a respiração a também durante a refeição, para não provocar oscilações opostas de irradiações em nosso corpo. Nesse caso vale o ditado: "Quem tenta caçar dois coelhos de uma só vez, acaba não pegando nenhum." Quem se concentra no Mistério da Eucaristia durante a assimilação consciente do alimento encontrará aqui uma conexão análoga. As palavras de Cristo: "Tomai a comei, essa é minha carne; tomai e comei, esse é meu sangue", mostrar-se-ão em seu significado mais verdadeiro a profundo.

3.5A Magia da Água

Não é só na vida diária que a água representa um dos papéis mais importantes, por exemplo, para beber, para a preparação dos alimentos, para lavar, para a preparação de vapor nas fábricas, mas também em nosso desenvolvimento mágico, onde o elemento água pode se tornar um fator essencial. Como mencionamos na parte teórica, atribui-se ao elemento água o magnetismo, ou a força de atração. É justamente essa característica que pretendemos utilizar no nosso desenvolvimento.

Nos livros sobre a cura pelo magnetismo, irradiações de "od", etc., já se menciona o fato da água poder ser carregada magneticamente com esse "od". Mas pouco se conhece sobre o modo como essa característica pode ser ampliada ou utilizada de outra forma. Não só a água, mas todos os líquidos têm a propriedade específica da atração, a por causa da contração, eles retêm as influências boas a também as más.

É por isso que o elemento água, principalmente o material denso, pode ser visto como um acumulador. Quanto mais fria a água, tanto maior a sua capacidade de acumulação; ela se torna mais receptiva, no seu peso específico total, quando está a 4 graus centígrados acima de zero.

Esse dado não é muito determinante, pois as diferenças na capacidade de assimilação da água (ou de outros líquidos) até 6 graus centígrados acima de zero são tão insignificantes a tão pouco visíveis, que só um mago muito experiente consegue reconhecê-las. Quando a água vai se tornando gradativamente mais morna em função do aumento da temperatura, a sua capacidade de assimilação vai diminuindo rapidamente.

Entre 36-37 graus centígrados ela se torna neutra para o magnetismo.

Atenção! Aqui se trata somente da característica específica da força de atração a seu significado prático relativamente ao magnetismo, o que também se evidencia no conhecimento dos efeitos mútuos dos elementos a que é aceito como algo natural.

A impregnação (de qualquer coisa através do princípio do Akasha a assim também da água física) com um desejo pode ser feita em qualquer objeto e a qualquer temperatura.

Um pedaço de pão, a sopa quente, uma xícara de café ou chá, tudo pode ser carregado magicamente. Porém essa carga não depende da capacidade acumulativa do elemento água, mas ela ocorre através do princípio primordial da quinta força dos elementos a age através do fluido eletromagnético do elemento correspondente.

Essa diferença deve ser considerada, se quisermos evitar erros. Assim, por exemplo, um prato de sopa quente pode não ser magnetizado, pois a capacidade de acumulação do elemento água pode estar neutralizada ou aumentar demais em função da força de expansão do calor contido na água, caso a temperatura suba a mais de 37 graus centígrados. No entanto, mesmo assim a sopa ainda poderá ser impregnada com o desejo correspondente.

3.5.1A Magia da Água na Prática

Vamos explicar a magia da água do ponto de vista prático.

Todas as vezes em que lavamos as mãos, devemos imaginar intensamente que, com a água, lavamos não só a sujeira do corpo, mas também a da alma. Devemos imaginar, por exemplo, que o fracasso, a ansiedade, a insatisfação e a doença são lavados também a transferidos à água. Por isso é melhor você sempre se lavar sob uma torneira, para que a água suja escorra imediatamente, e imaginar que junto com a água estão escorrendo também os seus problemas a fraquezas.

Se você tiver somente uma bacia à sua disposição, então jogue fora a água logo depois de usá-la, para que nenhuma outra pessoa a toque. Você poderá também mergulhar as mãos por algum tempo na água fria a concentrar-se no pensamento de que todas as fraquezas de seu corpo a de sua alma serão atraídas pela força de atração magnético-astral da água. Convença-se de que todos os fracassos serão transferidos à água; depois de pouco tempo você ficará surpreso com a eficácia desse exercício.

Essa água também deverá ser despejada logo depois de usada. O exercício torna-se excepcionalmente eficaz quando realizado no verão, num banho de rio, ao se submergir o corpo inteiro na água (com exceção da cabeça).

O mesmo exercício também pode ser executado da maneira inversa, isto é, magnetizando-se ou impregnando-se a água com o desejo antes de usá-la, a convencendose firmemente de que a força contida na água transferir-se-á para o corpo durante a lavagem, a que o desejo será realizado. Quem tiver bastante disponibilidade de tempo poderá conjugar os dois exercícios, isto é, eliminar as coisas negativas numa água (por exemplo, debaixo de uma torneira ou num recipiente separado) a depois lavar-se com outra, impregnada com o desejo correspondente. No primeiro caso deve-se usar o sabão, para eliminar melhor as coisas ruins.

As mulheres têm mais uma terceira possibilidade, além das duas já mencionadas, isto é, concentrar o seu magnetismo na idéia de que a água torna a cútis de seu rosto mais fresca, jovem, elástica e atraente. Para isso é conveniente não só lavar o rosto, mas também mergulhá-lo na água por alguns segundos. Esse procedimento deve ser repetido pelo menos sete vezes seguidas; pode ser acrescentado à água também uma pitadinha de bórax.

O mago tem mais uma possibilidade a ser considerada, que é o banho magnético dos olhos. Ele deve mergulhar o rosto, pela manhã, num recipiente cheio até a metade com água amanhecida ou fervida no dia anterior, abrindo os olhos dentro dele. Deve rolar os olhos para todos os lados, repetindo o exercício sete vezes.

O ardor inicial dos olhos logo passa, assim que eles se acostumam à água. Se o aprendiz sofre de algum tipo de fraqueza visual, é conveniente acrescentar à água uma cocção de chá de eufrásia (Herba Euphrasia). Esses banhos oculares tornam os olhos mais resistentes contra as mudanças climáticas, eliminam a fraqueza visual, fortalecem a visão, tornando os olhos claros a luminosos. Não devemos esquecer de impregnar a água a ser utilizada para tal fim, com o nosso pensamento ou desejo, a magnetizá-la. Os aprendizes mais evoluídos, que estão aprendendo a arte da clarividência, também têm a possibilidade de desenvolver essa habilidade através dessa técnica.

GRAU II

AUTO-SUGESTÃO OU O MISTÉRIO DO SUBCONSCIENTE

A Consciência e o Subconsciente

Assim como a consciência normal possui sua morada na alma e age no corpo através do cérebro, o subconsciente também é uma característica da alma e encontra-se no cerebelo.

Considerando sua utilização prática na magia, estudaremos principalmente a função psicológica do subconsciente.

Segundo o autor:

  • A consciência normal e o subconsciente são polos opostos.

  • Aquilo que na consciência normal entendemos como pensamento, sentimento, vontade, memória, razão e compreensão, reflete-se no subconsciente como um efeito oposto.

Do ponto de vista prático, o subconsciente pode ser encarado como nosso oponente.


O Papel do Subconsciente

A força instintiva, os impulsos e tudo aquilo que não queremos — como paixões incontroláveis, defeitos e fraquezas — nascem justamente dessa esfera da consciência.

Na introspecção, a tarefa do aprendiz é decompor o trabalho dessa subconsciência de acordo com a chave dos elementos ou do magneto quadripolar.

Segundo o autor, esse trabalho proporciona segurança através da reflexão e da meditação.


Transformando o Subconsciente

O subconsciente é apresentado como a força impulsionadora daquilo que não queremos.

Por isso devemos aprender a transformá-lo para que ele:

  • Deixe de nos prejudicar;

  • Passe a ajudar na realização de nossos desejos.


O Mistério do Tempo e do Espaço

Para a realização de um desejo no mundo material, o subconsciente precisa de:

  • Tempo;

  • Espaço.

Segundo o autor, quando retiramos do subconsciente os conceitos de tempo e espaço, sua polaridade oposta deixa de atuar, permitindo que ele trabalhe a favor do desejo.

[Conceito-chave] É justamente nesse "desligamento" do tempo e do espaço que o autor afirma residir a chave prática da auto-sugestão.

A Formulação Correta da Auto-Sugestão

A fórmula escolhida deve ser sempre formulada:

No tempo presente ;
Na forma imperativa .

Exemplos

❌ Não dizer:

  • "Eu pretendo parar de fumar."

  • "Eu pretendo parar de beber."

✔ Dizer:

  • "Eu não fumo."

  • "Eu não bebo."

  • "Não tenho vontade de fumar."

  • "Não tenho vontade de beber."

Segundo o autor:

"A chave para a auto-sugestão reside na forma presente ou imperativa."


O Melhor Momento para a Auto-Sugestão

O subconsciente trabalha com mais intensidade durante o sono.

Como a consciência normal encontra-se suspensa nesse período, predominam as atividades do subconsciente.

Os momentos mais favoráveis são:

  • Pouco antes de adormecer;

  • Logo após despertar, quando ainda estamos em estado de meio-sono.

O autor recomenda:

Adormecer sempre com pensamentos positivos, harmônicos, de sucesso, saúde e paz.

Nunca adormecer com:

  • Pensamentos depressivos;

  • Preocupações;

  • Ideias negativas.


O Cordão de Contas

Antes de iniciar a prática, o autor recomenda confeccionar um pequeno colar com:

  • Cerca de 30 ou 40 contas, ou

  • Um cordão contendo 30 ou 40 nós.

Finalidades

  • Contar automaticamente as repetições da fórmula.

  • Evitar desviar a atenção fazendo contagens mentais.

  • Registrar interrupções durante exercícios de concentração e meditação.


A Prática da Auto-Sugestão

Depois de formular o desejo em uma frase curta, passe ao exercício.

Exemplos de fórmulas

  • "Eu me sinto melhor a cada dia que passa."

  • "Não tenho vontade de beber."

  • "Não tenho vontade de fumar."

  • "Tenho saúde."

  • "Estou satisfeito e feliz."


Procedimento

Pouco antes de dormir:

  • Pegue o cordão.

  • Repita a fórmula escolhida em voz baixa ou apenas mentalmente.

  • A cada repetição, avance uma conta ou um nó.

Ao terminar o cordão, a fórmula terá sido repetida aproximadamente 40 vezes.


A Visualização

Durante todo o exercício:

O desejo deve ser visualizado como se já estivesse realizado.

Se, ao terminar a segunda passagem pelo cordão, ainda não houver sono:

Continue imaginando o desejo realizado até adormecer.

Segundo o autor:

"Você precisa tentar levar o desejo para o sono."

Caso adormeça antes de concluir a segunda volta pelo cordão, isso não prejudica o exercício.


Repetição Pela Manhã

Ao despertar, enquanto ainda estiver em estado de meio-sono, deve-se repetir a experiência.

Quem acorda durante a noite poderá aproveitar esses momentos para repetir novamente o exercício.

Segundo o autor, isso acelera os resultados.


Quais Desejos Podem Ser Utilizados

Segundo o autor, podem ser objeto da auto-sugestão todos os desejos relacionados:

  • Ao espírito;

  • À alma;

  • Ao corpo.

Exemplos:

  • Aperfeiçoamento do caráter;

  • Combate aos defeitos;

  • Eliminação de fraquezas;

  • Correção de desarmonias;

  • Saúde;

  • Desenvolvimento de habilidades;

  • Afastamento ou atração de determinadas situações.


Limites da Auto-Sugestão

O autor afirma que não devem ser escolhidos desejos sem relação com a própria personalidade.

Como exemplo, cita:

  • Ganhar na loteria.


Mudança da Fórmula

Só devemos escolher uma nova fórmula quando estivermos plenamente satisfeitos com o sucesso da primeira.

[Observação] O autor enfatiza a importância da constância: trabalhar um único objetivo até sua realização antes de passar ao seguinte.
[Relação com o Grau I] Assim como nos exercícios de respiração e alimentação consciente, o autor volta a insistir na concentração sobre um único desejo. A dispersão da vontade é apresentada, ao longo de toda a obra, como um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento mágico.

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPIRITO (II)

Na instrução mágica do espírito, do primeiro grau, aprendemos a controlar e dominar nossos pensamentos.
Agora prosseguiremos aprendendo a concentrar o pensamento , através do aumento da capacidade de concentração e do fortalecimento da força de vontade.

a) Exercícios Visuais

Primeira Etapa – Visualização com os Olhos Fechados

Coloque alguns objetos à sua frente, por exemplo:

Um garfo;
Uma faca;
Uma cigarreira;
Um lápis;
Uma caixa de fósforos.
Escolha um deles e fixe o pensamento nesse objeto durante algum tempo.

Memorize exatamente:

Sua forma;
Sua cor.
Depois, feche os olhos e tente imaginar esse mesmo objeto tão plasticamente quanto ele é na realidade.
Caso ele lhe fuja do pensamento, tente chamá-lo de volta.

Desenvolvimento do Exercício

No início você só conseguirá lembrar-se do objeto por alguns segundos.

Mas, com perseverança e repetição constante:

O objeto tornar-se-á cada vez mais nítido;
As fugas do pensamento serão cada vez mais raras;
O retorno da atenção será mais fácil.
Não devemos assustar-nos com os fracassos iniciais.
Se houver cansaço, deve-se passar para outro objeto.

Tempo de Prática

No começo, não se deve praticar o exercício por mais de 10 minutos .
Depois, aumentar gradativamente até chegar a 30 minutos .

Controle das Perturbações

Para controlar as perturbações, deve-se utilizar o cordão de contas ou de nós descrito no capítulo da auto-sugestão.

A cada interrupção do pensamento:

Passe para a conta ou nó seguinte.
Assim será possível saber quantas perturbações ocorreram durante o exercício.

Objetivo da Primeira Etapa

O exercício será considerado bem-sucedido quando conseguirmos:

Fixar um único objeto no pensamento, sem interrupções, durante cinco minutos.


Segunda Etapa – Visualização com os Olhos Abertos

Depois de dominar a primeira etapa, passa-se ao exercício seguinte.

Agora devemos imaginar o objeto com os olhos abertos.

O objeto deve tornar-se visível diante dos olhos:

  • Como se estivesse suspenso no ar;

  • Tão plástico que pareça palpável.

Não devemos tomar conhecimento de nada que esteja ao redor além do objeto imaginado.

Também nesta etapa devemos utilizar o cordão de contas para registrar cada distração ocorrida durante o exercício.


Objetivo da Segunda Etapa

O exercício será considerado bem-sucedido quando conseguirmos:

Fixar o pensamento num objeto suspenso no ar, sem nenhuma interferência, durante pelo menos cinco minutos seguidos.

[Observação] Diferentemente dos exercícios do Grau I, cujo foco era controlar o fluxo dos pensamentos, aqui o objetivo passa a ser aumentar a intensidade e a estabilidade da concentração , primeiro reproduzindo um objeto na mente e, depois, mantendo essa imagem consciente mesmo com os olhos abertos.

b) EXERCÍCIOS AUDITIVOS

A Concentração Auditiva

Depois da capacidade de concentração visual, vem a capacidade auditiva.
Nesse caso, a força da auto-sugestão tem, no início, uma grande importância.

Não se pode dizer simplesmente:

"Imagine o tic-tac de um relógio."

Segundo o autor, o conceito de "imaginação" costuma estar associado à representação de uma imagem, o que não corresponde ao objetivo deste exercício.

Por isso, a formulação correta seria:

"Imagine estar ouvindo o tic-tac de um relógio."


Primeiro Exercício

Tente imaginar estar ouvindo o tic-tac de um relógio de parede.

Inicialmente você só conseguirá fazê-lo durante alguns segundos.

Com persistência:

  • O tempo de concentração aumentará gradativamente.

  • As perturbações tornar-se-ão cada vez menores.

Também aqui deve ser utilizado o cordão de contas ou de nós para controlar as interrupções.


Progressão dos Exercícios

Depois do relógio de parede, o autor recomenda praticar com outros sons, como:

  • Tic-tac de um relógio de bolso;

  • Tic-tac de um relógio de pulso;

  • Badalar de sinos em diferentes modulações.

Em seguida, ampliar gradualmente a variedade dos sons.


Sons Sugeridos

O autor propõe exercitar a concentração auditiva imaginando sons como:

  • Toques de gongo;

  • Pancadas de martelo;

  • Batidas em madeira;

  • Arranhões;

  • Arrastamento dos pés;

  • Trovões;

  • O barulho suave do vento soprando;

  • O vento forte de um furacão;

  • O murmúrio de uma cachoeira;

  • Música de instrumentos, como:

    • Violino;

    • Piano.


Regra Fundamental

Neste exercício, o importante é concentrar-se somente na percepção auditiva.

Não se deve permitir a interferência da imaginação visual.

Por exemplo:

  • Ao imaginar o badalar dos sinos, não deve aparecer a imagem dos sinos.

Caso alguma imagem surja espontaneamente, ela deve ser imediatamente afastada.

[Conceito-chave] O objetivo deste exercício é desenvolver a capacidade de manter uma representação exclusivamente sonora, sem apoio da imaginação visual.

Objetivo do Exercício

O exercício estará completo quando se conseguir:

Fixar a imaginação auditiva durante, no mínimo, cinco minutos.

[Observação] Assim como ocorreu nos exercícios visuais, o autor propõe uma progressão gradual: inicia-se com um som simples e repetitivo (o tic-tac de um relógio) e avança-se para sons cada vez mais complexos, mantendo sempre a concentração em apenas uma modalidade sensorial.

c) EXERCÍCIOS SENSORIAIS

Concentração na Sensação

O exercício seguinte é a concentração na sensação.

A sensação escolhida pode ser de:

Frio;
Calor;
Peso;
Leveza;
Fome;
Sede.
Essa sensação deve ser fixada na mente sem nenhuma imaginação auditiva ou visual , até se conseguir mantê-la durante pelo menos cinco minutos .
Quando formos capazes de escolher e manter qualquer sensação, poderemos passar ao exercício seguinte.
[Conceito-chave] O objetivo é perceber apenas a sensação em si, sem criar imagens ou sons associados a ela.

d) EXERCÍCIOS OLFATIVOS

Concentração no Olfato

Em seguida vem a concentração no olfato.

Devemos imaginar o perfume de algumas flores, como:

Rosas;
Lilases;
Violetas;
Ou outras.
Essa ideia deve ser fixada sem deixar aparecer a representação visual das flores .
O mesmo exercício deve ser realizado com os mais diversos odores desagradáveis.
O treinamento deve continuar até que seja possível escolher qualquer odor e mantê-lo na imaginação por pelo menos cinco minutos .

e) EXERCÍCIOS GUSTATIVOS

Concentração no Paladar

A última concentração nos sentidos é a do paladar.
Sem pensar numa comida ou bebida, nem imaginá-las, devemos concentrar-nos apenas em seu gosto.

No início devem ser escolhidas as sensações básicas:

Doce;
Azedo;
Amargo;
Salgado.
Depois de dominá-las, pode-se passar ao gosto dos mais diversos temperos, conforme a preferência do aprendiz.
O objetivo do exercício será alcançado quando for possível fixar qualquer sabor, à vontade, durante no mínimo cinco minutos .

Observações Finais

Constataremos que uma ou outra modalidade de concentração poderá ser mais difícil para determinados aprendizes.

Segundo o autor, isso é um sinal de que a função cerebral correspondente àquele sentido é:

Deficiente;
Pouco desenvolvida;
Ou atrofiada.
O autor observa ainda que a maioria dos sistemas de aprendizado trabalha apenas uma, duas ou, no máximo, três funções sensoriais.

Já os exercícios de concentração realizados com os cinco sentidos :

Fortalecem o espírito;
Fortalecem a força de vontade;
Ensinam a controlar todos os sentidos;
Desenvolvem os sentidos;
Conduzem ao domínio completo deles.

"Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, e por isso não devem ser desdenhados."

[Observação] Ao final desta sequência, o treinamento abrange os cinco sentidos (visão, audição, sensação, olfato e paladar). A proposta do autor é desenvolver a capacidade de concentrar a mente em qualquer modalidade sensorial de forma isolada e voluntária, sem interferência das demais.

Instrução Mágica do Alma (II)

Equilíbrio Mágico-Astral ou dos Elementos

No primeiro grau o aluno aprendeu a praticar a introspecção.
Ele tomou nota de suas características boas e más segundo os quatro elementos e dividiu-as em três grupos.

Dessa maneira pôde montar dois espelhos da alma:

Espelho Branco (características boas);
Espelho Negro (características ruins).
Esses dois espelhos da alma representam o seu caráter anímico.
Nessa configuração ele deverá saber distinguir as forças dos elementos predominantes, tanto no positivo quanto no negativo.

"Deve esforçar-se para estabelecer, a qualquer preço, o equilíbrio no efeito dos elementos."

ChatGPT Image 29 de jun. de 2026, 09_35_20

Sem a compensação dos elementos no corpo astral ou na alma não há possibilidade de progresso mágico ou evolução.

[Conceito-chave] O objetivo principal desta etapa não é adquirir novos poderes, mas equilibrar os elementos da própria personalidade.

Transformação do Caráter ou Enobrecimento da Alma

A função desse grau é estabelecer esse equilíbrio da alma.
Se o futuro mago tiver força de vontade suficiente, poderá começar dominando suas características ou paixões mais influentes.

Se não possuir ainda essa força de vontade, deverá começar pelo lado oposto:

Compensando primeiro as pequenas fraquezas;
Combatendo gradualmente os erros e fraquezas maiores, até dominá-los completamente.

Os Três Métodos

Para o domínio das paixões, o autor apresenta três possibilidades.

1. Auto-Sugestão

Utilização sistemática da auto-sugestão, conforme descrito anteriormente.

2. Transmutação das Paixões

Transformação das paixões em características opostas e positivas.

Segundo o autor, isso pode ser alcançado por meio de:

Auto-sugestão;
Meditação frequente;
Autoconscientização contínua das boas características.

3. Observação Atenciosa e Força de Vontade

Através desse método procura-se impedir o impulso das paixões logo em sua origem.

Segundo o autor:

"Esse método é na verdade o mais difícil."

É indicado principalmente para aqueles que:

  • Possuem uma enorme força de vontade;

  • Ou desejam desenvolvê-la através dessa luta constante contra os próprios impulsos.


Combinação dos Métodos

Se o aprendiz tiver tempo suficiente e desejar progredir mais rapidamente, poderá empregar os três métodos simultaneamente.

O autor recomenda dar aos três uma única direção e um único objetivo.

Como exemplos, cita:

  • A comida consciente;

  • A magia da água;

  • Outros exercícios já aprendidos.

"O sucesso então não tardará."


Objetivo do Grau

Esse grau tem como objetivo estabelecer o equilíbrio dos elementos na alma.

Por isso, o futuro mago deve esforçar-se para eliminar rapidamente e com segurança todas as paixões que o atrapalham.

Segundo o autor, essas paixões constituem um grande obstáculo para a evolução mágica.


INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO (II)

Os exercícios de instrução mágica do corpo praticados no Grau I devem ser mantidos e tornar-se um hábito diário, como:

  • Lavagens em água fria;

  • Fricções;

  • Ginástica matinal;

  • Magia da água;

  • Alimentação consciente.

No Grau II, a instrução mágica do corpo apresenta uma variação dos exercícios respiratórios.

No grau anterior aprendemos a respirar conscientemente pelos pulmões.

Agora será introduzida a respiração consciente pelos poros.


RESPIRAÇÃO CONSCIENTE PELOS POROS

A Pele como Segundo Pulmão

Nossa pele possui uma dupla função:

  • Respiração;

  • Eliminação.

Por isso, pode ser considerada:

  • Um segundo pulmão;

  • Um segundo rim.

Segundo o autor, é justamente por isso que foram recomendados anteriormente:

  • O escovamento da pele;

  • As fricções;

  • As lavagens com água fria.

Esses procedimentos têm como finalidade:

  • Aliviar os pulmões;

  • Aliviar os rins;

  • Estimular a atividade dos poros.


O Exercício

Sente-se confortavelmente em uma poltrona ou deite-se em um divã.

Relaxe toda a musculatura do corpo.

A cada inspiração imagine que não são apenas os pulmões que respiram, mas todo o corpo.

Convença-se de que cada poro também está assimilando a força vital e conduzindo-a para todo o organismo.

O autor utiliza a seguinte comparação:

"Você deve imaginar-se como uma esponja seca, que ao ser mergulhada na água absorve-a com sofreguidão."

Assim, durante a inspiração, imagine que a força vital do ambiente penetra em todo o corpo.


Associação com os Desejos

Depois de adquirir prática respirando pelos pulmões e pelos poros simultaneamente, deve-se unir esse exercício à impregnação de um desejo.

Exemplos apresentados pelo autor:

  • Paz;

  • Saúde;

  • Sucesso;

  • Domínio das paixões.

O desejo deve ser assimilado:

  • Pelos pulmões;

  • Pela corrente sanguínea;

  • Por todo o corpo.

A formulação deve permanecer, como nos exercícios anteriores, no tempo presente.


Expiração Consciente

Quando houver domínio da inspiração, passa-se também a utilizar a expiração.

Durante a expiração deve-se imaginar que estão sendo eliminados:

  • Os fracassos;

  • As fraquezas;

  • As inquietações;

  • Tudo aquilo que representa o oposto do desejo escolhido.


Objetivo

O exercício estará completo quando o aprendiz conseguir:

  • Inspirar pelos pulmões e por todo o corpo;

  • Expirar pelos pulmões e por todo o corpo.

[Conceito-chave] Neste grau, a respiração deixa de ser localizada apenas nos pulmões e passa a envolver simbolicamente todo o corpo como instrumento de assimilação da força vital.

O DOMÍNIO DO CORPO NA VIDA PRÁTICA

A Postura

O exercício seguinte trata do domínio do corpo.

Sente-se em uma cadeira mantendo:

A coluna ereta;
Os pés juntos;
Os joelhos formando um ângulo reto.
No início é permitido apoiar-se no encosto.
As mãos devem repousar levemente sobre as coxas.
Toda a musculatura deve permanecer relaxada.

Primeiro Exercício

Coloque um despertador à sua frente e ajuste-o para tocar em cinco minutos .
Feche os olhos.
Observe todo o corpo mentalmente.
No início perceberá pequenos movimentos involuntários provocados pela excitação dos nervos.

"Obrigue a si mesmo, com toda a energia, a permanecer sentado tranquilamente e a relaxar."


Progressão

Caso os joelhos insistam em se separar, o autor permite, inicialmente, amarrar as pernas com uma toalha ou um cordão.

Quando conseguir permanecer cinco minutos completamente imóvel, acrescente um minuto a cada novo exercício.


Objetivo

O exercício estará completo quando conseguir permanecer:

Sentado tranquilamente, confortavelmente e sem perturbações durante meia hora.

Segundo o autor, ao atingir esse nível perceberá que nenhuma outra posição proporciona descanso semelhante.


Desenvolvimento da Força de Vontade

Caso o objetivo seja desenvolver ainda mais a força de vontade, o autor recomenda manter essa postura por uma hora.

Depois disso, outras posições corporais poderão ser escolhidas.

Ele menciona as asanas da ioga hindu, observando que existem numerosas posturas descritas nessa tradição.

Entretanto, afirma que, para o desenvolvimento mágico proposto nesta obra:

"Precisamos apenas de uma postura do corpo, não importa qual; a mais simples é a descrita anteriormente."

Segundo o autor, sua finalidade é:

  • Aquietar o corpo;

  • Fortalecer a força de vontade.


Aplicação na Vida Prática

O aluno deve procurar exercitar o domínio do corpo também nas situações do dia a dia.

O autor apresenta alguns exemplos.

Quando estiver cansado

Obrigue-se a:

  • Realizar algum pequeno serviço;

  • Ou dar um pequeno passeio.


Quando estiver com fome

Adie a refeição por cerca de meia hora.


Quando sentir sede

Não beba imediatamente.

Espere um pouco antes de beber.


No comportamento diário

  • Se for apressado, force-se a agir mais lentamente.

  • Se for excessivamente lento, procure agir com mais agilidade.


Objetivo Final

Segundo o autor:

"Fica a critério do aprendiz usar a sua força de vontade para dominar o seu corpo e os seus nervos e forçá-los a fazer o que for determinado."

ChatGPT Image 29 de jun. de 2026, 09_22_28

[Observação] Ao final deste capítulo, percebe-se que os exercícios deixam de ocorrer apenas durante a prática formal e passam a ser incorporados ao cotidiano. O domínio do corpo, para o autor, consiste em aprender a agir por decisão consciente, e não apenas por impulso, hábito ou conforto imediato.

1. Auto-Sugestão

Auto-sugestão ou a revelação dos mistérios do subconsciente.
Formulação dos desejos no tempo presente e na forma imperativa.
Prática preferencialmente antes de dormir e ao despertar.

2. Exercícios de Concentração

a) Visuais (Óticos)

Visualização de objetos com os olhos fechados.
Posteriormente, visualização com os olhos abertos.

b) Auditivos (Acústicos)

Concentração em sons imaginados, sem imagens visuais.

c) Sensoriais (Tato)

Concentração em sensações como:

Frio;
Calor;
Peso;
Leveza;
Fome;
Sede.

d) Olfativos (Cheiro)

Concentração em odores agradáveis e desagradáveis, sem visualizar sua origem.

e) Gustativos (Paladar)

Concentração em sabores:

Doce;
Azedo;
Amargo;
Salgado;
Outros sabores posteriormente.

II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA

Equilíbrio Mágico-Astral dos Elementos

Objetivo:

Estabelecer o equilíbrio dos quatro elementos na alma.
Aperfeiçoar o caráter.
Eliminar gradualmente as paixões e defeitos predominantes.

Métodos apresentados

a) Através do combate ou domínio das paixões.
b) Através da auto-sugestão.
c) Através da transmutação ou remodelação das características negativas em suas correspondentes positivas.

III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO

Exercícios

Respiração consciente pelos poros.
Postura consciente do corpo.
Domínio do corpo na vida prática, conforme a vontade.

Exemplos apresentados pelo autor:

Permanecer imóvel durante o exercício da postura.
Controlar impulsos como fome, sede e cansaço.
Adaptar voluntariamente o próprio comportamento (mais lento ou mais rápido, conforme a necessidade).

Antes de Adormecer

O autor recomenda:

"Antes de adormecer devem ser mantidos só os pensamentos mais belos e puros, pois estes serão levados depois ao sono profundo."


FIM DO SEGUNDO GRAU

[Conceito-chave do Grau II] Enquanto o Grau I teve como objetivo o autoconhecimento e o controle inicial do espírito, da alma e do corpo, o Grau II aprofunda esse trabalho por meio da concentração, da auto-sugestão, do equilíbrio dos elementos e do domínio consciente do corpo, preparando o aprendiz para exercícios mais avançados nos graus seguintes.

Texto original

Entendido! Vou reiniciar a numeração a partir de 1 para este documento:

1GRAU II
1.1Auto-Sugestão ou o Mistério do Subconsciente

Antes de passar à descrição de cada um dos exercícios do segundo grau, tentarei explicar o mistério do subconsciente a seu significado prático. Assim como a consciência normal, que possui sua morada na alma a age no corpo, ou melhor, na cabeça através do cérebro, o subconsciente também é uma característica da alma e encontra-se no cerebelo, isto é, na parte posterior da cabeça. Considerando a sua utilização prática na magia, estudaremos principalmente a função psicológica do cerebelo, portanto, do subconsciente.

Em toda pessoa consciente de seus cinco sentidos a esfera da consciência normal está intacta, isto quer dizer que a pessoa está em condições de fazer use contínuo das funções de sua consciência normal. Como constatado pelas nossas pesquisas, não existe uma única força no Universo, assim como no homem, que não apresente o seu oposto. É por isso que podemos considerar a subconsciência como o oposto da consciência normal.

Aquilo que na consciência normal entendemos como pensamento, sentimento, vontade, memória, razão, compreensão, reflete-se no nosso subconsciente como um efeito oposto. A força instintiva, ou o impulso a tudo aquilo que não queremos, como por exemplo, nossas paixões incontroláveis, nossos defeitos a fraquezas, nascem justamente dessa esfera da consciência. Na introspecção, a tarefa do aprendiz é decompor o trabalho dessa subconsciência de acordo com a chave dos elementos ou do magneto quadripolar. É uma tarefa gratificante, porque ele consegue uma segurança total através da própria reflexão ou meditação.

1.2O Tempo e o Espaço na Auto-Sugestão

A subconsciência é também a força impulsionadora de tudo aquilo que não queremos. Por isso devemos aprender a mudar esse aspecto, de certa forma hostil do nosso eu, para que ele não só cesse de nos prejudicar, mas pelo contrário, ajude-nos a realizar nossos desejos. Para a sua realização no mundo material o subconsciente precisa de tempo a de espaço, dois princípios básicos necessários a todas as coisas que devem ser transferidas do mundo das origens à realidade concreta. Quando tiramos o tempo e o espaço do subconsciente, a polaridade oposta cessa de exercer a sua influência em nós, a podemos então realizar nossos desejos através desse subconsciente. É nesse seu desligamento súbito que reside a chave para o use prático da auto-sugestão. Quando, por exemplo, sugerimos ao subconsciente que amanhã, ou num outro instante qualquer, não nos submeteremos mais a alguma de nossas paixões, como fumar ou beber (ingerir álcool), então o subconsciente terá tempo suficiente, até o prazo pré-determinado, de colocar obstáculos diretos ou indiretos em nosso caminho. Na maioria dos casos, principalmente numa vontade fraca ou pouco desenvolvida, o subconsciente quase sempre consegue nos pegar de surpresa ou provocar um fracasso. Se ao contrário, na impregnação do subconsciente com um desejo nós lhe subtrairmos o conceito de tempo a espaço, o que passa a agir em nós é só a sua pane positiva; a consciência normal também entra na conexão e a impregnação do desejo apresenta o sucesso esperado. O conhecimento disso e a possibilidade da sua ocorrência são muito significativos, a devem ser considerados por ocasião da auto-sugestão.

1.3A Fórmula de Auto-Sugestão

A fórmula escolhida para a auto-sugestão deve ser obrigatoriamente mantida na forma presente a no imperativo. Portanto, não se deve dizer: "Eu pretendo parar de fumar, de beber", mas sim, "Eu não fumo, eu não bebo", ou então: "Não tenho vontade de fumar, ou de beber", conforme aquilo que se pretende largar ou obter pela sugestão. A chave para a auto-sugestão reside na forma presente ou imperativa. Isso deve ser observado sob todos os aspectos a em todos os momentos se quisermos conquistar o poder da influência sobre nós mesmos através do subconsciente, com a auto-sugestão.

1.4O Momento Propício para a Auto-Sugestão

O subconsciente trabalha com mais eficácia a intensidade à noite, quando a pessoa dorme. No estado de sono, o trabalho da consciência normal é suspenso, a predomina o trabalho do subconsciente. Por isso, o momento mais propício para a assimilação de uma fórmula de sugestão é aquele em que o corpo está sonolento na cama, pouco antes de adormecer, mas também logo depois de despertar, quando nos encontramos ainda numa espécie de meio-sono. Com isso não queremos dizer que não há outros momentos propícios à auto-sugestão, mas os dois acima citados são os mais convenientes, pois neles o subconsciente torna-se mais acessível. É por isso que o mago não deve nunca adormecer com pensamentos depressivos a preocupações que influenciem negativamente o seu subconsciente, pois este continua a trabalhar no mesmo curso de pensamento com o qual a pessoa adormece. Portanto, é bom observar: adormeça sempre com pensamentos positivos a harmônicos, de sucesso, saúde a paz.

1.5O Colar de Contas ou Cordão de Nós

Antes de se decidir pela aplicação prática da auto-sugestão, faça um pequeno colar de contas de madeira ou vidro, com cerca de 30 ou 40 contas (ver H. Jürgens, "Die Tesbihschnur"). Se tiver dificuldades em conseguir o colar de contas, então use um cordão simples no qual poderá fazer uns 30 ou 40 nós; assim o pequeno objeto auxiliar da autosugestão estará pronto. Ele serve basicamente para que não se precise contar o número de repetições durante a formulação da auto-sugestão, a assim desviar a atenção do exercício.

Esse pequeno objeto auxiliar também serve para descobrirmos quantas perturbações surgiram durante os exercícios de concentração a meditação num determinado intervalo de tempo; para isso devemos passar de uma conta a outra ou de um nó a outro a cada interrupção.

1.6A Aplicação Prática da Auto-Sugestão

A aplicação prática da auto-sugestão é muito simples. Depois de formular aquilo que deseja numa pequena frase, levando em conta a for ma presente a imperativa, como por exemplo: "Eu me sinto melhor a cada dia que passa", ou então: "Não tenho vontade de beber, ou de fumar", ou: "Tenho saúde, estou satisfeito a feliz", você poderá passar à prática em si. Um pouco antes de dormir, pegue o seu cordão de contas ou de nós a repita a fórmula escolhida a meia voz, bem baixinho ou só em pensamento, como achar melhor, ou como lhe for mais adequado no momento, e a cada repetição pule para a conta ou nó seguinte, até chegar ao final do cordão.

Então você saberá exatamente que repetiu a fórmula quarenta vezes. O importante nesse caso é visualizar ou materializar plasticamente o seu desejo, isto é, imaginá-lo como se já estivesse concretizado. Se depois de percorrer pela segunda vez todos os nós ou as contas de seu cordão você ainda não estiver com sono, continue imaginando que seu desejo já se realizou, até adormecer com esse pensamento. Você precisa tentar levar o desejo para o sono. Se adormecer durante a repetição da fórmula, sem chegar ao final do cordão pela segunda vez, mesmo assim terá alcançado totalmente o seu objetivo.

De manhã, quando ainda não despertamos completamente e ainda temos um pouco de tempo disponível, por termos acordado muito cedo, devemos pegar o cordão a repetir a experiência. Existem pessoas que se levantam várias vezes da cama durante a noite, para urinar ou por outros motivos; assim elas poderão repetir a experiência várias vezes a alcançarão os resultados com mais rapidez.

1.7Os Desejos Realizáveis através da Auto-Sugestão

Deveríamos ainda mencionar quais os desejos que podem ser realizados através da auto-sugestão. Nesse caso vale uma regra geral: podemos realizar qualquer desejo referente ao espírito, à alma ou ao corpo, por exemplo, o aperfeiçoamento do caráter, o combate às características negativas, às fraquezas, às desarmonias, pedir a obtenção da saúde, o afastamento ou a atração de situações diversas, o desenvolvimento de habilidades. De qualquer forma, não há a possibilidade da realização de desejos que não tenham nada a ver com a personalidade, como por exemplo, ganhar prêmios na loteria, etc.

Só devemos escolher outra fórmula quando estivermos plenamente satisfeitos com o sucesso da primeira. Quem se dedicar sistematicamente aos exercícios poderá rapidamente convencer-se da influência favorável da auto-sugestão a praticar esse método ao longo de toda a sua vida.

2Instrução Mágica do Espírito (II)

Na instrução mágica do espírito, do primeiro grau, nós aprendemos a controlar e a dominar nossos pensamentos. Agora prosseguiremos, aprendendo a concentrar nosso pensamento através do aumento da capacidade de concentração e o fortalecimento da força de vontade.

2.1Exercícios de Concentração
2.1.1Visuais

Coloque alguns objetos à sua frente, por exemplo, um garfo, uma faca, uma cigarreira, um lápis, uma caixa de fósforos, a fixe o pensamento em um deles, durante algum tempo. Memorize exatamente sua forma a sua cor. Depois feche os olhos a tente imaginar esse mesmo objeto tão plasticamente quanto ele é, na realidade. Caso ele lhe fuja do pensamento, tente chamá-lo de volta. No início você só conseguirá lembrar-se dele por alguns segundos, mas com alguma perseverança e a repetição constante, de um exercício a outro o objeto tomar-se-á cada vez mais nítido, e a fuga e o retorno do pensamento tornarse-ão cada vez mais raros.

Não devemos assustar-nos com alguns fracassos iniciais, a se nos cansarmos, devemos passar ao objeto seguinte. No começo não se deve praticar o exercício por mais de dez minutos, mas depois deve-se aumentar a sua duração gradativamente até chegar a meia hora. Para controlar as perturbações devemos usar o cordão de contas ou de nós descrito no capítulo sobre a auto-sugestão. A cada perturbação devemos passar para a conta ou nó seguinte, assim saberemos posteriormente quantas perturbações surgiram durante o exercício. Este será bem sucedido quando conseguirmos fixar um objeto no pensamento, sem interrupções, durante cinco minutos.

Depois de superarmos essa etapa podemos prosseguir, tentando imaginar os objetos com os olhos abertos. Os objetos devem tomar-se visíveis diante de nossos olhos como se estivessem suspensos no ar, a tão plásticos a ponto de parecerem palpáveis. Não devemos tomar conhecimento de nada que esteja em volta, além do objeto imaginado. Nesse caso também devemos controlar as perturbações com a ajuda do colar de contas. O exercício será bem sucedido quando conseguirmos fixar nosso pensamento num objeto suspenso no ar, sem nenhuma interferência, por no mínimo cinco minutos seguidos.

2.1.2Auditivos

Depois da capacidade de concentração visual, vem a capacidade auditiva. Nesse caso a força de auto-sugestão tem no início uma grande importância. Não se pode dizer diretamente: "Imagine o tic-tac de um relógio" ou algo assim, pois sob o conceito "imaginação" entende-se normalmente a representação de uma imagem, o que não pode ser dito para os exercícios de concentração auditiva. Colocando essa idéia de um modo mais claro, podemos dizer: "Imagine estar ouvindo o tic-tac de um relógio". Para fins elucidativos usaremos essa expressão; portanto, tente imaginar estar ouvindo o tic-tac de um relógio de parede. Inicialmente você só conseguirá fazê-lo durante alguns segundos, mas com alguma persistência esse tempo irá melhorando gradativamente e as perturbações diminuirão. O cordão de contas ou de nós também deverá ser usado para o controle.

Depois, você deverá tentar ouvir o tic-tac de um relógio de bolso ou de pulso, a ainda, o badalar de sinos, nas mais diversas modulações. Faça outras experiências de concentração auditiva, como toques de gongo, pancadas de martelo a batidas em madeira; ruídos diversos, como arranhões, arrastamento dos pés, trovões, o barulho suave do vento soprando a até o vento mais forte de um furacão, o murmúrio da água de uma cachoeira, a ainda, a música de instrumentos como o violino e o piano. Neste exercício o importante é concentrar-se só auditivamente a não permitir a interferência da imaginação plástica. Caso isso aconteça, a imagem deve ser imediatamente afastada; no badalar dos sinos, por exemplo, não deve aparecer a imagem dos sinos, a assim por diante. O exercício estará completo quando se conseguir fixar a imaginação auditiva por no mínimo cinco minutos.

2.1.3Sensoriais

O exercício seguinte é a concentração na sensação. A sensação escolhida pode ser de frio, calor, peso, leveza, fome, sede, e deve ser fixada na mente até se conseguir mantê-la, sem nenhuma imaginação auditiva ou visual, durante pelo menos cinco minutos. Quando formos capazes de escolher a de manter qualquer sensação, então poderemos passar ao exercício seguinte.

2.1.4Olfativos

Em seguida vem a concentração no olfato. Imaginemos o perfume de algumas flores, como rosas, lilases, violetas ou outras, e fixemos essa idéia, sem deixar aparecer a representação visual dessas flores. A mesma coisa deve ser feita com os mais diversos odores desagradáveis. Esse tipo de concentração também deve ser praticado até se conseguir escolher qualquer um dos odores e imaginá-lo por pelo menos cinco minutos.

2.1.5Gustativos

A última concentração nos sentidos é a do paladar. S em pensar numa comida ou bebida ou imaginá-la, devemos concentrar-nos em seu gosto. No início devemos escolher as sensações de paladar mais básicas, como o doce, o azedo, o amargo e o salgado. Quando tivermos conseguido firmá-las, poderemos passar ao paladar dos mais diversos temperos, conforme o gosto do aprendiz. Ao aprender a fixar qualquer um deles, segundo a vontade do aluno, por no mínimo cinco minutos, então o objetivo do exercício terá sido alcançado.

Constataremos que esta ou aquela concentração será mais ou menos difícil para um ou outro aprendiz, o que é um sinal de que a função cerebral do sentido em questão é deficiente, ou pelo menos pouco desenvolvida, ou atrofiada. A maioria dos sistemas de aprendizado só leva em conta uma, duas, ou no máximo três funções. Os exercícios de concentração realizados com os cinco sentidos fortalecem o espírito e a força de vontade; com eles nós aprendemos não só a controlar todos os sentidos e a desenvolvê-los, como também a dominá-los totalmente. Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, a por isso não devem ser desdenhados.

3Instrução Mágica da Alma (II)
Equilíbrio Mágico-Astral ou dos Elementos

No primeiro grau o aluno aprendeu a praticar a introspecção. Ele tomou nota de suas características boas a más segundo os quatro elementos a dividiu-as em três grupos.

Dessa maneira ele pode montar dois espelhos da alma, um bom (branco), a outro ruim (negro). Esses dois espelhos da alma são o seu caráter anímico. Nessa configuração ele deverá saber distinguir as forças dos elementos predominantes, tanto no positivo quanto no negativo, a deve esforçar-se para estabelecer, a qualquer preço, o equilíbrio no efeito dos elementos. Sem a compensação dos elementos no corpo astral ou na alma não há possibilidade de progresso mágico, ou evolução.

3.1Transformação do Caráter ou Enobrecimento da Alma

A função desse grau é estabelecer esse equilíbrio da alma. Se o futuro mago tiver força de vontade suficiente, então ele poderá começar a dominar suas características ou paixões mais influentes; mas se ele não tiver essa força de vontade, então deverá começar pelo lado oposto, compensando primeiro as pequenas fraquezas e combatendo os erros a as fraquezas maiores pelo tempo que for preciso para dominá-las completamente. Para esse domínio de suas paixões, o aluno poderá lançar mão de três possibilidades:

  1. Utilização sistemática da auto-sugestão, como já descrito.
  2. Transmutação ou transformação das paixões em características opostas,

positivas, o que pode ser alcançado através da auto-sugestão ou da meditação freqüente (ou respectiva autoconscientização contínua das boas características).

  1. Observação atenciosa a força de vontade. Através desse método podemos

impedir o impulso das paixões a combatê-lo na sua origem. Esse método é na verdade o mais difícil, e é geralmente indicado somente para aqueles que têm uma enorme força de vontade, ou que pretendem adquiri-la através da luta contra esses impulsos.

Se o aprendiz tiver tempo suficiente a quiser progredir rapidamente em sua própria evolução, então poderá empregar os três métodos. Para ele será muito vantajoso dar aos três métodos uma única direção, um único objetivo, como por exemplo, a comida consciente, a magia da água, etc. O sucesso então não tardará.

Esse grau tem como objetivo estabelecer o equilíbrio dos elementos na alma. É por isso que o futuro mago deve esforçar-se em eliminar rapidamente a com segurança todas as paixões que o atrapalham, caso queira ter sucesso na magia. Em nenhum caso os exercícios do grau seguinte deverão ser praticados antecipadamente, isto é, antes do aprendiz dominar totalmente os exercícios do segundo grau a ter conseguido obter um sucesso incontestável na compensação dos elementos. O aperfeiçoamento do caráter deve ser praticado ao longo de todo o curso, mas já nessa etapa as características ruins a exageradas devem ser afastadas, pois são um grande obstáculo para a evolução.

4Instrução Mágica do Corpo (II)

Os exercícios de instrução mágica do corpo praticados no Grau I devem ser mantidos a devem tornar-se um hábito diário, como as lavagens em água fria, as fricções, a ginástica matinal, a magia da água, a comida consciente, etc. No Grau II, a instrução mágica do corpo apresenta uma variação dos exercícios respiratórios. No grau anterior nós aprendemos a respirar conscientemente e a dirigir o ar, impregnado pelo desejo (através do princípio etérico) para dentro da corrente sangüínea através dos pulmões. Nesse capítulo descreveremos a respiração consciente pelos poros.

4.1Respiração Consciente pelos Poros

Nossa pele possui uma dupla função, ou seja, a da respiração e a da eliminação.

Portanto, podemos considerá-la como um segundo rim a um segundo pulmão em nosso corpo. Agora toma-se claro porquê escolhemos o escovamento da pele a seco, a sua fricção, sua lavagem com água fria a outros métodos. Primeiro, para uma descarga completa de nossos pulmões, e em grande parte, de nossos rins; a segundo, para estimular a atividade de nossos poros. Nem precisamos enfatizar que tudo isso é muito benéfico para a nossa saúde. Principalmente do ponto de vista mágico, a respiração consciente pelos poros é de grande interesse; por isso pretendemos dedicar-nos à sua prática.

Sente-se confortavelmente em uma poltrona ou deite-se num divã, relaxando toda a musculatura do corpo. Então, a cada inspiração, imagine que não é só o pulmão que está respirando, absorvendo o ar, mas também o corpo todo. Convença-se de que junto com os pulmões, cada poro de seu corpo também está assimilando a força vital a conduzindo-a ao corpo todo. Você deve imaginar-se como uma esponja seca, que ao ser mergulhada na água absorve-a com sofreguidão.

Deve tentar experimentar essa mesma sensação ao inspirar ó ar. Assim a força vital do princípio etérico a do ambiente penetra em você. Conforme as circunstâncias, cada um de nós experimentará a absorção da força vital pelos poros de uma maneira diferente.

Depois de repetir várias vezes o exercício e conseguir respirar simultaneamente através dos pulmões a de todo o corpo, conjugue ambos os métodos em sua inspiração do desejo, por exemplo, de paz, de saúde a de sucesso, de domínio das paixões, o que for mais necessário para você.

A formulação de seus desejos (distribuídos nas for mas presente a indicativa) deve ser assimilada não só pelos pulmões a pela corrente sangüínea, mas por todo o corpo. Se você obtiver uma certa habilidade nesse exercício, então poderá também influenciar magicamente a expiração, imaginando que a cada expiração você estará eliminando o oposto do seu desejo, como os fracassos, as fraquezas, as intranqüilidades, etc. Quando você conseguir inspirar a expirar com os pulmões a com todo o corpo, então o exercício estará completo.

4.2O Domínio do Corpo na Vida Prática

O exercício a seguir trata do domínio do corpo. Sentar-se confortável e tranqüilamente também é uma arte, a deve ser aprendida. Sente-se numa cadeira de forma a manter a coluna ereta. No início é permitido apoiar-se no encosto. Os pés devem ficar juntos e for mar um ângulo reto com os joelhos. Nessa posição você deverá sentir-9:. livre, sem nenhuma tensão nos músculos, com ambas as mãos apoiadas levemente sobre as coxas. Coloque um despertador à sua frente, dê-lhe corda a ajuste-o para tocar em cinco minutos.

Então feche os olhos a acompanhe mentalmente todo o seu corpo. No início você perceberá como os músculos estão intranqüilos por causa da excitação dos nervos.

Obrigue a si mesmo, com toda a energia, a permanecer sentado tranqüilamente e a relaxar. Por mais que esse exercício pareça fácil, para o iniciante ele é muito difícil. Caso os joelhos insistam em se separar, podemos, no início, amarrar as duas per nas com uma toalha ou um cordão. Se você conseguir permanecer sentado durante os cinco minutos sem nenhum tique nervoso, portanto sem perturbações, então acrescente um minuto no tempo de cada novo exercício.

Este estará completo quando você conseguir permanecer sentado tranqüila a confortavelmente, sem perturbações, durante meia hora. Ao alcançar essa meta, você perceberá que em nenhuma outra posição do corpo poderá descansar a recuperar as forças tanto quanto na acima descrita.

Se quisermos usar o exercício da postura do corpo como um meio para o desenvolvimento da força de vontade, então, caso já dominemos a prática acima aconselhada pelo tempo de uma hora, poderemos escolher diversas outras posições a nosso gosto. No capítulo sobre as asanas, a ioga hindu aconselha a descreve um grande número dessas posições a até afirma haver a possibilidade de se obter poderes ocultos através do domínio desses exercícios.

Mas ela não explica se esses poderes são despertados exclusivamente por essas posturas corporais (asanas). Para nosso desenvolvimento mágico precisamos de uma postura do corpo, não importa qual; a mais simples é a descrita anteriormente. Ela serve para aquietar o corpo a fortalecer a força de vontade. Mas além do corpo, é sobretudo o espírito e a alma que precisam de um trabalho sem perturbações, o que descreveremos em detalhes nos capítulos especiais subseqüentes.

Principalmente aqueles alunos que se cansaram muito mental e animicamente nos exercícios do Grau II, a por isso adormecem sistematicamente nos exercícios de concentração a de meditação, deveriam praticá-los na posição corporal aconselhada acima.

O aluno deve esforçar-se também em exercitar o domínio do corpo na vida prática. Através da observação a da atenção contínuas ele encontrará muitas oportunidades para isso.

Se nos sentirmos muito cansados, então devemos nos obrigar a realizar algum pequeno serviço ou dar um pequeno passeio. Se estivermos com fome, devemos adiar a refeição por cerca de meia hora, a se tivermos sede não devemos beber imediatamente, mas deixar passar um pouco de tempo. Na pressa costumeira devemos nos forçar a uma atitude mais lenta a vice-versa; quem for uma tartaruga, deve adotar um comportamento mais ágil. Fica a critério do aprendiz usar a sua força de vontade para dominar o seu corpo a os seus nervos a forçá-los a fazer o que for determinado.

OS QUATRO PILARES DA MAGIA

Conhecer, Ousar, Querer a Calar são os quatro pilares principais do templo de Salomão, portanto do macro a do microcosmo sobre os quais f oi erigida a sagrada ciência da magia. Relativamente aos quatro elementos, são estas as características básicas que todo mago deve possuir se quiser alcançar o grau mais elevado desta ciência.

SABER

Pode ser adquirido por qualquer um através de um estudo intenso, e o conhecimento de suas leis possibilita ao aprendiz alcançar, gradativamente, o estágio mais elevado da sabedoria.

OUSAR

Quem não teme sacrifícios nem obstáculos, a também não dá atenção às opiniões dos outros, mas mantém o objetivo sempre à sua frente sem se importar se terá sucesso ou fracassará, receberá a melhor das recompensas.

QUERER

É um aspecto da vontade que só pode ser alcançado com tenacidade, paciência a persistência no estudo da ciência sagrada a na sua aplicação prática. Quem pretende não só satisfazer sua curiosidade, mas levar a sério o seu estudo a escalar o caminho que o levará às mais luminosas alturas, precisará dispor de uma vontade inquebrantável.

CALAR

Quem gosta de se gabar a se promover exibindo sua sabedoria, não poderá nunca ser um verdadeiro mago. Um mago não precisa assumir ares de autoridade, muito pelo contrário, ele se esforça em não aparecer. Calar é ouro! Quanto mais ele se calar sobre as próprias experiências a conhecimentos, sem se isolar das outras pessoas, tanto mais poderes ele obterá da fonte primordial. Portanto, quem quiser obter o conhecimento e a sabedoria deverá empenhar-se em adotar essas quatro qualidades básicas, sem as quais ninguém conseguirá alcançar as coisas essenciais da magia sagrada.

Pilar

Significado segundo o autor

Conhecer

Estudo intenso e compreensão das leis da magia.

Ousar

Coragem para enfrentar obstáculos e manter-se fiel ao objetivo.

Querer

Vontade firme, perseverança e disciplina para seguir o caminho iniciático.

Calar

Discrição sobre as próprias experiências e humildade diante do conhecimento.

Texto original
1Conhecer, Ousar, Querer a Calar

Conhecer, Ousar, Querer a Calar são os quatro pilares principais do templo de Salomão, portanto do macro a do microcosmo sobre os quais foi erigida a sagrada ciência da magia. Relativamente aos quatro elementos, são estas as características básicas que todo mago deve possuir se quiser alcançar o grau mais elevado desta ciência. O saber mágico pode ser adquirido por qualquer um através de um estudo intenso, e o conhecimento de suas leis possibilita ao aprendiz alcançar, gradativamente, o estágio mais elevado da sabedoria.

1.1Querer

Querer: É um aspecto da vontade que só pode ser alcançado com tenacidade, paciência a persistência no estudo da ciência sagrada a na sua aplicação prática. Quem pretende não só satisfazer sua curiosidade, mas levar a sério o seu estudo a escalar o caminho que o levará às mais luminosas alturas, precisará dispor de uma vontade inquebrantável.

1.2Ousar

Ousar: Quem não teme sacrifícios nem obstáculos, a também não dá atenção às opiniões dos outros, mas mantém o objetivo sempre à sua frente sem se importar se terá sucesso ou fracassará, receberá a melhor das recompensas.

1.3Calar

Calar: Quem gosta de se gabar a se promover exibindo sua sabedoria, não poderá nunca ser um verdadeiro mago. Um mago não precisa assumir ares de autoridade, muito pelo contrário, ele se esforça em não aparecer. Calar é ouro! Quanto mais ele se calar sobre as próprias experiências a conhecimentos, sem se isolar das outras pessoas, tanto mais poderes ele obterá da fonte primordial.

Portanto, quem quiser obter o conhecimento e a sabedoria deverá empenhar-se em adotar essas quatro qualidades básicas, sem as quais ninguém conseguirá alcançar as coisas essenciais da magia sagrada.

GRAU III

INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO (III)

Concentração do Pensamento em Duas ou Três Ideias Simultaneamente

No segundo grau aprendemos a praticar a concentração dos sentidos, isto é, a induzir a concentração de cada um de nossos sentidos.

Neste grau ampliaremos essa capacidade, concentrando-nos não apenas em um sentido, mas em dois ou três simultaneamente.


Primeiro Exercício

Imagine plasticamente um relógio de parede com um pêndulo que vai e vem.

A representação imaginária deve ser tão real que pareça existir de fato um relógio na parede.

Ao mesmo tempo:

  • Veja o relógio;

  • Ouça o seu tic-tac.

Tente fixar essa dupla imaginação durante cinco minutos.

No início conseguirá fazê-lo apenas por alguns segundos, mas com a repetição constante o tempo aumentará.

"A prática cria o mestre!"


Outros Exercícios

Repita a experiência com outros objetos, por exemplo:

  • Um gongo, vendo a pessoa golpeando-o e ouvindo seus sons;

  • Um regato, vendo a água e ouvindo seu murmúrio;

  • Um campo de trigo, vendo o campo e ouvindo o vento.

O próprio aluno deve criar novas combinações envolvendo dois ou três sentidos ao mesmo tempo.

O autor recomenda dar especial atenção ao desenvolvimento de:

  • Visão;

  • Audição;

  • Tato.

"Devemos praticá-los todos os dias com perseverança."


Objetivo

O exercício estará completo quando conseguirmos fixar simultaneamente duas ou três concentrações sensoriais durante cinco minutos.

Caso o cansaço apareça:

  • Interrompa o exercício;

  • Retorne quando o espírito estiver mais desperto.

Também deve ser evitado adormecer durante a prática.

Segundo o autor:

"As primeiras horas da manhã são as mais propícias para os trabalhos de concentração."


Concentração do Pensamento em Objetos, Paisagens e Lugares

Escolha uma posição confortável.

Feche os olhos e imagine plasticamente um lugar conhecido, por exemplo:

  • Uma região;

  • Uma casa;

  • Um jardim;

  • Um campo;

  • Um bosque.

Todos os detalhes devem ser memorizados:

  • Cor;

  • Luz;

  • Forma.

A imagem deve ser tão nítida como se você realmente estivesse naquele lugar.

Se a imagem desaparecer, traga-a novamente ao pensamento.


Acrescentando Outros Sentidos

Depois de dominar a imagem visual, acrescente sons correspondentes.

Exemplo de um bosque:

  • Canto dos pássaros;

  • Murmúrio de um regato;

  • Vento entre as árvores;

  • Zumbido das abelhas.

O exercício estará completo quando conseguir imaginar o local utilizando dois ou três sentidos simultaneamente durante cinco minutos.


Com os Olhos Abertos

Depois de dominar o exercício com os olhos fechados, repita-o com os olhos abertos.

Fixe o olhar em um ponto ou no vazio.

Segundo o autor:

"O ambiente físico ao redor deve deixar de existir para você, e a imagem escolhida deve flutuar diante de seus olhos como uma miragem."

O objetivo continua sendo manter essa imagem durante cinco minutos.


Lugares Imaginários

Após dominar locais conhecidos, passe para locais completamente imaginários.

Primeiro:

  • Com os olhos fechados.

Depois:

  • Com os olhos abertos.

Sempre mantendo a imagem durante cinco minutos.


Concentração do Pensamento em Animais e Pessoas

Animais

Passe agora para seres vivos.

Imagine animais como:

  • Cães;

  • Gatos;

  • Pássaros;

  • Cavalos;

  • Vacas;

  • Galinhas.

Primeiro:

  • Imóveis.

Depois:

  • Em movimento.

Exemplos apresentados pelo autor:

  • Um gato lavando-se;

  • Um gato caçando um camundongo;

  • Um cão correndo;

  • Um cão latindo;

  • Um pássaro voando;

  • Um pássaro alimentando-se.

Primeiro com os olhos fechados e depois com os olhos abertos.

Objetivo:

Manter a imagem durante cinco minutos.


Pessoas Conhecidas

Depois dos animais, passe para pessoas.

Comece imaginando:

  • Amigos;

  • Parentes;

  • Conhecidos;

  • Pessoas falecidas.

Depois:

  • Pessoas desconhecidas.

Primeiro imagine:

  • O rosto;

  • A cabeça;

  • O corpo inteiro.

Sempre:

  • Olhos fechados;

  • Depois olhos abertos.


Pessoas em Movimento

Após dominar a imagem estática, imagine as pessoas:

  • Andando;

  • Trabalhando;

  • Falando.

Associe também outro sentido.

Por exemplo:

  • Ver a pessoa;

  • Ouvir sua voz.

O autor recomenda imaginar:

  • O tom da voz;

  • O ritmo;

  • A velocidade da fala.

Sempre buscando a maior fidelidade possível à realidade.


Pessoas Inventadas

Depois passe a criar pessoas completamente imaginárias.

Podem ser:

  • Homens;

  • Mulheres;

  • Crianças;

  • Jovens;

  • Idosos.

O autor também sugere imaginar pessoas de diferentes povos, como:

  • Indianos;

  • Negros;

  • Chineses;

  • Japoneses.

Como auxílio, recomenda utilizar:

  • Livros ilustrados;

  • Revistas;

  • Museus.


Objetivo Final

A instrução mágica do espírito do terceiro grau estará completa quando o aprendiz conseguir:

  • Imaginar qualquer objeto;

  • Qualquer lugar;

  • Qualquer paisagem;

  • Qualquer animal;

  • Qualquer pessoa;

com os olhos fechados e também com os olhos abertos,

mantendo a concentração por cinco minutos, podendo utilizar simultaneamente dois ou três sentidos.

"Os exercícios de concentração dessa etapa fortalecem não só a força de vontade e a capacidade de concentração, mas todas as forças em conjunto, intelectuais e espirituais."

Afirma ainda que esses exercícios constituem preparação para práticas posteriores como:

  • Transmissão do pensamento;

  • Telepatia;

  • Viagem mental;

  • Clarividência;

  • Vidência à distância.

"Sem essas capacidades o futuro mago não progredirá."

[Observação] Neste terceiro grau, a concentração deixa de trabalhar apenas objetos isolados e passa a construir cenários completos , combinando múltiplos sentidos e movimento. A progressão segue uma sequência bem definida: objetos → lugares → animais → pessoas , aumentando gradualmente a complexidade da imaginação e do controle mental.

INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA (III)

Antes de iniciar a instrução desse grau, para que não nos prejudiquemos devemos ter certeza de que em nossa alma prevalece o equilíbrio astral dos elementos, o que pode ser obtido pela introspecção e o auto-domínio.
Diante da certeza de não haver nenhum elemento predominante, devemos, no decurso da evolução, continuar a trabalhar no aperfeiçoamento do caráter; mas mesmo assim, já podemos passar ao trabalho com os elementos, no corpo astral.

Respiração dos Elementos no Corpo Inteiro

Nessa etapa, a tarefa é a adequação de si mesmo às características básicas dos elementos, tomando-os predominantes ou neutralizando-os novamente.

Já conhecemos a teoria dos efeitos dos elementos e conectaremos a ela a prática, como segue:

A) FOGO

O fogo, com sua expansão ou dilatação em todas as direções, possui como característica específica o calor; por isso ele tem a forma esférica.
Portanto, devemos adequar-nos sobretudo a essa característica, de acordo com a nossa constatação, e sermos capazes de evocá-la a qualquer momento, na alma e no corpo.

Vermelho

Ar

Azul

Água

Azul-esverdeado

Terra

Amarelo, cinza ou preto

A imaginação da cor é uma escolha totalmente individual, mas não é estritamente necessária.

Se alguém achar que ela facilita o trabalho, então pode utilizá-la logo no início.

O autor ressalta que, nesses exercícios, trata-se basicamente de uma imaginação sentida.


Resultado esperado do treinamento

Depois de um treinamento mais longo, cada um deve, por exemplo através do elemento fogo, conseguir produzir um calor tão grande a ponto de ele poder ser constatado num termômetro como uma temperatura de febre.

O autor enfatiza que esse pré-exercício do domínio dos elementos é imprescindível, devendo receber a máxima atenção.


Considerações finais

O tipo de fenômeno que um iniciado pode produzir através do domínio do elemento terra é muito diversificado, e fica a critério de cada um refletir sobre isso.

O autor conclui:

"O domínio dos elementos é o campo mais obscuro da magia; falou-se muito pouco sobre ele até hoje, porque ele contém o maior dos arcanos."

E acrescenta:

"Ao mesmo tempo é o campo mais importante da magia, e quem não conseguir dominar os elementos não alcançará muita coisa importante no conhecimento mágico."

Instrução Mágica do Corpo (III)

O primeiro grau do aprendizado em questão já deve ter-se tornado um hábito e deve ser praticado ao longo de todo o curso.

O segundo grau será agora ampliado: o tempo da posição tranquila do corpo deve ser expandido até chegar a meia hora.

Neste grau, a respiração pelos poros do corpo todo passará a ser específica de determinados órgãos individuais.

O aluno deverá ser capaz de deixar respirar pelos poros qualquer parte de seu corpo, à sua livre escolha.


Respiração Consciente pelos Órgãos

O exercício

Você deve sentar-se na posição habitual e fechar os olhos.

Com a consciência, transfira-se a uma de suas pernas; pode ser a esquerda ou a direita, tanto faz.

Imagine que a sua perna, como se fosse um pulmão, inspira e expira a força vital do Universo, ao mesmo tempo da sua respiração pulmonar normal.

A energia vital é inspirada (absorvida) a partir de todo o Universo e, através da expiração, jogada de volta a ele.


A sequência do treinamento

Ao conseguir realizar isso por sete vezes, passe para a outra perna e, depois, respire pelas duas pernas simultaneamente.

Em seguida faça a mesma coisa com:

  • Uma mão;

  • A outra mão;

  • As duas mãos simultaneamente.

Depois continue com os demais órgãos:

  • Órgãos sexuais;

  • Intestinos;

  • Estômago;

  • Fígado;

  • Baço;

  • Pulmões;

  • Coração;

  • Laringe;

  • Cabeça.

O exercício estará completo quando você conseguir fazer com que cada órgão de seu corpo, até o menor deles, respire por si só.

[Conceito-chave: o autor introduz aqui a transposição da consciência, isto é, dirigir completamente a atenção para um único órgão, fazendo-o "respirar" a força vital independentemente do restante do corpo.]


Finalidade do exercício

Esse exercício é muito significativo, pois nos permite:

  • Dominar cada uma das partes do corpo;

  • Carregá-la com energia vital;

  • Torná-la saudável e vivaz.

Se conseguimos alcançar isso em nós mesmos, então não será difícil atuar em outros corpos também através da transposição da consciência, que representa um papel importante na transmissão magnética de energia, ou seja, na arte mágica de curar.


Represamento da Energia Vital

a) Através da respiração pulmonar e pelos poros do corpo inteiro


O exercício

Sente-se na posição habitual e respire através dos pulmões e dos poros do corpo inteiro, inspirando a energia vital do Universo.

Porém desta vez você não deve devolvê-la, mas mantê-la em seu corpo.

Não pense em nada ao expirar; vá expirando o ar utilizado apenas aos poucos.

A cada nova respiração sinta como se inspirasse cada vez mais energia vital e a acumulasse em seu corpo, de certo modo represando-a.

Você deve sentir a pressão dessa energia vital como se fosse um vapor comprimido, imaginando que essa energia comprimida irradia de seu corpo como um aquecedor irradia calor.

A cada nova respiração a energia comprimida, ou de irradiação, torna-se maior, mais ampla, mais forte e mais penetrante.


Contagem e repetição

Devemos começar igualmente com sete inspirações, aumentando uma inspiração todos os dias.

O tempo de cada exercício não deve ultrapassar vinte minutos.


Aplicações

Esses exercícios devem ser realizados principalmente naqueles trabalhos e experiências que exigem uma quantidade e uma penetração grandes de energia vital, como:

  • Tratamento de doentes;

  • Ação à distância;

  • Magnetização de objetos.


Retorno ao estado normal

Quando a energia vital armazenada dessa maneira não for mais necessária, o corpo deve ser trazido de volta à sua tensão original, pois não é aconselhável permanecer com uma tensão superdimensionada no dia a dia.

Os nervos ficariam muito excitados, provocariam tensões anormais e outras consequências nefastas.

A experiência é finalizada ao devolvermos a energia represada ao Universo, expirando-a do corpo através da imaginação.

Então devemos inspirar apenas ar puro e expirar a tensão da energia vital até chegarmos ao equilíbrio.


Após muito treinamento

Com a prática, o mago conseguirá transferir a energia vital ao Universo de uma só vez, explosivamente, como o estouro de um pneumático cheio de ar.

Essa eliminação brusca, porém, só pode ser feita depois de muito treino, quando o corpo já se tornou suficientemente autodefensivo.

[Observação] Diferentemente do exercício anterior, em que a energia vital apenas atravessa o corpo durante a inspiração e a expiração, aqui o objetivo é acumulá-la conscientemente , aprendendo depois a utilizá-la e liberá-la de forma controlada. Esse é um dos fundamentos para as futuras práticas de magnetização e cura descritas pelo autor.

Calor

Ar

Leveza

Água

Frio

Terra

Peso

Objetivo: aprender a inspirar, acumular e depois devolver cada elemento ao Universo, dominando suas qualidades sem romper o equilíbrio dos elementos.

Os exercícios do primeiro grau devem tornar-se hábitos permanentes:

Lavagens frias e fricções.
Ginástica matinal.
Respiração consciente.
Alimentação consciente.
Magia da água.

Represamento da Energia Vital

a) Através da respiração pulmonar e dos poros

Acumular energia vital no corpo.
Comprimir essa energia até irradiá-la intensamente.
Aprender a descarregá-la corretamente após o exercício.

b) Nas diversas partes do corpo

Acumular energia vital em órgãos ou membros específicos.
Projetar essa energia para fora do corpo.
Preparação para trabalhos de magnetismo e cura.

Ao adquirir uma certa habilidade no exercício anterior, podemos aos poucos passar a praticá-lo com cada parte do corpo isoladamente , especializando-nos principalmente nas mãos .

Apêndice ao Grau III

Caso o aluno esforçado e empenhado na sua evolução mágica tenha conseguido chegar até aqui, então ele poderá notar uma mudança geral no seu ser .
Suas capacidades mágicas terão crescido em todas as esferas.

Impregnação do ambiente

Carregar ambientes com energia vital e desejos específicos.
Purificação, proteção, inspiração, saúde ou outras finalidades.

Biomagnetismo

Carregamento de objetos.
Tratamento magnético de pessoas.
Aplicação das leis do tempo e do espaço.
Utilização consciente da energia vital para fins terapêuticos.
[Observação] O Grau III representa uma transição importante na obra. Até aqui, o treinamento concentrou-se principalmente no domínio da própria mente, alma e corpo . A partir deste ponto, o autor passa a ensinar como projetar conscientemente a energia para fora de si , aplicando-a em ambientes, objetos e pessoas. Esse domínio da energia vital servirá de base para praticamente todos os graus seguintes.

A postura (Asana)

No domínio do corpo escolhemos uma posição na qual podemos permanecer confortavelmente e sem perturbações.
Os hindus chamam essa posição de asana . Para fins elucidativos, daqui em diante nós também usaremos essa expressão.
[Conceito-chave] Asana é o termo utilizado pelo autor para designar a postura corporal mantida durante os exercícios.

O exercício de inspiração

Assuma essa posição (asana) e pense no ponto central do elemento fogo que envolve todo o Universo, de forma esférica.
Imagine que tudo à sua volta, inclusive todo o Universo, é feito de fogo.
Então comece a inspirar esse elemento com o nariz e com todo o corpo ( respiração pelos poros ) ao mesmo tempo. Respire regular e profundamente, sem pressionar o ar ou forçar o pulmão.
O corpo material denso e o corpo astral devem assemelhar-se a um recipiente vazio no qual o elemento é inspirado, ou melhor, absorvido, a cada inspiração.

A cada inspiração:

o calor do elemento deve ser aumentado e comprimido no corpo;
a incandescência deve tornar-se cada vez mais intensa;
o calor e a força de expansão devem crescer continuamente;
a pressão ígnea deve aumentar, até finalmente nos sentirmos totalmente incandescentes e ardendo em fogo.
Todo o processo de inspiração do elemento ígneo através do corpo inteiro é naturalmente só imaginário, e deve ser realizado em conjunto com a imaginação plástica do elemento.

Contagem e repetição

No início devemos fazer sete inspirações do elemento fogo, acrescentando mais uma a cada novo exercício.
Em média, são suficientes 20 ou 30 inspirações .
Só os alunos mais fortes fisicamente e com maior força de vontade conseguirão superar esse limite.
Para não ter que contar o número de inspirações devemos usar o cordão de contas ou de nós , passando um nó ou uma conta adiante a cada nova inspiração.
No começo o calor imaginado é sentido só pela alma, mas, a cada nova experiência, a incandescência torna-se mais perceptível, tanto na alma quanto no corpo.
Ela pode aumentar a temperatura do corpo (eventualmente provocando transpiração) até ao nível da febre.
Se enquanto isso o aluno tiver estabelecido o equilíbrio dos elementos na alma, então essa acumulação de um elemento no corpo não provocará maiores danos.

A cada novo exercício faça uma respiração a mais .
Quanto mais frequente for a realização de suas experiências, tanto mais nítida será a sua percepção do elemento água, com toda a sua frieza característica.
Você deve imaginar-se na forma de um cubo de gelo .
Cada um dos exercícios não deve ultrapassar vinte minutos .
Com o tempo, você deverá conseguir esfriar seu corpo também quando estiver fazendo muito calor, num verão dos mais quentes.
[Conceito-chave] Assim como o fogo trabalha com a sensação de calor e o ar com a leveza, o elemento água é desenvolvido por meio da sensação de frio , cuja imagem central é a de tornar-se um cubo de gelo .

O exercício de expiração (processo inverso)

Depois de finalizar o exercício da acumulação imaginária do elemento fogo, devemos sentir a sua força de incandescência e de expansão e treinar a sequência inversa.
Inspirando normalmente pela boca, e expirando tanto pela boca quanto pelo corpo todo ( expiração pelos poros ), devemos jogar o elemento fogo de volta ao Universo.
Essas respirações para a expiração do elemento devem ser feitas com a mesma frequência com que foram feitas as respirações anteriores para a inspiração.

Exemplo:

  • 7inspirações → 7 expirações.

Isso é muito importante, porque depois do exercício o aluno deve ter a sensação de que não sobrou nem um pedacinho de elemento nele, e a sensação de calor também deve desaparecer totalmente.

Por isso é aconselhável usar o cordão de contas ou de nós para a contagem, tanto da inspiração quanto da expiração.


Sobre os olhos

Os exercícios devem ser realizados:

  1. Primeiro com os olhos fechados.

  2. Depois com os olhos abertos.


Referência: Alexandra David-Neel e o Tumo

A pesquisadora e viajante Alexandra David-Neel, que estudou e conheceu bem os costumes do Tibet, descreveu em seus livros uma experiência semelhante chamada Tumo, supostamente realizada pelos lamas.

Entretanto, segundo o autor, esse método não é muito adequado à prática pelos europeus e não deve ser recomendado aos alunos de magia.


Os praticantes orientais e o Sadhana

No Oriente existem iniciados que praticam esse tipo de exercício (chamado de Sadhana) durante anos e materializam o elemento fogo de tal forma que conseguem até andar nus e descalços mesmo nas estações mais frias do ano sem sentirem o efeito do frio, conseguindo secar com o calor do próprio corpo os panos molhados que os envolvem.

Através da acumulação do elemento fogo eles conseguem influir no ambiente que os cerca e, com isso, diretamente na natureza, derretendo a neve e o gelo que estão a metros, ou até a quilômetros de distância à sua volta.

Esses e outros fenômenos semelhantes também podem ser provocados por um europeu, se ele se dispuser a gastar o tempo necessário para o treinamento.

Mas, para a nossa evolução mágica, é necessário dominarmos não só um elemento, mas todos eles, o que seria o correto do ponto de vista mágico.

B) AR

Agora seguem-se os exercícios do elemento ar, que devem ser realizados do mesmo modo que os do elemento fogo, só que com a imaginação de uma sensação diferente.


A preparação

Coloque-se na mesma posição confortável do corpo, feche os olhos e imagine encontrar-se no meio de um espaço aéreo que preencha todo o Universo.

Nada do que estiver em volta deve ser considerado, e não deve existir nada para você além desse espaço pleno de ar que envolve todo o Universo.


O exercício de inspiração

Você deverá inspirar esse elemento aéreo para o recipiente vazio da alma e do corpo material denso através da respiração total do corpo (pelos poros e pelos pulmões).

A cada respiração o corpo todo vai sendo preenchido com mais ar.

Você deve fixar a imaginação de que, a cada respiração, o seu corpo se preenche de ar de tal forma a parecer um balão.

Ao mesmo tempo imagine que seu corpo vai se tornando cada vez mais leve, tão leve quanto o próprio ar.

A sensação de leveza deve ser tão intensa a ponto de você mesmo não sentir mais o próprio corpo.


Contagem e repetição

Do mesmo modo que no exercício do elemento fogo, o do elemento ar deve ser iniciado com:

  • 7inspirações ;

    7expirações .

    Depois de concluído o exercício devemos ter novamente a sensação de que não sobrou nada do elemento ar em nosso corpo , e que nos sentimos tão normais quanto antes do exercício.
    Para não precisar contar, podemos usar novamente o cordão de nós ou de contas .
    De um exercício a outro devemos aumentar o número de inspirações e expirações, mas sem ultrapassar o número quarenta .

    Sobre os resultados do treinamento

    Segundo o autor, os iniciados do Oriente dominam esse elemento tão completamente que conseguem produzir grandes fenômenos com ele.

    Através do treinamento constante, alguns iniciados conseguem até:

    Levitar;
    Andar sobre a superfície da água;
    Flutuar no ar;
    Deslocar o corpo;
    principalmente quando o iniciado se concentra em um único elemento.

    Entretanto, o autor ressalta:

    "Mas nós magos não nos satisfazemos com fenômenos unilaterais, pois não é esse nosso objetivo."

    Nossa vontade é penetrar mais profundamente na descoberta e no domínio dos elementos, para evoluirmos cada vez mais.

    [Observação] Assim como no exercício do fogo, o autor utiliza uma imagem central para orientar toda a prática. No elemento fogo, a sensação predominante é o calor e a expansão ; no elemento ar, passa a ser a leveza , até que o corpo seja percebido como extremamente leve, "como um balão".

    C) ÁGUA

    A preparação

    Assuma novamente aquela posição habitual do corpo, feche os olhos e esqueça todo o ambiente ao redor.
    Imagine que todo o Universo se parece a um oceano infinito e que você se encontra em seu ponto central.

    O exercício de inspiração

    Com cada respiração de corpo inteiro, o seu corpo se preenche com esse elemento.
    Você deve sentir o frio da água em todo o corpo.
    Quando ele estiver completamente cheio do elemento, depois de sete inspirações , passe à etapa seguinte.

    O exercício de expiração

    Expire o elemento água por sete vezes .
    Em cada expiração você deverá eliminar esse elemento água do corpo, de modo que, na última delas, não sobre mais nada .
    Nesse caso também o cordão de nós ou de contas lhe será muito útil para controlar o número de inspirações e expirações.

    Entre os exemplos citados estão:

    Produzir chuva na época mais quente e seca;
    Interromper a chuva;
    Afastar tempestades;
    Tranquilizar o mar bravio;
    Dominar todos os animais que vivem debaixo da água.

    O autor conclui:

    "Para o mago verdadeiro, esses e outros fenômenos semelhantes são facilmente explicáveis."

d) Terra

Agora resta-nos descrever ainda o último elemento, o da terra.


A preparação

Assim como nos exercícios anteriores com os elementos, assuma aquela sua posição confortável.

Desta vez imagine o Universo inteiro como terra, e você no seu ponto central.

Não imagine a terra como um punhado de barro, mas sim como matéria densa.

A característica específica da matéria do elemento terra é a densidade e o peso.


O exercício de inspiração

Com a ajuda da respiração de corpo inteiro, você deve preencher todo o seu corpo com essa matéria pesada.

No início faça sete inspirações, acrescentando uma respiração a mais em cada novo exercício.

Você deve concentrar em si mesmo tanta matéria a ponto do corpo ficar pesado como uma bola de chumbo, parecendo quase paralisado.


O exercício de expiração

A expiração é a mesma dos outros elementos.

No final do exercício você deverá sentir-se tão normal quanto no início dele.

A duração do exercício não deve ultrapassar vinte minutos.

[Conceito-chave] O elemento terra é desenvolvido por meio da sensação de peso e densidade , cuja imagem central é a de tornar o corpo pesado como uma bola de chumbo .

Referência: o Sadhana tibetano

Esse exercício ( Sadhana ) é realizado por muitos lamas tibetanos.
Segundo o autor, eles começam a meditar sobre um punhado de lama, deslocam-no e meditam novamente sobre ele.
O verdadeiro mago, porém, consegue captar e dominar o elemento de um modo mais simples, diretamente na sua raiz, e portanto não precisa desses processos complicados de meditação .

As cores dos elementos

A cor dos diversos elementos pode servir como imaginação auxiliar:

Elemento

Cor sugerida

Especialização por partes do corpo

O mesmo represamento da energia vital, antes realizado no corpo inteiro, passa agora a ser executado em regiões específicas do corpo.
O autor recomenda dar atenção especial às mãos , pois elas desempenham um papel importante na prática mágica.
[Conceito-chave: neste exercício, a energia vital deixa de ser acumulada apenas no corpo inteiro e passa a ser concentrada deliberadamente em uma única parte do corpo, conforme a vontade do praticante.]

As mãos e os olhos

Segundo o autor:

Os iniciados conseguem realizar esse exercício também com os olhos , podendo influenciar não apenas uma pessoa, mas até grandes multidões e submetê-las à sua vontade.
O mago que domina esse exercício com as mãos adquire o chamado poder da bênção .
É nisso que, segundo o autor, reside o mistério da bênção, da imposição das mãos nas doenças , entre outras práticas.

Objetivo do exercício

O exercício deste grau estará completo quando conseguirmos:

Conter a energia vital não apenas em todo o corpo;
Acumulá-la também em cada parte dele isoladamente;
Projetar a irradiação dessa energia represada diretamente para o exterior.
[Observação] Percebe-se uma progressão clara ao longo dos três graus: primeiro aprende-se a absorver a energia vital, depois a acumulá-la e, por fim, a concentrá-la e projetá-la conscientemente através de partes específicas do corpo, especialmente as mãos. Isso prepara o praticante para os exercícios mais avançados dos graus seguintes.

Transformações Obtidas

Na esfera Mental

O aluno terá conseguido:

Maior força de vontade;
Maior capacidade de defesa;
Memória melhor;
Capacidade mais aguda de observação;
Compreensão mais clara das coisas.

Na esfera Astral

Ele perceberá que se tornou:

Mais tranquilo;
Mais equilibrado;
E, conforme a sua predisposição, poderá até ver despertarem capacidades antes adormecidas .

Mais saudável;
Mais ágil;
Mais jovial.
Sua energia vital será bem superior à de muitos contemporâneos.
Na vida prática obterá muitas realizações através de seu poder de irradiação .

No mundo Material

Capacidades adquiridas

Segundo o autor, através dessa força de irradiação o mago poderá:

Libertar um ambiente das influências negativas;
Preenchê-lo com energia vital;
Tratar doenças à distância, enviando sua irradiação por quilômetros;
Carregar objetos com seus desejos.
O autor observa que esses exemplos representam apenas algumas aplicações, e que o próprio aluno descobrirá novas possibilidades conforme evoluir.
[Observação] O autor faz um alerta importante: essas capacidades podem ser utilizadas tanto para o bem quanto para o mal. Por isso reforça o princípio:

"O homem colhe aquilo que semeia."

Seu objetivo deve ser sempre o bem supremo.


Impregnação de Ambientes

O trabalho com o magnetismo possui inúmeras aplicações. Como exemplo, o autor apresenta a impregnação de ambientes.


O exercício

Inspire a energia vital através da respiração pelos pulmões e pelos poros do corpo todo.

Pressione essa energia em seu corpo com toda a força da imaginação até chegar a irradiá-la dinamicamente.

Imagine que:

  • Seu corpo é uma energia luminosa;

  • Um ponto de incandescência;

  • Ou mesmo um sol individual.

A cada inspiração fortaleça essa energia comprimida e preencha com ela todo o ambiente em que você se encontra.


A irradiação do ambiente

Com a ajuda dessa energia de irradiação, o ambiente deverá literalmente iluminar-se com uma luz semelhante à do sol.

Segundo o autor, com exercícios constantes é possível chegar ao ponto de iluminar um ambiente escuro, tornando os objetos visíveis, não apenas para o aluno, mas também para outras pessoas.

Ele ressalta, porém, que essa luz é fruto do treinamento da força de imaginação.


A impregnação do ambiente

O mago sabe que a energia vital possui um caráter universal.

Ela não é apenas portadora de desejos, ideias e pensamentos, mas também materializadora da imaginação.

Ao preencher o ambiente com essa energia, o aluno deverá imaginar aquilo que deseja obter, por exemplo:

  • Que todas as influências astrais e mágicas sejam purificadas;

  • Que qualquer pessoa que entre no ambiente sinta-se saudável e bem;

  • Que o local favoreça inspiração;

  • Sucesso nos trabalhos;

  • Harmonia.


Proteção do ambiente

Segundo o autor, magos mais avançados conseguem proteger determinados ambientes.

Eles podem carregá-los com ideias de:

  • Proteção;

  • Temor.

Assim, pessoas não bem-vindas sentiriam desconforto ao entrar ou não desejariam permanecer no local.

O autor afirma ainda que um ambiente pode ser carregado de maneira tão intensa que uma pessoa sem autorização poderia sentir-se repelida ou como que paralisada.


Formas de carregamento

O autor descreve duas possibilidades:

Pela energia acumulada no próprio corpo

Com a expiração, o mago pode devolver a energia vital represada, deixando no ambiente apenas sua energia de irradiação ou iluminação.

Diretamente do Universo

Com maior experiência, o mago pode transferir a energia vital diretamente do Universo para o ambiente, sem antes represá-la em seu próprio corpo, impregnando-o ao mesmo tempo com seus desejos.


Alcance da prática

Segundo o autor:

  • A imaginação, junto com a força de vontade, a crença e uma forte convicção, não conhece limites.

  • O trabalho não precisa restringir-se a um único ambiente.

  • É possível impregnar dois ou mais ambientes simultaneamente.

  • Pode-se carregar uma casa inteira com energia vital.

  • O mesmo trabalho pode ser realizado a grandes distâncias, pois, segundo o autor, a imaginação não está limitada pelo tempo nem pelo espaço.

O texto encerra afirmando:

"Quanto à sua evolução, suas intenções serão só boas e nobres, e assim seu poder será ilimitado."

"O treinamento cria o mestre!"

Biomagnetismo

Vamos conhecer agora outra característica específica da energia vital, especialmente importante para o trabalho mágico.

Como já sabemos, qualquer objeto, animal, homem ou forma de pensamento pode ser carregado com energia vital e com o respectivo desejo de realização ou de concretização.

Entretanto, segundo o autor, a energia vital possui outra característica importante.


A influência sobre a energia vital

A energia vital também possui a característica de:

  • Aceitar pensamentos;

  • Ser influenciada por pensamentos estranhos;

  • Ligar-se a sentimentos estranhos.

Assim, a energia vital concentrada pode misturar-se com outras vibrações mentais.

Como consequência, o efeito do desejo originalmente impregnado pode enfraquecer ou desaparecer, caso o mago não fortaleça continuamente essa tensão através da repetição.

[Conceito-chave: a energia vital não permanece "presa" indefinidamente ao desejo inicial. Ela pode ser influenciada por outras vibrações mentais se não houver uma manutenção consciente da intenção.]


A limitação desse método

Segundo o autor, manter continuamente essa tensão por meio de repetições:

  • Consome muito tempo;

  • Pode exercer influência desfavorável sobre o trabalho.

O efeito desejado permanece apenas enquanto a tensão mental continua predominando.

Depois disso, a energia vital:

  • Esvai-se;

  • Mistura-se com outras vibrações;

  • Faz o efeito desaparecer gradativamente.


A Lei do Biomagnetismo

Para evitar esse problema, o autor afirma que o mago deve conhecer a lei do biomagnetismo.

Segundo essa lei:

A energia vital não aceita apenas:

  • Uma ideia;

  • Uma imaginação;

  • Um pensamento;

  • Um sentimento.

Ela também aceita um conceito de tempo.


Tempo e espaço na impregnação

Essa característica da energia vital deve ser considerada:

  • No trabalho com a energia vital;

  • E, posteriormente, no trabalho com os elementos.

O autor conclui que, a cada impregnação de um desejo, deve-se considerar também:

  • O tempo;

  • O espaço;

utilizando a própria energia vital como veículo dessa programação.

[Observação] Este capítulo introduz um novo conceito importante: além de carregar um desejo, o praticante passa a "programar" quando e onde esse desejo deverá atuar. É essa associação entre intenção, tempo e espaço que o autor chama de biomagnetismo , servindo de base para as regras práticas apresentadas no trecho seguinte.
O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo a de espaço.
O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo e de espaço.
Na esfera mental operamos com o tempo; na esfera astral com o espaço (forma e cor); e no mundo material denso com tempo e espaço simultaneamente.
[Conceito-chave: o autor estabelece uma correspondência entre cada plano de existência e a forma como tempo e espaço atuam nele. Essa será a base para todos os trabalhos de biomagnetismo descritos a seguir.]

Plano

Atua por meio de

Esfera Mental

Tempo

Esfera Astral

Espaço (forma e cor)

Plano Material

Tempo e espaço simultaneamente

Carregamento de um ambiente

Por meio de alguns exemplos pretendo tornar compreensível o trabalho com o biomagnetismo.
Com a ajuda da energia vital carregue um espaço com o desejo de sentir-se bem e saudável nele.
Você encanta, ou melhor dizendo, atrai a energia do desejo de que a influência permaneça no ambiente enquanto você estiver nele ou habitá-lo e também se estabilize quando você tiver que deixá-lo ou talvez ficar por mais tempo longe dele.
Se alguma outra pessoa entrar em sua casa sem saber que ali existe uma concentração de energia vital, ela também se sentirá à vontade.
De vez em quando você poderá fortalecer a densidade e a energia da irradiação em sua casa através da repetição do desejo.
Quando você estiver dentro de uma casa influenciada desse modo, a energia vital atraída terá uma influência positiva constante sobre sua saúde e, portanto, sobre o seu corpo.
Nesse ambiente a energia vital possui a vibração do desejo da saúde.

Mudança da finalidade do ambiente

Mas se você, por exemplo, tiver a intenção de realizar, nesse ambiente, práticas ocultas que não têm nada a ver com a saúde e possuem vibrações-imaginações diferentes, então não terá os benefícios que teria em um ambiente não carregado ou carregado previamente com suas ideias ou desejos.
Por isso é sempre melhor, quando você quiser carregar o ambiente com aquelas vibrações-imaginações, considerar seus trabalhos e exercícios momentâneos.
[Observação: o autor recomenda que a impregnação do ambiente seja compatível com a finalidade do trabalho que será realizado nele.]

Carregamento de objetos

Você também pode, por exemplo, carregar um anel, uma pedra, etc., com o desejo de que o seu proprietário tenha muita sorte e sucesso.
Nesse caso existem duas possibilidades de encantamento ou impregnação.

Primeira possibilidade

A primeira consiste em atrair a energia vital à pedra ou ao metal com a força da imaginação e a concentração no desejo, terminando por determinar que a energia deverá permanecer ali constantemente e até atrair mais energia do Universo, fortalecendo-se sempre e trazendo felicidade e sucesso à pessoa em questão, pelo tempo em que ela usar o objeto.
Se assim o desejarmos, podemos também carregar o objeto escolhido somente por pouco tempo, isto é, para que a influência termine quando o objetivo almejado tiver sido alcançado.

Segunda possibilidade — Carregamento universal

A segunda possibilidade é chamada de carregamento universal .
Ela é feita do mesmo modo, porém com a concentração no desejo de que, enquanto o objeto existir (anel, pedra, joia), ele deverá trazer felicidade e sucesso ao seu portador, quem quer que ele seja.
Segundo o autor, esses carregamentos universais efetuados por um iniciado conservam o efeito pleno da energia por centenas de anos.
A história das múmias egípcias mostrou-nos que essas energias de encantamento conservam o seu efeito por milhares de anos.

Objetos destinados a uma pessoa específica

Se um talismã ou um objeto carregado especialmente para uma determinada pessoa cair em mãos estranhas, ele não exercerá seu efeito nessa outra pessoa.
Mas se o proprietário original conseguir recuperá-lo, o seu efeito retorna automaticamente.
[Referência citada pelo autor: Winckelmann — "Das Geheimnis der Talismane und Amulette" ("O Segredo dos Talismãs e dos Amuletos").]

Magnetismo de Cura

A seguir passarei a descrever outro tipo de trabalho com a energia vital: o magnetismo de cura .
Quando o mago trata de um doente pessoalmente através de passes magnéticos ou da imposição das mãos, ou à distância, através da imaginação e da vontade, ele terá que observar a lei do tempo , se quiser ser bem-sucedido em seu intento.

O método comum de magnetização

O tipo usual de magnetização é aquele em que o magnetizador, com a ajuda da imaginação, deixa fluir a energia vital de seu corpo, geralmente das mãos, para o doente.
Esse método pressupõe que o magnetizador esteja totalmente são e tenha um certo excesso de energia vital, caso não queira prejudicar a própria saúde.

Riscos desse método

Infelizmente já presenciei casos tristes em que o magnetizador, através de uma doação muito grande de sua própria energia vital, sofreu danos tão graves em sua saúde que chegou perto de um colapso nervoso total, além de começar a sentir outros efeitos colaterais, como palpitações, asma e outros.
Essas consequências são inevitáveis quando o magnetizador despende mais energia do que é capaz de captar, principalmente quando trata de muitos pacientes de uma só vez.

Outra desvantagem

Mas esse método possui uma desvantagem a mais.
Além da própria energia, o magnetizador transfere ao paciente também as características de sua própria alma, influenciando indiretamente a alma do doente.
É por isso que se pressupõe, e se exige, que todo magnetizador tenha um caráter nobre.

[Referência citada pelo autor: Jürgens — "Wie magnetisiere ich?" ("Como eu magnetizo?").]

Porém, se o magnetizador tiver um paciente com um caráter pior do que o seu, então ele corre o risco de atrair indiretamente essas influências negativas para si, o que, sob todos os aspectos, representa uma grande desvantagem.

O procedimento recomendado ao ocultista

Se ele for uma pessoa instruída nas ciências ocultas, então dará ao paciente a energia vital não simplesmente de seu próprio corpo, mas extraindo-a do Universo para canalizá-la através das mãos ao corpo do doente, sempre com a concentração do desejo de saúde.
Em ambos os métodos as magnetizações devem ser repetidas várias vezes, caso se queira alcançar um sucesso rápido, pois a desarmonia, a doença ou o foco da doença absorvem e usam rapidamente a energia transferida.
Ela torna-se faminta por mais energia e assim cria a necessidade da repetição do tratamento para que o estado do paciente não piore.

O método utilizado pelo mago

Para o mago o caso é diferente.
O paciente só sente um alívio quando o mago abre a sua alma, isto é, quando represa a energia vital dinâmica em seu próprio corpo e lhe envia raios de luz dessa energia.
Para isso o mago pode empregar diversos métodos, mas sem deixar de manter a imaginação do desejo de que o paciente melhore a cada hora e a cada dia que passa.
Em seguida apresentarei alguns métodos que o mago poderá usar no tratamento de doentes.

Conhecimento necessário

Ele deve, antes de mais nada, estar bem familiarizado com o reconhecimento das doenças e de seus sintomas.
Esse tipo de conhecimento pode ser adquirido através de um estudo pormenorizado da literatura especializada no assunto.
Naturalmente ele também deverá ter bons conhecimentos anatômicos.
Com certeza ele não será tão imprudente a ponto de tentar curar doenças que exigem alguma intervenção cirúrgica, nem aquelas doenças infecciosas que não podem ser curadas somente pela sua interferência.

Trabalho em conjunto com a medicina

Mas nesses casos ele terá possibilidade de acelerar o processo da cura, provocar o alívio das dores, tudo isso paralelamente ao tratamento convencional.
Isso pode até ser feito à distância.
Um fato bastante promissor é a própria especialização dos médicos nesse campo, que, ao lado da arte médica convencional, também saberão utilizar a prática mágica.
Por isso o mago só deve tratar daqueles doentes diretamente recomendados pelo médico para esse tipo de tratamento, ou então trabalhar em conjunto com esse profissional, para não ser chamado de curandeiro ou charlatão.

A postura do mago

Mas acima de tudo o mago deve almejar a cura e o bem-estar do doente sem visar recompensas ou pagamentos.
Deve também rejeitar o desejo de fama e reconhecimento.
Se ele se mantiver fiel ao ideal elevado de praticar o bem, com certeza alcançará a graça divina.
Magos que têm pensamentos altruístas ajudam os que sofrem sem que estes saibam disso.
Esse tipo de ajuda é a mais abençoada.
[Observação] Este trecho marca uma transição importante da obra. Até aqui o autor ensinou principalmente o desenvolvimento e o domínio da própria energia vital. A partir deste ponto ele passa a explicar como essa energia pode ser aplicada externamente , primeiro em ambientes e objetos e, em seguida, em tratamentos de cura. Também reforça uma ideia recorrente no livro: a intenção moral do praticante é considerada parte essencial da eficácia da prática.

Tratamento Magnético de Doentes

Preparação do mago

Antes de se aproximar do leito do doente, faça pelo menos sete respirações pulmonares e pelos poros , concentrando uma enorme quantidade de energia vital em seu corpo, extraindo-a do Universo e deixando-a irradiar em forma de luz, quase tão forte quanto a do sol.
Através de repetidas inspirações de energia vital, tente provocar uma irradiação de pelo menos dez metros ao redor de seu corpo , o que corresponde à energia vital de aproximadamente dez pessoas normais.
Você deve ter a sensação de que a energia vital represada irradia de seu corpo em forma de luz, como se fosse um sol.
Ao aproximar-se do paciente, você provocará nele uma sensação de bem-estar que o envolverá totalmente e, se não tiver uma doença muito dolorosa, ele sentirá também um alívio imediato das dores.
[Conceito-chave] Antes de tratar outra pessoa, o mago prepara-se acumulando energia vital suficiente para irradiá-la sem utilizar sua própria reserva pessoal.

Transmissão da energia ao paciente

Essa energia de irradiação luminosa represada deve ser transmitida ao doente individualmente, ficando a critério do mago manejá-la como lhe aprouver.
Um mago instruído não precisa efetuar passes magnéticos nem impor as mãos, pois estes são apenas meios auxiliares , suportes para a expressão da vontade.
É suficiente que o mago pegue uma ou ambas as mãos do paciente e trabalhe com a imaginação.
Os olhos podem permanecer abertos ou fechados; se desejar, poderá olhar para o paciente, mas isso não é indispensável.
[Observação] Segundo o autor, o principal instrumento do tratamento não são os gestos, mas a imaginação dirigida pela vontade .

Visualização da cura

Você deverá imaginar que a energia de irradiação luminosa ao seu redor flui para o corpo do paciente, é pressionada pela imaginação para dentro dele, penetrando por todos os seus poros e iluminando-o.
Com a sua vontade, deverá induzir essa energia a curar o mal.
Ao mesmo tempo deverá imaginar que o doente melhora a cada hora e a cada dia que passa, adquirindo uma aparência cada vez mais saudável, desejando que a energia de irradiação luminosa permaneça no corpo do paciente até que ele esteja completamente curado.

Intensidade da irradiação

Quando você carregar quantitativamente o corpo do paciente com uma energia de irradiação que corresponda aproximadamente a um metro de raio , equivalente à irradiação natural de uma pessoa saudável, conforme o tipo de doença será capaz de provocar a cura rapidamente.
Repita o carregamento depois de algum tempo, fortalecendo a capacidade de expansão da energia de irradiação concentrada, e você se espantará com o sucesso alcançado.

O autor destaca três fatores importantes:

A energia de irradiação não enfraquece , pois foi atraída do Universo e constantemente renovada.
Foi determinado um prazo , induzindo o corpo a melhorar continuamente.
A energia foi adaptada ao espaço correspondente à circunferência em torno do corpo.
[Princípio aplicado] Aqui o autor volta a utilizar a lei do tempo e do espaço , apresentada anteriormente no biomagnetismo.

Renovação automática da energia

Nesse método o mago notará que sua energia de irradiação luminosa transmitida ao paciente não diminui , mas continua brilhando com a mesma intensidade.
Isso ocorre porque a energia vital comprimida no corpo se renova automaticamente, como em vasos comunicantes , substituindo imediatamente a energia irradiada.
Assim, o mago poderá tratar centenas de doentes sem que seus nervos ou sua força espiritual sejam prejudicados.

Segundo método

Pressionamento direto da energia vital

Outro método consiste em pressionar a energia vital, por meio da imaginação, diretamente ao corpo do doente, ou apenas à parte enferma, através dos poros.
Essa energia deverá ser constantemente renovada a partir do Universo até a cura completa.
Também aqui a imaginação do desejo deve considerar o tempo e o espaço , permanecendo ativa até a cura total.
No entanto, esse método só pode ser empregado em pacientes cuja energia nervosa ainda não esteja totalmente esgotada e que suportem uma maior pressão de energia vital.
No mago instruído, o represamento da energia vital torna-se uma energia materializada, comparável à eletricidade.
Segundo o autor, esse método é mais simples e bastante eficiente.

Terceiro método

Respiração da energia vital

Outro método bastante peculiar consiste em fazer o doente inspirar a energia de irradiação luminosa do mago por meio da imaginação.
Se o paciente conseguir concentrar-se, ele próprio realizará esse exercício; caso contrário, o mago fará a visualização por ele.
Sua energia de irradiação alcança cerca de dez metros ao redor do corpo.
Como o paciente encontra-se dentro dessa irradiação, ele praticamente permanece imerso na luz impregnada com o desejo de cura.
O paciente deverá imaginar que, a cada respiração, inspira essa energia de irradiação juntamente com a cura.
Também deverá imaginar que esse poder de cura continuará atuando mesmo depois que o mago deixar o local.

Quando o paciente não consegue concentrar-se

Caso o paciente não esteja em condições de concentrar-se, ou seja uma criança, o próprio mago deverá imaginar que o doente absorve a energia vital a cada respiração, conduzindo-a ao sangue e promovendo a cura.
Nesse caso também deverá manter o desejo de que a energia inspirada continue atuando positivamente no paciente.
O autor define esse procedimento como uma respiração de energia vital conduzida do corpo do mago para outro corpo .

Referência bíblica

O autor relaciona esse método ao episódio bíblico em que Cristo foi tocado por uma mulher enferma em busca de cura.

Segundo o texto:

"Eu fui tocado."

Essa passagem é apresentada como exemplo da percepção da saída de energia vital.

Considerações finais

Em todos os trabalhos com energia vital e magnetismo, o tempo e o espaço devem ser considerados .
Os métodos apresentados servem apenas como exemplos do uso dessas leis no tratamento de doenças.

O autor afirma que o mago pode ainda:

Conectar-se ao espírito do paciente durante o sono.
Utilizar qualquer um dos métodos de tratamento nesse estado.
Empregar não apenas energia vital, mas também os elementos, o magnetismo e até a eletricidade para fins terapêuticos.
Segundo ele, uma descrição completa dessas possibilidades preencheria um livro inteiro.
Por essa razão, nesta obra limita-se a apresentar apenas alguns processos relacionados principalmente ao magnetismo , ao tempo e ao espaço .

O objetivo final

Os grandes iniciados e santos, cuja imaginação era tão desenvolvida que todas as suas ideias se realizavam imediatamente em todos os planos, já não precisavam recorrer a esses métodos.
Eles apenas expressavam um desejo ou uma vontade, e estes se concretizavam.
[Ideia central] Para o autor, todas essas técnicas são etapas de desenvolvimento. O objetivo final do mago é alcançar um estado em que a própria vontade seja suficiente para produzir os efeitos desejados, sem necessidade de procedimentos intermediários.

1Concentração do pensamento com dois ou três sentidos simultaneamente

Desenvolver a concentração utilizando dois ou três sentidos ao mesmo tempo (visão, audição, tato, etc.).
Manter a concentração por 5 minutos , sem interrupções.

2Concentração do pensamento em objetos, paisagens e lugares

Visualizar lugares conhecidos e imaginários.
Acrescentar sons e outras sensações à visualização.
Posteriormente realizar o exercício com os olhos abertos .

3Concentração do pensamento em animais e pessoas

Imaginar animais e pessoas de forma cada vez mais vívida.
Acrescentar movimento, voz e outros sentidos.
Evoluir para pessoas desconhecidas e completamente imaginadas.

II. Instrução Mágica da Alma

Característica desenvolvida

Texto original
1Instrução Mágica do Espírito (III)
Concentração do pensamento em duas ou três idéias simultaneamente

No segundo grau nós aprendemos a praticar a concentração dos sentidos, isto é, a induzirmos a concentração de cada um de nossos sentidos. Nesse grau nós ampliaremos nossa capacidade de concentração, na medida em que nos fixaremos não só em um único sentido, mas em dois ou três simultaneamente. Eu gostaria de mostrar aqui alguns exemplos, através dos quais o próprio aprendiz poderá organizar o seu trabalho. Imagine plasticamente um relógio de parede com um pêndulo que vai a vem. A representação imaginária deve ser tão real a ponto de se achar que existe de fato um relógio na parede.

Ao mesmo tempo experimente ouvir o seu tic-tac. Tente fixar essa dupla imaginação, da visão a da audição, durante cinco minutos. No início você só conseguirá fazê-lo durante alguns segundos, mas com a repetição constante você conseguirá fixá-las por mais tempo.

A prática cria o mestre! Repita essa experiência com algum outro objeto semelhante, talvez um gongo, a além de tentar ouvir os seus golpes, tente também ver a pessoa que o está golpeando. Depois tente ver um regato a ouvir o murmúrio das águas.

Imagine um campo de trigo a tente ouvir o som do vento que o varre. Para variar, tente montar sozinho algumas experiências semelhantes, que considerem dois ou até três sentidos ao mesmo tempo. Outras experiências com imaginações visuais ou auditivas também podem ser feitas, considerando-se por exemplo a visão e a sensação do toque (tato). Todos os sentidos devem ser desenvolvidos de modo vital e concentrativo.

Deve-se conferir um valor especial à visão, à audição a ao tato, que são muito importantes para qualquer Progresso na magia. Volto sempre a enfatizar o grande significado desses exercícios para o progresso em todo o caminho mágico; é por isso que devemos praticá-los todos os dias com perseverança. Quando conseguirmos fixar simultaneamente duas ou três concentrações de sentidos por no mínimo cinco minutos, então o exercício estará completo. Se o cansaço interferir no exercício, devemos interrompe-lo a adiá-lo para um momento mais propício, quando o espírito estiver mais alerta. Além disso devemos evitar adormecer durante a prática do exercício. Sabe-se que as primeiras horas da manhã são as mais propícias para os trabalhos de concentração.

1.1Concentração do Pensamento em Objetos, Paisagens e Lugares

Depois de alcançar um certo grau de concentração nesses exercícios, fixando dois ou três sentidos ao mesmo tempo por no mínimo cinco minutos, podemos prosseguir.

Escolha novamente uma posição confortável como nos outros trabalhos de concentração. Feche os olhos a imagine plasticamente um lugar bem familiar, como por exemplo uma região, uma casa, uma relva, um jardim, um campo, um bosque, etc. Fixe essa imagem. Todos os detalhes, como cor, luz a forma devem ser memorizados. A imagem deve ser muito palpável plasticamente, como se você estivesse pessoalmente naquele local; nada deve escapar-lhe ou ser omitido. Se a imagem lhe fugir do pensamento ou ficar embaçada, chame-a de volta tornando-a nítida novamente. O exercício estará completo quando você conseguir fixar a manter a imagem plástica na mente por no mínimo cinco minutos.

Então experimente acrescentar à mesma imagem uma concentração auditiva. Caso você tenha imaginado um belo bosque, então ouça o canto dos pássaros, o murmúrio do regato, o soprar do vento, o zumbido das abelhas, etc. Ao conseguir isso, passe para a próxima imagem, de modo semelhante. O exercício estará completo quando você conseguir imaginar cada local, região ou paisagem com dois ou três sentidos simultaneamente, durante no mínimo cinco minutos. Ao alcançar esse grau de concentração, tente realizar esses mesmos exercícios com os olhos abertos, fixando o olhar num ponto determinado ou no vazio. O ambiente físico ao redor deve deixar de existir para você, e a imagem escolhida deve flutuar diante de seus olhos como uma miragem. Ao conseguir fixar uma imagem pelo tempo de cinco minutos, passe para a próxima.

O exercício pode ser considerado completo quando você conseguir chamar qualquer imagem desejada, com os olhos abertos, a fixá-la durante cinco minutos junto com um ou mais sentidos diferentes. Assim como as imagens de um acontecimento que passam diante de nós depois da leitura de um romance, essas imagens também deverão ser visualizadas em qualquer exercício de concentração.

Aprendemos a imaginar regiões a lugares que já vimos antes ou que já conhecemos.

Agora devemos então tentar visualizar locais a regiões imaginários, Le., que nunca vimos antes. No início podemos até fazê-lo com os olhos fechados, a ao dominarmos essa técnica, com dois ou três sentidos ao mesmo tempo ao longo de cinco minutos, com os olhos abertos. O exercício estará completo quando conseguirmos fixar essa imaginação com os olhos abertos durante cinco minutos.

1.2Concentração do Pensamento em Animais e Pessoas

Dos objetos inanimados, locais, regiões, casas a bosques passaremos aos entes vivos. Imaginemos diversos animais como cães, gatos, pássaros, cavalos, vacas, bezerros, galinhas, tão plasticamente quanto na concentração dos objetos. Inicialmente durante cinco minutos com os olhos fechados, a depois com os olhos abertos. Dominado esse exercício, devemos imaginar os animais em seus movimentos: um gatinho se lavando, caçando um camundongo, bebendo leite; um cão latindo, correndo; um pássaro voando, bicando a comida no chão, etc. Estas a outras combinações semelhantes devem ser escolhidas à vontade pelo aluno, primeiro com os olhos fechados a depois com eles abertos. Ao conseguirmos fazê-lo durante cinco minutos sem perturbações, então o exercício estará completo, a poderemos passar adiante.

Do mesmo modo devemos proceder quanto aos seres humanos. Primeiro os amigos, parentes, conhecidos, falecidos, a depois pessoas estranhas que nunca vimos antes. Depois imaginemos as feições de seus rostos, a cabeça toda, a por último o corpo inteiro coberto pela roupa. Sempre primeiro com os olhos fechados a depois com os olhos abertos. A duração mínima de cinco minutos deve ser alcançada antes de continuarmos, imaginando as pessoas em movimento, portanto, andando, trabalhando a falando. Fazendo isso com um dos sentidos, por exemplo, a visão, devemos combiná-lo com outro, que pode ser a audição, ou a imaginação auditiva; assim ao imaginarmos a voz da pessoa, devemos ouvila falando. Devemos nos esforçar em adaptar a imaginação à realidade, por exemplo imaginar a tonalidade, a velocidade e o ritmo da fala real da pessoa em questão. Primeiro com os olhos fechados, depois com eles abertos.

Poderemos então dar prosseguimento a esse exercício imaginando pessoas total mente desconhecidas a inventando diversas feições a vozes para elas. Podem ser pessoas de ambos os sexos e diversas idades.

Imaginemos pessoas de outras raças, mulheres a homens, jovens a velhos, crianças, como por exemplo, indianos, negros, chineses, japoneses. Como meios auxiliares podemos usar livros a revistas ilustradas, assim como fazer visitas aos museus. Depois de alcançarmos o objetivo de fixar a imagem durante cinco minutos com os olhos fechados a também com eles abertos, a instrução mágica do espírito, do terceiro grau, estará completa.

Em todos os exercícios devemos ter muita paciência, perseverança, constância e tenacidade, para dominar os mais difíceis. Aqueles alunos que conseguem dispender o esforço exigido, ficarão muito satisfeitos com as forças obtidas através dos exercícios de concentração e poderão aprofundá-las no grau seguinte. Os exercícios de concentração dessa etapa fortalecem não só a força de vontade e a capacidade de concentração, mas todas as forças em conjunto, intelectuais a espirituais, despertam a capacidade mágica do espírito e são imprescindíveis como pré-exercício para a transmissão do pensamento, a telepatia, a viagem mental, a clarividência, a vidência à distância a outros. Sem essas capacidades o futuro mago não progredirá. Por isso, devemos empenhar todos os nossos esforços em trabalhar com cuidado a constância.

2Instrução Mágica da Alma (III)

Antes de iniciar a instrução desse grau, para que não nos prejudiquemos devemos ter certeza de que em nossa alma prevalece o equilíbrio astral dos elementos, o que pode ser obtido pela introspecção e o auto-domínio. Diante da certeza de não haver nenhum elemento predominante, devemos, no decurso da evolução, continuar a trabalhar no aperfeiçoamento do caráter; mas mesmo assim, já podemos passar ao trabalho com os elementos, no corpo astral.

2.1Respiração dos Elementos no Corpo Inteiro

Nessa etapa, a tarefa é a adequação de si mesmo às características básicas dos elementos, tomando-os predominantes ou neutralizando-os novamente. Já conhecemos a teoria dos efeitos dos elementos a conectaremos a ela a prática, como segue:

2.1.1Fogo

O fogo, com sua expansão ou dilatação em todas as direções possui como característica específica o calor, por isso ele tem a forma esférica. Portanto devemos adequar-nos sobretudo a essa característica, de acordo com a nossa constatação, a sermos capazes de evocá-la a qualquer momento, na alma a no corpo. No domínio do corpo escolhemos uma posição na qual podemos permanecer confortavelmente a sem perturbações. Os hindus chamam essa posição de asana. Para fins elucidativos, daqui em diante nós também usaremos essa expressão. Portanto, assuma essa posição asana, a pense no ponto central do elemento fogo que envolve todo o Universo, de forma esférica.

Imagine que tudo à sua volta, inclusive todo o Universo, é feito de fogo. Então comece a inspirar esse elemento com o nariz a com todo o corpo (respiração pelos poros) ao mesmo tempo; respire regular a profundamente sem pressionar o ar ou forçar o pulmão. O corpo material denso e o corpo astral devem assemelhar-se a um recipiente vazio no qual o elemento é inspirado, ou melhor, absorvido, a cada inspiração. A cada inspiração o calor do elemento deve ser aumentado a comprimido no corpo, tomando-se cada vez mais incandescente. O calor e a força de expansão devem ser cada vez mais fortes e a pressão ígnea cada vez maior, até finalmente nos sentirmos totalmente incandescentes e ardendo em fogo. Todo o processo de inspiração do elemento ígneo através do corpo inteiro é naturalmente só imaginário, a deve ser realizado em conjunto com a imaginação plástica do elemento. No início devemos fazer sete inspirações do elemento fogo, acrescentando mais uma a cada novo exercício. Em média, são suficientes 20 ou 30 inspirações. Só os alunos mais fortes fisicamente e com maior força de vontade conseguirão superar esse limite. Para não ter que contar o número de inspirações devemos usar o cordão de contas ou de nós, passando um nó ou uma conta adiante a cada nova inspiração. No começo o calor imaginado é sentido só pela alma, mas a cada nova experiência a incandescência torna-se mais perceptível, tanto na alma quanto no corpo; ela pode aumentar a temperatura de seu corpo (eventualmente provocando a transpiração) até ao nível da febre. Se enquanto isso o aluno tiver estabelecido o equilíbrio dos elementos na alma, então essa acumulação de um elemento no corpo não provocará maiores danos.

Depois de finalizar o exercício da acumulação imaginária do elemento fogo, devemos sentir a sua força de incandescência a de expansão a treinar a seqüência inversa, inspirando normalmente pela boca, a expirando tanto pela boca quanto pelo corpo todo (expiração pelos poros), jogando o elemento fogo de volta ao Universo. Essas respirações para a expiração do elemento devem ser feitas com a mesma freqüência com que foram feitas as respirações anteriores, para a sua inspiração. Se naquele caso começam os com sete respirações, então neste também devemos realizar sete respirações para expirar o elemento. Isso é muito importante, porque depois do exercício o aluno deve ter a sensação de que não sobrou nem um pedacinho de elemento nele, e a sensação de calor também deve desaparecer totalmente. Por isso é aconselhável usarmos o cordão de contas ou de nós para a contagem, tanto da inspiração quanto da expiração. Os exercícios devem ser realizados primeiro com os olhos fechados, a depois com eles abertos. A pesquisadora a viajante Alexandra David-Neel, que estudou e conheceu bem os costumes do Tibet, descreveu em seus livros uma experiência semelhante chamada Tumo, supostamente realizada pelos lamas, mas que não é muito adequada à prática pelos europeus, a não deve ser recomendada aos alunos de magia.

No Oriente existem iniciados que praticam esse tipo de exercício (chamado de Sadhana) durante anos a materializam o elemento fogo de tal forma que conseguem até andar nus a descalços mesmo nas estações mais frias do ano sem sentirem o efeito do frio, conseguindo secar com o calor do próprio corpo os panos molhados que os envolvem.

Através da acumulação do elemento fogo eles conseguem influir no ambiente que os cerca a com isso diretamente na natureza, derretendo a neve e o gelo que estão a metros, ou até a quilômetros de distância à sua volta. Esses e outros fenômenos semelhantes também podem ser provocados por um europeu, se ele se dispor a gastar o tempo necessário para o treinamento. Mas para a nossa evolução mágica é necessário dominarmos não só um elemento, mas todos eles, o que seria o correto do ponto de vista mágico.

2.1.2Ar

Agora seguem-se os exercícios do elemento ar, que devem ser realizados do mesmo modo que os do elemento fogo, só que com a imaginação de uma sensação diferente.

Coloque-se na mesma posição confortável do corpo, feche os olhos a imagine encontrar-se no meio de um espaço aéreo que preencha todo o Universo. Nada do que estiver em volta deve ser considerado, e não deve existir nada para você além desse espaço pleno de ar que envolve todo o Universo. Você deverá inspirar esse elemento aéreo para o recipiente vazio da alma a do corpo material denso através da respiração total do corpo (pelos poros a pelos pulmões). A cada respiração o corpo todo vai sendo preenchido com mais ar. Você deve fixar a imaginação de que a cada respiração o seu corpo se preenche de ar de tal forma a parecer um balão. Ao mesmo tempo imagine que seu corpo vai se tornando cada vez mais leve, tão leve quanto o próprio ar; a sensação de leveza deve ser tão intensa a ponto de você mesmo não sentir mais o próprio corpo. Do mesmo modo que no exercício do elemento fogo, o do elemento ar deve ser iniciado com sete inspirações a expirações cada.

Depois de concluído o exercício devemos ter novamente a sensação de que não sobrou nada do elemento ar em nosso corpo, a que nos sentimos tão normais quanto antes do exercício. Para não precisar contar, podemos usar novamente o cordão de nós ou de contas. De um exercício a outro devemos aumentar o número de inspirações a expirações, mas sem ultrapassar o número quarenta.

Através do treinamento constante, alguns iniciados conseguem até levitar, andar sobre a superfície da água, flutuar no ar, deslocar o corpo, etc., principalmente quando o iniciado se concentra em um único elemento. Mas nós magos não nos satisfazemos com fenômenos unilaterais, pois não é esse nosso objetivo. Nossa vontade é penetrar mais profundamente na sua descoberta e seu domínio para evoluirmos cada vez mais.

2.1.3Água

Segue-se a descrição da prática com o elemento água. Assuma novamente aquela posição habitual do corpo, feche os olhos e esqueça todo o ambiente ao redor. Imagine que todo o Universo se parece ao oceano infinito a que você se encontra em seu ponto central. Com cada respiração de corpo inteiro, o seu corpo se preenche com esse elemento. Você deve sentir o frio da água em todo o corpo, a quando ele estiver cheio do elemento, depois de sete inspirações, então expire-o por sete vezes. Em cada expiração você deverá eliminar esse elemento água do corpo, de modo que na última delas não sobre mais nada. Nesse caso também o cordão de nós ou de contas lhe será muito útil. A cada novo exercício faça uma respiração a mais. Quanto mais freqüente for a realização de suas experiências, tanto mais nítida será a sua percepção do elemento água, com toda a sua frieza característica.

Você deve imaginar-se na forma de um cubo de gelo. Cada um dos exercícios não deve ultrapassar os vinte minutos. Com o tempo, você deverá conseguir esfriar seu corpo também quando estiver fazendo muito calor, num verão dos mais quentes.

Os iniciados do Oriente dominam esse elemento tão completamente que conseguem produzir grandes fenômenos com ele. Conseguem produzir chuva na época mais quente a seca ou mesmo interrompê-la, conseguem afastar as tempestades, tranqüilizar o mar bravio, dominar todos os animais que vivem debaixo da água, etc. Para o mago verdadeiro, esses a outros fenômenos semelhantes são facilmente explicáveis.

2.1.4Terra

Agora resta-nos descrever ainda o último elemento, o da terra. Assim como nos exercícios anteriores com os elementos, assuma aquela sua posição confortável. Desta vez imagine o Universo inteiro como terra, a você no seu ponto central. Não imagine a terra como um punhado de barro, mas sim como matéria densa; a característica específica da matéria do elemento terra é a densidade e o peso. Com a ajuda da respiração de corpo inteiro, você deve preencher o seu corpo todo com essa matéria pesada. No início sete vezes, e a cada exercício suplementar, uma respiração a mais. Você deve concentrar em si mesmo tanta matéria a ponto do corpo ficar pesado como uma bola de chumbo, a parecer quase paralisado. A expiração é a mesma dos outros elementos. No final do exercício você deverá sentir-se tão normal quanto no início dele, e a sua duração não deve ultrapassar o tempo máximo de vinte minutos.

Esse exercício (Sadhana) é realizado por muitos lamas tibetanos; eles começam a meditar sobre um punhado de lama, deslocam-no a meditam novamente sobre ele. O verdadeiro mago consegue captar a dominar o elemento de um modo mais simples, diretamente na sua raiz, a portanto não precisa desses processos complicados de meditação. A cor dos diversos elementos pode servir como imaginação auxiliar, ou seja: o fogo vermelho, o ar azul, a água azul-esverdeada, a terra amarela, cinza ou preta. A imaginação da cor é uma escolha totalmente individual mas não estritamente necessária. Se alguém achar que ela facilita o trabalho então pode usá-la, logo no início. Em nossos exercícios trata-se basicamente de uma imaginação sentida. Depois de um treinamento mais longo cada um deve, por exemplo através do elemento fogo, conseguir produzir um calor tão grande a ponto dele poder ser constatado num termômetro como uma temperatura de febre. Esse pré exercício do domínio dos elementos é imprescindível, por isso deve ser alvo da máxima atenção.

O tipo de fenômeno que um iniciado pode produzir por exemplo no domínio do elemento terra é muito diversificado, a fica a critério de cada um refletir sobre isso. O domínio dos elementos é o campo mais obscuro da magia; falou-se muito pouco sobre ele até hoje, porque ele contém o maior dos arcanos. Ao mesmo tempo é o campo mais importante da magia, a quem não conseguir dominar os elementos não alcançará muita coisa importante no conhecimento mágico.

3Instrução Mágica do Corpo (III)

O primeiro grau do aprendizado em questão já deve ter-se tornado um hábito a deve ser praticado ao longo de todo o curso. O segundo grau será agora ampliado; o tempo da posição tranqüila do corpo deve ser expandido até chegar a meia hora. Neste grau a respiração pelos poros do corpo todo passará a ser específica de deter minados órgãos individuais. O aluno deverá ser capaz de deixar respirar pelos poros qualquer parte de seu corpo, à sua livre escolha. Devemos começar pelos pés a terminar na cabeça.

3.1A Respiração por Órgãos Individuais

Você deve sentar-se na posição habitual a fechar os olhos. Com a consciência, transfira-se a uma de suas pernas; pode ser a esquerda ou a direita, tanto faz. Imagine que a sua perna, como se fosse um pulmão, inspira a expira a força vital do Universo, ao mesmo tempo da sua respiração pulmonar normal. A energia vital é inspirada (absorvida) a partir de todo o Universo a através da expiração jogada de volta (eliminada) a ele. Ao conseguir realizar isso por sete vezes, passe para a outra perna, a depois respire pelas duas pernas simultaneamente. Depois faça a mesma coisa com as mãos, primeiro com uma delas a depois com a outra, a finalmente tente respirar com as duas mãos simultaneamente.

Conseguindo isso, passe para a frente fazendo o mesmo com os outros órgãos, como os sexuais, os intestinos, o estômago, o fígado, o baço, os pulmões, o coração, a laringe e a cabeça.

O exercício estará completo quando você conseguir com que cada órgão de seu corpo, até o menor deles, respire por si só. Esse exercício é muito significativo, pois ele nos permite dominar cada uma das partes do corpo, carregá-la com energia vital, torná-la saudável a vivaz. Se conseguimos alcançar isso em nós mesmos então não será difícil atuar em outros corpos também através da transposição da consciência, que representa um papel importante na transmissão magnética de energia, ou seja, na arte mágica de curar. É por isso que devemos dar toda a atenção a esse exercício. Outro exercício da instrução mágica do corpo é o represamento da energia vital. Através da respiração de corpo inteiro, pelos poros, nós aprendemos a inspirar e a expirar a energia vital do Universo. Em seguida aprenderemos a fazer o represamento dessa energia vital.

3.2Represamento da Energia Vital
3.2.1Através da Respiração Pulmonar e pelos Poros do Corpo Inteiro

Sente-se na posição habitual a respire através dos pulmões e dos poros do corpo inteiro, inspirando a energia vital do Universo. Porém desta vez você não deve devolvê-la, mas mantê-la em seu corpo. Não pense em nada ao expirar, vá expirando o ar utilizado só aos poucos. A cada nova respiração sinta como se inspirasse cada vez mais energia vital a acumule-a em seu corpo, de certo modo represando-a. Você deve sentir a pressão dessa energia vital como se fosse um vapor comprimido a imaginar que essa energia comprimida irradia de seu corpo como um aquecedor irradia o calor.

A cada nova respiração a energia comprimida ou de irradiação toma-se maior a mais ampla, mais forte a penetrante. Através de exercícios repetidos você deverá ser capaz de transmitir sua irradiação penetrante de energia vital a uma distância de quilômetros. Você deverá sentir literalmente a pressão, a penetrabilidade de sua irradiação. O treinamento é que cria o mestre! Devemos começar igualmente com sete inspirações a aumentá-las em uma inspiração todos os dias.

O tempo de cada exercício não deve ultrapassar o limite máximo de vinte minutos.

Esses exercícios devem ser realizados principalmente naqueles trabalhos a experiências que exigem uma quantidade a uma penetração grandes de energia vital, como o tratamento de doentes, a ação à distância, a magnetização de objetos, etc. Quando a energia vital armazenada dessa maneira não for mais necessária, o corpo deve ser trazido de volta à sua tensão original, pois não é aconselhável permanecer com uma tensão super dimensionada no dia-a-dia. Os nervos ficariam muito excitados, provocariam tensões anormais a outras conseqüências nefastas.

A experiência é finalizada ao devolvermos a energia represada ao Universo, expirando-a do corpo através da imaginação. Então devemos inspirar só ar puro a expirar a tensão da energia vital até chegarmos ao equil[ibrio. Com a prática, o mago conseguirá transferir a energia vital ao Universo de uma só vez, explosivamente, como o estouro de um pneumático cheio de ar. Essa eliminação brusca só pode ser feita depois de muito treino a quando o corpo já se tomou suficientemente auto-defensivo.

3.2.2Nas Diversas Partes do Corpo

Ao adquirir uma certa habilidade no exercício anterior podemos aos poucos passar a praticá-lo com cada parte do corpo isoladamente, especializando-nos principalmente nas mãos. Os iniciados também conseguem fazê-lo com os olhos, a assim conseguem encantar não só uma pessoa, mas uma grande quantidade delas, até verdadeiras multidões, a submetê-las à sua vontade. Um mago que consegue fazer isso com as mãos passa a ter o poder da bênção. É nisso que reside o mistério da benção, da imposição das mãos em doenças, etc.

O exercício desse grau estará completo quando conseguirmos conter a energia vital não só em todo o corpo mas também em cada parte dele a projetar a irradiação da energia represada diretamente para o exterior. Ao dominar esse exercício, estaremos terminando a instrução mágica do terceiro grau.

3.3Apêndice ao Grau III

Caso o aluno esforçado a empenhado na sua evolução mágica tenha conseguido chegar até aqui, então ele poderá notar uma mudança geral no seu ser. Suas capacidades mágicas terão crescido, em todas as esferas.

Na esfera MENTAL ele terá conseguido uma maior força de vontade, maior capacidade de defesa, uma memória melhor a uma capacidade mais aguda de observação, assim como uma compreensão mais clara das coisas.

Na esfera ASTRAL ele perceberá que se tomou mais tranqüilo, mais equilibrado, a conforme a sua predisposição, poderá até ver despertarem nele capacidades adormecidas.

No mundo MATERIAL denso, ele perceberá que se tomou mais saudável, ágil a jovial. Sua energia vital é bem superior à de muitos contemporâneos seus, a na vida prática ele obterá muita coisa através de seu poder de irradiação. Através dele, o mago poderá por exemplo libertar o ambiente em que se encontra das influências negativas a preenchê-lo com sua energia vital. Conseguirá até tratar as doenças, à distância, enviando seu poder de irradiação a uma distância de quilômetros.

Ele também terá adquirido o dom de carregar os objetos com os seus desejos, através dessa força de irradiação. Tudo isso serve só como exemplo, pois o aluno logo aprenderá por si mesmo como, onde e quando ele poderá aplicar favoravelmente as suas capacidades mágicas. Mas uma coisa ele não deve perder de vista; é o fato dessas capacidades mágicas poderem ser usadas tanto para fins benéficos quanto maléficos.

Portanto, ele deve sempre obedecer ao ditado: "O homem colhe aquilo que semeia". O seu objetivo deve ser sempre o bem supremo, a nada mais.

O trabalho com o magnetismo tem inúmeras variações. Para termos uma visão mais ampla de todas essas possibilidades, apresentar em os alguns exemplos.

3.4Impregnação de Ambientes

Inspire a energia vital através da respiração pelos pulmões e pelos poros do corpo todo a pressione-a em seu corpo com toda a força de sua imaginação até chegar a irradiá-la dinamicamente. Seu corpo é ao mesmo tempo uma energia luminosa, um ponto de incandescência, ou mesmo um sol individual. A cada inspiração você fortalecerá a energia vital comprimida, assim como a energia de luz, a preencherá com elas todo o ambiente em que você se encontra.

Com a ajuda dessa energia de irradiação o ambiente deverá literalmente iluminar-se com uma luz semelhante à do sol. Com exercícios constantes a repetidos é possível até iluminar-se o ambiente na escuridão, portanto à noite, de modo a tornar os objetos visíveis não só pelo aluno mas também pelos não-iniciados, pois a luz da energia vital pode materializar-se numa luz diurna real. Mas na verdade ela é só fruto do treinamento da força de imaginação.

Naturalmente o mago não se dará por satisfeito só com esse fenômeno, pois ele sabe muito bem que a energia vital tem um caráter universal; ela não é só portadora de seus desejos, idéias e pensamentos, mas também a materializadora de sua imaginação. Através dessa energia vital ele consegue tudo. A concretização disso é função da imaginação plástica.

Ao preencher o ambiente de trabalho com sua energia de irradiação, o aluno deverá imaginar aquilo que espera obter, por exemplo que todas as influências astrais a mágicas do ambiente sejam purificadas a volatilizadas, ou então que não só o mago se sinta bem a saudável no ambiente, mas qualquer um que entre ou permaneça lá. Além disso o mago pode impregnar o ambiente de sua moradia a de seu trabalho com o desejo de obter inspiração, sucesso, etc. em seus trabalhos.

Os magos mais avançados conseguem proteger seus ambientes contra pessoas não bem vindas, fazendo com que estas não se sintam tranqüilas ao entrarem no local a não queiram permanecer ali. Esse ambiente estará carregado com idéias de proteção ou de temor. O ambiente também pode ser carregado solidamente, i.e, qualquer pessoa que entre no ambiente sem autorização pode ser atirada para trás, a ficar como que paralisada. Ao mago são oferecidas possibilidades ilimitadas, a munido dessas instruções ele poderá até inventar outros métodos.

Com a expiração o mago pode devolver a energia vital represada, a com ajuda de sua imaginação deixar no ambiente só a energia de irradiação ou de iluminação. Mas ele pode também, através de sua energia de irradiação, transferir a energia vital diretamente do Universo ao ambiente, sem que ela tenha que ser represada antes em seu corpo, principalmente quando ele já conseguiu obter uma certa experiência nessa técnica. Dessa forma ele pode até mesmo impregnar o ambiente com seus próprios desejos.

A imaginação, junto com a força de vontade, a crença a uma forte convicção, não conhece limites. Nesses trabalhos o mago não depende só de um ambiente limitado, mas pode impregnar dois ou mais ambientes de uma só vez a até carregar uma casa inteira com sua energia vital a de irradiação através de si mesmo ou então diretamente do Universo através do método descrito. Como a força da imaginação não conhece tempo nem espaço, ele pode realizar esse trabalho até mesmo a uma grande distâncias. Com o tempo e o treinamento constante ele terá condições de carregar qualquer ambiente, por maior que seja, próximo ou longínquo. Quanto à sua evolução, suas intenções serão só boas a nobres, a assim seu poder será ilimitado. O treinamento cria o mestre!

3.5Biomagnetismo

Vamos conhecer agora outra característica específica da energia vital, especialmente importante para o trabalho mágico. Como já sabemos, qualquer objeto, animal, homem, forma de pensamento, pode ser carregado com energia vital a com o respectivo desejo de realização ou de concretização. Mas a energia vital também possui a característica de aceitar, de se deixar influenciar ou de se ligar a qualquer pensamento (mesmo estranho) ou sentimentos estranhos. Assim a energia vital concentrada pode se misturar a outros pensamentos, o que enfraqueceria ou afastaria o efeito do pensamento impregnado caso o mago não estimulasse uma tensão fortalecida através da repetição intensiva, vitalizando o desejo ou a idéia.

Mas isso provoca uma enorme perda de tempo, a quase sempre exerce uma influência desfavorável no trabalho. A influência desejada só exerce seu efeito enquanto a tensão predominar na direção desejada. Depois, a energia vital se esvai, mistura-se com outras vibrações e o efeito desaparece gradativamente. Para evitar isso o mago deve conhecer a lei do biomagnetismo. A energia vital não aceita só uma idéia, uma imaginação, um pensamento ou um sentimento, mas também um conceito de tempo. Essa lei ou característica específica da energia vital deve ser considerada no trabalho com ela a mais tarde também no trabalho com os elementos. A cada impregnação de desejo você deve portanto considerar o tempo e também o espaço, com ajuda da energia vital. No trabalho mágico as regras a serem observadas são as seguintes:

O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo a de espaço.

Na esfera mental operamos com o tempo; na esfera astral com o espaço (for ma, cor) a no mundo material denso com tempo e espaço simultaneamente.

Por meio de alguns exemplos pretendo tomar compreensível o trabalho com o biomagnetismo. Com a ajuda da energia vital carregue um espaço com o desejo de sentirse bem a saudável nele. Você encanta, ou melhor dizendo, atrai a energia do desejo de que a influência permaneça no ambiente enquanto você estiver nele ou habitá-lo a também se estabilize quando você tiver que deixá-lo a talvez ficar por mais tempo longe dele. Se alguma outra pessoa entrar em sua casa sem saber que ali existe uma concentração de energia vital, ela também se sentirá à vontade. De vez em quando você poderá fortalecer a densidade e a energia da irradiação em sua casa através da repetição do desejo. Quando você estiver dentro de uma casa influenciada desse modo, a energia vital atraída terá uma influência positiva constante sobre sua saúde e portanto sobre o seu corpo. Nesse ambiente a energia vital possui a vibração do desejo da saúde.

Mas se você por exemplo tiver a intenção de realizar, nesse ambiente, práticas ocultas que não têm nada a ver com a saúde a possuem vibrações-imaginações diferentes, então não terá os benefícios que teria em um ambiente não carregado ou carregado previamente com suas idéias ou desejos. Por isso é sempre melhor, quando você quiser carregar o ambiente com aquelas vibrações-imaginações, considerar seus trabalhos a exercícios momentâneos.

Você também pode, por exemplo carregar um anel, uma pedra, etc. com o desejo de que o seu proprietário tenha muita sorte a sucesso. Nesse caso existem duas possibilidades de encantamento a impregnação. A primeira consiste em atrair a energia vital à pedra ou ao metal com a força da imaginação e a concentração no desejo, a terminar dizendo que a energia deverá permanecer lá constantemente a até atrair mais energia do Universo, fortalecendo-se sempre a trazendo felicidade a sucesso à pessoa em questão, pelo tempo em que ela usar o objeto. Se assim o desejarmos, podemos também carregar o objeto escolhido só por pouco tempo, i.e. para que a influência ter mine quando o objetivo almejado tiver sido alcançado.

A segunda possibilidade é chamada de carregamento universal e é feita do mesmo modo, porém com a concentração no desejo de que, enquanto o objeto existir (anel, pedra, jóia) ele deverá trazer felicidade a sucesso ao seu portador, quem quer que ele seja. Esses carregamentos universais efetuados por um iniciado conservam o efeito pleno da energia por centenas de anos. A história das múmias egípcias mostrou-nos que essas energias de encantamento conservam o seu efeito por milhares de anos.

Se um talismã ou um objeto carregado especialmente para uma deter minada pessoa cair em mãos estranhas, ele não exercerá seu efeito nessa outra pessoa. Mas se o proprietário original conseguir recuperá-lo, o seu efeito retoma automaticamente (ver também Winckelmann, "Das Geheimnis der Talismane and Amulette" = O Segredo dos Talismãs a dos Amuletos).

3.6O Magnetismo de Cura

A seguir passarei a descrever outro tipo de trabalho com a energia vital, o do magnetismo de cura. Quando o mago trata de um doente pessoalmente através de passes magnéticos ou da imposição das mãos, ou à distância, Le., através da imaginação a da vontade, ele terá que observar a lei do tempo, se quiser ser bem sucedido em seu intento.

O tipo usual de magnetização é aquele em que o magnetizador, com a ajuda da imaginação, deixa fluir a energia vital de seu corpo, geralmente das mãos, para o doente.

Esse método pressupõe que o magnetizador esteja total mente são a tenha um certo excesso de energia vital, caso não queira prejudicar a própria saúde.

Infelizmente já presenciei casos tristes em que o magnetizador, através de uma doação muito grande de sua própria energia vital, sofreu danos tão graves em sua saúde que chegou perto de um colapso nervoso total, além de começar a sentir outros efeitos colaterais, como palpitações, asma, a outros. Essas conseqüências são inevitáveis quando o magnetizador despende mais energia do que é capaz de captar, principalmente quando trata de muitos pacientes de uma só vez.

Mas esse método possui uma desvantagem a mais; além da própria energia, o magnetizador transfere ao paciente também as características de sua própria alma, influenciando indiretamente a alma do doente. É por isso que se pressupõe, a se exige, que todo magnetizador tenha um caráter nobre (ver Jürgens, "Wie magnetisiere ich?" = Como eu magnetizo?).

Porém se o magnetizador tiver um paciente com um caráter pior do que o seu, então ele corre o risco de atrair indiretamente essas influências negativas para si, o que sob todos os aspectos é uma grande desvantagem para ele. Se ele for uma pessoa instruída nas ciências ocultas, então dará ao paciente a energia vital de seu próprio corpo, mas extraindo-a do Universo para canalizá-la através das mãos ao corpo do doente, com a concentração do desejo de saúde. Em ambos os métodos as magnetizações devem ser, repetidas várias vezes, caso se queira alcançar um sucesso rápido, pois a desarmonia, a doença ou o foco da doença absorvem a usam rapidamente a energia transferida. Ela torna-se faminta por mais energia, a assim cria a necessidade da repetição do tratamento para que o estado do paciente não piore.

Para o mago o caso é diferente. O paciente só sente um alívio quando o mago abre a sua alma, i.e. quando represa a energia vital dinâmica em seu próprio corpo a lhe envia raios de luz dessa energia. Para isso o mago pode empregar diversos métodos, mas sem deixar de manter a imaginação do desejo de que o paciente melhore a cada hora a dia que passa. Em seguida apresentarei alguns métodos que o mago poderá usar no tratamento de doentes.

Ele deve, antes de mais nada, estar bem familiarizado com o reconhecimento das doenças a de seus sintomas. Esse tipo de conhecimento pode ser adquirido através de um estudo pormenorizado da literatura especializada no assunto. Naturalmente ele também deverá ter bons conhecimentos anatômicos. Com certeza ele não será tão imprudente a ponto de tentar curar doenças que exigem alguma intervenção cirúrgica, a nem aquelas doenças infecciosas que não podem ser curadas só pela sua interferência.

Mas nesses casos ele terá possibilidade de acelerar o processo da cura, provocar o alívio das dores, tudo isso paralelamente ao tratamento convencional. Isso pode até ser feito à distância. Um fato bastante promissor é a própria especialização dos médicos nesse campo, que ao lado da arte médica convencional também saberão utilizar a prática mágica. Por isso o mago só deve tratar daqueles doentes diretamente recomendados pelo médico para esse tipo de tratamento, ou então trabalhar em conjunto com esse profissional, para não ser chamado de curandeiro ou charlatão.

Mas acima de tudo o mago deve almejar a cura e o bem estar do doente sem visar recompensas ou pagamentos. Deve também rejeitar o desejo de fama a reconhecimento. Se ele se mantiver fiel ao ideal elevado de praticar o bem, com certeza alcançará a graça divina. Magos que têm pensamentos altruístas ajudam os que sofrem sem que estes saibam disso. Esse tipo de ajuda é a mais abençoada. Em seguida, apresento alguns dos métodos mais utilizados que o mago poderá empregar sem correr o risco de prejudicar sua saúde a seus nervos.

3.6.1Métodos Práticos de Tratamento Mágico de Doentes

Antes de se aproximar do leito do doente faça pelo menos sete respirações pulmonares a pelos poros, concentre uma enorme quantidade de energia vital em seu corpo extraindo-a do Universo a deixe-a irradiar em forma de luz, uma luz quase tão forte quanto a do sol. Através de repetidas inspirações de energia vital tente provocar uma irradiação de pelo menos dez metros ao redor de seu corpo, o que corresponde a uma energia vital de dez pessoas normais. Você deve ter a sensação de que a energia vital represada irradia de seu corpo em forma de luz como se fosse um sol. Ao aproximar-se do paciente, você provocará nele uma sensação de bem estar que o envolverá totalmente, a se não tiver uma doença muito dolorosa, ele sentirá também um alívio imediato nas suas dores.

Essa energia de irradiação luminosa, represada, deve ser transmitida ao doente individualmente, a fica a seu critério manejá-la como lhe aprouver. Um mago instruído não precisa efetuar passes mágicos nem impôr as mãos, pois estas são só manipulações auxiliares, suportes da expressão da sua vontade. É suficiente que o mago pegue uma ou as duas mãos do paciente a trabalhe com a imaginação. Os olhos podem permanecer abertos ou fechados; se ele quiser pode olhar para o paciente, mas não precisa fazê-lo diretamente.

Nesse caso o trabalho principal cabe à imaginação. Mas durante toda a transmissão, o mago também pode sentar-se junto ao paciente, sem tocá-lo. Você deverá imaginar que a energia de irradiação luminosa ao seu redor flui para o corpo do paciente, é pressionada pela imaginação para dentro dele, penetrando em todos os seus poros a iluminando-os.

Com a sua vontade, você deverá induzir a energia assim prensada a curar o mal. Ao mesmo tempo deverá imaginar que o doente está melhorando a cada hora a dia que passa, adquirindo uma aparência cada vez mais saudável, a desejar que a energia de irradiação luminosa não abandone o corpo do paciente até que este esteja total mente curado.

Quando você carrega quantitativamente o corpo do paciente com uma energia de irradiação, que no homem saudável corresponde a um metro de irradiação, então, conforme o tipo de doença, você será capaz de provocar a cura rapidamente.

Repita o carregamento depois de algum tempo, fortaleça a capacidade de expansão da energia de irradiação concentrada a você se espantará com o sucesso alcançado.

Primeiro, a energia de irradiação não pode enfraquecer, pois você a atraiu a ordenou-lhe que se renovasse constantemente. Segundo, você deter minou um prazo, i.e. induziu o corpo a tornar-se mais saudável a cada hora e a cada dia que passasse. Terceiro, você adaptou a energia ao espaço correspondente à circunferência em volta do corpo. Aqui devemos aconselhá-lo a transmitir a energia de irradiação a cerca de um metro de distância do corpo, o que corresponde à irradiação de uma pessoa normal. Com esse método você poderá satisfazer a condição básica da lei material do tempo a do espaço.

Nesse método o mago notará que a sua energia de irradiação luminosa transmitida ao paciente não diminuiu, mas pelo contrário começou a brilhar tão intensamente quanto antes. Isso pode ser atribuído ao fato da energia vital comprimida no corpo renovar-se automaticamente, como nos vasos comunicantes, a substituir imediatamente a energia de irradiação doada. Assim o mago poderá tratar de centenas de doentes sem que seus nervos a sua força espiritual sejam de alguma forma afetados.

Outro método é aquele em que o mago pressiona a energia vital com a imaginação diretamente ao corpo do doente, ou só àquela parte doente do corpo, através dos poros.

Esta energia deverá ser constantemente renovada a partir do Universo, até a cura total.

Nesse caso também a imaginação do desejo é uma questão de tempo e espaço, até a cura total. No entanto esse método só pode ser usado naqueles pacientes cuja energia nervosa ainda não está totalmente esgotada, a por isso ainda suporta uma certa pressão de represamento da energia vital. No mago instruído o represamento da energia vital é uma energia materializada, i.e. material densa, que pode ser comparada à eletricidade. Esse método é melhor que o anterior por ser muito simples a bastante eficiente.

Outro método bastante peculiar é deixar o doente inspirar a nossa energia de irradiação luminosa com a ajuda da imaginação. Se o doente estiver em condições de se concentrar, ele mesmo poderá fazê-lo, senão, o mago poderá criar a imaginação por ele. O processo que se segue é dos mais práticos.

Sua energia de irradiação alcança mais ou menos dez metros ao seu redor. Como você se encontra próximo ao paciente, este praticamente imerge na luz dessa irradiação, impregnada com o desejo de cura. O paciente capaz de concentrar-se está plenamente convencido de que a cada respiração está inspirando a sua energia de irradiação a com ela a cura. Ele deverá imaginar com intensidade que o poder de cura permanecerá nele, a que a sua saúde irá melhorando cada vez mais, mesmo quando o mago não estiver mais ao seu lado.

Caso o paciente não esteja em condições de concentrar-se ou seja uma criança doente, então você mesmo deve imaginar o doente absorvendo a energia vital a cada respiração, conduzindo-a ao sangue a provocando a cura. Nesse caso também você deverá concentrar-se no desejo de que a energia inspirada continue trabalhando positivamente no paciente. Essa é uma respiração de energia vital conduzida a partir do corpo do mago para um outro corpo.

Neste caso podemos nos referir àquela citação da Bíblia em que Cristo foi tocado por uma mulher doente em busca da cura. Ele sentiu a evasão de sua energia vital a comentou com seus discípulos: "Eu fui tocado".

Em todos os trabalhos com a energia vital e o magnetismo, o tempo e o espaço devem ser considerados. Relativamente a esse aspecto, mencionei aqui alguns exemplos de tratamento de doenças a poderia ainda mencionar muitos outros métodos que se utilizam do magnetismo para a cura. O mago possui, por exemplo, a possibilidade de se conectar ao espírito do paciente durante o sono deste último a usar qualquer dos métodos de tratamento no corpo do doente. Além disso, afora a energia vital, ele pode usar os elementos, o magnetismo, a até a eletricidade para tratar magicamente dos doentes. Uma descrição precisa de vários desses métodos e possibilidades de tratamento preencheriam por si só um livro inteiro. Talvez eu até tenha o oportunidade, mais tarde, de publicar um livro sobre os métodos ocultos de cura do ponto de vista mágico, a colocá-lo à disposição dos magos interessados no assunto. Mas por enquanto isso fica reservado para o futuro. Nesta obra eu só indico alguns processos de tratamento relativos ao tempo e ao espaço, portanto ao magnetismo. Os grandes iniciados a santos, cuja imaginação era tão desenvolvida que todas as suas idéias logo se realizavam, em todos os planos, não tinham mais necessidade de usar estes métodos. Eles só precisavam expressar um desejo ou uma vontade, que eles logo se concretizavam. O mago deve estar sempre empenhado em alcançar esse estágio tão elevado.

GRAU IV

Instrução Mágica do Espírito (IV)

Transposição da Consciência para o Exterior

a) Em objetos

Neste capítulo mostrarei a vocês como se transpõe a consciência para o exterior.

Devemos aprender a transpor a nossa consciência para qualquer objeto, animal ou ser humano.


Preparação

Coloque alguns objetos à sua frente, de preferência daqueles que você usa diariamente.

Sente-se na posição habitual, fixe o pensamento em um dos objetos durante algum tempo e registre com força em sua mente:

  • a cor;

  • a forma;

  • o tamanho.


A transposição da consciência

Então imagine-se transformado no objeto escolhido.

Você deverá, por assim dizer, sentir-se e perceber-se como o próprio objeto, assimilando todas as suas características.

Deve sentir-se como se estivesse preso ao lugar onde o objeto foi colocado, podendo libertar-se somente através de uma intervenção externa.

Pense também que agora você passou a exercer, imaginariamente, as funções daquele objeto.

[Conceito-chave] O exercício não consiste apenas em visualizar o objeto, mas em assumir sua identidade , percebendo-se temporariamente como ele.

Procure perceber:

sua relação com os objetos vizinhos;
sua posição no ambiente;
a interação com tudo o que está ao redor.

Por exemplo, se o objeto estiver sobre uma mesa, tente sentir sua relação com:

a própria mesa;
os demais objetos sobre ela;
todo o ambiente ao redor.

Repetição do exercício

Depois de realizar o exercício com um objeto, passe para outro, e assim sucessivamente.

O exercício estará completo quando você conseguir ligar cada objeto escolhido à sua própria consciência, assumindo sua:

forma;
tamanho;
características;
mantendo essa identificação por pelo menos cinco minutos , sem interrupções.
Durante esse período, o próprio corpo deve ser completamente esquecido .

Progressão

Para essa transposição concentrativa da consciência, prefira objetos maiores, como:

flores;
plantas;
arbustos;
árvores.
[Observação] O autor sugere iniciar com objetos maiores porque eles costumam facilitar a construção da percepção imaginativa antes de avançar para exercícios mais complexos.

Essa afirmação é apresentada pelo autor como a base teórica que torna possível o exercício de transposição da consciência.


Considerações finais

Não se assuste com esses exercícios incomuns nem com eventuais fracassos iniciais.

Com paciência, perseverança e tenacidade, você alcançará o sucesso desejado.

O autor afirma que somente mais tarde o aprendiz compreenderá plenamente o significado desses exercícios introdutórios da magia.

[Ideia central] Este exercício representa um novo estágio do treinamento mental. Até aqui o foco era controlar e concentrar a mente; agora, o objetivo passa a ser deslocar deliberadamente a própria consciência , preparando o praticante para técnicas mais avançadas dos graus seguintes.

b) Em Animais

Depois de dominada a técnica da transposição da consciência para os objetos inanimados, passaremos aos seres vivos.
Como já mencionamos anteriormente, a consciência é isenta de tempo e de espaço . Por isso, durante esse exercício, o ser vivo escolhido não precisa estar diretamente à nossa frente. O aluno já deve estar suficientemente instruído para imaginar qualquer ser vivo, mesmo que ele não esteja presente.

O exercício

Transponha sua consciência para um animal de sua escolha.

Pode ser:

gato;
cão;
cavalo;
vaca;
cabra;
formiga;
pássaro;
elefante.
Não importa o tipo de animal escolhido.
Primeiro imagine-o completamente imóvel.

Depois visualize-o:

andando;
correndo;
esgueirando-se;
voando;
nadando;
sempre de acordo com a natureza do animal.
O aluno deve ser capaz de transmutar sua consciência para qualquer forma desejada e agir de acordo com ela.
O exercício estará completo quando conseguir manter essa transposição por cinco minutos , sem interrupções.

Os iniciados e as lendas

Os iniciados que treinam durante muitos anos estão em condições de entender qualquer animal e dominá-lo conforme a sua vontade.
Com relação a isso, podemos lembrar das lendas de lobisomens e de outras histórias semelhantes, nas quais feiticeiros se transformam em animais.
Para o mago, essas lendas e histórias fantásticas possuem um significado muito mais profundo.
Segundo o autor, trata-se dos chamados magos negros , que, para não serem reconhecidos em seus trabalhos perversos, assumem a forma de diferentes animais no mundo invisível.
O bom mago, porém, é capaz de perceber além dessas aparências e reconhecer a verdadeira forma daquele ser.

Finalidade do exercício

Nossos exercícios preparatórios não têm o propósito de levar o aluno às más ações , mas sim prepará-lo para a alta magia, onde, em determinados trabalhos, será necessário assumir formas divinas mais elevadas para as quais o praticante transporá sua própria autoconsciência.
Quando o aluno conseguir assumir, conscientemente, qualquer forma animal e permanecer nessa identificação durante cinco minutos , sem interrupções, estará preparado para realizar o mesmo exercício com seres humanos .

c) Em Pessoas

Depois de dominar a transposição da consciência para os animais, o exercício passa a ser realizado com seres humanos.

O exercício

No início, escolha pessoas conhecidas:

parentes;
amigos;
conhecidos.
Não há distinção de sexo ou idade.
O objetivo é aprender a transpor a própria consciência para o corpo da outra pessoa , procurando sentir e pensar como ela.

Depois de dominar essa etapa, passe para:

pessoas desconhecidas, imaginadas pela mente;
pessoas de outras raças e cores.
O exercício estará completo quando você conseguir manter essa transposição da consciência por, no mínimo, cinco minutos .
Quanto maior for esse tempo, melhor será o domínio do exercício.

Desenvolvimento da faculdade

Segundo o autor, através desse exercício o mago adquire o poder de ligar sua consciência à de qualquer pessoa.

Ele passa a conhecer:

seus sentimentos;
seus pensamentos;
seu passado e seu presente;
sua maneira de pensar, sentir e agir.
Além disso, afirma que poderá influenciá-la conforme sua vontade.

O uso correto dessa capacidade

O autor faz, porém, um importante alerta:

"O homem colhe aquilo que semeia."

Por isso, o mago nunca deverá utilizar essa influência para o mal ou para obrigar alguém a agir contra a própria vontade.

O grande poder adquirido sobre as pessoas deve ser utilizado somente para o bem. Assim, segundo Bardon, o mago jamais perderá esse dom.


O mestre (Guru)

O autor explica que esse princípio ajuda a compreender por que, no Oriente, o aluno dedica tanta admiração ao seu mestre, ou guru.

Por meio desse sentimento de admiração, o aluno liga-se instintivamente à consciência do mestre, que passa a influenciá-lo indiretamente, favorecendo uma evolução mais rápida e segura.

É por isso que os métodos orientais de aprendizado consideram a presença de um mestre como um fator essencial para o desenvolvimento do discípulo.


O Ankhur do Tibet

O famoso Ankhur do Tibet baseia-se nesse mesmo princípio, porém em sentido inverso.

Nesse caso, é o mestre quem se liga à consciência do aluno, transmitindo-lhe poder e iluminação.

Segundo o autor, o mesmo princípio ocorre entre os místicos, por meio da chamada transferência da "pneuma".

Instrução Mágica da Alma (IV)

Represamento dos Elementos nas Diversas Partes do Corpo

Neste grau, o trabalho com os elementos é aprofundado. Até aqui aprendemos a inspirar cada elemento pelos pulmões e pelos poros, percebendo sua característica em todo o corpo.

Agora o objetivo passa a ser concentrar cada elemento em partes específicas do corpo.

O autor apresenta dois métodos, e recomenda que ambos sejam dominados.


Primeiro método

O represamento através da respiração

Inspire o elemento escolhido pelos pulmões e pelos poros do corpo, exatamente como nos exercícios anteriores.

Durante a inspiração, mantenha sempre a sensação característica de cada elemento:

  • Fogo: calor.
    Água: frio.
    Ar: leveza.
    Terra: peso.
    Comece com sete inspirações .
    Em vez de dissolver imediatamente o elemento de volta ao Universo, conduza-o mentalmente para a parte do corpo escolhida, comprimindo-o cada vez mais nesse local.
    O objetivo é que a característica do elemento seja percebida mais intensamente na região carregada do que no restante do corpo .
    O autor compara esse processo ao vapor comprimido dentro de um recipiente: quanto maior a compressão, maior a pressão exercida.
    A carne, os ossos e a pele da região escolhida devem parecer completamente impregnados pelo elemento.

    Encerrando o exercício

    Quando sentir claramente a presença do elemento naquela parte do corpo:

    espalhe-o novamente por todo o corpo através da imaginação;
    depois devolva-o ao Universo durante a expiração, como foi ensinado no Grau III.
    Esse exercício deve ser praticado alternadamente em órgãos externos e internos.

    não se deve realizar o represamento dos elementos no cérebro nem no coração , seja em si mesmo ou em outra pessoa.
    Segundo Bardon, apenas um mestre experiente, com completo domínio dos elementos e profundo conhecimento do próprio corpo, seria capaz de fazê-lo sem riscos.
    Esses órgãos podem participar da assimilação natural dos elementos, mas não devem receber represamento concentrado durante o treinamento do estudante.

    Mãos e pés

    O autor recomenda dedicar atenção especial ao treinamento das:

    mãos;
    pés;
    principalmente aos dedos.
    Segundo ele, essas regiões serão fundamentais nas aplicações práticas da magia, especialmente nos trabalhos realizados posteriormente.

    Outra forma de descarregar o elemento

    Existe ainda uma segunda maneira de encerrar o exercício.
    Em vez de espalhar primeiro o elemento pelo corpo para depois devolvê-lo ao Universo, o praticante pode simplesmente imaginar que todo o elemento sai diretamente da parte carregada para o Universo durante a expiração .
    Esse processo é mais rápido.
    Segundo Bardon, o mago deve dominar as duas técnicas e utilizá-las conforme a necessidade.

    Segundo método

    Respiração direta pela parte do corpo

    O segundo método utiliza a transposição da consciência .
    Em vez de carregar todo o corpo primeiro, transfira sua consciência diretamente para a região escolhida.
    Imagine que essa parte do corpo respira sozinha , exatamente como na respiração pelos poros.
    A cada inspiração, ela absorve o elemento.
    A cada expiração, continua trabalhando normalmente.
    Quando perceber que há quantidade suficiente do elemento naquela região, devolva-o ao Universo durante a expiração.
    O autor considera esse método mais simples e rápido, embora exija uma boa capacidade de transposição da consciência.
    O mesmo procedimento também deve ser aprendido com a energia vital , e não apenas com os quatro elementos.

    Carregamento das Regiões Elementares do Corpo

    Depois de dominar os exercícios anteriores, inicia-se uma prática mais ampla.
    O corpo passa a ser dividido conforme a correspondência tradicional dos quatro elementos.

    Correspondência dos elementos

    Terra: dos pés até o cóccix, incluindo os órgãos genitais.
    Água: região abdominal, incluindo intestinos, baço, fígado, vesícula, estômago e demais órgãos do ventre até o diafragma.
    Ar: tórax, pulmões, coração e pescoço.
    Fogo: cabeça e todos os seus órgãos.

    O exercício

    Assuma sua postura habitual ( asana ).

    1. Terra

    Inspire o elemento terra, juntamente com a sensação de peso, por sete respirações , conduzindo-o apenas para a região correspondente.
    Expire apenas o ar, mantendo o elemento acumulado nessa região.

    2. Água

    Repita o mesmo processo com o elemento água.
    Após sete inspirações, mantenha-o concentrado somente no abdômen.

    3. Ar

    Em seguida, inspire sete vezes o elemento ar, preenchendo apenas o tórax.

    4. Fogo

    Por último, inspire sete vezes o elemento fogo para a cabeça, mantendo-o nessa região.
    Ao terminar, todas as regiões do corpo estarão carregadas com seu elemento correspondente.

    Permanência

    Permaneça nesse estado durante dois a cinco minutos , mantendo todos os elementos simultaneamente em suas respectivas regiões.

    Dissolução

    A liberação deve ocorrer na ordem inversa da inspiração:

    Fogo.
    Ar.
    Água.
    Terra.

    Para cada região:

    inspire apenas ar puro;
    expire imaginando o elemento retornando ao Universo.
    Repita sete vezes para cada elemento, até que o corpo esteja completamente livre do represamento.

    Represamento das regiões

    Depois que essa prática estiver dominada, o exercício pode ser intensificado.
    Além de preencher cada região com seu elemento correspondente, o praticante passa também a represá-lo , aumentando sua intensidade da mesma forma ensinada anteriormente.

    A sequência permanece exatamente igual:

    começa-se pela Terra;
    termina-se no Fogo;
    a dissolução ocorre em ordem inversa.

    Segundo Bardon, esse treinamento promove a harmonização entre:

    o corpo físico;
    o corpo astral;
    e as leis universais dos elementos.
    Sempre que o praticante perceber algum desequilíbrio interior, poderá recorrer a esse exercício para restabelecer sua harmonia.
    O autor afirma que seus efeitos podem permanecer durante vários dias, produzindo uma sensação profunda de paz, equilíbrio e bem-estar.

    Benefícios descritos pelo autor

    Segundo Bardon, a harmonização dos elementos proporciona diversos efeitos ao desenvolvimento do mago, entre eles:

    proteção contra os aspectos negativos dos elementos;
    recuperação rápida da harmonia interior;
    percepção mais ampla das leis universais;
    maior resistência às influências desfavoráveis;
    purificação das auras mental e astral;
    despertar gradual das capacidades mágicas;
    fortalecimento da intuição;
    refinamento dos sentidos astrais;
    aumento das capacidades intelectuais.

    INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO (IV)

    Nesse momento, os exercícios do Primeiro Grau já devem ter se tornado um hábito de vida. Os do Segundo Grau devem ser aprofundados e fortalecidos conforme a disponibilidade de tempo e as possibilidades do aluno. Devemos ter a capacidade de manter corretamente qualquer ascese que nos propomos a praticar, sem nos debatermos com tentações ou sermos dominados por elas.
    Os exercícios do Terceiro Grau também devem ser aprofundados. Já devemos dominar a postura do corpo a ponto de conseguirmos manter a asana sem sentir o mínimo desconforto, nervosismo, tensão ou câimbras musculares.
    A energia de irradiação deverá tornar-se mais forte, profunda e expansiva, isto é, mais dinâmica. Isso será alcançado através da imaginação, da força de vontade e da meditação profunda.
    O mago deve aprender a utilizar essa energia em qualquer ocasião e situação. Ele deve chegar ao ponto de conseguir realizar imediatamente qualquer desejo colocado na sua energia de irradiação. Assim poderá ajudar pessoas em casos de doença ou acidentes, encontrando nisso uma grande satisfação.

    RITUAIS E AS POSSIBILIDADES DE SUA APLICAÇÃO PRÁTICA

    Agora passaremos a um capítulo pouco conhecido, referente às posições do corpo, gesticulações e posições dos dedos nos rituais em geral.
    O princípio básico dos rituais consiste em confirmar uma ideia ou um pensamento através de uma expressão exterior , ou então realizar o caminho inverso: evocar uma ideia ou um pensamento através de um gesto ou de uma ação .

    "Não é só toda ideia que pode ser expressa por uma ação exterior; uma ação exterior também pode despertar uma ideia."

    Esse princípio é a base de toda a magia ritual. Tudo aquilo que não possui um nome, um símbolo ou um sinal externo não possui significado mágico.


Rituais nas tradições iniciáticas

Segundo Bardon, praticamente todas as tradições espirituais utilizam esse mesmo princípio, mudando apenas a forma como ele é aplicado.

Alguns exemplos citados pelo autor:

Exemplo

Finalidade

Juramento em tribunais

Confirmar a verdade por meio de um gesto.

Sacerdotes orientais

Gestos e posições utilizados durante os cultos.

Mandalas tibetanas

Representação simbólica de forças espirituais.

Sociedades iniciáticas

Sinais, palavras e toques de reconhecimento.

A diferença, segundo o autor, é que o conhecimento completo desses procedimentos sempre foi reservado aos sacerdotes e iniciados, enquanto o público conhecia apenas uma pequena parte deles.


O verdadeiro objetivo do ritual

Para o verdadeiro mago, pouco importa decorar rituais antigos.

Bardon afirma que compreender o princípio por trás deles vale muito mais do que simplesmente copiá-los.

Neste grau, o aluno aprende justamente a criar seus próprios rituais, gestos e posições dos dedos.

Cada ritual deve nascer naturalmente da própria individualidade do praticante.

Às vezes um ritual extremamente simples produz resultados superiores aos cultos mais elaborados quando estes são executados apenas mecanicamente.


Gestos e posições dos dedos

O autor comenta que alguns magos conseguem praticar seus rituais discretamente, movimentando apenas os dedos dentro do bolso da roupa, sem chamar a atenção de ninguém.

Como exemplo, ele apresenta a seguinte correspondência:

Dedo

Elemento

Indicador

Fogo

Polegar

Água

Médio

Akasha

Anelar

Terra

Mínimo

Ar

Além disso:

  • Mão direita: elementos positivos.
    Mão esquerda: elementos negativos.
    Bardon ressalta que esse é apenas um exemplo para esclarecer o princípio.

    Criando um ritual pessoal

    O praticante deve atribuir um gesto específico ao desejo que pretende realizar.
    Esse gesto deve permanecer secreto e sempre ser associado à mesma intenção.
    Ao executá-lo, deve imaginar que o objetivo já foi alcançado , utilizando sempre a forma presente e imperativa.
    No início, a imaginação e o gesto trabalham juntos.
    Com a repetição constante, ocorre uma mudança importante: basta realizar o gesto para que toda a imaginação anteriormente construída seja despertada automaticamente.
    Esse é, segundo Bardon, o verdadeiro objetivo do ritual.

    O reservatório de energia

    Bardon compara esse processo ao funcionamento de uma bateria carregada.
    Depois de inúmeras repetições, cria-se um verdadeiro reservatório de energia no Princípio Akáshico.

    Esse reservatório passa a armazenar:

    a ideia;
    o desejo;
    a vibração correspondente;
    o fluido eletromagnético;
    as analogias relacionadas ao objetivo.
    Assim, quando o ritual é novamente executado, parte dessa energia é imediatamente liberada, produzindo o efeito correspondente.
    Por que o ritual deve permanecer em segredo?
    O autor faz uma recomendação bastante enfática.
    Nunca revele seus rituais pessoais.

    Segundo Bardon, se outra pessoa utilizar exatamente o mesmo gesto para a mesma finalidade, ela poderá retirar parte da energia acumulada naquele reservatório, enfraquecendo o trabalho realizado pelo seu criador.


Os rituais coletivos

Diversas sociedades iniciáticas utilizam exatamente esse mesmo mecanismo.

Os membros alimentam continuamente um reservatório coletivo de energia por meio da repetição dos mesmos sinais e rituais.

Os iniciados mais experientes conseguem recorrer a esse reservatório sempre que necessário.

Entretanto, conforme o mago evolui, ele passa a depender cada vez menos desses reservatórios coletivos, aprendendo a abastecer-se diretamente da Fonte Universal.


Um exemplo histórico citado pelo autor

Como exemplo do funcionamento desse princípio, Bardon menciona determinados movimentos políticos que utilizaram gestos coletivos como forma de concentrar energia psíquica.

Segundo sua interpretação, quando um grande reservatório energético é utilizado para objetivos egoístas ou destrutivos, a própria lei da polaridade faz com que essa força retorne contra seus criadores, contribuindo para sua desagregação.

O autor afirma que esse mesmo princípio pode ser observado em diversos cultos, religiões, seitas e movimentos organizados.


As curas em locais de peregrinação

Bardon também aplica essa explicação às chamadas curas milagrosas.

Segundo ele, a fé constante de milhares de pessoas cria um grande reservatório de energia espiritual.

O fiel, através da confiança absoluta, entra em sintonia com esse reservatório e recebe sua influência.

O mago compreende esse fenômeno como manifestação das leis universais e não como um acontecimento arbitrário ou inexplicável.


A escolha dos rituais

O autor conclui lembrando que praticamente qualquer ideia ou desejo pode ser ligado a um ritual.

Entretanto, recomenda prudência.

O sucesso dependerá principalmente de dois fatores:

Fator

Importância

Maturidade espiritual

Fundamental

Constância na prática

Essencial

Além disso, aconselha que o mago escolha apenas alguns poucos rituais permanentes.

"Quanto menos desejos ele tiver, tanto mais rápido será o seu progresso."

Enquanto um ritual ainda não tiver produzido plenamente o resultado esperado, não é aconselhável criar novos. No início, um único ritual — ou, no máximo, três — já é considerado suficiente.

RESUMO DE TODOS OS EXERCÍCIOS DO GRAU IV

I. INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO

Transposição da consciência para o exterior

Exercício

Objetivo

a) Em objetos

Transpor a consciência para objetos inanimados, assumindo suas características e percebendo o ambiente a partir de sua perspectiva.

b) Em animais

Assumir mentalmente a consciência de diferentes animais, percebendo e agindo conforme sua natureza.

c) Em pessoas

Transpor a consciência para outras pessoas, compreendendo seus pensamentos, sentimentos e modo de agir, sempre utilizando essa capacidade para fins elevados.


II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA

1. Represamento dos elementos

Exercício

Descrição

a) No corpo inteiro

Assimilar, represar e liberar conscientemente cada um dos quatro elementos.

b) Nas diversas partes do corpo

Concentrar os elementos em órgãos ou regiões específicas utilizando os dois métodos ensinados por Bardon.

2. Harmonização dos elementos nas regiões do corpo

Elemento

Região correspondente

🔥 Fogo

Cabeça

🌬️ Ar

Tórax

💧 Água

Estômago e região abdominal

🌍 Terra

Cóccix, órgãos genitais e pés

Objetivo: estabelecer a harmonia entre os quatro elementos no corpo físico e astral, fortalecendo o equilíbrio mágico.

III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO

Rituais e suas aplicações práticas

Neste grau, o aluno aprende a desenvolver seus próprios rituais e a utilizá-los como instrumentos de realização da vontade.

Os principais recursos estudados são:

Gesticulação (gestos);

  • Posições do corpo;

  • Posições dos dedos.

  • O objetivo é associar um gesto ou ritual a uma ideia ou desejo específico, até que sua simples execução seja capaz de despertar automaticamente a força correspondente.


    Texto original
    1GRAU IV

    Antes de começar a descrever esses exercícios um pouco mais difíceis do Grau IV volto a enfatizar que o aluno não deve se precipitar em seu desenvolvimento. Ele deve gastar o tempo que for preciso para alcançar um sucesso absoluto em seu caminho mágico. Deve ter o domínio total de todos os exercícios das etapas anteriores, antes de passar aos subseqüentes.

    1.1Instrução Mágica do Espírito (IV)
    1.1.1Transposição da Consciência para o Exterior
    1.1.1.1a) em objetos

    Neste capítulo mostrarei a vocês como se transpõe a consciência para o exterior.

    Devemos aprender a transpor a nossa consciência para qualquer objeto, animal, a ser humano. Coloque algumas coisas à sua frente, daquelas que você usa todos os dias.

    Sentado na posição costumeira, fixe o pensamento num dos objetos por algum tempo, a registre com força em sua mente a sua cor, forma a tamanho. Então imagine-se transformado no objeto em questão. Você deverá, por assim dizer, sentir-se, perceber-se como o tal objeto, assimilando todas as suas características. Você deve sentir-se como se estivesse preso naquele local em que o objeto foi colocado, só podendo libertar-se através de uma intervenção externa. Pense também que agora você passou a exercer, imaginariamente, as funções daquele objeto.

    Através de uma concentração intensa você deverá também observar o ambiente em volta a partir do ponto de vista do objeto a captar a relação deste com o objeto vizinho. Se por exemplo o objeto estiver sobre a mesa, então você deverá tentar sentir a sua relação com esse outro objeto sobre a mesa assim como com todos os demais que estiverem ali, a depois com o ambiente em geral.

    Depois de realizar esse exercício com um dos objetos, vá passando ao seguinte a assim por diante. O exercício estará completo quando você conseguir ligar cada objeto escolhido com a sua própria consciência, de modo a assumir a sua forma, seu tamanho a características mantendo-se assim por pelo menos cinco minutos, sem qualquer interrupção.

    Nesse caso o próprio corpo deve ser totalmente esquecido.

    Para essa transposição concentrativa da consciência prefira objetos maiores como flores, plantas, arbustos, árvores, a outros. A consciência não conhece o tempo nem o espaço, portanto ela é um princípio akáshico.

    Não se assuste de modo algum com esses exercícios insólitos e nem com eventuais fracassos iniciais; com paciência, perseverança a tenacidade você alcançará o sucesso almejado. Só mais tarde o aprendiz entenderá o significado dos exercícios introdutórios da magia.

    1.1.1.2b) em animais

    Depois de dominada a técnica da transposição da consciência aos objetos inanimados, passaremos aos seres vivos.

    Como já mencionamos anteriormente, a consciência é isenta de tempo a de espaço, por isso, durante o exercício com os seres vivos, o objeto escolhido não precisa estar diretamente à nossa frente. O aluno já deve estar tão instruído a ponto de imaginar qualquer ser vivo, mesmo que este não esteja presente.

    Ele deve então transpor sua consciência à de um gato, um cão, um cavalo, uma vaca, uma cabra, etc. Não importa o tipo de animal visado, ele poderá ser até uma formiga, um pássaro ou um elefante; devemos imaginá-lo primeiro numa posição de imobilidade, depois andando, correndo, esgueirando-se, voando ou nadando, conforme o animal em questão.

    O aluno deve ser capaz de transmutar sua consciência a qualquer forma desejada a agir de acordo. Ele deverá manter essa transposição por cinco minutos sem interrupções, caso queira dominar esse exercício. Os iniciados que treinam durante muitos anos estão em condições de entender qualquer animal a domina-lo conforme a sua vontade.

    Com relação a isso, podemos nos lembrar daquelas lendas de lobisomens a outras histórias semelhantes, onde feiticeiros se transformam em animais. Para o mago, essas lendas a histórias fantásticas possuem um significado bem mais profundo. Nesses casos trata-se sem dúvida dos assim chamados magos negros, que para não serem reconhecidos em seus trabalhos perversos, assumem a for ma de qualquer tipo de animal no mundo invisível.

    O bom mago sempre avalia essas atitudes, a suas capacidades espirituais permitem-lhe olhar através desses seres a reconhecer a sua forma original verdadeira.

    Nossos exercícios preparatórios não têm o propósito de levar o aluno às más ações, mas sim prepará-lo para a alta magia, onde em certos trabalhos ele terá de assumir formas divinas mais elevadas para as quais transporá a sua auto-consciência.

    Ao atingir o ponto de conseguir assumir, com a própria consciência, qualquer tipo de animal a permanecer nessa imaginação sem interrupções ao longo de cinco minutos, então poderemos realizar a mesma coisa com seres humanos.

    1.1.1.3c) em pessoas

    No início devemos escolher conhecidos, parentes, amigos, pessoas das quais nos lembramos bem, sem diferenciar os sexos ou as idades.

    Devemos aprender a transpor a nossa consciência ao corpo do outro de modo a sentir a pensar como a pessoa imaginada.

    Das pessoas conhecidas podemos passar às estranhas, aquelas que nunca vimos antes, a que portanto só podemos imaginar.

    Finalmente, como objeto da experiência devem os escolher pessoas de outras raças a cores.

    O exercício estará completo quando conseguirmos transpor nossa consciência a um corpo imaginado, por no mínimo cinco minutos. Quanto mais tempo conseguirmos mantê-lo assim, tanto melhor.

    Através desse exercício o mago adquire o poder de se ligar a qualquer pessoa; ele não só passa a conhecer os sentimentos e pensamentos da pessoa imaginada, seu passado a seu presente, como ela pensa, sente a age, mas também consegue influenciá-la à vontade.

    Porém nunca se esqueça do ditado: "O homem colhe aquilo que semeia!" Por isso o mago nunca usará sua influência para o mal, ou para obrigar as pessoas a agirem contra a sua vontade.

    O grande poder que ele adquire sobre as pessoas deverá ser usado só para o bem; assim ele nunca perderá o seu dom.

    O mago saberá então porque no Oriente o aluno admira tanto o seu mestre, ou guru.

    Através desse sentimento de admiração pelo seu mestre o aluno liga-se instintivamente à consciência dele, que assim passa a influenciá-lo indiretamente, possibilitando-lhe uma evolução mais rápida a segura.

    É por isso que os métodos orientais de aprendizado sempre consideram um mestre, ou guru, como fator essencial para o desenvolvimento do aluno.

    O famoso Ankhur do Tibet apoia-se no mesmo princípio, porém numa seqüência inversa, em que o mestre se liga à consciência do aluno e assim lhe transmite o poder e a iluminação.

    É o mesmo caso dos místicos, em que a transferência é da assim chamada "pneuma".

    1.2Instrução Mágica da Alma (IV)
    1.2.1Represamento dos Elementos nas Diversas Partes do Corpo

    Nesse capítulo ampliaremos o nosso trabalho com os elementos. Através da respiração pelos pulmões a pelos poros nós aprendemos a assimilar um elemento e a sentir a sua característica específica em todo o corpo. Agora carregaremos cada uma das partes do corpo, o que pode ser feito de duas maneiras; de qualquer forma, o mago deve dominar ambos os métodos.

    1.2.2Primeiro Método
    O primeiro é o seguinte:

    Você deve inspirar o elemento para dentro de seu corpo através da respiração pulmonar a pelos poros a represá-lo, isto é, expirando o ar sem a imaginação. Na inspiração, a sua imaginação sensorial dever á acompanhar-se da característica específica do elemento: no caso do fogo o calor, da água o frio, do ar a leveza, e da terra o peso.

    Deve-se começar com sete inspirações.

    Ao invés de dissolver imaginariamente o elemento represado novamente no Universo, conduza-o à parte do corpo escolhida, comprimindo ainda mais a característica específica do elemento a preenchendo essa parte com ele.

    O elemento, comprimido com sua característica específica, deve ser sentido com mais força na pane do corpo em questão do que no corpo todo.

    Do mesmo modo que o vapor, comprimido para se obter uma maior pressão, a carne, os ossos e a pele dessa parte do corpo devem ficar bem impregnados pelo elemento.

    Portanto, quando você sentir com muita força a característica específica do elemento na parte do corpo carregada, deixe-a espalhar-se por todo o corpo com ajuda da imaginação, a fluir novamente para o Universo através da expiração, como explicamos no Grau III.

    Esse exercício deve ser feito com cada um dos elementos, alternadamente em um órgão externo a outro interno, com exceção do cérebro a do coração.

    O mago não deve fazer o represamento nesses dois órgãos, nem em .si mesmo nem nos outros, para não provocar danos.

    Só um mestre muito experiente no domínio dos elementos pode fazer um certo represamento também no coração a no cérebro, sem se prejudicar. Ele conhece o próprio corpo a consegue dominá-lo.

    Qualquer órgão (entre os quais o coração e o cérebro) é apropriado à assimilação dos elementos com suas características específicas, porém sem o represamento.

    Um iniciante deve evitar represar o coração e o cérebro com os elementos ou com a energia vital, principalmente quando ele ainda não consegue observar a função dos órgãos através da vidência.

    Quando se faz um represamento dos elementos ou da energia vital em todo o corpo, o cérebro e o coração também se habituam ao represamento geral, pois a força de expansão não se concentra num só órgão, mas se espalha pelo corpo todo.

    É principalmente nos pés a nas mãos que se deve dominar a técnica do represamento dos elementos a da energia vital, pois eles serão muito necessários na aplicação prática da magia. Nesse caso, deve ser dada uma atenção especial aos dedos.

    Outra possibilidade de esvaziamento de um elemento de uma parte do corpo consiste em, ao invés de conduzir o elemento represado primeiro de volta ao corpo para depois devolvê-lo ao Universo através da respiração pelos poros, nós podemos, com a ajuda da imaginação, devolver todo o elemento diretamente da parte em questão ao Universo, através da expiração.

    Este processo é mais rápido.

    Naturalmente um mago deve conhecer bem ambas as técnicas a usá-las conforme a sua vontade.

    1.2.3Segundo Método

    O segundo método do represamento dos elementos numa parte qualquer do corpo consiste em transpor a consciência a essa parte deixando-a inspirar a expirar (como a respiração pelos poros).

    A cada respiração o elemento é inspirado a expirado.

    Ao sentir que o elemento escolhido f oi represado numa quantidade suficiente na pane do corpo visada, devemos liberá-lo novamente através da expiração, Le., devolvê-lo ao Universo do qual foi extraído.

    Esse processo é rápido a simples, mas exige uma boa transposição de consciência.

    A técnica do represamento da energia vital numa determinada parte do corpo também deve ser dominada.

    Depois de nos tornarmos mestres nessa prática, podemos dar um passo adiante.

    1.2.4Divisão do Corpo Segundo os Elementos

    Nós já aprendemos que, segundo os elementos, o corpo humano é dividido em quatro regiões principais.

    Para nos lembrarmos melhor disso, repetiremos essas divisões:

    dos pés até as coxas - ou cóccix, inclusive os órgãos genitais - é a região que corresponde à terra;

    a região ventral, com todos os órgãos internos, como intestinos, baço, vesícula biliar, fígado, estômago, até ao diafragma, corresponde ao elemento água;

    o tórax com os pulmões e o coração, até ao pescoço correspondem ao elemento ar;

    e a cabeça com todos os seus órgãos corresponde ao elemento fogo.

    1.2.5Carregamento das Regiões do Corpo

    O objetivo do exercício que se segue é carregar as regiões do corpo com seus elementos correspondentes.

    Na prática isso funciona da seguinte forma:

    Assuma a sua posição preferida do corpo (asana).

    Através da respiração pelos pulmões a pelos poros inspire o elemento terra, com sua característica específica do peso, à região do corpo correspondente à terra - dos pés ao cóccix, passando pelos órgãos genitais.

    Você deve inspirar o elemento terra por sete vezes a expirar o ar vazio, para que essa região seja preenchida com o elemento que a influencia.

    Mantenha o elemento terra na região da terra a inspire o elemento água à região da água, portanto o ventre, mas sem expira-lo, para que essa região também fique preenchida com seu próprio elemento.

    Depois passe para o próximo elemento, inspirando o elemento ar por sete vezes para preencher o tórax a deixando-o em sua própria região, sem expirá-lo.

    Segue-se a região da cabeça, que é preenchida também através de sete inspirações do elemento fogo; a expiração que se segue é vazia, para que esse elemento permaneça na região.

    Assim que todas as regiões forem carregadas com seus respectivos elementos, tente permanecer nessa condição de dois até cinco minutos, a depois comece com a dissolução deles.

    Deve-se começar no lugar onde se terminou, portanto em nosso caso começaremos com o elemento fogo da cabeça, inspirando-se sete vezes o ar sem o elemento, a irradiando-o em direção ao Universo a cada expiração (ao todo sete vezes).

    Assim que a região da cabeça estiver livre de seu elemento passaremos à região seguinte, a do ar, depois à da água a finalmente à da terra, até que o corpo todo esteja livre do represamento dos elementos.

    Ao conseguirmos obter uma certa prática nesse exercício, poderemos ampliá-lo, não só preenchendo as regiões do corpo com os elementos, mas também represando-os ali.

    O processo é o mesmo que já descrevemos, i.e. começamos novamente com o elemento terra a terminamos com o elemento fogo.

    O processo de dissolução é o mesmo do exercício anterior.

    1.2.6Benefícios da Harmonização dos Elementos

    Esses exercícios são muito significativos, pois eles promovem o uníssono do corpo material denso a também do corpo astral com as leis universais dos elementos.

    S e por algum motivo o mago entrar em desarmonia a praticar esses exercícios, então ele logo recuperará a harmonia perdida.

    Ele sentirá a influência benéfica da harmonia universal total, não só por algumas horas mas por vários dias.

    Essa harmonia promoverá nele um sentimento de paz a de felicidade.

    A harmonização dos elementos no corpo ainda oferece outras possibilidades, entre as quais citarei algumas aqui.

    Mas o importante é que o aluno seja poupado das influências prejudiciais do lado negativo dos elementos.

    Assim que alcança o equilíbrio mágico, o aluno passa a se situar no ponto central dos acontecimentos a vê todas as leis, todo o vir a ser a tudo o que passou numa perspectiva universal, portanto verdadeira.

    Ele é poupado de muitas doenças a promove um efeito compensador em seu próprio karma, a com isso também em seu destino, tomando-se mais resistente contra as influências desfavoráveis.

    Purifica suas auras mental a astral, desperta suas capacidades mágicas, a sua intuição assume um caráter universal.

    Seus sentidos astrais refinam-se, e suas capacidades intelectuais aumentam.

    1.3Instrução Mágica do Corpo (IV)
    1.3.1Rituais e as Possibilidades de sua Aplicação Prática

    Nesse momento, os exercícios do primeiro grau já devem ter se tornado um hábito de vida. Os do segundo devem ser aprofundados a fortalecidos conforme a disponibilidade de tempo a as possibilidades do aluno. Devemos ter a capacidade de manter corretamente qualquer ascese que nos propomos a praticar, sem nos debater mos com tentativas, ou sermos dominados por elas.

    Os exercícios do terceiro grau também devem ser aprofundados. Já devemos dominar a postura do corpo a ponto de conseguirmos agüentar a asana sem sentir o mínimo desconforto, nervosismo, tensão ou câimbras da musculatura. A energia de irradiação deverá tornar-se mais forte, profunda a expansiva, i.e., mais dinâmica, o que pode ser alcançado através da imaginação, portanto da força de imaginação a da meditação profunda.

    O mago deve aprender a usar a energia de irradiação na prática, em qualquer ocasião e situação. Ele deve chegar ao ponto de conseguir realizar imediatamente qualquer desejo colocado na sua energia de irradiação. Assim ele poderá ajudar as pessoas em casos de doença a acidentes, o que lhe trará muita satisfação.

    1.3.2Rituais e as Possibilidades de sua Aplicação Prática

    Agora passaremos a um capítulo pouco conhecido, referente às posições do corpo, gesticulações a posições dos dedos nos rituais em geral.

    O princípio básico dos rituais consiste em confirmar uma idéia, um pensamento através de uma expressão exterior, ou então o contrário, evocar uma idéia ou um pens amento através de um gesto ou uma ação.

    Esse preceito básico vale para toda a magia ritual. Com isso queremos dizer que não é só toda a idéia (ou todo o ser) que pode ser expresso através de uma ação exterior, mas eles também podem ser conectados a uma tarefa específica.

    Aquilo que não possui ou não contém um nome específico, um símbolo ou algum sinal externo, não tem significado.

    É nessa tese primordial que se baseiam todos os processos ou rituais mágicos, assim como todos os sistemas religiosos, que possuem desde tempos primordiais, os seus procedimentos específicos de culto.

    A diferença consiste somente no fato das massas sempre terem tido acesso apenas a uma pequena parte disso, pois a maior parte desses procedimentos era guardada em segredo a utilizada só por altos sacerdotes a iniciados.

    Cada ritual tem um objetivo específico para a pessoa a quem ele serve, sem levar em conta se é um feitiço tibetano ou uma postura de dedos dos sacerdotes de Bali, em cultos orientais ou rituais de maldição dos magos negros.

    A síntese é sempre a mesma.

    Nas ações judiciais, quando a pessoa jura que está dizendo a verdade a só a verdade, ela ergue a mão mostrando três dedos, o que também é considerado um gesto mágico.

    Do ponto de vista cristão, os dedos erguidos simbolizam a trindade unificada.

    Cada uma das inúmeras sociedades secretas a seitas possui o seu ritual próprio. As lojas maçônicas, por exemplo, estão relacionadas a um deter minado sinal, uma palavra e um toque.

    Do ponto de vista histórico poderíamos ainda falar muita coisa sobre esse tema. Mas para a magia e o desenvolvimento práticos, esse estudo seria total mente inútil.

    Para o verdadeiro mago, não faria muita diferença ler nos mais diversos livros que o mago costuma desenhar um círculo mágico considerando-o um símbolo da eternidade, da divindade a da intocabilidade, colocando nele anjos a espíritos protetores; ou então como um lama desenha o seu mandala, a coloca os Thatagatos em seus rituais como divindades de proteção.

    O nosso mago não precisa dessas instruções estranhas porque ele sabe que são só conexões de idéias a auxiliares da memória, ou do espírito.

    Nesse quarto grau o mago aprende a arte de criar os seus próprios rituais, cultos, gestos, posições de dedos.

    Tudo isso depende só da sua individualidade e capacidade de assimilação.

    Às vezes um mago consegue muito mais com os rituais mais primitivos, do que um especulador filosófico com os cultos mais complicados.

    Nesses casos não se pode traçar uma diretriz exata; o aluno deve agir intuitivamente a expressar cada idéia a pensamento, assim como aquilo que ele quer ver concretizado, através de um gesto, uma posição dos dedos ou um ritual que têm a ver com ele.

    Com certeza ele não expressará um gesto de bênção com o punho cerrado, ameaçador.

    Conforme o local e a situação em que se encontra, ele deverá compor o seu ritual individual e discreto, que deverá ser utilizado em segredo quando não houver ninguém observando.

    Existem magos que praticam a sua magia ritual sem que ninguém perceba, com movimentos dos dedos no bolso do paletó ou do casaco, até mesmo com muita gente em volta deles.

    Eles usam os cinco dedos em analogia aos elementos; o dedo indicador corresponde ao fogo, o polegar à água, o dedo médio corresponde ao Akasha, o anular à terra e o mínimo ao ar, sendo que a mão direita se refere aos elementos positivos e a esquerda aos negativos.

    Esse pequeno exemplo deve ser suficiente para um esclarecimento sucinto.

    Você deve aprender também a atribuir sinais específicos às suas idéias.

    Mas não fale sobre isso a ninguém, pois se outra pessoa usar o mesmo sinal que o seu, para a mesma idéia, poderá enfraquecê-la através do desvio de sua energia.

    Conecte a amarre aquele seu desejo pessoal, que você quer ver realizado rapidamente, ao seu próprio ritual ou gesto, de preferência às gesticulações dos dedos, a imagine que através desse gesto o seu desejo logo se realizará, ou melhor, que ele já se realizou.

    A lei da forma presente e imperativa também se aplica nesse caso.

    A imaginação da concretização, em conjunto com o gesto ou o ritual devem, no início, conter um sentimento intenso de segurança, certeza a confiança, além de uma crença inabalável na sua realização efetiva.

    Primeiro nós devemos utilizar ambos, tanto a imaginação quanto o ritual.

    Mais tarde, quando nos ocuparmos só da imaginação do desejo a de sua concretização, então, sem perceber a sem ter consciência do fato, seremos induzidos a usar o ritual ou o gesto.

    Quando chegamos ao ponto de automatizar o desejo na nossa imaginação, o processo se inverte; fazemos o gesto ou realizamos o ritual, e a imaginação ou a sua energia correspondente automaticamente libera o seu efeito.

    Esse é o objetivo em si do ritual ou da gesticulação, do posicionamento do corpo ou dos dedos.

    Quando o ritual com a imaginação torna-se automático, basta realizar o ritual para se obter o efeito ou a influência desejados.

    Podemos fazer uma comparação aproximada com uma bateria carregada, na qual basta fazer o contacto correto para se obter a corrente elétrica necessária, a qualquer hora.

    Repetindo-se constantemente a imaginação com o gesto ou ritual escolhido forma-se um reservatório de energia na esfera das coisas primordiais do princípio do Akasha, que assimila a vibração necessária (fluido eletromagnético), cor, som a outras analogias correspondentes ao desejo ou objetivo.

    Podemos dizer, com razão, que são até porçõezinhas de sangue, em sua natureza.

    Quando esse reservatório de energia é carregado através da repetição freqüente, o ritual atua no sentido de descarregar uma parte do reservatório a promover o efeito necessário.

    Por isso é que aconselhamos o mago a não falar com ninguém sobre isso senão uma outra pessoa poderia, sem esforço, extrair a energia acumulada através do mesmo ritual e obter o mesmo efeito, tudo isso às custas do seu autor original.

    Existem sociedades secretas que deixam os seus iniciantes realizarem rituais com os quais esses reservatórios de energia são carregados automaticamente.

    Os iniciados mais graduados têm então um meio fácil de repor o seu próprio reservatório, podendo então trabalhar com ele sem esforço.

    Mas à medida em que o aluno progride, conseguindo abastecer-se sozinho nesse reservatório, então lhe é aconselhado que use o ritual o menos possível.

    Muitas pessoas se lembrarão que os movimentos a partidos políticos promovem uma ação mágica indireta em seu gesto de saudação, conduzindo pequenas porções adicionais de energia vital dinâmica ao reservatório geral, através da repetição constante.

    Por exemplo, no partido nacional-socialista alemão (partido nazista), a mão erguida que acompanhava a saudação era uma espécie de gesto de poder.

    Mas quando um reservatório coletivo de energia que se torna tão poderoso é usado para fins maléficos a gananciosos, essa energia espiritual volta-se contra seus criadores (por causa da polaridade) a provoca a destruição e o aniquilamento.

    Apesar disso, as pragas rogadas pelos inúmeros presos, em parte inocentes condenados à morte ou sacrificados nos campos de batalha, acabam provocando uma polaridade contrária que também contribui para uma decomposição desse reservatório de energia negativa.

    A mesma lei, na mesma medida, vale para os outros tipos de culto, seja em religiões, seitas ou sociedades secretas.

    As curas miraculosas em locais de peregrinação possuem o mesmo fundamento.

    O crente, através de sua grande fé a confiança inabaláveis no retrato ou na imagem do santo, atrai para si a energia espiritual extraída do princípio do Akasha a represada ali pelos fiéis ao rezarem, promovendo assim a cura miraculosa.

    O mago correto sempre encontra a única verdadeira explicação para esses a outros fenômenos, baseando-se nas leis universais.

    Se ele quisesse, em função do seu conhecimento dessas leis, principalmente das leis da polaridade, ele poderia atrair para si essa energia do reservatório correspondente a com ela realizar essas curas ou supostos "milagres".

    Mas o mago que possui um elevado senso de ética consideraria esse procedimento uma malversação a por isso jamais se utilizaria dele, pois afinal ele dispõe de outras possibilidades.

    Esse é só um comentário marginal; em seguida retornaremos ao assunto dos rituais.

    Como já foi mencionado, toda idéia, desejo a imaginação podem ser concretizados através de um ritual, sem levar em conta o plano a ser considerado, o material denso, o astral ou o espiritual.

    O momento de qualquer concretização depende em primeiro lugar da maturidade espiritual, a em segundo lugar do empenho na execução do ritual.

    O mago deve escolher aqueles rituais que ele poderá utilizar durante toda a sua vida, tomando como base os rituais de caráter universal.

    Quanto menos desejos ele tiver tanto mais rápido será o seu progresso.

    Enquanto os primeiros rituais escolhidos não surtirem o efeito desejado, não se deve adotar outros.

    No início será suficiente um único ritual, ou no máximo três.

    Ao chegar a esse grau de evolução, o mago já terá aprendido a manter a medida correta, e também a saber quanto conseguirá carregar.

    O PONTO DE PROFUNDIDADE

    Segundo Bardon, o ponto de profundidade é o ponto central de qualquer forma. Se imaginarmos uma esfera e traçarmos dois eixos que se cruzam exatamente em seu centro, o local dessa interseção é chamado de ponto de profundidade.

    Para o autor, esse ponto representa ao mesmo tempo o ponto de partida e o ponto de chegada de todas as formas. É nele que tudo se encontra em perfeito equilíbrio.

    Bardon relaciona esse conceito ao pensamento de Arquimedes:

    "Mostre-me um ponto no Universo e eu tirarei a Terra de seus eixos."

    Segundo sua interpretação, Arquimedes referia-se justamente a esse ponto central, que simboliza o núcleo de todas as coisas.

    O autor afirma ainda que o ponto de profundidade está ligado ao mistério da quarta dimensão, isto é, ao entendimento do tempo, do espaço e da transcendência de ambos. Por isso, recomenda que o estudante medite profundamente sobre esse conceito, pois essa reflexão pode desenvolver a intuição e preparar a compreensão da magia dos ambientes.

    Síntese interpretativa

    Esse trecho é de Iniciação ao Hermetismo e é um dos mais densos do livro. Bardon mistura conceitos geométricos, filosóficos e esotéricos para introduzir a ideia da "magia em ambientes". Vale a pena separar o texto em camadas.

    A frase de Arquimedes

    A frase conhecida de Arquimedes é:

    "Dê-me um ponto de apoio e uma alavanca suficientemente longa, e moverei a Terra."

    Fisicamente, ela fala da lei da alavanca. Bardon, porém, interpreta essa frase simbolicamente.

    Para ele, o "ponto de apoio" não é um lugar físico, mas um ponto metafísico.


    O ponto no centro da esfera

    Imagine uma esfera.

    Ela possui:

    • altura;

    • largura;

    • profundidade.

    Se você traçar três eixos que se cruzam exatamente no centro, encontrará um único ponto.

    Esse ponto:

    • está à mesma distância de toda a superfície;

    • não favorece nenhuma direção;

    • representa equilíbrio absoluto.

    Bardon chama esse ponto de "núcleo de todas as formas".

    Em outras palavras:

    toda forma manifesta nasce de um centro invisível.


    O que seria a quarta dimensão?

    O ponto de partida e o ponto de chegada

    Essa frase é muito importante.

    Tudo surge do centro.

    Tudo retorna ao centro.

    No simbolismo hermético:

    • Deus → Centro.

    • Espírito → Centro.

    • Consciência → Centro.

    Quanto mais a mente permanece nesse "centro", menos ela é influenciada pelas mudanças externas.

    É semelhante ao eixo de uma roda.

    A borda gira rapidamente.

    O eixo permanece praticamente imóvel.

    O iniciado procura viver como esse eixo.

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    O equilíbrio

    Quando Bardon diz:

    "Do ponto de vista desse ponto, todas as formas são regularmente objetivas."

    Ele quer dizer:

    o centro não possui preferência.

    Não existe:

    • cima;

    • baixo;

    • direita;

    • esquerda;

    • bonito;

    • feio.

    Tudo é visto de maneira objetiva.

    Esse é justamente o estado mental que Bardon tenta desenvolver ao longo dos graus.


    O que isso tem a ver com magia em ambientes?

    Esse é o ponto que prepara o próximo capítulo.

    Se toda forma possui um centro...

    ...então:

    • um quarto possui um centro;

    • uma casa possui um centro;

    • uma cidade possui um centro;

    • um templo possui um centro;

    • até um campo energético possui um centro.

    Na magia de Bardon, o operador aprende a atuar justamente a partir desse "centro" para condensar elementos, irradiar forças ou influenciar um ambiente inteiro.

    Em vez de agir apenas sobre um objeto, ele trabalha sobre o campo que organiza aquele espaço.


    A meditação proposta

    Quando Bardon recomenda meditar sobre esse ponto, ele não está sugerindo apenas visualizar uma esfera.

    A contemplação é mais profunda:

    • toda forma nasce de um centro invisível;

    • esse centro permanece imóvel enquanto a forma muda;

    • a consciência também possui um centro;

    • permanecer nesse centro significa ultrapassar a identificação com as mudanças do tempo e do espaço.

    Quanto mais essa ideia é contemplada, mais intuitiva ela se torna.


    Uma analogia útil

    Imagine um furacão.

    Na periferia há ventos violentos.

    No centro existe o chamado "olho do furacão", onde há relativa calma.

    Bardon convida o estudante a desenvolver uma consciência semelhante: permanecer no centro enquanto o mundo exterior continua em movimento. Desse estado de estabilidade interior, segundo a tradição hermética, torna-se possível atuar com mais eficácia sobre os próprios estados mentais e, nos graus seguintes, sobre os ambientes. É essa percepção do "centro" — mais do que um conceito geométrico — que ele considera uma chave para compreender a chamada quarta dimensão em seu sistema de ensino.

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    Instrução Mágica do Espírito (V)

    Magia em Ambientes

    Nos exercícios anteriores, o aluno desenvolveu a capacidade de concentração e aprendeu a transpor a própria consciência para objetos, animais e pessoas. Agora, o objetivo é dar um passo além: aprender a transportar essa consciência para o ponto de profundidade de qualquer forma, desde um pequeno objeto até o próprio Universo.

    Segundo Bardon, é por meio desse exercício que o estudante aprende não apenas a compreender uma forma por dentro, mas também a dominá-la a partir do seu centro. Essa prática conduz gradualmente ao equilíbrio espiritual, característica fundamental do Princípio Akáshico.


    Exercício com objetos

    Assuma sua posição habitual de concentração (asana) e coloque à sua frente alguns objetos maiores, preferencialmente formas simples e compactas, como uma esfera ou um cubo.

    Observe atentamente um desses objetos durante alguns instantes. Em seguida, feche os olhos e transponha sua consciência exatamente para o centro dele, o chamado ponto de profundidade.

    A intenção é sentir-se literalmente dentro do objeto.

    O praticante deve esquecer completamente o próprio corpo e sentir-se apenas como um pequeno ponto existente no centro da forma observada.

    No início esse exercício costuma ser difícil, pois estamos acostumados a perceber apenas as três dimensões físicas. Bardon lembra que a prática constante reduz naturalmente essa dificuldade.

    O objetivo inicial é conseguir permanecer nesse estado durante cinco minutos.


    Objetos simétricos e assimétricos

    Depois de dominar o exercício com objetos simétricos, o aluno deve repetir o mesmo processo utilizando objetos assimétricos.

    Durante a prática, Bardon orienta que o estudante se imagine tão pequeno quanto uma semente de papoula ou até mesmo um átomo, localizado exatamente no centro do objeto.

    Quanto menor ele se perceber, maior parecerá todo o restante da estrutura ao seu redor.

    Essa mudança de perspectiva é justamente uma das finalidades do exercício.


    Compreender a forma a partir do centro

    Depois de conseguir manter essa concentração sem interrupções, o aluno deverá observar o objeto a partir de seu próprio centro.

    Segundo Bardon, o objeto passa então a parecer um verdadeiro universo.

    Quanto menor a consciência se torna, maior parece o mundo ao seu redor.

    Essa percepção deve ser mantida o maior tempo possível.


    Aplicações mágicas

    Depois de dominar essa técnica, o mago passa a desenvolver novas possibilidades.

    Segundo Bardon, ele poderá:

    • compreender intuitivamente a estrutura material do objeto;

    • compreender sua estrutura espiritual;

    • influenciá-lo a partir do próprio núcleo;

    • carregá-lo magicamente;

    • impregná-lo com desejos.

    O autor observa que, enquanto no Grau IV esse carregamento era realizado de fora para dentro, agora ele passa a ocorrer de dentro para fora, tornando-se mais profundo e penetrante.


    Expandindo o exercício

    A mesma técnica deverá ser aplicada posteriormente:

    • aos animais;

    • às pessoas;

    • aos objetos que não estejam fisicamente presentes.

    Como a consciência, segundo Bardon, não conhece tempo nem espaço, ela pode ser transportada para qualquer lugar.


    O ponto de profundidade do próprio corpo

    Depois de dominar os exercícios anteriores, chega o momento de aplicá-los ao próprio corpo.

    Sentado em sua posição habitual, com os olhos fechados, o aluno deve transportar sua consciência para o centro do próprio corpo, localizado aproximadamente na região do plexo solar, entre a coluna vertebral e a parte anterior da caixa torácica.

    Bardon considera esse local o ponto de profundidade do corpo humano.

    O praticante deve imaginar-se como um pequeno ponto ou átomo situado exatamente nesse centro.

    O exercício consiste em permanecer ali durante cinco minutos, utilizando um despertador para controlar o tempo.


    O corpo como um universo

    A partir desse ponto central, o estudante deverá observar o próprio corpo.

    Quanto menor ele se imaginar nesse centro, maior lhe parecerá todo o restante do organismo.

    Durante essa prática, Bardon recomenda manter a seguinte afirmação interior:

    "Eu sou o ponto central de meu corpo. Eu sou a energia determinante dele."

    Essa identificação fortalece a consciência do praticante em relação ao próprio centro espiritual.


    O estado mágico de transe

    Segundo Bardon, quando o aluno consegue transportar sua consciência para esse ponto de profundidade em qualquer momento, ele passa a alcançar aquilo que chama de estado mágico de transe.

    Esse estado representa uma aproximação do Princípio Akáshico e constitui uma preparação para uma etapa ainda mais elevada: a conexão com a consciência cósmica, que será estudada posteriormente.


    O transe mágico e a mediunidade

    Na parte final do capítulo, Bardon faz uma distinção importante entre o transe mágico e o transe mediúnico.

    Segundo ele, os médiuns espíritas normalmente entram em transe através de orações, cantos, meditação ou estados de passividade mental, permitindo a manifestação de outras entidades por intermédio de seus corpos.

    Já o mago hermético segue um caminho diferente.

    O mago não entrega sua consciência; ele permanece plenamente consciente durante todo o processo e estabelece contato com outros seres de forma voluntária e controlada.

    Bardon afirma que esse tema será aprofundado em capítulos posteriores, quando tratar especificamente da comunicação consciente com outras inteligências.

    INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA (V)

    Projeção dos Elementos para o Exterior

    Nos exercícios do Grau IV, aprendemos a atrair os quatro elementos do Universo para o corpo, represá-los e concentrá-los tanto no organismo inteiro quanto em partes específicas.

    Agora o treinamento avança para uma nova etapa: projetar esses elementos para fora do corpo, aprendendo a dominá-los também no ambiente externo.

    Segundo Bardon, sem essa capacidade não existe verdadeira magia prática. Por isso, ele enfatiza que esse exercício deve ser dominado com cuidado e perseverança.


    a) Projeção através do corpo e do plexo solar

    Assuma sua posição habitual de trabalho.

    Inspire o elemento fogo através dos pulmões e dos poros, preenchendo todo o corpo com sua característica específica: o calor. A expiração deve permanecer vazia, mantendo o elemento represado internamente.

    Quando sentir o corpo completamente preenchido pelo fogo, utilize a imaginação para conduzir esse elemento até o plexo solar e, dali, projetá-lo para todo o ambiente ao seu redor.

    Enquanto o elemento é transferido para o ambiente, procure sentir que seu corpo vai ficando completamente livre dele.

    O fogo deixa de estar concentrado no corpo e passa a preencher o espaço ao redor do praticante.


    Repetindo o processo

    O exercício deve ser repetido diversas vezes.

    A cada repetição:

    • o corpo é novamente carregado com o elemento;

    • o fogo é projetado para o ambiente;

    • a concentração do elemento no espaço torna-se cada vez maior.

    Gradualmente, o aluno começa a perceber claramente que o ambiente foi impregnado pela qualidade do elemento.

    No caso do fogo, Bardon afirma que o praticante deverá sentir um aumento real da sensação de calor no local.


    A materialização do elemento

    Segundo o autor, com prática suficiente, essa sensação deixa de ser apenas subjetiva.

    Uma pessoa que entrar nesse ambiente também poderá perceber o calor.

    Bardon afirma ainda que, em níveis mais elevados de domínio, esse aumento de temperatura poderá ser constatado até mesmo por um termômetro, demonstrando a materialização do elemento através da imaginação.

    Entretanto, ele faz uma observação importante.

    O verdadeiro mago não deve buscar apenas fenômenos extraordinários, mas utilizar esses exercícios como parte de sua evolução espiritual.


    Encerrando o exercício

    Quando o ambiente já estiver suficientemente carregado, o elemento deve ser dissolvido.

    O procedimento consiste em imaginar o fogo expandindo-se em todas as direções até retornar ao Universo.

    Assim, tanto o corpo quanto o ambiente voltam ao estado normal.


    Determinando a duração do elemento

    Bardon explica que o praticante pode deixar o elemento projetado no ambiente mesmo depois de sair do local.

    Da mesma forma que ocorre na impregnação com energia vital, é possível determinar mentalmente quanto tempo o elemento permanecerá ativo.

    Tudo depende da vontade e da imaginação do mago.

    Entretanto, o autor faz uma advertência.

    Não é aconselhável manter um ambiente carregado com um único elemento durante muito tempo.

    Segundo Bardon, ambientes excessivamente impregnados podem atrair a atenção dos seres elementares, assunto que será estudado em capítulos posteriores.


    Trabalhando ao ar livre

    Quando o exercício for realizado em espaços abertos, o aluno deverá delimitar mentalmente uma área específica onde o elemento será projetado.

    Essa delimitação é feita exclusivamente pela imaginação.

    O tamanho do espaço dependerá apenas da intenção do praticante.


    A prática com os quatro elementos

    Depois de dominar o elemento fogo, o mesmo exercício deverá ser repetido com:

    Ordem

    Elemento

    Característica trabalhada

    1

    🔥 Fogo

    Calor

    2

    🌬️ Ar

    Leveza

    3

    💧 Água

    Frio

    4

    🌍 Terra

    Peso

    A sequência recomendada pelo autor segue essa ordem, embora a organização da rotina fique a critério do aluno.


    Organização dos exercícios

    Bardon sugere diferentes formas de distribuir a prática:

    • dedicar um dia inteiro a cada elemento;

    • trabalhar um elemento pela manhã e outro à tarde;

    • ou, para quem possui maior disponibilidade e preparo, praticar os quatro elementos em sequência.

    Segundo o autor, quanto maior a constância na prática, maior será o domínio dos elementos.

    Somente após dominar satisfatoriamente os quatro elementos o estudante estará preparado para prosseguir nas etapas seguintes do desenvolvimento mágico.

    b) Represados pelas mãos

    No exercício anterior aprendemos a projetar um elemento para o ambiente utilizando o plexo solar como ponto de saída. Agora Bardon amplia essa técnica, ensinando novas formas de exteriorização da energia elemental.

    Além do plexo solar, o praticante deverá aprender a projetar os elementos através da expiração pelos poros e, principalmente, pelas mãos, que passam a ser um dos instrumentos mais importantes da magia prática.


    Projeção do elemento pelas mãos

    Primeiramente, o exercício segue o mesmo princípio aprendido anteriormente.

    O elemento é inspirado pelos pulmões e pelos poros, represado no corpo e, em seguida, projetado para o ambiente. A diferença é que, agora, essa projeção pode ocorrer através dos poros de todo o corpo, sem depender exclusivamente do plexo solar.

    Depois de dominar essa etapa, o praticante deverá concentrar o elemento em uma única mão ou nas duas mãos simultaneamente.

    Segundo Bardon, através da prática constante será possível lançar instantaneamente esse elemento ao ambiente ou ao alvo desejado apenas pela vontade, utilizando as mãos como veículo da projeção.

    Na magia prática, as mãos e os dedos tornam-se importantes instrumentos de exteriorização das forças elementares.

    Naturalmente, o exercício deverá ser repetido com os quatro elementos, até que todos possam ser projetados com a mesma facilidade.


    A formação da esfera elemental

    Depois de dominar a projeção pelas mãos, inicia-se um novo treinamento.

    Assuma a posição habitual e inspire o elemento fogo através da respiração pulmonar e pelos poros, represando-o em todo o corpo até sentir claramente sua característica de calor.

    Em seguida, concentre toda essa energia na região do plexo solar, imaginando que ali se forma uma esfera compacta de fogo, com aproximadamente 10 a 20 centímetros de diâmetro.

    Essa esfera deve parecer extremamente luminosa e incandescente, como um pequeno sol.

    Agora imagine que ela se desprende do seu corpo e passa a flutuar livremente diante de você.

    Enquanto permanecer suspensa, procure percebê-la como um objeto real.

    Ao aproximar as mãos da esfera, Bardon orienta que o praticante tente sentir o calor irradiado por ela.


    Dissolvendo a esfera

    Depois de manter a visualização pelo maior tempo possível, o exercício é encerrado de uma das seguintes formas:

    • dissolvendo lentamente a esfera no Universo; ou

      fazendo-a explodir instantaneamente , retornando sua substância ao infinito.
      Segundo Bardon, o mago deve dominar naturalmente ambas as formas de dissolução.

      Repetindo com os demais elementos

      O mesmo exercício deverá ser realizado com os outros três elementos.
      Para facilitar a imaginação, Bardon sugere algumas imagens auxiliares.

      Elemento

      Forma sugerida para visualização

      🔥 Fogo

      Esfera incandescente semelhante a um pequeno sol

      🌬️ Ar

      Esfera azul luminosa

      💧 Água

      Esfera de gelo ou água extremamente fria

      🌍 Terra

      Esfera compacta de barro ou terra densa

      Essas representações servem apenas como apoio à imaginação e podem ser abandonadas à medida que o praticante desenvolve maior domínio da técnica.


    Criando outras formas

    Depois de dominar as esferas dos quatro elementos, o exercício é ampliado.

    O praticante passa a condensar os elementos em outras figuras geométricas simples, como:

    • cubos;

    • cones;

    • pirâmides;

    • e outras formas semelhantes.

    O importante é aprender que o elemento pode assumir qualquer forma criada pela imaginação, permanecendo estável enquanto a vontade do praticante a sustenta.


    Quando o exercício está completo

    Segundo Bardon, esta etapa pode ser considerada dominada quando o aluno conseguir:

    • represar qualquer elemento em seu corpo;

    • condensá-lo em uma forma definida;

    • projetar essa forma para o exterior;

    • mantê-la estável pela imaginação; e

    • dissolvê-la conscientemente quando desejar.

    Somente após dominar completamente esse exercício o estudante deverá prosseguir para a etapa seguinte, que trata da projeção direta dos elementos a partir do Universo, sem a necessidade de acumulá-los primeiro no próprio corpo.

    Projeção Externa sem passar pelo Corpo

    Neste exercício, Bardon apresenta um avanço importante em relação às práticas anteriores. Até aqui, o estudante aprendia a atrair um elemento para dentro do próprio corpo, represá-lo e somente depois projetá-lo para o ambiente. Agora o processo muda completamente.

    O elemento não passa mais pelo corpo. Ele é extraído diretamente do Universo e condensado no ambiente ou na forma desejada apenas pela imaginação e pela vontade.

    Essa técnica exige maior domínio mental, pois o mago trabalha diretamente com as forças universais, sem utilizá-las primeiro como intermediário em seu próprio organismo.


    Extraindo os elementos diretamente do Universo

    Assuma sua posição habitual (asana) e respire tranquilamente, sem esforço.

    Imagine o Universo como uma imensa esfera que contém infinitamente todos os elementos. A partir dela, você atrai apenas o elemento desejado para o ambiente onde está.

    Cada elemento deve ser sentido através de sua característica específica, e não apenas visualizado.

    Elemento

    Sensação principal durante o exercício

    Fogo

    Calor intenso

    Ar

    Leveza absoluta

    Água

    Frio profundo

    Terra

    Peso e densidade

    Após manter a percepção do elemento, ele deve ser completamente dissolvido novamente no Universo através da vontade e da imaginação.


    Exercício com o elemento fogo

    Imagine atrair o elemento fogo de todas as direções do Universo para o ambiente onde você está.

    À medida que ele se aproxima, sua natureza torna-se cada vez mais densa, quente e material.

    Continue condensando o fogo até sentir que todo o ambiente está impregnado por sua presença.

    O calor deverá ser percebido também em seu próprio corpo, como se você estivesse dentro de um grande forno.

    Quando o exercício terminar, dissolva completamente esse elemento no infinito.


    Exercício com o elemento ar

    Repita exatamente o mesmo processo com o elemento ar.

    Extraia-o do Universo e faça com que ele preencha completamente o ambiente.

    Durante a prática procure sentir:

    • ausência de peso;

    • liberdade absoluta;

    • leveza semelhante à de um balão flutuando.

    Quando a sensação estiver bem estabelecida, devolva lentamente todo o elemento à sua fonte primordial.


    Exercício com o elemento água

    Agora atraia o elemento água.

    Bardon recomenda imaginá-lo inicialmente como um vapor extremamente frio que, conforme se aproxima, torna-se cada vez mais condensado.

    Preencha completamente o ambiente com esse vapor.

    O objetivo é experimentar uma sensação intensa de frio, capaz até de provocar arrepios no corpo físico.

    Depois disso, devolva completamente o elemento ao Universo.

    Segundo Bardon, um mago treinado seria capaz de tornar um ambiente fresco mesmo durante os dias mais quentes do verão utilizando apenas essa prática.


    Exercício com o elemento terra

    Por fim, trabalhe com o elemento terra.

    Imagine uma massa cinzenta sendo atraída do Universo e tornando-se gradualmente mais escura e densa, semelhante ao barro.

    Essa massa deverá preencher todo o ambiente.

    A característica principal deste elemento é a sensação de:

    • peso;

    • estabilidade;

    • pressão;

    • densidade.

    Quando a percepção estiver clara, dissolva novamente toda a matéria em sua substância primordial.


    A diferença em relação ao exercício anterior

    A principal diferença deste método pode ser resumida na tabela abaixo.

    Método anterior

    Novo método

    O elemento é primeiro absorvido pelo corpo.

    O elemento nunca passa pelo corpo.

    A projeção parte do plexo solar ou das mãos.

    A projeção ocorre diretamente do Universo para o ambiente.

    O corpo funciona como intermediário.

    A imaginação atua diretamente sobre a força universal.

    Segundo Bardon, o mago deve dominar perfeitamente os dois processos, pois ambos possuem aplicações diferentes dentro da magia prática.


    Condensando formas diretamente no ambiente

    Depois de dominar a condensação dos elementos no ambiente, inicia-se uma nova etapa.

    Agora o praticante deixa de preencher um ambiente inteiro e passa a condensar formas específicas diretamente no espaço.

    O procedimento é semelhante ao aprendido anteriormente com as esferas elementares, mas há uma diferença importante:

    • antes, a esfera era criada dentro do corpo e depois projetada;

    • agora, ela nasce diretamente no ambiente.

    O estudante deverá criar:

    • uma esfera de fogo;

    • uma esfera de ar;

    • uma esfera de água;

    • uma esfera de terra.

    Depois de dominar as esferas, poderá produzir outras formas conforme desejar.


    Materialização dos elementos

    À medida que o domínio aumenta, Bardon afirma que o elemento pode ser condensado até adquirir características perceptíveis no plano físico.

    Como exercício experimental, ele descreve o seguinte procedimento:

    1. condensar uma pequena esfera extremamente densa do elemento fogo;

    2. reduzi-la ao tamanho de uma fagulha;

    3. aproximá-la de um algodão embebido em substância inflamável;

    4. combinar essa fagulha com o elemento ar.

    Segundo o autor, essa combinação pode provocar a ignição do material.

    Bardon também descreve experiências semelhantes envolvendo água e ar, capazes de produzir pequenas explosões em recipientes de vidro.

    Esses exemplos são apresentados pelo autor apenas como demonstrações do domínio dos elementos. Ele próprio adverte que o verdadeiro mago não deve gastar seu tempo buscando fenômenos para impressionar outras pessoas, mas utilizar essas capacidades apenas como parte de sua evolução espiritual.


    A impregnação dos elementos na água

    Como forma de verificar o adensamento dos elementos, Bardon propõe um experimento simples.

    Consiste em condensar repetidamente um elemento dentro de um copo com água pura ou destilada.

    Segundo ele, cada elemento altera sutilmente as características da água.

    Elemento

    Alteração descrita pelo autor

    🔥 Fogo

    Sabor levemente ácido

    🌬️ Ar

    Sabor adocicado

    💧 Água

    Sabor acre

    🌍 Terra

    Sabor semelhante ao mofo

    O autor ainda afirma que essas alterações poderiam ser observadas por meio de testes químicos simples utilizando papel de tornassol.


    Referência bíblica

    Bardon encerra esse capítulo lembrando o episódio das Bodas de Caná, no qual Cristo transforma água em vinho.

    Segundo sua interpretação, esse fenômeno não teria ocorrido pelo simples domínio dos elementos externos, mas por uma atuação direta sobre o princípio Akáshico da própria substância, transformando-a de dentro para fora.


    Quando o exercício está completo

    O estudante poderá considerar esta etapa dominada quando conseguir:

    • extrair qualquer elemento diretamente do Universo;

    • condensá-lo no ambiente sem utilizar o próprio corpo;

    • criar formas elementares diretamente no espaço;

    • dissolvê-las novamente no infinito pela vontade;

    • compreender quando utilizar esse método e quando utilizar o represamento através do corpo.

    Bardon encerra este capítulo enfatizando que nenhum exercício deve ser realizado de forma isolada ou fora da sequência proposta. Cada prática serve de fundamento para a seguinte, formando uma progressão gradual no desenvolvimento mágico.

    Instrução Mágica do Corpo (V)

    Preparação para o Manuseio Passivo do Invisível

    Neste grau, Bardon inicia a preparação para um dos temas mais delicados da obra: o contato consciente com o mundo invisível.

    Logo no início, ele faz uma distinção importante entre o caminho do mago e o da mediunidade passiva. Segundo o autor, o objetivo não é tornar-se um instrumento inconsciente de forças externas, mas aprender a relacionar-se com elas de maneira totalmente lúcida e voluntária.

    O mago permanece sempre consciente e no controle do processo. Ele utiliza as leis do invisível da mesma forma que utiliza as leis do mundo físico.

    Como preparação para esse trabalho, Bardon apresenta exercícios de levitação parcial, cujo objetivo não é produzir fenômenos espetaculares, mas desenvolver o domínio da vontade sobre o próprio corpo.


    a) Libertação da própria mão

    Sente-se confortavelmente diante de uma mesa e apoie as duas mãos sobre ela.

    Primeiramente, faça um represamento de energia vital na mão direita, fortalecendo sua percepção energética. Em seguida, dissolva essa energia novamente no Universo.

    Só então inicia-se o exercício propriamente dito.

    Agora concentre o elemento ar no dedo indicador da mão direita, imaginando que ele se tornou extremamente leve.

    O objetivo é produzir uma mudança importante na percepção:

    • o dedo não deve ser levantado pelos músculos;

    • ele deve elevar-se somente pela força da vontade.

    Durante todo o exercício mantenha a convicção de que é a vontade quem realiza o movimento.

    Caso a concentração seja interrompida enquanto o dedo estiver levantado, ele cairá imediatamente, mostrando que o exercício depende inteiramente da manutenção da vontade consciente.


    Expandindo o exercício

    Depois de dominar o movimento do dedo indicador, o treinamento deve evoluir gradualmente.

    A sequência proposta por Bardon é:

    Etapa

    Objetivo

    1

    Levantar o dedo indicador

    2

    Levantar os demais dedos individualmente

    3

    Levantar toda a mão

    4

    Levantar o antebraço

    5

    Levantar todo o braço

    6

    Levantar ambos os braços simultaneamente

    Segundo Bardon, quem desenvolvesse essa prática durante muitos anos poderia estendê-la progressivamente ao restante do corpo.

    Ele cita como exemplos fenômenos tradicionalmente atribuídos a grandes iniciados, como:

    • levitação;

    • caminhar sobre a água;

    • deslocamentos pelo ar.

    No entanto, o próprio autor faz uma observação importante.

    Esses fenômenos não constituem o objetivo do treinamento. O verdadeiro mago não busca impressionar ninguém nem satisfazer curiosidades, utilizando essas capacidades apenas quando houver uma finalidade realmente necessária.

    Para o estudante deste grau, basta dominar o movimento consciente das mãos e dos dedos.


    A exteriorização da mão espiritual

    ChatGPT Image 15 de jul. de 2026, 09_28_06

    Depois do exercício anterior, Bardon apresenta uma segunda prática preparatória.

    Sente-se novamente diante da mesa, mantendo as mãos repousadas naturalmente.

    Agora imagine que sua mão espiritual se desprende da mão física.

    Visualize essa mão sutil movendo-se livremente.

    Ela pode permanecer ao lado da mão física ou deslizar através da mesa até repousar sobre seus joelhos.

    Enquanto isso, considere essa mão exteriorizada como sendo sua mão verdadeira.

    Ao mesmo tempo, imagine que a mão física permanece imóvel, vazia e completamente inofensiva, repousando no princípio do Akasha, como se estivesse suspensa na quarta dimensão.

    Permaneça nessa percepção durante alguns instantes e, em seguida, conduza conscientemente a mão espiritual de volta à mão física.


    Objetivo do exercício

    Esse treinamento deve ser repetido até que seja possível manter a exteriorização da mão por cerca de cinco minutos, primeiro com a mão direita e depois com a esquerda.

    Segundo Bardon, essa prática constitui uma preparação essencial para os futuros exercícios de contato consciente com o invisível.

    Ela desenvolve a capacidade de separar parcialmente a consciência do corpo físico sem perda da lucidez, fundamento das práticas que serão apresentadas nos próximos graus.

    Manuseio Passivo

    Como vimos no exercício anterior, essa preparação mágica difere da prática comum encontrada no espiritismo. Segundo Bardon, o mago não deve tornar-se um instrumento passivo , mas manter a consciência e o domínio do processo durante todo o contato com o invisível.
    Enquanto muitos médiuns simplesmente permitem que a mão escreva ou pinte de forma espontânea, o treinamento hermético procura desenvolver uma participação consciente. Se essas manifestações realmente provêm da quarta dimensão, de entidades espirituais ou apenas do inconsciente do médium, Bardon deixa essa conclusão ao julgamento do próprio estudante.
    "Uma mão exteriorizada através do nosso método é realmente transposta à quarta dimensão e pode ser vista como um ser daquela esfera, que se serve dela e transmite mensagens ao nosso mundo material denso."


    a) Com o próprio espírito protetor

    ChatGPT Image 15 de jul. de 2026, 09_42_06

    Depois de dominar os exercícios anteriores, o aluno estará preparado para tentar estabelecer um contato consciente com o seu espírito protetor.

    Segundo Bardon, todo ser humano recebe, desde o nascimento, um guia designado pela Providência Divina. Esse ser tem a missão de proteger, orientar, estimular e inspirar o seu protegido durante sua evolução.

    Dependendo do karma e do grau evolutivo da pessoa, esse guia pode ser:

    Bardon comenta que, normalmente, esse guia acompanha mais intensamente a pessoa até a puberdade. Depois disso, quanto mais madura ela se torna — principalmente se deixa completamente de lado qualquer interesse espiritual — menor tende a ser essa influência consciente.

    O mago, porém, pode restabelecer esse contato deliberadamente.

    Segundo o autor, sempre que existir um desejo sincero de aperfeiçoamento moral e de evolução espiritual, o espírito protetor será o primeiro a procurar estabelecer comunicação.


    Preparando o pêndulo
    Preparação do exercício
    Estabelecendo o contato
    As primeiras perguntas
    O tabuleiro de letras
    Comunicação através dos dedos
    Escrita mediúnica

    b) Como os mortos e outros seres

    ChatGPT Image 15 de jul. de 2026, 09_50_43

    Depois de praticar constantemente os exercícios anteriores, a escrita mediúnica tende a tornar-se natural. Segundo Bardon, nesse estágio o mago poderá estabelecer contato não apenas com o seu espírito protetor, mas também com parentes, conhecidos e outras pessoas já falecidas, sempre de forma consciente.

    O autor afirma que, para o mago, não existe propriamente um "além" e um "aquém". Existem apenas diferentes graus de densidade dentro da quarta dimensão, onde se encontram os diversos seres. Sob essa perspectiva, a morte não representa um fim, mas uma passagem para outro estado de existência.


    Os diferentes tipos de escrita mediúnica

    Bardon explica que nem todas as pessoas manifestam a escrita mediúnica da mesma forma. Conforme a sensibilidade e a aptidão de cada praticante, ela pode ocorrer de maneiras diferentes.

    Método

    Características

    Automático (mecânico)

    A mão escreve sozinha, sem que o praticante saiba previamente o conteúdo da mensagem. Podem surgir palavras em idiomas desconhecidos, desenhos ou símbolos.

    Inspirador

    O conteúdo chega como uma inspiração interior. A pessoa quase percebe antecipadamente aquilo que será escrito, como um pensamento que surge espontaneamente. Com a prática, essa inspiração pode tornar-se uma verdadeira audição interior.

    Intuitivo

    O praticante tem a impressão de que ele próprio está escrevendo conscientemente. As respostas simplesmente surgem, sem voz interior nem sensação de automatismo, como um conhecimento imediato.

    Bardon observa ainda que esses métodos não são necessariamente exclusivos. É comum ocorrerem combinações entre eles.

    Por exemplo:

    • automático e inspirador;

    • inspirador e intuitivo;

    • ou até os três ao mesmo tempo.

    Somente após um longo período de prática o estudante conseguirá perceber qual deles predomina em seu caso.

    "O treinamento é que produz o mestre!"


    Prudência nas comunicações

    Bardon faz uma recomendação bastante enfática ao estudante.

    O mago jamais deve vangloriar-se de suas experiências ou divulgar seus contatos com o mundo invisível. Quanto maior for sua discrição, melhor será para sua própria evolução.

    Outro ponto importante diz respeito às perguntas feitas aos seres.

    Segundo o autor, é preciso lembrar que essas inteligências já não vivem sob as mesmas leis do plano físico.

    Enquanto nós estamos sujeitos ao tempo e ao espaço, os seres da quarta dimensão encontram-se em uma condição diferente. Por isso, muitos deles não conseguem fornecer informações precisas sobre acontecimentos futuros ou datas.

    Apenas inteligências altamente evoluídas, segundo Bardon, seriam capazes de responder corretamente questões relacionadas ao futuro.


    Sobre o que perguntar

    O autor recomenda que o estudante utilize essas comunicações principalmente como aprendizado.

    Em vez de procurar previsões ou curiosidades, seria mais proveitoso perguntar, por exemplo:

    • como é a esfera em que esses seres habitam;

    • quais são suas condições de existência;

    • como funciona a quarta dimensão;

    • e outros temas que contribuam para o desenvolvimento espiritual.

    Segundo Bardon, esse tipo de conhecimento possui muito mais valor do que perguntas ligadas à curiosidade pessoal.


    A finalidade desse treinamento

    Bardon conclui o capítulo afirmando que esse relacionamento passivo possui um objetivo específico.

    À medida que o estudante desenvolve seus próprios sentidos espirituais, esses métodos tornam-se cada vez menos necessários, pois o mago passa a perceber muitas dessas realidades diretamente, sem depender de intermediários.

    Assim, o contato passivo com os seres invisíveis deve ser entendido principalmente como um exercício preparatório e um meio de comprovar, pela própria experiência, a continuidade da consciência além da vida física.

    Magia em Ambientes

    Neste grau o estudante aprofunda o trabalho iniciado nos exercícios anteriores, aprendendo a transpor a consciência para o ponto de profundidade (centro) de qualquer objeto, ser vivo ou do próprio corpo. A partir desse ponto central, torna-se possível compreender, influenciar e dominar a forma de dentro para fora, aproximando-se do princípio do Akasha .

    Exercícios:

    • Transposição da consciência para o ponto central de objetos.

    • Assimilação da forma a partir do ponto de profundidade.

    • Exercício no próprio corpo, conduzindo a consciência ao centro do ser (plexo solar), preparando-se para o estado mágico de transe.


    Resumo da Instrução Mágica da Alma

    Projeção dos elementos para o exterior

    Após aprender a absorver e represar os elementos no próprio corpo, o aluno passa a projetá-los conscientemente para o mundo exterior, desenvolvendo o domínio prático das forças elementares.

    a) Através do próprio corpo (plexo solar)

    O elemento é inspirado, represado no corpo e projetado para o ambiente através do plexo solar, impregnando o espaço com sua característica específica.

    Objetivo: dominar a exteriorização dos quatro elementos utilizando o próprio corpo como intermediário.

    b) Represados pelas mãos

    O elemento é conduzido até as mãos e, principalmente, aos dedos, tornando possível projetá-lo diretamente para o ambiente ou condensá-lo em formas definidas.

    O estudante aprende também a criar:

    esferas elementares;
    cubos;
    cones;
    pirâmides;
    outras formas condensadas dos elementos.
    Objetivo: desenvolver precisão e controle na projeção dos elementos.

    c) Projeção externa sem passar pelo corpo

    Nesta etapa o elemento deixa de ser acumulado no corpo.

    O praticante aprende a:

    extrair diretamente os elementos do Universo;
    condensá-los no ambiente;
    criar formas elementares diretamente no espaço;
    dissolvê-las novamente no infinito.
    Esse método representa um nível mais elevado de domínio, pois o corpo deixa de ser o intermediário da operação mágica.

    III. Instrução Mágica do Corpo

    Preparação para o relacionamento passivo com o invisível

    Antes de iniciar o contato consciente com inteligências da quarta dimensão, Bardon apresenta exercícios destinados a preparar o corpo e a vontade para essa experiência.

    Libertação da própria mão

    Exercícios de:

    levitação consciente dos dedos;
    levitação da mão;
    exteriorização da mão espiritual.
    Essas práticas desenvolvem o controle da vontade e preparam o estudante para o contato consciente com o invisível.

    Relacionamento passivo

    Após dominar os exercícios preparatórios, o aluno pode iniciar o relacionamento consciente com inteligências da quarta dimensão.

    a) Com o próprio espírito protetor

    Aprende-se a estabelecer comunicação com o guia espiritual através de:

    pêndulo;
    tabuleiro de letras;
    movimentos dos dedos;
    escrita mediúnica.
    Todo o processo deve ocorrer de forma consciente, mantendo sempre o domínio da própria vontade.

    b) Com os mortos e outros seres

    Depois de dominar a comunicação com o espírito protetor, o estudante pode estabelecer contato com outras inteligências, como parentes falecidos ou outros seres da quarta dimensão.

    Bardon descreve os principais tipos de comunicação mediúnica:

    automática (mecânica);

  • inspiradora;

  • intuitiva.

  • O autor recomenda utilizar esses contatos apenas para fins de aprendizado e evolução espiritual, mantendo sempre prudência, discrição e discernimento.


    Ao final do Grau V, o estudante já domina a projeção consciente dos elementos, inicia o contato controlado com o mundo invisível e aprofunda sua compreensão do princípio do Akasha, preparando-se para as práticas mais avançadas dos graus seguintes.

    Texto original
    1GRAU V

    O sábio Arquimedes disse uma vez: "Mostre-me um ponto no Universo a eu tirarei a Terra de seus eixos". Só muito poucos sabem que essa frase contém um grande mistério oculto, que é justamente aquele da quarta dimensão. Na escola nós aprendemos que tudo possui uma forma; a pedra, a planta, o animal, o homem, enfim, todos os corpos têm um comprimento, uma largura a uma altura conhecidos.

    Se imaginarmos um cruzamento duplo no meio de uma forma, como por exemplo uma esfera, então se produzirá um ponto no local da intersecção, o assim chamado ponto de profundidade. Foi nesse ponto que Arquimedes pensou ao formular a frase, pois trata-se tanto de um ponto de partida quanto de chegada.

    Ele é o núcleo de todas as formas. Do ponto de vista desse ponto, todas as formas são regularmente objetivas, por exemplo, encontram-se em seu verdadeiro equilíbrio. É nisso que reside o segredo da quarta dimensão, portanto do conceito de tempo a de espaço, ou da ausência deles, a com isso também do mistério da magia em ambientes.

    Recomenda-se ao aluno que medite sobre isso, assim ele poderá alcançar profundidades insuspeitadas a adquirir uma grande intuição como recompensa.

    1.1Instrução Mágica do Espírito (V)
    1.1.1Magia em Ambientes

    Nos exercícios anteriores o aluno adquiriu uma certa capacidade de concentração a aprendeu a transpor a sua consciência ou a adaptá-la a qualquer forma. Com isso ele terá condições de enxergar mais longe a mais profundamente.

    As instruções do quinto grau nos mostrarão como transpor a consciência ao ponto central de uma forma qualquer, desde o menor átomo até o Universo mais amplo.

    Através disso o aluno aprende não só a entender, assimilar a captar a forma a partir de seu ponto central, mas também a dominá-la.

    As capacidades que ele poderá adquirir através da assimilação dos exercícios que seguem têm um grande significado para a magia, pois só através deles ele será capaz de promover o equilíbrio espiritual.

    Esse equilíbrio espiritual é a característica específica básica do princípio do Akasha ou princípio primordial do espírito.

    Mas vamos agora voltar aos exercícios práticos.

    Assuma sua posição costumeira. Coloque à sua frente alguns objetos maiores, eventualmente uma grande esfera, um dado, etc. No início, seria conveniente selecionar alguns objetos bem compactos.

    Fixe um desses objetos por algum tempo, feche os olhos a transponha a sua consciência ao ponto de profundidade, portanto exatamente ao meio do objeto.

    Imagine-se a sinta-se no ponto central desse objeto.

    A transposição da consciência deve ser tão forte a ponto de fazer com que você se esqueça do próprio corpo.

    Esse exercício é difícil, mas afinal, o treinamento é que cria o mestre!

    Ninguém deve assustar-se com os fracassos iniciais, mas deve continuar a praticar o exercício com perseverança.

    Como o homem só está acostumado a três dimensões, no começo surgem dificuldades que vão diminuindo a cada exercício; gradualmente nós vamos nos acostumando à concentração no ponto de profundidade de qualquer objeto.

    Ao conseguir realiza-lo por no mínimo cinco minutos, passe ao exercício seguinte.

    Depois de ser bem sucedido, vá escolhendo outros objetos, desta vez não simétricos.

    A cada vez você terá de transpor a sua consciência ao meio do objeto a sentir-se tão pequeno quanto uma sementinha de papoula, ou mesmo um átomo.

    Depois de conseguir fazê-lo sem perturbações, passe a outro exercício, que consiste em assimilar a dimensão e a forma do objeto a partir de seu ponto de profundidade.

    Quanto menor você se imaginar ali a quanto mais á sua consciência encolher, tanto maior lhe deverá parecer o entorno ou a amplitude desse objeto.

    Para você, esse objeto escolhido deve ser todo um universo, a essa sensação deve ser mantida o máximo de tempo possível.

    Ao conseguir isso sem perturbações, tanto com um objeto simétrico quanto assimétrico, então passe para outro exercício.

    O exercício anterior pode ser considerado como bem assimilado quando você tiver tido sucesso com cada um dos objetos igualmente.

    Depois de exercitar-se bastante na transposição ao ponto de profundidade você será capaz de olhar através de qualquer objeto a conhecer intuitivamente a sua estrutura material a espiritual.

    Ao mesmo tempo você também será capaz de influenciar qualquer objeto a partir desse ponto de profundidade, portanto do núcleo, carregá-lo magicamente e impregnar a sua esfera mental com um desejo.

    No quarto grau nós aprendemos a dominar isso através do represamento da energia vital de fora para dentro; esse grau nos ensina como fazer o mesmo de forma mais penetrante, por exemplo, de dentro para fora.

    Um mago deve conseguir realizar a mesma coisa com animais a pessoas.

    Ele também deve ser capaz de faze-lo com aqueles objetos que não se encontram diretamente diante de seus olhos.

    Não há limites para a consciência, ela pode se transportar a qualquer distância, por maior que seja.

    Ao chegar a esse ponto o aluno deverá passar aos exercícios seguintes, cuja finalidade é transpor a consciência ao próprio corpo.

    Por exemplo, à quarta dimensão do corpo, ao pequeno universo ou microcosmo, portanto ao princípio do Akasha do próprio ser.

    A prática é a seguinte:

    Sente-se tranqüilamente em sua posição habitual a feche os olhos.

    Transponha a sua consciência ao meio do seu corpo, isto é, à caixa torácica, onde está o coração, o assim chamado plexo solar.

    Você deverá sentir-se um simples pontinho, um grãozinho de átomo no ponto central de profundidade localizado entre a coluna vertebral externa e a caixa torácica anterior que envolve o coração.

    Esse ponto central é o ponto mais profundo do seu corpo.

    Tente permanecer lá, com a sua consciência por pelo menos cinco minutos; para controlar o tempo use um despertador.

    Partindo desse ponto, comece a observar o seu corpo.

    Quanto mais diminuto você se imaginar tanto maior e mais abrangente lhe parecerá o entorno de seu corpo, que se assemelhará a um grande universo.

    Nesse momento então, pense o seguinte: "Eu sou o ponto central de meu corpo, eu sou a energia determinante dele".

    As dificuldades iniciais não devem intimidar o aluno.

    No início talvez ele só consiga realizar o exercício por alguns segundos, mas com o treino constante esses segundos se transformarão em minutos.

    O aluno deverá ser capaz de manter a sua consciência nesse ponto de profundidade por pelo menos cinco minutos.

    Ao exercitar-se no quinto grau ele deverá conseguir transpor-se a esse ponto de profundidade em qualquer situação ou momento, portanto transpor-se ao princípio do Akasha, e a partir daí reconhecer tudo o que se refere ao seu ser a atuar nele por exemplo.

    Essa transposição da consciência ao próprio princípio do Akasha é o verdadeiro estado mágico de transe, que é o grau anterior à conexão com a consciência cós mica.

    A prática para essa conexão com a consciência cós mica será descrita num grau subseqüente.

    O estado mágico de transe não deve ser confundido com aquele que é evocado pelos médiuns espíritas, caso se trate de uma mediunidade espiritual verdadeira.

    Na maioria das vezes é criada uma grande farsa para enganar os crédulos.

    Os verdadeiros médiuns espíritas induzem os seus estados de transe através da oração, do canto, ou de alguma meditação, ou mesmo inversamente através da passividade (vazio mental) do espírito, sobre a qual evocam um deslocamento espontâneo da consciência.

    Nesse estado torna-se possível a indução do corpo astral a do corpo material denso, por elementares, desencarnados a outros seres inferiores, a manifestações a comportamentos estranhos.

    Do ponto de vista hermético essas experiências são encaradas como possessões, mesmo quando se tratam de seres de boa índole.

    Por exemplo: o verdadeiro mago não duvida desses fenômenos, quando são experiências espiritualistas autênticas, mas no máximo ele lamentará a sina desses intermediários-médiuns.

    O mago age de outra maneira, conectando-se aos seres conscientemente.

    Descreveremos mais detalhes sobre isso num capítulo especial.

    1.2Instrução Mágica da Alma (V)
    1.2.1Projeção dos Elementos para o Exterior

    As indicações práticas do quarto grau nos ensinaram a atrair os quatro elementos do Universo ao nosso corpo, represá-los no corpo inteiro a depois em cada parte dele individualmente, promovendo assim uma tensão dos elementos, ou melhor, uma dinâmica desses elementos. Devido a essa tensão, o corpo a cada exercício foi se tornando mais elástico a resistente à pressão sofrida.

    Esse grau nos leva mais adiante, ao nos ensinar a projetar os elementos para o exterior e a dominá-los, pois sem essa projeção externa o trabalho com a magia prática é impensável.

    Esse é o motivo porque, devemos nos empenhar bastante em dominar essa prática com maestria.

    1.2.1.1a) através do próprio corpo e represados pelo plexo solar

    Sente-se na posição habitual.

    Com ajuda da imaginação inspire o elemento fogo pelos pulmões a os poros para o corpo inteiro.

    Inspire esse elemento com sua característica de calor, para todo o corpo, a expire o ar vazio.

    Assim que o calor estiver contido com força em seu corpo todo e o elemento fogo estiver represado, deixe, através da imaginação, que o elemento flua do plexo solar a preencha todo o ambiente em que você se encontra.

    Ao esvaziar o elemento do corpo você deverá sentir que este se libertou completamente, a que o elemento antes represado espalhou-se pelo ambiente, de modo semelhante ao que foi feito na impregnação do ambiente com a energia vital.

    Repita por algumas vezes esse esvaziamento a represamento do elemento, e a cada libertação de seu corpo represe-o cada vez mais no ambiente.

    Assim que você estiver livre do elemento, deverá sentir a perceber em seu próprio corpo o elemento represado no ambiente, a ponto deste até tornar-se aquecido.

    Depois de algum tempo de prática, o calor do ambiente não só será subjetivo, como existirá de fato; se uma pessoa iniciada ou não na magia entrar nesse local assim preenchido com o elemento, com certeza ela vai sentir esse calor.

    Um termômetro poderá nos provar se a nossa imaginação relativa ao fogo consegue materializá-lo a ponto de tornar real o calor do ambiente.

    O sucesso desse exercício depende da vontade a da força de imaginação plástica.

    Porém nessa etapa ainda não teremos a possibilidade de produzir um calor físico que possa ser captado por um termômetro.

    Mas se um mago tiver bastante interesse em agir fenomenologicamente nessa direção, então, de posse das instruções pertinentes ele poderá especializar-se nisso, na medida em que passar a concentrar-se no exercício com esse elemento em particular.

    Mas o verdadeiro mago não se sentirá satisfeito só com um fenômeno tão pequeno, a com certeza vai preferir trabalhar em sua evolução, pois está convencido de que com o tempo poderá chegar bem mais longe.

    O exercício da projeção no ambiente estará completo quando o mago sentir nitidamente o calor naquele local.

    Se for esse o caso, então ele deverá dissolver o elemento fogo represado devolvendo-o ao infinito, portanto ao Universo, a deixando-o fluir em todas as direções, em forma esférica.

    Mesmo que o ambiente esteja carregado com o elemento, o mago poderá sair dele quando quiser, sem ter de dissolver esse elemento antes.

    Ele poderá também determinar o tempo de duração do elemento no ambiente, de modo semelhante à impregnação que vimos anteriormente.

    Toda ocorrência depende da sua vontade e da sua imaginação.

    Mas não é conveniente abandonar por muito tempo um ambiente represado com um determinado elemento, pois os seres elementares gostam de brincar nessa atmosfera, o que geralmente acontece às custas do mestre.

    Mais detalhes no capítulo referente ao trabalho com os espíritos elementares.

    Devemos ainda lembrar que caso o mago esteja trabalhando ao ar livre, portanto num ambiente sem limites, então, com a ajuda da imaginação, ele deve delimitar um certo espaço de qualquer tamanho, à sua escolha.

    A imaginação não deve ter limites, em qualquer caso.

    Do mesmo modo que com o elemento fogo, você deverá realizar esse mesmo exercício com os outros três elementos, isto é, depois do fogo o ar, a água, a por último a terra.

    A organização dos exercícios fica a critério do aluno, pois ela depende das suas possibilidades a da sua disponibilidade de tempo.

    Ele poderá represar um elemento num dia, outro elemento no dia seguinte, etc., ou então o primeiro elemento de manhã, o segundo à tarde, o terceiro à noite e o quarto na manhã seguinte.

    Os alunos que dispõem de bastante tempo a muita força de vontade poderão exercitar-se nos quatro elementos em seguida.

    Esses alunos darão grandes passos no domínio dos elementos, a ao dominá-los todos, poderão prosseguir em sua caminhada.

    1.2.1.2b) represados pelas mãos

    O exercício anterior ensinou ao mago como represar exteriormente, no ambiente, o elemento inspirado através do plexo solar.

    No exercício seguinte ele aprenderá a deixar fluir ao ambiente o elemento previamente represado através da respiração pulmonar e pelos poros, não só pelo plexo solar mas também pela expiração através dos poros de todo o corpo, produzindo assim um represamento de elementos no ambiente.

    Isso deve ser exercitado da mesma forma com todos os outros elementos.

    A dissolução no Universo, no infinito, ocorre do mesmo modo descrito no exercício anterior.

    Ao dominar totalmente esse exercício, o aluno poderá prosseguir, realizando esse exercício com as diversas partes do corpo.

    Na magia são normalmente usadas as mãos a os dedos, aos quais o aluno deve dedicar a máxima atenção.

    Através da respiração pelos poros ele deverá represar o elemento em questão em uma das mãos ou em ambas, de tal maneira que, com um simples movimento, ele poderá instantaneamente jogar o elemento da mão ao ambiente escolhido, impregnando-o.

    Através da repetição constante dos exercícios nós nos tornaremos mestres nisso.

    O aluno deverá realizar a dominar esses exercícios com todos os elementos, a depois poderá seguir adiante.

    Sente-se na sua posição habitual.

    Inspire o elemento fogo com a respiração pulmonar a dos poros de todo o corpo, represando-o no corpo inteiro até começar a sentir calor.

    Então imagine que o elemento fogo represado na caixa torácica, no plexo solar, forma uma esfera de fogo compacta, com um diâmetro de cerca de 10 a 20 cm.

    Essa esfera compacta deve ser tão clara a incandescente, a ponto de parecer um sol brilhante.

    Então imagine que ela se liberta de seu envoltório solar a passa a flutuar livremente no espaço.

    Mesmo flutuando assim no espaço a esfera deve ser imaginada branca, incandescente, irradiando calor.

    Conserve essa imagem na mente o máximo que puder.

    Ao aproximar as mãos dessa esfera, você deverá sentir o calor irradiado.

    Termine o exercício com a dissolução lenta da esfera no Universo, ou até mesmo súbita, deixando-a explodir no nada.

    Ambas as possibilidades deverão tornar-se corriqueiras para o mago.

    Do mesmo modo devemos proceder com o elemento ar, com o elemento água, a por último com o elemento terra.

    Para imaginar melhor o elemento ar, confira à esfera compactada a cor azul.

    A água deverá ser mais fácil de imaginar; mas se for difícil para você, então tente imaginá-la, no início, como um pedaço de gelo esférico.

    Com certeza não será difícil imaginar o elemento terra como uma esfera de barro.

    Assim que você conseguir realizar a dominar esse exercício com todas as quatro esferas dos quatro elementos, tente realizá-lo, usando o mesmo método, em outras formas de elementos.

    No início escolha formas simples, como dados, cones, pirâmides, etc.

    O exercício pode ser considerado completo quando você conseguir adensar cada um dos elementos que foram represados em seu corpo, numa forma qualquer, projetando-a para o exterior.

    Só quando o exercício anterior for dominado totalmente é que devemos passar para o seguinte, que descreve a projeção dos elementos diretamente do Universo.

    1.2.2Projeção Externa sem passar pelo Corpo

    Sente-se na sua asana a respire tranqüilamente, sem esforço.

    Imagine-se atraindo o elemento fogo do espaço infinito, do Universo, a preencha com ele o ambiente em que você mora.

    Imagine o Universo como uma esfera imensa, da qual você extrai o elemento de todos os lados, preenchendo com ele o ambiente ao redor.

    Imagine que o elemento fogo é o mais etérico, o mais sutil da fonte primordial, a quanto mais você o aproxima de si, tanto mais denso, material a quente ele fica.

    Nesse exercício, você deverá sentir o calor em seu próprio corpo.

    Quanto mais o elemento comprimido for adensado no ambiente, tanto maior será o calor.

    Você deverá sentir-se como em um forno.

    Depois, dissolva esse elemento novamente no infinito, através da força de vontade a da imaginação.

    Repita a mesma coisa com o elemento ar, que também deverá ser atraído de todos os lados do Universo esférico, para depois preencher o ambiente adensando-se nele.

    Nesse exercício você deverá ter a sensação de flutuar num mar infinito de ar, totalmente livre de peso a da força da gravidade.

    Se esse exercício tiver sido bem realizado, você se sentirá, nesse ambiente assim preenchido, tão leve quanto um balão.

    O elemento ar adensado deve ser dissolvido em sua substância primordial da mesma forma que o elemento fogo descrito no exercício anterior.

    Proceda da mesma forma com o elemento água.

    Imagine-se atraindo esse elemento de um oceano infinito, primeiro na forma de um vapor frio, que você irá adensando cada vez mais à medida em que for aproximando-o de você a do ambiente.

    Com esse vapor frio você deverá preencher todo o ambiente, imaginando-se no ponto central desse elemento aquoso imaginário.

    Você deverá ter a sensação de um frio gélido, que chega a provocar arrepios na pele de seu corpo material denso.

    Assim que sentir esse frio, você deverá transferir o elemento água novamente à sua forma primordial a deixá-lo fluir ao infinito.

    Desse modo, como mago você será capaz de tomar o seu ambiente fresco a confortável em poucos minutos, mesmo no verão mais quente.

    Proceda da mesma forma com o elemento terra.

    Puxe uma massa cinzenta do Universo, que, como o barro, vai se tomando cada vez mais marrom à medida em que desce, aproximando-se, de você.

    Preencha todo o ambiente densamente, com essa massa pesada.

    Com isso você deverá sentir o seu peso, assim como a sua força relativa e a pressão em seu próprio corpo.

    Depois de sentir o elemento terra em toda a sua potência, transponha-o novamente à sua substância primordial, como foi feito com os outros elementos.

    Como podemos ver, nesse processo a extração e a materialização dos elementos dirige-se exatamente àquele local em que nós os concentramos, sem que o elemento com o qual estamos trabalhando no momento passe pelo corpo.

    Portanto, tudo acontece fora de nosso corpo.

    O mago deve dominar ambos os métodos perfeitamente, porque em alguns trabalhos mágicos ele precisa de um elemento materializado através de seu corpo, como por exemplo, na cura de doentes, na produção de espíritos serviçais a elementares; em outros casos ele precisa do elemento universal adensado, de forma direta.

    Dominando bem essa prática, ele estará apto a seguir adiante.

    O exercício seguinte consiste em extrair um elemento do Universo, não para preencher um ambiente como no exercício anterior, mas para adensar uma determinada forma escolhida, similarmente ao que descrevemos naqueles exercícios em que foram adensadas formas do elemento no corpo (plexo solar) a fixadas fora do corpo como se flutuassem no ar.

    A diferença é que agora as formas não são mais criadas no corpo, mas sim diretamente no ar, onde passam a flutuar.

    Assim o mago deverá saber produzir uma esfera de fogo, uma de ar, uma de água a uma de terra.

    Depois de conseguir isso sem dificuldades, ele deverá criar outras formas a partir dos elementos que flutuam à sua frente no ambiente, a depois de certo tempo deixar esses elementos fluírem novamente ao Universo.

    Mas ao fazê-lo, deverá sempre manter a nítida percepção da característica específica do elemento com que trabalha; deverá até conseguir com que um não-iniciado ou leigo sinta e veja o elemento em questão.

    Mas essas já são grandes conquistas, o resultado de um trabalho árduo nesse campo.

    Finalmente, ao longo de sua evolução, o aluno deverá ir se tornando capaz de adensar todos os elementos do Universo, comprimindo-os em qualquer forma desejada.

    É esse o objetivo do exercício que acabamos de apresentar.

    Nesse aspecto, os magos bem treinados conseguem adensar um elemento de tal forma que ele chega a se transformar numa energia material.

    Assim por exemplo, com o elemento fogo você poderá atear fogo em algo que estiver a uma enorme distância.

    No começo, experimente comprimir uma esfera de fogo diretamente com a imaginação, puxando-a do Universo sem deixá-la passar primeiro pelo corpo, até que ela se transforme numa esfera pequenina, quase uma fagulha incandescente.

    Coloque essa fagulha num chumaço de algodão embebido em material levemente inflamável como éter, gasolina ou álcool.

    Prepare da mesma maneira uma outra fagulha com o elemento ar a deixe ambas se tocarem; você verá o chumaço começar a queimar.

    Depois que o mago conseguiu realizar essa pequena proeza, deverá tentar fazê-lo com o pavio de uma vela normal a depois com uma lamparina de querosene.

    Não será difícil.

    Ele poderá também criar uma fagulha num copo de vidro ou numa garrafa, jogando neles depois uma fagulha de água rápida como um raio.

    Ao se tocarem ambos os elementos explodem, e o copo ou a garrafa se quebra em mil pedacinhos.

    O próprio mago poderá depois montar essas a outras brincadeiras semelhantes, pois já terá conhecimento e domínio das leis.

    Mas o verdadeiro mago não deve perder tempo com esses truques de magia; ele sabe que pode produzir fenômenos naturais através dos elementos, como raios, trovões, tempestades a chuvas, a também afastá-los, fixá-los ou transferi-los.

    Todas essas forças que aparecem ao homem normal como milagres são naturais para o mago, a fica a seu critério ocupar-se desses fenômenos ou seguir adiante em sua evolução mágica.

    Entre outras coisas ele sabe que os faquires do Oriente conseguem, só através do domínio dos elementos, realizar o autêntico milagre da mangueira, em que esta cresce da semente à árvore a finalmente produz frutos, tudo isso em uma hora somente.

    O aluno tem a possibilidade de controlar também fisicamente o adensamento material de um elemento, na medida em que joga a forma adensada desse elemento num copo de água pura, ou melhor, destilada, repetindo a operação várias vezes.

    Ele perceberá que com o elemento fogo a água terá um gosto meio azedo, com o ar ele será meio adocicado, com a água o gosto será acre, a com a terra mofento.

    Esse processo pode até ser provado quimicamente, ao molharmos com essa água impregnada uma pequena tira de papel de tornassol.

    Numa impregnação firme a bem feita constataremos que com os elementos ativos, fogo a ar, ocorre uma reação ácida no papel, a com a água e a terra ocorre uma reação alcalina.

    Quem não se lembra daquela passagem descrita pela Bíblia, as Bodas de Canaã, em que Cristo transforma a água em vinho?

    Só um grande iniciado como Cristo poderia ter realizado esse milagre; não através da influência dos elementos a partir do exterior, mas através do domínio do princípio do Akasha da água a ser transformada, de dentro para fora.

    Com isso está concluído o item sobre o domínio dos elementos na Instrução Mágica da Alma, do Grau V.

    Ninguém deve seguir adiante sem praticar exaustivamente todos os exercícios a tarefas.

    Todos os exercícios estão regularmente ordenados a seguem concatenados, pois um sempre depende do outro.

    Presumo que ninguém terá a idéia de realizar exercícios avulsos ou prender-se a métodos aleatórios, pois assim o desejado sucesso não ocorreria, e além disso o aluno poderia sofrer danos em sua saúde.

    Tudo isso deve ser considerado.

    Mas quem conseguir assimilar bem um exercício atrás do outro, poderá seguir adiante com a consciência tranqüila, trabalhando em sua evolução mágica a todo vapor.

    1.3Instrução Mágica do Corpo (V)
    1.3.1Preparação para o Manuseio Passivo do Invisível

    Nessa etapa eu apresento exercícios que possibilitam a relação passiva consciente com o invisível, do ponto de vista mágico.

    Os métodos têm alguma semelhança com os dos espíritas, mas como o próprio mago verá, ele não se transformará num instrumento sem vontade própria, como é o caso do médium espírita.

    O mago não deve ser um brinquedo de energias incontroláveis, mas pelo contrário, deverá induzir as suas energias conscientemente e aprender a usá-las também com consciência.

    Para isso ele levará em conta as leis do mundo invisível assim como as do mundo físico.

    Para a relação passiva com o invisível apresentamos primeiro os exercícios de levitação, que têm o objetivo de preparar qualquer parte do corpo magicamente a fim de que qualquer ser possa se manifestar com a sua ajuda.

    1.3.1.1a) libertação da própria mão

    Sente-se confortavelmente diante de uma mesa a coloque as duas mãos sobre ela.

    Faça um represamento de energia vital na mão direita a concentre-se, imaginando dominar a sua mão a os seus dedos só com a força de vontade, portanto não com os músculos.

    Depois deixe essa energia vital fluir novamente ao Universo através da imaginação, a comece com o exercício de levitação.

    Represe o elemento ar no dedo indicador da mão direita enquanto imagina que ele é tão leve quanto o ar.

    Depois, imagine que conseguirá erguer o dedo só com a sua vontade, enquanto a mão com os outros dedos permanece tranqüila a imóvel sobre a mesa.

    Você deve sentir que não são os músculos que erguem o dedo, mas sim a sua vontade.

    Tão logo o dedo tenha se erguido, deixe-o descer novamente, através da sua vontade.

    Se você deixar de se concentrar enquanto o dedo estiver no ar, então ele logo cairá.

    Podemos experimentar isso só para constatar se são os músculos ou a vontade que está agindo.

    Depois de conseguir fazer o dedo indicador da mão direita levitar através da vontade, devemos proceder do mesmo modo com os outros dedos.

    O exercício de levitação estará concluído quando você conseguir erguer a abaixar todos os dedos da mão direita através da sua própria vontade.

    O procedimento é o mesmo para a mão esquerda a os seus respectivos dedos.

    Depois de conseguirmos isso poderemos tentar erguer toda a mão da mesma maneira, primeiro a direita a depois a esquerda, a se tivermos sucesso nisso também poderemos prosseguir erguendo todo o braço, não só da mão até o cotovelo, mas também até o ombro.

    Podemos inclusive ampliar o exercício a erguer ambas as mãos simultaneamente.

    Se o mago conseguir estender esse exercício ao corpo todo, em pouco tempo ele será capaz de erguer o seu corpo inteiro no ar, usando a própria vontade.

    Poderá andar sobre a água sem afundar, viajar pelos ares junto com seu corpo, a muitas outras coisas.

    Mas para realizar todas essas façanhas ele teria que praticar esses exercícios durante muitos anos.

    Os grandes iniciados conseguem facilmente realizar todos esses fenômenos sem ficar treinando por tantos anos, pois isso depende do grau de maturidade a de evolução mágica de cada um.

    Um mago evoluído não produzirá esses fenômenos sem um motivo importante a muito menos para satisfazer a curiosidade dos outros.

    Em nosso estágio de evolução nós nos satisfaremos só em movimentar as mãos a os dedos.

    Ao chegar a esse ponto passaremos a outro pequeno exercício preparatório, necessário para a relação passiva com o invisível, cuja prática é a seguinte:

    Sente-se novamente junto a uma mesa, pousando as mãos sobre ela tranqüilamente.

    Então imagine, visualmente, que a mão direita espiritual se desliga da mão física.

    Coloque a mão psíquica ao lado da mão física ou deixe-a deslizar até os joelhos, através da mesa.

    Encare a mão espiritual que está à sua frente como a mão verdadeira.

    Na mão carnal forma-se um espaço livre mental que possui a forma externa da mão.

    Pense que essa mão carnal é inofensiva a encontra-se na quarta dimensão, no princípio do Akasha.

    Ao conseguir fazer isso por alguns momentos volte novamente com a sua mão mental à mão carnal a encerre o exercício.

    Repita-o algumas vezes até conseguir exteriorizar a mão, da forma acima descrita, por no mínimo cinco minutos.

    Você poderá trabalhar dessa forma também com a outra mão.

    Depois de conseguir realizar isso com sucesso, estará preparado para assumir a relação passiva com o invisível.

    1.3.2Manuseio Passivo

    Como podemos ver, esta preparação mágica é diferente daquela dos espíritas, que se comportam passivamente ao pegar um lápis a começar a escrever e a pintar.

    Se as comunicações que os espíritas chamam de escrita ou pintura mediúnica são realmente provenientes da quarta dimensão, ou como dizem, do além, ou mesmo só do inconsciente do médium em questão, é uma afirmação que deixaremos o mago julgar por si mesmo.

    Uma mão exteriorizada através do nosso método é realmente transposta à quarta dimensão a pode ser vista como um ser daquela esfera, que se serve dela a transmite mensagens ao nosso mundo material denso.

    1.3.2.1a) com o próprio espírito protetor

    Depois de assimilar os exercícios descritos o aluno será capaz de se comunicar com os seres da quarta dimensão.

    O mago tentará, sobretudo, estabelecer a comunicação com o seu espírito protetor, o guia espiritual que lhe for mais próximo.

    Todo o aluno de magia sabe que desde o seu nascimento lhe foi destinado, pela Providência Divina, um ser que possui a missão de protegê-lo, estimulá-lo a inspirá-lo.

    Dependendo da evolução a do karma, esse guardião poderá ser alguém já falecido ou um ser ainda não encarnado nesse planeta, enfim, só uma inteligência.

    Ela cuida do bem estar espiritual do seu protegido, geralmente até a puberdade.

    Quanto mais madura intelectualmente for a pessoa, tanto menos atenção lhe dará o guia espiritual, principalmente aquelas pessoas que nem se lembram deles.

    O contacto vai se dissolvendo.

    Podemos dizer muita coisa sobre as hierarquias ou graus desses espíritos protetores assim como sobre suas ações, mas isso extrapolaria o âmbito desta obra.

    O mago tem a possibilidade de se comunicar com o seu guia e através dele saber tudo o que quer a precisa saber.

    Ele deve ter a certeza de que caso tenha a intenção sincera de enobrecer seu caráter e trabalhar com afinco, interesse e persistência, então seu guia será o primeiro a tentar manifestar-se para ele.

    Portanto, o aluno deve empenhar-se sobretudo em estabelecer um contacto consciente com o seu espírito protetor.

    Eis a prática exigida para isso:

    Pegue um pêndulo sidérico (ver Spies berger, "Der Erfolgreicher Pendelpraktiker" = O usuário bem sucedido do pêndulo).

    Não precisa ser um pêndulo especial, basta ser um anel ou um objeto pequeno, ou num caso extremo um prego preso a um fio de seda.

    Enrole a extremidade do fio no dedo indicador, dando muitas voltas; o pêndulo oscilará livre no ar por cerca de 20 a 25 cm.

    Sente-se confortavelmente junto a uma mesa colocando suas mãos sobre ela, a apoiando nela o cotovelo da mão que segura o pêndulo.

    Este começa a oscilar livre sobre o tampo cerca de 2 a 3 centímetros.

    O cotovelo continua apoiado, e a mão deve ser mantida no alto.

    A cerca de 5 ou 7 centímetros na lateral, ou atrás do pêndulo coloque um copo de água, um vaso ou qualquer outro objeto que emita um som.

    Assim que estiver tudo preparado, de acordo com essas indicações, exteriorize a sua mão mental separando-a daquela que segura o pêndulo a deixe-a pousar ao lado da mão carnal.

    Então deixe-se levar por alguns momentos ao estado de transe, como ensinamos na instrução mental, transpondo sua consciência ao meio do umbigo; assim você passará à quarta dimensão.

    Nessa condição você poderá chamar o seu guia a pedir-lhe, em pensamento, que ele se expresse através de sua mão magicamente preparada.

    Fique tranqüilo a observe o pêndulo, pedindo ao guia que responda "não" com um toque do pêndulo sobre o copo, "talvez" com dois toques, a "sim" com três toques.

    Você ficará espantado ao ver o pêndulo começar a se mexer e a dar as respostas através dos toques solicitados.

    As pessoas mais sensíveis até notarão que a mão que segura o pêndulo é movida por uma outra mão, estranha a ela.

    Talvez você também tenha a sensação de que a sua mão é só uma luva, dentro da qual há uma mão estranha que movimenta o pêndulo.

    Mas as outras pessoas podem nem perceber tudo isso a terem a sensação de que indiretamente o pensamento é dirigido pelo desejo a move os músculos da mão provocando os movimentos do pêndulo.

    Isso é totalmente individual a depende do dom de cada um.

    Caso a ligação com o guia espiritual não ocorra na primeira tentativa, não devemos desanimar com um eventual fracasso.

    A perseverança sempre leva ao sucesso!

    Depois de algumas tentativas todos os alunos conseguirão efetuar essa ligação com o seu guia espiritual, ao qual poderemos depois fazer perguntas através do espírito, ou mesmo em voz alta, obtendo as respostas "sim", "não", e "talvez".

    As perguntas deverão ser sobretudo relativas ao próprio guia, por exemplo, se ele está disposto a se manifestar, se ele já esteve encarnado nesse planeta, etc.

    Depois de conseguirmos estabelecer esse contacto com o pêndulo podemos, ao invés de tocar no copo, utilizar um tabuleiro redondo.

    Este é uma placa circular dividida em campos distintos; em cada um desses campos está escrita uma letra do alfabeto, a no meio é deixado um pequeno espaço livre, circular, para se jogar.

    O pêndulo indicará as letras, a através da soletração obteremos informações mais detalhadas de nosso guia.

    Depois de conseguirmos isso podemos montar um tabuleiro maior com o alfabeto inteiro, com todos os números, campos com as palavras SIM, NÃO a TALVEZ, além dos dias a das horas.

    No meio haverá um campo livre do qual poderemos partir.

    Nesse tabuleiro maior devemos abandonar o pêndulo e substituí-lo por um pequeno copo de licor.

    Com tinta ou com uma caneta devemos desenhar uma seta no pé do copo, para servir de indicador.

    Devemos segurar a parte inferior do copinho entre os dedos indicador a médio a deixar que a mão do guia movimente-o indicando alguma letra através da seta.

    Para que o copinho deslize mais facilmente podemos colocar o tabuleiro sob um vidro.

    O próprio aluno poderá depois criar esse a outros meios auxiliares; além disso poderá encontrar também diversas referências na literatura espírita (ver Roesermüller, "Die Praxis des Jenseitsverkehr" = A prática dos contatos com o além).

    Mas tudo isso são só meios auxiliares iniciais que poderão ser eliminados mais tarde.

    Outro método consiste em pedir ao guia que erga o dedo indicador da mão magicamente preparada.

    Nesse caso ele deverá erguer o dedo uma vez se a resposta for "não", duas vezes se for "talvez" a três vezes se for "sim".

    Se tivermos sucesso nesse procedimento, podemos tentar fazer o mesmo com os outros dedos.

    Mas perceberemos que sempre haverá um dedo preferencial, que para um aluno poderá ser o indicador, para outro o dedo médio, e para outro ainda o dedo anular.

    Devemos sempre realizar o exercício com aquele dedo que funcione melhor para nós, o que dependerá da flexibilidade de cada um.

    Para o mago esse método será bem vindo, pois assim a sua relação passiva com o mundo invisível, seja com o seu guia ou com um desencarnado, também poderá ser ativada em ocasiões em que ele não puder usar um lápis ou um tabuleiro, como por exemplo numa reunião social, na natureza, etc.

    Podemos até deixar a mão no bolso a obter respostas "sim" ou "não" até mesmo no meio do maior aglomerado de gente, principalmente quando já alcançamos uma certa presteza nisso.

    Depois de dominar essa técnica, podemos passar à escrita mediúnica.

    O método é o seguinte:

    Coloque uma folha de papel em branco à sua frente a pegue um lápis, segurando-o entre o polegar e o indicador como se fosse escrever normalmente.

    Introduza um anel de borracha não muito apertado nos dedos polegar, indicador a médio; esse anel você poderá fazer sozinho a partir de uma câmara de pneu de bicicleta ou uma mangueira flexível.

    A finalidade do anel é fazer com que você não tenha que se concentrar especialmente no lápis que está segurando.

    Em seguida você deverá transpor-se ao transe, evocar o seu guia espiritual a preparar-lhe magicamente a mão direita do modo descrito, pedindo-lhe que escreva com a ajuda dessa mão.

    No início serão só alguns traços tortos, palavras ilegíveis, mas depois de algumas tentativas já aparecerão palavras inteiras a frases.

    Quando a folha de papel estiver preenchida devemos trocá-la por outra, já preparada anteriormente; desse modo podemos obter todas as respostas diretamente.

    1.3.2.2b) com os mortos e outros seres

    Ao nos exercitarmos constantemente obteremos uma habilidade tal que a escrita mediúnica não nos trará mais nenhuma dificuldade.

    Desse modo podemos chamar parentes, conhecidos, membros da família já falecidos, estabelecendo contacto com eles à vontade.

    O mago verá que não existe um além ou um aquém; são só diferentes graus de densidade na quarta dimensão, em que se localizam os diversos seres.

    Para ele a morte não será o fim, mas só uma passagem à quarta dimensão.

    Finalmente quero observar ainda que existem vários tipos de escrita mediúnica, segundo a aptidão de cada um.

    Citarei alguns:
    1. O método automático - mecânico.

    Nesse método a mão movimenta-se automaticamente sem que o mago saiba de antemão o que ele quer escrever ou o que o espírito em questão pretende escrever.

    Nesse caso também podem ocorrer comunicações em línguas estranhas, que o mago não conhece ou nunca ouviu.

    Podem até surgir imagens ou desenhos.

    1. O método inspirador.

    É o método mais comum; nesse caso as comunicações parecem-se a um pensamento expresso oralmente, interna ou externamente à pessoa.

    Quase que já pressentimos o que o ser pretende escrever.

    Através da repetição freqüente, essa inspiração, na relação passiva, torna-se um pensamento e uma audição expressos.

    Então passamos a sentir as comunicações do fundo da alma ou exterior mente a nós mesmos.

    1. O método intuitivo.

    No qual temos a sensação de que nós mesmos é que vamos escrever; as perguntas formuladas são imediatamente respondidas.

    Parece que nós mesmos já sabemos as respostas.

    É um tipo de conhecimento clarividente.

    A mão escreve conscientemente palavras a frases sem que tivéssemos ouvido algum som ou tivéssemos sido inspirados por algo.

    Os métodos também podem surgir misturados, por exemplo, meio automático a meio inspirado ou intuitivo, ou então juntos, inspirado a intuitivo.

    Só depois de muito tempo de exercício é que poderemos saber qual o método predominante.

    Quando é empregado correta a honestamente, qualquer método é bom a confiável.

    "O treinamento é que produz o mestre!"

    Ainda gostaria de observar algo em relação às perguntas dirigidas aos seres a às comunicações que podemos obter deles: o mago jamais deverá vangloriar-se de seus exercícios ou de seus sucessos.

    Quanto mais ele se calar sobre o seu relacionamento com o invisível, tanto melhor para ele.

    Além disso, ao escolher as perguntas devemos lembrar que se tratam de seres regidos por leis muito diferentes das nossas leis humanas, do plano físico; os seres que já viveram antes nessa terra estão desorientados, pois nosso plano físico é tridimensional, isto é, dependente do tempo a do espaço, o que não ocorre na esfera da quarta dimensão.

    Só os seres altamente evoluídos estão em condições de dar informações corretas sobre o tempo, os acontecimentos, o futuro, etc.

    Por isso o mago deve perguntar aos seres algo sobre sua pátria, seu lar, e para seu próprio aprendizado obter respostas sobre a quarta dimensão.

    Mais tarde, quando o aluno tiver desenvolvido seus sentidos espirituais ele não precisará mais do relacionamento com o invisível, porque já terá condições de saber por si mesmo o que um ser poderia lhe dizer.

    O relacionamento passivo só deve servir para que a pessoa se convença da existência de outro mundo, que será visitado e habitado por todos depois do final da vida.

    GRAU VI

    Instrução Mágica do Espírito (VI)

    Meditação sobre o Próprio Espírito

    Neste grau, Bardon introduz uma prática voltada ao autoconhecimento do espírito. O objetivo não é mais desenvolver apenas a concentração, mas compreender como o próprio espírito atua através da alma e do corpo, identificando suas funções segundo os quatro elementos.

    Antes de iniciar os exercícios, o autor recorda a divisão das faculdades espirituais:

    Elemento

    Faculdade espiritual

    Fogo

    Vontade

    Ar

    Intelecto (razão, memória e pensamento)

    Água

    Sensibilidade e sentimentos

    Terra

    Consciência, que integra e estabiliza as demais funções

    Essa divisão servirá como base para toda a prática deste grau.


    O primeiro exercício: observar as funções do espírito

    O espírito como o verdadeiro agente

    Agir conscientemente

    Por que esse exercício é importante?

    Aplicação prática

    Pontos essenciais deste grau

    Exercício

    Objetivo

    Meditar sobre as quatro funções do espírito

    Diferenciar vontade, intelecto, sensibilidade e consciência.

    Sentir o espírito dentro da alma e do corpo

    Reconhecer o espírito como o verdadeiro agente das ações.

    Agir conscientemente nas atividades diárias

    Desenvolver a percepção de que o espírito atua através da alma e do corpo.

    Aplicar essa consciência nos trabalhos mágicos

    Unificar os planos espiritual, astral e físico durante qualquer operação mágica.

    Conscientização dos Sentidos no Espírito

    Depois de aprender a perceber o espírito como o verdadeiro agente de todas as ações, Bardon amplia esse treinamento para os cinco sentidos. O objetivo agora é compreender, pela experiência, que não são os órgãos físicos que realmente percebem o mundo, mas sim o espírito, utilizando a alma e o corpo como instrumentos.

    Essa prática servirá de preparação para capacidades como a clarividência, a clariaudiência e a sensitividade.


    O princípio do exercício

    Exercício 1 — A visão espiritual

    Exercício 2 — A audição espiritual

    Exercício 3 — O tato espiritual

    Os sentidos mais importantes

    Combinação dos sentidos

    Sequência prática

    Etapa

    Exercício

    1

    Conscientizar a visão espiritual.

    2

    Conscientizar a audição espiritual.

    3

    Conscientizar o tato espiritual.

    4

    (Opcional) Trabalhar olfato e paladar.

    5

    Unir visão e audição.

    6

    Unir visão, audição e tato simultaneamente.


    Instrução Mágica da Alma (VI)

    Preparação para o Domínio do Princípio do Akasha

    Depois de aprender a projetar os quatro elementos para o exterior no grau anterior, Bardon conduz o estudante a um nível mais profundo: o trabalho com o Princípio do Akasha, a origem dos próprios elementos.

    Segundo o autor, todos os elementos surgem do Akasha, são mantidos por ele e permanecem em equilíbrio graças à sua ação. Por isso, quem domina os elementos pode começar a aproximar-se desse princípio mais sutil, também chamado de éter astral.


    O exercício

    ChatGPT Image 16 de jul. de 2026, 11_06_08

    Assuma sua posição habitual (asana) e feche os olhos.

    Imagine-se no centro de um espaço infinito, onde não existe:

    • acima;

    • abaixo;

    • direita;

    • esquerda.

    Existe apenas um espaço ilimitado, completamente preenchido por uma substância extremamente sutil: o éter universal ou Princípio do Akasha.

    Embora Bardon afirme que esse princípio não possui cor, ele recomenda imaginá-lo como um violeta muito escuro, tendendo ao ultravioleta, apenas como auxílio para a concentração.

    Em seguida:

    • inspire esse éter pelos pulmões;

    • conduza-o conscientemente ao sangue;

    • depois realize também a respiração pelos poros, exatamente como foi aprendido nos exercícios de energia vital.

    A cada inspiração, imagine que todo o corpo vai sendo preenchido por essa substância sutil.


    A sensação que deve acompanhar o exercício

    Durante toda a prática, Bardon recomenda manter uma percepção muito específica:

    Sentir-se ligado ao espaço infinito.

    Essa sensação é considerada mais importante do que a própria visualização da cor.

    Ao mesmo tempo, o estudante deve procurar desligar-se completamente do mundo exterior, permanecendo consciente durante todo o exercício.

    O significado do Akasha

    Depois de dominar essa respiração, Bardon explica por que esse exercício possui tanta importância.

    Segundo ele, o Princípio do Akasha é:

    a origem de todas as coisas;
    o plano anterior aos elementos;
    a esfera onde desejos, pensamentos e imaginações surgem antes de se manifestarem.

    Quando um desejo é formado nesse plano e sustentado por:

    vontade concentrada;
    crença firme;
    convicção absoluta,
    ele tende a manifestar-se através dos elementos, independentemente do plano em que deverá produzir efeitos.
    Para Bardon, esse é um dos maiores segredos da magia.

    O cuidado ético

    Logo após revelar esse princípio, Bardon faz uma advertência importante.
    O domínio do Akasha aumenta significativamente o alcance da vontade do mago. Por isso, ele insiste que o estudante continue trabalhando no próprio aperfeiçoamento moral.
    Quanto maior o poder adquirido, maior deve ser a responsabilidade no seu uso.
    Segundo o autor, somente um caráter equilibrado garante que esse conhecimento seja utilizado para fins elevados.

    O próximo passo

    Este exercício funciona como uma preparação.
    Depois de aprender a entrar conscientemente em contato com o Princípio do Akasha, o estudante estará apto a realizar os exercícios seguintes, cujo objetivo será dominar os próprios elementos por meio do Akasha , e não apenas manipulá-los diretamente.

    Assumir a posição habitual (asana).

    2

    Imaginar um espaço infinito, sem direções.

    3

    Visualizar o Akasha como um violeta muito escuro (apenas como apoio mental).

    4

    Inspirar o éter pelos pulmões e pelos poros do corpo.

    5

    Sentir todo o corpo preenchido por essa substância sutil.

    6

    Manter a sensação de união com o espaço infinito, permanecendo plenamente consciente.

    Provocação Consciente de Estados de Transe através do Akasha

    Depois de aprender a entrar em contato com o Princípio do Akasha , Bardon apresenta um exercício destinado a provocar conscientemente um estado de transe mágico. Diferentemente dos estados passivos descritos anteriormente, aqui o objetivo é manter a consciência plenamente desperta enquanto se estabelece uma sintonia profunda com o Akasha.

    O exercício

    Assuma sua posição habitual ( asana ) e comece a inspirar o Akasha através da respiração pulmonar e da respiração pelos poros, preenchendo todo o corpo com esse princípio sutil.

    Neste ponto, Bardon faz uma observação importante:

    O Akasha não deve ser represado , como acontece com a energia vital ou com os quatro elementos. O contato com ele ocorre pela assimilação consciente, e não pelo acúmulo.

    Durante cada inspiração, mantenha uma ideia muito clara:

    você desperta em si o domínio sobre os quatro elementos;
    possui autoridade sobre eles;
    os elementos obedecem à sua vontade, independentemente do plano em que devam atuar.
    Essa percepção deve acompanhar toda a prática.

    A atitude mental durante o exercício

    Mais importante do que a visualização é o estado interior.
    A cada respiração, procure fortalecer a convicção de que o domínio dos elementos já faz parte de você. Não se trata apenas de imaginar uma possibilidade futura, mas de cultivar uma certeza interior.

    Segundo Bardon, essa convicção deve ser construída sobre três pilares:

    vontade firme ;
    fé inabalável ;
    ausência completa de dúvida .
    Quanto mais estável for essa atitude mental, mais profundo será o estado de transe provocado pelo Akasha.

    A importância da convicção

    Bardon afirma que o verdadeiro domínio dos elementos não nasce apenas da repetição técnica dos exercícios.
    Ele surge quando o estudante, depois de praticar conscientemente todos os graus anteriores, desenvolve uma confiança absoluta naquilo que realiza.

    Nesse estágio, o mago experimenta:

    uma fé firme;
    uma convicção espontânea;
    uma segurança interior que não deixa espaço para dúvidas.
    Essas qualidades não são produzidas por simples afirmações mentais, mas pelo acúmulo gradual da experiência adquirida durante toda a prática.

    Quando surgem as dificuldades

    O autor também explica por que alguns estudantes encontram obstáculos nessa etapa.
    Segundo Bardon, dúvidas persistentes costumam indicar que algum aspecto do treinamento anterior ficou incompleto.

    Isso pode ocorrer quando o aluno:

    negligenciou determinados exercícios;
    avançou sem dominar um grau anterior;
    deixou desequilíbrios importantes entre os elementos.
    Nesses casos, o elemento predominante ou desequilibrado acaba dificultando o progresso, tornando mais difícil estabelecer a convicção necessária para o exercício.

    O ensinamento de Bardon

    Ao encerrar esse trecho, Bardon reforça um princípio presente em toda a obra:

    Na evolução mágica não devem existir lacunas.

    Cada exercício prepara o seguinte. Quando uma etapa é ignorada, o estudante pode até continuar avançando, mas encontrará obstáculos maiores adiante e precisará retornar para consolidar aquilo que ficou incompleto.

    É por esse motivo que o autor insiste continuamente na consciência, perseverança e regularidade da prática.


    Resumo do exercício

    Etapa

    Prática

    1

    Assumir a posição habitual (asana).

    2

    Inspirar o Princípio do Akasha pelos pulmões e pelos poros.

    3

    Lembrar que o Akasha não é represado, apenas assimilado.

    4

    Durante cada inspiração, fortalecer a convicção de possuir domínio sobre os quatro elementos.

    5

    Permanecer sem dúvidas, cultivando vontade, fé e certeza interior.

    Domínio dos Elementos através de um Ritual Individual Extraído do Akasha

    Depois de desenvolver o domínio dos elementos e fortalecer essa capacidade através do Princípio do Akasha , Bardon propõe um passo importante: transformar esse domínio em um ritual pessoal . A partir desse momento, o objetivo deixa de ser apenas utilizar a imaginação para controlar os elementos e passa a ser condensar esse poder em gestos e fórmulas que, com a repetição, tornam-se automáticos.

    Criando um ritual pessoal

    Segundo Bardon, quando o aluno realmente domina os elementos, projetá-los para o interior ou para o exterior torna-se uma tarefa natural. É nesse estágio que o mago deve criar um ritual próprio para cada elemento.

    Esse ritual pode envolver, por exemplo:

    uma posição específica dos dedos;
    um movimento das mãos;
    um gesto discreto;
    uma palavra ou fórmula criada pelo próprio praticante;
    um som associado ao elemento.
    O autor enfatiza que o ritual deve nascer da própria intuição do mago . Não existe um modelo universal. Cada praticante desenvolverá os seus símbolos de acordo com sua própria evolução.

    Por que o ritual deve ser secreto?
    Segundo o autor, o ritual criado estabelece uma ligação direta entre o operador e a força elementar.
    Se outra pessoa utilizar esse mesmo ritual, ela poderá produzir efeitos utilizando a força que foi construída pelo mago que o desenvolveu.
    Além disso, Bardon adverte que alguém sem maturidade espiritual pode provocar desequilíbrios ou consequências negativas ao manipular forças que ainda não compreende.
    Por esse motivo, recomenda que os rituais permaneçam reservados ao próprio praticante.

    Um ritual também deve ser discreto

    Outro conselho prático apresentado por Bardon é que o ritual possa ser executado sem chamar atenção.
    Um simples posicionamento dos dedos, por exemplo, pode ser suficiente para ativar determinada força, mesmo estando em público.
    O autor chega a sugerir que esse gesto possa ser realizado dentro do bolso da calça , sem que ninguém perceba.
    Essa discrição faz parte da postura tradicional do mago, que evita demonstrações desnecessárias de suas práticas.

    Rituais de ativação e de dissolução

    Bardon recomenda que cada elemento possua dois rituais diferentes :

    Ritual

    Finalidade

    Ativação

    Colocar o elemento em ação.

    Dissolução

    Encerrar imediatamente sua atuação.

    Esse princípio deve ser aplicado aos quatro elementos.

    Assim, o praticante criará:

    • 8rituais para a esfera astral (quatro de ativação e quatro de dissolução);

      8rituais para a atuação no plano material (quatro de ativação e quatro de dissolução).

      Automatização do ritual

      O objetivo não é depender da imaginação para sempre.
      Com muitas repetições, Bardon afirma que o ritual torna-se uma espécie de reflexo condicionado: basta executá-lo para que o elemento entre imediatamente em ação.
      Da mesma forma, o ritual de dissolução encerra sua atuação sem necessidade de grandes concentrações.
      Segundo o autor, essa automatização só é alcançada pela prática constante.

      A continuidade do treinamento

      Mesmo depois de atingir esse nível, Bardon recomenda que o mago não abandone os exercícios com os elementos .
      O domínio elementar deve continuar sendo aperfeiçoado durante toda a evolução mágica, tornando-se cada vez mais estável e natural.
      Para o autor, quanto maior for o domínio adquirido, maiores também serão as possibilidades de aplicação prática.

      O objetivo maior

      Bardon encerra esse trecho lembrando que o domínio dos elementos amplia significativamente a capacidade de atuação do mago tanto na esfera astral quanto no mundo material.

      Entretanto, ele reforça um princípio presente em toda a obra:

      O verdadeiro progresso depende da paciência , da perseverança e do uso ético dessas capacidades.
      Segundo Bardon, aquele que continua aperfeiçoando seu caráter e utiliza seus conhecimentos para o bem da humanidade recebe, gradualmente, novos talentos e uma compreensão cada vez mais profunda da arte mágica.

      Objetivo

      1

      Criar um ritual pessoal para cada elemento.

      2

      Associar ao ritual um gesto, posição dos dedos, palavra ou som.

      3

      Desenvolver um ritual de ativação e outro de dissolução para cada elemento.

      4

      Repetir continuamente até que o ritual se torne automático.

      5

      Continuar aperfeiçoando o domínio dos elementos ao longo de toda a evolução mágica.

      Instrução Mágica do Corpo (VI)

      Depois de concluir os exercícios dos graus anteriores, Bardon afirma que não há mais necessidade de uma nova preparação específica do corpo . A partir deste ponto, o estudante passa a utilizar, na prática, todas as capacidades que desenvolveu até aqui.
      Segundo o autor, seria impossível descrever todas as aplicações possíveis da magia, pois isso exigiria um livro à parte. Por isso, ele apresenta apenas alguns exemplos considerados fundamentais.

      Reconhecimento Consciente de Seres de Diversos Tipos

      a) Elementais

      Bardon inicia este tema diferenciando claramente formas-pensamento de elementais .
      Enquanto as formas-pensamento são criações mentais alimentadas pela imaginação, os elementais são seres criados conscientemente pelo mago, dotados de uma inteligência limitada e destinados a cumprir uma tarefa específica.
      O autor compara esses seres a servos obedientes , que permanecem atuando até concluírem a missão recebida.

      Possíveis aplicações

      Bardon cita alguns exemplos de utilização dos elementais:

      fortalecer ou enfraquecer capacidades intelectuais;
      influenciar pensamentos;
      proteger pessoas contra influências negativas;
      favorecer amizades ou desfazer inimizades;
      facilitar relacionamentos sociais;
      auxiliar em negócios e atividades profissionais;
      influenciar pessoas de pouca força de vontade.

      Apesar dessas possibilidades, ele faz uma advertência que aparece repetidamente em sua obra:

      O verdadeiro mago deve utilizar essas capacidades somente para fins nobres e altruístas.

      As quatro regras para criar um elemental

      Segundo Bardon, toda criação de um elemental deve obedecer a quatro princípios fundamentais.

      Etapa

      Descrição

    Dar uma forma

    O elemental deve possuir uma forma definida, criada pela imaginação.

    Dar um nome

    Toda criação precisa receber um nome próprio, que individualiza sua existência.

    Determinar sua tarefa

    O objetivo deve ser comunicado de maneira clara, utilizando a vontade e a imaginação, preferencialmente no presente e no imperativo.

    Determinar sua duração

    Deve-se estabelecer quanto tempo ele atuará e quando deverá encerrar sua existência.
    Bardon considera essas quatro etapas indispensáveis para que o trabalho produza resultado.

    Exemplo prático apresentado por Bardon

    Para ilustrar o processo, o autor descreve a criação de um elemental destinado a fortalecer a memória de uma pessoa.

    O procedimento é apresentado da seguinte maneira:

    1 Criar a matéria-prima

    O mago imagina um enorme mar de luz universal .
    Dessa luz é formada uma esfera luminosa que vai sendo comprimida até atingir aproximadamente 30 a 40 centímetros de diâmetro .
    Quanto mais comprimida, mais intensa ela se torna, chegando a lembrar um pequeno sol.

    2 Impregnar a esfera com um objetivo

    Depois de formada, essa esfera recebe uma finalidade específica.

    No exemplo de Bardon, o objetivo é fortalecer determinada capacidade mental, como:

    memória;
    eloquência;
    inteligência;
    outra faculdade intelectual.
    Essa intenção deve ser sustentada por uma convicção firme de que o resultado será alcançado.

    3 Dar um nome

    O próximo passo consiste em atribuir um nome ao elemental.

    Bardon utiliza apenas um exemplo:

    Lucis

    O autor explica que o nome individualiza a criação.

    Segundo sua visão hermética:

    Tudo aquilo que existe possui um nome; aquilo que não possui nome não possui existência definida.

    4 Determinar sua missão

    Em seguida, o mago estabelece exatamente o que o elemental deverá fazer.

    No exemplo apresentado:

    "Você deverá agir na esfera mental dessa pessoa até que a capacidade desejada esteja completamente desenvolvida e se torne permanente."
    Aqui Bardon reforça o uso do presente e do imperativo , princípio já ensinado anteriormente nos exercícios de autossugestão.

    5 Determinar o fim da existência

    Depois de concluir sua tarefa, o elemental também recebe uma ordem final.

    Ele deverá:

    dissolver-se;
    retornar ao mar de luz universal;
    deixar de existir como entidade individual.
    Assim, segundo Bardon, o elemental possui simbolicamente um nascimento , uma missão e uma morte .

    O envio do elemental

    Como, segundo Bardon, o elemental não está limitado pelo tempo nem pelo espaço, ele pode ser enviado imediatamente à esfera mental da pessoa escolhida.
    O autor compara esse envio ao rompimento de uma corda que ligava o mago à criação.

    Depois disso, recomenda uma atitude importante:

    O mago deve deixar de pensar no elemental.
    Quanto menos ele continuar alimentando essa ligação consciente, mais livre o elemental estará para cumprir sua função.

    Reforçando sua atuação

    Caso seja necessário, Bardon afirma que o elemental pode ser chamado novamente pelo nome que recebeu.

    Ao retornar, o mago pode:

    reforçar sua energia;
    aumentar sua intensidade;
    enviá-lo novamente para continuar a tarefa.
    Quando a missão for concluída, ele deverá dissolver-se espontaneamente conforme a ordem inicial.

    Ação

    1Criar uma forma pela imaginação. 2 Dar um nome ao elemental. 3 Definir claramente sua missão. 4 Determinar quanto tempo deverá atuar. 5 Enviá-lo para cumprir sua função. 6 Quando terminar, ordenar sua dissolução.

    B) LARVAS

    A diferença entre um elemental e uma larva consiste no fato de que o elemental é gerado conscientemente pelo mago, ao passo que as larvas surgem espontaneamente na esfera mental, através de fortes estímulos psíquicos.
    Quanto mais intenso for esse estímulo, maior será a perda de matéria mental da pessoa e, consequentemente, mais forte, mais densa e mais vital se tornará a larva, principalmente quando esse mesmo estado emocional é repetido continuamente.
    Essa geração de larvas ocorre com todas as pessoas , independentemente de serem ou não instruídas em magia, jovens ou idosas, inteligentes ou simples, tenham ou não conhecimento desse processo.
    Quando deixamos de alimentar o estímulo que deu origem à larva, ela começa a enfraquecer gradualmente até se dissolver completamente.
    Por isso, segundo Bardon, existe uma constante criação e destruição de larvas na esfera mental humana, processo que acarreta uma perda contínua de matéria mental.

    As causas mais comuns para o surgimento dessas larvas são:

    Estímulos psíquicos mais frequentes

    Medo

    Preocupação

    Horror

    Ódio

    Inveja

    Outros estados emocionais intensos e repetitivos

    A forma simbólica das larvas

    A forma assumida por uma larva depende da origem do estímulo psíquico e possui caráter simbólico .

    Quem conhece um pouco do simbolismo consegue compreender essa relação. Por exemplo:

    Pensamento ou emoção

    Forma simbólica

    Amor

    Um coração

    Um raio ou uma flecha

    Apesar dessas larvas — verdadeiras habitantes indesejadas da esfera mental — não poderem ser percebidas pela maioria das pessoas, elas existem de fato segundo a tradição hermética, podendo ser percebidas por um mago suficientemente desenvolvido.

    Pessoas mais sensíveis

    Nas pessoas mais sensíveis , mais estimuláveis ou naturalmente mais receptivas, a matéria mental se desprende com maior facilidade. Por isso, as larvas surgem com mais frequência , tornam-se mais intensas e permanecem ativas por mais tempo.

    Segundo Bardon, isso pode trazer consequências em diferentes níveis:

    Consequência

    Explicação

    Energia nervosa

    O constante desprendimento de matéria mental enfraquece a vitalidade psíquica da pessoa.

    Equilíbrio espiritual

    A repetição dos mesmos estados emocionais fortalece continuamente a larva criada.

    Influência sobre outras pessoas

    Indivíduos emocionalmente receptivos podem ser influenciados por esse estado mental coletivo.
    É nesse contexto que Bardon relaciona o fenômeno à origem daquilo que chama de psicose de massa , isto é, estados emocionais compartilhados e reforçados por grupos de pessoas.

    Como uma larva se fortalece

    Podemos concluir que a larva se torna cada vez mais forte quanto mais voltamos nossa atenção ao estímulo que a originou .
    Quando uma larva se adensa suficientemente, ela desenvolve um verdadeiro instinto de autopreservação , procurando manter sua própria existência. Para isso, provoca continuamente o espírito da pessoa, levando-a a recordar o acontecimento, reviver a emoção e alimentar novamente aquele mesmo estado mental.

    Assim cria-se um ciclo contínuo:

    Ciclo de fortalecimento da larva

    Estímulo emocional intenso

    Formação da larva

    A pessoa volta a pensar no assunto

    A larva recebe novo alimento

    Torna-se mais forte

    Induz novamente o mesmo pensamento

    Enquanto esse ciclo continuar, a larva permanece viva e cada vez mais fortalecida.

    Quando a larva se torna um tormento

    Uma larva constantemente alimentada pode transformar-se num verdadeiro tormento para pessoas sensíveis ou facilmente impressionáveis, provocando diversas perturbações mentais.
    Bardon cita como exemplo a mania de perseguição .
    Segundo ele, muitas pessoas vivem com medo constante de estarem sendo perseguidas ou atacadas por magos negros quando, na realidade, tornam-se vítimas da própria imaginação, ou melhor, da própria larva mental criada e alimentada por elas mesmas.
    Ele acrescenta que apenas uma porcentagem muito pequena dos casos envolveria realmente alguma influência externa deliberada.

    A importância do domínio dos pensamentos

    Bardon lembra ainda as inúmeras vítimas da Inquisição, observando que, com o passar do tempo, a humanidade acabou abandonando muitas crenças espirituais. Porém, segundo ele, nesse processo acabamos descartando não apenas os erros, mas também conhecimentos verdadeiros — "jogando fora tanto o joio quanto o trigo".
    Por isso, o estudante compreenderá por que, desde os primeiros graus, foi dada tanta importância à introspecção , ao controle dos pensamentos e ao autodomínio mental .
    Se durante o aprendizado o aluno não conseguir submeter seus pensamentos à própria vontade, poderá criar larvas inconscientemente que, mais cedo ou mais tarde, acabarão se tornando um tormento para si mesmo.

    c) Espectros

    A diferença entre uma larva e um espectro está na sua origem.
    Enquanto a larva nasce de um estímulo psíquico repetitivo , assumindo uma forma simbólica de maneira inconsciente, o espectro surge de uma imagem criada deliberadamente pela fantasia da pessoa .
    Assim como acontece com as larvas, os espectros também são fortalecidos, animados e adensados por sucessivas evocações mentais da mesma imagem. Quanto mais a pessoa alimenta essa imagem, maior se torna sua influência.
    Segundo Bardon, um espectro suficientemente fortalecido pode atuar não apenas no plano mental ou astral, mas também produzir efeitos perceptíveis no plano material.

    Diferença fundamental

    Larva

    Espectro

    Surge de um estado emocional repetitivo.
    Surge de uma imagem criada pela imaginação.
    A forma aparece de maneira espontânea e simbólica.
    A forma é definida pela fantasia da própria pessoa.
    É alimentada pela repetição da emoção.
    É alimentada pela repetição da mesma imagem mental.

    Primeiro exemplo: o complexo de perseguição

    Bardon utiliza como primeiro exemplo aquilo que chama de complexo de perseguição .
    Imagine uma pessoa que possua uma aparência naturalmente severa, sombria ou intimidadora. Segundo o autor, essa pessoa pode não ter qualquer conhecimento sobre magia ou ocultismo.
    Entretanto, alguém mais sensível , mais impressionável ou facilmente influenciável , ao encontrá-la, desenvolve imediatamente uma forte antipatia.
    Se, por coincidência, algum contratempo acontecer naquele mesmo dia, a vítima passa a associar o acontecimento àquela pessoa.
    É aí que o processo começa.

    Como o espectro se desenvolve

    O crescimento do espectro ocorre gradualmente.

    O que acontece

    Impressão inicial

    A pessoa encontra alguém que lhe causa forte impacto emocional.

    Associação

    Pequenos acontecimentos negativos passam a ser atribuídos àquela pessoa.

    Repetição mental

    A imagem torna-se cada vez mais presente nos pensamentos.

    Fortalecimento

    O espectro ganha força pela constante atenção recebida.

    Manifestação

    A vítima começa a sentir-se perseguida continuamente.

    Com o tempo, a imagem torna-se tão vívida que passa a surgir:

    nos sonhos;
    durante o dia;
    em momentos inesperados;
    e, segundo Bardon, pode até ser percebida por pessoas mais sensíveis.

    Quando o espectro domina a vítima

    À medida que a pessoa continua alimentando essa construção mental, ela passa a interpretar praticamente todos os acontecimentos negativos como provas da perseguição.

    Segundo Bardon, isso pode desencadear um agravamento progressivo:

    ansiedade constante;
    medo permanente;
    desequilíbrio nervoso;
    perturbações mentais;
    isolamento;
    e, nos casos mais graves descritos pelo autor, até tentativa de suicídio ou internação psiquiátrica.
    Nesse momento, Bardon afirma que o espectro cumpriu sua finalidade.

    O papel do verdadeiro mago

    Bardon afirma que, na maioria dos casos, a pessoa que serviu de modelo para o espectro não possui qualquer participação consciente no processo.
    Seu rosto ou comportamento apenas forneceu a imagem inicial sobre a qual a vítima construiu toda a criação mental.
    Segundo ele, quando um verdadeiro iniciado identifica essa situação, sua tarefa é convencer a vítima a romper esse ciclo de pensamentos.
    Em alguns casos, diz Bardon, essa intervenção precisa ser bastante firme para restaurar o equilíbrio mental da pessoa.

    Segundo exemplo: o espectro erótico

    O segundo exemplo apresentado por Bardon é o chamado espectro erótico .
    Nesse caso, sua origem está em qualquer imagem capaz de despertar intensamente o desejo sexual.

    Pode tratar-se de:

    uma pessoa viva;
    um retrato;
    um desenho;
    uma cena;
    ou qualquer outra imagem que estimule fortemente a imaginação.
    Quando esse desejo não encontra satisfação, segundo Bardon, a vontade torna-se cada vez mais intensa e passa a alimentar continuamente o espectro.

    Como ele se fortalece

    O processo descrito por Bardon ocorre da seguinte forma:

    Desenvolvimento

    Desejo intenso

    Surge uma forte atração ou paixão.

    Impossibilidade de satisfação

    O desejo permanece constantemente ativo.

    Repetição da fantasia

    A imagem é evocada repetidas vezes.

    Fortalecimento do espectro

    O espectro torna-se cada vez mais vívido.

    Domínio gradual

    A influência psicológica cresce continuamente.
    Segundo o autor, inicialmente esse espectro manifesta-se apenas nos sonhos, produzindo experiências extremamente vívidas.
    Posteriormente, sua influência torna-se mais intensa, levando a vítima a alimentar cada vez mais esse estado mental.
    Bardon relaciona esse processo às antigas narrativas medievais sobre íncubos e súcubos , interpretando esses relatos como manifestações desse tipo de espectro.

    O perigo da alimentação constante

    Segundo Bardon, quanto mais a pessoa luta contra um desejo sem conseguir redirecioná-lo ou equilibrá-lo, mais energia acaba fornecendo ao próprio espectro.

    Ele descreve que isso pode resultar em:

    perda gradual da força de vontade;
    enfraquecimento do equilíbrio emocional;
    nervosismo constante;
    confusão mental;
    abandono dos cuidados pessoais;
    e, em situações extremas, comportamentos destrutivos.
    O autor considera que muitos casos de paixões obsessivas e amores infelizes poderiam ser compreendidos por esse mecanismo.

    Entretanto, faz uma advertência bastante clara:

    O estudante jamais deve criar deliberadamente um espectro apenas para experimentar seu funcionamento.
    Segundo o autor, aquele que cria conscientemente um espectro também corre o risco de ser influenciado ou dominado por ele.

    Por isso, encerra o capítulo lembrando uma de suas máximas fundamentais:

    "O amor é a lei, mas deve ser consciente."

    d) Fantasmas

    Segundo Bardon, os fantasmas diferem das larvas e dos espectros porque são formas vivas criadas a partir da imagem mental de pessoas já falecidas . O autor dedica atenção especial a esse tema por considerar que ele é frequentemente mal compreendido, tanto no ocultismo quanto no espiritismo.
    Após a morte do corpo físico, a pessoa passa imediatamente para o que Bardon chama de quarta condição agregada (ou quarta dimensão). Nessa condição, ela já não pode atuar diretamente no mundo material sem um meio de manifestação.
    É justamente aí que surge o fantasma.

    Como um fantasma é formado

    Segundo Bardon, os vivos podem criar uma forma mental do falecido através da repetição constante de pensamentos e emoções dirigidas a ele.

    Esses sentimentos podem ser, por exemplo:

    Emoções que alimentam a criação do fantasma

    Saudade

    Admiração

    Dedicação

    Luto

    Lembranças constantes

    Quanto mais essa imagem é evocada, mais vitalizada ela se torna.
    Assim, segundo o autor, nasce aquilo que ele denomina fantasma .

    Fantasmas e sessões espíritas

    Bardon afirma que muitos dos fenômenos observados em sessões espíritas seriam, na realidade, manifestações desses fantasmas.

    Segundo ele, isso incluiria:

    manifestações mediúnicas;
    evocações espirituais;
    espíritos brincalhões;
    espíritos batedores ou "cuspidores";
    outras aparições semelhantes.
    Essas formas continuam existindo porque são constantemente alimentadas pela atenção das pessoas que permanecem vivas.
    Por que um mesmo "espírito" aparece em vários lugares?
    Bardon utiliza um exemplo para explicar sua interpretação.
    Ele observa que, em diferentes sessões mediúnicas realizadas simultaneamente, um mesmo falecido pode aparentemente manifestar-se em locais distintos.

    Segundo sua visão, isso acontece porque:

    o espírito verdadeiro não está necessariamente presente;
    diferentes fantasmas podem ser criados simultaneamente a partir da mesma pessoa falecida;
    essas formas são alimentadas pelos participantes de cada grupo.
    Por isso, Bardon conclui que um mesmo falecido pode possuir inúmeros fantasmas sendo sustentados ao mesmo tempo.

    A crítica de Bardon ao espiritismo

    Nesse ponto, Bardon faz uma crítica bastante direta.
    Segundo ele, muitos médiuns identificam esses fantasmas como se fossem a própria pessoa desencarnada.
    O autor afirma que esse equívoco teria contribuído para o surgimento de inúmeras fraudes dentro do espiritismo.

    Ele cita exemplos de comunicações atribuídas a:

    nobres;
    artistas;
    santos;
    faraós;
    anjos;
    diversas outras personalidades históricas.
    Segundo Bardon, essa variedade excessiva de manifestações ajuda a explicar o surgimento de muitos críticos e céticos em relação ao tema.

    O fantasma como "vampiro psíquico"

    À medida que continua sendo alimentado pela atenção dos vivos, Bardon afirma que o fantasma desenvolve um forte instinto de conservação.

    Segundo ele, essa forma passa a buscar continuamente novas fontes de energia, alimentando-se principalmente:

    do médium;
    dos participantes das reuniões;
    ou até das pessoas que convivem no ambiente.
    É por isso que o autor compara esses fantasmas a uma espécie de vampiro psíquico , cuja permanência depende da energia emocional daqueles que continuam voltando sua atenção para ele.

    A visão do verdadeiro mago

    Apesar dessa crítica, Bardon deixa claro que isso não significa que seja impossível estabelecer contato com inteligências desencarnadas.
    Segundo ele, um mago que domina o Princípio do Akasha possui condições de comunicar-se conscientemente com esses seres, conforme já havia explicado anteriormente no capítulo sobre a escrita mediúnica.

    Necromancia

    Bardon afirma ainda que o mago pode criar conscientemente um invólucro (uma forma artificial), transportá-lo ao quarto estado agregado e solicitar — ou obrigar — que determinada inteligência manifeste-se através dele.
    Segundo o autor, essa prática pertence ao campo da necromancia ou da feitiçaria , e não deve ser confundida com o espiritismo comum.
    Ele ressalta, entretanto, que um verdadeiro mago quase nunca recorrerá a esse procedimento.

    Consideração final

    Bardon conclui afirmando que um mago verdadeiramente desenvolvido não precisa evocar seres desencarnados para obter conhecimento ou realizar trabalhos mágicos.
    Segundo ele, à medida que amadurece espiritualmente, o próprio mago adquire capacidades que tornam esse tipo de evocação praticamente desnecessário.

    Meditação sobre o próprio espírito

    Compreender o espírito e suas funções segundo os quatro elementos, diferenciando vontade, intelecto, sensibilidade e consciência, além de agir conscientemente através do espírito.

    Conscientização dos sentidos no espírito

    Desenvolver a percepção de que é o espírito quem vê, ouve, sente, cheira e saboreia por meio dos corpos astral e físico, preparando o caminho para a clarividência, clariaudiência e sensitividade.


    Resumo da Instrução Mágica da Alma

    Exercício

    Objetivo

    Preparação para o domínio do Princípio do Akasha

    Aprender a entrar em sintonia com o Akasha, origem dos elementos e fundamento de toda manifestação mágica.

    Provocação consciente do estado de transe através do Akasha

    Desenvolver o estado de transe mágico consciente e fortalecer a convicção absoluta do domínio dos quatro elementos.

    Domínio dos elementos através de um ritual individual extraído do Akasha

    Criar rituais pessoais para evocar e dissolver conscientemente os elementos nos planos astral e material.


    Instrução Mágica do Corpo (VI)

    Reconhecimento consciente de seres de diversos tipos

    Ser

    Característica principal

    a) Elementais

    Seres criados conscientemente pelo mago para executar uma tarefa específica.

    b) Larvas

    Formas mentais geradas inconscientemente pela repetição de fortes estímulos psíquicos.

    c) Espectros

    Formas criadas pela imaginação consciente e fortalecidas pela repetição constante da mesma imagem.

    d) Fantasmas

    Formas mentais vivificadas pela lembrança contínua de pessoas falecidas, distintas da própria inteligência desencarnada segundo Bardon.


    Objetivos alcançados no Grau VI

    • Meditar e reconhecer conscientemente o próprio espírito.

    • Agir de forma consciente por meio do espírito durante as atividades do cotidiano.

    • Desenvolver a conscientização espiritual dos sentidos.

    • Preparar-se para o domínio do Princípio do Akasha.

    • Induzir conscientemente o estado de transe mágico.

    • Criar rituais individuais para o domínio dos elementos.

    • Compreender e diferenciar os principais tipos de formas e seres criados ou percebidos na prática mágica: elementais, larvas, espectros e fantasmas.


    Fim do sexto grau.

    Texto original

    Antes de descrever os exercícios do sexto grau, eu gostaria de enfatizar novamente que todos os exercícios até agora apresentados devem estar totalmente dominados para que o equilíbrio seja mantido, inclusive nas etapas mais avançadas do desenvolvimento. Seria totalmente sem sentido pular qualquer uma dessas etapas, ou excluir a negligenciar qualquer um dos exercícios. Surgiria uma lacuna evidente, a seria muito difícil para o aluno recuperar um ou outro exercício depois. Portanto, a conscienciosidade é uma précondição muito importante para o sucesso!

    Instrução Mágica do Espírito (VI ) Meditação Sobre o Próprio Espírito Nesse grau nós estudaremos a meditação sobre o espírito. Na parte teórica deste livro eu já descrevi em detalhes o que é a esfera mental e o corpo mental, portanto o espírito. A missão desse grau é efetuar um retrato do próprio espírito com suas funções, relativamente aos quatro elementos, além de diferenciar essas funções entre si, o que pode ser realizado através de uma meditação especial. As características do espírito relativas aos quatro elementos são as seguintes: a vontade, que está subordinada ao princípio do fogo; o intelecto, com todos os seus aspectos paralelos, como a razão e a memória, subordinado ao princípio do ar; a sensibilidade com todos os seus aspectos, subordinada ao princípio da água, e a consciência, também com todos os seus aspectos, como interligação dos três elementos, subordinada ao princípio da terra.

    Mergulhe em seu íntimo, com seus pensamentos, observe a si mesmo a às funções do espírito, a medite sobre isso. Você deverá imaginar claramente cada uma das funções correspondentes aos elementos. Tente diferenciar as funções do espírito, i . e., criar uma imagem nítida delas, a depois siga adiante. Esse exercício preliminar é muito importante, pois com ele o mago terá condições de influenciar, dominar, fortalecer ou até desligar essas funções com os respectivos elementos na esfera mental, tanto em si mesmo quanto nos outros. Outro exercício é conscientizar-se de todo o corpo mental no corpo astral a j unto com este no corpo material denso, como se uma mão estivesse dentro de uma luva de seda a sobre esta houvesse outra luva mais grossa. A sua mão deverá sentir ambas as luvas. Da mesma forma deve ser sentido todo o corpo espiritual; você deverá sentir seu espírito no corpo astral sutil a este por seu lado no corpo material denso. Essa sensação é o espírito. Medite sobre isso em todas as ocasiões. Quando você tiver certeza de que o seu espírito impregna o corpo anímico e o corpo material denso, capta-os a movimenta-os, a que todas as ações são realizadas por ele através desses dois envoltórios, então você poderá prosseguir. Todas as pessoas agem de for ma consciente, meio consciente ou quase inconsciente, obedecendo a um impulso interior ou exterior, sem que elas percebam.

    O exercício seguinte as ensinará a agir de forma consciente, no início em pequenas coisas, depois nas maiores, a sempre tentando estender a duração de cada ação consciente. Com a expressão consciente não queremos dizer que estamos envolvidos na ação com o pensamento ou com toda a nossa atenção, mas com a imaginação e a sensação de que é o espírito que age, com a ajuda da alma a do corpo material denso. Por exemplo, ao caminhar na rua eu não devo ficar pensando que sou eu quem caminha, mas que é o meu espírito que o faz, movimentando meus pés astrais e materiais.

    A mesma coisa ocorre com os braços a as outras partes do corpo. Você dominará totalmente esse exercício depois de conseguir isso por no mínimo dez minutos. Quanto mais tempo você agüentar, sem manifestações colaterais como tonturas, sensações de cansaço e de fraqueza, desequilíbrio, tanto melhor. Por isso o ideal é começarmos primeiro com pequenas ações de pouca duração e aumenta-las gradativamente até nos acostumarmos com essa sintonia a conseguirmos estendê-la sempre que quisermos.

    Esse exercício é muito importante pois ele possibilita ao aluno realizar uma ação tanto espiritual quanto astral em conexão com o corpo material, no caso dele trabalhar com a esfera mental ou astral, respectivamente. Uma ação desse tipo é chamada de ação mágica. Agora com certeza o aluno entenderá porque os rituais mágicos realizados por não-iniciados a pessoas sem o conhecimento da magia não surtem efeito, pois elas não possuem a habilidade de realizar o ritual de forma mágica, por exemplo, não estão preparadas a sintonizadas a trabalhar de forma mental a astral em conexão com a matéria densa. Quando por exemplo um magnetizador de cura faz a imposição das mãos ou transmite vibrações magnéticas a um paciente, mas sem irradiá-lo ao mesmo tempo com as mãos espiritual a astral, e sem imaginar que a força espiritual está influenciando a irradiando o espírito, a força astral influenciando a irradiando o corpo astral e a força material influenciando a irradiando o corpo material do paciente, então seu sucesso será só parcial, pois o paciente é constituído dessas três partes indissolúveis, o corpo, a alma e o espírito. Para o mago é óbvio que o corpo mental só influencia a esfera mental ou o espírito, o corpo astral só influencia a esfera astral, portanto a alma, e o corpo material só influencia o mundo material. Essa lei deve sempre ser respeitada. Por esse motivo é preciso que o mago aprenda a se sintonizar tanto espiritual quanto animicamente a aja sempre em conexão com o espírito ou com a alma. Depois de ter aprendido a entendido bem esse assunto, a dominar a sua prática ele poderá prosseguir em sua evolução.

    Conscientização dos Sentidos no Espírito A próxima lição será a instrução mágica dos sentidos. Primeiro, um exercício preliminar importante; assim como no anterior, nesse exercício você deverá também conscientizar-se de que não é a sua visão material que enxerga as coisas, mas sim a espiritual, que com a ajuda dos olhos astrais a materiais (físicos) capta o que está à sua volta. Reflita o mais freqüentemente possível sobre isso. Você deverá conseguir sintonizarse por no mínimo cinco minutos na idéia de que o espírito enxerga a vê através dos olhos corporais. Quanto mais você agüentar, tanto melhor. Repetindo bastante esse exercício, você se tornará mestre! Ao conseguir realizá-lo com os olhos, tente faze-lo com os ouvidos, imaginando que não são os ouvidos materiais que captam as ondas sonoras, mas os ouvidos espirituais, que com a ajuda dos ouvidos astrais a materiais captam tudo ao redor.

    Obtendo o mesmo sucesso que conseguiu com os olhos, faça o mesmo com o tato, imaginando que o espírito, através do corpo astral a este por seu lado com a ajuda do corpo material sente os objetos, o calor, o frio, etc. Pratique bastante esses exercícios, até chegar a realizá-los com os olhos, os ouvidos ou o tato num tempo igualmente longo. Se você quiser desenvolver-se mais ainda, poderá realizá-los também com os outros dois sentidos, o olfato e o paladar. Porém deve-se dar uma importância maior aos três sentidos mencionados anteriormente, ou seja, a visão, a audição e o tato, que são os mais úteis na magia prática.

    Ao obter o sucesso correspondente nessa conscientização espiritual dos sentidos, tente, da mesma forma que na concentração dos sentidos, sintonizar dois sentidos ao mesmo tempo em seu espírito. Em primeiro lugar os olhos a os ouvidos. Tente realizá-lo por no mínimo cinco minutos sem interrupções; depois sintonize três sentidos ao mesmo tempo, ou seja, os olhos, os ouvidos e o tato. Ao conseguir isso, você terá feito um enorme progresso na evolução mágica. Esse exercício preparatório tem um grande significado para a clarividência, a clariaudiência e a sensitividade, a deve ser bem dominado.

    O exercício principal poderá ser encontrado no sétimo grau deste curso.

    Instrução Mágica do Alma (VI) Preparação para o Domínio do Princípio do Akasha No quinto grau nós aprendemos a projetar os elementos para o exterior. Nesse grau nós avançaremos mais um pouco a aprenderemos a dominar o princípio do Akasha referente aos elementos. Como já mencionamos na parte teórica, os elementos se formaram a partir do princípio do Akasha a são por ele dominados a mantidos em equilíbrio. Aquele mago que depois de exercitar-se por muito tempo conseguiu ter êxito com os elementos, também poderá dominar o princípio mais sutil, o éter astral. O exercício é o seguinte: Assuma aquela posição habitual do corpo (asana) a feche os olhos. Imagine-se num espaço infinito, no qual você é o ponto central. Lá não existe em cima nem embaixo, nem laterais. Esse espaço infinito está preenchido com o material energético mais sutil, o éter universal, que na verdade não tem cor, mas que aparece aos sentidos como ultravioleta tendendo ao violeta bem escuro; é assim que nós o imaginaremos. Inspire esse material etérico através da respiração pulmonar a conduza-o conscientemente ao sangue.

    Ao consegui-lo, efetue a respiração consciente pelos pulmões a pelos poros da mesma maneira que o represamento da energia vital, com a diferença de que ao invés desta última você estará inspirando o éter na cor mencionada p preenchendo todo o seu corpo com ele exemplo Nesse exercício você deverá manter a sensação de conexão com todo o espaço infinito. Devemos nos desligar totalmente do mundo a nos acostumarmos com essa situação inusitada ao longo de todo o exercício. De qualquer maneira, devemos evitar perder a consciência ou adormecer. Se nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício a escolher um outro momento para realizá-lo, em que possamos estar mais alertas. Ao obtermos êxito na inspiração do Akasha através dos poros do corpo todo, então poderemos prosseguir. Como já dissemos antes, o Akasha é o mundo da origem de todas as coisas. Quando é evocada uma coisa primordial nessa esfera, como um desejo, um pensamento ou uma imaginação, com as respectivas concentração dinâmica da vontade, crença firme a convicção determinada, então com certeza ela vai se realizar através dos elementos, independentemente do plano ou da esfera em que deverá ser concretizada. Esse é um dos maiores segredos mágicos, a para o mago é uma chave universal, de cuja abrangência ele só se convencerá ao longo de seu aprendizado. O aluno não deve perder de vista o seu desenvolvimento ético, que o ajudará a só praticar as coisas boas a nobres.

    Nosso próximo exercício consiste em obter o poder absoluto sobre os elementos nos três reinos, através do princípio do Akasha. Provocação Consciente de Estados de Transe Através do akasha Sente-se na posição habitual a inspire um fluxo de Akasha através da respiração pulmonar a dos poros, preenchendo com ele o seu corpo todo. A propósito, devo lembrarlhe que o Akasha não pode ser represado como a energia vital. Já na inspiração você deverá imaginar que desperta o poder sobre os quatro elementos e que já possui a habilidade de dominá-los; eles satisfazem todos os seus desejos a ordens, independentemente do plano em que a realização de seu desejo deva se concretizar.

    A cada inspiração que fizer nessa condição, você deverá sentir o poder sobre os elementos. A crença e a convicção do poder sobre os elementos deve ser inabalável; nelas não deve haver espaço para a mínima dúvida. Quem fizer todos os exercícios de todos os graus com consciência, obterá, depois de algum tempo de treino, o poder total sobre os elementos. Aquele mago que conquistou o equilíbrio mágico em relação aos elementos, a em função disso equilibrou a enobreceu seu caráter, com a melhor das intenções a ideais mais elevados, poderá logo alcançar esse poder.

    Ele sentirá uma fé muito firme, uma total convicção dentro de si, além de uma segurança absoluta que excluirá qualquer dúvida. Mas ao contrário, aquele aluno que não trabalhou com o esforço necessário, excluiu algumas etapas, exercícios, ou mesmo negligenciou-os, verá surgirem dúvidas diversas, e a influência do elemento que o atrapalha mais não permitirá que seja dominado. Agora o aluno pode ver porque damos tanto valor à conscienciosidade e à perseverança nos exercícios. No desenvolvimento espiritual não deve permanecer nenhuma lacuna, senão o aluno fica para trás; as coisas então só poderão ser recuperadas com muita dificuldade, às vezes até sob as condições mais adversas, pois os obstáculos serão bem maiores.

    Domínio dos Elementos através de um Ritual Individual Extraído do Akasha Aquele aluno que tiver certeza de dominar os elementos, conseguirá uma grande facilidade para projetá-los, em todos os planos, tanto para o exterior quanto para o interior; isso lhe parecerá até um brinquedo de criança. Ao chegar a esse ponto, o mago deve passar o domínio dos elementos a um ritual adequado. Já falei sobre isso detalhadamente no capítulo sobre os rituais. Através de um posicionamento dos dedos, de um movimento das mãos, etc., conforme sua preferência, o mago deverá criar um ritual para esse poder. Com a sua evolução mágica ele já terá desenvolvido tanto a sua intuição que poderá facilmente elaborar o ritual correto, correspondente àquele elemento em particular. Deverá evocá-lo com uma palavra qualquer, escolhida por ele, (uma fórmula) conectando-a a um determinado som correspondente ao elemento.

    Nesses casos não podem ser cometidos erros, pois esses rituais são totalmente individuais a pessoais. Por isso, os rituais que o próprio mago cria para esses fins, não devem ser passados a ninguém! Uma outra pessoa poderia ter o mesmo sucesso na dominação dos elementos ao empregar esse ritual, o que ocorreria às custas da energia do mago que os criou. Ao usar esses rituais, uma pessoa que não possui maturidade mágica sofrerá grandes danos, a poderá também trazer a desgraça para as outras pessoas, invocadas no ritual. Por isso devemos ter muito cuidado a escolher aqueles rituais que puderem ser utilizados também numa situação social, com muitas pessoas em volta, como por exemplo, uma posição de dedos que poderá ser feita no bolso da calça. O verdadeiro mago vai considerar essa advertência como totalmente justa. O mago deve sobretudo tentar criar um ritual para um elemento da esfera astral, com o qual ele colocará em ação o efeito desse elemento, a ao mesmo tempo usar outro ritual para dissolver essa força imediatamente no momento em que assim o desejar. Do mesmo modo ele deverá proceder com os outros três elementos; assim ele terá criado, através de seu poder, oito rituais para a esfera astral a ao mesmo tempo oito rituais para a produção material. Quando, depois de muitas repetições a muitos exercícios os rituais tornarem-se automáticos, será suficiente executá-los para que o elemento entre imediatemente em ação, conforme a finalidade que se quer dar a ele. Quando o mago quiser suprimir o seu efeito, será suficiente usar o ritual de supressão. Esse método deverá ser exercitado até que possa ser realizado sem esforço e sem qualquer imaginação.

    Já mencionei aqui que o mago poderá conseguir tudo o que desejar através do efeito dos elementos no mundo astral a material denso. Para que essa condição de maturidade seja alcançada, ele deverá ter paciência, perseverança a exercitar-se muito, aprofundandose cada vez mais. Mesmo depois, quando o aluno atingir etapas superiores, ele deverá continuar trabalhando no domínio dos elementos, até tornar-se um mestre nisso. Se ele tiver ideais elevados a estiver empenhado em praticar o bem ajudando a humanidade, a Providência Divina o abençoará e o proverá com talentos insuspeitados, que o ajudarão a alcançar um grande sucesso. Instrução Mágica do Corpo (VI ) Nessa etapa não será mais necessária uma instrução especial do corpo, pois aplicaremos na prática todas aquelas forças ocultas que o aluno assimilou ao longo dos exercícios, considerando-se que ele acompanhou a compreendeu todos eles a que sua prática já se tomou um hábito. Os exercícios prescritos podem ser mais aprofundados, a fim de se alcançar um êxito mais concreto. Não será possível descrever todas as práticas da magia que o aluno poderia dominar, pois eu precisaria escrever mais um livro inteiro.

    Escolherei só as mais interessantes. Enquanto isso o aluno já amadureceu tanto, que é capaz de realizar sem problemas as práticas da magia mais elementar, principalmente quando seu objetivo é nobre a elevado. Reconhecimento Consciente de Seres de Diversos Tipos a) elementais Ao contrário dos pensamentos, que com suas formas habitam as esferas mental ou espiritual, os elementais são seres com um certo grau de inteligência criados pelo mago conscientemente. Esses elementais realizam determinadas tarefas no plano mental, e por isso podemos considerá-los como servos obedientes do mago. Este poderá criar toda uma equipe desses servidores, conforme aquilo que pretende obter. Através da criação dos elementais da assim chamada magia dos elementais, o mago poderá obter tudo o que deseja, quer se trate de uma esfera própria ou de uma outra, estranha. Em função da diversidade, citarei só alguns exemplos. Através dos elementais o mago poderá influenciar o pensamento de uma outra pessoa, fortalecer ou enfraquecer as energias espirituais a intelectuais dela, proteger a si mesmo a aos outros de influências estranhas, transformar amizades em inimizades a viceversa, produzir um clima favorável no trato com as outras pessoas e dominar com a sua vontade qualquer pessoa com pouca força de vontade a espírito não evoluído. O negociante poderá aumentar sua clientela, a em outras coisas mais os elementais poderão prestar bons serviços. O mago autêntico porém só visará o bem, o altruísmo e o motivo mais nobre, se quiser galgar os degraus mais elevados da maturidade mágica. A prática da geração dos elementais é muito simples a depende da imaginação do mago. Mas devemos obedecer certas regras:

    1. Devemos dar ao elemental uma forma determinada, correspondente ao desejo

    que queremos ver realizado. Essa forma é criada através da imaginação intensiva.

    1. Deve ser dado um nome à forma, o assim chamado invólucro. Tudo o que

    existe, com ou sem forma, deve ter um nome; aquilo que não tem nome não ex is te.

    1. A tarefa deve ser atribuída ao elemental através da vontade a da força de

    imaginação, portanto, devemos lhe comunicar qual o efeito que deverá desencadear. Para isso deve ser utilizado o modo presente a imperativo, como foi ensinado no capítulo sobre o subconsciente.

    1. A capacidade de agir deve ser transmitida ao elemental, sem considerar se

    trata-se de um elemental de efeito temporário ou permanente.

    Essas regras básicas devem ser obedecidas sem exceções, se quisermos obter êxito no trabalho com os elementais. Usando mais um exemplo prático, pretendo tornar a questão mais compreensível. Suponhamos que o mago tenha a intenção de fortalecer, através dos elementais, a memória ou alguma outra capacidade intelectual de alguém. Para isso, ele deverá fazer o seguinte: imaginar um enorme mar de luz universal, de cuja matéria luminosa ele cria uma enorme esfera de luz. Depois essa esfera deverá ser comprimida, portanto represada através da imaginação até atingir uma dimensão de cerca de 30 a 40 centímetros de diâmetro. Através da compressão da luz, essa esfera passa a se assemelhar a um sol radiante. O mago deverá impregnar essa esfera com o desejo e a firme convicção de que ela obtenha a mesma energia a capacidade que a fará despertar, fortalecer a melhorar na respectiva pessoa a desejada capacidade mental, como a memória, a arte da oratória, etc.

    Depois que o mago criou esse sol - esfera - mental, ele deverá lhe dar um nome adequado, como por exemplo Lucis, ou algo assim. Além disso ele deverá determinar por quanto tempo a esfera deverá agir na esfera mental da pessoa em questão, como por exemplo "Você deverá agir na esfera mental até que essa pessoa adquira totalmente a capacidade desejada a esta se tome um hábito permanente". Depois de fixar o tempo, o mago deverá transmitir a ordem para que o.elemental, depois de cumprida a tarefa, se dissolva novamente no mar de luz. Assim, de acordo com a expressão mágica, fica determinado o nascimento e a morte do elemental, como no caso do destino de um ser humano ou de qualquer outro ser vivo. Como o elemental não tem noção do tempo nem do espaço, podemos enviá-lo à esfera mental ou do pensamento da pessoa em questão. O envio ocorre subitamente, como se rompêssemos uma corda entre nós e o elemental; então devemos nos ocupar com outras coisas a não pensar mais nesse elemental recém-criado.

    Podemos acompanhar o envio com um gesto de desligamento, assim como na criação, que também foi acompanhada do respectivo gesto. Tudo isso fica a critério do aluno, que na atual etapa de evolução deverá ter condições, em função de sua intuição já bem desenvolvida, de formular sozinho essas prescrições a outras semelhantes. Quanto mais desligado do mago estiver o elemental, i.e., quanto menos o mago pensar nele durante o dia, tanto mais eficaz ele será na esfera mental daquela pessoa para a qual foi criado.

    Liberto do pensamento do mago, ele poderá trabalhar independentemente na esfera mental consciente. É conveniente de vez em quando carregá-lo novamente, dar-lhe uma força maior de expansão; para isso ele deverá ser chamado da esfera mental da pessoa em questão, usando-se o nome a ele atribuído anteriormente, torná-lo mais dinâmico através de um novo represamento da luz, a depois enviado de volta novamente. Assim que o elemental cumprir a tarefa que lhe foi determinada, ele se dissolverá por si só no mar de luz. Esse exemplo deverá ser suficiente para que o mago tenha uma idéia de como gerar os elementais. A experiência aqui descrita é usada de diversas maneiras pelos iniciados, para inspirar a fortalecer um aluno que está aprendendo. b) larvas A diferença entre um elemental a uma larva consiste no fato do elemental ser gerado conscientemente pelo mago, ao passo que as larvas se criam sozinhas, aleatoriamente, na esfera mental correspondente, através de fortes estímulos psíquicos, de quaisquer tipos.

    Quanto mais forte for o estímulo, tanto maior é a perda de matéria mental da pessoa a tanto mais forte, densa a vital torna-se a larva, principalmente quando aquele estímulo psíquico se repete constantemente. Essa geração aleatória de larvas na esfera mental ocorre com todas as pessoas, magicamente instruídas ou não, jovens a velhas, inteligentes ou não, sem levar em conta o fato delas saberem disso ou não. Quando não se dá mais atenção àquela coisa que provocou o estímulo psíquico, a larva vai se afastando aos poucos, até finalmente se dissolver totalmente e desaparecer. Por isso é que na nossa esfera mental existe uma constante geração a destruição de larvas criadas pelos nossos estímulos psíquicos, o que acarreta uma perda de matéria mental nas pessoas. As causas desses estímulos psíquicos podem ser muitas, mas normalmente são o medo, a preocupação, o horror, o ódio, a inveja, etc. A forma assumida por uma larva depende da origem do estímulo psíquico e é sempre simbólica. Quem conhece um pouco o simbolismo vai conseguir ter uma idéia clara a respeito, por exemplo, um pensamento de amor assumirá a forma de um coração, um pensamento de ódio poderá assumir a forma de um raio ou de uma flecha, etc. Apesar das larvas, essas habitantes indesejadas da mente, não poderem ser vistas por um ser humano normal, elas existem de fato, a um mago bem instruído consegue captar a sua existência na esfera mental. Nas pessoas mais sensíveis ou mais estimuláveis, magicamente instruídas ou não, a matéria mental se desprende mais facilmente, por isso as larvas surgem com mais freqüência a maior intensidade. Essas pessoas se prejudicam a si mesmas, tanto em sua saúde, ou seja, em sua energia nervosa, quanto também no aspecto espiritual, atraindo outras pessoas que se deixam influenciar facilmente, por piedade. Essa é a origem de todas as formas de psicose de massa. Não preciso descrever aqui o quanto essas psicoses podem ser eficazes, pois cada um de nós já deve ter feito suas observações ou ter tido suas experiências próprias sob esse aspecto. Podemos então concluir que a larva se torna tão mais forte quanto mais retornamos à origem do estímulo psíquico a quanto mais lhe damos atenção. Se uma larva chega a se adensar muito, ela adquire um instinto de auto preservação a tenta prolongar a sua vida o máximo possível. Em qualquer oportunidade ela provoca o espírito da pessoa em questão para trazer de volta a sua atenção à origem do estímulo a reavivá-lo. Uma larva tão bem nutrida pode se tornar um tormento para uma pessoa mais sensível ou estimulável, a provocar muitas perturbações mentais, como a mania de perseguição, e outras. Quantas pessoas vivem com medo de serem perseguidas ou eliminadas por magos negros, a com isso acabam sendo vítimas de sua própria fantasia, ou melhor, de sua própria larva, criada por elas mesmas. Normalmente essas pessoas só percebem isso depois de deixarem o seu invólucro carnal. Apenas uma percentagem muito pequena é de fato perseguida pelos magos negros.

    É só lembrarmos das muitas vítimas inocentes do passado, que sucumbiram à inquisição. Para a humanidade em geral é uma vantagem que a crença nas leis espirituais tenha diminuído com a mudança dos tempos, mas com isso, sem examinar as leis superiores a sem fazer uma distinção correta, nós jogamos fora tanto o joio quanto o trigo.

    O mago perceberá porque, já no início da parte prática desta obra, nós conferimos um peso tão grande à importância da introspecção, do controle a do domínio do pensamento. Se durante o aprendizado ele não tivesse conseguido submeter o pensamento à sua vontade, poderia inconscientemente criar larvas que cedo ou tarde se tornariam um tormento.

    1. espectros

    A diferença entre uma larva a um espectro é que uma larva, em função de um estímulo psíquico sempre repetido na esfera mental, assume inconscientemente uma forma condizente com o motivo, enquanto que o espectro possui uma forma determinada, surgida da fantasia da pessoa. Assim como no caso das larvas, os espectros também são fortalecidos, animados a adensados através de evocações repetidas da imagem, qualquer que seja ela. Eles podem se tornar tão fortes que sua influência pode ser exercida não só no plano mental ou astral, mas também no plano material. A seguir descrevo dois exemplos disso: Um exemplo muito marcante é o assim chamado complexo de perseguição, que descreverei, em relação aos espectros, de dois pontos de vista diferentes. Existem pessoas que nascem com um aspecto sombrio ou com feições demoníacas a que por isso têm a aparência exterior de um mago negro, talvez sem ter a mínima noção da existência de uma ciência espiritual ou da magia. Quando uma pessoa sensível a facilmente influenciável, enfim, impressionável, por alguma razão se depara com um tipo desses, no seu trabalho ou em qualquer outra ocasião, ela sente imediatamente uma antipatia muito grande por ele. Pode acontecer também que esse tipo sombrio, sem querer, até crie um estranho azar naquele mesmo dia, para a outra pessoa. Esta sem dúvida pensará que se trata de um mago negro. Por algum motivo ela pensará mal desse tipo de pessoa, a com isso dará o primeiro passo para se auto impressionar. Ela se confrontará com algumas pequenas contrariedades do dia-a-dia a não investigará a verdadeira causa delas, simplesmente vai atribuí-las ao encontro com o tipo sombrio. A atenção é desviada, a pessoa se observa, e a imagem daquele tipo humano torna-se cada vez mais nítida. Ela já se sente perseguida. Os olhos tornam-se cada vez mais brilhantes, o tipo passa a aparecer em sonhos, sua imagem é cada vez mais vívida a às vezes aparece também durante o dia; finalmente a pessoa se sente seguida, passo a passo.

    Através da imaginação a imagem poderá adensar-se tanto que até será vista por outras pessoas, mais sensíveis. A pessoa perseguida passa a acreditar em todas as coisas ruins que possam lhe acontecer, a vê aquela imagem diante de si o tempo todo. Procura ajuda, reza, a faz tudo o que é possível para afastar aquela influência; chega a ter um colapso nervoso, um desequilíbrio mental a finalmente pode até tentar o suicídio, ou então terminar seus dias num hospício. O espectro cumpriu sua missão. Mas como deve ser grande o susto de um espírito desse tipo quando ele perceber, na esfera mental, que realizou um bem sucedido suicídio mágico! Que decepção amarga! Nosso tipo sinistro evidentemente não tem a mínima noção de tudo o que aconteceu, de que ele afinal foi só um meio para um fim. Seu rosto, seu comportamento, foram só as for mas, os modelos usados pela pessoa que criou aquele ser destrutivo, o assim chamado espectro, do qual se tornou uma vítima. Esses a outros exemplos tristes ocorrem com muito mais freqüência do que se imagina; mais rápida e drasticamente com um, a com o outro mais devagar, infiltrando-se mais lenta e subrepticiamente (?). Se no entanto ousarmos dizer a verdade a essa pessoa, ela não vai acreditar de jeito nenhum, pois o espectro vai agir do modo mais sutil possível para não perder a sua vítima.

    Caso a Divina Providência leve esse ser perseguido às mãos de um autêntico mago iniciado - que consegue ver o jogo tenebroso de um espectro, esse iniciado terá a difícil missão de convencer a vítima a mudar a direção de seu pensamento. Às vezes, principalmente quando a vítima está totalmente enfeitiçada por esse espectro, o iniciado precisa interferir de modo extremamente enérgico a drástico a fim de restaurar o equilíbrio.

    Segue-se o segundo exemplo, que segue o mesmo processo, mas com outra causa.

    Trata-se neste caso de um ESPECTRO ERÓTICO. O nascimento dele (se pudermos usar aqui o termo nascimento), é um rosto, um belo corpo de uma pessoa viva ou mesmo um retrato, uma ação, um desenho pornográfico ou algo semelhante, que estimule os sentidos, o impulso sexual de um ser do sexo masculino ou feminino. Quando a pessoa enamorada não tem a possibilidade de satisfazer seus anseios pessoais, a vontade torna-se cada vez mais premente, o espectro se fortalece a toma-se cada vez mais penetrante, pois ele se alimenta dos sentimentos de ansiedade. Quanto mais a pessoa se defende contra essa paixão insatisfeita, tanto mais insistente toma-se o espectro. No início ele surge nos sonhos a provoca na sua vítima as mais deliciosas sensações amorosas. Depois, ele atiça nela o impulso sexual a permite que ela realize o ato sexual com ele. As poluções dali resultantes ajudam o espectro a se densificar, a aumentar cada vez mais a sua influência na vítima, pois o esperma é energia vital concentrada, sugada pelo espectro como se este fosse um vampiro. Não se trata nesse caso do esperma material, mas da energia vital animal contida nele.

    A vítima perde o chão sob os pés, perde sua força de vontade, a gradualmente o espectro conquista sua supremacia. Se essa pessoa não tiver a sorte de ser esclarecida a tempo, para encontrar uma compensação ou uma distração adequadas, o espectro vai assumindo formas de agir cada vez mais perigosas. A pessoa toma-se confusa, pára de comer, seus nervos ficam superexcitados, a outras coisas mais. Com a paixão não satisfeita, o espectro pode tornar-se tão denso que chega a assumir formas corporais, levando sua vítima a praticar vários tipos de perversões sexuais. Milhares de vítimas sucumbiram ao espectro, praticando o suicídio, por causa de amores infelizes a de impulsos não satisfeitos. Isso nos lembra vividamente das autênticas ocorrências de íncubos a súcubos da Idade Média a dos processos de bruxaria ligados a eles. Realmente um divertimento perigoso! Munido desses dois exemplos o mago poderá observar o modo de agir dos espectros, a poderá até criá-los; mas devemos adverti-lo de que corre o risco de ser influenciado a dominado por eles. Ele conhece o processo que ocorre com as pessoas normais, assim como a constatação consciente do ponto de vista mágico, mas ele não deve se deixar convencer a testar essa prática sozinho; deve sempre se lembrar da frase mágica: "O amor é a lei, mas deve ser consciente!"

    1. fantasmas

    Fantasmas são for mas vivas imaginadas, de pessoas já falecidas. Darei uma atenção especial a esse assunto para dissipar as muitas dúvidas que ele desperta, assim todos poderão separar o joio do trigo. Quando uma pessoa se desfaz de seu invólucro carnal, ela passa imediatamente à quarta condição agregada, o que normalmente é designado como além. Sem uma substância de intermediação, não é possível para um ser agir em nossa esfera tridimensional, assim como o peixe não consegue viver sem a água. O mesmo vale para aqueles seres que já foram para o além. Através da imaginação a de lembranças, seja admiração, dedicação, luto, etc. são criadas a vitalizadas formas imaginárias do morto, que passam a ter vida longa quando são constantemente evocadas.

    Essas imagens, constatadas pelos vivos, são chamadas de fantasmas. É esse tipo de fantasma que se manifesta nas diversas sessões dos espíritas, nas evocações espirituais, etc.

    Os espíritos brincalhões a cuspidores também são fantasmas que se nutrem, densificam a mantêm através da atenção dos que aqui ficaram, como no caso dos espectros.

    Isso pode ser facilmente constatado quando alguém é citado em lugares diferentes a ao mesmo tempo, o que ocorre através dos médiuns; esse fenômeno nada mais é do que a manifestação do fantasma do falecido, pois fantasmas podem ser criados às centenas. É lamentável que esses fantasmas sejam identificados pelos médiuns espíritas como pessoas falecidas autênticas. No espiritismo ocorrem muitas fraudes a trapaças. Podemos observar que através de cada médium as manifestações podem ser de muitos seres, por exemplo, num deles manifesta-se um senhor feudal, no outro um artista, no outro ainda um santo, um faraó, a até mesmo um anjo, a assim por diante. Por isso não é de se espantar que justamente esse campo do saber, por causa do seu grande número de fraudes, produza tantos oponentes a céticos. Podemos entender porque um fantasma desse tipo passa a ter um instinto de sobrevivência tão forte a se transforma num vampiro do médium ou de todo o grupo, tornando-se um tormento inclusive para toda a vizinhança. Mas com isso não queremos dizer que um mago autêntico, que domina o quarto estado agregado, portanto o princípio do Akasha, não esteja em condições de estabelecer uma conexão com um falecido ou com uma inteligência desencarnada. Já descrevi essa prática na parte referente à escrita mediúnica.

    Além disso, com a ajuda da imaginação o mago também está em condições de criar uma forma, um invólucro, transpô-la ao quarto estado agregado e pedir ou obrigar o ser verdadeiro a entrar naquela forma e a se manifestar para o exterior. Essa prática pertence ao campo da necromancia ou feitiçaria a não tem nada a ver com o espiritismo em geral que todos conhecem. O autêntico mago só usará essa prática em casos extremos, a não evocará um ser para fora de sua esfera, pois aquilo que esse ser do quarto estado agregado puder fazer no mundo material ou astral ou dizer sobre ele, o próprio mago será capaz de realizar através do seu amadurecimento espiritual.

    GRAU VII

    1 Instrução Mágica do Espírito (VII)

    1.1 Análise do Espírito em Relação à Prática

    No sexto grau o aluno aprendeu a tomar consciência do próprio espírito, tratá-lo no corpo como espírito e também a usar os sentidos conscientemente.

    Neste grau, Bardon amplia esse trabalho. O objetivo agora é acompanhar e utilizar conscientemente as qualidades do espírito (corpo mental), sempre levando em consideração as analogias dos elementos.

    Como já foi explicado anteriormente, o elemento fogo pode ser transformado em luz e a luz pode ser transformada em fogo. Sem a luz não haveria assimilação das cores pela visão, e sem ela sequer poderíamos utilizar os nossos olhos.

    Por isso:

    • A visão corresponde ao elemento Fogo.

    • O Fogo manifesta-se no espírito como Vontade.

    Da mesma forma:

    • O elemento Ar corresponde ao intelecto, com todos os seus aspectos, sendo relacionado à audição.

    • O elemento Água manifesta-se através do tato, ou da vida sensorial.

    • Os três elementos — Fogo, Ar e Água — reunidos formam o princípio da Terra, cuja característica específica é a conscientização.

    Em sua forma mais primitiva, o princípio do Akasha manifesta-se na consciência.

    "Em sua forma mais primitiva, o princípio do Akasha se manifesta na consciência."

    Observação

    Este é um dos capítulos mais importantes de todo o treinamento mental. Bardon estabelece uma correspondência fixa entre elementos, sentidos e funções do espírito. Essa relação será utilizada repetidamente nos graus seguintes, tanto nos exercícios de concentração quanto nos trabalhos práticos de magia.


    1.2 Descobrindo o elemento predominante

    O mago logo perceberá como é importante essa analogia, caso já tenha alcançado o equilíbrio mágico no corpo astral através dos trabalhos anteriores de introspecção.

    A tarefa seguinte consiste em analisar o próprio espírito para descobrir qual elemento predomina nele.

    Bardon fornece alguns critérios para essa identificação:

    Característica predominante

    Elemento correspondente

    Grande força de vontade (não simples teimosia)

    Fogo

    Intelecto, lógica e razão

    Ar

    Sensibilidade e vida emocional

    Água

    Memória fraca, lentidão mental ou consciência facilmente influenciada

    Terra

    Observe que Bardon faz uma distinção importante:

    Ter força de vontade não significa ser teimoso.

    Segundo ele, vontade verdadeira é uma capacidade consciente de dirigir o espírito, e não apenas insistir em uma ideia.

    Observação

    O objetivo desse diagnóstico não é descobrir "qual é o seu elemento", mas identificar quais elementos precisam ser fortalecidos. O estudante não deve desenvolver apenas aquilo em que já é forte, mas buscar o equilíbrio entre todos.


    1.3 Corrigindo os desequilíbrios

    Essa distribuição serve para constatar o efeito dos elementos no espírito e organizar a evolução de forma a obter o equilíbrio dos elementos mais fracos através de exercícios adequados de concentração e meditação profunda.

    O mago não deve permitir que um único elemento predomine. Seja o fogo, o ar, a água ou a terra, todos devem ser harmonizados por meio de um trabalho contínuo.
    Bardon apresenta alguns exemplos práticos.

    Intelecto forte e vontade fraca

    Suponhamos que o mago tenha um intelecto muito desenvolvido, mas uma vontade fraca, incompatível com a maturidade desse intelecto.
    Nesse caso deverá fortalecer a vontade através de exercícios de concentração ligados ao elemento fogo , principalmente aqueles relacionados à imaginação visual , pois o fogo corresponde à visão.

    Vontade forte e intelecto fraco

    Se ocorrer o contrário — uma vontade forte acompanhada de um intelecto pouco desenvolvido — o estudante deverá dar maior atenção aos exercícios ligados ao elemento ar , escolhendo práticas que desenvolvam principalmente a audição .

    Boa vontade e bom intelecto, mas pouca sensibilidade

    Constatando que possui uma vontade forte e um bom intelecto, mas que sua vida sensorial deixa a desejar, o mago deverá tornar seu espírito mais sensível através dos exercícios de imaginação e meditação relacionados às sensações.

    Predomínio do elemento Terra

    Se perceber que seu corpo astral e seu corpo mental tendem ostensivamente ao elemento terra — por exemplo:

    pensamentos surgem lentamente;
    excesso de melancolia;
    dificuldade em despertar a consciência;
    é sinal de que o elemento terra predomina e deverá ser equilibrado por meio de exercícios apropriados.

    1.4 Objetivo do treinamento

    O mago deverá desenvolver seu espírito de forma totalmente harmônica em relação aos elementos.

    Os exercícios devem corresponder simultaneamente aos elementos e aos sentidos , para que:

    a Vontade (Fogo) ;
    o Intelecto (Ar) ;
    a Sensação (Água) ;
    a Conscientização (Terra) ;
    sejam reforçados e desenvolvidos igualmente.
    Esse equilíbrio será a base para todas as práticas dos graus posteriores.

    1.5 Correspondência entre os elementos

    Baseado nessa descrição, Bardon apresenta uma tabela que serve como orientação para todo o restante do treinamento.

    Aspecto

    Fogo

    Ar

    Água

    Terra

    Akasha

    Sentidos

    Visão

    Audição

    Tato

    Paladar e Olfato

    Todos os sentidos reunidos

    Características do Espírito

    Vontade

    Razão

    Sensação

    Conscientização

    Consciência

    Exercícios de concentração e meditação

    Visuais

    Auditivos

    Sensoriais

    Ampliadores da consciência

    Materialização

    Observação

    Essa tabela funciona como um verdadeiro mapa de estudos. Sempre que Bardon mencionar um elemento nos próximos graus, automaticamente ele estará fazendo referência também ao sentido, à função espiritual e ao tipo de exercício correspondente.

    Vale a pena consultá-la frequentemente durante o treinamento.


    1.6 Aplicando a tabela na prática

    O princípio do Akasha surge por si só através da concentração, portanto Bardon afirma que não é necessário entrar em maiores detalhes sobre ele neste momento.

    É suficiente apresentar alguns exercícios de concentração e meditação, pois o próprio aluno poderá escolhê-los de acordo com o elemento predominante em seu espírito.

    Por exemplo, se a vontade for fraca, ele poderá escolher exercícios ligados à imaginação de objetos, quadros e formas visuais, exatamente como foi ensinado no segundo grau deste curso.

    Como utilizar essa tabela

    1. Faça uma autoanálise para descobrir qual elemento predomina em seu espírito.

    2. Identifique qual elemento necessita de fortalecimento.

    3. Escolha exercícios de concentração correspondentes ao sentido relacionado àquele elemento.

    4. Pratique regularmente até perceber uma compensação natural entre os elementos.

    5. Reavalie periodicamente seu progresso por meio da introspecção.

    Comentário final

    Bardon deixa claro que essa tabela não é apenas uma classificação teórica. Ela deve servir como um compasso para orientar toda a evolução do estudante. À medida que os elementos se harmonizam, o próprio princípio do Akasha começa a revelar-se naturalmente, sem necessidade de exercícios específicos para esse fim. É justamente essa harmonização que permitirá ao mago avançar com segurança para os trabalhos mais elevados dos próximos graus.

    2 Instrução Mágica da Alma (VII)

    2.1 O desenvolvimento dos sentidos astrais

    Neste grau abordaremos um assunto muito especial: o desenvolvimento dos sentidos astrais em relação aos elementos.

    Os exercícios praticados até agora já instruíram, desenvolveram e vitalizaram os sentidos astrais do mago. Entretanto, como cada pessoa possui aptidões diferentes, pode acontecer de um sentido estar mais desenvolvido que outro. Nesses casos, torna-se necessário um aperfeiçoamento específico.

    Por esse motivo, Bardon apresenta uma série de exercícios que permitirão ao estudante desenvolver, de maneira mais rápida e eficiente, os sentidos do corpo astral que ainda apresentem deficiência.

    O objetivo não é criar novos sentidos, mas aperfeiçoar aqueles que já foram despertados ao longo dos graus anteriores.

    Observação

    Até este ponto do treinamento, Bardon trabalhou principalmente a disciplina da mente, o equilíbrio dos elementos e a vitalização dos corpos sutis. Agora ele começa a ensinar como utilizar esse desenvolvimento para despertar capacidades perceptivas mais refinadas.


    2.2 O ponto de partida

    Na Instrução Mágica do Espírito, do sexto grau, o aluno aprendeu a tomar consciência do próprio espírito e a agir conscientemente através dos corpos astral e físico.

    A partir desse fundamento, Bardon inicia o estudo de uma das capacidades mais conhecidas do ocultismo:

    A clarividência.

    Segundo o autor, esse é um dos assuntos mais discutidos na literatura esotérica, porém também um dos mais mal compreendidos.

    Comentário

    Bardon faz questão de iniciar esse capítulo lembrando que a clarividência não é um fenômeno isolado. Ela depende de todo o trabalho realizado nos graus anteriores. Sem essa preparação, qualquer tentativa de desenvolvê-la torna-se desequilibrada.


    2.3 Clarividência

    Bardon define a clarividência como aquilo que popularmente é chamado de "segundo rosto".

    Ela compreende a capacidade de perceber além das limitações comuns do tempo e do espaço, podendo manifestar-se como:

    Entretanto, ele afirma que existem diversos tipos de clarividência, e nem todos são desejáveis para o estudante de magia.


    2.3.1 Clarividência nata

    2.3.2 Clarividência patológica

    2.3.3 Clarividência mediúnica

    2.3.4 Clarividência induzida por drogas

    2.3.5 O perigo da curiosidade

    2.3.6 Clarividência produzida por meios auxiliares

    2.3.7 A clarividência segundo a tradição hermética

    2.3.8 A Clarividência Mágica

    2.3.9 Preparação do exercício

    Assuma sua posição habitual (asana) e imagine-se absorvendo para dentro do corpo a luz universal, semelhante à luz solar em brilho e intensidade.

    Essa absorção pode ser realizada:

    • através da respiração pulmonar;

    • através da respiração pelos poros;

    • apenas pela imaginação, caso isso lhe seja mais natural.

    Visualize seu corpo como um espaço completamente vazio sendo preenchido por uma luz branca, brilhante e universal.

    Em seguida, concentre nessa luz a característica específica da clarividência.

    Você deverá imaginar que essa luz:

    • penetra tudo;

    • vê tudo;

    • atravessa tudo;

    • não encontra obstáculos no espaço;

    • não encontra obstáculos no tempo.

    A convicção deve ser absoluta.

    "Você deverá estar tão convicto da característica da luz que não terá nenhuma sombra de dúvida."

    Bardon acrescenta que, para pessoas religiosas, pode ser mais fácil imaginar essa luz universal como uma manifestação da própria Divindade, possuindo todas essas características.

    2.3.10 Represamento da luz nas íris

    Depois de preencher todo o corpo com essa luz e sentir sua tensão e força penetrante, inicie o represamento.

    Conduza imaginativamente essa luz dos pés e das mãos em direção à cabeça, comprimindo-a gradualmente até concentrá-la nas íris dos dois olhos.

    Caso ache mais conveniente, você poderá trabalhar um olho de cada vez.

    Observação

    Bardon comenta que alguns magos desenvolvem apenas um dos olhos para a clarividência, deixando o outro livre. Entretanto, ele próprio recomenda desenvolver ambos igualmente, tornando os dois olhos clarividentes.

    2.3.11 Passo a passo do exercício

    Assuma a asana.
    Absorva a luz universal.
    Preencha completamente o corpo com essa luz.
    Concentre na luz as características da clarividência.
    Comprima a luz em direção às íris.
    Permaneça aproximadamente dez minutos mantendo essa concentração.

    Durante esse período, imagine que seus olhos passaram a possuir todas as propriedades da luz universal.

    2.3.12 Dissolução da luz

    Ao terminar o exercício, a luz deve ser dissolvida.

    Bardon apresenta duas formas igualmente eficazes:

    • deixar a luz fluir diretamente dos olhos para o mar universal de luz;

    • fazê-la retornar ao corpo e, depois, dissolvê-la novamente na luminosidade do Universo.

    Os dois métodos produzem o mesmo resultado.

    Observação

    Esta etapa não deve ser omitida.

    Segundo Bardon, se o praticante não dissolver a luz concentrada, seus olhos poderão permanecer excessivamente sensíveis, dificultando distinguir aquilo que pertence ao plano físico daquilo que é percebido pelo olho astral.

    O objetivo é que a clarividência permaneça completamente sob o domínio da vontade, podendo ser ativada ou interrompida quando o mago desejar.

    2.3.13 Resultado esperado

    Através da repetição constante desse exercício, o mago desenvolverá uma habilidade cada vez maior de colocar em funcionamento o seu "olho de luz".

    Com a prática, essa ativação poderá ocorrer em poucos minutos.

    Segundo Bardon, esse olho clarividente será capaz de perceber aquilo que o mago desejar observar, mantendo os olhos físicos abertos ou fechados.

    Entre os meios auxiliares citados por Bardon estão:

    • bola de cristal;

    • esfera de vidro;

    • armário polido;

    • espelho mágico.

    Esses objetos servem apenas como apoio à concentração. A verdadeira clarividência continua sendo uma faculdade desenvolvida pelo próprio praticante.

    "A qualidade do que ele vê depende da pureza de seu ser."

    Observação

    Bardon encerra este exercício lembrando que a eficiência da clarividência não depende apenas da técnica empregada, mas principalmente da maturidade moral e espiritual do mago. Quanto mais puro e equilibrado for o praticante, mais claras, fiéis e seguras tendem a ser suas percepções.

    2.3.14 Preparação do condensador fluídico para a clarividência

    Bardon apresenta um método complementar para acelerar o desenvolvimento da clarividência. Segundo ele, trata-se de um excelente meio auxiliar que produz resultados mais rápidos e que também beneficia o olho físico, podendo fortalecer a visão e auxiliar pessoas que sofrem de fraqueza visual ou outras moléstias dos olhos.

    Além do aspecto mágico, esse preparado possui também uma finalidade terapêutica.


    2.3.15 Ingredientes necessários

    Para preparar a solução oftálmica, Bardon utiliza os seguintes materiais:

    Ingrediente

    Finalidade

    Água destilada (1 frasco)

    Base da solução

    Flores de camomila (secas ou frescas)

    Ação fortalecedora e calmante para os olhos

    Eufrásia (Herba Euphrasia)

    Planta tradicionalmente utilizada para a saúde ocular

    7a 9 galhos de aveleira ou salgueiro

    Condutores do elemento fogo durante a preparação

    Papel de filtro

    Filtragem da solução

    Pequeno funil

    Auxílio na filtragem

    Observação

    Bardon determina que os galhos tenham aproximadamente o mesmo comprimento, sejam amarrados formando um feixe e completamente secos antes de serem utilizados.


    2.3.16 Preparação da solução

    A preparação deve seguir exatamente esta sequência:

    1. Coloque aproximadamente 1/4 de litro de água destilada em um recipiente limpo.

    2. Leve ao fogo.

    3. Assim que levantar fervura, adicione:

      • duas colheres de chá de flores de camomila;

      • uma colher de chá de eufrásia.

    4. Deixe ferver apenas por alguns segundos.

    5. Retire do fogo e mantenha o recipiente tampado por aproximadamente dez minutos.

    6. Coe ou transfira a infusão para outro recipiente limpo.


    2.3.17 Incorporação do elemento fogo

    Depois que a infusão estiver preparada e começar a esfriar, inicia-se a parte propriamente mágica do processo.

    Acenda as extremidades do feixe de galhos de aveleira ou salgueiro e deixe que queimem lentamente.

    Em seguida, mergulhe cuidadosamente essas extremidades em brasa dentro da infusão.

    Segundo Bardon, nesse momento transfere-se para o líquido o elemento denso-material do fogo, transformando-o no que posteriormente ele chamará de um condensador fluídico líquido.

    Observação

    Bardon apenas menciona aqui o conceito de condensador fluídico. A explicação detalhada desse assunto será apresentada em um capítulo posterior da obra.


    2.3.18 Filtragem do condensador

    Após incorporar o elemento fogo, a solução deve ser filtrada utilizando o funil revestido com papel filtrante.

    Essa filtragem elimina:

    • partículas de carvão;

    • pequenas cinzas;

    • resíduos desprendidos das varetas queimadas.

    Depois disso, a solução estará pronta para receber a impregnação mágica.


    2.3.19 Impregnação mágica da solução

    Coloque a solução preparada em um recipiente limpo diante de você.

    Em seguida:

    1. Inspire o elemento fogo através da respiração pulmonar, dos poros ou por ambas simultaneamente.

    2. Preencha completamente seu corpo com esse elemento.

    3. Concentre não apenas o calor, mas principalmente o desejo mágico.

    Nesse exercício, Bardon orienta que o praticante impregne o elemento fogo com um objetivo específico:

    • fortalecer os olhos físicos;

    • desenvolver o olho astral;

    • favorecer a clarividência.

    Depois disso, projete o elemento fogo para o líquido.

    Essa projeção pode ser realizada:

    • através do plexo solar;

    • pelas mãos;

    • pelo sopro (bafo).

    Caso julgue necessário, a operação poderá ser repetida.

    Bardon recomenda realizá-la entre 7 e 9 vezes, nunca ultrapassando esse número.


    2.3.20 Utilização do condensador fluídico

    Depois de preparado, o condensador deve ser armazenado em um frasco limpo, bem fechado e conservado em local fresco.

    Segundo Bardon, ele pode ser empregado de diferentes maneiras.

    Para fortalecimento físico da visão:

    • pingando pequenas gotas diretamente nos olhos, principalmente em casos de fraqueza visual.

    Para desenvolvimento mágico:

    • utilizando compressas de algodão envolvidas em gaze;

    • ou pequenos pedaços de linho puro embebidos na solução.

    Essas compressas são colocadas sobre os olhos durante os exercícios de vitalização pela luz.

    Observação

    Bardon ressalta que a camomila e a eufrásia também possuem propriedades naturais fortalecedoras da visão e ação anti-inflamatória, razão pela qual escolheu justamente essas ervas.


    2.3.21 Evolução da prática

    À medida que o olho astral se desenvolve, o uso do condensador torna-se cada vez menos necessário.

    Segundo Bardon, chega um momento em que basta realizar o represamento da luz diretamente nas íris para produzir o mesmo efeito.

    Posteriormente, será suficiente concentrar a atenção:

    • no olho astral;

    • e no desejo de enxergar através dele.

    O condensador passa então a exercer apenas uma função auxiliar.


    2.3.22 Recomendações de uso

    Bardon faz algumas recomendações práticas importantes.

    As compressas podem ser utilizadas antes de dormir, permitindo que continuem agindo durante a noite.

    Entretanto, seu uso contínuo pode produzir uma sensibilidade excessiva nas pálpebras e nos olhos, devido à constante infiltração do elemento fogo.

    Por esse motivo, ele recomenda utilizá-las preferencialmente durante os próprios exercícios.

    Também orienta que:

    • as compressas sejam fixadas com um pano para não se deslocarem;

    • toda a operação seja realizada sem a presença de outras pessoas;

    • tanto a solução quanto as compressas sejam preservadas e não caiam em mãos de terceiros, nem mesmo de familiares.


    2.3.23 Resultado esperado

    Segundo Bardon, se todas as etapas forem executadas conscienciosamente, esse método poderá desenvolver o olho clarividente de maneira totalmente inofensiva.

    Os resultados podem surgir:

    • em poucos meses;

    • ou, numa previsão bastante otimista, até mesmo em poucas semanas.

    A partir desse desenvolvimento, o estudante estará mais preparado para acompanhar os exercícios e operações mágicas dos graus seguintes.

    "O tempo e o espaço não serão obstáculos para ele, e para a sua visão clarividente não haverá nada que possa permanecer oculto."

    Observação

    Bardon encerra esse capítulo lembrando que o desenvolvimento da clarividência não deve servir ao orgulho nem à exibição. Ele adverte expressamente que essas capacidades jamais devem ser utilizadas para prejudicar outras pessoas, mas exclusivamente para fins elevados e para o benefício da humanidade.

    2.4 Clariaudiência

    A capacidade da clariaudiência astral é desenvolvida de forma muito semelhante à clarividência. Segundo Bardon, ela consiste em ouvir vozes mesmo a grandes distâncias e compreender diferentes idiomas, independentemente da língua utilizada.

    No início, essa faculdade costuma manifestar-se como um pensamento verbalizado que surge espontaneamente no interior da pessoa, geralmente vindo da região do coração ou do plexo solar.

    Com o treinamento contínuo e a assimilação do hábito, a clariaudiência desenvolve-se gradualmente até que o praticante passa a perceber as comunicações de maneira tão clara quanto uma conversa comum.

    "Essa capacidade também é própria de todos os magos e sem ela não faríamos progressos na magia."

    Bardon ressalta que a clariaudiência deve receber a mesma importância atribuída à clarividência. Todas as observações feitas anteriormente sobre o uso correto da visão astral e sobre os riscos decorrentes de manifestações patológicas também se aplicam à clariaudiência e, posteriormente, à sensitividade.


    2.4.1 Materiais necessários

    2.4.2 Preparação com o elemento ar

    Assim como no desenvolvimento do olho astral, carregue todo o corpo com o elemento ar através:

    • da respiração pulmonar;

    • da respiração pelos poros;

    • ou de ambas simultaneamente.

    Visualize o corpo como um grande balão completamente preenchido pelo elemento ar.

    Em seguida, transfira imaginativamente ao elemento ar o desejo de desenvolver a clariaudiência tanto no corpo material quanto no corpo astral.

    A força do exercício depende da convicção absoluta de que essa capacidade está sendo despertada.


    2.4.3 Impregnação dos chumaços de algodão

    Quando sentir que o elemento ar foi suficientemente impregnado com seu desejo e sua imaginação, projete-o para os dois chumaços de algodão.

    Essa projeção pode ser realizada:

    • pelo plexo solar;

    • pelas mãos;

    • pelo bafo.

    O elemento deverá ser comprimido até ocupar exatamente o tamanho dos chumaços.

    A impregnação pode ser feita:

    • nos dois chumaços simultaneamente;

    • ou em cada um separadamente.

    Condensador fluídico recomendado

    Bardon recomenda utilizar uma infusão concentrada de camomila preparada da seguinte forma:

    Ingrediente

    Quantidade

    Água destilada

    1/8 de litro

    Flores de camomila

    2 colheres de sopa

    Após a cocção, a solução deve ser filtrada e conservada na geladeira para evitar mofo.

    Observação

    Bardon observa que um condensador embolorado não perde sua eficácia mágica, porém torna-se inadequado do ponto de vista higiênico.


    2.4.4 Ativação da clariaudiência

    Depois de impregnar os chumaços, coloque-os nos ouvidos, vedando completamente o conduto auditivo.

    Em seguida:

    1. Transfira imaginativamente o princípio do Akasha para toda a cabeça.

    2. Concentre sua consciência na região dos ouvidos.

    3. Imagine possuir a capacidade absoluta da clariaudiência.

    4. Visualize o princípio do Akasha produzindo imediatamente esse dom.

    Toda a prática deve ser acompanhada por meditação e concentração profundas.


    2.4.5 Encerramento do exercício

    Após concluir a prática:

    • dissolva novamente o princípio do Akasha no Akasha universal;

    • retire cuidadosamente os chumaços dos ouvidos;

    • guarde-os em local seguro.

    Bardon recomenda que eles não sejam manuseados por outras pessoas. Caso isso aconteça, o ideal é preparar novos chumaços.

    Também observa que, sempre que possível, novos chumaços podem ser confeccionados para cada sessão, sendo novamente impregnados antes do exercício.


    2.4.6 Utilização prática

    Depois de algum tempo de treinamento, o praticante poderá utilizar a clariaudiência sempre que desejar.

    Nesses casos, já não será necessário repetir toda a preparação anterior.

    Bastará transferir o princípio do Akasha, aproximadamente do tamanho do tímpano, para o interior dos dois condutos auditivos.

    Quando não desejar mais utilizar essa faculdade, deverá dissolver novamente o Akasha em sua forma universal.


    2.4.7 A analogia hermética da audição

    Bardon conclui explicando que, através da introdução do princípio do Akasha no conduto auditivo, desenvolvem-se a audição mental e a audição astral.

    Ao mesmo tempo, o elemento ar concentrado favorece a manifestação da clariaudiência física.

    Como analogia, ele compara esse processo ao funcionamento de um rádio:

    "Quem refletir bastante sobre isso encontrará logo a correlação e poderá comparar o processo ao do rádio, onde o éter — o princípio akáshico da matéria — e o ar representam o papel de transmissores de ondas sonoras."

    Observação

    Assim como na clarividência, Bardon demonstra que a faculdade não depende apenas do elemento correspondente (ar), mas também da atuação do princípio do Akasha. É a ação conjunta desses dois princípios que, segundo a tradição hermética apresentada pelo autor, permite o desenvolvimento consciente da clariaudiência.

    2.5 Sensitividade

    O Desenvolvimento da Sensitividade Astral

    Antes de iniciar o desenvolvimento da sensitividade astral, Bardon orienta o aluno a retornar ao seu diário mágico e revisar o trabalho realizado durante a introspecção dos defeitos e qualidades. Segundo ele, esse estudo não foi apenas um exercício de autoconhecimento, mas também um meio de descobrir qual elemento predomina no corpo astral e, consequentemente, onde se encontra o principal centro de percepção sensitiva.

    Cada elemento corresponde a um centro diferente:

    Elemento predominante

    Centro de percepção astral

    Fogo

    Cabeça (principalmente a testa)

    Ar

    Coração

    Água

    Plexo solar

    Terra

    Mãos ou coxas

    Observação

    Esse centro de percepção será utilizado durante todo o desenvolvimento da sensitividade. Por isso, Bardon considera indispensável conhecer previamente qual elemento predomina na própria constituição astral.


    2.5.1 Finalidade da sensitividade astral

    2.5.2 Preparação do exercício

    Depois de carregar completamente o corpo com o elemento água através da respiração pulmonar e dos poros, impregne esse elemento com o desejo intenso de desenvolver a sensitividade astral.

    Você deve ter absoluta convicção de que o elemento água despertará essa capacidade em seu corpo astral.

    Em seguida, retire imaginativamente o elemento água do corpo através de um dos seguintes centros:

    • plexo solar;

    • testa;

    • mãos;

    • bafo.

    Represente-o no condensador fluídico embebido no retalho de tecido ou no chumaço de algodão.

    Esse carregamento poderá ser repetido, mas Bardon recomenda não ultrapassar 7 ou 9 projeções.


    2.5.3 Posição correta para o exercício

    Diferentemente dos exercícios anteriores, aqui Bardon recomenda que o praticante permaneça deitado.

    A posição deve obedecer aos seguintes critérios:

    • deitar-se confortavelmente em um sofá ou no chão;

    • permanecer completamente na posição horizontal;

    • manter apenas a cabeça ligeiramente elevada.

    Antes de iniciar a prática, coloque o condensador fluídico sobre o centro de percepção correspondente ao seu elemento predominante.

    Nos primeiros treinamentos, o exercício deve ser realizado sempre com os olhos fechados.


    2.5.4 Meditação sobre o oceano universal

    Agora imagine que todo o seu corpo flutua sobre o elemento água universal.

    Visualize-se como se estivesse exatamente no centro da superfície de um oceano infinito.

    Durante toda a meditação deve existir apenas uma percepção:

    Água... somente água.

    Bardon alerta que esse exercício costuma produzir intensa sonolência.

    Caso o praticante adormeça, deverá despertar imediatamente e continuar a prática, evitando transformar esse estado em hábito.


    2.5.5 Vitalização do campo de percepção

    Mantendo a imagem do oceano universal, transponha sua consciência para o campo de percepção correspondente ao elemento predominante em você.

    Imagine que a força magnética da água vitaliza completamente esse centro, despertando gradualmente a sensitividade astral.

    Essa imaginação deve ser tão intensa que a força de atração da água se torne uma realidade incontestável em sua consciência.

    Quanto maior a convicção durante a prática, mais profundamente o campo de percepção será desenvolvido.


    2.5.6 Encerramento do exercício

    Quando sentir que o campo de percepção foi suficientemente vitalizado:

    1. deixe desaparecer gradualmente a imagem do oceano universal;
    2. dissolva o elemento água presente em seu corpo no elemento água universal;
    3. retire o condensador fluídico;

    4. devolva o elemento água concentrado ao elemento universal.

    Com isso, o exercício estará concluído.


    2.5.7 Utilização prática

    Depois que o campo de percepção estiver suficientemente desenvolvido, não será mais necessário repetir toda a preparação sempre que desejar utilizar essa faculdade.

    Bastará transpor a consciência para esse centro de percepção e a sensitividade será imediatamente ativada.


    2.5.8 Recomendações finais

    Bardon recomenda que o estudante pratique diariamente o desenvolvimento dos três sentidos astrais principais:

    • clarividência;

    • clariaudiência;

    • sensitividade.

    Mesmo dispondo de pouco tempo, é preferível exercitá-los continuamente do que interromper o treinamento.

    Ele considera desnecessário explicar detalhadamente o desenvolvimento dos demais sentidos astrais, pois acredita que, dominando esses três métodos, o próprio aluno será capaz de adaptá-los às demais faculdades.

    Bardon conclui afirmando que as capacidades adquiridas através desses exercícios são extremamente amplas e que a satisfação obtida com seu desenvolvimento pode ser comparada à de um cego que, após muitos anos, recupera completamente a visão.

    "A alegria que se sente com o sucesso conquistado iguala-se ao de um cego que durante anos não conseguia ver nada, e de repente começa a enxergar tudo."

    3 Instrução Mágica do Corpo (VII)

    3.1 Criação de Elementares

    Neste grau, Bardon apresenta uma das aplicações mais importantes do domínio dos elementos: a criação consciente de elementares.

    Segundo ele, somente depois de dominar completamente a projeção dos elementos — tanto através do próprio corpo quanto diretamente do Universo — o mago estará preparado para criar seres artificiais que poderão servi-lo nos planos mental, astral e material.

    Esses seres tornam-se instrumentos da vontade do mago, podendo executar tarefas específicas conforme a finalidade para a qual foram criados.


    3.2 Diferença entre Elemental e Elementar

    Bardon faz uma distinção importante entre dois conceitos que frequentemente são confundidos.

    Elemental

    Elementar

    Criado através da imaginação e da força de vontade.

    Criado a partir de um ou mais elementos.

    Surge como uma forma-pensamento consciente.

    É um ser muito mais estável e penetrante.

    Atua principalmente no plano mental ou do pensamento.

    Pode atuar nos planos mental, astral e material.

    Possui atuação mais limitada.

    Possui maior estabilidade e capacidade de execução.


    3.3 Finalidade dos Elementares

    Segundo Bardon, o conhecimento da criação de elementares oferece ao mago uma verdadeira chave para operar nos diversos planos da existência.

    Quando corretamente produzidos, eles podem executar tarefas:

    • no plano mental;

    • no plano astral;

    • no plano material denso.

    Sua atuação dependerá exclusivamente da finalidade estabelecida durante sua criação.

    "Com o conhecimento do método de criação de elementares o mago passa a ter uma chave poderosa em suas mãos, com a qual ele poderá alcançar tudo o que quiser no plano mental, astral e material-denso."


    3.4 Responsabilidade do Mago

    Bardon enfatiza repetidamente que toda responsabilidade permanece com o criador.

    O elementar não possui responsabilidade moral sobre suas ações.

    Ele apenas executa fielmente a vontade daquele que o criou.

    Bardon destaca:

    • o elementar é um instrumento;

    • ele obedece integralmente ao criador;

    • não distingue bem de mal;

    • executa aquilo para o qual foi programado.


    3.5 A importância da evolução ética

    Bardon afirma que a evolução ética adquirida durante os graus anteriores deve impedir naturalmente que o mago utilize esse conhecimento para fins inferiores.

    Ele adverte que:

    • quem cria elementares para fins maléficos acaba sofrendo as consequências;

    • o mundo invisível reage contra o abuso dessas forças;

    • quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade.


    3.6 Um elementar deve possuir apenas uma missão

    Um dos princípios mais importantes apresentados neste capítulo é que cada elementar deve possuir uma única função claramente definida.

    Nunca se deve criar um elementar para executar várias tarefas diferentes.

    Segundo Bardon:

    • uma tarefa única produz eficiência;

    • várias tarefas reduzem sua confiabilidade;

    • o elementar deixa de executar perfeitamente qualquer uma delas.

    Ele utiliza uma comparação simples:

    "Assim como não podemos exigir que o marceneiro produza pãezinhos, não podemos exigir do elementar, criado para um fim bem determinado, que ele cumpra uma tarefa para a qual não foi gerado."

    Regra prática

    Ao criar um elementar, determine:

    1. uma única missão;
    2. um único objetivo;

    3. uma única finalidade.


    3.7 Harmonia com os elementos

    Outro princípio indispensável é respeitar a analogia dos elementos.

    Bardon afirma que seria contrário às leis mágicas criar um elementar incompatível com o elemento correspondente à sua função.


    3.8 Forma do elementar

    A forma do elementar fica inteiramente a critério do mago.

    Segundo Bardon:

    • a imaginação não possui limites;

    • a forma poderá ser aquela que melhor representar sua função;

    • a intuição deverá orientar essa escolha.

    Entretanto, ele faz uma advertência extremamente importante.

    Nunca utilizar:

    • pessoas vivas;

    • pessoas falecidas;

    • indivíduos conhecidos;

    • pessoas com quem já tenha existido contato.


    3.9 Perigos de utilizar formas humanas conhecidas

    Bardon explica que assumir a forma de alguém conhecido pode provocar consequências graves.

    Entre elas:

    • invasão do corpo mental da pessoa;

    • invasão do corpo astral;

    • danos espirituais ao indivíduo utilizado como modelo;

    • criação de ligações indesejadas entre o mago e essa pessoa.

    Além disso, existe outro perigo ainda maior.

    Segundo Bardon, um elementar suficientemente desenvolvido poderá adquirir certa inteligência funcional e voltar-se contra seu criador.

    Entre os riscos citados estão:

    • vampirização energética;

    • indução ao sono;

    • perturbações diversas;

    • prejuízos inesperados ao próprio mago.

    "Essa advertência deve ser levada a sério pelo mago."


    3.10 Nome do elementar

    O nome escolhido não possui poder intrínseco.

    O importante é que ele seja exclusivo.

    Bardon recomenda utilizar nomes incomuns, pois:

    • basta pronunciar o nome para chamar o elementar;

    • nomes exclusivos evitam confusões durante o trabalho mágico.

    Quando houver vários elementares, recomenda-se manter um registro organizado contendo seus respectivos nomes.


    3.11 Sigilo

    Bardon encerra essa introdução fazendo uma advertência sobre o sigilo.

    O mago não deve revelar a existência nem os nomes de seus elementares.

    Segundo ele, outro mago poderia:

    • utilizar esses seres;

    • manipulá-los;

    • assumir controle sobre eles.

    3.12 Intensidade, duração e controle dos elementares

    Bardon explica que a força e o efeito de um elementar dependem diretamente do seu carregamento. Quanto mais intensa for a vontade do mago, maior será a projeção dos elementos para o exterior e, consequentemente, mais eficaz, penetrante e estável será o elementar criado.

    Um elementar pode ser adensado com tanta intensidade que se torne perceptível até mesmo para pessoas sem qualquer instrução mágica. Além disso, o mago poderá determinar se ele deverá atuar de forma visível ou invisível, conforme a necessidade da operação.

    O tempo de vida do elementar também deve ser estabelecido logo no momento de sua criação. Sua existência deve estar vinculada exclusivamente à função para a qual foi criado e, uma vez cumprida essa tarefa, ele deverá ser dissolvido novamente em seu elemento original através da imaginação do mago.

    3.12.1 A importância da dissolução

    Bardon faz uma advertência muito séria sobre esse ponto. O processo de dissolução jamais deve ser negligenciado.

    Segundo ele, devido ao instinto natural de autopreservação, assim que termina sua missão o elementar tende a buscar independência, fugindo do campo de domínio do mago. Caso isso aconteça, poderá transformar-se facilmente em um vampiro energético.

    Se isso ocorrer, o próprio mago terá de suportar todas as consequências kármicas produzidas por esse elementar.

    Por isso Bardon insiste que o trabalho com elementares exige extremo cuidado, responsabilidade e disciplina.

    Observação

    A criação do elementar não termina quando ele começa a trabalhar. Seu encerramento faz parte do próprio processo mágico. Criar e dissolver são etapas igualmente importantes.

    3.12.2 Métodos de dissolução

    Muitos magos já determinam, durante o próprio ato da criação, de que maneira o elementar será dissolvido quando cumprir sua missão.

    Bardon cita alguns exemplos:

    • Queimar ou destruir o nome do elementar.

    • Utilizar um ritual previamente preparado.

    • Empregar um sinal específico.

    • Fazer um gesto determinado.

    • Utilizar uma fórmula mágica individual.

    Todos esses métodos são considerados válidos. A escolha depende exclusivamente do próprio mago.

    O importante é que o método seja previamente estabelecido e executado com firmeza.

    3.12.3 Domínio do mago sobre o elementar

    Enquanto o elementar existir, o mago deve manter domínio absoluto sobre ele.

    Bardon afirma que o criador poderá obrigá-lo a obedecer sempre que necessário, inclusive ameaçando-o com sua dissolução.

    O mago deve ter plena convicção de que possui autoridade total sobre seus elementares e jamais permitir que essa relação se inverta.

    Observação

    Na visão de Bardon, a autoridade do mago nasce de sua própria vontade. Se houver dúvida ou insegurança, o domínio sobre o elementar também será enfraquecido.

    3.12.4 O apego do elementar

    Bardon observa que quanto mais fielmente um elementar servir ao seu criador, maior tende a ser seu apego ao mestre.

    Por isso, quando chega o momento de sua dissolução, ele tende a resistir e a desaparecer "muito a contragosto".

    Entretanto, Bardon adverte que o mago jamais deve desenvolver apego por seus próprios elementares. Caso contrário, poderá tornar-se dependente da própria criação.

    Por esse motivo, recomenda-se que os elementares tenham uma vida relativamente curta.

    Isso não significa criar um novo elementar todas as semanas para a mesma tarefa, mas Bardon considera desaconselhável utilizar o mesmo elementar durante muitos anos para uma única finalidade.

    3.13 Criação para uso próprio e para terceiros

    Bardon estabelece uma diferença importante quanto à origem dos elementos utilizados na criação.

    Os elementares destinados ao próprio serviço do mago poderão ser criados através da projeção dos elementos provenientes do próprio corpo.

    Já os elementares destinados a atuar sobre outras pessoas deverão ser criados utilizando elementos extraídos diretamente do Universo.

    Segundo Bardon, isso ocorre porque existe uma ligação invisível entre o mago e cada elementar criado através da projeção corporal. Caso esse método fosse utilizado para agir sobre terceiros, essa ligação poderia sofrer interferências indesejadas.

    O autor comenta que, à medida que o estudante evoluir, compreenderá naturalmente por que essa diferença é necessária.

    Observação

    Esse detalhe mostra que Bardon distingue claramente operações voltadas ao próprio praticante das operações dirigidas a outras pessoas, preservando a independência energética entre ambas.

    3.14 Local de permanência e chamada do elementar

    Depois de criado, o elementar deve possuir um local de permanência enquanto não estiver executando sua tarefa.

    Bardon explica que, no Oriente, esses seres — chamados Yidams — são guardados em Kylichores.

    Um Kylichor consiste em um diagrama construído em pedra, destinado exclusivamente a determinado Yidam, ao qual nenhuma pessoa estranha deve ter acesso.

    O mago hermético, entretanto, não necessita de um local especial para isso.

    Segundo Bardon, o elementar pode ser armazenado em qualquer ponto de uma parede ou em outro objeto sólido, pois não está condicionado ao tempo nem necessita de um espaço específico para existir.

    Uma parede, inclusive, costuma ser um local mais adequado do que ambientes frequentados por pessoas.

    Bardon alerta que, se uma pessoa permanecer exatamente no local onde o elementar estiver armazenado, poderá experimentar:

    • sensação de inquietação;

    • desconforto;

    • manifestações desagradáveis de difícil explicação.

    3.14.1 Forma de chamada

    Ainda durante o ato da criação, o mago deverá determinar de que maneira chamará seu elementar.

    Essa chamada poderá ocorrer através de:

    • seu nome pronunciado em voz baixa;

    • seu nome pronunciado apenas mentalmente;

    • um movimento específico da mão;

    • um gesto;

    • um ritual pessoal.

    A escolha fica inteiramente a critério do mago e deverá permanecer estritamente individual.

    3.15 Considerações finais

    Antes de iniciar a parte prática da criação dos elementares, Bardon faz uma última observação importante.

    Ele esclarece que essa técnica representa apenas uma pequena parte da magia prática e serve principalmente para ensinar como utilizar conscientemente os poderes adquiridos durante os graus anteriores.

    O estudante não deve especializar-se exclusivamente na criação de elementares. Depois de dominar completamente essa prática, deverá explorar as inúmeras outras possibilidades que a magia hermética oferece.

    Segundo Bardon, a finalidade desse conhecimento não é criar seres por curiosidade ou demonstração de poder, mas aprender a utilizar corretamente essas forças para auxiliar a si mesmo e aos outros, sempre com responsabilidade, equilíbrio e maturidade ética.

    3.16 Geração ou criação de elementares

    Bardon apresenta quatro métodos fundamentais para a criação de elementares. Embora todos tenham o mesmo objetivo — gerar um ser artificial para executar uma determinada tarefa — eles diferem na forma como os elementos são projetados e organizados durante o processo.

    Os quatro métodos básicos são:

    1. Projeção de um único elemento em uma forma previamente preparada (mental, astral ou material).

    2. Projeção de vários elementos em uma forma previamente preparada.

    3. Projeção direta de um único elemento, sem utilizar uma forma pré-existente.

    4. Projeção de vários elementos, permitindo que a forma seja criada posteriormente.

    Neste capítulo Bardon inicia a explicação detalhada do primeiro método.

    Observação

    Os métodos são apresentados em ordem crescente de complexidade. O primeiro constitui a base para os demais e deve ser completamente dominado antes de prosseguir.


    3.16.1 Método 1 — Projeção de um elemento em uma forma pronta

    Nesse método utiliza-se um objeto físico como recipiente temporário para o elementar.

    O primeiro passo consiste em escolher uma forma adequada. Bardon cita como exemplos:

    • esfera de madeira;

    • esfera de vidro;

    • esfera maciça;

    • esfera oca;

    • bola de borracha.

    A forma escolhida é colocada diante do mago e passa a servir como suporte para o carregamento elementar.

    Em seguida, através da imaginação, o mago extrai do Universo o elemento correspondente ao objetivo desejado e o projeta para dentro desse objeto.

    Esse processo deve ser repetido diversas vezes, sempre com a convicção de que a substância elementar está sendo continuamente comprimida e represada no interior da forma.

    Observação

    Bardon ressalta que esse método pode ser realizado com qualquer um dos quatro elementos. A única exceção é o princípio do Akasha, que não deve ser utilizado nesse procedimento.


    3.16.2 Carregamento, programação e individualização

    Quando o mago sentir que o represamento do elemento atingiu intensidade suficiente, deverá programar o elementar.

    Essa programação compreende três etapas fundamentais:

    • impregnar o elementar com o desejo ou objetivo específico;

    • atribuir-lhe um nome individual;

    • determinar exatamente o tempo durante o qual deverá permanecer ativo.

    Bardon lembra que o nome é indispensável para sua existência.

    Sem um nome, o elementar não possui identidade individual.

    A duração de sua vida também deve ser definida nesse momento, pois sua existência está vinculada exclusivamente à tarefa recebida.


    3.16.3 Aparência conforme o elemento utilizado

    A aparência do elementar varia conforme o elemento empregado em sua criação.

    Elemento

    Aparência sugerida por Bardon

    Fogo

    Esfera de fogo

    Água

    Esfera semelhante ao vidro

    Ar

    Esfera com reflexos azulados

    Terra

    Esfera com aparência de barro

    Essas formas representam apenas a manifestação imaginativa correspondente ao elemento predominante.


    3.16.4 Envio do elementar

    Depois de concluída sua criação, o elementar deve ser retirado do objeto utilizado como suporte e enviado imediatamente para executar sua missão.

    Antes de enviá-lo, Bardon recomenda determinar claramente uma ordem adicional:

    Após cumprir sua tarefa, o elementar deverá retornar imediatamente à sua forma original.

    Essa determinação facilitará seu controle posterior.


    3.16.5 Verificação do retorno

    Bardon ensina um método simples para verificar se o elementar concluiu seu trabalho.

    A forma utilizada durante sua criação poderá ser examinada com um pêndulo sidérico.

    Segundo o autor, como o elementar possui fortes radiações magnéticas e elétricas, seu retorno poderá ser constatado através das oscilações do pêndulo.

    Se houver resposta do pêndulo, significa que o elementar retornou.

    Se não houver movimento, é sinal de que sua missão ainda não foi concluída.

    Observação

    Bardon considera esse procedimento importante principalmente para estudantes que ainda não desenvolveram suficientemente a clarividência.

    Posteriormente, o próprio mago poderá acompanhar o trabalho do elementar diretamente pela visão astral.


    3.16.6 Durante a execução da missão

    Depois de enviado, o mago deve manter absoluta confiança no sucesso da operação.

    Bardon recorda que o elementar:

    • não conhece tempo;

    • não conhece espaço;

    • não encontra obstáculos materiais;

    • pode atravessar enormes distâncias em poucos segundos.

    Por isso, nenhuma dúvida deve permanecer na mente do criador quanto ao cumprimento da ordem.


    3.16.7 Rompendo a ligação mental

    Logo após enviar o elementar, Bardon recomenda romper completamente a ligação psíquica com ele.

    Isso pode ser imaginado como se uma faca cortasse o vínculo entre criador e criatura.

    Em seguida, o mago deve:

    • interromper qualquer pensamento sobre o elementar;

    • entrar em estado de vazio mental ou ocupar-se imediatamente com outros assuntos;

    • esquecer completamente a operação realizada.

    Observação

    Quanto menos o mago pensar no elementar após enviá-lo, mais livremente ele poderá atuar. A interferência mental constante enfraquece sua autonomia durante a missão.


    3.16.8 Retorno e dissolução

    Ao término do prazo previamente estabelecido, o mago deverá verificar novamente o retorno do elementar.

    Confirmado seu retorno, deverá realizar imediatamente sua dissolução.

    Bardon lembra que esse procedimento pode ocorrer de diversas maneiras, por exemplo:

    • queimando seu nome;

    • realizando um ritual pessoal;

    • pronunciando seu nome ao contrário;

    • utilizando a imaginação para devolver o elemento ao Universo.

    Todos esses métodos são considerados válidos, desde que tenham sido previamente estabelecidos.

    Caso deseje, o mago poderá utilizar novamente o mesmo elementar antes de dissolvê-lo, desde que seja para a mesma finalidade.


    3.16.9 Quando a missão não é concluída

    Se o elementar não retornar após o prazo estabelecido, Bardon recomenda não dissolver a operação precipitadamente.

    Nesse caso, o mago deverá:

    1. chamar novamente o elementar;
    2. reforçar seu carregamento;
    3. intensificar a imaginação;
    4. aumentar a projeção do elemento;

    5. enviá-lo novamente para concluir sua missão.

    Esse processo poderá ser repetido quantas vezes forem necessárias.

    Entretanto, Bardon adverte que reforços sucessivos não produzirão resultado caso a tarefa atribuída seja superior à capacidade do elementar.


    3.16.10 Fatores que determinam a eficácia

    Segundo Bardon, o sucesso de um elementar depende principalmente de quatro fatores:

    • maturidade espiritual do mago;

    • capacidade de adensar os elementos;

    • força da vontade;

    • convicção e fé absolutas.

    O autor lembra que essas qualidades constituem a verdadeira fonte do poder mágico.


    3.16.11 Aplicações do primeiro método

    Bardon considera este o método mais simples de criação de elementares.

    Por isso recomenda utilizá-lo principalmente para tarefas bem definidas e relativamente simples, como:

    • transmitir um recado;

    • proteger uma pessoa;

    • proteger a própria casa;

    • criar um ambiente favorável;

    • exercer pequenas influências mentais, astrais ou materiais.

    O mesmo procedimento também pode ser realizado utilizando apenas uma forma-pensamento, sem necessidade de suporte material.

    Nesse caso, o elemento é projetado diretamente sobre uma forma mental previamente construída.

    Embora seja um método mais difícil, apresenta uma vantagem importante: o elementar pode ser instalado em locais onde um objeto físico jamais poderia permanecer, como cantos de paredes, espaços ocultos ou outros pontos inacessíveis.

    Bardon encerra observando que essa prática oferece inúmeras possibilidades ao mago. A própria intuição indicará quando e onde utilizar seus elementares.

    Entretanto, faz uma última advertência: assim como todo conhecimento pode ser empregado tanto para o bem quanto para o mal, os elementares também podem ser utilizados para ambas as finalidades. Um comerciante poderia criar um elementar para atrair clientes, enquanto um mago mal-intencionado poderia empregá-lo para produzir perturbações ou fenômenos atribuídos a casas mal-assombradas.

    Segundo Bardon, o verdadeiro mago, guiado por elevados princípios éticos, jamais utilizará esse conhecimento para fins malévolos.

    3.17 Método 2 — Criação de elementares por meio de uma figura modelada

    No segundo método, Bardon ensina uma prática mais avançada e eficaz que a anterior. Embora qualquer objeto possa ser utilizado como forma para o elementar — como pequenas estátuas, bonecos ou figuras diversas — ele apresenta um método secreto baseado na construção de uma figura especialmente preparada para esse fim.

    Observação

    Ao contrário do Método 1, aqui a forma deixa de ser apenas um suporte temporário e passa a representar diretamente o corpo do futuro elementar, tornando a ligação entre a forma e o ser muito mais intensa.


    3.17.1 Preparação da massa

    Bardon recomenda preparar uma massa utilizando:

    • 2/3 de argila branca;

    • 1/3 de cera de abelha.

    Essa proporção deve ser medida pelo volume da substância, e não pelo peso.

    Exemplo:

    • Para um litro de massa:

    • 2/3 de litro de argila;

    • 1/3 de litro de cera.

    Primeiramente deve-se misturar a argila com um pouco de água morna até formar uma pasta espessa.

    Depois acrescenta-se a cera ligeiramente aquecida ou derretida.

    Toda a massa deve ser bem amassada até formar um composto uniforme.

    Observação

    Bardon recomenda utilizar pouca água, pois uma massa excessivamente mole dificulta a modelagem da figura.

    Caso não seja possível obter cera de abelha verdadeira, podem ser utilizadas outras substâncias semelhantes, como:

    • sebo;

    • estearina;

    • parafina.

    Entretanto, Bardon afirma que a cera de abelha produz resultados superiores.


    3.17.2 Modelagem da figura

    Com a massa pronta, o mago deve modelar a figura que servirá de corpo ao elementar.

    A forma poderá ser escolhida conforme a finalidade desejada.

    Se o elementar possuir forma humana, a figura deverá representar um corpo humano.

    Observação

    O formato não é imposto por Bardon. O importante é que a figura corresponda à imagem que o mago deseja utilizar como corpo do elementar.


    3.17.3 Preparação do canal interno

    Enquanto a massa ainda estiver quente e maleável, deve-se abrir um canal interno.

    Esse orifício deve atravessar aproximadamente toda a figura, desde a cabeça até os pés, acompanhando simbolicamente a região da coluna vertebral.

    Posteriormente esse canal será preenchido com um condensador fluido.

    Depois disso, a abertura deverá ser fechada para impedir o vazamento.

    Caso a figura já esteja endurecida, Bardon recomenda introduzir o condensador posteriormente e vedar a abertura com:

    • cera derretida;

    • ou uma vela derretida.

    Observação

    Bardon informa que a preparação dos condensadores fluidos será explicada em um capítulo específico.


    3.17.4 Utilização da própria matéria-prima

    Quando o elementar for criado exclusivamente para servir ao próprio mago, Bardon recomenda acrescentar à figura uma ligação pessoal.

    Para isso deve-se colocar, antes do condensador fluido:

    • um pequeno chumaço de algodão.

    Esse algodão deverá ser impregnado com a chamada "matéria-prima" do próprio operador.

    Bardon identifica como matéria-prima:

    • algumas gotas do próprio sangue;

    • ou algumas gotas do próprio sêmen.

    Segundo o autor, qualquer um deles produz efeito.

    Entretanto, afirma que a combinação de ambos aumenta ainda mais a eficácia da ligação.

    No caso de uma maga, Bardon afirma que apenas uma gota do próprio sangue já produz o mesmo efeito.

    Somente depois dessa etapa o condensador fluido deverá ser introduzido e a abertura definitivamente fechada.

    Observação

    Bardon considera essa figura a forma ideal para a criação de um elementar, justamente porque estabelece uma ligação mágica extremamente forte entre o operador e a criatura.


    3.17.5 Tamanho da figura

    Segundo Bardon, o tamanho da figura não possui importância fundamental.

    Entretanto, figuras maiores facilitam o trabalho da imaginação.

    Um mago experiente consegue trabalhar perfeitamente com figuras de aproximadamente dez centímetros de altura.


    3.17.6 Quando o elementar será destinado a outra pessoa

    Bardon faz uma advertência extremamente importante.

    Se a figura for criada para agir em favor de outra pessoa, jamais deve ser utilizada a matéria-prima do próprio mago.

    Isso evitará a criação de uma ligação mágica direta entre o operador e o destinatário.

    Segundo Bardon, caso essa ligação exista, a outra pessoa poderá influenciar o mago consciente ou inconscientemente.

    Ele apresenta alguns exemplos:

    • Se a figura fosse colocada em água fria, o mago sentiria intenso frio ou calafrios.

    • Se fosse colocada em água quente, poderia experimentar febre.

    Observação

    Bardon afirma existirem inúmeras outras possibilidades de influência através dessa ligação, mas deliberadamente deixa de descrevê-las para evitar o uso indevido desse conhecimento.


    3.17.7 Carregamento inicial da figura

    Depois de pronta, a figura deverá ser preparada para receber a vida mágica.

    Primeiramente, o mago deve:

    • segurar a figura com a mão esquerda;

    • acariciá-la com a mão direita, como se estivesse despertando-a;

    • soprar sobre ela diversas vezes.

    Esse sopro simboliza a retirada do estado inerte e o início da vitalização.

    Em seguida, o mago deverá pronunciar repetidamente o nome escolhido para o elementar.

    Bardon observa que alguns magos de tradição cristã chegam inclusive a realizar uma espécie de batismo simbólico da figura, atribuindo-lhe oficialmente um nome.

    Embora esse procedimento seja opcional, o autor ressalta que o elementar obrigatoriamente deve possuir um nome próprio.


    3.17.8 Formação do corpo elementar

    Depois da nomeação, o mago deverá imaginar firmemente que aquela figura já constitui um corpo completo.

    A partir desse momento inicia-se o carregamento pelos quatro elementos.

    A sequência deve obedecer rigorosamente à ordem ensinada por Bardon.

    Região da figura

    Elemento

    Pés até os órgãos sexuais

    Terra

    Região do ventre

    Água

    Região torácica

    Ar

    Cabeça

    Fogo

    Cada elemento deve ser inspirado previamente pelo mago, acumulado em seu próprio corpo e depois projetado através da mão ou do plexo solar para a região correspondente da figura.

    Durante cada projeção, Bardon recomenda realizar um represamento dinâmico do elemento, concentrando intensamente todas as suas características específicas.

    Exemplos:

    • Terra: peso, estabilidade e solidez.

    • Água: fluidez e magnetismo.

    • Ar: leveza, movimento e expansão.

    • Fogo: calor, força, energia e atividade.

    Observação

    Nesta etapa, Bardon ainda está construindo o "corpo elementar". Nos próximos trechos ele explicará como esses quatro elementos serão unidos e verdadeiramente animados para dar origem ao elementar propriamente dito.

    3.17.9 Formação do corpo astral

    Depois da projeção dos quatro elementos na figura, Bardon afirma que o corpo astral do elementar está formado.

    Nesse momento:

    a figura deixa de ser apenas um boneco;
    o elementar assume astralmente a mesma forma da figura;
    ele poderá abandonar temporariamente o boneco e assumir o tamanho determinado pelo mago.

    O corpo astral permanecerá permanentemente ligado ao boneco por um cordão invisível.

    Isso significa que:

    o boneco torna-se o corpo físico do elementar;
    toda a existência do elementar permanece vinculada a essa forma material;
    concluída sua missão, ele deverá obrigatoriamente retornar ao boneco.

    Observação

    Bardon explica que essa etapa pode ser repetida várias vezes, reforçando-se continuamente a ligação entre o corpo físico e o corpo astral por meio da meditação e da imaginação.

    3.17.10 Formação do corpo mental

    Depois da criação do corpo astral, o próximo passo consiste em criar o corpo mental do elementar.

    Para isso, o mago deve imaginar que extrai do Universo a matéria mental mais sutil (material etérico extremamente refinado), formando um corpo mental com exatamente o mesmo formato da figura.

    Na região da cabeça deverão ser concentradas as qualidades espirituais que o elementar possuirá.

    Bardon recomenda introduzir principalmente as quatro faculdades fundamentais do espírito:

    vontade;
    intelecto;
    sensação (percepção);
    consciência.

    Essas qualidades deverão ser fortalecidas por meio de meditação profunda até que o mago tenha absoluta certeza de que o elementar será capaz de executar corretamente sua missão.

    Observação

    Bardon não recomenda criar um ser excessivamente complexo ou com qualidades extraordinárias. O importante é que ele possua exatamente as capacidades necessárias para cumprir sua finalidade.

    3.17.11 O despertar da vida

    Após a formação dos corpos físico, astral e mental, inicia-se o processo de animação do elementar.

    Segundo Bardon, esta é a etapa em que a figura deixa de ser apenas uma construção mágica e recebe o princípio da vida.

    O procedimento deve seguir rigorosamente esta sequência:

    Extrair do Universo uma grande quantidade de luz universal.
    Represar essa luz na mão direita até que ela brilhe "como um sol".
    Segurar a figura com a mão esquerda.
    Manter a mão direita luminosa alguns centímetros acima da figura.
    Soprar sobre a região do umbigo da figura enquanto pronuncia seu nome.

    A cada sopro, o mago deverá imaginar que a luz concentrada em sua mão vai penetrando lentamente na figura.

    3.17.12 Os nove sopros de vitalização

    Bardon estabelece uma sequência simbólica de nove sopros.

    Primeiro ao sétimo sopro:

    imaginar que a luz penetra progressivamente na figura;
    visualizar que o coração começa a bater;
    imaginar o sangue começando a circular;
    sentir a figura tornando-se realmente viva.

    Essa imaginação deve ser tão intensa que o mago quase possa perceber fisicamente essa vida.

    No sétimo sopro:

    toda a luz da mão direita deverá ter sido transferida para a figura;
    o corpo astral deverá estar completamente vivo e pulsante.

    No oitavo sopro:

    imaginar que o corpo físico começa a respirar;
    visualizar uma respiração regular e contínua.

    No nono sopro:

    pronunciar novamente o nome do elementar e dizer, com absoluta convicção:

    "Viva! Viva! Viva!"

    Segundo Bardon, o último "Viva!" deve ser pronunciado com entusiasmo, força e fé inabalável de que um novo ser foi verdadeiramente trazido à existência.

    Observação

    Para Bardon, nesse momento nasce um ser completo segundo as leis análogas da natureza.

    3.17.13 Conservação da figura

    Depois da animação, o mago possui duas possibilidades:

    continuar imediatamente o treinamento;
    ou guardar a figura para utilização futura.

    Caso opte por guardá-la, Bardon recomenda envolvê-la em seda pura.

    Observação

    Segundo o autor, a seda é o melhor isolante mágico, protegendo a figura contra influências externas.

    Ela deve permanecer em um local reservado, onde nenhuma outra pessoa possa tocá-la.

    3.17.14 Separação do elementar da figura

    Quando desejar utilizar o elementar, o mago deverá imaginar que:

    o corpo astral;
    e o corpo mental

    desligam-se da figura física.

    Nesse momento, o elementar deverá ser visualizado como um pequeno ser completo, semelhante a um ser humano observado através de uma lente de diminuição.

    O mago poderá determinar livremente:

    sexo masculino ou feminino;
    aparência física;
    vestimentas;
    forma mais bela ou mais severa,

    sempre de acordo com a finalidade para a qual foi criado.

    Observação

    Bardon deixa claro que essas características são escolhidas pela imaginação do operador e devem estar em harmonia com a missão atribuída ao elementar.

    3.17.15 Controle do tamanho e da atuação

    Desde o início da criação, o mago deverá instruir o elementar para modificar seu tamanho conforme a necessidade.

    Ele poderá:

    permanecer do tamanho de um pequeno anão;
    crescer até atingir proporções gigantescas;
    alterar seu tamanho conforme a tarefa.

    Além disso, o elementar deve ser impregnado com outra característica fundamental:

    independência em relação ao tempo;
    independência em relação ao espaço;
    capacidade de atravessar a matéria quando necessário.

    Essas propriedades devem ser implantadas imaginativamente logo durante sua criação.

    3.17.16 Utilização de rituais

    Bardon recomenda que todos os procedimentos importantes sejam ligados a um ritual individual criado pelo próprio mago.

    Com a repetição constante:

    o ritual passa a funcionar automaticamente;
    diminui a necessidade de esforço imaginativo;
    desencadeia imediatamente a força correspondente.

    Observação

    Esse princípio é semelhante ao explicado anteriormente sobre os rituais dos elementos: após muitas repetições, o ritual passa a atuar quase mecanicamente.

    3.17.17 Visibilidade do elementar

    Com o uso contínuo, o elementar poderá adquirir tamanho adensamento que se tornará visível até para pessoas comuns.

    Entretanto, Bardon considera preferível que ele permaneça invisível.

    Essa condição deve ser determinada desde sua criação através da imaginação.

    3.17.18 Finalidade e autoridade do mago

    O elementar poderá executar tarefas em diferentes planos:

    inicialmente tarefas mentais;
    depois tarefas astrais;
    posteriormente até tarefas materiais.

    Por isso, Bardon recomenda que toda a finalidade do elementar seja planejada antes de sua criação.

    É aconselhável elaborar um planejamento escrito contendo:

    finalidade;
    capacidades;
    limitações;
    forma;
    tempo de atuação;
    modo de retorno;
    forma de dissolução.

    Observação

    Segundo Bardon, modificar profundamente um elementar depois de criado torna-se muito mais difícil do que planejá-lo corretamente desde o início.

    3.17.19 Retorno e domínio permanente

    Depois de concluir sua missão, o elementar deve ser imediatamente reconduzido ao seu corpo físico (a figura de cera) através do ritual previamente estabelecido.

    Bardon adverte que:

    o elementar jamais deve agir por vontade própria;
    o mago nunca deve permitir que ele adquira autonomia;
    a autoridade deve permanecer sempre nas mãos do operador.

    Frase-chave

    "O mago deve manter continuamente a consciência de seu poder mágico e de sua autoridade."

    A figura de cera representa, simbolicamente e magicamente, a vida e a morte do elementar. Enquanto ela permanecer sob o domínio do mago, o elementar continuará completamente subordinado à sua vontade.

    3.17.20 Conservação e vulnerabilidade do elementar

    Depois de criado, o elementar deve ser tratado com extremo cuidado.

    Bardon explica que:

    • a destruição da figura de cera;

    • ou o vazamento do condensador fluido;

    terão como consequência direta a morte ou decomposição do elementar.

    Outro ponto importante é o uso da seda.

    Quando a figura é envolvida em seda, cria-se um isolamento mágico que impede a passagem do corpo astral para dentro ou para fora do corpo físico da figura.

    Observação

    Esse detalhe é extremamente importante. A seda deve ser usada apenas quando o elementar já estiver novamente dentro de seu corpo físico (a figura).

    Se o corpo astral estiver fora executando alguma tarefa e a figura for envolvida pela seda, o retorno poderá ser impedido.


    3.17.21 Analogia com o desdobramento astral

    Bardon compara o elementar ao próprio ser humano durante um desdobramento astral.

    Segundo ele:

    • quando o corpo astral está fora do corpo físico, existe um elo que mantém ambos ligados;

    • se esse elo for rompido, sobrevém a morte.

    Da mesma forma, um elementar separado de seu corpo físico também pode ser destruído caso sua ligação seja interrompida.

    Frase importante

    "O elementar gerado deve ser tratado da mesma forma que um ser humano comum."


    3.17.22 Cuidados na dissolução

    A destruição do elementar jamais deve ocorrer de maneira brusca.

    Bardon explica que a energia utilizada para sua criação foi retirada do próprio mago.

    Por isso, uma destruição violenta poderá provocar um forte revés mágico sobre o próprio criador.

    O autor também adverte que o mago nunca deve permitir que o elementar cresça tanto a ponto de superar suas próprias forças:

    • físicas;

    • astrais;

    • mentais.

    Observação

    Quanto maior o adensamento do elementar, maior será a responsabilidade exigida do operador.


    3.17.23 Perigos de uma destruição inadequada

    Bardon alerta que destruir o elementar sem descarregá-lo corretamente pode produzir sérios danos.

    Entre as possíveis consequências ele cita:

    • doenças cardíacas;

    • colapsos nervosos;

    • diversos tipos de paralisia;

    • perturbações mentais;

    • outros prejuízos físicos e espirituais.

    Observação

    Segundo Bardon, esses problemas decorrem do retorno desordenado da energia originalmente projetada pelo próprio mago.

    Por isso ele insiste repetidamente na necessidade de seguir rigorosamente todas as regras apresentadas.


    3.17.24 Primeiro método de dissolução

    Quando não foi estabelecido previamente um método específico de destruição, Bardon recomenda utilizar o processo natural de dissolução.

    O procedimento ocorre na seguinte sequência:

    1.Segurar a figura e imaginar seu funcionamento normal:

    • respiração;

    • batimentos cardíacos;

    • circulação do sangue.

    2. Carregar a mão direita com o princípio do Akasha, visualizado na cor violeta-escura.

    3. Projetar o Akasha diretamente no coração da figura, como um raio.

    Segundo Bardon, nesse instante:

    • o coração para;

    • a respiração cessa;

    • o elementar morre.


    3.17.25 Dissolução dos corpos mental e astral

    Após interromper a vida do elementar, o mago deverá desfazer seus corpos superiores.

    Primeiramente:

    • retirar imaginativamente o corpo mental da figura;

    • dissolvê-lo na luz universal, como se fosse um vapor desaparecendo.

    Depois deverá dissolver o corpo astral, devolvendo cada elemento ao seu estado universal.

    A sequência deve respeitar exatamente a ordem inversa da criação:

    Região da figura

    Elemento

    Destino

    Cabeça

    Fogo

    Elemento Universal

    Região torácica

    Ar

    Elemento Universal

    Região ventral

    Água

    Elemento Universal

    Pés

    Terra

    Elemento Universal

    Observação

    Bardon procura desfazer completamente a estrutura do elementar, devolvendo cada elemento à sua origem.


    3.17.26 Destruição da figura

    Depois da dissolução dos corpos sutis, deve-se destruir também o suporte físico.

    O procedimento consiste em:

    • abrir a figura;

    • retirar o condensador fluido;

    • absorvê-lo com papel absorvente;

    • queimar esse papel.

    Em seguida:

    • a figura pode ser reutilizada;

    • porém Bardon considera mais seguro queimá-la ou enterrá-la em local isolado.

    Esse é o método normal de destruição.


    3.17.27 Segundo método de dissolução

    Bardon apresenta um segundo método para situações especiais.

    Ele deve ser utilizado quando o elementar atingiu um grau muito elevado de adensamento, tornando-se capaz de produzir efeitos físicos intensos ou oferecendo risco de voltar-se contra o próprio mago.

    Nesses casos, a destruição exige maiores cuidados para evitar um revés mágico.


    3.17.28 Procedimento utilizando água quente

    O método consiste nos seguintes passos:

    1. Preparar um banho com água o mais quente possível.

    2. Entrar na banheira.

    3. Segurar a figura envolvida em seda com a mão esquerda.

    4. Carregar a mão direita com o princípio do Akasha.

    5. Retirar imediatamente a seda da figura.

    6. No mesmo instante lançar o raio de Akasha sobre o coração do elementar.

    7. Mergulhar imediatamente a figura na água quente.

    Durante todo esse procedimento, o mago deverá imaginar que:

    • toda a força;

    • toda a vida;

    • todas as capacidades do elementar

    retornam ao seu próprio corpo, alma e espírito através da água.

    Observação

    Segundo Bardon, essa técnica reduz significativamente a possibilidade de um revés mágico.


    3.17.29 Finalização da destruição

    Depois do procedimento:

    • sair da banheira;

    • enxugar-se normalmente;

    • deixar a figura permanecer na água até seu completo resfriamento.

    A seda utilizada também pode ser mergulhada na água.

    Bardon recomenda que:

    • ninguém toque essa água;

    • ela seja imediatamente descartada pelo ralo ou em outro local adequado;

    • jamais seja reutilizada.


    3.17.30 Verificação final

    Se o mago possuir clarividência, deverá observar se ainda existe alguma luminosidade ou aura na figura.

    Caso ainda perceba qualquer sinal de vitalidade:

    • colocar novamente a figura em água quente;

    • imaginar que o restante da vida abandona completamente o elementar.

    Mesmo que nenhuma aura seja percebida, Bardon considera prudente repetir essa operação por segurança.

    Quando a água quente desfaz completamente a figura, o condensador fluido mistura-se à água e toda a estrutura do elementar desaparece.

    Como etapa final:

    • queimar ou enterrar os restos da figura;

    • fazer o mesmo com a seda utilizada.

    Observação

    Segundo Bardon, somente após essa última etapa pode-se considerar que o elementar foi definitivamente destruído e deixou de existir.

    3.17.31 Considerações finais sobre o Método 2

    Antes de encerrar a descrição desse método, Bardon apresenta algumas recomendações fundamentais para qualquer mago que trabalhe com elementares. Segundo ele, essas regras não são opcionais; fazem parte da segurança e do domínio do operador sobre a criatura que foi gerada.

    Observação

    Grande parte dos problemas atribuídos aos elementares ocorre justamente quando essas recomendações são ignoradas.


    3.17.32 Determinação da vida e da morte

    Assim como um ser humano nasce com um momento determinado para nascer e morrer, Bardon afirma que o mesmo princípio deve ser aplicado ao elementar.

    No momento da criação devem ser definidos:

    • seu nascimento;

    • sua missão;

    • seu tempo de duração;

    • sua data de destruição.

    Mesmo que o elementar deva permanecer ativo durante muitos anos, esse limite deve ser estabelecido desde o princípio.

    Bardon recomenda que todos esses dados sejam anotados em um papel para evitar esquecimentos futuros.

    Observação

    A definição prévia do tempo de existência impede que o elementar permaneça indefinidamente ativo após cumprir sua função.


    3.17.33 Autoridade permanente do mago

    Quando um elementar alcança grande adensamento, Bardon afirma que ele pode tornar-se tão desenvolvido que o mago chega a conversar com ele como se estivesse falando com uma pessoa real.

    Mesmo assim, o operador jamais deve esquecer quem exerce a autoridade.

    O elementar deve compreender claramente que:

    • nunca poderá voltar-se contra seu criador;

    • deverá obedecer integralmente às ordens recebidas;

    • sofrerá destruição caso desobedeça.

    Bardon enfatiza que qualquer promessa ou ameaça feita ao elementar deve ser cumprida.

    Observação

    Se o mago perder sua autoridade moral sobre o elementar, gradualmente poderá perder também o domínio mágico sobre ele.


    3.17.34 O desapego na destruição

    Bardon reconhece que, após muitos anos de trabalho conjunto, o mago pode desenvolver certo apego por seus elementares.

    Entretanto, adverte que esse sentimento jamais deve impedir sua destruição quando chegar o momento previamente determinado.

    Frase importante

    "O processo de destruição deve ser realizado sem piedade, como qualquer outra operação mágica."

    Observação

    Para Bardon, permitir que o apego emocional interfira nessa etapa representa um risco ao próprio operador.


    3.17.35 A importância da data de destruição

    Bardon apresenta outra razão para fixar previamente o momento da morte do elementar.

    Caso aconteça algum acidente e o próprio mago venha a falecer antes do término da vida do elementar, este se destruirá automaticamente quando chegar a data previamente estabelecida.

    Segundo Bardon, isso impede que a criatura permaneça ativa sem qualquer controle após a morte de seu criador.

    Ele acrescenta que, mesmo depois da morte física, ainda existiria a possibilidade de o próprio mago realizar a destruição a partir da esfera akáshica.

    Contudo, afirma que não descreverá esse procedimento por fugir ao objetivo da obra.


    3.17.36 Consequências da negligência

    Se o elementar não possuir uma data de destruição previamente determinada, Bardon afirma que ele poderá continuar existindo durante centenas de anos após a morte de seu criador.

    Nessas circunstâncias, poderá transformar-se em diversos tipos de entidades indesejadas, como:

    • fantasma cuspidor;

    • poltergeist;

    • vampiro.

    Segundo Bardon, mesmo após sua morte, o mago continuará responsável pelas ações desse elementar.

    Observação

    Essa advertência reforça um princípio constante em toda a obra: quem cria um ser mágico permanece responsável por ele até sua completa dissolução.


    3.17.37 Quantidade de elementares

    Bardon levanta uma pergunta natural:

    Quantos elementares um mago pode criar?

    Sua resposta é simples:

    A quantidade depende exclusivamente das necessidades e da capacidade do próprio mago.

    Alguns operadores chegam a possuir numerosos elementares, cada um especializado em uma função específica.

    Como exemplos, Bardon cita elementares destinados a:

    • alertar sobre perigos;

    • proteger o mago;

    • transmitir mensagens;

    • executar tarefas determinadas.

    Observação

    Bardon não procura estabelecer um limite numérico. O importante é que cada elementar possua uma finalidade clara e permaneça completamente sob controle do seu criador.


    3.17.38 Referências históricas

    Ao concluir o Método 2, Bardon relaciona essa prática com diversas tradições antigas.

    Segundo ele, muitas figuras simbólicas encontradas em:

    • templos antigos;

    • pilares;

    • grandes estátuas sagradas;

    têm sua origem na magia dos elementares.

    Ele também cita a famosa lenda do Golem, criado pelo sábio Rabbi Löw, em Praga.

    De acordo com Bardon, nesse caso a animação teria sido realizada através de procedimentos cabalísticos, porém obedecendo, em essência, ao mesmo princípio apresentado neste método.

    Observação final

    Com essa comparação, Bardon procura mostrar que a criação de elementares não constitui uma invenção moderna, mas faz parte de uma tradição hermética e esotérica muito antiga, aparecendo sob diferentes formas ao longo da história.

    3.18 Método 3 — Criação de elementares através do Kylichor

    O terceiro método é considerado por Bardon um ensinamento pouco conhecido, utilizado apenas por alguns iniciados do Oriente. Antes de praticá-lo, o mago deve dominar completamente tudo o que foi explicado nos métodos anteriores sobre a criação de elementares.

    Observação

    Ao contrário dos métodos anteriores, aqui o foco deixa de ser uma figura física e passa a ser um diagrama mágico (Kylichor), que servirá como ponto de condensação da força elementar.


    3.18.1 Preparação do trabalho

    Antes de iniciar a prática, Bardon recomenda que o mago elabore cuidadosamente um plano completo de trabalho.

    Esse planejamento deve conter:

    • a missão exata do elementar;

    • sua forma (masculina, feminina ou dupla);

    • o nome que receberá;

    • seu tempo de vida, indicando dia e hora da destruição;

    • se será criado para uso próprio ou para outra pessoa;

    • o tipo de projeção que será utilizado:

    • através do próprio corpo (uso pessoal);

    • diretamente do Universo (para terceiros);

    • a forma de chamá-lo (ritual, gesto, fórmula etc.);

    • o objeto ao qual será ligado (Kylichor, talismã, pentáculo, figura etc.);

    • o local onde permanecerá guardado.

    Bardon recomenda anotar todas essas informações antes mesmo do início da operação.

    Observação

    Assim como nos métodos anteriores, um planejamento detalhado evita improvisações durante a criação do elementar.


    3.18.2 O Grande e o Pequeno Kylichor

    Neste método Bardon utiliza dois suportes mágicos.

    O primeiro é chamado de Grande Kylichor.

    Ele consiste em:

    • um círculo;

    • contendo dois quadrados sobrepostos;

    • formando um octaedro regular;

    • com um símbolo central representando o elementar.

    Segundo Bardon:

    • o círculo representa o princípio do Akasha;

    • os dois quadrados representam os quatro elementos em seus aspectos positivos e negativos;

    • o símbolo central identifica exclusivamente aquele elementar.

    O segundo suporte recebe o nome de Pequeno Kylichor.

    Ele consiste no mesmo desenho, porém gravado em uma pequena peça circular de:

    • cobre;

    • prata;

    • ouro;

    • outro metal;

    • ou, em último caso, madeira.

    Observação

    O Grande Kylichor funciona como o campo de trabalho, enquanto o Pequeno Kylichor torna-se o verdadeiro ponto de condensação e ligação do elementar.


    3.18.3 Origem tibetana do método

    Bardon explica que esse procedimento é tradicional entre os lamas do Tibete.

    Lá:

    • o Grande Kylichor não é desenhado em papel;

    • ele é construído com pedras;

    • normalmente possui entre três e quatro metros de diâmetro;

    • permanece em locais isolados e inacessíveis.

    Para os objetivos do estudante ocidental, Bardon considera suficiente desenhá-lo em papel utilizando tinta permanente ou qualquer material que não desapareça facilmente.


    3.18.4 Primeira criação do elementar

    Concluída toda a preparação, inicia-se a criação propriamente dita.

    O procedimento ocorre da seguinte maneira:

    1. Sentar-se na posição habitual (asana).

    2. Colocar o Grande Kylichor à frente.

    3. Posicionar exatamente no centro o Pequeno Kylichor.

    4. Pronunciar imediatamente o nome escolhido para o elementar.

    Segundo Bardon, nesse instante o Pequeno Kylichor torna-se o ponto de apoio para toda a projeção dos elementos.


    3.18.5 Condensação do elemento fogo

    Neste exemplo Bardon trabalha apenas com o elemento fogo.

    O mago deverá:

    • inspirar o elemento fogo através da respiração pulmonar e dos poros;

    • impregná-lo com sua vontade e objetivo;

    • projetá-lo para fora do corpo;

    • comprimi-lo até transformá-lo em uma pequena centelha.

    Essa centelha deverá ser conduzida imaginativamente para a superfície do Pequeno Kylichor.

    O procedimento deve ser repetido pelo menos sete vezes.

    A cada repetição:

    • acrescenta-se uma nova centelha;

    • aumenta-se a condensação;

    • cresce a intensidade da chama.

    Depois da sétima repetição, a centelha deverá possuir aproximadamente o tamanho da chama de uma vela.

    Observação

    Neste método, o elementar nasce gradualmente pelo crescimento contínuo da chama elementar.


    3.18.6 Interrupção e continuação do trabalho

    Caso o exercício se torne cansativo, Bardon recomenda interromper a operação.

    Nesse caso:

    • a chama pode ser transferida imaginativamente para o local previamente escolhido para guardar o elementar;

    • o Pequeno Kylichor deve ser guardado cuidadosamente ou levado consigo;

    • o Grande Kylichor deve ser dobrado e armazenado.

    Na próxima sessão basta:

    • abrir novamente o Grande Kylichor;

    • colocar o Pequeno Kylichor em seu centro;

    • chamar o elementar pelo nome.

    Segundo Bardon, a chama reaparecerá imediatamente na superfície do Pequeno Kylichor.


    3.18.7 Formação e utilização do Yidam

    A cada nova sessão o mago continuará alimentando a chama com novas projeções do elemento fogo.

    Quando ela atingir o tamanho correspondente ao corpo desejado, deverá ser transformada imaginativamente na forma definitiva do elementar.

    Nesse momento a criação estará concluída.

    Quanto maior o número de carregamentos realizados, maior será:

    • sua força;

    • sua estabilidade;

    • sua capacidade de atuação.

    Bardon informa que esses elementares recebem, no Tibete, o nome de Yidams.

    Sua utilização segue exatamente os mesmos princípios apresentados nos métodos anteriores.

    Eles podem ser empregados, por exemplo:

    • no tratamento de doenças;

    • no transporte de objetos;

    • na transmissão de mensagens;

    • na proteção do mago;

    • no aviso de perigos;

    • na influência sobre outras pessoas;

    • em diversas outras tarefas específicas.

    Observação

    Bardon volta a insistir que o ideal é atribuir apenas uma função principal a cada Yidam, tornando-o altamente especializado em uma única missão.

    A destruição ocorre pelos mesmos princípios explicados nos Métodos 1 e 2, salvo se o mago tiver estabelecido previamente um processo individual de dissolução.

    Por fim, Bardon observa que o método não se limita ao elemento fogo. Também podem ser criados Yidams utilizando:

    • apenas terra;

    • apenas água;

    • apenas ar;

    • ou os quatro elementos reunidos.

    Neste último caso, a sequência correta de projeção deverá ser:

    1. Terra;
    2. Água;
    3. Ar;

    4. Fogo.

    3.19 Método 4 — Criação direta e vitalização de imagens

    Bardon apresenta o quarto método como uma simplificação do Método 3. Em vez de construir gradualmente a forma do elementar, o mago já inicia o trabalho imaginando sua forma definitiva. Em seguida, o autor explica como esse mesmo princípio pode ser aplicado à vitalização mágica de imagens e estátuas.

    Observação

    Embora seja mais rápido, esse método exige uma imaginação muito mais desenvolvida. Por isso, Bardon afirma que ele é indicado principalmente para magos experientes.


    3.19.1 Criação direta do elementar

    Neste método também podem ser utilizados o Grande e o Pequeno Kylichor descritos anteriormente.

    A principal diferença é que, desde o início da operação, o mago já imagina o elementar exatamente na forma que deseja que ele possua.

    Após essa visualização inicial, basta fortalecer continuamente sua estrutura através da repetição das projeções dos elementos.

    Quanto maior o número de carregamentos:

    • maior será sua força;

    • maior será sua estabilidade;

    • maior será seu poder de atuação.

    Bardon explica que este é justamente o método empregado tradicionalmente no Oriente para a criação dos chamados Yidams, utilizando imagens de deuses ou demônios como modelos para a imaginação.

    Todos os demais aspectos permanecem exatamente iguais aos métodos anteriores:

    • determinação do tempo de vida;

    • carregamento;

    • atribuição do nome;

    • método de chamada;

    • armazenamento;

    • campo de atuação;

    • missão específica;

    • método de dissolução.

    Observação

    A diferença deste método não está nas leis mágicas envolvidas, mas apenas na forma como o elementar é construído mentalmente.


    3.19.2 Vitalização mágica de imagens

    Segundo Bardon, os quatro métodos anteriores também explicam o fenômeno da vitalização mágica de imagens.

    Ele cita como exemplo:

    • imagens religiosas;

    • estátuas;

    • locais de peregrinação;

    • objetos de devoção.

    Segundo o autor, a enorme atmosfera espiritual percebida nesses locais, bem como muitos relatos de curas e fenômenos considerados milagrosos, podem ser explicados pela vitalização inconsciente produzida pelas orações, pela fé e pela atenção contínua de milhares de pessoas.

    Observação

    Bardon diferencia claramente dois processos:

    • vitalização inconsciente (produzida pela devoção coletiva);

    • vitalização consciente (realizada intencionalmente pelo mago).


    3.19.3 Cuidados antes da vitalização

    Bardon faz algumas advertências importantes.

    Nunca se deve vitalizar:

    • imagens de pessoas ainda vivas;

    • imagens destinadas à satisfação de desejos impuros;

    • imagens utilizadas para fins sexuais ou passionais.

    Segundo ele, isso pode estabelecer uma ligação simpática com a pessoa representada, causando-lhe prejuízos físicos, astrais ou mentais.

    Além disso, a vitalização de imagens destinadas a paixões inferiores pode dar origem a seres vampíricos, íncubos ou súcubos.

    Observação

    Essas proibições são tratadas por Bardon como regras fundamentais da prática mágica.


    3.19.4 Preparação do quadro

    Caso seja utilizado um quadro, Bardon recomenda preparar previamente um condensador fluídico.

    O procedimento consiste em:

    1. Cortar um pedaço de mata-borrão ou papel-cartão do tamanho do quadro.

    2. Embebê-lo no condensador fluídico.

    3. Deixá-lo secar completamente.

    4. Abrir a parte posterior da moldura.

    5. Colocar o papel impregnado atrás da pintura.

    6. Cobri-lo com outro papel comum ou papel-cartão.

    7. Fechar novamente a moldura.

    Depois disso, o quadro poderá permanecer pendurado na parede ou ser colocado diante do operador durante os exercícios.


    3.19.5 Formação dos corpos do elementar

    O processo seguinte é praticamente o mesmo descrito no Método 2.

    Primeiramente o mago deverá criar, através da imaginação, o corpo mental correspondente exatamente à figura representada no quadro.

    Caso a imagem represente apenas parte do corpo, o restante deverá ser completado mentalmente.

    Em seguida deverão ser introduzidas as quatro características fundamentais do espírito:

    • vontade;

    • intelecto;

    • sentimento;

    • consciência.

    Depois disso será criado o invólucro astral, ao qual serão atribuídas todas as funções desejadas:

    • missão;

    • capacidades;

    • campo de atuação;

    • demais qualidades pretendidas.


    3.19.6 Carregamento com os elementos

    O carregamento segue os mesmos princípios estudados anteriormente.

    Quando o elementar for destinado ao próprio mago:

    • os elementos deverão ser projetados através do próprio corpo.

    Quando for destinado a outra pessoa:

    • os elementos deverão ser extraídos diretamente do Universo.

    O operador poderá trabalhar:

    • com apenas um elemento;

    • com vários elementos;

    • com os quatro elementos;

    • ou até acrescentar também o princípio do Akasha.

    Caso utilize os quatro elementos, Bardon recomenda seguir o mesmo processo empregado na criação completa do ser humano.


    3.19.7 Vitalização e utilização

    Após concluir a projeção dos elementos, o mago deverá despertar o elementar para a vida.

    Bardon determina que esse procedimento seja exatamente o mesmo ensinado no Método 2 para a figura de cera.

    O método de dissolução também permanece o mesmo, salvo se o mago tiver estabelecido outro processo pessoal.

    O autor aconselha que o elementar não permaneça constantemente dentro do quadro.

    O mais seguro é armazená-lo atrás da própria imagem ou na parede correspondente, utilizando repetidamente o processo de transferência já explicado.

    Quando necessário, o elementar poderá sair do quadro para executar sua missão e retornar posteriormente.

    Observação

    Se permanecer continuamente no quadro, o elementar poderá tornar-se tão condensado que até pessoas não iniciadas poderão perceber sua presença.


    3.19.8 Vitalização de estátuas e conclusão

    O mesmo princípio pode ser aplicado a:

    • estátuas;

    • bustos;

    • esculturas;

    • outras representações tridimensionais.

    Nesses casos, o condensador fluídico deverá ser introduzido no interior da peça ou, quando isso não for possível, aplicado externamente e deixado secar antes da operação.

    Bardon conclui afirmando que apresentou apenas quatro métodos fundamentais de geração de elementares, suficientes para servir de base ao desenvolvimento de inúmeras outras aplicações práticas.

    Como advertência final, ele afirma que somente o estudante que percorreu conscienciosamente todas as etapas do treinamento conseguirá criar um verdadeiro ser elementar, completo em todos os seus aspectos.

    4 Resumo dos Exercícios do Grau VII

    4.1 Instrução Mágica do Espírito

    Objetivo geral

    Neste grau, o trabalho concentra-se na análise prática do próprio espírito, identificando o elemento predominante e equilibrando conscientemente todas as faculdades espirituais.

    Exercício

    • Análise do espírito em relação à prática.

    Objetivo do exercício

    • Identificar o elemento predominante.

    • Equilibrar vontade, intelecto, sensação e consciência.

    • Desenvolver harmonicamente todos os elementos através de exercícios específicos de concentração e meditação.

    Observação

    Bardon ensina que o desenvolvimento não deve favorecer apenas uma qualidade. O verdadeiro progresso ocorre quando todos os elementos espirituais permanecem em equilíbrio.


    4.2 Instrução Mágica da Alma

    Objetivo geral

    Neste grau inicia-se o desenvolvimento sistemático dos sentidos astrais, utilizando a analogia dos elementos e os condensadores fluídicos para acelerar e fortalecer esse processo.

    Exercícios

    a) Clarividência.

    • Desenvolvimento do olho astral.

    • Exercícios com a luz universal.

    • Vitalização da visão através do elemento fogo.

    • Preparação e utilização do condensador fluídico para os olhos.

    b) Clariaudiência.

    • Desenvolvimento da audição astral.

    • Exercícios com o elemento ar.

    • Uso do Akasha nos ouvidos.

    • Preparação dos tampões impregnados com condensador fluídico.

    c) Sensitividade.

    • Desenvolvimento da percepção astral.

    • Ativação do centro de percepção conforme o elemento predominante.

    • Exercícios com o elemento água.

    • Desenvolvimento da psicometria, percepção intuitiva e sensibilidade às forças do Akasha.

    Observação

    Bardon recomenda praticar continuamente os três sentidos astrais (clarividência, clariaudiência e sensitividade), pois eles se complementam e constituem a base da percepção mágica superior.


    4.3 Instrução Mágica do Corpo

    Objetivo geral

    Neste grau o mago aprende a utilizar conscientemente os elementos para criar seres artificiais (elementares) e vitalizar imagens, colocando em prática tudo o que foi desenvolvido nos graus anteriores.

    Exercícios

    1. Criação de elementares através de quatro métodos distintos.

    Os quatro métodos estudados são:

    • Método 1 — Projeção de um ou mais elementos em uma forma pronta.

    • Método 2 — Criação de um elementar utilizando uma figura modelada (argila, cera etc.).

    • Método 3 — Criação através do Grande e do Pequeno Kylichor (Yidam).

    • Método 4 — Criação direta pela imaginação da forma definitiva.

    Durante esses métodos são estudados:

    • planejamento da missão;

    • escolha da forma;

    • carregamento elementar;

    • atribuição do nome;

    • tempo de vida;

    • armazenamento;

    • chamada;

    • fortalecimento;

    • utilização;

    • dissolução segura do elementar.

    2. Vitalização mágica de imagens.

    O aluno aprende a:

    • vitalizar quadros;

    • vitalizar estátuas;

    • utilizar condensadores fluídicos;

    • construir corpos mental, astral e elementar da imagem;

    • despertar a imagem para a vida mágica;

    • armazenar e dissolver corretamente o elementar criado.

    Observação

    Bardon enfatiza que a criação de elementares representa uma das aplicações mais importantes da magia prática. Entretanto, ela exige responsabilidade absoluta, planejamento cuidadoso e observância rigorosa das leis herméticas, especialmente quanto ao controle e à dissolução dos seres criados.

    Texto original
    1.1Instrução Mágica do Espírito (VII)
    1.1.1Análise do Espírito em Relação à Prática

    No sexto grau o aluno aprendeu a tomar consciência do próprio espírito, tratá-lo no corpo como espírito a também a usar os sentidos conscientemente.

    Nesse grau passaremos a acompanhar e a utilizar conscientemente as qualidades do espírito ou do corpo mental.

    Além disso, como nos outros lugares, aqui também devemos levar em conta as analogias dos elementos.

    Como já dissemos, o elemento fogo pode ser transformado em luz a vice-versa, a luz no elemento fogo.

    Sem a luz não haveria a assimilação das cores pela visão, a sem a luz não poderíamos nem usar os nossos olhos.

    Por isso o sentido da visão é análogo ao fogo, a esse elemento fogo no espírito possui como característica específica a vontade.

    A característica do espírito correspondente ao ar é o intelecto, com todos os seus aspectos, e é atribuído à audição.

    O elemento água do espírito manifesta-se no tato ou na vida.

    Esses três elementos-princípios do espírito, portanto fogo, ar a água juntos, formam o princípio da terra, que se manifesta na característica específica da consciência.

    Em sua forma mais primitiva, o princípio do Akasha se manifesta na consciência.

    O mago logo perceberá como é importante essa analogia, caso ele tenha progredido a ponto de já ter alcançado o equilíbrio mágico no corpo astral através dos trabalhos anteriores de introspecção.

    A tarefa seguinte será a de analisar o seu espírito a descobrir qual o elemento predominante nele.

    As pessoas que têm uma grande força de vontade, a com isso não queremos dizer que são só teimosas, mas que realmente têm uma força de vontade muito intensa, têm como elemento predominante o fogo.

    Se no espírito do mago predominarem o intelecto ou a razão, em todos os seus aspectos, então concluiremos que o elemento mais representativo é o ar.

    Se ele for uma pessoa sensível, então o elemento água é o que representa o papel mais importante em seu espírito, a se ele tiver uma memória fraca, então é por que a sua consciência é influenciada de várias maneiras, a podemos dizer com certeza que o elemento terra assumiu a supremacia.

    Essa distribuição serve para constatar o efeito dos elementos no espírito a organizar a evolução de forma a obter o equilíbrio dos elementos mais fracos através de exercícios adequados de concentração a de meditação profunda.

    O mago não deve permitir que um dos elementos predomine, como o princípio do fogo, o do ar, da água ou da terra, a deve distribuir seus exercícios para equilibrar os elementos em questão através de um trabalho intensivo.

    Apresentaremos um exemplo para que isso fique mais claro.

    Suponhamos que o mago tenha um intelecto muito desenvolvido, mas uma vontade fraca, que não corresponde à maturidade desse seu intelecto.

    Nesse caso ele deverá empenhar-se em fortalecer a vontade através de exercícios de concentração adequados, que promovam o crescimento do princípio do fogo no espírito.

    Ele deverá escolher sobretudo aqueles exercícios de concentração que desenvolvam a visão, por exemplo, ligados à imaginação visual, porque, repetindo o que já dissemos antes, o elemento fogo corresponde à visão.

    Mas se o mago tiver uma vontade forte a um intelecto fraco, então concluiremos que através dos exercícios de imaginação ele deverá dar maior atenção à audição, devendo escolher os exercícios de concentração a de meditação que priorizem os ouvidos.

    Constatando que possui uma vontade forte a um bom intelecto mas que a sua vida sensorial deixa a desejar, o mago deverá tornar o seu espírito mais sensível, o que ele poderá conseguir através daqueles exercícios de imaginação a meditação que influem nas sensações.

    Se ele perceber que seu corpo astral assim como o seu corpo mental tendem ostensivamente ao elemento terra, por exemplo seus pensamentos só surgem no espírito muito lentamente a ele se sente muito melancólico, é sinal de que o elemento terra predomina a de que ele deverá controlar a consciência através de exercícios adequados.

    O mago deverá desenvolver seu espírito de forma totalmente harmônica em relação aos elementos a realizar os exercícios que correspondem ao mesmo tempo aos elementos a aos sentidos, para que nele a vontade, portanto o fogo, o intelecto-ar, a sensação-água e a consciência-terra sejam reforçados a desenvolvidos por igual.

    Baseado nessa descrição elaborei uma tabela que apresento a seguir, para possibilitar uma visão mais abrangente:

    ELEMENTOS: FOGO | AR | ÁGUA | TERRA | AKASHA

    Sentidos: Visão | Audição | Tato | Paladar/Olfato | Tudo junto

    Características do Espírito: Vontade | Razão | Sensação | Conscientização | Consciência

    Exercícios de concentração e meditação: Visuais | Auditivos | Sensoriais | Ampliadores da consciência | Materialização

    O princípio do Akasha surge por si só através da concentração, portanto não preciso entrar em detalhes a esse respeito.

    É suficiente enumerar só alguns exercícios de concentração a meditação, pois o próprio aluno poderá determiná-los, de acordo com a característica específica dos elementos predominantes nele.

    Numa vontade fraca, ele poderá escolher, como exercício de concentração, a imaginação de objetos, quadros, etc.

    Afinal, ele já fez esses exercícios ao longo do segundo grau deste curso.

    A tabela de harmonias aqui apresentada deve servir como uma orientação, um compasso, para se reconhecer o elemento predominante a os exercícios que devem ser realizados.

    Como resultado dessa distribuição hermética o princípio do Akasha também acabará se revelando.

    1.2Instrução Mágica da Alma (VII)
    1.2.1O desenvolvimento dos sentidos com a ajuda dos elementos e dos condensadores fluídicos

    Nesse grau abordaremos um assunto muito especial, que será o desenvolvimento dos sentidos astrais em relação aos elementos.

    Através dos exercícios apresentados até agora os sentidos astrais do mago foram instruídos, desenvolvidos a vitalizados; mas há casos em que se faz necessário um aperfeiçoamento excepcional dessa ou daquela habilidade mais deficiente, pois todas as pessoas são diferentes.

    Portanto é conveniente que eu apresente aqui alguns exercícios com os quais o mago terá a possibilidade de desenvolver rápida a facilmente os sentidos do corpo astral.

    Na instrução mágica do espírito, do sexto grau, o aluno aprendeu a tomar consciência de seu espírito e a agir como tal, através dos corpos astral a carnal.

    Logo em seguida tratarei de uma das questões mais interessantes relativas a isso, ou seja, a clarividência.

    Muitos livros já foram publicados sobre o assunto, mas dentre todos os que me chegaram às mãos, nenhum apresentou alguma utilização prática que pudesse ser adotada pelo mago.

    Esse é mais um motivo para tratarmos detalhadamente dessa questão.

    1.2.1.1a) clarividência

    Sob o conceito de clarividência define-se geralmente o segundo rosto, como diz o povo, ou a visão além do tempo e do espaço, seja ela do passado, presente ou futuro, ou então a visão de desencarnados e outros seres.

    Só poucos autores descreveram essa capacidade psicologicamente ou de um outro ponto de vista qualquer, por isso a nossa tarefa será estudar a clarividência com muita precisão.

    Antes de qualquer coisa, o mago perceberá que existem vários tipos de clarividência.

    O primeiro deles é a clarividência nata, conferida ao seu portador já no mundo invisível, ou transferida à sua existência atual por encarnações anteriores.

    Esse tipo de clarividência é o melhor, mas poucas pessoas são clarividentes natas e têm essa capacidade tão desenvolvida a ponto de poderem usá-la na prática quase imediatamente.

    Um outro tipo de clarividência expressa-se de forma autônoma, em função de um desvio involuntário dos elementos no espírito, e é encarada como uma manifestação patológica.

    Traumas decorrentes de casos de doença também podem provocar visões clarividentes.

    Geralmente isso se manifesta na pessoa quando ela sai de seu equilíbrio normal devido a um enfarte, um colapso nervoso ou então um declínio físico, psíquico ou mental; assim, de forma mais ou menos nítida, mais ou menos pura, surge uma espécie de clarividência, como efeito colateral.

    Para o mago prático esse tipo de clarividência é indesejado, pois cedo ou tarde ela provoca um colapso total, não só acarretando a perda dessa capacidade, mas também exercendo influências prejudiciais à saúde que podem até levar a um fim precoce.

    Esses clarividentes são dignos de pena, principalmente quando pretendem que seus dons sejam fenomenais.

    Nessa categoria incluem-se aquelas pessoas que possuindo alguma tendência mediúnica obtiveram essa capacidade através da evocação de um ser.

    Esse método também não é aconselhável para o mago, pois essas pessoas acabam enlouquecendo.

    Muitas das pessoas internadas nos asilos devem sua triste situação à prática indiscriminada do espiritismo, não importando se os motivos que lhes serviram de pretexto foram sérios ou se eles se limitaram a uma simples curiosidade.

    Outro tipo de clarividência induzida, que também pertence a esse grupo, é a produção forçada dessa capacidade através de drogas, como o ópio, a maconha, a mescalina (Peyotl), e outras.

    O mago não deverá dar-lhe atenção, pois ela provoca a dependência e bloqueia os preceitos morais e espirituais, a vontade, e finalmente toda a energia nervosa, o que naturalmente terá reflexos muito negativos em sua saúde e em sua evolução.

    O Oriente testemunhou milhões de casos, e no Ocidente assim como em outros países civilizados eles também ocorreram em enorme quantidade.

    Com certeza o mago terá a possibilidade, enquanto não tiver ainda atingido a maturidade, de convencer-se de um modo ou de outro da existência da clarividência e de outras manifestações sobrenaturais; mas geralmente — e este é o ponto mais vulnerável — ele não se limita à simples constatação, mas faz dela um hábito.

    Essas pessoas então caem na mesma situação de inúmeras outras que sucumbiram à perplexidade e à confusão.

    Por essa razão tenho o cuidado de não descrever nesta obra nenhum método que possa levar o mago a realizar experiências com os meios citados, mas indico só métodos totalmente inofensivos, que provocam o surgimento da clarividência automaticamente em função da maturidade espiritual do aluno, isto é, como manifestação natural de uma evolução adiantada.

    Outro tipo de clarividência é aquela que surge em função do enfraquecimento ou da paralisia temporária de um órgão dos sentidos, como nesse exemplo seria a visão.

    Os livros que ensinam a clarividência através da fixação do olhar em um objeto, um espelho mágico, uma bola de cristal ou em pedras preciosas são até bons, mas não são adequados a todas as pessoas.

    Esses meios auxiliares só são úteis para a vidência nas mãos de um mágico instruído, e não devem produzir essa capacidade através da influência no nervo ótico, mas somente servir como meios auxiliares de uma visão conscientemente instruída.

    Do ponto de vista mágico nenhum meio auxiliar, por mais bem fabricado e prestigiado, é perfeitamente adequado para produzir o dom da clarividência.

    Esta depende exclusivamente de:
    1. O dom natural;
    1. A evolução psíquica e astral, além da maturidade do respectivo mago.

    Os outros capítulos, em que descrevo a produção de condensadores fluidos, também contêm indicações de espelhos mágicos e outros meios auxiliares.

    Durante o seu estudo, o mago deve saber que todos os meios auxiliares aqui enumerados são só instrumentos, mas não o fator em si que promove o resultado desejado, ou seja, a autêntica clarividência.

    Finalmente mencionarei o último tipo de clarividência, que surge em função de um desenvolvimento mágico correto, e que é provocado através do desdobramento sistemático dos sentidos, no nosso caso a visão clarividente.

    Tomei a decisão de apresentar nesta obra um método mágico secreto ainda não mencionado em nenhum outro livro, mas que é extremamente prático do ponto de vista hermético e das leis da analogia dos elementos.

    Em seguida apresentaremos a prática para o desenvolvimento dos sentidos astrais.

    1.2.2A Clarividência Mágica

    Antes de descrever o exercício em si, devo avisá-los de que neste caso se trata da luz.

    Como todos sabem, a luz é um aspecto do fogo a por isso análogo à visão e à vontade.

    Nessa experiência, para alcançarmos o objetivo desejado devemos aprender a imaginar a luz intensamente, isto é, visualizá-la.

    Assuma a sua posição habitual (asana), a imagine-se sugando para dentro de seu corpo, através da respiração pelos pulmões e pelos poros ou só imaginativamente, a luz universal, semelhante à nossa luz solar em brilho a forma.

    O seu corpo deve ser visto como um espaço vazio, preenchido pela luz branca, brilhante e universal.

    Nessa luz do corpo é que você deverá concentrar a característica da clarividência, i.e. deverá imaginar que a luz penetra tudo, vê tudo a transpassa tudo.

    Nem o espaço a nem o tempo são obstáculos para ela.

    Você deverá estar tão convicto da característica da luz que não terá nenhuma sombra de dúvida.

    Se você for religioso, será mais fácil acreditar que essa luz universal seja uma parte de Deus, que possui todas as características aqui descritas.

    Depois de ter sugado a luz para dentro de seu corpo, com as características aqui descritas, a sentir a sua tensão a força penetrante, então tente represá-la a partir dos pés a mãos em direção à cabeça, comprimindo-a de modo a concentrá-la nas íris de seus dois olhos.

    Se lhe for mais conveniente, você poderá também preencher primeiro um olho a depois o outro.

    Existem magos que desenvolvem a vitalizam só um dos olhos para a clarividência, a deixam o outro livre.

    Isso pode ficar a critério do aluno, mas sou de opinião que é melhor tornar os dois olhos igualmente clarividentes.

    Depois que você realizou o represamento de suas duas íris, imagine que seus olhos passam a ter todas as propriedades concentradas na luz.

    Esse exercício deve durar no mínimo dez minutos, e quando você tiver certeza de que o seu olho preenchido imaginariamente com a luz universal passou a ter as características dessa luz, então deixe-a, novamente com a ajuda da imaginação, fluir diretamente do olho ao mar universal de luz, ou penetrar novamente em seu corpo na forma original a de lá dissolver-se na luminosidade do Universo.

    Ambos os métodos aqui descritos são igualmente bons, e o sucesso é o mesmo.

    O importante é que o olho libertado da luz torne-se novamente capaz de ver normalmente.

    Isso é importante para que o olho astral desenvolvido magicamente não se torne tão sensível a ponto do mago não conseguir distinguir o que é captado pelo seu olho normal ou seu olho clarividente.

    Se o mago deixar de realizar a dissolução da luz concentrada, os seus olhos poderão permanecer clarividentes a ele tenha dificuldade em diferenciar o que é material do que é espiritual.

    Por isso ele deve manter sua clarividência sob controle a só deixa-la exercer sua força quando lhe aprouver.

    Através da repetição constante desse exercício o mago obterá uma habilidade tão grande nessa prática que conseguirá pôr em funcionamento o seu olho clarividente, o olho de luz, em poucos minutos.

    O olho assim preparado será capaz de ver tudo aquilo que o mago desejar ver (com o olho físico fechado ou aberto), numa bola de cristal ou de vidro, num armário polido ou num espelho mágico; seu olho clarividente enxergará tudo.

    A qualidade do que ele vê depende da pureza de seu ser.

    Um excelente meio auxiliar que produz um resultado mais rápido na clarividência a que também age no olho físico de modo favorável, para que as pessoas de vista fraca a que sofrem de moléstias da visão possam obter benefícios, não só do ponto de vista mágico mas também da saúde física, é a preparação de uma solução oftálmica de fogo.

    Os ingredientes são os seguintes:
    1. Um grande frasco de água destilada, que pode ser comprada na drogaria ou na farmácia.
    1. Algumas flores de camomila (secas ou frescas).
    1. Um pouco de eufrásia (Herba Euphrasia), também fresca ou seca.
    1. Obtenha 7 a 9 pequenos galhos de aveleira ou de salgueiro, que podem ser encontrados na natureza. Eles devem ser desfolhados, cortados no mesmo comprimento a amarrados em feixe com um barbante, dando-se os nós em vários pontos. Depois o maço de varetas deve ser deixado ao sol, ao ar seco, ou colocado num forno para secar.
    1. Por último ainda precisaremos de um pedaço de filtro de papel e um pequeno funil.

    Providenciados todos os ingredientes, podemos começar com a preparação em si da solução oftálmica.

    Num recipiente limpo despeje 1/4 litro de água destilada, coloque-a ao fogo, a assim que começar a ferver acrescente duas colherinhas de chá de flor de camomila a uma colherinha de chá de eufrásia.

    Deixe a solução ferver só alguns segundos, tire-a do fogo a cubra-a.

    Depois de cerca de dez minutos despeje-a num outro recipiente purificado, a assim que esfriar, pegue o maço de varetas de aveleira ou de sabugueiro a acenda suas extremidades no fogo de alguma chama disponível, deixando-as arder lentamente.

    Depois mergulhe essas extremidades na solução preparada anteriormente; assim nós passamos para essa infusão, que podemos considerar como um condensador líquido (sobre isso entrarei em detalhes num capítulo posterior), o elemento denso-material do fogo.

    Esse condensador líquido deve então ser filtrado através do funil devidamente forrado com o papel filtrante, a despejado num outro recipiente devidamente purificado.

    Essa filtragem é necessária para se eliminar qualquer resíduo, pedacinho de carvão ou cinza, que podem ter se desprendido do maço de varetas ao mergulharmos suas extremidades em brasa na infusão.

    Essa solução é então despejada numa vasilha ou num prato a colocada à frente da pessoa que vai usá-la.

    Inspire o elemento fogo em seu corpo, através da respiração pulmonar ou dos poros, ou de ambas simultaneamente, a preencha-o completamente com esse elemento.

    Nessa projeção não deve ser dada muita atenção à intensidade do calor, que será sentido sem problemas, mas ao fato do elemento fogo ser o portador do desejo que lhe foi transposto imaginativamente.

    Quando seu desejo de fortalecer os olhos materiais a de manter o desenvolvimento do olho astral foi transposto ao elemento fogo, como no caso da experiência do represamento de luz, então você deverá projetar esse elemento através do plexo solar, de suas mãos ou mesmo de seu bafo, ao líquido à sua frente.

    Se você perceber que a projeção não foi suficiente, poderá repeti-la várias vezes, mas não mais de 7 ou 9 vezes.

    Com isso o condensador assim preparado tornar-se-á uma essência bastante eficaz, exercendo um efeito benéfico não só na visão mas também fortalecendo, vitalizando a desenvolvendo os sentidos astrais.

    Esse condensador fluido deve ser colocado num frasco limpo a fechado, e guardado num local fresco.

    A solução oftálmica pode ser usada para o fortalecimento da visão ou para o seu tratamento mágico.

    Em casos de fraqueza visual grave, esse condensador fluido pode ser pingado nos olhos, pois a combinação das duas ervas usadas no preparado são fortalecedoras da visão a antiinflamatórias.

    Mas para a prática mágica, por exemplo, para o desenvolvimento dos sentidos astrais, podemos usar um chumaço de algodão enrolado em gaze a comprimido em forma de tampão, ou um pequeno retalho de linho puro, que serve ao mesmo propósito, por exemplo, umedecer os olhos a ser usado como compressa durante a experiência da vitalização dos olhos com a luz.

    Mais tarde, quando os olhos astrais estiverem suficientemente desenvolvidos, as compressas embebidas no condensador fluido não serão mais necessárias, a será suficiente realizar o represamento de luz nas íris.

    Depois de várias repetições, quando o olho físico já estiver bastante desenvolvido através desses exercícios com a luz, só precisaremos concentrar nossa atenção no olho astral a no desejo de enxergar com ele.

    As compressas podem ser usadas depois também antes de dormir, para que durante a noite elas exerçam seu efeito automaticamente; a única desvantagem é que os olhos a as pálpebras poderiam tornar-se super sensíveis por causa da infiltração do elemento fogo, em função do uso contínuo da compressa.

    Por isso é recomendável usar essas compressas só durante os exercícios.

    Elas devem ser amarradas com um pano, para não caírem durante a realização dos exercícios.

    Essa operação mágica deve ser executada sem a presença de outras pessoas.

    Devemos tentar preservar a compressa e a essência por algum tempo, para que não tenha que ser renovada de uma experiência a outra a não caia em mãos indesejadas, mesmo de membros da família.

    Se o aluno realizar conscienciosamente todas as etapas descritas, ele poderá, com esse método, desenvolver seu olho clarividente de modo totalmente inofensivo, em poucos meses, a numa previsão otimista até em poucas semanas.

    Será capaz também de acompanhar a prática de todas as tarefas a operações que ainda encontrará pela frente, em seu caminho da evolução mágica.

    Seria impossível apresentar resultados individuais dos métodos descritos, pois são tão diversos a fenomenais, que deixaremos a cargo do próprio mago determinar até onde ele pretende desenvolver a sua capacidade de clarividência através do olho astral.

    De qualquer forma, devemos adverti-lo para que não se vanglorie das capacidades adquiridas, ou pior, usá-las para prejudicar seus semelhantes.

    Deve usá-las somente para o benefício da humanidade.

    O tempo e o espaço não serão obstáculos para ele, a para a sua visão clarividente não haverá nada que possa permanecer oculto.

    1.2.3b) clariaudiência
    1.2.3.1O Desenvolvimento Mágico da Clariaudiência Astral

    Esse desenvolvimento é realizado quase nas mesmas condições do anterior.

    A capacidade da clariaudiência astral consiste em ouvir vozes até mesmo de grandes distâncias, a ao mesmo tempo entender várias línguas.

    No início essa capacidade se manifesta através de um pensamento verbalizado, que vem do interior da pessoa, da região do coração ou do plexo solar.

    Depois de muito exercício e da assimilação do hábito a clariaudiência desenvolve-se tão completamente, que passamos a captar tudo com a audição supranormal, como se conversássemos normalmente com uma pessoa.

    Essa capacidade também é própria de todos os magos a sem ela não faríamos progressos na magia.

    Por isso devemos dar tanto valor à clariaudiência quanto à clarividência, ou visão astral, a não negligenciar esse exercício de modo algum.

    Aquilo que foi dito sobre a visão astral, seu uso, a também as condições que podem ser produzidas por manifestações patológicas, vale também para a clariaudiência e a sensitividade.

    Esta última será tratada logo em seguida.

    Passemos diretamente à prática da clariaudiência; para o exercício seguinte você precisará somente de um chumacinho de algodão a de um condensador fluido.

    Faça duas bolinhas pequenas com o algodão, do tamanho de tampões para ouvidos.

    Mergulhe-os levemente no condensador a coloque-os à sua frente.

    Assim como foi descrito no caso do desenvolvimento do olho astral, trabalhe com o elemento ar carregando-o em seu corpo através da respiração pulmonar ou dos poros.

    O corpo inteiro passa a se assemelhar a um balão cheio de ar.

    Através da imaginação transfira ao princípio do ar a idéia de que ele produzirá a capacidade da clariaudiência ao seu corpo material a astral.

    Ao ter a certeza de que o elemento ar impregnou-se suficientemente com o seu desejo a sua imaginação, projete-o aos dois chumacinhos de algodão através do plexo solar, das mãos ou do bafo, comprimindo-o e represando-o a ponto dele assumir o tamanho dos chumacinhos.

    Você poderá impregnar magicamente os dois chumacinhos de uma vez só ou um após o outro, com a quantidade total de elemento.

    Essa experiência depende basicamente da firme convicção a da crença de que essa capacidade se desenvolverá rapidamente em você.

    Como condensador fluido você poderá usar uma infusão forte de camomila em água destilada.

    Para 1/8 de litro você deverá usar duas colheres de sopa de flores de camomila; depois a cocção será filtrada a guardada na geladeira, para que não embolore.

    Um condensador embolorado não perde o efeito, mas é anti-higiênico.

    Depois de carregar esses dois chumacinhos de algodão com o elemento ar, individualmente ou ao mesmo tempo, coloque-os na cavidade de seus ouvidos, tampando-os completamente.

    Depois transmita imaginativamente a toda a sua cabeça o princípio do Akasha, transponha a sua consciência à região dos ouvidos a imagine a capacidade da clariaudiência absoluta.

    Imagine que o princípio do Akasha transferido aos seus ouvidos produz imediatamente o dom da clariaudiência.

    Depois de algum tempo de meditação e de concentração dissolva novamente o princípio do Akasha no Akasha universal, tire os chumacinhos de algodão dos ouvidos, e guarde-os bem para que não caiam em mãos alheias.

    Se isso acontecer, você deverá preparar outros.

    Caso contrário, basta tirá-los dos ouvidos para que o elemento ar represado através da imaginação possa se dissolver novamente.

    O ideal seria usar novos chumacinhos a cada nova experiência, carregando-os sempre de novo, se tivermos o tempo disponível para isso.

    Se você quiser utilizar a sua audição astral numa experiência qualquer, então transfira somente o Akasha, do tamanho de seu tímpano, ao conduto interno de seus dois ouvidos.

    Depois de algum tempo de prática nesse método, você terá condições de usar a clariaudiência para os fins desejados, a qualquer momento.

    Quando não precisar mais dessa capacidade, tente converter o princípio do Akasha de volta à sua forma original, portanto, ao Akasha universal.

    Através da introdução do princípio do Akasha no conduto auditivo, a audição mental e astral é influenciada a desenvolvida, a através do elemento ar concentrado é alcançada a clariaudiência física.

    Quem refletir bastante sobre isso encontrará logo a correlação a poderá comparar o processo ao do rádio, onde o éter - o princípio akáshico da matéria e o ar, representam o papel de transmissores de ondas sonoras.

    1.2.4c) sensitividade
    1.2.4.1O Desenvolvimento da Sensitividade Astral

    Antes de passarmos ao desenvolvimento da sensitividade astral, consultaremos nosso diário mágico a voltaremos ao tempo em que nos ocupamos detalhadamente da introspecção das características boas a ruins.

    De acordo com o espelho mágico podíamos saber quais as características relativas aos elementos, predominantes em nós.

    A importância dessa introspecção derivava do fato de justamente essa predominância do respectivo elemento indicar nosso centro de percepção astral.

    Se o elemento predominante era o fogo, então o centro de percepção se localizava na cabeça, ou melhor, na testa; no caso do ar esse centro era o coração, a no caso da água o plexo solar.

    No caso da terra o centro se localizava nas mãos ou nas coxas.

    Depois de enunciar nosso campo astral dessa forma, passemos à prática.

    Proceda da mesma maneira que no desenvolvimento dos dois sentidos anteriores.

    Precisaremos novamente de um retalho de flanela, linho ou um chumaço de algodão, embebido levemente num condensador fluido.

    Este último poderá ser novamente uma forte infusão de camomila.

    Nesse processo carregue seu corpo com o elemento água, através da respiração pulmonar a pelos poros, com o desejo de que esse elemento provoque a sua sensitividade.

    Sob o termo sensitividade compreendemos a capacidade de sentir a perceber todos os fenômenos a forças que ocorrem no Akasha a nos elementos, inclusive a capacidade da psicometria, isto é, a percepção do passado, do presente a do futuro de qualquer objeto, carta, etc.

    Também pertence a essa classificação a capacidade da materialização de um pensamento, ou de um ser, sem considerar se é um ser criado por nós ou já existente no Akasha.

    Há outras capacidades ligadas à percepção e à sensação, que podem ser incluídas na categoria da sensitividade; mesmo a intuição possui suas origens na sensitividade.

    Esses poucos exemplos devem ser suficientes para elucidar a capacidade sensitiva.

    A prática em si é o que se segue:

    Depois de represar o elemento água em todo o corpo, através da respiração pulmonar a pelos poros, carregue-o com a imaginação intensiva da capacidade sensitiva.

    Você deve ter certeza de que o elemento é suficientemente forte para despertar essa capacidade em seu corpo astral.

    Com ajuda da imaginação extraia o elemento água do corpo, através do plexo solar, da testa, mãos ou bafo, e represe-o no trapo de flanela ou chumaço de algodão embebido no condensador fluido.

    Você poderá repetir esse carregamento, mas não deverá fazê-lo por mais de 7 ou 9 vezes.

    Nesse exercício você não deverá assumir aquela sua posição costumeira, mas deitar-se confortavelmente num sofá ou no chão.

    A condição básica é ficar numa posição horizontal, só a cabeça deve ficar um pouco erguida.

    No desenvolvimento da sensitividade astral não é usado o elemento água diretamente, mas só a força de atração magnética da água.

    O condensador fluido deve ser colocado no campo de percepção determinado, antes do exercício, a este deve ser praticado, no início, só de olhos fechados.

    Imagine então que todo o seu corpo bóia no elemento água universal, como se você se encontrasse no ponto central da superfície de um oceano infinito.

    A única coisa que você sente é água a mais água.

    Fique muito alerta, pois nesse exercício você poderá sentir muito sono.

    Apesar de todas as precauções não é impossível que você até chegue a adormecer; se isso ocorrer, desperte a tente afastar o sono com todas as suas forças, pois se isso se tornar um hábito, dificilmente você conseguirá evitá-lo.

    Através da imaginação descrita, transponha-se com a consciência ao campo da percepção a pense que a capacidade magnética da água dentro de si vitalizará até as mais ínfimas porções desse campo e produzirá a sensitividade astral.

    Você deverá imaginar com tanta intensidade a força de atração da água, que ela se tornará uma realidade indiscutível.

    Quando, através de uma longa meditação, você tiver a certeza de ter vitalizado satisfatoriamente o campo de percepção, então deixe a imaginação dessa água universal cair aos poucos, dissolva o elemento água de seu corpo no elemento universal, tire o condensador fluido, a devolva o seu elemento concentrado ao elemento universal.

    Com isso o exercício estará terminado.

    Quando você quiser usar esse campo de percepção na prática, basta transpor a sua consciência a ele e a capacidade é imediatamente ativada.

    Devemos lembrar ainda que seria conveniente exercitarmos diariamente o desenvolvimento dos sentidos astrais, a visão, a audição e a sensitividade, até que eles estejam totalmente dominados, mesmo que tenhamos pouco tempo disponível para isso.

    O êxito não tardará a chegar.

    Deixaremos de lado o desenvolvimento dos outros sentidos, pois eles não são tão importantes para a prática do mago.

    De qualquer maneira fica a critério do aluno desenvolver esses outros sentidos a partir dos três exercícios apresentados.

    As capacidades obtidas através do desenvolvimento astral desses sentidos são tão abrangentes, que não precisamos nem falar muito sobre isso.

    A alegria que se sente com o sucesso conquistado iguala-se ao de um cego que durante anos não conseguia ver nada, a de repente começa a enxergar tudo.

    1.3Instrução Mágica do Corpo (VII)
    1.3.1Criação dos Elementares

    Dominando a projeção dos elementos para fora, isto é, conseguindo projetar ou fazer sobressair cada elemento através do próprio corpo ou diretamente através do Universo, o mago poderá criar elementares para si e para os outros, e torná-los úteis. Surgirão seres que o servirão fielmente não só no plano mental, mas também no astral e no material-denso, respectivamente criados pelo mago de forma mental, astral e material, ou melhor, adensados.

    Já me referi aqui à criação consciente de formas pensamento ou elementares.

    A diferença entre um elementar e um elemental é que este último é criado através da imaginação e da força de vontade do mago, em função de uma forma pensamento consciente, e geralmente só age, para ele e para os outros, no plano mental ou do pensamento. Por outro lado um elementar é bem mais estável e penetrante em sua ação, pois é criado a partir de um ou mais elementos.

    Sobre o ato em si de criação ou de geração de um elementar, assim como o respectivo processo a ser utilizado pelo mago, falarei em seguida de forma bastante elucidativa e detalhada, inclusive citando exemplos. A intuição desenvolvida até agora através das instruções apresentadas será muito útil ao mago para que ele consiga elaborar práticas próprias, conforme o objetivo que deseja alcançar.

    Em função de sua evolução ética, com certeza ele jamais se atreverá a criar elementares para fins maléficos, pois o mundo invisível se vingará dele.

    Com o conhecimento do método de criação de elementares o mago passa a ter uma chave poderosa em suas mãos, com a qual ele poderá alcançar tudo o que quiser no plano mental, astral e material-denso.

    Ele não deve esquecer que a responsabilidade pelas suas ações deve ser só sua, e não do elementar produzido.

    Nas mãos do mago os elementares são instrumentos obedientes, que seguem fielmente a sua vontade e satisfazem qualquer desejo, sem considerar se os propósitos são bons ou ruins.

    1.3.2Finalidade do Elementar

    Assim como não podemos exigir que o marceneiro produza pãezinhos, não podemos exigir do elementar, criado para um fim bem determinado, que ele cumpra uma tarefa para a qual não foi gerado.

    Portanto nunca devemos dar duas ou mais tarefas a um elementar, pois ele não executará nenhuma das duas com perfeição e confiabilidade.

    Além disso devemos considerar a analogia dos elementos. Seria errado e contra as leis produzir um elementar que não estivesse em harmonia com a analogia dos elementos.

    1.3.3A Forma do Elementar

    Na fantasia do mago não precisa haver limites para a forma desses elementares, ele poderá escolher a forma que quiser e que sua intuição lhe apontar.

    Mas deverá evitar escolher a forma de seres vivos ou já falecidos, que ele conhece ou conheceu um dia, ou com os quais esteve em contacto. Isso porque ele poderia facilmente invadir o campo do corpo mental ou astral daquela pessoa e provocar-lhe graves danos.

    Além disso haveria o perigo desse elementar, em função de uma inteligência intrínseca, voltar-se contra o próprio mago e prejudicá-lo seriamente num momento imprevisto. O elementar poderia vampirizá-lo, induzi-lo indiretamente ao sono, e a outras coisas desagradáveis desse tipo.

    Essa advertência deve ser levada a sério pelo mago.

    1.3.4Nome dos Elementares

    Além disso, tanto faz ao elementar o nome que lhe é dado.

    Aconselhamos dar-lhes nomes menos comuns, pois basta pronunciar o seu nome que ele já se aproxima do mago.

    Ao criarmos vários elementares devemos anotar os seus nomes, para não confundirmos ou esquecermos esse detalhe.

    De qualquer forma, não devemos revelar nada a ninguém sobre esses elementares, pois um outro mago poderia usá-los e manipulá-los facilmente.

    1.3.5Força e Efeito do Elementar

    A força e o efeito de um elementar depende de seu carregamento. Quanto mais forte for a vontade do mago, tanto maior é a projeção dos elementos para o exterior, e um elementar carregado com tanta força tornar-se-á muito mais eficaz e penetrante.

    Um elementar pode ser adensado com tanta força, que ficará visível até para os olhares menos instruídos.

    Um mago pode ordenar a esse elementar que trabalhe visível ou invisivelmente, conforme a sua necessidade.

    O tempo de vida do elementar depende da função para a qual ele foi criado, o que deve ser determinado logo no início do ato da criação, pois cumprida a tarefa ele será dissolvido novamente em seu elemento original através da imaginação do mago.

    1.3.6Dissolução do Elementar

    Esse processo de dissolução não deve ser esquecido, porque devido ao seu instinto de auto-preservação, assim que termina o trabalho o elementar tende a se tornar independente fugindo do campo de domínio do mago e se transformando facilmente num vampiro.

    O mago então teria de suportar todas as conseqüências kármicas acarretadas por um elementar desse tipo, transformado em vampiro.

    Portanto, devemos ter muito cuidado e responsabilidade ao trabalharmos com esses seres.

    Muitos magos determinam, já durante o ato da criação, o tipo de dissolução a ser usada no elementar, quando por exemplo queimam ou destroem o seu nome, ou usam algum tipo de ritual, sinal, gesto, ou fórmula pré-elaborada.

    Tudo isso é válido, estritamente individual e fica a critério do mago escolher o que achar melhor.

    De qualquer forma devemos dar muita importância ao processo de dissolução.

    1.3.7Domínio Sobre os Elementares

    Tendo os elementares em suas mãos, ele poderá obrigá-los a obedecer, a qualquer momento, ameaçando-os com a dissolução.

    Em todo o caso ele deverá se convencer de que possui o poder absoluto de manter os elementares totalmente obedientes e dominados.

    O mago verá que quanto mais fiel e lealmente o elementar lhe servir, tanto mais ele se apegará ao seu mestre, dissolvendo-se muito a contragosto.

    Mas o mago nunca deverá se deixar levar por esse sentimento senão poderá tornar-se dependente desse ser.

    É conveniente dar ao elementar uma vida curta, e num caso de necessidade criar outros elementares para o mesmo fim.

    Não queremos dizer com isso que se deva criar um novo elementar todas as semanas para o mesmo trabalho, mas é desaconselhável usar o mesmo elementar durante muitos anos para uma e a mesma situação.

    1.3.8Elementares para Si e para Outras Pessoas

    Os elementares que o mago pretende usar para seu próprio serviço poderão ser criados a partir da projeção dos elementos através de seu próprio corpo, e aqueles que vai usar em outras pessoas poderão ser criados pela projeção dos elementos extraídos diretamente do Universo.

    O mago sabe que entre ele e cada elementar existe uma ligação invisível que poderia ser prejudicada se ele criasse elementares através da projeção corporal, para as outras pessoas também.

    Porque isso ocorre, é algo que o próprio mago poderá explicar.

    1.3.9Local de Permanência do Elementar

    Falaremos agora sobre o local de permanência ou de armazenamento do elementar.

    No Oriente, os elementares (chamados de Yidams) são transferidos aos Kylichores ou guardados neles.

    Um Kylichor é um diagrama construído em pedra, correspondente a um Yidam específico, ao qual nenhum estranho tem acesso.

    O mago instruído não precisa de um local separado para esse fim, ele pode guardar o elementar num ponto qualquer de uma parede, pois sabe que esse ser não está ligado ao tempo e também não exige um local específico.

    Ele se sentirá tão bem numa parede quanto ao ar livre.

    Na parede ou num outro grande objeto sólido ele estará até melhor guardado, pois devemos evitar transferi-lo a locais de permanência de muitas pessoas.

    Se acontecer de uma pessoa tomar aquele mesmo lugar em que se encontra o elementar, ela sentirá uma certa intranqüilidade, além de outras manifestações desagradáveis.

    1.3.10Chamada do Elementar

    No ato de criação deve-se determinar logo no início como será a chamada do elementar.

    Pode ser através do nome, pronunciado com um sussurro ou só em pensamento, ou então através de um movimento da mão, um gesto, ou um ritual.

    Isso fica a critério do mago.

    1.3.11Considerações Finais

    Antes de descrever a parte prática, o ato em si da criação, devo observar que o mago não precisa se limitar a essa prática única.

    Ela é só uma pequena parte da magia prática e uma indicação do modo como se deve usar os poderes adquiridos.

    Ele não deve especializar-se só nela, ao contrário, depois de dominá-la completamente deve explorar várias outras possibilidades que estão à sua disposição.

    Essa parte da magia só deve ser praticada no começo, depois caberá ao mago ajudar-se a si mesmo ou a outras pessoas, o que na verdade é o objetivo deste tema.

    1.3.12Geração ou Criação de Elementares
    O ato da criação de um elementar segue quatro métodos básicos:
    1. A projeção de um elemento numa forma pronta, que pode ser uma forma mental, astral ou material.
    1. A projeção de vários elementos numa forma pronta, que também pode ser mental, astral ou material.
    1. A projeção de um elemento sem forma direta, que será criada só através do elemento em questão.
    1. A projeção de vários elementos, que só criam uma forma depois.

    Explicarei esses quatro métodos através de exemplos práticos.

    1.3.13Método 1

    Pegue um objeto cuja forma você pretende atribuir ao elementar, e coloque-o à sua frente. Você poderá escolher por exemplo uma esfera, uma grande esfera de madeira ou de vidro, compacta ou oca por dentro, tanto faz. Uma grande bola de borracha de qualquer tipo também servirá.

    Através da força de imaginação extraia o elemento desejado do Universo e transfira-o para dentro da forma escolhida até que o objeto — a bola de borracha ou outro — fique totalmente preenchido.

    Proceda da mesma maneira com qualquer dos elementos com os quais você resolver trabalhar, com exceção do Akasha. Você deverá sempre escolher o elemento que corresponde ao seu desejo ou à sua idéia.

    Repita várias vezes essa projeção, sempre com a sensação de que a cada vez a substância elementar vai se represando e comprimindo mais.

    Ao ter certeza de que o represamento do elemento é forte o suficiente para satisfazer a sua vontade, impregne esse elementar assim preparado com a concentração do desejo ou do objetivo que você pretende alcançar.

    Depois dê um nome ao elementar, sem o qual ele nem poderia existir, e determine também o seu tempo de vida, durante o qual ele terá que cumprir a sua missão.

    Se você estiver trabalhando com o elemento fogo então terá criado um elementar do fogo, que será uma esfera de fogo. Se ele for da água, a esfera parecerá uma esfera de vidro; se for do ar, a esfera terá reflexos azulados, e da terra, terá as cores de um punhado de barro.

    Observadas todas as regras, tire o elementar do objeto e envie-o à missão que lhe foi atribuída.

    1.3.14Retorno do Elementar

    Antes disso recomende-lhe que volte imediatamente para a forma original depois de executado o serviço.

    Com isso você terá a possibilidade de controlar o elementar, saber se ele cumpriu a tarefa a contento, aproximando-se da forma em questão com um pêndulo sidérico.

    Se o elementar efetivamente retornou à sua forma original, em nosso caso a esfera ou bola de borracha, o pêndulo poderá confirmá-lo através das suas oscilações, pois um elementar possui radiações magnéticas e elétricas muito fortes.

    A experiência com o pêndulo é muito importante, porque ela lhe dará a possibilidade de conferir a efetiva execução do trabalho.

    Mais tarde, com o desenvolvimento da sua maturidade, você poderá acompanhar o trabalho do seu elementar através da clarividência.

    Se o pêndulo não oscilar, é sinal de que o elementar ainda não terminou o trabalho.

    1.3.15Envio da Missão

    Ao enviar o elementar à sua missão, você deve lembrar que ele não conhece tempo nem espaço, que para ele não há obstáculos, e que num caso de necessidade ele poderá dar a volta à Terra em poucos segundos.

    Você deve ter certeza de que ele realizará o seu desejo ou executará a sua ordem no tempo previamente determinado; não deve haver nem um pouco de dúvida em sua mente a respeito do sucesso da missão.

    Logo depois que o elementar for enviado, corte a sua ligação com ele como se estivesse usando uma faca, cessando de pensar nisso imediatamente após a sua partida.

    Você poderá se remeter a um estado de vazio total de pensamentos ou desviar a sua atenção a outras coisas.

    Em resumo, você deverá esquecer-se totalmente do elementar; quanto melhor você conseguir fazê-lo, tanto mais livre e penetrantemente o elementar enviado poderá agir.

    1.3.16Dissolução e Recarregamento

    Ao terminar o prazo determinado para a tarefa, certifique-se através do pêndulo sidérico se o elementar já voltou à sua forma original.

    No caso positivo, você poderá dissolvê-lo da forma descrita anteriormente, que, como dissemos, é totalmente individual; pode ser a queima de seu nome ou a realização de um ritual, ou mesmo a soletração de seu nome de trás para a frente, em voz bem baixa.

    A dissolução pode também ser feita através da imaginação normal, do mesmo modo recomendado para a projeção dos elementos.

    Se você quiser, poderá usar o elementar para a mesma tarefa, de outra maneira.

    Se o seu elementar não voltar para a forma original após o término do prazo que lhe foi imposto, isto é, você constatar que sua ordem não foi satisfatoriamente cumprida, chame o elementar de volta e realize outro represamento através de um reforço na imaginação e na projeção do elemento que está sendo empregado, enviando depois o elementar novamente para o cumprimento de sua missão.

    Esse carregamento pode ser repetido tantas vezes quantas forem necessárias para se alcançar o efeito desejado.

    Essa repetição só será inútil quando você atribuir ao seu elementar tarefas para as quais ele não possui força ou tensão suficientes.

    Você não deve esquecer que o efeito de um elementar depende da sua maturidade espiritual, portanto de sua capacidade de adensar um elemento, além da sua vontade, sua convicção e a emanação de sua fé, capazes de remover montanhas.

    1.3.17Aplicações do Método

    Esse método de criação de elementares é o mais simples e mais fácil, e deve ser usado pelo mago só em tarefas simples, idéias e influências bem delimitadas, que não exigem nenhuma inteligência excepcional, por exemplo, transmitir algum recado a uma pessoa, pedir proteção em ocasiões corriqueiras, etc.

    Como já observamos antes, através dos elementares podem ser alcançados objetivos mentais, astrais ou materiais.

    Da maneira aqui descrita também poderão ser criados seres elementares sem uma forma material.

    Nesse caso devemos projetar o elemento desejado numa forma pensamento e proceder do mesmo modo que na forma material.

    Esse tipo de criação do elementar é mais difícil, mas tem a vantagem de se poder transpor a forma a um lugar em que um corpo material não caberia, por exemplo, um canto, uma parede, ou outros lugares onde o encontro com outras pessoas é impossível.

    Essa prática oferece muitas possibilidades ao mago, e cabe à sua intuição ajudá-lo a decidir como e onde usar os elementares criados; através de um elementar ele poderá, por exemplo, pedir proteção à sua casa, pedir um ambiente favorável, etc.

    Como todo o conhecimento pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal, infelizmente essa prática também pode ser empregada em trabalhos maléficos e benéficos.

    Um vendedor pode, por exemplo, criar um elementar que lhe arranje muitos clientes.

    Todas as casas mal-assombradas e coisas desse tipo, atribuídas aos magos mal-intencionados, têm sua explicação na geração consciente de elementares para fins malévolos.

    Um mago de intenções nobres jamais se submeterá a esse tipo de prática.

    GRAU VIII

    1 Instrução Mágica do Espírito (VIII)

    1.1 Preparação para a Viagem Mental

    Neste grau, Bardon introduz um dos capítulos mais importantes da prática mágica: a viagem para fora do corpo. Nessa prática, primeiro ocorre o desligamento do corpo mental e, posteriormente, do corpo astral em relação ao corpo físico.

    Segundo o autor, todo mago que trabalha seriamente no caminho hermético deve desenvolver essa habilidade, pois ela lhe permite abandonar conscientemente o corpo físico e transportar-se para qualquer lugar que desejar.

    Essa capacidade possibilita:

    • alcançar lugares extremamente distantes;

    • visitar países remotos;

    • observar acontecimentos à distância;

    • ouvir e perceber tudo o que ocorre ao redor;

    • atuar em benefício de outras pessoas.

    "A matéria não é obstáculo para ele; para o seu espírito não existe tempo nem espaço."

    Bardon compara essa liberdade ao voo de uma pomba que deixa o pombal, mostrando que, para um mago experiente, essa separação ocorre com naturalidade.

    Observação

    O autor ressalta que essa faculdade não deve ser desenvolvida apenas para satisfazer a curiosidade. Seu verdadeiro propósito é ampliar a capacidade de atuação do mago e contribuir para seu aperfeiçoamento espiritual.

    À medida que amadurece espiritualmente, o mago amplia também o alcance dessa capacidade.

    Além de movimentar-se livremente sobre a Terra, poderá:

    • transpor o corpo mental para outras esferas;

    • conhecer diferentes planos da existência;

    • explorar conscientemente o Macrocosmo;

    • atuar, quando necessário, em outras esferas compatíveis com seu grau de evolução.

    Segundo Bardon, esse conhecimento direto do Universo constitui a verdadeira finalidade da viagem mental.

    Observação

    Embora exista muita teoria sobre esse assunto, Bardon opta por uma abordagem inteiramente prática. Ele afirma que nenhuma descrição substitui a experiência direta do próprio praticante.

    A viagem mental é definida como uma transposição consciente da consciência, ou seja, uma transposição espiritual.


    1.2 Exercício Preparatório com o Espelho

    Antes da prática da viagem mental, Bardon recomenda um exercício preparatório destinado a fortalecer a consciência fora do corpo físico.

    O objetivo desse treinamento é aprender a observar o próprio corpo a partir de um ponto de vista externo.

    Exercício

    I. Sente-se em sua asana habitual diante de um espelho.

    II. Posicione-se de forma que todo o seu corpo fique refletido.

    III. Observe atentamente sua imagem durante alguns instantes.

    IV. Feche os olhos.

    V. Reconstrua mentalmente sua imagem exatamente como ela aparece no espelho.

    VI. Grave em sua imaginação todos os detalhes, dando atenção especial:

    • à cabeça;

    • à expressão do rosto;

    • aos traços da face;

    • à postura do corpo.

    VII. Caso a imagem mental ainda não esteja perfeitamente fiel, abra novamente os olhos e repita o exercício até conseguir reproduzi-la com absoluta precisão.

    Observação

    O objetivo não é criar uma imagem aproximada de si mesmo, mas reproduzir mentalmente cada detalhe observado no espelho.

    Somente quando essa reprodução for completamente fiel deve-se passar para a etapa seguinte.

    Exercício

    I. Transponha sua consciência para a imagem refletida.

    II. Procure sentir-se realmente dentro dessa imagem.

    III. Observe seu próprio corpo como se ele estivesse à sua frente.

    IV. Tente perceber os objetos existentes atrás da imagem refletida.

    V. No início utilize a imaginação para reconstruir mentalmente o ambiente.

    VI. Continue repetindo o exercício até que essa percepção aconteça naturalmente.

    Observação

    Bardon explica que, inicialmente, tudo dependerá da imaginação. Entretanto, com a repetição constante, essa percepção deixará de ser imaginária e tornar-se-á direta, como se o praticante estivesse realmente observando o ambiente com seus próprios olhos.

    Resultado esperado

    Após dominar esse treinamento, o praticante deverá ser capaz de:

    • visualizar perfeitamente sua própria imagem;

    • transferir instantaneamente sua consciência para ela;

    • observar seu corpo físico como um observador externo;

    • perceber corretamente os objetos do ambiente;

    • manter essa percepção de forma estável.

    Observação

    Segundo Bardon, esse exercício constitui a base de toda a viagem mental. Somente quando essa etapa estiver completamente dominada o aluno estará preparado para iniciar a separação consciente do corpo mental, evitando perturbações da consciência e tornando o processo seguro e progressivo.

    1.3 A Prática da Viagem Mental

    Bardon adverte que o aluno não deve iniciar este exercício sem dominar completamente os treinamentos anteriores. A separação consciente da consciência do corpo físico exige uma preparação sólida, pois, em pessoas despreparadas, podem surgir perturbações da consciência.

    Observação

    Essa advertência demonstra que a viagem mental não é um exercício de experimentação. Ela somente deve ser praticada quando os exercícios anteriores estiverem totalmente dominados, garantindo segurança durante a prática.

    Somente o aluno que puder afirmar, com tranquilidade, que domina as etapas anteriores deverá prosseguir para os exercícios seguintes.


    1.3.1 Preparação para a Separação da Consciência

    Nesta etapa o espelho deixa de ser necessário. A partir desse momento todo o trabalho será realizado apenas através da concentração e da imaginação.

    Exercício

    I. Assuma sua asana habitual.

    II. Concentre-se completamente em seu espírito.

    III. Imagine que seu espírito:

    • vê tudo;

    • ouve tudo;

    • percebe tudo;

    • é totalmente independente do tempo e do espaço;

    • pode movimentar-se livremente para qualquer lugar.

    IV. Procure sentir, e não apenas imaginar, que seu espírito pode abandonar o corpo físico quando desejar.

    V. Aprofunde essa meditação até surgir uma sensação interna de liberdade e desligamento.

    Observação

    Segundo Bardon, quanto mais intensa for essa convicção, mais rápidos serão os progressos na viagem mental. A confiança interior possui tanta importância quanto a própria técnica.


    1.3.2 O Desligamento do Corpo

    Quando surgir a sensação de liberdade interior, inicia-se a primeira separação consciente.

    Exercício

    I. Imagine que está saindo do corpo físico.

    II. Visualize o corpo físico como um invólucro vazio.

    III. Sinta-se deslizando para fora dele, "como se estivesse saindo de um roupão ou de outro invólucro qualquer".

    IV. Coloque-se ao lado do próprio corpo.

    V. Procure sentir que sua consciência agora se encontra inteiramente no corpo mental.

    Observação

    Bardon utiliza a comparação com um roupão para mostrar que o desligamento deve ocorrer naturalmente, sem esforço ou violência. Todo o processo continua sendo conduzido pela imaginação treinada nos exercícios com o espelho.


    1.3.3 Exercício em Ambientes Fechados

    Depois de conseguir colocar-se ao lado do corpo, inicia-se o treinamento de observação.

    Exercício

    I. Observe seu corpo físico como se ele não lhe pertencesse.

    II. Permaneça alguns instantes ao lado dele.

    III. Examine cuidadosamente todos os detalhes:

    • expressão do rosto;

    • respiração tranquila e regular;

    • roupas;

    • cadeira onde está sentado;

    • posição do corpo.

    IV. No início utilize a imaginação para completar aquilo que ainda não conseguir perceber.

    V. Ao terminar o exercício, retorne ao corpo físico.

    VI. Desperte e confira se aquilo que observou corresponde realmente à realidade.

    Observação

    Essa conferência é fundamental. Bardon procura desenvolver uma percepção objetiva, evitando que o aluno confunda imaginação com percepção real.

    Com a prática, a imaginação será substituída por uma observação cada vez mais precisa.


    Quando conseguir observar corretamente seu próprio corpo, amplie gradualmente o campo de percepção.

    Exercício

    I. Passe a observar também os objetos do ambiente.

    II. Procure identificar móveis, portas, paredes e demais objetos existentes na sala.

    III. Retorne ao corpo.

    IV. Confira cuidadosamente se todas as percepções estavam corretas.

    Resultado esperado

    O praticante deverá alcançar uma percepção tão nítida que o corpo mental passará a perceber os objetos do ambiente com a mesma clareza dos olhos físicos.


    1.3.4 Deslocamento pelo Ambiente

    Quando a observação do ambiente estiver dominada, inicia-se o treinamento do movimento consciente do corpo mental.

    Exercício

    I. Coloque-se novamente ao lado do corpo físico.

    II. Caminhe lentamente pela sala.

    III. Evite deslocamentos rápidos no início.

    IV. Mantenha a sensação de estar apoiado no chão.

    V. Evite aproveitar a leveza natural do corpo mental para mover-se demasiadamente rápido.

    Observação

    Embora o corpo mental não esteja sujeito às limitações físicas, Bardon recomenda que o praticante mantenha movimentos semelhantes aos do corpo material. Isso fortalece a separação consciente entre ambos e evita confusões durante o aprendizado.

    Somente após muito treinamento será possível utilizar plenamente as leis da esfera mental.


    Quando dominar a movimentação dentro da sala, avance gradualmente.

    Exercício

    I. Abra a porta como faria normalmente no corpo físico.

    II. Saia da sala.

    III. Entre no corredor ou em outro cômodo.

    IV. Observe atentamente todo o ambiente.

    V. Retorne ao corpo físico.

    VI. Verifique se todas as observações estavam corretas.

    Observação

    Bardon recomenda ampliar o campo de exploração de maneira progressiva. Não existe vantagem em tentar grandes deslocamentos antes de dominar completamente os pequenos percursos.


    Resultado esperado

    Quando o praticante conseguir mover-se conscientemente em seu corpo mental e perceber o ambiente com a mesma precisão da percepção física, estará preparado para avançar às etapas seguintes da viagem mental.

    "A prática cria o mestre."

    Observação

    Bardon encerra esta etapa lembrando que o verdadeiro segredo da viagem mental não está em técnicas complicadas, mas na repetição constante dos exercícios. Segundo ele, esse treinamento constitui a preparação indispensável para a futura separação do corpo astral — o êxtase — na qual não apenas o espírito, mas também a alma se desligará do corpo físico.

    1.3.5 Em trajetos curtos

    Depois de conseguir movimentar-se dentro de sua própria casa utilizando o corpo espiritual com a mesma naturalidade do corpo físico, o próximo passo consiste em realizar pequenos deslocamentos para fora dela.

    II. Em seguida, visite parentes ou conhecidos que morem nas proximidades.

    III. À medida que adquirir experiência, passe a visitar pessoas que você conheça bem.

    IV. Durante essas experiências, procure não perceber apenas os objetos do ambiente, mas também todas as impressões sensoriais presentes no local.

    O objetivo desse estágio é desenvolver uma percepção mental tão refinada que ela reproduza as mesmas impressões dos sentidos físicos.

    Desenvolvimento da percepção

    Com a prática constante, a consciência torna-se cada vez mais aguçada e instruída. Gradualmente, o corpo mental passa a captar impressões equivalentes às dos sentidos físicos, como:

    • audição;

    • visão;

    • tato.

    Essas percepções surgem como se o praticante estivesse fisicamente presente no local visitado.

    Observação

    Mas só alcançaremos esses resultados depois de exercícios constantes na instrução da viagem mental.

    1.3.6 Visitas a conhecidos, parentes e outros locais

    Depois de dominar os deslocamentos em trajetos curtos, o próximo passo consiste em visitar pessoas conhecidas por meio da viagem mental. Nesta etapa, Bardon ensina a distinguir com precisão aquilo que é uma percepção verdadeira daquilo que ainda é fruto da imaginação.

    Objetivo do exercício

    Aprender a diferenciar, de forma absoluta, a percepção mental autêntica das imagens criadas pela própria imaginação.

    II. Observe atentamente o que essa pessoa aparenta estar fazendo naquele momento.

    III. Em seguida, altere deliberadamente essa cena em sua imaginação, fazendo a pessoa executar uma ação diferente ou até oposta.

    IV. Compare ambas as percepções.

    V. Repita o exercício até conseguir reconhecer, sem dúvidas, qual percepção corresponde à realidade e qual foi criada pela imaginação.

    No começo nós só sentiremos que a imaginação corresponde de fato à realidade.

    A percepção verdadeira não depende da imaginação, mas da consciência treinada.

    Domínio da ausência de tempo e espaço

    Quando o deslocamento pelo corpo mental tornar-se natural, sem sensação de esforço ou cansaço, inicia-se o estudo de uma das leis fundamentais da viagem mental: a ausência de tempo e espaço.

    Bardon orienta que o praticante:

    I. Desligue-se do corpo físico.

    II. Medite profundamente sobre a inexistência de distância para o corpo mental.

    III. Convença-se de que pode estar instantaneamente em qualquer lugar.

    IV. Imagine-se já presente no local desejado.

    Segundo o autor, quanto mais profunda for essa convicção, mais imediata será a transposição.

    Pense que seu corpo mental poderá estar naquele mesmo instante em qualquer lugar que você desejar.

    Progressão dos exercícios

    Bardon recomenda uma sequência lógica de treinamento.

    • Comece visitando lugares conhecidos.

    • Confirme posteriormente se as percepções correspondiam à realidade.

    • Somente depois passe a explorar lugares desconhecidos.

    Esse método fortalece a confiança e evita que a imaginação seja confundida com percepção objetiva.

    Ampliação da experiência

    Após adquirir segurança, o praticante pode ampliar gradualmente o campo das viagens mentais, explorando diferentes ambientes e regiões do mundo.

    Entre os exemplos sugeridos pelo autor estão:

    • regiões tropicais;

    • praias e costas marítimas;

    • grandes cidades;

    • extremo norte;

    • extremo sul;

    • quaisquer lugares pelos quais sinta verdadeira atração.

    A prática contínua transforma a viagem mental em uma capacidade espontânea e natural.

    Aplicações práticas da viagem mental

    Bardon enfatiza que a viagem mental não serve apenas para observar acontecimentos.

    Ela também permite realizar trabalhos conscientes no plano mental.

    Entre suas aplicações estão:

    • observar situações à distância;

    • identificar enfermidades;

    • auxiliar mentalmente tratamentos;

    • exercer influências benéficas;

    • realizar operações anteriormente executadas por meio de elementares.

    Viagens às esferas superiores

    Depois de dominar completamente o plano físico, o mago poderá iniciar explorações em outras esferas de existência.

    Segundo Bardon, basta harmonizar-se interiormente com a esfera desejada e permitir que o corpo mental seja conduzido naturalmente até ela.

    Precisamos somente sintonizar-nos com a esfera que queremos visitar.

    O autor não aprofunda esse assunto, afirmando que tais experiências devem ser vividas diretamente pelo próprio praticante.

    Bardon explica que isso ocorre porque, durante o desligamento do corpo mental, o cordão de ligação entre os corpos mental e astral torna-se momentaneamente mais frouxo, provocando uma alteração no estado de consciência.

    Essa sonolência desaparece naturalmente com a prática constante.

    O domínio da viagem mental aqui descrita é uma preparação indispensável para o envio do corpo astral.

    2 INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA (VIII)

    2.1 O Grande "Agora"

    Neste grau, Bardon chama a atenção para uma mudança fundamental na vida do mago: o aperfeiçoamento do pensamento. Quanto mais avançada for a evolução espiritual, maior será o poder criador da mente e, consequentemente, maior será a responsabilidade sobre tudo aquilo que se pensa.

    O pensamento plástico torna-se uma força ativa no Akasha e tende naturalmente à realização.

    A capacidade de concentração despertada em conseqüência dos intensos exercícios evoca imagens penetrantes do Akasha, através do pensamento plástico; elas são fortemente vitalizadas e tentam se concretizar.

    O pensamento como instrumento de criação

    Segundo Bardon, a concentração adquirida ao longo dos graus anteriores fortalece o pensamento a ponto de ele produzir imagens vivas no Akasha. Essas imagens deixam de ser simples ideias e passam a possuir força suficiente para influenciar a realidade.

    Por essa razão, o mago deve vigiar constantemente a qualidade de seus pensamentos.

    Transformação do caráter

    O desenvolvimento mágico exige uma transformação interior contínua. Não basta dominar técnicas; é necessário purificar o próprio caráter.

    Bardon recomenda que o praticante procure:

    • cultivar pensamentos nobres e puros;

    • transformar paixões em qualidades positivas;

    • eliminar o desejo de prejudicar qualquer pessoa;

    • desenvolver uma natureza cada vez mais equilibrada.

    O verdadeiro progresso mágico depende tanto da evolução moral quanto da evolução técnica.

    Virtudes do mago

    O autor descreve algumas qualidades que devem tornar-se naturais na personalidade do mago:

    • amabilidade;

    • espírito prestativo;

    • solidariedade;

    • generosidade;

    • respeito;

    • discrição;

    • silêncio interior.

    Ao mesmo tempo, ele deve libertar-se de paixões inferiores como:

    • egoísmo;

    • orgulho;

    • ganância.

    A harmonia do Akasha

    Bardon explica que o princípio do Akasha representa a harmonia universal. Quando o mago cultiva pensamentos ou paixões desarmônicas, essa própria lei passa a limitar sua evolução.

    O próprio Akasha colocaria obstáculos no caminho do mago impedindo a sua evolução, ou o que é pior, tornando-a impossível.

    A referência a "Zanoni"

    Bardon utiliza a obra Zanoni, de Edward Bulwer-Lytton, para ilustrar simbolicamente esse ensinamento.

    Segundo ele, a guardiã da fonte representa o próprio Akasha, impedindo que pessoas impuras ou espiritualmente imaturas tenham acesso aos grandes mistérios.

    A um imaturo os mistérios permanecerão sempre ocultos.

    A relação com as religiões

    O verdadeiro mago não desenvolve fanatismo religioso nem sectarismo.

    Segundo Bardon, toda religião possui um caminho próprio capaz de conduzir seus adeptos a Deus, de acordo com seu grau de maturidade espiritual.

    Por isso, o mago:

    • respeita todas as religiões;

    • compreende que cada uma atende a diferentes níveis de consciência;

    • evita críticas motivadas por orgulho ou superioridade.

    O conhecimento verdadeiro amplia o respeito; nunca produz intolerância.

    O perigo do julgamento

    À medida que sua visão espiritual se desenvolve, o mago passa a perceber aspectos ocultos das pessoas, inclusive pensamentos, intenções e acontecimentos ligados ao passado, presente e futuro.

    Entretanto, Bardon faz uma importante advertência.

    O mago só poderá chamar a atenção de uma pessoa ou julgar seus defeitos e fraquezas quando convocado diretamente para tal.

    A atitude correta diante do bem e do mal

    Bardon ensina que o bem e o mal possuem função dentro da ordem universal.

    O mago compreende que:

    • o bem produz alegria;

    • o mal produz aprendizado;

    • ambos possuem uma finalidade na evolução.

    Assim, ele evita reações impulsivas e procura manter o equilíbrio diante das circunstâncias.

    O mago autêntico aceita a vida como ela é, aprendendo com todas as experiências sem perder sua serenidade.

    Reconhecimento dos próprios erros

    O praticante deve reconhecer sinceramente suas imperfeições, mas sem alimentar culpa ou arrependimento constante.

    Segundo Bardon, esses estados mentais também constituem pensamentos negativos e, portanto, enfraquecem o desenvolvimento espiritual.

    É suficiente que ele reconheça seus erros e não os repita novamente.

    2.2 Sem Apego ao Passado

    Bardon ensina que o mago deve libertar-se do apego ao passado e viver plenamente o presente. Permanecer preso a acontecimentos antigos, principalmente aos desagradáveis, significa desperdiçar energia mental e dificultar a própria evolução.

    O verdadeiro mago vive no presente e volta ao passado apenas quando isso é realmente necessário.

    É basicamente errôneo prender-se ao passado e lamentar as coisas desagradáveis que o destino lhe impôs.

    O perigo de reviver o passado

    Segundo Bardon, recordar continuamente acontecimentos negativos não é apenas um hábito psicológico prejudicial, mas também uma operação mágica inconsciente.

    Ao reviver intensamente imagens do passado, o praticante:

    • fortalece antigas impressões;

    • vitaliza novamente essas imagens;

    • pode criar novas causas e novos obstáculos em seu caminho.

    Aquilo que recebe continuamente nossa atenção tende a ganhar força.

    A postura do verdadeiro mago

    O autor faz uma distinção clara entre a atitude da pessoa comum e a do verdadeiro praticante.

    Enquanto muitos permanecem presos às próprias lamentações, o mago procura manter sua consciência voltada para aquilo que pode ser transformado no momento presente.

    Só os fracos queixam-se constantemente para despertar a piedade dos outros.

    O futuro também exige equilíbrio

    Da mesma forma que o passado não deve dominar a consciência, o futuro também não deve tornar-se fonte de ilusões.

    Bardon recomenda planejar apenas aquilo que for realmente necessário.

    O mago evita:

    • fantasias excessivas;

    • expectativas irreais;

    • preocupações inúteis;

    • projeções imaginárias sem finalidade prática.

    Planejamento é diferente de viver preso às expectativas.

    Disciplina na vida material

    O desenvolvimento espiritual nunca deve servir como desculpa para negligenciar os deveres da vida cotidiana.

    Bardon afirma que o mago trabalha objetivamente em sua evolução, sem abandonar suas responsabilidades materiais.

    Por isso, ele deve:

    • cumprir seus deveres com consciência;

    • manter disciplina consigo mesmo;

    • agir com prudência;

    • conservar discrição sobre sua evolução espiritual.

    O Grande Agora

    Bardon conclui o capítulo relacionando esse ensinamento ao princípio do Akasha.

    Como o Akasha está além do tempo e do espaço, sua atuação acontece sempre no presente. Os conceitos de passado e futuro pertencem apenas à percepção humana.

    O princípio do Akasha não conhece o tempo nem o espaço, ele age portanto sempre no presente.

    O mago procura adaptar sua consciência ao Akasha, reconhecendo-o como o Grande Agora.

    2.3 Perturbações de Concentração como Compasso do Equilíbrio Mágico

    Neste capítulo, Bardon apresenta um importante método de autoavaliação. As dificuldades encontradas durante os exercícios de concentração revelam, com precisão, quais elementos ainda permanecem em desequilíbrio no corpo astral.

    As perturbações na concentração funcionam como um verdadeiro diagnóstico do equilíbrio mágico.

    A concentração revela o elemento dominante

    Segundo Bardon, a capacidade de concentração está diretamente ligada ao equilíbrio dos quatro elementos. Quando determinado tipo de exercício apresenta maior dificuldade, isso indica que o elemento correspondente ainda necessita de fortalecimento e harmonização.

    A capacidade de concentração, em relação aos elementos, depende do equilíbrio mágico, e é também o melhor parâmetro para se saber qual o elemento do corpo astral que ainda deve ser dominado.

    Correspondência entre os elementos e os exercícios

    Cada elemento manifesta suas dificuldades em um tipo específico de concentração.

    • Fogo: dificuldades na imaginação visual e plástica.
      Ar: dificuldades na imaginação auditiva.
      Água: dificuldades na concentração do tato e das sensações.
      Terra: dificuldades relacionadas ao domínio da consciência, da viagem mental e dos estados de transe.

      O exercício mais difícil é justamente aquele que merece maior dedicação.

      Como corrigir o desequilíbrio

      Ao identificar qual elemento ainda apresenta deficiência, Bardon orienta que o praticante intensifique exatamente os exercícios ligados a esse elemento.

      Isso significa:

      • fortalecer o tipo de concentração correspondente;

      • aprofundar os exercícios já aprendidos;

      • praticar com regularidade até eliminar completamente as interferências.

      O objetivo não é desenvolver apenas uma habilidade específica, mas alcançar uma evolução uniforme em todos os aspectos da concentração.

      O verdadeiro equilíbrio mágico

      Segundo Bardon, o equilíbrio somente pode ser considerado alcançado quando todas as modalidades de concentração apresentam o mesmo grau de domínio.

      O mago deve conseguir realizar, com igual facilidade:

      • concentração visual;

      • concentração auditiva;

      • concentração sensorial;

      • concentração da consciência.

      Um sinal do equilíbrio mágico é o sucesso por igual na realização de todas as concentrações.

      Critério de avaliação

      Bardon estabelece um parâmetro bastante objetivo para que o praticante avalie seu próprio progresso.

      O mago deve ser capaz de manter qualquer tipo de imaginação concentrada durante, no mínimo, quinze minutos, sem interferências.

      Além disso:

      • nenhuma modalidade de concentração deve ser mais fácil que outra;

      • nenhuma deve ser negligenciada;

      • todas devem possuir o mesmo nível de estabilidade.

      Se isso ocorrer, será um sinal evidente de que o equilíbrio dos elementos no corpo, na alma e no espírito ainda não foi implantado totalmente.

      Preparação para a próxima etapa

      Bardon encerra esse capítulo anunciando o próximo tema da Instrução Mágica da Alma.

      Segue-se agora a instrução mágica da alma desse grau, que descreve o OD e o OB dos cabalistas, além dos fluidos elétrico e magnético e o seu domínio.

      Essa transição marca o início do estudo dos fluidos elétrico e magnético, fundamentos importantes para as práticas mágicas apresentadas nas etapas seguintes do Grau VIII.

    2.4 O Domínio dos Fluidos Elétrico e Magnético

    Neste capítulo, Bardon inicia um dos ensinamentos mais importantes do Grau VIII: o estudo e o domínio dos fluidos elétrico e magnético. Esses fluidos constituem forças universais derivadas dos elementos e representam a base de inúmeras operações mágicas que serão apresentadas posteriormente.

    O domínio dos fluidos elétrico e magnético concede ao mago uma das maiores chaves da magia prática.

    Origem dos fluidos

    Segundo Bardon, os dois fluidos principais surgem diretamente dos elementos fundamentais.

    • O fluido elétrico origina-se do elemento fogo.

    • O fluido magnético origina-se do elemento água.

    Já os outros dois elementos desempenham funções complementares.

    • O elemento ar atua como princípio equilibrador entre os dois fluidos.

    • O elemento terra possui natureza bipolar, reunindo simultaneamente os aspectos elétrico e magnético.

    O princípio da terra é bipolar, portanto contém ambos os fluidos e é eletromagnético; no ponto central ele é elétrico e na periferia é magnético.

    A atuação dos fluidos

    Bardon ensina que esses fluidos não atuam apenas no plano físico.

    Sua ação estende-se por todas as esferas da existência:

    • mundo mental;

    • mundo astral;

    • mundo material.

    Os fluidos elétrico e magnético constituem a origem de todos os seres e de todos os processos de manifestação.

    Importância para o mago

    O estudo desses fluidos não possui finalidade apenas teórica.

    Segundo Bardon, o verdadeiro domínio dessas forças permite ao mago atuar conscientemente em qualquer plano da existência.

    O conhecimento e o domínio desses dois fluidos será nossa próxima tarefa, pois através do seu domínio o mago conseguirá tudo o que quiser em todas as esferas.

    O resultado dependerá de fatores como:

    • maturidade espiritual;

    • força da vontade;

    • intensidade da projeção;

    • capacidade de atuação na esfera desejada.

    Quanto maior a maturidade do mago, maior será a eficácia dos fluidos por ele dirigidos.

    Os dois métodos de trabalho

    Bardon informa que existem duas formas fundamentais de operar com os fluidos universais.

    I. Método indutivo.

    II. Método dedutivo.

    Esses dois métodos serão estudados e praticados ao longo deste grau.

    Preparação para os próximos exercícios

    Este capítulo funciona como uma introdução aos trabalhos que serão apresentados na sequência.

    Em primeiro lugar consideraremos o fluido elétrico.

    2.5 O Domínio do Fluido Elétrico – Método Indutivo

    Neste exercício, Bardon ensina o primeiro método prático para o domínio do fluido elétrico. O treinamento baseia-se na concentração intensa do elemento fogo e na produção consciente de uma pressão luminosa no interior do corpo.

    O objetivo é aprender a produzir, controlar e utilizar conscientemente o fluido elétrico.

    Preparação do exercício

    O exercício pode ser realizado sentado ou em pé, conforme a preferência do praticante.

    Assuma sua posição habitual, feche os olhos e imagine que seu corpo está completamente oco por dentro. Em seguida, visualize-se como o centro de uma gigantesca esfera de fogo que envolve todo o Universo.

    A esfera deve ser imaginada intensamente luminosa, brilhante e incandescente, semelhante ao Sol.

    Represamento da luz

    Depois de estabelecer a visualização da esfera de fogo, imagine que toda essa luz universal é comprimida para dentro do seu corpo oco.

    Essa compressão ocorre de todos os lados simultaneamente, penetrando pelos poros da pele.

    À medida que a luz entra em seu corpo:

    • o interior vai sendo preenchido completamente;

    • a intensidade luminosa aumenta continuamente;

    • forma-se um represamento cada vez maior.

    Quanto mais intensa for a imaginação da esfera de fogo, maior será a quantidade de luz comprimida para dentro do corpo.

    A sensação de pressão

    Com o aumento do represamento, o praticante deverá sentir seu corpo como um recipiente totalmente cheio de luz.

    Bardon compara essa sensação à de um balão prestes a estourar.

    A pressão deve ser percebida sempre de fora para dentro, provocando uma intensa sensação de preenchimento.

    Você deverá sentir a pressão da luz em seu corpo e senti-lo como se fosse um balão cheio de luz.

    Respiração durante o exercício

    Durante todo o treinamento a respiração deve permanecer tranquila e natural.

    Esse impulso deve ser evitado a todo custo.

    Percepção do fluido elétrico

    Quando o represamento atingir seu ponto máximo, surgirá uma forte sensação de corrente elétrica percorrendo principalmente:

    • as mãos;

    • as pontas dos dedos.

    Essa corrente corresponde exatamente ao fluido elétrico.

    O praticante deve observar atentamente essa sensação até reconhecê-la com clareza.

    Capte com força essa sensação, pois trata-se do fluido elétrico aqui descrito.

    Dissolução do exercício

    Concluído o represamento, o processo deve ser desfeito lentamente.

    Primeiro imagine que o fogo universal vai desaparecendo.

    Depois visualize a luz represada apagando-se gradualmente.

    Ao mesmo tempo:

    • a pressão interna diminui;

    • o corpo retorna ao estado normal;

    • toda a luminosidade desaparece.

    Assim conclui-se o primeiro exercício do método indutivo.

    Aplicação prática

    Depois de adquirir prática suficiente na produção do fluido elétrico, Bardon recomenda dar um passo além.

    O praticante deverá impregnar esse fluido com um objetivo específico.

    Basta imaginar que o fluido elétrico estimula e fortalece as energias ativas:

    • do espírito;

    • da alma;

    • do corpo.

    O fluido elétrico pode ser utilizado para despertar e fortalecer todas as qualidades ativas correspondentes aos elementos fogo e ar.

    Entre essas qualidades encontram-se:

    • força de vontade;

    • fé;

    • domínio sobre os elementos;

    • poder de realização.

    Você terá, por exemplo, a possibilidade de aumentar a sua força de vontade, sua fé e seu poder sobre os elementos até um nível quase sobrenatural.

    Caso contrário, em vez de fortalecer as virtudes, o fluido elétrico intensificará também as paixões e defeitos ainda existentes.

    Como consequência:

    • o domínio sobre essas paixões diminuirá;

    • elas poderão tornar-se um verdadeiro tormento para o praticante.

    O fluido elétrico amplia aquilo que já existe no interior do mago, sejam virtudes ou paixões.

    2.6 O Domínio do Fluido Magnético – Método Indutivo

    O treinamento do fluido magnético segue o mesmo princípio utilizado no desenvolvimento do fluido elétrico, porém empregando o elemento água como base da prática.

    O objetivo é aprender a acumular, perceber e controlar conscientemente o fluido magnético.

    Preparação do exercício

    Sente-se em sua asana habitual e imagine que seu corpo está completamente oco, semelhante a uma bola de borracha capaz de absorver o fluido magnético.

    Feche os olhos e visualize que todo o Universo está completamente preenchido por água, permanecendo você exatamente no centro desse oceano universal.

    Percepção inicial

    Logo no início da prática surgirão naturalmente sensações de umidade e frio na periferia do corpo.

    O praticante deve manter sua concentração exclusivamente na absorção da energia magnética.

    Absorção da energia magnética

    Imagine que seu corpo funciona como uma esponja completamente seca mergulhada na água.

    Assim como a esponja absorve naturalmente toda a água ao seu redor, visualize seu corpo sugando continuamente a energia magnética do elemento água universal.

    A absorção deve ocorrer de maneira constante e progressiva.

    A energia magnética deve ser acumulada até que não seja mais possível intensificar o represamento.

    Represamento da energia

    À medida que a energia magnética se acumula, o praticante perceberá uma crescente sensação de pressão interna.

    Bardon compara essa sensação à de um pneumático completamente cheio de ar.

    Quando o represamento atingir seu ponto máximo, será percebida claramente a natureza do fluido magnético.

    Você sentirá o fluido magnético como uma força de contração e de atração.

    Dissolução do exercício

    Após atingir o máximo da acumulação, a imaginação deve ser relaxada gradualmente.

    Visualize lentamente a energia magnética acumulada dissolvendo-se novamente no infinito, até que todo o corpo retorne ao seu estado normal.

    Assim conclui-se o exercício do método indutivo aplicado ao fluido magnético.

    Aplicação prática

    Depois de aprender a distinguir claramente o fluido magnético do fluido elétrico, o mago poderá utilizá-lo para fortalecer em si todas as capacidades correspondentes aos elementos água e terra.

    Entre essas capacidades encontram-se:

    • mediunidade;

    • sensitividade;

    • psicometria;

    • leitura do pensamento;

    • psicografia.

    O fluido magnético fortalece especialmente as faculdades receptivas, intuitivas e de percepção sutil associadas aos elementos água e terra.

    2.7 O Domínio do Fluido Elétrico – Método Dedutivo

    O método dedutivo somente deve ser praticado quando os dois métodos indutivos — do fluido elétrico e do fluido magnético — já estiverem plenamente dominados.

    O método dedutivo segue o mesmo princípio do método indutivo, porém em sequência inversa.

    Preparação do exercício

    Represe o elemento fogo em seu corpo, extraindo-o diretamente do Universo.

    Esse represamento poderá ser realizado:

    • pela respiração pulmonar;

    • pelos poros;

    • pela combinação de ambos;

    • ou exclusivamente através da imaginação.

    O procedimento deve ser exatamente aquele aprendido anteriormente no estudo da inspiração e do represamento dos elementos.

    O calor surgirá automaticamente como consequência do represamento do elemento fogo.

    Irradiação do fluido elétrico

    À medida que o elemento fogo é represado, produz-se uma intensa força de expansão.

    Essa expansão provoca uma forte irradiação do fluido elétrico para fora do corpo.

    O praticante perceberá essa irradiação por toda a superfície da pele.

    A sensação é semelhante à produzida por uma máquina de eletrificação ou por um aparelho de alta frequência.

    Com a repetição constante do exercício e o aumento progressivo do represamento do elemento fogo, essa irradiação torna-se cada vez:

    • mais intensa;

    • mais estável;

    • mais penetrante.

    O fortalecimento do represamento aumenta proporcionalmente a intensidade da irradiação do fluido elétrico.

    Intensidade da energia

    Segundo Bardon, essa energia pode atingir um grau tão elevado de condensação que poderá ser percebida até mesmo por pessoas não iniciadas.

    Ele afirma ainda que, levada ao extremo, essa energia pode chegar a acender uma lâmpada de néon.

    Experiências desse tipo servem apenas para:

    • comprovar a existência da energia;

    • convencer outras pessoas de sua realidade.

    O fluido elétrico deve ser empregado exclusivamente para fins nobres e elevados.

    Encerramento do exercício

    Depois de alcançar o máximo represamento do elemento fogo e da irradiação do fluido elétrico, o exercício deve ser encerrado.

    Visualize o elemento fogo e o fluido elétrico retornando gradualmente ao Universo, até que o corpo fique completamente livre da energia acumulada.

    Com isso o exercício estará concluído.

    2.8 O Domínio do Fluido Magnético – Método Dedutivo

    O método dedutivo do fluido magnético segue os mesmos princípios do método dedutivo do fluido elétrico. A diferença fundamental é que, em vez do elemento fogo, utiliza-se o elemento água.

    O objetivo é aprender a irradiar conscientemente o fluido magnético a partir do represamento do elemento água.

    Preparação do exercício

    Represe o elemento água em seu corpo oco através da imaginação, da forma mais dinâmica possível.

    Esse represamento poderá ser realizado:

    • pela respiração pulmonar;

    • pelos poros;

    • pela combinação de ambas;

    • ou exclusivamente através da imaginação.

    Durante o exercício surgirão naturalmente as sensações de umidade e frescor.

    Percepção do fluido magnético

    À medida que o represamento aumenta, você perceberá principalmente na pele e nas extremidades uma intensa força de contração.

    Você sentirá principalmente nas extremidades e na pele do corpo uma força de contração, como num magneto de verdade.

    No início, quando a dinamização for muito intensa e o organismo ainda não estiver acostumado, essa energia poderá produzir uma sensação quase paralisante.

    Encerramento do exercício

    Depois de atingir o máximo represamento possível, dissolva lentamente o elemento água juntamente com o fluido magnético no Universo através da imaginação.

    Assim o exercício estará concluído.

    Domínio dos quatro métodos

    Os quatro métodos apresentados até aqui devem ser dominados de tal forma que o praticante consiga produzir os fluidos elétrico e magnético a qualquer momento, apenas pela imaginação.

    O domínio completo dos quatro métodos depende de treinamento constante e incansável.

    Os exercícios devem ser praticados:

    • inicialmente com os olhos abertos;

    • posteriormente com os olhos fechados;

    • independentemente do ambiente ou da situação.

    • contrair os músculos;

    • prender a respiração.

    Essas reações devem ser evitadas.

    Todos os métodos devem ser executados com tranquilidade, relaxamento e sem esforço físico aparente.

    Diferença entre os métodos indutivo e dedutivo

    Bardon resume a diferença entre ambos os métodos.

    • Método indutivo: canaliza uma energia do Universo para dentro do corpo, da alma e do espírito.
      Método dedutivo: envia uma energia do interior do praticante para o exterior.
      Enquanto o método indutivo absorve, o método dedutivo irradia.

      Em vez de dissolver imediatamente o elemento e o fluido acumulados, deverá manter essa energia represada por algum tempo dentro do próprio corpo.

      Primeiro faz isso com o fluido elétrico e seu correspondente elemento fogo.

      Depois repete exatamente o mesmo procedimento com o fluido magnético.

      Somente após dominar completamente essa etapa deverá prosseguir para o exercício seguinte.

      Domínio do fluido eletromagnético

      Os métodos anteriores servem como preparação para o domínio simultâneo dos dois fluidos universais.

      Segundo Bardon, a analogia corporal é a seguinte:

      • cabeça e peito → fluido elétrico;

      • ventre, coxas e pés → fluido magnético.

      O exercício consiste em carregar simultaneamente:

      • a parte superior do corpo com o fluido elétrico;

      • a parte inferior do corpo com o fluido magnético.

      Esse carregamento deve ser intensificado até que ambos atinjam seu máximo dinamismo.

      O praticante deverá sentir os dois fluidos simultaneamente, como se o corpo estivesse prestes a explodir.

      Distribuição dos fluidos nas mãos

      Após dominar o represamento simultâneo:

      I. Comprima o fluido elétrico no lado direito do peito, deixando uma região livre ao redor do coração. Bardon recomenda, preferencialmente, manter o lado esquerdo do peito vazio já durante o carregamento.

      II. Retire imaginativamente o fluido magnético da parte inferior do corpo, conduzindo-o pelo lado esquerdo do peito até toda a mão esquerda.

      A mão esquerda torna-se então magnética, irradiando:

      • frescor;

      • contração.

      III. Em seguida conduza o fluido elétrico da cabeça e do lado direito do peito até toda a mão direita.

      A mão direita torna-se elétrica, irradiando:

      • calor;

      • expansão;

      • energia elétrica, especialmente nas pontas dos dedos.

      Resultado do treinamento

      Quando esse exercício estiver completamente dominado, o praticante tornar-se-á senhor do fluido eletromagnético.

      Ao dominarmos totalmente esse exercício, nos tornaremos mestres do fluido eletromagnético, mestres das duas energias universais com as quais poderemos conseguir tudo o que almejamos.

      Bardon afirma que outras aplicações práticas desses dois fluidos serão apresentadas posteriormente.

      Ele conclui incentivando o mago a utilizar esse domínio para fins elevados.

      Abençoe todo o mago com suas mãos elétricas e magnéticas, pois elas podem ser a verdadeira bênção da humanidade!

      ChatGPT Image 22 de jul. de 2026, 11_03_12

    3 INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO (VIII)

    3.1 Influência Mágica através dos Elementos

    Dominando todas as práticas da Instrução Mágica do Corpo apresentadas até este grau, não serão mais necessários exercícios corporais específicos. A partir daqui, Bardon passa a apresentar ensinamentos e aplicações práticas que o mago poderá utilizar conforme a necessidade.

    O primeiro desses ensinamentos trata da influência mágica através dos elementos, tanto sobre si mesmo quanto sobre outras pessoas.

    Os quatro métodos de influência

    Existem quatro formas fundamentais de atuação, cada uma correspondente a um dos elementos:

    I. Fogo — através da queima.

    II. Ar — através do vapor.

    III. Água — através da mistura.

    IV. Terra — através da decomposição.

    Cada elemento possui um método próprio de influência e atuação sobre o plano material e astral.

    Aplicações dos métodos

    Segundo Bardon, existem centenas de possibilidades de utilização desses métodos, suficientes para preencher um livro inteiro. Entretanto, ele opta por apresentar apenas um exemplo para cada elemento.

    A partir desses exemplos, caberá ao próprio mago desenvolver novas aplicações conforme sua experiência e necessidade.

    Campo de atuação dos elementos

    Esses quatro métodos atuam inicialmente sobre a matriz astral mais sutil do mundo material.

    A partir dessa atuação, os elementos passam a agir indiretamente em qualquer lugar determinado pela vontade do mago.

    Quando a influência é dirigida a uma pessoa, os elementos atuam sobre a substância de ligação entre:

    • o corpo físico;

    • o corpo astral.

    A ação ocorre primeiro na matriz astral e, posteriormente, reflete-se no plano material.

    Utilização pelos diferentes níveis de magos

    O mago plenamente desenvolvido não depende desses métodos para realizar suas operações.

    Seu domínio dos elementos permite agir diretamente em qualquer plano de existência.

    Mesmo assim, Bardon explica que, ocasionalmente, até o mago mais avançado utiliza essas energias inferiores, pois todas elas obedecem igualmente à sua vontade.

    Já os magos menos experientes recorrem com maior frequência a esses métodos, justamente porque essas forças obedecem prontamente quando corretamente dirigidas.

    Tanto as energias superiores quanto as inferiores servem e obedecem ao mago que sabe dominá-las.

    Finalidade prática desses métodos

    Bardon responde à pergunta sobre a utilidade dessas práticas apresentando dois exemplos.

    Primeiro exemplo

    Um estudante de magia procura auxílio porque não consegue vencer sozinho uma paixão, um vício ou qualquer tendência negativa.

    Um mago mais evoluído poderá agir diretamente sobre o elemento correspondente àquela paixão.

    Com isso:

    • enfraquece a influência negativa;

    • facilita o combate realizado pelo próprio aluno;

    • acelera o restabelecimento do equilíbrio mágico.

    Segundo exemplo

    Um mago deseja tratar uma doença crônica de longa duração.

    Em alguns casos, uma intervenção direta não seria suficiente.

    Também seria pouco prático repetir continuamente a mesma operação mágica durante muito tempo.

    Nessas situações, os métodos elementares funcionam como importantes fatores auxiliares do tratamento.

    Os elementos podem atuar como auxiliares tanto no aperfeiçoamento moral quanto no tratamento de enfermidades persistentes.

    Tudo o que é feito com pureza permanece puro.

    Os três campos de ação

    Ao utilizar esses métodos, o mago poderá escolher entre três modalidades de atuação:

    I. Ação imediata.

    II. Ação completa, porém limitada no tempo.

    III. Ação de longo prazo, cuja influência permanece ativa até desaparecer gradualmente, caso a operação não seja renovada.

    3.1.1 A Influência através do Elemento Fogo

    A Queima

    O primeiro método de influência através do elemento fogo utiliza a queima como meio de liberar e direcionar a energia impregnada pelo mago.

    A energia contida no suporte é liberada pela queima, desencadeando a ação desejada através dos elementos densos.

    Preparação

    Prepare um pedaço de flanela ou papel mata-borrão. Em último caso, poderá ser utilizado papel comum.

    O material deve possuir aproximadamente 10 × 10 cm.

    Embeba-o em um condensador fluídico de sua escolha e deixe-o secar completamente.

    Depois de seco, coloque-o à sua frente.

    Impregnação do desejo

    Concentre sobre o papel o desejo que pretende realizar, utilizando os elementos densos e a imaginação.

    Antes de concluir a impregnação, determine claramente o tempo de atuação da operação:

    I. Ação imediata.

    II. Ação limitada.

    III. Ação de longo prazo.

    A determinação prévia do prazo da ação faz parte da impregnação mágica e não deve ser esquecida.

    Liberação da energia

    Quando o papel estiver completamente carregado com o desejo, queime-o em uma chama qualquer, como a de uma vela.

    Durante toda a combustão, mantenha a concentração na ideia de que a energia impregnada está sendo libertada e acionando os elementos densos para produzir exatamente o efeito desejado.

    Durante essa queima você deverá concentrar-se novamente no pensamento de que, através da queima do papel ou da flanela, a energia é liberada e aciona os elementos densos a desencadearem o efeito desejado.

    Ela deve ser descartada como qualquer outra cinza comum.

    Possibilidades de aplicação

    A operação também pode ser condicionada para produzir seu efeito somente quando ocorrer determinada situação.

    Por exemplo, a influência poderá ser ativada quando a pessoa:

    • comer algum alimento quente;

    • beber alguma bebida quente;

    • entrar em um ambiente aquecido;

    • entrar em contato com qualquer outra fonte de calor.

    Variações do método

    Bardon explica que também é possível projetar o elemento fogo diretamente para dentro do papel, carregá-lo com um desejo específico e, posteriormente, devolvê-lo ao elemento fogo ou ao princípio do Akasha durante a dissolução da operação.

    Esse é apenas um dos diversos processos possíveis.

    Existem vários outros processos, mas esse exemplo deve bastar para dar ao mago uma indicação precisa nessa direção.

    3.1.2 A Influência através do Elemento Ar

    A Evaporação

    O segundo método de influência utiliza o elemento ar como veículo para transportar e disseminar o desejo impregnado pelo mago por meio da evaporação de um líquido.

    Durante a evaporação, o elemento ar assimila o desejo impregnado e o conduz ao seu objetivo através de seu princípio mais sutil.

    Preparação

    Em uma pequena vasilha ou prato de metal, coloque uma pequena quantidade de água comum, suficiente apenas para cobrir o fundo com alguns milímetros de profundidade.

    Acrescente à água algumas gotas de um condensador fluídico específico para o elemento água.

    Caso não o possua, poderá utilizar o condensador fluídico universal.

    Impregnação do desejo

    Assim como no método anterior, concentre intensamente o seu desejo no líquido, utilizando a imaginação.

    Antes da operação, determine também o tempo de atuação da influência:

    I. Ação imediata.

    II. Ação limitada.

    III. Ação de longo prazo.

    O desejo deve ser completamente impregnado no líquido antes do início da evaporação.

    Evaporação

    Coloque a vasilha sobre a chama de um fogão ou sobre uma estufa aquecida.

    Enquanto o líquido evapora, mantenha a concentração de que o elemento ar absorveu completamente o desejo impregnado e que seu princípio mais sutil foi colocado em movimento para realizar a finalidade estabelecida.

    Concentre no vapor o seu pensamento de que o elemento ar assimilou o seu desejo, e o princípio mais sutil do ar foi induzido a realizá-lo.

    A concentração deve permanecer contínua até que a última gota do líquido tenha evaporado.

    Somente então a operação estará concluída.

    Aplicação prática

    Durante a impregnação, o mago pode estabelecer que a pessoa influenciada assimile essa força através da respiração.

    Por exemplo, poderá determinar que:

    • a cada inspiração;

    • o princípio do ar seja absorvido;

    • e, juntamente com ele, o desejo comece a manifestar seus efeitos.

    A inspiração da pessoa pode ser utilizada como veículo natural para a atuação do elemento ar.

    Variações do método

    Bardon esclarece que esse procedimento representa apenas um exemplo de aplicação.

    O próprio mago poderá desenvolver outras formas de influência utilizando o mesmo princípio de atuação do elemento ar.

    Variações semelhantes desse tipo de influência pelo elemento ar poderão ser inventadas pelo próprio mago.

    3.1.3 A Influência através do Elemento Água

    A Mistura

    Neste método, o elemento água é utilizado como veículo para transportar o desejo impregnado pelo mago através de seu fluxo natural.

    O elemento água conduz o desejo impregnado e o coloca em ação quando entra em contato com a pessoa ou situação determinada.

    Preparação

    Pegue uma vasilha, um prato de vidro ou um pequeno recipiente e dirija-se a uma fonte de água corrente, como:

    • um regato;

    • uma bica;

    • um rio.

    Encha o recipiente com água corrente e acrescente algumas gotas de um condensador fluídico específico para o elemento água.

    Na falta deste, poderá ser utilizado o condensador fluídico universal.

    Impregnação do desejo

    Assim como nos métodos anteriores, concentre intensamente o desejo no líquido por meio da imaginação.

    Antes da impregnação, determine claramente o tempo de atuação da operação:

    I. Ação imediata.

    II. Ação limitada.

    III. Ação de longo prazo.

    A água deve ser completamente impregnada com o desejo antes de ser devolvida ao seu curso natural.

    Liberação da influência

    Quando a água estiver devidamente carregada, despeje-a no curso da água corrente.

    Durante esse ato, concentre-se no pensamento de que as partes mais sutis do elemento água receberão o desejo e o colocarão imediatamente em execução.

    Transmita-lhe o pedido de que as partes mais sutis do elemento água realizem o seu desejo imediatamente.

    Aplicação prática

    Bardon explica que a influência poderá manifestar-se quando a pessoa entrar em contato com o elemento água de qualquer forma.

    Por exemplo:

    • ao lavar-se;

    • ao beber água;

    • ao tomar chuva;

    • ou através de qualquer outro contato com esse elemento.

    Nesse momento, o elemento água começará a liberar o efeito previamente impregnado.

    O contato da pessoa com o elemento água funciona como o gatilho para a manifestação da influência mágica.

    Variações do método

    O autor esclarece que este procedimento representa apenas um exemplo entre muitas possibilidades.

    Cabe ao próprio mago desenvolver métodos individuais utilizando o mesmo princípio de atuação do elemento água.

    Esse exemplo deve bastar para que o mago crie seus próprios métodos individuais dentre as várias opções disponíveis, que também serão muito eficazes.

    3.1.4 A Influência através do Elemento Terra

    A Decomposição

    O método da decomposição utiliza o elemento terra como veículo para absorver, conservar e realizar o desejo impregnado pelo mago.

    No elemento terra, o desejo é entregue ao processo natural de absorção e decomposição, permitindo que o próprio elemento realize a influência desejada.

    Primeiro método

    O primeiro procedimento segue um princípio semelhante ao empregado na influência através do elemento água.

    Utilize:

    • água corrente de rio; ou

    • água da chuva.

    Acrescente à água um condensador fluídico correspondente ao elemento terra.

    Na ausência deste, poderá ser utilizado o condensador fluídico universal.

    O condensador também pode ser empregado diretamente, sem necessidade de diluição.

    Depois de impregnar o líquido com o desejo por meio da imaginação, despeje-o diretamente sobre a terra.

    Durante esse ato, concentre-se intensamente na ideia de que o elemento terra absorve completamente o desejo e inicia sua realização.

    Concentre no elemento terra a vontade de que ele exerça o efeito desejado.

    Local da operação

    A operação deve ser realizada em um local discreto.

    Bardon recomenda, por exemplo:

    • um jardim;

    • um gramado;

    • um campo.

    Caso isso não seja possível, poderá ser utilizado um simples vaso contendo terra.

    Segundo método

    O segundo procedimento utiliza um objeto orgânico.

    Pode-se utilizar:

    • uma maçã;

    • uma pêra;

    • ou, preferencialmente, uma batata.

    Faça um pequeno orifício no alimento e coloque nele algumas gotas do condensador fluídico correspondente ao elemento terra.

    Na falta deste, utilize o condensador fluídico universal.

    Depois disso, impregne completamente o objeto com o desejo por meio da imaginação.

    Em seguida, enterre-o.

    Durante o enterramento, mantenha continuamente a concentração de que o elemento terra realizará o efeito determinado.

    O enterramento representa a entrega simbólica e efetiva do desejo ao elemento terra para sua realização gradual.

    Magia mumial e transplante

    Bardon informa que esse método inclui também as práticas conhecidas como simpatia, magia mumial e transplante.

    Nessas operações utilizam-se partes do próprio corpo, chamadas de múmias, como por exemplo:

    • cabelos;

    • unhas;

    • sangue;

    • suor;

    • urina.

    Não descreveremos aqui esse tipo inferior de magia, pois se o mago se interessar por ela poderá procurar informar-se e praticá-la por si mesmo.

    Aplicações e desenvolvimento

    Bardon esclarece que os dois exemplos apresentados são suficientes para demonstrar o funcionamento da influência através do elemento terra.

    A partir deles, o próprio mago poderá desenvolver novos métodos conforme sua experiência e sua intuição.

    Segundo o autor, o verdadeiro fator determinante da operação continua sendo:

    • a vontade do mago;

    • a imaginação;

    • o domínio consciente dos elementos universais.

    É a vontade instruída do mago que conduz os elementos universais a produzirem o efeito desejado.

    A operação poderá ser repetida quantas vezes forem necessárias até que o objetivo seja alcançado.

    Além disso, esses mesmos métodos também podem ser empregados na auto-influência.

    • salamandras;

    • fadas;

    • ninfas;

    • gnomos.

    Segundo ele, o método para tornar esses seres visíveis e colocá-los a serviço do mago seria explicado em sua obra posterior:

    Die Praxis der Magischen Evokation (A Prática da Evocação Mágica).

    3.2 Condensadores Fluídicos

    Qualquer objeto pode ser influenciado através da imaginação e da vontade, sendo carregado com os fluidos elétrico ou magnético, com os elementos ou com o princípio do Akasha.

    Entretanto, segundo as leis da analogia e as experiências práticas, nem todos os materiais conseguem conservar essas energias durante muito tempo.

    Assim como existem bons e maus condutores de eletricidade e magnetismo, também existem bons e maus condutores das energias sutis utilizadas na magia.

    Os materiais que possuem grande capacidade de acumulação e conservação dessas forças recebem, na ciência hermética, o nome de condensadores fluídicos.

    Classificação dos condensadores fluídicos

    Os condensadores fluídicos dividem-se em três grupos principais:

    I. Sólidos

    II. Líquidos

    III. Aéreos

    Condensadores sólidos

    Entre os condensadores sólidos destacam-se principalmente:

    • resinas;

    • metais.

    Dentre todos os metais, o ouro é considerado o condensador de maior valor.

    Mesmo pequenas partículas de ouro aumentam significativamente a capacidade de acumulação de qualquer líquido.

    Por essa razão, pequenas quantidades de ouro costumam ser adicionadas à preparação dos condensadores fluídicos líquidos.

    Condensadores líquidos

    O segundo grupo compreende:

    • lacas;

    • óleos;

    • tinturas;

    • extratos preparados a partir de resinas e plantas específicas.

    Segundo Bardon, existe uma analogia direta entre o ouro no reino mineral e determinadas substâncias orgânicas.

    Assim como o ouro representa o metal mais nobre, correspondente ao Sol e à energia luminosa, o sangue humano e o sêmen representam o "ouro" entre os líquidos.

    Resquícios mínimos dessas substâncias aumentariam extraordinariamente a capacidade de acumulação de um condensador fluídico.

    Condensadores aéreos

    O terceiro grupo é composto por substâncias voláteis, tais como:

    • defumadores;

    • aromas;

    • águas perfumadas;

    • vapores em geral.

    Além disso, Bardon observa que existem inúmeros outros condensadores naturais, como diversas pedras preciosas e semipreciosas, cuja descrição completa exigiria um livro exclusivo.

    Tipos de preparação

    Segundo Bardon, existem dois tipos fundamentais de condensadores fluídicos.

    I. Condensadores simples (universais)

    São preparados a partir de uma única substância ou planta e podem ser utilizados em praticamente qualquer operação mágica.

    II. Condensadores compostos

    São preparados utilizando diversas substâncias vegetais e minerais, possuindo uma capacidade de acumulação muito superior.

    Os condensadores compostos apresentam uma capacidade excepcional de armazenar energias fluídicas.

    A utilização do ouro

    Como normalmente se adiciona uma pequena quantidade de ouro aos condensadores compostos, Bardon apresenta diferentes formas de obtê-lo.

    Pode-se utilizar:

    • cloreto de ouro solúvel em água (Aurum chloratum);

    • tinturas preparadas por eletrólise;

    • preparações homeopáticas à base de ouro.

    Uma solução preparada com aproximadamente uma grama de cloreto de ouro dissolvida em vinte gramas de água destilada produz uma excelente tintura de ouro.

    Para cada cem gramas de condensador fluídico líquido utilizam-se apenas:

    • de 5 a 10 gotas da tintura de ouro.

    Preparação artesanal da tintura de ouro

    Caso não seja possível adquirir uma tintura pronta, Bardon apresenta uma antiga receita alquímica para sua preparação.

    Materiais necessários

    • uma pequena peça de ouro de boa qualidade;

    • água destilada (ou, em último caso, água da chuva).

    A quantidade de água deve corresponder aproximadamente a dez vezes o peso da peça de ouro utilizada.

    Procedimento

    I. Aquecer o ouro até atingir incandescência.

    II. Mergulhá-lo imediatamente na água.

    III. Deixar ambos esfriarem completamente.

    IV. Repetir o procedimento entre sete e dez vezes.

    Segundo Bardon, esse processo satura a água com partículas extremamente sutis de ouro, produzindo uma excelente tintura para condensadores fluídicos.

    • o suporte utilizado para segurar o ouro não deve tocar a água;

    • deve-se evitar respingos, especialmente nos olhos;

    • apenas o ouro deve entrar em contato com a água.

    A Quintessência do Ouro

    Os antigos alquimistas chamavam esse líquido de:

    "Quintessência do ouro pela via quente."

    Essa preparação era utilizada tanto em trabalhos alquímicos quanto na fabricação de substâncias consideradas medicinais.

    No sistema apresentado por Bardon, porém, ela é destinada principalmente à preparação de condensadores fluídicos.

    Finalização

    Depois de concluído o processo, o líquido deve ser filtrado através de:

    • tecido de linho fino;

    • papel de filtro;

    • ou algodão.

    Em seguida, deve ser armazenado para utilização futura.

    Na preparação dos condensadores, normalmente utilizam-se apenas 5 a 10 gotas dessa tintura para cada 100 gramas do líquido preparado.

    A peça de ouro utilizada pode ser limpa com um produto apropriado para metais e reutilizada em futuras preparações.

    3.2.1 Condensadores Simples

    Os condensadores fluídicos simples são preparados a partir de uma única planta e podem ser utilizados na maioria das operações mágicas descritas por Bardon.

    Preparação básica

    Pegue um punhado de flores de camomila, frescas ou secas, coloque-as em uma panela e adicione água fria até cobri-las completamente.

    Leve ao fogo e deixe ferver por aproximadamente vinte minutos, mantendo a panela tampada.

    Após a fervura:

    I. Retire a panela do fogo.

    II. Deixe esfriar completamente, sem retirar a tampa.

    III. Filtre a infusão.

    IV. Leve novamente ao fogo.

    V. Reduza o líquido até obter aproximadamente 50 gramas de extrato.

    Uma pequena variação nessa quantidade não interfere no resultado.

    Conservação do condensador

    Depois que o extrato esfriar, acrescente a ele a mesma quantidade de álcool.

    Exemplo:

    • 50g de extrato de camomila;

    • 50g de álcool comum ou álcool para bebidas.

    Na falta destes, pode-se utilizar álcool desidratado.

    Em seguida, acrescente aproximadamente 10 gotas da tintura de ouro.

    A adição da tintura de ouro aumenta significativamente a capacidade de acumulação do condensador fluídico.

    Fortalecimento para uso pessoal

    Quando o condensador for destinado exclusivamente ao próprio mago, Bardon recomenda reforçá-lo utilizando uma pequena quantidade de sua própria matéria orgânica.

    Podem ser utilizados:

    • uma gota de sangue;

    • uma gota de sêmen;

    • ou ambos.

    Essas substâncias devem ser colocadas inicialmente em um pequeno chumaço de algodão e, em seguida, adicionadas ao condensador, agitando-se bem a mistura.

    Segundo Bardon, esse procedimento fortalece especialmente o condensador quando destinado ao próprio operador.

    Filtragem e armazenamento

    Depois de pronta a mistura:

    I. Filtre o líquido utilizando:

    • tecido de linho fino;

    • algodão;

    • ou papel de filtro.

    II. Transfira o condensador para um frasco limpo.

    III. Feche-o com uma rolha bem ajustada.

    IV. Armazene-o em um local:

    • fresco;

    • seco;

    • escuro.

    Quando corretamente preparado e armazenado, o condensador pode conservar sua eficácia durante vários anos.

    Antes de cada utilização, recomenda-se agitar bem o frasco e fechá-lo novamente logo após o uso.

    Outras plantas que podem ser utilizadas

    Segundo Bardon, o mesmo procedimento pode ser empregado utilizando outras plantas, como:

    • chá russo;

    • chá chinês autêntico;

    • flores de lilás (preferencialmente brancas);

    • folhas de choupo;

    • raízes de mandrágora;

    • flores de arnica;

    • flores de acácia.

    • influência mágica através dos elementos;

    • desenvolvimento dos sentidos astrais por meio de condensadores fluídicos;

    um condensador simples preparado com apenas uma planta já é considerado suficiente.

    3.2.2 Condensadores Compostos

    Os condensadores fluídicos compostos são utilizados quando se deseja produzir represamentos de energia muito mais intensos ou realizar operações de natureza material, como:

    • criação de elementares;

    • confecção de figuras de cera ou argila;

    • vitalização de imagens;

    • fenômenos de materialização;

    • outras operações de elevada condensação fluídica.

    Os condensadores compostos possuem uma capacidade de acumulação energética muito superior à dos condensadores simples.

    Plantas utilizadas

    Segundo Bardon, os condensadores compostos são preparados com extratos das seguintes plantas:

    • raízes de angélica;

    • folhas de sálvia;

    • flores de tília;

    • cascas de pepino ou sementes de abóbora;

    • flores ou folhas de acácia;

    • flores de camomila;

    • flores, folhas ou raízes de açucena;

    • flores ou casca de canela;

    • folhas de urtiga;

    • folhas de menta;

    • folhas de choupo;

    • flores ou folhas de violeta (ou amor-perfeito);

    • folhas ou casca de salgueiro;

    • tabaco verde ou seco.

    Métodos de preparação

    Bardon apresenta três formas de preparação.

    Primeiro método

    Misturam-se partes iguais de todas as plantas em uma panela grande, cobrindo-as completamente com água.

    Em seguida:

    I. Cozinhar durante aproximadamente trinta minutos.

    II. Deixar esfriar.

    III. Filtrar a infusão.

    IV. Levar novamente ao fogo até reduzir o líquido ao máximo possível.

    Depois da redução:

    • acrescentar álcool na mesma proporção do extrato;

    • adicionar aproximadamente 10 gotas de tintura de ouro para cada 100 g de líquido;

    • opcionalmente acrescentar sangue, sêmen ou ambos.

    Agite bem a mistura, filtre novamente utilizando uma peneira fina e transfira-a para um frasco escuro (verde ou marrom), fechando-o cuidadosamente.

    O frasco deve permanecer armazenado em local escuro até sua utilização.

    Segundo método

    Outra possibilidade consiste em colocar partes iguais das plantas em um recipiente de vidro.

    Em seguida:

    I. Cobrir completamente as plantas com álcool.

    II. Deixar macerar durante 28 dias em local morno.

    III. Prensar as plantas.

    IV. Filtrar o líquido obtido.

    Depois disso:

    • adicionar a tintura de ouro;

    • opcionalmente acrescentar sangue, sêmen ou ambos;

    • armazenar em frascos adequados.

    Terceiro método

    Segundo Bardon, o melhor procedimento consiste em preparar cada planta separadamente.

    Cada extrato pode ser obtido:

    • por infusão, como no condensador simples de camomila;

    • ou por maceração em álcool.

    Após todas as preparações estarem concluídas, unem-se todos os extratos em um único recipiente.

    Por fim:

    • acrescenta-se a tintura de ouro;

    • mistura-se cuidadosamente;

    • armazena-se o condensador para utilização futura.

    Bardon considera este o melhor método de preparação dos condensadores compostos.


    Condensadores específicos para os elementos

    Além do condensador universal composto, Bardon apresenta fórmulas específicas para cada elemento.

    Elemento Fogo

    Ingredientes:

    • cebola;

    • alho;

    • pimenta;

    • grãos ou sementes de mostarda.

    Elemento Ar

    Ingredientes:

    • folhas ou cascas de avelã;

    • zimbro;

    • flores ou folhas de rosa;

    • sementes de coentro.

    Elemento Água

    Ingredientes:

    • aveia (ou palha de aveia picada);

    • sementes de tubérculos, como:

      • cenoura;

      • beterraba;

      • nabo;

    • flores ou folhas de peônia;

    • folhas ou casca de cerejeira.

    Elemento Terra

    Ingredientes:

    • salsa (raiz, folhas ou sementes);

    • sementes de alcarávia;

    • tanchagem (folhas largas ou compridas);

    • flores de cravo;

    • erva-melissa.


    O objetivo dessas receitas não é produzir efeitos medicinais, mas efeitos mágicos fundamentados nas leis da analogia.

    Segundo o autor, um iniciado familiarizado com as propriedades ocultas das plantas compreenderá a lógica existente na composição dessas fórmulas.

    As receitas são construídas segundo correspondências mágicas e não segundo propriedades químicas ou medicinais.

    O autor afirma ainda que seria possível elaborar centenas de fórmulas semelhantes, mas considera que as apresentadas são suficientes para orientar o estudante.


    Os elixires da vida

    Antes de concluir o tema dos condensadores fluídicos líquidos, Bardon estabelece uma relação entre eles e os chamados elixires da vida da tradição alquímica.

    Segundo ele:

    Os verdadeiros elixires alquímicos nada mais são do que condensadores fluídicos extraordinariamente elaborados.

    Esses elixires são preparados de forma análoga aos:

    • elementos;

    • três planos da existência humana.

    Cada plano utiliza uma substância correspondente:

    • esfera mental → essências;

    • esfera astral → tinturas;

    • esfera material → sais ou extratos.

    Após sua preparação, essas substâncias recebem um carregamento mágico específico.

    Um verdadeiro elixir atua simultaneamente sobre os corpos mental, astral e físico.

    Por essa razão, Bardon afirma que tais preparações funcionam não apenas como medicamentos, mas também como poderosos agentes regeneradores.

    Neste livro, limita-se a registrar que os verdadeiros elixires alquímicos são, essencialmente, condensadores fluídicos especiais.

    3.2.3 Condensadores Fluídicos para Espelhos Mágicos

    No grau seguinte, Bardon introduzirá a prática da magia dos espelhos, razão pela qual considera indispensável que o mago saiba preparar o seu próprio espelho mágico.

    Para isso, recomenda a utilização de um condensador fluídico sólido, elaborado a partir de uma combinação específica de metais e outras substâncias.

    O condensador fluídico sólido constitui a base para a confecção do espelho mágico utilizado nas práticas posteriores.

    Composição do condensador fluídico sólido

    Os ingredientes são os seguintes:

    • chumbo — 1 parte;

    • zinco — 1 parte;

    • ferro — 1 parte;

    • ouro — 1 parte;

    • cobre — 1 parte;

    • latão — 1 parte;

    • prata — 1 parte;

    • resina de aloe (Gummiresina aloe) — 1 parte;

    • carvão animal (Carbo animalia) — 3 partes;

    • carvão de pedra — 7 partes.

    Por exemplo:

    • se for utilizada uma medida de um centímetro cúbico de chumbo;

    • deverá ser utilizada exatamente a mesma medida para cada um dos demais metais;

    • o mesmo princípio aplica-se à resina de aloe e aos carvões.

    Preparação

    Todos os ingredientes devem ser reduzidos a pó antes de serem misturados.

    Cada material pode ser preparado da seguinte forma:

    • os metais mais macios, como chumbo e zinco, podem ser transformados em limalha utilizando uma lima grossa;

    • os metais mais duros podem ser trabalhados com uma lima fina;

    • a resina de aloe deve ser triturada em um almofariz, caso ainda não esteja pulverizada;

    • os dois tipos de carvão também devem ser reduzidos a pó.

    Depois de todos os componentes estarem preparados:

    I. Reunir todos os ingredientes.

    II. Misturá-los cuidadosamente até formar uma composição homogênea.

    Segundo Bardon, essa mistura constitui o próprio condensador fluídico sólido.


    O Elektro-Magicum

    Bardon menciona ainda uma antiga liga utilizada por magos e alquimistas, conhecida como Elektro-Magicum.

    Sua composição é a seguinte:

    • ouro — 30 g;

    • prata — 30 g;

    • cobre — 15 g;

    • zinco — 6 g;

    • chumbo — 5 g;

    • ferro — 3 g;

    • mercúrio — 15 g.

    Essa liga era empregada na fabricação de diversos instrumentos mágicos, entre eles:

    • espelhos;

    • sinos;

    • outros objetos destinados às práticas mágicas.

    Todos os metais planetários encontram-se representados na composição do Elektro-Magicum.

    Consideração final

    Bardon conclui afirmando que os condensadores fluídicos sólidos apresentados neste capítulo foram amplamente testados em sua prática.

    Os condensadores fluídicos sólidos aqui recomendados mostraram-se excelentes, confiáveis e eficazes em repetidas experiências.

    3.2.3.1 Preparação de Espelhos Mágicos

    Existem dois tipos fundamentais de espelhos mágicos:

    • planos;

    • côncavos.

    Ambos podem ser confeccionados utilizando espelhos comuns, revestidos posteriormente com condensadores fluídicos líquidos ou sólidos.

    Os espelhos revestidos com condensadores fluídicos são os que possuem verdadeiro valor para a prática mágica.


    3.2.3.1.1 Espelho simples

    O método mais simples consiste em utilizar a superfície de um espelho comum ou de uma vasilha de vidro.

    Sobre essa superfície aplica-se diretamente:

    • um condensador fluídico líquido;

    • ou um condensador fluídico sólido.

    Esse é o modelo mais básico de espelho mágico.


    3.2.3.1.2 Espelho de papelão e papel-filtro

    Recorte um círculo de papelão com aproximadamente 20 a 50 centímetros de diâmetro, conforme o tamanho desejado.

    Depois:

    I. Recorte outro círculo do mesmo tamanho em papel mata-borrão ou papel-filtro.

    II. Mergulhe esse papel no condensador fluídico ou aplique várias camadas utilizando um pincel fino ou um chumaço de algodão.

    III. Deixe secar completamente.

    IV. Cole o papel impregnado sobre o círculo de papelão.

    V. Aguarde a secagem total.

    O espelho estará pronto para utilização.

    Pode-se utilizar:

    • oval;

    • quadrada;

    • outra forma de preferência.

    Também é possível colocar o espelho em uma moldura.

    Segundo Bardon, embora um condensador simples seja suficiente, recomenda-se utilizar um condensador fluídico composto, por apresentar maior capacidade de acumulação.


    3.2.3.1.3 Espelho plano com condensador sólido

    O processo inicial é semelhante ao método anterior.

    Entretanto, após preparar a superfície do papel, deve-se:

    I. Aplicar uma camada muito fina de verniz transparente.

    II. Pulverizar cuidadosamente o condensador fluídico sólido sobre essa superfície utilizando uma peneira fina.

    III. Deixar secar completamente.

    Segundo Bardon, este é o melhor espelho mágico plano, pois reúne simultaneamente um condensador líquido e um condensador sólido.


    3.2.3.1.4 Espelho côncavo de vidro

    Para esse modelo utiliza-se um vidro côncavo semelhante aos encontrados em grandes relógios de parede.

    Na falta dele, pode-se utilizar uma tampa metálica côncava.

    O procedimento consiste em:

    I. Pintar a parte convexa externa com verniz preto (verniz alcoólico ou nitroverniz).

    II. Caso o espelho seja destinado apenas à vidência óptica, basta colocá-lo em uma moldura de madeira preta.

    III. Se desejar aumentar sua capacidade mágica, aplicar uma fina camada de verniz transparente na parte interna.

    IV. Pulverizar o condensador fluídico sólido sobre essa superfície.

    V. Deixar secar completamente.


    3.2.3.1.5 Espelho côncavo de argila ou gesso

    Caso não seja possível obter um vidro côncavo, Bardon recomenda confeccionar o espelho manualmente.

    Podem ser utilizados:

    • argila;

    • gesso;

    • madeira escavada;

    • papelão moldado.

    Misture a argila ou o gesso com um condensador fluídico líquido até obter uma massa consistente.

    Em seguida:

    I. Modele a forma desejada.

    II. Deixe secar lentamente, evitando rachaduras.

    III. Caso apareçam fissuras, aplique nova camada de argila umedecida e deixe secar novamente.

    IV. Após a secagem, faça o polimento da superfície utilizando vidro ou lixa fina.

    V. Aplique uma camada de verniz transparente sobre a parte côncava.

    VI. Pulverize o condensador fluídico sólido utilizando uma peneira fina.

    VII. Aguarde a secagem completa.

    Caso exista uma moldura integrada à peça, ela poderá ser pintada com verniz alcoólico ou nitroverniz.

    O espelho estará pronto para uso.

    Segundo Bardon, o espelho confeccionado em argila ou gesso é ainda mais eficaz do que o de vidro, pois reúne simultaneamente um condensador fluídico líquido e um condensador sólido.

    Sua principal desvantagem é ser mais pesado e quebrar com maior facilidade.


    Aproveitamento do condensador restante

    Caso reste condensador fluídico sólido após a fabricação do espelho, Bardon recomenda guardá-lo para futuras aplicações.

    Uma das utilizações possíveis é a fabricação de uma varinha mágica.

    O procedimento consiste em:

    • utilizar um galho de sabugueiro com aproximadamente 30 a 50 centímetros;

    • fazer uma perfuração longitudinal;

    • introduzir o condensador fluídico sólido;

    • vedar completamente a abertura;

    • realizar posteriormente o carregamento mágico da varinha.

    Segundo Bardon, essa varinha poderá ser empregada em diversas operações, como:

    • transmissão de desejos;

    • influência sobre seres vivos;

    • influência sobre outros seres;

    • encantamentos;

    • outras operações de magia prática.

    O autor informa que os detalhes completos sobre o uso da varinha mágica serão apresentados em sua obra "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica).

    4 Resumo de Todos os Exercícios do Grau VIII

    O oitavo grau representa uma das maiores transições da obra. Até este ponto, o estudante desenvolveu disciplina mental, equilíbrio astral e domínio dos elementos. Agora, Bardon introduz práticas que permitem atuar conscientemente além dos limites do corpo físico, além de ensinar o domínio dos fluidos universais e dos condensadores fluídicos, preparando o estudante para operações mágicas mais avançadas.


    Instrução Mágica do Espírito

    Preparação para a Viagem Mental

    Nesta etapa o estudante aprende os exercícios preparatórios para separar conscientemente a consciência do corpo físico.

    O treinamento começa utilizando o espelho para criar uma imagem mental perfeita do próprio corpo e, posteriormente, transferir a consciência para essa imagem.

    A viagem mental começa pela capacidade de deslocar a consciência, não o corpo físico.

    Exemplo

    O estudante observa seu reflexo até conseguir reproduzi-lo perfeitamente na imaginação. Depois, passa a sentir-se presente dentro dessa imagem mental, como se estivesse observando seu próprio corpo de fora.


    A Prática da Viagem Mental

    Depois da preparação, inicia-se a prática propriamente dita da projeção da consciência.

    O estudante aprende gradualmente a afastar sua percepção do corpo físico até conseguir explorar ambientes cada vez maiores.

    Ambiente fechado

    O primeiro treinamento consiste em deslocar-se apenas dentro do cômodo onde o corpo permanece.

    O objetivo é confirmar posteriormente se tudo aquilo que foi percebido corresponde à realidade.

    Exemplo

    Observar um objeto colocado atrás do próprio corpo e confirmar sua posição após retornar.


    Trajetos curtos

    Depois de dominar o ambiente interno, o estudante passa a percorrer pequenas distâncias fora da residência.

    A progressão deve ser gradual para que a percepção mental substitua corretamente a percepção física.

    Exemplo

    Percorrer mentalmente o corredor da casa ou visitar o quintal antes de retornar ao corpo.


    Visitas a conhecidos e parentes

    Nesta fase a consciência é projetada para locais conhecidos.

    O estudante procura distinguir cuidadosamente a diferença entre:

    • imaginação;

    • percepção real.

    Segundo Bardon, somente a prática constante permite desenvolver essa capacidade.

    Depois disso, torna-se possível ampliar progressivamente as distâncias e, futuramente, alcançar outras esferas de existência.

    Exemplo

    Projetar-se mentalmente até a residência de um amigo e confirmar posteriormente se as informações percebidas correspondiam ao que realmente acontecia naquele momento.


    Instrução Mágica da Alma

    O Grande AGORA

    Bardon ensina que o verdadeiro mago deve viver no presente.

    O princípio do Akasha existe fora do tempo e do espaço; portanto, o estudante deve procurar adaptar sua consciência a esse estado.

    O mago aprende a viver no "Grande Agora", onde toda ação consciente acontece no presente.

    Exemplo

    Durante uma operação mágica, evitar distrações com lembranças ou expectativas, concentrando toda a atenção apenas na ação presente.


    Sem Apego ao Passado

    O autor recomenda abandonar o apego emocional aos acontecimentos passados.

    Segundo Bardon, reviver constantemente experiências negativas fortalece essas imagens no Akasha e cria novos obstáculos ao desenvolvimento espiritual.

    Exemplo

    Em vez de alimentar arrependimentos antigos, reconhecer o erro, aprender com ele e seguir adiante.


    Perturbações de Concentração como Compasso do Equilíbrio Mágico

    As dificuldades de concentração revelam quais elementos ainda permanecem desequilibrados no estudante.

    Cada elemento influencia um tipo específico de concentração.

    • Fogo → imaginação visual.

    • Ar → imaginação auditiva.

    • Água → percepção sensorial.

    • Terra → estabilidade da consciência.

    As dificuldades encontradas nos exercícios funcionam como um diagnóstico do equilíbrio mágico.

    Exemplo

    Se o estudante consegue visualizar perfeitamente, mas não consegue manter exercícios auditivos, Bardon interpreta isso como uma deficiência ligada ao elemento Ar.


    O Corpo Astral e a Luz

    Neste capítulo Bardon ensina que o corpo astral pode ser fortalecido através do represamento da luz universal.

    Essa luz serve como base para práticas posteriores envolvendo os fluidos elétrico e magnético.

    Exemplo

    Durante os exercícios, imaginar o corpo sendo preenchido pela luz universal até sentir intensa vitalidade e expansão energética.


    O Controle dos Fluidos Elétrico e Magnético

    O estudante aprende a dominar conscientemente os dois grandes fluidos universais.

    São apresentados:

    • método indutivo;

    • método dedutivo;

    • domínio simultâneo dos dois fluidos.

    O fluido elétrico relaciona-se principalmente ao princípio do fogo.

    O fluido magnético relaciona-se ao princípio da água.

    Segundo Bardon, o domínio desses dois fluidos constitui uma das bases da magia prática superior.

    Exemplo

    Carregar a mão direita com fluido elétrico e a esquerda com fluido magnético para futuras operações de influência e magnetização.


    Instrução Mágica do Corpo

    Influência Mágica através dos Elementos

    Bardon apresenta métodos pelos quais os quatro elementos podem ser utilizados como veículos para transmitir uma intenção mágica.

    Cada elemento possui um processo característico:

    • Fogo → queima.

    • Ar → evaporação.

    • Água → mistura.

    • Terra → decomposição.

    Exemplo

    Impregnar um papel com um desejo e queimá-lo para que o elemento fogo conduza essa intenção.


    Condensadores Fluídicos

    Os condensadores fluídicos são substâncias capazes de armazenar, conservar e transmitir energias mágicas.

    Funcionam como acumuladores de força mágica, aumentando significativamente a eficácia das operações.


    Condensadores simples

    São preparados utilizando apenas uma planta.

    Possuem aplicação geral e são suficientes para grande parte das operações comuns.

    Exemplo

    Condensador preparado exclusivamente com flores de camomila.


    Condensadores compostos

    São preparados reunindo diversas plantas e substâncias correspondentes.

    Possuem capacidade energética muito superior.

    São empregados em trabalhos de maior intensidade, como:

    • criação de elementares;

    • vitalização de imagens;

    • materializações.

    Exemplo

    Preparação contendo angélica, sálvia, tília, camomila, canela, urtiga, menta, violeta, salgueiro, entre outras plantas indicadas por Bardon.


    Condensadores fluídicos para espelhos mágicos

    Bardon apresenta condensadores sólidos preparados principalmente com metais e outras substâncias, destinados à construção dos espelhos mágicos.

    Esses condensadores aumentam a capacidade receptiva e acumuladora do espelho.

    Exemplo

    Mistura contendo ouro, prata, cobre, ferro, chumbo, zinco, latão, resina de aloe e carvões.


    Preparação de espelhos mágicos com condensadores fluídicos

    O autor descreve diversos métodos para confeccionar espelhos mágicos:

    • planos;

    • côncavos;

    • de vidro;

    • de papel;

    • de gesso;

    • de argila.

    Todos utilizam condensadores fluídicos líquidos, sólidos ou ambos.

    O espelho mágico torna-se um instrumento de operação hermética somente após ser preparado e carregado com condensadores fluídicos.

    Exemplo

    Construir um espelho côncavo de argila impregnado com condensador líquido e revestido externamente com condensador sólido, conforme o método descrito por Bardon.


    Síntese do Grau VIII

    O oitavo grau marca a transição entre o treinamento preparatório e a prática mágica mais elevada.

    Ao concluir este grau, o estudante passa a dominar:

    • a preparação e execução da viagem mental;

    • a disciplina do pensamento voltado para o Grande Agora;

    • o reconhecimento dos desequilíbrios elementares pela própria concentração;

    • o fortalecimento do corpo astral através da luz;

    • o domínio dos fluidos elétrico e magnético;

    • a influência mágica por meio dos quatro elementos;

    • a preparação e utilização de condensadores fluídicos;

    • a construção dos primeiros instrumentos mágicos, especialmente os espelhos mágicos.

    O Grau VIII estabelece os fundamentos necessários para que o estudante avance às práticas de projeção astral, magia dos espelhos e operações herméticas superiores apresentadas nos graus seguintes.

    Texto original
    GRAU VIII
    INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO
    1Preparação para a Viagem Mental

    Nesse grau apresentarei um capítulo muito importante para a magia, a que será a viagem para fora do corpo, o que significa que o corpo mental a depois o astral se desligarão do corpo material denso.

    1.1Finalidade da Viagem Mental

    Todo mago que trabalha seriamente no campo da magia deve possuir essa habilidade, pois ela lhe possibilitará deixar o seu corpo físico a qualquer momento para alcançar os lugares mais longínquos, até países remotos da Terra, enfim, transportar-se a qualquer lugar que desejar.

    Essa façanha aparentemente tão complexa é muito fácil para um mago experiente. Assim como a pomba que deixa o pombal, o mago sai facilmente de seu corpo físico para se transportar no mesmo instante àquele lugar em que ele quer ver, ouvir a sentir tudo à sua volta.

    Essa capacidade não serve somente para a satisfação da sua curiosidade em saber o que se passa no local em questão, mas ela contribui também para o bem estar das outras pessoas. A matéria não é obstáculo para ele; para o seu espírito não existe tempo nem espaço, e se quiser, ele pode viajar ao redor do mundo num único instante.

    1.2Alcance da Viagem Mental

    O desligamento do corpo mental do corpo material lhe permite não só movimentar-se livremente em nosso planeta, mas, de acordo com o seu grau de maturidade, poderá também transpor o seu corpo mental a outras esferas.

    1.2.1Conhecimento do Macrocosmo

    Assim terá condições de conhecer todo o Universo, a em caso de necessidade, poderá também em certa medida atuar em todas as esferas. É muito emocionante para o mago poder conhecer todo o Universo, portanto o Macrocosmo, pois essa é a meta verdadeira de toda a viagem mental, isto é, espiritual.

    Podemos até ensinar muita coisa teórica sobre essa capacidade a tudo o que se refere a ela, mas como se trata no nosso caso de uma obra de cunho prático, não perderemos tempo descrevendo experiências a vivências, pois afinal o próprio mago terá de passar por elas para o seu próprio aperfeiçoamento e uma eventual missão.

    1.3Preparação Prática

    Concentremos portanto nossa atenção à parte prática do desenvolvimento da viagem mental, que na verdade é uma transposição de consciência, ou seja, uma transposição espiritual.

    1.3.1Exercício Preliminar com o Espelho

    Aconselhamos ao aluno assimilar primeiro alguns exercícios preliminares, para de certa forma preparar-se antes.

    Um exercício preliminar importante para a viagem mental é o seguinte: sente-se na sua asana habitual diante de um espelho, em que estará refletido o seu corpo por inteiro. Quem possui um espelho grande não precisa sentar-se a uma distância muito grande dele, mas quem só tiver um espelho pequeno deverá afastar-se até que seu corpo se reflita nele por inteiro.

    1.3.2Memorização da Imagem

    Observe a sua imagem refletida por alguns momentos, feche os olhos, a imagine-a mentalmente. Ao lembrar de todas as particularidades de sua imagem gravando-as em sua imaginação, prossiga. Caso isso não ocorra, repita o procedimento até conseguir imaginar em sua mente cada um dos traços de sua imagem refletida, dando uma atenção especial à cabeça e à expressão do rosto.

    1.3.3Transposição da Consciência

    Ao conseguir, depois de várias repetições do exercício, imaginar a sua imagem refletida de modo totalmente fiel ao original, então transponha a sua consciência a essa imagem de modo a sentir-se pessoalmente no interior da mesma.

    Essa transposição de consciência serve para que você aprenda a observar o seu corpo, a partir de sua imagem refletida no espelho. Tente observar alguns objetos visíveis por trás da imagem refletida. Como isso lhe parecerá muito difícil no começo, você poderá usar a força da sua imaginação a imaginar com precisão os objetos que estão à sua volta. Com o tempo você será capaz de captar tudo com exatidão logo após a transposição à sua imagem refletida, como se observasse as coisas com seus olhos físicos. Habituando-se com essa capacidade, você estará maduro para a viagem mental propriamente dita.

    2A Prática da Viagem Mental
    2.1Advertência Inicial

    O aluno deverá evitar arriscar-se nesse exercício sem a cuidadosa preparação anterior acima referida, pois através da libertação da consciência do corpo físico poderão surgir perturbações na consciência em pessoas mais fracas. Por isso essa advertência é necessária, a só aqueles alunos que podem afirmar, com a consciência tranqüila, que já dominam totalmente as etapas anteriores, é que poderão iniciar todos os exercícios subseqüentes sem medo de sofrer algum dano à saúde ou à mente.

    2.2Preparação da Meditação

    Para o exercício da viagem mental em si não precisaremos mais do espelho material, pois agora trabalharemos do seguinte modo: assuma sua posição - asana habitual a concentre-se em seu espírito. Imagine que ele vê, ouve a percebe tudo, a que - totalmente independente do tempo a do espaço - pode movimentar-se tão livremente como se estivesse ligado ao corpo material.

    2.2.1Desligamento do Corpo

    Devemos proceder desse modo antes de qualquer viagem mental. Quanto mais profunda for a sua meditação a quanto mais você tiver a sensação e a certeza de que o seu espírito está totalmente desvinculado a pode sair de seu corpo livremente de acordo com a sua vontade, tanto mais rápidos a melhores serão seus progressos na arte da viagem mental.

    Caso você obtenha, nessa meditação que consumirá apenas alguns minutos de sua atenção, a sensação interna de liberdade a desligamento, então imagine-se saindo de seu corpo como se ele fosse uma casca, que depois será colocada ao seu lado.

    2.2.2Transposição para o Espírito

    Você terá de transpor-se ao espírito, com a sua consciência, de tal forma a sentir-se materialmente ao lado de seu corpo, como sé você deslizasse para fora de um roupão ou de um outro invólucro qualquer. Exatamente desse modo é que deve ser o procedimento, com a ajuda da imaginação. Afinal a imaginação do seu próprio espírito na forma a tamanho de seu corpo já foi treinada exaustivamente diante da sua imagem refletida no espelho.

    2.3Modalidades da Viagem Mental
    2.3.1Em Ambientes Fechados

    Tente olhar para o seu corpo como se ele não lhe pertencesse. Tente também repetir várias vezes esse estado de consciência do desligamento assim como sentir-se em pé ao lado do próprio corpo; para isso a primeira tarefa é a observação precisa do corpo.

    2.3.1.1Observação do Próprio Corpo

    Experimente ver todos os detalhes de seu corpo, como por exemplo a expressão de seu rosto com os olhos fechados, a respiração tranqüila a regular, a roupa, a cadeira em que você está sentado, etc. Como já dissemos antes, no início tudo depende da força de sua imaginação, mais tarde você não precisará mais imaginar tudo isso.

    2.3.1.2Observação do Ambiente

    Quando, depois de repetir várias vezes o exercício, você tiver certeza de estar totalmente consciente ao lado de seu próprio corpo a observá-lo, tente dar atenção à percepção de seu entorno mais amplo. Também nesse caso a imaginação lhe será muito útil.

    Depois do exercício volte sempre para o seu corpo, como se você entrasse novamente no invólucro, desperte a verifique se tudo aquilo que você imaginou corresponde à realidade.

    Você deverá alcançar tanta desenvoltura em sua imaginação, que o seu espírito imaginado deverá assimilar todos os objetos do ambiente com a exatidão e a nitidez dos objetos que você vê com os seus olhos físicos.

    Se depois de exercitar-se bastante você conseguir isso, poderá dar mais um passo no aprendizado.

    2.3.1.3Deslocamento pelo Ambiente

    Transponha-se à lateral de seu corpo, mas não permaneça no mesmo lugar; tente andar de um lado a outro da sala, como se você estivesse desligado do seu corpo físico.

    A leveza e a percepção da ausência de tempo a espaço contribuirão para que você se movimente a passos bem mais largos do que aqueles aos quais o seu corpo físico está habituado normalmente, mas isso deve ser evitado no início para que se alcance uma separação bem clara do corpo mental.

    O importante é você sempre se ver como se estivesse amarrado à terra. Só mais tarde, depois de muito treinamento, é que poderemos usar as leis da esfera mental.

    2.3.1.4Saída da Sala

    Ao conseguirmos andar de um lado a outro da sala, devemos abrir a porta, como se estivéssemos no corpo físico, a tentar sair da sala, passo a passo.

    Primeiro entraremos só na sala ao lado ou no corredor, onde repetiremos a técnica da imaginação dos objetos, identificando-os depois com os objetos reais assim que voltarmos ao corpo material.

    Com a certeza de que podemos nos movimentar em nosso corpo mental a captar as coisas da mesma forma que em nosso corpo físico, estaremos prontos para seguir adiante.

    2.3.1.5Finalidade do Exercício

    A prática cria o mestre, e o segredo da viagem mental reside só no treinamento.

    Devo voltar sempre a enfatizar a importância desses exercícios, pois eles são um estágio preparatório para a separação astral do corpo, conhecida como êxtase, em que não é só o espírito que se separa do corpo, mas o espírito em conjunto com a alma; esse assunto será explicado em detalhes ainda nesse capítulo.

    2.3.2Em Trajetos Curtos

    Depois de conseguirmos nos movimentar em nossa casa com nosso corpo espiritual da mesma forma que com o nosso corpo físico, poderemos nos arriscar a andar pequenos trajetos fora de casa.

    2.3.2.1Primeiros Deslocamentos

    No começo será suficiente fazermos um pequeno passeio até a casa do vizinho ou então visitar conhecidos a parentes que moram nas proximidades; depois visitaremos aquelas pessoas que conhecemos bem.

    2.3.2.2Desenvolvimento da Percepção

    Ao acumularmos alguma experiência através desses exercícios, devemos tentar captar também algumas impressões do entorno, que não se limitem aos objetos.

    A consciência torna-se tão aguda a instruída ao longo dos exercícios, que ela consegue captar em seu corpo mental também as impressões dos sentidos, como a audição, a visão e o tato, como se estivéssemos naquele local com o nosso corpo físico.

    Mas só alcançaremos esses resultados depois de exercícios constantes na instrução da viagem mental.

    2.3.3. Visitas a Conhecidos, Parentes, etc.

    Visite seus conhecidos a amigos para ver o que estão fazendo naquele momento.

    2.3.3.1Verificação da Realidade

    Veremos, por exemplo, uma pessoa realizar suas tarefas diárias; para isso poderemos inicialmente usar a força de nossa imaginação. Para saber se aquele ato imaginado corresponde à realidade, Le., se a nossa imaginação e a realidade são iguais, só precisamos imaginar que aquela pessoa que captamos em nosso corpo mental está fazendo alguma coisa diferente, eventualmente até o oposto do que imaginamos a princípio.

    Conseguindo isso, devemos tentar saber se o ser que captamos o contradiz; em caso positivo, podemos afirmar com certeza que um ou outro não são verdadeiros, mas ainda correspondem só ao imaginário. Então não teremos alcançado o nosso objetivo, a deveremos repetir os exercícios até conseguirmos diferenciar exatamente a realidade da imaginação.

    2.3.3.2Diferenciação entre Imaginação e Realidade

    No começo nós só sentiremos que a imaginação corresponde de fato à realidade, pois os sentidos foram desligados do corpo com força a transpostos ao corpo mental.

    Mais tarde não precisaremos mais temer que isso ocorra, pois já teremos a certeza absoluta a poderemos diferenciar com precisão se aquilo que vimos, ouvimos ou sentimos no corpo mental é real ou imaginário.

    Depois de muito treino essa habilidade torna-se corriqueira para qualquer mago, a em qualquer lugar para onde ele transpuser o seu corpo mental ele só captará o que corresponder totalmente às condições pertinentes.

    2.3.3.3Aplicação da Lei da Ausência de Tempo e Espaço

    Ao realizarmos progressos, como quando andamos normalmente em caminhos extensos sem sentirmos cansaço, então estaremos maduros para nos ocuparmos com a lei da ausência de tempo a de espaço.

    Desligue-se do seu corpo material denso da forma que acabamos de descrever, a imagine-se desligado também do tempo a do espaço. Pense que seu corpo mental poderá estar naquele mesmo instante em qualquer lugar que você desejar.

    Essa convicção profunda poderá ser alcançada através da meditação constante no corpo mental. Caso você deseje estar em algum lugar com o seu corpo mental, será suficiente imaginar que você já está lá, a isso acontecerá imediatamente.

    2.3.3.4Transposições para Lugares Distantes

    Em distâncias maiores você só conseguirá um sucesso satisfatório depois de muito treino e muita perseverança, a transposições freqüentes. Além disso você deverá escolher lugares conhecidos.

    Só depois que você tiver a certeza de conseguir captar tudo com os seus sentidos, em qualquer lugar em que seu corpo mental estiver, a qualquer distância e hora do dia, então você poderá começar a escolher lugares desconhecidos.

    As captações dos sentidos no local não lhe deixarão margem de dúvida de que aquilo que você viu, ouviu a sentiu corresponde de fato à realidade.

    Você terá que exercitar-se por muito tempo a com muito empenho para se acostumar com as impressões desconhecidas.

    Procure portanto, com o seu corpo mental, regiões tropicais, costas marítimas, cidades grandes, transponha-se ao extremo sul a ao extremo norte, enfim, a todos os lugares que o atraem a que o seu coração pede para ver.

    Depois de exercitar-se bastante você conseguirá transpor-se rotineiramente a todos os lugares, nos quais você poderá ver, ouvir, a sentir tudo.

    2.3.3.5Utilização Prática da Viagem Mental

    A viagem mental não serve somente para que captemos o que ocorre no presente, naqueles lugares para os quais nos transpomos, mas também para que possamos agir naquele momento.

    Assim podemos por exemplo não só ver as doenças com nossos olhos mentais, mas temos também a possibilidade de tratar dessas doenças no local, com o nosso corpo mental, ou então usar outros tipos de influências benéficas.

    Todas as ações a trabalhos na esfera mental, que aprendemos a realizar anteriormente com a ajuda de um elementar, podem ser realizados por nós mesmos através de nosso corpo mental.

    2.3.3.6Viagem a Outras Esferas

    E quando finalmente você se sentir em casa no mundo físico inteiro através da viagem mental, a esse mundo não puder mais lhe mostrar nada de novo, então experimente procurar outras esferas através de seu corpo mental; tente entrar em contato com os seres desses outros mundos a obter aqueles conhecimentos de cuja existência o ser humano mediano nem mesmo suspeita.

    A ascensão a outras esferas é muito simples. Precisamos somente sintonizar-nos com a esfera que queremos visitar com o nosso corpo mental, a então nos deixarmos levar para cima a verticalmente como que sugados por um redemoinho através de um funil.

    A passagem de nosso mundo material denso a uma outra esfera ocorre muito rapidamente, como se voássemos sobre o mundo todo num único segundo. Nesse caso o mago deverá passar pela sua própria experiência, a por isso é melhor não entrar em maiores detalhes sobre esse assunto.

    2.3.3.7Sonolência Durante os Exercícios

    Durante os exercícios de viagem mental o mago poderá sentir, no início, uma sonolência quase incontrolável, contra a qual ele deverá se defender energicamente.

    A sonolência ocorre porque com o desligamento do corpo mental o cordão de ligação, Le., o cordão vital entre os corpos mental a astral torna-se mais frouxo, o que provoca uma transposição de consciência e a conseqüente sonolência.

    Com o treinamento constante, quando o desligamento do corpo mental se tornar um hábito, a sonolência acabará.

    2.3.3.8Preparação para a Projeção Astral

    O domínio da viagem mental aqui descrita é uma preparação indispensável para o envio do corpo astral, cuja descrição a aplicação prática serão apresentadas a seguir, no capítulo "Instrução Mágica da Alma".

    INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA
    2O Grande "Agora"
    2.1Pensamento Plástico

    Quem já chegou até aqui em sua evolução deverá dar a máxima atenção ao seu pensamento, principalmente ao pensamento plástico. A capacidade de concentração despertada em conseqüência dos intensos exercícios evoca imagens penetrantes do Akasha, através do pensamento plástico; elas são fortemente vitalizadas a tentam se concretizar.

    2.2Pensamentos Nobres e Transformação das Paixões

    Por isso só devemos ter pensamentos nobres a puros, a devemos tentar transformar nossas eventuais paixões em qualidades positivas. A alma do mago já deverá ser tão nobre que ele nem mesmo conseguirá ter pensamentos negativos ou desejar o mal a alguém.

    2.3Conduta do Mago

    Um mago deve agir de modo amável, prestativo a solidário, generoso a respeitoso, discreto a silencioso. Deve estar livre de egoísmo, orgulho e ganância.

    2.4O Akasha e a Evolução do Mago

    Essas paixões se refletiriam no Akasha, a como o princípio do Akasha contém a analogia da harmonia, o próprio Akasha colocaria obstáculos no caminho do mago impedindo a sua evolução, ou o que é pior, tornando-a impossível. Um Progresso posterior estaria então total mente descartado.

    É só nos lembrarmos do livro de Bulwer, "Zanoni", no qual a guardiã da fonte nada mais é do que o Akasha, que impede o acesso dos grandes mistérios aos impuros a imaturos. Mesmo se eles o conseguirem, então o Akasha tentará transformar tal pessoa, deixá-la ser dominada pela dúvida, ou prendê-la a um golpe do destino, para proteger os mistérios de todas as formas possíveis. A um imaturo os mistérios permanecerão sempre ocultos, mesmo se forem divulgados em centenas de livros.

    2.5Religião e Maturidade Espiritual

    Um mago verdadeiro desconhece o ódio religioso ou sectário; ele sabe que toda religião possui seu sistema específico que levará seus devotos a Deus, por isso ele a respeita. Ele sabe que toda religião tem erros, mas ele não a julga, pois cada dogma serve ao estágio de maturidade espiritual de seu adepto.

    2.6O Julgamento do Semelhante

    Através da sua evolução o mago passará a ser suficientemente maduro a ponto de enxergar com sua visão espiritual todos os pensamentos, todas as ações, todas as atitudes, relativas ao passado, ao presente ou ao futuro; ele sempre será tentado a julgar o seu semelhante.

    Mas com isso ele poderia contrariar as leis a provocar uma desarmonia. Um mago desse tipo não possui maturidade suficiente e perceberá que o Akasha anuviará a sua clarividência e o Maya o atormentará com ilusões.

    2.7O Bem e o Mal

    Ele precisa saber que o bem e o mal têm direito à existência a que cada um tem uma missão a cumprir.

    2.8A Correção dos Defeitos Alheios

    Um mago só poderá chamar a atenção de uma pessoa ou julgar seus defeitos a fraquezas quando convocado diretamente para tal, a deverá fazê-lo sem colocar nisso uma crítica.

    2.9A Atitude do Mago Diante da Vida

    O mago autêntico aceita a vida como ela é, o bem lhe traz alegria e o mal lhe traz o aprendizado, mas ele nunca se deixa abater.

    Ele conhece as próprias fraquezas a se esforça em dominá-las. Jamais cultivará o arrependimento ou a culpa, pois estes são pensamentos negativos a portanto devem ser evitados. É suficiente que ele reconheça seus erros a não os repita novamente.

    2.10Sem Apego ao Passado

    É basicamente errôneo prender-se ao passado a lamentar as coisas desagradáveis que o destino lhe impôs. Só os fracos queixam-se constantemente para despertar a piedade dos outros.

    O verdadeiro mago sabe que através da evocação de imagens do passado elas podem voltar à vida, desencadeando novas causas e criando novos obstáculos no seu caminho.

    É por isso que o mago vive exclusivamente o presente a olha para trás só em caso de necessidade.

    Para o futuro ele fará só o planejamento do que for estritamente necessário a deixará de lado todas as ilusões a fantasias, para não gastar com elas as energias tão arduamente conquistadas, a para não dar ao subconsciente a possibilidade de criar obstáculos em seu caminho.

    O mago trabalha objetivamente na sua evolução sem esquecer seus deveres materiais, que deverão ser cumpridos com tanta consciensiosidade quanto as tarefas de sua evolução espiritual.

    Portanto, ele deverá ser muito severo consigo mesmo. Deverá sempre ser muito prudente, a no que se refere à sua evolução, discreto.

    O princípio do Akasha não conhece o tempo nem o espaço, ele age portanto sempre no presente, pois os conceitos temporais dependem dos nossos sentidos.

    É por isso que recomendamos ao mago adaptar-se o máximo possível ao Akasha, reconhecendo-o como o grande AGORA, pensando e agindo em função dele.

    2.11Perturbações de Concentração como Compasso do Equilíbrio Mágico

    A capacidade de concentração, em relação aos elementos, depende do equilíbrio mágico, e é também o melhor parâmetro para se saber qual o elemento do corpo astral que ainda deve ser dominado.

    2.11.1Relação entre os Elementos e a Concentração

    Caso o elemento fogo, por exemplo, ainda consiga de alguma forma atingir o mago astralmente, então os exercícios visionários de imaginação plástica não serão muito convenientes para ele.

    Quanto ao elemento ar, ele terá mais dificuldades na imaginação auditiva, quanto ao elemento água na concentração do tato, a no elemento terra, no domínio da consciência.

    Em último caso a viagem mental, por exemplo, ou um estado de transe onde houver necessidade de uma transposição de consciência, poderá trazer mais dificuldades, a então nesses casos deverão ser intensificados os exercícios de concentração que influenciam o elemento em questão.

    2.11.2Continuidade do Treinamento

    Finalmente, o mago deverá continuar com a prática dos exercícios de concentração a aprofundá-los.

    2.11.3Sinal do Equilíbrio Mágico

    Um sinal do equilíbrio mágico é o sucesso por igual na realização de todas as concentrações, tanto as visuais, auditivas, sensoriais quanto as com a consciência.

    Nesse estágio o mago deverá ser capaz de manter uma imaginação, sem nenhuma interferência, qualquer que seja o seu elemento correspondente, por no mínimo quinze minutos.

    Portanto, para ele nenhuma concentração deve ser melhor que a outra, a ele não deverá ter a preferência de uma em detrimento da outra.

    Se isso ocorrer, será um sinal evidente de que o equilíbrio dos elementos no corpo, na alma a no espírito ainda não foi implantado totalmente; então o aluno deverá tentar alcançá-lo através de um treinamento mais intenso.

    Se ele não o fizer, todas as deficiências que surgirão nos trabalhos espirituais subseqüentes poderão atrapalhá-lo.

    Segue-se agora a instrução mágica da alma desse grau, que descreve o OD e o OB dos cabalistas, além dos fluidos elétrico e magnético e o seu domínio.

    2.12O Domínio dos Fluidos Elétrico e Magnético

    De acordo com a descrição apresentada na parte teórica existem dois fluidos principais, surgidos a partir dos quatro elementos, e que são os fluidos elétrico a magnético. O fluido elétrico provém do princípio do fogo, e o magnético do princípio da água.

    O princípio do ar é o elemento compensador entre esses dois últimos e o da terra é bipolar, portanto contém ambos os fluidos e é eletromagnético; no ponto central ele é elétrico a na periferia é magnético.

    De acordo com as leis descritas esses dois fluidos agem em todas as esferas, nos mundos mental a astral, assim como material. Eles são a origem de todos os seres.

    O conhecimento e o domínio desses dois fluidos será nossa próxima tarefa, pois através do seu domínio o mago conseguirá tudo o que quiser em todas as esferas, no mundo mental, astral ou material.

    O efeito do fluido em uma dessas esferas depende porém da maturidade do mago, da força e da penetração que ele pretende dar à sua formação na esfera desejada.

    Existem dois métodos que podem ser empregados no trabalho com esses dois fluidos, a que são: o método indutivo e o dedutivo. Nesse grau o mago aprenderá a usar ambos.

    Em primeiro lugar consideraremos o fluido elétrico.

    2.12.1O Domínio do Fluido Elétrico – Método Indutivo

    Você poderá realizar esse exercício em pé ou sentado, o que preferir. Assuma a sua posição, feche os olhos a imagine que seu corpo está completamente oco por dentro, a que você é o centro de uma bola de fogo, uma esfera que envolve todo o Universo.

    Você deverá imaginar esse elemento ígneo cintilante a brilhante como um sol. Assim como aprendeu a sentir o calor no capítulo sobre a projeção, você aprenderá agora a sentir automaticamente o calor na periferia do seu próprio corpo, sem precisar desviar a sua atenção para o fato.

    Nesse exercício você deverá sentir a expansão do elemento fogo no seu próprio corpo. Deverá imaginar que o elemento fogo universal comprime expansivamente a luz para dentro de seu corpo oco.

    Quanto mais intensivamente a incandescente você imaginar a bola de fogo, tanto mais luz será comprimida para dentro de seu corpo, vinda de todos os lados a entrando pelos poros da sua pele.

    Todo o seu corpo ficará carregado, i.e., represado com essa luz. Você deverá sentir a pressão da luz em seu corpo a senti-lo como se fosse um balão cheio de luz.

    A pressão da luz deve vir de fora para dentro; com isso ela provocará uma sensação estranha de preenchimento, como se fosse estourar.

    Nesse exercício a respiração deve ser tranqüila, pois o mago é induzido a reter a respiração durante o preenchimento dinâmico com a luz, o que deve ser evitado a todo o custo.

    Ao conseguir provocar um represamento tão forte da luz, ou seja, uma dinamização da luz a ponto de achar que seu corpo vai explodir a qualquer momento, você também sentirá que seu corpo, principalmente as pontas dos dedos, se carregam com uma forte corrente elétrica.

    Capte com força essa sensação, pois trata-se do fluido elétrico aqui descrito.

    Tão logo você tenha concluído o represamento, deixe o fogo universal esvair-se lentamente, através da imaginação, até que ele se acabe.

    Ao mesmo tempo imagine que a luz represada também vai se apagando, a pressão diminuindo aos poucos, até que tudo por fora a por dentro de você se esvai ou se apaga totalmente.

    Assim estará completo o primeiro exercício com o método indutivo do fluido elétrico.

    2.12.2Impregnação do Fluido Elétrico com um Desejo

    Depois de treinar bastante e conseguir uma certa prática em produzir o fluido elétrico com facilidade e à vontade, tente começar a impregná-lo com um desejo.

    Para isso você precisará somente imaginar que a luz represada em você, ou melhor, o fluido elétrico contido nessa luz, estimula e fortalece as suas energias ativas do espírito, da alma a do corpo.

    Desse modo você poderá despertar em si, de fora para dentro, todas as capacidades a características ativas que correspondem aos elementos fogo a ar.

    Você terá, por exemplo, a possibilidade de aumentar a sua força de vontade, sua fé a seu poder sobre os elementos até um nível quase sobrenatural.

    A amplitude do alcance dessa força a desse poder não pode ser descrita em palavras, a você se convencerá melhor disso através da sua própria experiência.

    2.12.3Advertência Sobre o Uso do Fluido Elétrico

    Nos graus anteriores enfatizei como é importante enobrecermos a alma, afastarmos todas as paixões a tentarmos alcançar o equilíbrio mágico.

    Esse exercício ou qualquer outro realizados por uma pessoa sem escrúpulos, que não tenha ainda alcançado o equilíbrio mágico, serviriam apenas para estimular mais ainda essas paixões através da sua ativação.

    O controle sobre o domínio dessas paixões desapareceria e elas se tomariam um tormento.

    Todo mundo reconhecerá que essas advertências não são apenas palavras vazias ou pregações de moral.

    Uma pessoa totalmente equilibrada não tem nada a temer, muito pelo contrário, ela tem a possibilidade de se elevar a terá todas as condições de concretizar os seus ideais.

    2.12.4O Domínio do Fluido Magnético – Método Indutivo

    Com esse fluido o método é exatamente o mesmo. Sente-se no seu asana, imagine estar oco como uma bola de borracha a ser capaz de captar o fluido magnético levando-o para dentro de si.

    Feche os olhos a imagine que o Universo inteiro está cheio de água a que você está no meio dele. Você sentirá imediatamente a umidade e o frio na periferia de seu corpo; mas não desvie sua atenção para o fato.

    Imagine somente que o seu corpo, como uma esponja seca atirada à água, suga a energia magnética do elemento água universal.

    Esse exercício de imaginação deverá ser ampliado constantemente, até você sentir uma dinâmica dentro de si semelhante a um pneumático cheio de ar, a saber que não há possibilidade de continuar com o represamento.

    Você sentirá o fluido magnético como uma força de contração a de atração.

    Ao atingir, com esse exercício, o ponto máximo da acumulação de energia magnética, deixe a imaginação fluir aos poucos para o nada e a energia magnética acumulada em você dissolver-se no infinito.

    Depois de conseguir diferenciar os fluidos magnético a elétrico, você terá a possibilidade, como no caso do fluido elétrico, de fortalecer em si aquelas capacidades que correspondem aos elementos água a terra, como por exemplo as capacidades mediúnicas, a sensitividade, a psicometria, a leitura do pensamento, a psicografia, etc.

    2.12.5O Domínio do Fluido Elétrico – Método Dedutivo

    Só se deve trabalhar com esse método quando os dois anteriores já estiverem bem dominados.

    O método dedutivo é igual ao indutivo, só que numa seqüência contrária.

    Represe o elemento fogo em seu corpo, extraindo-o do Universo através da respiração pulmonar ou dos poros ou de ambas, ou eventualmente através da simples imaginação, do modo como você aprendeu no capítulo sobre a inspiração dos elementos a seu represamento.

    Durante o represamento do elemento fogo você não precisará prestar atenção ao calor, pois este será sentido automaticamente.

    Através do elemento represado é produzida uma enorme expansão, que provoca uma forte irradiação do fluido elétrico para fora do corpo a que é sentida por toda a pele, como quando se é tratado com uma máquina de eletrificação ou com um aparelho de alta freqüência.

    A irradiação do fluido elétrico cresce a torna-se cada vez mais estável a penetrante através da repetição constante a do aumento do represamento do elemento, a densifica-se tanto que chega a ser visto a sentido por um não-iniciado.

    Podemos aumentar essa energia a ponto de conseguirmos ligar uma lâmpada de néon.

    Naturalmente esses exercícios não se destinam a esses ou outros objetivos, a experiências semelhantes devem servir somente para nos certificarmos ou convencermos os outros, pois geralmente essa energia só deverá ser usada para objetivos nobres a elevados.

    Ao alcançarmos com esse exercício o ponto máximo do represamento de um elemento, portanto a irradiação máxima, devemos deixar o elemento fogo, junto com o fluido elétrico, fluir novamente ao Universo, deixando o corpo livre a encerrando o exercício.

    2.12.6O Domínio do Fluido Magnético – Método Dedutivo

    De modo semelhante ao descrito no exercício anterior, com o fluido elétrico - método dedutivo -, devemos também proceder neste caso, que trata do domínio do fluido magnético - método dedutivo.

    A diferença é que ao invés do fogo, neste caso é considerado o elemento água.

    Represe o elemento água em seu corpo oco através da imaginação, o mais dinamicamente possível. Nesse represamento você poderá empregar a respiração pulmonar, dos poros ou ambas, ou então deixar que a simples imaginação o realize.

    Apesar de sentir a umidade e o frescor durante o represamento, dirija a sua atenção principal à camada externa e à pele de seu corpo.

    Você sentirá principalmente nas extremidades a na pele do corpo uma força de contração, como num magneto de verdade.

    No início, a numa dinamização muito forte, antes de se acostumar, você sentirá esse fluido de forma quase paralisante.

    Ao levar o represamento ao máximo, vá dissolvendo aos poucos o elemento água junto com o fluido magnético no Universo, através da imaginação, a encerre o exercício.

    2.12.7Domínio dos Quatro Métodos

    Todos os quatro métodos devem estar dominados a ponto de conseguirmos empregá-los a qualquer momento através da imaginação, para produzirmos os fluidos elétrico e magnético, o que se consegue depois de um treinamento constante a incansável.

    Devemos prestar muita atenção nisso, pois o domínio desses dois fluidos é muito importante; através dessas duas energias universais pode-se conseguir tudo, em qualquer esfera que o mago queira exercer sua influência.

    No início os exercícios deverão ser realizados com os olhos abertos, a depois com eles fechados, sem levar em conta o lugar ou a situação em que nos encontramos.

    É importante também saber que nos quatro métodos o mago tende a contrair os músculos ou a reter a respiração, o que não deve acontecer. Esses métodos devem ser praticados com tranqüilidade e relaxamento, sem nenhum esforço externo aparente.

    2.12.8Diferença entre o Método Indutivo e o Método Dedutivo

    Como o mago pode ver, o método indutivo serve para canalizar uma energia do Universo para dentro de si, de seu corpo, sua alma a seu espírito, ao passo que o método dedutivo tem a função de enviar uma energia, um fluido, de dentro para fora.

    2.12.9Aperfeiçoamento dos Métodos

    Adquirindo uma boa prática nos quatro métodos, ele poderá ampliar o exercício, a ao invés de deixar o elemento fogo externo dissolver-se no nada, através da imaginação, depois de acumular ao máximo o fluido elétrico dentro de si pelo método indutivo, ele poderá manter em seu corpo esse fluido elétrico com sua pressão e o respectivo elemento fogo.

    Depois de segurar esse fluido por algum tempo, o quanto ele conseguir agüentar, então poderá deixá-lo fluir novamente ao Universo.

    O mago deverá proceder da mesma maneira com o fluido magnético.

    Os dois métodos apresentados deverão ser praticados até serem totalmente dominados; antes disso você não deverá prosseguir.

    2.12.10O Domínio do Fluido Eletromagnético

    Os métodos aqui descritos para o domínio dos fluidos elétrico a magnético são, de certo modo, exercícios preliminares, e quando o mago conseguir dominá-los poderá passar ao último método, o mais importante, ou seja, o domínio do fluido eletromagnético, que descreverei em seguida.

    2.12.11Distribuição dos Fluidos no Corpo

    Devemos observar a seguinte analogia: a cabeça e o peito correspondem ao fluido elétrico, o ventre as coxas a os pés ao fluido magnético.

    A tarefa do mago é carregar os pés, as coxas e o ventre - até a caixa torácica - com o fluido magnético, e a cabeça, o peito e a garganta com o fluido elétrico, da forma descrita anteriormente.

    Ele deverá conseguir carregar essas duas partes do corpo com os respectivos fluidos de forma tão dinâmica, a ponto de sentir que está prestes a explodir.

    Depois de algum treinamento ele será capaz de segurar ambos os fluidos.

    2.12.12Represamento dos Fluidos nas Mãos

    Ao chegar a esse ponto, ele deverá comprimir o fluido elétrico no lado direito de seu peito através da imaginação, formando assim uma espécie de espaço vazio ao redor do coração.

    Melhor ainda é ele deixar o lado esquerdo do peito vazio, já no momento em que carregar a região superior do corpo com o fluido elétrico.

    Chegando nesse ponto, ele deverá tirar o fluido magnético represado da região inferior do corpo, através da imaginação, passando-o pelo peito esquerdo a represando-o em toda a mão esquerda até a ponta dos dedos.

    A mão torna-se portanto magnética, passando a ter uma irradiação refrescante a de contração.

    Da mesma forma devemos proceder com a mão direita, represando nela, imaginativamente, o fluido elétrico tirado da cabeça a do lado direito do peito.

    Com isso a mão direita torna-se elétrica.

    Passamos a sentir a energia expansiva, quente e elétrica em toda a mão, mas principalmente nas pontas dos dedos.

    Se essas duas energias não forem usadas para alguma tarefa pessoal, podemos dissolvê-las imaginativamente no Universo.

    2.12.13Resultado do Domínio do Fluido Eletromagnético

    Ao dominarmos totalmente esse exercício, nos tornaremos mestres do fluido eletromagnético, mestres das duas energias universais com as quais poderemos conseguir tudo o que almejamos.

    Outras possibilidades de utilização desses dois fluidos serão descritas num outro estudo.

    Abençoe todo o mago com suas mãos elétricas a magnéticas, pois elas podem ser a verdadeira benção da humanidade!

    3Instrução Mágica do Corpo (VIII)
    3.1Influência Mágica através dos Elementos

    Dominando todas as práticas da instrução mágica do corpo descritas até agora, não precisaremos de mais nenhum tipo especial de instrução. Por isso, apresentarei nos capítulos seguintes da instrução mágica do corpo alguns ensinamentos a indicações para uma utilização eventual.

    Segue-se um método de influência através dos elementos, que o mago poderá utilizar para se influenciar a si mesmo ou às outras pessoas.

    3.1.1Métodos de Influência através dos Elementos

    Neste caso não importa se trata-se de uma auto-influência ou da influência de outras pessoas, correspondentes aos quatro métodos em questão.

    1. Fogo - através da queima.
    1. Ar - através do vapor.
    1. Água - através da mistura.
    1. Terra - através da decomposição.
    3.1.2Possibilidades de Aplicação

    Pudemos constatar centenas de variações a possibilidades de influências através dos elementos, sobre as quais eu poderia escrever um livro inteiro. Mas prefiro me limitar a um único exemplo de cada elemento. Com ele, o próprio mago poderá incrementar a sua prática a montar o seu próprio esquema de ação.

    3.1.3Campo de Ação dos Métodos

    Esses quatro métodos agem sobre a matriz astral mais sutil do mundo material a induzem os elementos desse plano a agirem em todos os lugares que o mago determinar, indiretamente.

    Caso se trate de uma influência sobre uma pessoa, então os elementos materiais atuarão, com suas analogias, sobre a substância de ligação entre o corpo astral e o material.

    3.1.4Utilização pelos Magos

    Um mago que domina totalmente os elementos em todos os planos, não precisa de nenhum desses métodos, ele alcança a sua meta da mesma forma rápida e segura através da interferência direta.

    Mas de vez em quando até mesmo o mago mais iniciado usa as energias inferiores, porque tanto estas quanto as energias superiores lhe servem a obedecem.

    Por outro lado os magos menos maduros gostam de usar essas práticas inferiores para realizar os seus desejos, pois essas energias obedecem cegamente à vontade do mago, que sabe como domina-las.

    3.1.5Primeiro Exemplo de Aplicação

    Mas, poderemos perguntar, para quê afinal servem essas energias inferiores a seus métodos?

    Responderei a essa pergunta com dois exemplos:

    Suponhamos que um aluno principiante de magia peça ajuda a um irmão mais evoluído, pois com toda a força de sua vontade ele não está conseguindo combater sozinho uma paixão, vício ou algo similar, ou então despenderia tempo demais para dominá-la e obter o equilíbrio.

    O irmão evoluído terá condições de agir sobre o elemento correspondente ao vício através do método adequado, e enfraquecer essa forma negativa do elemento que está influenciando o aluno, para que ele o combata mais facilmente, ou então até consiga suprimir essa influência.

    3.1.6Segundo Exemplo de Aplicação

    No segundo exemplo vamos supor que o mago deva tratar, através dos elementos, uma doença crônica de longa duração.

    Algumas intervenções diretas não seriam suficientes para curar a doença, a uma repetição constante despenderia muito tempo.

    Em casos assim o mago poderá usar essas energias como fatores auxiliares.

    Existem muitos casos desse tipo, em que o mago pode utilizar-se dos elementos dessa categoria.

    Ele também poderá usar qualquer energia que conhecer; o importante é que os seus motivos e as suas intenções sejam nobres, pois ele parte do princípio de que tudo o que é feito com pureza permanece puro.

    3.1.7Campos de Ação
    No trabalho com os quatro métodos o mago terá três campos de ação:
    1. A ação imediata;
    1. A ação completa, que é temporalmente limitada;
    1. A ação a longo prazo, que transcorre com o tempo a finalmente acaba totalmente quando a operação não é renovada.
    3.1.8Início da Prática

    Em seguida passaremos à descrição da prática.

    3.2A Influência através do Elemento Fogo
    3.2.1A Queima

    Prepare um pedaço de flanela ou papel mata-borrão - em último caso poderá ser um papel comum - cortando-o no tamanho de cerca de 10x10 cm. Embeba-o com um condensador fluídico qualquer a deixe-o secar.

    Coloque o papel assim preparado à sua frente a concentre para dentro dele o seu desejo, através dos elementos densos e a imaginação. Não se esqueça de determinar o prazo da ação a ser impregnada, Le., se ela deverá ser imediata, limitada ou a longo prazo.

    Quando o papel estiver bem carregado com o seu desejo, queime-o numa chama qualquer, que poderá ser a de uma vela. Durante essa queima você deverá concentrar-se novamente no pensamento de que, através da queima do papel ou da flanela, a energia é liberada a aciona os elementos densos a desencadearem o efeito desejado.

    A cinza restante não tem valor mágico a deve ser tratada como qualquer outra cinza.

    Nessa experiência você poderá formular a ação também no sentido dela ter, para a pessoa à qual é destinada, um efeito imediato, tão logo ela coma ou beba alguma coisa quente, entre num quarto quente ou faça contato com qualquer outra coisa quente.

    Através da operação há possibilidade também de se projetar o elemento fogo para dentro do papel, carregá-lo com um desejo a transferi-lo de volta ao elemento fogo ou ao princípio do Akasha em função da dissolução do efeito.

    Existem vários outros processos, mas esse exemplo deve bastar para dar ao mago uma indicação precisa nessa direção.

    3.3A Influência através do Elemento Ar
    3.3.1A Evaporação

    Numa pequena vasilha ou prato de um metal qualquer devemos verter um pouco de água comum, só até ela cobrir o fundo em alguns milímetros. Nela devemos colocar algumas gotas de um condensador fluídico específico para a água; se não o tivermos disponível então poderemos usar o condensador fluídico universal.

    Proceda então do mesmo modo anterior, concentrando o seu desejo para dentro do líquido.

    Coloque o pratinho sobre a chama do fogão, ou sobre uma estufa quente - só não use uma fonte elétrica - e deixe o líquido carregado com o seu desejo evaporar.

    Ao mesmo tempo concentre no vapor o seu pensamento de que o elemento ar assimilou o seu desejo, e o princípio mais sutil do ar foi induzido a realizá-lo. Concentre isso nele até que a última gota de líquido se evapore; então encerre a experiência.

    Durante a impregnação do desejo você poderá pedir para que a pessoa a ser influenciada assimile o princípio do ar a cada inspiração, quando então o desejo começará a se realizar.

    Esse é só um exemplo, e variações semelhantes desse tipo de influência pelo elemento ar poderão ser inventadas pelo próprio mago.

    3.4A Influência através do Elemento Água
    3.4.1A Mistura

    Pegue uma vasilha, um prato de vidro ou um pequeno vaso e procure uma fonte de água corrente, um regato, uma bica ou um rio. Durante a experiência tente não dar nas vistas.

    Encha o recipiente com água a coloque nele algumas gotas do condensador fluídico adequado ao elemento água; em último caso use o condensador fluídico universal.

    Então aja como no caso do elemento anterior, efetuando a impregnação do desejo.

    Quando a água assim preparada estiver convenientemente carregada com o seu desejo, jogue-a rio abaixo transmitindo-lhe o pedido de que as partes mais sutis do elemento água realizem o seu desejo imediatamente.

    Quando a pessoa a ser influenciada entrar em contato de alguma forma com o elemento água, por exemplo, ao se lavar, beber água ou tomar chuva, etc., então esse elemento entrará imediatamente em ação liberando o efeito desejado.

    Esse exemplo deve bastar para que o mago crie seus próprios métodos individuais dentre as várias opções disponíveis, que também serão muito eficazes.

    3.5A Influência através do Elemento Terra
    3.5.1A Decomposição
    No trabalho com esse elemento podemos proceder de duas formas diferentes:
    1. Do mesmo modo apresentado na experiência anterior, isto é, usando-se água corrente do rio ou da chuva - não se deve usar água da torneira - na qual colocamos um pouco de condensador fluídico, correspondente ao elemento terra. Podemos usar também um condensador fluídico universal.

    Com o condensador fluídico podemos também trabalhar diretamente, isto é, sem diluí-lo primeiro, e ao invés de jogarmos o líquido impregnado na água, devemos jogá-lo diretamente na terra, fazendo uma forte concentração do desejo para que a terra o absorva e o elemento terra libere o efeito desejado.

    Para essa experiência não devemos escolher a rua, onde há o trânsito de pessoas, mas um lugar discreto no jardim, gramado ou campo. Se tivermos dificuldade em encontrar esses lugares na cidade grande, então poderemos usar um simples vaso de flores com um pouco de terra.

    1. Pegue uma maçã, uma pêra, ou melhor ainda, uma batata, e com uma faca ou descascador de batatas faça um buraco nela; jogue nesse buraco o condensador fluídico correspondente ao elemento terra. Em último caso use o condensador fluídico universal.

    Então proceda do mesmo modo anterior, carregando a batata com a impregnação do desejo.

    Então enterre a batata, e em cada manipulação concentre no elemento terra a vontade de que ele exerça o efeito desejado.

    Nesse item também deve ser incluída a simpatia e a magia mumial, o assim chamado transplante, em que não se trabalha com os condensadores fluídicos, mas com múmias, que são partes do corpo, como cabelos, unhas, sangue, suor, urina, etc.

    Não descreveremos aqui esse tipo inferior de magia, pois se o mago se interessar por ela poderá procurar informar-se e praticá-la por si mesmo.

    Esses dois exemplos são suficientes para explicar a influência com o elemento terra.

    Seguindo essas indicações o mago poderá criar outros métodos, sabendo que sua intuição o levará a fazer a coisa certa.

    Como vimos pelos exemplos apresentados, o mago, ou sua vontade instruída, é o fator determinante que leva, através da imaginação, os elementos universais a desencadearem o efeito desejado.

    Ele poderá repetir a operação quantas vezes quiser, para obter a realização do desejo. Ele poderá também fazer essa experiência consigo mesmo, isto é, para sua auto-influência.

    Existe ainda outro tipo de auto-influência em que os seres elementais, as assim chamadas salamandras, fadas, ninfas e gnomos, realizam o desejo solicitado com a ajuda dos elementos.

    Como esses seres são chamados, para se tornarem visíveis e servirem ao mago, será publicado em minha segunda obra, cujo título é: "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica).

    3.6Condensadores Fluídicos

    Qualquer objeto pode ser influenciado através da imaginação e da vontade, e carregado com qualquer fluido, elétrico ou magnético, com os elementos ou com o Akasha. Mas segundo as leis da analogia e as experiências realizadas, ficou demonstrado que nem todos os objetos nem todos os líquidos são adequados para manter ou acumular por muito tempo uma energia represada.

    Assim como a eletricidade, o magnetismo e o calor possuem bons ou maus condutores, também as energias superiores têm essa característica. Os bons condutores têm uma enorme capacidade de acumulação, pois conseguem armazenar as energias nele introduzidas e preservá-las dentro de si. Esses acumuladores são chamados, na ciência hermética, de "CONDENSADORES FLUÍDICOS".

    3.6.1Grupos de Condensadores Fluídicos
    Existem três grupos principais de condensadores fluídicos:
    1. Sólidos.
    1. Líquidos.
    1. Aéreos.

    No grupo principal dos condensadores fluídicos sólidos incluem-se as resinas e os metais, entre os quais o ouro é aquele que possui o valor mais elevado. Pequenos fragmentos, pedacinhos mínimos até de ouro dão a qualquer líquido uma capacidade extraordinária de condensação; é por isso que se costuma adicionar ouro em porções microscópicas a todos os condensadores fluídicos. Falaremos sobre isso mais tarde.

    No segundo grupo incluem-se as lacas, óleos, tinturas e extratos feitos de resina, compostos e produzidos a partir de determinadas plantas. Como o ouro, que é considerado o mais nobre dentre os corpos sólidos por ser análogo ao sol, portanto correspondente à energia solar e luminosa, o ouro dos corpos líquidos é o sangue humano e o sêmen, ou esperma. Com isso o ouro pode ser totalmente substituído, pois resquícios mínimos de sangue e de esperma num líquido dão a este uma capacidade extraordinária de acumulação.

    O segundo grupo é composto pelos defumadores, aromas, água de cheiro, enfim, todos os vapores; não entrarei em maiores detalhes sobre eles, pois não têm muita importância para a magia prática.

    Além disso, só poderei mesmo descrever aqui os condensadores fluídicos mais importantes para a prática da magia, pois se eu quisesse enumerar todos os tipos de condensadores, o seu processo de fabricação e possibilidades de utilização, e ainda considerar todas as pedras preciosas e semi-preciosas que são ótimos condensadores, só esse estudo já se transformaria num livro inteiro.

    3.6.2Tipos de Preparação
    Existem dois tipos de preparação de condensadores fluídicos:

    Os simples, ou universais, preparados a partir de uma substância ou planta, e que podem ser usados para quase tudo.

    Os do segundo tipo são compostos, preparados a partir de várias substâncias e plantas e possuem capacidades de acumulação excepcionalmente fortes.

    Como se costuma acrescentar uma quantidade ínfima de ouro a cada condensador fluídico, o mago deverá providenciar esse metal antes de prepará-lo.

    3.6.3Tintura de Ouro

    Em lojas especiais de equipamento fotográfico podemos comprar o assim chamado cloreto de ouro solúvel em água, ou Aurum chloratum, usado para tingir papéis fotográficos. Uma solução de uma grama desse cloreto em 20 gramas de água destilada nos dá uma maravilhosa tintura de ouro.

    São suficientes cerca de 5 a 10 gotas dessa tintura de ouro para cada 100 gramas de condensador fluídico líquido.

    Aqueles que conhecem bem o trabalho de laboratório, podem fazer sozinhos essa tintura de ouro através da eletrólise.

    Em farmácias homeopáticas ou onde são preparados remédios homeopáticos ou eletrohomeopáticos, será fácil encontrar ou mandar preparar essa tintura.

    Os remédios homeopáticos à base de ouro são geralmente diluições do cloreto de ouro ou tinturas preparadas através da eletrólise, como por exemplo, Aurum Cloratum D1-D3, Aurum muriaticum D1-D3 ou Aurum metaldicum D1-D3. O conhecedor de remédios homeopáticos sabe que o D maiúsculo significa potência decimal.

    3.6.4Preparação da Tintura de Ouro

    Caso você não tenha possibilidade de arranjar a tintura de ouro através dos caminhos apresentados, então não lhe resta outra alternativa senão prepará-la você mesmo, seguindo a velha receita dos alquimistas, que é muito simples.

    Pegue um pedacinho de ouro da melhor qualidade - não pode ser ouro novo - quanto maior o número de quilates tanto melhor. O ouro comum de 14 quilates também serve. A forma do ouro não importa, pode ser um bracelete, um anel, um broche, um colar ou a tampa de um relógio de pulso.

    Arranje um pouco de água destilada, em último caso pode ser também um pouco de água da chuva.

    Coloque a água num recipiente, de modo a completar dez vezes o peso do ouro; por exemplo, se você tiver 10 gramas de ouro, então coloque na vasilha 100 gramas de água destilada.

    Aqueça o ouro numa chama até ele ficar incandescente, com a cor vermelha, e jogue-o então na água. Devemos tomar cuidado para que o cordão ou o gancho no qual o objeto de ouro estiver preso não toque a água. O ideal é usar um gancho de arame, no qual o ouro poderá ficar suspenso sobre a água.

    Com o resfriamento rápido a água chia e espirra, e devemos ter cuidado para que essa água quente não nos atinja, provocando queimaduras.

    Tenha cuidado principalmente com os olhos!

    Na água destilada só deve ser mergulhado o ouro puro. Ambos, tanto a água quanto o ouro, devem ser deixados para esfriar.

    Esse procedimento todo deverá ser repetido de 7 a 10 vezes. Sete a dez resfriamentos serão suficientes, pois durante o processo sempre há uma evaporação de pequenas quantidades de água, e até quantidades maiores, quando trabalhamos com doses pequenas.

    Através do rápido resfriamento - oxidação - libertam-se pequenas partículas atômicas, e a água fica saturada de ouro.

    Os antigos alquimistas chamavam essa água saturada ou qualquer outra essência vegetal, mergulhada pelo ouro incandescente, de "Quintessência do ouro pela via quente", e utilizavam-na como ingrediente para outras substâncias curativas alquímicas.

    Porém nós o usaremos para nossos condensadores fluídicos.

    O líquido saturado pelo ouro deverá ser filtrado através de um pedacinho de linho fino, papel de filtro ou algodão, em um funil, e guardado para as nossas experiências.

    Dessa tintura de ouro usaremos geralmente só de 5 a 10 gotas em cerca de 100 gramas de líquido condensador fluídico.

    A peça de ouro usada na preparação da tintura que acabamos de descrever deverá ser limpa com um produto especial para metais e guardada para ser usada novamente no futuro.

    3.6.5Condensadores Simples

    Pegue um punhado de flores de camomila frescas ou secas, coloque-as numa panela, e jogue água fria até cobri-las inteiramente. Depois leve-as ao fogo e deixe-as ferver por uns 20 minutos, com a panela tampada. Tire do fogo e deixe-as esfriar, sempre com a panela tampada.

    Filtre a infusão, e coloque-a novamente no fogo deixando-a ferver até chegar a uns 50 gramas. Algumas gotas a mais ou a menos não farão diferença.

    Deixe o extrato de camomila esfriar e acrescente a mesma quantidade em álcool comum ou álcool de bebida - em nosso caso 50 gramas - para conservá-lo. Em caso de necessidade podemos usar também o álcool desidratado, ou inflamável.

    Acrescente a essa mistura cerca de 10 gotas da tintura de ouro.

    Se o seu condensador for usado para sua própria finalidade pessoal, você poderá reforçá-lo especialmente, colocando uma gotinha de seu próprio sangue ou esperma num chumacinho de algodão, ou então um pouquinho de ambos, jogando-os no condensador e agitando tudo junto.

    Depois, filtre tudo através de um pedacinho de linho fino, algodão ou papel de filtro, vertendo a solução num frasco que deverá ser bem tampado com uma rolha e guardado num local fresco, seco e escuro para ser usado futuramente.

    Um condensador fluídico preparado e conservado dessa maneira não perderá sua eficácia mesmo depois de alguns anos. Antes de utilizá-lo devemos agitar bem o frasco, e depois tampá-lo novamente, guardando-o num local escuro e fresco.

    Desse mesmo modo você poderá preparar vários outros tipos de condensadores fluídicos universais, a partir do chá russo, do autêntico chá chinês, de flores de lilazes - de preferência brancas -, folhas de choupo, das raízes de mandrágora, flores de arnica, de acácias, e outros.

    No uso comum, como na influência através dos elementos ou para o desenvolvimento dos sentidos astrais através dos condensadores fluídicos, basta um condensador fluídico simples, preparado com uma única planta.

    3.6.6Condensadores Compostos

    Para se conseguir represamentos de energia especialmente fortes, ou em trabalhos de influência não mental ou astral, mas material-densa, como por exemplo a criação de elementares (figuras de cera ou argila), vitalização de imagens, ou em outros fenômenos de materialização, devem-se usar os condensadores fluídicos compostos, que são preparados com os seguintes extratos vegetais:

    Raízes de angélica, folhas de sálvia, flores de tília. Cascas de pepino ou sementes de abóbora. Flores ou folhas de acácia. Flores de camomila, flores, folhas ou raízes de açucena. Flores ou casca de canela, folhas de urtiga. Folhas de menta, folhas de choupo. Flores ou folhas de violeta, eventualmente amor-perfeito. Folhas ou casca de salgueiro. Tabaco, verde ou seco.

    Existem três tipos de preparação.

    O primeiro e mais simples consiste em colocar numa panela grande partes iguais das plantas aqui indicadas, cobri-las com água e deixá-las cozinhar durante meia hora. Depois de fria a infusão deve ser filtrada e levada ao fogo novamente para ferver lentamente até engrossar o máximo possível.

    Acrescente o álcool na mesma proporção do extrato, adicione a tintura de ouro na proporção de dez gotas para cada cem gramas de líquido, e eventualmente um pouco de sangue ou esperma, ou ambos.

    Agite bem a mistura e passe-a por uma peneira fina, vertendo-a num frasco escuro - verde ou marrom - fechando-o bem com uma rolha. O frasco deverá ser guardado num local escuro até a substância ser utilizada.

    O segundo tipo de preparação consiste em colocar partes iguais das plantas apresentadas num frasco de vidro, de conservas ou outro qualquer, e cobri-las com álcool, deixando-as macerar durante 28 dias num local mais ou menos quente.

    Depois a mistura deve ser prensada numa tela ou outro material semelhante e filtrada.

    Acrescente-se a tintura de ouro na proporção correspondente e eventualmente também as próprias múmias - o sangue e o esperma.

    Verta a mistura em frascos e guarde-a para o seu uso próprio. Nesse extrato não será mais preciso acrescentar álcool para a conservação.

    Um dos melhores métodos para se preparar essa infusão é fazê-la com cada planta separadamente; ou da maneira descrita anteriormente, no caso do condensador fluídico simples preparado com a camomila, ou então fazendo-se os extratos das plantas através das macerações no álcool que descansam por um longo período.

    Depois de prontas, devemos juntar todas as infusões numa só, acrescentar as gotas de tintura de ouro e guardar a substância final com bastante cuidado.

    Devemos proceder da mesma forma com os quatro condensadores fluídicos especiais, usados para a influência dos elementos.

    1Para o elemento fogo:

    Cebola, alho, pimenta, grãos ou sementes de mostarda.

    Nota: Por causa de sua forte capacidade de irritação esse condensador fluídico não deve entrar em contato com o corpo, principalmente com os olhos.

    2Para o elemento ar:

    Folhas ou cascas de avelãs. Zimbro.

    Flores ou folhas de rosa. Sementes de coentro.

    3Para o elemento água:

    Aveia; poderá ser usada também a palha de aveia, picadinha.

    Sementes de tubérculos de diversos tipos, como cenoura, beterraba, nabo, etc.

    Flores ou folhas de peonia.

    Folhas de cerejeira, eventualmente também a casca.

    4Para o elemento terra:

    Salsa, a raiz, as folhas ou as sementes.

    Sementes de alcarravia.

    Tanchagem forte, de folhas largas ou compridas, a erva.

    Flores de cravo ou a erva melissa.

    Aos olhos de um não-iniciado as receitas aqui apresentadas, em que se misturam ervas e raízes, podem parecer uma grande bobagem, do ponto de vista farmacológico.

    Neste caso porém não é considerado o seu efeito farmacológico, mas o seu efeito mágico.

    A visão do iniciado que conhece as propriedades ocultas das plantas com certeza vai encontrar a correlação correta.

    Poderíamos montar centenas de receitas desse tipo, com base nas leis da analogia. Mas essas indicações já devem ser suficientes para o mago, e certamente ele conseguirá usá-las adequadamente.

    Todas as receitas aqui apresentadas originam-se da prática, e funcionaram muito bem.

    Antes de encerrar o assunto dos condensadores fluídicos líquidos, eu gostaria de esclarecer um pouco uma questão a eles relacionada, ou seja, a dos elixires da vida.

    Os autênticos elixires da vida alquímicos nada mais são além de condensadores fluídicos, compostos de modo extraordinário, preparados analogamente aos elementos e aos três planos da existência humana, e carregados magicamente em relação a eles.

    Para a esfera mental são usadas essências, para a esfera astral tinturas e para a esfera material-densa os sais, ou eventualmente extratos, correspondentemente carregados.

    Os elixires produzidos dessa forma naturalmente não influenciam somente o corpo material denso do homem, mas também os seus corpos astral e mental. Portanto um elixir desse tipo não é só um ótimo remédio, mas também uma substância regeneradora muito dinâmica.

    Numa obra sobre alquimia, que pretendo publicar futuramente, apresentarei uma série de indicações relativas a esses aspectos.

    Neste livro porém eu gostaria só de observar que os elixires dos verdadeiros alquimistas nada mais são do que condensadores fluídicos especiais.

    3.6.7Condensadores Fluídicos para Espelhos Mágicos

    No próximo grau descreverei a autêntica magia dos espelhos, ou seja, a prática com o espelho mágico; é por isso que o mago deve saber fazer ele mesmo um espelho mágico desse tipo.

    Para isso ele precisará de um condensador fluídico sólido, feito a partir de sete metais, que são:

    Chumbo ....................................... uma parte.

    Zinco ........................................... uma parte.

    Ferro ............................................ uma parte.

    Ouro ............................................. uma parte.

    Cobre ........................................... uma parte.

    Latão ............................................ uma parte.

    Prata ............................................. uma parte.

    Resina de Aloe (Gummiresina aloe) . uma parte.

    Carvão animal (Carbo animalia) . três partes.

    Carvão de pedra .......................... sete partes.

    As partes aqui indicadas não se referem ao peso, mas à medida. Se pegarmos, por exemplo, um centímetro cúbico de chumbo, então devemos pegar também um centímetro cúbico de cada um dos outros metais; o mesmo vale para a Aloe e os dois tipos de carvão.

    Todos os ingredientes devem ser pulverizados. Os metais mais macios como chumbo e zinco podem ser pulverizados usando-se uma lima grossa (a assim chamada limalha) e para os metais mais duros podemos usar uma lima fina.

    A resina de Aloe pode ser triturada num almofariz, caso ela já não venha em forma de pó. Devemos proceder da mesma forma com os dois tipos de carvão.

    Ao juntar todos os ingredientes devemos misturá-los bem; essa mistura na verdade já é o próprio condensador fluídico sólido.

    O "Elektro-Magicum" dos antigos magos e alquimistas também nada mais é do que um fantástico condensador fluídico, composto de:

    30gramas de Ouro.

    30gramas de Prata.

    15gramas de Cobre.

    6gramas de Zinco.

    5gramas de Chumbo.

    3gramas de Ferro.

    15gramas de Mercúrio.

    Como podemos ver, todos os metais planetários estão aqui representados. A liga desses metais servia para a fabricação de espelhos, sinos, e outros objetos mágicos.

    Os condensadores fluídicos sólidos por mim recomendados também são ótimos e confiáveis e foram testados muitas vezes.

    3.6.8Preparação de Espelhos Mágicos

    Existem dois tipos de espelhos mágicos - os planos e os côncavos. Para ambos poderemos usar espelhos normais, pintados com amálgama de prata ou verniz preto e cobertos depois com condensadores fluídicos líquidos ou sólidos.

    São justamente esses últimos que têm um valor especial para nossa prática mágica, e através de alguns exemplos descreverei como você poderá fazê-los.

    1. Para o espelho mágico mais simples, feito com um único condensador, basta a superfície de um espelho ou de uma vasilha, de preferência de vidro, sobre a qual passamos o condensador fluídico líquido ou sólido.
    1. Corte um círculo de papelão com o diâmetro de 20 a 50 centímetros, conforme o tamanho do espelho mágico que você pretende fazer. Depois, corte outro círculo do mesmo tamanho, em papel mata-borrão ou papel de filtro, mergulhe-o no condensador fluídico ou passe este último nele, em várias camadas, com um pincel fino ou um chumaço de algodão, até que fique bem impregnado. Deixe secar bem. Cole esse círculo de papel mata-borrão ou de papel-filtro sobre o primeiro, de papelão, deixe secar, e o espelho estará pronto para ser usado.

    Um espelho tão simples com certeza poderá ser feito por qualquer pessoa. Quem não gostar da forma circular, poderá escolher uma forma oval ou quadrada. Se você quiser, poderá também emoldurar o espelho.

    O condensador fluídico a ser usado nesse caso poderá ser o de tipo simples, mas recomenda-se o uso do condensador fluídico composto.

    1. No terceiro método o processo é o mesmo, só que a superfície do papel mata-borrão ou papel-filtro deverá ser pintada com uma camada bem fina de verniz incolor, sobre a qual será pulverizado o condensador fluídico sólido (em pó), através de uma peneira.

    Esse espelho, que logo depois de seco já poderá ser usado, é o melhor espelho mágico plano que se pode imaginar, pois contém ambos os condensadores fluídicos e é especialmente adequado para o uso prático.

    1. A preparação de um espelho parabólico ou côncavo também não é complicada. Em uma fábrica de vidro ou uma relojoaria especial você poderá obter um vidro côncavo, como aqueles usados em grandes relógios de parede. Uma tampa de panela, côncava, também poderá servir.

    Na parte convexa externa deverá ser passado álcool preto ou nitro-verniz - verniz conservado em acetona - que seca rapidamente.

    Se você quiser usar o espelho para a vidência ótica, basta mandar enquadrá-lo numa moldura de madeira preta, então ele estará pronto para o uso.

    Porém se você ainda quiser cobri-lo com um condensador fluídico, então passe uma fina camada de um bom verniz incolor na sua parte interna, espalhe o condensador fluídico sólido (em pó) com uma peneira fina e deixe secar.

    1. Quem quiser fazer um espelho mágico côncavo e não conseguir obter um vidro côncavo, poderá usar, ao invés de vidro, um pedaço de madeira escavada ou um papelão, que depois de umedecido poderá ser facilmente moldado.

    Um espelho côncavo simples, barato e fácil de fazer, é aquele que você mesmo molda, com argila, gesso, etc.

    Misture o gesso ou a argila amarela com um condensador fluídico líquido até formar uma massa compacta, em ponto de modelar. Com as mãos modele o espelho desejado e depois deixe-o secar lentamente para que não surjam rachaduras.

    Mas se elas ocorrerem, passe mais um pouco de argila umedecida sobre elas e deixe a forma secar novamente.

    Quando a forma do espelho estiver pronta, você deverá poli-la bem com vidro ou lixa de papel, para que não permaneçam irregularidades na sua superfície.

    Na superfície côncava do espelho deverá ser passada uma camada fina de verniz incolor, sobre a qual será espalhado o condensador fluídico sólido (em pó), pulverizado através de uma peneira fina.

    Deixe tudo secar bem. A moldura, caso você tenha feito uma junto à parte de trás da forma, deverá ser pintada com verniz de álcool ou nitroverniz.

    O espelho está pronto para ser usado.

    Um espelho desse tipo, de argila ou gesso, é até mais eficaz do ponto de vista mágico do que um de vidro, pois contém dois condensadores fluídicos eficazes, o sólido e o líquido.

    O condensador fluídico líquido está contido na argila e o sólido na superfície do espelho.

    A única desvantagem é que, em comparação com os outros, esse espelho é pesado e quebra facilmente.

    Se restar um pouco de condensador fluídico sólido depois da preparação do espelho, guarde-o bem, pois poderá ser usado no futuro para outros fins, como por exemplo, para fazer uma varinha mágica, de um galho de sabugueiro de cerca de 30 a 50 centímetros de comprimento.

    No sentido longitudinal é feita uma pequena perfuração na varinha para a introdução do condensador fluídico sólido.

    Depois a varinha é tampada e selada, e carregada magicamente para diversas operações de magia, como a transposição de desejos a seres vivos ou outros seres, encantamentos diversos, etc.

    Sobre isso você encontrará mais detalhes na minha segunda obra, "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica).

    4Resumo de todos os exercícios do Grau VIII
    4.1Instrução Mágica do Espírito

    4.1.1. Preparação para a viagem mental.

    4.1.2. A prática da viagem mental.

    4.1.2.1. Num ambiente fechado.

    4.1.2.2. Em trechos curtos.

    4.1.2.3. Visitas a conhecidos, parentes, etc.

    4.2Instrução Mágica da Alma

    4.2.1. O grande AGORA.

    4.2.2. Sem apego ao passado.

    4.2.3. Perturbações de concentração como compasso do equilíbrio mágico.

    4.2.4. O corpo astral e a luz.

    4.2.5. O controle dos fluidos elétrico e magnético.

    4.3Instrução Mágica do Corpo

    4.3.1. Influência mágica através dos elementos.

    4.3.2. Condensadores fluídicos.

    4.3.2.1. Condensadores simples.

    4.3.2.2. Condensadores compostos.

    4.3.2.3. Condensadores fluídicos para espelhos mágicos.

    4.3.2.4. A preparação de um espelho mágico com a ajuda de condensadores fluídicos.

    Fim do oitavo grau.

    GRAU IX

    1 Instrução Mágica do Espírito (IX)

    Neste grau, Bardon aprofunda o estudo da clarividência, diferenciando o desenvolvimento natural e equilibrado daquele obtido por métodos artificiais. O autor critica práticas que forçam a percepção psíquica através da paralisação de determinados elementos, afirmando que elas podem produzir resultados temporários, porém acompanhados de desequilíbrios físicos, mentais e espirituais.

    A verdadeira clarividência deve surgir como consequência do desenvolvimento harmonioso do mago, e não por métodos artificiais ou forçados.


    Os limites dos métodos tradicionais

    Segundo Bardon, diversos métodos de desenvolvimento da clarividência publicados ao longo do tempo produzem apenas resultados parciais. Mesmo quando funcionam, costumam provocar efeitos colaterais, como:

    • fraqueza da visão;

    • distúrbios do sistema nervoso;

    • desequilíbrio dos elementos;

    • perda gradual da capacidade adquirida.

    O problema não está na clarividência em si, mas na forma como ela foi obtida.

    "Uma prática de qualquer dessas indicações incompletas leva inevitavelmente a uma paralisia doentia e anti-natural de um elemento."


    A causa do problema

    Bardon explica que esses métodos atuam provocando uma paralisia temporária de um dos quatro elementos da constituição humana.

    Essa paralisação torna um dos sentidos extremamente sensível, permitindo captar impressões dos planos astral ou mental. Entretanto, esse desenvolvimento é considerado incompleto porque rompe o equilíbrio natural dos elementos.

    Toda capacidade adquirida através do desequilíbrio dos elementos será igualmente desequilibrada.


    Os quatro grupos de métodos artificiais

    Bardon organiza essas práticas em quatro grandes grupos.

    I. Paralisia do Princípio do Fogo

    Relaciona-se às técnicas baseadas na fixação intensa da visão.

    Entre elas estão:

    • cristalomancia;

    • espelhos mágicos utilizados apenas para fixação visual;

    • tinta preta;

    • café preto;

    • garrafas brilhantes;

    • fixação prolongada em um ponto.

    Esses métodos procuram alterar a percepção através da hiperestimulação da visão.


    II. Paralisia do Princípio do Ar

    Neste grupo encontram-se as práticas realizadas por meio da respiração ou da inalação de substâncias.

    Exemplos:

    • defumações;

    • vapores narcóticos;

    • gases.

    Segundo Bardon, essas técnicas alteram temporariamente o funcionamento do elemento Ar.


    III. Paralisia do Princípio da Água

    Corresponde ao uso de substâncias ingeridas que modificam a consciência.

    Entre elas:

    • ópio;

    • haxixe;

    • soma;

    • peyotl;

    • mescalina;

    • outros alcaloides.

    O autor considera essas práticas uma interferência artificial sobre o elemento Água.


    IV. Paralisia do Princípio da Terra

    Envolve métodos que alteram a consciência através do corpo físico.

    Exemplos:

    • danças repetitivas;

    • balanço contínuo do corpo;

    • giros;

    • batidas rítmicas dos pés;

    • estados produzidos por terror;

    • raiva intensa;

    • exaustão extrema.

    Segundo Bardon, muitos estados visionários observados em pessoas mentalmente perturbadas pertencem a esse grupo.


    Os perigos desses métodos

    Bardon afirma que essas técnicas podem convencer um cético da existência de planos superiores, porém apresentam sérios riscos.

    Entre eles:

    • danos físicos;

    • desequilíbrio nervoso;

    • dependência dessas práticas;

    • estagnação espiritual;

    • influência de energias inferiores.

    Toda clarividência obtida por desequilíbrio cobra um preço proporcional ao desequilíbrio produzido.


    O caminho do verdadeiro mago

    O verdadeiro mago desenvolve a clarividência somente após dominar:

    • os quatro elementos;

    • os sentidos astrais;

    • o equilíbrio mágico.

    Quando necessário, ele pode provocar temporariamente uma alteração em determinado elemento sem sofrer prejuízo, pois possui capacidade para restabelecer imediatamente o equilíbrio.

    Dessa forma, sua clarividência deixa de ser uma experiência ocasional e transforma-se em uma faculdade consciente, estável e controlada.

    "O verdadeiro mago não faz experiências; trabalha conscientemente com as capacidades adquiridas."


    • a clarividência verdadeira não é produzida por técnicas artificiais;

    • ela nasce naturalmente do desenvolvimento integral do espírito, da alma e do corpo;

    • métodos que sacrificam o equilíbrio dos elementos podem gerar percepções reais, porém acompanhadas de graves consequências;

    • somente o mago equilibrado consegue utilizar conscientemente essas capacidades sem colocar em risco sua evolução espiritual.

    O desenvolvimento espiritual deve sempre preceder o desenvolvimento das faculdades psíquicas.

    1.1 Prática da Clarividência com Espelhos Mágicos

    1.1.1 a) A visão através do tempo e do espaço

    Após desenvolver a clarividência de forma equilibrada, Bardon apresenta o espelho mágico como um dos instrumentos mais importantes da magia prática. Entretanto, ele enfatiza que o espelho não produz a clarividência por si só; ele apenas potencializa capacidades que o mago já desenvolveu por meio do treinamento espiritual, mental e astral.

    O espelho mágico é apenas uma ferramenta; a verdadeira capacidade de percepção pertence ao mago.


    Tipos de espelhos mágicos

    Bardon divide os espelhos mágicos em dois grandes grupos.

    I. Espelhos óticos

    São espelhos construídos a partir de superfícies refletoras comuns.

    Exemplos:

    • espelho plano de vidro;

    • espelho côncavo;

    • bola de cristal;

    • espelho metálico polido;

    • espelho pintado com verniz preto;

    • superfície de água completamente imóvel.

    Todos funcionam como meios de focalização da percepção.

    II. Espelhos preparados com condensadores fluídicos

    São espelhos especialmente preparados segundo os métodos apresentados anteriormente, utilizando condensadores fluídicos líquidos e sólidos.

    Segundo Bardon, esses espelhos possuem maior eficiência para trabalhos mágicos, pois acumulam e irradiam energias sutis.


    A função do espelho mágico

    O espelho não cria poderes psíquicos.

    Ele funciona como um instrumento que facilita a concentração, a projeção e a recepção de imagens, tornando mais fácil o trabalho já dominado pelo mago.

    "O mago deverá encarar qualquer tipo de espelho mágico só como um meio auxiliar, isto é, uma ferramenta."


    Principais aplicações do espelho mágico

    Segundo Bardon, o espelho pode ser utilizado em inúmeras operações mágicas.

    Entre as principais estão:

    1. Exercícios de imaginação ótica.

    2. Carregamento de energias, fluidos e elementos.

    3. Portal de passagem para outros planos.

    4. Meio de ligação com pessoas vivas ou falecidas.

    5. Contato com inteligências, entidades e energias.

    6. Irradiação de influências para ambientes e tratamentos.

    7. Influência mágica sobre si mesmo ou outras pessoas.

    8. Emissor e receptor mágico.

    9. Proteção contra influências nocivas.

    10. Instrumento para projeções mágicas.

    11. Visão à distância.

    12. Pesquisa do presente, passado e futuro.

    O espelho mágico é apresentado por Bardon como um instrumento universal dentro da magia prática.


    Sentado diante do espelho, a aproximadamente um ou dois metros de distância, ele deve projetar conscientemente imagens sobre sua superfície.

    A iluminação do ambiente não possui importância decisiva.


    Sequência de treinamento

    O desenvolvimento deve seguir uma ordem progressiva.

    1. Imaginar objetos simples.

    2. Imaginar diferentes cores.

    3. Imaginar animais.

    4. Imaginar rostos conhecidos.

    5. Imaginar pessoas completas.

    6. Imaginar casas.

    7. Imaginar paisagens.

    8. Imaginar cidades e localidades.

    Cada imagem deve aparecer sobre o espelho com máxima nitidez e permanecer estável durante alguns minutos, sendo posteriormente dissolvida pela própria imaginação.


    Importância desse treinamento

    Segundo Bardon, esse exercício educa a visão mental, astral e material para perceber imagens cada vez mais claras.

    Sem esse preparo, as futuras percepções tenderão a surgir desfocadas ou pouco definidas.

    A qualidade da clarividência depende diretamente da qualidade da imaginação treinada.


    Durante esses exercícios podem surgir imagens espontâneas na superfície do espelho, principalmente em pessoas com predisposição mediúnica.

    Essas imagens não devem ser aceitas nem investigadas.

    O praticante deve afastá-las imediatamente.

    "Tudo o que vemos sem querer não passam de alucinações ou reflexos de pensamentos do subconsciente."

    Segundo o autor, essas manifestações podem iludir o mago e atrapalhar seu desenvolvimento consciente.



    • o espelho não cria clarividência;

    • ele apenas amplia capacidades previamente desenvolvidas;

    • antes da visão verdadeira, é indispensável dominar completamente a imaginação consciente;

    • imagens espontâneas devem ser rejeitadas;

    • somente após esse treinamento o mago estará preparado para utilizar o espelho como instrumento de percepção através do tempo e do espaço.

    Quem não domina a própria imaginação dificilmente distinguirá uma percepção autêntica de uma projeção do subconsciente.

    1.1.2 b) O carregamento do espelho mágico

    Após dominar os exercícios preliminares de imaginação sobre o espelho mágico, o próximo passo consiste em aprender a carregá-lo com diferentes energias. Esse treinamento transforma o espelho em um verdadeiro acumulador e irradiador de forças sutis.

    O mago deve ser capaz de carregar o espelho conscientemente e depois dissolver completamente essa energia em sua fonte de origem.

    Objetivo

    O praticante deve aprender a condensar, por meio da imaginação, diferentes energias na superfície do espelho.

    Essas energias podem ser:

    extraídas do próprio mago;
    extraídas diretamente do Universo, conforme a finalidade da operação.

    Após o carregamento, a energia deverá ser conscientemente dissolvida, retornando à sua origem.

    Sequência dos carregamentos

    Bardon recomenda exercitar o espelho com:

    1. Os quatro elementos, em sequência.

    2. O princípio do Akasha.

    3. A luz.

    4. O fluido elétrico.

    5. O fluido magnético.

    Cada carregamento deve ser completamente dominado antes de passar ao seguinte.

    O verdadeiro domínio mágico inclui tanto a capacidade de concentrar uma energia quanto a de dissolvê-la completamente.

    Observação

    Durante todo o exercício, o espelho atua apenas como suporte para a condensação energética. O verdadeiro agente da operação continua sendo a consciência e a imaginação disciplinada do mago.

    Síntese

    O carregamento do espelho mágico representa a transição entre os exercícios de imaginação e as aplicações práticas da magia dos espelhos. Ao dominar os carregamentos com os elementos, o Akasha, a luz e os fluidos elétrico e magnético, o mago estará preparado para utilizar o espelho nas operações mais avançadas descritas por Bardon.

    "Ao obter uma certa prática no carregamento de espelhos através desses exercícios, o mago estará maduro para outras experiências com espelhos mágicos."

    1.1.3 c) Diversos trabalhos de projeção através do espelho mágico

    Bardon apresenta, a partir deste ponto, aplicações práticas do espelho mágico. Após dominar a imaginação e o carregamento energético do espelho, o mago pode utilizá-lo como um verdadeiro instrumento de projeção para diferentes planos da existência.

    O espelho deixa de ser apenas um instrumento de observação e passa a funcionar como um portal de acesso consciente aos diversos planos.


    1.1.3.1 c.1) O Espelho Mágico como Portal de Passagem a todos os Planos

    Nesta prática, o espelho é utilizado como uma porta simbólica e energética para a projeção da consciência aos diferentes planos da criação.

    Preparação

    Antes do exercício, o ambiente deve permanecer tranquilo, evitando qualquer tipo de interrupção.

    Sente-se confortavelmente diante do espelho e carregue sua superfície com o princípio do Akasha, extraído diretamente do Universo e absorvido através da respiração pulmonar e dos poros.

    O carregamento também pode ser realizado utilizando:

    • as mãos;

    • o plexo solar.


    Atravessando o espelho

    Após o carregamento, abandone completamente a identificação com o corpo físico.

    Considere-se apenas como espírito, livre para assumir qualquer forma ou tamanho.

    Imagine então que seu espírito diminui gradualmente até conseguir atravessar a superfície do espelho.

    A travessia ocorre exclusivamente por meio da imaginação consciente.

    Segundo Bardon, após essa passagem a consciência encontrará o plano astral.


    Primeiras experiências no plano astral

    Nos primeiros exercícios, é comum perceber apenas escuridão.

    Com a prática constante, essa escuridão será substituída pela percepção da luz e pelo reconhecimento gradual do novo ambiente.

    O praticante passa a experimentar:

    • profunda sensação de liberdade;

    • ausência de limitações de tempo e espaço;

    • autonomia da consciência;

    • percepção direta do plano astral.


    Contato com seres do plano astral

    À medida que o domínio aumenta, torna-se possível estabelecer contato consciente com outras inteligências presentes nessa esfera.

    Segundo Bardon, o praticante poderá:

    • encontrar seres do plano astral;

    • comunicar-se com pessoas já falecidas;

    • conhecer as leis que governam essa dimensão;

    • compreender o estado da consciência após o abandono do corpo físico.

    O conhecimento direto do plano astral elimina definitivamente o medo da morte.


    Acesso às esferas superiores

    Após adquirir estabilidade no plano astral, o mago pode dirigir sua consciência para planos ainda mais elevados.

    Basta concentrar-se numa esfera superior.

    Segundo Bardon, imediatamente surgirão percepções mais sutis, caracterizadas por:

    • vibrações extremamente delicadas;

    • sensação de leveza;

    • impressão semelhante a uma eletricidade espiritual.

    Nessas esferas torna-se possível entrar em contato com entidades superiores e adquirir conhecimentos inacessíveis ao homem comum.

    "Voltará ao seu corpo com vibrações espirituais de um tipo superior, indescritíveis."


    Condições para acessar planos elevados

    Bardon afirma que o alcance dessas experiências depende diretamente da evolução do praticante.

    Os principais fatores são:

    • domínio dos quatro elementos;

    • pureza espiritual;

    • pureza astral;

    • enobrecimento do caráter.

    Quanto maior a maturidade do mago, mais elevadas serão as esferas que poderá visitar.


    Contato com seres luminosos

    Quando o objetivo for entrar em contato com inteligências luminosas superiores, o espelho não deverá ser carregado com o Akasha.

    Nesse caso, Bardon recomenda carregá-lo com uma intensa luz concentrada, semelhante à luz solar.

    Essa alteração da energia utilizada sintoniza o espelho com planos mais elevados.


    Visita aos planos elementares

    O mesmo princípio pode ser empregado para visitar os reinos dos seres elementares.

    Entretanto, cada plano exige uma sintonia específica.

    O espelho deve ser carregado com o elemento correspondente, e o próprio espírito do praticante deve assumir imaginativamente a natureza daquele elemento.

    Exemplos:

    • Terra: assumir a forma de um gnomo.
      Ar: assumir a forma de uma fada ou espírito do ar.
      Água: assumir a forma de uma ninfa.
      Fogo: assumir a forma de uma salamandra.
      Segundo Bardon, essa identificação facilita a entrada consciente na esfera correspondente.
      Observação O autor afirma que as experiências obtidas nesses contatos são extremamente profundas e variadas.

      "Essas são experiências tão ricas e maravilhosas, que poderíamos escrever livros inteiros sobre elas."

      Ele informa ainda que o trabalho prático com esses seres será tratado detalhadamente em sua obra "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica) .
      Síntese Neste método, o espelho mágico deixa de ser apenas um instrumento de percepção para tornar-se um verdadeiro portal de projeção consciente.

      Por meio do carregamento adequado e da imaginação disciplinada, o mago pode:

      acessar o plano astral;
      visitar esferas superiores;
      entrar em contato com seres luminosos;
      conhecer os reinos elementares;
      ampliar continuamente sua compreensão da estrutura espiritual do Universo.
      A sintonia energética determina o plano alcançado: Akasha para o plano astral, luz para as esferas superiores e os elementos para os respectivos reinos elementares.

    1.1.3.2 c.2) O Espelho Mágico como Meio Auxiliar para o Contato com Energias, Entidades, etc.

    Bardon apresenta o espelho mágico como um poderoso instrumento para estabelecer contato consciente com energias e entidades espirituais. Entretanto, ele observa que o estudo completo desse método pertence à sua obra "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica).

    O espelho funciona como um ponto de sintonia entre a consciência do mago e a entidade com a qual ele deseja estabelecer contato.

    Procedimento

    O espelho deve ser carregado com o princípio do Akasha.

    Em seguida, o mago deverá extrair imaginativamente da superfície do espelho:

    • o sinal da entidade;

    • sua descrição característica;

    • ou seu mistério essencial.

    Ao mesmo tempo, deverá pronunciar o nome da entidade em conformidade com as leis universais.

    Segundo Bardon, isso estabelece um relacionamento direto com o ser desejado.

    "Esse contato possibilita ao mago obter desse ser tudo o que corresponde às suas características."

    O mesmo princípio pode ser aplicado ao contato com outras energias e inteligências espirituais.


    1.1.3.3 c.3) O Espelho Mágico como Meio de Influência sobre Si Mesmo ou Outras Pessoas

    Bardon ensina que qualquer espelho mágico, especialmente aqueles preparados com condensadores fluídicos, pode ser utilizado como um poderoso instrumento de influência mágica.

    Essa influência pode ser dirigida:

    • ao próprio praticante;

    • ou a outras pessoas.

    O espelho transforma-se em um irradiador permanente da energia nele concentrada.


    Auto-influência

    O procedimento inicia-se pela absorção de uma grande quantidade de luz universal.

    Essa luz pode ser extraída:

    • pela imaginação;

    • pela respiração pulmonar;

    • pela respiração dos poros.

    O corpo deve ser preenchido completamente até ser imaginado brilhando como um sol.


    Impregnação da luz

    Depois do carregamento, a luz recebe uma programação mental correspondente ao objetivo desejado.

    Entre os exemplos apresentados por Bardon estão:

    • desenvolvimento da intuição;

    • inspiração;

    • aquisição de capacidades específicas;

    • descoberta de uma verdade;

    • solução de um problema.

    Toda a energia luminosa deve ser impregnada com um único objetivo claramente definido.


    Transferência para o espelho

    Através das mãos, o praticante projeta toda essa luz para a superfície do espelho.

    O processo deve continuar até que todo o corpo fique descarregado e toda a luz permaneça represada no espelho.

    Depois disso, essa energia deverá ser imaginada como:

    • uma esfera luminosa;

    • ou um pequeno sol irradiando intensamente.

    Bardon recomenda repetir esse carregamento diversas vezes para aumentar sua intensidade.


    Irradiação

    Quando o espelho estiver suficientemente carregado, seus raios deverão ser dirigidos novamente ao próprio praticante.

    Esses raios atuarão sobre:

    • o corpo;

    • a alma;

    • o espírito.

    Segundo Bardon, a intensidade da operação depende da absoluta convicção do mago.

    Nenhuma dúvida deve existir durante o carregamento ou durante a irradiação.

    "É justamente essa convicção que confere uma enorme dinâmica aos raios de luz."


    Experiência relatada por Bardon

    O autor afirma que, certa vez, carregou um espelho mágico com intensidade tão elevada que o próprio espelho se rompeu.

    "Eu mesmo, há alguns anos, cheguei a carregar um espelho mágico de vidro oco com tanta força que ele quebrou em mil pedacinhos."


    Uso durante a meditação

    Após o carregamento, o mago pode sentar-se diante do espelho para meditar sobre:

    • uma verdade que deseja conhecer;

    • um problema que deseja resolver;

    • um conhecimento que pretende alcançar.

    Bardon recomenda complementar essa prática entrando em estado de Akasha ou de transe.

    Segundo ele, isso acelera significativamente os resultados.


    Conservação do espelho carregado

    Caso o espelho permaneça carregado por um período prolongado, ele deverá ser protegido.

    Bardon recomenda:

    • impedir que outras pessoas o observem;

    • envolvê-lo em seda, devido às propriedades isolantes desse material.


    Influência durante o sono

    Outra possibilidade consiste em direcionar os raios do espelho para o próprio leito.

    Durante o sono, essa irradiação continuará atuando sobre o subconsciente, reforçando continuamente o objetivo previamente impregnado.

    Segundo Bardon, a auto-sugestão fortalece ainda mais esse processo.


    Mudança de carregamento

    Sempre que o espelho precisar receber uma nova energia, o carregamento anterior deverá ser completamente dissolvido.

    A dissolução ocorre pelo processo inverso da imaginação, devolvendo a energia ao Universo.

    Somente depois disso um novo carregamento poderá ser realizado.

    Nunca se deve sobrepor um novo carregamento sem antes desfazer completamente o anterior.


    Influência sobre outras pessoas

    O mesmo método pode ser empregado para irradiar energia sobre outras pessoas.

    Nesse caso existe uma diferença importante.

    A energia utilizada não deverá passar pelo corpo do mago.

    Ela deverá ser extraída diretamente do Universo e conduzida ao espelho exclusivamente pela imaginação.


    Outras aplicações

    Segundo Bardon, esse método também pode ser utilizado para produzir diversos estados psíquicos e magnéticos.

    Entre eles:

    • hipnose;

    • estados mediúnicos;

    • sono magnético;

    • outras influências semelhantes.

    A forma de aplicação dependerá da intuição, da experiência e do objetivo específico do mago.


    O praticante aprende a:

    • estabelecer contato com energias e inteligências espirituais;

    • utilizar o espelho para o próprio aperfeiçoamento;

    • irradiar influências sobre si mesmo;

    • influenciar outras pessoas;

    • atuar durante a meditação e o sono;

    • controlar completamente o carregamento e a dissolução das energias.

    Segundo Bardon, a eficácia dessas operações depende principalmente da imaginação disciplinada, da força de vontade e da convicção absoluta do praticante.

    1.1.3.4 c.4) O Espelho Mágico como Emissor e Receptor

    Além de servir como portal para outros planos e como instrumento de influência, Bardon ensina que o espelho mágico também pode funcionar como um verdadeiro sistema de transmissão e recepção de informações, comparando seu funcionamento ao de um rádio.

    Assim como um rádio possui um transmissor e um receptor, o espelho mágico pode enviar e receber pensamentos, imagens, palavras e sentimentos através do princípio do Akasha.


    Segundo Bardon, a distância entre os praticantes não possui qualquer importância.

    A comunicação pode ocorrer entre pessoas separadas por:

    • alguns metros;

    • dezenas de quilômetros;

    • centenas ou milhares de quilômetros.

    O princípio utilizado permanece exatamente o mesmo.


    Primeiro treinamento

    Bardon recomenda iniciar os exercícios com outro mago que possua desenvolvimento semelhante.

    Ambos devem combinar previamente:

    • o horário da transmissão;

    • o horário da recepção.

    Os papéis de emissor e receptor devem ser alternados para que ambos desenvolvam igualmente as duas capacidades.


    O papel do emissor

    Antes da transmissão, o emissor deverá:

    1. Carregar o espelho com o princípio do Akasha.

    2. Entrar em estado de transe.

    3. Eliminar, pela imaginação, toda noção de tempo e espaço entre ele e o parceiro.

    4. Imaginar que ambos se encontram lado a lado.

    Somente então inicia-se a transmissão.


    Primeiros exercícios

    Bardon recomenda começar com figuras extremamente simples.

    Exemplos:

    • um círculo;

    • um triângulo.

    O emissor projeta mentalmente essa imagem para o espelho do parceiro.


    O papel do receptor

    O receptor também deverá:

    1. Carregar seu espelho com o Akasha.

    2. Entrar em estado de transe.

    3. Permanecer receptivo ao conteúdo enviado.

    Segundo Bardon, quando ambos possuem desenvolvimento semelhante, a imagem surgirá claramente sobre o espelho do receptor.


    Desenvolvimento progressivo

    Após dominar figuras simples, o treinamento deve evoluir gradualmente.

    A sequência sugerida é:

    1. Figuras geométricas.

    2. Objetos.

    3. Pessoas.

    4. Lugares.

    5. Paisagens.

    6. Pensamentos.

    Cada etapa deve estar completamente dominada antes da seguinte.


    Transmissão de palavras

    Depois do domínio das imagens, inicia-se a transmissão escrita.

    Primeiramente devem ser enviadas:

    • palavras isoladas.

    Depois:

    • frases curtas.

    Finalmente:

    • mensagens completas.

    O receptor deverá ler essas palavras diretamente na superfície de seu espelho.


    Transmissão de sons

    Após o domínio da comunicação visual, Bardon recomenda iniciar a comunicação acústica.

    O emissor pronuncia palavras diante do espelho com o desejo de que o parceiro as escute.

    No início, o receptor perceberá essas palavras apenas como pensamentos.

    Com o treinamento contínuo, elas tornar-se-ão progressivamente mais claras.

    "Depois de muito treino as palavras soarão com tanta clareza como se estivessem sendo faladas diretamente ao ouvido da pessoa."


    Transmissão de mensagens completas

    Com bastante prática, torna-se possível transmitir:

    • conversas;

    • instruções;

    • mensagens longas;

    • notícias completas.

    Segundo Bardon, diversos iniciados orientais utilizavam esse método para comunicação à distância.

    Essa prática era conhecida simbolicamente como:

    "Transmissão de recados pelo ar."

    O autor esclarece que, na realidade, o processo ocorre através do princípio do Akasha.


    Transmissão de sentimentos

    Além de imagens e palavras, Bardon afirma que também é possível transmitir estados emocionais e sentimentos utilizando exatamente o mesmo princípio.


    Escuta mágica

    Quando o praticante domina completamente tanto a emissão quanto a recepção, surge uma possibilidade adicional.

    Segundo Bardon, torna-se possível captar transmissões realizadas entre outros magos.

    Na terminologia utilizada pelo autor, isso recebe o nome de:

    "Escuta negra."


    Transmissão para pessoas não iniciadas

    Bardon também descreve o uso do espelho para transmitir pensamentos a pessoas completamente alheias à prática mágica.

    Nesse caso:

    • o espelho é carregado com o Akasha;

    • o pensamento é projetado para a pessoa escolhida;

    • estabelece-se imaginativamente a ligação entre ambos.

    A pessoa receptora não percebe que recebeu uma influência externa.


    Como a influência é percebida

    Inicialmente, a pessoa apenas sentirá um impulso para pensar no emissor.

    Com o aperfeiçoamento da técnica, ela perceberá o pensamento como se tivesse surgido espontaneamente em sua própria mente.

    Segundo Bardon, o receptor não consegue distinguir entre um pensamento próprio e um pensamento conscientemente transmitido pelo mago.


    Transmissão retardada

    Uma das aplicações mais interessantes descritas por Bardon consiste na transmissão diferida.

    Nesse caso, o pensamento permanece armazenado no espelho até que o receptor esteja receptivo.

    Segundo o autor, isso normalmente ocorre:

    • pouco antes de adormecer;

    • logo após despertar;

    • ou em momentos de tranquilidade mental.

    O mago deve impregnar o espelho com a determinação de que a mensagem somente seja entregue quando chegar o momento adequado.


    Funcionamento automático

    Enquanto a mensagem não é recebida, ela permanece ativa na superfície do espelho.

    Após sua captação, o espelho retorna automaticamente ao estado neutro.

    O espelho continua executando a tarefa mesmo sem a atenção constante do mago.


    Por meio do princípio do Akasha, ele pode ser utilizado para:

    • transmitir imagens;

    • enviar pensamentos;

    • comunicar palavras;

    • trocar mensagens completas;

    • transmitir sentimentos;

    • estabelecer comunicação entre magos;

    • influenciar pessoas não iniciadas;

    • programar mensagens para serem recebidas apenas no momento mais oportuno.

    Segundo Bardon, todas essas operações seguem exatamente o mesmo princípio: eliminar, por meio do Akasha, as limitações de tempo e espaço, permitindo que a informação alcance diretamente a consciência do receptor.

    1.1.3.5 c.5) O Espelho Mágico como Instrumento de Irradiação em Impregnações de Ambientes, Tratamento de Doentes, etc.

    Além de servir como meio de projeção e comunicação, Bardon ensina que o espelho mágico pode atuar como um poderoso irradiador permanente de energias. Por meio dele, o mago consegue impregnar ambientes, auxiliar tratamentos e influenciar positivamente pessoas, sempre de acordo com um objetivo previamente determinado.

    O espelho mágico funciona como um irradiador contínuo da energia e da intenção nele concentradas.


    Preparação do carregamento

    O método varia conforme o destinatário da influência.

    • Se o objetivo for influenciar o próprio mago, a energia deverá ser extraída do Universo e conduzida através do seu próprio corpo até o espelho.

    • Se o objetivo for beneficiar outras pessoas, a energia deverá ser extraída diretamente do Universo, sem passar pelo corpo do praticante.

    Essa distinção evita que a própria energia vital do mago seja utilizada quando o trabalho é destinado a terceiros.


    Formação do foco irradiador

    Extraia uma grande quantidade de luz universal e concentre-a na superfície do espelho por meio da imaginação.

    Repita o carregamento diversas vezes até que essa luz adquira a forma de:

    • uma esfera luminosa;

    • ou uma grande superfície radiante.

    Segundo Bardon, essa luz deverá irradiar intensamente, como uma poderosa lâmpada branca.

    Com a prática constante, o mago não apenas visualizará essa luz, mas também passará a senti-la atravessando seu corpo.


    Programação da energia

    Depois de formar o foco luminoso, o mago deverá impregná-lo com um desejo específico.

    Entre os objetivos sugeridos por Bardon estão:

    • sucesso;

    • inspiração;

    • fortalecimento da intuição;

    • paz;

    • saúde;

    • qualquer outra finalidade elevada.

    Toda a irradiação deve possuir um objetivo claramente definido antes de ser ativada.


    Determinação da duração

    Assim como ocorre em outras operações mágicas, o praticante deverá estabelecer previamente a duração do efeito.

    Pode-se determinar:

    • uma ação temporária;

    • ou uma atuação contínua e permanente.

    Além disso, Bardon recomenda imaginar que a força irradiada aumenta automaticamente com o passar do tempo, tornando-se cada vez mais intensa e penetrante.


    Posicionamento do espelho

    Depois de carregado, o espelho deve ser colocado no ambiente de forma que seus raios incidam sobre a área desejada.

    Como exemplo, Bardon recomenda posicioná-lo voltado para a própria cama, funcionando como um verdadeiro holofote energético durante o descanso.

    A partir desse momento, o mago já não precisa manter sua atenção constante sobre o trabalho.

    O espelho continuará funcionando automaticamente, irradiando continuamente a energia nele acumulada.


    Aplicações pessoais

    Segundo Bardon, esse método pode favorecer diversas atividades relacionadas ao desenvolvimento espiritual.

    Entre elas:

    • meditações;

    • pesquisas;

    • estudos;

    • exercícios mágicos;

    • fortalecimento da intuição;

    • desenvolvimento interior.

    O autor afirma que, após experimentar seus resultados, o praticante dificilmente deixará de utilizar esse recurso.


    Aplicações terapêuticas

    O espelho também pode ser preparado para beneficiar outras pessoas.

    Nesse caso, sua energia poderá ser direcionada ao tratamento de enfermidades ou ao fortalecimento geral da vitalidade.

    Segundo Bardon, pessoas doentes que permaneçam sob a irradiação do espelho sentirão alívio de seus sofrimentos.

    A intensidade dos efeitos dependerá diretamente da qualidade e da força do carregamento realizado pelo mago.


    Influência sobre várias pessoas

    A irradiação não precisa limitar-se a um único indivíduo.

    Se o ambiente permitir, diversas pessoas poderão beneficiar-se simultaneamente da energia irradiada pelo espelho.

    Por esse motivo, Bardon considera esse método especialmente útil para:

    • magnetizadores;

    • terapeutas;

    • pessoas dedicadas ao auxílio espiritual ou energético de outras.


    Irradiação à distância

    O autor acrescenta que a energia irradiada também pode ser direcionada a pessoas que estejam longe do local onde o espelho se encontra.

    Nesse caso, basta adaptar a imaginação para que os raios atinjam diretamente o destinatário escolhido.

    Assim, o espelho deixa de atuar apenas no ambiente físico e passa a servir como instrumento de influência à distância.


    Entretanto, reforça que o verdadeiro mago jamais utilizará esse instrumento para espalhar influências negativas.

    "Com certeza o mago jamais fará mau uso de seu espelho mágico, denegrindo-se a si mesmo ao espalhar influências negativas através dele."


    Entre suas principais aplicações estão:

    • impregnação de ambientes;

    • fortalecimento do desenvolvimento espiritual;

    • auxílio em meditações e estudos;

    • tratamento energético de pessoas;

    • influência benéfica sobre grupos;

    • irradiação à distância.

    Segundo Bardon, quando corretamente preparado, o espelho continua trabalhando automaticamente, mantendo ativa a influência determinada pelo praticante durante todo o período previamente estabelecido.

    1.1.3.6 c.6) O Espelho Mágico como Instrumento de Proteção contra Influências Prejudiciais e Indesejadas

    Além de servir para projeção, comunicação e irradiação, Bardon ensina que o espelho mágico também pode ser utilizado como um poderoso instrumento de proteção. Por meio de uma impregnação adequada, ele cria um campo capaz de bloquear, desviar ou impedir a entrada de determinadas influências sobre um ambiente.

    O espelho mágico pode ser transformado em uma barreira energética contra influências consideradas indesejadas.


    Finalidade da proteção

    O objetivo desse método é proteger um determinado local contra influências externas.

    Entre os ambientes que podem ser protegidos estão:

    • um quarto;

    • uma residência;

    • um ambiente de trabalho;

    • uma propriedade;

    • qualquer espaço delimitado pelo mago.

    Segundo Bardon, a proteção pode impedir ou desviar influências desfavoráveis antes que elas alcancem o ambiente.


    Proteção através da luz

    Quando o objetivo for bloquear influências negativas, o espelho deverá ser carregado com a energia da luz.

    Essa luz será impregnada com o desejo de que o ambiente permaneça protegido contra influências prejudiciais.

    A irradiação luminosa atua como um campo protetor continuamente mantido pelo espelho.


    Proteção através do Akasha

    Bardon apresenta um segundo método utilizando o princípio do Akasha.

    Nesse caso, o espelho e o ambiente são impregnados imaginativamente com as características de:

    • isolamento;

    • intocabilidade;

    • bloqueio da passagem.

    O princípio do Akasha não é represado, mas recebe repetidamente a impregnação da vontade do mago.


    Particularidade do Akasha

    Diferentemente dos elementos e dos fluidos, o Akasha não pode ser acumulado ou represado.

    Por isso, sua utilização ocorre exclusivamente pela repetição da impregnação da vontade.

    Segundo Bardon, quanto mais vezes essa impregnação for realizada com convicção, mais intenso se tornará o efeito protetor.


    Escolha do espelho conforme a finalidade

    O autor observa que o mago pode confeccionar espelhos específicos para diferentes trabalhos.

    Por exemplo:

    • um espelho destinado exclusivamente à proteção;

    • outro para transmissão de pensamentos;

    • outro para comunicação espiritual;

    • outro para tratamentos e irradiações.

    Cada espelho pode ser preparado de acordo com sua função específica.


    Limitação importante

    Bardon faz uma advertência importante sobre o uso do isolamento pelo Akasha.

    Se o ambiente estiver completamente isolado por esse método, trabalhos de:

    • emissão à distância;

    • recepção de mensagens;

    • comunicação telepática;

    também serão bloqueados.

    Um ambiente totalmente isolado pelo Akasha impede tanto influências indesejadas quanto comunicações mágicas provenientes do exterior.


    Outras aplicações

    Além da função protetora, Bardon lembra que o espelho mágico também pode ser utilizado para trabalhar com diferentes tipos de fluidos.

    Entre eles:

    • fluido magnético;

    • fluido elétrico;

    • fluido eletromagnético.

    A escolha da energia dependerá do objetivo de cada operação mágica.



    Suas principais aplicações são:

    • proteger ambientes;

    • bloquear influências prejudiciais;

    • desviar energias indesejadas;

    • criar isolamento mágico por meio do Akasha;

    • trabalhar com diferentes fluidos conforme a necessidade.

    Segundo Bardon, a eficácia dessa proteção depende da correta impregnação do espelho e da clareza da vontade do mago ao determinar exatamente quais influências deverão ser impedidas de penetrar no ambiente protegido.

    1.1.3.7 c.7) O Espelho Mágico como Instrumento de Projeção de todas as Energias, Seres, Imagens, etc.

    Segundo Bardon, uma das aplicações mais avançadas do espelho mágico consiste em tornar perceptíveis energias, imagens e seres pertencentes aos planos mental e astral. Por meio do carregamento adequado do espelho, essas formas podem adquirir uma densidade suficiente para serem percebidas até mesmo por pessoas sem treinamento mágico.

    O espelho mágico pode condensar energias dos planos sutis até o ponto de se tornarem perceptíveis aos sentidos físicos.


    O princípio da projeção

    Bardon explica que não se trata de sugestão, imaginação coletiva ou ilusão psicológica.

    Podem ser projetados:

    • pensamentos;

    • elementares;

    • elementais;

    • seres dos elementos;

    • espíritos;

    • espectros;

    • imagens mentais.

    Segundo o autor, essas projeções tornam-se objetivamente perceptíveis quando corretamente condensadas pelo elemento terra.


    O carregamento do espelho

    Para realizar esse trabalho, o espelho deve ser carregado diretamente com o elemento terra.

    Diferentemente de outros exercícios, o elemento:

    • não deve passar pelo corpo do mago;

    • deve ser retirado diretamente do Universo;

    • deve ser condensado na superfície do espelho através da imaginação.

    Quanto maior o represamento do elemento terra, maior será a densidade e a visibilidade da projeção.


    Visualização por pessoas não iniciadas

    Caso o objetivo seja permitir que outra pessoa veja determinada imagem ou entidade, Bardon recomenda uma preparação específica.

    Primeiramente, o mago deverá introduzir imaginativamente o princípio do Akasha:

    • na cabeça da pessoa;

    • ou em todo o seu corpo.

    Esse estado deverá permanecer ativo durante toda a experiência.

    Depois disso, a imagem desejada é projetada sobre a superfície do espelho com absoluta clareza e estabilidade.

    Segundo Bardon, a pessoa observará a imagem como se estivesse assistindo a um filme projetado dentro do espelho.


    Projeção de seres

    Além de imagens mentais, o método também pode ser utilizado para apresentar:

    • elementares;

    • elementais;

    • espectros;

    • espíritos de pessoas falecidas;

    • seres pertencentes a outros planos.

    Quando o objetivo for evocar um ser proveniente do plano astral ou de outro plano, Bardon orienta que o espaço ao redor do espelho seja previamente impregnado com o princípio do Akasha.

    Essa preparação cria um ambiente compatível para a manifestação da entidade.


    Estado do operador

    Durante esse trabalho o mago deverá:

    • entrar em estado de transe;

    • preencher-se com o princípio do Akasha;

    • realizar a evocação do ser desejado.

    Bardon recomenda que, antes do estudo da evocação mágica propriamente dita, o praticante limite-se ao contato com seres falecidos do plano astral.


    Materialização das imagens

    O elemento terra atua como fator de condensação.

    Segundo Bardon, ele permite que as imagens ou entidades adquiram densidade suficiente para serem percebidas fisicamente.

    Uma pessoa sem treinamento mágico poderá:

    • ver a imagem;

    • perceber sua presença;

    • ouvir suas manifestações.

    Segundo Bardon, essas manifestações não constituem alucinações, mas projeções objetivamente condensadas pelo elemento terra.


    Registro fotográfico

    O autor afirma que essas projeções podem até mesmo ser fotografadas.

    Entretanto, explica que elas possuem frequências vibratórias superiores às da luz comum, exigindo alguns cuidados.

    Entre eles:

    • utilizar tempo mínimo de exposição;

    • preferir chapas fotográficas em vez de filmes;

    • empregar filtros específicos para cada tipo de manifestação.


    Correspondência dos filtros

    Segundo Bardon, cada plano exige um filtro diferente.

    • Filtro azul: imagens mentais, elementares, elementais e criações do plano mental.
      Filtro violeta: espíritos de pessoas falecidas e manifestações do plano astral.
      Filtro vermelho-rubi: seres pertencentes exclusivamente a um único elemento.
      Filtro amarelo: fenômenos da magia natural e energias da natureza.
      A escolha do filtro deve obedecer à analogia vibratória correspondente ao plano observado.

      Aplicação temporal

      Além da projeção de imagens e entidades, Bardon afirma que o espelho também pode ser utilizado para apresentar acontecimentos relacionados ao:

      • passado;

      • presente;

      • futuro.

      Essas observações podem referir-se ao próprio mago ou a qualquer outra pessoa.



      Suas principais funções são:

      • condensar energias dos planos sutis;

      • tornar imagens visíveis;

      • projetar elementares e entidades;

      • facilitar contatos com seres espirituais;

      • permitir registros fotográficos dessas manifestações;

      • revelar acontecimentos do passado, presente e futuro.

      Para Bardon, a eficácia desse processo depende principalmente do domínio do elemento terra, da utilização correta do princípio do Akasha e da capacidade de imaginação desenvolvida pelo mago.

    1.1.3.8 c.8) O Espelho Mágico como Instrumento de Visão à Distância

    Segundo Bardon, o espelho mágico também pode ser utilizado para observar pessoas e acontecimentos localizados a grandes distâncias. Através do princípio do Akasha, o praticante estabelece uma ligação que lhe permite visualizar eventos como se estivesse presente no local.

    Para Bardon, a distância deixa de ser um obstáculo quando a percepção é realizada por meio do princípio do Akasha.


    Preparação do espelho

    Antes de iniciar o exercício, o espelho deve ser carregado com o princípio do Akasha.

    Em seguida, o mago deverá:

    • sentar-se confortavelmente;

    • relaxar completamente;

    • induzir o estado de transe por meio do Akasha;

    • concentrar-se na pessoa ou local que deseja observar.

    A partir desse momento, o espelho passa a funcionar como um canal de visão à distância.


    Visualização da pessoa

    Após estabelecer a concentração, o praticante imagina que o espelho é uma janela através da qual pode observar qualquer lugar.

    Segundo Bardon, a imagem da pessoa aparecerá na superfície do espelho como se fosse um filme.

    No início, as imagens podem surgir:

    • pouco definidas;

    • desfocadas;

    • instáveis.

    Com a prática contínua, elas tornam-se cada vez mais nítidas.

    O praticante chega à sensação de estar fisicamente ao lado da pessoa observada, independentemente da distância.


    Verificação da autenticidade

    Bardon ensina um método para verificar se a visão corresponde realmente aos acontecimentos observados.

    O procedimento consiste em imaginar deliberadamente que a pessoa está realizando uma ação diferente daquela vista inicialmente.

    Se essa nova imagem surgir com a mesma intensidade da anterior, significa que a visão ainda é fruto da imaginação.

    Caso contrário, o praticante poderá concluir que está percebendo um acontecimento real.

    O treinamento consiste em aprender a distinguir percepção objetiva de imaginação involuntária.


    Desenvolvimento da precisão

    O autor recomenda repetir o exercício diversas vezes até adquirir segurança completa.

    Segundo Bardon, somente a prática contínua permite diferenciar:

    • fatos reais;

    • impressões subjetivas;

    • ilusões produzidas pela imaginação.


    Utilização por pessoas não iniciadas

    Bardon acrescenta que um mago experiente pode orientar uma pessoa sem treinamento mágico para realizar experiências de visão à distância.

    Em determinados casos, afirma ainda que imagens percebidas dessa forma podem ser registradas fotograficamente utilizando-se os filtros adequados descritos anteriormente.


    O praticante deverá afastar imaginativamente o corpo físico da pessoa, permanecendo apenas com a percepção de seu corpo astral.

    Segundo o autor, isso permite observar:

    • a aura;

    • os matizes de cores;

    • o estado emocional;

    • as tendências de caráter;

    • determinadas capacidades da pessoa.

    Essas observações são interpretadas conforme a lei da analogia.


    Além de afastar imaginativamente o corpo físico, o praticante também deverá afastar o corpo astral.

    Restará então apenas o espírito da pessoa.

    Segundo Bardon, nessa condição é possível acompanhar:

    • o fluxo dos pensamentos;

    • as ideias predominantes;

    • a atividade mental.

    A observação do espírito permite acompanhar o curso dos pensamentos independentemente da distância física.


    Aplicação prática

    A partir desse método, Bardon conclui que a leitura do pensamento à distância torna-se uma possibilidade prática para o mago suficientemente desenvolvido.

    Segundo ele, essa capacidade depende exclusivamente:

    • do treinamento;

    • do domínio do Akasha;

    • do aperfeiçoamento contínuo da percepção.



    Suas principais aplicações são:

    • observar acontecimentos distantes;

    • acompanhar pessoas em qualquer lugar;

    • distinguir realidade de imaginação;

    • visualizar a aura e o corpo astral;

    • analisar tendências de caráter;

    • acompanhar o fluxo de pensamentos através da observação do espírito.

    Segundo Bardon, o verdadeiro domínio da visão à distância depende menos do espelho em si e mais da maturidade do praticante, da estabilidade do estado de transe e da capacidade de diferenciar percepções reais das criações da própria mente.

    1.1.3.9 c.9) O Espelho Mágico como um Meio Auxiliar na Pesquisa do Passado, Presente e Futuro

    Segundo Bardon, uma das aplicações mais complexas do espelho mágico consiste na investigação do passado, do presente e do futuro. Esse trabalho exige elevado desenvolvimento espiritual, pois envolve a leitura direta dos registros existentes no princípio do Akasha.

    Para Bardon, todas as ações, pensamentos e acontecimentos deixam registros permanentes no Akasha, podendo ser consultados pelo mago.


    A pesquisa do próprio passado e futuro

    Bardon afirma que o mago pode observar seu próprio passado e presente como se estivesse assistindo a um filme.

    Da mesma forma, também seria possível investigar o próprio futuro.

    Entretanto, o autor recomenda fortemente que isso seja evitado.

    O verdadeiro mago não deve utilizar o espelho mágico para satisfazer sua curiosidade pessoal acerca do próprio destino.


    O problema de conhecer o próprio futuro

    Segundo Bardon, conhecer antecipadamente o próprio futuro produz uma consequência importante.

    Ao visualizar acontecimentos futuros, o praticante acaba perdendo seu livre-arbítrio diante daqueles fatos.

    Passa a enxergar o futuro como um roteiro previamente estabelecido, dificultando uma atuação espontânea diante da própria vida.

    Conhecer antecipadamente o próprio futuro pode comprometer a liberdade de ação do mago.


    Advertências da Providência Divina

    Bardon diferencia a curiosidade pessoal das advertências legítimas.

    Segundo ele, existem ocasiões em que a Providência Divina — ou o próprio princípio do Akasha — pode alertar espontaneamente o mago sobre determinados perigos.

    Essas advertências:

    • não são provocadas pela curiosidade;

    • surgem naturalmente;

    • devem ser levadas a sério.

    O praticante deve aprender a distinguir se a advertência provém:

    • diretamente do Akasha;

    • ou de alguma entidade espiritual.


    Pesquisa sobre outras pessoas

    Quando o objetivo é conhecer o passado, presente ou futuro de outra pessoa, Bardon considera o espelho mágico um instrumento extremamente útil.

    Segundo o autor:

    • pensamentos;

    • sentimentos;

    • emoções;

    • atitudes;

    • ações físicas;

    deixam registros permanentes no princípio do Akasha.

    Esses registros podem ser consultados pelo mago como se fossem páginas de um livro.


    Leitura dos registros do Akasha

    Para realizar essa leitura, o praticante deve apenas estabelecer sintonia imaginativa com a pessoa desejada.

    No início, as imagens costumam surgir:

    • fragmentadas;

    • isoladas;

    • aparentemente desconectadas.

    Com o treinamento contínuo, esses acontecimentos passam a organizar-se cronologicamente, formando um panorama completo da vida da pessoa.

    Segundo Bardon, os acontecimentos tornam-se tão claros que o mago sente como se estivesse vivendo diretamente aquelas experiências.


    Limite recomendado da pesquisa

    Bardon explica que é possível acompanhar retrospectivamente toda a vida da pessoa.

    O percurso normalmente inicia:

    • pelo presente;

    • retorna à juventude;

    • alcança a infância;

    • chega até o nascimento.

    Segundo o autor, embora também seja possível investigar existências anteriores, ele recomenda que isso normalmente seja evitado.


    Segundo ele, essa curiosidade pode produzir consequências negativas.

    Entre elas:

    • sensação de envelhecimento extremamente acelerado;

    • perda de interesse pela vida atual;

    • peso psicológico decorrente da lembrança dos próprios erros passados.

    O benefício de recordar experiências antigas não compensaria, segundo Bardon, os prejuízos emocionais e espirituais decorrentes dessa prática.


    Investigação do futuro de outras pessoas

    Caso exista um motivo considerado justo, Bardon afirma que o mago poderá pesquisar o futuro de outra pessoa.

    Para isso basta:

    • entrar em estado de transe;

    • estabelecer sintonia com a pessoa;

    • consultar diretamente os registros correspondentes no Akasha.

    Segundo o autor, nada permanecerá oculto ao praticante suficientemente desenvolvido.


    O grau máximo da clarividência com o espelho

    Bardon considera essa aplicação como o nível mais elevado da magia dos espelhos.

    Nesse estágio, o praticante torna-se capaz de observar, de forma integrada:

    • o plano mental;

    • o plano astral;

    • o plano material.

    Isso pode ser feito tanto em relação a si mesmo quanto a outras pessoas.

    Segundo Bardon, esse representa o ponto culminante da clarividência realizada por meio do espelho mágico.



    Suas principais aplicações são:

    • investigar o passado;

    • observar o presente;

    • pesquisar o futuro;

    • consultar registros deixados pelas ações humanas;

    • compreender a evolução de outras pessoas;

    • acessar informações dos planos mental, astral e material.

    Embora reconheça essa possibilidade, Bardon adverte repetidamente que a investigação do próprio futuro e das próprias vidas passadas deve ser tratada com extrema cautela, pois pode produzir consequências espirituais e psicológicas indesejáveis.

    2 Instrução Mágica da Alma (IX)

    2.1 A Separação Consciente do Corpo Astral do Corpo Material Denso

    Neste grau, Bardon apresenta um dos exercícios mais avançados da instrução mágica: a separação consciente do corpo astral do corpo físico. Diferentemente da viagem mental, nessa prática não apenas o espírito se desloca, mas também a alma (corpo astral), permitindo uma atuação mais direta nos planos sutis e, em determinadas situações, no plano material.

    A separação consciente do corpo astral é denominada, na tradição ocultista, de êxtase.


    Diferença entre viagem mental e separação astral

    Bardon faz questão de diferenciar claramente esses dois estados.

    Na viagem mental:

    • apenas o corpo mental se desloca;

    • a matriz astral permanece ligada ao corpo físico;

    • o corpo continua normalmente vivo e funcional.

    Na separação astral:

    • o corpo mental e o corpo astral deixam simultaneamente o corpo físico;

    • apenas um fino cordão vital permanece ligando os corpos ao organismo físico;

    • ocorre o chamado estado de êxtase.

    O envio do corpo astral só deve ser utilizado quando houver necessidade de uma atuação mágica que exija a participação da alma.


    O cordão vital

    Durante a separação, o corpo físico permanece ligado aos corpos astral e mental por um único elo.

    Bardon descreve esse elo como:

    • extremamente fino;

    • elástico;

    • brilhante;

    • de coloração prateada.

    Esse cordão mantém a ligação entre os corpos enquanto dura a experiência.

    O cordão vital é a única conexão restante entre o corpo físico e os corpos sutis durante o êxtase.


    Perigo da interrupção da experiência

    O autor faz uma advertência extremamente enfática.

    Segundo Bardon, durante o estado de êxtase ninguém deve tocar o corpo físico.

    Ele afirma que, caso isso aconteça, o fluido eletromagnético da outra pessoa poderá romper o cordão vital.

    Como consequência:

    • torna-se impossível o retorno dos corpos astral e mental;

    • ocorre a morte física.

    Durante o êxtase o praticante deve permanecer absolutamente protegido contra qualquer contato físico.


    A aparência do corpo físico

    Enquanto ocorre a separação, o corpo físico apresenta características semelhantes às da morte.

    Segundo Bardon:

    • não há movimentos;

    • a respiração cessa;

    • o coração permanece imóvel;

    • desaparecem as sensações corporais.

    Para um observador comum ou mesmo para um médico, o corpo pareceria morto.

    O autor afirma que esse estado pode ser confundido clinicamente com:

    • parada cardíaca;

    • embolia;

    • enfarte.


    A função da respiração e da alimentação

    Bardon relembra ensinamentos apresentados nos graus anteriores para explicar a ligação entre os corpos.

    Segundo ele:

    • a respiração mantém ativa a matriz mental;

    • a alimentação sustenta a matriz astral.

    Esses dois processos preservam a ligação entre:

    • espírito;

    • alma;

    • corpo físico.

    Respiração e alimentação conscientes são indispensáveis para manter o equilíbrio das matrizes que unem os diferentes corpos do ser humano.


    Importância do equilíbrio corporal

    O autor enfatiza novamente que o desenvolvimento mágico não pode ocorrer às custas do corpo físico.

    Segundo Bardon, o organismo deve permanecer:

    • saudável;

    • resistente;

    • equilibrado;

    • adequadamente nutrido.

    Uma alimentação rica e variada favorece o bom funcionamento da matriz astral durante esses exercícios.


    Crítica às práticas ascéticas extremas

    Bardon critica severamente métodos que exigem jejuns prolongados ou ascetismos radicais.

    Segundo ele:

    • essas práticas são unilaterais;

    • podem provocar desequilíbrios;

    • oferecem riscos especialmente para pessoas cuja constituição física não está adaptada a determinados métodos orientais.

    O verdadeiro desenvolvimento mágico exige equilíbrio entre corpo, alma e espírito, e não a negligência de qualquer um desses aspectos.


    Condição indispensável para prosseguir

    Antes de iniciar os exercícios de separação astral, Bardon estabelece uma exigência clara.

    O praticante somente deverá prosseguir quando tiver completo domínio de todos os exercícios anteriores.

    Isso inclui:

    • equilíbrio dos elementos;

    • viagem mental;

    • concentração;

    • domínio dos fluidos;

    • fortalecimento físico, astral e mental.

    Nenhum exercício de êxtase deve ser iniciado antes do domínio completo das etapas anteriores.


    Na viagem mental:

    • a matriz astral permanece no corpo.

    Na separação astral:

    • tanto a matriz astral quanto a matriz mental deixam o corpo físico.

    Por esse motivo, os cuidados necessários durante o êxtase são muito maiores.


    Os principais ensinamentos apresentados são:

    • distinção entre viagem mental e separação astral;

    • compreensão do estado de êxtase;

    • importância do cordão vital;

    • necessidade absoluta de evitar qualquer contato físico durante a experiência;

    • papel da respiração e da alimentação na manutenção das matrizes;

    • rejeição de práticas ascéticas extremas;

    • exigência de domínio completo dos graus anteriores antes de iniciar esse exercício.

    Segundo Bardon, somente um praticante plenamente equilibrado física, astral e espiritualmente poderá realizar a separação consciente do corpo astral com segurança e sem colocar em risco sua própria integridade.

    2.2 PRIMEIRO METODO

    Após compreender a teoria da separação astral, Bardon apresenta o método prático para realizar conscientemente o envio do corpo astral. Segundo ele, o procedimento torna-se relativamente simples para quem já domina completamente a viagem mental, pois esta constitui a base do exercício.

    O envio consciente do corpo astral é um desenvolvimento da viagem mental, exigindo apenas um passo adicional: a separação do corpo astral juntamente com o corpo mental.


    Início da prática

    O exercício pode ser realizado:

    • sentado na asana habitual;

    • ou deitado em posição horizontal.

    O primeiro passo consiste em realizar a viagem mental normalmente, retirando apenas o corpo mental do corpo físico.

    Em seguida, o praticante observa o próprio corpo material como se estivesse adormecido.


    Retirada do corpo astral

    Depois da saída do corpo mental, inicia-se a separação do corpo astral.

    O praticante deverá imaginar que seu corpo astral está sendo retirado lentamente do corpo físico pela força da própria vontade.

    Segundo Bardon, esse corpo astral deve possuir exatamente a mesma forma do:

    • corpo físico;

    • corpo mental.


    Ligação da consciência ao corpo astral

    Após a retirada, o praticante deverá transferir sua consciência para o corpo astral.

    Nesse momento pode surgir uma sensação incomum.

    Segundo Bardon, inicialmente o corpo astral parece estranho, como se não pertencesse ao próprio praticante.

    Essa sensação desaparece quando a ligação entre a consciência, o corpo mental e o corpo astral é estabelecida conscientemente.


    A importância das matrizes

    Nesse estágio torna-se necessário fortalecer conscientemente a ligação entre:

    • matriz mental;

    • matriz astral.

    Caso isso não seja feito, Bardon afirma que o corpo astral tenderá constantemente a ser atraído de volta ao corpo físico.

    A ligação consciente entre as matrizes mental e astral estabiliza o corpo astral durante o exercício.


    A respiração no corpo astral

    O ponto central desse exercício é o aprendizado da respiração consciente no corpo astral.

    Segundo Bardon, logo após conectar-se ao corpo astral, toda a atenção deverá concentrar-se apenas na respiração.

    O praticante deverá respirar conscientemente através do corpo astral até que isso se torne um hábito natural.


    Transferência da respiração

    À medida que a respiração consciente passa para o corpo astral, ocorre uma mudança importante.

    Segundo Bardon:

    • o corpo astral começa a respirar;

    • o corpo físico interrompe completamente a respiração.

    A respiração consciente do corpo astral libera a matriz astral e possibilita a separação completa dos corpos.


    Estado do corpo físico

    Durante esse processo, o corpo físico entra em um estado semelhante ao da morte aparente.

    Segundo Bardon:

    • a respiração cessa;

    • os órgãos permanecem imóveis;

    • o rosto torna-se pálido;

    • instala-se uma profunda letargia.

    Esse estado persiste enquanto o praticante permanece separado do corpo físico.


    Retorno ao corpo

    Para finalizar o exercício, basta interromper a respiração consciente no corpo astral.

    Segundo Bardon, imediatamente:

    • o corpo astral é atraído de volta ao corpo físico;

    • a respiração física reinicia automaticamente.

    Depois disso, o praticante deve retornar também com o corpo mental, reassumindo completamente a consciência corporal.


    Comparação com a morte

    Bardon estabelece uma comparação direta entre esse exercício e o processo natural da morte.

    A diferença fundamental, segundo ele, está na matriz astral.

    Durante o exercício:

    • a matriz permanece íntegra;

    • a ligação entre os corpos continua existindo.

    Na morte física:

    • a matriz astral rompe-se definitivamente;

    • torna-se impossível o retorno ao corpo material.


    O despertar após a morte

    Segundo Bardon, quando ocorre a morte natural, o corpo astral e o corpo mental deixam automaticamente o corpo físico.

    Inicialmente, o falecido nem percebe essa mudança.

    Gradualmente ele compreende que:

    • o corpo físico deixou de funcionar;

    • agora está submetido às leis do plano astral e do princípio do Akasha.


    Sentido do exercício

    Bardon resume toda a prática afirmando que o envio consciente do corpo astral constitui uma reprodução controlada do processo da morte.

    O exercício reproduz conscientemente aquilo que ocorre naturalmente no momento da morte, porém mantendo intacta a ligação entre os corpos.


    Segundo ele, nenhuma dessas precauções deve ser negligenciada.

    Por reproduzir conscientemente o processo da morte sem romper o cordão vital, o envio do corpo astral exige extrema disciplina, domínio técnico e absoluto respeito às medidas de segurança estabelecidas pelo autor.


    Os principais passos são:

    • realizar inicialmente a viagem mental;

    • retirar o corpo astral pela força da vontade;

    • transferir a consciência para esse corpo;

    • estabelecer a ligação entre as matrizes mental e astral;

    • aprender a respirar conscientemente através do corpo astral;

    • permitir que o corpo físico entre em estado de letargia;

    • retornar conscientemente ao corpo físico ao término da experiência.

    Segundo Bardon, esse exercício representa uma simulação consciente do processo da morte, realizada de forma temporária e controlada, preservando a ligação vital que possibilita o retorno seguro ao corpo físico.

    Os principais resultados do domínio da técnica

    Segundo Bardon, quando o exercício estiver plenamente dominado, duas consequências tornam-se naturais.

    I. O medo da morte desaparece completamente.

    II. O mago compreende, por experiência direta:

    • como ocorre a morte;

    • para onde irá após abandonar definitivamente o corpo físico.

    O conhecimento obtido deixa de ser apenas teórico e passa a ser fruto da própria experiência.


    A respiração torna-se automática

    Com a prática constante, a respiração realizada no corpo astral deixa de exigir atenção consciente.

    Segundo Bardon, esse processo torna-se tão natural quanto a respiração no próprio corpo físico.

    O praticante passa simplesmente a respirar normalmente durante o estado de êxtase.


    O retorno ao corpo físico

    Para retornar corretamente ao corpo material, Bardon afirma que o praticante deve manter conscientemente a respiração no corpo astral.

    Esse procedimento permite que:

    • o corpo astral se desligue do corpo mental;

    • reassuma gradualmente a forma do corpo físico.

    Somente depois disso o organismo físico volta automaticamente a respirar.

    O retorno ao corpo físico depende do restabelecimento correto da respiração através do corpo astral.


    A diferença entre o corpo mental e o corpo astral

    Bardon lembra que o corpo mental não segue as mesmas leis do corpo físico.

    Por esse motivo:

    • ele não respira como o corpo material;

    • a respiração está relacionada especificamente ao corpo astral durante o estado de êxtase.

    Essa distinção deve ser compreendida para que o praticante execute corretamente tanto a saída quanto o retorno.


    Domínio completo da saída e do retorno

    Somente quando o praticante conseguir:

    • sair conscientemente do corpo;

    • retornar quando desejar;

    • controlar corretamente a respiração;

    é que estará preparado para ampliar gradualmente o alcance de suas experiências.


    Primeiros deslocamentos

    No início, Bardon recomenda extrema prudência.

    O praticante não deve afastar-se imediatamente do corpo físico.

    Os primeiros exercícios devem limitar-se a:

    • permanecer em pé ao lado do corpo;

    • assumir outra posição próxima;

    • habituar-se à permanência consciente fora do organismo físico.


    O praticante passa a:

    • observar o próprio corpo;

    • perceber todo o ambiente ao redor;

    • desenvolver a percepção externa durante o estado de separação.

    Esse treinamento segue praticamente os mesmos princípios estudados anteriormente na viagem mental.


    Percepção através do corpo astral

    Segundo Bardon, a principal diferença entre a viagem mental e a separação astral está na intensidade da experiência.

    Na viagem mental:

    • observa-se;

    • compreende-se;

    • percebe-se.

    Na separação astral:

    • sente-se;

    • vivencia-se;

    • participa-se diretamente.

    O corpo astral funciona como uma verdadeira "roupagem" da consciência, permitindo experiências muito mais completas.

    O corpo astral possibilita ao praticante experimentar os acontecimentos com intensidade semelhante à da vida física.


    Diferença prática entre os dois métodos

    Bardon apresenta um exemplo bastante claro.

    Se o praticante visitar determinado local apenas com o corpo mental:

    • poderá observar tudo;

    • compreender a situação;

    • registrar os acontecimentos.

    Entretanto:

    • não sentirá plenamente as impressões emocionais;

    • não conseguirá atuar diretamente sobre o ambiente.

    Ao realizar a mesma visita com o corpo astral:

    • perceberá as emoções;

    • experimentará as sensações;

    • vivenciará o ambiente como se estivesse fisicamente presente.


    Objetivo do treinamento

    O autor recomenda repetir constantemente esses exercícios até que o corpo astral consiga perceber todas as experiências com a mesma intensidade que o corpo físico.

    O praticante deve aprender a sentir, ouvir, perceber e experimentar o ambiente através do corpo astral exatamente como faria utilizando o corpo material.


    Os principais ensinamentos são:

    • superar completamente o medo da morte;

    • compreender experimentalmente o destino após o desencarne;

    • automatizar a respiração no corpo astral;

    • aprender o procedimento correto de retorno ao corpo físico;

    • iniciar deslocamentos curtos ao redor do próprio corpo;

    • desenvolver a observação consciente do ambiente;

    • compreender a diferença entre percepção mental e experiência astral.

    Segundo Bardon, enquanto a viagem mental permite conhecer um lugar, a separação astral permite vivenciá-lo plenamente, experimentando suas impressões e atuando nele de forma muito mais direta.

    Aumentando gradualmente a distância

    Nos primeiros exercícios, o praticante deve afastar-se apenas alguns passos do corpo físico antes de retornar.

    Segundo Bardon, isso permite que o organismo se acostume progressivamente ao novo estado.

    À medida que a prática evolui, a distância percorrida pode ser aumentada pouco a pouco.


    A força de atração do corpo físico

    No início da prática, o praticante percebe uma intensa força puxando-o de volta ao corpo.

    Bardon compara essa sensação à atração exercida por um poderoso ímã sobre um pedaço de ferro.

    Segundo o autor, essa força existe porque o cordão vital continua alimentando e equilibrando a ligação entre os corpos.

    No início você se sentirá puxado com violência ao seu corpo físico, por uma força invisível semelhante à de um imã.


    A dificuldade inicial da movimentação astral

    Como a separação do corpo astral contraria temporariamente o funcionamento natural do organismo físico, sua movimentação exige um esforço considerável.

    No começo, o praticante pode sentir que apenas o corpo mental consegue deslocar-se livremente.

    Com a repetição constante, essa dificuldade desaparece.


    Superando o medo

    Durante os primeiros afastamentos podem surgir sensações como:

    • medo da morte;

    • insegurança;

    • ansiedade;

    • receio de não conseguir retornar.

    Segundo Bardon, essas reações são naturais, mas devem ser completamente dominadas.

    O mago deve tornar-se senhor absoluto de seus sentimentos durante todas as práticas.


    O enfraquecimento da atração magnética

    Quanto maior a distância percorrida pelo corpo astral, menor se torna a força de atração exercida pelo corpo físico.

    Com bastante experiência, deslocamentos muito longos passam a ocorrer com facilidade.


    O perigo das viagens prolongadas

    Bardon faz uma importante advertência.

    Em determinadas regiões dos planos sutis, o praticante poderá experimentar uma sensação tão intensa de liberdade e felicidade que poderá perder o desejo de retornar ao corpo físico.

    Isso representa um dos maiores perigos dessa prática.


    Advertência sobre o rompimento voluntário do cordão vital

    O autor afirma que jamais se deve romper deliberadamente o cordão vital.

    Segundo Bardon:

    • isso equivale ao suicídio praticado contra o próprio corpo físico;

    • constitui uma violação da Providência Divina;

    • produz graves consequências kármicas.

    O rompimento voluntário do cordão vital é considerado um suicídio espiritual.

    O mago deve dominar completamente seus sentimentos para nunca desejar abandonar definitivamente o corpo físico antes do tempo determinado pela Providência Divina.


    Possíveis aplicações do corpo astral

    Depois de dominar completamente a técnica, o corpo astral pode ser utilizado em diversas atividades mágicas.

    Entre elas:

    • deslocamentos para qualquer lugar;

    • tratamento de pessoas enfermas;

    • influência energética;

    • materializações;

    • realização de fenômenos físicos.


    Tratamento de doentes

    Segundo Bardon, o mago pode transportar-se até um doente utilizando o corpo astral.

    Nesse estado poderá:

    • acumular fluido magnético;

    • acumular fluido elétrico;

    • transmitir essas energias diretamente ao enfermo.

    O autor afirma que esse método produz efeitos mais profundos do que a simples projeção mental.


    Materialização do corpo astral

    Outra possibilidade descrita consiste em condensar o elemento terra no próprio corpo astral.

    Segundo Bardon, isso permite que o praticante seja:

    • visto;

    • ouvido;

    • percebido;

    inclusive por pessoas sem treinamento mágico.

    O grau dessa materialização dependerá:

    • da quantidade de treinamento;

    • da capacidade de condensação do elemento terra.


    Ação física através do corpo astral

    O autor afirma que o corpo astral também pode produzir efeitos físicos.

    Entre os exemplos citados estão:

    • sons de pancadas;

    • manifestações físicas;

    • atuação direta sobre objetos.

    Segundo Bardon, fenômenos normalmente considerados sobrenaturais podem ser explicados por esse princípio.


    Materialização parcial

    O praticante também poderá materializar apenas determinadas partes do corpo.

    Por exemplo:

    • somente uma mão;

    • somente um braço;

    enquanto o restante permanece no plano astral.


    Transporte de objetos

    Bardon afirma que, manipulando imaginativamente as oscilações dos elétrons de um objeto, o mago poderá:

    • retirar temporariamente esse objeto do plano material;

    • transportá-lo pelo plano astral;

    • fazê-lo reaparecer em outro local.

    Segundo o autor, durante esse processo o objeto deixa de obedecer às leis físicas comuns e passa temporariamente às leis do plano astral.


    Os chamados milagres

    Bardon conclui afirmando que aquilo que o público chama de milagres nada mais seria do que o domínio consciente de leis superiores da natureza.

    Para o mago não existem milagres; existem apenas energias e leis superiores corretamente utilizadas.


    Entretanto, faz advertências constantes sobre:

    • equilíbrio emocional;

    • domínio dos sentimentos;

    • responsabilidade moral;

    • respeito às leis da Providência Divina.

    Para ele, o verdadeiro desenvolvimento não consiste em produzir fenômenos extraordinários, mas em possuir maturidade suficiente para utilizá-los corretamente.


    • como aumentar gradualmente a distância em relação ao corpo físico;

    • como superar a força de atração do cordão vital;

    • por que surgem o medo e a insegurança nos primeiros exercícios;

    • os perigos de desejar abandonar definitivamente o corpo físico;

    • as aplicações terapêuticas do corpo astral;

    • a possibilidade de materializações e fenômenos físicos;

    • o transporte de objetos através do plano astral;

    • que os chamados "milagres" representam apenas o domínio consciente das leis ocultas da natureza.

    Segundo Bardon, o verdadeiro poder do corpo astral só pode ser exercido com disciplina, equilíbrio e absoluto respeito às leis universais.

    2.3 A Impregnação do Corpo Astral com as Quatro Características Divinas Básicas

    Neste grau, Bardon ensina que o desenvolvimento espiritual alcança um novo nível: o praticante deixa de compreender Deus apenas como objeto de devoção e passa a assimilar conscientemente os atributos universais da Divindade dentro de si.

    O objetivo não é apenas acreditar em Deus, mas tornar-se um reflexo consciente de Suas qualidades universais.


    Uma visão universal da Divindade

    Segundo Bardon, muitos caminhos místicos desenvolvem apenas um aspecto da relação com Deus, normalmente baseado em:

    • veneração;

    • adoração;

    • reconhecimento;

    • devoção.

    Ele cita como exemplo escolas místicas unilaterais, como certos sistemas de Yoga, que enfatizam principalmente a contemplação da Divindade.

    Já o verdadeiro iniciado procura compreender Deus através das próprias leis universais.


    As quatro características divinas

    Bardon relaciona cada atributo divino a um dos quatro elementos fundamentais.

    1. Onipotência — Princípio do Fogo

      Representa:

      poder absoluto;
      força criadora;
      vontade suprema;
      capacidade ilimitada de ação.
      O praticante deve meditar até sentir essa força viva em seu próprio ser.

      inteligência divina;
      compreensão perfeita;
      conhecimento universal;
      discernimento.
      Não se trata apenas de possuir informações, mas de participar da própria consciência da Sabedoria.

      eternidade da vida;
      continuidade da consciência;
      permanência do espírito;
      transcendência da morte.
      Durante a meditação, o praticante busca identificar-se com essa realidade eterna.

      presença divina em toda a criação;
      unidade entre todas as coisas;
      existência simultânea em todos os lugares.
      Segundo Bardon, essa característica corresponde ao elemento Terra por representar a manifestação universal da Divindade.

      Sabedoria — Princípio do Ar

      Imortalidade — Princípio da Água

      Onipresença — Princípio da Terra

      A prática da meditação

      O exercício consiste em meditar profundamente sobre cada uma dessas virtudes.

      O objetivo não é apenas refletir intelectualmente sobre elas.

      O praticante deve buscar uma identificação completa.

      A virtude deve deixar de ser apenas um conceito e tornar-se uma experiência interior.


      Identificação com cada atributo

      Durante a meditação, Bardon recomenda que o praticante avance até sentir:

      • que é a própria Onipotência;

      • que é a própria Sabedoria;

      • que é a própria Imortalidade;

      • que é a própria Onipresença.

      Essa identificação representa um estado de profunda absorção contemplativa.

      A meditação deve ser tão profunda que a virtude se torne idêntica ao corpo astral.


      Organização da prática

      Cada praticante pode adaptar o treinamento conforme sua necessidade.

      Segundo Bardon, é possível:

      • meditar durante vários dias sobre apenas uma virtude;

      • dominar completamente uma antes de iniciar a seguinte;

      • ou praticar todas em sequência dentro da mesma sessão.

      O importante é que cada atributo seja plenamente assimilado.


      O conceito universal de Deus

      Para Bardon, Deus não deve ser concebido através de um único aspecto.

      A verdadeira compreensão da Divindade reúne simultaneamente:

      • Onipotência;

      • Sabedoria;

      • Imortalidade;

      • Onipresença.

      Essas quatro características expressam, segundo o autor, as leis universais da criação.


      Preparação para a união com Deus

      Bardon afirma que essas meditações constituem a preparação indispensável para a união espiritual descrita no grau anterior.

      Sem essa assimilação interior das virtudes divinas, essa união permaneceria incompleta.

      As quatro virtudes divinas formam o fundamento da unificação consciente com Deus.


      A divinização do ser

      Segundo o autor, a prática constante dessas meditações produz uma transformação progressiva em todos os níveis do praticante.

      Ela atua sobre:

      • o espírito;

      • a alma;

      • o corpo.

      Essa transformação é chamada por Bardon de divinização.


      Objetivo final do curso

      Bardon conclui afirmando que essa prática representa um dos objetivos centrais de toda a Iniciação ao Hermetismo.

      O propósito do desenvolvimento mágico não é adquirir poderes extraordinários, mas tornar-se cada vez mais semelhante às leis divinas que governam o Universo.


      Não se trata apenas de contemplar Deus, mas de permitir que essas virtudes moldem progressivamente toda a estrutura espiritual do praticante.


      • que Deus deve ser compreendido através de quatro atributos universais;

      • a correspondência entre esses atributos e os quatro elementos;

      • a prática da meditação profunda sobre cada virtude;

      • a identificação interior com cada característica divina;

      • que essas meditações preparam a união consciente com Deus;

      • que a repetição constante conduz à divinização do espírito, da alma e do corpo.

      Segundo Bardon, a meta suprema da evolução mágica é tornar-se uma expressão consciente das quatro qualidades fundamentais da Divindade.

    3 Instrução Mágica do Corpo (IX)

    3.1 Tratamento de Doentes através do Fluido Eletromagnético

    Neste capítulo, Bardon apresenta sua concepção sobre a cura mágica. Segundo o autor, o verdadeiro mago não atua apenas sobre os sintomas, mas procura identificar e tratar a causa da enfermidade no plano correspondente — mental, astral ou físico — utilizando as energias universais de forma consciente e precisa.

    Segundo Bardon, toda cura eficaz depende de atuar exatamente no plano onde se encontra a origem da doença.


    A missão do mago como curador

    Bardon descreve o tratamento dos doentes como uma das missões mais nobres do mago.

    Segundo ele, quando domina as leis universais e compreende a anatomia oculta do ser humano, o mago é capaz de realizar curas extraordinárias.

    É uma missão maravilhosa e sagrada ajudar com as próprias forças a humanidade que sofre.


    A importância da anatomia oculta

    O autor afirma que o conhecimento da anatomia física, por si só, não é suficiente.

    O mago deve compreender:

    • a relação dos órgãos com os quatro elementos;

    • os fluidos elétrico e magnético;

    • as influências positivas e negativas dos elementos;

    • a origem oculta das enfermidades.

    Sem esse conhecimento, Bardon considera impossível agir corretamente sobre a raiz da doença.


    Identificando a origem da enfermidade

    Utilizando a clarividência e o princípio do Akasha, o mago procura descobrir onde realmente surgiu o desequilíbrio.

    Segundo Bardon, a doença pode ter origem em três níveis:

    1. Plano mental.

    2. Plano astral.

    3. Plano físico.

    Cada um exige um método diferente de tratamento.


    Tratamento das causas mentais

    Quando a origem da enfermidade está na mente, o trabalho deve ocorrer diretamente no plano mental.

    Segundo Bardon, o mago atua:

    • sobre o espírito do paciente;

    • restaurando sua harmonia interior;

    • utilizando vontade e imaginação.

    Durante esse processo, o praticante concentra-se apenas no espírito, esquecendo completamente o corpo físico e o corpo astral.


    A limitação da sugestão e da hipnose

    Bardon afirma que métodos como:

    • sugestão;

    • hipnose;

    • autossugestão;

    • oração;

    produzem apenas uma influência indireta.

    Segundo ele, essas práticas fortalecem a esfera mental do paciente e podem acelerar o processo de recuperação, mas não atuam diretamente sobre o órgão físico doente.

    A influência mental pode estimular a cura, mas não substitui a atuação direta quando a enfermidade já está instalada no corpo físico.


    O papel do magnetizador

    O autor reconhece que um bom magnetizador produz resultados mais intensos do que os métodos puramente mentais.

    Isso ocorre porque ele transmite energia vital diretamente ao corpo astral do paciente.

    Segundo Bardon, essa transmissão:

    • fortalece a matriz astral;

    • pode ocorrer mesmo sem a colaboração do paciente;

    • funciona inclusive em crianças.


    A diferença entre o magnetizador e o mago

    Embora reconheça o valor do magnetismo, Bardon afirma que o mago possui recursos ainda mais elevados.

    Segundo ele, o verdadeiro mago:

    • utiliza diretamente as leis universais;

    • atua sobre o órgão doente;

    • não depende da própria energia vital;

    • consegue tratar numerosos pacientes sem se enfraquecer.


    Tratamento das causas astrais

    Quando a doença tem origem no corpo astral, Bardon recomenda utilizar energia vital acumulada.

    Essa energia deve:

    • ser extraída diretamente do Universo;

    • ser impregnada com o desejo de cura;

    • ser conduzida ao corpo astral do paciente.

    O autor enfatiza que essa energia não deve passar pelo corpo do mago.

    Isso evita:

    • desgaste energético;

    • enfraquecimento pessoal;

    • mistura da energia do paciente com a do terapeuta.


    Tratamento das causas físicas

    Quando o problema está localizado em um órgão físico, Bardon recomenda trabalhar principalmente com:

    • fluido elétrico;

    • fluido magnético.

    A escolha depende da natureza da enfermidade e da polaridade do órgão afetado.


    Uso dos elementos na cura

    Se o paciente possuir boa vitalidade, o tratamento pode ser realizado utilizando diretamente os elementos correspondentes.

    Bardon oferece um exemplo:

    • febres elevadas podem ser tratadas através do elemento água.

    Segundo o autor, o próprio elemento gera automaticamente o fluido necessário ao processo de recuperação.


    Medidas auxiliares

    Além da atuação energética, Bardon recomenda que o tratamento seja acompanhado por medidas compatíveis com o elemento empregado.

    Entre elas:

    • alimentação adequada;

    • exercícios respiratórios;

    • ervas medicinais;

    • banhos.

    Essas práticas reforçariam a ação do elemento utilizado.


    Quando o paciente está muito debilitado

    Caso o organismo esteja fraco demais para produzir sozinho os fluidos necessários, Bardon afirma que o mago deverá carregá-los diretamente sobre o órgão enfermo.

    Nesse caso, o praticante fornece ao paciente a energia que ele já não consegue produzir adequadamente.


    A importância da polarização correta

    Bardon faz uma advertência importante.

    Segundo ele, cada órgão possui uma polaridade específica.

    Por isso:

    • órgãos ligados ao fluido magnético não devem receber fluido elétrico;

    • órgãos ligados ao fluido elétrico não devem receber fluido magnético.

    Aplicar o fluido inadequado poderia, segundo o autor, agravar o estado do paciente.

    O conhecimento da polaridade dos órgãos é considerado indispensável para qualquer tratamento com os fluidos eletromagnéticos.



    • que a verdadeira cura busca a origem da enfermidade;

    • a diferença entre doenças mentais, astrais e físicas;

    • as limitações da sugestão, hipnose e oração;

    • a distinção entre magnetizadores e magos;

    • como utilizar energia vital nos tratamentos astrais;

    • quando empregar os fluidos elétrico e magnético;

    • a importância dos elementos como auxiliares terapêuticos;

    • que a polarização correta dos órgãos deve ser respeitada durante todo o tratamento.

    Segundo Bardon, a cura mais eficaz ocorre quando o praticante identifica corretamente o plano da doença e aplica conscientemente a energia correspondente.

    Aplicação dos fluidos em órgãos de polaridade dupla

    Segundo Bardon, alguns órgãos não trabalham exclusivamente com um único fluido. Nesses casos, o tratamento exige a utilização sequencial dos dois fluidos — elétrico e magnético — respeitando cuidadosamente a polaridade natural de cada região.

    O sucesso do tratamento depende da aplicação do fluido correto na região correta.

    O autor destaca que a anatomia oculta não considera apenas o órgão como um todo, mas também a polaridade existente em suas diferentes partes.


    Exemplo: tratamento da cabeça

    Bardon utiliza a cabeça como exemplo de um órgão cuja polarização é dividida.

    Região

    Fluido correspondente

    Testa (parte frontal)

    Elétrico

    Lado esquerdo da cabeça

    Elétrico

    Cérebro (região interna principal)

    Elétrico

    Lado direito da cabeça

    Magnético

    Parte posterior (cerebelo)

    Magnético

    Segundo o autor, durante o tratamento o mago deve visualizar cada fluido ocupando apenas sua respectiva região, evitando misturar as polaridades.


    Uso da imposição das mãos

    Embora Bardon afirme que a imposição das mãos seja apenas um recurso auxiliar, ela pode facilitar o direcionamento correto dos fluidos.

    A correspondência apresentada é a seguinte:

    Mão

    Polaridade

    Direita

    Fluido elétrico

    Esquerda

    Fluido magnético

    Assim, no exemplo do tratamento da cabeça:

    • a mão direita atua sobre:

      • testa;

      • lado esquerdo;

      • região frontal.

    • a mão esquerda atua sobre:

      • lado direito;

      • parte posterior da cabeça.

    A posição das mãos acompanha exatamente a polarização energética do órgão tratado.


    O papel da imaginação

    Apesar da utilidade da imposição das mãos, Bardon afirma que ela não é indispensável.

    Segundo ele, um mago suficientemente desenvolvido trabalha apenas através da:

    • vontade;

    • imaginação;

    • direção consciente dos fluidos.

    Nesse estágio, o contato físico deixa de ser necessário.

    Um mago excepcionalmente bem instruído não precisa fazer massagens nem imposições de mãos; ele atua apenas com sua imaginação.


    Aplicação em órgãos pequenos

    O domínio dos fluidos deve tornar-se tão preciso que o praticante consiga direcioná-los para estruturas extremamente pequenas.

    Bardon utiliza o olho como exemplo.

    Estrutura

    Fluido

    Globo ocular

    Elétrico

    Parte central do olho

    Magnético

    Segundo o autor, esse controle extremamente refinado permitiria tratar:

    • diversas doenças oculares;

    • enfraquecimento da visão;

    • e, na ausência de lesões estruturais permanentes, até restaurar a visão.


    As regiões neutras do corpo

    Nem todas as partes do organismo possuem predominância claramente elétrica ou magnética.

    Essas regiões são chamadas por Bardon de partes neutras.

    Nelas, o praticante poderá utilizar:

    • o elemento correspondente àquela região corporal;

    • ou energia vital acumulada.

    O autor observa, entretanto, que a omissão dessas regiões normalmente não compromete gravemente o tratamento.

    Isso ocorre porque os fluidos irradiam suas influências para áreas vizinhas.


    Tratamento de doenças generalizadas

    Quando a enfermidade não está localizada em um único órgão, mas afeta sistemas inteiros do organismo, Bardon modifica completamente a estratégia terapêutica.

    Entre os exemplos citados estão:

    • doenças nervosas;

    • doenças do sangue;

    • enfermidades sistêmicas.

    Nesses casos, o tratamento ocorre sobre todo o corpo.


    Distribuição corporal dos fluidos

    Segundo Bardon, nas doenças generalizadas a polarização torna-se longitudinal.

    Região corporal

    Fluido

    Lado direito do corpo

    Elétrico

    Lado esquerdo do corpo

    Magnético

    O objetivo deixa de ser tratar apenas um órgão e passa a restaurar o equilíbrio energético global do organismo.


    Uso complementar dos elementos

    Após distribuir corretamente os fluidos, Bardon afirma que o mago ainda poderá introduzir os elementos correspondentes ao estado do paciente.

    Entretanto, ele faz uma advertência importante.

    Jamais se deve produzir um represamento excessivamente intenso de elementos em um organismo debilitado.

    Segundo o autor, um corpo muito enfraquecido não suportaria tamanha carga energética.

    Por isso, o tratamento deve sempre respeitar a capacidade de assimilação do paciente.


    A sequência ideal do tratamento

    Bardon organiza implicitamente um método completo de cura.

    A atuação deve ocorrer em três níveis sucessivos.

    Ordem

    Plano tratado

    Objetivo

    I

    Espírito

    Restaurar a harmonia mental

    II

    Alma

    Corrigir desequilíbrios astrais

    III

    Corpo físico

    Regenerar os órgãos e tecidos

    Essa sequência acompanha toda a estrutura do ser humano descrita ao longo da obra.

    Para Bardon, a cura completa acontece quando espírito, alma e corpo são harmonizados em sequência.


    Os limites da intervenção do mago

    Bardon afirma que, do ponto de vista técnico, um verdadeiro mago poderia tratar praticamente qualquer enfermidade.

    Entretanto, ele estabelece uma condição importante.

    O corpo precisa conservar sua estrutura básica.

    Segundo o autor:

    • enquanto o órgão existir;

    • e houver possibilidade de restauração;

    a cura permanece possível.


    A influência do karma

    Apesar da capacidade técnica do mago, Bardon afirma que nem toda doença pode ser removida.

    Segundo ele, algumas enfermidades possuem origem kármica.

    Nesses casos, a doença representa uma experiência necessária ao desenvolvimento espiritual da pessoa.

    Por isso, antes de qualquer intervenção, o mago consulta o Akasha.


    A leitura do Akasha

    Segundo Bardon, através do Akasha o mago procura responder perguntas como:

    • esta doença pode ser removida?

    • ela precisa apenas ser aliviada?

    • ela faz parte do aprendizado daquela pessoa?

    • a Providência permite a intervenção?

    Somente depois dessa verificação é que o tratamento deve ser realizado.


    Quando a cura é permitida

    Se a leitura do Akasha indicar que o mago foi chamado para atuar como instrumento da Providência, então ele poderá empregar todas as leis universais aprendidas ao longo do treinamento.

    Segundo Bardon, nesses casos podem ocorrer curas consideradas extraordinárias.

    Baseando-se nas leis universais, o verdadeiro mago poderá realizar verdadeiros milagres.


    Os milagres segundo Bardon

    O autor conclui explicando sua interpretação das chamadas curas milagrosas.

    Segundo ele, grandes iniciados da história não realizavam milagres no sentido sobrenatural.

    Eles apenas dominavam conscientemente:

    • as leis universais;

    • os elementos;

    • os fluidos elétrico e magnético;

    • o princípio do Akasha;

    • a força realizadora da palavra.

    Assim, aquilo que o observador comum chama de milagre seria apenas o emprego correto dessas leis superiores.

    3.2 O Carregamento Mágico de Talismãs, Amuletos e Pedras Preciosas

    Neste capítulo, Bardon explica a natureza dos talismãs, amuletos, pentáculos e pedras preciosas, diferenciando claramente o efeito psicológico da crença popular do verdadeiro carregamento mágico realizado por um iniciado. Segundo o autor, esses objetos não possuem poder próprio; eles funcionam como instrumentos capazes de armazenar e transmitir energias, quando corretamente preparados e carregados pelo mago.

    Para Bardon, o poder não reside no objeto em si, mas na energia e na intenção consciente que o mago nele deposita.


    A origem da crença nos talismãs

    Segundo Bardon, a utilização de objetos considerados portadores de proteção ou sorte acompanha a humanidade desde as civilizações mais antigas.

    Ele afirma que essa tradição teve origem no fetichismo, permanecendo viva ao longo da história sob diferentes formas.

    Entre os exemplos modernos citados estão:

    • anéis;

    • pingentes;

    • broches;

    • objetos de boa sorte;

    • pedras do signo.

    Mesmo com a evolução da sociedade, a crença nesses objetos permaneceu presente em diversas culturas.


    Por que essa tradição sobreviveu?

    Bardon argumenta que uma crença tão antiga dificilmente permaneceria viva durante milênios caso fosse completamente destituída de fundamento.

    Segundo ele:

    Se a ideia dos talismãs não contivesse uma certa verdade e talvez também algo de mágico, essa crença já teria desaparecido há muito tempo.

    Entretanto, essa "verdade" não corresponde exatamente ao que acredita o senso comum.


    O efeito psicológico dos talismãs comuns

    Antes de explicar a utilização mágica, Bardon apresenta a explicação psicológica do fenômeno.

    Segundo ele, quando uma pessoa deposita intensa confiança em determinado objeto, seu próprio subconsciente passa a trabalhar na direção daquela expectativa.

    Esse mecanismo produz uma forma de auto-sugestão.

    O processo funciona da seguinte maneira

    Confiança no objeto
    ↓
    Foco constante da atenção
    ↓
    Influência sobre o subconsciente
    ↓
    Fortalecimento psicológico
    ↓
    Maior segurança e confiança
    ↓
    Melhores resultados pessoais

    Assim, muitas pessoas obtêm resultados positivos não porque exista um poder objetivo no objeto, mas porque sua própria mente passa a atuar de maneira diferente.


    Por que os céticos normalmente não obtêm resultados?

    Segundo Bardon, uma pessoa completamente cética:

    • não concentra sua atenção no objeto;

    • não desperta a ação do subconsciente;

    • não estabelece qualquer ligação energética.

    Consequentemente, para ela o talismã permanece apenas um objeto comum.

    Isso explica, segundo o autor, por que muitos cientistas classificam esses objetos como mera superstição.


    A visão do verdadeiro mago

    Enquanto a maioria das pessoas utiliza um talismã apenas como apoio psicológico, o verdadeiro mago compreende as leis ocultas envolvidas.

    Ele não depende da fé do portador.

    O objeto passa a funcionar porque foi conscientemente carregado.

    O mago transforma o objeto em um verdadeiro acumulador de energia.


    O que é um Talismã?

    Segundo Bardon, o talismã é simplesmente uma ferramenta.

    Seu objetivo consiste em servir como ponto de ancoragem para uma determinada energia mágica.

    O autor afirma que praticamente qualquer objeto pode tornar-se um talismã.

    Entre os exemplos possíveis:

    • anéis;

    • medalhas;

    • pingentes;

    • broches;

    • moedas;

    • pequenas placas metálicas;

    • qualquer outro objeto adequado.

    O formato ou o valor financeiro do objeto têm pouca importância.


    A função do talismã

    O mago utiliza o talismã para armazenar:

    • energia;

    • vontade;

    • fluidos;

    • intenções;

    • programas mágicos.

    Depois do carregamento, o objeto passa a emitir continuamente essa influência.


    O material do objeto importa?

    Segundo Bardon:

    Não muito.

    Ele afirma que aspectos como:

    • beleza;

    • moda;

    • luxo;

    • valor comercial;

    • aparência;

    são completamente secundários.

    O verdadeiro valor encontra-se no carregamento mágico realizado sobre ele.


    Comparação entre crença popular e magia hermética

    Crença popular

    Magia segundo Bardon

    O objeto possui poder próprio.

    O objeto apenas armazena energia.

    Depende da sorte.

    Depende das leis universais.

    Depende da fé do usuário.

    Depende do carregamento realizado pelo mago.

    Atua de forma misteriosa.

    Atua segundo princípios energéticos definidos.


    O Pentáculo

    Bardon diferencia claramente o pentáculo do simples talismã.

    Embora ambos possam ter aparência semelhante, suas funções são diferentes.

    Segundo ele:

    O pentáculo é um talismã especializado.


    Finalidade do pentáculo

    Enquanto o talismã pode receber praticamente qualquer programação, o pentáculo é construído para uma finalidade específica.

    Sua elaboração segue rigorosamente:

    • leis da analogia;

    • símbolos correspondentes;

    • energias específicas;

    • inteligências determinadas.


    Quando utilizar um pentáculo?

    Segundo Bardon, principalmente para:

    • contato com inteligências superiores;

    • contato com gênios;

    • contato com entidades;

    • operações evocativas;

    • trabalhos especializados.

    Por isso o pentáculo exige muito mais precisão em sua construção.


    O Amuleto

    O terceiro objeto descrito é o amuleto.

    Sua natureza é diferente da do talismã.

    Segundo Bardon, normalmente o amuleto contém:

    • nomes divinos;

    • versículos sagrados;

    • mantras;

    • inscrições religiosas;

    • fórmulas de proteção.

    Esses elementos costumam ser escritos em:

    • pergaminho;

    • papel especial;

    • outros suportes adequados.


    Outros objetos considerados amuletos

    Bardon amplia bastante esse conceito.

    Também pertencem à categoria dos amuletos:

    • plantas mágicas (como a mandrágora);

    • condensadores fluídicos sólidos;

    • condensadores fluídicos líquidos;

    • papéis embebidos em condensadores;

    • pedras magnéticas naturais;

    • pequenos ímãs;

    • ferraduras magnetizadas.

    O elemento comum entre todos eles é sua utilização como suporte para determinadas influências mágicas.


    Comparação entre Talismã, Pentáculo e Amuleto

    Objeto

    Finalidade principal

    Característica

    Talismã

    Armazenar uma energia ou intenção

    Ferramenta universal do mago

    Pentáculo

    Operações específicas segundo as leis da analogia

    Construído para um objetivo determinado

    Amuleto

    Proteção, devoção ou influência religiosa

    Contém nomes divinos, símbolos ou substâncias especiais


    Além disso, Bardon introduz uma distinção importante entre talismã, pentáculo e amuleto, conceitos frequentemente tratados como sinônimos em outras tradições, mas que, em seu sistema, possuem funções claramente diferentes.


    Segundo Bardon, um objeto só se torna verdadeiramente mágico quando deixa de ser apenas um símbolo de crença e passa a atuar como um condensador consciente das energias dirigidas pelo mago.

    As pedras preciosas como condensadores fluídicos

    Após diferenciar talismãs, pentáculos e amuletos, Bardon aborda outro instrumento muito utilizado ao longo da história: as pedras preciosas e semipreciosas.

    Segundo o autor, essas pedras possuem uma característica importante:

    São excelentes condensadores fluídicos naturais.

    Isso significa que conseguem absorver, armazenar e conservar energias mágicas com grande eficiência.

    Por essa razão, há séculos são utilizadas para diversas finalidades.

    Entre elas:

    • proteção;

    • sucesso;

    • sorte;

    • fortalecimento pessoal;

    • auxílio em tratamentos.


    A visão da astrologia

    Segundo Bardon, a tradição astrológica atribui propriedades específicas a cada pedra.

    Essa correspondência leva em consideração principalmente:

    • a dureza da pedra;

    • sua composição química;

    • sua cor;

    • sua relação simbólica com determinados planetas e signos.

    Assim surgiu o costume de recomendar uma pedra específica para cada signo do zodíaco.

    Exemplo do pensamento astrológico

    Planeta
          ↓
    Signo
          ↓
    Pedra correspondente
          ↓
    Proteção ou fortalecimento

    A posição de Bardon sobre as pedras astrológicas

    Bardon faz uma distinção importante entre a tradição astrológica e a prática hermética.

    Segundo ele, as pedras relacionadas aos signos realmente apresentam certas afinidades naturais.

    Entretanto, esse efeito é bastante limitado.

    O verdadeiro mago sabe que as pedras astrológicas têm um efeito mínimo.

    Além disso, Bardon afirma que essas influências praticamente desaparecem quando a pessoa não acredita nelas.


    O verdadeiro valor das pedras

    Para Bardon, o principal valor de uma pedra preciosa não está em sua correspondência astrológica.

    Seu verdadeiro potencial encontra-se na capacidade de funcionar como um excelente condensador fluídico.

    Ou seja:


    • ela absorve energia;


    • conserva energia;


    • irradia energia posteriormente.

    É justamente essa característica que interessa ao mago.


    A liberdade do mago

    Enquanto o astrólogo procura descobrir qual pedra corresponde ao signo da pessoa, o mago trabalha de maneira diferente.

    Segundo Bardon:


    • qualquer pedra pode ser utilizada;


    • mesmo pedras consideradas "desfavoráveis";


    • desde que sejam corretamente carregadas.

    O carregamento mágico é muito mais importante do que a correspondência astrológica da pedra.


    Comparação entre a visão astrológica e a visão hermética

    Astrologia tradicional

    Hermetismo de Bardon

    Cada signo possui sua pedra.

    Qualquer pedra pode ser utilizada.

    O efeito depende da correspondência planetária.

    O efeito depende principalmente do carregamento mágico.

    A crença possui grande importância.

    A vontade e a energia do mago são determinantes.

    A pedra possui afinidade natural.

    A afinidade existe, mas pode ser superada pelo carregamento consciente.


    O papel do mago

    Segundo Bardon, embora seja possível considerar as correspondências astrológicas durante a escolha da pedra, isso não é obrigatório.

    O verdadeiro operador domina as energias a tal ponto que consegue:


    • carregar qualquer pedra;


    • direcionar sua finalidade;


    • fazê-la produzir exatamente o efeito desejado.

    Independentemente da crença do portador.


    Os dez métodos de carregamento mágico

    Após explicar os diversos suportes mágicos, Bardon apresenta uma classificação bastante importante.

    Segundo ele, existem dez formas fundamentais de carregar um talismã, pentáculo, amuleto ou pedra preciosa.

    Esses métodos servem como base para praticamente todas as operações descritas posteriormente.


    Tabela dos dez métodos

    Método

    Forma de carregamento

    Finalidade geral

    1

    Pela vontade e imaginação

    Programação direta do objeto.

    2

    Pela energia vital acumulada

    Armazenamento de força vital com um objetivo específico.

    3

    Pelo encantamento de seres

    Utilização de elementares, elementais ou outras entidades para produzir determinado efeito.

    4

    Por rituais

    Carregamento através de cerimônias mágicas individuais ou tradicionais.

    5

    Por fórmulas mágicas

    Uso de mantras, tantras, nomes sagrados ou fórmulas específicas.

    6

    Pelo represamento dos elementos

    Carregamento com fogo, ar, água ou terra.

    7

    Pelos fluidos elétrico ou magnético

    Utilização direta das polaridades universais.

    8

    Pela luz acumulada

    Carregamento com energia luminosa condensada.

    9

    Pela esfera eletromagnética (Volt)

    Utilização conjunta dos fluidos elétrico e magnético em forma esférica.

    10

    Pela operação mágico-sexual

    Carregamento realizado através da energia sexual dirigida conscientemente.


    Uma classificação progressiva

    Observando a sequência apresentada por Bardon, percebe-se uma evolução técnica.

    Os métodos começam pelas operações mais simples e vão tornando-se progressivamente mais sofisticados.

    Podemos agrupá-los da seguinte forma:

    Métodos mentais


    • vontade;


    • imaginação;


    • fórmulas.

    Métodos energéticos


    • energia vital;


    • elementos;


    • fluidos;


    • luz.

    Métodos operativos


    • rituais;


    • evocação de seres;


    • esfera eletromagnética;


    • operação mágico-sexual.

    Essa organização mostra como Bardon integra todas as técnicas ensinadas ao longo da obra em diferentes formas de carregar um mesmo objeto.


    A criatividade do mago

    Bardon afirma que os dez métodos apresentados não esgotam todas as possibilidades.

    Segundo ele:

    Cada uma dessas possibilidades possui inúmeras variações.

    O autor considera impossível descrever todas as combinações existentes.

    Por isso, espera que, após dominar os princípios, o próprio mago desenvolva seus métodos pessoais.


    O papel da intuição

    Um ponto importante deste capítulo é que Bardon atribui grande valor à intuição do praticante.

    Segundo ele, um mago verdadeiramente desenvolvido não depende apenas de receitas prontas.

    Compreendendo as leis universais, ele consegue:


    • adaptar métodos;


    • combinar técnicas;


    • criar novas formas de carregamento;


    • escolher o procedimento mais adequado para cada finalidade.

    3.2.1 Carregamento pela Simples Vontade em Conexão com a Imaginação

    Este é o primeiro método de carregamento mágico apresentado por Bardon e também o mais simples. Apesar da simplicidade, ele afirma que, quando realizado por um mago treinado, pode produzir efeitos extremamente eficientes.

    O princípio desse método é bastante claro:

    A vontade determina o objetivo, e a imaginação fixa esse objetivo no objeto escolhido.

    O talismã funciona apenas como um suporte permanente para aquela programação mental.


    O carregamento consiste em "programar" esse objeto para irradiar continuamente um efeito específico.

    A força dessa programação dependerá principalmente de três fatores:

    • vontade;

    • imaginação;

    • convicção absoluta.

    Quanto maior o domínio dessas três capacidades, maior será o efeito produzido.


    Etapa 1 — A desfluidificação

    Antes de qualquer carregamento, Bardon afirma que praticamente todo objeto precisa ser limpo energeticamente.

    Ele chama esse processo de:

    Desfluidificação.

    Segundo Bardon, qualquer objeto utilizado por pessoas absorve impressões fluídicas.

    Essas impressões podem permanecer durante anos.

    Por exemplo:

    • emoções;

    • pensamentos;

    • desejos;

    • influências de antigos proprietários;

    • vibrações do ambiente.

    Se o objeto não for limpo, essas influências poderão interferir no novo carregamento.


    Como Bardon manda fazer

    O procedimento é extremamente simples.

    Materiais

    • um copo;

    • água fria.


    Processo

    1. Coloque o objeto dentro da água.

    2. Concentre-se durante alguns minutos.

    3. Imagine que a água dissolve completamente todas as influências existentes.

    4. Tenha absoluta certeza de que toda influência antiga desapareceu.

    5. Retire.

    6. Seque completamente.


    Por que utilizar justamente a água?

    Dentro da filosofia hermética, a água possui características específicas.

    Ela representa:

    • limpeza;

    • dissolução;

    • absorção;

    • neutralização.

    Por isso Bardon considera a água o melhor meio para remover antigas impregnações.


    Exemplo

    Imagine um anel comprado em um antiquário.

    Ele já passou pelas mãos de várias pessoas.

    Segundo Bardon, cada proprietário deixou pequenas impressões fluídicas.

    Antes de utilizá-lo como talismã, essas influências devem ser completamente removidas.


    Um talismã pode ser carregado para:

    • coragem;

    • concentração;

    • proteção;

    • confiança;

    • equilíbrio emocional;

    • memória;

    • sucesso profissional;

    • paz interior.


    Um anel pode ser programado para:

    "Enquanto eu utilizar este anel, minha concentração permanece firme."

    Já outro poderia ser:

    "Qualquer pessoa que portar este pingente permanecerá calma."


    Exceção

    Bardon faz apenas uma ressalva.

    Não é necessário realizar esse processo nos:

    • amuletos escritos em papel;

    • pergaminhos.

    Isso porque normalmente esses já são confeccionados especificamente para uma única finalidade.


    Etapa 2 — Escolha do objetivo

    Depois da limpeza vem o carregamento propriamente dito.

    O primeiro passo consiste em definir claramente:

    Qual será a função do talismã?

    Não basta desejar algo de maneira vaga.

    É preciso haver uma finalidade objetiva.


    Bardon faz uma advertência importante

    Nunca coloque vários objetivos diferentes no mesmo talismã.

    Segundo ele:

    Um único desejo produz um carregamento muito mais forte.


    Por quê?

    Imagine tentar programar um objeto para:

    • proteção;

    • riqueza;

    • saúde;

    • inteligência;

    • amor;

    • sucesso.

    Segundo Bardon, essas várias programações competem entre si.

    Já um único objetivo concentra toda a energia.


    Comparação

    Imagine pintar uma parede.

    Uma única camada cobre parcialmente.

    Cinco camadas tornam a pintura muito mais resistente.

    O carregamento funciona da mesma forma.


    Imagine carregar lentamente uma bateria.

    Cada pequena carga parece insignificante.

    Mas, após centenas de cargas, a bateria fica completamente abastecida.

    O ritual funciona da mesma maneira.


    Errado

    Talismã para:

    • dinheiro;

    • amor;

    • saúde;

    • proteção;

    • estudos;

    • espiritualidade.

    Energia dividida.


    Correto

    Talismã apenas para:

    Coragem.

    Toda a força fica direcionada para uma única finalidade.


    Etapa 3 — Imaginação

    Depois da definição do objetivo entra o principal instrumento do método.

    A imaginação.

    Aqui Bardon utiliza exatamente o mesmo princípio desenvolvido desde os primeiros graus.

    Você deve imaginar que:

    O desejo já está completamente realizado.

    Não se imagina algo que acontecerá.

    Imagina-se algo que já existe.


    Isso é muito importante

    Bardon insiste várias vezes em toda a obra:

    Nunca utilizar linguagem futura.


    Errado:

    "Esse talismã irá me proteger."

    Correto:

    "Este talismã me protege."


    Errado:

    "Ele trará coragem."

    Correto:

    "Ele irradia coragem."


    Essa utilização do presente reforça a impressão produzida sobre a própria consciência.


    Etapa 4 — A vontade

    A imaginação cria a forma.

    A vontade fixa essa forma.

    É ela que "prende" o desejo ao objeto.

    Durante o carregamento o mago mantém uma decisão absolutamente firme.

    Não existe dúvida.

    Não existe hesitação.

    Não existe expectativa.

    Existe apenas certeza.


    Etapa 5 — Determinar a duração

    Outro ponto extremamente interessante.

    Bardon diz que o carregamento precisa receber instruções precisas.

    O operador deve decidir:

    Quanto tempo ele funcionará?

    Pode ser:

    • alguns dias;

    • algumas semanas;

    • alguns meses;

    • permanentemente.


    Também pode determinar:

    Para quem ele funciona?

    Por exemplo:

    Somente para mim.

    Ou:

    Para qualquer pessoa que o utilizar.


    Etapa 6 — Repetição

    Bardon recomenda repetir várias vezes o carregamento.

    Cada repetição fortalece a influência.

    É como adicionar sucessivas camadas de energia.


    Etapa 7 — Programação automática

    Aqui aparece um conceito muito interessante.

    O mago não apenas coloca energia.

    Ele também programa o comportamento dessa energia.

    Segundo Bardon deve-se ordenar mentalmente:

    "Mesmo quando eu não estiver pensando neste talismã, ele continuará funcionando."

    Ou ainda:

    "Sua influência aumenta continuamente."

    Isso transforma o objeto em uma espécie de irradiador permanente.


    Resumo do processo

    Etapa

    Objetivo

    1

    Desfluidificar o objeto com água.

    2

    Definir um único objetivo.

    3

    Imaginar esse objetivo como já realizado.

    4

    Fixá-lo pela vontade.

    5

    Determinar duração e destinatário.

    6

    Repetir o carregamento diversas vezes.

    7

    Programar funcionamento contínuo.


    Exemplo completo

    Suponha que um estudante deseje criar um talismã para concentração.

    Ele poderia proceder assim:

    1. Limpa energeticamente um pequeno pingente com água.

    2. Seca o objeto.

    3. Segura-o nas mãos.

    4. Concentra-se profundamente.

    5. Imagina-se estudando totalmente concentrado.

    6. Afirma interiormente:

    "Este talismã mantém minha mente concentrada sempre que estudo."

    1. Repete essa concentração diversas vezes.

    2. Determina:

    "Sua influência permanece ativa enquanto eu utilizar este pingente."

    Segundo Bardon, o objeto passa então a irradiar continuamente essa programação.



    3.2.2 Carregamento através do Represamento da Energia Vital com a Impregnação do Desejo

    Este segundo método amplia o anterior.

    No primeiro método, o objeto era carregado apenas pela vontade e pela imaginação.

    Agora Bardon acrescenta um novo componente:

    A energia vital acumulada.

    Em vez de apenas programar mentalmente o talismã, o mago também o "abastece" com uma reserva de energia, que servirá como combustível para a manifestação do desejo.


    1. Energia vital (prana) — a força que alimentará o efeito.
      Um desejo específico — a programação que orientará essa energia.
      É como carregar uma bateria (energia vital) e instalar nela um software (o desejo).

      Etapa 1 — Desfluidificação

      Antes de tudo, repete-se exatamente o procedimento do método anterior:

      • mergulhar o objeto em água fria;

      • concentrar-se para remover todas as influências anteriores;

      • secar completamente.

      Esse passo garante que o talismã esteja "vazio", pronto para receber uma nova carga.


      Etapa 2 — Acumular energia vital

      Se o talismã será usado pelo próprio mago, Bardon orienta a utilizar o exercício aprendido no Grau III:

      • acumular energia vital no próprio corpo;

      • expandi-la intensamente até sentir o corpo completamente carregado.

      Essa energia servirá de fonte para o carregamento.


      Etapa 3 — Transferir a energia ao talismã

      Com o corpo carregado, o mago conduz a energia ao objeto.

      Segundo Bardon, isso é feito pela mão direita, considerada a mão emissora nesse contexto.

      Durante a transferência, deve-se imaginar que:

      • o talismã absorve toda a energia;

      • funciona como um recipiente ou uma esponja;

      • armazena essa energia em seu interior.


      A imagem sugerida por Bardon

      O objeto deve ser visualizado como um recipiente que suga toda a energia vital disponível.

      Quanto mais intensa a imaginação, mais eficaz o carregamento.


      Etapa 4 — A luz branca

      Bardon acrescenta um detalhe visual importante.

      À medida que a energia é comprimida dentro do talismã, ela deve ser imaginada como:

      uma luz branca intensa, semelhante a um pequeno sol.

      Essa luz simboliza a energia vital altamente condensada.


      Etapa 5 — Inserir o desejo

      Enquanto a energia vital é acumulada e transferida, o desejo já deve estar presente.

      Assim, a energia não fica "neutra": ela recebe uma direção.

      Por exemplo:

      • coragem;

      • equilíbrio;

      • proteção;

      • serenidade.

      A energia torna-se um veículo desse objetivo.


      Etapa 6 — Determinar duração

      Como no método anterior, Bardon recomenda definir claramente:

      • quanto tempo o carregamento permanecerá ativo;

      • para quem ele atuará;

      • quando começará a agir.

      Sempre utilizando a forma verbal no presente, como se o efeito já estivesse em funcionamento.


      Uma advertência importante

      Bardon insiste novamente:

      Não programe vários desejos no mesmo talismã.

      Um único objetivo concentra toda a energia.

      Misturar intenções diferentes enfraquece o carregamento.


      Escolher objetivos possíveis

      Outro conselho do autor é evitar pedidos fantasiosos ou impossíveis.

      O carregamento deve permanecer dentro do que Bardon chama de "âmbito do possível".

      Isso preserva a coerência da operação e fortalece a convicção do operador.


      Como verificar a intensidade do carregamento?

      Bardon menciona que a força do carregamento pode ser medida com um:

      pêndulo sidérico.

      No texto, ele apenas cita essa possibilidade; não explica seu funcionamento neste capítulo.


      Carregando um talismã para outra pessoa

      Há uma diferença importante em relação ao uso pessoal.

      Se o talismã será destinado a outra pessoa, Bardon recomenda não utilizar a própria energia vital.

      Em vez disso:

      • extrai-se a energia diretamente do Universo;

      • conduz-se essa energia ao objeto pela imaginação.

      O restante do procedimento permanece igual.

      Segundo Bardon, isso evita que o operador:

      • enfraqueça sua própria vitalidade;

      • transfira aspectos pessoais ao talismã.


      Comparação entre os dois primeiros métodos

      Aspecto

      Método I

      Método II

      Fonte da ação

      Vontade e imaginação

      Energia vital + vontade + imaginação

      Há transferência de energia?

      Não explicitamente

      Sim

      Objeto funciona como reservatório?

      Indiretamente

      Sim, de forma explícita

      Visualização principal

      Desejo realizado

      Luz branca condensada + desejo

      Uso para terceiros

      Sim

      Sim, usando energia universal


      Exemplo prático

      Imagine um terapeuta hermético que deseja preparar um pingente para transmitir serenidade a um paciente.

      Segundo Bardon, ele poderia:

      1. Desfluidificar o pingente com água.

      2. Acumular energia vital (ou, se for para outra pessoa, extraí-la diretamente do Universo).

      3. Conduzir essa energia ao objeto.

      4. Visualizar o pingente irradiando uma luz branca intensa.

      5. Impregnar essa luz com a ideia de serenidade.

      6. Determinar: "Este pingente irradia serenidade continuamente ao seu portador."

      7. Repetir o processo diversas vezes para intensificar o carregamento.


    3.2.3 Carregamento através do Encantamento de Elementais, Elementares ou Outros Seres que Produzirão o Efeito Desejado

    Este é um dos métodos mais avançados descritos por Bardon para o carregamento de talismãs. Enquanto os dois primeiros métodos utilizavam apenas a vontade, a imaginação e a energia vital do próprio mago, aqui surge um novo elemento:

    A utilização de uma inteligência criada ou invocada para executar continuamente uma determinada tarefa.

    Em outras palavras, o talismã deixa de ser apenas um objeto carregado de energia e passa a funcionar como um "suporte" ou "morada" de uma força inteligente, encarregada de produzir o efeito desejado.


    • o objeto irradiava uma energia programada.

    Neste método:

    • uma entidade ou forma inteligente é ligada ao objeto e passa a executar continuamente uma determinada função.
      É uma enorme diferença.

      Método I

      Objeto → vontade → efeito.


      Método II

      Objeto → energia vital → vontade → efeito.


      Método III

      Objeto → entidade inteligente → execução contínua do objetivo.


      Quem pode ser encantado?

      Bardon cita três possibilidades.

      Tipo

      Origem

      Elementais

      Criados pelo pensamento

      Elementares

      Criados com maior densidade energética

      Outros seres

      Entidades de diversos planos

      Cada um possui aplicações diferentes.


      1. Elementais

      Os elementais já haviam sido ensinados nos graus anteriores.

      Segundo Bardon, eles são:

      Formas mentais conscientes, criadas pelo próprio mago.

      Eles existem principalmente no plano mental.


      Função

      São mais indicados para:

      • inspiração;

      • memória;

      • estudo;

      • concentração;

      • criatividade;

      • ideias;

      • influência mental.


      São utilizados quando o objetivo exige efeitos mais concretos.

      Por exemplo:

      • proteção;

      • influência emocional;

      • auxílio em determinadas tarefas;

      • fortalecimento de determinadas qualidades.


      2. Elementares

      Os elementares são mais complexos.

      São construções energéticas mais densas.

      Segundo Bardon, eles conseguem atuar também sobre:

      • plano astral;

      • plano físico.


      3. Outros seres

      Bardon amplia ainda mais a possibilidade.

      Ele afirma que também podem ser ligados ao talismã:

      • inteligências;

      • entidades;

      • seres de outros planos.

      Naturalmente, ele pressupõe que o mago já possua capacidade de estabelecer contato consciente com esses seres.


      Como o encantamento é realizado?

      Bardon diz que basta estabelecer previamente um meio de ativação.

      Esse meio pode ser:

      • uma palavra;

      • um gesto;

      • um ritual.


      Exemplo conceitual

      Imagine que um mago cria um elemental destinado à proteção.

      Depois ele determina:

      Sempre que eu disser determinada palavra, esse elemental despertará sua atividade.

      Ou:

      Sempre que eu tocar este anel.

      Ou:

      Sempre que eu fizer determinado gesto.

      O talismã passa então a servir como um "gatilho" para a atuação daquela inteligência.


      Imagine que um mago deseja um talismã para aumentar sua capacidade de concentração.

      Segundo o modelo apresentado por Bardon, ele poderia:

      1. Criar um elemental voltado exclusivamente para essa finalidade.

      2. Ligá-lo a um anel.

      3. Estabelecer que, ao colocar o anel, o elemental entre automaticamente em atividade.

      4. Enquanto o anel estiver sendo utilizado, o elemental continuará exercendo sua função.

      Nesse exemplo, o efeito não depende apenas da energia acumulada no objeto, mas da atuação contínua da inteligência ligada a ele.



    3.2.4 Carregamento através de Rituais Individuais ou Tradicionais

    Este quarto método é bastante diferente dos anteriores. Aqui, o foco não está na intensidade momentânea da vontade ou da imaginação, mas na repetição disciplinada de um mesmo ritual, até que ele crie uma espécie de "programação permanente" no Akasha.

    Segundo Bardon, cada repetição fortalece um depósito de força que ele chama de Volt mágico. Quando esse depósito atinge determinada intensidade, basta repetir o gesto ou ritual para que o efeito seja produzido automaticamente, sem necessidade de grande concentração.


    A repetição constante de um mesmo ritual cria uma bateria energética no Akasha.

    Depois de suficientemente fortalecida, essa bateria responde automaticamente ao ritual.


    Suponha que um mago deseje um talismã voltado para proteção.

    Ele poderia:

    1. Escolher um gesto específico.

    2. Sempre que realizar esse gesto sobre o talismã, concentrar-se na ideia de proteção.

    3. Repetir esse procedimento diariamente durante longo tempo.

    4. Segundo Bardon, após o fortalecimento do Volt no Akasha, bastaria repetir o gesto para que a influência protetora fosse automaticamente reativada, sem necessidade de grande esforço mental.


    3.2.5 Carregamento através de Fórmulas Mágicas, Mantras, Tantras, etc.

    Bardon considera este um dos métodos mais elevados de carregamento mágico. Diferentemente dos métodos anteriores — que dependem principalmente da vontade, imaginação, energia vital, elementos ou fluidos — aqui o mago passa a trabalhar diretamente com leis universais expressas através da palavra, do som e da vibração.

    Ele deixa claro que apenas introduz o assunto neste livro. A explicação completa seria apresentada posteriormente em suas obras sobre Evocação Mágica e Cabala Prática.


    A palavra, gesto ou ritual

    Bardon deixa claro que:

    O comando é escolhido pelo próprio mago.

    Não existe uma palavra universal.

    O importante é estabelecer uma associação firme entre:

    • comando;

    • entidade;

    • efeito.


    O papel do talismã

    Nesse método, o objeto deixa de ser apenas um acumulador de energia.

    Ele passa a funcionar como:

    • ponto de ligação;

    • âncora;

    • residência temporária;

    • foco operacional.

    É através dele que a entidade reconhece quando deve agir.


    Quando utilizar elementais?

    Bardon responde diretamente.

    Tipo de trabalho

    Instrumento recomendado

    Plano mental

    Elementais

    Plano astral

    Elementares

    Plano físico

    Elementares


    Outros seres

    Bardon comenta rapidamente que também é possível utilizar entidades independentes.

    Para isso o mago deverá estabelecer contato por um dos meios já estudados.

    Ele cita três possibilidades:

    • relacionamento passivo;

    • espelho mágico;

    • estado de transe.

    Esses assuntos serão desenvolvidos posteriormente em sua obra sobre Evocação Mágica.


    Ele apenas afirma que:

    quem já domina essas técnicas saberá naturalmente como proceder.

    Ou seja, este capítulo pressupõe que o estudante já tenha adquirido essas capacidades anteriormente ou venha a desenvolvê-las em estudos posteriores.


    Resumo do Método III

    Etapa

    Objetivo

    Criar ou estabelecer contato com um ser

    Produzir um agente inteligente

    Ligá-lo ao talismã

    Fazer do objeto um ponto de atuação

    Determinar uma palavra, gesto ou ritual

    Criar o comando de ativação

    Definir sua função

    Especificar exatamente o trabalho que deverá realizar


    Comparação com os métodos anteriores

    Método

    Fonte principal da eficácia

    I

    Vontade + imaginação

    II

    Energia vital + vontade

    III

    Entidade ligada ao objeto

    IV

    Repetição ritualística acumulando um Volt no Akasha


    O que é um ritual?

    No contexto de Bardon, ritual não significa necessariamente uma cerimônia longa.

    Pode ser algo muito simples, como:

    • um gesto específico;

    • um sinal desenhado no ar;

    • um movimento da mão;

    • uma sequência fixa de ações.

    O importante é que seja sempre exatamente igual.


    Como o carregamento é realizado?

    O procedimento descrito por Bardon segue esta sequência:

    1. Escolher um ritual

    Pode ser:

    • um gesto;

    • um símbolo;

    • um movimento.

    Esse ritual será exclusivo para aquela finalidade.


    2. Executá-lo sobre o talismã

    Enquanto realiza o gesto, o mago concentra-se no efeito desejado.

    Por exemplo:

    • proteção;

    • coragem;

    • inspiração;

    • equilíbrio.


    3. Repetir muitas vezes

    Aqui está o ponto essencial.

    Não basta realizar uma única vez.

    É necessário repetir:

    • várias vezes por dia;

    • durante muitos dias.

    Cada repetição fortalece o Volt mágico.


    O que é o Volt mágico?

    Bardon utiliza a palavra Volt como analogia a uma bateria elétrica.

    A ideia é que cada repetição acrescente uma nova carga energética ao Akasha.

    Com o tempo, forma-se um reservatório extremamente poderoso.


    O resultado

    Depois que o Volt estiver suficientemente forte:

    não será mais necessário concentrar-se intensamente.

    Basta:

    • executar o gesto;

    • realizar o ritual;

    • tocar o talismã da maneira estabelecida.

    Segundo Bardon, o efeito ocorrerá automaticamente.


    O número 462

    Bardon faz uma observação interessante.

    Segundo ele:

    Um cabalista pode fortalecer esse Volt durante 462 dias.

    Esse número é apresentado como um número cabalístico tradicional. No texto, Bardon não explica sua origem nem seu significado matemático; apenas afirma que essa quantidade de repetições estabelece uma bateria extremamente estável no Akasha.


    Paciência

    Bardon observa que esse método é muito comum entre magos orientais.

    Por quê?

    Porque exige enorme perseverança.

    É um trabalho lento.

    Os europeus, segundo ele, normalmente preferem outros métodos, por obterem resultados mais rapidamente.


    Rituais tradicionais

    Além dos rituais criados pelo próprio mago, Bardon menciona outra categoria.

    São os:

    rituais tradicionais.

    Esses pertencem a:

    • ordens iniciáticas;

    • lojas maçônicas;

    • sociedades secretas;

    • escolas orientais;

    • conventos.

    Segundo Bardon, eles foram transmitidos durante gerações.


    Por que seriam tão fortes?

    Na visão apresentada pelo autor:

    Cada geração repete exatamente o mesmo ritual.

    Cada praticante acrescenta nova energia ao mesmo Volt.

    Assim, quando um novo iniciado recebe aquele ritual, ele também passa a ter acesso ao reservatório energético construído ao longo de muitos anos.


    A iniciação

    Bardon cita um termo oriental:

    Ankhur ou Abhisheka.

    Segundo o texto, esse processo consiste em:

    • transmitir o ritual ao discípulo;

    • estabelecer sua ligação com o Volt já existente.

    Assim, o discípulo não começa do zero: ele se conecta a uma "bateria" já formada pela tradição.


    Ele afirma que:

    • esses rituais são protegidos por juramentos;

    • não devem ser obtidos indevidamente;

    • tentar apropriar-se deles sem autorização poderia trazer consequências, inclusive reações mágicas por parte de seus detentores.

    Essa é uma afirmação do próprio Bardon dentro da estrutura de sua obra.


    Resumo do Método IV

    Etapa

    Objetivo

    Escolher um ritual ou gesto

    Criar uma chave de ativação

    Repeti-lo sobre o talismã

    Acumular energia no Akasha

    Manter a prática por longo período

    Formar um Volt mágico

    Executar o ritual futuramente

    Ativar automaticamente o efeito


    I. Conceito Geral

    Segundo Bardon, a palavra não é apenas um meio de comunicação.

    Ela é um instrumento de criação e direção de forças.

    Quando pronunciada corretamente — e pelo operador devidamente preparado — ela pode colocar determinadas energias em movimento.

    Por isso esse método exige:

    • grande conhecimento;

    • preparação espiritual;

    • domínio das leis universais.

    Não basta repetir palavras mecanicamente.

    O poder não está na palavra isoladamente, mas:

    • na consciência;

    • na vibração;

    • na sintonia;

    • no conhecimento do operador.


    Este método marca uma evolução em relação ao carregamento pela energia vital.

    Em vez de impregnar o talismã com a força vital universal, o mago o impregna com um elemento específico.

    Segundo Bardon:

    "Ao invés da energia vital, usa-se o elemento desejado."

    Isso significa que o objeto passa a irradiar continuamente a qualidade daquele elemento.


    Bardon considera este um dos carregamentos mais fortes descritos até esse ponto da obra.

    Aqui o talismã deixa de ser impregnado apenas com energia vital ou com um elemento e passa a receber diretamente um dos dois grandes fluidos universais estudados no Grau VIII:

    • fluido elétrico ;
      fluido magnético .
      Como esses fluidos representam polaridades fundamentais da natureza, o efeito produzido tende a ser mais específico e intenso.

      Bardon afirma:

      "Para os efeitos espirituais mais sutis [...] devemos realizar preferencialmente o carregamento de um talismã com energia luminosa represada."

      Isso significa que esse método não é voltado, prioritariamente, para objetivos materiais, mas para qualidades internas do espírito.

      Enquanto um talismã carregado com fluido magnético pode favorecer a atração de determinadas circunstâncias, um carregado com energia luminosa procura despertar capacidades superiores do próprio indivíduo.


      Bardon escreve:

      "Esse tipo de carregamento chama-se Voltização; é a mais forte imitação do princípio do Akasha."

      Essa afirmação é extremamente significativa.

      Ao longo do livro, o Akasha foi apresentado como o princípio primordial do qual procedem:

      • os elementos;

      • os fluidos;

      • toda a manifestação do universo.

      Ao construir um Volt, o mago procura reproduzir, em pequena escala, essa organização primordial.


      Bardon inicia afirmando:

      "Existe mais um tipo de carregamento sobre o qual farei aqui só um breve comentário."

      Logo no início ele deixa claro que:

      • o método existe;

      • ele é válido dentro da ciência hermética;

      • porém sua descrição prática será omitida.

      Isso demonstra que, para Bardon, o conhecimento técnico não deve ser separado da maturidade moral.


      II. Por que Bardon considera este um dos métodos mais poderosos?

      Nos métodos anteriores, o mago utilizava energias que já dominava.

      Por exemplo:

      • energia vital;

      • elementos;

      • fluidos elétricos;

      • fluidos magnéticos.

      Neste método ocorre algo diferente.

      O mago utiliza forças cósmicas já existentes, despertando-as através da vibração correta.

      Em outras palavras:

      Métodos anteriores

      Método das fórmulas

      O mago fornece energia.

      O mago desperta uma força universal.

      Atua principalmente pela vontade.

      Atua pela vibração correta.

      Exige domínio energético.

      Exige domínio energético e cabalístico.


      III. Primeiro tipo: Fórmulas Mágicas

      Bardon explica:

      "O primeiro tipo de carregamento é feito através da repetição de uma fórmula mágica, pela qual um ser convocado para esse fim produz o efeito desejado."

      Aqui aparece um conceito novo.

      O talismã não recebe apenas energia.

      Ele passa a ser ligado a um ser específico, que executará determinada função.

      Ou seja:

      Mago
      ↓
      Fórmula mágica
      ↓
      Convocação do ser
      ↓
      Ser aceita a tarefa
      ↓
      Talismã torna-se o ponto de ligação
      ↓
      O ser produz continuamente o efeito desejado

      Nesse caso, a energia não permanece apenas armazenada.

      Existe uma inteligência responsável por mantê-la ativa.


      IV. Como funciona esse carregamento

      Segundo o texto, o processo ocorre assim:

      1. O mago domina a evocação.

      2. Convoca determinado ser.

      3. Através de uma fórmula adequada estabelece ligação.

      4. O ser aceita determinada função.

      5. O talismã torna-se o ponto de contato.

      6. Sempre que necessário, o ser produz o efeito programado.


      V. Exemplo conceitual

      Exemplo hipotético baseado exclusivamente no princípio explicado por Bardon:

      O mago deseja um talismã destinado à proteção.

      Ele:

      • evoca um ser compatível com essa finalidade;

      • utiliza a fórmula correspondente;

      • liga esse ser ao talismã.

      Resultado:

      Sempre que o talismã for utilizado, o ser executará continuamente sua função protetora.

      Observe que Bardon não fornece nenhuma fórmula neste livro. Ele apenas explica o princípio.


      VI. Carregamento através de Mantras

      Bardon escreve:

      "O carregamento através de mantras ocorre quando uma frase sagrada usada para a veneração de uma divindade (Japa-Yoga) é transferida a um talismã."

      Aqui muda completamente o mecanismo.

      Não existe evocação de um ser.

      O carregamento acontece pela repetição contínua de uma frase sagrada.


      Como funciona

      Frase sagrada
      ↓
      Repetição contínua
      ↓
      Concentração
      ↓
      Transferência ao talismã
      ↓
      Materialização da característica divina

      VII. O que significa "materializar a característica da divindade"

      Esse é um dos trechos mais importantes.

      Segundo Bardon, o mantra não transfere a própria divindade.

      O que se transfere é uma de suas características.

      Por exemplo:

      Divindade

      Característica materializada

      Sabedoria

      Sabedoria

      Proteção

      Proteção

      Pureza

      Pureza

      Força

      Força

      Compaixão

      Compaixão

      Assim, o talismã passa a irradiar aquela qualidade específica.


      VIII. Japa-Yoga

      Bardon menciona especificamente o termo Japa-Yoga.

      Dentro do contexto apresentado, trata-se da repetição constante de uma frase sagrada.

      A repetição possui duas funções:

      • manter a concentração;

      • impregnar progressivamente o talismã.

      Quanto maior a repetição, maior tende a ser o carregamento.


      IX. Por que o mantra funciona?

      Segundo Bardon:

      • cada palavra possui vibração;

      • a repetição fortalece essa vibração;

      • a vibração fixa-se no objeto;

      • o objeto passa a irradiá-la continuamente.


      X. Carregamento através de Tantras

      Bardon resume esse método em uma única frase extremamente densa:

      "Um carregamento por tantras nada mais é do que uma magia de palavras corretamente utilizada."

      Essa definição merece ser aprofundada.


      O que diferencia o Tantra do Mantra

      No mantra:

      • repete-se uma frase sagrada.

      No tantra:

      a palavra torna-se apenas um dos elementos.

      Também entram:

      • letras;

      • sons;

      • ritmo;

      • cor;

      • condições cósmicas.

      Tudo deve funcionar em conjunto.


      XI. Estrutura apresentada por Bardon

      Segundo o texto:

      Palavras
      +
      Letras
      +
      Ritmo
      +
      Som
      +
      Cor
      +
      Condições cósmicas
      ↓
      Forças cósmicas entram em ação
      ↓
      Talismã é carregado

      XII. O que são as "condições cósmicas"

      Bardon apenas menciona o termo.

      Neste livro ele não explica quais são essas condições.

      Apenas informa que determinadas forças cósmicas podem ser ativadas quando todos esses fatores são corretamente combinados.

      Portanto, qualquer detalhamento adicional ultrapassaria o conteúdo fornecido por este texto.


      XIII. Comparação dos três métodos

      Método

      Fonte do poder

      Como atua

      Fórmula mágica

      Ser convocado

      O ser executa a tarefa ligada ao talismã.

      Mantra

      Característica da divindade

      A repetição materializa uma qualidade divina no objeto.

      Tantra

      Forças cósmicas

      A combinação correta de palavras, sons, letras, ritmos, cores e condições cósmicas coloca determinadas forças em ação.


      XIV. Ideia central do capítulo

      Os três métodos representam um avanço em relação aos carregamentos anteriores.

      O foco deixa de ser apenas a energia manipulada diretamente pelo mago e passa a envolver princípios vibratórios superiores.

      Cada um atua por um mecanismo diferente:

      • Fórmulas mágicas: estabelecem um vínculo funcional com um ser que executa o efeito desejado.
        Mantras: impregnaram o objeto com uma qualidade divina por meio da repetição de uma frase sagrada.
        Tantras: utilizam uma combinação precisa de vibrações — palavras, sons, letras, ritmos, cores e condições cósmicas — para mobilizar forças universais.
        Bardon ressalta que esses métodos exigem preparação muito superior à dos anteriores e, por isso, limita-se aqui a apresentar apenas seus princípios fundamentais, deixando sua explicação prática para obras posteriores.

    3.2.6 Carregamento através do Represamento de Elementos

    II. Objetivo do método

    Cada elemento possui propriedades próprias.

    Ao escolher determinado elemento, o mago define também o tipo de influência que o talismã exercerá.

    O processo consiste em:

    Escolha do efeito desejado
    ↓
    Escolha do elemento correspondente
    ↓
    Represamento do elemento
    ↓
    Transferência ao talismã
    ↓
    Irradiação contínua desse elemento

    III. Procedimento

    Bardon afirma que o procedimento é exatamente igual ao utilizado no carregamento pela energia vital.

    A única diferença é a natureza da energia empregada.

    Assim, o processo segue estes passos:

    1. Escolher o elemento correspondente ao efeito desejado.

    2. Realizar o represamento desse elemento.

    3. Transferi-lo ao talismã.

    4. Determinar o efeito e sua duração.


    IV. Diferença em relação ao método II

    Método II

    Método VI

    Utiliza energia vital.

    Utiliza um elemento específico.

    Irradiação vital geral.

    Irradiação elemental especializada.


    V. Carregamento para uso próprio

    Quando o talismã será utilizado pelo próprio mago, Bardon determina:

    "O represamento do elemento deverá ser feito através do próprio corpo."

    Nesse caso, o corpo funciona como intermediário entre o Universo e o talismã.

    Fluxo:

    Universo
    ↓
    Corpo do mago
    ↓
    Elemento represado
    ↓
    Talismã

    VI. Carregamento para outra pessoa

    Se o objeto for destinado a outra pessoa, Bardon altera o procedimento.

    O elemento não deve passar pelo corpo do mago.

    Fluxo:

    Universo
    ↓
    Elemento
    ↓
    Talismã

    Assim evita-se misturar a própria constituição elemental com a do destinatário.


    VII. Blindagem pelo elemento oposto

    Este é um dos pontos mais interessantes do texto.

    Bardon escreve:

    "Se não conseguirmos dominar um elemento, devemos usar o elemento oposto para uma blindagem."

    O princípio é o equilíbrio entre forças contrárias.

    Tabela de correspondências:

    Elemento predominante

    Elemento oposto utilizado para blindagem

    Fogo

    Água

    Água

    Fogo

    Ar

    Terra

    Terra

    Ar

    A ideia apresentada é utilizar o elemento oposto para neutralizar ou conter uma influência excessiva.


    VIII. Possibilidades

    Bardon encerra afirmando que:

    "Podem ser produzidos muitos outros efeitos por meio dos elementos."

    Ele não enumera esses efeitos neste capítulo.

    Apenas afirma que:

    • existem inúmeras combinações;

    • o mago experiente desenvolverá suas próprias aplicações por meio da intuição e do domínio das leis elementares.


    IX. Resumo

    Aspecto

    Descrição

    Energia utilizada

    Um dos quatro elementos.

    Procedimento

    Igual ao carregamento por energia vital, substituindo apenas a energia utilizada.

    Uso próprio

    O elemento passa pelo corpo do mago antes de ser projetado no talismã.

    Uso para terceiros

    O elemento é projetado diretamente do Universo para o talismã.

    Aplicação especial

    Blindagem por meio do elemento oposto quando necessário.


    3.2.7 Carregamento através dos Fluidos Elétrico ou Magnético

    Aspecto

    Descrição

    Energia utilizada

    Energia luminosa condensada

    Finalidade principal

    Desenvolvimento espiritual e faculdades superiores

    Aparência imaginativa

    Pequeno sol extremamente brilhante

    Uso próprio

    A energia passa pelo corpo do mago

    Uso para terceiros

    A energia é extraída diretamente do Universo


    3.2.9 Carregamento por meio de uma Esfera Eletromagnética (Volt)

    Este é, segundo Bardon, o mais elevado método de carregamento apresentado até este ponto da obra.

    Ele não trabalha apenas com energia vital, elementos ou luz.

    Aqui o mago cria uma estrutura composta simultaneamente pelos dois fluidos universais, organizada segundo a própria estrutura da criação.

    É por isso que Bardon chama esse método de Voltização.


    II. Escolha do fluido

    A escolha depende inteiramente da finalidade do talismã.

    Finalidade

    Fluido indicado

    Proteger

    Elétrico

    Defender

    Elétrico

    Irradiar

    Elétrico

    Ativar

    Elétrico

    Atrair simpatia

    Magnético

    Atrair felicidade

    Magnético

    Atrair sucesso

    Magnético

    Percebe-se um padrão:

    • fluido elétrico → ação, emissão, defesa e ativação;
      fluido magnético → atração, recepção e agregação.

      III. Relação com os exercícios anteriores

      Este método só é possível porque, no Grau VIII, o estudante aprendeu a dominar:

      • o fluido elétrico;

      • o fluido magnético;

      • o fluido eletromagnético.

      Agora esse domínio é aplicado ao carregamento de objetos.


      IV. Procedimento

      O processo é semelhante ao carregamento por energia vital e ao carregamento pelos elementos.

      Entretanto, há uma diferença essencial:

      o fluido não é acumulado no corpo inteiro.

      Ele é acumulado apenas na metade correspondente.


      V. Polaridade corporal

      Segundo Bardon:

      Fluido

      Região do corpo

      Mão utilizada

      Elétrico

      Metade direita

      Mão direita

      Magnético

      Metade esquerda

      Mão esquerda

      Isso segue a anatomia oculta apresentada anteriormente na obra.


      VI. Fluxo do carregamento

      Fluido elétrico

      Universo
      ↓
      Metade direita do corpo
      ↓
      Mão direita
      ↓
      Talismã

      Fluido magnético


      Universo

      Metade esquerda do corpo

      Mão esquerda

      Talismã


      VII. Diferença em relação ao carregamento pelos elementos

      Elementos

      Fluidos

      Atua pelas qualidades elementares.

      Atua pelas polaridades universais.

      Trabalha com fogo, ar, água ou terra.

      Trabalha diretamente com emissão ou atração.

      Produz efeitos conforme o elemento escolhido.

      Produz efeitos conforme a polaridade elétrica ou magnética.


      VIII. Ideia central

      Neste método, o talismã torna-se um irradiador permanente de uma polaridade universal.

      Se carregado com o fluido elétrico, tenderá a expressar funções ligadas à emissão, proteção, defesa ou ativação.

      Se carregado com o fluido magnético, tenderá a favorecer funções relacionadas à atração, receptividade e agregação.

      Bardon mantém o mesmo princípio dos carregamentos anteriores: a eficácia depende do domínio prático adquirido pelo mago, sendo indispensável conhecer e controlar conscientemente os fluidos antes de aplicá-los em um talismã.

    3.2.8 Carregamento por meio do Represamento de Energia Luminosa

    Este é um dos métodos mais elevados descritos por Bardon até este ponto da obra. Enquanto os carregamentos anteriores utilizavam energia vital, elementos ou fluidos universais, aqui o objeto é impregnado com a energia luminosa, que representa uma força mais sutil e mais próxima dos planos superiores da consciência.

    Diferentemente do fluido elétrico ou magnético, cuja finalidade é atuar sobre polaridades específicas, a energia luminosa é destinada principalmente ao desenvolvimento espiritual, à elevação da consciência e ao despertar das faculdades superiores.


    II. Finalidade da Energia Luminosa

    Segundo o texto, esse carregamento é especialmente indicado para:

    Finalidade

    Objetivo

    Desencadeamento de forças ocultas

    Favorecer o despertar de capacidades latentes.

    Intuição

    Tornar mais clara a percepção interior.

    Inspiração

    Favorecer ideias elevadas e compreensão espiritual.

    Observe que Bardon limita-se a esses exemplos. Ele não afirma que a energia luminosa substitui os outros métodos, mas que ela é particularmente adequada para objetivos ligados ao desenvolvimento interior.


    III. Diferença em relação aos métodos anteriores

    Até agora, os carregamentos podiam ser resumidos da seguinte forma:

    Método

    Energia utilizada

    Campo predominante

    Energia vital

    Vitalidade universal

    Fortalecimento geral

    Elementos

    Fogo, Ar, Água ou Terra

    Qualidades elementares

    Fluidos

    Elétrico ou Magnético

    Polaridade universal

    Energia luminosa

    Luz condensada

    Desenvolvimento espiritual

    A energia luminosa ocupa um nível mais sutil dentro da sequência apresentada por Bardon.


    IV. Como é realizado o carregamento

    Bardon afirma que o procedimento é exatamente o mesmo utilizado no carregamento pela energia vital.

    Portanto, devem ser observadas as mesmas etapas:

    1. Represamento da energia luminosa.

    2. Impregnação do desejo.

    3. Determinação do tempo de duração.

    4. Encerramento do carregamento.

    A única diferença é que, agora, a energia utilizada é a luz.


    V. A aparência da energia

    Bardon faz uma observação importante:

    "A luz comprimida no talismã assemelha-se a um sol."

    E acrescenta:

    "Deverá brilhar mais do que a luz do sol comum."

    Essa descrição possui um valor prático para a imaginação.

    O estudante não deve visualizar uma pequena luz fraca.

    Deve imaginar algo semelhante a um sol extremamente intenso, condensado no interior do objeto.

    Esquematicamente:

    Energia luminosa
    ↓
    Compressão
    ↓
    Forma de um pequeno sol
    ↓
    Brilho extremamente intenso
    ↓
    Talismã

    VI. Uso pessoal

    Quando o talismã será utilizado pelo próprio mago, Bardon determina que a energia luminosa seja conduzida através do próprio corpo.

    Fluxo:

    Universo
    ↓
    Corpo do mago
    ↓
    Energia luminosa
    ↓
    Talismã

    O corpo funciona como intermediário entre a fonte universal e o objeto.


    VII. Uso para outra pessoa

    Se o talismã for destinado a outra pessoa, Bardon altera novamente o procedimento.

    Nesse caso:

    • a energia luminosa não deve passar pelo corpo do operador;

    • deve ser extraída diretamente do Universo.

    Fluxo:

    Universo
    ↓
    Energia luminosa
    ↓
    Talismã

    Esse princípio já havia sido apresentado em outros carregamentos, preservando a neutralidade energética do mago em relação ao destinatário.


    VIII. Observações finais de Bardon

    O autor encerra esse método dizendo:

    "No mais, devemos observar as regras gerais já descritas."

    Ou seja, continuam válidos todos os princípios apresentados anteriormente:

    • determinação clara do objetivo;

    • definição da duração do efeito;

    • concentração firme;

    • ausência de dúvidas;

    • carregamento realizado conscientemente.

    A única mudança é a natureza da energia empregada.


    II. Finalidade do Volt

    Segundo Bardon, um Volt pode ser utilizado para:

    Finalidade

    Objetivo

    Atenuar influências kármicas

    Reduzir ou suavizar determinados efeitos do karma.

    Proteção contra influências de outras esferas

    Defesa contra influências externas.

    Direcionar o próprio destino

    Atuar sobre o curso da própria vida segundo a vontade do mago.

    É importante notar que Bardon restringe fortemente esse método.


    III. Quem pode utilizar esse carregamento?

    O autor afirma claramente:

    "Só um mago que anseia pelo objetivo mais elevado [...] pode usar esse tipo de carregamento."

    Segundo o texto, o motivo é simples:

    interferir numa estrutura que imita o Akasha implica uma responsabilidade muito maior do que nos métodos anteriores.


    IV. O fundamento teórico

    Bardon relembra um princípio já apresentado anteriormente.

    Tudo foi criado através de:

    • dois fluidos;

    • quatro elementos.

    Ele passa então a explicar a estrutura desses fluidos.


    Estrutura dos fluidos

    Centro
    │
    │
    Fluido Elétrico
    │
    │
    Limite do elétrico
    ══════════════════════
    Início do Magnético
    │
    │
    Fluido Magnético
    │
    │
    Periferia

    Segundo Bardon:

    • o fluido elétrico ocupa o centro;

    • o fluido magnético envolve esse centro.

    Essa disposição deve ser reproduzida exatamente no Volt.


    V. Como construir o Volt

    O procedimento ocorre em duas etapas.


    Primeira etapa — Fluido Elétrico

    O mago:

    • concentra o fluido elétrico na metade direita do corpo;

    • conduz esse fluido pela mão direita;

    • projeta-o através do dedo indicador.

    Esse fluido deve formar:

    "uma forte faísca elétrica"

    Essa faísca representa o núcleo do Volt.


    Aparência imaginativa

    Bardon determina que essa faísca seja visualizada como:

    "uma luz vermelha incandescente."

    Esquematicamente:

    Centro do Volt
    
    🔴
    
    Faísca elétrica

    Bardon determina que o fluido magnético seja imaginado:

    • azul;

    • envolvendo totalmente o núcleo elétrico.

    Esquema:

    🔵🔵🔵🔵🔵
    🔵 🔵
    🔵 🔴 🔵
    🔵 🔵
    🔵🔵🔵🔵🔵

    Centro:

    • fluido elétrico (vermelho).

    Periferia:

    • fluido magnético (azul).


    VI. Segunda etapa — Fluido Magnético

    Depois disso:

    o fluido magnético é concentrado na metade esquerda do corpo.

    Ele é conduzido:

    • pela mão esquerda;

    • através do dedo indicador.

    Sua função é envolver completamente a esfera elétrica.


    VII. Formação completa do Volt

    Fluxograma:

    Fluido elétrico
    ↓
    Faísca vermelha
    ↓
    Centro
    
    +
    
    Fluido magnético
    ↓
    Esfera azul
    ↓
    Envolve completamente o núcleo
    
    ↓
    
    Volt completo

    VIII. Impregnação do desejo

    Somente após formar completamente essa estrutura é que Bardon orienta:

    • impregnar o Volt com o desejo;

    • determinar o efeito.

    A sequência correta é:

    Construção do Volt
    ↓
    Impregnação
    ↓
    Determinação do efeito
    ↓
    Conclusão

    IX. Reforço posterior

    Bardon faz uma observação interessante.

    Caso seja necessário reforçar o Volt:

    não é preciso reconstruir toda a estrutura.

    Basta aumentar a intensidade do fluido magnético externo.

    Segundo ele:

    "o fluido elétrico que se encontra em seu interior será reforçado automaticamente."

    Ou seja:

    Aumenta o Magnético
    ↓
    O Elétrico responde automaticamente
    ↓
    Volt fortalecido

    X. O efeito sobre o karma

    Este é um dos trechos mais profundos do capítulo.

    Bardon afirma:

    "Um Volt desse tipo tem um efeito mágico tão forte que poderá modificar o karma."

    Segundo o próprio texto:

    o mago que domina plenamente essa operação deixa de estar submetido ao karma comum.

    Bardon acrescenta:

    "Acima dele só existirá a Providência Divina."

    O autor não explica detalhadamente como essa modificação ocorre; limita-se a apresentar essa consequência como uma característica do Volt.


    XI. Volt para outra pessoa

    O procedimento permanece praticamente igual.

    A diferença é apenas a origem dos fluidos.

    Em vez de utilizar os próprios fluidos acumulados no corpo, o mago deve extraí-los diretamente do Universo.

    Fluxo:

    Universo
    ↓
    Fluido elétrico
    ↓
    Centro
    
    +
    
    Universo
    ↓
    Fluido magnético
    ↓
    Envolve o núcleo
    
    ↓
    
    Volt

    XII. Advertência de Bardon

    O autor recomenda extrema cautela.

    Segundo ele, esse carregamento para terceiros deve ser realizado somente em último caso.

    Além disso, o mago deve verificar se a pessoa:

    Condição

    Exigência segundo Bardon

    Possui ideais elevados

    Sim

    É sincera em seu desenvolvimento

    Sim

    Sofre principalmente por influência kármica

    Sim

    Bardon afirma que a clarividência e a intuição do mago são os meios adequados para avaliar essas condições antes de realizar tal operação.


    XIII. Exemplo citado pelo autor

    Bardon conclui observando que, se um Volt for encantado em uma pequena ferradura magnética, envolvendo-a completamente com a esfera eletromagnética, seu efeito será tão intenso que, segundo suas palavras, "até mesmo o Tomé mais incrédulo se convencerá do seu efeito fortíssimo".

    Essa observação serve para enfatizar a potência que ele atribui a esse método de carregamento.


    XIV. Comparação entre os métodos VIII e IX

    Aspecto

    Energia Luminosa

    Volt Eletromagnético

    Energia utilizada

    Luz condensada

    Fluidos elétrico e magnético combinados

    Finalidade principal

    Desenvolvimento espiritual, intuição e inspiração

    Proteção, atuação sobre influências kármicas e direção do destino

    Estrutura

    Um "sol" de luz condensada

    Núcleo elétrico envolvido por esfera magnética

    Complexidade

    Elevada

    A mais elevada apresentada até este ponto da obra

    Requisito principal

    Domínio da energia luminosa

    Domínio completo dos fluidos elétrico e magnético e elevado desenvolvimento espiritual

    3.2.10 Carregamento através de uma Operação Mágico-Sexual

    Este é o último método de carregamento apresentado por Franz Bardon no Grau IX. Diferentemente dos anteriores, o autor trata este assunto com extrema reserva. Ele afirma explicitamente que não descreverá a prática em detalhes, limitando-se a explicar apenas o seu fundamento teórico.

    Esse cuidado faz parte do próprio texto: Bardon considera este um dos temas mais delicados da magia prática e afirma que sua utilização exige elevado desenvolvimento moral e espiritual.


    II. Por que Bardon não explica a prática?

    O próprio texto responde essa questão.

    Segundo Bardon, existem dois motivos principais.

    Primeiro motivo

    O estudante verdadeiramente evoluído:

    • acabará compreendendo sozinho o princípio;

    • provavelmente nem precisará utilizá-lo.

    Ou seja, esse método deixa de ser necessário quando o mago domina plenamente os demais carregamentos.


    Segundo motivo

    A energia envolvida é extremamente poderosa.

    Nas palavras do autor:

    "Nas mãos de uma pessoa amoral essas práticas poderiam provocar mais danos do que benefícios."

    Portanto, a limitação não decorre de dificuldade técnica, mas da responsabilidade envolvida.


    III. O fundamento da Magia Sexual segundo Bardon

    Bardon resume todo o princípio em uma única ideia:

    "Uma operação mágico-sexual realizada com um objetivo qualquer é um ato sagrado."

    Essa afirmação merece atenção.

    Segundo o texto, esse tipo de operação não é compreendido como um ato comum, mas como uma representação simbólica do próprio ato criador universal.


    IV. A Lei Universal utilizada

    Bardon escreve:

    "Tudo o que existe no Universo foi criado a partir do ato do amor."

    Segundo ele, toda a magia sexual repousa sobre essa lei.

    Esquematicamente:

    Amor Criador Universal
    ↓
    Origem da criação
    ↓
    Princípio utilizado
    na magia sexual

    Portanto, a operação procura reproduzir, simbolicamente, o mesmo princípio criador presente na origem da manifestação universal.


    V. A necessidade de uma parceira consciente

    Bardon afirma que essa prática:

    "deve naturalmente trabalhar com uma parceira consciente."

    Além disso, ele recomenda que essa parceira seja:

    • preferencialmente;

    • também instruída na magia.

    Isso significa que ambos devem compreender plenamente o trabalho realizado.

    Não se trata de uma operação unilateral.


    VI. Os princípios ativo e passivo

    Como em toda a obra, Bardon utiliza a polaridade universal.

    Ele atribui:

    Participante

    Princípio representado

    Homem (mago)

    Ativo / Criador

    Mulher (maga)

    Passivo / Gerador

    Esses dois princípios constituem uma manifestação da dualidade universal.


    VII. A inversão das polaridades

    Este é um dos pontos mais importantes do texto.

    Bardon afirma que, antes da operação, ocorre uma inversão específica da polarização dos participantes.

    Segundo o próprio texto:

    Homem

    Região

    Polaridade

    Cabeça

    Magnética

    Genitais

    Elétrica

    Mulher

    Região

    Polaridade

    Cabeça

    Magnética

    Genitais

    Elétrica

    O trecho fornecido apresenta essa descrição exatamente dessa forma. Como o próprio texto utiliza essa formulação, é ela que deve ser preservada aqui.


    VIII. Formação de uma energia de dupla polarização

    Bardon afirma:

    "Na ligação entre os dois surgirá uma energia muito forte."

    Ele a define como:

    "energia de dupla polarização."

    Ou seja:

    Princípio Ativo
    +
    Princípio Passivo
    ↓
    Dupla polarização
    ↓
    Grande concentração de energia

    Essa energia é então utilizada para o carregamento do talismã.


    IX. O verdadeiro objetivo da operação

    Bardon faz uma distinção extremamente importante.

    Ele escreve:

    "Nesse ato de amor não se gera uma nova vida, mas sim o efeito desejado."

    Isso significa que, dentro da estrutura apresentada pelo autor, toda a energia da operação é direcionada para um objetivo mágico previamente determinado.


    X. O Magneto Quadripolar

    Aqui Bardon retoma um dos conceitos fundamentais de toda sua obra.

    Ele afirma:

    "Entram em ação o magneto quadripolar."

    Em seguida identifica esse magneto com:

    JOD VAU HE

    Segundo a estrutura apresentada por Bardon, esse magneto corresponde à atuação simultânea das quatro polaridades fundamentais da criação.

    Esquematicamente:

    Superior
    ↓
    Inferior
    
    +
    
    Ativo
    ↓
    Passivo
    
    ↓
    
    Magneto Quadripolar
    (JOD VAU HE)

    Esse princípio representa, segundo o autor, a união das polaridades que tornam possível o ato criador.


    XI. O "Mistério Maior"

    Bardon define essa operação como:

    "o mistério maior do amor, da criação."

    Essa expressão indica que, para ele, trata-se da manifestação mais elevada do princípio criador dentro da magia prática.


    XII. O risco da degradação

    Após apresentar esse princípio elevado, Bardon faz uma advertência.

    Ele escreve:

    "Esse ato de criação [...] poderia facilmente cair para o amor carnal."

    Segundo o autor, quando isso acontece, a operação perde seu caráter sagrado.

    Na perspectiva do texto, deixa de representar um ato criador consciente e passa a ser apenas uma manifestação dos impulsos naturais.


    XIII. A referência simbólica a Adão e Eva

    Bardon utiliza então uma interpretação simbólica da narrativa bíblica.

    Ele afirma:

    "Seu maior simbolismo é apresentado na cena bíblica da expulsão de Adão e Eva do Paraíso."

    Segundo a interpretação apresentada pelo autor, essa passagem representa a degradação de um princípio originalmente sagrado quando reduzido ao plano exclusivamente material.

    Essa é uma leitura simbólica própria da tradição hermética exposta por Bardon.


    XIV. O domínio das vibrações

    O texto afirma que o mago que pretenda utilizar esse método deve:

    "dominar as vibrações superiores e inferiores."

    Somente então poderá transferir corretamente essa energia ao talismã.

    Ou seja:

    Vibrações Superiores
    +
    Vibrações Inferiores
    ↓
    Domínio consciente
    ↓
    Transferência ao talismã

    XV. A advertência final

    Bardon conclui afirmando que aquele que transformar essa operação em simples satisfação do prazer:

    "sofrerá as mesmas perdas que Adão e Eva."

    Segundo o próprio texto, isso significa perder a possibilidade de usufruir plenamente das potencialidades espirituais representadas simbolicamente pelo "Paraíso".

    Novamente, trata-se da interpretação simbólica apresentada por Bardon, e não de uma afirmação histórica ou teológica.


    XVI. O silêncio do autor

    O capítulo termina com uma frase muito significativa:

    "O mago intuitivo entenderá facilmente a dimensão desse simbolismo e achará justo o meu silêncio sobre esse mistério tão profundo."

    Essa conclusão sintetiza toda a postura do autor.

    Segundo Bardon:

    • o princípio foi revelado;

    • a prática deliberadamente não foi descrita;

    • somente quem atingir determinado grau de desenvolvimento compreenderá plenamente sua aplicação.


    XVII. Comparação entre todos os métodos de carregamento apresentados

    Método

    Energia utilizada

    Objetivo principal

    I

    Vontade e imaginação

    Impregnação direta do talismã

    II

    Energia vital

    Irradiação vital contínua

    III

    Elementais, elementares ou seres

    Execução do efeito por uma inteligência vinculada

    IV

    Ritual

    Acúmulo progressivo de força por repetição

    V

    Fórmulas, mantras e tantras

    Ativação de forças vibratórias superiores

    VI

    Elementos

    Irradiação de qualidades elementares específicas

    VII

    Fluidos elétrico e magnético

    Polarização ativa ou atrativa

    VIII

    Energia luminosa

    Desenvolvimento espiritual, inspiração e intuição

    IX

    Volt eletromagnético

    Estrutura eletromagnética que, segundo Bardon, imita o princípio do Akasha

    X

    Operação mágico-sexual

    Direcionamento da energia criadora para um efeito mágico específico, fundamentado simbolicamente no princípio universal da criação


    XVIII. Ideia central do capítulo

    Na sequência lógica apresentada por Bardon, este décimo método representa o ponto culminante dos carregamentos mágicos descritos até o Grau IX. Enquanto os métodos anteriores trabalham com vontade, energia vital, elementos, fluidos ou luz, aqui o fundamento passa a ser a energia criadora simbolizada pelo ato do amor, compreendido como um princípio sagrado e não como um fim em si mesmo.

    O autor insiste que esse procedimento exige elevado desenvolvimento ético e espiritual, razão pela qual opta por expor apenas seu fundamento teórico. Para Bardon, compreender o princípio é mais importante do que conhecer uma técnica, e somente um mago amadurecido estaria apto a lidar corretamente com esse "mistério maior" sem desvirtuar seu significado.

    3.3 A Realização de Desejos através de Esferas Eletromagnéticas no Akasha, a assim chamada "Voltização"

    Este capítulo representa um dos pontos culminantes de Iniciação ao Hermetismo. Se, no tópico anterior (3.2.1 IX), Bardon ensinou a construir um Volt para carregar um talismã, agora ele amplia esse mesmo princípio para um nível muito maior: a criação de uma esfera eletromagnética independente, destinada a atuar diretamente no Akasha.

    Enquanto o Volt aplicado ao talismã permanece ligado a um objeto físico, a Voltização descrita aqui cria um acumulador mágico autônomo, cuja ação é projetada diretamente na causa primordial dos acontecimentos.


    I. Conceito Geral

    Bardon inicia afirmando:

    "Já descrevi a produção de um Volt através do fluido eletromagnético, no item sobre o carregamento de talismãs."

    Ou seja, este capítulo não apresenta um princípio novo, mas uma ampliação daquele já estudado.

    A diferença fundamental está na escala da operação.

    Volt aplicado ao talismã

    Voltização no Akasha

    Atua através de um objeto físico.

    Atua diretamente no Akasha.

    Esfera pequena envolvendo um talismã.

    Esfera eletromagnética de grandes proporções.

    Objetivo localizado.

    Objetivo projetado diretamente na origem dos acontecimentos.


    II. O que é a Voltização?

    Segundo o texto, a Voltização consiste na criação de uma grande esfera eletromagnética composta pelos dois fluidos universais.

    Essa esfera funciona como um poderoso acumulador mágico.

    Sua finalidade é transportar um desejo ao Akasha.

    Esquematicamente:

    Fluido Elétrico
    +
    Fluido Magnético
    ↓
    Grande Esfera Eletromagnética
    ↓
    Impregnação do desejo
    ↓
    Projeção ao Akasha

    III. Primeira etapa: Formação do núcleo elétrico

    O procedimento começa exatamente como no Volt anterior.

    Bardon determina:

    • represar fortemente o fluido elétrico;

    • acumulá-lo na metade direita do corpo.

    A diferença aparece na projeção.

    Agora ela não é feita pelo dedo indicador.

    Ela ocorre:

    "pela superfície interna da mão direita."

    Isso demonstra que a quantidade de energia é muito maior.


    Formação da esfera

    O fluido elétrico projetado forma:

    • uma esfera;

    • livre no espaço;

    • vermelha;

    • extremamente brilhante.

    Visualização:

    🔴
    
    Esfera elétrica

    IV. O fortalecimento da esfera elétrica

    Bardon não cria a esfera de uma só vez.

    Ele determina sucessivos carregamentos.

    Cada novo represamento aumenta sua intensidade.

    Fluxo:

    Represamento
    ↓
    Projeção
    ↓
    Esfera maior
    
    ↓
    
    Novo represamento
    ↓
    Nova projeção
    ↓
    Maior intensidade

    Esse processo continua até atingir aproximadamente:

    um metro de diâmetro.


    V. Formação do envoltório magnético

    Depois do núcleo elétrico estar completo, inicia-se a segunda fase.

    O mago:

    • represe o fluido magnético;

    • projeta-o pela superfície interna da mão esquerda.

    Diferentemente do elétrico, o magnético não forma um novo núcleo.

    Sua função é envolver completamente a esfera elétrica.


    Construção por camadas

    Bardon utiliza uma expressão muito interessante:

    "preenchendo a esfera elétrica camada a camada."

    Isso significa que o fluido magnético não é lançado de uma única vez.

    Ele vai sendo acumulado progressivamente.

    Esquematicamente:

    Camada 1
    ██████████
    
    Camada 2
    ██████████████
    
    Camada 3
    ██████████████████

    Cada nova camada torna a estrutura:

    • maior;

    • mais compacta;

    • mais estável.


    VI. Estrutura final do Volt

    Ao final da operação, Bardon descreve a seguinte organização:

    🔵🔵🔵🔵🔵🔵🔵🔵
    
    🔵 🔵
    
    🔵 🔴 🔵
    
    🔵 🔵
    
    🔵🔵🔵🔵🔵🔵🔵🔵

    Centro:

    • fluido elétrico.

    Periferia:

    • fluido magnético.


    VII. Dimensões da esfera

    Bardon fornece medidas aproximadas.

    Parte

    Diâmetro

    Núcleo elétrico

    Cerca de 1 metro

    Esfera completa

    Cerca de 2 metros

    Esses valores demonstram que a esfera magnética envolve completamente o núcleo elétrico.


    VIII. Volt para outra pessoa

    Caso o objetivo seja beneficiar outra pessoa, Bardon mantém o mesmo princípio explicado anteriormente.

    Os fluidos:

    • não devem ser retirados do corpo do operador;

    • devem ser extraídos diretamente do Universo.

    Fluxo:

    Universo
    ↓
    Fluido elétrico
    
    +
    
    Universo
    ↓
    Fluido magnético
    
    ↓
    
    Volt

    IX. A impregnação do desejo

    Somente depois que toda a estrutura estiver pronta é que ocorre a impregnação.

    Bardon enfatiza três requisitos:

    Requisito

    Finalidade

    Imaginação intensa

    Formar claramente o objetivo.

    Fé inquebrantável

    Sustentar a operação sem dúvida.

    Vontade firme

    Fixar completamente o desejo.

    Esses três fatores atuam simultaneamente.


    X. Criação do objetivo

    Bardon afirma:

    "Através da imaginação ele deverá criar o objetivo do seu Volt."

    Aqui aparece novamente um princípio constante em toda a obra.

    O desejo não pode permanecer abstrato.

    Ele deve possuir:

    • forma;

    • definição;

    • clareza.

    Quanto mais perfeitamente concebido, mais completa será sua impregnação.


    XI. Entrada no Akasha

    Este é um dos momentos centrais do capítulo.

    Depois da impregnação, Bardon determina que o mago:

    "entre quase extaticamente no Universo infinito."

    Ele identifica esse estado com:

    • o Macrocosmo;

    • o Mundo das Origens;

    • o Akasha.

    Fluxo completo:

    Volt pronto
    ↓
    Impregnação
    ↓
    Estado extático
    ↓
    Consciência dirigida ao Akasha

    A operação não termina na criação da esfera; ela culmina na sua inserção, pela imaginação, no plano primordial descrito por Bardon como Akasha.


    XII. O rompimento da ligação mental

    Após inserir o Volt no Akasha, Bardon determina um procedimento muito específico.

    Ele escreve:

    "Pelo pensamento ele deverá cortar a ligação com o seu Volt."

    E explica como fazer isso:

    "esquecendo-o propositalmente."

    Esse detalhe é extremamente importante.

    Segundo o texto, o operador:

    • interrompe voluntariamente qualquer pensamento sobre o Volt;

    • deixa de acompanhá-lo mentalmente;

    • ocupa sua mente com outros assuntos.

    Esquematicamente:

    Volt criado
    ↓
    Objetivo impregnado
    ↓
    Projetado ao Akasha
    ↓
    Interromper completamente o pensamento
    ↓
    Esquecimento deliberado

    Bardon apresenta esse esquecimento como parte integrante da operação.


    XIII. Por que esquecer o Volt?

    Embora o autor não desenvolva uma explicação teórica extensa neste trecho, sua instrução é clara: após a projeção ao Akasha, o vínculo mental deve ser rompido.

    Na lógica apresentada ao longo da obra, esse rompimento evita que o operador continue interferindo conscientemente na operação depois de concluída.


    XIV. O poder da Voltização

    Bardon faz então uma das afirmações mais fortes de todo o Grau IX.

    Ele escreve:

    "Esse carregamento do Volt [...] é uma das mais poderosas operações que o mago poderá realizar."

    Segundo ele, essa operação produz efeitos simultaneamente em três planos.

    Plano

    Ação do Volt

    Mental

    Atua sobre causas mentais.

    Astral

    Atua sobre processos astrais.

    Material

    Atua sobre os acontecimentos concretos.

    Assim, a ação da esfera não se limita a um único nível da realidade descrita por Bardon.


    XV. O mago torna-se senhor de si mesmo

    Bardon afirma que, através desse trabalho:

    "o mago se tornará senhor de si mesmo e também dos outros."

    No contexto da obra, essa frase está ligada ao domínio das leis mágicas e ao governo consciente da própria vontade. O autor associa essa possibilidade à responsabilidade moral do operador e ao uso voltado para fins elevados.


    XVI. A responsabilidade do operador

    O autor imediatamente acrescenta que esse poder não deve ser utilizado de maneira egoísta.

    Ele escreve que o verdadeiro mago utilizará essa possibilidade para:

    • alcançar objetivos elevados;

    • auxiliar seus irmãos humanos;

    • agir com responsabilidade.

    Tabela:

    Uso inadequado

    Uso adequado segundo Bardon

    Interesses inferiores

    Objetivos elevados

    Vontade egoísta

    Benefício próprio e de outros, de forma responsável

    Busca de poder pelo poder

    Serviço orientado por ideais nobres


    XVII. Karma e liberdade

    Nos parágrafos finais, Bardon retoma um tema recorrente do Grau IX.

    Segundo ele, o mago que percorreu corretamente todo o caminho de desenvolvimento:

    • compensou o próprio karma;

    • tornou-se senhor do próprio destino;

    • deixou de estar sujeito às influências habituais do destino.

    O autor conclui afirmando que, nessa condição, apenas a Providência Divina, em seu aspecto mais elevado, pode influenciar sua vontade.

    Essa afirmação faz parte da concepção hermética apresentada por Bardon e representa o estágio espiritual máximo descrito neste trecho.


    XVIII. Síntese da Voltização

    Represamento do Fluido Elétrico
    ↓
    Formação do núcleo (≈ 1 metro)
    ↓
    Represamento do Fluido Magnético
    ↓
    Formação do envoltório (≈ 2 metros)
    ↓
    Impregnação do desejo
    ↓
    Projeção consciente ao Akasha
    ↓
    Rompimento deliberado da ligação mental
    ↓
    Atuação simultânea nos planos mental, astral e material

    XIX. Ideia central do capítulo

    A Voltização representa a culminação dos métodos de realização de desejos apresentados por Bardon no Grau IX. Em vez de limitar a ação de um talismã ou de um objeto físico, o mago constrói uma grande esfera eletromagnética, impregna-a com um objetivo claramente definido e a projeta simbolicamente no Akasha, considerado pelo autor o plano das causas primordiais. Após essa projeção, o operador deve romper conscientemente qualquer vínculo mental com o Volt, permitindo que ele atue por si mesmo. Para Bardon, trata-se de uma das operações mágicas mais poderosas de sua doutrina, razão pela qual associa seu uso a um elevado desenvolvimento moral, ao domínio do próprio karma e ao compromisso com objetivos considerados nobres.

    4 Resumo de todos os exercícios do Grau IX

    O resumo apresentado por Bardon não é apenas uma lista dos exercícios realizados durante o Grau IX. Ele representa uma síntese de todo o desenvolvimento alcançado pelo estudante até esse momento da iniciação hermética.

    Ao longo do Grau IX, o mago aprende a atuar conscientemente nos três veículos da existência humana:

    • Espírito (mente e consciência);
      Alma (corpo astral);
      Corpo (instrumentos materiais da magia).
      Todos os exercícios apresentados anteriormente convergem para esse objetivo.

      I. INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO

      A instrução do espírito concentra-se no desenvolvimento das capacidades superiores da consciência.

      Até o Grau VIII, o estudante havia aprendido principalmente o domínio da concentração, da imaginação e da vontade.

      No Grau IX, essas capacidades passam a ser utilizadas para atuar diretamente sobre a realidade através da percepção espiritual.


      I. A prática da clarividência através do espelho mágico

      Este foi o principal exercício do espírito durante todo o Grau IX.

      Segundo Bardon, o espelho mágico deixa de ser apenas um objeto de concentração e torna-se um instrumento de percepção da consciência.

      Por meio dele, o estudante aprende a ultrapassar as limitações comuns do espaço e do tempo.


      II. Finalidade do exercício

      O objetivo não é simplesmente "ver imagens".

      O propósito é desenvolver uma percepção consciente dos planos sutis.

      O espelho funciona como um ponto de focalização da consciência.

      Esquematicamente:

      Consciência
      ↓
      Espelho mágico
      ↓
      Concentração
      ↓
      Percepção espiritual

      III. a) A visão através do espaço e do tempo

      Este foi o primeiro grande exercício da clarividência.

      Seu objetivo consiste em desenvolver a capacidade de perceber acontecimentos além da localização física imediata.

      Segundo Bardon, a consciência aprende gradualmente a:

      • ultrapassar distâncias;

      • perceber acontecimentos afastados;

      • transcender a limitação temporal.

      Tabela:

      Aspecto desenvolvido

      Finalidade

      Espaço

      Percepção além da distância física.

      Tempo

      Percepção além do momento presente.


      IV. b) Efeito à distância através do espelho mágico

      Depois de aprender a perceber, o estudante passa a aprender a atuar.

      Enquanto o exercício anterior era predominantemente receptivo, este é ativo.

      Fluxo:

      Consciência
      ↓
      Espelho
      ↓
      Projeção
      ↓
      Influência à distância

      Segundo Bardon, a consciência deixa de apenas observar para também dirigir sua ação.


      V. c) Diversos trabalhos de projeção através do espelho mágico

      Este é o estágio mais avançado da instrução do espírito.

      Aqui o estudante aprende diferentes formas de projeção da própria consciência utilizando o espelho como ponto de apoio.

      Esses trabalhos representam a aplicação prática de todas as capacidades mentais desenvolvidas desde os primeiros graus.


      II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA

      Depois do domínio do espírito, Bardon dirige o treinamento para o corpo astral.

      Até aqui o estudante havia aprendido a conhecer, equilibrar e fortalecer sua alma.

      Agora ele aprende a atuar conscientemente através dela.


      I. A separação consciente do corpo astral do corpo material denso

      Este exercício representa um dos mais conhecidos do Grau IX.

      Seu objetivo é desenvolver a capacidade de separar conscientemente:

      • corpo físico;

      • corpo astral.

      Esquematicamente:

      Corpo físico
      │
      Separação consciente
      │
      Corpo astral

      Segundo Bardon, essa separação deve ocorrer mantendo a consciência desperta durante todo o processo.


      II. Objetivo do exercício

      Esse treinamento permite que o estudante aprenda a atuar conscientemente fora das limitações do corpo físico.

      Não se trata apenas da separação em si, mas do domínio consciente desse estado.


      II. A impregnação do corpo astral com as quatro características divinas básicas

      Depois de aprender a separar o corpo astral, o estudante passa a transformá-lo.

      Segundo Bardon, ele deve impregnar sua alma com quatro atributos divinos fundamentais.

      Ao longo do capítulo correspondente, esses atributos foram apresentados como qualidades espirituais que devem ser incorporadas conscientemente ao corpo astral.

      Fluxo:

      Corpo Astral
      ↓
      Impregnação
      ↓
      Características Divinas
      ↓
      Transformação interior

      Esse exercício representa o aperfeiçoamento moral e espiritual da alma.


      III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO

      Depois de desenvolver espírito e alma, Bardon dedica a última parte do Grau IX ao corpo.

      Agora todas as energias aprendidas anteriormente passam a ser utilizadas em operações práticas.


      I. Tratamento de doentes através do fluido eletromagnético

      Este exercício reúne conhecimentos apresentados desde os primeiros graus.

      O estudante aprende a utilizar:

      • fluido elétrico;

      • fluido magnético;

      • equilíbrio entre ambos.

      O objetivo é aplicá-los conscientemente em tratamentos.

      Esquema:

      Fluido Elétrico
      +
      Fluido Magnético
      ↓
      Fluido Eletromagnético
      ↓
      Tratamento

      II. Carregamento mágico de talismãs, amuletos e pedras preciosas

      Este foi um dos capítulos mais extensos do Grau IX.

      Nele Bardon apresentou diversos métodos de carregamento mágico.

      Entre eles:

      Métodos estudados

      Vontade e imaginação

      Energia vital

      Seres espirituais

      Ritual

      Fórmulas mágicas

      Mantras

      Tantras

      Elementos

      Fluidos

      Energia luminosa

      Volt

      Operação mágico-sexual

      Todos esses métodos possuem o mesmo objetivo:

      transformar um objeto em um irradiador permanente de determinada força.


      III. Realização de desejos através de esferas eletromagnéticas no Akasha (Voltização)

      Este representa o exercício culminante do Grau IX.

      Enquanto o carregamento de talismãs atua através de um objeto físico, a Voltização atua diretamente no Akasha.

      Fluxo geral:

      Fluido Elétrico
      +
      Fluido Magnético
      ↓
      Esfera Eletromagnética
      ↓
      Impregnação do desejo
      ↓
      Akasha
      ↓
      Manifestação

      Segundo Bardon, esta é uma das operações mais poderosas ensinadas até esse ponto da iniciação.


      IV. A Progressão do Grau IX

      Observando todos os exercícios em conjunto, percebe-se que Bardon constrói uma sequência lógica de desenvolvimento.

      ESPÍRITO
      │
      ├── Clarividência
      ├── Visão além do espaço
      ├── Visão além do tempo
      ├── Influência à distância
      └── Projeção da consciência
      
      ↓
      
      ALMA
      │
      ├── Separação astral
      └── Impregnação com atributos divinos
      
      ↓
      
      CORPO
      │
      ├── Tratamento eletromagnético
      ├── Carregamento de talismãs
      └── Voltização

      Cada etapa prepara a seguinte, formando um sistema integrado.


      V. Relação entre os três treinamentos

      Espírito

      Alma

      Corpo

      Aprende a perceber.

      Aprende a transformar-se.

      Aprende a agir.

      Desenvolve a consciência.

      Desenvolve a natureza interior.

      Desenvolve a aplicação prática.

      Atua principalmente no plano mental.

      Atua no plano astral.

      Atua sobre os planos astral e material.

      Essa divisão reflete a estrutura fundamental de Iniciação ao Hermetismo: o verdadeiro progresso mágico exige o desenvolvimento harmonioso do espírito, da alma e do corpo, sem privilegiar apenas um deles.


      VI. Síntese do Grau IX

      O Grau IX representa a etapa em que o estudante deixa de apenas dominar suas próprias faculdades para começar a aplicá-las conscientemente. No espírito, aprende a perceber e projetar a consciência por meio do espelho mágico; na alma, desenvolve a separação consciente do corpo astral e sua impregnação com qualidades divinas; no corpo, utiliza os fluidos universais, carrega objetos mágicos e realiza a Voltização, projetando esferas eletromagnéticas no Akasha.

      Ao reunir esses exercícios, Bardon apresenta um sistema em que percepção, transformação interior e ação prática se complementam. O objetivo do Grau IX não é apenas conceder novas técnicas ao mago, mas prepará-lo para exercer suas capacidades com responsabilidade, equilíbrio e domínio das leis herméticas estudadas ao longo de toda a obra.

    Texto original
    1Instrução Mágica do espírito (IX)

    No Grau VII, no capítulo sobre a instrução mágica da alma, tratei da questão da clarividência. Nesse grau pretendo examiná-la mais atentamente a em detalhes. As mais diversas indicações para o desenvolvimento desse tipo de habilidade até hoje publicadas não atingiram o objetivo proposto. Mesmo as pessoas medianamente dotadas só alcançaram um êxito parcial, pois geralmente, cedo ou tarde elas perdem essa capacidade.

    Muitas vezes essas pessoas ainda são vítimas de diversas doenças, como fraqueza visual, males do sistema nervoso, etc. A principal causa de uma doença não pode ser atribuída ao fato da clarividência alcançada ter sido conseqüência do desenvolvimento mental a astral, mas sim ter sido produzida à força, a portanto é unilateral a doentia. Uma prática de qualquer dessas indicações incompletas leva inevitavelmente a uma paralisia doentia a anti-natural de um elemento, provocando o aparecimento de uma hiper-sensibilidade de um dos órgãos dos sentidos. Não é improvável captarem-se impressões do mundo astral ou mental através da hiper-sensibilidade desses sentidos, mas todas essas percepções dependem da disposição espiritual da pessoa, da sua maturidade, a em última análise - de seu karma. A paralisia de um elemento pode ser classificada em quatro grupos principais, que são: Grupo 1. Paralisia do Princípio do Fogo A esse grupo pertencem todas as experiências de clarividência realizadas através da fixação do olhar, como a vidência no cristal, a fixação da visão num ponto determinado, numa garrafa brilhante, na tinta preta, no café preto, no espelho, etc.

    Grupo 2. Paralisia do Princípio do Ar Nesse grupo incluem-se todas as experiências de clarividência promovidas através de defumações, inalação de vapores narcóticos, gases, etc.

    Grupo 3. Paralisia do Princípio da Água Esta é provocada por experiências que levam à corrente sangüínea, através da digestão, substâncias narcóticas a alcalóides ingeridos pela pessoa, como ópio, haxixe, soma, peyotl, mescalina. Grupo 4. Paralisia do Princípio da Terra Esta é provocada pelas práticas que promovem uma ruptura ou desvio da consciência, como por exemplo, dançar, balançar o corpo, girar a cabeça, batucar com os pés, a outros. Todas as visões involuntárias a doentias dos doentes mentais, além de todos os casos patológicos que se instalam através do terror, da raiva a da exaustão, pertencem a esse grupo. Poderíamos falar muita coisa sobre a variedade desses exercícios, seus perigos a desvantagens. Mas para o mago verdadeiro essa breve descrição deve bastar. É evidente que a paralisia do princípio de um elemento não só traz danos à saúde, principalmente quando essas experiências são praticadas por longos períodos transformando-se em hábitos, mas também inibem o desenvolvimento espiritual. Com esses quatro grupos principais o cético tem a oportunidade de se convencer da existência de energias superiores; mas quando ele não consegue dominar-se a si mesmo a nem aos elementos, submete-se facilmente às tentações de energias inferiores. E uma vez dominado por elas, é muito difícil para ele erguer-se novamente.

    Só um mago instruído, com uma grande força de vontade, e que já domine os elementos a os sentidos astrais depois de praticar os exercícios de cada etapa, pode se permitir uma paralisia ou um desligamento temporário de um dos princípios dos elementos, sem correr o risco de sofrer algum dano no corpo, na alma ou no espírito. O verdadeiro mago consegue restabelecer o equilíbrio dos elementos em seu corpo, sua alma a seu espírito através dos exercícios. O seu desempenho na prática da clarividência também será satisfatório, pois ele não faz experiências, ele trabalha conscientemente com as capacidades adquiridas, que são conseqüência do seu desenvolvimento espiritual a anímico.

    1.1A Prática da Clarividência com Espelhos Mágicos

    a) A visão através do tempo e do espaço Existem dois tipos de espelhos mágicos: − Os óticos, feitos de vidro plano ou côncavo, pintados de amálgama de prata ou verniz preto em uma das faces. No espelho côncavo a face pintada é a externa, portanto convexa, e a parte interna, côncava, é limpa a brilhante. Dos espelhos óticos fazem parte as bolas de cristal, espelhos planos ou ocos de metal cuja superfície foi pintada com um líquido colorido ou preto. Até mesmo a superfície de uma água parada pode servir de espelho ótico. − Aqueles preparados com condensadores fluídicos. Mas o mago precisa saber, sobretudo, que o espelho por si só não garante o sucesso da magia, mas deve ser conjugado às capacidades astrais a mentais desenvolvidas nos exercícios anteriores. O mago deverá encarar qualquer tipo de espelho mágico só como um meio auxiliar, isto é, uma ferramenta. Com isso não queremos dizer que o mago também não possa trabalhar sem os espelhos, mas ele sempre vai querer usá-los, pois as suas possibilidades são infinitas. Um mago que assimilou com sucesso todas as práticas deste curso evitará sentar-se simplesmente diante de um espelho mágico e cansar o seu nervo ótico através da fixação do olhar. Ele trabalhará de outro modo, magicamente mais correto. Antes de descrever as práticas com os espelhos mágicos em detalhes, apresentarei alguns exemplos em que eles prestaram bons serviços:

    1. Em todos os trabalhos de imaginação que exigem exercícios óticos.
    2. Em todos os carregamentos de energias, de fluidos, etc.
    3. Como portal de passagem a todos os planos.
    4. Como meio de ligação com pessoas vivas a falecidas.
    5. Como meio auxiliar de contato com energias, entidades, etc.
    6. Como irradiador em impregnações de ambientes, tratamento de doentes, etc.
    7. Como meio de influência em si mesmo ou em outras pessoas.
    8. Como emissor e receptor mágico.
    9. Como instrumento de proteção contra influências prejudiciais e indesejadas.
    10. Como instrumento de projeção de todas as energias a imagens desejadas.
    11. Como instrumento de visão à distância.
    12. Como meio auxiliar de pesquisa do presente, do passado a do futuro.

    Como o espelho mágico é um meio universal, não podemos enumerar aqui todas as suas possibilidades. Com essas doze opções em mãos, o próprio mago poderá criar várias outras práticas do mesmo tipo. Sente-se na sua asana habitual, diante do seu espelho mágico, a uma distância de um a dois metros dele. Nesse exercício a luminosidade ambiental não é importante. Então passe ao exercício, imaginando inicialmente uma série de objetos na superfície do espelho, objetos que você deverá ver com tanta clareza a nitidez como se existissem de fato. Como nesse meio tempo você já se tornou mestre na imaginação, esse exercício preliminar não lhe apresentará maiores dificuldades. Fixe essa imaginação dos objetos durante alguns minutos, a depois solte-as, igualmente através da imaginação. Se você tiver dificuldades com a imaginação de objetos, então imagine cores. Como já observamos antes, a capacidade de imaginação ótica é análoga ao princípio do fogo, e aqueles magos que dominam bem o elemento fogo, também conseguirão bons resultados com a magia dos espelhos. Depois da imaginação de objetos pratique a imaginação de animais diversos, depois a de pessoas, inicialmente as feições de pessoas conhecidas, de amigos, a mais tarde de pessoas a raças desconhecidas. Em seguida estenda seu trabalho de imaginação a todo o corpo. Ao conseguir imaginar uma pessoa conhecida ou estranha, homem ou mulher, na superfície do espelho, passe para a imaginação de casas, regiões, localidades, etc. até dominar totalmente essa técnica. Só então você estará preparado, magicamente, para praticar a verdadeira magia dos espelhos. Esse exercício preliminar é muito importante, pois a visão mental, astral a material só se habituará a captar a dimensão e a clareza das imagens através dos exercícios de imaginação. De outra forma só veríamos imagens desfocadas. Mas nesses exercícios não devemos permitir, de jeito nenhum, que surjam imagens autônomas no espelho, o que poderia ocorrer com pessoas predispostas à mediunidade. Por isso devemos afastar energicamente todas essas imagens que surgem por si só na superfície dos espelhos, por mais belas a fantásticas que sejam, pois tudo o que vemos sem querer não passam de alucinações ou reflexos de pensamentos do subconsciente que costumam aparecer para iludir o mago a atrapalhar o seu trabalho.

    Nesse exercício preliminar perceberemos que o trabalho de imaginação toma-se mais fácil quanto maior for o espelho. b)O carregamento do espelho mágico A tarefa seguinte do mago é familiarizar-se com o carregamento dos espelhos. Em qualquer superfície do espelho ele deverá conseguir encantar a represar, através da imaginação, a energia desejada, extraída de si mesmo ou diretamente do Universo, e depois dissolvê-la novamente na sua fonte original. Os carregamentos a serem feitos são os seguintes:

    1. Com os quatro elementos em seqüência.
    2. Com o Akasha.
    3. Com a luz.
    4. Com o fluido elétrico.
    5. Com o fluido magnético.

    Ao obter uma certa prática no carregamento de espelhos através desses exercícios, o mago estará maduro para outras experiências com espelhos mágicos, que apresentarei a seguir, com alguns exemplos a seus métodos correspondentes.

    1. Diversos trabalhos de projeção através do espelho mágico

    c.1) O Espelho Mágico como Portal de Passagem a todos os Planos Nessa experiência você deverá evitar as perturbações do ambiente ao redor. Sente-se confortavelmente diante do espelho e carregue a sua superfície com o elemento do Akasha, que deverá ser extraído do Universo a absorvido pelo seu corpo através da respiração pulmonar a pelos poros. O carregamento do espelho com o Akasha pessoal poderá ser feito através das mãos ou diretamente através do plexo solar. Esqueça o seu corpo a pense em si mesmo só como espírito, um espírito que pode assumir qualquer forma a tamanho. Então imagine o seu espírito diminuindo até conseguir atravessar o espelho. Ao atravessar o espelho com a ajuda da imaginação você se encontrará no plano astral. Olhe em volta algumas vezes a tente permanecer lá com toda a sua consciência, sem per dê-la a sem adormecer. Então atravesse o espelho novamente para voltar, religando-se ao seu corpo físico. No início, no plano astral, você só se verá cercado pela escuridão, mas depois de várias tentativas conseguirá perceber a luz. Você se sentirá invadido por um enorme sentimento de liberdade, autonomia a ausência de tempo a de espaço. Estará no plano astral, que normalmente é chamado de além. Exercitando-se bastante estará apto a entrar em contato com outros seres do plano astral, a quando quiser ver qualquer pessoa já falecida, conseguirá relacionar-se com ela no mesmo instante. Através de visitas repetidas a essa esfera astral você conhecerá todas as leis que a regem, assim como o lugar que ocupará ali um dia, depois do descarte de seu corpo físico. Comisso o medo da morte desaparecerá de uma vez por todas. Quando você se concentrar em uma esfera superior, partindo do plano astral, logo sentirá vibrações mais sutis; você se sentirá cercado por uma sensação especial de leveza, uma espécie de eletricidade, a conseguirá entrar em contato com entidades de esferas superiores. Terá experiências a obterá conhecimentos que nenhum mortal poderia lhe proporcionar. Voltará ao seu corpo com vibrações espirituais de um tipo superior, indescritíveis.

    As esferas espirituais que você conseguirá visitar dependem do domínio dos elementos que conseguirá desenvolver; de sua própria pureza espiritual a astral, do enobrecimento de seu caráter. Não existirão limites para você obter os conhecimentos superiores. Depois de passar por tantas experiências você poderá, do mesmo modo, entrar em contato com seres luminosos superiores; mas nesse caso o espelho não deverá ser carregado com o Akasha, a sim com uma luz concentrada, semelhante à do sol. Através desse método sem dúvida você também poderá visitar esferas mais baixas, como por exemplo a dos elementos e seus seres. Nesse caso só será preciso carregar o espelho com o elemento em questão, Le., aquele cujo plano se pretende visitar. Na travessia do espelho também deve ser assumida a forma desse ou daquele plano. Caso se queira visitar o reino dos gnomos, então não é só o espelho que deverá ser carregado com o elemento terra, mas o próprio espírito da pessoa também deverá ser transposto, imaginativamente, à forma de um gnomo a preencher-se totalmente com o elemento terra. O mesmo vale para os espíritos do ar, as assim chamadas fadas, os espíritos da água ou ninfas, a os espíritos do fogo, as salamandras. Essas são experiências tão ricas a maravilhosas, que poderíamos escrever livros inteiros sobre elas.

    Como os espíritos de cada elemento são trazidos à nossa Terra a usados para diversos trabalhos, é um assunto que descreverei em detalhes na minha segunda obra, intitulada "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica). c.2) O Espelho Mágico como Meio Auxiliar para o Contato com Energias, Entidades, etc. Esse método está descrito em detalhes na minha obra citada acima. Aqui eu gostaria de observar somente o seguinte: Quando o mago carrega seu espelho com o Akasha a extrai, imaginativamente, de sua superfície o sinal, a descrição do caráter ou o mistério do ser pronunciando o seu nome analogamente às leis universais, então conseguirá estabelecer um relacionamento mais próximo com o ser desejado. Esse contato possibilita ao mago obter desse ser tudo o que corresponde às suas características. O mesmo vale naturalmente também para todos os outros seres a energias. c.3) O Espelho Mágico como Meio de Influência sobre Si Mesmo ou Outras Pessoas Qualquer espelho mágico, mas principalmente aquele pintado com um condensador fluídico, serve como um excelente meio de auto-influência. Sob esse aspecto existem tantas possibilidades de utilização que seria muito difícil enumerá-las todas. Apresentarei apenas alguns exemplos práticos. Extraia do mar de luz universal, através da imaginação ou da respiração pulmonar ou pelos poros, uma certa quantidade de luz, com a qual você preencherá o seu corpo até senti-lo brilhar como um sol. Impregne essa luz com a concentração de um desejo, por exemplo, de que essa luz, ou a sua irradiação, lhe dê intuição, inspiração, ou outra capacidade qualquer, ou então lhe proporcione o reconhecimento de uma verdade. Através da imaginação deixe a luz fluir pelas mãos, à superfície do espelho, até que a última centelha luminosa seja transportada de seu corpo ao espelho, e então represe-a. Transforme a luz represada em uma esfera ou em um sol branco luminoso, que proj eta enormes raios.

    Repita esse carregamento algumas vezes em seguida, até ter a certeza de que o espelho está tão carregado a ponto dos raios de luz atravessarem com força o seu corpo, a sua alma a seu espírito a desencadearem a influência desejada. Então transmita essa luz à superfície do espelho, através da sua força de vontade a imaginação, junto com uma firme convicção, pelo tempo que necessitar da luz, a dissolva-a depois. Você deverá estar tão convicto do efeito e da influência da luz a ponto de não ter um único pensamento de dúvida. É justamente essa convicção que confere uma enorme dinâmica aos raios de luz, provocando efeitos quase físicos. Eu mesmo, há alguns anos, cheguei a carregar um espelho mágico de vidro oco com tanta força que ele quebrou em mil pedacinhos, e eu tive de fazer um espelho de carvalho para substituí-lo.Sente-se novamente diante do espelho a medite sobre aquilo que você deseja saber, a verdade que você quer descobrir ou o problema que quer resolver. Depois dessa meditação você deverá impregnar-se a si mesmo com o princípio do Akasha ou transportar-se a um estado de transe; desse modo alcançará rapidamente o seu objetivo. De qualquer forma esse trabalho o surpreenderá agradavelmente, a mais tarde você nem conseguirá renunciar a essa prática em suas meditações. Caso você resolva deixar o espelho carregado, então deverá protegê-lo dos olhares de outras pessoas. O ideal será envolvê-lo na seda, pois sabemos que ela é um excelente isolante. Você poderá também direcionar os raios do espelho ao seu leito deixando-os agirem durante a noite toda para influenciar o seu subconsciente também durante o sono, no sentido da realização do objetivo proposto. A sua auto-sugestão fortalece o efeito a provoca um resultado mais rápido. É natural que dessa forma, além de despertar maiores conhecimentos a obter um desenvolvimento mais rápido, você também consiga influenciar a sua alma e o seu espírito na direção desejada. Caso você não precise mais da influência do espelho, ou tenha de fazer outro tipo de carregamento para outro trabalho, como por exemplo as irradiações de Akasha, de elementos, de fluidos elétricos ou magnéticos, o primeiro carregamento deverá ser suprimido da forma inversa, pela imaginação, a depois a luz deverá ser novamente dissolvida no Universo. Podemos também influenciar a irradiar outras pessoas, mas nesses casos o carregamento desejado não deverá passar pelo próprio corpo, mas ser extraído diretamente do Universo para a superfície do espelho, através da imaginação. Todas as experiências possíveis, como a hipnose, os estados mediúnicos, o sono magnético, poderão ser realizadas normalmente; depende só da escolha do mago, de sua intuição. A prática então será adaptada de acordo. c.4) O Espelho Mágico como Emissor a Receptor O espelho também tem uma utilidade fantástica para essas funções, que incluem as experiências de vitalização de imagens ou as transmissões de sons. Assim como existe um emissor a um receptor no rádio, o nosso espelho também pode assumir essas funções.

    Mostrarei a você duas práticas, que qualquer mago poderá realizar facilmente, se tiver acompanhado o curso até esse ponto, passo a passo. A primeira prática descreve a vitalização recíproca de imagens ou pensamentos entre dois magos identicamente instruídos. A distância entre eles poderá ser qualquer uma, não importa se são dez ou 1000 quilômetros; na nossa experiência isso não tem a mínima importância. Os meios de comunicação são os mais variados possíveis, podem ser pensamentos, imagens, cartas, palavras a sentimentos. A prática é sempre a mesma, a trabalha-se sempre com o mesmo princípio, o princípio do Akasha. Em seguida descrevo a função do espelho como emissor, sem que o alvo saiba. No início seria conveniente que o mago se acostumasse a uma certa prática com o parceiro, que deverá estar no mesmo grau de evolução, ou que pelo menos domine bem o princípio do Akasha. Combine com esse parceiro uma hora exata para a emissão e a recepção; ambas podem ser simultâneas. Vejamos primeiro a prática do emissor. Ele deverá primeiro carregar o espelho com o Akasha, a induzir em si mesmo o estado de transe. Através do princípio do Akasha ele deverá desligar, através da imaginação, o conceito de espaço a tempo entre ele e o parceiro, passando a sentir-se como se estivesse ao seu lado. Mais tarde essa sensação surgirá automaticamente, como já constatamos experimentalmente. Em seguida tentaremos transmitir figuras simples, como por exemplo um triângulo ou um círculo, com o desejo de que o receptor as veja em seu espelho. O receptor deverá igualmente carregar o seu espelho com o Akasha antes da transmissão, induzir o estado de transe em si mesmo através do princípio do Akasha sintonizando-se com aquilo que o parceiro emissor lhe enviar, cuja imagem deverá surgir com nitidez em seu espelho. Se ambos os magos tiverem o mesmo grau de instrução, a imagem projetada pelo emissor ao espelho do parceiro será captada de forma bastante visível. Decorrido o tempo da emissão a da recepção, os papéis devem ser trocados, repetindo-se a experiência telepática no sentido inverso. É sempre bom que o mago se instrua tanto na emissão quanto na recepção.

    Ninguém deve desanimar diante de eventuais fracassos iniciais, mas deve persistir a avançar com bastante empenho. Depois de captar imagens simples, podemos reforçar o exercício escolhendo imagens mais complicadas, em seguida pessoas vivas, lugarejos a paisagens, similarmente aos exercícios preparatórios relativos à idéia no espelho. Devemos então tentar transmitir pensamentos sem a imaginação, portanto só pensamentos captados pelo intelecto.

    Após ter realizado muitas experiências como emissor a receptor, devemos tentar, através da imaginação, escrever palavras curtas no próprio espelho, palavras que o receptor depois poderá ler no espelho dele. Depois das palavras devemos tentar escrever frases, a finalmente transmitir recados inteiros de um espelho a outro. Alcançando a capacidade ótica da transmissão, passaremos à acústica, em que pronunciaremos, inicialmente uma ou duas palavras diante do espelho, com o desejo de que o receptor as ouça. Este deverá permanecer em transe no momento combinado e aguardar o recado. No início ele parecerá só um pensamento falado, mas de um exercício a outro o receptor passará a ouvi-lo cada vez melhor, a finalmente poderá escutá-lo tão nitidamente como se estivesse conversando pelo telefone. Depois de muito treino as palavras soarão com tanta clareza como se estivessem sendo faladas diretamente ao ouvido da pessoa. Adquirindo bastante prática na emissão a na captação de palavras curtas, você poderá também transmitir a captar frases curtas, até que depois de exercitar-se bastante, poderá enviar a receber recados inteiros a até notícias mais extensas. Muitos iniciados no Oriente usam essa técnica para transmitir mensagens. Essa habilidade é definida por eles como a transmissão de recados pelo "ar".

    Isso deve ser entendido simbolicamente, pois na verdade o fato ocorre através do princípio do Akasha. É lógico também que sentimentos dos mais diversos tipos podem ser transmitidos por esse processo, por isso não precisarei entrar em mais detalhes.

    Dominando a habilidade de enviar mensagens a um parceiro igualmente instruído a recebê-las dele também, o mago logo será capaz de captar conversas, ou transmissões de imagens que ocorrem entre outros magos, de modo semelhante ao que acontece no rádio, e que é definido na terminologia mágica como "escuta negra".

    A seguir descrevo o espelho mágico como emissor, instrumento que serve para transmitir pensamentos, palavras a imagens a pessoas não instruídas magicamente, a que não têm a mínima noção de que algo desse tipo está ocorrendo a poderá influenciá-las.

    Nesse caso o mago só precisa encantar a mensagem no espelho carregado pelo Akasha, desejando que esta ou aquela pessoa a capte. Ligando o princípio do Akasha entre ele e a pessoa desprevenida, esta captará o recado. Enquanto você ainda não tiver prática suficiente, a mensagem terá o efeito inicial de provocar uma certa inquietação na pessoa influenciada num determinado momento, obrigando-a a pensar no emissor - em nosso caso o mago. Mais tarde a pessoa em questão sentirá a mensagem como se fosse o próprio pensamento, pois ela não conseguirá saber se foi enviada ou se surgiu de seu próprio interior. Porém se o mago tiver interesse em especializar-se nesse tipo de transmissão, ele poderá passar à pessoa a sensação de que o pensamento ou as notícias provêm diretamente dele. Na pessoa receptora essa prática pode surtir um efeito rápido, ou mais lento, durante a transmissão. Através do espelho o mago poderá realizar também uma transmissão de efeito sucessivo, ou então uma que seja captada pelo receptor só quando este estiver disponível para ela. Geralmente esse momento ocorre quando a pessoa em questão não é perturbada, inibida ou distraída por influências externas, a capta a mensagem pouco antes de adormecer ou de manhã, logo ao acordar. Nesses casos o mago concentra o pensamento, o desejo ou a notícia no espelho, com a ordem de que aquilo que ele pretende transmitir só seja captado pela pessoa quando se instalar nela a receptividade adequada. Enquanto a notícia não for captada o seu efeito permanecerá a ela continuará na superfície do espelho.

    Quando a mensagem tiver sido enviada, o espelho tiver cumprido a sua tarefa, e o pensamento ou a notícia tiver sido captada pela pessoa a ser influenciada, a superfície do espelho estará limpa novamente. O mago poderá prosseguir com seus outros deveres, sem se preocupar com a transmissão; o espelho funcionará automaticamente até que o pensamento ou a notícia seja efetivamente captada. c.5) O Espelho Mágico como Instrumento de Irradiação em Impregnações de Ambientes, Tratamento de Doentes, etc. O espelho também poderá ser usado para esses fins, a nas mãos de um mago habilidoso pode ser um instrumento excepcional para o desenvolvimento. A prática da impregnação de ambientes é a seguinte: Trabalhe num ambiente que você pretende influenciar através do espelho mágico, mas só para seus próprios objetivos, a faça o carregamento através de seu próprio corpo. Se você quiser carregar o espelho para outras pessoas, então extraia a energia diretamente do Universo, sem deixá-la passar pelo seu corpo.

    Extraia do Universo, diretamente ou através de seu corpo, uma enorme quantidade de luz, a encante-a através da imaginação, em forma represada, à superfície do espelho mágico. Esse represamento deverá ser repetido tantas vezes até que a luz represada assuma uma forma esférica ou laminar, espalhando uma luminosidade branca a brilhante, como a de uma lâmpada forte num quarto. Com a repetição intensa do exercício você deverá não só ver a luz irradiada imaginativamente, mas até senti-la, como se fossem raios X atravessando o seu corpo. Com uma fume convicção a uma forte crença você deverá transpor o seu desejo à luz e pensar que ela se fortalece automaticamente a cada hora e a cada dia que passa, a que a sua força de irradiação agirá de forma cada vez mais penetrante a dinâmica. Delimite o efeito, como no caso do biomagnetismo, restringindo a capacidade de força de irradiação no tempo ou determinando a sua duração constante. À luz encantada, portanto ao seu sol imaginado, você deverá transmitir a tarefa ou o desejo que a força de irradiação deverá cumprir, por exemplo, o desejo de sucesso, de inspiração, de aumento da intuição, paz, saúde, de acordo com a sua necessidade. Depois disso coloque o espelho no seu quarto, direcionado à sua cama, como se fosse um holofote, para que você fique sob uma influência constante dessas irradiações. Então não se preocupe mais, pois ele continuará trabalhando automaticamente como um aparelho irradiador, influenciando você ou outras pessoas na direção desejada; desse modo você estará o tempo todo sob a influência dessas irradiações. Em seus trabalhos, pesquisas, exercícios a meditações, você quase não conseguirá mais deixar de usar esse sistema.

    Caso o espelho deva ser carregado magicamente, não só para você mas também para outras pessoas, por exemplo, para o tratamento de doentes até a cura total, você perceberá que sob a energia da irradiação do espelho seu rendimento será bem maior, você não se cansará, a uma pessoa doente que entrar em seu quarto a passar diretamente sob os raios do espelho sentirá imediatamente um alívio de seus males. A força do efeito depende do carregamento do espelho. Não é só uma única pessoa que pode ser beneficamente irradiada, mas se for o caso, tantas quantas couberem no quarto. Magnetizadores profissionais, ou todos aqueles que se ocupam do tratamento de doentes ou da influência sobre as pessoas, encontram nesse método um ótimo auxílio.

    Também não são só os ambientes que podem ser impregnados, mas através da imaginação a energia dos raios pode ser transmitida a grandes distâncias, para uma ou mais pessoas. A imaginação deverá então ser modificada de acordo. Nem precisamos dizer o quanto o espelho mágico é valioso como instrumento de irradiação nas mãos do mago a quantas possibilidades ele apresenta. Com certeza o mago jamais fará mau use de seu espelho mágico, denegrindo-se a si mesmo ao espalhar influências negativas através dele. c.6) O Espelho Mágico como Instrumento de Proteção contra Influências Prejudiciais a Indesejadas Um espelho mágico também pode ser usado como instrumento de proteção. A impregnação da energia de irradiação do espelho deverá ser modificada de acordo, e a impregnação do ambiente, local, região, casa ou quarto a ser protegido, carregada com a energia de irradiação da luz, de modo a bloquear as influências desfavoráveis a indesejadas, ou desviá-las a um ponto de saída. Se forem influências negativas deveremos trabalhar com a impregnação de luz no sentido de um desejo de isolamento do ambiente contra as más a boas influências; a impregnação do espelho, respectivamente do ambiente, será carregado com o Akasha, e a característica da intocabilidade a do bloqueio da passagem serão transpostas a ele imaginativamente. No trabalho com o princípio do Akasha não será possível fazermos o seu represamento, como já observamos antes, pois o princípio do Akasha não pode ser represado; mas a impregnação do desejo para que o efeito seja mais dinâmico poderá ser repetida várias vezes através da imaginação. O mago está livre para fabricar os mais diversos espelhos para as mais variadas finalidades. Mas se ele resolver trabalhar com transmissão ou recepção à distância, então é óbvio que não deverá fazer um isolamento de seu ambiente de trabalho através do Akasha, pois tanto a emissão quanto a recepção à distância ficariam bloqueadas. Mais detalhes sobre a defesa contra influências maléficas ou o isolamento de um deter minado local com a ajuda do espelho mágico, ou a realização de diversos trabalhos de magia, etc. estão descritos em minha obra "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica).

    Além da possibilidade de utilização do espelho mágico como instrumento de proteção, o mago dispõe de outras vantagens no seu uso; poderá ativar todos os fluidos conhecidos - magnéticos, elétricos ou eletromagnéticos - com a magia do espelho a trabalhar com isso na prática. As energias a serem empregadas, correspondentes a esse ou àquele caso dependem do seu trabalho a do efeito de seu desejo. c.7) O Espelho Mágico como Instrumento de Projeção de todas as Energias, Seres, Imagens, etc. O espelho mágico pode ser usado para adensar todas as energias dos planos mental a astral, de tal forma a serem até percebidas por pessoas não-iniciadas. Não se tratam de simples impressões ou sugestões, pois os pensamentos, os elementares, os elementais, seres de todos os planos, seres dos elementos, todos adensados através das práticas aqui apresentadas, podem ser projetados como se segue. O carregamento da superfície do espelho ocorre através do elemento terra adensado. Este não passa primeiro pelo corpo para ser depois projetado no espelho - o que poderia provocar paralisias - mas é represado diretamente do Universo, através da imaginação. Quanto mais forte for o represamento do elemento terra, tanto mais denso a visível surgirá aquilo que desejamos projetar. Portanto seria conveniente repetir algumas vezes esse represamento do elemento terra. Se você quiser tomar visível a uma outra pessoa, não-instruída, alguma imagem, ou elemental, então proceda da maneira descrita a seguir.

    Introduza o princípio do Akasha só à cabeça da pessoa, ou se você quiser, a todo o corpo, com ajuda da imaginação, a determine a esse princípio que ele permaneça ativo durante toda a experiência. Como se trata de tomar visível uma imagem, transponha-a, através da imaginação, à superfície do espelho, com tanta clareza e nitidez como se fosse real. Fixe essa imagem. Quando a pessoa influenciada pelo princípio do Akasha observar o espelho, ela verá a imagem reproduzida como num filme. Você poderá fazer isso também com um elementar, um elemental ou um espectro criados por você mesmo. Porém ao chamar um ser do plano astral ou outro plano qualquer, você deverá antes preencher, com o princípio do Akasha, pelo menos o espaço ao redor do seu espelho, para que o ser apareça nele. Essa preparação não seria necessária se você possuísse outro espelho já compatibilizado com a impregnação do princípio do Akasha do ambiente em questão.

    Depois de tudo preparado transporte-se ao estado de transe, conduzindo para s i o princípio do Akasha; nesse estado de transe, chame o ser desejado, habitante do plano astral ou de um outro plano. Antes de dominarmos a prática da magia evocatória, descrita na parte prática da minha obra subseqüente "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica), devemos nos limitar a chamar os seres falecidos do plano astral, o que poderá ser feito através da imaginação. Através do elemento terra represado no espelho, as imagens ou seres serão materializados de tal forma que uma pessoa não instruída, além de notar a sua presença com os olhos físicos, conseguirá também ouvi-los. Essa visão não é uma alucinação, a como já observamos, o mago tem a possibilidade de captar fotograficamente a imagem adensada pelo elemento terra. Porém devemos observar que as imagens assim adensadas possuem oscilações bem maiores do que as da luz normal conhecida por nós. Essas oscilações maiores naturalmente não podem ser captadas por nós fotograficamente, pois não correspondem às nossas oscilações luminosas. Nessas captações fotográficas o tempo de captação deverá ser o menor possível. Tanto faz se for dia ou noite, se o espelho estiver ou não iluminado. Se quisermos captar também o espelho e a sua parte de trás, então será preciso iluminá-lo. Geralmente é só a imagem materializada no espelho que fica visível.

    Experiências demonstraram que nessas captações é preferível usarem-se chapas no lugar do filme. Como o número de oscilações da imagem em questão é bem maior que as da luz do mundo físico, devemos usar, nessas captações, filtros coloridos especiais. Para captações fotográficas do plano mental, como imagens fictícias, elementares, elementais, espectros a toda a criação dessa esfera, devemos usar filtros azuis. ,Para todos os seres falecidos, etc., devemos usar filtros violeta, a para outros seres constituídos de um único elemento -seres dos elementos - devemos usar filtros vermelho-rubi. As captações fotográficas de fenômenos naturais de outras energias, da natureza, principalmente da magia natural, devem ser feitas com filtros amarelos. Portanto, no que concerne à cor, os filtros devem ser análogos aos planos correspondentes. Do mesmo modo o mago ainda tem a possibilidade de mostrar aos não-instruídos, através do espelho, não só as imagens e seres, mas também o passado, presente a futuro deles ou de outra pessoa. c.8) O Espelho Mágico como Instrumento de Visão à Distância Os acontecimentos com pessoas conhecidas ou desconhecidas também poderão ser observados em nosso espelho mágico, mesmo a grandes distâncias. Como sempre, o espelho deverá ser carregado com o princípio do Akasha. Depois, relaxe a se instale tranqüila a confortavelmente na sua posição preferida, induza o estado de transe através do Akasha a concentre-se na pessoa cujas ações a afazeres você pretende observar. Para isso você deverá imaginar que o espelho mágico é um grande canal de visão à distância, através do qual poderemos ver tudo o que ocorre, mesmo em locais longínquos. I mediatamente o mago verá a pessoa em seu ambiente, como num filme. No início talvez as imagens surjam meio embaçadas, mas com a repetição constante elas se tornarão tão nítidas e a sensação de proximidade da pessoa tão convincente, que chegaremos até a supor que estamos diretamente ao lado dessa pessoa. Mesmo que a distância seja de milhares de quilômetros, isso não terá a mínima importância. Para termos o controle e a certeza de que aquilo que desejamos ver realmente corresponde à realidade, podemos, através da imaginação, pensar numa outra atividade para a pessoa em questão. Se conseguirmos isso com nossos sentidos astrais com tanta clareza quanto a imagem vista, então o que havíamos visto antes não passava de uma ilusão. O exercício deverá ser repetido tantas vezes quantas necessárias para desenvolvermos a capacidade de diferenciar os fatos das impressões ou das ilusões. Se quiser, o mago poderá, sob sua orientação habilidosa, deixar uma pessoa não-instruída tentar ver à distância. Nesse âmbito, os magos especialmente instruídos a treinados até conseguem fazer fotografias das imagens a acontecimentos visualizados mesmo a grandes distâncias por meio de um filtro vermelho a das práticas descritas.

    Caso não lhe interessem os acontecimentos materiais pesquisados no tempo presente e à distância, mas muito mais a vida anímica, o caráter, a os sentimentos de uma pessoa, então afaste o corpo material da pessoa através da imaginação, a passe a imaginar só o seu corpo astral. Logo você conseguirá ver a aura a as particularidades do caráter dessa pessoa nos mais diversos matizes de cores; disso você poderá tirar conclusões lógicas, segundo a lei da analogia, sobre o caráter e a capacidade dela.

    Caso você volte a se interessar pelos afazeres materiais de uma pessoa, além das suas características anímicas a de caráter, e mais ainda, quiser visualizar o seu espírito no espelho, então afaste o corpo material dela a também o astral, através da imaginação.

    Nesse caso surgirão as imagens que correspondem ao seu espírito, e assim você poderá acompanhar o curso dos pensamentos ou das idéias dessa pessoa, mesmo a uma enorme distância. Como podemos ver pelo exemplo apresentado, o desenvolvimento da capacidade de ler o pensamento de uma pessoa qualquer, mesmo a uma grande distância, é algo perfeitamente possível, e depende só da sua vontade desenvolver a perícia nessa atividade. c.9) O Espelho Mágico como um Meio Auxiliar na Pesquisa do Passado, Presente a Futuro Uma das tarefas mais difíceis no trabalho com o espelho é a pesquisa exata do passado, presente a futuro de outras pessoas. É compreensível que o mago consiga ver seu próprio passado a presente no espelho como num filme, mas com certeza ele evitará fazer isso. Se o mago quiser satisfazer a curiosidade de conhecer o seu futuro, não será difícil sintonizar-se com ele através do seu espelho mágico a pesquisar cada detalhe. Mas ele teria uma grande desvantagem; no momento em que vislumbrasse o seu futuro no espelho, ele estaria despojado de seu livre arbítrio. Seria então como um modelo a ser seguido, sem que ele pudesse fazer algo contra ou a favor. Porém o caso seria diferente se o princípio do Akasha, em sua forma mais elevada, que podemos chamar de Providência Divina, de um modo ou de outro advertisse o mago de prováveis perigos, sem que ele tivesse o propósito de ver ou de saber algo. A uma advertência desse tipo deve-se sem dúvida dar atenção, senão ela poderia ser uma fonte de prejuízos ao mago. Nesse estágio, o mago já conseguirá avaliar por si mesmo se a advertência provém de um ser de algum plano ou diretamente do princípio do Akasha. Para as pessoas não-instruídas a aquelas para as quais o mago tem um interesse especial em pesquisar o passado, o presente e o futuro, o espelho mágico naturalmente presta um grande serviço. Todos os pensamentos, sensações, sentimentos a atitudes físicas deixam sinais precisos no Akasha, ou princípio primordial, de modo que o mago pode a qualquer momento ler esses sinais como num livro aberto, através de seu espelho mágico ou diretamente no estado de transe. Ele só precisará sintonizar-se através da imaginação. No início, enquanto o mago ainda não tiver a perícia necessária, as imagens aparecerão dispersas ou de forma isolada. Através da repetição constante elas começarão a aparecer no contexto correto com o passado, surgindo aos olhos do mago na superfície do espelho como num panorama, a tão claras a nítidas, como se o próprio mago estivesse vivenciando esses acontecimentos. Partindo do presente o mago poderá ver o desenrolar de todos os fatos de sua vida passada, voltando até a infância, a mais ainda, até o nascimento. É aconselhável acompanhar-se o passado voltando-se só até o nascimento, apesar da existência da possibilidade de se pesquisar a vida do espírito da pessoa também nas encarnações anteriores. Mas devemos advertir o mago de que as previsões do futuro, assim como a pesquisa da sua própria vida passada ou a de outras pessoas, ferem as leis da Providência Divina, a de que essa curiosidade pode ter conseqüências graves. Primeiro porque ele poderia envelhecer rapidamente em poucos instantes, tanto quantas fossem as vidas passadas por ele vislumbradas, o que lhe provocaria uma sensação interna muito desagradável a se revelaria, sob vários aspectos, extremamente negativa, sobretudo na falta de interesse pela sua vida restante. Segundo, porque o mago se sentiria responsável pelos erros cometidos em suas vidas passadas. A única vantagem dele seria a de tomar consciência das experiências dessas vidas passadas, o que de modo algum compensaria as desvantagens. Caso o mago, por algum motivo justo, queira descobrir o futuro de outra pessoa, ele só precisará transpor-se ao estado de transe. Se estiver bem familiarizado com essa prática, nada lhe permanecerá oculto. Esse tipo de clarividência em que o mago consegue ver num contexto preciso os planos mental, astral e material-denso dele mesmo a dos outros, já é o máximo que se consegue obter com o espelho mágico. Se o mago já chegou a esse ponto, então não terei mais nada de novo a dizer em relação ao espelho mágico; com os exemplos apresentados ele poderá criar suas próprias práticas no futuro.

    2Instrução Mágica da Alma (IX)
    2.1A Separação Consciente do Corpo Astral do Corpo Material Denso

    Nesse grau o mago aprenderá a separar o seu corpo astral do seu corpo físico através do exercício consciente, a transportar não só o seu espírito mas também a sua alma a todos aqueles lugares em que o seu corpo astral quiser ou precisar estar. Como veremos na prática, a separação do corpo astral é diferente da viagem mental ou do estado de transe provocado pelo princípio do Akasha. Quando os corpos astral a mental são separados do corpo material denso, instala-se um estado que é chamado, na linguagem oculta, de "êxtase". O verdadeiro mago domina a habilidade de it a todos os lugares com o seu corpo astral, mas na maioria dos casos ele poderá simplesmente fazê-lo através da viagem mental ou do estado de transe. Quando é separado do corpo físico mas continua ligado ao corpo mental, o corpo astral só é levado em conta para aqueles trabalhos que exigem uma ação mágica material. No trabalho de envio do corpo astral deverão ser tomados certos cuidados, pois ao contrário do que ocorre na viagem mental, neste caso ambos os elementos de ligação entre os corpos mental, astral a material, as assim chamadas matrizes mental a astral, são libertadas pelo corpo material, que permanece ligado aos corpos astral a mental só por um cordão vital muito fino, elástico, de cor prateada brilhante.

    Se uma pessoa estranha, magicamente instruída ou não, tocasse o corpo físico quando ele estivesse liberto dos corpos mental e astral, esse cordão tão fino se romperia a não haveria mais possibilidade de religação desses dois corpos com o corpo material denso, o que teria como conseqüência a morte física. Por isso, logo no início destes exercícios devemos ter todo o cuidado para que ninguém nos toque enquanto estivermos nesse estado. O rompimento desse cordão tão fino deve-se ao fato do fluido eletromagnético de uma pessoa agir com muito mais força nesses casos, e o cordão vital, mesmo de um mago evoluído, não agüentar essa força. Em um exame clínico um médico constataria simplesmente que alguém, morto dessa maneira, teria sofrido uma embolia ou um enfarte, eventualmente uma parada cardíaca. Quando em estado de êxtase, o corpo físico parece sofrer uma morte aparente, fica sem vida a sem sensações, a respiração é suspensa e o coração permanece quieto. A descrição da prática nos revelará explicações detalhadas. A morte aparente também é o surgimento do êxtase, que no entanto pode ser conseqüência de um efeito patológico, explicado facilmente por qualquer mago.

    Ainda teríamos de observar que, através da respiração normal, na qual os quatro elementos e o Akasha são conduzidos à corrente sangüínea, a matriz mental, portanto o meio de ligação entre os corpos mental a astral, é mantida em contato, pois a experiência nos diz que sem respiração não há vida. Através da assimilação da nutrição, a matriz astral, que é o meio de ligação entre o corpo astral e físico, é mantida viva. Assim o mago poderá ver a relação entre a assimilação de nutrientes e a respiração; a verdadeira causa já foi explicada nos exercícios dos graus anteriores, relativos à respiração e à alimentação conscientes. Ao negligenciar uma ou outra nesse estágio do desenvolvimento, sem dúvida o mago sofrerá desarmonias, doenças, a outras perturbações. Muitas perturbações do espírito, da alma a também do corpo podem ser atribuídas a irregularidades a imprudências nesses dois fatores. Por isso nunca é demais voltarmos a chamar a atenção para a necessidade do desenvolvimento por igual do corpo, da alma a do espírito, que devem ser todos mantidos de forma adequada. Se o corpo físico não for suficientemente harmônico, forte a resistente, com um suprimento adequado de fluido eletromagnético obtido através de uma alimentação variada a rica em vitaminas, para que seja desenvolvida uma boa elasticidade da matriz astral, ele poderá sofrer danos em sua saúde durante os exercícios de êxtase. O mago se convencerá de que todos os exercícios de ascese, em que são prescritos jejuns durante o trabalho de evolução, são muito radicais a por isso mesmo condenáveis.

    Muitas práticas orientais que recomendam a ascese e os exercícios ascéticos são unilaterais e muito perigosas para as pessoas não-nativas, cuja disposição orgânica não está adaptada ao clima predominante do lugar. Mas se o mago desenvolver adequadamente a por igual as três instâncias da existência, ou seja, o corpo, a alma e o espírito, ele não precisará temer o surgimento de quaisquer perturbações em seu corpo mental, astral ou material-denso. Só quem não se dedicou ao trabalho sistemático deste curso a negligenciou essa ou aquela medida de segurança, poderá se deparar com eventuais desarmonias. O mago não deverá realizar o exercício de envio do corpo astral antes de ter certeza de dominar total mente todos os métodos recomendados até agora. Na viagem mental a parte mais estável, isto é, a matriz astral, que liga o corpo à alma, permanece no corpo, ao passo que no envio do corpo astral tudo isso sai do corpo. Portanto nos exercícios para o êxtase deve-se tomar um cuidado redobrado. A prática em si do envio do corpo astral é muito simples, principalmente quando se domina bem a viagem mental. A liberação do corpo astral ocorre da for ma descrita a seguir. Sente-se na sua asana habitual - os exercícios também podem ser feitos na posição horizontal, isto é, com o seu corpo deitado -e saia com o seu corpo mental do seu corpo material denso. Com a consciência transposta ao corpo mental, observe o seu corpo material. Você se sentirá como se o seu corpo estivesse dormindo. Através da imaginação, pense que o seu corpo astral, do mesmo modo que o seu corpo mental, está sendo puxado para fora de seu corpo físico, pela sua própria vontade. A forma de seu corpo astral tem que ser a mesma que a do seu corpo mental e a do material. Em seguida conecte-se ao seu corpo astral, na medida em que você for penetrando na forma astral. Nesse exercício você se sentirá invadido por uma espécie de alheamento, como se o corpo astral não lhe pertencesse, a então você deverá imediatamente produzir, conscientemente, a ligação entre as matrizes mental e astral. Você também não conseguiria manter o corpo astral em sua imaginação, pois ele é constantemente puxado pelo corpo físico, como se estivesse ligado a ele por um cordão invisível. Se durante esses exercícios você observar o seu próprio corpo físico, verá que surgirão perturbações respiratórias. Mas no momento em que se conectar com a forma astral em espírito a começar a respirar imediatamente de modo consciente, você logo se sentirá de fato ligado ao corpo astral. No primeiro momento, quando ligar o seu corpo astral desse modo, como espírito, ao lado do seu corpo físico, você deverá prestar atenção somente à respiração. Esse exercício deverá ser realizado até que a respiração no corpo astral, que você puxou para o lado de seu corpo físico a com o qual se ligou espiritualmente, tenha se tornado um hábito.

    Como podemos ver, a respiração consciente no corpo astral possibilita a liberação da matriz astral. Quando a respiração nos corpos mental a astral tomar-se um hábito, depois de várias repetições, então poderemos prosseguir. Quando começamos a respirar no corpo astral, o corpo físico pára de respirar. Através da separação o corpo físico entra numa espécie de letargia, os órgãos ficam rígidos, o rosto lívido, como nos mortos. Mas logo que paramos a respiração ao lado do corpo a encerramos o exercício, notaremos que o corpo astral é puxado pelo corpo material como se este fosse um imã, e o processo da respiração recomeça normalmente no corpo físico. Só depois que nos transpomos espiritualmente de volta ao corpo físico, com o corpo mental, portanto com a consciência, isto é, quando os corpos mental a astral assumem a for ma física, é que voltaremos gradualmente a nós mesmos encerrando o primeiro exercício. Aquilo que normalmente é definido como morte segue o mesmo processo, só com a diferença de que no caso da morte a matriz entre os corpos material a astral é totalmente destruída. Na morte normal, em que a matriz astral entre os corpos material a astral se rompe por causa de uma doença ou outro motivo qualquer, o corpo astral em conjunto com o mental não têm mais suporte no corpo físico a automaticamente saem dele, voluntariamente ou não. Esse processo transfere a respiração ao corpo astral, sem que se tenha consciência disso. Assim se explica por que no início os mortos não sentem a diferença entre os corpos material-denso a astral. Só gradualmente eles vão tomando consciência disso, quando percebem que o corpo material-denso tomou-se inútil para eles a que o astral está submetido a leis diferentes (as do princípio do Akasha). Já escrevi sobre isso em detalhes nos capítulos anteriores, sobre o plano astral. O exercício do envio consciente do corpo astral é portanto uma imitação do processo de morte. Com isso podemos ver como esses exercícios se aproximam da fronteira entre a vida real e a assim chamada morte; é por isso que todas as medidas de segurança são plenamente justificadas.

    Quando o mago dominar totalmente a técnica do envio do corpo astral, então: 1. O medo da morte desaparece;

    1. O mago fica conhecendo todo o processo do fim da sua vida a também o lugar

    para onde irá quando se despir de seu corpo físico. Depois de muito treino na liberação consciente do corpo astral, a respiração nele transforma-se num hábito a ele nem a perceberá mais. No corpo astral nós teremos os mesmos sentimentos que no corpo físico.

    Se quisermos voltar ao corpo material, a respiração no corpo astral deverá ser mantida conscientemente, para que esse corpo astral possa se separar do corpo mental a assumir a forma do corpo físico. No momento em que o corpo astral assume a forma do corpo material, este começa a respirar de novo, automaticamente, a só então a volta ao corpo físico toma-se possível. Isso deve ser observado em todos os casos. Como o corpo mental está submetido a um outro sistema de leis, ele não respira dentro do mesmo ritmo que o corpo material, em conexão com o corpo astral. Só quando nos acostumamos à saída a ao retorno dos corpos astral a mental do corpo físico, a ponto de conseguirmos entrar a sair a qualquer momento levando em conta os cuidados com a respiração, que devem tomar-se habituais, então estaremos aptos a nos afastarmos gradualmente do corpo material denso. No início desses exercícios preliminares não devemos it além do espaço ao lado de nosso corpo. Podemos ficar em pé ao lado de nosso corpo físico ou então assumir, com os nossos corpos astral a mental, o lugar ao lado da posição ocupada naquele momento pelo nosso corpo material - a asana em que estamos. Outro exercício é observarmos não só o corpo, mas como no envio do corpo mental, todo o ambiente ao redor. Finalmente o processo é o mesmo da viagem mental; temos de tomar consciência, sentir a ouvir tudo em volta, só com a diferença de que nesse caso o espírito leva consigo uma roupagem, ou seja, o corpo astral, o que lhe possibilita agir fisicamente. Quando, por exemplo, você fizer uma visita a algum lugar só com o corpo mental, a sentir lá alguma ocorrência que produza em você uma boa ou má impressão psíquica, não lhe seria possível vivenciá-la pelo corpo mental, a também não influenciá-la.

    Tente vivenciar a mesma coisa com o corpo astral, a sinta tudo com a mesma intensidade, como se estivesse lá com o seu corpo físico.

    Num outro exercício experimente separar-se de seu corpo gradualmente. No início você se sentirá puxado com violência ao seu corpo físico, por uma força invisível semelhante à de um imã que puxa um ferro. Isso se explica pelo fato do cordão entre o corpo astral e físico ser alimentado a mantido em equilíbrio com o fluido mais sutil. Mas através desses exercícios, o envio do corpo astral torna-se um processo científico contrário ao sistema de leis naturais dos elementos da natureza de nosso corpo, a deve ser controlado. Por isso é que a movimentação do corpo astral exige um esforço enorme, dando a impressão de que você só conseguirá realmente transportar o seu corpo mental. No início você só deverá afastar-se alguns passos de seu corpo, voltando logo depois. Além da força de atração magnética prendê-lo a influenciá-lo o tempo todo, ela também provoca diversos sentimentos em seu corpo astral, como o medo da morte, a outros. Mas esses sentimentos podem ser superados. Nesse grau você deverá dominar qualquer tipo de ocorrência. Em cada novo exercício a distância do corpo físico deverá ser aumentada, a com o tempo você poderá vencer trechos cada vez maiores. Quanto mais você conseguir afastar-se do corpo físico com o seu corpo astral, tanto menor será a força de atração exercida pelo seu corpo material. Mais tarde, em viagens muito longas, você até achará mais difícil voltar ao seu corpo. Nesse caso você poderá correr um certo perigo, principalmente ao se encontrar em determinados planos ou regiões que o absorvem tanto a ponto do simples pensamento de ter de voltar ao corpo material-denso o deixar ficar triste a deprimido. Portanto, o mago deve ser o dono absoluto de seus sentimentos, pois quando ele se acostuma a freqüentar, com o seu corpo astral, não só o plano material-denso mas também o plano astral, geralmente ele fica entediado com a vida a prefere nem voltar mais ao seu corpo físico. Ele se sentirá induzido a romper violentamente o cordão vital que ainda o mantém preso ao seu corpo físico. Se ele o fizer, então se caracterizará um suicídio igual ao cometido geralmente contra o corpo físico. Além disso essa atitude seria um pecado contra a Providência Divina a teria conseqüências kármicas muito graves. É compreensível que seja grande o número de tentativas de um suicídio desse tipo, principalmente quando o mago sofre muito no mundo físico a vivencia uma certa felicidade em outros planos. Depois de dominar os exercícios de envio do corpo astral, a ponto de conseguir vencer quaisquer distâncias, o mago terá a possibilidade de empregar essa habilidade para alcançar os mais diversos objetivos. Ele poderá se transportar com o seu corpo astral a todos os lugares que quiser, inclusive para tratar de doentes, represando a adensando os fluidos magnético ou elétrico em seu corpo astral a transferindo-os às pessoas enfermas. O tratamento com o corpo astral é bem mais profundo do que aquele realizado somente com a transposição do pensamento ou a viagem mental, pois os fluidos com os quais o mago trabalha só são eficazes no plano mental do doente em questão.

    Além disso o mago também poderá realizar outros tipos de influência. Ele poderá se materializar através do elemento terra adensado em seu corpo astral no plano astral, a ponto de ser visto, ouvido a percebido pelos olhos a ouvidos de um iniciado ou mesmo de um não-iniciado. Nessa tática o êxito depende do tempo e da quantidade de exercícios realizados a da capacidade de represamento do elemento terra no corpo astral. É lógico também que o mago conseguirá agir fisicamente por meio de seu corpo astral. A produção de fenômenos - como os iniciados os interpretam - os sons de pancadas, a diversos outros trabalhos, encontram aqui a sua explicação correta. Na verdade o mago não sofre limitações para essas coisas, a cabe a ele decidir em que direção pretende se especializar. De qualquer modo ele sabe muito bem como fazer as coisas. Ele poderá, por exemplo, só materializar uma parte do corpo, digamos a mão, enquanto a outra permanece no astral. Se ele conseguir acelerar as oscilações dos elétrons de um objeto, por meio da imaginação, estará apto a fazer desaparecer diante das outras pessoas um objeto correspondente às suas forças a ao seu grau de desenvolvimento transpondo-o ao plano astral. Os objetos materiais então não estarão mais submetidos às leis do mundo material denso, mas passarão a submeter-se às leis do mundo astral. Para o mago então fica fácil transportar esses objetos com a ajuda de seu corpo astral aos lugares mais distantes a depois trazê-los de volta à sua forma original. Aos olhos do não-iniciado esse fenômeno não passa de uma quimera, mas um mago desenvolvido consegue produzir esse a outros fenômenos ainda maiores, que normalmente seriam considerados milagres. Como já explicamos antes esses fenômenos não são milagres, pois para o mago não existem milagres no sentido estrito da palavra. Para ele só existe o emprego de energias a leis superiores. Eu ainda poderia citar muitos exemplos do que o mago poderia fazer com seu corpo astral, mas para o aluno sinceramente empenhado bastam algumas indicações.

    2.2A impregnação do corpo astral com as quatro características divinas básicas

    Ao chegar a esse grau de desenvolvimento o mago começa a transformar a sua visão de Deus em idéias concretas. O místico instruído unilateralmente, como o Yogui, a outros, vê na divindade um único aspecto, ou seja, o da veneração, das homenagens a do reconhecimento. O verdadeiro iniciado, que em seu desenvolvimento leva em conta o tempo todo o aprendizado evolutivo relativo aos quatro elementos, atribuirá ao conceito de Deus as leis universais referentes a quatro aspectos, que são: a Onipotência, correspondente ao princípio do fogo, a Sabedoria, ligada ao princípio do ar, a I mortalidade, correspondente ao princípio da água, e a Onipresença, ligada ao princípio da terra. A tarefa desse grau consiste em se meditar, em seqüência, sobre essas quatro idéias aspectos - da divindade. A meditação profunda chega quase a colocar o mago em condições de entrar em êxtase diretamente com uma dessas virtudes divinas a fluir com ela de tal forma a se sentir ele próprio como a virtude em questão. Isso ele deverá experimentar com todas as quatro virtudes de seu Deus. A organização do exercício ficará a seu critério; ele poderá meditar tanto tempo sobre uma virtude até ter a certeza de que ela se incorporou nele. Da mesma forma ele deverá proceder com todas as outras virtudes; poderá realizar as meditações distribuindo-as no tempo, de forma a produzir todas as virtudes em si mesmo através da meditação, em seqüência a num único exercício. Ele deverá meditar tão profundamente, com tanta força a tão penetrantemente a ponto da virtude tomar-se idêntica ao seu corpo astral. Seu conceito de Deus é universal, ele engloba todas as quatro virtudes divinas correspondentes às leis universais. O mago deverá dedicar a maior atenção a essas meditações, pois elas são indispensáveis à sua unificação com Deus. Quando conseguir criar uma imagem interna dessas quatro virtudes divinas, o que ele só alcançará através da meditação profunda, então estará maduro para a ligação cuja prática f oi descrita no grau anterior deste curso. Com o tempo essas meditações produzirão uma divinização de seu espírito, de sua alma, a em última análise também exercerão um efeito em seu corpo possibilitando-lhe uma ligação com o seu Deus, o que afinal é o objetivo e a finalidade deste curso para o desenvolvimento.

    3Instrução Mágica do Corpo (IX)

    Aquele aluno que aplicou na prática todos os métodos aqui descritos, não precisará mais fazer exercícios especiais para a instrução do corpo. Ele só precisará aprofundar as forças adquiridas e aplicá-las de várias maneiras. Em seguida apresento algumas indicações que o aluno, de acordo com o seu grau de desenvolvimento, poderá acompanhar sem problemas, depois de exercitar-se convenientemente.

    3.1Tratamento de Doentes através do fluido Eletromagnético

    É uma missão maravilhosa a sagrada ajudar com as próprias forças a humanidade que sofre. No tratamento de doentes o mago conseguirá realizar verdadeiros milagres, como os santos, no passado a no presente. Nenhum curandeiro, hipnotizador ou médium de cura saberá liberar as energias dinâmicas de acordo com os princípios primordiais tão bem quanto o mago, porém com o pressuposto de que conhece perfeitamente a anatomia oculta do corpo em relação aos elementos a seus efeitos positivos a negativos, senão seria impossível para ele exercer uma influência sobre o foco da doença.

    Através do princípio do Akasha a de sua visão clarividente o mago reconhecerá imediatamente a causa da doença a começará a agir diretamente sobre a raiz da enfermidade. Se a causa estiver na esfera mental, então o mago deverá influenciar principalmente o espírito do paciente, para que a harmonia se instale novamente. Como já dissemos, a esfera mental só poderá ser influenciada no plano mental, a esfera astral só no plano astral, e a material-densa só no plano material-denso. O mago deverá sempre lembrar-se disso. A transmutação de um plano a outro só poderá ser feita por uma energia mais sutil, através da respectiva matriz ou da substância de ligação. É impossível que um pensamento produza uma força física, portanto suspender um sofrimento do corpo. Mas um pensamento concentrado de fé a de convicção pode provocar fortes vibrações na esfera mental do paciente, que são depois conduzidas ao corpo astral através da matriz mental. Mas uma influência desse tipo não vai além da alma. Uma influência desse tipo estimula o paciente a se sintonizar espiritualmente com o processo de cura, produzindo as vibrações necessárias para ela, mas nada além disso. Surge um alívio mental-astral, o paciente é estimulado internamente pela esfera mental que acelera o processo de cura, mas para o sofrimento material a influência não é suficiente. Isso vale sobretudo quando o paciente quase não tem mais forças internas, e os fluidos necessários para a cura material não se renovam mais. O resultado seria então muito deficiente e a cura só subjetiva.

    A essa categoria de métodos de cura incluem-se: a sugestão, a hipnose, a autosugestão, a oração, etc. O mago não deve subestimar esses métodos, mas também não deve confiar neles; deve usá-los somente como meios auxiliares de segunda classe. Para ele esses processos não têm um valor tão grande quanto o que lhes é atribuído em inúmeros livros. Nesses casos um autêntico magnetizador produz um efeito muito mais significativo; ele possui um conhecimento bem maior sobre o magnetismo vital, devido ao seu treinamento no ocultismo e o seu respectivo modo de vida. Para essa prática ele não precisa do crédito do paciente nem de quaisquer sugestões, hipnoses, ou certificados de santidade. Através do seu excedente, tal magnetizador carrega sua energia vital no corpo astral, a mesmo contra a vontade do paciente, consegue produzir uma cura muito mais rápida. Isso porque o seu magnetismo possui uma energia mais forte, que fortalece a matriz astral do enfermo. Dessa forma o magnetopata consegue também tratar de uma criança, que não tem capacidade de imaginar algo nem se ajudar com seu inconsciente. Para o mago as coisas são diferentes, pois quando tem disponibilidade de tempo a se especializa na prática da cura, ele consegue tratar centenas de pacientes diariamente, sem perder nem um pouco de sua vitalidade. Um mago usa as leis universais a com sua influência atinge diretamente o órgão físico doente, sem passar a energia primeiro pelo corpo astral, com a sua matriz. Por causa disso ele consegue agir no órgão doente com muito mais eficácia do que todos os outros profissionais de cura citados até agora. O processo de cura pode ocorrer tão depressa, que a medicina formal vai até encará-lo como um milagre.

    Não pretendo prescrever aqui nenhuma regra geral para o tratamento de doentes, pois com o conhecimento das leis o mago poderá desenvolver o seu método pessoal de trabalho; para ele serão suficientes só algumas indicações. Ele deverá trabalhar com a vontade e a imaginação, quando se tratar de uma fraqueza ou perturbação do espírito em que a harmonia deva ser restabelecida. Para isso ele deverá ter consciência da atividade de seu espírito, para que o seu corpo físico ou o astral não assumam a influência; só o seu espírito é que deverá agir. Toda a sua atenção deverá ser dirigida ao seu espírito, e o corpo e a alma deverão ser totalmente esquecidos, para que o efeito de espírito a espírito seja mais intenso. Se por exemplo o paciente estiver em agonia ou inconsciente, o mago conseguirá trazê-lo a si. Se as causas da doença estiverem no corpo astral, então o mago deverá trabalhar com energia vital represada, impregnada com o desejo da cura. Ele deverá conduzir o represamento diretamente do Universo ao corpo astral do paciente, sem deixar a energia vital passar primeiro pelo corpo. Com isso o mago se previne de um enfraquecimento da própria vitalidade, a também de uma mistura da ode enferma do paciente com a sua própria. Se as causas do adoecimento forem de natureza física a se algum órgão do corpo foi atingido, então o mago deverá usar o fluido elétrico e magnético. Se o paciente tiver uma constituição forte o mago poderá trabalhar só com os elementos que agem de forma vantajosa sobre a doença; assim por exemplo uma febre alta será combatida pelo elemento água. O elemento conduzido cria sozinho o fluido necessário - elétrico ou magnético - e deve-se prescrever ao paciente uma prática correspondente a esse elemento, ou seja, dieta, ginástica respiratória, ervas curativas, banhos, etc. Mas se o corpo do doente estiver tão fraco a tão pouco resistente a ponto dele não conseguir assimilar o elemento necessário, a conseqüentemente o fluido correspondente não puder ser produzido sozinho, não restará ao mago nada a fazer além de carregar ele mesmo o órgão doente com o fluido. A anatomia oculta da polarização deverá ser observada com exatidão; um órgão que funciona com o fluido magnético não pode ser carregado com o fluido elétrico se não quisermos causar danos ao paciente. Nos órgãos em que ambos os fluidos funcionam, eles deverão ser conduzidos em seqüência. Se por exemplo, o mago agir com o fluido na cabeça, então ele deverá carregar a parte frontal - a testa -, o lado esquerdo e o interior - o cérebro - com o fluido elétrico, e o lado direito da cabeça e a parte de trás dela - o cerebelo – com o fluido magnético. Se o mago resolver usar a imposição das mãos, o que é um ótimo meio auxiliar mas não exatamente necessário, então ele deverá fazê-lo de acordo com o fluido. Em nosso exemplo da cabeça, ele deverá influenciar a testa e o lado esquerdo com a mão direita, portanto elétrica, e a parte de trás da cabeça e o lado direito com a mão esquerda, magnética. Um mago excepcionalmente bem instruído na prática da cura não precisa fazer massagens ou imposições de mãos, ele age só com a sua imaginação instruída. Ele deve saber também conduzir o fluido magnético ou elétrico aos órgãos menores, como por exemplo, o magnético à parte central do olho e o elétrico ao globo ocular. Desse modo ele conseguirá tratar, com sucesso, de muitos males dos olhos, além de fortalecer a visão das pessoas; se não houver nenhuma lesão orgânica, ele conseguirá até restaurar a visão de um cego. As partes neutras do corpo deverão ser carregadas com o elemento correspondente àquela região, ou então com a energia vital represada.

    Se o mago não considerar as partes neutras, não estará cometendo um erro muito grande, pois as irradiações de fluidos também influenciam os pontos neutros dos órgãos, de forma indireta. Se o problema do paciente não se limitar a um só órgão, mas atingir o corpo todo, como por exemplo nos males nervosos, doenças do sangue, etc., então o fluido elétrico deverá ser conduzido a todo o lado direito do paciente e o magnético a todo o lado esquerdo. Se o doente não tiver uma boa constituição física,os elementos ainda poderão ser introduzidos, depois da introdução de ambos os fluidos em seqüência correspondentes às regiões do corpo. Devemos evitar um represamento muito dinâmico dos elementos num corpo doente, pois o enfermo não suportaria bem toda essa energia.

    O processo de cura mágica mais eficaz consiste na influência exercida pelo mago no espírito, na alma a no corpo do doente, em seqüência. Em função dos exemplos apresentados a das leis análogas universais, ele sabe como isso deve ser feito, a portanto não precisará de maiores explicações. Alguém poderá perguntar se um mago autêntico a muito evoluído consegue curar até a doença aparentemente mais incurável; a isso podemos responder que, caso não falte nenhum órgão no corpo, então o mago verdadeiro tem, de fato, a possibilidade de curar qualquer doença, mesmo a mais grave.

    O mago fará a leitura do livro do Akasha para saber até onde ele poderá intervir, pois algumas doenças estão karmicamente comprometidas, i.e., através da doença o paciente precisa compensar alguma coisa desta ou de outra vida anterior. Mas se o mago for convocado a ser o meio para se alcançar um objetivo a aliviar a doença ou suprimi-la totalmente, o que um mago verdadeiro pode ver perfeitamente ao ler o Akasha, então, baseando-se nessas indicações a nas leis universais, ele poderá realizar verdadeiros milagres. Os grandes iniciados que já viveram no globo terrestre, a que conseguiram realizar muitas curas milagrosas, inclusive ressuscitar mortos, fizeram tudo isso só levando em conta as leis universais, suas energias a fluidos, sem que consciente ou inconscientemente a capacidade de realização de sua fé (ou a palavra viva - Quabbalah) tivesse um papel importante. O alcance das curas milagrosas através da capacidade de realização de um mago depende do seu grau de evolução.

    3.2O Carregamento Mágico de Talismãs, Amuletos e Pedras Preciosas

    A crença nos talismãs, amuletos a pedras preciosas vem da mais remota antiguidade a tem sua origem no fetichismo, que atualmente ainda é bastante disseminado entre os povos primitivos. Até um certo grau essa crença em talismãs, etc., se manteve até hoje, mas se adaptou à moda, o que podemos constatar através do use de diversos objetos que trazem boa sorte, como pingentes, anéis, broches, etc. Principalmente bem cotadas para trazer a sorte são as pedras do signo. Se a idéia dos talismãs não contivesse uma certa verdade e talvez também algo de mágico, a crença neles já teria desaparecido há muito tempo do mundo das idéias. Nossa tarefa consiste em afastar o véu desse mistério a ensinar a todos como distinguir o joio do trigo. Um talismã, amuleto ou pedra tem como função fortalecer, elevar a manter a confiança da pessoa que o leva consigo. Pelo fato do portador dedicar ao seu talismã uma atenção especial, o subconsciente se influencia auto-sugestivamente na direção desejada, a dependendo da predisposição de cada um, poderão ser alcançados diversos resultados. Não é de se estranhar quando uma pessoa materialista, um cientista cético critica uma crença desse tipo, a ridiculariza, a coloca nela o rótulo da superstição. O mago verdadeiro sabe das coisas, a não usará um talismã só para confirmar a sua crença a sua confiança, mas tentará sobretudo pesquisar a conexão das leis que o regem. S abe-se que os talismãs que devem sua existência à crença tomam-se sem efeito nas mãos de uma pessoa cética ou desconfiada; sob esse aspecto, o mago pode it mais além, com sua ciência e o seu conhecimento das leis. Antes de desmembrarmos essa síntese, vamos aprender a diferenciar os diversos tipos de talismãs aqui apresentados. Um talismã nada mais é do que uma simples ferramenta na mão do mago, um ponto de apoio, algo em que ele pode conectar ou encantar a sua energia, sua motivação ou seu fluido. A for ma - um anel, pingente, broche - ou o seu valor material, são coisas totalmente secundárias. O mago não se preocupa com a beleza, a moda ou a aura; para ele o talismã não passa de um objeto para produzir coisas através do encantamento de sua energia, a que deverá liberar o efeito desejado sem considerar se o portador acredita nele ou não. Por outro lado um pentáculo é um objeto - talismã - específico, em sintonia com as leis da analogia dos efeitos, da energia, da capacidade a da causa desejados. Em sua produção a seu carregamento o mago deverá levar em conta as leis da analogia correspondentes, a mesmo para o estabelecimento de contatos com seres dos mundos superiores, quer se tratem de seres bons ou ruins, inteligências, demônios ou gênios, o mago vai preferir o pentáculo ao talismã. Um amuleto é um nome divino, um verso da Bíblia, um mantra, etc., escrito num pergaminho cru ou num papel de pergaminho simples, enfim, uma frase que exprime a veneração a uma divindade. Mesmo as diversas plantas mágicas, como por exemplo, a mandrágora, que são carregadas para promoverem uma proteção especial ou outros efeitos mágicos, pertencem à categoria dos amuletos. Os condensadores fluídicos de natureza sólida ou líquida, carregados puros ou embebidos em papel mata-borrão, assim como as pedras naturais de magneto de ferro, pequenas ferraduras artificiais de magneto, também podem ser incluídos na categoria dos amuletos. Por último devemos citar ainda as pedras preciosas a semipreciosas, que são condensadores fluídicos muito bons, usadas há muito tempo para a proteção, a sorte, o sucesso a as curas. A astrologia atribui efeitos específicos a cada pedra, em função da sua dureza a da teoria das cores, a recomenda às pessoas que nasceram sob um determinado signo ou planeta que usem a pedra correspondente para lhes trazer sorte. O verdadeiro mago sabe que as pedras astrológicas têm um efeito mínimo a são totalmente inúteis para as pessoas que não acreditam nessas coisas. Por outro lado as pedras que são sintonizadas com um efeito astrológico, considerando-se sua dureza, composição química a cor, são adequadas à assimilação do carregamento mágico correspondente. Na medida do possível o mago poderá considerar os parâmetros astrológicos, mas absolutamente não depende deles. Ele pode, se desejar, carregar magicamente qualquer pedra, mesmo a mais desfavorável do ponto de vista astrológico, conseguindo bons resultados, independentemente de a pessoa acreditar neles ou não; com certeza os objetivos determinados pelo mago serão alcançados. Assim nós aprendemos aqui a identificar as diferenças entre talismãs, amuletos, pentáculos a pedras preciosas, a ainda falaremos dos seus diversos tipos de carregamento, dez ao todo. Eles são:

    1. Carregamento pela simples vontade, em conexão com a imaginação.
    2. Carregamento através do represamento da energia vital determinada,

    com a impregnação do desejo.

    1. Carregamento através do encantamento de elementais, elementares a

    outros seres, que deverão produzir o efeito desejado.

    1. Carregamento através de rituais individuais ou tradicionais.
    2. Carregamento através de fórmulas mágicas, mantras, tantras, etc.
    3. Carregamento através do represamento de elementos.
    4. Carregamento através dos fluidos elétrico ou magnético.
    5. Carregamento por meio do represamento de energia luminosa.
    6. Carregamento por meio de uma esfera eletro-magnética - Volt. 10.

    Carregamento através de uma operação mágico-sexual.

    Cada uma das possibilidades de carregamento aqui apresentadas possui muitas variações a seria impossível descrevê-las todas aqui. Através de sua intuição o mago evoluído poderá criar suas próprias possibilidades. As dez aqui enumeradas só servem como diretrizes, por isso descreverei cada uma delas resumidamente.

    1. Carregamento pela simples vontade, em conexão com a imaginação.

    Este é o método mais simples a mais fácil, e o efeito depende da força de vontade a da capacidade de imaginação do mago. Antes de ser feito o carregamento mágico, cada talismã, cada pentáculo, cada pedra, cada amuleto, com exceção dos amuletos de papel a pergaminho, deverá ser liberado dos fluidos impregnados nele, i.e., deverá ser "desfluidificado". Isso poderá ser feito da for ma mais eficaz a simples através da magia da água. Mergulhe o talismã num copo de água fria fresca, concentrando-se no pensamento de que a água limpará todas as influências negativas do objeto. Faça isso por um bom período de tempo. Depois de alguns minutos de profunda concentração você deverá ter a certeza de que todas as influências negativas foram lavadas pela água e que o seu talismã está livre delas. Seque o objeto a certifique-se de que ele está em perfeitas condições para assimilar a sua influência. Essa "desfluidificação" deverá ser feita com todo o talismã não líquido, sem se importar com o método que você usará para carregá-lo. Pegue o talismã a fixe nele imaginativamente o seu desejo, ou o efeito que ele deverá produzir, com muita força de vontade, fé a confiança. Determine o tipo de efeito de seu desejo, se deverá ter um prazo deter minado, ou uma duração constante, ou então valer só para uma pessoa específica ou para qualquer um que usar o talismã. Carregue-o imaginando, na forma verbal presente, que o efeito desejado já está dando resultados. Você poderá fortalecer a energia do desejo concentrado com repetições freqüentes do carregamento, para que a força de irradiação do talismã se tome mais intensa a penetrante. Durante a concentração, transmita a vontade de que a eficácia do talismã se mantenha a se fortaleça automaticamente, mesmo enquanto você não pensa nele, a caso ele seja destinado a uma outra pessoa, isso também passe a valer para ela. Depois de carregar o talismã com a melhor das vibrações e a mais forte das energias de que você for capaz, ele estará pronto para ser usado.

    1. Carregamento através do represamento da energia vital determinado com a

    impregnação do desejo. Primeiro deve-se "desfluidificar" o talismã da forma descrita no item anterior, de número 1. Se for um talismã que você pretende usar pessoalmente, então deverá fazer o represamento da energia vital em seu próprio corpo (ver as instruções no Grau III). Depois de carregar expansivamente o seu corpo com energia vital, conduza-a ao talismã através da mão direita prensando-a, a ponto dela assumir a forma completa do talismã, amuleto ou pedra Você deverá imaginar que o talismã absorve a energia vital como um recipiente sugador e a preserva dentro dele pelo tempo que você deter minar. Você deverá trabalhar com a convicção de que com o tempo, ou com o use constante do talismã o efeito não diminuirá, mas pelo contrário, só se fortalecerá. A energia vital absorvida pelo talismã a comprimida até ficar branca a brilhante parecerá um sol luminoso. É aonde deverá chegar a sua imaginação. O desejo relativo ao efeito do talismã deverá ser transferido ao seu corpo já durante o represamento da energia vital. A duração do efeito também poderá ser fixada posteriormente através da imaginação. Devemos expressar ou determinar, pela forma presente do verbo, a convicção interior de que o talismã assumirá sua eficácia total logo após o carregamento. Não se deve escolher vários desejos, ou desejos contraditórios para um único talismã; o carregamento mais eficaz é aquele que prevê um único desejo.

    Mais tarde deveremos escolher aqueles desejos restritos ao âmbito do possível a evitar carregamentos fantásticos, irrealizáveis. Essa prescrição vale par a todas as formas de talismãs a tipos de carregamento. A extensão do efeito de um carregamento pode ser medida muito bem através de um pêndulo sidérico. Se quisermos carregar um talismã para outra pessoa, então não devemos conduzir a energia vital represada através do próprio corpo, mas adensá-la diretamente a partir do Universo a conduzi-la imaginativamente ao talismã. Todas as outras medidas a serem tomadas são as mesmas dos itens anteriores.

    1. Carregamento através do encantamento de elementais, elementares ou outros

    seres que deverão produzir o efeito desejado.

    Já escrevi sobre a criação de elementais a elementares nos graus anteriores. Até mesmo um elementar ou um elemental pode ser conectado a um talismã, pentáculo, amuleto ou pedra. O encantamento é feito através de uma palavra, um gesto ou um ritual montado a escolhido pelo próprio mago. Basta só pronunciar a palavra, a fórmula, ou então executar o gesto ou o ritual previamente determinados, e o elemental encantado liberará o efeito desejado. O próprio mago saberá quando um elemental ou elementar está em condições de ser encantado no talismã. Com certeza ele usará elementais para influências na esfera mental, a elementares para os efeitos astrais ou materiais-densos. Outros seres também poderão ser encantados desse modo nos talismãs, para efeitos deter minados; qualquer mago que tiver trabalhado com empenho em seu desenvolvimento conseguirá fazer isso. Ele poderá produzir o contato no Akasha através da prática do relacionamento passivo, do espelho mágico, ou pela transposição em transe. Não será preciso apresentar maiores explicações sobre isso, pois o próprio mago já saberá o que fazer a como fazê-lo.

    1. Carregamento através de rituais individuais ou tradicionais.

    Este método é o preferido dos magos orientais, aqueles dotados de uma enorme paciência; sem dúvida, esta é uma qualidade imprescindível para esse tipo de carregamento. O mago oriental faz sobre o talismã, com a mão ou com os dedos, um determinado sinal, previamente escolhido por ele, ou faz esse sinal com o talismã diretamente no ar. Ao fazer isso ele deverá concentrar-se no efeito que o talismã deverá exercer. Essa experiência deve ser repetida algumas vezes ao dia, durante vários dias; em função dessas inúmeras repetições a carga (bateria) -Volt - no Akasha torna-se tão forte a ponto de produzir o efeito desejado. Com esse Volt mágico tão forte no Akasha, basta efetuar o gesto, ritual ou sinal com o talismã em questão, ou sobre ele, que o efeito desejado já entra em ação, mesmo sem que seja preciso usar-se a imaginação ou a força mental. Um mago familiarizado com a Cabala sabe que desse modo ele consegue carregar ritualisticamente a sua própria bateria no Akasha, tantas vezes quantas correspondem ao número cabalístico 462, portanto 462 dias, para que o seu ritual possa funcionar automaticamente. Esse carregamento poderá ser feito sem grande esforço mas com muita perseverança, e é raro que um mago europeu consiga mobilizar essa enorme paciência, pois ele poderá alcançar o mesmo efeito com muito mais rapidez utilizando-se de um dos outros métodos aqui apresentados. O carregamento através de um ritual tradicional é mais fácil a exige só algumas repetições para que se estabeleça o contato, e o seu efeito é enorme, é quase um milagre. Porém esses rituais tradicionais de carregamento são segredos de sociedades secretas, lojas maçônicas, seitas, conventos, que nem mesmo eu posso revelar. Um mago bem instruído na clarividência poderia facilmente desvendar esses segredos, mas correria o risco de ser descoberto. E os magos orientais, que protegem os seus rituais sob juramento de morte, se defenderiam magicamente sem piedade contra todos aqueles que se apoderassem de seus rituais, sem a devida per missão. Por isso devo advertir o mago contra essas expropriações.

    Geralmente tratam-se de gestos com os quais são feitos os sinais secretos de diversas divindades, - Ishta Devatas - sobre o talismã, de modo semelhante ao que foi descrito aqui a respeito do ritual individual. Sem dúvida um carregamento desse tipo exerce um efeito fortíssimo pois o ritual é praticado por centenas de magos instruídos a transmitido de uma geração a outra, como uma tradição. Um membro considerado maduro geralmente obtém a transmissão desse ritual como um prêmio. A transmissão de um ritual a ao mesmo tempo a produção do contato com a bateria correspondente é chamada, no Oriente, de Ankhur ou Abhisheka.

    1. Carregamento através de fórmulas mágicas, mantras, tantras, etc.

    Essa é uma das maiores a mais poderosas formas de carregamento, mas exige um grande conhecimento a muita preparação; esses métodos serão descritos em detalhes nos meus dois outros livros, sobre a evocação mágica e a Cabala prática. Farei aqui só uma pequena observação, para fins elucidativos.

    O primeiro tipo de carregamento é feito através da repetição de uma fórmula mágica, pela qual um ser convocado para esse fim produz o efeito desejado.

    O carregamento através de mantras ocorre quando uma frase sagrada usada para a veneração de uma divindade - Japa - Yoga - é transferida a um talismã, através de pensamentos ou de palavras constantemente repetidos. Desse modo a característica da divindade em questão é materializada. Com certeza desse modo serão alcançados grandes resultados, em todos os planos. Um carregamento por tantras nada mais é do que uma magia de palavras corretamente utilizada, em que certas forças cósmicas agem através de palavras, letras, a sob determinados ritmos, sons, cores a condições cósmicas.

    1. Carregamento através do represamento de elementos.

    Essa possibilidade de carregamento está disponível a qualquer mago que já assimilou, de forma prática, toda a instrução apresentada até agora. Se ele quiser provocar um efeito através do princípio de um elemento, então ele deverá carregar o pentáculo ou talismã escolhidos com o elemento correspondente a esse efeito. O carregamento em si deverá ser feito da maneira descrita no item 2, Le., pelo represamento da energia vital, só com a diferença de que, ao invés da energia vital, usa-se o elemento desejado. Para o use próprio do talismã, o represamento do elemento deverá ser feito através do próprio corpo, a para o use de outras pessoas, diretamente do Universo. Se por exemplo, não conseguirmos dominar um elemento, devemos usar o elemento oposto para uma blindagem num talismã carregado. Podem ser produzidos muitos outros efeitos por meio dos elementos, e o mago com experiência conseguirá, com sua intuição, compor sozinho as variações que desejar.

    1. Carregamento através dos fluidos elétrico ou magnético.

    Este é um dos carregamentos mais fortes, em que são usados os fluidos elétrico ou magnético. Se o talismã se destinar a proteger, defender ou irradiar algo, ou produzir alguma ativação, então devemos usar preferencialmente o fluido elétrico. Mas se ele for usado para atrair algo - simpatia, felicidade, sucesso, - então devemos utilizar o fluido magnético. O carregamento é feito da mesma maneira que no caso dos represamentos de energia vital ou dos elementos, só que para o talismã de use próprio o represamento deverá ser feito só na metade do corpo correspondente, portanto não no corpo inteiro. O fluido magnético deverá ser represado dinamicamente na metade esquerda do corpo a também projetado para dentro do talismã através da mão esquerda. No caso do fluido elétrico isso deverá ser feito na metade direita, e a projeção deverá então passar ao talismã através da mão direita.

    1. Carregamento por meio do represamento de energia luminosa.

    Para os efeitos espirituais mais sutis, como o desencadeamento de diversas forças ocultas, da intuição ou da inspiração, devemos realizar preferencialmente o carregamento de um talismã com energia luminosa represada. Esse tipo de carregamento é feito do mesmo modo que o represamento da energia vital, em conjunto com a impregnação do desejo, a determinação do prazo, etc. A luz comprimida no talismã assemelha-se a um sol, a deverá brilhar mais do que a luz do sol comum. Para o use pessoal o talismã deverá ser represado com energia luminosa através do próprio corpo, a para uma outra pessoa, diretamente do Universo. No mais, devemos observar as regras gerais já descritas.

    1. Carregamento por meio de uma esfera eletromagnética – volt.

    Para atenuar as influências kármicas, proteger-se de quaisquer influências de outras esferas a dirigir o próprio destino a seu bel-prazer, deve-se carregar um talismã, para use próprio ou de outras pessoas, com um Volt mágico. Esse tipo de carregamento chama-se "Voltização"; é a mais forte imitação do princípio do Akasha. Só um mago que anseia pelo objetivo mais elevado, ou seja, a união com Deus, é que pode usar esse tipo de carregamento, para não se sobrecarregar com essa intervenção no Akasha. Como já dissemos, tudo o que existe foi criado através dos dois fluidos, por meio dos quatro elementos. De acordo com a lei universal, o fluido elétrico está no ponto central. Na periferia do fluido elétrico, onde termina a expansão, o fluido magnético começa a agir, e é o local em que é mais fraco. Do ponto central, ou de combustão, até a periferia do fluido elétrico, a distância é exatamente a mesma que a do começo do fluido magnético até o final da periferia desse fluido, onde a força de atração magnética é mais forte. Essa lei vale tanto para o pequeno quanto para o grande, portanto para o macro e o microcosmo. No carregamento com um Volt, ou seja, na produção desse Volt, essa lei deve ser observada.

    Se você quiser carregar um talismã, um pentáculo ou uma pedra através de um Volt, para o seu use próprio, deverá proceder com se segue: Represe o fluido elétrico dinamicamente com toda a força no lado direito de seu corpo. Projete o fluido elétrico represado através da mão a finalmente através do dedo indicador, formando uma forte faísca elétrica, que você deverá encantar imaginativamente no ponto central de seu talismã. A faísca elétrica comprimida deve se parecer a uma luz vermelha incandescente. Proceda do mesmo modo com o fluido magnético a conduza-o através do dedo indicador da mão esquerda para a sua frente, de modo a envolver a faísca elétrica esférica com o fluido magnético, com tanta força, que ela chega a ficar imaginativamente invisível. Imagine o fluido magnético comprimido na cor azul; ao conseguir isso deverá restar-lhe somente, imaginativamente, uma pequena esfera azul que englobará toda a forma do talismã. Com isso o seu Volt estará pronto, a assim que o fluido elétrico dentro e o magnético fora dele brilharem, impregne a esfera, Le., o Volt, com o seu desejo, e determine o efeito. Se mais tarde você quiser reforçar o carregamento, o que provavelmente nem será necessário, precisará só adensar o fluido magnético, a assim o fluido elétrico que se encontra em seu interior será reforçado por si só, automaticamente.

    Um Volt desse tipo tem um efeito mágico tão forte que poderá modificar o karma. O mago que conseguir fazer isso não estará mais submetido ao karma comum; acima dele s ó existirá a Providência Divina. Se o mago resolver carregar um talismã com um Volt para outra pessoa, ele deverá proceder do mesmo modo, só que não deverá extrair os fluidos elétrico a magnético de seu corpo, mas diretamente do Universo.

    Esse carregamento com o Volt, para outras pessoas, deverá ser feito só em último caso, pois o mago deverá ter a certeza de que a pessoa em questão possui realmente ideais elevados, é sincero em seu desenvolvimento a na verdade é só perseguido pelo karma, portanto como diz a boca do povo, é um azarado.

    A visão clarividente do mago poderá ver tudo isso, a sua intuição lhe dirá corretamente se ele deverá fazer isso ou não. Nesse caso o próprio mago será responsável.

    Se um Volt mágico desse tipo for encantado numa pequena ferradura magnética, com a esfera envolvendo todo o magneto, até mesmo o Tomé mais incrédulo se convencerá do seu efeito fortíssimo.

    1. Carregamento através de uma operação mágico-sexual.

    Existe mais um tipo de carregamento sobre o qual farei aqui só um breve comentário, mas por motivos éticos a morais evitarei descrever a sua prática em detalhes.

    O mago que costuma meditar, logo aprenderá sozinho essa prática, mas por outro lado evitará trabalhar com ela, pois nesse meio tempo terá aprendido muitas outras possibilidades de carregamento. Só um mago com um senso de ética muito desenvolvido se atreveria a realizar essa prática, pois para o ser que é puro, tudo é puro. Nas mãos de uma pessoa amoral essas práticas poderiam provocar mais danos do que benefícios. No mínimo essas pessoas fariam um mau use dessas fortes energias, como são as energias do amor, a provocariam muitos transtornos. Por isso darei só uma breve indicação sobre o princípio em que se baseia essa possibilidade de carregamento. Em primeiro lugar serão necessários certos preparativos, sem os quais a operação não daria certo. Uma operação mágico-sexual realizada com um objetivo qualquer, é um ato sagrado, uma prece, em que se copia o ato criativo do amor. Tudo o que existe no Universo foi criado a partir do ato do amor; é nessa lei universal que se baseia a magia sexual. Nesse caso devemos naturalmente trabalhar com uma parceira consciente, de preferência também instruída na magia. O homem, portanto o mago, representa o princípio ativo, criador, enquanto que a mulher - a maga - é o princípio passivo, gerador. Essa maga -parceira - instruída no domínio dos fluidos elétrico a magnético, deverá inverter a sua polaridade, de modo que a sua cabeça seja fluidificada magneticamente a os genitais eletricamente. No homem a situação é inversa, Le., sua cabeça deverá ser polarizada magneticamente a os genitais eletricamente. Na ligação entre os dois surgirá uma energia muito forte, de dupla polarização, que produzirá um efeito muito intenso. Nesse ato de amor não se gera uma nova vida, mas sim o efeito desejado. Os duplos pólos, superior a inferior são ativados, Le., entra em ação o magneto quadripolar, o JOD VAU HE, o mistério maior do amor, da criação. Esse ato de criação, o mais elevado que existe no mundo, poderia facilmente cair para o amor carnal, a portanto degradar-se. O seu maior simbolismo é apresentado na cena bíblica da expulsão de Adão a Eva do Paraíso. O mago que ousar aventurar-se na mais suprema dentre todas as práticas deve obrigatoriamente dominar as vibrações superiores a inferiores para transferi-las à pedra, portanto ao seu talismã, num eventual carregamento. Se desonrar esse ato sagrado através do prazer carnal, sofrerá as mesmas perdas que Adão a Eva, que não puderam mais usufruir dos frutos do Paraíso. O mago intuitivo entenderá facilmente a dimensão desse simbolismo a achará justo o meu silêncio sobre esse mistério tão profundo.

    3.3A Realização de Desejos através de Esferas Eletromagnéticas no Akasha, a assim

    chamada "Voltização". Já descrevi a produção de um Volt através do fluido eletromagnético, no item sobre o carregamento de talismãs. Na "voltização" o processo é o mesmo, só que num Volt a esfera eletromagnética produzida para o Akasha deverá ser maior. A prática é a seguinte: Represe o fluido elétrico com muita força na metade direita de seu corpo a projete-o para fora pela superfície interna da mão direita, formando com ele, através da imaginação, uma grande esfera, que deverá flutuar livre no ar. Essa projeção não passa pelos dedos, mas diretamente pela superfície interna da mão direita. A esfera incandescente, de cor vermelha brilhante por causa do fluido elétrico comprimido, deverá ser fortalecida dinamicamente pelo represamento repetido do fluido elétrico a pelas reiteradas projeções, a aumentada através do carregamento freqüente. O represamento e a dinamização devem ser feitos até que a esfera atinja o diâmetro de um metro. Proceda do mesmo modo com o fluido magnético, que depois de represado deverá ser projetado para fora através da superfície interna da mão esquerda, preenchendo a esfera elétrica camada a camada. Por meio da repetição freqüente do represamento do fluido magnético a sua projeção, o envoltório torna-se cada vez maior a mais compacto, até a esfera inteira alcançar um diâmetro de cerca de dois metros. Com isso o Volt eletromagnético estará pronto.

    Se o mago resolver fazer um Volt desse tipo para uma segunda pessoa, então ele deverá tomar os fluidos elétrico a magnético diretamente do Universo. Assim que esse Volt eletro-magnético estiver pronto, com a maior das imaginações, com uma fé a uma força de vontade inquebrantáveis, o mago deverá impregnar esse acumulador mágico fortíssimo com a respectiva concentração do desejo. Através da imaginação ele deverá criar o objetivo de seu Volt. Assim que terminar ele deverá entrar quase extaticamente, com a sua imaginação, no Universo infinito, no macrocosmo, enfim, no mundo das origens, portanto no Akasha. Pelo pensamento ele deverá cortar a ligação com o seu Volt, parando de pensar nele repentinamente, Le., esquecendo-o propositalmente a ocupando-se de outras coisas. Esse carregamento do Volt aqui apresentado é uma das mais poderosas operações que o mago poderá realizar nesse estágio de seu desenvolvimento, pois através dela ele se tornará senhor de si mesmo a também dos outros. Aquela coisa primordial que ele transpôs ao seu Volt no Akasha surtirá efeito, tanto no plano mental, astral quanto no materialdenso. O mago saberá valorizar tudo isso a assumir a responsabilidade por essa grande possibilidade de poder alcançar para si mesmo a seus irmãos humanos, pelos quais ele ousará realizar essa operação, os mais elevados e nobres objetivos.

    O mago que chegou até aqui em seu árduo caminho, que conseguiu compensar o seu karma através de duros exercícios, mais difíceis do que a própria ascese, já não poderá mais sofrer nenhuma ameaça. Ele não estará mais submetido às influências habituais do destino, pois tornou-se dono dele, a só a Providência Divina em seu aspecto mais elevado poderá influenciar a sua vontade Resumo de todos os exercícios do grau IX

    1. INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO:

    A prática da clarividência através do espelho mágico. a) A visão através do espaço a do tempo. b) Efeito à distância através do espelho mágico.

    1. Diversos trabalhos de projeção através do espelho mágico.
    2. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA:
    3. A separação consciente do corpo astral, do corpo material denso.
    4. A impregnação do corpo astral com as quatro características divinas

    básicas.

    1. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO:
    2. Tratamento de doentes através do fluido eletromagnético.
    3. Carregamento mágico de talismãs, amuletos a pedras preciosas.
    4. Realização de desejos através de esferas eletromagnéticas no Akasha, a assim

    chamada "voltização".

    GRAU X

    1 INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPIRITO

    1.1 A Elevação do Espírito aos Planos mais Elevados

    O domínio completo dos graus anteriores

    Bardon inicia o Grau X advertindo que o estudante deve fazer uma análise sincera do próprio desenvolvimento. Não basta ter lido ou praticado superficialmente os exercícios; é necessário dominá-los integralmente.

    Caso ainda existam dificuldades, o autor recomenda interromper o avanço e retornar aos exercícios anteriores até que todas as capacidades estejam firmemente desenvolvidas.

    Segundo Bardon, a pressa é um dos maiores obstáculos ao progresso mágico. O desenvolvimento deve ocorrer de maneira gradual, sistemática e consciente, pois qualquer deficiência deixada para trás dificultará o trabalho com forças espirituais mais elevadas.

    O significado do Grau X

    O décimo grau encerra a primeira etapa da iniciação hermética.

    Segundo Bardon, esse grau corresponde ao término daquilo que ele relaciona simbolicamente com a primeira carta do Tarô, servindo como preparação para estudos mais avançados que seriam apresentados posteriormente nas obras A Prática da Evocação Mágica e A Chave para a Verdadeira Cabala.

    O autor afirma que qualquer lacuna deixada durante a formação impedirá o estudante de dominar corretamente as forças superiores estudadas nesses níveis posteriores.

    A postura interior do mago

    Ao recordar toda a trajetória percorrida, o estudante perceberá que evoluiu muito mais do que imaginava inicialmente. Contudo, Bardon afirma que esse progresso representa apenas o primeiro degrau de uma ascensão muito maior.

    À medida que o conhecimento aumenta, também deve crescer a humildade.

    O autor recomenda que o mago elimine progressivamente características como:

    • ambição;

    • egoísmo;

    • vaidade;

    • convencimento;

    • qualquer tendência negativa.

    Quanto mais profundamente penetrar nos mistérios da criação, maior deverá ser sua reverência diante da sabedoria divina.

    1.1.1 O conhecimento da esfera dos elementos

    A primeira tarefa prática do Grau X consiste em conhecer diretamente a esfera dos elementos.
    Utilizando o corpo mental, o mago deverá visitar conscientemente os diferentes reinos elementares descritos por Bardon.

    Os quatro reinos apresentados são:

    Reino

    Habitantes

    Terra

    Gnomos

    Água

    Ninfas

    Ar

    Silfos (ou fadas)

    Fogo

    Salamandras

    Segundo Bardon, esses seres pertencem ao respectivo elemento puro e habitam planos diferentes do mundo material.

    A realidade dos seres elementares

    Bardon afirma que muitas pessoas consideram gnomos, ninfas, silfos e salamandras simples personagens de lendas ou contos de fadas.

    Entretanto, segundo sua doutrina, essas narrativas frequentemente preservam conteúdos simbólicos relacionados a realidades espirituais.

    O autor sustenta que o iniciado poderá comprovar por experiência própria a existência desses seres, pois terá desenvolvido conscientemente seus sentidos espirituais.

    Em contraste, a pessoa comum permanece limitada à percepção do mundo físico e, por isso, dificilmente consegue admitir a existência de planos mais sutis.

    O objetivo do treinamento

    Segundo Bardon, a finalidade do curso nunca foi apenas compreender conceitos teóricos.

    O verdadeiro objetivo consiste em desenvolver capacidades que permitam ao estudante perceber conscientemente planos superiores da existência e atuar neles.

    Por esse motivo, o autor afirma que não pretende antecipar temas pertencentes à magia evocatória, concentrando-se apenas na preparação necessária para que o estudante alcance o mundo dos elementos.


    1.1.1.1 A natureza dos seres elementares

    Bardon explica que existe uma diferença fundamental entre o ser humano e um ser elemental.

    Enquanto o homem é constituído pela combinação dos elementos, o ser elemental é formado exclusivamente pelo elemento ao qual pertence.

    Ser humano

    Ser elemental

    Constituído pela combinação dos elementos.

    Constituído por um único elemento puro.

    Possui espírito imortal, segundo a doutrina apresentada por Bardon.

    Não possui espírito imortal.

    Vive no plano material.

    Habita o plano correspondente ao seu elemento.

    Segundo o autor, embora esses seres possuam uma existência muito mais longa do que a humana, ao final retornam ao próprio elemento do qual são constituídos.

    Bardon deixa de descrever detalhadamente esses reinos porque considera que o estudante deverá conhecê-los diretamente por meio da experiência prática.


    O contato com os seres elementares

    O objetivo inicial do mago não é dominar esses seres, mas estabelecer contato consciente com eles.

    Somente posteriormente, com maior desenvolvimento, seria possível exercer autoridade sobre eles.

    Bardon informa que os métodos específicos para evocação e manifestação dessas entidades seriam apresentados posteriormente na obra A Prática da Evocação Mágica.

    1.1.1.2 A necessidade da transformação mental

    Antes de entrar em qualquer reino elemental, Bardon afirma que o estudante deve compreender uma regra fundamental: seres elementares comunicam-se naturalmente apenas com seres da mesma natureza.

    O autor utiliza uma comparação simples:

    Assim como um pássaro comunica-se com outro pássaro, um ser elemental comunica-se naturalmente apenas com outro ser do mesmo elemento.
    Por esse motivo, o mago precisa utilizar os exercícios de transformação aprendidos nos graus anteriores.
    Em vez de permanecer com sua forma humana, ele deverá assumir mentalmente a forma correspondente ao elemento que deseja visitar.

    O exemplo do reino da Terra

    Como primeiro exercício, Bardon utiliza o reino dos gnomos.

    Antes de iniciar a experiência, o estudante deverá conhecer claramente sua aparência.

    Caso não possua essa imagem, deverá observá-la através:

    • da clarividência;

    • do estado de transe;

    • do espelho mágico.

    Segundo a descrição apresentada pelo autor, os gnomos costumam aparecer como:

    • homens de pequena estatura;

    • longas barbas;

    • capuzes;

    • cabelos compridos;

    • olhos brilhantes;

    • pequena túnica.

    Bardon acrescenta que esses seres geralmente carregam uma pequena lâmpada utilizada para iluminar os caminhos do mundo subterrâneo.


    O exercício de identificação

    Após conhecer a aparência do gnomo, o estudante deverá assumir completamente essa forma em seu corpo mental.

    Em seguida, deverá identificar-se integralmente com o elemento Terra, preenchendo essa forma com sua qualidade elemental, porém sem realizar represamento de energia.

    O exercício prossegue com a imaginação de uma descida ao interior da Terra.

    Inicialmente, o ambiente será percebido como completamente escuro.

    Então o estudante deverá imaginar uma pequena lâmpada irradiando uma luz intensa, capaz de iluminar progressivamente o ambiente subterrâneo.

    Exercício:

    1. Assumir mentalmente a forma de um gnomo.

    2. Identificar essa forma com o elemento Terra.

    3. Imaginar a descida ao reino subterrâneo.

    4. Visualizar uma lâmpada iluminando completamente a escuridão.

    5. Permanecer atento ao ambiente e aos possíveis contatos com os seres elementares.


    O desenvolvimento gradual da percepção

    Bardon afirma que, nas primeiras tentativas, o estudante provavelmente perceberá muito pouco.

    Entretanto, com a repetição constante do exercício, a consciência tornar-se-á progressivamente adaptada ao ambiente elemental.

    Segundo o autor, os seres inicialmente aparecerão de forma vaga e indistinta. Com a continuidade da prática, tornar-se-ão cada vez mais nítidos, até que o mago possa percebê-los claramente e estabelecer contato consciente.

    1.1.1.3 O contato com os gnomos

    Após conseguir penetrar conscientemente no reino da Terra e perceber os gnomos com clareza, Bardon apresenta uma das regras mais importantes desse exercício: o mago nunca deve iniciar o contato com um espírito da Terra .
    Segundo o autor, durante as primeiras visitas o estudante deve manter uma postura de observação e autocontrole, aguardando que a iniciativa da comunicação parta dos próprios gnomos.
    Essa recomendação faz parte da disciplina exigida para o contato com os seres elementares.

    O motivo dessa regra

    Bardon explica que, durante o trabalho dos gnomos, pode surgir uma forte impressão ou até mesmo um impulso para que o mago faça alguma pergunta ou comentário.

    Entretanto, ele recomenda que esse impulso seja controlado.

    Segundo sua doutrina, ao falar primeiro, o mago corre o risco de inverter a relação de autoridade que deveria existir entre ele e os espíritos elementares.

    Na visão apresentada por Bardon, o correto é que o mago mantenha sua posição de domínio e equilíbrio interior.

    Os riscos descritos por Bardon

    O autor afirma que, caso essa regra seja desrespeitada, os espíritos da Terra poderiam utilizar suas próprias capacidades mágicas para prender o mago ao elemento Terra.

    Segundo Bardon, isso poderia provocar uma identificação tão intensa com esse elemento que o operador perderia a capacidade de retornar ao próprio corpo.

    Ele descreve a seguinte sequência de acontecimentos:

    • o mago perde o domínio da operação;

    • torna-se preso ao elemento Terra;

    • permanece ligado ao plano dos gnomos;

    • rompe-se posteriormente o cordão mental que o conecta ao corpo físico;

    • ocorre a morte do corpo material.

    Bardon acrescenta que, do ponto de vista da medicina, essa morte seria interpretada apenas como um ataque cardíaco.

    A importância do autocontrole

    Bardon tranquiliza o estudante afirmando que esses riscos não ameaçam aquele que executa corretamente os exercícios e mantém completo domínio sobre si mesmo.

    Segundo ele, o treinamento desenvolvido ao longo dos nove graus anteriores prepara justamente o mago para conservar esse equilíbrio durante todas as experiências espirituais.

    O autocontrole continua sendo considerado a principal proteção do iniciado.


    A mudança na relação com os gnomos

    Quando o mago respeita essa disciplina, Bardon afirma que ocorre uma mudança gradual na relação com os espíritos da Terra.

    Inicialmente, os gnomos observam o estudante e avaliam sua firmeza.

    Depois de reconhecerem sua inteligência, sua vontade e sua estabilidade, passam a vê-lo como um ser superior.

    Nesse momento, segundo o autor, deixam de agir apenas como observadores e tornam-se colaboradores do mago.

    A evolução dessa relação é descrita da seguinte forma:

    Etapa

    Relação com os gnomos

    Primeiro contato

    Observação e cautela.

    Reconhecimento da superioridade do mago

    Amizade.

    Desenvolvimento contínuo

    Cooperação e obediência.


    O relacionamento com os espíritos da Terra

    Bardon afirma que, entre todos os seres elementares, os espíritos da Terra são aqueles que possuem maior afinidade com o ser humano.

    Segundo ele, quando reconhecem a autoridade espiritual do mago, demonstram grande disposição para ajudá-lo.

    Essa colaboração, porém, deve ser conquistada naturalmente por meio da disciplina e do desenvolvimento interior, e não imposta precipitadamente.


    O aprendizado proporcionado pelos gnomos

    O autor recomenda que o estudante visite repetidamente o reino da Terra até sentir que não há mais novos conhecimentos a adquirir naquele plano.

    Segundo Bardon, os ensinamentos recebidos diretamente dos gnomos superam aquilo que poderia ser aprendido apenas pela leitura de livros.

    Entre os conhecimentos que o mago poderá adquirir, o autor menciona:

    Conhecimento

    Descrição segundo Bardon

    Ervas

    Propriedades e aplicações das plantas.

    Pedras

    Poderes e influências mágicas de determinadas pedras.

    Tesouros ocultos

    Informações sobre objetos escondidos na Terra.

    Estrutura subterrânea

    Fontes, cavernas, jazidas minerais e depósitos naturais.

    Magia da Terra

    Formas pelas quais os gnomos utilizam o elemento Terra.

    Os diferentes graus entre os gnomos

    Assim como ocorre entre os seres humanos, Bardon afirma que existem diferentes níveis de inteligência e desenvolvimento entre os espíritos da Terra.

    Segundo ele, alguns gnomos possuem conhecimentos especializados e ocupam posições mais elevadas dentro desse reino.

    Entre eles estariam, por exemplo, os mestres da Alquimia.

    O autor não desenvolve esse assunto neste capítulo, limitando-se a informar que o estudante poderá conhecer esses seres durante suas próprias experiências.


    A passagem para o reino seguinte

    Depois de adquirir toda a experiência possível no reino dos gnomos, Bardon orienta que o estudante prossiga sua jornada espiritual explorando o próximo plano elemental.

    A sequência proposta pelo autor é:

    Terra (Gnomos)
    ↓
    Água (Ninfas)
    ↓
    Ar (Silfos)
    ↓
    Fogo (Salamandras)
    1.1.1.4 O reino dos espíritos da Água

    Depois de concluir seu aprendizado no reino dos gnomos, Bardon orienta que o mago prossiga sua exploração da esfera dos elementos dirigindo-se ao reino da Água.
    Assim como ocorreu no elemento Terra, a preparação começa antes da projeção mental. O estudante deverá conhecer previamente a aparência dos espíritos da água e adaptar sua própria forma mental para harmonizar-se com esse plano.

    A aparência dos espíritos da Água

    Segundo Bardon, o mago deverá observar os espíritos da água por meio do espelho mágico antes de realizar sua primeira visita.

    O autor descreve esses seres como muito semelhantes aos seres humanos, diferindo pouco em relação à forma física.

    Na maioria das vezes, apresentam-se como mulheres extremamente belas, chamadas tradicionalmente de ninfas.

    Bardon observa, entretanto, que também existem espíritos masculinos pertencentes ao elemento Água.

    Característica

    Descrição segundo Bardon

    Forma

    Semelhante à humana.

    Aparência predominante

    Mulheres de grande beleza.

    Espíritos masculinos

    Também existem.

    Nome tradicional

    Ninfas.


    A transformação mental

    Embora as ninfas sejam geralmente representadas como figuras femininas, Bardon afirma que não é obrigatório que o mago assuma essa forma.

    A transformação poderá ser realizada conforme a preferência do praticante.

    Ainda assim, o autor observa que assumir a forma de uma ninfa pode facilitar a integração ao ambiente e reduzir a atenção dirigida ao visitante.

    Em qualquer caso, o aspecto mais importante continua sendo a identificação completa com o elemento Água.


    A preparação para a projeção

    Antes da viagem mental, o estudante deverá impregnar completamente seu corpo mental com o elemento Água.

    Depois disso, deverá imaginar-se em um grande lago ou no mar e iniciar sua descida até o fundo das águas.

    Bardon não considera essencial o local escolhido, desde que a imaginação permaneça firme e coerente durante toda a experiência.

    Exercício:

    1. Assumir mentalmente uma forma compatível com o reino da Água.

    2. Identificar completamente o corpo mental com o elemento Água.

    3. Imaginar-se entrando em um grande lago ou no mar.

    4. Descer lentamente até o fundo das águas.

    5. Permanecer em estado de observação até perceber os primeiros habitantes desse plano.


    O primeiro contato com as ninfas

    Assim como ocorreu no reino da Terra, Bardon explica que os espíritos da água normalmente não aparecem imediatamente.

    O contato desenvolve-se gradualmente.

    Segundo o autor, a perseverança, a repetição dos exercícios e o sincero desejo de estabelecer comunicação fazem com que os primeiros seres comecem a aproximar-se do mago.

    Inicialmente, o estudante perceberá apenas figuras femininas movendo-se livremente através da água.

    Com a continuidade das experiências, essas presenças tornar-se-ão cada vez mais nítidas.


    Os diferentes níveis de inteligência

    Bardon afirma que também existem diferentes graus de desenvolvimento entre os espíritos da Água.

    Embora descreva todas as ninfas como extremamente belas, ele explica que algumas possuem inteligência e autoridade muito superiores às demais.

    Essas entidades são chamadas por ele de líderes reais.

    Segundo o autor, essas líderes distinguem-se não apenas pela beleza, mas também pela elevada sabedoria.


    Os conhecimentos transmitidos pelas ninfas

    Bardon afirma que o mago poderá observar que os espíritos da Água não permanecem ociosos.

    Eles desempenham diversas atividades relacionadas ao próprio elemento.

    O autor considera desnecessário descrevê-las detalhadamente, pois entende que o estudante deverá conhecê-las por experiência direta.

    Segundo Bardon, as líderes do reino da Água poderão transmitir conhecimentos sobre diversos assuntos.

    Conhecimento

    Descrição segundo Bardon

    Vida aquática

    Natureza e comportamento dos peixes.

    Plantas aquáticas

    Propriedades e características das espécies.

    Pedras submarinas

    Conhecimentos relacionados aos minerais existentes sob as águas.

    Magia da Água

    Operações e práticas relacionadas ao elemento Água.

    A regra da comunicação

    A mesma regra apresentada para os gnomos permanece válida no reino da Água.

    Durante os primeiros contatos, o mago não deverá iniciar a conversa.

    Ele deverá aguardar que a iniciativa parta dos próprios espíritos da Água.

    Somente depois que essa aproximação ocorrer naturalmente poderá desenvolver um relacionamento mais profundo com esses seres.

    O risco do envolvimento emocional

    Neste ponto, Bardon apresenta uma advertência específica para o reino da Água.

    Segundo ele, a extraordinária beleza das ninfas representa uma das maiores provas enfrentadas pelo estudante.

    O autor afirma que esses seres possuem grande capacidade de sedução e podem despertar forte atração emocional.

    Por esse motivo, recomenda que o mago mantenha constante domínio sobre seus próprios sentimentos.

    Bardon resume essa disciplina na seguinte ideia:

    "A lei é o amor, mas o amor submetido à vontade."

    Essa frase expressa o princípio de que os sentimentos não devem dominar a consciência do praticante, mas permanecer sob o governo da vontade.


    Os perigos descritos por Bardon

    Segundo a doutrina apresentada pelo autor, um envolvimento afetivo descontrolado com uma ninfa poderia levar o mago a perder sua autonomia espiritual.

    Bardon afirma que, nesse caso, o estudante acabaria submetendo sua vontade ao espírito da Água, comprometendo a própria operação mágica.

    O autor acrescenta que diversos magos teriam fracassado por não conseguirem controlar esse tipo de apego.

    A passagem para o reino do Ar

    Depois de explorar plenamente o reino da Água e adquirir toda a experiência que esse plano pode oferecer, Bardon orienta que o estudante continue sua jornada em direção ao terceiro reino elemental.

    A sequência proposta pelo autor permanece:

    Terra (Gnomos)
    ↓
    Água (Ninfas)
    ↓
    Ar (Silfos)
    ↓
    Fogo (Salamandras)
    1.1.1.5 O reino dos espíritos do Ar

    Depois de concluir o aprendizado no reino da Água, Bardon orienta que o mago prossiga sua jornada em direção ao reino do Ar.
    Diferentemente das ninfas, que segundo o autor demonstram grande facilidade em estabelecer contato com os seres humanos, os espíritos do Ar são descritos como muito mais reservados e difíceis de abordar.

    A aparência dos espíritos do Ar

    Bardon descreve os espíritos do Ar como seres de extraordinária beleza.

    Assim como ocorre no elemento Água, predominam as formas femininas, embora também existam espíritos masculinos.

    O autor destaca outra característica marcante desses seres: seu corpo possui natureza extremamente leve, delicada e flexível, semelhante a uma substância etérica.

    Característica

    Descrição segundo Bardon

    Forma

    Semelhante à humana.

    Aparência predominante

    Feminina.

    Espíritos masculinos

    Também existem.

    Corpo

    Etérico, leve, macio e flexível.


    A preparação para a projeção

    Neste reino, Bardon apresenta uma diferença em relação aos exercícios anteriores.

    Enquanto no contato com os gnomos era necessário assumir sua forma e, no reino da Água, essa transformação também podia ser utilizada, no elemento Ar o autor afirma que isso não é indispensável.

    O estudante poderá conservar sua própria aparência mental, desde que impregne completamente seu espírito com o elemento Ar.

    Depois dessa preparação, deverá transportar sua consciência para as regiões aéreas com o firme propósito de encontrar seus habitantes.

    Exercício:

    1. Impregnar completamente o corpo mental com o elemento Ar.

    2. Transportar a consciência para a região do Ar.

    3. Permanecer em observação e movimentar-se livremente nesse ambiente.

    4. Repetir o exercício quantas vezes forem necessárias.

    5. Aguardar que os espíritos iniciem o contato.


    A importância da perseverança

    Bardon alerta que o primeiro contato dificilmente ocorrerá logo nas tentativas iniciais.

    Segundo ele, o estudante não deve interpretar essa dificuldade como fracasso.

    O progresso depende da repetição constante do exercício e da firme determinação em alcançar esse plano.

    O autor recomenda que o mago permaneça paciente e não abandone a prática caso os espíritos inicialmente o evitem.


    A adaptação ao ambiente do Ar

    Bardon orienta que o estudante procure comportar-se de maneira semelhante aos próprios espíritos do Ar.

    Isso significa adaptar sua movimentação ao ambiente aéreo.

    O mago deverá imaginar-se:

    • flutuando livremente;

    • deslocando-se suavemente pelo espaço;

    • deixando-se conduzir pelas correntes do ar.

    Segundo o autor, essa identificação facilita a aproximação gradual dos habitantes desse reino.


    O primeiro contato

    Mesmo quando os espíritos finalmente se aproximarem, Bardon mantém exatamente a mesma regra apresentada para os elementos anteriores.

    O mago jamais deverá iniciar a conversa.

    A iniciativa deverá partir sempre do próprio espírito elemental.

    Somente depois disso poderá desenvolver-se um relacionamento entre ambos.

    Os riscos da iniciativa precipitada

    O autor afirma que iniciar a comunicação antes do momento adequado poderá produzir consequências semelhantes às descritas nos reinos anteriores.

    Por esse motivo, recomenda que o estudante mantenha absoluto domínio sobre sua vontade e aguarde serenamente o momento em que os próprios espíritos decidirem aproximar-se.

    Mais uma vez, Bardon considera o autocontrole um dos principais requisitos para a segurança do praticante.


    Os conhecimentos transmitidos pelos espíritos do Ar

    Depois de estabelecer contato, o mago poderá aprender diversos conhecimentos relacionados ao elemento Ar.

    Embora Bardon não detalhe esses ensinamentos neste capítulo, ele afirma que os espíritos desse reino poderão transmitir práticas mágicas e conhecimentos que ultrapassam aquilo que normalmente é conhecido pelos seres humanos.

    Segundo o autor, muitos desses segredos somente podem ser compreendidos por meio da experiência direta nesse plano.

    Continuidade do treinamento

    O contato com os espíritos do Ar representa mais uma etapa da exploração da esfera dos elementos.

    Depois de adquirir toda a experiência possível nesse reino, o estudante deverá prosseguir para o último plano elemental apresentado por Bardon: o reino do Fogo.

    A sequência completa permanece:

    Terra (Gnomos)
    ↓
    Água (Ninfas)
    ↓
    Ar (Silfos)
    ↓
    Fogo (Salamandras)
    1.1.1.6 O reino dos espíritos do Fogo

    Depois de concluir o aprendizado nos reinos da Terra, da Água e do Ar, Bardon conduz o estudante ao quarto e último reino elemental: o elemento Fogo.
    Segundo o autor, somente após compreender profundamente os três elementos anteriores o mago estará preparado para estabelecer contato consciente com os espíritos do Fogo.

    A aparência dos espíritos do Fogo

    Assim como nos exercícios anteriores, Bardon recomenda que o mago observe previamente a aparência desses seres através do espelho mágico.

    Segundo sua descrição, os espíritos do Fogo apresentam semelhanças com a forma humana, mas possuem características próprias que os distinguem.

    Entre elas, o autor destaca:

    • rosto menor do que o humano;

    • pescoço extremamente longo e fino.

    Depois de conhecer essa aparência, o estudante deverá assumir mentalmente essa forma antes de iniciar a experiência.

    Característica

    Descrição segundo Bardon

    Forma geral

    Semelhante à humana.

    Rosto

    Menor que o de um ser humano.

    Pescoço

    Muito longo e fino.


    A preparação para a projeção

    Após assumir imaginativamente a forma de um espírito do Fogo, o mago deverá impregnar completamente seu corpo mental com o elemento Fogo.

    Em seguida, deverá transportar sua consciência para o ambiente que Bardon considera o habitat mais característico desses seres: o interior espiritual de uma cratera ou montanha de fogo.

    Exercício:

    1. Observar a aparência dos espíritos do Fogo por meio do espelho mágico.

    2. Assumir mentalmente essa forma.

    3. Impregnar completamente o corpo mental com o elemento Fogo.

    4. Transportar a consciência para uma cratera ou montanha de fogo.

    5. Permanecer em observação até estabelecer contato.


    O comportamento dos espíritos do Fogo

    Bardon compara o comportamento desses seres ao movimento das próprias chamas.

    Enquanto os espíritos do Ar já demonstravam constante mobilidade, os espíritos do Fogo apresentam um dinamismo ainda maior.

    Segundo o autor, eles movimentam-se continuamente, saltando de forma semelhante às labaredas de uma fogueira.

    Essa característica expressa, simbolicamente, a natureza ativa e dinâmica atribuída ao elemento Fogo.


    A regra da comunicação

    Mais uma vez, Bardon repete a orientação apresentada nos três reinos anteriores.

    O mago não deverá dirigir a palavra aos espíritos do Fogo antes que eles próprios iniciem a comunicação.

    Essa regra permanece válida durante os primeiros contatos e faz parte da disciplina geral ensinada ao longo de toda a exploração da esfera dos elementos.

    Os diferentes graus de inteligência

    Assim como ocorre nos demais reinos, Bardon afirma que também existem diferentes níveis de desenvolvimento entre os espíritos do Fogo.

    O autor observa que quanto mais elevado for o grau de inteligência desses seres, mais harmoniosa e bela será sua aparência.

    Por esse motivo, recomenda que o estudante procure estabelecer contato preferencialmente com os espíritos mais desenvolvidos.

    Grau de desenvolvimento

    Características segundo Bardon

    Espíritos comuns

    Menor desenvolvimento intelectual.

    Espíritos mais elevados

    Maior inteligência e aparência mais harmoniosa.


    Os conhecimentos transmitidos pelos espíritos do Fogo

    Depois de conquistar a confiança desses seres, o mago poderá aprender diversos conhecimentos relacionados ao elemento Fogo.

    Bardon afirma que esses ensinamentos abrangem principalmente a magia prática ligada a esse elemento.

    Entretanto, assim como fez nos capítulos anteriores, ele não descreve esses conhecimentos detalhadamente, afirmando que devem ser obtidos diretamente pela experiência do estudante.

    Os espíritos do centro da Terra

    Após concluir o aprendizado com os espíritos que habitam as crateras e montanhas de fogo, Bardon descreve um estágio ainda mais elevado.

    Segundo o autor, existem espíritos do Fogo que habitam o ponto central mais profundo da Terra.

    Esses seres seriam detentores de conhecimentos ainda mais profundos do que aqueles encontrados nas regiões vulcânicas.

    Bardon apenas menciona sua existência neste capítulo, sem desenvolver maiores detalhes sobre eles.


    O domínio dos quatro elementos

    Ao final desse treinamento, Bardon afirma que o estudante terá completado sua formação na esfera dos elementos.

    Segundo o autor, conhecer profundamente os quatro reinos elementares significa tornar-se senhor dos elementos.

    Essa condição representa a conclusão de uma importante etapa da iniciação hermética apresentada na obra.

    A sequência completa dos exercícios é apresentada da seguinte forma:

    Elemento

    Seres correspondentes

    Terra

    Gnomos

    Água

    Ninfas

    Ar

    Silfos

    Fogo

    Salamandras

    1.1.1.7 A superioridade do ser humano em relação aos seres elementares

    Depois de concluir a exploração dos quatro reinos elementares, Bardon apresenta uma das conclusões centrais dessa experiência.
    Segundo o autor, o mago perceberá que, apesar de toda a inteligência e conhecimento dos seres elementares, existe uma diferença fundamental entre eles e o ser humano.
    Enquanto cada espírito elemental é constituído exclusivamente por um único elemento, o homem reúne em si todos os quatro elementos e, além deles, um quinto princípio, que Bardon identifica como o Princípio Divino .

    Ser humano

    Seres elementares

    Reúne os quatro elementos.
    Constituídos por apenas um elemento.
    Possui também o Princípio Divino.
    Não possuem esse princípio.
    Representa a síntese da criação.
    Representam apenas um aspecto da criação.

    A interpretação da passagem bíblica

    Com base nessa concepção, Bardon afirma que o mago compreenderá o significado da passagem bíblica segundo a qual o homem foi criado "à imagem e semelhança de Deus".

    Na interpretação apresentada pelo autor, essa expressão refere-se ao fato de que o ser humano sintetiza todos os princípios fundamentais da criação em uma única existência.

    Por essa razão, Bardon considera o homem o ser mais completo dentre todos aqueles que habitam os diversos planos da natureza.

    O desejo de imortalidade dos seres elementares

    Segundo Bardon, durante o contato com os espíritos elementares o mago perceberá outra característica importante desses seres.

    O autor afirma que eles desejam alcançar a imortalidade e invejam o privilégio concedido ao ser humano.

    Na visão apresentada por Bardon, esse desejo decorre justamente da ausência do Princípio Divino em sua constituição.

    O autor acrescenta que o mago possui a possibilidade de ajudá-los nesse processo, embora não explique como isso ocorre.

    Em vez disso, afirma que o estudante suficientemente desenvolvido descobrirá essa possibilidade por meio da própria intuição.

    O valor da experiência direta

    Após visitar os quatro reinos elementares, Bardon afirma que o estudante perceberá a quantidade de conhecimentos que pode adquirir diretamente desses seres.

    Segundo o autor, todas essas experiências permanecem registradas na memória do mago e podem posteriormente ser aplicadas também no plano material.

    Desse modo, aquilo que foi aprendido durante as projeções mentais transforma-se em conhecimento utilizável na vida prática.


    A magia natural

    Bardon observa que muitas das realizações obtidas pelo mago através desse conhecimento parecerão milagres aos olhos de pessoas sem formação hermética.

    Entretanto, segundo sua perspectiva, essas realizações decorrem simplesmente da compreensão e da aplicação consciente das leis da natureza.

    1.1.2 O encontro com o guia espiritual

    Depois de concluir o aprendizado junto aos quatro elementos, Bardon afirma que o mago está preparado para iniciar uma etapa ainda mais elevada de sua evolução.
    Nesse momento, o estudante poderá estabelecer um relacionamento consciente com seu guia espiritual.
    O autor relembra que esse guia já havia sido mencionado anteriormente durante os exercícios de contato passivo com o plano espiritual.
    Segundo Bardon, toda pessoa possui um espírito protetor designado pela Providência Divina para acompanhar seu desenvolvimento.
    Nos exercícios anteriores, esse contato podia ocorrer por meio da clarividência, do espelho mágico ou do estado de transe.
    Agora, porém, o relacionamento passa a ocorrer diretamente no plano mental.

    A preparação para o encontro

    Segundo Bardon, o exercício consiste em elevar o corpo mental verticalmente, afastando-se progressivamente da Terra.

    O autor oferece duas possibilidades de imaginação.

    A primeira consiste em imaginar-se sendo elevado para o alto por uma força semelhante a um redemoinho.

    A segunda consiste em sentir-se extremamente leve, como se a própria Terra o repelisse.

    Bardon afirma que cada estudante poderá descobrir qual dessas formas lhe proporciona melhor concentração.

    Exercício:

    1. Separar conscientemente o corpo mental.

    2. Elevar-se verticalmente acima da Terra.

    3. Continuar a ascensão até perceber a Terra como um pequeno astro distante.

    4. Concentrar-se intensamente no desejo de encontrar o guia espiritual.

    5. Permanecer aguardando sua manifestação.


    O primeiro encontro

    Segundo Bardon, após algumas tentativas o estudante encontrará visualmente seu guia espiritual, também chamado pelo autor de anjo da guarda.

    Ele descreve esse momento como uma das experiências mais marcantes de toda a iniciação.

    A partir desse encontro, o mago poderá comunicar-se diretamente com seu guia.

    O autor recomenda que o estudante aproveite essa oportunidade para perguntar:

    • como poderá estabelecer novos contatos;

    • quando esses contatos poderão ocorrer;

    • sob quais condições deverão ser realizados.

    Segundo Bardon, todas as orientações fornecidas pelo guia deverão ser rigorosamente obedecidas.

    1.1.3 A exploração das esferas superiores

    Depois de estabelecer contato com seu guia espiritual, Bardon afirma que a instrução mental entra em sua etapa final.
    Segundo o autor, o mundo material deixa de ser o principal campo de investigação do mago.
    Sua atenção volta-se então para a exploração consciente das esferas superiores do Universo.

    O método de acesso às esferas

    O procedimento permanece semelhante ao utilizado no encontro com o guia espiritual.

    O estudante deverá elevar-se mentalmente acima da Terra e concentrar sua vontade na esfera que deseja visitar.

    Segundo Bardon, como o espírito não está sujeito às limitações de tempo e espaço, a própria esfera exercerá uma força de atração sobre a consciência do mago.

    Essa exploração poderá ocorrer:

    • individualmente;

    • ou acompanhada pelo guia espiritual.


    A sequência das esferas planetárias

    Bardon organiza essas visitas segundo a sequência tradicional da Árvore Cabalística da Vida.

    A ordem apresentada pelo autor é:

    Ordem

    Esfera

    I

    Lua

    II

    Mercúrio

    III

    Vênus

    IV

    Sol

    V

    Marte

    VI

    Júpiter

    VII

    Saturno

    Segundo Bardon, cada uma dessas esferas possui:

    • habitantes próprios;

    • leis específicas;

    • conhecimentos particulares;

    • mistérios que deverão ser conhecidos diretamente pelo mago.


    A conclusão da instrução mental

    Quando o estudante tiver explorado todas essas esferas e compreendido seus respectivos princípios, Bardon considera encerrada sua formação mental.

    Nesse estágio, o autor afirma que o praticante tornou-se um verdadeiro iniciado.

    Ele utiliza diferentes expressões para caracterizar essa condição:

    • mago completo;

    • Irmão da Luz;

    • verdadeiro Iniciado.

    Entretanto, Bardon conclui lembrando que esse não representa o término absoluto da evolução espiritual.

    Mesmo alcançando esse elevado grau de desenvolvimento, o estudante apenas concluiu a primeira grande etapa de sua jornada hermética.

    2 Instrução mágica da Alma (X)

    2.1 A Ligação Consciente com seu Deus Pessoal

    A preparação para esse exercício

    Bardon afirma que esse trabalho somente deve ser iniciado quando o estudante tiver concluído satisfatoriamente toda a instrução da alma dos graus anteriores.

    Segundo o autor, o mago deve verificar se realmente alcançou:

    • o equilíbrio mágico;

    • o aperfeiçoamento moral;

    • a purificação da alma.

    Somente uma alma devidamente preparada pode tornar-se, segundo Bardon, um receptáculo adequado para a manifestação da divindade.

    A diferença entre a visão religiosa e a visão do mago

    Bardon compara a compreensão comum da ligação com Deus àquela desenvolvida pelo iniciado.

    Segundo ele, muitas tradições religiosas entendem que essa ligação ocorre por meio da oração, do pedido, da devoção ou do agradecimento.

    Para o mago, entretanto, essa compreensão é apenas um primeiro estágio.

    Após todo o treinamento hermético, a ligação com Deus deixa de ser apenas um ato de fé e torna-se uma experiência consciente e direta.

    Compreensão religiosa comum

    Compreensão apresentada por Bardon

    Ligação por meio da oração e da devoção.

    Ligação consciente obtida pelo desenvolvimento espiritual.

    Baseada principalmente na fé.

    Baseada na preparação interior e na experiência direta.

    O conceito de Deus segundo Bardon

    Para Bardon, Deus representa o ser mais elevado, mais verdadeiro e mais justo que existe.

    Por esse motivo, desde o início da iniciação o estudante aprende a viver de acordo com aquilo que o autor chama de leis universais.

    Segundo Bardon, a verdadeira ideia de Deus está inseparavelmente ligada à justiça universal.

    Independentemente da religião seguida pelo estudante, ele deverá compreender a divindade como a expressão máxima dessas leis.


    A universalidade da prática

    Bardon afirma que seu método não pertence exclusivamente a nenhuma religião.

    O estudante pode permanecer fiel à própria tradição religiosa enquanto percorre o caminho da iniciação.

    Entre as religiões citadas pelo autor estão:

    • Cristianismo;

    • Judaísmo;

    • Budismo;

    • Islamismo;

    • Hinduísmo;

    • Bramanismo;

    • outras tradições religiosas.

    Segundo Bardon, todas podem servir como ponto de partida, desde que o praticante reconheça nelas a expressão da justiça universal.

    As quatro características fundamentais da divindade

    Bardon afirma que, à medida que amadurece espiritualmente, o mago passa a compreender a divindade através de quatro atributos fundamentais.

    No exemplo apresentado pelo autor, um cristão não deve enxergar Cristo apenas como uma figura histórica, mas como a manifestação completa dessas qualidades universais.

    As quatro características são:

    Característica

    Significado segundo Bardon

    Onipotência

    Poder absoluto.

    Sabedoria universal

    Conhecimento absoluto.

    Amor universal

    Bondade perfeita.

    Imortalidade

    Existência eterna.

    Segundo o autor, essas quatro qualidades correspondem simbolicamente aos quatro elementos estudados durante toda a iniciação.

    O símbolo da divindade

    O autor afirma que não existe um símbolo obrigatório para representar Deus.

    Cada estudante poderá utilizar aquele que corresponda sinceramente à sua visão espiritual.

    Entre os exemplos apresentados por Bardon estão:

    • Cristo;

    • Buda;

    • um Deva;

    • o Sol;

    • uma luz;

    • uma chama;

    • qualquer outro símbolo elevado.

    Entretanto, Bardon ressalta que o símbolo em si possui importância secundária.

    O elemento essencial é a qualidade espiritual atribuída a ele.

    Segundo o autor, qualquer representação utilizada deve expressar o conceito supremo de uma divindade amorosa, perfeita e digna da mais elevada devoção.

    2.1.1 As quatro formas de ligação com Deus

    Depois de definir o conceito de divindade, Bardon apresenta quatro formas pelas quais essa ligação pode ser estabelecida.
    Segundo o autor, o verdadeiro mago deve conhecer todas elas, embora posteriormente possa dar preferência àquela que melhor corresponda à sua natureza.

    As quatro formas são:

    Forma

    Descrição geral

    Místico-passiva

    A revelação divina ocorre espontaneamente durante estados de êxtase ou profunda contemplação.

    Mágico-ativa

    A aproximação é realizada conscientemente por meio da invocação teúrgica.

    Concreta

    A divindade é representada por uma forma ou símbolo definido.

    Abstrata

    A ligação ocorre diretamente com as qualidades divinas, sem representação visual.

    A forma místico-passiva

    Segundo Bardon, essa é a forma mais comum entre santos, místicos e pessoas profundamente religiosas.

    Nesse caso, a experiência da presença divina manifesta-se espontaneamente durante:

    • profunda meditação;

    • oração;

    • êxtase;

    • estados de contemplação.

    A forma assumida por essa manifestação dependerá da tradição espiritual de cada praticante.

    Por exemplo, um cristão poderá perceber:

    • Cristo;

    • uma cruz;

    • uma pomba branca;

    • o Espírito Santo.

    Entretanto, Bardon afirma que a imagem observada possui importância secundária.

    O essencial continua sendo a qualidade espiritual revelada por meio dessa experiência.

    A forma mágico-ativa

    A segunda modalidade é apresentada por Bardon como a forma característica do verdadeiro mago.

    Diferentemente da experiência mística espontânea, aqui a aproximação é realizada conscientemente.

    Segundo o autor, isso ocorre por meio da invocação teúrgica.

    Nessa modalidade, o mago eleva deliberadamente sua consciência em direção ao princípio divino.

    Bardon descreve esse encontro utilizando uma imagem simbólica:

    • o mago percorre metade do caminho em direção a Deus;

    • Deus percorre a outra metade em direção ao mago.

    Segundo o autor, embora essa experiência também possa culminar em um estado extático, esse estado não surge de maneira espontânea, mas como consequência consciente do próprio trabalho mágico.

    As formas concreta e abstrata

    Bardon explica que tanto a ligação místico-passiva quanto a mágico-ativa podem ocorrer de duas maneiras diferentes.

    Na forma concreta, o praticante utiliza uma representação definida da divindade.

    Essa representação pode assumir qualquer forma compatível com sua tradição espiritual.

    Na forma abstrata, toda representação visual é abandonada.

    O estudante concentra-se diretamente nas qualidades divinas, sem recorrer a imagens ou símbolos.

    Forma

    Característica

    Concreta

    Utiliza um símbolo ou imagem da divindade.

    Abstrata

    Contempla apenas os atributos divinos, sem representação visual.

    A diferença prática entre a revelação místico-passiva e a mágico-ativa

    Bardon inicia esclarecendo que ambas as formas podem parecer semelhantes exteriormente, mas diferem completamente na maneira como a experiência acontece.
    Na revelação místico-passiva, o praticante mergulha profundamente em meditação, entrando no princípio do Akasha ou em estado de transe. Durante essa contemplação, a imagem ou símbolo da divindade manifesta-se espontaneamente.
    Nesse caso, a iniciativa da experiência parte da própria manifestação divina.
    Já na revelação mágico-ativa, o processo é consciente e voluntário.
    O próprio mago evoca, por meio da imaginação e da concentração, as qualidades de sua divindade, podendo fazê-lo de forma concreta ou abstrata.

    Revelação místico-passiva Revelação mágico-ativa

    A manifestação ocorre espontaneamente durante a meditação. A manifestação é produzida conscientemente pelo mago.
    O símbolo surge por si mesmo. O símbolo é construído pela vontade.
    Predomina a receptividade. Predomina a ação consciente.

    O exercício preparatório da ligação concreta

    Antes de realizar a verdadeira união com a divindade, Bardon propõe um exercício de treinamento da imaginação.

    O estudante deverá colocar diante de si uma imagem, figura ou símbolo representando sua divindade.

    Sentado em sua asana, deverá fixar intensamente essa imagem durante vários minutos.

    Depois fechará os olhos e procurará reproduzi-la mentalmente com absoluta nitidez.

    Segundo Bardon, com a repetição constante do exercício ocorrerá um fenômeno conhecido pelo estudante de imaginação: a imagem continuará aparecendo mesmo após desviar o olhar, podendo inclusive ser percebida sobre uma superfície branca próxima.

    O autor considera esse fenômeno um excelente treinamento para fortalecer a capacidade de visualização.

    Exercício:

    1. Colocar diante de si a imagem da divindade escolhida.

    2. Observá-la atentamente durante vários minutos.

    3. Fechar os olhos e reconstruí-la mentalmente.

    4. Repetir o exercício até conseguir visualizá-la em qualquer momento e lugar.

    5. Continuar praticando até que a presença da imagem se torne espontânea e estável.

    A incorporação das qualidades divinas

    Depois que a imagem puder ser produzida facilmente, Bardon afirma que o estudante deverá começar a enriquecê-la com as qualidades fundamentais da divindade.

    Entretanto, isso não deve ser feito de uma só vez.

    O autor recomenda que cada atributo seja desenvolvido isoladamente.

    Primeiro uma característica.

    Depois outra.

    Somente quando cada qualidade estiver perfeitamente integrada é que todas deverão ser reunidas numa única manifestação.

    As quatro qualidades continuam sendo:

    Qualidade Significado
    Onipotência Poder absoluto.
    Sabedoria Conhecimento universal.
    Amor Bondade universal.
    Imortalidade Existência eterna.

    Segundo Bardon, somente quando essas quatro características estiverem plenamente vivas na imagem é que ela deixará de ser uma simples representação mental.

    Da imagem ao ser vivo

    Nesse estágio ocorre uma mudança importante.

    O estudante não deverá mais considerar a figura diante de si como uma imagem criada pela imaginação.

    Ela deverá ser percebida como uma presença viva.

    Segundo Bardon, o praticante deverá sentir que sua divindade realmente existe diante dele, irradiando consciência, vida e atividade.

    Quanto mais frequentemente esse exercício for repetido, mais intensa se tornará essa percepção.

    A união com a divindade

    Quando essa presença estiver plenamente estabelecida, inicia-se a etapa principal do exercício.

    O mago imaginará que a divindade deixa o lugar onde estava diante dele e penetra completamente em seu próprio corpo.

    Ela ocupa o lugar anteriormente pertencente à consciência individual.

    Esse processo deverá ser repetido inúmeras vezes.

    Segundo Bardon, gradualmente o praticante deixará de sentir sua personalidade habitual.

    Em seu lugar surgirá a consciência da própria divindade.

    Nesse estado, o autor afirma que:

    não é mais o ego humano que pensa;
    não é mais o ego humano que fala;
    não é mais o ego humano que age.

    Quem atua é a consciência divina assumida durante a meditação.

    A finalidade mágica desse exercício

    Bardon explica que esse treinamento possui uma finalidade prática muito importante.

    Segundo ele, posteriormente o mago deverá ser capaz de realizar esse mesmo processo com qualquer divindade pertencente às diferentes tradições espirituais.

    Essa capacidade será indispensável principalmente em dois campos da magia hermética:

    a evocação;
    a teurgia.

    Segundo o autor, somente identificando-se plenamente com a autoridade representada pela divindade o mago poderá exercer influência sobre os seres espirituais subordinados a ela.

    O surgimento das capacidades mágicas

    Bardon afirma que, quanto mais profunda se torna essa união, mais intensamente as qualidades da divindade passam a manifestar-se na própria alma do mago.

    Essas qualidades transformam-se em capacidades permanentes.

    Na terminologia hermética utilizada pelo autor, essas capacidades são chamadas de:

    energias mágicas;
    poderes mágicos;
    Siddhis.

    Segundo Bardon, essas faculdades não são adquiridas por desejo pessoal, mas surgem naturalmente como consequência da união consciente com o princípio divino.

    2.1.1.1 A ligação abstrata com Deus

    Depois de dominar completamente a ligação concreta, Bardon conduz o estudante a uma etapa ainda mais elevada.

    Agora toda representação visual deverá ser gradualmente abandonada.

    No início, o praticante ainda poderá utilizar algum símbolo auxiliar.

    O autor cita como exemplos:

    uma luz;
    uma chama;
    o fogo.

    Entretanto, esses símbolos servirão apenas como apoio temporário.

    Posteriormente também deverão desaparecer.

    Restará somente a qualidade pura da divindade.

    A interiorização das qualidades

    Bardon orienta que cada atributo divino seja inicialmente sentido em sua região correspondente do corpo, conforme o treinamento realizado nos graus anteriores.

    Por exemplo:

    Qualidade Centro utilizado
    Onipotência Cabeça.
    Amor universal Coração.
    Sabedoria Conforme a correspondência desenvolvida pelo praticante durante os exercícios anteriores.
    Imortalidade Conforme sua integração interior ao conceito divino.

    À medida que o exercício evolui, essas localizações deixam de ser necessárias.

    As quatro qualidades fundem-se numa única percepção indivisível.

    A identificação absoluta

    Depois de longa repetição, Bardon afirma que o estudante deixa de perceber qualquer separação entre si e a divindade.

    Não existe mais um sujeito contemplando Deus nem um Deus observado pelo sujeito.

    Ambos tornam-se uma única realidade consciente.

    O autor resume essa experiência através de duas fórmulas tradicionais.

    A primeira é:

    "Eu sou Deus."

    A segunda pertence à tradição dos Vedas:

    "Tat Tvam Asi" ("Tu és Isso" ou "Isto és tu").

    Essas expressões representam, segundo Bardon, o ponto culminante da meditação abstrata.

    A conclusão da instrução da alma

    Bardon encerra afirmando que, ao atingir esse estágio, o mago conclui seu desenvolvimento mágico no plano astral.

    Os exercícios posteriores já não introduzem novos métodos fundamentais.

    Seu objetivo passa a ser apenas aprofundar continuamente essa união com o princípio divino, fortalecendo-a cada vez mais.

    2.2 O Relacionamento com as Divindades

    Depois de explicar a ligação consciente com o Deus pessoal, Bardon apresenta a consequência prática desse desenvolvimento.

    Segundo o autor, quando o mago domina completamente a união consciente com o princípio divino, ele passa a possuir condições de relacionar-se com qualquer divindade ou inteligência espiritual sem agir apenas como um indivíduo humano.

    Essa é a etapa final da instrução mágica da alma.

    A condição necessária

    Bardon inicia esse trecho afirmando que somente existe uma condição para esse trabalho.

    O estudante deve ter alcançado plena capacidade de ligar-se conscientemente com qualquer manifestação do princípio divino.

    O autor amplia essa ideia afirmando que essa ligação pode ocorrer com:

    • qualquer divindade;

    • qualquer inteligência superior;

    • qualquer ser divino.

    Essa possibilidade decorre do exercício apresentado no capítulo anterior, em que o mago aprende a unir completamente sua consciência ao conceito divino.


    Atuar como Deus

    Bardon faz então uma afirmação que resume toda a finalidade dos exercícios anteriores.

    Segundo ele:

    O mago poderá atuar na esfera desejada, não como mago, mas como Deus.

    Essa frase sintetiza um dos princípios fundamentais de toda a sua doutrina.

    Durante os dez graus da iniciação, o estudante trabalhou continuamente para purificar:

    • seu corpo;

    • sua alma;

    • sua mente;

    • sua vontade.

    Agora, segundo Bardon, essas transformações permitem que sua atuação deixe de ser limitada pela personalidade comum.

    Na operação mágica, o praticante age identificado com o princípio divino que conscientemente assumiu durante a meditação.

    A autoridade espiritual

    Segundo Bardon, essa identificação modifica completamente a natureza da atuação mágica.

    Enquanto nos primeiros graus o estudante exercia sua vontade individual, agora essa vontade encontra-se subordinada ao princípio divino.

    Assim, quando realiza uma operação espiritual, ela não é apresentada como fruto do ego humano.

    O autor afirma que ela ocorre em união com a própria vontade divina.

    Por isso, segundo Bardon, sua autoridade perante as inteligências espirituais torna-se completamente diferente daquela existente nos graus anteriores.


    O compartilhamento das qualidades divinas

    Bardon conclui esse capítulo afirmando que o mago passa a compartilhar todas as qualidades fundamentais da divindade com a qual está unido.

    Essas qualidades continuam sendo aquelas apresentadas anteriormente:

    Qualidade

    Significado na obra

    Onipotência

    Expressão do poder divino.

    Sabedoria

    Conhecimento universal.

    Amor universal

    Bondade e misericórdia divinas.

    Imortalidade

    Participação na realidade eterna do princípio divino.

    Segundo o autor, essas características deixam de ser apenas objeto de contemplação e passam a constituir a própria consciência do praticante durante a ligação divina.


    O encerramento da instrução da alma

    Bardon encerra a instrução mágica da alma de forma extremamente breve.

    Ele afirma que não há mais nada a acrescentar sobre esse aspecto do treinamento.

    A razão apresentada é simples.

    Segundo o autor, quando o mago alcança essa união consciente, sua evolução astral chegou ao ponto máximo previsto nesta obra.

    Nesse estado:

    • sua consciência encontra-se unificada ao princípio divino;

    • sua vontade procura expressar a vontade da divindade;

    • sua atuação espiritual ocorre sob essa identificação consciente.

    Por isso Bardon considera encerrada toda a instrução da alma do Grau X.

    3 Instrução Mágica do Corpo (X)

    3.1 Métodos para a Obtenção das Capacidades Mágicas Brahma e Shakti

    Ao iniciar a instrução mágica do corpo do Grau X, Bardon faz uma pausa para comparar seu sistema hermético com outros caminhos iniciáticos. Seu objetivo não é ensinar o Kundalini-Ioga, mas demonstrar que diferentes tradições descrevem as mesmas realidades espirituais utilizando símbolos distintos.

    3.1.1 A unidade dos sistemas iniciáticos

    Bardon afirma que um estudante familiarizado com outros métodos de iniciação perceberá inúmeras semelhanças entre eles e o sistema hermético apresentado em Iniciação ao Hermetismo .
    Como exemplo, ele escolhe o sistema hindu da Ioga, especialmente o Kundalini-Ioga .
    Segundo o autor, esse sistema apresenta um paralelo muito próximo dos antigos Mistérios Egípcios, frequentemente mencionados ao longo da obra.
    Para Bardon, essa semelhança não é coincidência.
    Ela demonstra que todas as verdadeiras escolas iniciáticas procuram desenvolver as mesmas capacidades interiores, ainda que utilizem linguagens simbólicas diferentes.

    3.1.2 O Centro Muladhara

    Como exemplo dessa correspondência simbólica, Bardon apresenta o Centro Muladhara , conhecido na tradição hindu como o primeiro chakra.
    Segundo o autor, esse centro localiza-se na região do cóccix e constitui o ponto inicial do desenvolvimento no Kundalini-Ioga.

    Bardon descreve sua representação simbólica da seguinte forma:

    Elemento simbólico

    Descrição apresentada por Bardon

    Quadrado amarelo

    Estrutura externa do centro.

    Triângulo vermelho

    Localizado dentro do quadrado.

    Falo

    Situado no interior do triângulo.

    Cobra enrolada

    Envolve o falo com três voltas.

    Elefante

    Símbolo associado ao centro.

    Deusa

    Ocupa simbolicamente o triângulo.
    Segundo Bardon, toda essa representação constitui uma linguagem simbólica cuidadosamente construída.

    3.1.3 A interpretação hermética do símbolo

    Depois de apresentar os elementos do diagrama, Bardon explica seu significado segundo a interpretação que considera mais correta.
    Cada símbolo representa um princípio da iniciação.

    Símbolo

    Significado segundo Bardon

    Quadrado

    O elemento Terra.

    Triângulo

    Os três mundos: material, astral e mental.

    Falo

    A força criadora da imaginação.

    Cobra

    O caminho iniciático e o conhecimento.
    Segundo Bardon, o quadrado representa a Terra porque esse elemento é formado pela condensação dos quatro elementos fundamentais.

    Já o triângulo representa os três planos nos quais o iniciado deverá desenvolver-se:

    mundo material;
    mundo astral;
    mundo mental.
    O símbolo central do diagrama, entretanto, é o falo.
    Para Bardon, ele não representa simplesmente a sexualidade.
    Ele simboliza a força criadora da imaginação.

    3.1.4 A cobra como símbolo do conhecimento

    Outro elemento fundamental do diagrama é a serpente.

    Segundo Bardon, ela representa:

    o caminho iniciático;
    o conhecimento adquirido ao longo desse caminho.
    O fato de a serpente envolver o falo possui um significado importante.
    Na interpretação apresentada pelo autor, isso demonstra que a imaginação criadora somente produz desenvolvimento quando é orientada pelo conhecimento.
    A energia sem direção não conduz à iniciação.
    Somente a imaginação disciplinada produz transformação espiritual.

    3.1.5 O verdadeiro significado do Muladhara

    Bardon afirma que o Muladhara não deve ser entendido apenas como um centro energético do corpo.
    Para ele, trata-se principalmente de um diagrama iniciático .
    Segundo o autor, todo o simbolismo desse chakra resume aquilo que o estudante deverá realizar em seu desenvolvimento.
    Ele afirma inclusive que esse diagrama corresponde simbolicamente à primeira carta do Tarô , considerada por ele o início da iniciação.

    O estudante deverá aprender a dominar conscientemente:

    o mundo físico;
    o mundo astral;
    o mundo mental.
    Somente quando alcançar esse domínio poderá dizer que realizou verdadeiramente aquilo que o símbolo do Muladhara representa.

    3.1.6 Por que esse centro é chamado de Brahma

    Bardon explica a origem do nome tradicional desse centro.
    Segundo ele, o Muladhara também recebe o nome de Centro Brahma .
    Isso ocorre porque, nesse estágio do desenvolvimento espiritual, o estudante começa a compreender Brahma como manifestação da divindade.
    O autor descreve Brahma através de diversos atributos.

    Atributo

    Significado segundo Bardon

    Eterno

    Não está sujeito ao tempo.

    Universal

    Presente em toda a criação.

    Indefinível

    Não pode ser limitado por conceitos humanos.

    Constante

    Permanece imutável.

    Tranquilo

    Representa o princípio estável da existência.
    Segundo Bardon, Brahma representa o aspecto positivo, permanente e imóvel da realidade divina.

    3.1.7 A relação entre Brahma e Shakti

    Depois de apresentar Brahma, Bardon introduz o conceito de Shakti .
    Segundo sua explicação, Brahma permanece imóvel.
    Ele não cria diretamente.
    A criação manifesta-se através de Shakti, que o autor identifica como o princípio feminino.

    Dentro do simbolismo do Muladhara:

    Brahma corresponde ao princípio estável;
    Shakti corresponde à força criadora em atividade.
    Por isso a serpente envolve o falo.
    Segundo Bardon, ela utiliza a energia criadora simbolizada pelo falo para produzir a manifestação.

    3.1.8 A imaginação como energia de Shakti

    Bardon conclui esse capítulo fazendo uma afirmação extremamente importante para toda sua obra.

    Segundo ele:

    A imaginação é a energia de Shakti ou Kundalini.

    Essa frase sintetiza praticamente todo o método desenvolvido nos dez graus anteriores.

    Ao olhar retrospectivamente para o sistema hermético, o autor afirma que o estudante perceberá que todos os exercícios tiveram como finalidade desenvolver justamente essa força criadora.

    Durante toda a iniciação, a imaginação foi utilizada para:

    • condensar elementos;

    • produzir projeções mentais;

    • realizar impregnações;

    • estabelecer contatos espirituais;

    • construir imagens mágicas;

    • efetuar ligações com a divindade.

    Assim, Bardon conclui que a imaginação não é apenas uma faculdade psicológica.

    Ela constitui a principal força criadora utilizada pelo mago.

    Texto original

    Instrução mágica do espírito (X) A Elevação do Espírito aos Planos mais Elevados Antes de começar a acompanhar a prática desse décimo grau, o último de nosso curso, o mago deverá olhar para trás a se certificar de que domina cem por cento tudo o que foi ensinado até agora. Se isso não ocorrer, então ele deverá empenhar-se em fazer uma revisão de tudo aquilo que não assimilou direito a esforçar-se em desenvolver adequadamente cada uma das capacidades. A press a e a precipitação no desenvolvimento são inúteis a revelam-se extremamente desvantajosas no trabalho posterior com a magia. Para evitar decepções o mago deverá usar o tempo que for necessário para trabalhar sistemática a conscienciosamente. Deve saber que esse último grau já representa o final de seu desenvolvimento mágico no que se refere à primeira carta do tarô a para a qual ele precisa estar preparado se quiser prosseguir com trabalhos mágicos mais elevados, descritos nas minhas duas obras subseqüentes ("Die Praxis der Magischen Evokation" = A Prática da Evocação Mágica; a "Der Schlüssel zur Wahren Quabbalah" = A Chave para a Verdadeira Cabala). Caso surjam lacunas em seu trabalho, o mago jamais conseguirá dominar as forças superiores. Não é muito importante para ele assimilar esse curso em etapas alguns meses antes do previsto ou alguns meses depois, o principal é que ele não perca de vista a sua meta de it sempre em frente até alcançar as mais iluminadas alturas do reconhecimento divino. Numa visão retrospectiva o mago verá que já trilhou um longo caminho em sua evolução, o que é muito mais do que imaginou; mas ele precisa saber que esse é só o primeiro degrau de uma longa escalada. Quando ele tiver consciência de quanto conhecimento a experiência terá de acumular a absorver, adotará uma posição de humildade a reverência diante da fonte divina da sabedoria. Em seu coração ele não deverá abrigar ambição, egoísmo a convencimento, enfim, nenhuma característica negativa, pois quanto mais profundamente penetrar na oficina de Deus, tanto mais dedicado a receptivo se tomará, internamente. A sua primeira tarefa no décimo grau será obter o conhecimento da esfera dos elementos. Com seu corpo mental ele deverá visitar as diversas esferas dos elementos, a se transportar ao reino dos gnomos ou espíritos da terra, depois aos espíritos da água ou das ninfas. Conhecerá o reino do ar, ou dos silfos, ou fadas, e finalmente o reino das salamandras, ou espíritos do fogo. Para um não-iniciado essas possibilidades soarão como fábulas, ou contos de fada, a vai considerá-las uma mera utopia. Para o verdadeiro iniciado não existem contos de fada ou lendas; elas devem ser basicamente entendidas como histórias simbólicas, que muitas vezes contêm verdades profundas. O mesmo vale para os gnomos, ninfas, silfos a salamandras. Baseando-se em suas próprias observações o mago se convencerá da existência efetiva desses seres. Uma pessoa magicamente nãoinstruída, cujos sentidos não foram desenvolvidos do ponto de vista espiritual, está só sintonizada nas vibrações do mundo material a não consegue imaginar a existência de outros seres, muito menos convencer-se disso. A maioria das pessoas está tão dominada pela matéria, por causa de seu modo de vida puramente materialista, a ponto de não entender a nem tomar consciência de algo superior a mais sutil, externo a nosso mundo físico. Mas para um mago instruído naturalmente as coisas são diferentes, pois ele desenvolve seus sentidos conscientemente; assim consegue ver muito mais a tomar consciência das energias, planos a seres superiores, convencendo-se deles por si mesmo. Na verdade esse é o objetivo do nosso curso, Le., instruir a pessoa para que além do mundo físico ela possa também tomar consciência de esferas mais elevadas a dominá-las.

    Não pretendemos nos precipitar e estudar temas correlatos, mas só nos limitarmos à prática do que deve ser feito para alcançarmos o mundo dos elementos. No estudo anterior aprendemos que no mundo dos elementos, além do próprio elemento existem seres a ele correspondentes, que o habitam. A diferença entre uma pessoa a um ser do elemento consiste no fato da pessoa ser constituída de quatro, ou de cinco elementos, que a dominam, enquanto que o ser do elemento é composto somente do elemento puro que lhe corresponde. Pelo nosso conceito de tempo, esses seres possuem um tempo de vida bem mais longo que o nosso, mas não um espírito imortal. Geralmente um ser desses dissolve-se depois novamente em seu elemento. Deixaremos de lado as descrições dos detalhes pois o mago poderá conhecê-los sozinho em suas experiências práticas, o que será possível através da transposição de seu espírito. O mago deverá transportar-se ao reino dos elementos a promover um contato com o ser que o habita. Mais tarde ele até conseguirá dominar esse ser. A citação e a chamada de um ser desse tipo a nosso planeta material de modo passivo a ativo serão descritas em detalhes no capítulo correspondente à magia da evocação, na minha obra subseqüente, intitulada "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica). Porém o mago deverá saber, sobretudo, que o reino dos elementos não é o nosso mundo material a que ele não conseguirá transportar-se para lá sem uma capacitação prévia. Um ser dos elementos só pode se comunicar com o seu semelhante, a isso deve ser levado em conta. Um pássaro só consegue comunicar-se com um pássaro, a assim também um ser dos elementos não se entenderá com um ser humano, mas só com um ser do mesmo elemento que o seu. Caso um ser dos elementos queira relacionar-se com um ser humano, ele terá de assumir a sua forma a as suas características, para se aproximar do homem como homem. O mago então entenderá o porquê dos exercícios de transformação por ele realizados nos graus anteriores; um gnomo jamais entenderá um homem, a vice-versa.

    Durante a operação o mago deverá transformar-se num gnomo, ou o gnomo num homem.

    Portanto, antes de penetrar no reino dos espíritos da terra, o mago deverá assumir a forma de um gnomo. Se ele não tiver idéia de como é a aparência de um gnomo, deverá tentar ver a sua forma através da clarividência, no estado de transe ou através do espelho mágico. Ele saberá que os gnomos são homens bem pequenos, semelhantes aos duendes das histórias infantis. Geralmente eles têm longas barbas a capuzes, cabelos compridos, olhos cintilantes, e usam uma pequena túnica. Desse modo, ou semelhante a isso, é que o gnomo será visto pelo mago no espelho mágico. Ele poderá ver também que todos os espíritos da terra carregam uma pequena lâmpada, de luminosidade variável, usada para guiá-los no reino subterrâneo. Depois de se convencer da forma do gnomo através da visão no espelho mágico, o mago só precisará assumi-la em seu espírito, portanto no plano mental. Além disso ele terá de identificar-se com o elemento terra, Le., carregar toda essa conformação com o elemento terra, sem qualquer represamento. O mago não precisará imaginar mais nada além de que está mergulhando no reino subterrâneo, portanto, para dentro da terra.

    Isso lhe proporcionará uma sensação de escuridão ao redor. Através da imaginação ele deverá visualizar uma lâmpada com uma luz maravilhosa, que romperá toda a escuridão. Em suas tentativas iniciais nem perceberá muita coisa, mas depois de repetir as experiências algumas vezes, ele se acostumará de tal forma à escuridão que tomará consciência de seres com o seu próprio formato, principalmente quando a vontade de entrar em contato com eles é muito grande. Depois de várias tentativas ele observará que os seres se tornarão cada vez mais nítidos, a nos diversos trabalhos no reino da terra, chegará a vê-los completamente. No reino dos espíritos da terra o mago nunca deverá abordar diretamente nenhum deles; deverá evitar ser o primeiro a fazer alguma pergunta, enquanto não for abordado por um dos seres. Poderá ocorrer que ele seja induzido a fazer algum comentário, em função do trabalho mútuo dos gnomos, mas não deverá se deixar conduzir a isso. Os espíritos da terra poderiam assim assumir o poder sobre o mago, que correria um grande risco, porque na verdade deveria acontecer o contrário, Le., o mago é que deveria deter o poder sobre eles. No caso de um acidente desse tipo poderia acontecer que os gnomos, com suas mais diversas artimanhas mágicas, prendessem o mago de tal forma através do elemento a ponto de transformá-lo num espírito da terra como eles, sem a possibilidade de voltar ao seu corpo original. Depois de um certo tempo o cordão mental entre o corpo astral a material se romperia, acarretando a morte física. Um exame clínico constataria somente um ataque cardíaco. Porém o maga que tem o cuidado de se controlar através da instrução mágica e observa essa lei, não precisará ter medo. Ao contrário, assim que os gnomos começarem a falar, verão no mago um ser que lhes é superior a se tomarão seus melhores amigos. Essa lei de não falar primeiro só vale para as primeiras visitas, a mais tarde, assim que os gnomos se convencerem de que o mago os supera em termos de inteligência a de força de vontade, eles não só serão seus amigos, mas passarão a servi-lo obedientemente.

    Os espíritos da terra são os mais próximos ao homem a gostam de servi-lo, principalmente quando reconhecem a sua superioridade. As visitas ao reino dos gnomos devem ser feitas o mais freqüentemente possível até que esse reino não ofereça mais nada de novo ao mago. Ele poderá aprender muitas coisas com os gnomos, a nenhum livro poderia contar-lhe tantos segredos sobre o reino da terra quanto as suas próprias vivências no mundo desses seres. Por exemplo, através dos gnomos o mago poderá tomar conhecimento do poder a do efeito de diversas ervas, conseguir o poder mágico sobre deter minadas pedras, obter informações sobre tesouros escondidos, a muitas outras coisas. Será testemunha ocular de tudo o que existe debaixo da terra, como por exemplo, fontes subterrâneas, jazidas de minério, de carvão, etc.

    Além disso ele poderá observar as diversas práticas mágicas dos gnomos, realizadas através do elemento terra. Com o tempo o mago descobrirá que existem diversos grupos de graus diferentes de inteligência entre os espíritos da terra no reino dos gnomos. Poderá entrar em contato com gnomos que são mestres no conhecimento da Alquimia. Quando finalmente o mago sentir-se em casa no reino desses seres, a tiver acumulado todas as experiências que os gnomos poder iam lhe proporcionar, ele passará a explorar o reino seguinte, o do espírito das águas. Do mesmo modo o mago deverá sintonizar-se com um espírito da água no espelho mágico a assumir o seu formato. Ele poderá constatar que os espíritos da água são parecidos com o homem a não aparentam nenhuma diferença quanto à forma ou ao tamanho. Geralmente os espíritos da água, chamados de ninfas, têm a forma de belas mulheres, apesar de existirem também espíritos da água masculinos. Por isso não é estritamente necessário, durante uma visita ao reino das águas, que se assuma a forma de uma mulher, e o mago só fará isso se tiver prazer em transformar-se imaginativamente numa ninfa. Uma vantagem disso é que ele não será perturbado pelas ninfas, pois além de serem muito belas, elas são muito insinuantes a sedutoras eroticamente.

    Assim que o mago estiver espiritualmente preparado, preenchendo-se com o elemento água, Le., impregnando o seu espírito com água, ele deverá se transpor a algum grande lago ou à beira mar, o que preferir, a entrar espiritualmente no fundo da água. Aqui ele também não encontrará os espíritos da água logo ao chegar, mas através de repetidas tentativas a com um desejo forte de entrar em contato com os espíritos aquáticos ele acabará conseguindo atraí-los. No começo só encontrará formas de mulheres, que se movimentam na água com tanta liberdade quanto as pessoas. Será raro ele encontrar uma ninfa antipática, pois aqui também predomina uma determinada categoria de inteligência, a apesar de todas as donzelas aquáticas serem belíssimas, ele encontrará também algumas muito inteligentes, as assim chamadas líderes reais, providas de beleza a inteligência especiais. O mago poderá notar que esses seres não só exibem seus dotes habituais, mas também executam os mais diversos trabalhos. Seria inútil descrever tudo isso em mais detalhes, pois o próprio mago poderá convencer-se pessoalmente disso. Nesse caso também vale a regra de jamais abordar um ser em primeiro lugar; o mago deverá sempre esperar até que falem com ele ou perguntem algo. Ele poderá ficar conhecendo tantas coisas sobre o elemento água, através das líderes inteligentes com as quais entrará em contato, que poderá até escrever livros sobre o assunto. Além de ficar sabendo tudo sobre a vida dos peixes, das diferentes plantas aquáticas, pedras submarinas, etc., elas também falarão ao mago sobre as mais diversas práticas mágicas do elemento água. Mas ele deve ser advertido sobre a beleza desses seres, para não apaixonar-se a ponto de perder o chão sob os pés, pois tal amor poderia tomar-se um tormento para ele. Com isso não queremos dizer que ele não possa ter prazer junto a essas donzelas aquáticas, mas que ele sempre deverá ter em mente que a lei é o amor, mas o amor submetido à vontade. Uma donzela dessas poderia prender o mago com sua beleza sedutora, sua amabilidade a seu arrebatador erotismo, de tal modo que ele até correria o perigo de submeter-se a ela, o que o levaria à morte física. Muitos magos já sucumbiram a um amor infeliz desse tipo. É por isso que ele deverá ser forte, pois justamente esse reino da esfera dos elementos é o mais atraente, a se ele não conseguir refrear sua paixão, ficará totalmente submisso aos espíritos da água. Ao conseguir encontrar o reino dos espíritos da água e aprender com eles tudo o que se refere ao conhecimento mágico relativo ao elemento água, o mago deverá dirigir sua atenção ao reino seguinte, o dos espíritos do ar.

    Ao contrário do reino aquático, cujos habitantes, as donzelas da água ou ninfas, gostam muito do contato com as pessoas, os espíritos do ar são muito esquivos à relação com os humanos. Do mesmo modo que os espíritos da água eles têm formas maravilhosas, principalmente de natureza feminina, apesar de encontrarmos também alguns seres masculinos entre eles. Nesse caso o mago não precisará assumir diretamente uma forma condizente com os espíritos do ar, ele poderá impregnar a sua própria pessoa, o seu espírito, com o elemento ar, a se transpor imaginativamente à região do ar com o desejo de promover um contato com os seus espíritos.

    Depois de várias repetições, durante as quais ele não deverá perder a paciência caso não consiga o seu intento logo no início, ele deverá estar constantemente empenhado em ver esses espíritos a qualquer preço, algo que com certeza conseguirá. No começo ele notará que os espíritos do ar o evitam, o que naturalmente não deverá desanimá-lo; verá seres maravilhosos, que possuem um maravilhoso corpo etérico, macio a flexível. Com seu espírito ele deverá imitar os espíritos do ar, movimentando-se de um lado a outro no espaço, flutuando no ar a deixando-se levar por ele; cedo ou tarde os espíritos o abordarão.

    Nesse caso também o mago deverá ser prudente a não falar primeiro com o espírito, masculino ou feminino. Poderia acontecer-lhe a mesma coisa que já descrevemos no caso do elemento anterior. Ao conseguir, depois de várias tentativas, estabelecer o contato com os espíritos do ar, o mago poderá também conhecer tudo o que se refere ao elemento correspondente; descobrirá muitas práticas mágicas a segredos que uma pessoa normal nem poderia imaginar. Depois de conhecer bem o elemento ar a seus seres, a dominar todas as práticas mágicas a leis que lhe foram confiadas, o mago deverá passar a conhecer os espíritos do elemento fogo, e entrar em contato com eles. Sob certos aspectos esses seres são parecidos com o homem, mas demonstram algumas particular idades que um homem normal não possui; por isso é recomendável que o mago se certifique da forma de um espírito do fogo através da magia do espelho. Ele observará que os espíritos do fogo possuem um rosto menor do que o das pessoas a um pescoço extremamente comprido a fino. Deverá então transpor o seu próprio espírito, imaginativamente, à forma de um espírito do fogo, carregando-o com o elemento puro do fogo, a depois entrar na esfera espiritual de uma cratera ou montanha de fogo, o habitat mais marcante desses seres. No elemento anterior, dos espíritos do ar, o mago pôde perceber que os seus espíritos estavam constantemente em movimento. Isso ocorre ainda em maior escala com os espíritos do fogo, que pulam o tempo todo, como as labaredas de uma fogueira. O mago não deverá esquecer o preceito básico de jamais dirigir-lhes a palavra em primeiro lugar. Lá também existem grupos de inteligência variável, a quanto mais inteligente for um espírito do fogo, tanto mais bela a harmônica será a sua forma. Os espíritos mais elevados dentre os espíritos do fogo parecem-se mais ao homem, a naturalmente o mago tentará estabelecer um contato com esses seres mais inteligentes. Aprenderá muitas coisas relativas à magia prática, enfim, tudo o que se pode obter com o elemento fogo. Quando ele tiver conhecido bem os espíritos do fogo na cratera, ou seus respectivos líderes, conseguido estabelecer o contato com eles a aprendido tudo o que poderia aprender, ele poderá procurar aqueles espíritos do fogo que moram no ponto central mais profundo de nossa terra. Esses espíritos possuem conhecimentos bem mais profundos do que os dos espíritos das crateras. Só quando o mago tiver adquirido todos os conhecimentos sobre o elemento fogo, ele poderá dizer que se tornou o senhor absoluto sobre todos os elementos.

    Durante as visitas a todos os seres dos elementos, o mago se convencerá de que cada ser desses, por mais inteligente que seja e por mais conhecimentos que possua, é constituído por um único elemento, enquanto que o homem encarna em si todos os quatro elementos, além de um quinto elemento, o do princípio de Deus. Então ele compreenderá porque a Bíblia diz que o homem é o mais completo dentre todos os seres a f oi criado à imagem a semelhança de Deus. Por isso também é que se justifica a grande ânsia por imortalidade dos seres dos elementos e a inveja que sentem dos homens por esse privilégio. Todo ser dos elementos obviamente almeja alcançar a imortalidade e o mago tem a possibilidade de oferecer isso a ele. Não seria possível para mim aqui descrever em detalhes como isso pode ocorrer, mas qualquer mago terá uma intuição tão boa que poderá descobri-lo por si mesmo. Através de suas próprias experiências o mago perceberá o quanto ele poderá aprender dos seres dos elementos. É lógico que essas experiências então se transferirão à memória, portanto ao corpo material, e o mago poderá aproveitar essas experiências transferidas à prática, também no plano material. Aos olhos de um não-iniciado as coisas que o mago consegue realizar com a magia natural parecerão verdadeiros milagres. Depois de mais esse Progresso do mago, i . e., conhecer os quatro reinos dos elementos, dominálos na prática a através deles passar por ricas experiências, ele poderá conectar tudo isso com o aprendizado consciente junto a um mestre espiritual, um guru, ou espírito protetor.

    Como já mencionamos no item sobre o relacionamento passivo com o além, toda pessoa possui em seu caminho um espírito protetor que lhe foi destinado pela Providência Divina, a que estimula a supervisiona o desenvolvimento espiritual da pessoa. No relacionamento passivo o mago entrou em contato pela primeira vez com esse espírito protetor, a através de sua clarividência conseguiu vê-lo no espelho mágico ou em estado de transe, quando almejou muito esse contato. Mas agora ele já chegou ao ponto de conseguir entrar em contato visual com o espírito protetor no plano mental. Não é difícil realizar isso na prática, pressupondo-se que o espírito protetor já não se deixou reconhecer antes por aquele mago que já domina totalmente o processo da viagem mental. A prática da ligação visível com o espírito protetor só exige uma coisa, que é elevar-se às alturas em espírito, verticalmente, como que apanhado por um redemoinho. Podemos eventualmente também imaginar o processo inverso, i . e., não ser mos elevados às alturas, mas ficarmos leves como o ar a sermos empurrados pela Terra. Isso fica a critério do tipo de concentração de cada um. Depois de algumas tentativas o próprio mago descobrirá os métodos que prefere. Assim que elevar-se espiritualmente, o mago deverá subir mais e mais, até a Terra parecer-lhe só como uma pequena estrela, a ele, flutuando no Universo, totalmente distante do globo terrestre, deverá concentrar-se no desejo de ser atraído para o seu guia ou de que este lhe apareça.

    Depois de algumas tentativas o mago se defrontará visualmente com o seu guia, ou anjo da guarda, como também é chamado. Esse primeiro encontro é uma experiência especialmente forte, pois dali em diante ele terá a possibilidade de relacionar-se boca a boca, ouvido a ouvido com seu guia espiritual, e sobretudo não esquecerá de lhe perguntar quando, como, e sob quais condições poderá entrar em contato com ele quando assim o desejar. O aluno deverá então obedecer à risca as indicações do guia. O guru assumirá dali em diante a instrução subseqüente do mago.

    Depois que a ligação com o guru se concretizou, o mago penetrará na última etapa de sua evolução mental, a como o mundo material denso não tem mais nada a lhe dizer, ele procurará explorar outras esferas. Isso ele conseguirá fazer do mesmo modo anterior, elevando-se verticalmente da Terra a concentrando-se na esfera que pretende explorar; de acordo com a sua vontade, essa esfera o atrairá para si. Como no seu espírito não existem os conceitos de tempo e espaço, ele poderá explorar cada esfera de imediato, sozinho ou acompanhado de seu guia. Segundo a árvore cabalística da vida, ele alcançará primeiro a esfera da lua, depois, na seqüência, a de Mercúrio, de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter, a finalmente de Saturno. Em todas as esferas ele encontrará os seres correspondentes e conhecerá na prática as suas leis a mistérios. Assim que o mago tiver conseguido visitar a dominar todo o Universo, portanto o sistema planetário das esferas dos seres, a sua instrução mental estará terminada. Ele conseguiu evoluir até tornar-se um mago completo, um Irmão da Luz, um verdadeiro Iniciado, que já alcançou muita coisa, porém ainda não alcançou tudo.

    Instrução mágica da Alma (X) A Ligação Consciente com seu Deus Pessoal Na parte teórica desta obra didática eu citei o conceito de Deus, e o mago que já estiver bem adiantado em seu desenvolvimento poderá passar a ocupar-se da concretização desse conceito. Antes de começar a trabalhar nesse último parágrafo de seu desenvolvimento, o mago deverá examinar se ele realmente já domina totalmente a instrução da alma de todos os graus, se ele alcançou o equilíbrio mágico a enobreceu sua alma a ponto de permitir que a divindade more nela. Muitas religiões falam da ligação com Deus na prática; a maioria delas defende o ponto de vista pessoal de que quando se faz uma oração a Deus sob forma de um pedido, uma devoção ou um agradecimento, então já se consegue estabelecer essa ligação. Para o mago que até agora trilhou o árduo caminho do desenvolvimento, essa afirmação naturalmente é insuficiente. Para o mago, seu Deus é o ser mais elevado, mais verdadeiro a mais justo que existe. Por causa disso, logo no começo da iniciação, na sua evolução, o mago respeitou, obedeceu a seguiu a justiça relativa às leis universais, e é nessa justiça também que deve ser entendido o conceito de Deus. O mago seguidor dessa ou daquela religião, independentemente se for a religião cristã, judaica, budista, maometana, hindu, brahmane, ou alguma outra casta religiosa, a seguidor também do caminho da iniciação, deverá, sem exceções, respeitar a justiça universal das leis de seu conceito divino. No seu ideal mais elevado o Cristão vai venerar o próprio Cristo e reconhecer nele as quatro características básicas, as quatro qualidades ou aspectos básicos que se manifestam na onipresença. Es s as quatro características básicas são: a onipotência, a sabedoria ou conhecimento universal, o amor universal ou a bondade, e a imortalidade. O mago nunca vai encarar o seu Cristo como manifestação provida de uma única qualidade, mas também, relativamente às leis universais análogas aos quatro elementos, venerá-lo como a divindade suprema. O mesmo vale para o adepto do budismo, ou qualquer outra doutrina religiosa. Quando o mago trabalha corretamente a torna-se amadurecido do ponto de vista mágico, ele passará a classificar seu princípio divino nesses quatro fundamentos com suas características básicas, correspondentes aos elementos; esses quatro aspectos básicos de sua divindade representarão sua visão divina suprema.

    A idéia de seu Deus não precisa estar ligada a uma pessoa viva ou que j á viveu, ela pode ser simbólica. Basicamente é indiferente se o mago imagina, como símbolo do seu Deus supremo, Cristo, Buda, um deva, um sol, uma luz, uma chama, ou qualquer outra coisa. O que importa nesse caso não é a idéia em si, mas a qualidade que ele imprime à sua idéia. De qualquer modo, qualquer religião - visão de mundo tem de ser, para o mago, a idéia do conceito divino supremo, amoroso, precioso a digno de devoção, acima do qual não existe mais nenhum outro Deus. O seu relacionamento, ou ligação com a sua divindade, com o seu Deus, pode ser apresentado de quatro maneiras:

    1. Do modo místico-passivo;
    2. Mágico-ativo;
    3. Concreto; e
    4. Abstrato. O verdadeiro mago deverá dominar todas as quatro formas, mas

    ficará a seu critério pessoal o tipo ou a forma que escolherá para a sua ligação futura.

    A forma místico-passiva de ligação com Deus é a mais freqüente entre os santos a beatos, para os quais, num arrebatamento ou êxtase, revelou-se o princípio divino. Mas assim o mago não saberá de que forma Deus se revelou a ele; então o tipo de revelação se expressará de acordo com sua visão suprema. Para o cristão ela terá a forma de qualquer símbolo fixo, como o formato do próprio Cristo, de uma pomba branca, do Espírito Santo, ou o formato de uma cruz. Mas isso não tem muita importância.

    O principal nesse caso é a qualidade ou característica da divindade que se manifesta à pessoa. O quão profunda, forte a penetrantemente Deus se revelará a cada um, depende da sua maturidade espiritual a anímica. Esse tipo de revelação é vivenciado por todas aquelas pessoas que entram no estado de êxtase ou de enlevo através da meditação profunda ou da prece. Todos os místicos, teósofos, ioguis, etc. vêem nesse tipo de revelação divina o alcance de uma meta almejada. A história nos mostra muitos exemplos dessa ligação mística com Cristo, a por isso não é preciso apresentá-las individualmente.

    O segundo tipo de revelação divina é a mágico-ativa, condizente com a maioria dos magos. O mago instruído tenta aproximar-se ou relacionar-se com a sua divindade através de invocações. Nesse caso também podemos falar de uma forma extática, porém esta não surge como um fenômeno paralelo, como no tipo de revelação anterior, mas foi induzida conscientemente, de grau em grau. Nesse método, ou tipo de revelação, o interior ou espírito do mago, eleve-se até a metade do caminho em direção a Deus, a Deus vem ao seu encontro pela outra metade. A invocação de Deus nesse método mágico-ativo é teúrgica, verdadeiramente mágica, e o mago só deverá se permitir realizá-la quando alcançar de fato a verdadeira maturidade. O tipo de invocação fica a critério de cada um, pois não existem muitos métodos concretos. Tanto a invocação divina místico-passiva quanto a mágico-ativa poderão, por seu lado, ocorrer de forma abstrata ou concreta. A invocação concreta consiste em imaginar a divindade sob uma forma deter minada, enquanto que a abstrata baseia-se na idéia divina abstrata das qualidades de Deus.

    A prática de cada uma das possibilidades de revelação do conceito divino é extremamente simples. Se o mago meditar sobre o seu Deus a suas respectivas qualidades, mergulhado em seu interior, portanto, no princípio do Akasha, ou seja, em transe, e o tão esperado símbolo divino lhe aparecer durante essa meditação, então podemos falar de um tipo místico-passivo de revelação divina. Porém, se através de sua meditação com imagens o mago invocar em si ou no exterior cada uma das qualidades de sua divindade, indiferentemente se são imaginadas numa forma concreta ou abstrata, então trata-se de uma invocação divina mágico-ativa. Quem já chegou até aqui em seu desenvolvimento não só poderá alcançar a ligação divina do tipo místico-passivo, mas também a do tipo mágico-ativo. Por isso é que dou preferência aos métodos das formas concreta a abstrata que o mago já consegue dominar.

    Um bom exercício prévio para a manifestação concreta da divindade consiste em colocar diante de si uma imagem, figura ou símbolo da divindade venerada. Então o mago deverá sentar-se em sua asana a fixar a imagem com tanta intensidade a por tanto tempo até que, fechando os olhos, a imagem de Deus lhe apareça. E também, ao fixar a imagem de sua divindade, ele a verá depois várias vezes reproduzida numa superfície branca próxima.

    Essas visualizações da divindade são um bom exercício prévio, pois ele ajuda o mago a produzir o surgimento da imagem de seu Deus à sua frente. O mago deverá repetir esse exercício várias vezes, até conseguir imaginar a sua divindade venerada a qualquer momento, em qualquer lugar a em qualquer situação, como se ela estivesse ali, viva.

    Só depois disso é que ele poderá conectar essa imagem com as respectivas características divinas. No início ele não vai conseguir ligar logo as quatro características básicas divinas mencionadas, a sobre as quais ele meditou nos graus anteriores, todas de uma vez, com a imagem formada. Por isso ele deverá dedicar-se a cada uma delas separadamente, uma após a outra. A concretização da característica divina na imagem idealizada é muito importante a deverá ser repetida tantas vezes até que realmente a divindade do mago, provida das quatro características, seja por ele percebida. Quando isso tiver sido alcançado, então o mago deverá pensar na imagem de sua devoção não como uma imagem, mas como alguém vivo, atuante a irradiante, com tanta intensidade como se o seu Deus, a sua divindade pessoal estivesse à sua frente, vivo a existente de fato. Essa é a assim chamada ligação concreta com a divindade, externa a si mesmo.

    Quanto mais freqüentemente ele usar esse método tanto mais forte a eficaz surgirá diante dele essa divindade, de forma visual a perceptiva. Assim que o mago sentir que tudo o que ele sabe sobre o conceito e a realização de Deus foi colocado na sua imagem invocativa, então deverá imaginar que essa divindade viva que surge à sua frente em todo o esplendor, com todas as quatro características básicas, toma o seu corpo, portanto entra nele a assume o lugar da sua alma. Isso deve ser repetido pelo mago muitas vezes, até que ele sinta a divindade dentro de si com tanta força a ponto de perder a sua consciência pessoal a sentir-se a si mesmo como a divindade imaginada. Depois de várias repetições dessa unificação com a divindade o mago deverá assumir as características concretizadas na imagem por ele idealizada. Então, não é mais o eu pessoal que atua através dele, mas a sua divindade. Ele vivencia a ligação divina concreta de seu Deus pessoal a não é mais a sua consciência, a sua alma, ou o seu espírito que falam pela sua boca, mas o espírito manifestado pelo Deus.

    Aí então o mago se liga com o seu Deus, a depois de muito tempo nessa ligação ele mesmo se torna Deus, compartilhando de todas as características básicas de sua divindade.

    O método da ligação divina concretizada é muito importante para a prática mágica subseqüente, pois o mago deve estar em condições de ligar-se, desse mesmo modo, com qualquer divindade, de qualquer religião. Essa prática é necessária na magia de evocação e na teurgia, pois é a única forma de que o mago dispõe para promover a ligação com uma divindade a qualquer momento, a manter os seres subordinados sob a sua vontade. Para todos parecerá óbvio que desse modo o mago será capaz de ligar-se ao princípio divino com tanta força, que várias energias da divindade concretizada com a qual ele se ligou animicamente também se incorporam nele como característica, se já não estiverem ligados diretamente à imaginação. Em sua maioria essas características divinas são definidas, por nós iniciados, como capacidades ou energias mágicas, ou Siddhis.

    Ao dominar bem a técnica da ligação divina concreta com a sua divindade imaginada, o mago deverá começar a concretizar a forma abstrata de ligação com o seu Deus. No início ele poderá conectar a sua idéia a uma idéia auxiliar, como, por exemplo, à luz, ao fogo; porém mais tarde isso também deverá ser deixado de lado, a ele não deverá projetar nada além da qualidade, primeiro externamente a depois internamente. Nesse caso também a qualidade da característica divina deve ser conectada primeiro ao órgão correspondente ao elemento, para que, por exemplo, a onipotência seja sentida abstratamente na cabeça, o amor no coração, etc. Através da repetição constante desse exercício poderemos nos identificar com a idéia abstrata de Deus de tal forma que não necessitaremos mais da imaginação de uma parte ou de uma região do corpo. Poderemos conjugar as quatro características básicas numa única idéia que formará a conscientização interna de nosso conceito divino na forma suprema. Através da repetição freqüente a manifestação de Deus aprofunda-se tanto que chegamos até a nos sentir como deuses. A ligação com Deus deverá ser tão profunda que durante a meditação não deverá existir nenhum Deus fora ou dentro da pessoa; sujeito e objeto deverão estar tão fundidos um no outro que não haverá nada além de: "Eu sou Deus", ou como diz o hindu em s eus Vedas: "Tattwam asi - Isto é você!". Ao chegar a esse ponto o mago encerra o seu desenvolvimento mágico em forma astral, e nos exercícios seguintes ele só precisará aprofundar as suas meditações a fortalecer a sua divindade. O Relacionamento com as Divindades Ao chegar ao ponto de conseguir ligar-se com qualquer divindade, qualquer inteligência, ou qualquer ser divino, o mago estará em condições de atuar na esfera desejada, não como mago, mas como Deus. Com isso termina para o mago a instrução mágica da alma do último grau. Não tenho mais nada a dizer sob esse aspecto, pois o mago se tornou uno com Deus, a aquilo que ele expressa ou ordena, é como se o próprio Deus o tivesse expresso ou ordenado; ele compartilha de todas as características básicas da divindade à qual está ligado.

    Instrução mágica do corpo (X) Métodos para a Obtenção de Capacidades Mágicas BRAHMA e SHAKTI O conhecedor de outros sistemas de iniciação encontrará um certo paralelo deles com o meu sistema, pois na verdade todos os caminhos são iguais. Como exemplo mencionarei aqui o sistema hindu da ioga, que é condizente com os sistemas de mistérios egípcios por mim indicados. No Kundalini-Ioga o aluno é induzido, pelo guru, a meditar sobre o Centro Muladhara, que se encontra no cóccix, a realizar exercícios de Pranajama.

    Quando examinamos mais de perto o simbolismo do Centro Muladhara, concluiremos que esse Centro possui a forma de um quadrado de cor amarela, com um triângulo vermelho em seu interior, dentro do qual se encontra um falo - o órgão sexual masculino - envolvido por uma cobra, que dá três voltas ao seu redor. O Centro Muladhara é o primeiro Centro, o mais primitivo a material, simbolizado por um elefante com a respectiva deusa preenchendo todo o canto do triângulo. Esse modo simbólico de expressão, chamado na Índia de Laya Ioga é apresentado dessa maneira peculiar a representa a chave da iniciação para o primeiro degrau na Ioga.

    Esse símbolo pode ser interpretado de várias maneiras, mas a explicação mais correta é que o quadrado representa a Terra, o triângulo as três pontas ou reinos - o mundo material, astral a mental, o falo representa a força imaginação geradora, e a cobra o caminho e o conhecimento. O aluno já sabe que o princípio da terra se constitui de quatro elementos, por isso não há necessidade de maiores comentários. O aluno de Ioga deve sobretudo conhecer a dominar os três mundos, o material denso, astral-anímico a mental-espiritual.

    Portanto, o Chakra Muladhara não passa de um diagrama de iniciação a corresponde à primeira carta do tarô. Na Índia nunca se menciona diretamente uma definição com tanta clareza, a cabe ao aluno chegar a isso sozinho, quando conseguir dominar esse Centro, Le., quando alcançar, em seu caminho espiritual, o desenvolvimento correspondente ao diagrama Muladhara. Não é à toa que chamam o Centro Muladhara de Centro Brahma, pois nesse estágio de desenvolvimento o aluno de Ioga reconhece Brahma, portanto a divindade em sua manifestação mais estável.

    Brahma é o Eterno, Inexplorável, Universal, Indefinível, Constante a Tranqüilo, portanto a parte positiva. Brahma não gera nada de si mesmo, mas a criação surge através da sua Shakti, o princípio feminino. Portanto, no Centro Muladhara a Shakti representa a cobra que envolve o falo, a que usa a energia geradora do falo simbólico, portanto da imaginação. Ainda teríamos muito a dizer sobre esse Centro, mas para o mago desenvolvido essa indicação deve bastar, para que ele reconheça a existência de um paralelo entre os sistemas religiosos a de iniciação. A imaginação é a energia de Shakti, ou Kundalini, que o mago deverá desenvolver sistematicamente. Numa visão retrospectiva de todo o nosso sistema de desenvolvimento em dez graus o mago perceberá que é justamente essa energia geradora, essa energia do falo, portanto a imaginação a sua formação, é que representam o papel mais importante. Já encerrei a instrução mágica do corpo no nono grau, por isso nesse capítulo falarei só sobre o treinamento de algumas forças ocultas; o mago não precisará dominar todas elas, mas ele não deverá deixar nada desconhecido em seu desenvolvimento. Para cada fenômeno oculto ele deverá saber dar a explicação correta.

    FORÇAS OCULTAS

    1 SUGESTÃO

    Bardon inicia esta seção retomando um tema que já havia sido estudado anteriormente na obra: a sugestão. Nos primeiros graus, ela foi apresentada como um método de transformação do próprio subconsciente por meio da auto-sugestão. Agora, no Grau X, o autor amplia esse princípio e ensina sua aplicação sobre outras pessoas.

    A continuidade da auto-sugestão

    Bardon esclarece que as mesmas regras utilizadas para a auto-sugestão continuam válidas.

    A única diferença é que agora a sugestão deixa de ser dirigida ao próprio subconsciente e passa a ser dirigida ao subconsciente de outra pessoa.

    Por esse motivo, o autor reforça que a fórmula deve permanecer exatamente como foi ensinada anteriormente.

    Ela deve ser construída:

    • no tempo presente;

    • em linguagem afirmativa;

    • em forma imperativa.

    Segundo Bardon, essa estrutura facilita a assimilação da ideia pelo subconsciente do destinatário.

    A sugestão silenciosa

    Uma das diferenças apresentadas por Bardon nesta etapa é que a sugestão já não depende da comunicação verbal.

    Segundo o autor, o mago suficientemente desenvolvido pode transmitir uma sugestão:

    • em voz alta;

    • apenas pelo pensamento;

    • telepaticamente.

    Na perspectiva apresentada por Bardon, o desenvolvimento espiritual permite que a vontade atue diretamente sobre o subconsciente da pessoa, sem necessidade de palavras pronunciadas.


    A sugestão à distância

    Bardon afirma que a distância física não representa um obstáculo para o mago.

    Segundo ele, a sugestão pode ser transmitida mesmo quando o destinatário está muito distante.

    O autor descreve dois métodos para isso.

    Primeiro método: aproximação pelo espírito

    No primeiro método, o mago realiza uma projeção consciente de seu espírito em direção à pessoa que deseja influenciar.

    Segundo Bardon, o momento mais favorável para isso é quando a pessoa está dormindo.

    O autor sugere essa condição porque, durante o sono, o subconsciente estaria mais receptivo à influência.


    Segundo método: utilização do princípio do Akasha

    O segundo método utiliza aquilo que Bardon denomina Princípio do Akasha.

    Segundo sua explicação, o mago elimina mentalmente a separação existente entre ele e o destinatário.

    Dessa forma, a distância deixa de ser considerada um fator limitador para a transmissão da sugestão.

    O uso do espelho mágico

    Bardon acrescenta que, durante a sugestão à distância, o mago também poderá utilizar o espelho mágico.

    O espelho funciona como um instrumento auxiliar de concentração e visualização, facilitando, segundo o autor, a ligação mental com o destinatário.

    O texto, entretanto, não apresenta um método específico para essa utilização, apenas menciona essa possibilidade.


    Sugestões para o futuro

    Outro aspecto destacado por Bardon é que a sugestão não precisa produzir efeito imediatamente.

    Segundo ele, o mago pode determinar antecipadamente o momento em que a sugestão deverá manifestar seus efeitos.

    Na concepção apresentada pelo autor, essa programação também seria transmitida ao subconsciente da pessoa.

    Assim, além do conteúdo da sugestão, o praticante poderia estabelecer quando ela deveria começar a atuar.

    2 TELEPATIA

    Depois de tratar da sugestão, Bardon apresenta a telepatia como uma capacidade pertencente ao mesmo grupo de fenômenos.

    Segundo o autor, ambos os processos utilizam princípios semelhantes, mas possuem objetivos diferentes.

    Enquanto a sugestão procura influenciar o subconsciente, a telepatia destina-se principalmente à transmissão consciente de pensamentos e sentimentos entre duas pessoas.

    O destinatário da transmissão

    Bardon faz uma observação considerada fundamental para essa prática.

    Segundo ele, o pensamento não deve ser dirigido ao corpo físico nem ao corpo astral da pessoa.

    A transmissão deve alcançar exclusivamente o espírito.

    Por esse motivo, o mago deverá imaginar apenas o espírito do destinatário, excluindo mentalmente todas as demais partes de sua constituição.

    Na visão apresentada pelo autor, essa concentração torna a comunicação mais direta e eficiente.


    A origem do pensamento

    Bardon afirma que o mago pode escolher como o pensamento será percebido pelo destinatário.

    Segundo ele, durante a transmissão é possível fazer com que a ideia pareça:

    • um pensamento do próprio destinatário;

    • um pensamento do mago;

    • um pensamento atribuído a outra pessoa.

    O autor recomenda que essa intenção seja definida conscientemente antes da transmissão.


    A transmissão de sentimentos

    Bardon explica que a telepatia não se limita às ideias.

    Segundo sua descrição, sentimentos também podem ser transmitidos.

    Assim, o mago poderia comunicar estados emocionais juntamente com os pensamentos.

    O texto, porém, não apresenta técnicas diferentes para esses dois tipos de transmissão, tratando ambos como aplicações do mesmo princípio.


    O uso ético da telepatia

    Neste ponto, Bardon faz uma advertência moral.

    Ele afirma que o verdadeiro mago deverá utilizar essa capacidade exclusivamente para transmitir pensamentos positivos.

    Segundo o autor, quem alcançou esse grau de desenvolvimento espiritual não deverá empregar essa faculdade para causar prejuízo a outras pessoas.

    A influência sobre os pensamentos

    Por fim, Bardon afirma que o mago, dominando os elementos, poderia interromper temporariamente o fluxo de pensamentos da pessoa influenciada e introduzir outros pensamentos em seu lugar.

    Na estrutura apresentada pelo autor, essa possibilidade decorre do domínio adquirido sobre as leis dos elementos ao longo dos dez graus da iniciação.

    3 Hipnose

    Depois de apresentar a sugestão e a telepatia, Bardon aborda a hipnose, colocando-a no mesmo grupo de fenômenos, mas fazendo uma importante distinção ética. Embora afirme que o verdadeiro mago possui capacidade para hipnotizar uma pessoa, ele considera que esse recurso deve ser evitado sempre que possível, pois implica interferir diretamente na vontade e na individualidade de outro ser humano.

    A natureza da hipnose

    Bardon define a hipnose como um estado em que uma pessoa é induzida ao sono contra sua vontade ou tem sua capacidade de decisão temporariamente suspensa.

    Na visão do autor, durante esse processo ocorre uma separação funcional entre a atividade consciente e o subconsciente.

    Enquanto a consciência é reduzida, o subconsciente permanece ativo e passa a aceitar com maior facilidade as sugestões recebidas.

    É justamente por envolver essa suspensão da vontade que Bardon considera a hipnose uma prática delicada do ponto de vista mágico.


    O método descrito por Bardon

    Segundo Bardon, para um mago desenvolvido a hipnose não depende das técnicas normalmente ensinadas em livros especializados.

    Ele afirma que basta utilizar:

    • a força da vontade;

    • ou o fluido eletromagnético.

    Por meio desses recursos, o mago desligaria temporariamente a função do espírito, fazendo com que o estado de sono surgisse rapidamente.

    O autor acrescenta que a telepatia e a sugestão podem ser utilizadas como instrumentos auxiliares, mas não constituem o verdadeiro mecanismo da hipnose.

    O papel da imaginação

    Bardon explica que o procedimento consiste em retirar mentalmente a atenção do corpo físico e do corpo astral da pessoa.

    Em seguida, o mago concentra sua imaginação exclusivamente sobre a vontade do sujeito, paralisando-a temporariamente.

    Segundo o autor, essa paralisação produz imediatamente:

    • ausência da consciência comum;

    • instalação do sono hipnótico;

    • liberação do subconsciente.

    Nesse estado, o subconsciente torna-se receptivo às sugestões que forem introduzidas.


    A crítica ética de Bardon

    Embora descreva o método, Bardon condena seu uso indiscriminado.

    Segundo ele, a hipnose representa uma forma de intervenção na individualidade de outra pessoa.

    Por esse motivo, considera-a um ato de violência quando utilizada para satisfazer curiosidade, entretenimento ou demonstrações de poder.

    O autor recomenda que o mago somente recorra à hipnose quando existir uma finalidade verdadeiramente elevada.

    Entre os exemplos apresentados por Bardon está a transmissão de sugestões benéficas que dificilmente poderiam ser obtidas por outros meios.

    O consentimento da pessoa

    Um aspecto interessante do texto é que Bardon afirma que nem mesmo o consentimento do interessado justifica automaticamente o uso da hipnose.

    Segundo ele, ainda que a própria pessoa solicite ser hipnotizada, o verdadeiro mago deverá evitar fazê-lo.

    O autor considera que demonstrações motivadas por curiosidade ou desejo de espetáculo não fazem parte do caminho iniciático.

    A hipnose em situações de perigo

    Bardon admite apenas uma situação excepcional.

    Segundo ele, em caso de extremo perigo, o mago poderá produzir aquilo que denomina uma hipnose do susto.

    Nesse procedimento, um raio de fluido eletromagnético seria dirigido ao adversário, provocando uma paralisação momentânea de sua atividade consciente.

    O efeito teria duração de apenas alguns segundos, tempo suficiente para neutralizar uma ameaça imediata.

    O autor, entretanto, ressalta que essa medida deve ser considerada um recurso extraordinário e raramente necessário na vida do mago.


    A hipnose em animais

    Bardon estende esse princípio também ao reino animal.

    Segundo ele, como já havia sido demonstrado experimentalmente que animais podem ser hipnotizados, o mago poderia produzir esse estado dirigindo sua ação ao aspecto instintivo do animal.

    Na concepção apresentada pelo autor, bastaria atuar sobre essa dimensão para provocar uma perda imediata da consciência, mesmo em animais grandes e considerados perigosos.

    3.1 A Hipnose em Massa dos Faquires

    Depois de explicar a hipnose individual, Bardon dedica uma seção ao fenômeno conhecido como hipnose em massa , atribuído por ele aos faquires e ilusionistas da tradição hindu.
    Segundo o autor, esse tipo de manifestação não constitui um mistério para o verdadeiro mago.

    A tradição dos faquires

    Bardon afirma que muitos faquires realizam demonstrações extraordinárias sem compreender plenamente o mecanismo pelo qual elas acontecem.

    Segundo ele, esses conhecimentos são transmitidos oralmente de geração em geração.

    Assim, muitos praticantes conhecem apenas as fórmulas e procedimentos tradicionais, sem compreender as leis mágicas que lhes dão sustentação.


    O papel do Princípio do Akasha

    Na interpretação de Bardon, toda hipnose coletiva fundamenta-se na utilização do Princípio do Akasha.

    Segundo o autor, o ambiente onde a demonstração ocorre é previamente impregnado com esse princípio.

    Todos os presentes passam então a participar desse mesmo campo de influência.

    Como Bardon define o Akasha como o princípio primordial da criação, tudo aquilo que nele é projetado tenderia, segundo sua doutrina, a manifestar-se na percepção dos espectadores.

    A produção das imagens coletivas

    Depois de estabelecer esse campo de influência, o faquir projeta mentalmente as imagens que deseja que o público perceba.

    Segundo Bardon, os espectadores passam a experimentar essas imagens como se fossem acontecimentos reais.

    O autor afirma que, com a repetição constante desse procedimento, o processo torna-se praticamente automático.

    Chega um momento em que o operador apenas pronuncia determinada fórmula tradicional e, em seguida, algumas palavras ou tantras, fazendo com que toda a sequência imaginada seja percebida pelo público.


    As fórmulas tradicionais

    Bardon considera que essas fórmulas constituem verdadeiras fórmulas mágicas.

    Segundo ele, elas foram preservadas durante séculos dentro de determinadas famílias.

    Entretanto, muitos de seus atuais possuidores apenas sabem que determinadas palavras produzem determinados efeitos, sem conhecer as leis espirituais responsáveis por esse funcionamento.


    A fotografia como argumento

    Para explicar a natureza dessas manifestações, Bardon apresenta um exemplo.

    Segundo ele, caso uma dessas apresentações fosse fotografada, a imagem registrada mostraria apenas o faquir e seus auxiliares.

    As cenas extraordinárias percebidas pelos espectadores não apareceriam na fotografia.

    Na interpretação do autor, isso ocorreria porque a manifestação existiria apenas no campo de percepção produzido pela atuação do Akasha, e não como um objeto físico.

    O valor dessas experiências

    Bardon encerra o capítulo relativizando a importância dessas demonstrações.

    Segundo ele, embora possam despertar grande admiração em pessoas que desconhecem as leis mágicas, elas não possuem valor para o verdadeiro desenvolvimento espiritual.

    O autor afirma que mencionou esse assunto apenas para oferecer ao estudante uma explicação hermética para fenômenos tradicionalmente atribuídos aos faquires.

    4 Leitura do Pensamento

    Após tratar da sugestão, da telepatia, da hipnose e da psicometria, Bardon apresenta a leitura do pensamento como uma consequência natural do desenvolvimento espiritual do mago. Diferentemente da forma como esse fenômeno costuma ser apresentado ao público, o autor afirma que ele não constitui uma capacidade extraordinária, mas apenas um resultado secundário do domínio do espírito.

    A leitura do pensamento como consequência da iniciação

    Bardon inicia essa seção afirmando que existe muita propaganda em torno da leitura do pensamento.

    Na sua visão, esse fenômeno recebe uma importância exagerada pelas pessoas comuns, enquanto para um mago devidamente instruído ele representa apenas uma capacidade secundária que surge naturalmente durante o desenvolvimento espiritual.

    Segundo o autor, não se trata de um dom isolado, mas de uma consequência do treinamento realizado ao longo dos graus anteriores.


    As formas de percepção

    Bardon explica que a leitura do pensamento não ocorre sempre da mesma maneira.

    Ela poderá manifestar-se conforme a predisposição natural do mago.

    Segundo o autor, os pensamentos podem ser percebidos:

    • por imagens;

    • por inspiração;

    • por intuição.

    Cada praticante desenvolverá mais intensamente uma dessas formas de percepção, embora todas tenham a mesma finalidade.


    O papel do Princípio do Akasha

    Assim como em outras capacidades apresentadas no Grau X, Bardon fundamenta a leitura do pensamento no Princípio do Akasha.

    Segundo ele, cada pensamento, palavra ou ação produz uma espécie de registro permanente no mundo das causas primordiais.

    Esse registro permanece acessível ao mago que consiga estabelecer contato consciente com o Akasha.

    O acesso aos pensamentos presentes e passados

    Segundo Bardon, depois de estabelecer sintonia com o espírito da pessoa e carregar-se com o Akasha, o mago poderá perceber os pensamentos que estão ocorrendo naquele instante.

    Além disso, se dirigir sua vontade para acontecimentos anteriores, também conseguirá acessar pensamentos pertencentes ao passado, inclusive muito remoto.

    Na visão do autor, isso ocorre porque todos esses registros permanecem conservados no Akasha.


    O aperfeiçoamento da capacidade

    Bardon afirma que essa faculdade aumenta com a prática.

    Segundo ele, após desenvolver suficiente experiência, o mago será capaz de perceber até mesmo pensamentos extremamente ocultos.

    O autor distingue ainda dois tipos principais de pensamento:

    Tipo de pensamento

    Característica segundo Bardon

    Intelectual

    Formado pelo raciocínio lógico.

    Imaginativo

    Formado por imagens mentais, sendo considerado mais fácil de perceber.

    Segundo Bardon, os pensamentos imaginativos apresentam maior facilidade de leitura.


    O domínio da própria mente

    Bardon estabelece uma condição considerada indispensável.

    Segundo ele, ninguém conseguirá realizar uma leitura completa dos pensamentos alheios sem antes dominar completamente o próprio espírito e a própria atividade mental.

    Caso contrário, o praticante perceberá apenas fragmentos dos pensamentos ou apenas aqueles que estiverem mais intensamente ativos.

    O contato entre espíritos

    O autor conclui afirmando que a leitura do pensamento não constitui um procedimento complexo.

    Segundo sua explicação, basta estabelecer um contato direto entre espíritos.

    Para isso, o mago deverá:

    1. sentir-se como espírito;

    2. afastar mentalmente o corpo físico e o corpo astral da pessoa observada;

    3. estabelecer a ligação apenas entre os espíritos;

    4. perceber os pensamentos diretamente.

    Na interpretação de Bardon, todo o treinamento realizado nos graus anteriores prepara precisamente essa capacidade.


    5 Psicometria

    A psicometria é apresentada por Bardon como a capacidade de investigar um objeto e, por meio dele, obter informações relacionadas ao seu presente, passado e futuro. Na visão do autor, qualquer objeto que tenha estado em contato com uma pessoa conserva uma ligação com ela, podendo servir como ponto de acesso às informações registradas no Akasha.

    A origem da psicometria

    Segundo Bardon, essa capacidade surge naturalmente em quem desenvolveu adequadamente os sentidos astrais durante os graus anteriores.

    O autor afirma que a psicometria depende principalmente do desenvolvimento dos seguintes sentidos:

    • visão astral;

    • audição astral;

    • tato astral.

    Assim, ela não constitui uma faculdade independente, mas uma consequência do aperfeiçoamento dessas percepções espirituais.


    A utilização do objeto

    Bardon explica que o objeto deve ser segurado ou colocado sobre diferentes regiões do corpo, conforme a forma de percepção desejada.

    Local

    Finalidade segundo Bardon

    Testa

    Percepção visual por imagens.

    Região do coração

    Percepção inspirativa ou auditiva.

    Plexo solar

    Percepção intuitiva ou sensorial.

    Mão

    Contato geral com o objeto.

    Segundo o autor, cada posição favorece um tipo específico de percepção espiritual.


    O procedimento

    Depois de escolher a forma de percepção desejada, Bardon orienta que o mago concentre-se exatamente na informação que pretende obter.

    Em seguida, deverá entrar no estado de Akasha ou de transe.

    Nesse estado, utilizará seus sentidos espirituais para perceber:

    • acontecimentos presentes;

    • acontecimentos passados;

    • acontecimentos futuros.

    Segundo Bardon, todas essas informações podem ser acessadas por meio da ligação estabelecida com o objeto.


    O espelho mágico

    O autor acrescenta que o espelho mágico pode servir como instrumento auxiliar.

    Segundo Bardon, ele permite visualizar os acontecimentos relacionados ao objeto como se fossem um filme ou um panorama que se desenrola diante do observador.

    Essa visualização poderia revelar todas as circunstâncias ligadas ao objeto pesquisado.


    A identificação de pessoas

    Bardon afirma que, utilizando um objeto, o mago pode identificar quem esteve em contato com ele.

    Segundo o autor, isso inclui:

    • descobrir o remetente de uma carta;

    • perceber seus pensamentos;

    • compreender circunstâncias relacionadas à pessoa.

    Por esse motivo, Bardon afirma que o praticante pode "ler nas entrelinhas" de uma carta, isto é, obter informações além do conteúdo escrito.


    O objeto como elo de ligação

    Na interpretação de Bardon, qualquer objeto funciona como uma ponte entre o mago e a pessoa que o utilizou.

    Por meio dessa ligação, seria possível conhecer:

    • características da personalidade;

    • estado da alma;

    • grau de desenvolvimento espiritual;

    • circunstâncias do presente;

    • acontecimentos do passado;

    • possibilidades futuras.

    Segundo o autor, todas essas informações tornam-se acessíveis por intermédio do Princípio do Akasha.


    Psicografia

    Bardon considera a psicografia uma pequena variante da psicometria.

    Segundo ele, trata-se apenas de uma aplicação específica do mesmo princípio.

    Além de identificar o autor de um escrito, o objeto utilizado também poderia servir para estabelecer uma ligação que permitiria exercer influência espiritual, anímica ou corporal sobre a pessoa relacionada a ele.

    O autor, entretanto, afirma que essa modalidade possui pouca importância para o desenvolvimento do verdadeiro mago.


    A relação com a clarividência

    Bardon conclui afirmando que a psicometria não constitui uma capacidade independente.

    Na sua concepção, ela representa uma manifestação derivada da clarividência já desenvolvida durante a iniciação.

    Assim, o objeto funciona apenas como um meio para direcionar a percepção espiritual.

    6 Influência na Memória

    Após explicar a leitura do pensamento e a psicometria, Bardon aborda a influência sobre a memória. Segundo o autor, a memória não é apenas uma função psicológica do cérebro, mas um mecanismo espiritual que estabelece uma ligação constante entre a consciência humana, o mundo mental e o Princípio do Akasha.

    A memória segundo Bardon

    Bardon inicia afirmando que toda pessoa mentalmente saudável possui memória.

    Entretanto, ele amplia esse conceito ao afirmar que a memória não se limita ao armazenamento de informações no cérebro.

    Segundo sua doutrina, ela atua como um receptor capaz de acessar continuamente os pensamentos e ideias existentes no mundo mental e no Akasha.

    Assim, quando uma lembrança retorna à consciência, isso ocorreria porque a memória restabeleceu contato com esses registros.

    A influência direta sobre a memória

    Depois de dominar o Akasha, Bardon afirma que o mago pode atuar diretamente sobre a memória de uma pessoa.

    Segundo ele, essa influência pode ocorrer por diferentes meios:

    • através do elemento correspondente;

    • pelo fluido eletromagnético;

    • pela imaginação atuando sobre o subconsciente.

    O objetivo pode ser tanto fortalecer quanto modificar a memória.


    O fortalecimento e o enfraquecimento das lembranças

    Segundo Bardon, essa influência permite ao mago:

    • fortalecer a memória;

    • enfraquecer determinadas lembranças;

    • desligar certas recordações da consciência;

    • apagar pensamentos ou ideias específicas.

    Na interpretação do autor, isso é realizado por meio da imaginação consciente aplicada diretamente sobre a memória.


    A influência indireta por meio do Akasha

    Além da influência direta, Bardon descreve uma segunda modalidade.

    Segundo ele, o mago pode agir sobre a própria origem das lembranças, isto é, sobre seus registros no Princípio do Akasha.

    Como todos os pensamentos e acontecimentos permanecem registrados nesse princípio, o mago poderia modificar a ligação existente entre esses registros e a pessoa.

    Na visão apresentada por Bardon, essa intervenção pode:

    • enfraquecer o acesso às lembranças;

    • tornar as imagens indistintas;

    • romper completamente a ligação entre a pessoa e determinado registro.


    O perigo do abuso dessa capacidade

    Bardon faz uma advertência severa.

    Segundo ele, um mago suficientemente desenvolvido poderia retirar completamente determinadas lembranças da memória de outra pessoa.

    O autor considera essa possibilidade extremamente delicada e afirma que nenhum verdadeiro iniciado deveria utilizar essa capacidade para fins egoístas ou prejudiciais.

    O uso benéfico da influência sobre a memória

    Apesar da advertência, Bardon reconhece uma aplicação legítima dessa capacidade.

    Segundo ele, o mago poderá utilizá-la para aliviar sofrimentos psicológicos profundos.

    Entre os exemplos apresentados estão:

    • traumas emocionais;

    • mágoas persistentes;

    • recordações dolorosas;

    • grandes decepções.

    Na interpretação do autor, apagar ou enfraquecer essas lembranças pode representar um benefício real para quem não consegue superá-las.

    O próprio mago também poderia recorrer a esse procedimento caso carregasse experiências anteriores ao seu desenvolvimento iniciático que continuassem produzindo sofrimento.


    O domínio da vontade

    Bardon ressalta, entretanto, que essa intervenção deve ser considerada um último recurso.

    Segundo ele, sempre que for possível dominar uma lembrança por meio:

    • da vontade;

    • da auto-sugestão;

    • de outros métodos de disciplina mental;

    não haverá necessidade de agir diretamente sobre o Akasha.

    Essa observação demonstra que o autor considera o fortalecimento da própria vontade superior à simples eliminação das lembranças.


    A perda patológica da memória

    Ao final da seção, Bardon faz uma distinção entre a influência mágica e a perda patológica da memória.

    Segundo ele, doenças que provocam amnésia resultam de uma interrupção involuntária da ligação entre a consciência, o mundo mental e o Akasha.

    Entre as possíveis causas mencionadas estão:

    • traumas;

    • grandes sustos;

    • perturbações do espírito.

    Na visão do autor, essas situações representam estados de desarmonia, completamente diferentes da atuação consciente do mago.


    7 A Intervenção no Akasha

    Depois de tratar da influência sobre a memória, Bardon amplia o alcance dessa ideia ao afirmar que o mago pode atuar diretamente sobre as causas registradas no Akasha. Segundo o autor, isso significa interferir naquilo que posteriormente se manifesta como destino.

    O Akasha como origem do destino

    Bardon parte da ideia apresentada anteriormente de que todas as ações, pensamentos e acontecimentos permanecem registrados no Akasha.

    Segundo ele, esses registros não apenas conservam informações, mas também funcionam como causas que produzem acontecimentos futuros.

    Na interpretação do autor, aquilo que normalmente se chama de destino resulta da atuação contínua dessas causas.


    A possibilidade de modificar causas

    Segundo Bardon, um mago que domina plenamente o Akasha pode apagar determinadas causas ali registradas.

    Entretanto, ele faz uma observação importante.

    Se uma causa for eliminada, outra deverá ser criada para ocupar seu lugar.

    Na visão apresentada pelo autor, o equilíbrio universal não permite simplesmente eliminar uma causa sem estabelecer outra correspondente.

    A responsabilidade do mago

    Bardon enfatiza repetidamente que essa capacidade jamais deve ser utilizada por motivos banais.

    Segundo ele, qualquer intervenção no destino, seja do próprio mago ou de outra pessoa, exige motivos verdadeiramente justos.

    O autor afirma que o iniciado deve ser capaz de justificar essa ação perante a Providência Divina.

    Essa observação demonstra que, para Bardon, o desenvolvimento mágico nunca concede liberdade absoluta ao praticante, mas aumenta proporcionalmente sua responsabilidade moral.


    O uso do Volt eletromagnético

    Bardon afirma que o método mais eficiente para realizar essa intervenção consiste na utilização do Volt eletromagnético, cuja construção foi ensinada no nono grau.

    Segundo ele, esse instrumento permite apagar determinadas causas ou estabelecer novas causas que produzirão efeitos diferentes no futuro.

    O autor acrescenta que existem outros métodos para atingir o mesmo objetivo, mas todos dependem fundamentalmente:

    • da vontade;

    • da imaginação disciplinada.


    A relação com o conceito de pecado

    Na parte final da seção, Bardon estabelece uma relação entre sua doutrina e os ensinamentos cristãos.

    Segundo ele, modificar uma causa registrada no Akasha equivale, em termos religiosos, ao perdão dos pecados.

    Para ilustrar essa ideia, cita as palavras atribuídas a Cristo:

    "Se eu perdoar os pecados de alguém, eles estarão perdoados para sempre."

    Na interpretação de Bardon, o perdão verdadeiro não consiste apenas em uma declaração verbal, mas na eliminação da própria causa espiritual que produziria determinados efeitos futuros.

    8 Impregnação de Ambientes à Distância

    Depois de ensinar a impregnação de ambientes nos graus anteriores, Bardon amplia esse conceito ao afirmar que o mago não precisa estar fisicamente presente no local para realizar esse trabalho. Segundo o autor, o domínio do espírito e do Princípio do Akasha permite que a influência seja exercida sobre qualquer ambiente, independentemente da distância.

    Continuidade do ensinamento anterior

    Bardon recorda que já havia explicado anteriormente como impregnar um ambiente onde o próprio mago se encontra.

    Entre os recursos utilizados nesse processo estavam:

    • a imaginação;

    • o espelho mágico;

    • os condensadores fluídicos.

    Nesta nova etapa, o autor não altera os princípios da impregnação, mas apenas amplia seu alcance.

    Segundo ele, as mesmas leis continuam válidas quando o ambiente está distante.


    Primeiro método: projeção espiritual

    O primeiro método consiste em visitar o local utilizando o espírito ou o corpo astral.

    Segundo Bardon, a distância não representa qualquer obstáculo para essa operação.

    Depois de alcançar o ambiente desejado, o mago realiza exatamente a mesma impregnação ensinada anteriormente.

    Assim, todas as regras relativas:

    • à formulação do desejo;

    • à imaginação;

    • à duração da impregnação;

    permanecem inalteradas.

    Segundo método: ligação pelo Akasha

    O segundo procedimento dispensa a projeção do espírito.

    Segundo Bardon, o mago estabelece uma ligação entre o ambiente onde ele se encontra e o ambiente que deseja influenciar.

    Essa ligação ocorre através do Princípio do Akasha.

    Na visão apresentada pelo autor, uma vez estabelecida essa conexão, ambos os ambientes passam a constituir uma única realidade dentro do Akasha.

    Consequentemente, tudo aquilo que for impregnado no ambiente do mago será automaticamente transmitido ao ambiente distante.


    A eliminação da distância

    Bardon afirma que, no Akasha, a distância deixa de existir.

    Por esse motivo, um ambiente localizado a poucos metros ou a milhares de quilômetros seria igualmente acessível ao mago.

    Essa ideia decorre diretamente da definição que o próprio autor atribui ao Akasha ao longo da obra: um princípio que transcende as limitações de tempo e espaço.


    Finalidade da impregnação

    Embora nesta seção Bardon concentre-se no método, sua finalidade permanece a mesma apresentada anteriormente.

    Segundo o autor, a impregnação pode ser utilizada para estabelecer em determinado ambiente:

    • uma atmosfera específica;

    • uma influência espiritual;

    • uma determinada qualidade vibratória;

    • uma finalidade previamente definida pela vontade do mago.


    9 Mensagens pelo Ar

    Após explicar a impregnação de ambientes à distância, Bardon apresenta um tema relacionado à comunicação entre locais distantes. Segundo ele, quando dois ambientes são ligados pelo Princípio do Akasha, torna-se possível transmitir não apenas pensamentos, mas também sons, imagens e outras manifestações perceptíveis.

    A ligação entre dois ambientes

    Bardon afirma que esse procedimento é conhecido principalmente entre magos do Oriente e do Tibete.

    Segundo ele, quando dois locais são unidos pelo Akasha, a distância deixa de existir.

    O autor representa essa união simbolicamente pela expressão A + B = AB, indicando que ambos os ambientes passam a constituir uma única unidade dentro do Akasha.

    Nessa condição, torna-se possível transmitir informações entre eles.


    A transmissão de pensamentos

    Segundo Bardon, o primeiro efeito dessa ligação consiste na transmissão direta de pensamentos.

    Uma vez estabelecida a conexão espiritual, o mago poderá:

    • enviar pensamentos;

    • receber pensamentos;

    • comunicar-se mentalmente com outra pessoa.

    Esse princípio amplia aquilo que já havia sido explicado anteriormente sobre a telepatia.


    A transmissão de palavras físicas

    Bardon vai além da comunicação mental.

    Segundo ele, ao introduzir o fluido eletromagnético nos dois ambientes conectados pelo Akasha, torna-se possível transmitir palavras audíveis.

    Na descrição apresentada pelo autor, aquilo que é pronunciado no ambiente do mago poderá ser ouvido fisicamente no ambiente distante.

    Da mesma forma, a resposta emitida no outro local também poderá ser escutada pelo mago.

    O fluido eletromagnético

    Bardon explica que o fluido eletromagnético deve ser produzido da mesma forma ensinada anteriormente para a construção do Volt.

    Entretanto, existe uma diferença.

    Enquanto o Volt normalmente assume a forma de uma esfera, nesse caso o fluido deverá assumir a forma do próprio ambiente.

    Essa adaptação permitiria estabelecer uma ligação completa entre os dois locais.


    A comparação com o rádio

    Bardon aproxima sua explicação da tecnologia moderna.

    Segundo ele, aquilo que a ciência realiza por meio das ondas de rádio pode ser reproduzido magicamente através do Akasha e do fluido eletromagnético.

    Na sua interpretação:

    Tecnologia

    Correspondência segundo Bardon

    Meio de propagação

    Princípio do Akasha

    Energia necessária

    Fluido eletromagnético

    Resultado

    Transmissão de palavras físicas

    O autor considera que ambos os processos obedecem às mesmas leis universais, embora utilizem meios diferentes.


    A transmissão de imagens

    Segundo Bardon, a mesma ligação também permite transmitir imagens.

    Na sua descrição, imagens produzidas pelo mago podem tornar-se visíveis em outro ambiente preparado magicamente.

    Ele compara esse fenômeno ao funcionamento da televisão.

    Assim como havia feito com o rádio, Bardon utiliza uma tecnologia contemporânea como analogia para ilustrar sua explicação.


    Outras formas de transmissão

    O autor afirma que esse princípio não se limita a sons e imagens.

    Segundo ele, também poderiam ser transmitidos:

    • sensações;

    • aromas;

    • influências dos elementos;

    • outras formas de energia.

    Na visão apresentada por Bardon, todas essas manifestações utilizariam o mesmo fundamento: a atuação conjunta do Akasha e do fluido eletromagnético.


    Magia e ciência

    Na parte final da seção, Bardon estabelece uma relação entre magia e desenvolvimento científico.

    Segundo ele, aquilo que a ciência realiza utilizando meios físicos pode igualmente ser realizado pelo mago através das leis universais.

    O autor acredita que o progresso científico continuará descobrindo novas formas de transmissão de energia, como, por exemplo, a transmissão de calor a grandes distâncias.

    Entretanto, adverte que antecipar artificialmente certas descobertas poderia provocar consequências sérias para a evolução da humanidade.

    10 A Exteriorização

    Depois de apresentar diversas capacidades relacionadas ao pensamento, à memória e ao Akasha, Bardon introduz uma prática que considera uma evolução direta dos exercícios de projeção ensinados nos graus anteriores: a exteriorização. Nesta etapa, o mago já não precisa deslocar todo o corpo mental ou astral, podendo projetar apenas partes específicas desses corpos para realizar determinadas funções.

    A diferença em relação à projeção completa

    Bardon lembra que, ao longo da iniciação, o estudante aprendeu a separar completamente:

    • o corpo mental;

    • o corpo astral;

    • do corpo físico.

    Agora, porém, o princípio muda.

    Segundo o autor, não é mais necessário projetar todo o corpo sutil.

    Apenas um órgão ou membro pode ser exteriorizado.

    Na concepção apresentada por Bardon, isso torna a operação muito mais econômica, pois exige menos energia do que uma projeção completa.


    A superação do tempo e do espaço

    O fundamento dessa prática continua sendo o mesmo apresentado anteriormente.

    Segundo Bardon, como os corpos mental e astral não estão sujeitos às limitações de tempo e espaço, qualquer uma de suas partes também pode ser projetada para qualquer distância.

    Assim, o mago não precisa deslocar sua consciência integralmente para perceber um lugar distante.

    Basta exteriorizar o órgão correspondente.


    A exteriorização dos olhos

    O primeiro exemplo apresentado por Bardon é a projeção dos olhos.

    Segundo ele, o mago pode exteriorizar um ou ambos os olhos e enviá-los a qualquer lugar.

    Nesse local, os olhos espirituais passariam a perceber tudo como se o próprio mago estivesse fisicamente presente.

    Enquanto isso, seu corpo permaneceria onde se encontra.

    A exteriorização da audição

    O mesmo princípio é aplicado aos ouvidos.

    Segundo Bardon, o praticante pode projetar sua audição espiritual para qualquer distância e perceber sons ocorridos em outro ambiente.

    Inicialmente, essa capacidade manifesta-se apenas através do corpo espiritual.

    Posteriormente, poderá envolver também os corpos astral e mental.

    O autor acrescenta que o mago pode exteriorizar simultaneamente:

    • a visão;

    • a audição.

    Dessa forma, observaria e ouviria acontecimentos remotos sem necessidade de entrar em transe ou realizar uma projeção completa.


    A exteriorização das mãos e dos pés

    Após desenvolver suficiente domínio sobre os órgãos sensoriais, Bardon afirma que o mago poderá exteriorizar também:

    • as mãos;

    • os pés.

    O treinamento segue a mesma sequência.

    Primeiramente, a projeção ocorre apenas no plano espiritual.

    Depois, passa a envolver o corpo astral.

    Finalmente, segundo o autor, essas partes podem ser condensadas mediante o elemento Terra, tornando-se perceptíveis também no plano físico.


    A materialização parcial

    Segundo Bardon, quando as mãos exteriorizadas são suficientemente condensadas, tornam-se capazes de produzir efeitos materiais.

    Entre os exemplos citados pelo autor estão:

    • produzir pancadas;

    • provocar ruídos;

    • mover objetos.

    Esses efeitos decorreriam da materialização temporária da mão espiritual.

    A finalidade continua sendo exclusivamente o desenvolvimento espiritual e o auxílio legítimo ao próximo.

    A escrita à distância

    Bardon utiliza essa teoria para explicar um fenômeno que denomina escrita à distância entre pessoas vivas.

    Segundo ele, o mago exterioriza sua mão mental e astral e a conduz até outra pessoa.

    Se houver papel e lápis preparados, essa mão poderá dirigir os movimentos da mão física do destinatário, produzindo uma escrita consciente.

    Na visão do autor, isso difere da escrita mediúnica tradicional, pois não envolve espíritos desencarnados.

    Trata-se da atuação direta de uma pessoa viva sobre outra.

    Além disso, Bardon afirma que esse método permite reproduzir fielmente a própria caligrafia do mago, independentemente da distância existente entre ambos.


    A transmissão de objetos

    Depois de dominar completamente a exteriorização das mãos, Bardon afirma que o mago poderá utilizá-las também para transmitir objetos a distância.

    O autor apenas menciona essa possibilidade nesta seção.

    Segundo ele, o mecanismo detalhado dessa operação depende de outro ensinamento que será apresentado posteriormente, quando tratar da invisibilidade dos objetos.

    Assim, a explicação permanece incompleta neste ponto da obra.


    A percepção durante a experiência

    Bardon faz uma observação prática importante.

    Enquanto os olhos ou os ouvidos estiverem exteriorizados, o praticante não perceberá simultaneamente o ambiente ao seu redor por meio dos órgãos físicos.

    Mesmo permanecendo com os olhos abertos, sua atenção estará voltada para aquilo que está sendo percebido pelos órgãos exteriorizados.

    Segundo o autor, isso ocorre porque a função perceptiva foi temporariamente deslocada para o órgão espiritual projetado.


    O estado do membro físico

    O mesmo princípio vale para mãos, braços ou outros membros exteriorizados.

    Segundo Bardon, durante a projeção, o membro físico correspondente permanece:

    • imóvel;

    • sem sensibilidade;

    • rígido.

    O autor compara esse estado à catalepsia, afirmando que a função normal somente retorna quando o membro espiritual ou astral se reintegra ao corpo físico.

    Na interpretação de Bardon, essa imobilidade demonstra que a atividade funcional foi temporariamente transferida para a parte exteriorizada.


    11 A Invisibilidade Mágica

    Entre as capacidades apresentadas por Bardon no Grau X, a invisibilidade ocupa um lugar especial por estar frequentemente cercada de lendas e interpretações fantasiosas. O autor inicia esta seção justamente diferenciando a tradição hermética das histórias populares sobre anéis mágicos, talismãs ou pedras preciosas capazes de tornar alguém invisível.

    Segundo Bardon, a invisibilidade é uma capacidade real dentro do sistema hermético, porém fundamentada em leis universais específicas e não em objetos dotados de poderes próprios.

    As três formas de invisibilidade

    Bardon distingue três modalidades principais de invisibilidade.

    Modalidade

    Plano de atuação

    Invisibilidade mental ou espiritual

    Espírito (corpo mental)

    Invisibilidade astral ou anímica

    Corpo astral

    Invisibilidade física

    Corpo material

    Segundo o autor, cada uma delas utiliza princípios semelhantes, porém aplicados a diferentes níveis da existência.


    A invisibilidade espiritual

    Bardon afirma que a invisibilidade espiritual possui utilidade principalmente durante viagens mentais.

    Segundo ele, existem situações em que o mago necessita observar acontecimentos ou pessoas sem ser percebido.

    Entre os exemplos apresentados pelo autor estão:

    • um mestre observando discretamente seu discípulo;

    • a aproximação de magos que realizam práticas consideradas maléficas;

    • outras circunstâncias em que a presença do mago não deve ser percebida.

    Na concepção de Bardon, essa invisibilidade não impede a atuação do mago, apenas impede que sua presença seja detectada pelos sentidos espirituais de outros seres.


    O método da invisibilidade espiritual

    Segundo Bardon, o procedimento é simples.

    O mago deve preencher completamente o corpo espiritual com o Princípio do Akasha.

    Essa impregnação deve abranger toda a extensão do corpo:

    • da cabeça aos pés;

    • incluindo a parte superior;

    • incluindo a parte inferior.

    O autor explica que isso ocorre porque o Akasha é desprovido de cor e de vibração perceptível.

    Como consequência, o corpo espiritual deixa de ser percebido por outros seres.


    O invólucro negro

    Bardon acrescenta um detalhe importante.

    Segundo ele, mesmo estando invisível, a atividade realizada pelo mago ainda poderia ser percebida por alguém dotado de clarividência.

    Para evitar isso, recomenda formar ao redor do corpo um invólucro negro.

    Esse invólucro pode assumir:

    • a forma de uma esfera;

    • ou a forma de um ovo.

    O formato escolhido não possui importância.

    O essencial, segundo Bardon, é que o corpo permaneça completamente envolvido.

    A neutralização da atividade

    Antes de iniciar qualquer deslocamento, Bardon recomenda uma concentração específica.

    Segundo ele, o mago deve estabelecer a intenção de que sua atividade permaneça completamente neutra dentro do Akasha.

    Na interpretação apresentada pelo autor, isso impede que sua atuação deixe novos registros ou novas causas perceptíveis.

    Essa recomendação está diretamente relacionada à responsabilidade espiritual do praticante.


    A responsabilidade perante a Providência Divina

    Esta é uma das passagens moralmente mais importantes de todo o capítulo.

    Bardon afirma que o mago, ao dominar o Akasha, deixa de estar submetido ao destino comum.

    Segundo ele, passa a responder diretamente perante a Providência Divina.

    Isso significa que toda utilização da invisibilidade deve obedecer rigorosamente aos princípios éticos.

    O autor adverte que o uso egoísta dessa capacidade pode levar à perda da assistência da Providência Divina.

    Na sua descrição, um mago que abusasse desse poder tornar-se-ia uma individualidade isolada, privada da proteção espiritual que acompanha o verdadeiro iniciado.

    A invisibilidade astral

    Depois de dominar a invisibilidade espiritual, Bardon afirma que o mesmo princípio pode ser aplicado ao corpo astral.

    Segundo ele, basta carregar simultaneamente:

    • o corpo mental;

    • o corpo astral;

    com o Princípio do Akasha.

    Todas as demais regras permanecem exatamente as mesmas descritas para a invisibilidade espiritual.


    A invisibilidade física

    A terceira modalidade apresentada por Bardon é a invisibilidade do corpo físico.

    Segundo o autor, ela não utiliza o Akasha.

    Seu fundamento seria a manipulação da luz.

    Bardon afirma que o corpo físico deve ser impregnado com uma quantidade de luz exatamente correspondente à intensidade luminosa existente no ambiente.

    Se essa quantidade ultrapassar o necessário, em vez de invisível, o corpo tornar-se-á:

    • transparente;

    • extremamente luminoso;

    • semelhante a uma fonte de luz.

    Por essa razão, Bardon considera a invisibilidade física muito mais difícil do que as anteriores.

    Segundo ele, essa capacidade exige:

    • muitos anos de prática;

    • domínio completo das forças mágicas;

    • elevado grau de iniciação.


    A invisibilidade de objetos

    Depois de dominar a invisibilidade aplicada ao próprio corpo, Bardon afirma que o mesmo princípio pode ser utilizado sobre objetos materiais.

    Segundo o autor, existem duas possibilidades.

    Primeira possibilidade

    O objeto pode ser tornado invisível utilizando o mesmo princípio empregado sobre o corpo do mago.


    Segunda possibilidade

    O objeto pode ser transposto, por meio da imaginação e do Akasha, da condição material para a condição astral.

    Segundo Bardon, ao assumir essa forma astral, ele deixa imediatamente de ser percebido por pessoas que não desenvolveram seus sentidos mágicos.

    Posteriormente, o objeto poderá ser novamente materializado em outro local.


    O transporte de objetos

    Bardon explica que, uma vez transformado em estado astral, o objeto poderá ser transportado:

    • pelo corpo astral do mago;

    • por outro ser espiritual;

    • ou apenas por uma mão exteriorizada.

    Ao chegar ao destino, bastará reconduzi-lo ao estado material.

    Segundo o autor, esse seria o fundamento de determinados fenômenos de materialização descritos em sessões espíritas.

    Ele observa, porém, que tais manifestações autênticas seriam extremamente raras.


    A comparação com os seres superiores

    Bardon conclui afirmando que aquilo que inteligências planetárias e extraplanetárias realizam naturalmente também pode ser alcançado pelo mago plenamente desenvolvido.

    Na sua visão, o domínio das leis universais torna possível reproduzir essas operações.


    Outras formas de invisibilidade

    Antes de encerrar a seção, Bardon menciona ainda outras modalidades de invisibilidade.

    Entre elas cita:

    • a invisibilidade produzida pelo desvio da percepção;

    • a hipnose;

    • a sugestão coletiva;

    • determinadas capacidades atribuídas a seres capazes de modificar suas vibrações em relação à luz.

    Entretanto, o autor informa que não desenvolverá esse tema nesta obra, afirmando que tratará dessas questões posteriormente em A Prática da Evocação Mágica.


    12 Práticas com Elementos

    Depois de apresentar diversas capacidades relacionadas ao Akasha, Bardon retorna ao estudo dos quatro elementos e demonstra como eles podem ser aplicados de maneira prática. Segundo o autor, o domínio dos elementos não se limita ao equilíbrio interior do mago, mas pode produzir efeitos diretos sobre o corpo, sobre a matéria e sobre o ambiente.

    Bardon afirma que essas aplicações exigem um elevado grau de treinamento, principalmente na capacidade de condensar ou materializar os elementos até que suas energias produzam efeitos perceptíveis no plano físico.

    A materialização dos elementos

    Bardon explica que o primeiro requisito consiste em aprender a condensar um elemento repetidas vezes.

    Segundo o autor, essa prática deve ser realizada até que a energia elementar adquira suficiente densidade para produzir efeitos físicos.

    Na sua concepção, trata-se da transformação gradual da energia sutil em energia diretamente atuante sobre a matéria.

    Essa capacidade constitui a base de todas as aplicações descritas nesta seção.


    O elemento Terra

    Entre os quatro elementos, Bardon inicia pelo elemento Terra.

    Segundo ele, quando esse elemento é intensamente condensado no próprio corpo, produz um extraordinário aumento da resistência física.

    O autor afirma que o mago poderá:

    • suportar perfurações sem sentir dor;

    • não apresentar sangramento;

    • evitar a formação de cicatrizes;

    • suportar grandes pressões sobre o corpo.


    A comparação com os faquires

    Bardon utiliza como exemplo as demonstrações tradicionalmente atribuídas aos faquires hindus.

    Segundo ele, muitos desses praticantes obtêm parte desses resultados por meio da auto-sugestão.

    O mago, entretanto, alcançaria efeitos semelhantes de forma mais rápida através da condensação consciente do elemento Terra.

    A cicatrização

    Segundo Bardon, o elemento Terra também pode ser utilizado para acelerar a regeneração dos tecidos.

    O autor afirma que basta colocar as mãos sobre uma ferida enquanto projeta o elemento.

    Na sua descrição, cortes profundos poderiam cicatrizar rapidamente e sem deixar marcas.

    Essa capacidade seria aplicável tanto ao próprio mago quanto a outras pessoas.


    A materialização de pensamentos e seres

    Outra possibilidade apresentada por Bardon consiste na condensação do elemento Terra fora do próprio corpo.

    Segundo ele, isso permitiria materializar:

    • pensamentos;

    • imagens mentais;

    • seres desencarnados;

    • entidades ainda não encarnadas.

    O autor afirma que essas manifestações poderiam tornar-se visíveis até mesmo para pessoas sem qualquer treinamento mágico e, segundo sua descrição, poderiam inclusive ser fotografadas.

    A projeção em forma de raio

    Bardon descreve ainda uma aplicação ofensiva do elemento Terra.

    Segundo ele, quando projetado instantaneamente na forma de um raio, esse elemento seria capaz de paralisar temporariamente:

    • seres humanos;

    • animais.

    O autor apenas menciona essa possibilidade, sem explicar detalhadamente sua execução.


    O elemento Água

    Em seguida, Bardon passa ao elemento Água.

    Segundo ele, quando condensado intensamente dentro do corpo, esse elemento produz extraordinária resistência ao calor.

    Na sua descrição, o mago poderá suportar temperaturas extremamente elevadas sem sofrer queimaduras.


    A proteção contra o fogo

    O autor afirma que, ao concentrar o elemento Água principalmente nas mãos, o mago poderá:

    • segurar carvões em brasa;

    • tocar ferro incandescente;

    • caminhar sobre brasas.

    Segundo Bardon, tudo isso ocorreria sem qualquer dano ao corpo.


    Os exemplos bíblicos

    Para ilustrar sua explicação, Bardon menciona episódios tradicionalmente encontrados na Bíblia.

    Entre eles cita:

    • o jovem que permaneceu ileso dentro da fornalha;

    • o apóstolo João, que, segundo determinadas tradições cristãs, teria sido lançado em óleo fervente sem sofrer lesões.

    Na interpretação de Bardon, esses acontecimentos seriam exemplos do domínio consciente do elemento Água.

    A projeção externa do elemento Água

    Segundo Bardon, quando projetado para fora do corpo, o elemento Água pode atuar diretamente sobre o ambiente.

    Entre os efeitos mencionados pelo autor está a extinção de incêndios, independentemente de sua intensidade.


    O elemento Fogo

    Bardon apresenta em seguida as aplicações do elemento Fogo.

    Quando acumulado dentro do próprio organismo, esse elemento produziria intenso calor corporal.

    Segundo o autor, isso permite ao mago suportar temperaturas extremamente baixas sem sofrer os efeitos do frio.


    O Tummo tibetano

    Como exemplo, Bardon menciona os lamas do Tibete.

    Segundo ele, esses praticantes desenvolvem um calor interno tão intenso que conseguem secar rapidamente toalhas molhadas enroladas ao redor do corpo mesmo durante o inverno rigoroso.

    O autor identifica essa prática pelo nome Tumo (atualmente mais conhecido pela transliteração Tummo).

    Na interpretação apresentada por Bardon, esse fenômeno decorre do domínio consciente do elemento Fogo.


    A projeção externa do elemento Fogo

    Quando projetado para fora do corpo, Bardon afirma que o elemento Fogo permite:

    • incendiar materiais combustíveis;

    • provocar combustão em objetos.

    Como exemplo, menciona episódios bíblicos em que materiais previamente molhados teriam sido incendiados.


    A figueira mencionada por Cristo

    Bardon também faz referência ao episódio em que Cristo amaldiçoa uma figueira e ela seca.

    Segundo sua interpretação, esse efeito teria sido produzido pelo elemento Fogo.

    O autor acrescenta que, nesse caso, a atuação ocorreu por meio da Quabbalah (Cabala), isto é, pelo emprego de uma palavra de poder capaz de colocar o elemento em ação.


    Outras aplicações

    Bardon encerra esta seção observando que as possibilidades de utilização dos elementos são praticamente ilimitadas.

    Segundo ele, o verdadeiro mago poderá descobrir novas aplicações por conta própria, desde que compreenda profundamente as leis universais que regem cada elemento.

    Assim, os exemplos apresentados representam apenas algumas possibilidades entre muitas outras que poderiam surgir do domínio completo da magia elementar.


    13 Fenômenos de Levitação

    Depois de apresentar as aplicações práticas dos elementos, Bardon dedica uma seção ao fenômeno da levitação. Segundo o autor, a capacidade de elevar um corpo acima do solo não constitui um milagre nem uma violação das leis naturais, mas uma consequência do domínio consciente das forças universais que regulam a gravidade.

    A gravidade segundo Bardon

    Bardon inicia explicando o que entende por levitação.

    Segundo ele, levitar significa eliminar temporariamente a ação da força de gravidade.

    Na interpretação apresentada pelo autor, a gravidade resulta da força de atração exercida pela Terra.

    Assim, se essa força puder ser neutralizada ou compensada, o corpo deixará de permanecer preso ao solo.


    Primeiro método: o elemento Ar

    O primeiro procedimento descrito por Bardon utiliza o elemento Ar, denominado por ele Waju-Tattwa.

    Segundo o autor, o praticante deve realizar sucessivos carregamentos e represamentos desse elemento até atingir um elevado grau de condensação.

    Quando isso ocorre, a característica fundamental do elemento Ar torna-se suficientemente materializada para alterar o comportamento do corpo.

    Na descrição de Bardon, o resultado é que o mago se torna extremamente leve, elevando-se do solo "como um balão" e adquirindo a leveza de uma pena.


    Segundo método: o fluido eletromagnético

    O segundo método não utiliza diretamente um elemento, mas o fluido eletromagnético.

    Segundo Bardon, o mago deve concentrar e condensar esse fluido no próprio corpo em intensidade equivalente à força da gravidade que atua sobre ele.

    Na interpretação do autor, essa condensação neutraliza a atração terrestre.

    Como consequência, o corpo deixa de tocar o solo.


    A movimentação durante a levitação

    Bardon afirma que, depois de dominar esse processo, o mago não apenas poderá elevar-se, mas também deslocar-se livremente.

    Segundo ele, o movimento poderá ocorrer:

    • sobre a terra;

    • sobre a água;

    • através do ar.

    O autor acrescenta que a direção e a velocidade desse deslocamento dependerão exclusivamente da vontade do praticante.


    Caminhar sobre a água

    Entre os exemplos apresentados, Bardon afirma que o domínio do fluido eletromagnético permitiria caminhar sobre a superfície da água, independentemente de sua profundidade.

    Segundo sua explicação, isso ocorre porque a força de gravidade estaria temporariamente neutralizada.


    Referências aos iogues e aos relatos bíblicos

    Para ilustrar sua explicação, Bardon menciona dois exemplos tradicionais.

    O primeiro refere-se aos iogues orientais, aos quais atribui o domínio da levitação.

    O segundo é o relato bíblico em que Cristo caminha sobre as águas.

    Na interpretação apresentada por Bardon, ambos os episódios decorreriam da aplicação das mesmas leis universais relativas ao domínio da gravidade.

    A levitação de outras pessoas e de objetos

    Segundo Bardon, essa capacidade não precisa limitar-se ao próprio corpo.

    O autor afirma que o mago poderá provocar levitação também em:

    • outras pessoas;

    • animais;

    • objetos.

    Para isso, bastaria aplicar o mesmo princípio de concentração do fluido magnético sobre o alvo desejado.

    Além da imaginação, Bardon menciona que esse trabalho poderia ser realizado por outros meios já apresentados na obra, como:

    • a Cabala;

    • a atuação de seres espirituais;

    • outras práticas mágicas.


    A levitação involuntária

    Bardon afirma que o mesmo fenômeno pode ocorrer espontaneamente, ainda que de forma descontrolada.

    Como exemplos, cita:

    • médiuns espíritas durante o transe;

    • sonâmbulos;

    • pessoas classificadas por ele como lunáticas.

    Segundo sua interpretação, nesses casos ocorre uma diminuição do fluido elétrico acompanhada por um predomínio do fluido magnético.

    Esse desequilíbrio seria suficiente para produzir manifestações parciais de levitação.


    O caso dos sonâmbulos

    Bardon menciona relatos segundo os quais alguns sonâmbulos conseguem:

    • subir paredes;

    • caminhar sobre superfícies extremamente estreitas;

    • deslocar-se em locais perigosos com extraordinária facilidade.

    Segundo o autor, esses fenômenos decorreriam da predominância temporária do fluido magnético durante o sono.

    Ele relaciona esse estado à influência exercida pela Lua, justificando assim a antiga denominação de lunáticos.

    A levitação como desequilíbrio patológico

    Embora reconheça esses fenômenos espontâneos, Bardon afirma que eles representam uma condição anormal.

    Segundo ele, trata-se de uma desarmonia entre os fluidos elétrico e magnético.

    Por esse motivo, considera esse estado uma enfermidade.

    Na sua visão, o tratamento consistiria em restaurar o equilíbrio do fluido elétrico no organismo da pessoa afetada.


    O fenômeno oposto

    Antes de encerrar a seção, Bardon observa que o mago pode produzir o efeito inverso da levitação.

    Em vez de diminuir a gravidade, ele poderia aumentar a força de atração exercida sobre um corpo.

    Segundo o autor, isso seria realizado utilizando o fluido elétrico, em vez do fluido magnético.

    Na interpretação apresentada por Bardon, os dois fluidos possuem funções complementares:

    Fluido

    Efeito atribuído por Bardon

    Fluido magnético

    Neutraliza ou reduz a gravidade.

    Fluido elétrico

    Intensifica a gravidade e o peso.

    O autor conclui recordando um princípio já apresentado anteriormente: forças de mesma natureza tendem a repelir-se, enquanto forças de natureza diferente tendem a atrair-se.


    14 Fenômenos da Natureza

    Depois de apresentar aplicações dos elementos sobre o próprio corpo e sobre objetos, Bardon amplia ainda mais o alcance da magia elementar ao tratar da influência sobre os fenômenos naturais. Segundo o autor, o mago plenamente desenvolvido pode atuar diretamente sobre determinados processos da natureza mediante o domínio dos elementos e do fluido eletromagnético.

    Bardon ressalta que esse tipo de operação exige maior quantidade de energia do que os trabalhos individuais, razão pela qual recomenda a utilização de um espaço suficientemente amplo para a condensação e projeção das forças envolvidas.

    O princípio da atuação sobre a natureza

    Bardon afirma que os mesmos princípios utilizados para atuar sobre o próprio corpo ou sobre objetos também podem ser aplicados aos fenômenos naturais.

    A diferença está apenas na escala.

    Segundo o autor, quanto maior o fenômeno que se pretende influenciar, maior deverá ser a quantidade de energia condensada e projetada.

    Na sua concepção, os elementos presentes na natureza respondem às mesmas leis universais estudadas ao longo da iniciação.


    A influência sobre o vento

    O primeiro exemplo apresentado por Bardon refere-se ao elemento Ar.

    Segundo ele, mediante a projeção consciente desse elemento, o mago poderá modificar os movimentos do ar.

    Entre as possibilidades mencionadas pelo autor está a produção ou intensificação dos ventos.

    Na interpretação de Bardon, isso decorre do domínio direto da energia correspondente ao elemento Ar.


    A produção de chuvas

    Em seguida, Bardon aborda o elemento Água.

    Segundo ele, a projeção desse elemento permite produzir chuvas localizadas ou favorecer precipitações em determinadas regiões.

    O autor entende que o elemento Água pode ser condensado e direcionado para áreas específicas conforme a vontade do mago.


    A atuação do fluido eletromagnético

    Além dos elementos, Bardon atribui importante papel ao fluido eletromagnético.

    Segundo ele, tempestades podem ser produzidas mediante a projeção simultânea de:

    • Volts elétricos;

    • Volts magnéticos.

    Na descrição apresentada pelo autor, o encontro dessas duas polaridades na atmosfera produz descargas elétricas, manifestadas na forma de relâmpagos e raios.


    A atração das massas de água

    Bardon afirma que o fluido magnético também pode ser utilizado para atrair grandes quantidades do elemento Água.

    Segundo sua explicação, essa atração pode ocorrer mesmo a grandes distâncias.

    Como consequência, seria possível provocar chuvas intensas sobre uma determinada região.


    A interrupção das chuvas

    O autor observa que o domínio dos elementos permite produzir tanto um fenômeno quanto o seu contrário.

    Assim, além de provocar precipitações, o mago poderá:

    • interromper uma chuva;

    • dispersar nuvens;

    • desviar formações atmosféricas para outro local.

    Segundo Bardon, isso decorre do mesmo princípio utilizado para iniciar esses processos.


    O granizo

    Entre os fenômenos mencionados está também o granizo.

    Segundo Bardon, o mago poderá:

    • favorecer sua formação;

    • impedir seu desenvolvimento;

    • desviar sua trajetória para outra região.

    O autor apresenta essas possibilidades como aplicações naturais do domínio consciente dos elementos atmosféricos.


    Os lamas do Tibete

    Para ilustrar essas afirmações, Bardon faz referência aos lamas tibetanos.

    Segundo ele, esses praticantes realizam trabalhos semelhantes por meio de:

    • cerimônias ritualísticas;

    • magia evocatória;

    • atuação de seres espirituais;

    • tantras.

    Na interpretação do autor, embora os métodos externos sejam diferentes, os princípios universais empregados permanecem os mesmos.

    A especialização do mago

    Bardon conclui esta seção afirmando que o estudante que desejar aprofundar-se nesse campo já possui o conhecimento necessário para fazê-lo.

    Segundo ele, todos os princípios fundamentais foram apresentados ao longo da obra.

    Assim, caberá ao próprio mago desenvolver novas aplicações por meio da prática e da compreensão das leis universais.

    Essa observação reforça uma característica constante do sistema de Bardon: o aprendizado não termina com a leitura das instruções, mas continua por meio da experimentação disciplinada e do aperfeiçoamento gradual.


    15O Poder sobre a Vida e a Morte

    Ao encerrar a exposição das capacidades atribuídas ao adepto, Bardon aborda aquele que considera o mais elevado domínio da magia prática: a atuação sobre os processos da vida e da morte. O autor trata esse tema com extrema cautela e afirma expressamente que não descreverá procedimentos detalhados, por entender que esse conhecimento poderia ser utilizado de maneira irresponsável.

    Desde o início da seção, Bardon procura deixar claro que o verdadeiro mago não utiliza esse poder para satisfazer interesses pessoais ou exercer domínio sobre outras pessoas.

    O domínio sobre a vida e a morte

    Bardon afirma que o mago plenamente desenvolvido torna-se senhor das forças responsáveis pela vida e pela morte.

    Entretanto, faz imediatamente uma importante ressalva.

    Segundo o autor, um verdadeiro iniciado jamais empregará esse conhecimento para ameaçar ou destruir outra pessoa.

    Embora declare conhecer métodos capazes de produzir a morte por meios mágicos, Bardon recusa-se a descrevê-los.

    Essa decisão demonstra uma preocupação ética presente em diversos momentos da obra.

    A possibilidade do retorno à vida

    Em seguida, Bardon apresenta uma das afirmações mais extraordinárias de toda a obra.

    Segundo ele, quando um mago alcança o mais elevado grau de domínio das forças ocultas, torna-se possível restaurar a vida de uma pessoa falecida.

    Na interpretação do autor, essa possibilidade decorre diretamente do conhecimento das leis universais que regulam a relação entre:

    • corpo físico;

    • corpo astral;

    • corpo mental;

    • fluido eletromagnético;

    • elementos.


    O conhecimento da constituição humana

    Bardon explica que o mago desenvolvido percebe claramente a interação entre os diversos princípios que constituem o ser humano.

    Segundo ele, o iniciado é capaz de observar:

    • a atuação dos elementos no corpo;

    • a atuação dos elementos na alma;

    • a atuação dos elementos no espírito;

    • a circulação do fluido eletromagnético;

    • o elo de ligação existente entre os diferentes corpos.

    Esse conhecimento permitiria compreender em que condições a vida pode ser restaurada.


    O cordão de ligação

    Entre os elementos centrais dessa explicação está aquilo que Bardon chama de elo de ligação entre:

    • o corpo físico;

    • o corpo astral;

    • o corpo mental.

    Segundo o autor, enquanto esse vínculo puder ser restabelecido, existirá a possibilidade de reconduzir a vida ao organismo.

    Contudo, Bardon estabelece uma limitação importante.

    O retorno à vida somente seria possível quando os órgãos vitais ainda não estivessem irremediavelmente comprometidos.


    A Providência Divina

    Mesmo quando todas as condições técnicas estivessem presentes, Bardon afirma que o mago não age por decisão exclusivamente pessoal.

    Segundo ele, a restauração da vida depende da autorização da Providência Divina.

    Essa observação reforça uma ideia recorrente ao longo de toda a obra.

    Na visão de Bardon, o verdadeiro iniciado nunca atua contra a ordem universal.

    Sua vontade permanece subordinada à vontade divina.


    Mortes provocadas por fenômenos naturais

    Bardon menciona especificamente os casos de pessoas ou animais atingidos por raios ou por fenômenos semelhantes.

    Segundo o autor, nessas situações o mago poderia restabelecer a ligação entre:

    • espírito;

    • alma;

    • corpo.

    Esse processo seria realizado mediante a utilização conjunta:

    • do fluido eletromagnético;

    • dos elementos.

    Depois de restabelecida essa harmonia, o corpo ainda deveria ser impregnado com o princípio da luz.

    Na descrição de Bardon, essa sequência permitiria restaurar a vida.

    Os relatos tradicionais de ressurreição

    Bardon afirma que diversos iniciados do passado possuíam essa capacidade.

    Segundo ele, os relatos de pessoas que retornaram à vida não devem ser entendidos como acontecimentos impossíveis, mas como manifestações do domínio completo das leis universais.

    O autor não procura demonstrar historicamente essas narrativas, limitando-se a inseri-las dentro de seu sistema doutrinário.


    O objetivo da exposição

    Antes de concluir o Grau X, Bardon faz uma observação importante sobre todas as capacidades apresentadas.

    Segundo ele, não espera que todos os estudantes desenvolvam cada um dos fenômenos descritos.

    Seu objetivo foi demonstrar como as leis universais poderiam ser aplicadas em diferentes circunstâncias.

    Assim, cada praticante poderá aprofundar-se apenas naquilo que considerar adequado ao seu caminho.


    O adepto completo

    Bardon afirma que um verdadeiro adepto possui condições de realizar todas as operações descritas ao longo do Grau X.

    Além disso, considera que outras possibilidades ainda maiores poderão surgir a partir da compreensão cada vez mais profunda das leis universais.

    Essa afirmação resume a concepção central da obra: o desenvolvimento mágico não depende da acumulação de técnicas isoladas, mas da assimilação progressiva dos princípios fundamentais da natureza.

    Conclus?o do Grau X

    Depois de concluir a descrição das capacidades atribuídas ao adepto, Bardon encerra o primeiro grande ciclo de sua obra com uma reflexão sobre o significado da iniciação.

    Segundo ele, todo o conteúdo apresentado corresponde ao ensinamento da primeira carta do Tarô, representada pela figura do Mago.


    A primeira carta do Tarô

    Para Bardon, o Arcano I não representa apenas um símbolo.

    Ele constitui o próprio fundamento da iniciação hermética.

    Segundo o autor, todo o treinamento desenvolvido desde os primeiros exercícios até as práticas mais avançadas corresponde ao aprendizado encerrado nessa única carta.

    Assim, o Mago simboliza o ser humano que conquistou o domínio consciente de si mesmo e das leis universais.


    O portal da verdadeira iniciação

    Bardon afirma que aquele que percorre integralmente esse caminho encontra o verdadeiro portal da iniciação.

    Segundo o autor, trata-se de um desenvolvimento completo, capaz de transformar profundamente o praticante.

    Essa transformação, entretanto, não ocorre rapidamente.


    O tempo da formação

    Bardon adverte que esse curso não pode ser concluído em poucos meses.

    Segundo ele, o treinamento pode estender-se por vários anos.

    Essa observação é coerente com toda a estrutura da obra, que insiste repetidamente na necessidade de disciplina, perseverança e amadurecimento gradual.


    O antigo ensino dos Mistérios

    O autor afirma que esse conhecimento era anteriormente transmitido apenas a um pequeno número de discípulos selecionados nos antigos templos iniciáticos.

    Segundo Bardon, sua obra tornou público um ensinamento que, durante muito tempo, permaneceu reservado aos círculos de Mistérios.


    A magia além das aparências

    Na conclusão da obra, Bardon procura desfazer aquilo que considera um equívoco comum.

    Segundo ele, muitas pessoas imaginam que a magia consiste apenas em superstições ou demonstrações extraordinárias.

    Na sua perspectiva, ocorre exatamente o contrário.

    Os fenômenos descritos ao longo do livro são apenas consequências secundárias de um processo muito mais profundo de aperfeiçoamento interior.

    O verdadeiro objetivo da iniciação continua sendo a transformação integral do próprio praticante.


    O conhecimento mais difícil

    Bardon encerra afirmando que a magia constitui o conhecimento mais difícil existente.

    Segundo ele, adquirir informações teóricas é relativamente simples.

    Muito mais difícil é transformar esse conhecimento em realização prática.

    Essa conclusão resume toda a proposta da obra.

    Em sua visão, a verdadeira iniciação não consiste em acumular conceitos, mas em viver, experimentar e incorporar gradualmente as leis universais até que elas se tornem parte da própria natureza do mago.


    Texto original

    Sugestão No capítulo sobre o subconsciente esse tema já foi por mim abordado, ao descrever a auto-sugestão ou auto-influência. As mesmas regras valem também para a sugestão sobre outras pessoas. Um pré-requisito para isso é que a fórmula da sugestão seja mantida, ao pé da letra, na forma verbal presente a imperativa. Em função do seu desenvolvimento espiritual o mago poderá transpor a sugestão desejada ao subconsciente de qualquer pessoa que não possua maturidade suficiente, sugestão esta que não precisará necessariamente ser pronunciada em voz alta, mas poderá ser formulada em pensamento ou telepaticamente. Para um mago é bastante fácil transmitir sugestões mesmo a grandes distâncias. Isso pode ser feito de duas maneiras; uma delas é procurar, com o espírito, a pessoa em questão, para influenciá-la sugestivamente, de preferência enquanto ela estiver dormindo. A outra seria desligar, através do Akasha, a distância que o separa do sujeito a ser sugestionado. Nem preciso dizer que nas sugestões à distância o mago também poderá usar o espelho mágico. É óbvio que uma sugestão poderá ser dada de forma a surtir efeito só num futuro distante, Le., o momento exato para que a sugestão surta o seu efeito também poderá ser transposto ao subconsciente do sujeito. Telepatia A telepatia pertence ao mesmo grupo de fenômenos que a sugestão. Para um mago é uma brincadeira de criança transmitir seus pensamentos às pessoas, mas nisso ele deverá observar que os pensamentos não deverão ser transmitidos ao corpo ou à alma, mas só ao espírito da pessoa em questão. Ele deverá imaginar o espírito da pessoa, Le., deverá excluir o corpo material a astral imaginativamente a ocupar-se só do espírito dela, ao qual transmitirá os pensamentos. Ficará a critério do mago transmitir ao sujeito se o pensamento é dele mesmo, do mago ou de outra pessoa qualquer. Tudo isso deverá ser considerado durante a transmissão. Não são só os pensamentos que podem ser transmitidos a curtas ou longas distâncias, mas os sentimentos também. O mago nunca deverá esquecer, que com a ajuda de suas forças mágicas ele só deverá transmitir pensamentos positivos. Tenho certeza de que nenhum aluno ou mago fará mau use dessa habilidade. Os pensamentos podem até ser sugeridos contra a vontade da pessoa. Como o mago domina os elementos, ele poderá desligar os pensamentos da pessoa que quer influenciar telepaticamente, a introduzir os pensamentos que considerar válidos. Hipnose Um assunto semelhante à telepatia e à sugestão é a hipnose, pela qual uma pessoa é induzida a dormir à força, a lhe é roubada a vontade própria. Do ponto de vista mágico a hipnose é condenável, e o mago deveria se especializar menos nesse campo. Mas com isso não queremos dizer que o mago não está em condições de induzir o sono em qualquer pessoa. A prática é muito simples. Através da sua vontade ou do fluido eletromagnético o mago só precisará desligar a função do espírito para que o sono se instale rapidamente.

    Não é muito importante se para isso o mago utiliza a telepatia ou a sugestão. Ele poderá usá-las como meios auxiliares, mas não depende delas. Quase todos os livros que falam de hipnose recomendam o use da telepatia a da sugestão. Alguém que domina essas forças não precisa de nenhuma das duas, pois no momento em que ele afasta o corpo e a alma do sujeito, em pensamento, portanto não lhes dá atenção, a desliga ou paralisa a vontade dessa pessoa através da imaginação, logo surge a ausência de consciência, ou o sono. Com isso o subconsciente é liberado a torna-se receptivo a qualquer tipo de sugestão. Justamente esse ato de violência, Le., a intromissão na individualidade da pessoa, não é recomendável do ponto de vista mágico, e o mago só deverá recorrer à hipnose de qualquer tipo quando tiver uma intenção nobre, por exemplo, quando quiser transmitir ao sujeito boas sugestões, com um efeito excepcionalmente forte. Mesmo quando a pessoa desejá-lo expressamente, o mago deverá evitar hipnotizá-la. O verdadeiro mago evitará satisfazer qualquer tipo de curiosidade ou ânsia de sensacionalismo das pessoas, em relação a essas experiências hipnóticas. Em situações de grande perigo, o mago instruído poderá produzir uma espécie de hipnose do susto, paralisando, por alguns segundos, o espírito do rival, através de um raio de fluido eletromagnético; mas naturalmente esse método só deverá ser usado em caso de extrema necessidade, o que será muito raro na vida do mago. Já se comprovou cientificamente que até os animais podem ser hipnotizados, a se o mago quiser hipnotizar um animal, caso haja necessidade disso, atingirá o lado instintivo desse animal, por onde se produzirá uma ausência imediata de consciência, mesmo no maior a mais forte dos animais. A Hipnose em Massa dos Faquires A hipnose em massa produzida pelos faquires e charlatães hindus não apresenta maiores problemas para o mago. Os faquires que se ocupam desse tipo de experiência às vezes nem sabem como esses fenômenos ocorrem, pois seu segredo é uma tradição, transmitida de uma geração a outra. Quando um determinado ambiente, lugar, etc., é carregado com o princípio do Akasha, todos os que estiverem no local ficarão impregnados, a esse princípio do Akasha passará então a predominar em cada um deles.

    Como o Akasha é o princípio das coisas primordiais, tudo o que se coloca nele deverá concretizar-se. A hipnose em massa dos faquires que forjam diversas cenas diante dos espectadores, é facilmente explicável baseada nessa lei. Dessa maneira até o mago conseguirá produzir uma hipnose em massa. Com uma palavra ou fórmula tradicional o faquir chama o Akasha para o ambiente e transpõe a esse princípio as imagens que os espectadores querem ver. Através das constantes repetições dessa experiência ela se toma tão automática que o faquir não precisa mais usar a imaginação, ou o Akasha, nem o processo que os espectadores querem ver. Basta que ele pronuncie a fórmula do Akasha para enfeitiçar as pessoas a em seguida pronunciar em voz baixa, os tantras e frases curtas do processo desejado pelos espectadores. Enquanto isso os espectadores tomam consciência, também em seqüência, da mesma coisa em imagens.

    O fato dessas fórmulas serem fórmulas mágicas de fato é incontestável, pois esse segredo é herdado tradicionalmente de família em família, ao longo de centenas de anos. O possuidor de uma fórmula mágica desse tipo nem sabe mais qual o tipo de energia a ser liberada com ela. Ele sabe somente que ao pronunciar essa ou aquela fórmula, acontece isso ou aquilo, a não tenta saber porquê. Uma farsa tão ilusória produzida com o Akasha passa a ser muito admirada, principalmente por pessoas que não têm noção das leis mágicas superiores. Na Índia uma farsa desse tipo nada é além de mero negócio. Se tirássemos uma fotografia de uma cena desse tipo, veríamos, decepcionados, que não apareceria nada nas chapas; elas mostrariam somente o faquir com seus eventuais acompanhantes, sentados quietos a sorridentes. Essa experiência aparentemente secreta é facilmente explicável com base na lei mágica, a fica a critério de cada um ocupar-se disso ou até especializar-se no assunto. Para o desenvolvimento mágico subseqüente e a evolução mágica essas experiências não têm qualquer significado. Eu só as mencionei para que o mago pudesse fazer uma idéia delas a encontrar para elas uma explicação do ponto de vista mágico.

    Leitura do Pensamento Muita propaganda é feita sobre a questão da leitura do pensamento. Para o mago instruído essa é uma coisa óbvia, a ele a considera um fenômeno menor que acompanha o seu desenvolvimento espiritual. A leitura do pensamento pode ocorrer através de imagens, da inspiração, ou intuição, conforme a predisposição do mago. O fato de podermos não só ler o pensamento de uma pessoa quando ela está próxima, mas também quando está distante, não precisa nem ser enfatizado, a não passa de um trabalho efetuado no Akasha.

    Cada pensamento, palavra a ação possuem sua cópia exata no mundo das coisas primordiais ou Akasha, o que já foi dito no capítulo referente ao Akasha.

    Quando o mago se sintoniza no espírito da pessoa em questão a se carrega com o Akasha, ele consegue ler os pensamentos do momento atual, a quando olha para trás com um forte desejo interior, conseguirá ver também, sem esforço, os pensamentos do passado mais remoto. Depois que o mago praticou por algum tempo a alcançou uma certa perícia na leitura do pensamento, ele conseguirá ler qualquer pensamento brincando, mesmo o mais oculto. A formação de um pensamento pode ser intelectual ou imaginativa, sendo que os últimos são mais fáceis de ler. O mago só conseguirá fazer uma leitura completa do pensamento quando se tornar senhor absoluto de seu espírito e também da sua vida nos pensamentos. Essa é uma condição básica. Caso contrário ele só captará os pensamentos parcialmente ou só conseguirá ler os pensamentos efetivos. Mas a leitura dos pensamentos não é uma questão complexa, só exige o contato espírito a espírito; o próprio mago deverá sentir-se como espírito. Os graus anteriores ajudaram-no bastante nisso, a ele precisará somente produzir a ligação com a pessoa em questão, na medida em que afasta o corpo e a alma dela em pensamento, para depois ler os seus pensamentos. Psicometria A psicometria é a capacidade de pesquisar um objeto qualquer, uma carta, uma jóia, uma antiguidade, a sondar todas as circunstâncias que o cercam, no presente, no passado ou no futuro. Para o mago que acompanhou a parte prática deste curso a instruiu bem seus sentidos astrais da visão, da audição a do tato, essa capacidade é conseqüência dos sentidos astrais desenvolvidos e é bastante fácil de colocar em prática. O mago pega na mão o objeto a ser pesquisado ou coloca-o num local do corpo adequado a uma pesquisa mais minuciosa. Se ele quiser ver as circunstâncias em imagens, Le., pesquisá-las visualmente, deverá prensar o objeto contra a testa; se quiser vê-las inspirativamente, i.e., auditivamente, deverá colocá-lo na região do coração, a caso ele queira sondá-lo sensorialmente ou intuitivamente deverá colocá-lo no plexo solar, ou simplesmente segurálo em sua mão. Depois de concentrar-se no que ele pretende saber sobre o objeto, o mago deverá transpor-se ao Akasha ou ao transe, a ler, com seus olhos, ouvidos ou tato espirituais as diversas circunstâncias do presente, passado e futuro, que cercam o objeto. O mago poderá também usar o seu espelho mágico como meio auxiliar. Desse modo ele poderá ver, por exemplo, desenrolar diante de si, como num filme ou num panorama, todas as circunstâncias ligadas ao objeto a descobrir tudo o que se relaciona a ele. Naturalmente ele também tem a possibilidade de ver o remetente, além de poder ler os pensamentos do seu espírito, em qualquer escrito destinado ao próprio mago ou a outras pessoas, enviado por conhecidos ou estranhos. Em poucas palavras, ele pode ler nas entrelinhas de qualquer carta. A psicometria também inclui a capacidade de entrar em contato físico, anímico ou espiritual com qualquer pessoa que já entrou em contato com aquele objeto, pois um objeto de qualquer natureza é o meio de ligação entre o corpo, a alma e o espírito do mago e a pessoa em questão. É óbvio que com a ajuda de um objeto o mago também conseguirá ler os pensamentos a uma grande distância. Ao mesmo tempo lhe é possível conhecer a alma da pessoa a descobrir, sem esforço, as particularidades de seu caráter e o estágio de desenvolvimento de sua alma no mundo do Akasha. O mesmo vale naturalmente também para o lado material, onde ele poderá descobrir o presente, passado a futuro da pessoa, ao estabelecer o elo de ligação entre a sua própria alma e a pessoa em questão, relativamente ao Akasha. Uma pequena variante da psicometria é a psicografia. Mas ela não é muito relevante para o mago, a surge por si só a partir do que f oi dito há pouco. Além de possibilitar a pesquisa e a identificação do remetente de uma carta através do elo de ligação, em todos os aspectos a detalhes, o objeto pode servir também para promover a ligação com a pessoa em questão a eventualmente influenciá-la espiritual, anímica a corporalmente. Podemos concluir então que a psicometria é uma capacidade menor derivada da nossa já conhecida clarividência. Influência na Memória Como já sabemos, a memória é uma característica intelectual de qualquer pessoa, cujos sentidos normais estão intactos. Mas ao mesmo tempo a memória é o receptor de pensamentos e de idéias do mundo mental a também do Akasha. Nós sabemos que todos os pensamentos a idéias são transpostos ao Akasha, e que a memória, através de sua característica receptiva chama-os de volta à consciência.

    Depois que o mago se tornou o senhor no Akasha, ele consegue influenciar a memória, de forma direta ou indireta. De forma direta ele conseguirá reforçar a memória através do elemento correspondente, ou do fluido eletromagnético, ou através da simples influência no subconsciente, usando a imaginação. Caso ele trabalhe sobre a memória, poderá também facilmente enfraquecer, desligar ou apagar dessa memória, ou da consciência, certas idéias, pensamentos ou lembranças, através da imaginação.

    A forma indireta de influência na memória é aquela em que o mago intervém diretamente nela através do princípio do Akasha. O mago, que pode ver os processos de imagens a pensamentos de cada pessoa no Akasha, poderá até deixá-los embaçados, através da imaginação, ou até destruir, enfraquecer ou separar a ligação entre as imagens do Akasha e a pessoa em questão. Como desse modo o mago tem a possibilidade de roubar a memória de uma pessoa, devemos advertir a todos sobre o mau use dessa capacidade; alguém que leva em conta a ética em seu desenvolvimento mágico jamais se deixará induzir a uma ação desse tipo. O mago só deverá usar essa capacidade quando quiser enfraquecer ou apagar de vez as más experiências ou vivências que tenham deixado profundas marcas na memória de alguém. Nesse caso ele poderá fazer um bem, apagando da memória alguma mágoa do coração, má recordação ou desilusão que a pessoa não esteja conseguindo superar. Isso o mago poderá também fazer consigo mesmo, caso tenha sofrido grandes decepções a outros choques em sua alma, talvez anteriores ao seu desenvolvimento mágico, a que insistem em voltar à sua memória. Se ele conseguir apagar essas imagens do Akasha, elas jamais retomarão. Se ele conseguir dominá-las através da sua vontade, da auto-sugestão ou outros métodos, então ele não precisará efetuar essa intervenção drástica no Akasha, para fazer sumir as imagens.

    O surgimento patológico da perda da memória pode ser explicado pela paralisia temporária da ligação com o mundo mental a também com o Akasha. Porém esse estado já é uma desarmonia, uma enfermidade, uma perturbação do espírito, que aparece por si só em função de diversas causas, como por exemplo, algum trauma, susto, etc.

    A Intervenção no Akasha De acordo com o capítulo anterior a memória é influenciada pelo Akasha, onde certas lembranças podem até ser apagadas. Além de poder agir sobre certas idéias a lembranças através da força de vontade a da imaginação, o mago instruído consegue também apagar do Akasha as causas ali registradas, que atuam nele ou nos outros como influências do destino. Porém ele só deverá fazê-lo nas circunstâncias em que tiver motivos fortes e justos para isso. Caso ele apague uma causa produzida pela própria pessoa em sua vida, o mago deverá produzir outra causa que exercerá um efeito correspondente no destino da pessoa. Essa interferência no destino de uma pessoa, quer se trate do próprio mago ou de outra pessoa qualquer, nunca deverá ser feita por motivos levianos.

    O mago só poderá fazê-la quando puder justificar as suas ações diante da Providência Divina. A melhor maneira de apagar uma causa ou produzir outra, mais vantajosa ou não, é através de um Volt eletromagnético, cuja execução prática foi descrita na instrução do corpo do nono grau. Ainda existem outros métodos, mas todos eles se baseiam na vontade a na imaginação correspondente; depois de uma certa avaliação o próprio mago poderá determiná-los. O fato do mago poder modificar ou apagar as causas do destino de alguém a com isso também os pecados -ou o que se entende como pecado nas religiões, em que os pecados constituem os aspectos morais. Cristo já nos mostrou isso através das palavras: "Se eu perdoar os pecados de alguém, eles estarão perdoados para sempre." Impregnação de Ambientes à Distância Já falamos aqui sobre a impregnação de ambientes em que o próprio mago se encontra, a também os diversos meios auxiliares recomendados para tal, como por exemplo, um espelho mágico com um condensador fluídico. Mas ainda não mencionei que o mago poderá também impregnar um ambiente à distância. Para isso existem duas possibilidades; a primeira é que ele poderá visitar o ambiente a ser impregnado, com o seu espírito ou seu corpo astral, sem considerar a que distância ele se encontra, a lá, através da imaginação, efetuar a impregnação desejada. Nesse caso valem naturalmente as mesmas regras que citei no capítulo sobre a impregnação de ambientes. A segunda possibilidade consiste no mago conectar o ambiente a ser impregnado com o seu próprio ambiente através do Akasha, de modo a tomarem-se um único no Akasha. Através dessa conexão de um ambiente com o outro até mesmo a maior das distâncias é eliminada. Tudo aquilo que for impregnado no ambiente do mago passará ao outro ambiente, por mais distante que esteja. Mensagens pelo Ar São bastante comuns, principalmente entre os magos a adeptos do Oriente a do Tibet. Quando a distância entre uma pessoa e um ambiente, qualquer que seja a sua dimensão, é vencida pelo princípio do Akasha, a em que A + B (matematicamente AB), i.e., o tempo e o espaço foram suprimidos, podemos, nessas condições, quando estamos conectados com alguém, ler a transmitir pensamentos. Podemos também enviar a receber recados físicos, ao introduzirmos o fluido eletromagnético nesses dois pólos conectados no Akasha, de modo que, por exemplo, frases ditas no ambiente do mago poderão ser ouvidas também fisicamente a com nitidez no ambiente que f oi conectado pelo Akasha. Quando a pessoa der a resposta no seu ambiente distante, ela poderá ser ouvida com tanta clareza no ambiente do mago como se estivesse lá, pessoalmente. O fluido eletromagnético deverá ser produzido exatamente como foi explicado no capítulo sobre a voltização, com a diferença de que não assumirá a forma de uma esfera, mas a forma do ambiente. Uma conexão eletromagnética desse tipo através do Akasha, também permite que se falem palavras a frases, depois transmitidas às mais longas distâncias. Essas palavras a frases também poderão ser ouvidas a captadas por pessoas não-iniciadas nem instruídas magicamente.

    Através de exercícios contínuos esse método de trabalho poderá ser tão materializado, fisicamente, que chega até a ter um efeito material, físico. Portanto não se trata aqui de uma transmissão de pensamentos, mas de palavras físicas, o que na ciência é conhecido como emissão a recepção de ondas de rádio. O éter, no qual se movimentam as ondas vibratórias das palavras, é o princípio do Akasha, e a eletricidade necessária a esse processo é, no nosso caso, o fluido eletromagnético. Por experiência própria o mago sabe que tudo o que a ciência consegue por meios físicos, não importando as energias empregadas, se o magnetismo, o calor, etc., pode ser realizado de forma mágica. Por isso não são só as palavras ou as ondas sonoras que podem ser transmitidas, mas as imagens também. Num ambiente preparado magicamente através da imaginação as imagens produzidas de forma visível, portanto materializadas, poderão ser vistas e captadas em todos os lugares por aquelas pessoas ligadas acusticamente com o ambiente emissor, portanto com o ambiente em que o mago trabalha. Veja a técnica moderna da televisão. É claro que hoje em dia também ocorrem outras transmissões, como as de sensações, aromas, etc., a que podem ser concretizadas através do Akasha a do fluido eletromagnético, até em distâncias muito grandes. Mesmo as interferências nos elementos podem ser transmitidas desse modo. O éter material ainda não foi utilizado em sua totalidade, e o futuro nos mostrará que podemos transmitir, não só ondas sonoras como as do rádio ou imagens como as da televisão, mas também outros tipos de energia. Esse é mais um campo de trabalho da ciência, a tenho certeza de que nos próximos tempos também poderemos transpor ondas térmicas, Le., o calor através do éter, e a grandes distâncias. O mago ainda poderia realizar muitas outras coisas sob esse aspecto, coisas que poderiam ser transmitidas pelo éter. Poderia sintonizar tranqüilamente o conhecimento mágico com o conhecimento técnico-físico a químico. Com base nas leis universais ele chegaria a fazer descobertas bem maiores, mas qualquer antecipação na evolução teria conseqüências sérias. A Exteriorização Ao longo deste curso o mago aprendeu a separar seu corpo mental a astral do material-denso, portanto isso não é mais novidade para ele. Nesse trabalho a novidade é que ele não precisará mais separar todo o seu corpo mental ou o astral, mas apenas exteriorizar ou destacar partes isoladas do corpo. Como os corpos mental a astral não estão ligados ao tempo nem ao espaço, então, ao separar as partes de seu corpo no Akasha, através da imaginação, o mago poderá transpô-las pelas maiores distâncias.

    Assim, por exemplo, ele será capaz de transpor um ou os dois olhos a qualquer lugar a captar as impressões como se estivesse lá fisicamente, sem precisar gastar a energia de transpor-se com todo o seu corpo, mental ou astral. Ele conseguirá fazer isso também com a sua audição espiritual ou anímica a ouvir a distâncias infinitas. No início ele só conseguirá fazê-lo com o corpo espiritual, através da imaginação, a só mais tarde com os corpos astral a mental. Assim ele poderá ver a ouvir ao mesmo tempo com a sua audição a visão transpostos, sem entrar em transe ou no mundo das causas primordiais.

    Depois de treinar bem os olhos a os ouvidos, ele poderá proceder da mesma forma com as mãos, ou eventualmente também com os pés. No começo ele fará isso só espiritualmente, e depois em conexão com as mãos astrais; adensando-as através do elemento terra, ele até poderá materializá-las. Com as mãos assim materializadas, é óbvio que ele poderá se manifestar a distâncias ilimitadas, através de pancadas a outros ruídos. Com mais tempo de prática ele poderá até mover objetos. É claro que desse modo poderíamos promover todo tipo de travessura, mas nenhum mago perderá tempo com essas brincadeiras. A capacidade da escrita à distância entre pessoas vivas encontra aqui a sua explicação. Quando uma pessoa instruída na magia libera a sua mão mental a astral através da imaginação, apresentando-a em algum lugar em que o papel e o lápis já estejam preparados, ela poderá apoderar-se da mão do parceiro, mesmo a uma grande distância, a do mesmo modo que na escrita mediúnica, realizar comunicações normais. Através dessa experiência é possível até transmitir-se o manuscrito exato ao mago, a qualquer distância.

    Entre os iniciados esse trabalho é chamado de "escrita à distância entre pessoas vivas". Assim que o mago alcançar uma certa perícia na exteriorização das mãos a eventualmente também dos pés, de acordo com a sua vontade, ele poderá também, da mesma forma, transmitir os objetos à distância. Como tornar invisíveis os objetos a serem transmitidos é algo que descreverei num capítulo subseqüente desse grau. O mago perceberá que quando ele transpõe os olhos ou os ouvidos a algum lugar fora de seu corpo, não conseguirá ver ou ouvir com seus olhos a ouvidos físicos aquilo que ocorre durante a experiência, mesmo permanecendo com os olhos abertos. Na exteriorização de outros membros, o membro transposto, por exemplo, a mão, ficará sem vida, rígida, portanto cataléptica, até que o membro espiritual ou astral se ligue novamente ao corpo.

    A Invisibilidade Mágica Muitas histórias a contos de fada dizem que esse ou aquele feiticeiro tomou-se invisível, de que existe um anel de invisibilidade que a gente pode girar no dedo para se tornar invisível. Muitos livros também descrevem talismãs a pedras preciosas, que ao serem usados tornam seus donos invisíveis, a também fornecem orientações para que isso aconteça. Mas nada disso é sério e passível de utilização na prática. Mas existe de fato, do ponto de vista mágico, a técnica para a produção da invisibilidade; nós a descreveremos a confirmaremos aqui em relação às leis universais a ao que já foi ensinado até agora.

    Existem principalmente uma invisibilidade mental ou espiritual, uma astral ou anímica, e uma física. A invisibilidade do corpo mental, do espírito, não tem um valor especial; mas na vida podem ocorrer situações em que até precisaremos dela. Caso o mago queira transpor-se a algum lugar, em espírito ou alma, onde ele não quiser ser visto ou percebido pelos sentidos instruídos de alguém ou por seres de qualquer espécie, então ele poderá usar a invisibilidade. Digamos que por exemplo, um mestre ou um guru queira procurar seu aluno mentalmente, para controlá-lo. O mestre então poderá transportar-se diretamente à proximidade do aluno através da invisibilidade, sem ser notado, mesmo quando o aluno já tiver desenvolvido seus sentidos, de várias maneiras. Além disso o mago poderá aproximar-se dos magos negros que realizam trabalhos maléficos, para saber de tudo o que ele está fazendo, ou se for necessário, até mesmo influenciá-lo de alguma maneira, sem ser notado. Na vida podem surgir muitas outras situações em que a invisibilidade mental ou astral se faça necessária.

    A invisibilidade espiritual é muito simples, e é obtida quando se preenche o corpo espiritual dos pés à cabeça com o Akasha. Quando isso ocorre, o corpo espiritual desaparece imediatamente da frente de qualquer ser, pois o Akasha é incolor a isento de vibrações. Se o espírito do mago quisesse agir em um dos planos mentais, o seu trabalho seria notado no princípio do Akasha e mesmo invisível ele poderia ser percebido através da clarividência, por causa da sua atividade. Para evitar isso o mago deverá formar um invólucro negro ao redor de seu corpo, assim que terminar de preencher o seu corpo espiritual com o Akasha. Não importa se ele escolheu assumir a forma de uma esfera ou de um ovo; o importante é que ele não se esqueça de fechar-se totalmente com o Akasha também sob os pés e sobre a cabeça. Antes de deslocar-se invisivelmente a algum lugar ele deverá concentrar-se na idéia de tornar sua atividade no Akasha totalmente neutra, portanto sem ser registrada, I. e., sem deixar vestígios ali. Essa concentração é necessária, pois de outro modo o mago deverá contar com o aumento de novas causas primordiais no Akasha, apesar de bastante ilegíveis. O próprio mago é responsável pelas ações no mundo espiritual, quando ficar invisível. O destino não poderá mais lhe pregar peças, pois o mago tornou-se senhor do Akasha, senhor de seu destino. Ele passa a estar basicamente subordinado à Providência Divina, a só deve prestar contas a ela. Se um mago fizer um mau use dessas práticas, ele terá que enfrentar não o seu destino, mas a Providência Divina. Se as suas ações provocarem uma influência negativa, o mago correrá o risco de ver a Providência Divina abandoná-lo, a ele passará a viver no Universo como uma individualidade isolada, contando só consigo mesmo. Ele perderá a única possibilidade de apoiar-se na Providência Divina, a deverá ter certeza de que isso não seria só uma maldição. Não teria mais ninguém para olhar por ele, cedo ou tarde ele sentiria o abandono nitidamente a estaria à mercê do declínio de toda a sua individualidade. O mago poderá imaginar bem o que isso significa do ponto de vista mágico. Depois de dominar bem a invisibilidade na viagem mental, poderemos usar o mesmo processo também na exteriorização do corpo astral. Nesse caso vale a mesma prática do carregamento de toda a personalidade com o Akasha, i.e., dos cor pos mental a astral juntos. As outras regras são as mesmas já descritas. A invisibilidade promovida no plano material, também pode ser promovida magicamente, só que ela não é feita com o Akasha, mas com a luz. O preenchimento do corpo físico com a luz deve corresponder à força da luz predominante no momento. Se a condensação de luz for mais forte do que o necessário, não nos tornaríamos invisíveis, mas transparentes a brilhantes, irradiando luz para fora, como o sol. A invisibilidade física não é fácil, exige uma prática a um domínio de muitos anos a só pode ser promovida com êxito a sem problemas por adeptos de altíssimo nível. Quando o mago alcançar uma boa prática na promoção da invisibilidade de seu corpo mental, astral ou eventualmente até material, ele poderá, sem esforço, tomar invisível também qualquer objeto do mundo material. Existe ainda uma outra possibilidade de promoção da invisibilidade de um objeto comum, na medida em que transpomos o objeto da forma sólida à forma astral, através da imaginação, em conexão com o Akasha; assim ele desaparece imediatamente do campo de visão de um não-iniciado, Le., de uma pessoa com os sentidos mágicos não desenvolvidos. Um objeto transposto à forma astral pode ser transportado pelas maiores distâncias por um corpo astral, que pode ser do mago ou de outro ser qualquer, ou por uma parte do corpo deles, que pode ser a mão. O mago, ou o ser que fez o transporte, só terá o trabalho de transpor o objeto do estado astral à forma material. Esse transporte de objetos também é feito em ampla escala pelos médiuns espíritas, caso se tratem de fenômenos de materialização incontestáveis, que apesar de muito raros, são perfeitamente possíveis. Aquilo que as inteligências planetárias a extra planetárias mais elevadas conseguem dominar, o mago também conseguirá, o mago que conhece as leis universais a que chegou ao topo do seu desenvolvimento. Existe ainda uma invisibilidade que é produzida pelo desvio dos sentidos, como a hipnose, a sugestão em massa, além daquela promovida por seres que produzem no corpo físico um certo número de vibrações correspondentes às vibrações da luz. Sobre esse capítulo da invisibilidade promovida por seres, darei algumas indicações na minha obra "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica).

    Práticas com Elementos Àqueles magos que querem especializar-se mais ainda na utilização de elementos, ofereceremos aqui muitas possibilidades. Nessa especialização é preciso que o mago, através de freqüentes repetições, materialize, i .e., adense o elemento com o qual trabalha de tal forma a transformar a energia do elemento em energia física direta. Com uma boa perícia nisso ele poderá, por exemplo, através do elemento terra adensado em seu corpo obter uma sensibilidade quase igual à das experiências dos faquires hindus. Ele poderá passar objetos pontudos pelos seus músculos sem sentir a mínima dor, sem perder uma única gota de sangue a sem deixar nenhuma cicatriz. Os faquires que se deitam em camas de pregos conseguem fazê-lo, a um certo grau, através da auto-sugestão, mas o mago consegue o mesmo efeito de modo bem mais rápido através do elemento terra. Grandes feridas provocadas por cortes, em si mesmo ou em outras pessoas, são curadas de imediato através do elemento terra sem deixar cicatrizes, quando ele coloca a sua mão diretamente sobre elas. Uma ferida profunda de muitos centímetros, que necessitaria de uma sutura cirúrgica, poderá ser curada por ele em poucos minutos. Através do elemento terra adensado fora de si, ele terá a possibilidade de adensar qualquer pensamento, qualquer imaginação, qualquer ser, já falecido ou ainda não encarnado, de forma a torná-lo visível aos olhos de um não-instruído, podendo até ser fotografado.

    Através da projeção instantânea em forma de raio do elemento terra, o mago poderá paralisar qualquer ser, mesmo o seu maior inimigo, homem ou animal. Há muito mais possibilidades de trabalhos com o elemento terra, mas essas diretrizes já deverão bastar por enquanto. O elemento água projetado em si próprio a fortemente adensado capacita o mago a agüentar o maior dos calores, sem que seu corpo seja atacado ou queimado de alguma maneira. Quando esse elemento é projetado às mãos, o mago poderá, sem medo, segurar pedaços de carvão ou de ferro incandescentes sem se queimar.

    Ele poderá até mesmo pisar num monte de estrume em combustão, com um sorriso nos lábios, sem sofrer o mínimo dano em seu corpo. Podemos exemplificar casos como esse através da citação bíblica em que um jovem colocado na fogueira permaneceu intacto.

    João, o apóstolo predileto de Cristo, foi jogado numa tina com óleo fervente a não sofreu nada. Agora o mago sabe que essas ocorrências não foram transmitidas só como lendas, mas que elas ocorreram de fato, a que esses supostos milagres podem ser realizados através do domínio dos elementos. O elemento água, projetado e adensado para fora, pode apagar qualquer tipo de fogo, de qualquer proporção.

    Dessa maneira ou de outra semelhante, o mago poderá realizar muitas experiências quase milagrosas também com o elemento fogo. Através do represamento em si mesmo a da concentração desse elemento ele estará em condições de agüentar o frio mais intenso.

    Os lamas tibetanos conseguem produzir um calor tão grande em si mesmos que até as toalhas molhadas enroladas em seus corpos, no mais rigoroso inverno, secam em pouco tempo. No Tibete essa prática é chamada de Tumo. Através do elemento fogo projetado para fora o mago conseguirá facilmente acender qualquer material combustível.

    A Bíblia descreve ocorrências semelhantes, em que montes de esterco molhados previamente são acesos pelo elemento fogo. É incontestável que através da projeção do elemento fogo, uma planta, ou uma árvore, pode até morrer. Como prova de sua energia, Cristo deixou que as folhas de uma figueira murchassem, usando essa mesma lei. Nesse caso porém a projeção foi feita através de uma palavra mágica - Quabbalah (Cabala) - que indiretamente induziu o elemento fogo a executar a sua ordem. Existem ainda muitos outros efeitos mágicos que podem ser obtidos através dos elementos, a que o próprio mago poderá compor, baseando-se nas leis universais referentes ao domínio dos elementos Fenômenos de Levitação Sob levitação entende-se a supressão da força de gravidade. Com o estudo das leis universais o mago aprenderá que a força de gravidade depende da força de atração da Terra. A supressão da força de gravidade no corpo pode ser feita de duas maneiras. Na primeira, através dos exercícios a carregamentos - represamentos - constantes do elemento ar, Waju - Tattwa, a característica básica do elemento é tão materializada que o homem logo se eleva da Terra como um balão, ficando leve como uma pena. O segundo método consiste no domínio do fluido eletromagnético. Através da abundante densificação do fluido eletromagnético no corpo, devido ao represamento, correspondente ao peso do corpo, portanto à força de atração da Terra, o efeito da força de gravidade é suprimido.

    Nesse carregamento o mago não tocará a Terra a poderá até mover-se sobre a superfície da água, qualquer que seja a profundidade desta. Ao adensar ainda mais o fluido magnético o mago poderá erguer-se no ar quando quiser a movimentar-se em qualquer direção através do elemento ar adensado ou do vento produzido por ele mesmo. A velocidade de um transporte como esse pelo ar depende só da sua vontade.

    Muitos ioguis dominam esses fenômenos de levitação, a até a Bíblia nos diz que Cristo caminhou sobre as águas. Por essa descrição podemos concluir que desse modo até mesmo os objetos a as pessoas magicamente não instruídas podem ser induzidos a levitar pelo mago, quando ele assim o desejar. O represamento do fluido magnético para isso pode ser realizado do mesmo modo, através da imaginação instruída magicamente ou de outras práticas, como a Cabala, os seres, os espíritos, etc.

    O desligamento do fluido elétrico do corpo e o excesso de fluido magnético podem ocorrer não só de modo consciente, mas também inconscientemente, como por exemplo em diversos médiuns espíritas em transe a também em sonâmbulos - ou lunáticos - nos quais o fluido elétrico é desligado através do transe e o fluido magnético passa a predominar. Os lunáticos também são tomados pelo fluido magnético, por causa de uma perda súbita do fluido elétrico, o que ocorre geralmente durante o sono. Muitas vezes já foi observado como esses lunáticos podem subir pelas paredes, leves como uma mosca, escalando pelos pontos mais perigosos da casa ou movimentando-se livremente de um lado a outro sobre um varal. A sobrecarga magnética durante o sono dos lunáticos é devida à influência da Lua; é por isso que elas são chamadas de lunáticas. De qualquer for ma essa é uma desarmonia, uma perturbação do fluido eletromagnético, a conseqüentemente um estado patológico, portanto uma doença. Uma pessoa assim só poderia ser tratada através da harmonização do fluido elétrico, que nesse corpo enfermo teria de ser fortalecido. Essa breve explicação sobre a levitação deve bastar ao mago, e se ele quiser poderá desenvolvê-la mais. É evidente que ele conseguirá produzir em si, em outras pessoas ou em objetos o fenômeno oposto, i.e., uma força de atração ou de gravidade, ou peso, multiplicada. Nesse caso trabalha-se do mesmo modo, só que não com o fluido magnético, mas com o elétrico. Essa explicação é inequívoca quando o mago sabe que duas forças iguais se repelem e duas forças desiguais se atraem.

    Fenômenos da Natureza Com a ajuda dos elementos a do fluido eletromagnético o mago poderá agir também na natureza, em maior ou menor escala, para isso ele precisará somente de um espaço maior, onde poderá projetar a adensar as energias desejadas. Assim por exemplo, ele poderá influenciar o vento através da projeção do elemento ar e produzir chuvas localizadas a até chuvas no campo através da projeção do elemento água. Através do fluido eletromagnético ele poderá chamar tempestades, projetando Volts elétricos e magnéticos no ar, que ao se chocarem produzirão raios. Através da concentração do fluido magnético ele poderá atrair automaticamente o elemento água, até mesmo de grandes distâncias, provocando muita chuva. Naturalmente ele conseguirá também provocar o efeito contrário, parando as chuvas a desviando as nuvens. Ele poderá também produzir o granizo ou desviá-lo para outro local. Tudo isso ele conseguirá fazer através dos elementos ou do fluido eletromagnético. Essa influência no clima é praticada de várias maneiras, com sucesso, pelos lamas do Tibet. O mago conhece a explicação de todos esses métodos a caso queira especializar-se nesse campo, estará apto a obter o mesmo efeito com as suas energias, da mesma forma como o lama tibetano o consegue com a ajuda de suas cerimônias de magia evocatória, através de seres e dos tantras.

    O Poder sobre a Vida e a Morte Um mago que domina totalmente os elementos e o fluido eletromagnético é também o senhor absoluto sobre a vida e a morte de cada pessoa. Mas ele jamais se atreverá a ameaçar a vida de seu semelhante, apesar de saber exatamente como produzir uma morte mágica. Existem muitas possibilidades, mas eu evito descrever quaisquer métodos mais detalhados para que o mago não resolva experimentá-los. Segundo as leis universais, ao chegar ao grau mais elevado de domínio das capacidades a forças ocultas, o mago pode até chamar os mortos de volta à vida. Através de seus sentidos instruídos o mago vê o trabalho dos elementos no corpo, na alma e no espírito, além do efeito do fluido eletromagnético. Ele pode ver também o cordão de ligação entre os corpos material, astral e mental, a sabe como tudo pode ser influenciado através das leis universais. Para ele é muito fácil recuperar os dois elos de ligação, através dos elementos a do fluido eletromagnético. No caso de não ter sido afetado nenhum órgão vital, o mago poderá promover um despertar ou um retomo à vida, pressupondo-se que tenha recebido o sinal da Providência Divina para fazer isso.

    O mago pode até invalidar a morte de uma pessoa ou animal, provocada por raios ou outros fenômenos semelhantes. Nesse caso ele precisa somente estabelecer o contato com o espírito no Akasha, conduzir conscientemente o fluido eletromagnético entre o espírito e a alma, para reforçar o elo de ligação entre eles. O mesmo deverá ser feito com o espírito e a alma em relação ao corpo, produzindo assim a harmonia correta através do fluido eletromagnético a dos elementos. Ao preencher rapidamente o corpo do morto com o princípio da luz, o mago então conseguirá chamá-lo de volta à vida. Essa é a síntese do despertar dos mortos à maneira mágica, conduzida através das energias dos elementos a do fluido eletromagnético, quer ele ocorra pela vontade ou em função de outros métodos.

    Todos sabem que existiram iniciados que conseguiam despertar os mortos.

    Antes de encerrar o décimo grau eu ainda gostaria de observar que nem todas as capacidades mágicas aqui apresentadas precisam ser dominadas. Baseado nas leis universais, só mostrei aqui algumas diretrizes de como um mago pode produzir esses fenômenos que beiram o milagroso. Até onde o mago pretende se especializar, nesse ou naquele método, é algo que fica totalmente a seu critério. Um iniciado completo, um adepto, conseguirá realizar todos os fenômenos mágicos aqui descritos, a outros ainda maiores, sempre levando em conta as leis universais.

    Todo o curso referente à primeira carta do tarô, a do mago, foi aqui descrito em detalhes. A pessoa que decidiu acompanhar todo este curso na prática terá a possibilidade de se desenvolver totalmente. É impossível apresentar essa prática com mais clareza do que nessa minha descrição; até hoje ela só foi ensinada a confiada a alguns alunos eleitos, em templos de Mistérios. Este curso em graus não poderá ser completado em pouco tempo; poderá extender-se até a alguns anos. Mas o aluno sério não deverá assustar-se com isso, pois munido desse conhecimento ele poderá penetrar totalmente na primeira iniciação. Por isso é que também a primeira carta do tarô, a do mago, é o portal de entrada à verdadeira iniciação. Muitas pessoas que até hoje ironizam a magia, mudarão de opinião depois de ler esta obra, pois a magia é algo muito diferente do que supõe a maioria das pessoas. É o conhecimento mais difícil da Terra, a precisa ser dominado não só teoricamente, mas também na prática. É de longe muito mais fácil a possível alcançar-se um conhecimento intelectual do que tornar-se um verdadeiro mago.

    FRASES
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    FRASES

    AÇÃO

    A ação mágica exige a atuação simultânea do espírito, da alma e do corpo físico.

    Os rituais produzem efeito somente quando executados com sintonia espiritual, astral e material.

    Cada veículo atua apenas sobre o plano que lhe corresponde.

    O mago deve aprender a agir conscientemente em todos os planos ao mesmo tempo.

    ÁGUA

    O princípio da água, assim como o fogo, formou-se a partir do Akasha, o princípio etérico.

    As características básicas do princípio da água são o frio e a retração.

    O princípio da água possui um polo ativo, construtivo, doador de vida, nutriente e preservador.

    O princípio da água possui um polo negativo, desagregador, fermentador, decompositor e dissipador.

    O princípio da água, em sua forma ativa, influencia a atividade construtora dos diversos líquidos do corpo; em sua forma negativa, a atividade decompositora.

    AKASHA

    O Akasha é o princípio original e é considerado como a quinta força, a quintessência.

    Os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do princípio akáshico.

    O Akasha é o mais elevado de todos os princípios, o mais poderoso e inimaginável.

    O Akasha é a origem, o fundamento de todas as coisas e de toda a criação.

    O Akasha é a esfera primordial.

    O Akasha é isento de espaço e de tempo.

    O Akasha é o não criado, o incompreensível e o indefinível.

    O Akasha é a quinta força, a força primordial; ele contém tudo o que foi criado e mantém tudo em equilíbrio.

    O Akasha é a origem e a pureza de todos os pensamentos e ideias.

    O Akasha é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas.

    O Akasha é a quintessência dos alquimistas.

    O Akasha é tudo em todas as coisas.

    O princípio etérico, em sua forma material densa, está contido no sangue, no sêmen e no efeito recíproco destes na matéria vital.

    O mundo material denso surgiu do princípio do Akasha e é regulamentado e mantido por ele.

    O domínio do princípio do Akasha permite transformar a matéria a partir de seu núcleo.

    A atuação pelo princípio do Akasha é superior à atuação realizada apenas pelos elementos.

    O princípio do Akasha é a origem e o sustentáculo dos quatro elementos.

    O domínio dos elementos prepara o domínio do princípio do Akasha.

    O praticante deve unir sua consciência ao espaço infinito durante o exercício com o Akasha.

    O Akasha deve ser assimilado como a substância primordial que permeia toda a existência.

    O princípio do Akasha revela-se naturalmente por meio da concentração.

    O equilíbrio dos elementos prepara o espírito para a manifestação do Akasha.

    O Akasha harmoniza-se apenas com pensamentos e intenções compatíveis com sua natureza.

    O Akasha cria obstáculos à evolução daquele que age em desarmonia com suas leis.

    O Akasha protege naturalmente os mistérios daqueles que ainda não possuem maturidade.

    O Akasha atua permanentemente no eterno presente.

    O Akasha não está submetido ao tempo nem ao espaço.

    Akasha representa o princípio de conexão entre todas as manifestações.

    O Akasha simboliza o campo onde as informações universais permanecem registradas.

    A consciência elevada utiliza o Akasha como meio de percepção e ligação.

    O domínio do Akasha representa a compreensão das relações invisíveis entre todas as coisas.

    Akasha representa o princípio primordial onde as manifestações encontram sua origem.

    O Akasha é apresentado como o campo de ligação entre pensamento, energia e manifestação.

    Aquilo que é colocado no Akasha tende a buscar expressão na realidade.

    O domínio do Akasha permite compreender os mecanismos ocultos da manifestação.


    A imaginação é apresentada como instrumento de formação das imagens no Akasha.

    A consciência direcionada transforma ideias em experiências perceptíveis.

    O pensamento concentrado atua como força organizadora da manifestação.

    A imaginação disciplinada é uma ferramenta fundamental do desenvolvimento mágico.

    Akasha representa o campo primordial onde pensamentos, palavras e ações deixam seus registros.

    O Akasha simboliza a memória universal das manifestações existentes.

    Tudo aquilo que se manifesta possui uma correspondência no princípio primordial.

    A sintonia com o Akasha permite acessar informações além das limitações físicas.


    O Akasha é apresentado como o campo onde permanecem registradas causas, pensamentos e experiências.

    O Akasha representa a matriz onde os acontecimentos deixam suas impressões.

    A intervenção no Akasha simboliza a atuação sobre as causas anteriores aos efeitos manifestados.

    O conhecimento do Akasha exige responsabilidade diante das leis universais.

    A alteração das causas deve estar alinhada com princípios superiores de justiça.


    O Akasha é apresentado como o princípio onde tempo e espaço deixam de limitar a conexão.

    O Akasha representa o campo das causas e registros universais.

    O Akasha atua como matriz de ligação entre diferentes manifestações da realidade.

    A consciência utiliza o Akasha como meio de transmissão e percepção.


    O Akasha representa o princípio da neutralidade e ausência de vibração.

    O preenchimento pelo Akasha simboliza a dissolução da manifestação perceptível.

    O Akasha é apresentado como o campo onde toda ação deixa suas marcas.

    O domínio do Akasha representa o domínio sobre as próprias causas.


    O Akasha representa o campo primordial onde as causas permanecem registradas.

    O Akasha simboliza a ligação entre todos os níveis da manifestação.

    O conhecimento do Akasha representa a compreensão das leis invisíveis.

    A consciência elevada busca agir em harmonia com o princípio universal.


    As invenções baseadas na transmissão dos fluidos elétrico e magnético dependem da transmissão à distância através do éter.

    O princípio básico e as leis dos fluidos elétrico e magnético permanecerão sempre os mesmos.

    ALMA

    A alma surgiu através das vibrações mais sutis dos elementos, dos fluidos elétrico e magnético e do princípio do Akasha.

    A alma está ligada ao corpo através do magneto quadripolar com suas características específicas.

    A matriz astral é o fluido eletromagnético que une o corpo e a alma.

    O corpo astral possui exatamente as mesmas funções do corpo material denso.

    A alma deve alcançar equilíbrio antes de tornar-se receptiva ao princípio divino.

    A alma purificada torna-se um templo para manifestações superiores.

    O enobrecimento da alma prepara o ser para uma ligação consciente com a divindade.

    A harmonia interior permite que a consciência reflita qualidades superiores.

    AMBIENTE

    O mago pode determinar o tempo de permanência do elemento projetado no ambiente.

    Os elementos também podem ser projetados em espaços abertos por meio da delimitação imaginária de uma área.

    Nenhum elemento deve permanecer projetado no ambiente por tempo desnecessário.

    Os quatro elementos devem ser dominados individualmente por meio da prática contínua.

    O domínio completo da projeção dos elementos constitui a base para os trabalhos mágicos mais avançados.

    AMULETOS

    Os amuletos utilizam símbolos, nomes sagrados, fórmulas ou substâncias como suporte para uma finalidade específica.

    Os amuletos podem ser constituídos por objetos naturais ou preparados para produzir proteção ou outros efeitos determinados.

    Os amuletos podem servir como suporte para condensadores fluídicos previamente carregados.

    As pedras preciosas e semipreciosas podem atuar como condensadores fluídicos naturais.

    Os amuletos podem ser carregados magicamente independentemente de correspondências astrológicas.

    Os amuletos produzem efeitos conforme o carregamento recebido, e não pela natureza do objeto em si.

    ANALOGIA

    O fluido elétrico e o fluido magnético não têm relação direta com a eletricidade e o magnetismo conhecidos, mas lhes são análogos.

    A lei da analogia é um fator muito importante na ciência hermética.

    O conhecimento da lei da analogia possibilita ao iniciado realizar grandes milagres.

    A vontade corresponde ao elemento fogo e ao sentido da visão.

    O intelecto corresponde ao elemento ar e ao sentido da audição.

    A sensação corresponde ao elemento água e ao sentido do tato.

    A consciência corresponde ao elemento terra como síntese dos demais elementos.

    O princípio do Akasha manifesta-se primordialmente por meio da consciência.

    ANATOMIA

    Cada parte do corpo é influenciada por um elemento específico que age na sua polaridade.

    Alguns órgãos alternam o fluido elétrico de dentro para fora e o fluido magnético de fora para dentro, mantendo o equilíbrio do organismo.

    O conhecimento da irradiação polarizada é chamado, na ciência hermética, de anatomia oculta do corpo.

    O conhecimento da anatomia oculta é indispensável para conhecer, influenciar e controlar o próprio corpo.

    APLICAÇÃO

    O domínio do represamento dos elementos nas mãos e nos pés é essencial para a prática da magia.

    Os dedos merecem atenção especial no treinamento do represamento dos elementos.

    O domínio consciente das extremidades constitui uma base importante para futuras aplicações práticas da força mágica.

    O mago deve dominar tanto a projeção dos elementos através do corpo quanto a projeção direta do Universo.

    Cada método deve ser empregado conforme a finalidade do trabalho mágico.

    A projeção através do corpo é utilizada em determinados trabalhos práticos, enquanto a projeção direta atende a outras finalidades.

    APROXIMAÇÃO

    A aproximação ao elemento terra inicia-se pela preparação mental do praticante.

    A aproximação ao elemento terra utiliza a visualização da forma correspondente ao elemento.

    A aproximação ao elemento terra exige identificação consciente com a energia terrestre.

    A aproximação ao elemento terra ocorre através da imaginação de penetração no mundo subterrâneo.

    A aproximação ao elemento terra produz inicialmente uma percepção simbólica de escuridão.

    A aproximação ao elemento terra utiliza a imagem da lâmpada como símbolo de consciência dentro da escuridão.

    A aproximação ao elemento terra desenvolve-se progressivamente através da repetição e adaptação.

    A aproximação ao elemento terra permite uma percepção gradual dos seres correspondentes ao elemento.

    A aproximação ao elemento terra depende da capacidade de concentração, imaginação e domínio interior.


    AR

    O princípio do ar formou-se a partir do Akasha.

    O princípio do ar ocupa uma posição intermediária entre o princípio do fogo e o da água.

    O princípio do ar produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo e ativo do fogo e da água.

    Através dos efeitos alternados do fogo e da água, toda a vida criada tornou-se movimento.

    O princípio do ar assumiu do fogo a característica do calor e da água a da umidade.

    Sem o calor e a umidade, a vida não seria possível.

    O princípio do ar regula o fluido elétrico do fogo e o fluido magnético da água, mantendo-os em equilíbrio.

    O princípio do ar é definido como o elemento neutro ou mediador.

    ASCESE

    Todas as religiões, seitas e escolas espiritualistas atribuem grande importância à ascese.

    O exagero na ascese não é natural nem adequado.

    A mortificação do corpo é tão unilateral quanto o desenvolvimento de apenas um de seus lados.

    A ascese é correta quando purifica o corpo, elimina doenças e restabelece o equilíbrio.

    Todo exagero na ascese deve ser evitado.

    ASSIMILAÇÃO

    A assimilação de nutrientes ocorre segundo o mesmo princípio da respiração consciente, porém seus efeitos manifestam-se de forma mais densa e material.

    Os desejos impregnados na alimentação exercem um efeito particularmente forte sobre o corpo material.

    Quem deseja produzir efeitos sobre o corpo ou alcançar objetivos materiais deve utilizar conscientemente a assimilação dos alimentos.

    Antes de comer, concentre intensamente o pensamento e impregne o alimento com o desejo como se ele já estivesse realizado.

    A refeição deve ser feita lenta e conscientemente, com a convicção de que o desejo penetra em todo o organismo juntamente com o alimento.

    Para o mago, a assimilação do alimento deve ser um ato sagrado.

    Todo alimento e toda bebida podem ser impregnados com um desejo.

    O alimento impregnado deve ser consumido integralmente.

    Durante a refeição não se deve ler, conversar ou distrair o pensamento.

    Durante toda a refeição, o pensamento deve permanecer fixo no mesmo desejo.

    O mesmo desejo deve ser cultivado tanto na respiração consciente quanto na assimilação dos alimentos, para evitar oscilações contrárias.

    "Quem tenta caçar dois coelhos de uma só vez, acaba não pegando nenhum."

    As palavras de Cristo — "Tomai e comei, essa é minha carne; tomai e bebei, esse é meu sangue" — revelam seu significado mais verdadeiro e profundo à luz da assimilação consciente.

    ATHANOR

    O corpo humano é um verdadeiro Athanor, no qual ocorre o mais completo processo alquímico, a Grande Obra ou a preparação da Pedra dos Sábios.

    ATIVAÇÃO

    Cada elemento deve possuir um ritual de ativação e um ritual de dissolução.

    A repetição transforma o ritual em um automatismo de atuação.

    Após a automatização, o ritual produz seu efeito sem necessidade de imaginação consciente.

    O ritual de dissolução encerra imediatamente a atuação do elemento.

    AURA

    A aura é a irradiação do efeito dos elementos nas diversas características do ser humano.

    A matriz astral é a matéria aglutinante entre o corpo e a alma, enquanto a aura é a irradiação dos elementos em sua forma ativa ou passiva.

    A aura é uma vibração da alma que corresponde a uma determinada cor.

    O iniciado pode reconhecer, por meio da visão astral, a própria aura ou a de outra pessoa.

    Por meio da aura, o vidente pode reconhecer o caráter, a polaridade da alma e até influenciá-la.

    Os iniciados e santos são retratados com uma auréola ao redor da cabeça, que corresponde à aura.

    AUTO-SUGESTÃO

    A chave prática da auto-sugestão consiste em retirar do subconsciente os conceitos de tempo e espaço.

    Sugestões projetadas para um momento futuro permitem que o subconsciente crie obstáculos à sua realização.

    Quanto mais fraca a vontade, maior a possibilidade de o subconsciente conduzir ao fracasso.

    Quando o desejo é impregnado no subconsciente sem referência ao tempo e ao espaço, sua polaridade positiva entra em ação.

    Na auto-sugestão correta, a consciência normal une-se ao subconsciente para favorecer a realização do desejo.

    O conhecimento do funcionamento do subconsciente é indispensável para o êxito da auto-sugestão.

    A fórmula da auto-sugestão deve ser sempre expressa na forma presente e no imperativo.

    A auto-sugestão deve afirmar o estado desejado como uma realidade já existente.

    A chave da auto-sugestão reside na utilização constante da forma presente e imperativa.

    O subconsciente atua com maior intensidade durante o sono.

    Os momentos mais favoráveis para a auto-sugestão são imediatamente antes de adormecer e logo após despertar.

    O mago nunca deve adormecer alimentando pensamentos negativos, preocupações ou estados depressivos.

    O subconsciente continua trabalhando durante o sono segundo o último curso de pensamento da consciência.

    O praticante deve adormecer sempre com pensamentos de saúde, paz, sucesso e harmonia.

    Um cordão de contas ou de nós auxilia a manter a atenção na auto-sugestão sem a necessidade de contar as repetições.

    O mesmo cordão pode ser utilizado para registrar as interrupções ocorridas durante os exercícios de concentração e meditação.

    A fórmula escolhida deve ser repetida sucessivamente até o final do cordão de contas ou de nós.

    O desejo deve ser visualizado de forma vívida, como se já estivesse completamente realizado.

    O praticante deve adormecer mantendo o pensamento fixo na realização do desejo.

    A auto-sugestão deve ser repetida também ao despertar, enquanto a mente permanece entre o sono e a vigília.

    Toda oportunidade em que o subconsciente estiver mais acessível pode ser aproveitada para reforçar a auto-sugestão.

    A auto-sugestão pode ser utilizada para transformar o espírito, a alma e o corpo.

    A auto-sugestão permite aperfeiçoar o caráter, eliminar defeitos, superar fraquezas, restaurar a saúde, modificar circunstâncias e desenvolver habilidades.

    A auto-sugestão não deve ser utilizada para desejos que não estejam relacionados ao próprio desenvolvimento e à personalidade.

    Uma nova fórmula só deve ser adotada após a realização satisfatória da fórmula anterior.

    A prática sistemática da auto-sugestão revela progressivamente sua eficácia e pode ser mantida durante toda a vida.

    AUTOCONHECIMENTO

    A meditação deve revelar a atuação de cada função espiritual em si mesmo.

    O conhecimento das funções do espírito permite fortalecê-las, dominá-las ou modificá-las conscientemente.

    AUTOMATIZAÇÃO

    O gesto deve ser praticado juntamente com a imaginação da realização do desejo.

    A imaginação deve afirmar o desejo como já realizado.

    A prática exige plena certeza, confiança e convicção na realização do objetivo.

    A repetição transforma a ligação entre o gesto e a imaginação em um automatismo.

    Depois de automatizado, o gesto sozinho desperta a força correspondente.

    BANHOS

    A água pode ser magnetizada para conservar a pele fresca, jovem, elástica e atraente.

    O rosto deve ser mergulhado repetidas vezes na água magnetizada para potencializar esse efeito.

    O banho magnético dos olhos fortalece a visão, aumenta sua resistência, elimina fraquezas visuais e torna os olhos mais claros e luminosos.

    Toda água utilizada nesses exercícios deve ser previamente impregnada com o pensamento ou desejo correspondente.

    Os aprendizes mais adiantados podem utilizar essa técnica como auxílio ao desenvolvimento da clarividência.

    BIOMAGNETISMO

    A energia vital pode ser carregada com pensamentos, sentimentos e desejos dirigidos pela vontade.

    A energia vital também pode absorver pensamentos e influências estranhas, enfraquecendo o efeito do desejo inicialmente impregnado.

    A repetição fortalece a tensão da energia vital e mantém ativo o desejo nela impregnado.

    A energia vital pode ser vinculada aos conceitos de tempo e de espaço.

    O trabalho mágico deve respeitar a lei do tempo e do espaço conforme o plano em que atua.

    No princípio Akáshico, o trabalho é isento de tempo e de espaço.

    Na esfera mental, o trabalho ocorre principalmente através do tempo.

    Na esfera astral, o trabalho ocorre principalmente através do espaço, da forma e da cor.

    No mundo material, o trabalho exige simultaneamente tempo e espaço.

    BRAHMA

    Brahma representa o princípio eterno, universal, constante e imutável.

    Brahma simboliza a consciência primordial além das limitações da manifestação.

    Brahma representa o aspecto estável e absoluto da divindade.

    Brahma é associado ao estado de tranquilidade e permanência espiritual.


    BUSCADOR

    Quando um buscador anseia pelo alimento espiritual, o iniciado tem o dever de esclarecê-lo segundo sua capacidade de compreensão.

    O mago não deve poupar tempo nem esforço para transmitir seus tesouros espirituais e guiar o buscador em direção à luz.

    CARACTERÍSTICAS

    A onipotência representa a força criadora e realizadora da divindade.

    A sabedoria representa a compreensão das leis universais.

    O amor representa a harmonia e união entre todas as manifestações.

    A imortalidade representa a continuidade eterna da consciência.

    As características divinas são expressões fundamentais do princípio superior.


    CARÁTER

    As características dos temperamentos formam a base do caráter da pessoa.

    A intensidade das características depende da polaridade dos fluidos elétrico e magnético.

    O caráter determina o progresso espiritual do mago.

    O caráter deve ser livre de egoísmo, orgulho e ganância.

    O caráter deve manifestar benevolência, discrição, respeito, solidariedade e generosidade.

    O caráter impuro impede o acesso aos mistérios superiores.

    O desenvolvimento espiritual exige o aperfeiçoamento do caráter.

    O poder sem elevação moral conduz ao desequilíbrio.

    A evolução interior acompanha o desenvolvimento das capacidades.

    A nobreza da alma é o fundamento do verdadeiro iniciado.


    CARREGAMENTO

    Objetos podem ser impregnados com energia vital para transmitir continuamente um desejo específico ao seu portador.

    A energia vital pode ser programada para permanecer ativa durante um período determinado ou até que um objetivo seja alcançado.

    A energia vital também pode ser programada para renovar continuamente sua força, atraindo nova energia do Universo.

    Um carregamento universal permanece ativo enquanto o objeto existir, beneficiando qualquer pessoa que o utilize.

    Os carregamentos realizados por um iniciado podem conservar sua eficácia por longos períodos.

    Um objeto carregado para uma pessoa específica produz efeito apenas sobre seu destinatário original.

    O carregamento consiste em impregnar conscientemente um objeto com uma finalidade específica.

    O carregamento pode ser realizado por diferentes métodos conforme a energia empregada.

    O carregamento pela vontade depende da intensidade da imaginação, da convicção e da vontade do praticante.

    O carregamento deve definir claramente o efeito, o destinatário e a duração da operação.

    O carregamento torna o objeto um instrumento permanente de manifestação da intenção nele impregnada.

    O carregamento por energia vital transfere ao objeto a vitalidade previamente acumulada pelo praticante ou extraída diretamente do Universo.

    O carregamento por energia vital deve ser acompanhado de uma finalidade única e claramente definida.

    O carregamento fortalece sua eficácia pela convicção de que sua ação aumenta continuamente.

    O carregamento deve estabelecer previamente a duração de seus efeitos.

    O carregamento exige que a intenção seja formulada como uma realidade já concretizada.

    O carregamento para terceiros deve utilizar energia extraída diretamente do Universo.

    O carregamento por fórmulas mágicas utiliza palavras de poder para produzir efeitos específicos.

    O carregamento por mantras materializa as qualidades da divindade invocada.

    O carregamento por tantras utiliza a combinação de sons, palavras, ritmos e correspondências cósmicas para manifestar forças específicas.

    O carregamento pelos elementos emprega o elemento correspondente ao efeito desejado.

    O carregamento pelos elementos pode utilizar o elemento oposto para produzir proteção ou neutralização.

    O carregamento pelo fluido elétrico favorece proteção, defesa, ativação e irradiação.

    O carregamento pelo fluido magnético favorece atração, simpatia, sucesso e prosperidade.

    O carregamento por energia luminosa favorece o desenvolvimento de capacidades espirituais mais sutis.

    O carregamento por energia luminosa fortalece a intuição, a inspiração e as faculdades ocultas.

    O carregamento mágico-sexual utiliza a energia criadora para impregnar um objetivo previamente determinado.

    O carregamento mágico-sexual fundamenta-se na mesma lei universal da criação.

    O carregamento mágico-sexual exige elevado desenvolvimento ético e domínio espiritual.

    O carregamento mágico-sexual requer absoluto controle sobre os impulsos instintivos.

    O carregamento mágico-sexual transforma a energia criadora em instrumento de realização consciente.

    O carregamento mágico-sexual exige que o objetivo da operação prevaleça sobre o prazer sensorial.

    CENTROS

    O Muladhara é o centro da Terra e localiza-se na parte inferior da coluna.

    O Swadhistana é o centro da Água e localiza-se na região dos órgãos sexuais.

    O Manipura é o centro do Fogo e localiza-se na região do umbigo.

    O Anahata é o centro do Ar e localiza-se na região do coração.

    O Visudha é o centro do Éter ou princípio do Akasha e localiza-se na região do pescoço.

    O Ajna é o centro da vontade, da razão e do intelecto e localiza-se entre as sobrancelhas.

    CHAKRAS

    As funções, forças e características anímicas possuem centros na alma chamados de Lotus ou Chakras.

    O despertar dos Lotus é chamado, na doutrina hindu, de Kundalini-Yoga.

    CHAVE

    Existe uma chave para compreender os elementos que é análoga à astrológica, mas não tem nada a ver com ela.

    As funções, analogias e efeitos dos elementos podem ser compreendidos por meio dessa chave.

    A utilização prática dessa chave constitui o maior arcano.

    O iniciado deve evoluir tanto no conhecimento quanto na sabedoria, pois nenhum dos dois deve ser negligenciado.

    Quando conhecimento e sabedoria caminham juntos, o iniciado compreende, reconhece e utiliza as leis do microcosmo e do macrocosmo.

    O mistério do Tetragrammaton, ou magneto quadripolar, é a primeira chave principal e uma chave universal.

    A chave universal pode ser empregada na solução de todos os problemas, de todas as leis e de todas as verdades, desde que seja usada corretamente.

    À medida que evolui na ciência hermética, o iniciado descobre novos aspectos dessa chave e os reconhece como leis imutáveis.

    A chave universal é a luz com a qual o iniciado rompe todas as trevas da ignorância.

    CLARIAUDIÊNCIA

    A clariaudiência permite perceber sons e vozes além das limitações da audição física.

    A clariaudiência possibilita compreender comunicações independentemente da distância.

    A clariaudiência desenvolve-se gradualmente até tornar-se tão natural quanto a audição comum.

    A clariaudiência é uma faculdade indispensável ao progresso do mago.

    A clariaudiência está sujeita aos mesmos princípios de equilíbrio e disciplina da clarividência.

    A clariaudiência é fortalecida pela atuação consciente do elemento ar.

    O elemento ar deve receber a intenção específica de desenvolver a clariaudiência.

    O princípio do Akasha desperta e ativa a clariaudiência quando direcionado conscientemente aos sentidos.

    A clariaudiência depende da concentração, da convicção e da imaginação disciplinada.

    Os meios auxiliares apenas favorecem o desenvolvimento da clariaudiência, sem substituírem o treinamento interior.

    A clariaudiência deve permanecer sob o controle consciente da vontade do mago.

    A clariaudiência pode ser ativada e desativada conscientemente pela vontade do mago.

    A clariaudiência aperfeiçoa-se pela prática constante e disciplinada.

    A atuação conjunta do Akasha e do elemento ar torna possível a manifestação da clariaudiência.

    O Akasha transmite a percepção espiritual, enquanto o elemento ar conduz sua manifestação auditiva.

    CLARIVIDÊNCIA

    A clarividência exige desenvolvimento prático e disciplinado dos sentidos astrais.

    A clarividência é a capacidade de perceber além das limitações do tempo e do espaço.

    A clarividência manifesta-se em diferentes formas e origens.

    A clarividência inata é a forma mais elevada e segura de percepção.

    A clarividência provocada por desequilíbrios físicos, psíquicos ou mentais é instável e prejudicial.

    A clarividência induzida por entidades ou substâncias compromete a evolução espiritual.

    A verdadeira clarividência não depende de drogas nem de estados artificiais de consciência.

    A verdadeira clarividência não é produzida por instrumentos, mas pelo desenvolvimento do próprio mago.

    Espelhos, cristais e outros recursos são apenas instrumentos auxiliares da clarividência.

    A clarividência autêntica surge naturalmente como consequência da maturidade espiritual.

    O desenvolvimento sistemático dos sentidos conduz à verdadeira clarividência.

    A clarividência mágica é desenvolvida pelo domínio consciente da luz.

    A luz é o princípio que confere à clarividência a capacidade de penetrar todas as coisas.

    A clarividência exige a convicção absoluta das propriedades atribuídas à luz.

    A clarividência é fortalecida pela concentração da luz nos olhos.

    A clarividência deve permanecer sob o controle da vontade do mago.

    A clarividência deve ser ativada somente quando houver intenção consciente de utilizá-la.

    A prática constante aperfeiçoa a clarividência até que sua ativação se torne imediata.

    A pureza do mago determina a qualidade da clarividência.

    A clarividência pode ser favorecida por meios auxiliares preparados segundo os princípios mágicos.

    Os meios auxiliares apenas fortalecem a clarividência, mas não substituem seu desenvolvimento interior.

    A projeção consciente do elemento fogo potencializa os meios destinados à clarividência.

    A clarividência é fortalecida quando o elemento fogo recebe uma intenção claramente definida.

    O desenvolvimento da clarividência depende da união entre prática, concentração e vontade.

    A clarividência deve ser aperfeiçoada sem comprometer o equilíbrio entre a percepção espiritual e a visão material.

    A clarividência torna-se progressivamente independente dos meios auxiliares à medida que os sentidos astrais se desenvolvem.

    A clarividência aperfeiçoa-se pela repetição disciplinada dos exercícios.

    A concentração dirigida ao olho astral é suficiente quando a clarividência já está fortalecida.

    A clarividência deve ser desenvolvida em ambiente reservado e protegida de interferências externas.

    A disciplina contínua acelera o desenvolvimento seguro da clarividência.

    A clarividência deve servir à evolução espiritual e ao benefício da humanidade.

    A clarividência não deve ser utilizada por vaidade nem para prejudicar outras pessoas.

    A clarividência supera as limitações do tempo e do espaço.

    Nada permanece oculto à clarividência plenamente desenvolvida.

    A clarividência legítima deve surgir como consequência do desenvolvimento equilibrado do espírito e da alma.

    A clarividência obtida por métodos forçados produz uma percepção unilateral e desequilibrada.

    A clarividência baseada na paralisação dos elementos pode comprometer a saúde física, psíquica e espiritual.

    A clarividência depende da maturidade espiritual e do domínio consciente dos elementos.

    A clarividência consciente difere das percepções involuntárias produzidas por estados anormais da consciência.

    A clarividência representa a capacidade de perceber informações além dos sentidos físicos.

    A psicometria é apresentada como uma manifestação derivada da clarividência desenvolvida.

    A percepção superior permite acessar imagens, impressões e conhecimentos ocultos.

    O desenvolvimento da consciência amplia os meios de percepção da realidade.

    COMPRESSÃO

    A energia vital pode ser comprimida diretamente no corpo ou na região enferma do paciente.

    A energia vital comprimida deve ser continuamente renovada a partir do Universo até a cura completa.

    A imaginação do desejo deve permanecer associada ao tempo e ao espaço durante todo o tratamento.

    O método de compressão da energia vital é indicado apenas quando o paciente ainda possui suficiente resistência nervosa.

    A energia vital intensamente represada manifesta-se como uma força de natureza material e altamente eficaz na atuação magnética.

    A compressão direta da energia vital constitui um método simples e particularmente eficiente de tratamento mágico.

    COMPROVAÇÃO

    A condensação dos elementos pode produzir efeitos perceptíveis na matéria.

    Cada elemento imprime características próprias à substância sobre a qual atua.

    Os efeitos da impregnação elementar podem ser observados e comprovados fisicamente.

    COMUNICAÇÃO

    O manuseio passivo deve ocorrer sob controle consciente do praticante.

    A mão exteriorizada serve como instrumento para a comunicação com o mundo invisível.

    O mago deve conservar sua própria vontade durante todo o contato com seres espirituais.

    O praticante deve avaliar criticamente a origem de qualquer comunicação recebida.

    A comunicação espiritual pode manifestar-se de formas automáticas, inspiradas ou intuitivas.

    Cada praticante desenvolve naturalmente o método de comunicação mais compatível com sua aptidão.

    Os diferentes métodos de comunicação podem ocorrer de forma combinada.

    A prática contínua aperfeiçoa a comunicação espiritual.

    CONCENTRAÇÃO

    O exercício seguinte consiste em fixar uma única ideia e rejeitar energicamente todos os pensamentos que não pertençam a ela.

    O praticante deve conseguir manter um único pensamento de forma ininterrupta por, no mínimo, dez minutos.

    O fortalecimento da concentração amplia a capacidade de dirigir o pensamento e fortalece a vontade.

    O praticante deve fixar o pensamento em um único objeto, memorizando com exatidão sua forma e sua cor.

    Após observar o objeto, ele deve ser reproduzido mentalmente com a maior fidelidade possível.

    Sempre que a imagem desaparecer, o praticante deve trazê-la de volta ao pensamento.

    A clareza e a estabilidade da imagem mental aumentam por meio da perseverança e da repetição constante.

    Os fracassos iniciais fazem parte do treinamento e não devem desanimar o praticante.

    A duração dos exercícios deve ser ampliada gradualmente até alcançar cerca de meia hora.

    As interrupções do pensamento devem ser registradas para acompanhar o progresso da concentração.

    O exercício é considerado dominado quando o objeto pode permanecer fixo no pensamento, sem interrupções, durante cinco minutos.

    Depois dessa etapa, o objeto deve ser visualizado com os olhos abertos, como se estivesse suspenso no espaço.

    Durante a visualização, nenhuma outra percepção deve desviar a atenção do objeto imaginado.

    O exercício com os olhos abertos é considerado dominado quando o objeto permanece estável e sem interferências por cinco minutos consecutivos.

    A concentração auditiva consiste em manter um som exclusivamente na mente, sem o auxílio de imagens visuais.

    O praticante deve imaginar apenas a percepção do som, sem visualizar sua origem.

    A estabilidade da percepção auditiva aumenta gradualmente com a repetição e a perseverança.

    Os sons praticados podem variar desde ruídos simples até sons complexos da natureza ou de instrumentos musicais.

    A concentração auditiva é dominada quando um único som pode ser mantido continuamente por cinco minutos.

    A concentração sensorial consiste em fixar voluntariamente uma única sensação física na mente.

    Sensações como frio, calor, peso, leveza, fome ou sede devem ser mantidas sem qualquer interferência visual ou auditiva.

    O exercício é dominado quando uma sensação pode ser sustentada por cinco minutos consecutivos.

    A concentração olfativa consiste em manter apenas a percepção de um odor, sem visualizar sua origem.

    Tanto aromas agradáveis quanto desagradáveis devem ser reproduzidos mentalmente com a mesma precisão.

    O exercício é dominado quando qualquer odor pode ser mantido na mente por cinco minutos consecutivos.

    A concentração gustativa consiste em manter exclusivamente a percepção de um sabor, sem imaginar alimentos ou bebidas.

    O treinamento deve começar pelos sabores fundamentais antes de avançar para sabores mais complexos.

    O exercício é dominado quando qualquer sabor pode ser mantido conscientemente por cinco minutos consecutivos.

    A concentração deve evoluir do domínio de um único sentido para o domínio simultâneo de dois ou três sentidos.

    As percepções visuais, auditivas e táteis devem ser mantidas ao mesmo tempo sobre um mesmo objeto ou situação.

    As imagens e sensações devem ser reproduzidas com o máximo de realismo e nitidez.

    A prática constante amplia gradualmente a capacidade de sustentar múltiplas concentrações simultâneas.

    A visão, a audição e o tato são os sentidos de maior importância para o progresso mágico.

    Os exercícios multissensoriais devem ser praticados diariamente com perseverança.

    O exercício é considerado dominado quando duas ou três percepções podem ser mantidas simultaneamente por cinco minutos consecutivos.

    Os exercícios devem ser interrompidos quando surgir cansaço ou sonolência, sendo retomados quando a mente estiver desperta.

    As primeiras horas da manhã são especialmente favoráveis aos exercícios de concentração.

    O praticante deve reproduzir mentalmente lugares e paisagens com absoluta fidelidade.

    Todos os detalhes de um ambiente, como forma, cor e iluminação, devem ser mantidos claramente na consciência.

    A cena deve ser percebida como se o praticante estivesse realmente presente no local.

    Sempre que a imagem perder nitidez ou desaparecer, ela deve ser reconstruída imediatamente.

    O exercício é considerado dominado quando um ambiente pode ser mantido de forma nítida e contínua por cinco minutos.

    Os ambientes imaginados devem ser enriquecidos com percepções auditivas e, posteriormente, com outros sentidos simultaneamente.

    A imagem mental deve tornar-se tão vívida que o ambiente físico deixe de ser percebido durante a concentração.

    O praticante deve ser capaz de manter uma paisagem imaginada com dois ou mais sentidos por cinco minutos consecutivos.

    Os mesmos exercícios devem ser realizados tanto com os olhos fechados quanto com os olhos abertos.

    Após dominar ambientes conhecidos, o praticante deve criar e sustentar ambientes inteiramente imaginários.

    O exercício é considerado dominado quando qualquer ambiente imaginário pode ser mantido com nitidez e múltiplos sentidos durante cinco minutos.

    O praticante deve reproduzir mentalmente animais com a máxima fidelidade e riqueza de detalhes.

    Os animais devem ser imaginados tanto em repouso quanto em movimento natural.

    Após dominar a visualização de animais, o praticante deve concentrar-se na reprodução mental de pessoas.

    A concentração deve evoluir do rosto para o corpo inteiro e, posteriormente, para os movimentos da pessoa.

    A representação das pessoas deve incluir também suas características auditivas, como voz, ritmo e entonação da fala.

    As imagens de animais e pessoas devem aproximar-se o máximo possível da realidade.

    Os exercícios devem ser dominados primeiro com os olhos fechados e depois com os olhos abertos.

    O exercício é considerado completo quando animais ou pessoas podem ser mantidos com um ou mais sentidos simultaneamente por cinco minutos consecutivos.

    O praticante deve ser capaz de criar mentalmente pessoas completamente desconhecidas, atribuindo-lhes feições, vozes e características próprias.

    A imaginação deve abranger pessoas de diferentes sexos, idades, raças e aparências.

    Livros, revistas ilustradas e observações da realidade podem servir de apoio ao desenvolvimento da imaginação.

    O exercício é considerado dominado quando qualquer pessoa imaginária pode ser mantida com nitidez, de olhos fechados e abertos, durante cinco minutos.

    CONCRETIZAÇÃO

    Todo desejo, pensamento ou imaginação formulado no Akasha tende a realizar-se por meio dos elementos.

    A concretização depende da concentração da vontade, da fé e da convicção inabalável.

    O princípio do Akasha constitui uma chave universal para a atuação mágica.

    O desenvolvimento ético deve orientar toda utilização do princípio do Akasha.

    CONDENSAÇÃO

    Cada elemento deve ser percebido com todas as suas características durante a condensação.

    O ambiente deve ser completamente preenchido pela qualidade específica do elemento escolhido.

    A condensação direta dos elementos produz efeitos perceptíveis no ambiente.

    O praticante deve dominar igualmente a condensação direta dos quatro elementos.

    CONDENSADORES

    Os condensadores fluídicos acumulam e preservam energias sutis por longos períodos.

    Os condensadores fluídicos diferenciam-se pela capacidade de conduzir e armazenar forças mágicas.

    Os condensadores fluídicos podem armazenar elementos, fluidos elétrico e magnético ou o princípio do Akasha.

    Os condensadores fluídicos podem ser sólidos, líquidos ou aéreos.

    Os condensadores fluídicos sólidos têm nas resinas e nos metais seus principais representantes.

    Os condensadores fluídicos líquidos são preparados a partir de substâncias vegetais, resinas, óleos, tinturas e extratos.

    Os condensadores fluídicos aéreos utilizam vapores, aromas e defumações como veículo energético.

    Os condensadores fluídicos podem ser simples ou compostos conforme sua preparação.

    Os condensadores fluídicos compostos possuem maior capacidade de acumulação energética.

    Os condensadores fluídicos tornam-se mais eficientes quando recebem substâncias de elevada analogia energética.

    Os condensadores fluídicos exigem materiais compatíveis com a natureza da energia que irão conservar.

    Os condensadores fluídicos servem como acumuladores permanentes das forças projetadas pelo mago.

    Os condensadores fluídicos simples atendem à maioria das operações mágicas gerais.

    Os condensadores fluídicos compostos destinam-se a operações que exigem elevada acumulação de energia.

    Os condensadores fluídicos podem ser preparados para uso universal ou para um elemento específico.

    Os condensadores fluídicos tornam-se mais eficazes quando preparados segundo as analogias naturais de seus componentes.

    Os condensadores fluídicos devem ser conservados de forma a preservar sua capacidade de acumulação energética.

    Os condensadores fluídicos destinados ao uso pessoal podem ser individualizados pela ligação energética com seu criador.

    Os condensadores fluídicos específicos fortalecem a atuação do elemento ao qual correspondem.

    Os condensadores fluídicos ampliam a eficácia de operações de influência, vitalização e materialização.

    CONDUTA

    O mago deve conhecer as doenças, seus sintomas e a anatomia humana antes de atuar na cura.

    O mago não deve substituir tratamentos médicos nem intervir em casos que exijam cirurgia ou tratamento específico.

    A prática mágica pode atuar como complemento para aliviar sofrimentos e acelerar processos de recuperação.

    O mago deve cooperar com a medicina sempre que possível.

    O mago deve evitar qualquer atitude que o caracterize como curandeiro ou charlatão.

    O objetivo do mago deve ser exclusivamente a cura e o bem-estar do paciente.

    O mago não deve buscar pagamento, fama ou reconhecimento por sua atuação.

    A ajuda prestada de forma altruísta e desinteressada representa a expressão mais elevada da prática mágica.

    CONEXÃO

    A conexão pelo Akasha representa a união entre dois pontos através de um campo primordial.

    O Akasha é apresentado como um princípio onde espaço e distância deixam de limitar a comunicação.

    A ligação akáshica permite a transmissão de influências entre diferentes ambientes.

    A consciência atua como elo entre diferentes manifestações da realidade.

    CONHECIMENTO

    O valor dos elementos está em sua utilização prática nos mais diversos campos do conhecimento.

    Quem souber utilizar a chave prática dos elementos poderá aplicá-la no campo do conhecimento que mais lhe agradar.

    O estudo perseverante e a meditação profunda conduzem ao domínio e ao conhecimento dos elementos.

    O conhecimento do próprio pequeno universo é indispensável para a iniciação, a prática mágica, a mística e os diversos mistérios.

    O conhecimento pode ser transmitido, mas a sabedoria deve ser conquistada.

    O conhecimento pertence à mente; a sabedoria pertence à experiência.

    A leitura fornece informações, mas a prática produz transformação.

    O verdadeiro conhecimento modifica aquele que o recebe.


    CONSCIENCIA

    O corpo astral possui dois centros no cérebro: a consciência normal e a subconsciência.

    O praticante deve reconhecer que o espírito atua através da alma e do corpo físico.

    O espírito deve ser percebido como o verdadeiro agente de todas as ações.

    Toda ação deve ser realizada com a consciência de que é o espírito quem age por meio dos seus veículos.

    A prática contínua amplia progressivamente essa percepção consciente.

    CONSTÂNCIA

    O tempo escorre como a água e nunca volta.

    O praticante deve estabelecer horários fixos para os exercícios e cumpri-los com rigor.

    Com a prática constante, os exercícios tornam-se um hábito, assim como comer, beber e dormir.

    Sem esforço não há recompensa.

    CONTROLE

    O controle, a disciplina e o domínio do pensamento constituem o primeiro exercício da instrução mágica do espírito.

    Observe o curso dos pensamentos como um observador silencioso, totalmente livre e independente.

    Não procure interromper ou esquecer os pensamentos, mas acompanhá-los atentamente.

    Evite adormecer durante o exercício e interrompa-o se o cansaço impedir a observação consciente.

    O exercício deve ser praticado diariamente, de manhã e à noite, aumentando-se gradualmente o tempo de prática.

    Deve-se avançar com prudência, pois não há motivos para pressa; em cada pessoa o desenvolvimento ocorre de forma individual.

    Nunca se deve prosseguir para o exercício seguinte antes de dominar completamente o anterior.

    Com a prática constante, o caos inicial dos pensamentos desaparece gradualmente, até que eles se tornam ordenados e cada vez menos numerosos.

    O trabalho de controle do pensamento é extremamente importante para a evolução mágica e deve receber a máxima atenção.

    CORDÃO

    O cordão vital mantém a ligação entre o corpo físico e os corpos sutis durante o êxtase.

    O cordão vital é o último vínculo entre o corpo físico e o corpo astral durante a separação consciente.

    O rompimento do cordão vital impede o retorno dos corpos sutis ao corpo físico.

    O cordão vital deve permanecer protegido contra qualquer interferência externa durante o êxtase.

    O cordão vital mantém a possibilidade de retorno ao corpo físico enquanto permanece íntegro.

    O cordão vital mantém a atração entre o corpo físico e o corpo astral durante o êxtase.

    O cordão vital preserva o vínculo necessário para o retorno consciente ao corpo físico.

    O rompimento voluntário do cordão vital constitui a interrupção deliberada da vida física.

    CORPO

    De acordo com a lei universal, os elementos têm determinadas funções no corpo: principalmente a construção, a manutenção e a decomposição.

    A parte construtiva do corpo corresponde ao lado positivo dos elementos; a mantenedora, à função neutra; e a decompositora, às características negativas.

    Tudo o que é ativo, ígneo, ocorre na cabeça; o trabalho dos líquidos ocorre no ventre; e o tórax desempenha o papel mediador por meio da respiração.

    O princípio da terra, com sua força agregadora, compõe todo o corpo humano, com seus ossos e sua carne.

    O desenvolvimento do corpo deve caminhar lado a lado com o desenvolvimento do espírito e da alma.

    Nenhuma parte do ser deve ser negligenciada durante a iniciação.

    O cuidado diário com o corpo faz parte da disciplina mágica.

    A escovação do corpo estimula a pele, abre os poros e favorece a respiração do organismo.

    A lavagem diária com água fria, seguida de uma boa fricção, fortalece e revigora o corpo.

    Nas estações frias, pessoas mais sensíveis podem utilizar água morna ou tépida.

    Esse cuidado corporal deve tornar-se um hábito permanente.

    Seu efeito é refrescante e elimina o cansaço.

    A prática diária de exercícios físicos é necessária para conservar o corpo flexível e saudável.

    O objetivo da ginástica não é um método específico, mas a formação de um corpo elástico e saudável.

    O corpo astral permite vivenciar sensações e emoções de modo semelhante ao corpo físico.

    O corpo astral possibilita interagir com o ambiente de maneira mais direta do que o corpo mental isolado.

    O corpo astral amplia a capacidade de atuação consciente durante as experiências fora do corpo.

    O corpo astral pode transportar fluidos para realizar influências e tratamentos à distância.

    O corpo astral permite uma atuação mais profunda do que a realizada apenas pelo corpo mental.

    O corpo astral pode ser adensado para tornar-se perceptível aos sentidos físicos.

    O corpo astral pode agir diretamente sobre o plano material por meio de seu adensamento.

    O corpo astral permite materializar total ou parcialmente sua própria forma conforme a necessidade da operação.

    O corpo astral pode atuar sobre a matéria mediante o domínio consciente das energias e das leis superiores.

    O corpo astral possibilita transportar objetos entre diferentes planos por meio da alteração de seu estado vibratório.

    O corpo astral amplia progressivamente suas possibilidades de atuação conforme aumenta o desenvolvimento do praticante.

    COSMOS

    Todos os elementos atuam em conjunto para explicar toda a vida criada.

    O funcionamento e os efeitos dos princípios dos elementos abrangem todo o Universo.

    CRIAÇÃO

    Todo elemental deve receber uma forma definida por meio da imaginação.

    Todo elemental deve receber um nome próprio.

    Todo elemental deve receber uma tarefa formulada no presente e no imperativo.

    Todo elemental deve receber a capacidade necessária para executar sua missão.

    A criação eficaz de um elemental depende da observância rigorosa dessas regras.

    CURA

    Os métodos naturais de cura utilizam os efeitos térmicos para restabelecer a harmonia dos elementos.

    O alopata utiliza remédios concentrados para provocar os efeitos correspondentes aos elementos e promover a recuperação da saúde.

    O homeopata estimula o elemento contrário para recuperar o equilíbrio do elemento ameaçado.

    O eletro-homeopata age diretamente sobre os fluidos elétrico e magnético para equilibrar o elemento desarmônico.

    Todo trabalho de cura com energia vital deve respeitar conscientemente as leis do tempo e do espaço.

    O mago pode atuar sobre o paciente mesmo quando este estiver dormindo.

    Além da energia vital, o mago pode empregar os elementos, o magnetismo e a eletricidade em tratamentos mágicos.

    A eficácia dos métodos de cura depende do grau de desenvolvimento da imaginação e da vontade do mago.

    Nos mais elevados graus da iniciação, a vontade e a imaginação tornam-se suficientes para realizar diretamente os efeitos desejados.

    O objetivo do mago deve ser alcançar um estado em que sua vontade se concretize imediatamente em todos os planos.

    A cura verdadeira exige atuar diretamente sobre a causa da enfermidade.

    A cura deve ser realizada no mesmo plano em que se encontra a origem do desequilíbrio.

    A cura mental exige atuação no plano mental.

    A cura astral exige atuação no plano astral.

    A cura física exige atuação no plano material.

    A cura depende da correta compreensão das correspondências entre os elementos e o organismo.

    A cura utiliza as matrizes para transmitir influências entre os diferentes planos.

    A cura mental fortalece a disposição interior do paciente para o restabelecimento.

    A cura baseada apenas na influência mental não substitui a atuação necessária sobre o corpo físico quando este carece de vitalidade.

    A cura baseada apenas em sugestão, hipnose, oração ou autossugestão possui alcance limitado.

    A cura exige a aplicação do método correspondente ao plano em que se encontra a causa da enfermidade.

    A cura espiritual deve ocorrer pela ação direta do espírito sobre o espírito.

    A cura astral deve utilizar energia vital conduzida diretamente ao corpo astral do paciente.

    A cura deve utilizar energia extraída diretamente do Universo para preservar a vitalidade do praticante.

    A cura física exige a aplicação correta dos fluidos elétrico e magnético conforme a natureza do órgão tratado.

    A cura depende da observância da polaridade correta dos órgãos e dos fluidos correspondentes.

    A cura exige o emprego do elemento mais adequado ao desequilíbrio apresentado.

    A cura torna-se mais eficaz quando é acompanhada por práticas compatíveis com o elemento empregado.

    A cura pode atuar diretamente sobre o órgão enfermo por meio da aplicação consciente dos fluidos universais.

    A cura incorreta dos fluidos pode provocar novos desequilíbrios no organismo.

    A cura exige a aplicação correta dos fluidos elétrico e magnético segundo a polaridade de cada órgão.

    A cura pode ser realizada apenas pela imaginação treinada, sem necessidade de contato físico.

    A cura exige precisão na distribuição dos fluidos correspondentes às diferentes regiões do corpo.

    A cura das regiões neutras pode ser realizada pelo elemento correspondente ou pela energia vital.

    A cura de enfermidades generalizadas requer a aplicação coordenada dos fluidos em todo o organismo.

    A cura deve respeitar a capacidade do paciente de assimilar as energias aplicadas.

    A cura mais eficaz atua sucessivamente sobre o espírito, a alma e o corpo.

    A cura depende do conhecimento das leis universais e da anatomia oculta do organismo.

    A cura está subordinada às leis do Akasha e às necessidades kármicas do indivíduo.

    A cura só pode modificar uma enfermidade kármica quando isso estiver de acordo com as leis superiores.

    A cura manifesta-se como consequência da aplicação consciente das leis universais, e não como um milagre.

    A cura amplia sua eficácia conforme aumenta o grau de desenvolvimento do praticante.

    DECOMPOSIÇÃO

    A decomposição transmite a intenção do mago ao elemento terra por meio da absorção do suporte material.

    A decomposição utiliza a terra como agente de assimilação e manifestação da influência.

    A decomposição libera gradualmente a intenção à medida que o suporte é absorvido pela terra.

    A decomposição pode ser realizada diretamente sobre a terra ou por meio de um suporte orgânico enterrado.

    A decomposição depende da vontade e da imaginação para ativar o elemento terra.

    A decomposição pode ser repetida até que o efeito desejado seja alcançado.

    DESDOBRAMENTO

    O iniciado pode separar conscientemente o corpo astral do corpo material por meio do controle dos elementos.

    Com o corpo astral, o iniciado pode visitar regiões distantes e viajar aos mais diversos planos.

    DESENCARNADOS

    O praticante pode estabelecer contato consciente com desencarnados e outros seres por meio do manuseio passivo.

    A morte representa apenas a passagem para outra condição de existência na quarta dimensão.

    Os diferentes planos distinguem-se por seus graus de densidade.

    DESENVOLVIMENTO

    Num desenvolvimento adequadamente planejado e escalonado, não há desvios, fracassos nem consequências graves.

    O amadurecimento deve ser lento, gradual e seguro.

    O desenvolvimento exige domínio completo de cada etapa antes do avanço para níveis superiores.

    O desenvolvimento sólido depende da assimilação integral das capacidades anteriormente adquiridas.

    O desenvolvimento não deve ser acelerado às custas da profundidade do aprendizado.

    O desenvolvimento mágico progride por meio da prática sistemática e consciente.

    O desenvolvimento exige humildade proporcional ao aumento do conhecimento.

    O desenvolvimento torna o praticante mais receptivo à sabedoria divina à medida que avança.

    O desenvolvimento requer o abandono contínuo da ambição, do egoísmo e da vaidade.

    O desenvolvimento espiritual revela apenas o primeiro degrau de uma evolução contínua.

    DEUS

    Desde os tempos primordiais, o homem acreditou em um poder superior e transcendental.

    O homem atribui a um poder superior aquilo que não consegue compreender.

    Para o homem comum, Deus é incompreensível, abstrato e inimaginável.

    Para o mago, Deus é conhecido sob todos os seus aspectos.

    O mago sabe que foi criado à imagem de Deus e que é parte Dele.

    O maior ideal, dever e objetivo sagrado do mago é tornar-se uno com Deus e alcançar a condição de homem-deus.

    Deus representa a unidade suprema acima de todas as manifestações.

    A consciência divina é percebida quando todas as dualidades são transcendidas.

    A realização espiritual culmina na experiência da unidade absoluta.

    A frase "Eu sou Deus" simboliza a união entre consciência individual e princípio universal.

    Na iniciação, o que importa não é o nome da divindade, mas a ideia em si.

    O místico busca nutrir-se no amor abrangente de seu Deus.

    O Bhakti Iogue segue o caminho do amor e da entrega.

    O Raja Iogue e o Hatha Iogue seguem o caminho do domínio e da vontade.

    O Jnana Iogue segue o caminho da sabedoria e da compreensão.

    A divindade representa o princípio supremo acima de todas as manifestações.

    Deus é compreendido como a realidade mais elevada, justa e perfeita existente.

    A essência divina não depende de uma forma específica, mas da qualidade espiritual representada.

    Cristo, Buda, um deva, o Sol, a luz ou a chama podem representar símbolos da divindade suprema.

    A divindade manifesta quatro características fundamentais: onipotência, sabedoria, amor e imortalidade.

    A onipotência representa o poder criador universal.

    A sabedoria representa o conhecimento das leis eternas.

    O amor universal representa a união e harmonia entre todas as coisas.

    A imortalidade representa a continuidade da consciência além da matéria.

    O princípio divino reúne todos os aspectos superiores da existência.

    A compreensão da divindade conduz à unificação com as leis universais.


    A divindade manifesta-se através de símbolos, qualidades e estados superiores de consciência.

    A essência divina permanece além de qualquer imagem criada pela mente humana.

    As quatro características divinas representam aspectos fundamentais da manifestação superior.

    A onipotência revela a força criadora da divindade.

    A sabedoria revela a inteligência universal presente na criação.

    O amor universal revela a unidade entre todos os seres.

    A imortalidade revela a natureza eterna da consciência divina.

    A verdadeira percepção de Deus ocorre quando a divindade deixa de ser apenas uma ideia e torna-se uma realidade interior.

    A divindade representa a união entre a consciência humana e o princípio superior.

    A manifestação divina ocorre quando as qualidades superiores tornam-se vivas na consciência.

    A divindade deixa de ser apenas contemplada quando passa a ser realizada interiormente.

    A consciência espiritual busca tornar-se semelhante àquilo que reconhece como divino.

    A união com a divindade representa a integração das qualidades superiores no próprio ser.


    A divindade representa a manifestação de diferentes aspectos do princípio superior.

    Cada divindade simboliza uma expressão específica das forças universais.

    A compreensão das divindades ocorre através das qualidades que representam.

    O iniciado busca compreender a essência por trás das formas divinas.


    A divindade representa o princípio supremo de unidade e perfeição.

    Todas as tradições espirituais podem ser compreendidas como diferentes expressões do princípio divino.

    A ligação com a divindade exige transformação interior.

    A busca divina conduz à superação do ego e ao desenvolvimento da alma.


    DIÁRIO

    Os sucessos, fracassos, tempos de prática e perturbações devem ser registrados cuidadosamente em um diário mágico.

    O diário mágico serve como instrumento de controle da própria evolução.

    Quanto maior a dedicação e a consciência na prática dos exercícios, melhor será a assimilação dos ensinamentos seguintes.

    O praticante deve elaborar um plano preciso de trabalho.

    DIETA

    Um modo de vida sensato mantém a harmonia dos elementos no corpo.

    Quando há predominância ou enfraquecimento de um elemento, deve-se restabelecer o seu equilíbrio.

    As dietas são prescritas para equilibrar os elementos do corpo.

    DISCERNIMENTO

    Os seres da quarta dimensão não estão sujeitos às mesmas leis de tempo e espaço do mundo físico.

    Nem todos os seres possuem condições de fornecer informações confiáveis sobre acontecimentos futuros.

    O praticante deve buscar principalmente conhecimentos sobre as leis da quarta dimensão e seu próprio aperfeiçoamento.

    O desenvolvimento dos sentidos espirituais torna desnecessária a dependência da comunicação passiva.

    A comunicação com o invisível deve servir como meio de aprendizado e de confirmação da continuidade da existência.

    DISCIPLINA

    Paciência, perseverança e determinação são condições básicas para o desenvolvimento.

    O esforço empregado na própria evolução será amplamente recompensado.

    Quem deseja trilhar o caminho da magia deve assumir o dever sagrado de exercitar-se regularmente.

    Devemos ser generosos, amistosos e condescendentes com o próximo, mas severos e duros conosco mesmos.

    Só com esse comportamento é possível alcançar sucesso na magia.

    O exercício seguinte consiste em impedir que pensamentos insistentes e indesejados aflorem à mente.

    Devemos aprender a desligar completamente os pensamentos do trabalho ao retornarmos à vida privada, e desligar os pensamentos da vida privada durante o trabalho.

    O pensamento deve estar sempre voltado exclusivamente para a atividade que está sendo realizada.

    Devemos executar todas as tarefas com a máxima consciência, sejam elas grandes ou pequenas.

    Esse exercício deve ser cultivado por toda a vida, pois aguça a mente e fortalece a memória e a consciência.

    O domínio do corpo deve ser exercitado continuamente nas situações da vida diária.

    O praticante deve utilizar a força de vontade para contrariar os impulsos automáticos do corpo.

    O cansaço deve ser combatido por meio da ação consciente e deliberada.

    A fome e a sede devem ser suportadas por algum tempo antes de serem satisfeitas.

    A pressa deve ser substituída pela calma, e a lentidão excessiva pela agilidade consciente.

    O corpo e os nervos devem aprender a obedecer à vontade, e não aos impulsos momentâneos.

    O praticante deve dominar completamente cada grau antes de avançar para o seguinte.

    O progresso na iniciação depende da paciência, da perseverança e da prática cuidadosa de todos os exercícios anteriores.

    Os exercícios dos graus anteriores devem tornar-se hábitos permanentes da vida do praticante.

    Cada ascese deve ser mantida com firmeza, sem luta interior ou recaídas.

    A postura do corpo deve ser sustentada com completo conforto e estabilidade.

    A energia de irradiação deve tornar-se cada vez mais intensa, profunda e expansiva.

    A força da imaginação e a meditação aprofundam a energia de irradiação.

    O mago deve aplicar sua energia de irradiação espontaneamente em qualquer situação.

    A energia de irradiação deve obedecer imediatamente à vontade consciente do mago.

    Nenhuma etapa do treinamento deve ser omitida ou negligenciada.

    Cada exercício deve ser completamente dominado antes do avanço para o grau seguinte.

    A evolução equilibrada depende da prática cuidadosa de todos os exercícios.

    A conscienciosidade é indispensável para o sucesso no caminho mágico.

    DISCRIÇÃO

    O mago deve manter discrição sobre seus contatos com o mundo invisível.

    A humildade preserva o praticante durante sua evolução espiritual.

    DISSOLUÇÃO

    Ao cumprir integralmente sua tarefa, o elemental deve dissolver-se automaticamente em sua fonte de origem.

    A criação dos elementais pode ser utilizada para inspirar e fortalecer o desenvolvimento de outras pessoas.

    DOMÍNIO

    As dificuldades encontradas em determinado sentido revelam funções sensoriais pouco desenvolvidas.

    O treinamento dos cinco sentidos fortalece o espírito e a força de vontade.

    Os exercícios desenvolvem, controlam e conduzem ao domínio completo dos sentidos.

    O domínio dos cinco sentidos é de extrema importância para o desenvolvimento mágico.

    O domínio do corpo é uma disciplina que deve ser desenvolvida conscientemente.

    O praticante deve aprender a permanecer sentado de forma confortável, imóvel e completamente relaxada.

    A imobilidade corporal deve ser mantida mesmo diante da inquietação natural dos músculos e dos nervos.

    O tempo de permanência imóvel deve ser aumentado gradualmente até atingir meia hora.

    A postura dominada proporciona profundo repouso e recuperação das forças.

    O domínio de uma postura corporal fortalece a força de vontade e favorece o trabalho do espírito e da alma.

    Os exercícios de concentração e meditação podem ser realizados nessa postura para reduzir as distrações e o adormecimento.

    O domínio dos elementos constitui um dos fundamentos mais importantes da magia.

    O verdadeiro mago atua diretamente na essência dos elementos, sem depender de métodos externos ou complexos.

    O treinamento dos elementos exige dedicação constante e máxima atenção.

    Quem não dominar os elementos dificilmente alcançará realizações significativas no conhecimento mágico.

    O domínio do ponto de profundidade permite compreender intuitivamente a estrutura material e espiritual das formas.

    O praticante pode influenciar qualquer objeto a partir de seu núcleo.

    O carregamento mágico realizado a partir do interior produz uma influência mais profunda do que a realizada externamente.

    O domínio dos elementos representa a capacidade do mago de compreender e harmonizar terra, água, ar e fogo.

    O domínio dos elementos exige controle da própria consciência antes do contato com as forças elementais.

    O domínio dos elementos depende da capacidade de permanecer superior às influências elementais.

    O domínio dos elementos permite ao mago compreender as leis correspondentes a cada reino elemental.

    O domínio dos elementos representa a integração das forças da natureza dentro do próprio desenvolvimento espiritual.

    O domínio dos elementos é alcançado quando o mago conhece profundamente os seres e as leis de cada elemento.

    O domínio dos elementos ocorre quando o mago conhece e compreende os quatro reinos elementais.

    O domínio dos elementos permite ao mago integrar os conhecimentos adquiridos através das experiências com os seres elementais.

    O domínio dos elementos exige equilíbrio entre corpo, alma e espírito.

    O domínio dos elementos permite ao mago utilizar conscientemente as forças naturais.

    O domínio dos elementos representa uma etapa de evolução dentro do caminho mágico.


    ELEMENTAIS

    Os seres elementais possuem uma ou poucas características, de acordo com as oscilações predominantes dos elementos.

    Os seres elementais mantêm-se pelas oscilações que o homem envia ao plano astral.

    Alguns seres elementais alcançaram um certo grau de inteligência.

    Os elementais são seres criados conscientemente pelo mago para executar tarefas específicas.

    Os elementais atuam no plano mental como servidores da vontade do mago.

    O mago pode criar quantos elementais forem necessários para suas finalidades.

    Os elementais podem atuar tanto sobre o próprio praticante quanto sobre outras pessoas.

    O verdadeiro mago deve empregar os elementais exclusivamente para fins éticos e altruístas.

    Os seres elementais podem atuar como executores da vontade do mago por intermédio dos elementos.

    Os seres elementais realizam influências de acordo com o elemento ao qual pertencem.

    Os elementais podem ser vinculados a objetos para executar uma finalidade previamente determinada.

    Os elementais são ativados por palavras, gestos ou rituais previamente estabelecidos.

    Os elementais permanecem associados ao objeto até cumprirem a função para a qual foram criados.

    Os elementais são mais adequados para operações nos planos astral e material.

    ELEMENTARES

    Os elementares são seres criados consciente ou inconscientemente pelo homem por meio de pensamentos intensos e repetidos.

    O ser elementar atua apenas na esfera mental, pois ainda não possui densidade suficiente para formar um invólucro astral.

    O elementar possui uma porção de consciência e um impulso de autopreservação.

    O elementar pode ter o mesmo formato de uma forma-pensamento.

    O iniciado cria, mantém e utiliza os seres elementares para diversas finalidades.

    Os elementos podem ser condensados em diferentes formas geométricas além da esfera.

    O treinamento deve iniciar com formas simples antes de avançar para formas mais complexas.

    O domínio consiste em condensar qualquer elemento em qualquer forma escolhida e projetá-lo para o exterior.

    Os elementares são criados pela projeção consciente dos elementos.

    Os elementares podem atuar nos planos mental, astral e material.

    Os elementares possuem ação mais estável e penetrante do que as simples formas mentais.

    Os elementares são instrumentos que executam fielmente a vontade de seu criador.

    Os elementares obedecem à intenção que lhes deu origem, sem distinguir entre o bem e o mal.

    A criação de elementares concede ao mago um poderoso instrumento de realização.

    O mago é integralmente responsável por todas as ações realizadas por seus elementares.

    A evolução ética deve orientar toda criação de elementares.

    O conhecimento da criação de elementares exige responsabilidade proporcional ao poder que concede.

    Os elementares devem ser criados para uma única finalidade específica.

    Os elementares executam com precisão apenas a função para a qual foram criados.

    Os elementares devem estar em harmonia com a analogia dos elementos.

    A forma dos elementares pode ser livremente escolhida pela imaginação do mago.

    Os elementares não devem assumir a forma de pessoas vivas ou falecidas conhecidas pelo mago.

    Os elementares podem estabelecer vínculos prejudiciais quando criados de forma imprudente.

    Os elementares devem receber nomes exclusivos para evitar confusão e interferência externa.

    O conhecimento sobre os elementares deve permanecer reservado ao seu criador.

    A força dos elementares depende da intensidade da vontade empregada em sua criação.

    Os elementares podem atuar de forma visível ou invisível conforme a vontade do mago.

    Os elementares devem ter seu tempo de existência definido desde a criação.

    Os elementares devem ser dissolvidos imediatamente após cumprirem sua finalidade.

    A negligência na dissolução dos elementares favorece sua independência.

    Os elementares independentes podem tornar-se vampiros espirituais.

    O mago é responsável pelas consequências produzidas pelos elementares que cria.

    A possibilidade de dissolução mantém os elementares obedientes ao seu criador.

    Os elementares tendem a desenvolver apego ao mago quando permanecem ativos por muito tempo.

    Os elementares não devem permanecer em atividade além do necessário.

    Os elementares destinados ao próprio mago podem ser criados pela projeção dos elementos do próprio corpo.

    Os elementares destinados a outras pessoas devem ser criados pela projeção dos elementos extraídos diretamente do Universo.

    Os elementares podem permanecer vinculados a qualquer local determinado pelo mago.

    Os elementares devem ser mantidos afastados de locais frequentados por outras pessoas.

    Os elementares devem possuir um método de chamada definido desde sua criação.

    A criação de elementares é apenas uma das aplicações da magia prática.

    Os elementares devem ser utilizados como instrumentos para auxiliar a si mesmo ou aos outros com responsabilidade.

    Os elementares podem ser criados pela projeção de um ou de vários elementos.

    Os elementares podem ser gerados a partir de uma forma pré-existente ou de uma forma criada durante sua geração.

    Os elementares devem receber apenas o elemento correspondente à finalidade para a qual foram criados.

    Os elementares fortalecem-se pelo represamento sucessivo da energia elementar.

    Os elementares devem ser impregnados com um objetivo claramente definido antes de serem enviados à sua missão.

    Os elementares só adquirem identidade completa quando recebem um nome.

    Os elementares devem ter seu tempo de atuação determinado no momento da criação.

    Os elementares devem receber a ordem de retornar ao seu ponto de origem após concluírem sua missão.

    Os elementares atuam sem estarem limitados pelo tempo ou pelo espaço.

    Os elementares executam suas tarefas com maior eficácia quando o mago elimina qualquer dúvida quanto ao resultado.

    Os elementares trabalham com maior liberdade quando o mago rompe conscientemente o vínculo mental após enviá-los.

    Os elementares não devem permanecer ligados ao pensamento contínuo de seu criador durante a execução da missão.

    Os elementares podem ser reforçados sempre que sua carga inicial for insuficiente para cumprir a tarefa.

    Os elementares têm sua eficácia determinada pela maturidade espiritual, pela vontade, pela convicção e pela fé do mago.

    Os elementares simples são mais adequados para tarefas específicas e bem delimitadas.

    Os elementares podem atuar nos planos mental, astral e material.

    Os elementares podem ser criados sem suporte material por meio de formas mentais.

    Os elementares podem ser posicionados em qualquer local compatível com sua finalidade.

    Os elementares podem ser utilizados tanto para fins benéficos quanto para fins maléficos.

    Os elementares devem ser empregados de acordo com princípios éticos.

    Os elementares podem ser vinculados permanentemente a uma forma física preparada para esse fim.

    Os elementares tornam-se mais estáveis quando sua forma física é construída segundo os princípios da magia.

    Os elementares destinados ao próprio mago podem ser ligados à sua própria essência vital.

    Os elementares destinados a outras pessoas não devem ser ligados à essência vital do mago.

    Os elementares estabelecem vínculos reais com a substância utilizada em sua criação.

    Os elementares podem transmitir influências através do vínculo estabelecido com sua forma.

    Os elementares devem receber um nome antes de serem plenamente animados.

    Os elementares adquirem vitalidade por meio da vontade, da respiração e da imaginação do mago.

    Os elementares podem ser estruturados pela distribuição consciente dos elementos em sua forma.

    Os elementares devem receber cada elemento em sua região correspondente segundo a analogia hermética.

    Os elementares tornam-se mais completos quando todos os elementos são harmoniosamente integrados à sua estrutura.

    Os elementares tornam-se completos quando recebem corpos material, astral e mental.

    Os elementares permanecem ligados à sua forma física por um vínculo invisível.

    Os elementares devem retornar à sua forma original após concluírem sua missão.

    Os elementares adquirem as qualidades de seu corpo mental conforme a intenção de seu criador.

    Os elementares podem receber vontade, intelecto, percepção e consciência de acordo com o propósito para o qual foram criados.

    Os elementares são vivificados pela projeção consciente da luz.

    Os elementares recebem vida pela união da vontade, da imaginação e da palavra.

    Os elementares devem permanecer protegidos contra o contato de pessoas estranhas.

    Os elementares podem assumir qualquer tamanho necessário ao cumprimento de sua finalidade.

    Os elementares podem assumir qualquer aparência compatível com a missão que lhes foi atribuída.

    Os elementares devem atuar livres das limitações do tempo, do espaço e da matéria.

    Os elementares tornam-se mais eficientes quando sua atuação é associada a um ritual constante.

    Os elementares podem adquirir densidade suficiente para se tornarem perceptíveis no plano físico.

    Os elementares devem atuar preferencialmente de forma invisível.

    Os elementares devem receber sua finalidade definitiva no momento da criação.

    Os elementares não devem exercer vontade própria sobre os assuntos do mago.

    Os elementares devem permanecer integralmente subordinados à autoridade de seu criador.

    O domínio sobre a forma física dos elementares representa o domínio sobre sua existência.

    Os elementares devem ser isolados de influências externas quando não estiverem em atividade.

    Os elementares tornam-se vulneráveis quando separados de sua forma física.

    Os elementares devem ser tratados segundo as mesmas leis que regem sua criação.

    Os elementares nunca devem ser destruídos de forma brusca.

    A dissolução dos elementares deve ocorrer de maneira gradual e consciente.

    A destruição imprudente de um elementar pode produzir um revés mágico sobre o próprio criador.

    Os elementares não devem adquirir poder superior ao domínio exercido pelo mago.

    A prudência é indispensável no trabalho com elementares.

    A responsabilidade preserva o mago dos efeitos produzidos por suas próprias criações.

    Os elementares devem ser dissolvidos pela separação ordenada de seus corpos mental, astral e material.

    Os elementos que compõem os elementares devem ser devolvidos ao seu estado universal durante a dissolução.

    Os elementares fortemente adensados exigem métodos especiais para sua dissolução segura.

    A força liberada na dissolução dos elementares deve ser absorvida e neutralizada para evitar prejuízos ao mago.

    Os resíduos físicos dos elementares devem ser definitivamente destruídos após sua dissolução.

    O domínio sobre a criação dos elementares exige igual domínio sobre sua destruição.

    A magia deve ser praticada em conformidade com as leis da natureza e do espírito.

    O caráter ético do mago determina o uso benéfico do poder adquirido.

    Os elementares devem ter seu nascimento e sua dissolução definidos no momento da criação.

    Os elementares exigem planejamento completo antes de serem gerados.

    Os elementares devem permanecer integralmente subordinados à autoridade de seu criador.

    Os elementares devem ser dissolvidos no momento previamente determinado, independentemente do vínculo criado com eles.

    Os elementares sem tempo de existência definido podem permanecer ativos mesmo após a morte de seu criador.

    Os elementares abandonados podem transformar-se em vampiros espirituais ou outras entidades perturbadoras.

    Os elementares continuam vinculando karmicamente seu criador às consequências de suas ações.

    Os elementares podem ser criados em qualquer quantidade necessária aos objetivos do mago.

    Os elementares podem especializar-se em diferentes funções conforme sua criação.

    Os elementares devem possuir missão, forma, nome, tempo de vida, método de chamada e local de permanência previamente definidos.

    Os elementares podem ser vinculados a símbolos, talismãs, pentáculos ou outras formas de ancoragem.

    Os elementares podem ser condensados e ancorados por meio de símbolos mágicos específicos.

    Os elementares podem ser projetados diretamente sobre um símbolo preparado para sua geração.

    Os elementares recebem sua força vital pela projeção concentrada do elemento correspondente.

    Os elementares fortalecem-se pela compressão e pelo represamento consciente da energia elementar.

    Os elementares fortalecem-se pelo represamento repetido da energia elementar.

    Os elementares aumentam sua capacidade de ação à medida que recebem novos carregamentos.

    Os elementares podem ser armazenados e reativados sempre que necessário.

    Os elementares devem ser fortalecidos progressivamente até atingirem sua forma definitiva.

    Os elementares podem ser moldados pela imaginação conforme a forma previamente escolhida.

    Os elementares tornam-se mais eficazes quanto maior for a intensidade de seu carregamento.

    Os elementares devem desempenhar apenas uma função específica.

    Os elementares podem ser criados a partir de qualquer elemento ou da combinação harmoniosa dos quatro elementos.

    Os elementares podem ser gerados diretamente em sua forma definitiva quando a imaginação do mago é suficientemente desenvolvida.

    ELEMENTOS

    Tudo o que foi criado, o macrocosmo e o microcosmo, formou-se através dos elementos.

    O Universo todo iguala-se ao mecanismo de um relógio, com engrenagens mutuamente dependentes.

    Até mesmo o conceito da divindade pode ser classificado, em certos aspectos, de modo análogo aos elementos.

    O domínio dos elementos é o primeiro ato da iniciação.

    O princípio do fogo manifesta-se como vontade.

    O princípio do ar manifesta-se como intelecto.

    O princípio da água manifesta-se como vida e sentimento.

    O princípio da terra manifesta-se na consciência do "eu".

    O princípio do Akasha, em seu aspecto mais elevado, manifesta-se como fé e, em seu aspecto mais baixo, como impulso de autopreservação.

    Os elementos determinam quais faculdades do espírito precisam ser fortalecidas.

    Os exercícios devem ser escolhidos de acordo com o elemento predominante no espírito.

    O fortalecimento dos elementos conduz ao equilíbrio espiritual.

    O equilíbrio dos elementos favorece a manifestação natural do princípio do Akasha.

    O elemento terra representa estabilidade, estrutura e condensação.

    O elemento terra está relacionado às forças de formação e manifestação material.

    O elemento terra simboliza aquilo que dá forma e sustentação às manifestações da natureza.

    O elemento terra está associado ao reino dos gnomos e dos espíritos terrestres.

    O elemento terra exige domínio interior para que o praticante não seja influenciado excessivamente por suas características.


    O elemento água representa movimento, adaptação e transformação.

    O elemento água está relacionado à sensibilidade, receptividade e fluidez.

    O elemento água simboliza as forças de dissolução e renovação da natureza.

    O elemento água está associado ao reino das ninfas e dos espíritos aquáticos.

    O elemento água exige equilíbrio para que sua natureza mutável permaneça sob domínio consciente.

    O elemento ar representa movimento, comunicação e expansão.

    O elemento ar está relacionado às forças sutis da mente e da percepção.

    O elemento ar permite a aproximação com os espíritos do ar através da sintonia consciente.

    O elemento ar exige domínio interior para que sua natureza móvel não gere dispersão.


    O elemento fogo representa força, energia, transformação e vontade.

    O elemento fogo está relacionado ao princípio ativo e criador dentro da tradição hermética.

    O elemento fogo exige domínio consciente para que sua força não se transforme em impulso descontrolado.

    O elemento fogo está relacionado aos espíritos do fogo e às suas manifestações.

    O elemento fogo representa a última etapa do conhecimento dos reinos elementais descritos no grau.


    O elemento terra representa estabilidade, condensação e manifestação no plano material.

    O elemento terra é associado aos seres que habitam o reino terrestre.

    O elemento terra transmite conhecimentos relacionados às forças materiais da natureza.

    O elemento terra pode ser compreendido através da experiência direta com seus seres correspondentes.


    O elemento água representa as forças relacionadas à fluidez, adaptação e sensibilidade.

    O elemento água manifesta seus conhecimentos através dos seres aquáticos correspondentes.

    O elemento água permite ao mago compreender as leis sutis da natureza aquática.


    O elemento ar representa movimento, leveza e expansão.

    O elemento ar manifesta suas características através dos seres correspondentes ao seu reino.

    O elemento ar proporciona conhecimentos relacionados às forças sutis e ao movimento das energias.


    O elemento fogo representa força, transformação e energia ativa.

    O elemento fogo manifesta sua sabedoria através dos seres ligados ao seu princípio.

    O elemento fogo transmite conhecimentos relacionados à vontade e à transformação.


    O elemento terra simboliza a força da materialização e da densidade.

    A terra representa a estabilidade necessária para manifestar ideias no plano físico.

    O domínio da terra simboliza resistência, firmeza e permanência.

    A condensação da terra representa a aproximação entre espírito e matéria.


    A água representa a capacidade de adaptação diante das circunstâncias.

    O elemento água simboliza proteção, regeneração e equilíbrio.

    A água representa a força que harmoniza e suaviza as influências externas.

    O domínio da água simboliza controle sobre as emoções e os fluxos internos.


    O fogo representa transformação, energia e manifestação da vontade.

    O elemento fogo simboliza a força criadora e destruidora da natureza.

    O domínio do fogo representa o controle sobre a intensidade das forças internas.

    O fogo simboliza purificação e renovação através da transformação.


    O ar representa movimento, expansão e liberdade.

    O elemento ar simboliza a leveza e a elevação da consciência.

    O domínio do ar representa controle sobre o movimento das energias sutis.

    O ar conecta diferentes manifestações através da circulação.


    O domínio dos elementos começa pelo domínio das próprias forças internas.

    O equilíbrio dos elementos internos reflete equilíbrio com as forças externas.

    O homem reúne em si as forças da terra, água, ar e fogo.

    A consciência é o ponto de união entre os elementos e o princípio divino.


    Os elementos representam princípios fundamentais da manifestação universal.

    A terra manifesta estabilidade e condensação.

    A água manifesta fluidez e adaptação.

    O ar manifesta movimento e expansão.

    O fogo manifesta transformação e energia.

    O domínio dos elementos simboliza o domínio das forças internas.


    O domínio dos elementos representa a capacidade de harmonizar forças da natureza.

    Os elementos simbolizam diferentes formas de manifestação da energia universal.

    A prática elemental busca transformar forças sutis em manifestações perceptíveis.

    O elemento terra representa condensação, estabilidade e manifestação física.

    O elemento água representa adaptação, proteção e equilíbrio das forças.

    O elemento fogo representa transformação, força e poder de ação.

    O elemento ar representa movimento, expansão e liberdade.


    ELETRO-MAGICUM

    O Elektro-Magicum é um condensador fluídico sólido composto pela união dos metais planetários.

    O Elektro-Magicum concentra as analogias dos metais para ampliar a acumulação de energias sutis.

    O Elektro-Magicum destina-se à fabricação de instrumentos mágicos de elevada capacidade energética.

    ELEVAÇÃO

    A elevação do espírito representa a passagem consciente para esferas superiores de existência.

    A elevação do espírito ocorre através da concentração e da vontade dirigida.

    A elevação do espírito permite ao mago afastar-se da percepção limitada do mundo material.

    A elevação do espírito possibilita o contato com planos mais elevados de consciência.

    A elevação do espírito representa uma etapa avançada do desenvolvimento mágico.


    ELIXIRES

    Os elixires da vida são condensadores fluídicos especialmente elaborados.

    Os elixires atuam simultaneamente sobre os corpos mental, astral e físico.

    Os elixires são preparados segundo a correspondência entre os elementos e os três planos do ser humano.

    Os elixires unem propriedades regeneradoras e capacidade de acumulação energética.

    Os elixires fortalecem tanto a vitalidade quanto a ação mágica sobre o praticante.

    ENFERMIDADE

    Quando a perturbação dos elementos se torna visível, ela deixa de ser uma desarmonia e passa a ser uma enfermidade.

    Todo método de cura busca recompor a harmonia dos elementos, restaurando a saúde e o ritmo normal do corpo.

    ENVIO

    O elemental deve ser enviado diretamente ao plano correspondente à sua atuação.

    O envio do elemental deve ser acompanhado pelo desligamento consciente do mago.

    Após o envio, o mago deve evitar pensar continuamente no elemental.

    Quanto mais independente do pensamento do mago, mais eficaz será a atuação do elemental.

    EQUILÍBRIO

    A falta da matéria desencadeadora de qualquer elemento afeta imediatamente as funções correspondentes do corpo.

    Quando o efeito do elemento fogo se intensifica, sentimos sede; no do ar, fome; no da água, frio; e no da terra, cansaço.

    Toda saturação dos elementos no corpo provoca reações intensificadas.

    Corpo, alma e espírito devem ser instruídos simultaneamente para que o equilíbrio mágico seja mantido.

    Uma instrução unilateral compromete o desenvolvimento mágico.

    O equilíbrio dos elementos na alma é indispensável para o progresso e a evolução mágica.

    Os espelhos branco e negro revelam as forças elementares predominantes do caráter.

    O praticante deve identificar os elementos predominantes tanto em suas qualidades quanto em seus defeitos.

    A compensação dos elementos no corpo astral deve ser alcançada antes de qualquer progresso nos graus seguintes.

    Antes de prosseguir na instrução da alma, o praticante deve certificar-se de que alcançou o equilíbrio astral dos elementos.

    O equilíbrio astral é verificado por meio da introspecção e do autodomínio.

    Mesmo após alcançar o equilíbrio dos elementos, o aperfeiçoamento do caráter deve prosseguir continuamente.

    Somente após estabelecer o equilíbrio astral o praticante deve iniciar o trabalho consciente com os elementos no corpo astral.

    O equilíbrio espiritual é alcançado fortalecendo conscientemente as faculdades menos desenvolvidas.

    Os exercícios devem ser escolhidos de acordo com o elemento que necessita de fortalecimento.

    O desenvolvimento harmonioso exige que vontade, intelecto, sensação e consciência evoluam em igual medida.

    O equilíbrio dos elementos determina a qualidade da concentração mágica.

    Cada dificuldade de concentração revela o elemento que ainda necessita de aperfeiçoamento.

    O equilíbrio manifesta-se quando todas as formas de concentração possuem a mesma estabilidade.

    Nenhuma modalidade de concentração deve prevalecer sobre as demais.

    O aperfeiçoamento contínuo da concentração fortalece toda a prática mágica posterior.

    O equilíbrio entre corpo, alma e espírito é indispensável para a prática segura do êxtase.

    O equilíbrio físico fortalece a estabilidade das matrizes durante as operações espirituais.

    O equilíbrio depende de uma respiração consciente e de uma alimentação adequada.

    O equilíbrio protege o praticante contra desarmonias provocadas por exercícios espirituais inadequados.

    O equilíbrio torna incompatíveis os excessos ascéticos que enfraquecem o corpo durante o desenvolvimento mágico.

    O equilíbrio entre corpo, alma e espírito elimina a necessidade de práticas ascéticas extremas.

    O equilíbrio protege o praticante contra desarmonias durante os exercícios de êxtase.

    O equilíbrio depende do desenvolvimento simultâneo e harmonioso das três instâncias da existência.

    O equilíbrio emocional é indispensável para o uso seguro do corpo astral.

    O equilíbrio impede que as experiências nos planos sutis afastem o praticante de seus deveres no plano físico.

    ERROS

    Os erros devem ser reconhecidos, mas não cultivados.

    O arrependimento permanente alimenta pensamentos negativos.

    O aprendizado verdadeiro consiste em não repetir os próprios erros.

    ESCRITA

    A escrita mediúnica deve ser realizada após a preparação mágica da mão e da entrada consciente em transe.

    O praticante deve solicitar conscientemente ao espírito comunicante que utilize sua mão para escrever.

    Os primeiros resultados costumam ser imperfeitos, aperfeiçoando-se com a prática contínua.

    A perseverança conduz ao desenvolvimento gradual da escrita mediúnica.

    ESFERAS

    O plano material está ligado ao tempo e ao espaço.

    O plano astral está ligado ao espaço.

    O plano mental é isento de espaço e de tempo.

    Quanto mais madura e espiritualizada a pessoa, mais rápidos se tornam os seus pensamentos.

    O elemento represado pode ser condensado em uma esfera fora do corpo.

    A esfera deve ser formada com intensa concentração, densidade e estabilidade.

    Cada elemento deve ser visualizado segundo sua natureza correspondente.

    A esfera elementar deve permanecer estável na imaginação durante o maior tempo possível.

    Após o exercício, a esfera deve ser conscientemente dissolvida no Universo.

    As esferas elementares constituem planos reais de existência acessíveis ao praticante preparado.

    As esferas elementares são habitadas por inteligências correspondentes aos quatro elementos.

    As esferas elementares tornam-se acessíveis por meio da atuação consciente do corpo mental.

    As esferas elementares somente podem ser conhecidas diretamente pela experiência prática.

    As esferas elementares permanecem ocultas aos sentidos não desenvolvidos espiritualmente.

    As esferas elementares revelam-se conforme o aperfeiçoamento da percepção interior.

    As esferas elementares ampliam a compreensão da realidade além do plano físico.

    As esferas superiores são regiões de consciência além do plano material denso.

    As esferas superiores podem ser exploradas pelo mago através da projeção consciente do espírito.

    As esferas superiores são acessadas conforme o desenvolvimento e a capacidade espiritual do praticante.

    As esferas superiores podem ser exploradas com auxílio do espírito protetor ou de forma independente.

    As esferas superiores representam novos campos de conhecimento e experiência espiritual.

    A Lua representa a primeira esfera de ascensão dentro da árvore cabalística da vida.

    Mercúrio manifesta o princípio da inteligência, comunicação e conhecimento.

    Vênus expressa as forças da harmonia, beleza e atração.

    O Sol representa a consciência central, iluminação e força espiritual.

    Marte simboliza energia, ação e poder de realização.

    Júpiter manifesta expansão, sabedoria e ordem superior.

    Saturno representa limite, estrutura, maturidade e domínio das leis universais.

    As esferas planetárias revelam diferentes manifestações da inteligência cósmica.

    O conhecimento das esferas conduz ao entendimento das leis que regem o Universo.


    ESPECTROS

    Os espectros são criações da fantasia que adquirem forma definida na esfera mental.

    A repetição da mesma imagem fortalece, anima e adensa os espectros.

    Os espectros podem exercer influência nos planos mental, astral e material.

    A atenção e a crença concedidas aos espectros ampliam seu poder sobre a própria mente.

    Os espectros podem levar a vítima a confundir suas próprias criações com a realidade.

    Os espectros procuram manter a vítima presa às imagens que os alimentam.

    Um espectro enfraquece quando a mente deixa de sustentá-lo.

    O espectro erótico nasce da imaginação alimentada por desejos sexuais insatisfeitos.

    O espectro erótico fortalece-se à medida que a paixão permanece sem satisfação.

    A ansiedade e a constante evocação da imagem intensificam o poder do espectro erótico.

    Os espectros podem dominar a vontade quando são alimentados continuamente.

    O conhecimento sobre os espectros não deve servir de estímulo para criá-los deliberadamente.

    O amor consciente protege o mago da influência dos próprios espectros.

    ESPELHO

    Os defeitos devem ser atribuídos aos quatro elementos conforme sua natureza.

    Ao elemento fogo pertencem defeitos como irritação, ódio, ciúme, vingança e ira.

    Ao elemento ar pertencem defeitos como leviandade, fanfarronice, supervalorização do ego, bisbilhotice e esbanjamento.

    Ao elemento água pertencem defeitos como indiferença, fleumatismo, frieza de sentimentos, transigência, negligência, timidez, teimosia e inconstância.

    Ao elemento terra pertencem defeitos como susceptibilidade, preguiça, falta de consciência, lentidão, melancolia e falta de regularidade.

    Cada defeito deve ser classificado conforme sua intensidade: os mais fortes, os intermediários e os mais fracos.

    As qualidades também devem ser atribuídas aos quatro elementos e classificadas conforme sua intensidade.

    Ao elemento fogo pertencem qualidades como atividade, entusiasmo, determinação, ousadia e coragem.

    Ao elemento ar pertencem qualidades como esforço, alegria, agilidade, bondade, prazer e otimismo.

    Ao elemento água pertencem qualidades como sensatez, sobriedade, fervor, compaixão, serenidade, perdão e ternura.

    Ao elemento terra pertencem qualidades como atenção, perseverança, escrupulosidade, sistematização, sobriedade, pontualidade e senso de responsabilidade.

    O espelho negro reúne as características inferiores da alma, e o espelho branco reúne os traços nobres do caráter.

    Os espelhos mágicos devem ser elaborados com absoluta precisão e permanecer exclusivamente sob os cuidados de seu proprietário.

    Novas qualidades e defeitos descobertos durante a evolução devem ser acrescentados aos espelhos correspondentes.

    Os espelhos mágicos permitem reconhecer qual elemento predomina na alma, constituindo a base para alcançar o equilíbrio mágico e orientar toda a evolução posterior.

    Os espelhos mágicos ampliam a manifestação e a percepção das forças sutis.

    Os espelhos mágicos tornam-se mais eficazes quando associados a condensadores fluídicos.

    Os espelhos mágicos podem ser planos ou côncavos conforme sua finalidade.

    Os espelhos mágicos podem ser preparados com condensadores fluídicos líquidos, sólidos ou pela combinação de ambos.

    Os espelhos mágicos dependem da qualidade do condensador para intensificar sua capacidade operativa.

    Os espelhos mágicos podem ser construídos com diferentes materiais sem perder sua função mágica, desde que respeitem as correspondências energéticas.

    Os espelhos mágicos exigem uma preparação cuidadosa para servirem como instrumentos confiáveis da prática mágica.

    Os espelhos mágicos preparados com condensadores fluídicos líquidos e sólidos possuem maior eficácia operativa.

    Os espelhos mágicos de argila ou gesso unem simultaneamente as propriedades dos condensadores líquidos e sólidos.

    Os espelhos mágicos aumentam sua capacidade conforme a qualidade e a combinação dos condensadores empregados.

    Os espelhos mágicos são instrumentos auxiliares da percepção e da operação mágica.

    Os espelhos mágicos não substituem o desenvolvimento espiritual do mago.

    Os espelhos mágicos ampliam capacidades já conquistadas pelo treinamento interior.

    Os espelhos mágicos podem ser preparados por meios ópticos ou por condensadores fluídicos.

    Os espelhos mágicos servem como apoio para operações de imaginação, concentração e projeção.

    Os espelhos mágicos funcionam como portais entre diferentes planos de manifestação.

    Os espelhos mágicos permitem estabelecer contato com pessoas, entidades e diferentes formas de energia.

    Os espelhos mágicos podem transmitir, receber, acumular e irradiar energias.

    Os espelhos mágicos podem ser empregados para proteção contra influências indesejadas.

    Os espelhos mágicos podem ser utilizados para influenciar pessoas, ambientes e objetos.

    Os espelhos mágicos podem ser utilizados para projeções, pesquisas e observações além das limitações do tempo e do espaço.

    Os espelhos mágicos exigem domínio prévio da imaginação para serem utilizados corretamente.

    Os espelhos mágicos devem refletir apenas as imagens conscientemente projetadas pelo mago.

    Os espelhos mágicos fortalecem a precisão da visão por meio do treinamento progressivo da imaginação.

    Os espelhos mágicos desenvolvem a nitidez das percepções quando utilizados de forma disciplinada.

    Os espelhos mágicos não devem ser utilizados para aceitar passivamente imagens espontâneas.

    Os espelhos mágicos podem apresentar imagens oriundas do subconsciente que não devem ser tomadas como conhecimento verdadeiro.

    Os espelhos mágicos exigem discernimento para distinguir projeções conscientes de manifestações involuntárias.

    Os espelhos mágicos tornam-se mais eficazes à medida que aumenta a capacidade de imaginação do mago.

    Os espelhos mágicos podem ser carregados conscientemente com elementos, Akasha, luz e fluidos universais.

    Os espelhos mágicos devem permitir tanto a acumulação quanto a dissolução consciente das energias projetadas.

    Os espelhos mágicos preparados pelo carregamento consciente tornam-se aptos para operações mágicas mais avançadas.

    Os espelhos mágicos podem servir como portais conscientes entre diferentes planos de existência.

    Os espelhos mágicos permitem ao espírito projetar-se para outros planos por meio da imaginação consciente.

    Os espelhos mágicos exigem que a energia utilizada em seu carregamento corresponda ao plano que se deseja acessar.

    Os espelhos mágicos possibilitam o contato consciente com seres dos diversos planos de manifestação.

    Os espelhos mágicos permitem a exploração progressiva de planos mais elevados conforme o desenvolvimento espiritual do mago.

    Os espelhos mágicos conduzem a experiências proporcionais ao domínio dos elementos e ao aperfeiçoamento moral do praticante.

    Os espelhos mágicos eliminam gradualmente o temor da morte por meio da experiência consciente de outros planos.

    Os espelhos mágicos exigem afinidade entre a natureza do praticante e o plano que será visitado.

    Os espelhos mágicos permitem o contato com seres elementais quando carregados com o elemento correspondente.

    Os espelhos mágicos possibilitam o contato com esferas luminosas quando carregados com a energia da luz.

    Os espelhos mágicos permitem estabelecer contato direto com energias e entidades por meio de sua correspondência universal.

    Os espelhos mágicos facilitam a sintonia com entidades quando associados ao conhecimento de seus símbolos, características e nomes.

    Os espelhos mágicos podem ser utilizados como instrumentos de auto-influência consciente.

    Os espelhos mágicos potencializam a ação das energias e intenções previamente projetadas.

    Os espelhos mágicos podem irradiar continuamente a influência neles acumulada.

    Os espelhos mágicos permitem fortalecer qualidades, capacidades e estados interiores por meio de carregamentos específicos.

    Os espelhos mágicos podem direcionar sua influência ao subconsciente durante o sono.

    Os espelhos mágicos devem ser descarregados antes de receberem um novo carregamento energético.

    Os espelhos mágicos podem transmitir influências a outras pessoas por meio de energias extraídas diretamente do Universo.

    Os espelhos mágicos podem servir como instrumentos para operações de hipnose, estados mediúnicos e magnetização.

    Os espelhos mágicos podem atuar como emissores e receptores de informações sutis.

    Os espelhos mágicos permitem a transmissão e a recepção de pensamentos, imagens, palavras e sentimentos.

    Os espelhos mágicos utilizam o princípio do Akasha para superar as limitações de tempo e espaço.

    Os espelhos mágicos independem da distância física entre emissor e receptor.

    Os espelhos mágicos exigem sintonia consciente entre os praticantes para uma comunicação mais precisa.

    Os espelhos mágicos desenvolvem sua eficiência por meio da prática contínua da emissão e da recepção.

    Os espelhos mágicos permitem o aperfeiçoamento progressivo da transmissão de imagens, pensamentos, palavras e mensagens.

    Os espelhos mágicos desenvolvem a comunicação sutil por meio da prática contínua entre emissor e receptor.

    Os espelhos mágicos podem transmitir informações visuais e sonoras com crescente precisão.

    Os espelhos mágicos permitem a comunicação consciente independentemente da distância física entre os praticantes.

    Os espelhos mágicos utilizam o princípio do Akasha como meio de transmissão das mensagens.

    Os espelhos mágicos possibilitam a transmissão de sentimentos juntamente com pensamentos e imagens.

    Os espelhos mágicos podem captar comunicações realizadas por outros praticantes quando existe capacidade de sintonia.

    Os espelhos mágicos podem transmitir pensamentos a pessoas sem treinamento mágico.

    Os espelhos mágicos fazem com que a mensagem transmitida seja percebida como um pensamento próprio do receptor.

    Os espelhos mágicos permitem determinar o momento mais adequado para que uma mensagem seja recebida.

    Os espelhos mágicos conservam a mensagem ativa até que o receptor esteja apto a captá-la.

    Os espelhos mágicos liberam automaticamente a energia da mensagem após sua transmissão ser concluída.

    Os espelhos mágicos podem irradiar continuamente as energias neles acumuladas.

    Os espelhos mágicos permitem impregnar ambientes com influências previamente determinadas pela vontade do mago.

    Os espelhos mágicos podem direcionar suas irradiações a pessoas próximas ou distantes.

    Os espelhos mágicos potencializam tratamentos e operações de influência quando corretamente carregados.

    Os espelhos mágicos mantêm sua ação de forma contínua enquanto durar o carregamento estabelecido.

    Os espelhos mágicos podem ser programados para fortalecer continuamente a intensidade de sua irradiação.

    Os espelhos mágicos devem ser utilizados exclusivamente para finalidades construtivas e benéficas.

    Os espelhos mágicos podem proteger ambientes contra influências indesejadas por meio de carregamentos específicos.

    Os espelhos mágicos podem estabelecer isolamento energético por meio da impregnação com o princípio do Akasha.

    Os espelhos mágicos exigem que sua programação seja compatível com a finalidade da operação realizada.

    Os espelhos mágicos podem ser preparados para diferentes funções conforme o objetivo do praticante.

    Os espelhos mágicos permitem operar conscientemente com os fluidos elétrico, magnético e eletromagnético.

    Os espelhos mágicos podem projetar imagens, energias e seres de forma perceptível no plano físico.

    Os espelhos mágicos utilizam o elemento terra para adensar manifestações dos planos sutis.

    Os espelhos mágicos tornam as projeções mais perceptíveis conforme aumenta o adensamento do elemento terra.

    Os espelhos mágicos podem projetar pensamentos, elementares, elementais e seres de diferentes planos.

    Os espelhos mágicos permitem que pessoas sem treinamento mágico percebam manifestações projetadas.

    Os espelhos mágicos exigem a preparação do ambiente e da consciência para facilitar a manifestação de seres sutis.

    Os espelhos mágicos possibilitam a evocação visual de seres mediante sintonia com o plano correspondente.

    Os espelhos mágicos permitem registrar fotograficamente determinadas manifestações sutis quando estas são suficientemente adensadas.

    Os espelhos mágicos exigem correspondência entre o plano observado e o método utilizado para seu registro.

    Os espelhos mágicos podem revelar acontecimentos relacionados ao passado, ao presente e ao futuro.

    Os espelhos mágicos podem ser utilizados para observar acontecimentos em locais distantes.

    Os espelhos mágicos permitem distinguir entre os aspectos físico, astral e mental de uma mesma pessoa.

    Os espelhos mágicos revelam o estado anímico e o caráter por meio da percepção do corpo astral.

    Os espelhos mágicos permitem acompanhar a atividade mental de uma pessoa por meio da observação de seu corpo espiritual.

    Os espelhos mágicos exigem discernimento para diferenciar percepções autênticas de ilusões produzidas pela imaginação.

    Os espelhos mágicos desenvolvem sua precisão por meio da prática contínua e da verificação das percepções obtidas.

    Os espelhos mágicos podem ser utilizados para pesquisar acontecimentos registrados no princípio do Akasha.

    Os espelhos mágicos permitem observar o passado, o presente e as tendências futuras registradas no Akasha.

    Os espelhos mágicos revelam os acontecimentos de forma cada vez mais completa à medida que aumenta a habilidade do praticante.

    Os espelhos mágicos devem ser utilizados com responsabilidade ao investigar informações que envolvam o destino ou a vida de outras pessoas.

    Os espelhos mágicos não justificam o uso da clarividência por mera curiosidade.

    Os espelhos mágicos exigem respeito às leis superiores durante sua utilização.

    ESPIRITO

    Sem a atuação do espírito, o corpo astral não teria vida e se dissolveria em seus elementos componentes.

    O corpo astral torna-se o domicílio das diversas características do espírito imortal.

    O corpo e a alma são apenas o invólucro do espírito e, por isso, são passageiros.

    O espírito é a parte imortal do homem e sua imagem semelhante a Deus.

    Do princípio primordial mais elevado, o Akasha, surgiu o espírito, o "eu" espiritual.

    Todo praticante possui um espírito protetor destinado a orientá-lo em sua evolução.

    O espírito protetor inspira, protege e estimula o desenvolvimento espiritual do praticante.

    Quanto maior a dedicação ao aperfeiçoamento espiritual, maior tende a ser a aproximação do espírito protetor.

    O mago deve buscar estabelecer um contato consciente com seu espírito protetor.

    O espírito manifesta-se por meio da vontade, do intelecto, da sensibilidade e da consciência.

    A vontade corresponde ao elemento fogo.

    O intelecto corresponde ao elemento ar.

    A sensibilidade corresponde ao elemento água.

    A consciência corresponde ao elemento terra.

    O praticante deve distinguir claramente cada uma das funções do espírito.

    O espírito deve ser analisado segundo o predomínio de seus elementos.

    O equilíbrio do espírito depende da harmonia entre vontade, intelecto, sensação e consciência.

    O desenvolvimento do espírito exige fortalecer os elementos mais fracos sem permitir o predomínio dos mais fortes.

    O espírito da terra é uma consciência associada ao elemento terra.

    O espírito da terra representa uma manifestação da inteligência presente nas forças terrestres.

    O espírito da terra é apresentado como composto predominantemente pelo elemento correspondente à sua natureza.

    O espírito da terra possui características diferentes das do ser humano por sua constituição elemental específica.

    O espírito da terra está relacionado às forças de estabilidade, densidade e formação da natureza.

    O espírito da terra deve ser compreendido através da lei hermética da analogia entre homem e universo.

    O espírito da terra manifesta-se dentro do reino dos gnomos na tradição hermética.


    O espírito da água é uma consciência associada ao elemento água.

    O espírito da água representa as forças sutis presentes nos ambientes aquáticos.

    O espírito da água manifesta as características de fluidez, adaptação e transformação.

    O espírito da água exige sintonia consciente com o elemento correspondente para o contato dentro da visão hermética.

    O espírito da água é acessado através da preparação espiritual e da identificação com o elemento água.

    O espírito da água pode ser percebido gradualmente através da repetição e da concentração.

    O espírito da água representa uma inteligência vinculada ao movimento e à natureza emocional do elemento.


    O espírito da água é uma consciência associada ao elemento água.

    O espírito da água representa as forças de fluidez, adaptação e movimento presentes na natureza.

    O espírito da água possui conhecimentos relacionados às leis mágicas do elemento água.

    O espírito da água pode apresentar diferentes graus de inteligência e desenvolvimento.

    O espírito da água pode transmitir conhecimentos sobre a natureza aquática e seus mistérios.

    O espírito da água está relacionado ao aprendizado das forças emocionais e da sensibilidade.

    O espírito da água exige equilíbrio interior para que o praticante não seja dominado pela influência do elemento.


    O espírito do ar é uma consciência associada ao elemento ar dentro da tradição hermética.

    O espírito do ar representa as forças de movimento, leveza e expansão.

    O espírito do ar é descrito como mais esquivo ao contato humano do que os espíritos da água.

    O espírito do ar apresenta formas consideradas maravilhosas e sutis.

    O espírito do ar pode apresentar manifestações femininas ou masculinas.

    O espírito do ar possui um corpo descrito como etérico, flexível e delicado.

    O espírito do ar exige paciência e persistência para o estabelecimento de contato.

    O espírito do ar deve ser abordado respeitando a regra de não iniciar o diálogo nas primeiras experiências.

    O espírito do ar representa o aprendizado das leis e práticas mágicas relacionadas ao elemento ar.

    O espírito do ar simboliza inteligência, movimento e liberdade.


    O espírito do fogo é uma consciência associada ao elemento fogo dentro da tradição hermética.

    O espírito do fogo representa as forças de transformação, energia e manifestação ativa.

    O espírito do fogo possui características semelhantes ao ser humano, mas com particularidades próprias.

    O espírito do fogo é descrito como possuindo um rosto menor e um pescoço longo e fino.

    O espírito do fogo pode ser conhecido através da observação no espelho mágico dentro da prática hermética.

    O espírito do fogo exige que o mago se identifique imaginativamente com o elemento fogo para estabelecer contato.

    O espírito do fogo é associado às regiões de crateras e montanhas de fogo.

    O espírito do fogo apresenta constante movimento, semelhante às chamas de uma fogueira.

    O espírito do fogo deve ser abordado respeitando a regra de não falar primeiro.

    O espírito do fogo apresenta diferentes grupos de inteligência e desenvolvimento.

    O espírito do fogo mais elevado é descrito como possuindo uma forma mais semelhante à humana.

    O espírito do fogo pode transmitir conhecimentos relacionados à magia prática e às leis do elemento fogo.

    O espírito do fogo representa o domínio da energia, vontade e transformação.


    O espírito protetor é apresentado como uma consciência destinada a auxiliar o desenvolvimento espiritual do indivíduo.

    O espírito protetor é associado à orientação e supervisão do caminho evolutivo do mago.

    O espírito protetor pode ser reconhecido através da clarividência, do espelho mágico ou do estado de transe.

    O espírito protetor acompanha o desenvolvimento espiritual conforme a visão apresentada por Bardon.

    O espírito protetor atua como guia na evolução posterior do mago.


    ÉTICA

    O magnetizador que utiliza excessivamente sua própria energia vital pode comprometer gravemente a própria saúde.

    A transferência contínua da energia vital pessoal pode provocar esgotamento físico e nervoso.

    O magnetizador transmite ao paciente não apenas energia vital, mas também influências de sua própria esfera anímica.

    O caráter do magnetizador exerce influência direta sobre o tratamento realizado.

    O magnetizador pode absorver influências negativas do paciente quando utiliza sua própria energia vital.

    O método mais seguro consiste em captar a energia vital diretamente do Universo e transmiti-la ao paciente.

    Os tratamentos magnéticos geralmente exigem aplicações repetidas para manter seus efeitos.

    O mago deve irradiar energia vital dinâmica acompanhada da firme imaginação da recuperação progressiva do paciente.

    EVAPORAÇÃO

    A evaporação transmite a intenção do mago ao elemento ar por meio da dispersão consciente do vapor.

    A evaporação utiliza o vapor como veículo para difundir a influência ao plano sutil.

    A evaporação libera progressivamente a intenção à medida que o líquido se transforma em vapor.

    A evaporação pode condicionar a manifestação do efeito à assimilação do elemento ar pela respiração.

    ÊXTASE

    O êxtase consiste na separação consciente do corpo astral e do corpo físico.

    O êxtase difere da viagem mental e do transe realizados apenas pelo espírito.

    O êxtase permite ao corpo astral atuar em operações que exigem manifestação no plano material.

    O êxtase mantém os corpos unidos apenas pelo cordão vital durante a separação.

    O êxtase exige que o corpo físico permaneça absolutamente protegido contra interferências externas.

    O êxtase apresenta externamente as características de uma morte aparente.

    O êxtase suspende temporariamente as funções perceptíveis do corpo físico sem representar a morte real.

    O êxtase exige domínio completo das práticas preparatórias antes de ser realizado.

    O êxtase requer maior cautela do que a viagem mental devido à separação do corpo astral.

    O êxtase inicia-se pela separação consciente do corpo mental e pela posterior liberação do corpo astral.

    O êxtase depende da identificação consciente do espírito com o corpo astral.

    O êxtase exige o fortalecimento deliberado da ligação entre as matrizes mental e astral.

    O êxtase conduz temporariamente o corpo físico a um estado de letargia durante a separação.

    O êxtase encerra-se com o retorno consciente dos corpos mental e astral ao corpo físico.

    O êxtase reproduz conscientemente o processo natural da morte sem romper definitivamente o vínculo com o corpo físico.

    O êxtase aproxima o praticante da compreensão direta da transição entre a vida e a morte.

    O êxtase exige rigor na observância das medidas de segurança durante sua prática.

    O êxtase elimina o medo da morte por meio da experiência consciente da separação dos corpos.

    O êxtase permite conhecer antecipadamente o processo da própria transição após a morte.

    O êxtase possibilita o afastamento progressivo do corpo físico conforme aumenta a experiência do praticante.

    O êxtase fortalece-se pela prática gradual do afastamento consciente do corpo físico.

    O êxtase exige domínio sobre o medo e todas as reações emocionais provocadas pela separação dos corpos.

    O êxtase reduz progressivamente a atração exercida pelo corpo físico conforme aumenta a distância percorrida.

    O êxtase pode tornar o retorno ao corpo físico mais difícil após longas permanências em outros planos.

    O êxtase exige disciplina para impedir que o praticante rejeite voluntariamente o retorno ao corpo físico.

    EXTERIORIZAÇÃO

    O praticante deve aprender a separar mentalmente a mão espiritual da mão física.

    A mão espiritual deve ser percebida como um membro independente do corpo físico.

    A mão física deve ser considerada temporariamente pertencente ao princípio do Akasha.

    A exteriorização da mão prepara o praticante para o contato consciente com o invisível.

    A prática constante fortalece a capacidade de exteriorização consciente.

    A exteriorização representa a capacidade de separar partes específicas da consciência.

    A consciência pode expandir sua percepção além dos limites corporais.

    A visão e a audição espiritual representam extensões da percepção humana.

    O domínio da consciência permite explorar diferentes pontos sem deslocamento físico.

    A exteriorização simboliza a independência da percepção em relação ao corpo material.


    FANTASMAS

    Os fantasmas são formas vivas criadas pela imaginação em torno de pessoas falecidas.

    Os fantasmas são fortalecidos pela lembrança, pela devoção e pela constante evocação dos mortos.

    A atenção contínua prolonga a existência dos fantasmas.

    Os fantasmas podem manifestar-se como se fossem o próprio falecido.

    Os fantasmas podem adquirir instinto de conservação e alimentar-se da energia dos vivos.

    Nem toda manifestação atribuída a um falecido provém realmente de seu espírito.

    Os fantasmas podem ser confundidos com inteligências desencarnadas autênticas.

    O mago deve distinguir cuidadosamente um fantasma de uma verdadeira inteligência espiritual.

    A evocação consciente de inteligências pertence à magia e não à ação dos fantasmas.

    A fé e a confiança permitem ao indivíduo ligar-se aos reservatórios espirituais existentes no Akasha.

    As curas consideradas milagrosas decorrem da utilização dessas energias espirituais acumuladas.

    O verdadeiro mago explica esses fenômenos pelas leis universais.

    O mago não deve utilizar reservatórios espirituais alheios para obter benefícios pessoais.

    FENÔMENOS

    O domínio dos elementos permite produzir manifestações físicas por meio de sua condensação.

    O verdadeiro mago não deve dedicar sua prática à realização de demonstrações ou truques.

    O domínio dos elementos permite influenciar fenômenos naturais.

    O mago deve priorizar sua evolução espiritual acima da produção de fenômenos extraordinários.

    A natureza manifesta as forças dos elementos em constante equilíbrio.

    O domínio dos elementos representa a compreensão das forças naturais.

    Os fenômenos naturais são expressões das leis universais em movimento.

    A consciência pode buscar sintonia com os ritmos da natureza.

    O equilíbrio entre forças opostas mantém a harmonia dos ciclos naturais.


    FINALIDADE

    A paciência, a perseverança, a constância e a tenacidade são indispensáveis para dominar os exercícios de concentração.

    Os exercícios de concentração fortalecem simultaneamente a vontade, a capacidade de concentração e as faculdades intelectuais e espirituais.

    O treinamento desperta as capacidades mágicas do espírito.

    O domínio da concentração é indispensável como preparação para a transmissão do pensamento, a telepatia, a viagem mental, a clarividência, a visão à distância e outras faculdades superiores.

    Sem o domínio desses exercícios, o progresso mágico não pode ser alcançado.

    FLUIDO

    A explosão é inerente ao princípio do fogo e será definida como fluido elétrico.

    O princípio do fogo é ativo e latente em tudo o que foi criado, desde o menor grão de areia até as mais elevadas coisas visíveis e invisíveis.

    O elemento água deu origem ao fluido magnético.

    O fluido magnético e o fluido elétrico constituem as duas polaridades fundamentais da criação.

    Os fluidos elétrico e magnético formaram-se segundo as mesmas leis no corpo humano e na Terra.

    Os fluidos elétrico e magnético agem sobre tudo o que acontece de material na Terra.

    O fluido elétrico encontra-se no ponto central da Terra e o fluido magnético na sua superfície.

    O fluido magnético da superfície da Terra mantém agregado tudo o que é material ou composto.

    O elemento fogo produz no corpo o fluido elétrico, e o elemento água produz o fluido magnético.

    Os efeitos recíprocos dos quatro polos do fluido elétrico e magnético igualam-se a um magneto quadripolar, idêntico ao mistério do Tetragrammaton.

    O fluido eletromagnético no corpo humano, em sua irradiação para o exterior, é o magnetismo vital, chamado de Od.

    Quanto mais saudável e harmoniosamente se operar o efeito dos elementos no corpo, tanto mais forte e pura será a irradiação.

    Os fluidos elétrico e magnético produzem os compostos ácidos em todos os corpos orgânicos e inorgânicos.

    Na polaridade ativa, os fluidos são construtores; na negativa, são desagregadores, decompositores e destruidores.

    Os fluidos elétrico e magnético originam-se da polarização dos elementos primordiais.

    Os fluidos elétrico e magnético atuam simultaneamente nos planos mental, astral e material.

    Os fluidos elétrico e magnético participam da origem e da manifestação de todos os seres.

    O domínio dos fluidos elétrico e magnético amplia a capacidade de atuação em todas as esferas da existência.

    A eficácia dos fluidos depende da maturidade, da força e da direção consciente do mago.

    Os fluidos podem ser dominados por métodos indutivos e dedutivos.

    O fluido elétrico origina-se do princípio do fogo.

    O fluido elétrico é acumulado pela concentração consciente da luz ígnea universal.

    O fluido elétrico manifesta-se como expansão, pressão e intensa atividade energética.

    O fluido elétrico fortalece as qualidades ativas do espírito, da alma e do corpo.

    O fluido elétrico potencializa a vontade, a fé, a iniciativa e o domínio ativo dos elementos.

    O fluido elétrico deve ser descarregado conscientemente após cada acumulação.

    O fluido elétrico intensifica tanto as virtudes quanto os defeitos existentes no praticante.

    O fluido elétrico somente pode ser utilizado com segurança por quem alcançou equilíbrio mágico.

    O fluido magnético origina-se do princípio da água.

    O fluido magnético é acumulado pela absorção consciente da energia universal do elemento água.

    O fluido magnético manifesta-se como força de contração e atração.

    O fluido magnético deve ser dissolvido conscientemente após cada acumulação.

    O fluido magnético fortalece as capacidades receptivas e passivas da consciência.

    O fluido magnético potencializa a mediunidade, a sensitividade e as demais faculdades psíquicas correspondentes à sua natureza.

    O fluido elétrico pode ser produzido tanto pela indução quanto pela dedução da energia elementar.

    O fluido elétrico manifesta-se externamente pela expansão e pela irradiação da força acumulada.

    O fluido elétrico torna-se mais intenso conforme aumenta o represamento do elemento fogo.

    O fluido elétrico deve ser utilizado para finalidades nobres e elevadas.

    O fluido elétrico pode ser mantido conscientemente antes de ser devolvido ao Universo.

    O fluido magnético pode ser produzido tanto pela indução quanto pela dedução da energia elementar.

    O fluido magnético manifesta-se externamente como força de atração e contração.

    O fluido magnético torna-se mais intenso conforme aumenta o represamento do elemento água.

    O fluido magnético pode ser mantido conscientemente antes de ser devolvido ao Universo.

    O fluido eletromagnético resulta do domínio simultâneo dos fluidos elétrico e magnético.

    O fluido eletromagnético exige o domínio completo dos métodos indutivos e dedutivos.

    O fluido eletromagnético distribui o fluido elétrico na região superior do corpo e o fluido magnético na região inferior.

    O fluido eletromagnético concentra o fluido elétrico na mão direita e o fluido magnético na mão esquerda.

    O fluido eletromagnético transforma as mãos em instrumentos conscientes de transmissão das energias universais.

    O domínio do fluido eletromagnético confere autoridade sobre as duas polaridades fundamentais da natureza.

    O domínio do fluido eletromagnético amplia a capacidade de realizar operações em qualquer esfera da existência.

    O domínio do fluido eletromagnético deve ser empregado para beneficiar e servir à humanidade.

    O fluido eletromagnético representa a força de ligação e transmissão entre polos.

    O equilíbrio entre forças opostas cria um campo de manifestação.

    A polaridade gera movimento e comunicação entre diferentes planos.

    A energia direcionada pela vontade transforma intenção em manifestação.


    O fluido eletromagnético representa a interação entre forças opostas.

    A polaridade cria movimento e equilíbrio entre energias complementares.

    O fluido magnético simboliza atração e expansão.

    O fluido elétrico simboliza ação, emissão e força direcionadora.


    O fluido eletromagnético representa a interação entre forças complementares.

    A polaridade gera movimento e manifestação.

    O equilíbrio entre emissão e atração sustenta os processos naturais.

    A união das polaridades representa a harmonia das forças universais.


    FOGO

    O primeiro elemento que nasceu do Akasha é Tejas, o princípio do fogo.

    O princípio do fogo age em tudo o que foi criado.

    As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão.

    No começo da criação tudo era fogo e luz.

    A base da luz é o fogo.

    Ao princípio do fogo, por meio do fluido elétrico, cabe a atividade expansiva, construtora e ativa.

    FÓRMULAS

    As fórmulas mágicas representam a união entre palavra, intenção e energia.

    O som consciente pode funcionar como instrumento de direcionamento da força interior.

    Uma fórmula torna-se poderosa quando existe conexão entre significado, vontade e realização.

    O conhecimento verdadeiro está na compreensão da lei por trás da fórmula.


    GESTOS

    Cada ideia, pensamento ou desejo deve possuir um gesto ou ritual que lhe corresponda.

    O ritual deve ser criado intuitivamente conforme a natureza do objetivo desejado.

    O ritual pessoal deve permanecer secreto.

    Os dedos podem ser utilizados como símbolos dos elementos nas operações mágicas.

    Cada desejo importante deve ser ligado a um gesto ou ritual específico.

    GNOMOS

    Os gnomos são apresentados como seres associados ao elemento terra.

    Os gnomos simbolizam as forças ocultas relacionadas à matéria e à natureza terrestre.

    Os gnomos são descritos tradicionalmente como pequenos seres semelhantes aos duendes.

    Os gnomos apresentam características simbólicas como barba longa, capuzes e vestimentas simples.

    Os gnomos representam a inteligência operando dentro das forças terrestres.

    Os gnomos carregam simbolicamente uma lâmpada que representa orientação dentro das profundezas da terra.

    Os gnomos podem ser percebidos pelo praticante após o desenvolvimento da percepção espiritual.

    Os gnomos tornam-se mais nítidos conforme aumenta a adaptação ao plano elemental.


    O gnomo é um espírito associado ao elemento terra dentro da tradição hermética.

    O gnomo deve ser abordado com cautela durante os primeiros contatos com o reino dos espíritos da terra.

    O gnomo, segundo o ensinamento hermético, não deve ser procurado através de uma abordagem inicial direta pelo praticante.

    O gnomo deve estabelecer o primeiro contato nas experiências iniciais, enquanto o praticante mantém silêncio e observação.

    O gnomo representa uma prova de domínio da vontade, pois o mago deve controlar impulsos, curiosidade e desejo de interferência.

    O gnomo simboliza a necessidade de o praticante manter superioridade consciente diante do elemento terra.

    O gnomo representa uma força elemental que não deve dominar a consciência do mago.

    O gnomo pode simbolizar o perigo da identificação excessiva com um elemento quando falta equilíbrio interior.

    O gnomo, dentro da visão hermética, deve reconhecer a inteligência e força de vontade superior do mago para estabelecer uma relação equilibrada.

    O gnomo pode tornar-se um aliado e fonte de aprendizado quando o praticante demonstra domínio e equilíbrio.

    O gnomo é associado ao conhecimento oculto do reino da terra.

    O gnomo é relacionado ao conhecimento das propriedades das ervas e suas influências dentro da natureza.

    O gnomo é associado ao conhecimento mágico das pedras e minerais.

    O gnomo é relacionado aos mistérios existentes no interior da terra, como fontes subterrâneas, minérios e elementos ocultos da natureza.

    O gnomo é apresentado como conhecedor de práticas mágicas relacionadas ao elemento terra.

    O gnomo pode apresentar diferentes graus de inteligência e desenvolvimento dentro do reino elemental.

    O gnomo pode ser associado ao conhecimento da alquimia dentro da tradição hermética.

    O gnomo representa o aprendizado das forças de condensação, estabilidade e manifestação material.


    GRAVIDADE

    A gravidade representa uma força de ligação entre a consciência e a matéria.

    O domínio das forças de atração simboliza compreensão das leis naturais.

    A matéria responde às leis universais de equilíbrio e polaridade.

    GURU

    O guru representa um mestre espiritual responsável pela instrução posterior do mago.

    O guru assume a orientação do desenvolvimento após o estabelecimento do contato consciente.

    O guru transmite ensinamentos relacionados às etapas superiores da evolução espiritual.

    O guru orienta o mago na exploração de esferas mais elevadas.

    O guru representa uma ligação entre o praticante e conhecimentos espirituais superiores.


    HABITANTES

    O plano astral é habitado pelas pessoas que deixaram o mundo terreno.

    Cada ser habita o grau de densidade correspondente ao seu amadurecimento espiritual.

    Quanto mais perfeito, nobre e puro o ser, mais puro e sutil será o plano astral em que permanecerá.

    O corpo astral adapta-se ao grau de vibração do plano astral até tornar-se idêntico a ele.

    O plano mental é habitado pelos falecidos cujos corpos astrais já se dissolveram.

    Cada ser permanece na região da esfera mental correspondente ao seu grau de evolução.

    HARMONIZAÇÃO

    O carregamento simultâneo das regiões do corpo com seus elementos correspondentes harmoniza o ser humano com as leis universais.

    O represamento dos elementos nas regiões naturais do corpo intensifica essa harmonização.

    A prática restabelece rapidamente o equilíbrio quando surge qualquer desarmonia interior.

    A harmonia dos elementos produz uma profunda sensação de paz e felicidade.

    A harmonização elementar protege o praticante das influências negativas dos elementos.

    O equilíbrio mágico permite perceber os acontecimentos sob uma perspectiva universal e verdadeira.

    A harmonização dos elementos fortalece a resistência contra doenças e influências desfavoráveis.

    O equilíbrio dos elementos contribui para a purificação das auras mental e astral.

    A prática desperta as capacidades mágicas e amplia a intuição.

    A harmonização dos elementos refina os sentidos astrais e fortalece as capacidades intelectuais.

    HEIMARMENE

    O destino é apresentado como consequência das causas registradas no Akasha.

    A modificação do destino exige compreensão das leis que regem causa e efeito.

    Toda intervenção sobre o destino deve possuir finalidade elevada e justa.

    O domínio sobre as causas representa a capacidade de transformar caminhos futuros.


    O domínio do Akasha representa a superação das influências inconscientes do destino.

    A liberdade exige responsabilidade diante das leis superiores.

    O poder sem equilíbrio conduz ao isolamento espiritual.

    A Providência Divina representa a referência superior para o uso das capacidades adquiridas.


    HIPNOSE

    A hipnose representa a alteração temporária do estado consciente de uma pessoa.

    A hipnose atua através da influência sobre a percepção e a receptividade mental.

    A vontade é o elemento central que deve ser preservado no desenvolvimento mágico.

    O uso da hipnose exige responsabilidade e intenção elevada.

    A interferência sobre a consciência de outro ser deve ser evitada quando não houver finalidade justa.

    O domínio mágico busca a compreensão das forças, não a violação da individualidade.

    O verdadeiro mago evita utilizar capacidades superiores para curiosidade ou demonstração de poder.


    A hipnose em massa representa a influência coletiva através de uma sugestão compartilhada.

    A consciência coletiva pode ser direcionada por símbolos, palavras e imagens.

    O ambiente influencia o estado mental daqueles que nele permanecem.

    A sugestão coletiva demonstra o poder das ideias sobre a percepção humana.


    HOMEM

    O homem é a imagem verdadeira de Deus, portanto ele foi criado segundo o retrato do Universo.

    Tudo o que se encontra no Universo numa escala maior reflete-se no homem numa escala menor.

    O homem é definido como um microcosmo, em contraposição ao Universo como macrocosmo.

    No homem está refletida toda a natureza.

    O homem é apresentado como o ser mais completo entre as criaturas dentro da visão hermética.

    O homem é constituído pelos quatro elementos da natureza e por um quinto princípio, o princípio de Deus.

    O homem representa a união entre matéria, alma, espírito e princípio divino.

    O homem possui uma condição superior aos seres elementais por integrar diferentes forças em sua constituição.

    O homem é associado à imagem e semelhança de Deus dentro da interpretação apresentada.

    O homem possui a possibilidade de alcançar a imortalidade através do desenvolvimento espiritual.

    O homem pode aprender com os seres dos elementos e aplicar esse conhecimento no plano material.


    HUMILDADE

    Quanto maior o conhecimento, maior deve ser a humildade.

    A sabedoria verdadeira elimina orgulho e superioridade.

    O iniciado reconhece que todo conhecimento provém de uma fonte maior.


    IDEIAS

    Toda nova ideia, invenção ou criação é extraída do mundo das ideias.

    A capacidade de extrair novas ideias depende da postura e da maturidade do espírito.

    Os pensamentos abstratos possuem elementos puros e irradiações polares puras, pois derivam diretamente do mundo primordial das ideias.

    IMAGENS

    As imagens podem ser vitalizadas pela concentração contínua da força mental e espiritual.

    As imagens irradiam a energia que lhes é continuamente transmitida.

    As imagens podem acumular poder pela devoção e pela repetição das intenções dirigidas a elas.

    As imagens vitalizadas podem produzir efeitos sobre o corpo, a alma e o espírito.

    A vitalização das imagens pode ocorrer de forma inconsciente ou consciente.

    A vitalização consciente das imagens segue os mesmos princípios da criação de elementares.

    A vitalização consciente de imagens segue os mesmos princípios da criação de elementares.

    As imagens vitalizadas diferenciam-se pelo objetivo e pela natureza de sua irradiação.

    As imagens de pessoas vivas não devem ser vitalizadas.

    As imagens vitalizadas estabelecem vínculos reais com o ser que representam.

    As imagens não devem ser vitalizadas para estimular paixões ou desejos inferiores.

    A vitalização imprudente de imagens pode originar entidades parasitárias.

    As imagens podem receber corpos mental, astral e elemental por meio da imaginação disciplinada.

    As imagens podem receber vontade, intelecto, percepção e consciência conforme a intenção do mago.

    As imagens destinadas ao próprio mago podem ser carregadas pelos elementos projetados de seu próprio corpo.

    As imagens destinadas a outras pessoas devem ser carregadas pelos elementos extraídos diretamente do Universo.

    As imagens vitalizadas podem ser animadas pelos mesmos princípios empregados na geração de elementares.

    As imagens vitalizadas podem servir como ponto de manifestação de um elementar.

    As imagens vitalizadas podem tornar-se perceptíveis até mesmo para pessoas não iniciadas quando suficientemente adensadas.

    A vitalização de imagens deve permanecer em segredo para evitar seu uso indevido.

    As imagens podem ser vitalizadas independentemente de sua forma material.

    A criação de imagens vitalizadas exige domínio completo das etapas anteriores da prática mágica.

    IMAGINACAO

    A imaginação representa uma força criadora fundamental no desenvolvimento mágico.

    A imaginação transforma ideias em formas conscientes.

    A força imaginativa é o instrumento de manifestação da vontade.

    O domínio da imaginação representa o domínio da capacidade criadora interior.

    A imaginação é a ponte entre o pensamento e a realização.


    IMPREGNAÇÃO

    A energia vital acumulada pode ser irradiada para preencher completamente um ambiente.

    O praticante deve intensificar a energia vital até percebê-la como uma poderosa fonte de luz irradiando de seu corpo.

    A cada inspiração, a energia vital e sua irradiação tornam-se mais intensas e abrangentes.

    A energia vital é o veículo da imaginação, dos pensamentos, das ideias e dos desejos do mago.

    A imaginação plástica dirige a energia vital para produzir os efeitos desejados no ambiente.

    O ambiente pode ser impregnado para purificar influências astrais e mágicas negativas.

    O ambiente pode ser carregado para favorecer saúde, bem-estar, inspiração, sucesso e outros objetivos elevados.

    O mago pode impregnar um ambiente com forças de proteção que afastem influências indesejáveis.

    A energia vital pode ser conduzida diretamente do Universo ao ambiente, sem necessidade de represá-la previamente no corpo.

    A força da imaginação, unida à vontade, à fé e à convicção, não conhece limites de tempo nem de espaço.

    Um único ato de impregnação pode alcançar diversos ambientes, próximos ou distantes.

    Quanto mais puro e elevado for o propósito do praticante, maior será o alcance de sua atuação mágica.

    Um ambiente pode ser impregnado através da intenção e da concentração consciente.

    A energia de um local pode ser influenciada pelas qualidades projetadas pela consciência.

    O ambiente externo pode refletir estados internos da mente e da alma.

    A distância perde importância quando existe uma conexão estabelecida pelo Akasha.


    INFLUÊNCIA

    A influência mágica pode ser realizada por meio dos quatro elementos fundamentais.

    A influência mágica pode ser dirigida ao próprio mago ou a outras pessoas.

    A influência mágica atua sobre a ligação entre os planos material e astral.

    A influência mágica indireta utiliza os elementos como agentes executores da vontade.

    A influência mágica direta torna-se possível à medida que aumenta o domínio dos elementos.

    A influência mágica pode empregar tanto energias superiores quanto inferiores quando subordinadas à vontade consciente.

    A influência mágica deve ser guiada exclusivamente por intenções nobres e puras.

    A influência mágica pode produzir efeitos imediatos, temporários ou de longa duração.

    A memória pode ser trabalhada através da vontade, imaginação e equilíbrio interior.

    A transformação das lembranças modifica a relação da consciência com o passado.

    A superação das marcas internas depende do domínio sobre as próprias impressões.

    O esquecimento consciente representa a libertação de registros prejudiciais.

    A memória equilibrada permite maior domínio sobre pensamentos e emoções.


    INICIACAO

    Esta obra é a porta de entrada para a verdadeira iniciação e a primeira chave para a utilização das leis universais.

    Nenhum iniciado pode oferecer ao aluno, no começo do aprendizado, mais do que é oferecido nesta obra.

    Quem se preocupa seriamente com a própria evolução encontrará nesta obra o guia certo da iniciação.

    O iniciado que persevera no estudo das leis básicas alcançará, por si mesmo, o conhecimento das forças e de suas características.

    Os frutos e o conhecimento obtidos compensarão amplamente o esforço empregado nesse trabalho.

    O mago iniciado é também um místico.

    Na verdadeira iniciação não existe uma senda exclusivamente mística nem exclusivamente mágica.

    Existe apenas uma única iniciação verdadeira, que une a magia e a mística.

    Quem busca apenas os patamares mais elevados, sem antes dominar os inferiores, corre o risco de sofrer graves consequências.

    Buscar os níveis mais elevados sem passar pelos fundamentos é como querer iniciar os estudos universitários sem antes cursar o ensino elementar.

    A iniciação representa a transformação do conhecimento em experiência.

    O verdadeiro desenvolvimento exige prática, disciplina e consciência.

    O conhecimento intelectual é apenas a porta de entrada para a realização.

    O mago representa a união entre vontade, sabedoria e equilíbrio.

    A primeira etapa da iniciação simboliza o despertar da consciência para as leis universais.

    A iniciação representa o estudo profundo do homem como microcosmo diante do macrocosmo.

    A verdadeira iniciação transforma conhecimento em experiência vivida.

    O caminho iniciático exige disciplina, perseverança e transformação interior.

    A iniciação não busca poder externo, mas conhecimento das leis universais.

    O desenvolvimento espiritual ocorre através da prática e da maturidade.


    Os iniciados de todos os tempos conheciam muito bem os efeitos dos elementos, mas nunca os descreveram em pormenores para evitar o seu uso indevido.

    Os iniciados atribuíam a cabeça ao princípio do fogo, o ventre ao da água e o tórax ao do ar, como princípio mediador entre o fogo e a água.

    Nenhum verdadeiro iniciado força alguém a aceitar a sua verdade.

    As verdades supremas só devem ser transmitidas àqueles que realmente desejam conhecê-las e estão maduros para elas.

    Falar das verdades supremas aos não iniciados é uma profanação e um erro do ponto de vista mágico.

    "Não joguem pérolas aos porcos!"

    INSTRUMENTOS

    Os instrumentos de comunicação são apenas recursos auxiliares para o contato com o invisível.

    O praticante pode utilizar diferentes meios para facilitar a comunicação espiritual.

    Os instrumentos podem ser abandonados à medida que a prática se desenvolve.

    INTEGRAÇÃO

    Os sentidos espirituais devem ser exercitados simultaneamente de forma consciente.

    A integração da visão, audição e tato fortalece o desenvolvimento mágico.

    O domínio consciente dos sentidos prepara o desenvolvimento da clarividência, da clariaudiência e da sensitividade.

    INTROSPECÇÃO

    Sem o autoconhecimento não existe uma verdadeira escalada na iniciação.

    A primeira tarefa da instrução da alma é a introspecção, ou autoconhecimento.

    Adote um diário mágico para registrar todas as facetas negativas de sua alma.

    O diário mágico deve ser de uso exclusivamente pessoal e servir como um livro de controle.

    No exame de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos e traços de caráter, seja rigoroso e inflexível consigo mesmo.

    Não embeleze nem justifique seus defeitos; revele-os com absoluta sinceridade.

    Reflita sobre seu passado, observe como agiu em diferentes situações e registre todas as suas fraquezas, desde as mais evidentes até as mais sutis.

    Quanto mais defeitos forem descobertos, melhor será o trabalho de autoconhecimento.

    Purifique a sua alma como quem remove todo o lixo que nela se acumulou.

    A introspecção é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes e constitui a base do equilíbrio mágico.

    Sem esse trabalho prévio da alma não existe possibilidade de uma evolução mágica regular.

    Sempre que descobrir um defeito, registre-o imediatamente para que nada permaneça esquecido.

    Continue a autoanálise até completar o seu "registro de pecados".

    Depois de concluir o registro, atribua cada defeito a um dos quatro elementos, classificando-os em seu diário mágico.

    INVISIBILIDADE

    A invisibilidade representa o domínio sobre a percepção e a manifestação nos diferentes planos.

    A invisibilidade mental, astral e física correspondem a diferentes níveis de ocultação.

    A invisibilidade simboliza a capacidade de tornar-se imperceptível aos sentidos externos.

    A verdadeira invisibilidade depende do domínio das leis universais, não de objetos externos.


    A invisibilidade espiritual ocorre através da união com o princípio akáshico.

    O espírito unido ao Akasha torna-se neutro diante das percepções sutis.

    A neutralidade espiritual representa ausência de interferência e de vestígios.

    O silêncio da manifestação permite a passagem despercebida pelos planos sutis.


    A invisibilidade astral representa a ocultação da presença no plano anímico.

    O corpo astral pode ser harmonizado com forças sutis para tornar-se imperceptível.

    O domínio emocional é essencial para a estabilidade da invisibilidade astral.

    A consciência permanece presente enquanto a manifestação exterior é ocultada.


    A invisibilidade física representa o grau mais elevado de domínio da manifestação material.

    A luz é apresentada como o princípio utilizado para ocultação no plano material.

    O excesso de condensação luminosa transforma a invisibilidade em irradiação.

    A invisibilidade física exige domínio profundo das forças de manifestação.


    IRRADIAÇÃO

    Antes de iniciar um tratamento, o mago deve acumular grande quantidade de energia vital extraída do Universo.

    A energia vital deve ser condensada até irradiar como uma intensa luz ao redor do corpo do mago.

    A presença de uma forte irradiação de energia vital pode produzir sensação imediata de bem-estar no paciente.

    A transmissão da energia vital depende principalmente da imaginação e da vontade, e não de gestos externos.

    A energia vital deve ser conduzida para o corpo do paciente através da imaginação consciente.

    A vontade deve dirigir a energia vital para restaurar a saúde do paciente.

    Durante o tratamento, o mago deve manter a convicção de que o paciente melhora continuamente com o passar do tempo.

    A energia vital transmitida deve permanecer atuando até a completa recuperação do paciente.

    O tratamento deve considerar conscientemente as leis do tempo e do espaço durante a impregnação da energia vital.

    A energia vital irradiada pelo mago renova-se continuamente quando é extraída do Universo.

    O mago pode tratar numerosos pacientes sem esgotar suas próprias forças quando utiliza a energia vital universal.

    JULGAMENTO

    O julgamento precipitado rompe a harmonia espiritual.

    O julgamento deve ocorrer somente quando houver legítima necessidade.

    O julgamento deve corrigir sem condenar.

    O reconhecimento da existência simultânea do bem e do mal preserva a compreensão da ordem universal.

    KARMA

    A lei de causa e efeito é uma lei imutável cujo aspecto característico reside no princípio do Akasha.

    Toda causa provoca um efeito correspondente.

    Toda ação tem como consequência um determinado efeito ou produto.

    O Karma deve ser considerado não só uma lei para nossas boas ações, mas seu significado é muito mais profundo.

    "O que o homem semeia, ele colhe!"

    A lei da causa e efeito também é inerente aos princípios dos elementos.

    A lei da evolução ou do desenvolvimento subordina-se à lei da causa e efeito.

    O desenvolvimento é um aspecto da lei do Karma.

    KUNDALINI

    Kundalini representa a energia espiritual adormecida no interior do ser humano.

    Kundalini simboliza o despertar progressivo das forças superiores da consciência.

    A elevação da Kundalini representa a transformação da energia inferior em consciência superior.

    Kundalini manifesta o poder criador existente dentro do próprio ser.


    LARVAS

    As larvas são formas criadas pelo pensamento através da matriz astral.

    As larvas mantêm-se vivas pelas paixões do mundo animal.

    As larvas procuram despertar e intensificar as paixões adormecidas no homem.

    As larvas alimentam-se da irradiação produzida pelas paixões humanas.

    Uma pessoa dominada pelas paixões traz consigo um verdadeiro exército de larvas.

    As larvas são geradas inconscientemente por estímulos psíquicos intensos.

    A repetição de um mesmo estado emocional fortalece e vitaliza a larva correspondente.

    Toda larva consome matéria mental de quem a criou.

    A retirada da atenção dissolve gradualmente a larva.

    A forma da larva simboliza a natureza do pensamento que a originou.

    Quanto mais atenção recebe, maior se torna o poder da larva sobre a mente.

    Uma larva suficientemente fortalecida tende a preservar a própria existência.

    As larvas podem induzir o indivíduo a reviver continuamente o estímulo que as alimenta.

    O medo, a preocupação, o ódio e a inveja favorecem a criação de larvas.

    O domínio do pensamento impede a formação e o fortalecimento das larvas.

    LEITURA

    A leitura do pensamento representa a percepção das manifestações mentais de outra consciência.

    Todo pensamento possui uma impressão correspondente no princípio do Akasha.

    O pensamento é uma manifestação que deixa registros nos planos sutis da existência.

    A leitura mental exige domínio do próprio espírito e controle dos próprios pensamentos.

    A sintonia entre consciências permite a percepção das informações mentais.

    O pensamento imaginativo possui maior facilidade de percepção por sua formação simbólica.

    O contato espírito a espírito é apresentado como fundamento da leitura do pensamento.


    LEVITAÇÃO

    A levitação desenvolve a capacidade de preparar o corpo para o contato consciente com o invisível.

    Os movimentos devem ser produzidos pela vontade e não pela ação muscular.

    O elemento ar deve ser utilizado para favorecer a leveza durante o exercício.

    O domínio da vontade precede o domínio da levitação.

    O treinamento progride dos dedos para a mão, da mão para o braço e do braço para todo o corpo.

    O verdadeiro mago não utiliza a levitação para exibição ou curiosidade.

    A levitação simboliza a superação das limitações impostas pela matéria.

    O domínio da gravidade representa a compreensão das forças de atração e repulsão.

    A leveza física simboliza a liberdade diante da densidade material.

    A elevação representa a aproximação entre o plano material e o plano sutil.


    LIGAÇÃO

    A admiração sincera do discípulo estabelece uma ligação consciente com o mestre.

    A ligação entre discípulo e mestre favorece uma evolução espiritual mais rápida e segura.

    Nos métodos orientais de iniciação, o mestre exerce papel essencial no desenvolvimento do discípulo.

    O mestre também pode ligar conscientemente sua própria consciência à do discípulo para transmitir força e iluminação espiritual.

    A transmissão espiritual entre mestre e discípulo fundamenta-se na ligação consciente entre suas consciências.

    A ligação mística-passiva representa a entrega consciente ao princípio divino.

    A ligação mágico-ativa representa a atuação consciente através das leis divinas.

    A ligação concreta representa a percepção da divindade através de formas e símbolos.

    A ligação abstrata representa a compreensão da divindade além de toda forma.

    O verdadeiro iniciado busca compreender todas as formas de relação com o princípio divino.

    A ligação místico-passiva representa a revelação divina através da entrega e do êxtase espiritual.

    A experiência mística ocorre quando a consciência se abre para a manifestação do princípio divino.

    A revelação divina manifesta-se conforme a maturidade espiritual e anímica do indivíduo.

    Os símbolos da divindade variam conforme a visão superior de cada pessoa.

    A forma externa da revelação é secundária diante da qualidade divina manifestada.

    O êxtase representa uma aproximação profunda entre a consciência humana e o princípio divino.


    A ligação mágico-ativa representa a aproximação consciente do mago com a divindade.

    O mago eleva sua consciência em direção ao divino através da vontade e da invocação.

    A união mágico-ativa ocorre quando o homem busca Deus conscientemente e Deus responde ao chamado.

    A invocação divina é uma manifestação da teurgia, a busca consciente das forças superiores.

    A prática mágico-ativa exige maturidade espiritual e domínio interior.

    O mago não espera apenas a revelação divina, mas participa conscientemente dela.


    A ligação concreta manifesta a divindade através de uma forma definida e consciente.

    A imagem divina torna-se um ponto de concentração para a manifestação das qualidades superiores.

    O símbolo divino funciona como uma ponte entre a consciência humana e o princípio superior.

    A forma concreta permite ao mago vivenciar a divindade como uma presença viva.

    A imagem divina deve ser preenchida com as qualidades superiores para tornar-se um instrumento espiritual.


    A ligação abstrata compreende a divindade através de suas qualidades e princípios.

    A divindade pode ser percebida além de qualquer forma ou representação.

    O conhecimento abstrato de Deus ultrapassa símbolos e imagens externas.

    As qualidades divinas tornam-se a própria manifestação da presença superior.

    A consciência alcança o princípio divino através da compreensão das leis universais.


    A ligação concreta estabelece a divindade como uma presença viva e consciente.

    A imagem divina torna-se um veículo para manifestação das características superiores.

    A repetição constante fortalece a percepção da divindade como realidade interior.

    A forma divina idealizada torna-se um símbolo vivo das qualidades universais.

    A consciência utiliza a forma para alcançar a essência divina.


    A ligação abstrata ultrapassa imagens e símbolos, alcançando diretamente as qualidades divinas.

    A divindade é compreendida como princípio e não apenas como forma.

    As qualidades divinas tornam-se estados internos da própria consciência.

    O princípio divino é percebido através da essência e não da aparência.

    A consciência alcança a unidade quando abandona toda separação entre forma e essência.


    LIMITES

    O cérebro e o coração não devem receber represamento localizado dos elementos durante o treinamento inicial.

    A assimilação dos elementos pelo cérebro e pelo coração pode ser realizada sem represamento.

    Somente um mestre plenamente experiente pode realizar represamentos localizados nesses órgãos sem riscos.

    O represamento geral dos elementos distribui naturalmente sua força por todo o organismo, incluindo cérebro e coração.

    LUZ

    O princípio do fogo é a base da luz; sem ele a luz jamais poderia existir.

    Todos os elementos do fogo podem ser convertidos em luz e vice-versa.

    A luz contém todas as características específicas do fogo: é luminosa, penetrante e expansiva.

    A escuridão surgiu do princípio da água e possui características opostas às da luz.

    Sem a escuridão a luz não só seria irreconhecível, como não poderia existir.

    A luz e a escuridão surgiram da alternância dos princípios do fogo e da água.

    A luz representa a força de manifestação e ocultação no plano material.

    A luz equilibrada permite a adaptação da matéria às vibrações desejadas.

    A manipulação da luz simboliza o domínio sobre a aparência das formas.


    MACROCOSMO

    O macrocosmo representa a manifestação das leis universais em grande escala.

    O universo exterior reflete princípios existentes no interior do homem.

    A compreensão do cosmos amplia a compreensão da própria existência.


    MAESTRIA

    O domínio dos elementos exige prática contínua mesmo após sua conquista inicial.

    A perseverança conduz ao aperfeiçoamento progressivo do poder mágico.

    O uso ético dos elementos favorece o auxílio ao próximo e o progresso espiritual.

    A Providência Divina favorece o praticante que emprega seus conhecimentos para o bem.

    MAGIA

    Quem pretende alcançar fama, riqueza e poder sem nenhum esforço por meio da magia certamente se decepcionará.

    Na realidade, a magia é uma ciência divina.

    A magia é o conhecimento de todos os conhecimentos, pois ensina a conhecer e utilizar as leis universais.

    Não há diferença entre magia e misticismo quando se trata da verdadeira iniciação.

    Toda ciência pode ser aplicada para objetivos maléficos ou benéficos.

    O verdadeiro mago despreza a farsa, a mentira e o uso egoísta do conhecimento.

    Na evolução mágica, o elemento água pode tornar-se um fator essencial.

    Ao elemento água corresponde o magnetismo, ou a força de atração.

    Todos os líquidos possuem a propriedade de atrair e reter influências, tanto boas quanto más.

    O elemento água pode ser considerado um acumulador das influências que recebe.

    Quanto mais fria a água, maior é sua capacidade de acumulação magnética.

    À medida que a temperatura da água aumenta, sua capacidade de acumulação magnética diminui.

    Entre 36 e 37 graus centígrados, a água torna-se neutra em relação ao magnetismo.

    A impregnação mágica de um desejo não depende da capacidade acumulativa da água, mas da atuação do princípio do Akasha através do fluido eletromagnético.

    Qualquer alimento, bebida ou objeto pode ser impregnado com um desejo, independentemente de sua temperatura.

    A magnetização e a impregnação são processos distintos e não devem ser confundidos.

    A magia em ambientes fundamenta-se na transposição da consciência ao ponto central das formas.

    O praticante deve aprender a transpor sua consciência ao núcleo de qualquer objeto.

    Durante a transposição, o próprio corpo deve ser completamente esquecido.

    A consciência deve tornar-se tão pequena quanto um ponto no centro da forma.

    O treinamento contínuo desenvolve a percepção da quarta dimensão.

    A magia representa o conhecimento das leis que regem o homem e o universo.

    A magia não é busca de domínio, mas compreensão da harmonia universal.

    A magia verdadeira está relacionada ao aperfeiçoamento do caráter.

    O conhecimento mágico exige responsabilidade proporcional ao poder adquirido.

    A magia é ciência aplicada às forças visíveis e invisíveis da existência.


    MAGNETISMO

    O conhecimento da anatomia oculta permite tratar cada parte do corpo com o fluido elétrico ou magnético, conforme a origem da enfermidade.

    O magnetismo de cura deve obedecer à lei do tempo para produzir seus efeitos corretamente.

    O magnetizador transmite energia vital ao doente por meio da imaginação, da vontade e da imposição das mãos ou à distância.

    Quem transmite energia vital a partir das próprias reservas deve possuir saúde e excesso de força vital para não prejudicar a si mesmo.

    MAGNETO

    O magnetismo e a eletricidade são manifestações do magneto quadripolar.

    A transformação do magnetismo em eletricidade e da eletricidade em magnetismo é um processo alquímico ou mágico.

    MAGO

    A primeira carta do tarô representa o mago, que configura o domínio dos elementos e apresenta a chave para o primeiro arcano.

    A porta da iniciação é o mago.

    O mago completo é aquele que integra conhecimento, equilíbrio e consciência superior.

    O verdadeiro iniciado não busca apenas alcançar forças, mas compreender suas leis.

    O mago evoluído reconhece que todo poder exige responsabilidade.

    A verdadeira grandeza do mago está na harmonia entre sua vontade e a ordem divina.


    MANUSEIO

    O manuseio passivo do invisível deve ser realizado de forma plenamente consciente.

    O mago deve controlar conscientemente as forças invisíveis com as quais trabalha.

    O praticante nunca deve tornar-se um instrumento passivo de energias externas.

    O trabalho mágico deve obedecer às leis do mundo visível e do invisível.

    MATERIALIZAÇÃO

    Os elementos podem ser condensados diretamente no espaço sob qualquer forma desejada.

    As formas elementares devem ser criadas e dissolvidas conscientemente.

    O domínio consiste em condensar qualquer elemento em qualquer forma sem utilizar o corpo como intermediário.

    O aperfeiçoamento da condensação permite transformar um elemento em uma força de manifestação material.

    A materialização representa a condensação de forças sutis em formas perceptíveis.

    O elemento terra simboliza a densificação das energias superiores.

    A vontade atua como princípio organizador da manifestação.

    A consciência desenvolvida transforma intenção em realidade através das leis universais.

    A transformação da forma representa a passagem entre diferentes estados de manifestação.

    O objeto material pode ser compreendido como uma condensação de forças sutis.

    A mudança de estado simboliza a flexibilidade da matéria diante das leis superiores.

    A manifestação física é apresentada como resultado da união entre vontade e energia.

    MATRIZ

    O fluido eletromagnético do mundo mental forma a matriz mental, que liga o corpo mental ao corpo astral.

    A matriz mental é a forma mais sutil do Akasha e regula a atividade do espírito no corpo astral.

    A matriz mental conduz os pensamentos e as ideias à consciência do espírito.

    MATRIZES

    As matrizes constituem os vínculos entre os corpos mental, astral e físico.

    A matriz mental liga o corpo mental ao corpo astral.

    A matriz astral liga o corpo astral ao corpo físico.

    As matrizes dependem da respiração e da alimentação para conservar sua integridade funcional.

    As matrizes exigem equilíbrio entre corpo, alma e espírito para permanecerem estáveis.

    As matrizes tendem naturalmente a restabelecer a união entre o corpo astral e o corpo físico.

    As matrizes exigem uma ligação consciente entre o corpo mental e o corpo astral durante o êxtase.

    A matriz astral é liberada por meio da respiração consciente realizada no corpo astral.

    A destruição da matriz astral provoca a separação definitiva entre o corpo físico e o corpo astral.

    A matriz astral preservada permite o retorno consciente ao corpo físico durante o êxtase.

    MEDITAÇÃO

    Quem medita cuidadosamente sobre essas leis alcança uma visão clara do funcionamento do corpo e da alma e de suas interações segundo as leis primordiais.

    MEDIUNIDADE

    O transe mágico não deve ser confundido com o transe mediúnico.

    Na mediunidade, a consciência pode ceder lugar à atuação de outras entidades.

    Do ponto de vista hermético, a incorporação mediúnica é considerada uma forma de possessão.

    O verdadeiro mago estabelece contato com outros seres de maneira plenamente consciente.

    MEMÓRIA

    A memória é uma ponte entre a consciência individual e os registros sutis do Akasha.

    A memória recebe, conserva e manifesta pensamentos e impressões armazenadas nos planos sutis.

    A consciência pode fortalecer ou enfraquecer padrões registrados na memória.

    A imaginação atua como instrumento de transformação das impressões mentais.

    O domínio da memória representa o domínio sobre os próprios registros internos.


    MENSAGENS

    O Akasha representa o meio de conexão entre diferentes pontos separados pelo espaço.

    A comunicação através do Akasha simboliza a superação das limitações físicas de distância.

    O fluido eletromagnético representa o instrumento de transmissão entre polos conectados.

    Pensamentos, palavras e imagens podem ser considerados manifestações vibratórias da consciência.

    A conexão entre dois pontos cria um campo de troca de informações.

    O som representa uma manifestação da vibração que pode ser projetada e recebida.

    A imagem representa uma forma de pensamento que pode ser exteriorizada.

    O conhecimento mágico e o conhecimento científico investigam diferentes aspectos das mesmas leis universais.


    MICROCOSMO

    O mago deve ser capaz de transpor sua consciência ao ponto de profundidade de animais, pessoas e objetos distantes.

    A consciência não possui limites de tempo nem de espaço.

    O praticante deve aprender a transpor sua consciência ao ponto central do próprio corpo.

    O ponto de profundidade do corpo corresponde ao princípio do Akasha no microcosmo.

    O praticante deve reconhecer-se como o centro determinante do próprio corpo.

    Quanto menor a consciência no ponto central, maior se torna a percepção do próprio universo interior.

    O homem representa um reflexo das leis do universo.

    O microcosmo contém em si os princípios presentes no macrocosmo.

    O conhecimento do homem conduz ao conhecimento das leis universais.

    A transformação interior revela a relação entre indivíduo e universo.


    MISTURA

    A mistura transmite a intenção do mago ao elemento água por meio de sua integração às águas em movimento.

    A mistura utiliza a corrente da água para propagar a influência no plano sutil.

    A mistura libera a intenção quando a água impregnada retorna ao fluxo natural.

    A mistura pode condicionar a manifestação do efeito ao contato da pessoa com o elemento água.

    MODERAÇÃO

    O vegetarianismo não é imprescindível para a evolução ou o progresso espiritual.

    A abstinência de carne pode ser utilizada temporariamente como preparação para determinadas operações mágicas.

    A abstinência de relações sexuais também deve ser apenas temporária, quando exigida por uma finalidade específica.

    A ideia de que a carne transmite características animalescas ao homem é um erro decorrente do desconhecimento das verdadeiras leis.

    O mago deve manter moderação na comida, na bebida e adotar um modo de vida sensato.

    O modo de vida mágico é individual, e cada um deve manter tudo em perfeito equilíbrio.

    MORAL

    O mago não deve acreditar em um céu nem em um inferno.

    Para o homem comum, o temor do castigo e a esperança da recompensa podem servir de estímulo à prática do bem.

    Para o mago, as leis morais existem para enobrecer a alma e o espírito.

    Somente em uma alma enobrecida as forças universais podem atuar plenamente.

    As forças universais atuam principalmente quando corpo, alma e espírito estão instruídos e desenvolvidos.

    MORTE

    A morte é apenas uma passagem do mundo terreno ao mundo astral.

    O iniciado não teme a morte, pois sabe que não irá para o desconhecido.

    A morte ocorre quando a ligação entre o corpo físico e o corpo astral é definitivamente rompida.

    A morte transfere automaticamente a atividade consciente para o corpo astral.

    A morte não altera imediatamente a percepção de identidade do indivíduo.

    A morte revela gradualmente ao espírito as diferenças entre o plano físico e o plano astral.

    A morte representa uma mudança de estado da manifestação.

    A transição entre planos simboliza transformação e continuidade.

    A matéria, a alma e o espírito representam diferentes níveis de existência.

    A compreensão da morte exige compreensão das leis da vida.


    MULADHARA

    Muladhara representa o primeiro centro de desenvolvimento espiritual.

    Muladhara simboliza o fundamento da manifestação material.

    O quadrado representa a estabilidade do elemento terra.

    O triângulo representa os três níveis da existência: material, astral e mental.

    A serpente representa o caminho do conhecimento e da energia desperta.

    O símbolo de Muladhara representa a integração entre matéria, energia e consciência.


    NINFA

    A ninfa é um espírito associado ao elemento água dentro da tradição hermética.

    A ninfa representa uma consciência ligada às forças sutis dos ambientes aquáticos.

    A ninfa pertence ao reino dos espíritos da água.

    A ninfa é descrita como semelhante ao ser humano em forma e tamanho.

    A ninfa geralmente é apresentada na forma feminina dentro da tradição elemental.

    A ninfa simboliza as características de fluidez, adaptação e movimento do elemento água.

    A ninfa representa a inteligência presente nas forças aquáticas da natureza.

    A ninfa pode apresentar diferentes graus de inteligência dentro do reino das águas.

    A ninfa pode manifestar diferentes níveis de desenvolvimento e conhecimento dentro do elemento água.

    A ninfa é associada à beleza, sensibilidade e capacidade de atração próprias do simbolismo aquático.

    A ninfa representa uma consciência elemental que pode ensinar aspectos relacionados ao elemento água.


    A ninfa é um espírito associado ao elemento água dentro da tradição hermética.

    A ninfa representa uma consciência ligada às forças sutis da água e aos ambientes aquáticos.

    A ninfa é apresentada como um ser capaz de realizar trabalhos relacionados ao elemento água.

    A ninfa não deve ser abordada diretamente pelo mago nas primeiras experiências de contato.

    A ninfa deve estabelecer o primeiro contato, segundo a disciplina descrita por Bardon.

    A ninfa representa uma oportunidade de aprendizado sobre as leis e características do elemento água.

    A ninfa pode transmitir conhecimentos sobre a vida dos peixes, plantas aquáticas e elementos existentes no ambiente aquático.

    A ninfa pode transmitir conhecimentos sobre pedras submarinas e características ocultas relacionadas às águas.

    A ninfa é associada ao conhecimento das práticas mágicas relacionadas ao elemento água.

    A ninfa representa uma prova de domínio emocional e controle da vontade.

    A ninfa simboliza a necessidade de o mago dominar a atração e o desejo diante das forças aquáticas.

    A ninfa é descrita como um ser de grande beleza e poder de atração dentro da tradição elemental.

    A ninfa pode representar um perigo quando o mago perde o domínio sobre seus próprios sentimentos.

    A ninfa simboliza a lei do amor submetido à vontade consciente.


    NÚCLEO

    A forma deve ser percebida a partir de seu próprio centro.

    Quanto menor a consciência no ponto central, maior se torna a percepção da forma ao redor.

    O objeto deve ser experimentado como um universo observado a partir de seu núcleo.

    A consciência deve permanecer estável no ponto de profundidade durante todo o exercício.

    NUTRIÇÃO

    Na nutrição, os elementos estão misturados e são mantidos no corpo por meio de sua assimilação.

    Toda vida depende da entrada contínua de material combustível, isto é, do alimento e da respiração.

    Uma alimentação variada é necessária para que cada elemento receba o material de manutenção de que necessita.

    Através da decomposição do ar e dos nutrientes, os elementos recebem a matéria que os preserva, mantendo o vigor de sua atividade.

    OD

    A intensidade de ação do fluido eletromagnético, ou Od, pode aumentar ou diminuir conforme a necessidade por meio de exercícios, postura correta e observação precisa dessas leis.

    PARALISIA

    A paralisação de um elemento rompe o equilíbrio natural das forças internas.

    A paralisação dos elementos pode produzir percepções sutis ao custo do desequilíbrio do praticante.

    A paralisação prolongada de um elemento prejudica o desenvolvimento espiritual.

    A paralisação dos elementos torna o praticante mais vulnerável às influências inferiores.

    A paralisação dos elementos só pode ser realizada com segurança por quem domina plenamente o equilíbrio elemental.

    PASSADO

    O apego ao passado fortalece novamente aquilo que já deveria ter sido superado.

    As recordações devem ser evocadas apenas quando forem realmente necessárias.

    O lamento contínuo enfraquece a evolução espiritual.

    PÊNDULO

    O pêndulo pode ser utilizado como instrumento de comunicação com o espírito protetor.

    A comunicação exige a exteriorização prévia da mão espiritual e a entrada consciente em transe mágico.

    O praticante deve definir previamente o significado das respostas obtidas pelo pêndulo.

    A perseverança é indispensável para estabelecer uma comunicação estável.

    As primeiras perguntas devem ser dirigidas ao próprio espírito protetor para confirmar o contato.

    PENSAMENTOS

    A esfera mental é a esfera dos pensamentos, cuja origem está no mundo das ideias.

    Toda ideia básica assume uma forma e chega à consciência como uma forma-pensamento ou imagem plástica.

    O homem não é o criador dos pensamentos; a origem de todo pensamento está no plano mental.

    O espírito humano é um receptor, uma antena dos pensamentos do mundo das ideias.

    Todo pensamento possui forma e irradiação próprias na esfera mental.

    O pensamento chega à consciência por meio do magneto quadripolar e é conduzido até sua realização.

    Tudo o que é criado no mundo material tem sua origem e seu reflexo no mundo das ideias.

    Os pensamentos podem ser elétricos, magnéticos ou eletromagnéticos, conforme o elemento predominante.

    O pensamento plástico vitalizado tende naturalmente à concretização.

    O pensamento deve ser mantido puro e nobre para não gerar consequências indesejáveis.

    O pensamento negativo fortalece obstáculos no próprio caminho do mago.

    O pensamento deve ser dirigido exclusivamente para o bem.

    PENTÁCULOS

    Os pentáculos são construídos segundo as leis da analogia correspondentes ao efeito desejado.

    Os pentáculos estabelecem sintonia entre o praticante e as forças ou seres compatíveis com sua natureza.

    Os pentáculos exigem que sua elaboração e carregamento respeitem rigorosamente as leis da analogia.

    Os pentáculos são preferidos quando a operação exige contato com inteligências ou seres de outros planos.

    PERCEPÇÃO

    A percepção espiritual amplia os sentidos além das limitações físicas.

    A consciência pode direcionar atenção e percepção para diferentes lugares.

    A visão interior representa a capacidade de captar impressões sutis.

    A audição interior representa a percepção das vibrações invisíveis.


    PESO

    O peso é uma manifestação da força de atração da Terra.

    A força de atração do ferro e do níquel é uma pequena imitação do que ocorre em toda a Terra.

    PLANO

    O futuro iniciado deve conhecer o mundo material por meio dos elementos e de sua polaridade.

    O futuro iniciado deve conhecer a origem e o efeito de cada um dos quatro elementos e aprender a utilizá-los corretamente.

    Por meio do conhecimento dos elementos materiais densos é possível entrar em contato com os planos mais elevados.

    Na Terra, o trabalho dos elementos, em sua forma mais sutil, ocorre da mesma maneira que no corpo humano.

    Quando o iniciado consegue utilizar os elementos em sua forma mais sutil, ele pode realizar verdadeiros milagres no próprio corpo.

    Sob esse aspecto, nada é impossível para o iniciado.

    O plano astral é um grau de densidade do princípio do Akasha.

    No plano astral encontra-se tudo o que aconteceu no passado, acontece no presente e acontecerá no futuro.

    O plano astral é a emanação do eterno, sem começo nem fim, isento de espaço e de tempo.

    O iniciado que alcança o plano astral pode perceber o passado, o presente e o futuro, conforme o seu grau de aperfeiçoamento.

    O espírito possui sua própria esfera, chamada de plano mental.

    O plano mental é a esfera do espírito e de todas as suas propriedades.

    O plano mental surgiu do princípio akáshico do espírito.

    O plano mental é apresentado como uma esfera onde o espírito pode atuar livremente.

    O plano mental não está limitado pelos conceitos comuns de tempo e espaço.

    O plano mental permite ao mago explorar diferentes esferas através da elevação consciente do espírito.

    O plano mental possibilita experiências superiores acompanhadas ou não pelo espírito protetor.


    POLARIDADE

    Cada elemento possui duas polaridades: a ativa e a passiva, o Plus e o Minus.

    A polaridade ativa é construtiva, criadora e geradora; a polaridade passiva é desagregadora e exterminadora.

    No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis.

    É na posse do conhecimento dessas leis que podemos nos aproximar do divino.

    O princípio do fogo não poderia existir se não contivesse um polo oposto: o princípio da água.

    O fogo e a água são os elementos básicos com os quais tudo foi criado.

    Todo método de cura tem como objetivo restaurar o equilíbrio prejudicado dos elementos.

    O magnetopata pode controlar conscientemente o fluido elétrico e o magnético, fortalecê-los e transmiti-los à parte do corpo em desarmonia.

    Todo reservatório de energia criado para fins egoístas ou maléficos volta-se contra seus próprios criadores.

    A polaridade provoca a destruição dos reservatórios alimentados por intenções negativas.

    Pensamentos, sofrimentos e maldições também geram forças de polaridade contrária que enfraquecem reservatórios negativos.

    A lei da polaridade atua igualmente sobre religiões, seitas e sociedades secretas.

    PONTO

    O ponto de profundidade é o centro de equilíbrio de toda forma.

    Toda forma possui um ponto central que representa seu núcleo.

    O ponto de profundidade constitui o princípio da quarta dimensão.

    O ponto de profundidade está relacionado ao tempo, ao espaço e à sua transcendência.

    A compreensão do ponto de profundidade conduz a uma intuição mais elevada das leis mágicas.

    PRÁTICA

    Todo desejo pode ser concretizado por meio de um ritual adequadamente carregado.

    A realização do ritual depende da maturidade espiritual e da perseverança do praticante.

    O mago deve escolher rituais universais que possam acompanhá-lo por toda a vida.

    Quanto menor o número de desejos, mais rápido será o progresso mágico.

    O praticante não deve criar novos rituais antes de dominar plenamente os anteriores.

    No início, um único ritual, ou no máximo três, são suficientes para o treinamento.

    O aprofundamento dos exercícios anteriores amplia a capacidade de atuação mágica.

    O conhecimento adquirido deve ser aplicado em objetivos nobres e elevados.

    PRESENTE

    O presente é o único ponto de ação efetiva do mago.

    O futuro deve ser planejado apenas no que for necessário.

    As fantasias e ilusões desperdiçam energia espiritual.

    A evolução espiritual deve caminhar em harmonia com o cumprimento dos deveres materiais.

    O mago aproxima-se do Akasha vivendo conscientemente o Grande Agora.

    PRINCÍPIO

    A analogia estabelece que cada plano possui formas de comunicação próprias.

    A analogia demonstra que seres de diferentes naturezas precisam ajustar suas formas para estabelecer contato.

    A analogia explica a necessidade da adaptação entre consciência humana e consciência elemental.

    A analogia revela que o semelhante reconhece e compreende o semelhante.

    A analogia é utilizada como chave para compreender a relação entre homem, elementos e natureza.

    PROGRAMAÇÃO

    O elemental deve ser impregnado com o objetivo específico que deverá realizar.

    A vontade e a imaginação determinam a função do elemental.

    A convicção do mago fortalece a eficácia da programação do elemental.

    PROGRESSÃO

    Cada exercício deve ser plenamente dominado antes do início do seguinte.

    Todos os exercícios estão encadeados e dependem uns dos outros.

    A prática desordenada compromete o progresso e pode causar prejuízos ao praticante.

    O avanço seguro depende da assimilação completa de cada etapa do treinamento.

    PROJEÇÃO

    O domínio da projeção dos elementos é indispensável para a prática da magia.

    Os elementos devem ser projetados conscientemente para fora do corpo.

    A projeção dos elementos permite atuar diretamente sobre o ambiente.

    O elemento deve ser acumulado no corpo antes de ser projetado pelo plexo solar.

    O elemento projetado deve preencher todo o ambiente escolhido.

    O corpo deve permanecer completamente livre do elemento após a projeção.

    O elemento acumulado no ambiente deve ser percebido com a mesma intensidade com que antes era sentido no corpo.

    A força da projeção depende da vontade e da imaginação plástica.

    A repetição fortalece progressivamente a manifestação dos elementos no ambiente.

    Após o exercício, o elemento deve ser conscientemente dissolvido e devolvido ao Universo.

    Os elementos podem ser projetados para o ambiente através das mãos e dos dedos.

    O elemento deve ser previamente represado no corpo antes de ser conduzido às mãos.

    As mãos devem tornar-se instrumentos de projeção imediata dos elementos.

    O domínio dessa prática depende da repetição constante com cada um dos quatro elementos.

    O domínio da projeção dos elementos a partir do próprio corpo precede a projeção direta dos elementos do Universo.

    Os elementos podem ser extraídos diretamente do Universo sem passar pelo corpo.

    O elemento deve ser atraído do espaço infinito e condensado no local desejado.

    A condensação aumenta progressivamente a intensidade da manifestação do elemento.

    Após o exercício, o elemento deve ser devolvido conscientemente à sua substância primordial.

    PROVIDÊNCIA

    A Providência Divina representa a lei superior que orienta a evolução.

    O poder verdadeiro exige responsabilidade diante das leis universais.

    A sabedoria está acima da capacidade de realização.

    A evolução espiritual depende de equilíbrio entre conhecimento e ética.


    PSICOGRAFIA

    A psicografia representa uma manifestação derivada da percepção e ligação com informações sutis.

    A escrita pode tornar-se um meio de expressão de conteúdos captados pela consciência.

    A psicografia surge como extensão da capacidade de percepção espiritual.


    PSICOMETRIA

    A psicometria representa a capacidade de obter informações através da ligação com um objeto.

    Todo objeto conserva uma relação com as experiências que o envolveram.

    O objeto funciona como um elo entre consciência, memória e acontecimentos.

    A psicometria utiliza os sentidos sutis para investigar presente, passado e futuro.

    A percepção psicométrica depende do desenvolvimento da visão, audição e tato espiritual.

    Um objeto pode revelar conexões entre pessoas, acontecimentos e energias associadas a ele.


    PURIFICAÇÃO

    Ao lavar as mãos, devemos imaginar que a água remove não apenas a sujeira do corpo, mas também as impurezas da alma.

    Fracasso, ansiedade, insatisfação e doença podem ser transferidos simbolicamente para a água durante a lavagem.

    A água utilizada na purificação deve ser descartada imediatamente após o uso.

    Ao mergulhar as mãos na água fria, devemos concentrar-nos na ideia de que todas as fraquezas do corpo e da alma são atraídas pela força magnética da água.

    O praticante deve convencer-se de que seus fracassos e fraquezas foram transferidos para a água.

    A purificação torna-se especialmente eficaz quando realizada em água corrente, como em um rio.

    Também é possível utilizar a água de forma inversa, impregnando-a previamente com um desejo para que sua força seja transferida ao corpo durante a lavagem.

    Pode-se unir ambos os processos: primeiro eliminar as influências negativas e, em seguida, lavar-se com água impregnada com o desejo correspondente.

    QUALIDADES

    A força, o poder e a paixão pertencem ao princípio do fogo.

    A memória, o discernimento e o julgamento pertencem ao princípio do ar.

    A consciência e a intuição pertencem ao princípio da água.

    O egoísmo, o impulso de autopreservação e o impulso de reprodução pertencem ao princípio da terra.

    QUATRO

    Conhecer, Ousar, Querer e Calar constituem os quatro pilares fundamentais da ciência sagrada da magia.

    Essas quatro qualidades correspondem às características essenciais que todo mago deve desenvolver para alcançar os mais altos graus da iniciação.

    O conhecimento mágico é adquirido por meio do estudo intenso e da compreensão das leis universais.

    O conhecimento das leis mágicas conduz gradualmente o praticante aos níveis mais elevados da sabedoria.

    A vontade inquebrantável é construída pela tenacidade, pela paciência e pela persistência no estudo e na prática da magia.

    Quem busca a verdadeira iniciação deve prosseguir sem se deixar vencer por dificuldades ou fracassos.

    O verdadeiro praticante não teme sacrifícios, obstáculos ou a opinião dos outros quando persegue seu objetivo.

    O silêncio é uma virtude indispensável ao mago.

    O verdadeiro mago não se exibe nem procura reconhecimento por seus conhecimentos ou realizações.

    Quanto mais o mago guarda silêncio sobre suas experiências e seu saber, mais se aproxima da fonte primordial do poder.

    Sem desenvolver Conhecer, Ousar, Querer e Calar, ninguém alcança a essência da magia sagrada.

    QUEIMA

    A queima libera a força previamente impregnada no suporte material.

    A queima transmite a intenção do mago ao elemento fogo por meio da destruição consciente do suporte físico.

    A queima desencadeia a ação dos elementos sobre o objetivo determinado.

    A queima exige que o tempo de duração da influência seja definido antes da operação.

    A queima pode condicionar a manifestação do efeito ao contato posterior com o elemento fogo ou com fontes de calor.

    A queima dissolve o veículo material sem destruir a intenção previamente projetada.

    REALIZAÇÃO

    O caminho para a Divindade Superior é percorrido gradualmente, da esfera mais baixa até a verdadeira concretização de Deus em nós.

    Feliz é aquele que alcança a concretização de Deus ainda nesta vida.

    Todos podem alcançar esse objetivo, pelo menos uma vez na vida.

    REFLEXÃO

    O conhecimento teórico deve tornar-se patrimônio espiritual por meio da reflexão e da meditação intensivas.

    A ação dos elementos condiciona a vida em todos os níveis e esferas da existência.

    As mesmas forças atuam no microcosmo e no macrocosmo, no passageiro e no eterno.

    REFORÇO

    O elemental pode ser chamado novamente para receber novo fortalecimento.

    O reforço é realizado por meio de nova condensação da energia correspondente.

    Após ser fortalecido, o elemental deve ser enviado novamente para continuar sua missão.

    REGIÕES

    O corpo humano está dividido em regiões naturalmente correspondentes aos quatro elementos.

    A região dos pés ao cóccix corresponde ao elemento terra.

    A região abdominal corresponde ao elemento água.

    A região do tórax corresponde ao elemento ar.

    A região da cabeça corresponde ao elemento fogo.

    Cada região deve ser carregada exclusivamente com o elemento que lhe corresponde.

    Os elementos devem ser dissolvidos na ordem inversa àquela em que foram acumulados.

    REINO

    O reino da terra corresponde ao plano dos espíritos ligados ao elemento terra.

    O reino da terra representa estabilidade, densidade e manifestação material.

    O reino da terra é simbolicamente associado aos gnomos na tradição hermética.

    O reino da terra não corresponde ao mundo físico comum, mas a uma dimensão sutil.

    O reino da terra exige preparação espiritual para ser acessado conscientemente.

    O reino da terra necessita de uma adaptação da consciência ao elemento terrestre.

    O reino da terra é alcançado através da identificação mental com a forma do gnomo.

    O reino da terra exige que o praticante assuma simbolicamente as características desse ser.

    O reino da terra é explorado através da imaginação dirigida e da percepção interior.


    RELIGIÃO

    O mago principiante professa uma religião universal.

    Toda religião possui seus lados bons e seus lados obscuros.

    Cada religião possui seu próprio princípio divino.

    O mago pode permanecer fiel à sua religião, mas buscará penetrar mais profundamente no reino de Deus.

    O mago cria sua própria visão de mundo de acordo com as leis universais, e essa será sua verdadeira religião.

    Toda verdade religiosa é relativa, e sua compreensão depende da maturidade de cada indivíduo.

    Toda religião pode conduzir seus seguidores a Deus segundo seu próprio caminho.

    Toda religião deve ser respeitada sem preconceito ou sectarismo.

    Os dogmas correspondem ao grau de maturidade espiritual de seus adeptos.

    A verdadeira religião é apresentada como um caminho de transformação interior.

    As diferentes tradições podem convergir na busca pelo princípio divino.

    A espiritualidade elevada supera conflitos entre caminhos diferentes.

    O amor ao próximo representa uma lei fundamental da evolução espiritual.


    REPRESAMENTO

    A energia vital inspirada pode ser acumulada conscientemente no corpo em vez de ser devolvida ao Universo.

    A cada inspiração, o praticante deve aumentar a quantidade de energia vital armazenada em seu organismo.

    A energia acumulada deve ser percebida como uma pressão crescente que irradia a partir do corpo.

    A irradiação da energia vital torna-se progressivamente mais intensa, penetrante e abrangente com a prática constante.

    O represamento da energia vital fortalece trabalhos que exigem grande quantidade de força vital, como curas, ações à distância e magnetizações.

    O número de inspirações deve aumentar gradualmente, respeitando os limites do exercício.

    Após concluir o trabalho, toda a energia vital acumulada deve ser conscientemente devolvida ao Universo.

    O corpo deve retornar ao seu estado natural de equilíbrio após cada represamento.

    A permanência prolongada em estado de represamento excessivo pode provocar tensões e perturbações nos nervos.

    Com treinamento suficiente, o praticante pode liberar toda a energia represada de uma só vez, por um ato consciente da vontade.

    A energia vital pode ser represada conscientemente em partes específicas do corpo.

    As mãos devem receber atenção especial no treinamento do represamento da energia vital.

    O represamento da energia vital pode ser realizado também pelos olhos.

    A energia vital acumulada pode ser irradiada diretamente para o exterior por meio de qualquer parte do corpo.

    O poder da bênção e da imposição das mãos fundamenta-se no represamento e na projeção consciente da energia vital.

    O exercício é considerado completo quando o praticante consegue acumular e irradiar energia vital tanto pelo corpo inteiro quanto por cada uma de suas partes isoladamente.

    Os elementos podem ser acumulados conscientemente em partes específicas do corpo.

    Cada elemento deve ser assimilado com sua característica própria antes de ser direcionado a um órgão ou membro.

    O elemento represado deve ser comprimido intensamente na parte escolhida do corpo.

    A característica específica do elemento deve ser percebida com maior intensidade na região carregada do que no restante do corpo.

    O elemento deve impregnar profundamente os tecidos da região onde foi concentrado.

    Após o exercício, o elemento deve ser conscientemente devolvido ao Universo.

    O praticante deve dominar tanto a redistribuição do elemento pelo corpo antes da descarga quanto sua liberação direta da região carregada.

    RESERVATÓRIO

    A repetição contínua de um ritual cria um reservatório de energia no Akasha.

    O reservatório acumula a força correspondente ao desejo impregnado.

    O ritual descarrega parte dessa energia para produzir o efeito desejado.

    O segredo preserva a força acumulada no reservatório.

    O mago deve tornar-se capaz de abastecer seu próprio reservatório de energia.

    Quanto maior o domínio do mago, menos ele depende do uso constante dos rituais.

    RESPIRACAO

    Sem a respiração não há vida.

    A respiração e a alimentação são quadripolares, quadri-elementares e regidas pelo princípio do Akasha.

    O ar possui uma densidade mais sutil do que a alimentação material, mas ambos possuem a mesma natureza.

    O oxigênio corresponde ao elemento fogo; o nitrogênio, ao elemento água; o ar atua como elemento mediador; a terra realiza a ligação entre eles; e o Akasha é o princípio regulamentador.

    Assim como no Universo, os elementos presentes na respiração possuem fluidos elétrico e magnético e obedecem à lei da polaridade.

    Na respiração inconsciente, apenas a quantidade necessária de elementos é assimilada para a manutenção da vida.

    Na respiração consciente, pensamentos, ideias e imagens podem ser impregnados no ar inspirado.

    O princípio do Akasha fixa essas ideias no ar, e os fluidos elétrico e magnético as conduzem através da matéria aérea.

    Ao penetrar no organismo, o ar impregnado exerce uma dupla função: sustenta o corpo material e conduz o conteúdo mental, por meio das matrizes astral e mental, até o espírito.

    Na magia, o poder da respiração não está na quantidade de ar inspirado, mas na qualidade da ideia impregnada no ar.

    A respiração consciente transfere ao organismo os pensamentos, as ideias e os desejos carregados no ar inspirado.

    Não é necessário nem aconselhável sobrecarregar os pulmões com grandes quantidades de ar.

    Os exercícios respiratórios devem ser realizados lentamente, tranquilamente e sem qualquer pressa.

    Durante a inspiração, deve-se imaginar que o ar transporta ao corpo saúde, paz, serenidade, sucesso ou qualquer outra qualidade desejada.

    A imagem mental deve ser tão intensa que o desejo pareça quase uma realidade, sem que exista a menor dúvida sobre sua realização.

    Os exercícios devem começar com sete respirações pela manhã e sete à noite, aumentando-se gradualmente, sem precipitação.

    Um novo desejo só deve ser trabalhado quando o anterior tiver sido completamente realizado.

    O êxito do exercício depende da disposição do praticante, da força de seu pensamento e da natureza do desejo.

    No início, devem ser cultivados desejos elevados, como saúde, serenidade, paz e sucesso.

    A prática da respiração consciente não deve ultrapassar meia hora, sendo suficientes, posteriormente, cerca de dez minutos diários.

    Os exercícios corporais do grau anterior devem tornar-se hábitos permanentes da disciplina mágica.

    A pele exerce as funções de respiração e eliminação, atuando como um segundo pulmão e um segundo rim.

    O cuidado diário com a pele favorece sua atividade respiratória e fortalece a saúde física e mágica.

    Na respiração pelos poros, o praticante deve imaginar que todo o corpo respira juntamente com os pulmões.

    Cada poro do corpo deve ser visualizado absorvendo a força vital do ambiente.

    O corpo deve ser sentido como uma esponja que absorve intensamente a força vital durante a inspiração.

    A força vital assimilada pelos poros distribui-se por todo o organismo.

    Após dominar a respiração pelos poros, o praticante deve impregnar toda a inspiração com o mesmo desejo utilizado na respiração consciente.

    O desejo deve ser assimilado simultaneamente pelos pulmões, pela corrente sanguínea e por todo o corpo.

    Na expiração, o praticante deve imaginar que elimina as qualidades opostas ao seu desejo, como fraquezas, fracassos e inquietações.

    O exercício é considerado completo quando a inspiração e a expiração podem ser realizadas conscientemente pelos pulmões e por todo o corpo ao mesmo tempo.

    A respiração dos elementos tem por finalidade tornar um elemento predominante no corpo e na alma e, posteriormente, neutralizá-lo novamente.

    O praticante deve adaptar-se plenamente às características fundamentais de cada elemento.

    Cada elemento deve ser conscientemente acumulado e, ao final do exercício, completamente dissipado.

    O elemento fogo possui como características fundamentais o calor e a expansão.

    O fogo deve ser imaginado envolvendo todo o Universo em forma esférica.

    O elemento fogo deve ser inspirado simultaneamente pelos pulmões e por todos os poros do corpo.

    O corpo físico e o corpo astral devem ser imaginados como recipientes vazios que absorvem o elemento fogo.

    A cada inspiração, o calor e a força de expansão do elemento devem aumentar progressivamente.

    O praticante deve sentir-se completamente preenchido pela incandescência do elemento fogo.

    A acumulação do fogo ocorre por meio da imaginação aliada à respiração consciente.

    O número de inspirações deve aumentar gradualmente conforme o progresso do praticante.

    A acumulação correta do elemento pode tornar perceptível o aumento da temperatura corporal.

    O equilíbrio prévio dos elementos protege o praticante durante a acumulação intensiva de um único elemento.

    Após o exercício, todo o elemento fogo deve ser conscientemente expirado de volta ao Universo.

    O número de expirações deve ser exatamente igual ao número de inspirações realizadas.

    Ao término do exercício, não deve permanecer qualquer sensação de calor ou resíduo do elemento no corpo.

    Os exercícios devem ser praticados primeiro com os olhos fechados e, posteriormente, com os olhos abertos.

    O domínio do elemento fogo pode conduzir ao desenvolvimento de extraordinária resistência às influências do frio.

    O verdadeiro desenvolvimento mágico exige o domínio equilibrado de todos os elementos, e não apenas de um deles.

    O elemento ar deve ser assimilado pela respiração simultânea dos pulmões e de todos os poros do corpo.

    O praticante deve imaginar que todo o Universo é constituído pelo elemento ar.

    O corpo físico e a alma devem ser visualizados como recipientes vazios que absorvem o elemento ar.

    A cada inspiração, o corpo deve ser sentido como se estivesse sendo preenchido por ar.

    A característica fundamental do elemento ar é a leveza.

    A sensação de leveza deve intensificar-se até que o praticante quase deixe de perceber o peso do próprio corpo.

    Após a acumulação, todo o elemento ar deve ser expirado de volta ao Universo.

    Ao final do exercício, nenhuma sensação do elemento ar deve permanecer no corpo.

    O número de inspirações e expirações deve ser aumentado gradualmente, mantendo sempre a mesma quantidade para ambos.

    O domínio do elemento ar pode conduzir ao desenvolvimento de fenômenos como a levitação e a superação da gravidade.

    O verdadeiro mago busca o domínio equilibrado de todos os elementos, e não o desenvolvimento unilateral de um só.

    O elemento água deve ser assimilado pela respiração simultânea dos pulmões e de todos os poros do corpo.

    O praticante deve imaginar que todo o Universo é um oceano infinito e que se encontra em seu centro.

    O corpo deve ser preenchido completamente pelo elemento água durante a inspiração.

    A característica fundamental do elemento água é a sensação de frio.

    O praticante deve sentir o corpo inteiramente tomado pela frieza característica da água.

    A acumulação do elemento água deve ser seguida pela eliminação completa do elemento através da expiração.

    Ao término do exercício, não deve permanecer qualquer resíduo do elemento água no corpo.

    O número de inspirações e expirações deve aumentar gradualmente, mantendo-se sempre o equilíbrio entre ambas.

    A prática contínua torna cada vez mais intensa a percepção da natureza do elemento água.

    O domínio do elemento água pode conduzir ao desenvolvimento de extraordinário controle sobre fenômenos relacionados à água e ao clima.

    O elemento terra deve ser assimilado pela respiração simultânea dos pulmões e de todos os poros do corpo.

    O praticante deve imaginar todo o Universo constituído pela matéria densa do elemento terra.

    A característica fundamental do elemento terra é a densidade e o peso.

    O corpo deve ser preenchido progressivamente pelo elemento terra até adquirir intensa sensação de peso.

    A acumulação do elemento terra deve tornar o corpo tão pesado que pareça imóvel e quase paralisado.

    Após a acumulação, todo o elemento terra deve ser conscientemente expirado de volta ao Universo.

    Ao término do exercício, nenhuma sensação do elemento terra deve permanecer no corpo.

    O número de inspirações e expirações deve aumentar gradualmente, mantendo sempre o equilíbrio entre ambas.

    As cores dos elementos podem ser utilizadas como auxílio à imaginação, mas não são indispensáveis ao exercício.

    O domínio dos elementos baseia-se principalmente na vivência interior de suas qualidades, e não apenas na visualização.

    A prática prolongada permite manifestar de forma perceptível as qualidades físicas dos elementos.

    O domínio do elemento terra pode conduzir ao desenvolvimento de extraordinários fenômenos relacionados à matéria.

    A respiração pelos poros deve evoluir até alcançar cada órgão individual do corpo.

    O praticante deve transferir conscientemente sua atenção para um órgão específico e fazê-lo respirar energia vital.

    Cada órgão deve inspirar e expirar energia vital de forma independente, juntamente com a respiração pulmonar.

    O treinamento deve progredir gradualmente dos membros para os órgãos internos e, por fim, para a cabeça.

    O exercício é considerado completo quando qualquer órgão do corpo pode respirar energia vital de maneira consciente e isolada.

    O domínio da respiração pelos órgãos permite fortalecer, revitalizar e harmonizar qualquer parte do corpo.

    O domínio desse exercício prepara o praticante para transmitir energia vital a outras pessoas por meio da transposição da consciência.

    A respiração consciente pelos órgãos constitui um dos fundamentos da cura magnética.

    A energia de irradiação pode ser absorvida pelo paciente através da respiração consciente.

    O paciente deve imaginar que inspira a energia vital impregnada com o desejo de cura.

    A cada respiração, o paciente deve fortalecer a convicção de que sua saúde melhora continuamente.

    A energia vital inspirada deve permanecer atuando no organismo mesmo após o término do tratamento.

    Quando o paciente não consegue concentrar-se, o mago deve realizar a imaginação por ele.

    O mago pode dirigir, pela imaginação, a energia vital inspirada ao sangue e a todo o organismo do paciente.

    Os elementos podem ser assimilados diretamente por qualquer parte do corpo através da transposição da consciência.

    A região escolhida deve inspirar e expirar o elemento como se possuísse respiração própria.

    O elemento deve ser acumulado na região desejada e, ao final do exercício, devolvido conscientemente ao Universo.

    A respiração local dos elementos exige domínio da transposição da consciência.

    A técnica de represamento da energia vital em partes específicas do corpo deve ser dominada paralelamente ao represamento dos elementos.

    A respiração consciente no corpo astral possibilita a separação da matriz astral.

    A respiração consciente no corpo astral deve tornar-se automática por meio da repetição do exercício.

    A respiração do corpo físico cessa temporariamente enquanto a respiração consciente ocorre no corpo astral.

    A respiração do corpo físico reinicia naturalmente com o retorno do corpo astral ao corpo material.

    A respiração consciente no corpo astral torna-se automática por meio da prática contínua.

    A respiração consciente no corpo astral é indispensável para o retorno seguro ao corpo físico.

    A retomada da respiração no corpo físico indica a reintegração dos corpos sutis.

    RESULTADOS

    O progresso no terceiro grau produz uma transformação geral em todas as esferas do ser.

    Na esfera mental, desenvolvem-se a força de vontade, a capacidade de defesa, a memória, a observação e a clareza de compreensão.

    Na esfera astral, surgem maior tranquilidade, equilíbrio e o despertar de capacidades latentes.

    Na esfera material, o praticante adquire mais saúde, vigor, agilidade e energia vital.

    A irradiação da energia vital permite purificar ambientes de influências negativas e preenchê-los com força vital.

    A energia vital pode ser projetada à distância para auxiliar no tratamento de enfermidades.

    A força de irradiação permite carregar objetos com desejos conscientemente dirigidos.

    As capacidades mágicas podem ser empregadas tanto para o bem quanto para o mal.

    O verdadeiro mago deve orientar todas as suas capacidades para o bem supremo.

    "O homem colhe aquilo que semeia."

    RITUAIS

    Todo ritual é a expressão exterior de uma ideia, de um pensamento ou de uma vontade.

    Uma ação ritual também pode despertar uma ideia ou um estado interior correspondente.

    Todo ritual fundamenta-se na ligação entre um símbolo exterior e uma força interior.

    Nomes, símbolos, sinais e gestos servem como veículos de manifestação das forças mágicas.

    Todos os sistemas religiosos e mágicos utilizam esse mesmo princípio fundamental.

    Os rituais diferem em sua forma, mas obedecem à mesma lei universal.

    Os rituais possuem valor apenas enquanto instrumentos da vontade consciente.

    O verdadeiro mago não depende de rituais tradicionais para exercer sua magia.

    O mago deve criar seus próprios rituais, gestos e símbolos conforme sua individualidade.

    A eficácia de um ritual depende da ligação consciente entre a vontade e sua expressão exterior.

    Um ritual simples pode ser mais poderoso que um ritual complexo quando executado com plena convicção.

    O domínio dos elementos deve ser associado a rituais individuais criados pelo próprio mago.

    Cada ritual deve corresponder especificamente ao elemento que representa.

    O ritual pode ser acompanhado por uma fórmula ou palavra de poder escolhida pelo praticante.

    Os rituais elementares são pessoais e não devem ser transmitidos a outras pessoas.

    O mago deve criar rituais discretos que possam ser utilizados em qualquer circunstância.

    Os rituais fortalecem-se pela repetição constante da mesma operação.

    Os rituais acumulam progressivamente uma carga no Akasha por meio da repetição disciplinada.

    Os rituais podem produzir seus efeitos automaticamente após o estabelecimento da carga correspondente.

    Os rituais tradicionais derivam sua força da continuidade de sua transmissão e de seu uso coletivo.

    Os rituais estabelecem ligação com uma carga previamente acumulada no Akasha.

    Os rituais exigem perseverança para consolidar sua eficácia.

    Os rituais tradicionais devem ser preservados segundo as regras da tradição que os originou.

    SABEDORIA

    O conhecimento depende da maturidade, da capacidade de assimilação, da memória, da razão e da inteligência.

    Entre conhecimento e sabedoria existe uma diferença imensa.

    É muito mais fácil obter conhecimento do que sabedoria.

    A fonte da sabedoria está em Deus, no princípio das coisas primordiais, o Akasha.

    A sabedoria depende da maturidade, da pureza e da perfeição da personalidade.

    A sabedoria é uma condição da evolução do "eu".

    A cognição chega ao homem não só pela razão, mas principalmente pela intuição e pela inspiração.

    O grau de sabedoria determina o grau de evolução da pessoa.

    O conhecimento e a sabedoria devem caminhar lado a lado.

    A sabedoria nasce da união entre conhecimento e experiência.

    A sabedoria representa o conhecimento integrado ao próprio ser.

    A maturidade espiritual é a base da verdadeira sabedoria.

    A sabedoria não busca reconhecimento, mas compreensão.


    SAHASRARA

    O Sahasrara é o centro mais elevado e divino, do qual nascem e são influenciadas todas as forças dos outros centros.

    SAÚDE

    Do ponto de vista hermético, a saúde é encarada como uma harmonia total das forças que operam no corpo, relativamente às características básicas dos elementos.

    A desarmonia em forma de doença já é uma perturbação importante nas regiões do corpo em que operam os elementos.

    O futuro iniciado deve considerar como condição básica uma cuidadosa atenção com o seu corpo.

    A beleza também é um aspecto da natureza divina.

    A saúde efetiva é muito mais uma condição básica para a elevação espiritual.

    O corpo deve ser belo e harmonioso.

    SENSITIVIDADE

    A sensitividade permite perceber fenômenos, forças e manifestações presentes no Akasha e nos elementos.

    A sensitividade revela informações sobre o passado, o presente e o futuro por meio do contato com objetos e impressões.

    A sensitividade possibilita perceber a presença e a manifestação de pensamentos e seres.

    A intuição é uma expressão da sensitividade.

    A sensitividade é fortalecida pela atuação consciente do elemento água.

    A sensitividade depende da impregnação do elemento água com uma intenção claramente definida.

    A sensitividade manifesta-se por meio da força de atração magnética do elemento água.

    A sensitividade exige estado de profunda receptividade sem perda da consciência.

    A sensitividade deve ser desenvolvida mantendo-se vigilância constante para evitar que a consciência seja substituída pelo sono.

    A sensitividade é ativada pela concentração consciente no próprio campo de percepção.

    A sensitividade depende da convicção absoluta na força de atração do elemento água.

    A sensitividade torna-se imediatamente acessível quando seu campo de percepção está plenamente desenvolvido.

    A sensitividade exige dissolver conscientemente as forças utilizadas ao término da prática.

    A sensitividade fortalece-se pela prática diária e disciplinada.

    SENTIDOS

    Os cinco sentidos correspondem aos elementos e permitem ao corpo astral assimilar as percepções do mundo físico.

    O espírito percebe o mundo por meio dos sentidos astrais e materiais.

    A visão verdadeira pertence ao espírito e utiliza os olhos físicos como instrumentos.

    A audição verdadeira pertence ao espírito e utiliza os ouvidos físicos como instrumentos.

    O tato verdadeiro pertence ao espírito e utiliza o corpo físico como instrumento.

    O praticante deve conscientizar-se continuamente da origem espiritual dos sentidos.

    Os sentidos astrais podem ser aperfeiçoados por meio de exercícios específicos.

    O desenvolvimento dos sentidos deve priorizar as faculdades menos desenvolvidas.

    O aperfeiçoamento dos sentidos fortalece a atuação consciente do corpo astral.

    Os sentidos astrais devem ser desenvolvidos de forma contínua até serem plenamente dominados.

    O domínio dos sentidos astrais amplia profundamente a percepção da realidade.

    O desenvolvimento dos sentidos astrais expande naturalmente as capacidades do mago.

    SERES

    Os seres do elemento fogo chamam-se salamandras; os do ar, silfos; os da água, ninfas ou ondinas; e os da terra, gnomos.

    Os seres dos quatro elementos estabelecem a ligação entre o plano astral e os elementos terrenos.

    Os seres elementais são consciências associadas diretamente aos elementos da natureza.

    Os seres elementais diferenciam-se do ser humano por serem constituídos de um único elemento predominante.

    Os seres elementais representam a manifestação pura das forças elementares.

    Os seres elementais possuem uma existência prolongada em comparação ao tempo humano.

    Os seres elementais não possuem uma individualidade espiritual imortal segundo a visão hermética.

    Os seres elementais retornam ao elemento de origem após o término de sua existência.

    Os seres elementais podem ser conhecidos através da experiência direta do praticante.

    Os seres elementais tornam-se acessíveis pela transposição consciente do espírito.

    Os seres elementais exigem uma adaptação vibratória para estabelecer comunicação com o mago.

    Os seres elementais comunicam-se naturalmente apenas com consciências semelhantes à sua constituição.

    Os seres elementais não compreendem diretamente a natureza humana sem uma adaptação de forma e características.

    Os seres elementais necessitam assumir características humanas para estabelecer uma relação com o homem.

    Os seres elementais demonstram a importância dos exercícios prévios de transformação espiritual.


    Os seres dos elementos são consciências associadas a um único elemento da natureza.

    Os seres dos elementos são constituídos por apenas um princípio elemental, diferente do ser humano que reúne os quatro elementos e o princípio divino.

    Os seres dos elementos podem possuir grande inteligência e conhecimentos profundos dentro do seu próprio elemento.

    Os seres dos elementos, apesar de sua sabedoria, possuem uma constituição limitada pela ausência da integração dos quatro elementos.

    Os seres dos elementos representam manifestações específicas das forças da natureza.

    Os seres dos elementos desejam alcançar a imortalidade por não possuírem o princípio divino presente no ser humano.

    Os seres dos elementos podem ensinar ao mago conhecimentos relacionados às forças naturais.

    Os seres dos elementos permitem ao mago compreender aspectos ocultos da natureza através da experiência direta.

    Os seres dos elementos possuem conhecimentos que podem ser aplicados pelo mago no mundo material.


    SERVIÇO

    As capacidades desenvolvidas devem servir ao bem e à evolução dos semelhantes.

    O verdadeiro iniciado utiliza conhecimento para auxiliar, não para exaltar o ego.

    O poder espiritual encontra sua finalidade no benefício coletivo.

    SHAKTI

    Shakti representa a força criadora e dinâmica da manifestação.

    Shakti simboliza a energia geradora que movimenta a criação.

    Shakti representa o poder ativo da imaginação e da vontade.

    A energia de Shakti manifesta-se como força de transformação consciente.

    Shakti é o princípio dinâmico através do qual o potencial se torna realidade.


    SIDDHIS

    As capacidades mágicas são manifestações das qualidades divinas incorporadas pela consciência.

    As energias superiores tornam-se expressões naturais do desenvolvimento espiritual.

    O domínio interior desperta capacidades relacionadas às leis universais.


    SILÊNCIO

    Nunca se deve julgar ou criticar os outros sem antes olhar para si mesmo.

    O mago não deve falar sobre sua caminhada, sua escalada ou seu sucesso.

    O maior poder reside no silêncio.

    Quanto mais o mago observa o silêncio, mais acessíveis e facilitados se tornam os caminhos para essas forças.

    A discrição protege o desenvolvimento interior.

    O verdadeiro progresso não necessita de demonstração externa.

    O silêncio preserva forças que ainda estão em formação.


    SINAIS

    O espírito comunicante pode utilizar movimentos previamente convencionados para transmitir respostas.

    O praticante deve utilizar o método de comunicação que melhor se adapte à sua própria sensibilidade.

    A prática constante torna a comunicação cada vez mais espontânea e eficiente.

    O contato consciente pode ser estabelecido mesmo sem instrumentos materiais.

    SUBCONSCIENTE

    O subconsciente é uma característica da alma e atua como o oposto da consciência normal.

    Pensamento, sentimento, vontade, memória, razão e compreensão refletem-se no subconsciente sob uma polaridade oposta.

    As paixões descontroladas, os defeitos, as fraquezas e os impulsos indesejados têm origem no subconsciente.

    A introspecção permite decompor e compreender o funcionamento do subconsciente segundo a chave dos elementos.

    O subconsciente pode deixar de ser um adversário e tornar-se um auxiliar na realização dos desejos.

    Para manifestar algo no mundo material, o subconsciente depende dos princípios do tempo e do espaço.

    Ao retirar do subconsciente as noções de tempo e espaço, sua polaridade negativa deixa de atuar sobre o praticante.

    SUGESTÃO

    A sugestão representa a influência consciente sobre o subconsciente.

    A palavra carregada de vontade torna-se uma força direcionadora da mente.

    A sugestão eficaz depende da clareza, convicção e concentração.

    O pensamento direcionado atua como uma semente lançada na consciência.


    SUSHUMNA

    O Sushumna é o canal que liga todos os centros e os regula por meio do princípio do Akasha.

    TALISMÃS

    Os talismãs funcionam como pontos de fixação para energias, intenções e fluidos conscientemente projetados.

    Os talismãs independem de sua forma ou valor material para exercer sua função mágica.

    Os talismãs podem atuar independentemente da crença de seu portador quando corretamente carregados.

    Os talismãs permitem conservar e liberar a energia neles impregnada conforme a finalidade estabelecida.

    Os talismãs servem como instrumentos operacionais da vontade do praticante.

    A crença fortalece o efeito psicológico dos talismãs por meio da autossugestão.

    Os talismãs baseados apenas na crença dependem da confiança de seu portador para produzir efeitos subjetivos.

    Os talismãs mágicos diferem dos talismãs supersticiosos por atuarem segundo leis conscientes e universais.

    Os talismãs devem ser previamente desfluidificados antes de receberem um novo carregamento.

    Os talismãs podem ser purificados pela água mediante concentração consciente.

    Os talismãs devem ser libertados de influências anteriores para receberem um novo propósito mágico.

    Os talismãs devem ser carregados com a certeza de que o efeito desejado já está realizado.

    Os talismãs podem ser programados para agir durante um período determinado ou de forma permanente.

    Os talismãs podem ser destinados a uma pessoa específica ou a qualquer portador.

    Os talismãs podem fortalecer automaticamente sua irradiação conforme a programação estabelecida.

    Os talismãs aumentam sua potência por meio da repetição consciente do carregamento.

    TARÔ

    O mais antigo livro da sabedoria esotérica, o Tarô, ensina o grande conhecimento secreto dos elementos.

    A primeira carta do Tarô representa o conhecimento e o domínio dos elementos.

    A espada simboliza o elemento fogo, o bastão simboliza o elemento ar, o cálice simboliza o elemento água e as moedas simbolizam o elemento terra.

    TATTWAS

    Nos escritos orientais mais antigos os elementos são definidos pelos Tattwas.

    Tudo o que foi revelado até hoje sobre os Tattwas aponta apenas para um aspecto muito restrito dos efeitos dos elementos.

    TELEPATIA

    A telepatia representa a transmissão consciente de pensamentos entre consciências.

    A mente comunica-se além das limitações do espaço físico.

    O pensamento é uma força capaz de estabelecer conexões entre seres.

    A transmissão mental exige domínio da concentração e pureza da intenção.

    O verdadeiro conhecimento telepático deve ser guiado por equilíbrio e responsabilidade.


    TEMPERAMENTOS

    Os quatro temperamentos são a manifestação das oscilações dos fluidos elétrico e magnético no espírito.

    O temperamento colérico nasce do elemento fogo, o sanguíneo do elemento ar, o melancólico do elemento água e o fleumático do elemento terra.

    A força e a oscilação dos elementos determinam a energia, a força e a expansão das características humanas.

    Cada um dos quatro temperamentos possui, em sua forma ativa, características boas e, em sua forma passiva, características opostas.

    O temperamento colérico, em sua forma ativa, manifesta atividade, entusiasmo, determinação, audácia, coragem e força criativa.

    O temperamento colérico, em sua forma passiva, manifesta voracidade, ciúme, paixões, irritação, agressividade e impulso destruidor.

    O temperamento sanguíneo, em sua forma ativa, manifesta compenetração, alegria, habilidade, bondade, clareza, otimismo e independência.

    O temperamento sanguíneo, em sua forma passiva, manifesta susceptibilidade, falta de perseverança, desonestidade e volubilidade.

    O temperamento melancólico, em sua forma ativa, manifesta atenção, generosidade, afetividade, compreensão, meditação, compaixão e capacidade de perdão.

    O temperamento melancólico, em sua forma passiva, manifesta indiferença, derrotismo, timidez, inflexibilidade e indolência.

    O temperamento fleumático, em sua forma ativa, manifesta perseverança, ponderação, determinação, firmeza, concentração, responsabilidade e prudência.

    O temperamento fleumático, em sua forma passiva, manifesta desleixo, indiferença, lentidão, desconfiança e indolência.

    TEMPO

    Todo elemental deve receber um tempo determinado para cumprir sua missão.

    Todo elemental deve receber a ordem de dissolver-se após concluir sua tarefa.

    O nascimento e a dissolução do elemental devem ser estabelecidos no momento de sua criação.

    TERRA

    O elemento terra formou-se por último, a partir do efeito alternado dos três primeiros elementos.

    A característica específica do elemento terra é a solidificação.

    O elemento terra integra em si todos os outros três elementos.

    Foi a solidificação que conferiu uma forma concreta aos três elementos.

    Com a criação do elemento terra surgiram o espaço, a dimensão, o peso e o tempo.

    O fluido do elemento terra é eletromagnético.

    Foi através da materialização da vida no elemento terra que surgiu o "Fiat", o "faça-se".

    O princípio da terra mantém agregadas as funções dos outros três elementos.

    Ao princípio da terra correspondem tanto o progresso e o crescimento quanto o envelhecimento do corpo.

    O elemento terra possui em si o magneto quadripolar com sua polaridade e o efeito dos outros três elementos.

    O princípio do fogo exerce na natureza, em sua forma ativa, o efeito vitalizador e, em sua forma negativa, o efeito destruidor e desagregador.

    O princípio da água possui, em sua forma ativa, o efeito solvente e doador de vida e, em sua forma negativa, o efeito contrário.

    O princípio do ar é o fator neutro, equilibrador e preservador da natureza.

    O elemento terra é considerado o elemento material mais denso.

    TETRAGRAMMATON

    O mistério do Tetragrammaton aplica-se ao corpo humano por meio do magneto quadripolar.

    Tudo o que está em cima é também o que está embaixo.

    Todo iniciado que sabe empregar as forças dos elementos ou o grande mistério do Tetragrammaton em todos os planos pode realizar grandes feitos no mundo material.

    Para o iniciado, os milagres são explicáveis pelo conhecimento das leis universais.

    O corpo e a alma vivem, trabalham, mantêm-se e destroem-se segundo as leis imutáveis do magneto quadripolar, o mistério do Tetragrammaton.

    No Tetragrammaton, o princípio do fogo corresponde ao poder supremo e à força suprema.

    No Tetragrammaton, o princípio do ar corresponde à sabedoria, à pureza, à clareza e à regulação universal.

    No Tetragrammaton, o princípio da água corresponde ao amor e à vida eterna.

    No Tetragrammaton, o princípio da terra corresponde à onipresença, à imortalidade e à eternidade.

    A união desses quatro aspectos forma a Divindade Superior.

    TOLERÂNCIA

    O iniciado aceita o direito de cada pessoa seguir a sua própria verdade.

    O iniciado não tenta desviar ninguém de sua verdade, nem o critica ou o julga.

    Cada pessoa deve apegar-se àquilo em que acredita e que a torna feliz e satisfeita.

    Se todos seguissem esse princípio, não existiriam ódio nem intolerância religiosa.

    TRANSE

    A permanência consciente no ponto de profundidade conduz ao verdadeiro transe mágico.

    O transe mágico permite atuar conscientemente sobre o próprio ser a partir do princípio do Akasha.

    O transe mágico constitui a etapa anterior à união com a consciência cósmica.

    O Akasha deve ser assimilado sem ser represado.

    A inspiração do Akasha deve ser acompanhada da convicção de domínio sobre os quatro elementos.

    O domínio dos elementos exige fé absoluta e ausência de qualquer dúvida.

    O verdadeiro poder sobre os elementos resulta do treinamento completo e do equilíbrio mágico.

    A negligência nos exercícios impede o domínio pleno dos elementos.

    TRANSFORMAÇÃO

    A finalidade deste grau é estabelecer o equilíbrio da alma por meio da transformação do caráter.

    Quem possui grande força de vontade pode começar dominando diretamente suas paixões mais intensas.

    Quem possui menor força de vontade deve iniciar a transformação pelas pequenas fraquezas e avançar gradualmente para as maiores.

    A auto-sugestão é um dos meios para dominar e transformar as paixões.

    As paixões podem ser transmutadas em virtudes opostas por meio da auto-sugestão, da meditação e da autoconscientização constante das boas qualidades.

    A observação vigilante e a força de vontade permitem impedir o surgimento das paixões em sua própria origem.

    A utilização conjunta dos métodos acelera a transformação interior e favorece o progresso mágico.

    As práticas complementares devem convergir para um único objetivo de aperfeiçoamento.

    As características negativas e exageradas devem ser eliminadas por constituírem grandes obstáculos à evolução.

    Os exercícios dos graus seguintes não devem ser iniciados antes da obtenção de um equilíbrio sólido dos elementos na alma.

    A transformação espiritual permite ao praticante aproximar-se das consciências elementares.

    A transformação espiritual consiste na identificação temporária com o elemento desejado.

    A transformação espiritual não representa uma mudança física, mas uma adaptação da consciência.

    A transformação espiritual permite que o mago compreenda a linguagem simbólica do elemento.

    A transformação espiritual prepara o praticante para entrar em sintonia com os habitantes dos planos elementares.

    A transformação espiritual exige domínio dos exercícios desenvolvidos nos graus anteriores.

    A transformação espiritual demonstra que cada plano possui suas próprias leis de manifestação.


    TRANSPOSIÇÃO

    A consciência pode ser projetada deliberadamente para além do próprio corpo.

    A transposição da consciência consiste em identificar-se completamente com o objeto ou ser escolhido.

    Durante a transposição da consciência, o praticante deve assumir as características e a percepção do objeto ou ser.

    A consciência deve perceber o ambiente a partir da perspectiva da forma assumida.

    Durante o exercício, o praticante deve esquecer completamente o próprio corpo.

    A consciência pertence ao princípio akáshico e não está limitada pelo tempo nem pelo espaço.

    O treinamento deve iniciar com objetos materiais antes de avançar para seres vivos.

    O praticante deve assumir mentalmente a forma, o tamanho, a função e as características do objeto escolhido.

    A transposição da consciência para um objeto deve ser mantida continuamente por pelo menos cinco minutos.

    Objetos maiores facilitam o desenvolvimento inicial da transposição da consciência.

    Após dominar os objetos, o praticante deve transpor sua consciência para animais.

    A transposição da consciência independe da presença física do animal.

    O praticante deve assumir integralmente a percepção, os movimentos e o comportamento do animal escolhido.

    A consciência deve permanecer estável na forma animal durante pelo menos cinco minutos.

    O domínio da transposição para animais desenvolve a capacidade de compreender e influenciar os seres vivos.

    A transposição da consciência para formas animais constitui uma preparação para assumir formas espirituais mais elevadas nos trabalhos da alta magia.

    O treinamento da transposição da consciência para pessoas deve iniciar com indivíduos bem conhecidos pelo praticante.

    O praticante deve aprender a pensar, sentir e perceber como a pessoa para a qual transpôs sua consciência.

    O exercício deve evoluir gradualmente para pessoas desconhecidas e de diferentes origens.

    A transposição da consciência para outra pessoa deve ser mantida continuamente por pelo menos cinco minutos.

    O domínio desse exercício permite estabelecer uma profunda ligação consciente com outra pessoa.

    A transposição da consciência possibilita compreender os pensamentos, os sentimentos e a maneira de agir da pessoa.

    A consciência projetada também permite exercer influência sobre outra pessoa por meio da vontade.

    O poder adquirido jamais deve ser empregado para fins egoístas ou para contrariar a livre vontade de alguém.

    O verdadeiro mago utiliza sua influência exclusivamente para o bem.

    TRÍPLICE

    Existem três formas de ascese: a mental, a anímica e a material.

    A ascese mental consiste na disciplina do pensamento.

    A ascese anímica consiste no enobrecimento da alma pelo domínio das paixões e dos instintos.

    A ascese material consiste na harmonização do corpo por meio de uma vida moderada e natural.

    Sem o desenvolvimento simultâneo e equilibrado das três formas de ascese não existe evolução mágica correta.

    Nenhum tipo de ascese deve ser negligenciado ou sobrepor-se aos demais.

    UNIFICAÇÃO

    A união com Deus consiste em desenvolver as ideias divinas desde os patamares mais baixos até os mais elevados, até alcançar a unificação com o Universal.

    Os grandes mestres que alcançam essa união geralmente retornam à Terra com uma missão sagrada.

    Na unificação, aquele que renuncia voluntariamente à própria individualidade realiza a morte mística.

    A unificação divina representa a dissolução da separação entre criatura e princípio divino.

    A consciência individual busca harmonizar-se com a consciência superior.

    A experiência divina ocorre quando sujeito e objeto deixam de ser percebidos como separados.

    A união com Deus simboliza a realização da identidade espiritual mais elevada.

    A consciência reconhece sua origem divina através da unidade interior.


    VARINHAS

    As varinhas mágicas podem ser potencializadas pela incorporação de condensadores fluídicos sólidos.

    As varinhas mágicas atuam como instrumentos de transmissão da vontade do mago.

    As varinhas mágicas podem ser utilizadas para dirigir influências e operações mágicas sobre seres e objetivos determinados.

    VAZIO

    O exercício consiste em esvaziar completamente a mente, rejeitando todos os pensamentos até permanecer apenas o vazio absoluto.

    O estado de vazio mental deve ser mantido sem distrações e sem adormecer.

    O objetivo é conservar esse estado durante dez minutos completos.

    VERDADE

    A verdade depende do reconhecimento, da maturidade e da concepção de cada indivíduo.

    Somente aquele que domina as leis absolutas do macrocosmo e do microcosmo pode falar de uma verdade absoluta.

    A vida, a vontade, a memória e a razão são aspectos evidentes da verdade.

    A busca pela verdade exige abertura, experiência e discernimento.

    A verdade não é imposta, mas descoberta através da vivência.

    O conhecimento intelectual abre caminhos, mas a experiência gera sabedoria.

    A verdade superior ultrapassa opiniões e limitações pessoais.


    VIAGEM

    A viagem mental consiste no desligamento consciente do corpo mental em relação ao corpo físico.

    A viagem mental permite ao espírito deslocar-se livremente sem as limitações do tempo e do espaço.

    A viagem mental possibilita alcançar qualquer lugar por meio da consciência.

    A viagem mental amplia a capacidade de conhecer o Macrocosmo e as demais esferas da existência.

    A viagem mental permite ao mago atuar em diferentes esferas conforme seu grau de maturidade.

    A viagem mental exige preparação progressiva antes de sua prática.

    A viagem mental começa pelo domínio da transposição consciente da própria percepção.

    A viagem mental depende da capacidade de observar a realidade a partir de um ponto de consciência diferente do corpo físico.

    A viagem mental não deve ser praticada sem domínio das etapas anteriores.

    A viagem mental exige equilíbrio mental e completo preparo espiritual.

    A viagem mental fundamenta-se na certeza de que o espírito existe independentemente do corpo físico.

    A viagem mental torna-se possível quando o espírito reconhece sua liberdade em relação ao tempo, ao espaço e ao corpo material.

    A viagem mental inicia-se pela transposição consciente da identidade para fora do corpo físico.

    A viagem mental exige que o praticante observe o próprio corpo como um objeto independente de sua consciência.

    A viagem mental fortalece-se pela repetição consciente do estado de separação entre espírito e corpo físico.

    A viagem mental desenvolve-se inicialmente por meio da imaginação disciplinada até tornar-se percepção direta.

    A viagem mental deve ser confirmada pela comparação entre as percepções obtidas e a realidade física.

    A viagem mental exige precisão crescente na percepção do ambiente ao redor.

    A viagem mental deve começar em ambientes conhecidos antes de avançar para outros locais.

    A viagem mental deve ser praticada de forma gradual, ampliando progressivamente o alcance dos deslocamentos.

    A viagem mental depende do treinamento contínuo mais do que de qualquer técnica isolada.

    A viagem mental prepara o praticante para a separação conjunta do espírito e da alma.

    A viagem mental amplia gradualmente a percepção além da visão, alcançando também os demais sentidos.

    A viagem mental torna-se mais nítida à medida que a consciência se torna mais refinada pelo exercício constante.

    A viagem mental exige a capacidade de distinguir rigorosamente a percepção real da imaginação.

    A viagem mental torna-se confiável somente quando a consciência reconhece espontaneamente a realidade percebida.

    A viagem mental aperfeiçoa-se pela verificação constante entre as percepções obtidas e os fatos observáveis.

    A viagem mental amplia seu alcance à medida que o praticante domina a ausência de tempo e de espaço.

    A viagem mental permite alcançar instantaneamente qualquer lugar por meio da consciência.

    A viagem mental deve avançar de locais conhecidos para locais desconhecidos.

    A viagem mental desenvolve-se pela prática contínua em ambientes cada vez mais distantes e variados.

    A viagem mental permite perceber os acontecimentos presentes onde a consciência é projetada.

    A viagem mental permite atuar diretamente no local alcançado pela consciência.

    A viagem mental possibilita realizar pessoalmente trabalhos que antes eram executados por elementares.

    A viagem mental permite acessar outras esferas quando o praticante alcança maturidade suficiente.

    A viagem mental exige sintonia consciente com a esfera que se deseja alcançar.

    A viagem mental conduz ao conhecimento de realidades inacessíveis à percepção comum.

    A viagem mental pode provocar sonolência durante as primeiras experiências devido ao afrouxamento da ligação entre os corpos.

    A viagem mental elimina gradualmente essa sonolência por meio da prática constante.

    A viagem mental constitui a preparação indispensável para a projeção consciente do corpo astral.

    VIDA

    O ciclo da vida consiste em nascer, crescer, amadurecer e morrer.

    Esse é o destino da evolução de toda a criação.

    Todo o crescimento, o amadurecimento, toda a vida e toda a morte em nossa Terra dependem das leis universais.

    A morte não é um aniquilamento, mas a passagem de um estado a outro.

    Na verdadeira acepção da palavra, não existe morte; tudo continua a viver, transformar-se e completar-se segundo as leis primordiais.

    A morte física é apenas uma passagem ao plano astral e, depois, ao plano espiritual.

    O mago não teme a morte.

    A vida representa a integração entre espírito, alma e corpo.

    A harmonia dos elementos sustenta a manifestação da vida.

    O equilíbrio energético simboliza a preservação da existência.

    A consciência representa o elo entre os diferentes níveis de manifestação.


    VIDÊNCIA

    No plano astral existem realidades tão concretas quanto as do plano terreno.

    Por meio da vidência, o iniciado pode ver os seres do plano astral sempre que desejar.

    O iniciado deve primeiro amadurecer e aprender a provar as coisas para depois julgá-las por si mesmo.

    VIRTUDES

    As virtudes divinas manifestam-se por meio dos quatro princípios universais correspondentes aos elementos.

    A Onipotência corresponde ao princípio do fogo.

    A Sabedoria corresponde ao princípio do ar.

    A Imortalidade corresponde ao princípio da água.

    A Onipresença corresponde ao princípio da terra.

    As virtudes divinas devem ser assimiladas por meio da meditação profunda e da identificação consciente.

    As virtudes divinas transformam progressivamente a alma pela incorporação de suas qualidades.

    As virtudes divinas conduzem à unificação consciente com a Divindade.

    As virtudes divinas atuam simultaneamente sobre o espírito, a alma e o corpo.

    VOLT

    O Volt consiste na união ordenada dos fluidos elétrico e magnético em uma única estrutura energética.

    O Volt representa a forma mais elevada de carregamento mágico de um objeto.

    O Volt reproduz simbolicamente o princípio do Akasha por meio da combinação dos dois fluidos fundamentais.

    O Volt exige que o fluido elétrico ocupe o centro e o fluido magnético envolva sua periferia.

    O Volt deve ser impregnado com uma finalidade única e claramente determinada.

    O Volt pode ser reforçado pelo aumento do fluido magnético que envolve sua estrutura.

    O Volt pode atenuar influências kármicas quando utilizado em conformidade com as leis superiores.

    O Volt exige elevado desenvolvimento espiritual e responsabilidade por parte do praticante.

    O Volt destinado a outra pessoa deve ser carregado diretamente com energias extraídas do Universo.

    O Volt só deve ser aplicado a terceiros quando estiver em conformidade com a Providência Divina e com o desenvolvimento espiritual do destinatário.

    O Volt pode ser criado diretamente no Akasha como instrumento de realização de desejos.

    O Volt é formado pela união dinâmica dos fluidos elétrico e magnético em uma esfera eletromagnética.

    O Volt exige que o fluido elétrico constitua o núcleo da esfera e o fluido magnético forme seu envoltório.

    O Volt fortalece-se por meio do represamento e da projeção repetidos dos fluidos que o constituem.

    O Volt torna-se mais potente à medida que aumenta sua condensação energética.

    O Volt destinado a outra pessoa deve ser constituído com energias extraídas diretamente do Universo.

    O Volt deve ser impregnado com um objetivo único por meio de imaginação, fé e vontade inabaláveis.

    O Volt manifesta sua finalidade após ser entregue conscientemente ao princípio do Akasha.

    O Volt exige o desapego consciente do praticante após sua criação para que sua ação se desenvolva livremente.

    O Volt atua simultaneamente nos planos mental, astral e material.

    O Volt permite influenciar o curso dos acontecimentos em conformidade com as leis universais.

    O Volt exige plena responsabilidade pelo objetivo para o qual é criado.

    O Volt deve ser empregado apenas para finalidades elevadas e construtivas.

    O Volt amplia sua eficácia conforme o desenvolvimento espiritual e o domínio interior do praticante.

    O Volt torna o praticante progressivamente senhor de seu próprio destino quando utilizado em conformidade com a Providência Divina.

    O Volt submete sua ação exclusivamente às leis superiores da Providência Divina.

    O Volt representa uma concentração de forças eletromagnéticas direcionadas a um objetivo.

    O Volt simboliza a projeção consciente de uma intenção sobre o campo das causas.

    A criação de um Volt exige vontade, imaginação e responsabilidade.

    O Volt é apresentado como instrumento de atuação sobre influências sutis.


    VONTADE

    A vontade é a força que sustenta o caminho iniciático.

    A perseverança transforma intenção em realização.

    A vontade disciplinada supera obstáculos internos e externos.

    A evolução exige constância além do entusiasmo inicial.


    CONCLUSÃO
    1

    CONCLUSÃO

    1. Conclusão

    Ao encerrar Iniciação ao Hermetismo, Bardon deixa de descrever técnicas mágicas e passa a apresentar o propósito de toda a obra. Essa conclusão funciona como uma síntese de sua filosofia iniciática e esclarece como o autor compreende a verdadeira magia, o caminho espiritual e a responsabilidade do praticante.

    Segundo Bardon, todo o sistema apresentado ao longo do livro não tem como finalidade a obtenção de poderes extraordinários, mas a transformação integral do ser humano por meio do conhecimento e da vivência das leis universais.

    O verdadeiro objetivo da iniciação

    Bardon inicia a conclusão recordando aquilo que já havia afirmado na introdução da obra.

    Segundo ele, este livro não foi escrito para ensinar meios de conquistar:

    • riqueza;

    • prestígio;

    • fama;

    • poder sobre outras pessoas.

    Seu verdadeiro propósito é estudar o ser humano enquanto microcosmo e sua relação com o macrocosmo.

    Na perspectiva apresentada pelo autor, a magia constitui um conhecimento destinado à compreensão das leis universais que unem o homem ao universo.

    Por essa razão, Bardon procura afastar a imagem popular que associa a magia exclusivamente à feitiçaria ou à evocação de forças malignas.


    A recepção da obra

    O autor reconhece que diferentes leitores interpretarão seu trabalho de maneiras distintas.

    Segundo Bardon, uma pessoa estritamente materialista poderá considerar toda a obra uma fantasia ou uma utopia.

    Entretanto, ele afirma que seu objetivo nunca foi convencer aqueles que não desejam aceitar essa visão.

    O livro dirige-se principalmente aos leitores que buscam sinceramente:

    • a verdade;

    • o autoconhecimento;

    • o conhecimento espiritual.


    O respeito às diferentes tradições

    Um dos temas mais marcantes da conclusão é a crítica às divisões existentes entre diferentes movimentos espiritualistas.

    Bardon cita como exemplo:

    • teósofos;

    • espiritualistas;

    • espíritas;

    • outras correntes religiosas ou esotéricas.

    Segundo o autor, essas tradições frequentemente entram em conflito entre si, apesar de todas afirmarem buscar Deus.

    Na sua visão, essa rivalidade contradiz o verdadeiro espírito da busca espiritual.


    O ensinamento de Cristo

    Para Bardon, todos os buscadores deveriam recordar constantemente o ensinamento atribuído a Cristo:

    "Ame o próximo como a si mesmo."

    Segundo o autor, esse princípio deve orientar toda pessoa que percorre um caminho espiritual.

    Assim, o verdadeiro mago não:

    • despreza outras crenças;

    • alimenta rivalidades;

    • combate outras tradições.

    Ao contrário, procura respeitar qualquer pessoa sinceramente empenhada em aproximar-se de Deus.


    A revelação gradual dos Mistérios

    Bardon apresenta uma explicação para a divulgação pública do conhecimento iniciático.

    Segundo ele, durante muito tempo os Mistérios permaneceram reservados a poucos iniciados.

    Entretanto, afirma que a Providência Divina permitiu que esse conhecimento fosse sendo revelado gradualmente à humanidade.

    Na interpretação do autor, essa abertura atende ao desejo daqueles que realmente procuram a verdade.


    Conhecimento e sabedoria

    Um dos ensinamentos centrais da conclusão é a distinção entre conhecimento e sabedoria.

    Segundo Bardon, a simples leitura do livro transmite apenas conhecimento intelectual.

    A verdadeira sabedoria depende da experiência prática.

    Conhecimento

    Sabedoria

    Pode ser transmitido por livros e ensinamentos.

    Só pode ser conquistada pela experiência pessoal.

    É intelectual.

    É vivencial.

    Constitui o início da jornada.

    Representa a realização da iniciação.

    A continuidade do Tarô

    Bardon relembra que todo o livro corresponde apenas ao estudo da primeira carta do Tarô, o Arcano I, simbolizado pelo Mago.

    Segundo ele, ainda existem:

    • vinte e um Arcanos Maiores;

    • cinquenta e seis Arcanos Menores.

    Cada um deles possuiria um sistema próprio de ensinamentos iniciáticos.

    O autor manifesta o desejo de escrever obras dedicadas a essas demais cartas, caso isso corresponda à vontade da Providência Divina.


    A inexistência de magia branca e magia negra

    Outro ponto importante da conclusão é a rejeição da divisão entre magia branca e magia negra.

    Segundo Bardon, essa distinção decorre de uma compreensão incorreta da magia.

    Na sua perspectiva, a magia é apenas um conhecimento.

    O valor moral não pertence à magia em si, mas ao uso que cada pessoa faz desse conhecimento.

    Essa ideia é coerente com aquilo que o autor havia afirmado anteriormente ao comparar a magia com qualquer outra ciência.


    O aperfeiçoamento moral

    Ao longo de toda a obra, Bardon insiste que o desenvolvimento técnico jamais pode ser separado do aperfeiçoamento do caráter.

    Na conclusão, ele reafirma essa ideia.

    Segundo o autor, quem procura apenas adquirir poderes ocultos acabará interrompendo sua própria evolução espiritual.

    Na sua visão, o progresso iniciático exige simultaneamente:

    • desenvolvimento técnico;

    • amadurecimento moral;

    • purificação interior.

    As capacidades extraordinárias não constituem o objetivo da iniciação.

    São apenas consequências naturais desse processo.


    As capacidades ocultas

    Bardon esclarece novamente que os fenômenos apresentados durante o Grau X não devem ser encarados como demonstrações destinadas à exibição.

    Segundo ele, essas capacidades servem apenas:

    • como indicadores do progresso alcançado;

    • para objetivos elevados;

    • para auxiliar outras pessoas quando necessário.

    Essa observação encerra um tema recorrente em toda a obra: a responsabilidade acompanha o crescimento espiritual.


    A relação com a religião

    Outro aspecto importante da conclusão refere-se à religião.

    Segundo Bardon, quem percorre verdadeiramente o caminho iniciático não precisa abandonar sua tradição religiosa.

    Na interpretação apresentada pelo autor, qualquer religião pode harmonizar-se com o sistema iniciático descrito no livro.

    Assim, a iniciação não pretende substituir uma religião, mas aprofundar a vivência espiritual do praticante.


    As exigências do caminho

    Antes de finalizar, Bardon convida cada leitor a refletir seriamente sobre a decisão de seguir esse caminho.

    Segundo ele, a verdadeira iniciação exige:

    • perseverança constante;

    • paciência extraordinária;

    • vontade firme;

    • disciplina;

    • discrição quanto aos próprios progressos.

    Essas qualidades acompanham praticamente todos os exercícios apresentados desde o primeiro grau.


    A bênção final

    Bardon encerra sua obra dirigindo uma mensagem aos leitores que escolherem esse caminho.

    Ele deseja que cada estudante obtenha êxito em seu aperfeiçoamento e receba a bênção da Providência Divina durante toda a jornada iniciática.

    Essa despedida sintetiza o espírito com que o autor pretende que toda a obra seja compreendida: não como um manual de obtenção de poderes, mas como um caminho de transformação interior fundamentado na responsabilidade, na disciplina e na busca sincera da verdade.


    Texto original

    para um fim; não se destina à obtenção de riqueza, poder, glória a fama, mas é um estudo sério sobre o homem, portanto sobre o microcosmo em relação ao macrocosmo, com as suas leis. Em conseqüência disso o leitor poderá formar uma perspectiva totalmente nova sobre a magia a nunca mais rebaixá-la à condição de feitiçaria e evocação do demônio.

    Naturalmente cada leitor avaliará esta obra de iniciação de um ponto de vista muito individual. Uma pessoa de visão totalmente materialista, que não acredita em nada a que não sabe nada sobre o mundo sobrenatural, mas só conhece o mundo material, definirá esta obra como simples utopia. Não é função deste livro despertar alguma crença nessa pessoa ou conquistá-la, mudando a sua opinião a convencendo-a a adotar outro ponto de vista. Este livro é dedicado principalmente àqueles leitores que procuram a mais pura verdade e o conhecimento mais elevado. Muitas vezes a pessoa é convencida ou até induzida a seguir alguma direção espiritual, a passa pela experiência de ver essas diversas tendências tomarem-se inimigas, por causa da inveja ou da prepotência. O verdadeiro mago sentirá pena dessas pessoas, seitas e tendências espirituais (?), mas não deverá odiar, falar mal ou desprezar ninguém; ele deverá dar a devida atenção a toda a pessoa que também segue ou busca o caminho que leva a Deus. É triste, mas é verdade que os teósofos, espiritualistas, espíritas, ou como todos eles se chamam, se opõem mutuamente a se tomam inimigos, como se todos os caminhos não levassem a Deus. Todas as pessoas que procuram o caminho que leva a Deus deveriam lembrar-se bem das palavras de Cristo, o grande Mestre dos Místicos: "Ame o próximo como a si mesmo." Essas palavras deveriam ser um mandamento sagrado para todo o buscador que trilha a senda espiritual. Muitos seres que tiveram de deixar o nosso mundo material e não tiveram a oportunidade de alcançar o verdadeiro conhecimento espiritual, alegaram, nas esferas mais elevadas, que em nossa Terra o verdadeiro conhecimento era, no passado, reservado só para alguns eleitos, a portanto não estaria disponível para todos. Por causa disso os Mistérios, ocultos por milhares de anos, são mostrados pela Providência Divina, gradualmente, a todo o habitante da Terra que real mente almeja saber a verdade a obter o conhecimento. Os frutos do conhecimento não cairão do céu só através da leitura; a pessoa terá de conquistá-los superando muitas dificuldades a obstáculos. Muitos, talvez até a maioria, vão querer primeiro convencer-se da autenticidade das leis para só depois acreditar nelas a decidir se enfrentarão o caminho da iniciação. O verdadeiro mago sabe que essa postura do homem está errada. Ele está convencido de que, para acreditar, a pessoa deverá primeiro ser instruída a formada através da iniciação. Com a simples leitura desta obra poderemos obter o conhecimento intelectual, mas não obteremos a sabedoria. O conhecimento pode ser transmitido, mas a sabedoria só pode ser obtida através da experiência a da vivência.

    Estes por seu lado dependem da maturidade espiritual de cada um, que também depende do desenvolvimento espiritual conquistado de forma prática no caminho da iniciação.

    Toda a pessoa que já leu algo sobre o tarô sabe que além da primeira carta, em que os mistérios egípcios, o berço da sabedoria, é representado pelo mago, ainda existem outras vinte a uma cartas, chamadas de arcanos maiores. E cada uma dessas outras cartas possui um sistema próprio de iniciação. Ao lado dos vinte a dois arcanos maiores ainda existem cinqüenta a seis cartas correspondentes aos arcanos menores, que também simbolizam os pequenos mistérios; para cada uma delas há uma explicação a ser dada.

    Dependerá exclusivamente da vontade da Providência Divina dar me a possibilidade de escrever sobre cada uma das cartas do tarô e publicar esses escritos.

    Depois do estudo minucioso desta obra instrutiva o leitor se convencerá de que não se pode falar de uma magia branca ou negra, a que não existem diferenças entre magia, misticismo ou como se chamam todas essas ciências ou tendências. Na introdução também comentei que toda ciência pode ter finalidades malévolas ou benévolas. A idéia da existência de uma magia negra deriva do fato das pessoas não terem conseguido, até hoje, ter uma noção correta do que é magia. Em cada capítulo a seus respectivos métodos de instrução repeti várias vezes que esse conhecimento só é destinado a objetivos muito nobres. Além disso enfatizei sempre que ao longo do seu desenvolvimento o mago deveria enobrecer o seu caráter ao máximo se não quisesse parar na sua evolução, ou o que seria pior - retroceder. O enobrecimento da alma caminha lado a lado com a evolução e o desenvolvimento. Quem estiver só preocupado em adquirir capacidades a forças ocultas a vangloriar-se delas, terá feito um trabalho inútil, pois a Providência Divina permanecerá inexplorada em sua obra a cedo ou tarde afastará do caminho essa pessoa que só almeja dominar as forças ocultas. As capacidades ocultas conseqüência da iniciação, devem ser encaradas como parâmetros do desenvolvimento a só serem usadas para objetivos nobres a ajuda aos semelhantes; por isso deverão permanecer restritas ao mago verdadeiro.

    Quem trilhou o caminho da iniciação não precisa mudar a sua visão de mundo em relação à religião, pois a verdadeira religião já é a prática da iniciação aqui descrita; toda religião poderá ser colocada em sintonia com esse sistema iniciático.

    Antes de entrar no caminho da verdadeira iniciação cada um deverá testar a si mesmo para saber se pretende considerar a verdadeira iniciação como a sua prática religiosa, como a missão de sua vida, a que ele poderá realizar apesar de todos os obstáculos a dificuldades do caminho, que uma vez trilhado, nunca mais o deixará. É óbvio que as condições básicas necessárias para isso são uma perseverança a uma paciência quase sobre-humanas, uma vontade férrea e uma enorme discrição sobre os progressos realizados. A todos os leitores que querem se aperfeiçoar a elegeram esta obra como o seu guia, desejo muito êxito e a bênção divina.